Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Receita de amor (Bunny/Gonçalo)

#102
CAPITULO VI (parte 1)


“Procure analisar o homem e compreendê-lo. Ele não vai mudar. A mulher que tem a ilusão de que pode mudar um homem está destinada ao fracasso. — Diário de Selene, Primavera 1923”

Gonçalo estudou o rosto sorridente de Bunny. Finalmente relaxou, decidindo a aproveitar aquele momento de descontracção. Admirava a ousadia dela, embora não devesse ficar tão surpreso. Fazia parte da personalidade dela. Ela sempre fora uma garota atrevida. Anos atrás chegara ao ponto de oferecer-se a ele para um beijo, embora seu rosto parecesse prestes a explodir, de tão vermelho.

Agora, pensando em Rita, no sofrimento que ela lhe causara, reflectia que não fora muito gentil com a menina adolescente que se apaixonara por ele.

Mas aquela não era hora para arrependimentos e remorsos. Bunny tivera uma ideia original e fora corajosa.

— Quantas pessoas nos viram sair do edifício? — Ele indagou, curioso.

— Centenas, acho. — Bunny riu, enquanto o servia de salmão e salada. — Será que sua reputação está arruinada para sempre?

Gonçalo balançou a cabeça, rindo também.

— Espero que a venda tenha me tornado irreconhecível.

— No teu andar, muitas pessoas viram e sabiam, que eras tu. E a recepcionista disse que se desse certo ela tentaria a mesma táctica com o namorado.

Bunny teve vontade de morder a língua. Estava se traindo, pouco a pouco. Por que usara a palavra "namorado"? Acabaria estragando tudo!

— Quer um croissant? — ela ofereceu, com a esperança de que o detalhe tivesse passado despercebido a Gonçalo. — São deliciosos, comprei na confeitaria da Sra. Garton.

Ele tirou um croissant da cestinha.

— Quando foi a última vez que você fez um piquenique? — Ela perguntou, quando ele permaneceu em silêncio.

— Já faz muito tempo. — Ele enrugou a testa, tentando lembrar-se. — Mas nunca fiz um piquenique tão chique quanto este.

— Eu e a Joana sempre adoramos piqueniques, desde pequenas! Uma vez, quando tínhamos doze anos, descobrimos um recanto no bosque, onde os arbustos formavam uma espécie de gruta. Depois disso só fazíamos piquenique ali. Mesmo no verão era fresco, por causa das árvores. Queres tomar um pouco de vinho? Sei que tens de voltar para trabalhar, mas um copo não vai fazer mal.

— Vais ao tribunal, hoje, ver-me?

— Sim. Quero ver -te em acção!

O sorriso que Bunn lhe ofereceu quase lhe roubou o fôlego. Os olhos dela brilhavam, e ele começou a perder o apetite. A sua vontade era sentar-se ao lado dela e...

Forçando-se a mudar o rumo dos pensamentos, ele assentiu e aceitou o copo que ela lhe oferecia. Engoliu um gole e observou-a, em silêncio, enquanto ela comia. O que estava acontecendo? Primeiro, ela fizera o possível para evitá-lo. Ou enlouquecê-lo, ele não tinha certeza. Depois, fizera toda aquela encenação para levá-lo para um romântico piquenique a dois. Será que aquilo significava alguma coisa? Haveria alguma intenção por detrás daquilo tudo?

— Já encontrou emprego? — Perguntou.
Ela balançou a cabeça.

— Terminei meu currículo ontem. Agora preciso mandar para as empresas. Mas enquanto isso quero aproveitar as minhas férias o máximo que eu puder. — Ela olhou ao redor. — Nunca fiz este tipo de coisa em Nova York. Estou pensando em mudar o meu estilo de vida e viver num um lugar mais tranquilo.

— Pensei que você gostasse de Nova York.

