A Última Estrela
O que acontecerá a Maria?
Total de votos: 16
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O sentimento forte de se reunir aos pais fá-la juntar-se ao lado negro 0% 0 votos
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Consegue resistir no último momento ao ouvir o pedido de socorro de Mário 50% 8 votos
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Vénus aparece e evita que Júpiter toque no Cristal Prateado 13% 2 votos
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Júpiter toca no Cristal Prateado, mas algo estranho acontece de seguida 19% 3 votos
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O restaurante sofre uma nova explosão, atirando Júpiter e Petzite violentamente para o chão, evitando o pior 0% 0 votos
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Nenhuma das anteriores 19% 3 votos
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Hoje?? Bem... n vais pôr de madrugada, espero XD
Ai k tenho um fanico!
*ansiosa volta a ler o preview k o Sammu fez na outra pág. e fica doidinha*
Ai k tenho um fanico!
*ansiosa volta a ler o preview k o Sammu fez na outra pág. e fica doidinha*

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^

Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
Ai ai *anciosa*
O Sammu quer matar-nos com um ataque de coração
Mal posso esperar
.o:
Já li aquele post dele com algumas coisinhas que iam acontecer neste capítulo umas 10 vezes XD
O Sammu quer matar-nos com um ataque de coração

Mal posso esperar
.o:Já li aquele post dele com algumas coisinhas que iam acontecer neste capítulo umas 10 vezes XD
Gostas de mistérios, dramas, romance, acção, emoções e muito mais?
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FanFic: Sombras do Passado (Capítulo 4 postado dia 19/02!)
Então clica ali em baixo:

FanFic: Sombras do Passado (Capítulo 4 postado dia 19/02!)
CAPÍTULO 15
O dia do concerto!
A oportunidade de Joana.
===========================
Ela voava, voava a toda a velocidade em direcção àquele satélite branco, vinda dos confins do sistema solar. Um rastro de energia maligna estava delineado desde a Terra até à Lua. A lua estava sobre ataque, conseguia ver milhares de guerreiros a destruírem tudo e todos à sua passagem, guerreiros da Terra, do seu planeta. Voava rapidamente em direcção ao palácio no topo da colina. Uma negra coluna de fumo e fogo erguiam-se sobre o Milénio Prateado. Lá estava ela, Serenidade acabara de saltar da varanda do palácio em direcção a Endymion, que estava a ser sugado.
- AGUENTEM-SE! – gritou Célimoon chorando, sabendo que de nada ia adiantar, pois ainda estava muito longe para fazer algo.
- A princesa?! – gritou Vénus no meio do caos, em pleno duelo de espada com Kunzite.
- Ainda agora estava ali, em segurança! – gritou Marte desesperada enquanto combatia com Jédite.
- Não podemos deixar a Serenidade! – bramiu Mercúrio lutando com Zoicite.
- Raios! – praguejou Júpiter dando um pontapé na barriga de Néflite.
- INCENDIA ANIMUS! – um muro de fogo ergueu-se entre as quatro guerreiras, e estas correram em direcção ao palácio.
Uma energia monstruosa cobriu o céu.
- CUIDADO! – gritou Célimoon com todas as suas forças, já próxima. STELLA VENTUS! - o seu furacão de energia foi facilmente dissipado.
- SHABON DILATO! – bramiu Mercúrio, lançando uma coluna de água de sabão.
- INCENDIA ANIMUS! – gritou Marte lançando um feixe de chamas.
- CONFUTO LEVITAS! – raios urgiram da tiara de Júpiter.
- CRESCENTO FULSI! - um raio de luz juntou-se aos poderes, em direcção ao monstro.
Os ataques das navegantes guardiãs, Espuma de Sabão, Alma de Fogo, Supremo Trovão e Raio Crescente juntaram-se num só, que foi absorvido pelo monstro, e arremessado contra as guerreiras.
- NÃO! – gritou Célia de horror, e a sua voz ecoou pela casa.
- NÃO! – berrou Joana acordando, completamente suada.
Célia saiu da cama a tremer, encostou-se à parede e deixou-se cair, batendo com as costas repetidamente contra a divisória.
- O que se passa?! – gritou Haruka abrindo a porta do quarto de rompante, seguida de Mariana, ambas de camisa de noite.
- Célia, estás bem? – perguntou Mariana sentando-se ao lado dela, passando-lhe a mão pelos cabelos.
- Eu… não… fui… capaz… - disse Célia sufocando no meio das lágrimas que caíam copiosamente.
- Outra vez o Milénio Prateado? – perguntou Haruka compreensiva, baixando-se em frente a elas.
- Há semanas que sonhas com isso, temos que fazer alguma coisa. – disse Mariana segurando-lhe a mão. Para sua surpresa, esta atirou-se para o seu colo chorando.
- Porque é que tudo não pode ser como antes?! – gritou, sentindo um imenso nó na garganta. Porque é que não podemos voltar e viver como nos tempos passados?
- Sabes bem que quando a Saturno destruiu o sistema solar após a queda do Milénio Prateado, a passagem do espaço-tempo ficou para sempre bloqueada e… - disse Haruka, detendo-se após um gesto surdo de Mariana.
- Não é isso, pois não? – interrogou, passando a mão pelos cabelos sedosos de Célia, que chorava no seu colo. Existe algo que aconteceu nessa altura e que tu ainda não nos contaste não é verdade?
- É. – confessou Célia espantando-as. Levantou-se mais calma e enxugou as lágrimas com a manga. Mas ainda não consigo contar, pelo menos por agora.
- Que se passa Joana? – perguntou o seu pai, abrindo a porta do quarto de rompante.
- Nada, nada… - disse Joana respirando ofegantemente, com a mão no peito.
- Tiveste um pesadelo? – questionou o pai sentando-se na beira da cama.
- Sim, foi isso…
- Eu vou trazer-te um copo de água com açúcar. – disse, saindo do quarto.
Artemis, que dormia no chão, saltou para cima da cama e fixou o olhar de Joana.
- O que é que se passou?
- O Milénio Prateado, outra vez. – disse Joana levando a mão à testa. Aos poucos vou-me lembrando das coisas… Eu era a líder das quatro navegantes que protegiam a Serenidade, mas… - arrastou a mão à cara, tapando os olhos, que vertiam lágrimas gordas. Não fui capaz de proteger nem a princesa nem as outras. Nem tenho o poder de o fazer actualmente, se não fosse pela Maria no outro dia, tínhamos morrido todas.
- De facto… - disse Artemis sem jeito. Mas dizes que te estás a lembrar da tua vida passada?
- Gradualmente… - confirmou Joana deitando-se para trás. Isso é bom?
- Nem por isso. A Marte e a Júpiter já se lembram de bem mais que tu. – cuspiu Artemis saltando para o chão novamente.
- Porque já conseguiram ser Eternas, nem que fosse por uns minutos. – disse Joana deitada, com a voz a tremer e as lágrimas caindo do seu rosto para os lençóis.
- Exacto, e tu não. Boa noite. – disse Artemis friamente, enrolando-se sobre o seu corpo branco, adormecendo.
- «… vários países de África declararam guerra entre si, agravando a situação de insegurança global. Lembramos aos senhores telespectadores de que há escassos dois dias a Turquia entrou em guerra aberta com a Geórgia e o Azerbeijão. Entretanto a ONU tenta evitar uma catástrofe civil entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, dois países com conflitos de interes…»
- Muda de canal! – protestou Joana, ao que o seu pai mudou de emissora.
Joana e os seus pais faziam do seu hábito diário tomarem o pequeno-almoço juntos, visto que devido às suas carreiras profissionais, o almoço e jantar em família nem sempre era possível.
- Estás com um ar horrível hoje, podias colocar um bocadinho de base nos olhos. – observou a sua mãe, comento uma tosta.
- Não a chateies, ela teve um pesadelo. – defendeu-a o pai.
- Ah sim? Deve ser de te andares a deitar tão tarde! Depois ficas com esse aspecto horrível e nunca mais deixas de ser figurante! – ralhou a mãe.
- Já faltava o sermão matinal, não era? – exaltou-se Joana. Para sua informação dona Ângela, e ao contrário de certas pessoas que tiveram a minha idade, eu faço pela vida.
- Eu só entrei agora no mercado do trabalho porque estive muito ocupada a criar-te! Sim, porque da tua idade eu já era mamã. – ripostou a sua mãe. E olha que em poucos anos já subi muito na carreira.
- Sim, sim… editora de um jornal gratuito e sensacionalista… - desvalorizou Joana, recebendo um olhar furioso da sua mãe.
- «E em outras notícias, o último concerto da tournée “Visual Crystal Fixacion Tour”, da artista Célia, realizar-se-á daqui a três dias no Estádio Nacional do Japão, em Tóquio. Já há vários meses que Célia reside secretamente no Japão, preparando o grandioso concerto que será transmitido para os cinco continentes em directo. Os bilhetes esgotaram em apenas trinta e oito segundos quando postos à venda online, espera-se por isso casa cheia…»
Joana sorriu com extrema felicidade para o ecrã de televisão.
