Receita de amor (Bunny/Gonçalo)
eu ja sei o novo capitulo!!!
aviso: ela já nao dá tantos erros! dá um ou outro erro nos verbos, esqece dos acentos mas em modo geral ta mt melhor
eu desta vez tive a sorte de estar com o chapéu do meu irmao a fazer figura de chunguinha e a corrigir os erros do cap.4! LOOL
em principio vem para aqui amanha
*me fecha a boca pq ja ta a falar demais* LOOL :Blaaargh!:
aviso: ela já nao dá tantos erros! dá um ou outro erro nos verbos, esqece dos acentos mas em modo geral ta mt melhor
eu desta vez tive a sorte de estar com o chapéu do meu irmao a fazer figura de chunguinha e a corrigir os erros do cap.4! LOOL
em principio vem para aqui amanha
*me fecha a boca pq ja ta a falar demais* LOOL :Blaaargh!: Cap.4 (1º parte)
“Incentive o rapaz a falar sobre o seu trabalho e os seus planos para o futuro. — Diário de Selene, Primavera de 1923”
A tarde parecia voar. Assim que o sol começou a descer no horizonte, Gonçalo sugeriu que fossem para o clube de campo. A cidade de Tokio ficava a poucos quilómetros de distância e oferecia uma variedade de opções para quem gostava de sair à noite. A maioria dos habitantes frequentava o clube de campo, portanto este se empenhava em aperfeiçoar os seus eventos para atrair os sócios.
E aquela noite não foi excepção. O clube estava lotado. Ele tinha razão, o bufe de domingo era excepcional. Eles sentaram-se numa mesa no terraço, próxima à pista de dança. O sol do entardecer era bloqueado pela elegante construção de tijolo aparente que abrigava a sede do clube. Os guarda-sóis brancos continuavam abertos sobre as mesas, embora sua utilidade diminuísse rapidamente, com o cair da noite.
Naquela tarde em particular não havia ninguém, mas o lugar era bastante procurado à noite, quando a temperatura se tornava propícia ao esforço físico.
— Diz-me, Bunny, que planos importantes, afinal cancelas-te para poder sair comigo hoje? -perguntou Gonçalo, depois que o garçom lhes entregou os menus.
— Estou a fazer o meu currículo. - Explicou Bunny, tirando um pãozinho quente da cestinha e estendendo-a para Gonçalo.
— A fazer o seu currículo?! — ele ignorou totalmente os pãezinhos. — Ias deixar de passar uma tarde comigo para fazer o teu currículo!
Bunny olhou para ele, surpresa e com tamanha incredulidade.
— Estou a procura de um emprego, não sabias? Daqui a pouco meu dinheiro vai acabar. Preciso encontrar alguma coisa, e quanto mais cedo eu enviar o meu currículo, maiores são as minhas chances de ser chamada.
— Mas pelo menos aproveita o verão, antes de começar.
— Já não sou criança, Gonçalo. Preciso de trabalhar.
— Mas podes fazer o teu currículo enquanto estou no trabalho e me fazeres companhia nas horas vagas.
Bunny riu, divertida.
— Pareces um miúdo mimado. Considera-te um sortudo porque concordei em sair contigo hoje. Por mais agradável que seja, não repetiremos isto muitas vezes.
— Sortudo?! Acha que sou sortudo por ter passado a manhã na igreja com a Joana e o Mario colados a nós, á tarde rodeados por metade da cidade e agora com a outra metade a nossa volta?
Bunny arqueou as sobrancelhas.
— Não está contente por se ter livrado da garota tola e apaixonada que não te dava sossego? — Indagou ela, passando manteiga no pãozinho.
— Em vez de me dar sossego, ela está a fazer o possível para me evitar e me aborrecer. — Bunny largou o cardápio sobre a mesa. — Já escolhes-te?
— Eu, evitando-te? — Ela arregalou os olhos.
— Não me vais dizer que ainda és a mesma rapariguinha que se julgava apaixonada por mim!
— Claro que não, mas ainda assim arrisca-te convidando-me para sair, não achas? E se eu ainda estivesse apaixonadíssima?
