Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

A Última Estrela

O que acontecerá a Maria?

Total de votos: 16

  • O sentimento forte de se reunir aos pais fá-la juntar-se ao lado negro 0% 0 votos
  • Consegue resistir no último momento ao ouvir o pedido de socorro de Mário 50% 8 votos
  • Vénus aparece e evita que Júpiter toque no Cristal Prateado 13% 2 votos
  • Júpiter toca no Cristal Prateado, mas algo estranho acontece de seguida 19% 3 votos
  • O restaurante sofre uma nova explosão, atirando Júpiter e Petzite violentamente para o chão, evitando o pior 0% 0 votos
  • Nenhuma das anteriores 19% 3 votos

Esta sondagem está encerrada.

#990
tens de ter calma nani afinal o sammu n tem so a fic pa fazer tb tem os epis e a sua vida pessoal q toma mt tempo mas de certeza q sempre q ele pode escreve mais um pouco e claro quando puder vai postar pa nos vermos
por enquanto vamos continuar a encorajar o rapaz porque ele ate escreve mtt bem
FORÇA AI SAMMU!! looool e como ja disse isto ta cada x mais interessante e misterioso lool


http://animation.forumeiros.com/index.htm - regista-te e vem divertir-te connosco
#991
Haruka escreveu:tens de ter calma nani afinal o sammu n tem so a fic pa fazer tb tem os epis e a sua vida pessoal q toma mt tempo mas de certeza q sempre q ele pode escreve mais um pouco e claro quando puder vai postar pa nos vermos
por enquanto vamos continuar a encorajar o rapaz porque ele ate escreve mtt bem
FORÇA AI SAMMU!! looool e como ja disse isto ta cada x mais interessante e misterioso lool

Obrigado pelo apoio Haruka Wink Mas a Nani é minha irmã, ela sabe muito bem que eu escrevo sempre um bocadinho à noite, ehehehe.
Sammu, és fixe!
#993
opah!mas pk é que eu tive a semana toda sem net Sad agora não dá pa comentar....já comentaram tudo Sad mas mesmo assim vou tentar X)

ora então é assim...senhor Sammu..parabens!Tal como os outros capitulos, este está excepcional!(não queres editar isto em formato de livro?assim apresentava a tua fanfic no contrato de leitura em vez de um livro todo totó do tipo "Uma aventura na Cochichina" :Embaracoso': )

Então é assim...pelos vistos...o facto de eu estar constantemente a errar o nome da rapariga...quer dizer alguma coisa X) . Gostei da explicação quedestes...e que por um lado está certa!Agora...só uma coisa...a Haruka e a Mariana são BURRAS!quer dizer...elas andam a procura dos portadores dos sete cristais arco-iris certo?Certo!Quem é que é que já tinha descoberto esses cristai?Quem foi? A Bunny, a Rita, a Maria e a Ami!Agora...será lógico andar atrás dos postadores "sozinhas" e a fazerem figuras de parva e "mal-criadas" ( sim....pk foram um pouco rudes com a Bunny e com as outras...a verdade por muito que custe tem de ser dita!)?Resposta: NÃO!PorquÊ?Simples...talvez se contassem a Bunny e as outras que andam á procura desses cristais elas de bom agrado lhe contariam quem eram , o que ajudaria a localiza-los e assim estavam uns quantos passos á frente do inimiggo :Pensativo: . Só é burro quem quer :Embaracoso': ( mas prontos....Sammu espero que não fiques ofendido com o ponto de vista apresentado...simplesmente passo a semana toda a ouvir babuzeiras do género : "Diana!!Disseram-me que o photoshop vai acabar!!O que é que vais fazer??" (a nha colega com aquele ar de cinica que eu odeio) eu respondo " Dani..o photoshop não vai acabar....simplesmente pode é não ter actualizações :Sem paciencia:" )
Continuando o comentário...Hum...gostei de ver as pessas do puzzle a encaixarem!(é estranho...a Bunny estava a raciocinar...algo muito raro :: ).O Fernando prontos...é quela base...(como é que hei de explicar...) é um pouco tonto já se sabe...a mãe da Joana...sinceramente pareceu-m mesmo um Snob ( pensava que ela era policia mas prontos).
Para concluir...que história é aquela de a Célia ( ou célimoon) ir servir o Gonçalo??AiAiAi...Mau Mai Maria que o Gatito já mia....(LOL) Hum..será que o Gonçalo estará memso preso como a Bunny viu?será que ele está cansado e a Célia ( ou célimoon) simplesmente está a querer ajuda-lo?
E agora?o que irá acontecer no restaurante da Maria?

Sammu fico á espera do próximo capitulo Embaracoso

Editado pela última vez em

#994
Oh Dianuxka... Acho q o facto de a Célia ser a Celimoon nunca foi um mistério... Simplesmente as navegantes ainda n descobriram, mas para o leitor isso foi sempre claro, n é nenhuma grande descoberta...