- E para sua informação, daqui a três dias a minha vida vai mudar. – disse pegando na sua bolsa, saindo de casa.
- Onde vais? – perguntou Artemis seguindo-a para as escadas.
- À mansão da Célia. Fica na Avenida Wisgheria, a mais chique de Juban e arredores sabias?– questionou como que esperando meter-lhe inveja.
- É para lá que tens ido todos os dias? – perguntou curioso.
- Mas o que é isto? – exaltou-se Joana. Toda a gente anda a controlar a minha vida?! Adeuzinho! – exclamou, fechando a porta do prédio.
Três semanas se haviam passado desde que o restaurante de Maria havia sido destruído. Apesar de o seguro ter coberto o prejuízo, Maria ainda não se sentia preparada para voltar a trabalhar. Mário não mais falava para ela, sentia-se traído e magoado pela falta de confiança da sua noiva.
Tal como prometido, Célia reunia-se todos os dias com Bunny, Maria, Rita e Joana a fim de treinarem uma performance para o concerto que se haveria de realizar dali a três dias. Rita e Joana abririam o concerto e cantariam uma canção com Célia, e de seguida todas cantariam um cântico juntas. Célia, após ouvir acidentalmente Maria a cantarolar, decidiu incluir uma canção mexida onde as cinco entrassem. Durante três semanas haviam treinado juntas arduamente para conseguirem cantar algo decente. Mas hoje, ao contrário dos outros dias, Célia havia chamado Joana para um ensaio a sós.
- Cucu! – cumprimentou Joana ao chegar à mansão.
- Entra Joana, sê bem-vinda. – recebeu-a Célia, levando-a para uma sala repleta de aparelhos de som. Achei que precisavas de mais um ensaiozinho antes do concerto, não lhes disseste nada pois não? Podiam ficar aborrecidas por não terem a mesma oportunidade.
- Claro que não lhes disse nada, fica descansada. – confirmou Joana pegando no microfone. Vamos começar?
Após duas horas de ensaio, decidiram parar para um pequeno intervalo.
- Eu sempre soube que tinha um talento escondido! – vangloriou-se Joana sentando-se no divã.
- Lá escondido está ele… - susurrou Célia.
- Disseste algo? – inquiriu Joana virando o olhar para Célia.
- Hã… disse que se quiseres usar outro microfone devia ser aquele. – sorriu atrapalhada, bebendo um gole de água.
De repente, a porta do estúdio abriu-se para surpresa das duas.
- Aqui estão as compr… - calou-se Mariana ao ver Joana. Haruka estava ao seu lado, e ambas seguravam os sacos de compras com uma expressão de horror. Um silêncio constrangedor abateu-se.
- O que é… que vocês estão a fazer… aqui? – perguntou Joana embasbacada, olhando repetidamente de Célia para Haruka e Mariana.
O dia do concerto!
A oportunidade de Joana.
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Ela voava, voava a toda a velocidade em direcção àquele satélite branco, vinda dos confins do sistema solar. Um rastro de energia maligna estava delineado desde a Terra até à Lua. A lua estava sobre ataque, conseguia ver milhares de guerreiros a destruírem tudo e todos à sua passagem, guerreiros da Terra, do seu planeta. Voava rapidamente em direcção ao palácio no topo da colina. Uma negra coluna de fumo e fogo erguiam-se sobre o Milénio Prateado. Lá estava ela, Serenidade acabara de saltar da varanda do palácio em direcção a Endymion, que estava a ser sugado.
- AGUENTEM-SE! – gritou Célimoon chorando, sabendo que de nada ia adiantar, pois ainda estava muito longe para fazer algo.
- A princesa?! – gritou Vénus no meio do caos, em pleno duelo de espada com Kunzite.
- Ainda agora estava ali, em segurança! – gritou Marte desesperada enquanto combatia com Jédite.
- Não podemos deixar a Serenidade! – bramiu Mercúrio lutando com Zoicite.
- Raios! – praguejou Júpiter dando um pontapé na barriga de Néflite.
- INCENDIA ANIMUS! – um muro de fogo ergueu-se entre as quatro guerreiras, e estas correram em direcção ao palácio.
Uma energia monstruosa cobriu o céu.
- CUIDADO! – gritou Célimoon com todas as suas forças, já próxima. STELLA VENTUS! - o seu furacão de energia foi facilmente dissipado.
- SHABON DILATO! – bramiu Mercúrio, lançando uma coluna de água de sabão.
- INCENDIA ANIMUS! – gritou Marte lançando um feixe de chamas.
- CONFUTO LEVITAS! – raios urgiram da tiara de Júpiter.
- CRESCENTO FULSI! - um raio de luz juntou-se aos poderes, em direcção ao monstro.
Os ataques das navegantes guardiãs, Espuma de Sabão, Alma de Fogo, Supremo Trovão e Raio Crescente juntaram-se num só, que foi absorvido pelo monstro, e arremessado contra as guerreiras.
- NÃO! – gritou Célia de horror, e a sua voz ecoou pela casa.
- NÃO! – berrou Joana acordando, completamente suada.
Célia saiu da cama a tremer, encostou-se à parede e deixou-se cair, batendo com as costas repetidamente contra a divisória.
- O que se passa?! – gritou Haruka abrindo a porta do quarto de rompante, seguida de Mariana, ambas de camisa de noite.
- Célia, estás bem? – perguntou Mariana sentando-se ao lado dela, passando-lhe a mão pelos cabelos.
- Eu… não… fui… capaz… - disse Célia sufocando no meio das lágrimas que caíam copiosamente.
- Outra vez o Milénio Prateado? – perguntou Haruka compreensiva, baixando-se em frente a elas.
- Há semanas que sonhas com isso, temos que fazer alguma coisa. – disse Mariana segurando-lhe a mão. Para sua surpresa, esta atirou-se para o seu colo chorando.
- Porque é que tudo não pode ser como antes?! – gritou, sentindo um imenso nó na garganta. Porque é que não podemos voltar e viver como nos tempos passados?
- Sabes bem que quando a Saturno destruiu o sistema solar após a queda do Milénio Prateado, a passagem do espaço-tempo ficou para sempre bloqueada e… - disse Haruka, detendo-se após um gesto surdo de Mariana.
- Não é isso, pois não? – interrogou, passando a mão pelos cabelos sedosos de Célia, que chorava no seu colo. Existe algo que aconteceu nessa altura e que tu ainda não nos contaste não é verdade?
- É. – confessou Célia espantando-as. Levantou-se mais calma e enxugou as lágrimas com a manga. Mas ainda não consigo contar, pelo menos por agora.
- Que se passa Joana? – perguntou o seu pai, abrindo a porta do quarto de rompante.
- Nada, nada… - disse Joana respirando ofegantemente, com a mão no peito.
- Tiveste um pesadelo? – questionou o pai sentando-se na beira da cama.
- Sim, foi isso…
- Eu vou trazer-te um copo de água com açúcar. – disse, saindo do quarto.
Artemis, que dormia no chão, saltou para cima da cama e fixou o olhar de Joana.
- O que é que se passou?
- O Milénio Prateado, outra vez. – disse Joana levando a mão à testa. Aos poucos vou-me lembrando das coisas… Eu era a líder das quatro navegantes que protegiam a Serenidade, mas… - arrastou a mão à cara, tapando os olhos, que vertiam lágrimas gordas. Não fui capaz de proteger nem a princesa nem as outras. Nem tenho o poder de o fazer actualmente, se não fosse pela Maria no outro dia, tínhamos morrido todas.
- De facto… - disse Artemis sem jeito. Mas dizes que te estás a lembrar da tua vida passada?
- Gradualmente… - confirmou Joana deitando-se para trás. Isso é bom?
- Nem por isso. A Marte e a Júpiter já se lembram de bem mais que tu. – cuspiu Artemis saltando para o chão novamente.
- Porque já conseguiram ser Eternas, nem que fosse por uns minutos. – disse Joana deitada, com a voz a tremer e as lágrimas caindo do seu rosto para os lençóis.
- Exacto, e tu não. Boa noite. – disse Artemis friamente, enrolando-se sobre o seu corpo branco, adormecendo.
- «… vários países de África declararam guerra entre si, agravando a situação de insegurança global. Lembramos aos senhores telespectadores de que há escassos dois dias a Turquia entrou em guerra aberta com a Geórgia e o Azerbeijão. Entretanto a ONU tenta evitar uma catástrofe civil entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, dois países com conflitos de interes…»
- Muda de canal! – protestou Joana, ao que o seu pai mudou de emissora.
Joana e os seus pais faziam do seu hábito diário tomarem o pequeno-almoço juntos, visto que devido às suas carreiras profissionais, o almoço e jantar em família nem sempre era possível.
- Estás com um ar horrível hoje, podias colocar um bocadinho de base nos olhos. – observou a sua mãe, comento uma tosta.