— Não me arrisquei. Desde que chegas-te, fizeste questão de deixar bem claro que não está nem um pouco interessada em mim.
— Então, por que insistis-te em que eu saísse contigo? — Bunny desafiou-o.
Gonçalo encolheu os ombros.
— Entre outras coisas, para recordar os velhos tempos.
— E que outras coisas são essas?
Ele pareceu ficar impaciente.
— Ver-te... Afinal, fazia tempo que eu já não te via. Queria saber o que têm feito, conhecer-te melhor... antes de ires embora de novo.
Bunny desviou o olhar e omitiu um suspiro. Gonçalo não queria ter um relacionamento sério. Convidara-a para sair porque sabia que em breve ela se iria embora. Não devia se sentir tão desapontada, mas sentia-se.
O devaneio dela foi interrompido quando ela reparou num casal idoso que se sentava numa mesa próxima da deles.
— Olhe! Não são o Sr. e a Sra. Mizuno? — Ela perguntou ao Gonçalo.
— Sim.
— A tia Luna escreveu-me a contando que eles já fizeram as bodas de ouro. Estás a ver? Há casamentos que duram.
— Por enquanto.
Bunny riu e Gonçalo imitou-a.
— És mesmo cínico! Isso deve ajudar muito na tua profissão. — Subitamente ela lembrou-se do último conselho que lera no diário. — Fale-me mais do teu trabalho.
Ele estudou-a por um instante.
— O que quer saber?
— Tudo. O que gostas mais de fazer, o que não gostas... Casos interessantes em que já trabalha-te. Se têm um sócio?
Gonçalo hesitou por um instante, depois começou a falar, com um entusiasmo crescente. Bunny ouvia fascinada enquanto ele lhe relatava as dificuldades em ser um profissional autónomo, sobre a frustração em ter de obedecer regras e leis que protegiam mais os criminosos do que as vítimas.Ele contou lhe como batalhara no início da carreira e como fora convidado, depois de algum tempo, para trabalhar na firma de advocacia da qual se tornara sócio, discutindo as vantagens e desvantagens de trabalhar sozinho e em equipa. Ela deixou-se contagiar pelo entusiasmo dele, pela autoconfiança e orgulho com que descrevia os seus sucessos e pela espirituosidade com que narrava um ou outro fracasso ou deslize. Os músicos começaram a tocar enquanto eles jantavam, e quando Bunny terminou de comer, vários casais já rodopiavam no tablado colocado no terraço. O tempo passava rapidamente, enquanto ela ouvia Gonçalo contar casos incomuns com os quais se deparara.
— Não estou a aborrece-la? — Ele perguntou, durante uma pausa.
— De maneira nenhuma. Estou fascinada. Se eu tiver algum tempo livre, esta semana, irei vê-lo no tribunal. Disseste que lá estarias todos os dias, não é?
— Isso mesmo. Quer dizer que vai me ver, como fez há um tempos atrás?
— Bem... Estou mais crescidinha, agora. Prometo que não me vou rir.
Gonçalo fitou-a por um momento.
— Já falei demais. Agora é a tua vez.
— Minha?
— Sim. Fala-me de ti.
Bunny passou a ponta do dedo na borda do copo, sem saber o que dizer. O que poderia contar-lhe de interessante?
— Não sei... estou numa fase de mudança, neste momento. Todos os meus planos de há um mês atrás mudaram completamente. Agora, preciso de definir o meu futuro.
— Não deve ter sido fácil para ti teres perdido o emprego. A Joana sempre me dizia que tu adoravas o teu trabalho.
— Não foi mesmo fácil. Mas não quero falar sobre isso, agora.
— Queres dançar?
— Sim.
A melodia era lenta, a iluminação indirecta e o ar ardente. Gonçalo enlaçou-a pela cintura com os dois braços, puxando-a para si. Ela abraçou-o e começaram a mover-se ao ritmo da música. O perfume dele a inebriava, despertava-lhe todos os sentidos. Ela se sentia feminina e jovem, quase uma adolescente de novo. Quantas vezes se imaginara nos braços de Gonçalo, o corpo colado ao dele?
