Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

A Última Estrela

O que acontecerá a Maria?

Total de votos: 16

  • O sentimento forte de se reunir aos pais fá-la juntar-se ao lado negro 0% 0 votos
  • Consegue resistir no último momento ao ouvir o pedido de socorro de Mário 50% 8 votos
  • Vénus aparece e evita que Júpiter toque no Cristal Prateado 13% 2 votos
  • Júpiter toca no Cristal Prateado, mas algo estranho acontece de seguida 19% 3 votos
  • O restaurante sofre uma nova explosão, atirando Júpiter e Petzite violentamente para o chão, evitando o pior 0% 0 votos
  • Nenhuma das anteriores 19% 3 votos

Esta sondagem está encerrada.

#83
Eu tive duvidas (como sempre) mas escolhi a 3 ª, mas o k eu queria mesmo era k a Sailor S tivesse razão, o Gonçalo consegue tudo por amor e mesmo por telepatia consegue salvar a Bunny da queda!!! AI,Ai que emoção!!
P. Serenidade
#84


CAPÍTULO 6
A mansão de Célia!
O estranho colar de meia-lua.






Era uma jovem alta, quase do mesmo tamanho de Maria. Tinha a pele bronzeada, uma cara simétrica com lábios rosa carnudos. Os seus olhos eram azuis-escuros, muito brilhantes. Envergava um vestido leve e claro com uma saia larga pelos joelhos que mexia ao sabor da brisa, um vestido próprio para os dias de Verão.

Mas a sua característica mais chamativa era o seu longo e ondulado cabelo verde-escuro que bruxuleava acompanhando o vento.

Todas ficaram a olhar para aquela rapariga estranhamente misteriosa, mas muito bela.

- Não deve ser do Japão… Talvez da Europa ou da América… - pensou Joana.

- Hum… Estou a ver que o meu chapéu ficou apetitoso. -observou ela divertida olhando para o chapéu coberto de molhos.

- Ora bolas! Desculpe! – disse Bunny muito corada pegando no chapéu peganhento.

- Não faz mal! Ficou bastante… original! – sorriu ela. O tempo estranho provoca situações destas!

Bunny devolveu-lhe o sorriso. Não se conseguia abstrair dos olhos daquela estranha, sentia-se presa, angustiada, queria chorar. A culpa era dela, era por causa dela que estava a viver aquela situação. Queria falar mas não conseguia dizer nada.

- MIAUUUU! – um batalhão de gatos esfomeados dirigiam-se para Bunny e Rita atraídos pelo seu cheiro a comida.

- Boa Bunny, por tua causa vou ser assediada por gatos esfomeados.

- Se quiserem, disse a estranha quebrando o contacto visual com Bunny e olhando para Rita, eu posso ajudar-vos. Vivo aqui perto e tenho roupas limpas que vos posso dar.

- É muito simpático da sua parte, mas n… - começou Rita.

- … mas claro que aceitamos! – interrompeu Bunny.

- Com licença! – sorriu falsamente Rita puxando o braço de Bunny e virando-se de costas. Estás doida? O molho afectou-te o cérebro? – sussurou. Ir a casa de uma estranha numa altura como esta?

- Eu sei o que faço. – disse Bunny muito séria olhando para Rita. Já não tenho catorze anos. Confia em mim… Nem que seja só por uma vez na tua vida. – disse muito séria colocando um ponto final à discussão e virando-se para a estranha. Se não se importa aceitamos.

- Oh por favor! – disse alto. Eu tenho mais ou menos a mesma idade que vocês, tratem-me por tu, hã? – piscou o olho. Todas abanaram a cabeça em sinal de concordância. Assim sim! Sigam-me então. – disse dirigindo-se para a rua.

Quando lá chegaram, dirigiram-se para o carro mais aparatoso do lugar. Um Pherrarri 599 GTB que, segundo a matrícula, fora comprado há um mês atrás. Era descapotável, preto metalizado e tinha cinco lugares.

- Entrem entrem! – disse simpaticamente a rapariga, descendo a capota.

Rita, Maria e Joana sentaram-se atrás e Bunny sentou-se no banco da frente.

- Uau…! Se a Haruka visse este carro! – disse Maria baixinho a Joana.

- Ela deve ser podre de rica! - replicou Joana.

- Eu acho que a conheço de qualquer lado… - disse-lhes Rita.

A rapariga colocou a chave na ignição e ligou o carro., Dirigiu-se para a estrada principal.

- Demoramos cinco minutos a chegar. – anunciou-lhes sorrindo. Ligou o rádio e a música “La Furtura” começou a tocar.

Enquanto o carro andava, o cabelo de Bunny andava ao sabor do vento, batendo na cara de Rita incessantemente que estava no banco atrás.

- Não te importas de prender esse cabelo de Rapunzel se faz favor?! – gritou Rita devido ao vento que lhe abafava a voz.

- Não oiço! – mentiu-lhe Bunny passando a mão nos seus cabelos loiros que brilhavam ao sol.

Rita resmungou qualquer coisa e encostou-se ao banco de trás.

- Acho eu ainda não nos apresentamos. – disse a rapariga com os olhos fixos na estrada. Mas já sei que tu te chamas Bunny e a tua amiga aí atrás Rita.

- Sim sim! – concordou Bunny. Ela chama-se Rita Hino, e a que tem rabo-de-cavalo é a Maria Kino e a loirinha é a Joana Lima. E eu sou a Bunny, muito prazer!

- Muito prazer! – disse-lhe piscando o olho. A Rita já conhecia.

- Ai sim? – perguntou Rita desconfiada. Desculpa mas não me lembro. E eu costumo recordar-me bem da cara das pessoas.

- No festival do outro dia. Fui cantar ao palco. Fiz um dueto com a Joana não foi? – disse olhando para trás deitando a língua de fora.

- Eras tu?! Muito obrigada! Safaste-me! – admirou-se Joana.

- A “rapariga dos véus” eras tu? – perguntou Rita recordando-se. Porque estavas vestido assim, se não é indiscrição?

- Hum… Digamos que gosto de manter um low profile.

- Ah bem! – disse Bunny fingindo perceber. Quando chegar a casa tenho de consultar o dicionário de inglês… - pensou olhando para o céu. Olhou para o lado e reparou que estava a passar pelos prédios “Maison”, onde estava o apartamento de Gonçalo. Sentiu um aperto no coração novamente.

Onde andaria Gonçalo? Esmeralda havia-lhe dito que estava vivo, mas não tivera notícias desde então. Qual era o objectivo de manter Gonçalo prisioneiro? Faltaria muito tempo para ela o rever?

- Já não falta muito tempo. – disse a rapariga.

- Quê?! – perguntou Bunny arrepiada.

- Para chegarmos a minha casa. Está quase.

Encontravam-se na rua mais chique de Juuban. À sua frente encontrava-se um casarão no topo de uma colina, rodeado por um muro ladeado de altos cedros, o que impedia que alguém conseguisse olhar para dentro do grande jardim. Os portões automáticos abriram-se e a rapariga entrou com o carro.

Já lá dentro, conseguiram vislumbrar o enorme jardim cheio de relevo, tinha uma pequena queda de água e muitos canteiros com flores. O jardim estava coberto de belas árvores, salgueiros, cerejeiras em flor, palmeiras e mais umas espécies exóticas. Haviam bebedouros para pássaros e fontes espalhados um pouco por todo o lado. No centro do jardim encontrava-se um lago artificial com nenúfares e alguns peixes. O jardim estava todo coberto com macia relva verde impecavelmente aparada.