A mãe da Joana nunca apareceu. A polícia q tás a dizer era a amiga dela de Londres, do tempo em q ela era Sailor V.

E elas sabem quem são os portadores dos cristais... O espelho da Mariana está a mostrá-los... Só n sabem é onde encontrar o Rui...

#995
pois...(simplesmente não quero tirar o mistério a fanfic --') hum...eu sempre pensei que a mãe dela fosse policia...mas prontos...

pelo que percebi elas não sabiam lá muito bem quem eram os portadores....dai aquelas perguntas e respostas :Embaracoso': mas como as navegantes disseram...o Rui consegue prever o futuro...

pa proxima tento ler mais cedo....eu simplesmente tentei fazer um comentário que não fosse do génro: " tas optimo!tens muito geito!parabens" e etc...


*Dianuxka enfia a cabeça na areia como se fosse uma avestruz*
#996
ja ha algum tempo k leio a tua fic mas ainda n tinha comentado, por isso ca vai:

acho que muito jeito para escrever... a historia esta incrivel!!!
acho que tives te uma ideia muito fixe e inspiraçao, pelos vistos, e o nao t falta!!!

fiquei a pensar numa coisa: porque e que a celimoon (ou celia, como quiserem) quer o Gonçalo???

acho que vou ter de esperar pelo proximo capitulo nao e?? lol!

por isso fico a espera...


#997
Brigado pelo comentário Likinhas!

Olá Dianuxka,gostei muito do teu comentário!
Em primeiro lugar como a Kasei disse e muito bem, aquela policia de que estás a pensar é uma amiga da Joana que apareceu no anime quando ela era Sailor V e estava na Inglaterra, não era a mãe. No caso da minha fic a mãe da Joana é editora de uma revista, e é bastante snob, razão pela qual a Joana nunca se deu muito bem com ela (para mais informações ler a manga Codename wa Sailor V xD).
Quanto aos cristais arco-íris, tal como a Kasei disse (outra vez! xD) as Outer Senshi sabem perfeitamente quem são os portadores graças ao Espelho de Neptuno apenas estão a tentar localizá-los, por isso as Inner não poderiam ajudar muito visto que também não sabem onde eles estão.

Dianuxka escreveu:pa proxima tento ler mais cedo....eu simplesmente tentei fazer um comentário que não fosse do génro: " tas optimo!tens muito geito!parabens" e etc...


*Dianuxka enfia a cabeça na areia como se fosse uma avestruz*

E fizeste muito bem, caso tenhas dúvidas à cerca da história não hesites em perguntar, quero que ela seja perceptivel para toda a gente ! Embaracoso
Sammu, és fixe!
#998
pois...(é que eu li por volta das 8.30 - 9h da manhã...tinha acabado de me levantar...) e como eu tenho tado sem net na minha antiga casa....mas agora vou estar mais atenta Cool
mais uma vez parabens por escreveres uma fanfic tão interessante ( não está mesmo interessado em edita-la como livro :: )
#999
a nha sorte e k, msm sem fazer login, smp k tive um cadituh vim ler a fic, sn hj n conseguia ler istuh td Matreiro lool
o k e k s ha-d dzer?? ta espectacular, para n variar Matreiro lool
ahh, i inda bem k ja s começam a ver algumas peças do puzzle a juntar-s, agr so falta saber por ond anda a menina Amy Matreiro

i eu inda continuo a acreditar k a calimmon e boazinha... num estilo das outer, ams boazinha Matreiro lol!



Alley Cat Silvia -> nome mafioso
#1.000
Sammu... tens uns peqenos erros no capítulo.

-------
Suite à un grand nombre de réponses, ce sujet a été automatiquement divisé. Vous pouvez retrouver la suite de ce sujet ici :
https://sm-portugal.forumeiros.com/viewtopic.forum?t=2998
#1.001
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A Última Estrela Climoon2

Índice de capítulos(II):


  • Capítulo 1
    O fim das Guerreiras Navegantes?
    O Gonçalo desapareceu!



  • Capítulo 2
    O renascimento de Esmeralda?
    O festival do Templo Hikawa.


  • Capítulo 3
    De novo guerreiras!
    A confissão de Bunny.


  • Capítulo 4
    Um novo Cristal Prateado?

    Batalha na Universidade.


  • Capítulo 5
    Um encontro no parque!
    O treino das navegantes.


  • Capítulo 6
    A mansão de Célia!
    O estranho colar de meia-lua.


  • Capítulo 7
    Luta no apartamento de Gonçalo!
    Uma visão do passado.


  • Capítulo 8
    Terror no Templo Hikawa!
    O fogo de Marte.


  • Capítulo 9
    A lealdade de Haruka e Mariana?
    O passado de Rita.


  • Capítulo 10
    Os Cristais Arco-íris?
    Conclusões desconcertantes.


  • Capítulo 11
    Uma celebridade no restaurante!
    A triste história de Maria.