— Eu gosto, mas as coisas mudaram. Preciso pensar bem se é isso mesmo que eu quero. — Ela suspirou. — Dediquei -me de corpo e alma ao meu trabalho. Fiz muito mais do que era paga para fazer. Porque eu quis, é verdade, ninguém me pediu. E, num belo dia, perdi o emprego.
Ela levantou a palma das mãos para cima, num gesto de desamparo.

Ele concordava com Bunn. Também ficaria perdido se visse-se sem trabalho da noite para o dia.

Eles conversaram sobre assuntos superficiais o resto do tempo, enquanto saboreavam o almoço. Ao terminar, ele ajudou-a a empacotar tudo e fechar a cesta.

— Gostou? — Ela quis saber.

— Muito — respondeu ele, com sinceridade, dando-se conta de como era bom sair da rotina. E também de como era bom estar perto dela. Apressou-se a consultar o relógio. – Hora de ir embora — anunciou.

Bunny levantou-se e dobrou o cobertor, enquanto ele vestia o casaco.

— Obrigado, Bunn... — ele agradeceu. — Estava tudo delicioso. Obrigado pela surpresa e...

Ele calou-se antes de acrescentar "e pela companhia". Alguma coisa o impediu de dizer as palavras que lhe vieram à mente.

— Ainda bem que você não ficou zangado. — Ela ergueu o olhar sorridente para Gonçalo, e ele precisou de conter-se para não tomá-la nos braços e beijá-la.
#103


Ela era bem mais bonita do que ele se lembrava, Gonçalo reflectiu enquanto voltavam para o carro. E mais sexy. Tinha pernas lindas, cabelos maravilhosos, pés perfeitos. Gonçalo já conhecera outras mulheres bonitas, mas nenhuma delas parecia chegar aos pés dela.

— Quer que eu conduza? — Ofereceu-se. — Preciso passar no escritório antes de ir para o fórum.

Bunny entregou-lhe as chaves do carro, agradecida. Tudo correra bem. O piquenique fora agradável, e ela mal conseguira conter a euforia quando ele dissera que ela era cheia de surpresas. Gostaria que a avó Selene fosse viva para poder chegar a casa e contar-lhe tudo.

Que outras coisas ela poderia fazer para surpreendê-lo? - Pensou, quando entraram no tribunal algum tempo depois. Gonçalo indicou uma fila de cadeiras onde ela poderia sentar-se e foi para a mesa de defesa.

O desempenho dele era impressionante. Com calma e precisão, ele apresentava argumentos lógicos, interrogando as testemunhas de maneira inteligente e analítica.

Bunny não sentiu o tempo passar, fascinada com aquela faceta dele, que, embora já conhecesse, era muito jovem, na época, para apreciar.



Quando a sessão terminou, Bunny teve outra ideia, enquanto Gonçalo conversava com o juiz. Poderia surpreendê-lo mais uma vez, não esperando por ele. Rapidamente esgueirou-se entre as filas de cadeiras e saiu do recinto, sem que ele notasse. Provavelmente, quando não a visse ali, ele imaginaria que ela estivesse esperando por ele no saguão de entrada do fórum. Alguns anos antes, seria exactamente isso o que ela faria. Mas agora era uma mulher adulta, sabia que não podia esperar nada de Gonçalo, e, mesmo apaixonada, não seria tola a ponto de deixá-lo perceber.

O relacionamento deles era meramente de vizinhos.

Bunny estacionou o carro diante do edifício de apartamentos onde Joana morava. Encontrando a prima cansada e desanimada, sugeriu que pedissem uma pizza. Enquanto comiam, ela contou-lhe a sua peripécia, e as duas riram a valer.

— Não acredito que tiveste coragem de fazer isso, Bunn! — Exclamou ela, com astral sensivelmente mais elevado. — E ele deixou!

— Nem eu acreditava, Joana. Acho que ele se divertiu com a coisa toda. No começo achei que ele não deixaria e que ficaria zangado. Mas não...

Bunny não contou à prima que ele a beijara. Não precisava entrar em tantos detalhes.

— Quer dizer que tiraste essa ideia do diário de avó Selene! — Joana exclamou, quando Bunny concluiu a narrativa.