- Não a chateies, ela teve um pesadelo. – defendeu-a o pai.
- Ah sim? Deve ser de te andares a deitar tão tarde! Depois ficas com esse aspecto horrível e nunca mais deixas de ser figurante! – ralhou a mãe.
- Já faltava o sermão matinal, não era? – exaltou-se Joana. Para sua informação dona Ângela, e ao contrário de certas pessoas que tiveram a minha idade, eu faço pela vida.
- Eu só entrei agora no mercado do trabalho porque estive muito ocupada a criar-te! Sim, porque da tua idade eu já era mamã. – ripostou a sua mãe. E olha que em poucos anos já subi muito na carreira.
- Sim, sim… editora de um jornal gratuito e sensacionalista… - desvalorizou Joana, recebendo um olhar furioso da sua mãe.
- «E em outras notícias, o último concerto da tournée “Visual Crystal Fixacion Tour”, da artista Célia, realizar-se-á daqui a três dias no Estádio Nacional do Japão, em Tóquio. Já há vários meses que Célia reside secretamente no Japão, preparando o grandioso concerto que será transmitido para os cinco continentes em directo. Os bilhetes esgotaram em apenas trinta e oito segundos quando postos à venda online, espera-se por isso casa cheia…»
Joana sorriu com extrema felicidade para o ecrã de televisão.
- E para sua informação, daqui a três dias a minha vida vai mudar. – disse pegando na sua bolsa, saindo de casa.
- Onde vais? – perguntou Artemis seguindo-a para as escadas.
- À mansão da Célia. Fica na Avenida Wisgheria, a mais chique de Juban e arredores sabias?– questionou como que esperando meter-lhe inveja.
- É para lá que tens ido todos os dias? – perguntou curioso.
- Mas o que é isto? – exaltou-se Joana. Toda a gente anda a controlar a minha vida?! Adeuzinho! – exclamou, fechando a porta do prédio.
Três semanas se haviam passado desde que o restaurante de Maria havia sido destruído. Apesar de o seguro ter coberto o prejuízo, Maria ainda não se sentia preparada para voltar a trabalhar. Mário não mais falava para ela, sentia-se traído e magoado pela falta de confiança da sua noiva.
Tal como prometido, Célia reunia-se todos os dias com Bunny, Maria, Rita e Joana a fim de treinarem uma performance para o concerto que se haveria de realizar dali a três dias. Rita e Joana abririam o concerto e cantariam uma canção com Célia, e de seguida todas cantariam um cântico juntas. Célia, após ouvir acidentalmente Maria a cantarolar, decidiu incluir uma canção mexida onde as cinco entrassem. Durante três semanas haviam treinado juntas arduamente para conseguirem cantar algo decente. Mas hoje, ao contrário dos outros dias, Célia havia chamado Joana para um ensaio a sós.
- Cucu! – cumprimentou Joana ao chegar à mansão.
- Entra Joana, sê bem-vinda. – recebeu-a Célia, levando-a para uma sala repleta de aparelhos de som. Achei que precisavas de mais um ensaiozinho antes do concerto, não lhes disseste nada pois não? Podiam ficar aborrecidas por não terem a mesma oportunidade.
- Claro que não lhes disse nada, fica descansada. – confirmou Joana pegando no microfone. Vamos começar?
“Veeeeendo o céu e as estrelas, eu PEÇOOOOO eu sintoooo, sintooo-te aqui!!
Que vou fazeeeeer, o coração está looooouco por te ter aqui!!”
Que vou fazeeeeer, o coração está looooouco por te ter aqui!!”
Após duas horas de ensaio, decidiram parar para um pequeno intervalo.
- Eu sempre soube que tinha um talento escondido! – vangloriou-se Joana sentando-se no divã.
- Lá escondido está ele… - susurrou Célia.
- Disseste algo? – inquiriu Joana virando o olhar para Célia.
- Hã… disse que se quiseres usar outro microfone devia ser aquele. – sorriu atrapalhada, bebendo um gole de água.
De repente, a porta do estúdio abriu-se para surpresa das duas.
- Aqui estão as compr… - calou-se Mariana ao ver Joana. Haruka estava ao seu lado, e ambas seguravam os sacos de compras com uma expressão de horror. Um silêncio constrangedor abateu-se.
- O que é… que vocês estão a fazer… aqui? – perguntou Joana embasbacada, olhando repetidamente de Célia para Haruka e Mariana.
Sammu, és fixe! - A menina Kaioh também vai tocar no concerto. – disse Célia levantando-se de repente indo para perto de Mariana, tocando-lhe no ombro. A sua companheira veio acompanhar os ensaios, e… Oh! Que agradável, trouxeram algumas coisas para comermos! – concluiu esboçando um sorriso imensamente falso, olhando para Joana na esperança de que esta acreditasse.
- Acontece que eu e a menina Kaioh não nos falamos. – disse Joana deitando um olhar ameaçador às duas.
- Oh, não me faças essa desfeita… - pediu Célia olhando para Joana com os olhos brilhantes.
- Pronto está bem, mas só por tua causa. – aceitou Joana sentindo-se importante.
Célia, Mariana e Haruka suspiraram de alívio e o ensaio recomeçou, com Mariana tocando violino.
- Ò sole miiioooooooo!! – berra, tentando enquadrar-se com o ritmo.
Subitamente tudo começou a tremer. A electricidade foi abaixo, sons de relâmpagos abafados rugiam do alto do tecto da mansão. As janelas começaram a tremer, os candeeiros a vibrar e as paredes a fissurar.
- O que se passa?! – gritou Joana deixado cair o microfone.
- Devem estar a cair relâmpagos no pára-raios da mansão, fica aqui. – disse Célia precipitando-se com Haruka e Mariana para outra sala, com um vitral que possibilitava uma visão ampla para o exterior. Raios negros assolavam sobre o casarão, revelando uma cúpula de energia translúcida que amparava e os absorvia, fazendo tremer a vivenda e o imenso jardim que protegia.
- Ali! – apontou Haruka para quatro pontos minúsculos que pairavam no céu.
- As Irmãs da Caça… - suspirou Mariana de braços cruzados. Felizmente que a protecção do Cristal Prateado impede que algo aconteça.
- Parece que temos a confirmação da nossa espia. – sorriu Célia olhando para os quatro pontos indistinguíveis no ar, através da protecção. Certamente chamou as Irmãs da Caça, estando sem as outras navegantes é muito mais fácil elas vencerem-nos.
Vendo que os seus ataques não conseguiam trespassar a forte barreira, as Irmãs das Caça desapareceram e o tremor cessou. A cúpula de energia voltou a ficar transparente.
- Mas como? Ela não tinha maneira de saber que tu és navegante ou que nós vivemos contigo. – alertou Mariana.
- Pode não saber que sou navegante, mas é bastante óbvio de que alguma maneira descobriu que vocês estavam a viver comigo. – disse Célia voltando para dentro. Ela e as Irmãs da Caça certamente queriam derrotar-vos, mas não contaram com a protecção que lancei sobre a casa.
- Se ela descobriu fingiu muito bem, pela reacção que teve quando nos viu. – contestou Haruka. Não nos avisaste que ela vinha cá hoje.
- Têm razão, peço desculpa. A minha cabeça não anda muito bem ultimamente. – desculpou-se, fechando a porta atrás de si.
- De qualquer maneira não vamos tomar conclusões precipitadas. Vamos continuar a fingir que não sabemos do suposto plano dela. – disse Mariana abrindo a porta do estúdio.
- O que se passa? – inquiriu Joana abrigada debaixo do órgão eléctrico, com as mãos na cabeça.
- Como te tinha dito, uma descarga eléctrica no pára-raios. – respondeu Célia friamente.
- Ah… É que eu tenho um medo de morte de relâmpagos. – riu-se nervosamente. Mas o dia estava tão limpo quando vim para cá…
- O tempo está maluco. Estamos quase no verão e está um frio de rachar, cada vez mais. – acrescentou Haruka.
- Ficamos por aqui Joana. Já melhoraste muito, iremos ensaiar mais uma vez antes do grande concerto. – disse Célia acompanhando Joana até à saída.
- Achas mesmo que ela pode ser a espia? – perguntou Mariana a Haruka enquanto Célia subia a colina em direcção à casa.
- Talvez, ela é muito insegura, é um alvo fácil para o inimigo possuir. – observou Haruka vendo Joana a conduzir para fora da avenida.
- Está na altura de chamar reforços. – disse Célia entrando para a mansão. Com o inimigo a saber que vocês vivem aqui, tudo se complica. Além de que não vamos conseguir controlar o Endymion por muito mais tempo.
- Sim Joana, o que é que os directores de figuração do Pêssegos com Sal vão dizer quando te virem a cantar no palco em directo para centenas de países? – sonhou enquanto conduzia. No mínimo passo a interpretar a personagem principal!