Agora, no entanto, que os antigos sonhos haviam se tornado realidade, era tarde demais. Bunny sabia que ele não era o homem certo para ela. Estava na hora de deixar as ilusões de lado e começar a pensar seriamente no futuro.
Ela suspirou baixinho, tentando ignorar o clamor de seu corpo, o impulso de se aninhar mais nele, as sensações que a atacavam.
Por algum tempo eles dançaram em silêncio, simplesmente desfrutando a música e a companhia de um do outro. A música acabou e começou outra, e eles continuaram a rodopiar ao redor do palco, os passos perfeitamente coordenados como se tivessem a dançar juntos a vida inteira. Bunny sabia que, enquanto vivesse, não se esqueceria daquela noite, daquelas poucas horas mágicas que pareciam não pertencer a nenhum tempo e lugar.
Uma sensação de desgosto tomou conta do coração de Bunny. Teria dado tudo para dançar assim com ele, anos atrás... Agora, não passavam de dois estranhos compartilhando alguns momentos agradáveis.
Quando o conjunto fez um pequeno intervalo, ela pediu licença e foi ao WC. Olhou-se no espelho enquanto procurava a pequena escova de cabelos que trazia na bolsa. Os seus olhos brilhavam com uma emoção contida, e as faces coradas não eram resultado apenas da exposição ao sol durante o dia. O vestido era lindo, Gonçalo parecia estar apreciando a sua companhia.
Seria a sua atitude diferente em relação a ele que lhe despertara aquele súbito interesse? O vestido feminino? Será que bisavó Selene estava certa?..
Pensativa, Bunny voltou para a mesa, e Gonçalo perguntou-lhe se queria sobremesa.
— Não, só um café. A noite está linda, não achas?
— Um pouco quente demais.
Depois que tomaram o café, Gonçalo virou-se para ela.
— Vamos dançar?
— Mais um pouco, depois vamos embora. Não quero chegar muito tarde a casa.
— Claro. Precisas de dormir cedo, se vai fazer o teu currículo, amanhã.
— E tu, não vais trabalhar?
— Sim, mas algumas horas de sono a menos numa noite não vão fazer diferença.
— Mesmo tendo de ir ao tribunal?
Ele encolheu os ombros.
— Se fores a Quiotto um dia destes, podemos almoçar juntos.
— Hum... talvez.
De volta à pista de dança, ela cedeu à tentação e deixou-se aconchegar mais intimamente ao corpo de Gonçalo. Provavelmente, nunca mais teria uma oportunidade como aquela. Sentia o coração bater acelerado e esperava que ele não percebesse. Mas não queria perder um só segundo daqueles momentos maravilhosos.
Atrevidamente, ela introduziu os dedos nos cabelos dele. Ele apertou-a com mais força e, conforme se moviam ao som da música, ela podia sentir as formas masculinas rijas a pressionarem-na.
— Está quente, aqui — ele murmurou, quando estavam no centro do palco, no meio de uma multidão de casais.
A brisa que começara a soprar mais cedo cessara e o ar tornara-se abafado, impregnado da fragrância suavizada das flores de jasmim.
Por uns segundos, apenas, Bunny deixou-se levar pela fantasia, imaginando se existiria uma possibilidade de que Gonçalo se apaixonasse por ela. Se a receita de Selene funcionasse...
— Sim. Fala-me de ti.
Bunny passou a ponta do dedo na borda do copo, sem saber o que dizer. O que poderia contar-lhe de interessante?
— Não sei... estou numa fase de mudança, neste momento. Todos os meus planos de há um mês atrás mudaram completamente. Agora, preciso de definir o meu futuro.
— Não deve ter sido fácil para ti teres perdido o emprego. A Joana sempre me dizia que tu adoravas o teu trabalho.
— Não foi mesmo fácil. Mas não quero falar sobre isso, agora.
— Queres dançar?
— Sim.
A melodia era lenta, a iluminação indirecta e o ar ardente. Gonçalo enlaçou-a pela cintura com os dois braços, puxando-a para si. Ela abraçou-o e começaram a mover-se ao ritmo da música. O perfume dele a inebriava, despertava-lhe todos os sentidos. Ela se sentia feminina e jovem, quase uma adolescente de novo. Quantas vezes se imaginara nos braços de Gonçalo, o corpo colado ao dele?