— Não, só a sugestão de fazer alguma coisa imprevisível. A ideia do sequestro saiu da minha cabeça.

— E ele está apaixonado por ti?
Bunny fez uma careta.

— Imagine! Nem eu quero! — Falou, fingindo pouco caso.

— Então, por que está fazendo isso?

Ela deu de ombros.

— Para me divertir um pouco. Fazia tempo que eu não me divertia. Nos últimos anos não tenho feito outra coisa senão trabalhar. E não tive nenhuma recompensa. Fui demitida, sem mais nem menos. Por que, então, não colocar um pouco mais de aventura na vida? Preciso de pensar no meu futuro. Estou testando os conselhos da avó Selene com Gonçalo. Quando eu conhecer a pessoa ideal, saberei se funcionam ou não.

— E se funcionarem com Gonçalo e ele se apaixonar por ti?

— Não se apaixona nada, Joana! Ele não quer ter um relacionamento sério. Muito menos comigo, a quem ele rejeitou uma vida inteira.

— Mas não parece estar a rejeitar agora...

A lembrança dos beijos de Gonçalo assaltaram a mente de Bunn. Mas aquilo não significava nada... Fora apenas um impulso momentâneo.

— Não tenhas ilusões, prima. Os homens não mudam — filosofou, lembrando-se das últimas frases que lera no diário.

— E agora, o que pretendes fazer?

— Com ele? Nada. Queres jantar comigo no sábado, Joana? Podemos fazer a tua comida favorita.

— Óptima ideia. O Mário pode ir também?

— Claro — Bunny respondeu sem muito entusiasmo.

— Então convida mais alguém, para não se sentir sobrando.


Bunny suspirou, desconsolada. A franqueza da prima às vezes chegava às fronteiras da inconveniência.

— Vou convidar o Seiya.

— Não... Convida o Gonçalo. Ele e o Mário conhecem-se bem.


Bunny torceu o nariz. Não se sentia à vontade para convida-lo para aquele tipo de programa. Será que estava a levar muito a sério a postura de fazer-se de difícil? De repente, não queria que o Gonçalo pensasse, nem por um instante, que ela o estava perseguindo. Não existia futuro para ela com o homem sexy que era seu vizinho.

Bunny começava a chegar à conclusão de que teria de repetir aquela ladainha cem vezes por dia até acreditar que realmente era verdade.

Quando entrou no jardim de casa, mais tarde, ela viu que o Gonçalo já chegara. O carro dele estava estacionado na entrada, e as luzes da casa estavam acesas. Pretendendo não fazer ruído, ela fechou a porta do carro e entrou em casa. Mais cedo, a ideia de não esperar por ele parecera-lhe a coisa certa a fazer, mas agora já não tinha tanta certeza. Uma pontinha de arrependimento perturbava-lhe a paz de espírito. Afinal, Gonçalo aceitara a brincadeira com desportividade, mostrara-se bem-humorado durante todo o tempo e convidara-a para vê-lo actuar no tribunal. E ela simplesmente desaparecera, sem uma palavra de despedida, sem deixar nem sequer um recado.



#104
Pois, foi maldoso da parte da Bunny. Ela não devia ter deixado o Gonçalo assim.

Que te posso dizer mais?? Hein?? Continuo a amar a tua fic. Isto já começa a ser repetitivo. Razz

Espero por mais! Very Happy
#105
eheheh ! liiiiiiiiiiiiiiiiiindo como sempre estes cap. graaandes!



mas nao haver ainda mais cap. pa mim...dá depressa ta?