Abruptamente, um raio de luz surgiu da traseira do carro em direcção a Joana, que travou violentamente. Virou-se para trás assustada, a fim ver a proveniência da misteriosa luz. Não vendo nada, convencida de que os seus olhos lhe tinham pregado uma ilusão de óptica, prosseguiu a marcha feliz.
Havia chegado o grande dia. Todo o mundo falava no mega concerto, o último concerto da digressão mundial de Célia. Tóquio parou, formaram-se filas de quilómetros e quilómetros que levavam ao Estádio Nacional. O concerto estava lotado. Todas as bancadas do gigantesco estádio estavam cheias, o palco havia sido montado no extremo do relvado, que estava repleto com milhares de pessoas em pé.
- A Rita nunca mais chega. – resmungou Bunny andando às voltas no camarim.
- Deve estar para chegar, disse que ia ao registo civil antes de vir para cá… - justificou Maria trajando um vestido verde cheio de lantejoulas.
- Sabiam que Vénus é o planeta mais quente do sistema solar? Na prática Mercúrio está mais perto do sol, mas como a atmosfera de Vénus é formada principalmente por ácido sulfúrico e dióxido de carbono, que é um gás que causa o efeito estufa e que prende o calor do sol, torna-se no planeta mais quente e mortífero. Não é fascinante? – discursou Joana olhando-se ao espelho enquanto penteava os seus cabelos loiros.
- Pirou de vez... É do nervosismo com certeza. – brincou Maria sentando-se ao lado de Joana, começando a maquilhar-se.
A porta do camarim abriu-se suavemente. Uma bela mulher cor de chocolate espreitou.
- Oh, desculpem enganei-me no camarim! – sorriu, fechando a porta.
- A-aquela… - engasgou-se Joana fitando a porta fechada. Era a Vioncé!! ERA A VIONCÉ!– gritou atirando-se para o colo de Maria, que quase caiu para trás.
- A Rita.. Rita, Rita! – enervou-se Bunny, ignorando, batendo com pé no chão com força. Ela vai cantar daqui a uns minutos contigo e ainda nem sequer chegou, no entanto não pareces preocupada. – disse olhando reprovadoramente para Joana.
- Tem calma, é só daqui a uma hora a abertura do concerto! – disse Joana feliz, tentando controlar a euforia, colocando um laço dourado na cabeça. O que achas? – perguntou a Maria.
- Um laço dourado com um vestido rosa choque talvez não seja uma combinação de sucesso. – riu-se Maria.
- Vocês só sabem ter calma! E depois os imprevistos acont…
- Desculpem o atraso! – interrompeu Rita, irrompendo pela porta do camarim ofegante. Tenho notícias do rapaz da casa de jogos, um dos antigos portadores dos cristais arco-íris.
- E então? – perguntou Joana pintando os olhos de verde lima.
- Está morto. Pelo que parece foi assassinado quase ao mesmo tempo dos outros, apenas não soubemos porque era uma pessoa desconhecida. – suspirou Rita com um ar triste.
- Ter amigos no registo civil ajuda não é? – comentou Bunny mais descansada por Rita ter chegado. Só nos resta o Rui, e pelo o que a Ami diz, eles estão bem.
- Bem até um certo ponto, porque nada nos garante que…
- Meninas ainda bem que já estão todas! – exclamou Célia entrando de rompante no camarim. Envergava um fato de couro preto muito justo, ressaindo os seus atributos femininos. Estava com os lábios pintados de um carnudo vermelho e o cabelo apanhado aos cachos, caindo sensualmente da sua cabeça. Precisamos de rever os últimos detalhes!
- Mas já os revemos vezes sem conta! – queixou-se Bunny. Primeiro entram a Rita e a Joana cantando a “Eterna Melodia”…
- … depois entras tu e cantas connosco a “Lenda do Luar”. Seguidamente saímos todas de cena e a Mariana Kaioh entra para tocar o seu solo a violino. A meio do concerto entramos nós as cinco e cantamos o “Senshi Up Your Life”. – concluiu Maria sorrindo.
- Depois entras tu a solo, cantando temas como “La Fortura”, “Your Hips Lie!”, “Please Stop the Music”, “Now One”, “Big Girls Don’t Fly”, “Viutiful Liar” e…
- Sim, Joana a partir daí eu sei o meu próprio alinhamento. – riu-se Célia. Fico contente por estar tudo bem definido. Até já, e não fiquem nervosas! – despediu-se fechando a porta do camarim.
- “Eu sei o meu próprio alinhamento!” Convencida de um raio! -disse Bunny num profundo tom de desdenho.
- Mas tu ainda estás zangada por causa daquilo? – perguntou Maria lembrando-se de quando Célia as mandara embora de sua casa, quando Bunny andara a coscuvilhar pelos corredores.
- Eu sei o que senti, existe algo naquela casa. Por detrás daquele quadro com a pintura da galáxia e por detrás da porta no fundo do corredor. – insistiu Bunny fazendo uma expressão de aborrecimento. Só alinho neste disparate para poder averiguar o que se passa. Não gosto daquela rapariga, já desconfio dela e daquele colar há muito tempo.
- E pronto lá estás tu. Temos tantas pessoas para desconfiar e tu escolhe-a logo! – exclamou Joana olhando-se no espelho, colocando lenços de papel dentro do soutien.
- Acontece que eu e a menina Kaioh não nos falamos. – disse Joana deitando um olhar ameaçador às duas.
- Oh, não me faças essa desfeita… - pediu Célia olhando para Joana com os olhos brilhantes.
- Pronto está bem, mas só por tua causa. – aceitou Joana sentindo-se importante.
Célia, Mariana e Haruka suspiraram de alívio e o ensaio recomeçou, com Mariana tocando violino.
- Ò sole miiioooooooo!! – berra, tentando enquadrar-se com o ritmo.
Subitamente tudo começou a tremer. A electricidade foi abaixo, sons de relâmpagos abafados rugiam do alto do tecto da mansão. As janelas começaram a tremer, os candeeiros a vibrar e as paredes a fissurar.
- O que se passa?! – gritou Joana deixado cair o microfone.
- Devem estar a cair relâmpagos no pára-raios da mansão, fica aqui. – disse Célia precipitando-se com Haruka e Mariana para outra sala, com um vitral que possibilitava uma visão ampla para o exterior. Raios negros assolavam sobre o casarão, revelando uma cúpula de energia translúcida que amparava e os absorvia, fazendo tremer a vivenda e o imenso jardim que protegia.
- Ali! – apontou Haruka para quatro pontos minúsculos que pairavam no céu.
- As Irmãs da Caça… - suspirou Mariana de braços cruzados. Felizmente que a protecção do Cristal Prateado impede que algo aconteça.
- Parece que temos a confirmação da nossa espia. – sorriu Célia olhando para os quatro pontos indistinguíveis no ar, através da protecção. Certamente chamou as Irmãs da Caça, estando sem as outras navegantes é muito mais fácil elas vencerem-nos.
Vendo que os seus ataques não conseguiam trespassar a forte barreira, as Irmãs das Caça desapareceram e o tremor cessou. A cúpula de energia voltou a ficar transparente.
- Mas como? Ela não tinha maneira de saber que tu és navegante ou que nós vivemos contigo. – alertou Mariana.
- Pode não saber que sou navegante, mas é bastante óbvio de que alguma maneira descobriu que vocês estavam a viver comigo. – disse Célia voltando para dentro. Ela e as Irmãs da Caça certamente queriam derrotar-vos, mas não contaram com a protecção que lancei sobre a casa.
- Se ela descobriu fingiu muito bem, pela reacção que teve quando nos viu. – contestou Haruka. Não nos avisaste que ela vinha cá hoje.
- Têm razão, peço desculpa. A minha cabeça não anda muito bem ultimamente. – desculpou-se, fechando a porta atrás de si.
- De qualquer maneira não vamos tomar conclusões precipitadas. Vamos continuar a fingir que não sabemos do suposto plano dela. – disse Mariana abrindo a porta do estúdio.
- O que se passa? – inquiriu Joana abrigada debaixo do órgão eléctrico, com as mãos na cabeça.
- Como te tinha dito, uma descarga eléctrica no pára-raios. – respondeu Célia friamente.
- Ah… É que eu tenho um medo de morte de relâmpagos. – riu-se nervosamente. Mas o dia estava tão limpo quando vim para cá…
- O tempo está maluco. Estamos quase no verão e está um frio de rachar, cada vez mais. – acrescentou Haruka.
- Ficamos por aqui Joana. Já melhoraste muito, iremos ensaiar mais uma vez antes do grande concerto. – disse Célia acompanhando Joana até à saída.
- Achas mesmo que ela pode ser a espia? – perguntou Mariana a Haruka enquanto Célia subia a colina em direcção à casa.
- Talvez, ela é muito insegura, é um alvo fácil para o inimigo possuir. – observou Haruka vendo Joana a conduzir para fora da avenida.