  • Capítulo 12
    O que se esconde na mansão?
    Maria em perigo.


  • Capítulo 13
    As Irmãs da Caça atacam!
    O Trovão de Júpiter.


  • Capítulo 14
    A vingança de Kaorinite!
    A nova transformação das Outer Senshi.


  • Capítulo 15
    O dia do concerto!
    A oportunidade de Joana.


  • Capítulo 16
    A identida de Célimoon é descoberta!
    A espada das Guerreiras Guardiãs.


  • Capítulo 17
    Onde estão Bunny e Gonçalo?
    A história de Luna e Artemis.



  • Capítulo 18
    Rumo à Alemanha!
    Terror na faculdade de medicina.


  • Capítulo 19
    Distúrbios no fluxo do templo!
    Plutão junta-se à batalha.


  • Capítulo 20
    O desaparecimento da luz de Sailor Moon!
    A pedra do Luar é o segundo fragmento.


  • Capítulo 21
    Rumo à Lua!
    O desespero de Esmeralda.


  • Capítulo 22
    O negro Milénio Prateado!
    Luta de água e fogo




  • Capítulo 23
    Recordações de um amor longínquo.
    A maldição de Nemésis.
    1ª parte



  • Capítulo 23
    Recordações de um amor longínquo.
    A maldição de Nemésis.
    2ª parte





CAPÍTULO FINAL:


Capítulo 25
Ómega- um fim e o início
A Última Estrela



Bem pessoal, devem estar a pensar "Wtf" já íamos no capítulo 31 e voltou para trás?! Bem, decidi juntar os capítulos mais antigos e mudar os títulos. Não fazia sentido ter os capítulos antigos com 1 post e agora os mais recentes com 6 e 7 Embaracoso''' Isso significa que os comentários até ao capítulo 9 estão todos trocados, eu fiz uma salganhada Falaste demais Anyway, se seguirem os links não se perdem, e a partir do cap. 9 os comentários já estão certinhos. Embaracoso
Mudei os títulos porque não fazia sentido ter metade em inglês, metade em português, alguns nem se percebia nada do conteúdo do captítulo. Assim estes títulos agora espelham o que vai acontecer no capítulo e é muito mais fácil para o pessoal se guiar! Embaracoso
Sammu, és fixe!

Editado pela última vez em

#1.002
amanha!!
ok!apartir das 14h tou colada ao pc a espera do capitulo!desta vez não me descuido >.<
se não o ler amanhã, leio-o na terça-feira a tarde Wink
#1.003
Sammu escreveu:
From_Mars escreveu:Sammu... tens uns peqenos erros no capítulo.

Se calhar se dissesses quais eram ajudava (digo eu) silent


O próximo capítulo será postado entre hoje e amanhã (tem 12 páginas... omg passei-me mesmo)

Pois, acredito q ajuda. Por isso mesmo é q eu os mencionei no comentario q fiz logo quando li o capítulo, na pág 48 s n me engano. Mas parece qe tu nao leste. Rolling Eyes
#1.004
Woooooooooooooooooow
12 paginas?
*mim fica de boca aberta aberta a olhar para o Sammu*
Fico á espera.
De certeza que vai ser um optimo capitulo(para variar...lol)
#1.005
From_Mars escreveu:
Pois, acredito q ajuda. Por isso mesmo é q eu os mencionei no comentario q fiz logo quando li o capítulo, na pág 48 s n me engano. Mas parece qe tu nao leste. Rolling Eyes

Ahhhhh touché, bem jogado.
Por acaso li sim senhor, mas fui deixando passar para corrigir todos de uma vez à medida que os fossem encontrando, até postar o próximo capítulo.
Enterraste-me agora, muito bem muito bem, Matreiro
Sammu, és fixe!
#1.006
12 paginas? espero k te passes mais vezes xD vou ficar pregada ao pc xD

desculpa nao ter comentado mais cedo, mas tenho tido tanta coisa pa fazer k resta-me pouco tempo :S

gostei muito deste capitulo... a maneira como elas vao encaixando as "peças do puzzle" esta muito bem descrita... e a entrada da mae da joana partiu tudo xD
pla maneira como escreveste deu pa ver k elas sao muito diferentes e k nao se dão la muito bem, mas fiquei com a ligeira impressao de que psicologicamente sao um pouco parecidas...