:g1:

Brigada Lolli, amei mesmo ;D


Spoiler:
 


#106
etá demais!!! escreves muito bem!!!

fico à espera do proximo capitulo

Obrigada Lena_Dias

As minhas fics:
Mágoas e Tristezas - capítulo 5 já postado
A Luz da Vida - uma fic twilight
#107
estou a adorar a fanfic!esta fantastica!!!!!!!!!!
#108
Eu Venero a tua fanfic.. está bem estruturada e a história tá a ficar linda. Espero que actualizes rápido Like a Star @ heaven


Obrigado Lili Moon ^^
#109
finalmente consegui acabar o cap. Brigada Lena.
cap. VI (2º parte)



Se tivesse esperado por ele, talvez ele tivesse sugerido que fizessem alguma coisa, que jantassem num restaurante em Tokio, por exemplo. Ou talvez não. Talvez tivesse trabalho a fazer e tivesse que voltar ao escritório.

Tentando convencer-se de que agira acertadamente para que Gonçalo não pensasse que ela estava interessada, Bunny preparou-se para dormir. Vestiu a camisa de tamanho extra grande e deitou-se, pensando na possibilidade de comprar alguma coisa nova e sensual, no dia seguinte. Depois reflectiu que seria inútil. Para quê, se continuaria a dormir sozinha?

Pegou o diário e abriu-o na página onde parara.

“Os homens não mudam. Quando se tornam adultos, têm o seu jeito de ser, e nenhuma mulher, como toda a meiguice do mundo, conseguirá mudar isto. Foi tia Susana quem me disse, hoje à tarde, depois que tomamos chá. Eu adoro a tia Susana, pois sabe tantas coisas! Mais do que a mamã. E gosta de transmitir os seus conhecimentos. Ela disse-me:


“Procura analisar o homem e compreendê-lo. Ele não vai mudar. A mulher que tem a ilusão de que pode mudar um homem está destinada ao fracasso.” Portanto, tenho que ter certeza de que conseguirei viver com ele do jeito que ele é. Safira é sério demais, às vezes. Acho que ele precisa de alguma coisa na sua vida que o alegre e o faça rir mais. Mas eu gosto dele, assim mesmo. É gentil, atencioso, faz elogios. Disse que achou o vestido que usei para ir à reunião na igreja chique e elegante! Não quero mudá-lo, só quero fazê-lo gostar de mim. Será que ele é o homem certo para mim? Para casar e viver o resto da vida? E será que eu serei uma boa esposa para ele?”

Bunny fechou o diário. Gonçalo com certeza não mudaria mais àquela altura da vida. Estava com 23 anos, estabelecido na carreira e na vida. Fazia o que bem entendia, à sua maneira. Se queria companhia, convidava uma mulher para sair, se queria ficar sozinho, ficava em casa.

Ela não podia pensar num futuro com ele. Admitia para si mesma que alimentara alguma esperança de conquistar-lhe o coração, ao seguir os conselhos de Selena. Secretamente, ainda era apaixonada por ele e gostaria que as coisas fossem diferentes, que existisse afecto da parte dele, que pudessem...

Com um longo suspiro, ela apagou o candeeiro. As chances de aqueles sonhos se realizarem eram mais improváveis do que ela ir um dia até a lua. Chegara a hora de parar de brincar e pensar em coisas sérias. E a maneira de fazer isso era enviar o currículo e começar a sair com outros rapazes.

Era melhor convidar o Seya para jantar no sábado, em vez de Gonçalo. O Mario era sociável, e o Seiya também. Para além disso, ela não tinha certeza se queria perder mais tempo com um homem que não queria nada com ela.


Em algum lugar do mundo deveria existir alguém por quem ela pudesse se apaixonar, que não fosse Gonçalo. A sua alma gémea. Precisava apenas encontrá-la.



------------------

Gonçalo viu quando a luz se apagou na janela do quarto de Bunn. Estava sentado no jardim dos fundos, com uma lata de cerveja esquecida na mão. Fazia uma hora que ela chegara, e nem olhara na direcção de sua casa. Ele quase a chamara. Mas hesitara tempo demais. Ela já entrara e fechara a porta.

Gonçalo perguntava-se aonde ela teria ido quando saíra do fórum. Ele nem mesmo a vira sair. Num certo momento, avistara-a pelo canto do olho, quando tornara a olhar, ela desaparecera.