Da garagem á porta principal do casarão existiam caminhos feitos de pedrinhas, ladeados com pequenas luzes de carregamento solar.

O casarão que não era exageradamente grande, tinha dois pisos, uma marquise de vidro e um estilo moderno. Era toda feita em pedra acastanhada.

Bunny, Rita, Joana e Maria não conseguiram esconder a sua admiração.

- É lindo… - suspirou Maria. Tantas plantas…

- É… enorme… - embasbacou-se Joana.

- Parece um palácio, mas ao mesmo tempo é tão acolhedor… - sonhou Rita.

Bunny não disse nada, limitando-se a esperar pelo fim dos comentários.

- Ainda bem que gostaram da minha casa! Oh! – exclamou a rapariga. Que indelicadeza! Nem acredito que me esqueci de apresentar! Não liguem, às vezes sou um bocado despistada. Célia Leça muito prazer!

Nesse momento todas tiveram a sensação de que uma espécie de manto de protecção que envolvia a estranha havia sido tirado quando esta pronunciou o seu nome.

Joana cambaleou para trás e todas olharam para Célia com um misto de admiração e choque na cara.

Nesse momento todas tiveram a sensação de que uma espécie de manto de protecção que envolvia a estranha havia sido tirado quando esta pronunciou o seu nome.

Joana cambaleou para trás e todas olharam para Célia com um misto de admiração e choque na cara.


Sammu, és fixe!

Editado pela última vez em

#85
(Continuação):

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Joana foi amparada pelas amigas e ficou com os olhos muito brilhantes, olhando Célia fixamente.

- Célia! Como é possível não a ter reconhecido antes?! – pensou Bunny

- Célia Leça, a estrela de música e do cinema?! ESSA Célia?! – perguntou Rita com os olhos arregalados fazendo muita força no braço de Joana.

- Sim… - respondeu Célia um pouco envergonhada perante a reacção esquisita daquelas duas raparigas.

- CÉLIA EU ADORO-TE! Sou a tua maior fã! – gritou Joana abraçando tornozelo de Célia, fazendo com que esta quase caísse para trás.

- Joana será que podias largar-me um bocadinho…? - tentou falar Célia perante a atitude exagerada de Joana.

- NUNCA te vou deixar! A minha ídolo a minha referência, a minha… - gritou Joana com lágrimas de emoção.

- Olha-me esta! Ainda no outro dia tinha dito que não gostava dela! – sussurrou Maria.

- Como… como é que nós não te conhecemos? – perguntou Rita sem querer, não querendo acreditar que as quatro não tinham reconhecido uma pessoa tão famosa.

- Bem… ,começou Célia tentando libertar-se de Joana, além de eu estar no Japão a falar japonês e estar vestida, digamos, à paisana, pode ter contribuído. – opinou Célia fazendo força contra a cabeça de Joana, que ainda não lhe tinha largado o pé.

- Bunny estás bem? Ainda não disseste nada, não é normal… - perguntou Rita vendo Bunny petreficada.

- CÉLIAAAAAAAAAAAAAA! – gritou Bunny mexendo-se finalmente, juntando-se a Joana nos abraços exagerados. Adoro as tuas músicas! – disse histérica.

- E eu os teus filmes! – ouviu Joana lá em baixo.

- Obrigada, mas por favor lar… - tentou dizer Célia sem fôlego. Devido ao peso das pessoas que tinha a si agarradas tropeçou e caíram as três na grande fonte que se encontrava atrás.

Maria e Rita foram rapidamente socorrê-las. Bunny estava toda molhada e despenteada e o longo cabelo de Célia, agora molhado, tapava-lhe a cara. Joana caiu por de baixo do repuxo, fazendo com que um fio de água lhe caísse na cabeça. Rita e Maria ajudaram-nas a sair da fonte, enquanto que Célia ficou lá sentada com os olhos arregalados. Ficaram com receio, visto que a rapariga estava com uma expressão séria na cara.

Maria dirigiu-se a ela.

- Hã… - disse coçando a cabeça. Sabe, a Joana e a Bunny não fazem por mal mas não conseguem evitar. Há uns tempos tivemos três amigos famosos que faziam parte de uma banda e olhe, nem sabe a confusão que foi...

Célia abaixou a cara e não se mexeu. O que acabaram de fazer poderia resultar num processo em tribunal, atentado contra a integridade física. E ainda por cima a uma celebridade. Bunny já se estava a imaginar diante de um juiz velho com a cara enrugada.

- Ahahahahahaah! – riu-se Célia alto, saindo da fonte e torcendo o cabelo. Ah, só Deus sabe quanto eu me estava a precisar de divertir! Trata-me por tu Maria! Caminhou até Joana e Bunny e colocou os braços sobre os seus ombros. Venham, entrem entrem!

Todas suspiraram de alívio e riram-se dos seus próprios pensamentos, enquanto se dirigiam encharcadas para a entrada do casarão.

A entrada dava para um vestíbulo, que por sua vez dava para uma ampla sala, que estava decorada de uma maneira moderna e acolhedora ao mesmo tempo.

- Venham até ao meu quarto, tenho lá roupas. Secas! – anunciou ainda divertida.

- Estamos a ir ao quarto da Célia! – cochicharam Bunny e Joana, muito excitadas como pequenas crianças.

Subiram a escadaria curva. O quarto tinha uma grande janela de vidro voltada para o outro lado do jardim, que continha uma grande piscina. A tapar a janela encontravam-se cortinas beges semi-transparentes. No meio do quarto estava uma grande cama com um edredão com luas e estrelas douradas.

- Estão aqui. – disse Célia abrindo a porta do guarda-roupa embutido. Lá dentro encontrava-se uma pequena divisão cheia de roupa. Escolham!

Joana e Bunny, que tinham a roupa molhada e Rita, que tinha a roupa suja de molho, atacaram a colecção de Célia sem hesitação.

- Se soubesse também tinha caído na fonte… - pensou Maria alto, tapando a boca de seguida, não querendo acreditar que tinha deixado escapar aquele comentário.

Célia riu-se.

- Mas é claro que a oferta se estende a todas!

- Não podemos aceitar. – disse Rita pensando melhor. Tens aqui roupas caríssimas! – disse escandalizada segurando um Xanele.

- Meninas, se eu vos ofereci é porque não há problema. Não passam de bens materiais. A maior parte do que está aí eu nem uso… Prefiro coisas mais normais por assim dizer. – disse muito segura.

- Já que insistes…! – atacou novamente Joana, começando a mexer freneticamente nas roupas.

- E entretanto vou preparar-vos um lanchinho, visto que não chegaram a comer os hot dogs! – disse-lhes dirigindo-se ao piso de baixo.

- Muito obrigada! – exclamou Bunny já imaginando o lanche das celebridades.

Uma hora depois Célia bateu à porta do quarto.

- Então, tudo bem? Já escolhe… - surpreendeu-se Célia ao ver o seu quarto cheio de roupas espalhadas.

Rita, Maria e Bunny envergavam umas roupas novas de Verão que lhes assentava muito bem.

- Já sim! Menos a Joana… - suspirou Maria que apontava para Joana, que ainda vestia roupa e olhava-se ao espelho.

- Estas calças fazem-me ficar com o rabo muito grande… - disse sem se dar conta. Todas se desmancharam a rir.