*firma feita pela Diza xD*


Fic Princesas em Perigo - acabada
Nova Fic - Earth Rose - 9º capitulo POSTADO
#1.007
Sammu escreveu:
Ahhhhh touché, bem jogado.
Por acaso li sim senhor, mas fui deixando passar para corrigir todos de uma vez à medida que os fossem encontrando, até postar o próximo capítulo.
Enterraste-me agora, muito bem muito bem, Matreiro

Ok, se assim o dizes...
So' q continuei a ver isso no capitulo, e, consequentemente, vi o meu comentario ignorado. Razz
N era pa te enterrar...
mas ainda bem Matreiro lol
#1.008
CAPÍTULO 11
Uma celebridade no restaurante!
A triste história de Maria.
=========================


Tudo estava negro. A imensidão do firmamento pintava-se de uma só cor, a bela escuridão, apenas interrompida pelo brilho das estrelas. Esse brilho que se sucumbia tão facilmente à sua vontade… Olhou para a sua direita. Lá estava, aquela cor azul, aquele brilho que quebrava o negro do espaço, aquelas estrelas que lá habitavam e impediam que a pérola azul se rendesse à sua vontade. Durante tanto tempo, durante tantos séculos, milénios… Mas agora estava perto, tão perto que conseguia sentir o gostinho doce da vitória. Os erros do passado não se repetiriam, o ataque directo não era mais uma opção para conseguir a vitória. Mas elas não sabiam disso, ignoravam por completo o que se passava à sua volta. Os primeiros passos já tinham sido dados, e dentro de algum tempo o único resistente iria cair aos seus pés como todos o haviam feito em tempos passados.

- Mestre, chamou-me? – perguntou uma voz arrepiante, acompanhada de um estalar de vidros.

A figura sombria que contemplava a Terra voltou-se para o local de onde a voz veio e falou com uma voz doce.

- Sim. – confirmou esboçando um sorriso de satisfação estrema. Rainha da Escuridão, rainha que dominas o poder do espelho, o poder da ilusão e percepção. Chegou a hora de realizares a tua escura arte.

A Rainha Nehalenia sorriu deliciada ao ouvir tais elogios, fazendo uma profunda vénia dentro do seu espelho.

- Que queireis que faça Mestre Caos? – perguntou Nehalenia à figura feminina escondida nas sombras.

- Acalma-as, ilude-as, eis que deves tomar a forma da nossa sacrificada e iludir aquelas que lutam pela lua branca e pela aliança luo-estelar. – respondeu voltando-se para a Terra- Sabes o que tens a fazer, não falhes.

Com um gesto fantasmagórico, o espelho de Nehalenia partiu-se em mil pedaços, dirigindo-se para a Terra, como acontecera há anos atrás.

- Esmeralda, Kaorinite? – voltou a falar a figura.

De seguida duas figuras materializaram-se à sua frente, imitando a vénia de Nehalenia.

- Que informações me trazem?

- Elas já descobriram que o que temos não é o verdadeiro Cristal Prateado, mas sim a sua parte incompleta, mestre. – respondeu Kaorinite curvada, olhando para o solo, em sinal de respeito.

- Por outro lado não fazem ideia do paradeiro do ultimo portador do Cristal Arco-Íris… mestre. – completou Esmeralda rapidamente.

- Dizes-me isso como se fosse… algo de bom? – inquiriu a figura das sombras, voltada de costas para elas. Por acaso fazeis a mais pálida ideia do paradeiro dessa criatura?

- N-não, não mestre. – respondeu Esmeralda francamente assustada.

- Mestre, perdoe-me a ousadia, mas porque precisamos de matar os antigos portadores dos Cristais Arco-Íris? – perguntou Kaorinite num súbito folgo de coragem. Ansiava saber o porquê de ter sido ordenada a matar o avô da guerreira Marte. Missão essa que quase lhe custara a vida, mas que graças aos seus rápidos reflexos escapara de morrer queimada. Mas essa missão era ínfima, apenas uma comparada aos outros seres inferiores que assassinara antes. Tinha adorado ver o rosto de sofrimento de cada um deles, saber o porquê da sua missão apenas acrescentava um sabor especial. Tinha aproveitado a sua estadia na Terra para se vingar, para se vingar do homem que sempre a ignorou. Sim, sem dúvida o Professor Tomoe fora o homicídio mais prazeroso.

A mulher esboçou um sorriso de estrema satisfação, como se lesse e absorvesse a satisfação no pensamento de Kaorinite. Continuava de costas para elas, olhando para a Terra que se encontrava no espaço por detrás do enorme vitral.

- Quando a Princesa da Lua transformou os demónios em humanos após retirar os Cristais Arco-Íris, usou o seu ceptro lunar. Ao fazê-lo, deixou parte da sua essência nessas criaturas. Sendo esta metade do Cristal Prateado formado pelos sete cristais arco-íris que estavam nesses humanos, ele contém ainda a essência da Princesa que foi deixada nos corpos dos seus antigos portadores. Enquanto não forem mortos, não possuirei verdadeiramente este fragmento. Não conseguirei usá-lo para o seu verdadeiro propósito, não poderei efectuar a maldição que tanto anseio, libertar a Maldição do Cristal Prateado, não enquanto a luz da Lua Branca brilhar nos corpos que deram origem ao fragmento… - explicou a mulher fazendo uma longa pausa. Kaorinite? – perguntou a figura num tom sinistro após acabar o seu discurso.