Agora, no entanto, que os antigos sonhos haviam se tornado realidade, era tarde demais. Bunny sabia que ele não era o homem certo para ela. Estava na hora de deixar as ilusões de lado e começar a pensar seriamente no futuro.
Ela suspirou baixinho, tentando ignorar o clamor de seu corpo, o impulso de se aninhar mais nele, as sensações que a atacavam.
Por algum tempo eles dançaram em silêncio, simplesmente desfrutando a música e a companhia de um do outro. A música acabou e começou outra, e eles continuaram a rodopiar ao redor do palco, os passos perfeitamente coordenados como se tivessem a dançar juntos a vida inteira. Bunny sabia que, enquanto vivesse, não se esqueceria daquela noite, daquelas poucas horas mágicas que pareciam não pertencer a nenhum tempo e lugar.
Uma sensação de desgosto tomou conta do coração de Bunny. Teria dado tudo para dançar assim com ele, anos atrás... Agora, não passavam de dois estranhos compartilhando alguns momentos agradáveis.
Quando o conjunto fez um pequeno intervalo, ela pediu licença e foi ao WC. Olhou-se no espelho enquanto procurava a pequena escova de cabelos que trazia na bolsa. Os seus olhos brilhavam com uma emoção contida, e as faces coradas não eram resultado apenas da exposição ao sol durante o dia. O vestido era lindo, Gonçalo parecia estar apreciando a sua companhia.
Seria a sua atitude diferente em relação a ele que lhe despertara aquele súbito interesse? O vestido feminino? Será que bisavó Selene estava certa?..
Pensativa, Bunny voltou para a mesa, e Gonçalo perguntou-lhe se queria sobremesa.
— Não, só um café. A noite está linda, não achas?
— Um pouco quente demais.
Depois que tomaram o café, Gonçalo virou-se para ela.
— Vamos dançar?
— Mais um pouco, depois vamos embora. Não quero chegar muito tarde a casa.
— Claro. Precisas de dormir cedo, se vai fazer o teu currículo, amanhã.
— E tu, não vais trabalhar?
— Sim, mas algumas horas de sono a menos numa noite não vão fazer diferença.
— Mesmo tendo de ir ao tribunal?
Ele encolheu os ombros.
— Se fores a Quiotto um dia destes, podemos almoçar juntos.
— Hum... talvez.
De volta à pista de dança, ela cedeu à tentação e deixou-se aconchegar mais intimamente ao corpo de Gonçalo. Provavelmente, nunca mais teria uma oportunidade como aquela. Sentia o coração bater acelerado e esperava que ele não percebesse. Mas não queria perder um só segundo daqueles momentos maravilhosos.
Atrevidamente, ela introduziu os dedos nos cabelos dele. Ele apertou-a com mais força e, conforme se moviam ao som da música, ela podia sentir as formas masculinas rijas a pressionarem-na.
— Está quente, aqui — ele murmurou, quando estavam no centro do palco, no meio de uma multidão de casais.
A brisa que começara a soprar mais cedo cessara e o ar tornara-se abafado, impregnado da fragrância suavizada das flores de jasmim.
Por uns segundos, apenas, Bunny deixou-se levar pela fantasia, imaginando se existiria uma possibilidade de que Gonçalo se apaixonasse por ela. Se a receita de Selene funcionasse...
ta lindo.
.o:
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.o:
Mas fiquei super curiosa para ser o próximo capitulo
PS:posta um novo capitulo rapidamente se não for pedir muito
.o:
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.o: Mas fiquei super curiosa para ser o próximo capitulo
PS:posta um novo capitulo rapidamente se não for pedir muito
.o:
a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm
LunaR escreveu:rrrrr... Concordo com a Lena_Dias, como foste capaz de acabar ali??
Uma pessoa fica cheia de esperanças... E de repente, puff!
:='(:
Hora de escreveres ainda mais depressa... Senão ainda me dá uma coisinha má!
Gostei muito deste capítulo. A Selene tem boas receitas. Estou a adorar. Beijinhos!