- Está na altura de chamar reforços. – disse Célia entrando para a mansão. Com o inimigo a saber que vocês vivem aqui, tudo se complica. Além de que não vamos conseguir controlar o Endymion por muito mais tempo.
- Sim Joana, o que é que os directores de figuração do Pêssegos com Sal vão dizer quando te virem a cantar no palco em directo para centenas de países? – sonhou enquanto conduzia. No mínimo passo a interpretar a personagem principal!
Abruptamente, um raio de luz surgiu da traseira do carro em direcção a Joana, que travou violentamente. Virou-se para trás assustada, a fim ver a proveniência da misteriosa luz. Não vendo nada, convencida de que os seus olhos lhe tinham pregado uma ilusão de óptica, prosseguiu a marcha feliz.
Havia chegado o grande dia. Todo o mundo falava no mega concerto, o último concerto da digressão mundial de Célia. Tóquio parou, formaram-se filas de quilómetros e quilómetros que levavam ao Estádio Nacional. O concerto estava lotado. Todas as bancadas do gigantesco estádio estavam cheias, o palco havia sido montado no extremo do relvado, que estava repleto com milhares de pessoas em pé.
- A Rita nunca mais chega. – resmungou Bunny andando às voltas no camarim.
- Deve estar para chegar, disse que ia ao registo civil antes de vir para cá… - justificou Maria trajando um vestido verde cheio de lantejoulas.
- Sabiam que Vénus é o planeta mais quente do sistema solar? Na prática Mercúrio está mais perto do sol, mas como a atmosfera de Vénus é formada principalmente por ácido sulfúrico e dióxido de carbono, que é um gás que causa o efeito estufa e que prende o calor do sol, torna-se no planeta mais quente e mortífero. Não é fascinante? – discursou Joana olhando-se ao espelho enquanto penteava os seus cabelos loiros.
- Pirou de vez... É do nervosismo com certeza. – brincou Maria sentando-se ao lado de Joana, começando a maquilhar-se.
A porta do camarim abriu-se suavemente. Uma bela mulher cor de chocolate espreitou.
- Oh, desculpem enganei-me no camarim! – sorriu, fechando a porta.
- A-aquela… - engasgou-se Joana fitando a porta fechada. Era a Vioncé!! ERA A VIONCÉ!– gritou atirando-se para o colo de Maria, que quase caiu para trás.
- A Rita.. Rita, Rita! – enervou-se Bunny, ignorando, batendo com pé no chão com força. Ela vai cantar daqui a uns minutos contigo e ainda nem sequer chegou, no entanto não pareces preocupada. – disse olhando reprovadoramente para Joana.
- Tem calma, é só daqui a uma hora a abertura do concerto! – disse Joana feliz, tentando controlar a euforia, colocando um laço dourado na cabeça. O que achas? – perguntou a Maria.
- Um laço dourado com um vestido rosa choque talvez não seja uma combinação de sucesso. – riu-se Maria.
- Vocês só sabem ter calma! E depois os imprevistos acont…
- Desculpem o atraso! – interrompeu Rita, irrompendo pela porta do camarim ofegante. Tenho notícias do rapaz da casa de jogos, um dos antigos portadores dos cristais arco-íris.
- E então? – perguntou Joana pintando os olhos de verde lima.
- Está morto. Pelo que parece foi assassinado quase ao mesmo tempo dos outros, apenas não soubemos porque era uma pessoa desconhecida. – suspirou Rita com um ar triste.
- Ter amigos no registo civil ajuda não é? – comentou Bunny mais descansada por Rita ter chegado. Só nos resta o Rui, e pelo o que a Ami diz, eles estão bem.
- Bem até um certo ponto, porque nada nos garante que…
- Meninas ainda bem que já estão todas! – exclamou Célia entrando de rompante no camarim. Envergava um fato de couro preto muito justo, ressaindo os seus atributos femininos. Estava com os lábios pintados de um carnudo vermelho e o cabelo apanhado aos cachos, caindo sensualmente da sua cabeça. Precisamos de rever os últimos detalhes!
- Mas já os revemos vezes sem conta! – queixou-se Bunny. Primeiro entram a Rita e a Joana cantando a “Eterna Melodia”…
- … depois entras tu e cantas connosco a “Lenda do Luar”. Seguidamente saímos todas de cena e a Mariana Kaioh entra para tocar o seu solo a violino. A meio do concerto entramos nós as cinco e cantamos o “Senshi Up Your Life”. – concluiu Maria sorrindo.
- Depois entras tu a solo, cantando temas como “La Fortura”, “Your Hips Lie!”, “Please Stop the Music”, “Now One”, “Big Girls Don’t Fly”, “Viutiful Liar” e…
- Sim, Joana a partir daí eu sei o meu próprio alinhamento. – riu-se Célia. Fico contente por estar tudo bem definido. Até já, e não fiquem nervosas! – despediu-se fechando a porta do camarim.
- “Eu sei o meu próprio alinhamento!” Convencida de um raio! -disse Bunny num profundo tom de desdenho.
- Mas tu ainda estás zangada por causa daquilo? – perguntou Maria lembrando-se de quando Célia as mandara embora de sua casa, quando Bunny andara a coscuvilhar pelos corredores.
- Eu sei o que senti, existe algo naquela casa. Por detrás daquele quadro com a pintura da galáxia e por detrás da porta no fundo do corredor. – insistiu Bunny fazendo uma expressão de aborrecimento. Só alinho neste disparate para poder averiguar o que se passa. Não gosto daquela rapariga, já desconfio dela e daquele colar há muito tempo.
- E pronto lá estás tu. Temos tantas pessoas para desconfiar e tu escolhe-a logo! – exclamou Joana olhando-se no espelho, colocando lenços de papel dentro do soutien.
Sammu, és fixe! - Eu não senti nada quando toquei no colar. – lembrou-a Rita.
- E lá estão vocês com a mania de a defender! Teimosas e egoístas é o que vocês são, sabiam? Vou apanhar ar. – bramiu Bunny saindo do camarim, batendo a porta com violência.
- Meninas estou muito preocupada com ela. – disse Rita olhando apreensivamente para Joana e Maria. Desde há uns meses para cá, ela tem ficado assim. Não se lembram da Bunny doce, ingénua e compreensiva que conhecemos? Ela está a ficar diferente, muito diferente…
- Tens razão. – assentiu Maria. Também sou obrigada a concordar. Eu vivo com ela, e também tenho notado isso mesmo.
- Não é só com ela… Toda a cidade, todo o mundo tem estado assim. Basta verem as noticias na TV. – lembrou Joana virando-se para elas. Sabem aquela guerra declarada recentemente entre a Geórgia e o Azerbeijão? Tudo começou porque ambos os presidentes desses países reclamam um poço de petróleo entre as suas fronteiras que antigamente era dividido a meias amigavelmente pelos dois países.
- Agora que referes isso… As guerras recentes entre os países africanos também foi desencadeada por coisas parecidas. – observou Maria preocupada.
- Os brancos e os negros estão a fechar-se em comunidades mais fechadas e atacam-se mutuamente. Está a formar-se um novo Apartheid, mas desta vez por todo o mundo. – observou Rita preocupadamente. O meu pai disse-me recentemente que as relações entre o Japão e a União Europeia também não andam nada famosas.
As três olharam-se mutuamente num clima sombrio. A escuridão parecia ter tomado conta daquele camarim, gostas de suor frio escorriam-lhe pelas faces abaixo.
- Chiça meninas! – brincou Joana levantando-se com uma alegria artificial. O mundo sempre teve destas coisas, não vamos ser alarmistas. Afinal estamos aqui para abrir o concerto da década!
- Miau! – ouviu-se a voz de uma gata.
- Olá meninas! – cumprimentou Artemis seguido de Luna, empurrando a porta do camarim com as cabeças.
- Oh, como chegaram aqui? – inquiriu Maria pegando em Luna, afagando-a.
- Encontramos a Bunny lá fora, disse-me que estavam neste camarim. – sorriu Artemis, contente. Eu e a Luna viemos aqui desejar-vos boa sorte!
- Hum, obrigada. Estás muito simpático hoje. – observou Joana desconfiada.
- Ora, não é todos os dias que a nossa dona vai aparecer na televisão em todo o mundo. – elogiou Artemis saltando para cima de uma mesa com flores. Nem que seja para partir os vidros das janelas de todas as casas que tenham a TV ligada!
- Como te atreves?! – exclamou Joana bem-disposta. Estava extremamente feliz por aquela oportunidade, e nada a faria ficar maldisposta. Nem mesmo os comentários arrogantes de Artemis apenas para a picar, certamente ele estava muito orgulhoso da façanha de Joana.
Entretanto Bunny entrara novamente no camarim, ainda resmungando. Joana pensou instintivamente que ela faria um lindo par com Artemis. À medida que os minutos iam passando, o nervosismo tomava conta de Joana. Talvez a excitação tivesse toldado o seu discernimento, ela iria cantar para milhões e milhões de pessoas em todo o mundo. E se fizesse figura de idiota? Seria motivo de chacota por todo o Japão, por todo o mundo. A sua reputação ficaria permanentemente manchada.