- Sim mestre? – respondeu Kaorinite, absorvendo cada pedaço de informação.

- Nunca questiones o porquê das minhas ordens, e sobretudo não te desvies delas. – sorriu a figura sombria estendendo a mão a Kaorinite. O Cristal Prateado materializou-se na mão da mulher e absorveu a luz, a ínfima luz, que banhava o escuro salão. Esmeralda afastou-se. Nada saiu da mão da mulher, mas Esmeralda rapidamente percebeu o que estava a acontecer. Kaorinite estava com as mãos à volta do seu pescoço, tentando desesperadamente desapertar algum tipo de forças invisíveis que o apertavam. Estava a sufocar lenta e dolorosamente. Estava a ficar cada vez mais pálida, tão pálida quanto a sua pele já branca lhe permitia. Antes de morrer, verteu uma lágrima, não de arrependimento mas por pena de si própria. O seu corpo caiu inanimado no chão, com os olhos arregalados. A mulher das sombras lançou duas ondas de luz vindas do Cristal Prateado, que penetraram no peito e nas costas de Kaorinite. Elevou-se no ar um cristal translúcido, uma das mais lastimáveis sementes de estrela. Com um gesto de mãos, esta partiu-se em mil pedaços, desvanecendo-se no ar, tal como o corpo de Kaorinite.

Esmeralda assistiu horrorizada ao espectáculo macabro que acabara de ocorrer à frente dos seus olhos.

- Que vos sirva de lição. – disse serenamente a mulher voltando novamente as costas a Esmeralda. Devolvi-vos à vida e posso retirá-la tão facilmente como a devolvi… para sempre.

Esmeralda fez outra profunda vénia e desmaterializou-se.











- Alma de Fogo, ARDE! – gritava uma mulher de vermelho, ao mesmo tempo que as chamas saíam dos seus dedos furiosamente em direcção ao inimigo.

Era Rita, o ataque de Rita, aquele fogo laranja faiscante que consumia tudo ao seu caminho. O fogo… Tão belo, tão quente, tão destruidor.

Começou a abrir os olhos lentamente. Estava desmaiada, sentada num banco de avião. Que cheiro era aquele? À medida que ia despertando, ficava mais alerta, conseguia agora distinguir o barulho que vinha do lado de fora do avião. Eram sirenes, que barulho horrível! Estava quente, algo não batia certo. Estava toda suada, não conseguia respirar bem.

- Mãe! – gritou a pequena criança desapertando o cinto de segurança. Os seus olhos ardiam em contacto com o ar. Mãe, Pai!

Momentos antes de o avião ter caído desgovernado na pista, os seus pais foram visitar o cockpit, de certo ainda estariam lá, teriam que estar. À medida que ia caminhando pelo estreito corredor, via pessoas ensanguentadas, caídas no chão. Estava com medo, o fogo estava mais próximo e o fumo era intolerável.

- MAMÃ!! – o seu berro agudo de desespero abafou por instantes o som das sirenes que se faziam ouvir do lado de fora. PAPÁ!!

Mas o que estava a acontecer? Estava em perigo, os seus pais não a vinham ajudar. Onde estavam os seus pais que sempre estiveram presentes para a auxiliar e amparar? Correu para uma porta que dava para o exterior, que estava aberta.

- Socorro! – gritou para os homens de vermelho que gesticulavam freneticamente em baixo. Vislumbrou por de baixo da porta uma espécie de trampolim como aqueles que uma vez vira no circo. Percebeu que tinha de saltar. Com certeza os seus pais já tinham feito o mesmo e estavam lá em baixo, à espera que a filha saltasse e os viesse abraçar. Como muito medo, num golpe de coragem, saltou da sua janela em direcção ao vazio. Tudo começou a ficar negro…

Estava agora numa sala branca sentada num banco, envolvida por um cobertor e a beber uma chávena de leite. Uma senhora alta, vestida com um fato preto sentou-se ao seu lado e falou docilmente.

- És tu a Maria minha pequenina? – perguntou olhando para a pequena criança, que não deveria ter mais de seis anos. Era alta, com cabelos compridos castanhos e olhos verdes brilhantes. Se a sua cara de menina não a denunciasse com certeza que pensaria que era muito mais velha do que a sua verdadeira idade.

- A mamã diz que não devo falar com estranhos. – respondeu-lhe envergonhada, mas segura, enquanto bebia o leite quente.

- Não te preocupes, sou tua amiga. – disse a senhora esboçando um sorriso, passando a mão pelos cabelos de Maria.

- Onde está a minha mamã e o meu papá? – perguntou Maria finalmente olhando para ela. Viu que o sorriso na cara da senhora rapidamente se desvanecia. Viu-a a tentar escolher as palavras certas para lhe dizer algo. Saiu da cadeira e pôs-se de joelhos à sua frente. Pegou-lhe na mão.