- Por acaso, comentou Célia, essas foram as calças que usei no videoclip da canção Viutiful Liar com a Vioncé.

- Eu ADORO essa música! – exclamou Rita com os olhos a brilhar.

- Ainda bem! Também é uma das minhas favoritas! – sorriu-lhe Célia. O lanche já está pronto à algum tempo, vamos comer?

Dirigiram-se à sala. Na mesa central encontravam-se bolos, tostas mistas, salgadinhos, rissóis, leite, cereais, fruta, sumo natural, chá, bolachas, pão, fiambre, queijo, salpicão, mortadela, batatas fritas, bombons e chocolates.

- Uau! – desta vez foi Bunny que ficou com os olhos a brilhar. Comeram alegremente e foram conversando. Mas então, o que fazes aqui no Japão? E a falar japonês? – perguntou comendo ao mesmo tempo uma barra de chocolate com amêndoas.

- Bem, como devem saber o Japão é o sítio onde eu vou dar o último concerto da minha digressão mundial “Visual Crystal Fixaxion”. – esclareceu Célia com as pernas cruzadas bebendo uma chávena de chá.

- Ah sim! Já vimos os posters por aí. Mas ainda falta imenso tempo não é verdade? – perguntou Joana tentando imitar desajeitadamente a pose elegante de Célia.

- Sim é verdade, mas tenho trabalhado tanto ultimamente que precisava de um descanso. E que melhor descanso senão nos subúrbios da capital do país do sol nascente não é verdade? – perguntou sorrindo retoricamente. Quanto ao falar japonês… - assumiu um tom mais sério. Quando era pequena, numa das visitas reais vim ao Japão e gostei muito da língua. E como princesa ensinaram-me várias línguas, entre elas o francês, espanhol, italiano, português, japonês e claro, a minha língua materna, o inglês. Houve três das quais eu gostei muito, o italiano, japonês e português. Então apliquei-me ao máximo nessas.



No centro da parede da sala encontrava-se um enorme quadro com uma pintura de uma família. O homem, de aspecto austero, envergava uma coroa. Ao seu lado estava uma mulher morena de cabelo apanhado, com pequenos olhos azuis de aspecto simpático. No meio dos dois encontrava-se uma menina com os seus oito anos com o cabelo verde ondulado de aspecto traquinas. Os seus olhos tinham um aspecto triste. Na parte inferior do quadro encontrava-se a frase adornada: “The Royal English Family, blessed by God, our lord.

- Tu és a… Aquela princesa de que a televisão falava há um tempo atrás?* – perguntou Bunny embasbacada enquanto pegava agora numa caixa de bombons.

- A ex-princesa herdeira do trono britânico. – disse Célia muito naturalmente.

- Ex? – perguntou Maria não entendendo.

- Sim, renunciei ao cargo. O meu pai e a família do lado dele não gostavam do facto de uma princesa ter uma carreira, invés de ficar no palácio sem fazer nada. – disse com uma certa mágoa na voz. Claro que eu não me importei com o que eles diziam, aliás como nunca me importo com que os outros dizem de mim, mas à medida que fui subindo na carreira as coisas ficaram piores. Então o meu pai fez-me um ultimato. Ou deixava a minha carreira ou o meu título real. Já podem adivinhar o que eu escolhi! – disse-lhes piscando o olho.

- O teu próprio pai… - suspirou Bunny engolindo mais um bombom.

- Ele foi pressionado pelos políticos e pelos nobres. Mas mesmo assim… - suspirou triste- não foi capaz de defender a filha.

- E a tua mãe…? – perguntou Bunny começando a sentir um pouco de pena.

- Estou cheia de saudades dela… Foi obrigada a aceitar a decisão do meu pai, ele é que é o rei. Foi totalmente contra a decisão dele, e sempre me apoiou muito. De vez em quando vem-me visitar às escondidas! Penso que antes do concerto ela vem cá! – anunciou contente. Mas por favor, isto é estritamente confidencial, só vos disse porque parecem ser de confiança. – olhou para todas à espera de um sinal de concordância.

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Poseidon escreveu:Que comédia, a Vénus! LOOL

Está muito fixe! Wink O Olho de Peixe foi rápido lool

Editado pela última vez em

#86
(Continuação):
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- Claro, confia em nós! – disse Joana contente com o voto de confiança levando a mão ao peito. Mas diz-me uma coisa, o teu apelido “Leça”, não é inglês verdade?

- Não, tens razão. É o apelido da minha mãe. Ela era plebeia. – disse sorrindo. O meu avô materno era libanês e a minha avó colombiana. Emigraram para Portugal e conheceram-se lá. Casaram e então nasceu a minha mãe. Mais tarde ela emigrou para Inglaterra e arranjou emprego como empregada do palácio. Depois conheceu o meu pai e o resto é história!

- É tão estranho estar em frente a ti! Estrela internacional e princesa… Parece tão irreal.... – disse Maria.

- Ex-princesa! – frisou Célia. Eu tentava não dar importância ao meu título, caso contrário era famosa por ser a “princesa cantora” ou a “princesa actriz”. Nos meus primeiros castings escondi a minha identidade. E quando comecei a ter uma exposição mais pública fiz questão de frisar que não queria tratamentos especiais. Mas claro, os tablóides gostam sempre dessa combinação princesa/estrela famosa. Aqui no Japão não gostam muito da realeza ocidental, talvez por causa da segunda grande guerra, por isso não enfatizam muito esse meu lado. Mas no estrangeiro é demais. Sempre detestei ser princesa, não é o conto de fadas que todos pensam que é. Existem regras, não posso ser eu mesma, estava presa, tudo o que eu fazia tinha que ser muito bem pensado. Cansei-me… - disse fazendo uma pausa para ganhar o fôlego. Só para terem uma ideia o meu nome completo é Célia Catherine Christina Anne Elizabeth Charles Leça of Windsor!

- Uau… E eu que pensava que o meu nome era grande! – riu-se Maria.

- Bem, e que tal mudar de assunto? Uma piscinazinha ia bem agora, não? – disse entusiasmada.

- Depois de ter comido? E apesar de estar sol ainda não está assim tanto calor… -disse Rita apreensiva.

- Quanto ao frio tenho piscina interior aquecida, mas tens razão, acabamos de comer. Devemos esperar três horas. – disse desapontada olhando para o relógio.

- Oh vamos lá! Se tiver uma congestão o hospital é aqui perto! – disse Bunny louca por experimentar a piscina.

Todas concordaram, apesar de Rita ter feito uma cara aborrecida.

Subiram ao quarto novamente e vestiram biquínis e fatos de banho. De seguida desceram para uma divisão onde se encontrava uma grande piscina. Ligada a ela encontrava-se a piscina exterior, que era separada por uma parede de vidro, que nos dias de maior calor podia ser içada e dar ligação ao exterior da casa.

Todas se preparavam para entrar.

- Não tiras o colar? – reparou Bunny.

- Ele é… - disse Célia levando a mão até á medalha do colar – um objecto de grande valor sentimental para mim, não gosto de me separar dele.

O colar era constituído por minúsculas pedras brilhantes, que formavam o fio. A medalha era formada por uma meia-lua lateral com uma estrela de quatro pontas na extremidade da lua. Tanto a lua como a estrela eram constituídas por pedras preciosas de cristal amarelas e laranjas.

- É muito lindo. – disse Bunny olhando para ele. Posso ver?