Teria se cansado de assistir à sessão? Ele reconhecia que o assunto poderia não ser tão fascinante para as pessoas inexperientes como para ele, mas gostaria de ter lhe perguntado a opinião. Se Bunn achara que ele evoluíra desde a vez anterior em que o vira no tribunal.

Imaginara receber toda a atenção dela, como na noite em que haviam jantado no clube e ela lhe fizera perguntas sobre seu trabalho. Na ocasião, ela o ouvira como se estivessem falando sobre o assunto mais fascinante do mundo.

Agora, ele não sabia o que pensar. Teria sido fingimento da parte dela? Falso interesse? Por quê?

Certo de que Bunny o cumprimentaria e elogiaria, no final do dia, ele ficou surpreso ao descobrir que ela fora embora, sem nem ao menos despedir-se. Começava a chegar à conclusão de que não a conhecia.

Num impulso, levantou-se e atravessou o gramado até o quintal vizinho. Bateu na porta dos fundos e esperou, impaciente. Bunny não podia já estar dormindo, acabara de apagar a luz. Bateu mais uma vez, com mais força. Se ela não viesse abrir, ele esmurraria a porta.

A luz da varanda dos fundos foi acesa e Bunny entreabriu a porta para espiar para fora.

— Gonçalo, o que é que aconteceu?! — Ela abriu mais a porta. Ele examinou-a por um instante. A menos que trocasse de roupa com a velocidade de um relâmpago, não usava a lingerie sensual que ele imaginara, para dormir. No entanto, a camisa comprida dava-lhe um ar surpreendentemente exótico, mais do que se estivesse usando sedas, cetins e rendas. Os seios firmes e empinados estavam claramente delineados sob a camisa de malha, que lhe chegava ao meio das coxas nuas. O olhar dele passeou pelas longas pernas de Bunn e voltou aos olhos que o fitavam perplexos.

— O que aconteceu, Gonçalo? — ela repetiu a pergunta. Ele segurou-a pela mão e puxou-a para fora, conduzindo-a para o jardim. Não tinha ideia do que ia fazer nem para onde iria, só sabia que queria a companhia daquela mulher. Queria saber o que ela achara de seu desempenho no tribunal, dizer-lhe o que achava que aconteceria se o caso fosse para o júri popular, passar algumas horas com ela.



Bunny tentou soltar-se, porém ele segurou-a com firmeza, puxando-a consigo.

— Espera, Gonçalo! Aonde vamos? Não estou vestida!

— Relaxa, Bunn. Vamos para a minha casa. Não me sequestras-te hoje? Agora estou fazendo o mesmo contigo.

— Está tarde para fazer um piquenique.

— Mas não para a sobremesa. A minha empregada fez crepes, hoje. Podemos aquecer no microondas e comer com chantilly e chocolate.

— São mais de onze horas, baka!

— Estás de férias, princesa. — Gonçalo virou-se e enlaçou-a pela cintura, envolvendo-a num abraço apertado. Beijou-lhe a cabeça, deliciando-se com o perfume suave dos cabelos macios.

— Vem.
#110
Segurando-a novamente pela mão, conduziu-a até a cozinha.

— Vamos aquecer os crepes e comer lá fora. A noite está agradável.

Bunny ficou parada na porta da cozinha, enquanto ele preparava dois pratos de crepes com chocolate. Cruzou os braços, sentindo as mãos húmidas, os joelhos bambos. Mesmo que quisesse voltar para casa, sabia que não conseguiria dar um passo. Uma atmosfera romântica os envolvia, o jardim dos fundos da casa de Gonçalo estava mergulhado numa penumbra agradável, iluminado apenas pelas luzes fracas das casas vizinhas e pela lua cheia, baixa no horizonte.

— Pronto... CREPES com chocolate (n/a: a autora ficou cheia de fome agora lol) "à moda" — anunciou Gonçalo, dirigindo-se para a porta levando os pratos nas mãos.