A multidão aclamava cada vez mais alto, os gritos dos fãs entusiasmados cortavam as paredes e atingiam o camarim com um volume impressionante.
- É a vossa vez! – exclamou Célia entrando novamente no camarim.
- J-já? – inquiriu Rita, aparentemente tão nervosa quanto Joana.
- Eu não sei se… - disse Joana aflita com uma dor na barriga a aumentar exponencialmente. Estou muito nervosa.
- Eu sei o que isso é, também já passei pelo mesmo! – sorriu Célia pousando os braços nos ombros de Rita e Joana. O segredo é encararem a situação como uma brincadeira, apenas isso. Ninguém espera uma grande actuação, é algo para entreter os espectadores enquanto eu não entro, ao mesmo tempo que vocês têm uma oportunidade para mostrar o que valem. Se conseguirem, maravilhoso! Se não conseguirem… pelo menos tentaram e no dia seguinte já ninguém se lembra. – concluiu piscando-lhes o olho. Toca a ir!
- Boa sorte! – gritaram Maria e Bunny enquanto elas saiam do camarim.
O pequeno caminho até ao palco pareceu uma eternidade para Joana, que agora via tudo em câmara lenta. Cada passo que dava colocava-a mais próxima com a multidão. Sentia as suas vísceras a contorcerem-se medo. Esquecera-se da letra, esquecera-se do seu próprio nome, só queria fugir, fugir para longe. Mas como é que tinha aceitado uma loucura daquelas? Era apenas uma figurante de uma série juvenil, não uma cantora internacional como Célia. Preparava-se para dar meia volta e fugir quando Rita lhe deu a mão e entraram no palco.
Dezenas de luzes de holofote iluminaram-nas e a multidão delirou. Via centenas de câmaras de filmar no enorme estádio. A multidão aplaudia fervorosamente, via a sua imagem a ser mostrada nos enormes ecrãs gigantes espalhados pelo estádio.
- Olá pessoal, o meu nome é Rita Hino, mas podem tratar-me por Rita! – apresentou-se para delírio da multidão.
- Hã… Eu sou a… a… Sou… - paralizou, apertando o microfone com tamanha força, que este começava a dar sinais de quebra.
- Apresento a minha companheira, a única e fantástica Joana Lima, uma conhecida figurante da série juvenil Pêssegos com Sal! – disse Rita, vendo o nervosismo de Joana. A multidão aplaudiu e clamou uma vez mais. Joana percebera naquele momento que o público aplaudiria qualquer coisa que fosse dita, ali estava a sua oportunidade de ouro, não a deixaria escapar. Encheu-se de coragem.
- Iuhu!! Olá Tóquio! – saudou, fazendo uma pose provocante com o seu vestido de lantejoulas. Estamos aqui para abrir o último concerto da única e fantástica Célia Leça of Windsor! Segurem-se bem, uma louca e atribulada noite vai começar!
- Nos cantos do silêncio do universo, há um planeta que toca uma linda melodia. A primeira canção desta noite chama-se a “Eterna Melodia”! – introduziu Rita, e imediatamente a banda por detrás de si começou a tocar.
Joana segurou no microfone e lembrou-se dos ensaios que tivera, cantara esta canção inúmeras vezes sem conta, sabia exactamente o que fazer.
- E lá estão vocês com a mania de a defender! Teimosas e egoístas é o que vocês são, sabiam? Vou apanhar ar. – bramiu Bunny saindo do camarim, batendo a porta com violência.
- Meninas estou muito preocupada com ela. – disse Rita olhando apreensivamente para Joana e Maria. Desde há uns meses para cá, ela tem ficado assim. Não se lembram da Bunny doce, ingénua e compreensiva que conhecemos? Ela está a ficar diferente, muito diferente…
- Tens razão. – assentiu Maria. Também sou obrigada a concordar. Eu vivo com ela, e também tenho notado isso mesmo.
- Não é só com ela… Toda a cidade, todo o mundo tem estado assim. Basta verem as noticias na TV. – lembrou Joana virando-se para elas. Sabem aquela guerra declarada recentemente entre a Geórgia e o Azerbeijão? Tudo começou porque ambos os presidentes desses países reclamam um poço de petróleo entre as suas fronteiras que antigamente era dividido a meias amigavelmente pelos dois países.
- Agora que referes isso… As guerras recentes entre os países africanos também foi desencadeada por coisas parecidas. – observou Maria preocupada.
- Os brancos e os negros estão a fechar-se em comunidades mais fechadas e atacam-se mutuamente. Está a formar-se um novo Apartheid, mas desta vez por todo o mundo. – observou Rita preocupadamente. O meu pai disse-me recentemente que as relações entre o Japão e a União Europeia também não andam nada famosas.
As três olharam-se mutuamente num clima sombrio. A escuridão parecia ter tomado conta daquele camarim, gostas de suor frio escorriam-lhe pelas faces abaixo.
- Chiça meninas! – brincou Joana levantando-se com uma alegria artificial. O mundo sempre teve destas coisas, não vamos ser alarmistas. Afinal estamos aqui para abrir o concerto da década!
- Miau! – ouviu-se a voz de uma gata.
- Olá meninas! – cumprimentou Artemis seguido de Luna, empurrando a porta do camarim com as cabeças.
- Oh, como chegaram aqui? – inquiriu Maria pegando em Luna, afagando-a.
- Encontramos a Bunny lá fora, disse-me que estavam neste camarim. – sorriu Artemis, contente. Eu e a Luna viemos aqui desejar-vos boa sorte!
- Hum, obrigada. Estás muito simpático hoje. – observou Joana desconfiada.
- Ora, não é todos os dias que a nossa dona vai aparecer na televisão em todo o mundo. – elogiou Artemis saltando para cima de uma mesa com flores. Nem que seja para partir os vidros das janelas de todas as casas que tenham a TV ligada!
- Como te atreves?! – exclamou Joana bem-disposta. Estava extremamente feliz por aquela oportunidade, e nada a faria ficar maldisposta. Nem mesmo os comentários arrogantes de Artemis apenas para a picar, certamente ele estava muito orgulhoso da façanha de Joana.
Entretanto Bunny entrara novamente no camarim, ainda resmungando. Joana pensou instintivamente que ela faria um lindo par com Artemis. À medida que os minutos iam passando, o nervosismo tomava conta de Joana. Talvez a excitação tivesse toldado o seu discernimento, ela iria cantar para milhões e milhões de pessoas em todo o mundo. E se fizesse figura de idiota? Seria motivo de chacota por todo o Japão, por todo o mundo. A sua reputação ficaria permanentemente manchada.
A multidão aclamava cada vez mais alto, os gritos dos fãs entusiasmados cortavam as paredes e atingiam o camarim com um volume impressionante.
- É a vossa vez! – exclamou Célia entrando novamente no camarim.
- J-já? – inquiriu Rita, aparentemente tão nervosa quanto Joana.
- Eu não sei se… - disse Joana aflita com uma dor na barriga a aumentar exponencialmente. Estou muito nervosa.
- Eu sei o que isso é, também já passei pelo mesmo! – sorriu Célia pousando os braços nos ombros de Rita e Joana. O segredo é encararem a situação como uma brincadeira, apenas isso. Ninguém espera uma grande actuação, é algo para entreter os espectadores enquanto eu não entro, ao mesmo tempo que vocês têm uma oportunidade para mostrar o que valem. Se conseguirem, maravilhoso! Se não conseguirem… pelo menos tentaram e no dia seguinte já ninguém se lembra. – concluiu piscando-lhes o olho. Toca a ir!
- Boa sorte! – gritaram Maria e Bunny enquanto elas saiam do camarim.
O pequeno caminho até ao palco pareceu uma eternidade para Joana, que agora via tudo em câmara lenta. Cada passo que dava colocava-a mais próxima com a multidão. Sentia as suas vísceras a contorcerem-se medo. Esquecera-se da letra, esquecera-se do seu próprio nome, só queria fugir, fugir para longe. Mas como é que tinha aceitado uma loucura daquelas? Era apenas uma figurante de uma série juvenil, não uma cantora internacional como Célia. Preparava-se para dar meia volta e fugir quando Rita lhe deu a mão e entraram no palco.
Dezenas de luzes de holofote iluminaram-nas e a multidão delirou. Via centenas de câmaras de filmar no enorme estádio. A multidão aplaudia fervorosamente, via a sua imagem a ser mostrada nos enormes ecrãs gigantes espalhados pelo estádio.
- Olá pessoal, o meu nome é Rita Hino, mas podem tratar-me por Rita! – apresentou-se para delírio da multidão.
- Hã… Eu sou a… a… Sou… - paralizou, apertando o microfone com tamanha força, que este começava a dar sinais de quebra.