À medida que as mãos de Bunny se aproximavam da medalha algo estranho aconteceu. O tempo ficou mais lento, Bunny sentia um calor imenso a invadir-lhe o corpo. Sentia a energia das navegantes, a energia da Terra, da lua, do Cristal Prateado. Estava quente por dentro, queria tocar naquela medalha, nada se iria meter no meio.

Célia ficou estática. Via sem reacção a mão de Bunny a aproximar-se mais e mais da medalha. A mão estava agora a uns escassos centímetros.



Célia ficou estática. Via sem reacção a mão de Bunny a aproximar-se mais e mais da medalha. A mão estava agora a uns escassos centímetros.



O tempo estava lento, a mão de Bunny aproximava-se cada vez mais do colar com o intuito de lhe tocar. Bunny sentia-se estranha por dentro. Sentia uma energia reconfortante que já não sentia há muito tempo, a energia que três amigos em tempos emanavam.

Célia parecia paralisada, como que não esperando que Bunny fosse realmente tocar no colar. A medalha começou a vibrar levemente.

-NÃO! – gritou Célia com os olhos muito brilhantes protegendo a medalha com as duas mãos e dando um passo atrás.

Todas ficaram a olhar para ela apreensivas.

- De… desculpem. – disse-lhes Célia embaraçada. Este colar representa muito para mim, não gosto que ninguém lhe toque. Todas continuaram a olhar desconfiadas. É uma tara minha! – acrescentou rapidamente.

- Está bem… desculpa... – disse Bunny baixando a cabeça, sentindo-se envergonhada e um pouco zangada.

- Bem, vamos para a piscina? – disse Maria quebrando o silêncio constrangedor.

- Nem era preciso dizeres! – disse Joana subindo para a prancha e fazendo a posição de “bomba”. Atirou-se para a piscina e fez com que muita da água transbordasse.

- Joana… - disse Rita fora da piscina com os punhos cerrados, toda encharcada. Vais-te arrepender! – desafiou-a atirando-se também. Mergulho profundo!

- Toma uma ilusão de água brilhante! – disse Joana aparecendo debaixo de Rita fazendo-a cair de cabeça na água.

- As tuas amigas têm umas frases engraçadas. – reparou Célia.

- É..! – disse Maria embaraçada. Televisão a mais!



Todas se divertiram na piscina, excepto Bunny que não parava de pensar no sucedido.

Quando começou a anoitecer, as luzes do jardim foram-se ligando automaticamente. Era o jardim mais belo que tinham visto.

- E viva o luxo! – disse Joana divertida.

- Ops! Olhem as horas! – observou Bunny. Os meus pais já devem estar preocupados.

- É, é melhor voltarmos. O avô está sozinho, sabe-se lá o que anda a fazer. – disse Rita preocupada.

- Mas vamos como? O carro da Bunny ficou no templo. – disse Joana olhando para Célia com cara de inocente.

- Eu dou-vos boleia, claro! – ofereceu-se Célia percebendo a intenção de Joana.

- A sério?! Obrigada! – disse Joana fingindo-se surpreendida, já esperando aquela resposta.

- Podem ir vestir-se lá em cima no meu quarto, a vossa roupa está lá. – lembrou-as Célia saindo da sala.

Fechou a porta e encostou-se nela. Sorriu no escuro e subiu a escadaria. Caminhou pelo longo corredor até chegar ao fim. Encontrava-se diante de um quadro com a imagem da galáxia que enfeitava a parede. Retirou-o da parede e pôs a descoberto um marcador electrónico. Marcou o código 22061989 e colocou o seu olho num visor. Um feixe de luz verde leu a sua impressão ocular e a porta abriu-se pesadamente.



- O que foi isto? – arrepiou-se Bunny na sala da piscina, no piso de baixo.

- O quê? – perguntou Maria.

- Esta sensação esquisita. – disse confusa.

- Estás estranha hoje Bunny… Não sinto nada. – disse Joana.

- Ela… - disse Rita fechando os olhos. Tem razão, sinto uma aura estranha.

Saíram da sala da piscina.



Célia entrou pela porta que abrira. A sala não tinha janelas nem lâmpadas. No centro encontrava-se um pedestal vazio. Célia desapertou o fecho do seu colar e retirou a medalha. Fechou-a na sua mão e esta cresceu instantaneamente até atingir o tamanho da palma da sua mão. Abriu o medalhão que tinha a forma de uma meia-lua com uma estrela na ponta e imediatamente a sala se iluminou de uma luz branca intensa. Célia atira o medalhão para o ar e cruza as mãos sobre o seu corpo. O seu cabelo começa a esvoaçar violentamente. Uma luz branca envolve a silhueta de Célia.

- SEPARAÇÃO! – gritou desfazendo o cruzamento entre as mãos. Um clarão forte anunciou a separação de dois cristais e da medalha. Célia apanhou os cristais com a mão direita e a medalha com a esquerda.

A sala ficou iluminada de um amarelo-laranja e de um branco intenso. Aproximou-se do pedestal e colocou lá o medalhão. O topo do pedestal abriu-se e revelou outro dispositivo electrónico com dois baixos relevos. Colocou neles o Cristal Prateado e o Cristal de Ouro. Nesse momento uma onda de energia envolveu a casa e o jardim.



- O que se passa?! – gritou Bunny.

- Veio do piso de cima! – disse Rita correndo a escadaria.

- Eu continuo a não sentir nada! – disse Joana correndo juntamente.

- Já somos duas. -brincou Maria seguindo-as também.



O pedestal fechou-se, ocultando os cristais. Célia retirou rapidamente o medalhão que servira de chave ao pedestal e colocou-o no colar. Este diminuiu de tamanho novamente. Levou a mão à medalha.

- Mascara a minha identidade! – o medalhão libertou raios de energia que a envolveram. A sua aparência manteve-se igual, mas agora sabia que apenas a reconheceriam se ela própria revelasse a sua identidade.

Célia fechou a porta da sala rapidamente e recolocou o quadro na parede.



- AHHHHHHHHHHHHHHHHHH! – ouviu Bunny a gritar ao longe.
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Lumi-chan escreveu:Eu acertei!!! ^0^

Só podia ser ela a salvar a Usagi xDDDD

Gostei muito do capítulo, mas da próxima vez não uses tantos "apresentava" num parágrafo... Brincalhao

Agr quero é saber pk é que a Célimoon "roubou" o cristal... Ou se o cristal dela é outro... Rolling Eyes

For Disney fans ^^


Jobem se és cobarde e medricas?
Então não te aproximes de nós...
Se tiveres coragem ou se fores doido tenta enfrentar-nos.....
- Gang Terror Negro

ps- não aceitamos devoluções e não nos responsabilizamos por danos físicos causados muahahahah

Editado pela última vez em

#87
(Continuação):
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Correu rapidamente até ao corredor principal e viu uma figura negra que cercava as quatro amigas.



- Luna! Quieta! – ordenou Célia rispidamente. A cadela de imediato colocou a língua de fora e dirigiu-se a Célia. Estão bem?

- Luna?! Esse cão chama-se Luna? – perguntou Bunny ofegante.

- Sim sim! É uma cadela. Reparem aqui na testa, tem uns pelinhos brancos que fazem lembrar a lua. – disse Célia mostrando com orgulho a sua preta cadela labrador. Desculpem se ela vos assustou, devem-na ter acordado. Está treinada para me avisar de intrusos.