Ela pegou o seu e seguiu-o até o local onde estavam duas espreguiçadeiras, sobre a relva aparada. Sentou-se e dobrou os joelhos, cobrindo-os com a camiseta. Levou uma garfada de crepe à boca e o sabor doce do chocolate e do chantilly pareceu preenchê-la por dentro. Poucas vezes alguma coisa lhe caíra tão bem, apesar da inconveniência da hora e do local.

— Hum... que é delicioso! — exclamou, engolindo outra garfada.

— A Sra. Mulphrety faz os melhores crepes do mundo — ele elogiou.


Durante alguns minutos, comeram em silêncio, saboreando o que Bunny descreveria (e a autora tb) como "delícia dos deuses".

— Em que estás a pensar? — Gonçalo perguntou, quando acabou de comer.

— Estava a lembrar da minha infância aqui, na casa de tia Luna. As brincadeiras que eu fazia com a Joana, os churrascos que o tio Artimis preparava nas noites de verão para não dar trabalho a tia Luna na cozinha.

— Eles ainda têm esse hábito — disse Gonçalo.

— O casamento deles é uma união feliz, equilibrada — começou Bunny. — Ambos se complementam com perfeição, não achas? Respeitam a opinião um do outro, não estorvam um ao outro. Os meus pais também são assim. Verdade que eles têm os mesmos interesses, os dois adoram arqueologia e antropologia, e isso fortalece a união.

— Gostas desse assunto, não é, Bunn?

— Que assunto?

— Casamentos estáveis. Estás sempre a mencionar casos.

Ela sorriu.

— Acho que quero convencer-te de que o casamento não é uma instituição ultrapassada como pensas. No outro dia estava pensando... os teus pais são o único casal que eu conheço que se separou. Os meus pais continuam juntos, os meus tios, os pais de meus amigos...

— Eles são excepções.

— Por que eles, e não os teus pais? Nunca pensaste nisso?

Ele não respondeu e Bunny perguntou-se se teria ido longe demais. Afinal, aquele era um assunto delicado para ele, e ela estava a tentar fazê-lo mudar de ponto de vista. Ao contrário do que a sua bisavó Selene aconselhara.

— Tiveste muitos namorados em Nova York? — ele perguntou, depois de uma pausa.

— Não, — ela colocou o prato vazio no chão, a seu lado, e recostou-se, esticando as pernas e cobrindo-as o quanto pôde, com a camisa. — Parabéns pela tua actuação no tribunal, hoje.

— Não mudes de assunto. Eu fiz-lhe uma pergunta, espero que me respondas.


— Eu respondi. Não tenho muito a falar sobre isso. — Ela ergueu o corpo. — Preciso ir, Gonçalo, está a ficar tarde. E está arrefecendo, também.

Ele levantou-se e estendeu-lhe uma mão para ajudá-la. Seria indelicado da parte dela recusar a gentileza, por isso deixou que ele lhe segurasse a mão. O simples toque, porém, a fez estremecer.

Bunny amaldiçoou-se, contrariada. Por que tinha de se sentir assim? Por que nenhum outro homem lhe causava aquele efeito? Quando se livraria daquele fantasma que era Gonçalo Chiba, que a assombrava desde a adolescência?

Gonçalo passou um braço sobre os seus ombros e aproximou-a de seu corpo. Era impossível resistir às sensações que a dominavam, e, no fundo, ela não queria resistir. Enquanto atravessavam o gramado, Bunny ergueu o rosto para ele e aceitou o beijo dele.

Longos minutos depois, ele afastou o rosto, admirando-a com olhos semicerrados e sorridentes e murmurou:

— Loucuras da meia-noite...
#111
desd q me mandaste o cap. ainda n entendi como é que tu podeste parar aí????

nao há direito! qero saber o q vai acontecer asseguir! e compra-me um raio de uma lingerie pa bunny !

espero n ter que ser eu a comprá-la Matreiro

cap. mt bom...ms lá está...qero saber o q vai acontecer asseguir!


hj corrigi mt coisa Matreiro atençao há gramatica, filha Matreiro

Brigada Lolli, amei mesmo ;D


Spoiler:
 