LOOL ela escrever escreve depressa, nao tem é muito tempo para postar
temo que nestas ferias nao se veja nem um capitulo 
Lena_Dias escreveu:LunaR escreveu:rrrrr... Concordo com a Lena_Dias, como foste capaz de acabar ali??
Uma pessoa fica cheia de esperanças... E de repente, puff!
:='(:
Hora de escreveres ainda mais depressa... Senão ainda me dá uma coisinha má!
Gostei muito deste capítulo. A Selene tem boas receitas. Estou a adorar. Beijinhos!
LOOL ela escrever escreve depressa, nao tem é muito tempo para postartemo que nestas ferias nao se veja nem um capitulo
por acaso é verdade nao tenho andado com muito tempo para postar e tb actualizar a fic (mi esconde-se com medo da reaççao das leitoras).
ainda por cima agora tenho um site pa atualizar da sakura Card captor.
Quanto a continuaçao do cap.4 talvez ta passe (pa corrigires, Lena_Dias) no sabado. A k horas tas no messanger?
babyv004 escreveu:Lena_Dias escreveu:LunaR escreveu:rrrrr... Concordo com a Lena_Dias, como foste capaz de acabar ali??
Uma pessoa fica cheia de esperanças... E de repente, puff!
:='(:
Hora de escreveres ainda mais depressa... Senão ainda me dá uma coisinha má!
Gostei muito deste capítulo. A Selene tem boas receitas. Estou a adorar. Beijinhos!
LOOL ela escrever escreve depressa, nao tem é muito tempo para postartemo que nestas ferias nao se veja nem um capitulo
por acaso é verdade nao tenho andado com muito tempo para postar e tb actualizar a fic (mi esconde-se com medo da reaççao das leitoras).
ainda por cima agora tenho um site pa atualizar da sakura Card captor.
Quanto a continuaçao do cap.4 talvez ta passe (pa corrigires, Lena_Dias) no sabado. A k horas tas no messanger?
vou tar na net a tarde toda

Cap.4 (2º parte)
Não, concluiu em seguida, voltando à realidade. Gonçalo vivia numa concha inquebrável. A receita de sua bisavó poderia ser eficaz, mas não com ele. E Bunny precisava de pensar no futuro. Queria casar-se, ter filhos, formar uma família, compartilhar sua vida e seu futuro com alguém... que, infelizmente, teria de ser outra pessoa, não Gonçalo.
Gonçalo moveu gentilmente as mãos nas costas de Bunny, perplexo com as sensações que o dominavam. Havia momentos em que ele quase se esquecia da praga que ela fora em sua vida, durante tanto tempo. O desejo inesperado que tomava conta dele o surpreendia.
Desde o instante em que a vira chegar à casa da tia, seu interesse fora despertado. Fazia muito tempo que ela não vinha a Tókio e, no fundo, ele sentia falta da adoração absoluta e inesgotável que ela sempre lhe dedicara. Agora, com ela nos seus braços, os corpos colados, ele se dava conta do quanto ela era feminina e delicada.
Bunny o intrigava, aguçava sua curiosidade. Relutante em falar muito a seu próprio respeito, ela parecia mais interessada em saber detalhes sobre a vida dele, sobre o seu trabalho como advogado, na firma e no tribunal. Gonçalo queria saber mais sobre ela. Desejava conhecê-la melhor, descobrir o que o fascinava naquela mulher. Ao mesmo tempo, esses pensamentos o incomodavam. Já traçara o seu futuro e não tinha planos de se envolver com ninguém, muito menos com ela. Quando a música parou, Gonçalo conduziu-a de volta para a mesa.
— Vai buscar a tua bolsa para irmos embora.
— Já?
— Não disse que queria dormir cedo?
De certa forma, Gonçalo achava aconselhável levá-la para casa logo. Se ficassem mais tempo ali, juntos, a dançar, ele não saberia o que poderia acontecer. Nunca, antes, sentira as emoções escaparem-lhe ao controle. Suas próprias reacções o assustavam.
Bunny permaneceu em silêncio durante o trajecto de volta a casa. Não parava de perguntar-se porque é que ele interrompera tão repentinamente o contacto entre eles. Haviam se aproximado um do outro naquela noite como nunca fizeram antes, haviam conversado como amigos. No entanto, fora como se ele de repente tivesse fechado uma porta e se transformado novamente no homem distante e reservado que sempre fora. Será que fizera alguma coisa errada? Não seguira correctamente os conselhos da bisavó? Não conseguia lembrar-se.