- Ah, sim… Nós perdemo-nos. – disse Rita rapidamente. Onde é que era o quarto mesmo?

- Duas portas atrás. – disse Célia com uma expressão neutra. Eu tenho a roupa que quero noutro quarto. Até já. – entrou na porta ao seu lado levando Luna.



- Que rapariga esquisita, já saiu da piscina há tanto tempo e ainda não mudou de roupa? – disse Bunny num tom zangado.

- Bunny! Ela acabou de nos proporcionar uma tarde super divertida e tu dizes isso? Nem parece teu! – ralhou Joana.

- A menina está zangada porque não pôde tocar no colar não é Bunnyzinha? – explicou Rita num tom de gozo.



Dirigiram-se ao quarto de Célia para se vestirem. Entraram.

- Foi bastante esquisito. Tanto alarido por causa de um colar. – observou Maria.

- Mas tu sabes como são os famosos, bastante excêntricos. – defendeu-a Joana.

- O que me interessa agora é descobrir de onde veio aquela onda de energia. – disse Rita pensativa enquanto se vestia.

- Eu não senti na… - começou Joana.

- Já sei que não sentiste nada! – interrompeu Rita. Eu senti porque tenho uma pré-disposição psíquica e já é normal estar alerta para este tipo de coisas. Agora, não sei como é que a Bunny também o sentiu.

- Por falar nisso, onde está ela? – perguntou Maria ao notar a ausência de Bunny.

- Estou aqui! – disse entrando rapidamente no quarto.

- Onde estiveste?

- Fui até ao fim do corredor. Tinhas dito que a onda de energia veio de lá, não foi Rita?

- Sim… E o que descobriste? – perguntou Rita curiosa.

- Nada de nada. Apenas tem lá um quadro.

- Estranho… Talvez tenha sido outra coisa qualquer. – disse Rita rendendo-se às evidências. Veste-te Bunny! É indelicado deixar os outros à espera.



Cinco minutos depois Célia bateu á porta.



- Estou pronta, desculpem a demora. Vamos para o carro?

- E que carro! – pensou Joana deliciada em andar outra vez no automóvel de luxo.



Desceram a escadaria e saíram da mansão. A noite estava agradável e ouviam-se os grilos e as fontes no jardim. Entraram no carro e os portões abriram-se.

- Espero que não se tenham assustado com o meu sistema de segurança. Ele tranca as janelas e as portas e activa os raios infravermelhos em caso de assalto. Activei-o quando saí da piscina. – disse enquanto conduzia.

- Ah, então foi isso… - pensou Rita.

- Claro que não nos assustamos com isso. Já aquela cadela podia-nos ter magoado e muito. – disse Bunny rispidamente.

Joana mandou-lhe uma joelhada no banco de trás.

- Bem, quem fica em casa primeiro? – perguntou Célia ignorando o comentário de Bunny.

- Eu posso ficar já, não é muito longe daqui. – disse Joana.

Dez minutos depois estavam a deixar Joana em casa.

- Estás entregue! – disse Célia parando o carro.

- Muito obrigado por tudo! Adorei esta tarde. – disse Joana excitada saindo do carro e abraçando Célia. Sou a tua fã número um! – gritou já à porta de casa.

- Tchau! – disseram todas.



A próxima foi Rita. Chegaram ao templo, que como sempre estava rodeado de jornalistas.

- Eu juro que qualquer dia… - disse Rita furiosa fechando o punho e exibindo perigosamente uma veia na sua testa.

- Isto é por causa da confusão no festival? – perguntou Célia interessada.

- Infelizmente é. – disse Rita cansada da situação.

- Com licença. – disse Célia saindo do veículo. Revela-me. – sussurrou tocando na medalha. Dirigiu-se ao portão do templo. Oh não! O meu templo favorito fechado! – disse fingindo-se surpreendida.

Após reconhecerem Célia uma montanha de flashes iluminou a noite.

- Célia, Célia! Conhece o templo Hikawa?

- O que tem a declarar quanto à sua alegada saída da linha sucessória ao trono?

- Célia, o que faz em Juuban?

- Está a par dos recentes eventos que envolvem este templo? – perguntaram euforicamente os jornalistas quase que atropelando Célia.

- Mas é claro que conheço o templo Hikawa! Sempre que venho ao Japão tenho que arranjar um tempinho para vir cá. Os extraordinários amuletos que aqui são vendidos são o último grito em Holliwood! – disse Célia fingindo-se eufórica. E aquele golpe publicitário durante o festival? D-I-V-I-N-O! – disse alto.

- Golpe publicitário? – perguntaram os jornalistas interessados.

- Mas é claro! Graças àqueles espectaculares… hã… efeitos visuais, a gerência do templo revelou uma inteligência sem par, visto que agora este acontecimento é falado um pouco por todo o país… e até no estrangeiro, o que torna o templo ainda mais conhecido!

Os jornalistas ficando satisfeitos pela explicação fotografaram Célia em frente ao portão do templo. Após a confusão Rita entrou e agradeceu muito a Célia, que sorriu e entrou no carro.

- Tens que fazer isso com o meu restaurante qualquer dia! – exclamou Maria impressionada com a táctica de Célia.

- Quando quiseres! – disse-lhe Célia deitando a língua de fora e apertando o cinto. Vamos para onde agora?

- Para o apartamento da Ma…- começou Bunny.

- Para o meu restaurante! – interrompeu Maria. Desculpa Bunny, deixei o Mário sozinho a tomar conta do negócio o dia todo, tenho que fechar as contas do dia antes de rir para casa.

- Ah… Tudo bem. –disse Bunny desagradada por mais um atraso.

- Eu deixo a Maria no restaurante e levo-te a casa. Não me custa nada.

Dito e feito, após deixar Maria no restaurante, Célia encontrava-se agora sozinha no carro com Bunny. Após uns minutos de silêncio em que só se ouvia o motor do carro, Célia quebrou o silêncio. Olha… -começou pensando bem nas palavras. Eu sei que exagerei há bocado, e é por isso… - disse desapertando o colar- que te vou deixar tocar na medalha. E peço desde já desculpa pela minha reacção exagerada.

- Tens a certeza? – disse Bunny já mais animada.

- Força. – disse entregando o colar nas mãos de Bunny. Esta pegou nele, mas já não sentia a sensação esquisita que sentira à um pouco atrás.

- É muito lindo… E estas pedras na lua e na estrela? – perguntou olhando para aquele estranho brilho.

- As da lua são pequenos diamantes alaranjados. As da estrela são pedras um pouco mais especiais.

- Especiais?

- São pedras preciosas cósmicas.

- Cósmicas? - perguntou mais confusa.

- Um meteoro caiu em Inglaterra à um par de séculos. O seu núcleo era feito dessas pedras, que foram mantidas no cofre real durante anos. Então peguei nelas e mandei fazer essa medalhinha. – explicou sorrindo-lhe. É aqui?

- Sim. -disse Bunny saindo do carro e devolvendo o colar. Encontravam-se em frente ao prédio de Maria. Obrigada por tudo! – disse Bunny amavelmente.

- Até manhã! – respondeu Célia.

- Adeus! – replicou Bunny sorrindo.

Bunny estava a entrar na porta do prédio.

- Bunny? – chamou-a Célia.

- Sim? – respondeu voltando-se para trás.

- Nada… Nada, esquece! Boa noite. – disse Célia arrancando o carro e conduzindo pela estrada deserta.