#112
OMG! Está cada vez melhor!
Cito a Lena: COMO È QUE PUDESTE PARAR AÍ?! adorei o capitulo como sempre! Nota-se que o gonçalo agora está a ficar meio doido pela Bunn! Matreiro
espero bem que ele mude de ideias em ralaçao ao casamento! Oh! e k hajam mtx mais beijitus e outras coisas! ;D

Espero ansiosamente por mais! Embaracoso
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#113
lulumoon escreveu:OMG! Está cada vez melhor!
Cito a Lena: COMO È QUE PUDESTE PARAR AÍ?! adorei o capitulo como sempre! Nota-se que o gonçalo agora está a ficar meio doido pela Bunn! Matreiro
espero bem que ele mude de ideias em ralaçao ao casamento! Oh! e k hajam mtx mais beijitus e outras coisas! ;D

Espero ansiosamente por mais! Embaracoso

lulu (espero que nao te importes que te chame assim) acho que no proximo cap. o clima vai aquecer...

afinal...sao loucura de meia noite xDD


e oh filha (estou a ficar demasiado maternal cntg Matreiro) tu compra-me uma lingerie pa bunny...eu até ja sei qual ela vai comprar, voute mandar o link por MP Embaracoso

Brigada Lolli, amei mesmo ;D


Spoiler:
 


#114
Fantastico!!!!
Quando sai o próximo?
-----------------------------
Dê uma olhaa na minha Fic "O Futuro de Small Lady"
https://sm-portugal.forumeiros.com/fanfics-f13/fanfic-o-futuro-de-small-lady-t4899.htm


"O agradecimento silencioso não serve muito a ninguém." ( Gertrude Stein ) Por isto...Agradeço a todos pelo apoio e principalmente a Ruka-chan e a Jô-chan!



ღ Gaby-Br=^.^= ღ
#115
Adorei... espero que postes rapidamente um novo capítulo Razz


Obrigado Lili Moon ^^
#116
Oh fantastico! Loucuras da meia noite! Matreiro

se alguem kider ajuda a escolher a lingerie, avisem, pk eu percebo do assunto! lool
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#117
eu emploro por favor um novo capítulo com mais dicas!!!!
Sério preciso ler o final esta fic logo eu estou começano a viajar na hora da escola e as professoras não gostaram!!!
tu escreve muito bemmmmmmmmmmmmmEmbaracoso

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Dê uma olhaa na minha Fic "O Futuro de Small Lady"
https://sm-portugal.forumeiros.com/fanfics-f13/fanfic-o-futuro-de-small-lady-t4899.htm


"O agradecimento silencioso não serve muito a ninguém." ( Gertrude Stein ) Por isto...Agradeço a todos pelo apoio e principalmente a Ruka-chan e a Jô-chan!



ღ Gaby-Br=^.^= ღ
#118
NOTA DA AUTORA: É uma adaptação!!! A autora do livro é Barbara McMahon. Espero que gostem!

Fiquei curiosa...que livro???


"O agradecimento silencioso não serve muito a ninguém." ( Gertrude Stein ) Por isto...Agradeço a todos pelo apoio e principalmente a Ruka-chan e a Jô-chan!



ღ Gaby-Br=^.^= ღ
#119
Oh pah... Raios...
Já toda a gente disse isto, mas eu vou repetir:

COMO É QUE PUDESTE TERMINAR AQUI??????

Santa Mãe de Deus... o clima estava tão bom...
Eu não posso vir ler a tua fic, senão morro... Se a curiosidade não fosse tão grande...

Lena, por favor, diz'lhe para ela NÃO ACABAR ALI! Surprised.o:
#120
Dou te força...NÃO SE ACABA NUMA PARTE DESTAS!!!
estou me corroendo de curiosidades!


"O agradecimento silencioso não serve muito a ninguém." ( Gertrude Stein ) Por isto...Agradeço a todos pelo apoio e principalmente a Ruka-chan e a Jô-chan!



ღ Gaby-Br=^.^= ღ

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