- Apresento a minha companheira, a única e fantástica Joana Lima, uma conhecida figurante da série juvenil Pêssegos com Sal! – disse Rita, vendo o nervosismo de Joana. A multidão aplaudiu e clamou uma vez mais. Joana percebera naquele momento que o público aplaudiria qualquer coisa que fosse dita, ali estava a sua oportunidade de ouro, não a deixaria escapar. Encheu-se de coragem.
- Iuhu!! Olá Tóquio! – saudou, fazendo uma pose provocante com o seu vestido de lantejoulas. Estamos aqui para abrir o último concerto da única e fantástica Célia Leça of Windsor! Segurem-se bem, uma louca e atribulada noite vai começar!
- Nos cantos do silêncio do universo, há um planeta que toca uma linda melodia. A primeira canção desta noite chama-se a “Eterna Melodia”! – introduziu Rita, e imediatamente a banda por detrás de si começou a tocar.
Joana segurou no microfone e lembrou-se dos ensaios que tivera, cantara esta canção inúmeras vezes sem conta, sabia exactamente o que fazer.
“ O meu coração sente vergonha,
De dizer que te amo com loucura!
Os teus lábios são a flor
Que desperta o meu amor…
E sonhar sempre contigo,
Nesta vida sem calor!”
De dizer que te amo com loucura!
Os teus lábios são a flor
Que desperta o meu amor…
E sonhar sempre contigo,
Nesta vida sem calor!”
Sammu, és fixe! Sim, estava a conseguir, estava a conseguir! Sentia confiança ao ter Rita ao seu lado, a segurar cada nota da música que cantava. Rita havia composto aquela canção há anos, mas só agora Joana via como era bela. A multidão rejubilava, os músicos tocavam a melodia com fervor. As sua imagem e a de Rita eram filmadas e captadas por todas as câmaras ao redor do palco. Era aquele momento porque tanto tinha esperado, estava tudo a correr maravilhosamente, a sua voz saía naturalmente e misturava-se harmoniosamente com a de Rita, num concerto de maravilhas.
A canção acabara, tudo saíra perfeito. O público gritava de entusiasmo, pedia repetição. Viam-se esqueiros acesos que acompanharam a romântica melodia. Joana sorriu de satisfação e orgulho.
- Antes de nos despedirmos de vocês esta noite, gostaríamos de vos encantar, formando um trio com… - anunciou Rita abrindo os braços para a multidão.
- Célia! – concluiu Joana saltando, sorrindo de extrema felicidade. Célia entrou por um canto do palco e a multidão se até então gritava, explodira agora de ovações e o nome de Célia ecoava por entre o estádio.
- Muito obrigada Tóquio! – cumprimentou-os fazendo uma vénia. Há muito tempo que espero por este concerto, uma oportunidade de partilhar com vocês a minha arte! Antes de iniciar esta canção, peço uma salva de palmas com toda a vossa força para as minhas colegas Miss Joana Lima e Rita Hino! – bramiu Célia apontando para as duas, que coraram profundamente.
Foi sob uma chuva de palmas que as três começaram a nova canção. A melodia começou e encheu o estádio de calor.
Enquanto cantavam a música fervorosamente, Joana sentiu um calor invadir-lhe o corpo. Algo de estranho estava contido naquela música. Sim, aquela música continha algo de especial. Talvez Rita sentira a mesma coisa, pois Célia cantava-a com os olhos fechados, com uma vontade fora do normal.
Uma espécie de confissão escondida, um chamamento… - pensava Joana ao proferir aquelas palavras. A multidão cantava juntamente com elas, sentia o poder, o calor humano ligado por aquela melodia. Via as estrelas a brilhar no céu, sentia poder suficiente para iluminar o universo inteiro.
A audiência aplaudia fervorosamente, os fãs mais obsessivos gritavam e tentavam pular o gradeamento de protecção, mas eram impedidos pelos seguranças. Havia passado esta prova com distinção, havia provado o seu valor, havia cantado divinamente.
Subitamente ouviu um estalar dentro da sua cabeça e tudo ficou branco por instantes. Abriu novamente os olhos, vislumbrou um espectáculo de terror. A multidão vaiava, os fãs enraivecidos insultavam-na. Rita e Célia fitavam-na com um olhar de desilusão estampado nos seus rostos.
- COMO pudeste estragar o meu concerto? – perguntou Célia indignada. Não tens vergonha nessa cara?
- Quê…?– perguntou dando um passo para trás, horrorizada.
- Fizeste-nos passar a maior vergonha das nossas vidas! Chamas a esses guinchos cantar?! – gritou Rita apontando-lhe o dedo acusadoramente. Desaparece daqui, vai-te embora!
Joana correu, saiu do palco em direcção aos bastidores, chorando como nunca havia chorado. Conseguia ouvir a multidão enraivecida, a manchar o seu nome.
- Parabéns, cantaste divinamente! – elogiou Maria à entrada do camarim.
- Que se passa Joana?! – perguntou Bunny ao ver Joana a entrar no camarim, trancando a porta atrás de si.
- Horrível, és a desgraça de todas nós! – cuspiu Maria à entrada do camarim.
- Ainda te consideras digna de seres uma navegante Joana?! – perguntou Bunny cruelmente enquanto Joana entrava no camarim, trancando a porta atrás de si.
- Não, não, isto não está a acontecer… - repetia Joana vezes sem conta, com as mãos a tapar as orelhas, de joelhos no chão, dando pancadas com a cabeça contra a parede. Elas não me diriam isso…
Ouviam-se pancadas na porta do camarim, as suas amigas a chamarem por ela.
- DEIXEM-ME EM PAZ! – berrou, tapando os ouvidos com mais força. Isto é uma ilusão, é uma ilusão….
- Será mesmo uma ilusão? – perguntou uma voz dentro da sua cabeça. Subitamente o camarim esfumou-se, estava tudo negro. - O que está dentro de ti, em ti se tornará.
- Quem és tu? – perguntou Joana no espaço negro. Conseguia avistar ao longe um brilho alaranjado. Onde estou?
- Estamos onde quiseres estar. – sorriu Calaverite, aparecendo à sua frente.
- Calaverite! Isto é mais um dos vossos jogos sujos, não o permitirei! – gritou, levantando-se e colocando-se em posição de ataque. Venus Cristal Power, make… UP! – nada acontecera.
- Estamos na dimensão da tua mente. Aqui, o teu subconsciente controla tudo. Até a tua transformação. – esclareceu Calaverite caminhando lentamente em círculos, contemplando calmamente a escuridão.
- O que queres dizer?
- No fundo tu não te queres transformar. Não te sentes digna, nem capaz disso.
- Disparate, não sinto nada disso. – ripostou Joana virando costas, caminhando distraidamente em direcção ao brilho laranja.
- De certeza? – perguntou Calaverite, brincando com o seu chicote, caminhando a par com Joana. Não é isso o que a tua mente te diz. Fala a verdade e serás liberta, aqui podes ser tu mesma.
- Ora, porque razão não me quereria eu transformar? – exclamou indignada consigo mesma, dando passadas pequenas. Quer dizer, afinal eu sou a líder das guerreiras guardiãs da Princesa, tenho uma certa responsabilidade.
- Tens estado à altura dessa responsabilidade? – perguntou Calaverite caminhando ao seu lado. Tens salvado a tua princesa nas horas de necessidade?
- Sim… Quer dizer… - disse Joana insegura, contando pelos dedos. Excepto agora no restaurante, que foi a Maria que nos salvou, ou no apartamento do Gonçalo que foram a Úrano e a Neptuno, e talvez quando o Trio Amazonas atacou-nos na universidade, que foi a Célimoon…
Joana parou, olhando para o chão e para o céu, ambos negros, pousando o olhar em Calaverite.
- Realmente, não tenho estado à altura do meu posto. – disse muito séria. Talvez eu não seja tão forte e capaz como me julgam.
- Talvez… - concordou Calaverite. É por isso que não te consegues transformar?
- Talvez… E o que faço agora? – inquiriu Joana caminhando.
- Algo que saibas fazer, que te realize. Não necessitas de ser uma navegante para isso.
- Eu… não tenho muito sucesso naquilo que gosto de fazer. – confessou tristemente. Não tenho carisma nem confiança suficiente para representar, e pelos vistos para cantar também não. Foi o que se viu agora no concerto.
- De facto… És uma pobre alma perdida neste universo. – simpatizou Calaverite, parando.
- O que é aquilo? – perguntou Joana olhando para a sua frente. Tinham chegado à fonte do brilho laranja. Um gigante cristal erguia-se tal como um prédio no meio da escuridão. Contudo, a luz que emitia era fraca e intermitente.
- É a tua semente de estrela. – esclareceu. A imensa semente iluminava debilmente o negro infinito que se estendia. Joana sentiu frio, ao mesmo tempo que fitava o enorme cristal. Sentiu-se terrivelmente sozinha.
“Meu amor,
Sonho contigo,
Noite e dia,
Sem abrigo!
Os teus braços são
Doces recordações
Do carinho,
Dos teus lábios…!”