Bunny entrou no apartamento onde foi fortemente abraçada pelos pais. Caiu a noite profunda, a última das noites normais que se aproximavam.



* - ler a fala da TV no capítulo nº 1

_______________________________
Bunny_Girl escreveu:O mais engraçado e ver os disparates da Venus... LOL...

Editado pela última vez em

#88
XDD a Venus eh uma maluca Embaracoso

Sammuuuuu tah tao giro! quero um autografo teuuuu *-* podes escrever um para mim e outro dedicado ah minha amiga chamada "eBay" *-* XDD
#89
excelente Embaracoso
a maneira como nos captivas

a minha critica e a mesma da lumi - cuidado com as repetiçoes
de resto, está fabuloso Wink

continua assim
Take care of my heart - I've left it with you
#90
Oops têm toda a razão, eu realmente exagerei na palavra "apresentava" e nem me dei conta =X Já mudei! xD

Sailor_Di escreveu:quero um autografo teuuuu *-* podes escrever um para mim e outro dedicado ah minha amiga chamada "eBay" *-* XDD

loooooooooool Sailor_Di morri a rir com o teu comentário xD xD xD xD

Mais uma vez obrigado a todos vocês que se dão ao trabalho de ler e comentar a minha fic, são fantásticos Embaracoso

Sammu, és fixe!
#91
Novamente 5 estrelas a quase todos os níveris sammu =) Adoro a tua forma de escrever... adoro a forma como apresentas a historia. E adorei a descrição: super bem feita. quase k m fizest lembrar as descrições do tolkien XD lolol

Só gostei menos (ñ foi ñ gostar, foi gostar menos ;p) de um pormenorzinho d nada, mas isso tem a ver com o meu gosto pessoal mesmo, nada a ver com a qualidade da historia em si, digamos k é um aspecto mt subjectivo: epahhh... Tão a célimoon pode usar os poderes das outras guerreiras todaS? isso é um cado... ah e tal.. má onda... Matreiro Num gostei mt desse aspecto.. Axu k o interessante em Sailor Moon é todas as navegantes, + coisa - coisa, terem importancia, protagonismo, e as suas características pessoais... Havendo uma k tem as coisas das outras fica um bocado ah e tal.. Ela já parece ser a + poderosa de momento, tendo os poderes do resto do pessoal é ganda abuso (não num sentido mt mau da palavra lol)..

Mas como dixe, este é um aspecto de opinião exclusivamente pessoal. é o meu gosto... E como lá diz o ditado "gostos não se discutem" Embaracoso E quem sabe as coisas não mudam de figura não é... Smile nunca sabe o que está na mente de um escritor ;p

Quanto à votação, lol, votei na última. Foi a esmeralda que levou o cristal prateado, ou não foi? Ou já estou a fazer confusão? lol Provavelmente ela nem tem cristal nenhum... Puxa, haver + cristais além do prateado e do dourada já era ganda mixórdia de cristais Matreiro lol Mas pronto, quem sabe o que nos espera no próximo capítulo... =)


"Paralelismos", an HP's fanfiction - Capítulo 7 (30.Março.2009)
#92
Olá Sailor S adorei o teu comentário! Assim elaborados consigo entender a opinião do pessoal. Realmente ela usou o poder da Saturno, mas não consegue usar o de todas, só de algumas, e mais à frente vamos entender porquê.
Quanto aos cristais, hum... também não gosto mt de mixórdias =p

Sammu, és fixe!
#93
lolol weee o sammu tem a mesma opinião k eu: não às mixórdias Matreiro eheh Smile

Mas a sério... Eu gosto muito da tua fic. =) Sem "desmerecer" outros escritores de fic, sejam do forum ou não, sejam de sailor moon ou não, és o escritor de fanfics português, de portugal, de que + gostei até agora, a praticamente todos os níveis.

E mesmo quando faço um comentário a algo k gosto menos, é mesmo isso: gostar "menos", pk gosto à mesma, pk está super enquadrado, super bem exposto.... enfim...
Acredito no teu futuro Wink lol

Fico + contente por ela não poder ir buscar os poderes de todas as outras... mas mesmo só sendo de algumas, vou ficar ansiosa por saber a justificação, pk continuo a achar desleal Matreiro lolol

Boa continuação de escrita Smile


"Paralelismos", an HP's fanfiction - Capítulo 7 (30.Março.2009)

Editado pela última vez em

#94
Ahhh que vergonhaaaa!! Fui apanhado na aula de Português! A stora tava a passar pela minha mesa (eu tou tao concentrado a escrever k nao reparo em mais nada), debruça-se sobre mim e lê alto para a turma toda "Célia, ao despir-se para entrar na piscina, sente algo a vibrar debaixo de si" (estava sentada em cima do casaco e nele tinha o alfinete dela). Agora toda a gente acha que eu tou a escrever histórias eróticas na aula de português... aff, o que uma pessoa não passa!

Muito obrigado pelos teus comentários Sailor S (não desfazendo dos outros) das-me um grande animo para continuar a escrever. Embaracoso

Sammu, és fixe!
#95
Sammu escreveu:Ahhh que vergonhaaaa!! Fui apanhado na aula de Português! A stora tava a passar pela minha mesa (eu tou tao concentrado a escrever k nao reparo em mais nada), debruça-se sobre mim e lê alto para a turma toda "Célia, ao despir-se para entrar na piscina, sente algo a vibrar debaixo de si" (estava sentada em cima do casaco e nele tinha o alfinete dela). Agora toda a gente acha que eu tou a escrever histórias eróticas na aula de português... aff, o que uma pessoa não passa!

boa sammu


Chegou finalmente---> Viagem ao futuro:Capitulo 1

Forum Evangelion
http://evangelion-pt.ativoforum.com/portal.htm
#97
Sammu escreveu:Ahhh que vergonhaaaa!! Fui apanhado na aula de Português! A stora tava a passar pela minha mesa (eu tou tao concentrado a escrever k nao reparo em mais nada), debruça-se sobre mim e lê alto para a turma toda "Célia, ao despir-se para entrar na piscina, sente algo a vibrar debaixo de si" (estava sentada em cima do casaco e nele tinha o alfinete dela). Agora toda a gente acha que eu tou a escrever histórias eróticas na aula de português... aff, o que uma pessoa não passa!

Muito obrigado pelos teus comentários Sailor S (não desfazendo dos outros) das-me um grande animo para continuar a escrever. Embaracoso

ai k LOL... tadito do sammu:p vai ficar c má fama na escolaaa :p lololol

E de nada, sempre às ordens.. fico contente por apreciares os comentários Embaracoso MAs eu limito-me a dizer aquilo que penso =)


"Paralelismos", an HP's fanfiction - Capítulo 7 (30.Março.2009)
#98
LOOL poor sammu xD acho que ja aconteceu a todos, quando escrevo ou leio ou faço alguma coisa educativa sem ser tomar atenção, nao reparo se tiverem a olhar ou a chamarem-me, fico completamente na lua

grande S Embaracoso
Take care of my heart - I've left it with you
#99
Pois é, Sammu, já viste os anúncios com o Pedro Abrunhosa?... Tens um grande talento, mas se n estudares com afinco podes não ter oportunidade para desenvolvê-lo! Atenção nas aulas de português! LOLOLOL!!! Adorei mais este capítulo, e esse pormenor da Celimoon usar poderes das outras tem potencial pra dar uma grande história! Concordo com Sailor S, não desfazendo, a tua é a melhor fanfiction q li ate agora! Continua o bom trabalho (mas daqui para a frente com mais atenção à localização da prof! ehehe...)