- Maria, os teus papás estão a dormir. – disse a senhora enquanto ficava com os olhos húmidos.

Maria riu-se e falou alegremente.

- Não estão nada! – disse bem-disposta. Eles nunca dormem até tão tarde, estão sempre a dizer que é um desperdício! Devem estar a comprar um presente para mim, por eu ter sido uma menina corajosa e ter saltado como os senhores de vermelho disseram!

A mulher ficou visivelmente desconfortável e os seus olhos encheram-se de lágrimas. Era óbvio que nunca tinha dado uma notícia daquelas a uma criança.

- Maria, os teus pais morreram…

O sorriso e a boa disposição de Maria foram desaparecendo como fumo ao ver o olhar grave daquela mulher. Pelos vistos aquilo não era uma boa noticia.

- Morreram? O que é isso, morrer? – perguntou começando a ficar assustada. Onde está a minha mamã?

- Significa que os teus papás voaram… Fizeram uma viagem muito grande e agora estão no céu a olhar para ti. – explicou a mulher, nunca largando as mãos de Maria, que agora começara a chorar. A chávena que Maria segurava caiu no chão partindo-se em mil pedaços.

- Isso quer dizer que eu não os vou ver nunca mais? – perguntou soluçando em lágrimas.

- Vais, querida, vais… Quando fores uma estrela no céu vocês vão-se encontrar novamente. – respondeu a mulher que também chorava, abraçando Maria.



- Não, não, NÃO!! – gritou acordando sobressaltada. Olhou à sua volta. O estava no seu quarto, não havia sirenes, já não era uma criança. A luz acendeu-se. Uma mulher fitava-a na porta.


- Estás bem Maria? – perguntou Fernanda, a mãe de Bunny, de pijama. Ouvi-te gritar.

- Estou… - respondeu Maria suada. A sua resposta desencadeou um choro involuntário.

Fernanda entrou no quarto e sentou-se na ponta da cama, a seu lado.

- Não estás bem… Sei que não estás. – disse carinhosamente passando as mãos pelos cabelos castanhos de Maria, como aquela assistente social tinha feito há tantos anos atrás. - Sabes que ás vezes, faz bem desabafar. Se guardarmos tudo dentro de nós acabamos por não conseguir enfrentar o futuro. Maria olhou nos olhos de Fernanda, uma mãe carinhosa e preocupada, uma mãe como aquela que já não tinha há muitos anos. Desde que os Tsukino se tinham mudado para o seu apartamento Maria sentia-se feliz como já não se sentia há muitos anos.
Sammu, és fixe!
#1.009


Tinha uma família. Encheu-se de coragem, respirou fundo, e contou a Fernanda como os seus pais morreram num fatídico acidente de aviação, ao que ela sobrevivera. Contou como não tinha mais família, como foi viver em sucessivos lares de órfãos, pois nenhum a aceitava por períodos muito longos. Criara um mecanismo de auto-defesa em relação ao mundo, a violência. Contou-lhe quando aos catorze anos fugiu do lar e arranjou um pequeno apartamento com o dinheiro da herança dos pais. Contou-lhe de como conhecera Bunny nessa altura e se sentira apoiada e feliz pela primeira vez em muitos anos, de como ela conseguira fazer reviver a doce menina de seis anos adormecida dentro de si. Fernanda absorveu cada palavra de Maria, afagando-lhe a mão.

- Nunca contei isto a ninguém, nem ao meu noivo. – disse limpando as lágrimas com a manga.

- Fico muito feliz por me contares a mim. – sorriu Fernanda também com a face molhada, limpando o resto das lágrimas de Maria. Não estás só, tens-nos a nós. Tens sido o nosso apoio desde que a Bunny está no hospital.

Maria sorriu e abraçou Fernanda.

- Bem querida, são quatro da manhã, vou dormir um pouquinho e amanhã faço-te uma surpresa! – disse Fernanda dando um beijo na testa de Maria, dirigindo-se à porta.

- Sra. Tsukino? – chamou Maria de sua cama. Fernanda parou e voltou-se para trás. Será… Será que podia ficar aqui comigo? – perguntou Maria envergonhada.

Fernanda sorriu e deitou-se ao lado de Maria. Os pesadelos não mais a atormentariam esta noite.



O sábado acordou com um sol resplandescente. Um raio de sol bateu suavemente na face de Maria, que lentamente acordou. Olhou para o relógio, que marcava as oito horas. Fernanda já não estava ao seu lado. Foi tomar um duche rápido e saiu do quarto. Imediatamente um cheiro agradável invadiu-lhe as narinas. A mesa da sala estava repleta de panquecas que Fernanda cozinhara. Estavam quatro pratos sobre a mesa, Bunny ainda estava internada no hospital.

- Sra. Tsukino! – exclamou Maria admirando o gesto. Então era esta a surpresa de que me falou ontem à noite!