Sonho contigo,
Noite e dia,
Sem abrigo!
Os teus braços são
Doces recordações
Do carinho,
Dos teus lábios…!”
A canção acabara, tudo saíra perfeito. O público gritava de entusiasmo, pedia repetição. Viam-se esqueiros acesos que acompanharam a romântica melodia. Joana sorriu de satisfação e orgulho.
- Antes de nos despedirmos de vocês esta noite, gostaríamos de vos encantar, formando um trio com… - anunciou Rita abrindo os braços para a multidão.
- Célia! – concluiu Joana saltando, sorrindo de extrema felicidade. Célia entrou por um canto do palco e a multidão se até então gritava, explodira agora de ovações e o nome de Célia ecoava por entre o estádio.
- Muito obrigada Tóquio! – cumprimentou-os fazendo uma vénia. Há muito tempo que espero por este concerto, uma oportunidade de partilhar com vocês a minha arte! Antes de iniciar esta canção, peço uma salva de palmas com toda a vossa força para as minhas colegas Miss Joana Lima e Rita Hino! – bramiu Célia apontando para as duas, que coraram profundamente.
Foi sob uma chuva de palmas que as três começaram a nova canção. A melodia começou e encheu o estádio de calor.
“Peço desculpa se não sou sincera
Mas nos meus sonhos digo a verdade
O meu pensamento está a dar choque
Desejo ver-te AGORA!”
Mas nos meus sonhos digo a verdade
O meu pensamento está a dar choque
Desejo ver-te AGORA!”
Enquanto cantavam a música fervorosamente, Joana sentiu um calor invadir-lhe o corpo. Algo de estranho estava contido naquela música. Sim, aquela música continha algo de especial. Talvez Rita sentira a mesma coisa, pois Célia cantava-a com os olhos fechados, com uma vontade fora do normal.
“Vendo o futuro nas constelações
O destino nos ligou aos dois
Nascemos todos na mesma terra”
O destino nos ligou aos dois
Nascemos todos na mesma terra”
Uma espécie de confissão escondida, um chamamento… - pensava Joana ao proferir aquelas palavras. A multidão cantava juntamente com elas, sentia o poder, o calor humano ligado por aquela melodia. Via as estrelas a brilhar no céu, sentia poder suficiente para iluminar o universo inteiro.
“É o milagre do amor…
Acredito nisso sim,
É o milagre… do amor!”
Acredito nisso sim,
É o milagre… do amor!”
A audiência aplaudia fervorosamente, os fãs mais obsessivos gritavam e tentavam pular o gradeamento de protecção, mas eram impedidos pelos seguranças. Havia passado esta prova com distinção, havia provado o seu valor, havia cantado divinamente.
Subitamente ouviu um estalar dentro da sua cabeça e tudo ficou branco por instantes. Abriu novamente os olhos, vislumbrou um espectáculo de terror. A multidão vaiava, os fãs enraivecidos insultavam-na. Rita e Célia fitavam-na com um olhar de desilusão estampado nos seus rostos.
- COMO pudeste estragar o meu concerto? – perguntou Célia indignada. Não tens vergonha nessa cara?
- Quê…?– perguntou dando um passo para trás, horrorizada.
- Fizeste-nos passar a maior vergonha das nossas vidas! Chamas a esses guinchos cantar?! – gritou Rita apontando-lhe o dedo acusadoramente. Desaparece daqui, vai-te embora!
Joana correu, saiu do palco em direcção aos bastidores, chorando como nunca havia chorado. Conseguia ouvir a multidão enraivecida, a manchar o seu nome.
- Parabéns, cantaste divinamente! – elogiou Maria à entrada do camarim.
- Que se passa Joana?! – perguntou Bunny ao ver Joana a entrar no camarim, trancando a porta atrás de si.
- Horrível, és a desgraça de todas nós! – cuspiu Maria à entrada do camarim.
- Ainda te consideras digna de seres uma navegante Joana?! – perguntou Bunny cruelmente enquanto Joana entrava no camarim, trancando a porta atrás de si.
- Não, não, isto não está a acontecer… - repetia Joana vezes sem conta, com as mãos a tapar as orelhas, de joelhos no chão, dando pancadas com a cabeça contra a parede. Elas não me diriam isso…
Ouviam-se pancadas na porta do camarim, as suas amigas a chamarem por ela.
- DEIXEM-ME EM PAZ! – berrou, tapando os ouvidos com mais força. Isto é uma ilusão, é uma ilusão….
- Será mesmo uma ilusão? – perguntou uma voz dentro da sua cabeça. Subitamente o camarim esfumou-se, estava tudo negro. - O que está dentro de ti, em ti se tornará.
- Quem és tu? – perguntou Joana no espaço negro. Conseguia avistar ao longe um brilho alaranjado. Onde estou?
- Estamos onde quiseres estar. – sorriu Calaverite, aparecendo à sua frente.
- Calaverite! Isto é mais um dos vossos jogos sujos, não o permitirei! – gritou, levantando-se e colocando-se em posição de ataque. Venus Cristal Power, make… UP! – nada acontecera.
- Estamos na dimensão da tua mente. Aqui, o teu subconsciente controla tudo. Até a tua transformação. – esclareceu Calaverite caminhando lentamente em círculos, contemplando calmamente a escuridão.
- O que queres dizer?
- No fundo tu não te queres transformar. Não te sentes digna, nem capaz disso.
- Disparate, não sinto nada disso. – ripostou Joana virando costas, caminhando distraidamente em direcção ao brilho laranja.
- De certeza? – perguntou Calaverite, brincando com o seu chicote, caminhando a par com Joana. Não é isso o que a tua mente te diz. Fala a verdade e serás liberta, aqui podes ser tu mesma.
- Ora, porque razão não me quereria eu transformar? – exclamou indignada consigo mesma, dando passadas pequenas. Quer dizer, afinal eu sou a líder das guerreiras guardiãs da Princesa, tenho uma certa responsabilidade.
- Tens estado à altura dessa responsabilidade? – perguntou Calaverite caminhando ao seu lado. Tens salvado a tua princesa nas horas de necessidade?
- Sim… Quer dizer… - disse Joana insegura, contando pelos dedos. Excepto agora no restaurante, que foi a Maria que nos salvou, ou no apartamento do Gonçalo que foram a Úrano e a Neptuno, e talvez quando o Trio Amazonas atacou-nos na universidade, que foi a Célimoon…
Joana parou, olhando para o chão e para o céu, ambos negros, pousando o olhar em Calaverite.
- Realmente, não tenho estado à altura do meu posto. – disse muito séria. Talvez eu não seja tão forte e capaz como me julgam.
- Talvez… - concordou Calaverite. É por isso que não te consegues transformar?
- Talvez… E o que faço agora? – inquiriu Joana caminhando.
- Algo que saibas fazer, que te realize. Não necessitas de ser uma navegante para isso.
- Eu… não tenho muito sucesso naquilo que gosto de fazer. – confessou tristemente. Não tenho carisma nem confiança suficiente para representar, e pelos vistos para cantar também não. Foi o que se viu agora no concerto.
- De facto… És uma pobre alma perdida neste universo. – simpatizou Calaverite, parando.
- O que é aquilo? – perguntou Joana olhando para a sua frente. Tinham chegado à fonte do brilho laranja. Um gigante cristal erguia-se tal como um prédio no meio da escuridão. Contudo, a luz que emitia era fraca e intermitente.
- É a tua semente de estrela. – esclareceu. A imensa semente iluminava debilmente o negro infinito que se estendia. Joana sentiu frio, ao mesmo tempo que fitava o enorme cristal. Sentiu-se terrivelmente sozinha.
Sammu, és fixe! Bem pessoal, devem estar a pensar "Wtf" já íamos no capítulo 31 e voltou para trás?! Bem, decidi juntar os capítulos mais antigos e mudar os títulos. Não fazia sentido ter os capítulos antigos com 1 post e agora os mais recentes com 6 e 7
''' Isso significa que os comentários até ao capítulo 9 estão todos trocados, eu fiz uma salganhada =X Anyway, se seguirem os links não se perdem, e a partir do cap. 9 os comentários já estão certinhos. 
Mudei os títulos porque não fazia sentido ter metade em inglês, metade em português, alguns nem se percebia nada do conteúdo do captítulo. Assim estes títulos agora espelham o que vai acontecer no capítulo e é muito mais fácil para o pessoal se guiar!
''' Isso significa que os comentários até ao capítulo 9 estão todos trocados, eu fiz uma salganhada =X Anyway, se seguirem os links não se perdem, e a partir do cap. 9 os comentários já estão certinhos. 
Mudei os títulos porque não fazia sentido ter metade em inglês, metade em português, alguns nem se percebia nada do conteúdo do captítulo. Assim estes títulos agora espelham o que vai acontecer no capítulo e é muito mais fácil para o pessoal se guiar!

Sammu, és fixe! Tens de entrar para responderes neste tópico.











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