#100
Lamento muito Sammu que tenhas passado por essa situação!! No fundo nós somos os culpados ,estamos sempre a pressionar-te para novos capitulos que deu nisto!!!! Mas a culpa também é tua por seres tão talentoso e maravilhoso, que ficamos sempre a morrer de curiosidade pelas proximas emoções e desenvolvimentos!!! Very Happy Está tão linda a tua fic....ADOREI está cada vez mais EMOCIONANTE!!!! (A Célimoon é um enigma!!!Então usa o poder das outras navegantes? Um......Não pode ter o seu proprio poder? Ou então fica muito mais poderosa assim com todos os poderes juntos?Estou curiosa por ver mais.....E concordo com a Sailor S, também em relação aos cristais!!!!!!!!!!!) Independentemente da nossa vontade louca de querermos mais e mais capitulos!!!!!
Tens de tentar estar mais atento na aula...Sabes é muito importante concentrares-te nas aulas,para poderes ter bons resultados,pk tu mereces, o ano está quase a acabar! Precisas de concentração ao maximo para teres excelentes resultados!!! Depois tens tempo de sobra par continuares a tua linda FIC, nós estamos aqui para te apoiar!!! SEMPRE!!!!Força Sammu!!!!
Mas a tua professora não podia ter sido mais discreta?Mas deixa lá,isso passa logo,daqui a uns dias ninguém se vai lembrar disso,e aposto que os teus colegas gostaram muito do k escreves-te!!!!! Depois eles por acaso não sabem quem tu és? O nosso Sammu!!!!!!
Bjinhos grandes e Concentração máxima nas aulas ok?
Disso depende o teu FUTURO!!!!!!!!
Nós queremos muito k sejas muito feliz e que te sintas realizado!!!!!
Conta comigo sempre para te apoiar e ajudar naquilo que puder!!!!!!
Nota: E também quero um autografo teu!!!!!!Por Favor! Vai ser uma emoção!!!!!Embarassed
Bjinho grande da Bane
:loveshock:
#101
Apoiadíssima bane Embaracoso

Não keremos o sammu com mais má fama pela escola inteira :p eheh... Rolar lol!

Ficamos impacientes por mais, porque além de mt fixe a historia, ele escreve muitíssimo bem, prende qualquer um.....
Mas paciência é uma virtude, e nós temos k a ter, ou então começar a desenvolvê-la Embaracoso lol

Ptt... escreve com calminha e tal.. no teu ritmo.. e quando tiveres mais um capitulo pra nós...... Nós deliciamo-nos Smile

...............*momento em que não se pensa tanto antes de teclar*.........

Mas se puderes despaxar-te nós tb agradecemos!!.. queremos ++++!!! Embaracoso

lolololol


"Paralelismos", an HP's fanfiction - Capítulo 7 (30.Março.2009)
#102
CAPÍTULO 7

Luta no apartamento de Gonçalo!

Uma visão do passado.




-“As temperaturas desceram cerca de 0,2 ºC em todo o mundo. Apesar da pouca diminuição, este fenómeno estranho aconteceu uniformemente por todas as regiões do globo. Será este um sinal da regressão do tão falado Efeito Estufa? Tudo indica que sim, apesar de a camada de ozono ainda não se regenerar à velocidade de antigamente. Continuando este fenómeno podemos prever uma recuperação em 37% ao ano da camada de ozono. De volta ao estúdio…” – dizia a meteorologista na TV.

- Dexde que num fique frio nu Berãum tudo bem pra mim! – dizia Chico no sofá com a boca empanturrada de bolachas de chocolate. A televisão desligou-se. Ei! – reclamou Chico virando-se para trás.

- A tua irmã? – perguntou Fernanda, a mãe de Bunny com o comando na não.

- Saíu logo de manhãzinha cedo. – respondeu Chico. Estava a ver TV e deu uma noticia qualquer, ficou esquisita e saiu de casa.

- Que estranho, num sábado? Ai… O que estará ela a tramar? – suspirou Fernanda roubando o pacote de bolachas e sentando-se ao lado de Chico e mudando para o canal de moda.



Bunny caminhava com Luna na rua sob um sol tímido. Estava determinada a tirar tudo a limpo. Porque tivera Bertierite aquela reacção quando Bunny lhe disse que tinha sido atacada por Esmeralda?*

Luna caminhava apressadamente para acompanhar o passo de Bunny.

- Chegamos Luna. – anunciou Bunny parando em frente a um luxuoso prédio. Tocou no botão da moderna campainha que dizia “Ayakashi Sisters”.

- Sim? – perguntou uma voz adoentada pela campainha.

- Karmesite? É a Bunny. Preciso muito de falar convosco.

- Bunny? – ouviu-se Karmesite a perguntar. Desculpa mas hoje não é um bom dia, adeus.

- Karmesite! – exaltou-se Bunny. Sabes que se não me deixares entrar eu arranjo maneira de falar com vocês na mesma!

Após uns momentos de silêncio a porta abriu-se. Bunny apanhou o elevador transparente até ao último piso, onde as irmãs tinham um luxuoso duplex.

O edifício tinha a forma de O. No seu centro circular encontrava-se um belo jardim com uma cascata artificial que culminava numa grande piscina. Saiu do elevador e dirigiu-se para a porta do apartamento das irmãs.

- Miau! –chamou Luna a atenção de Bunny.

- Também sentes? Esta aura pesada… - disse Bunny parando em frente à porta. Mas tenho que entrar. – bateu à porta, e reparou que já estava aberta.

Entrou no apartamento escuro devido às persianas das janelas que estavam fechadas, bloqueando a luz do sol.

- Aqui. – chamou Bertierite.

Karmesite, com os seus exuberantes cabelos roxos e Bertierite encontravam-se sentados no divã da sala com ligaduras na testa. Bunny cumprimentou-as e sentou-se. Luna tinha o pêlo arrepiado e rondava o apartamento.

- Que se passa com vocês? – perguntou Bunny olhando para as ligaduras brancas.

Bertierite começou a chorar e Karmesite respondeu.

- São tantas coisas juntas… Nem sei por onde começar.

- Eu…. Vi a notícia à pouco na televisão. – disse Bunny lembrando-se das palavras que o pivô pronunciou no jornal matinal:

“Os cosméticos Ayakashi Sisters foram retirados do mercado devido à concentração absurda de químicos cancerígenos, que levaram à formação de melanomas e carcinomas em diversas pessoas por todo o Japão.”

- Eles não são cancerígenos. – fungou Bertierite chorosa. Foi a Esmeralda.

- A Esmeralda?! – exclamou Bunny interessada. Ela também vos atacou? Por favor expliquem-me bem essa história toda!

- Foi assim… - começou Karmesite. Tudo começou à cerca de um ano. Começamos a ter pesadelos frequentemente, calafrios, noites sem dormir. Tudo começou gradualmente mas foi aumentando ao longo das semanas. Tudo isto deveria debilitar os nossos organismos, mas não foi isso que aconteceu. Estávamos cada vez mais fortes. Mais ainda do que quando éramos da Lua Negra.