- Senhora era a minha mãe, chama-me Fernanda. – corrigiu sorrindo enquanto acabava de pôr a mesa. Acordas sempre primeiro que eu para fazer o pequeno-almoço, mas finalmente hoje adiantei-me!

- Panquecas! – exclamou Chico despenteado, enquanto se dirigia à mesa, acompanhado do seu pai.

Toda a família Tsukino sentou-se à mesa, tal como tinha feito nas últimas semanas desde que se mudaram provisoriamente para o apartamento de Maria. Contudo era a primeira vez que Bunny não estava presente, o que fazia com que Maria sentisse que estava a ocupar o lugar da amiga. Este pensamento fazia-a sentir desconfortável.

- Maria, a tua amiga Joana faz o quê? – perguntou Chico tentando disfarçar o seu interesse, num determinado ponto da refeição. Ficou ruborizado imediatamente após fazer a pergunta.

- Ela é, hã…Actriz, sim acho que se pode dizer isso. – esclareceu Maria. Mas porquê?

- Por nada, nada…! – atrapalhou-se Chico. Achava que a tinha visto de relance numa série de TV e queria confirmar, só isso.

- Sim, ela faz muitas vezes de figurante na série Pêssegos com Sal e… - disse Maria parando a frase a meio. Sorriu. Lembrou-se de como Chico ficara envergonhado no cemitério quando Joana falara para ele. Será que algo estava para acontecer?



- A Joana, aquela rapariga loirinha com um laço esquisito na cabeça que às vezes vinha visitar a Bunny? – perguntou o pai interessado na conversa.

- Não é esquisito! – exclamou Chico. É apenas… diferente.

- Ainda não arranjou emprego pois não? – perguntou Maria a Fernanda subitamente.

- Não, ainda não. Porquê? – questionou Fernanda estranhando a súbita reviravolta na conversa.

- Venha trabalhar comigo no meu restaurante! – exclamou Maria sorrindo para Fernanda. Estas panquecas estão divinas. Sempre que ia comer a sua casa deliciava-me, e bem que preciso de uma ajudinha extra na cozinha!

Fernanda olhou para Maria durante uns segundos. Olhou para o seu marido e para o seu filho, que lhes devolveram o sorriso.

- Quando começo? – perguntou, feliz por finalmente ser útil.

Maria olhou para o relógio, que marcava nove da manhã.

- Daqui a algumas horas, disseram-me que hoje o restaurante vai estar cheio. – respondeu Maria pedindo permissão para se levantar da mesa.

- Muito obrigada Maria. – agradeceu Fernanda.

Maria dirigiu-se ao seu quarto, onde guardava o portátil. Se eram nove horas da manhã no Japão, seriam cinco horas da tarde em Berlim, na Alemanha. Quem sabe, talvez conseguisse finalmente contactar a amiga?

Ligou o computador e conectou-se ao programa de mensagens instantâneas. Para sua surpresa o contacto «Mizuno, Ami» encontrava-se identificado como online. Apressou-se a ligar o microfone e a câmara, e convidou Ami para uma videoconferência. Rapidamente no ecrã do computador apareceu uma imagem de uma Ami mais adulta, com o cabelo azul pelos ombros, envergando óculos suspensos pela ponta do nariz.

- Ami! – exclamou Maria com os olhos em lágrimas, de saudade. Ami há semanas que te tentamos contactar !

- Peço imensa desculpa. – disse Ami automaticamente do outro lado do ecrã. É época de exames aqui na faculdade, tenho passado praticamente os últimos meses enfiada na biblioteca, nunca estou em casa.

- Estás bem? – perguntou Maria tentando olhar para os olhos de Ami. A resolução da imagem não era das melhores. Pareces… estranha.

- Estranha não, cansada… Muito cansada. – suspirou Ami. Mas como estão as coisas por aí?

Maria hesitou na resposta. Será que lhe deveria contar toda a verdade? Na sua mente apareceu a imagem de Bunny dizendo «não lhe devemos contar». Era óbvio qual seria a posição de Bunny, jamais contaria a Ami o que se estava a passar, ela iria querer apanhar o próximo avião para casa e comprometer os seus estudos. Mas a sua missão era proteger a princesa, proteger o futuro e se estivesse no lugar de Ami ficaria furiosa se lhe escondessem a verdade por tanto tempo. Decidiu abrir o jogo.

- E é tudo. – disse Maria após resumir todos os acontecimentos até ali.

- Não vos queria dizer nada para não interpretarem mal as coisas… - disse Ami baixinho. O Rui está aqui comigo.

- O Rui está aí?! – exclamou Maria aliviada, pelo menos o inimigo ainda não o tinha localizado. Ele já te tinha contado tudo? – perguntou desconfiada, após reflectir.

- Não! – negou Ami de seguida. Ele apenas me disse que pediu transferência do Japão para a Alemanha pela mesma razão que eu. Alegadamente é o melhor país para estudar medicina. Somos apenas colegas! Ele provavelmente nem deve saber que estão atrás dele.