- Até aí tudo bem, fora isso não tinha acontecido mais nada de especial. – continuou Bertierite. Até há alguns meses. As nossas testas começaram a arder ao ponto de nos provocar uma dor intensa. E pouco depois…

- Apareceu a Esmeralda. – falou Karmesite. Apareceu de repente aqui na sala, vinda do nada. Disse que o nosso clã havia sido revivido e que nos queria de volta apesar de os termos traído.

- Claro que dissemos que não. – continuou Bertierite ansiosa por falar. Então foi aí que ela nos ameaçou. Disse que tinha o Safira como refém e se não aceitássemos ele iria sofrer as consequências. Como sabes a Petzite nunca esqueceu o Safira… Por isso aceitou passar para o lado deles.

Bunny ficou estupefacta, mas não pôde deixar de compreender o lado de Petzite, a irmã mais velha. Sempre amara Safira secretamente.

- A Esmeralda disse que mais cedo ou mais tarde todas nós iríamos acabar por aceitar passar para o lado dela. Nem que fosse contra a nossa vontade.

- Como assim? E porque não nos avisaram antes? – perguntou Bunny triste com a falta de confiança delas.

- Calma, ouve-nos até ao fim. – pediu Karmesite a Bunny.

- Depois da Petzite ter aceite, a Esmeralda ameaçou-nos novamente. Caso disséssemos alguma coisa, a nossa irmã sofreria as consequências. Por isso já sabes, foi por isso que não te disse nada. – confessou Bertierite.

- Depois lançou-nos uma espécie de maldição. – continuou Karmesite. Já nos destruiu financeiramente e socialmente. A nossa empresa faliu e temos centenas de processos em tribunal contra nós. Mas isso nem é o pior. Vem cá. – pediu Karmesite a Bunny.

Bunny foi guiada até a um quarto escuro com as janelas todas tapadas. Karmesite ligou uma luz fraca.

Na cama encontrava-se Calaverite a dormir, completamente suada e despenteada. Estava a dormir um sono inquieto, mexendo-se constantemente. Na sua testa encontrava-se um símbolo, uma lua negra invertida com uma estrela de quatro pontas no meio.

- Não! – exclamou Bunny tapando a boca com a mão. O que se passa com ela?!

- Ela está a sofrer a transformação. – disse Karmesite de braços cruzados com um olhar triste fixo na irmã. Uma por uma, a Esmeralda está a forçar-nos a voltar. E da maneira mais baixa. Ela está a sofrer…

- Então vocês…? – perguntou Bunny chocada.

Bertierite e Karmesite retiraram as suas ligaduras. Nas suas testas como uma ligeira queimadura, encontrava-se o mesmo símbolo quase imperceptível, embora o de Bertierite estivesse mais carregado.

- Começaram a ficar mais fortes depois de a Esmeralda ter roubado o Cristal Prateado. Nós pensávamos que conseguirias guardar o Cristal como sempre fizeste, por isso quando me contaste na universidade o que se passou eu saí da aula e vim contar ás minhas irmãs imediatamente.

- Vai embora Bunny. – disse Karmesite num tom sério. Vai embora daqui e não voltes mais. Da próxima vez que nos vires podemos já não ser nós.

- Eu não vos posso deixar… Tenho que vos ajudar, são minhas amigas e os amigos não se deixam assim… - disse lentamente com um nó na garganta.

- A única coisa que podes fazer é destruir o inimigo. Assim as nossas vidas poderiam voltar ao normal.- disse Bertierite com uma réstia de esperança.

- Mas cuidado. Pelo que percebi a Esmeralda não passa de uma simples subordinada. Este inimigo tem uma força como nunca vi. São capazes de tudo. De TUDO! Até de matar sem dó nem piedade se for preciso. – disse mais uma vez Karmesite com um ar assustado. Agora vai. Tem cuidado…

- Adeus Bunny… - despediu-se Bertierite com um ar triste.

- Não desistam, nós vamos conseguir. Aguentem até lá…! – prometeu Bunny saindo do apartamento com Luna.

- Bunny? – chamou Bertierite.

Bunny parou e olhou para trás.

- Sim?

- Perdoa-me caso te faça alguma coisa, mas lembra-te. Não sou eu. – disse sorrindo com uma lágrima varrendo-lhe o rosto.

Bunny deu-lhe as mãos e no silêncio reconfortou-a. Ao mesmo tempo disse o seu adeus silencioso. Estava certa de que iria conseguir derrotar aquele inimigo que já lhe roubara Gonçalo, destruíra a sua casa, o templo de Rita, o Cristal Prateado, e que agora lhe roubava lentamente a sua amiga da forma mais cobarde.



Caminhava pelas ruas da cidade, em direcção ao templo. Como Célia a tinha levado a casa, o seu carro ainda lá estava estacionado devido ao treino surpresa do dia anterior.

- Bunny! Luna! Por aqui? – ouviu-se uma voz vinda do chão.

- Artemis! – Bunny retirou-se para um beco com Artemis e Luna. Lá contou tudo o que ouvira.

- Incrível… - disse Artemis preocupado.

- Miau… - pareceu concordar Luna.

- Coitadinha, a Luna ainda não consegue falar… E não sei porquê. Se fosse do Cristal Prateado tu também não poderias falar e no entanto… - suspirou Bunny abaixando-se para fazer festas à sua gata.

- É verdade… E logo ela que nunca foi de estar calada. - disse Artemis olhando para Luna.

De repente uma luz iluminou a mente de Bunny. Esta levantou-se repentinamente, o que fez com que Luna caísse em cima de Artemis.

- Quando eu purifiquei as Irmãs da Caça há anos atrás, usei o Cristal Prateado. Elas livraram-se do poder negro porque o poder do Cristal existia nos corpos delas, protegendo-as. Quando a Esmeralda me roubou o Cristal Prateado, foi capaz de quebrar essa protecção e fazer-lhes a lavagem cerebral. – disse olhando fixamente para o ar à sua frente.

- Bunny tu… - interrompeu Artemis.

- Não me interrompas enquanto estou a raciocinar! – repreendeu Bunny. Quer dizer que ela ainda não consegue trabalhar bem com o Cristal, caso contrário já elas estariam todas do lado negro. A purificação que eu lhes dei ainda corre um pouco nos seus corpos… Mas eu vi aquela guerreira misteriosa com o meu Cristal Prateado. Como é possível se é a Esmeralda que o tem? Isso quer dizer…

- Mas Bunny… - falou novamente Artemis.

- Cala-te! Isso quer dizer… - respirou fundo. Que a guerreira trabalha para o lado negro! Não… não pode ser, se ela já nos salvou mais do que uma vez… Talvez seja só para nos enganar ou aborrecer a sua possível rival, a Esmeralda. É isso… Não podemos confiar nela! – disse orgulhosa do seu raciocínio. O que querias Artemis?

- Calcaste cocó de cão quando te levantaste. – disse divertido vendo o sapato de Bunny castanho.



Artemis e Luna foram passear juntos e Bunny continuou o seu caminho. Ao caminhar olhou para o prédio “Maison” onde se encontrava o apartamento de Gonçalo. Apesar de ter estado nos EUA a estudar, manteve sempre o seu apartamento em Tóquio. Bunny olhou pensativa para as janelas do apartamento.

Sentiu um aperto no coração. Uma luz estava acesa. Teria Gonçalo voltado?

Correu em direcção à entrada do edifício. O porteiro já a conhecia e deixou-a passar. À medida que se aproximava do apartamento o seu coração batia mais rápido. Levou a mão à maçaneta da porta e abriu-a rapidamente.

Sammu, és fixe!

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