- Hum, certo… - sorriu Maria maliciosamente. Ele tem que ter muito, mas muito cuidado. Mas o que achas de tudo isto?

- Pois não sei… Não posso ajudar muito, mas vou tentar descobrir mais alguma coisa se conseguir ter tempo, entre o estudo para os exames. – disse-lhe enquanto olhava para uma espécie de espelho e ajeitava o cabelo azul-escuro.

- SE tiveres tempo? – perguntou Maria chocada. Esperava que Ami ficasse muito mais preocupada do que estava a demonstrar e quisesse vir para o Japão. Mas além disso não estar a acontecer, demonstrava uma certa indiferença.

- Maria, eu sou uma, se não a melhor estudante deste país. Posso fazer coisas inacreditáveis quanto ao meu futuro, não vou deitar tudo a perder. – declarou olhando directamente para a câmara. Os seus olhos estavam diferentes, não pareciam os mesmos olhos doces de Ami. Maria poderia ter jurado que já tinha visto aqueles olhos que a penetravam em algum lugar – além disso, não disse que não vos ia ajudar, vou tentar fazer os possíveis para descobrir mais. Não penso que seja precisa aí, o vosso poder de ataque é muito mais forte que o meu.

- Sim… - disse Maria pensativa olhando para a imagem de Ami. Sem querer, olhou para o cenário atrás de Ami e deparou-se com um quarto coberto de objectos estranhos- Isso são… Isso são espelhos?!

- Ah, pois… - atrapalhou-se Ami, após uma pausa. É para uma experiência de psicologia, os espelhos têm o poder de alterar a mente de alguém se se tornarem numa… obsessão.

- Por um momento pensei que estavas deslumbrada por espelhos como a… - interrompeu a frase ao aperceber-se do que estava a acontecer por detrás da janela do quarto. Está a nevar? - perguntou olhando carinhosamente para os pequenos pixels no ecrã, que certamente representavam a neve na Alemanha.

- Sim, tem feito muito frio aqui na Eurroca, por todo o continente temperaturas cada vez mais baixas… – respondeu Ami sorrindo estranhamente.

- Queres dizer Europa? – disse Maria corrigindo Ami pela primeira vez na vida.

- Claro, estava a brincar contigo amiga! – atrapalhou-se Ami. Bem, tenho de ir. Beijinhos à princesa da lua.

- Ami, esper… - chamou Maria, mas ela desligara-se. Beijinhos à princesa da lua? Definitivamente Ami não estava no seu melhor. Tinha um ar extremamente cansado, possivelmente resultado de muitas noites sem dormir dedicadas ao estudo intensivo, como era hábito da sua amiga.

Estava aliviada, finalmente Ami tomara conhecimento do que se estava a passar e agora as quatro Inner Senshi estavam todas ao corrente da situação. O facto de Ami ir averiguar o que se estava a passar dava-lhe um novo ânimo.

Iria para o restaurante às onze horas preparar alguns pratos, para abrir ao meio-dia. Ainda tinha cerca de uma hora e meia livre. Telefonou a Joana e combinaram encontrar-se no distrito comercial de Juban. Avisou Fernanda para estar no restaurante à hora combinada. Saiu do apartamento e conduziu até à praça. Encontrou Joana envergando um traje de empregada bastante sugestivo. Após uma acalorada discussão envolvendo frases como «o restaurante não é um bordel» e «os olhos também comem». Maria desistiu e decidiu dirigir-se para o restaurante com Joana mais cedo. Eram apenas dez e meia.

- Reparaste na montanha de gente que estava a passear no lado de fora? – perguntou Maria pondo o avental.

- A passear? Eu acho que eles estão à espera que o restaurante abra… - opinou Joana.

- Disparate… - sorriu Maria. Se assim fosse eu estava rica. Bem, os pratos do dia vão ser lasanha siciliana, arroz de Osaka, crepe à Bordeaux e rolo de carne vegetariano, que achas?

- Sim, sim, carne vegetariana… - repetiu Joana sem prestar atenção espreitando da porta da cozinha para a montra. Parecia que havia ainda mais gente à volta do restaurante do que antes.

- Ainda vou demorar bastante, podes ajudar-me com os ingredientes? – perguntou Maria ligando a televisão da cozinha.

Entretanto chegara Fernanda, deliciada por ajudar Maria a preparar os pratos. Com a sua ajuda, às onze e cinquenta já tinha grande parte da comida preparada. Esqueceram-se completamente das pessoas que aparentemente rodeavam o restaurante. Desde há uns minutos para lá que o barulho se tornara demasiado audível, e Maria tinha fechado a porta da cozinha para se concentrarem melhor.

- Importas-te que mude para o outro canal? – perguntou Fernanda enquanto colocava delicadamente uma camada fina de queijo na lasanha. Gosto de ver o programa das fofocas que dá na parte da manhã.
Sammu, és fixe!

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