Bem, pelo menos, não haveria mágoas e ressentimentos. Afinal, não havia nada sério entre eles. Ela diria boa-noite e pronto, estaria tudo acabado. Bunny duvidava que Gonçalo a convidasse para sair outra vez. Ela teria de praticar a conquista do homem perfeito com outra pessoa. Seiya, ou Yaten, que também a convidara para sair.
Gonçalo parou na entrada da sua casa e desligou o motor.
— Acompanho você até a porta — ofereceu-se.
— Não há necessidade. É logo aqui ao lado.
— Eu a convidei para sair. Deixar-te-ei a porta de casa.
— Vou contigo.
Diante do tom de voz dele, Bunny julgou melhor não discutir. Mais alguns minutos e cada um estaria em sua casa.
Ela saiu do carro e caminhou em direcção da casa da tia, seguida por Gonçalo. Ao chegar à porta, parou e abriu a bolsa para pegar a chave. Para sua surpresa, Gonçalo segurou-a pelo pulso e, com a outra mão, segurou-lhe o queixo, forçando-a a olhar para ele.
— Um beijo de boa-noite? — Murmurou, com voz suave.
— Não vejo por quê, Gonçalo. Não faria o menor sentido — ela ponderou, embora não desejasse outra coisa.
— Um beijo de vizinhos — ele disse e inclinou-se sobre ela, cobrindo-lhe os lábios com os seus.
Bunny estava completamente despreparada para o turbilhão de emoções que a envolveu ao sentir a língua dele dentro da sua boca, preenchendo-a por completo. Enlaçou os braços ao redor do pescoço de Gonçalo e enterrou os dedos nos cabelos dele, correspondendo ao beijo com abandono, com apenas uma vaga consciência de ter deixado a chave cair ao chão quando os braços fortes a envolveram.
Quando ele finalmente afastou o rosto, ela recuperou a sanidade. Virou-se abruptamente, apanhou a chave e abriu a porta, entrando e fechando-a atrás de si sem uma única palavra de despedida. Do lado de dentro, encostou-se à porta, com os olhos fechados, a respiração ofegante, o coração batendo descompassado. Passara o dia inteiro dizendo a si mesma para não se deixar envolver, tentando seguir à risca as instruções contidas no diário, manter o coração imune.
E agora, um simples beijo ameaçava o seu equilíbrio.
A batida na porta atrás dela sobressaltou-a.
— O que é? — perguntou, impaciente. Por que ele não ia embora logo e a deixava em paz?
— A chave ficou do lado de fora.
Com uma careta, Bunny entreabriu a porta e estendeu a mão para fora. Gonçalo entregou-lhe a chave e aproximou o rosto, como se quisesse enxergá-la, no escuro.
— Tudo bem com você?
— Tudo. Até logo, baka e obrigada pelo jantar.
Ela fechou a porta devagar, embora sua vontade fosse batê-la. Em seguida, correu escada acima e atravessou o quarto, entrando na casa de banho. Três minutos depois, estava pronta para dormir. O seu coração ainda não tinha voltado ao ritmo normal, ela ainda sentia nos lábios a pressão e o sabor do beijo de Gonçalo. Os seus pensamentos atropelavam-se, confusos, atormentando-a.
Gonçalo virara-lhe a vida de pernas para o ar e, provavelmente, não se abalara nem um pouco. Para ele, ela era apenas mais uma. Saíra com ela, beijara-a, e no dia seguinte nem pensaria no assunto, como já devia ter feito com inúmeras mulheres e faria com tantas outras.
Bunny enterrou o rosto no travesseiro e chorou.
Na casa ao lado, Gonçalo tomava um longo gole de whisky, sentindo o líquido ardente descer pela garganta. Raramente bebia, mas naquela noite sentira necessidade de tomar alguma coisa forte. E a culpa era de Bunny. Ela mudara, e ele não gostava das sensações que lhe despertava, daquela insegurança que não estava habituado a sentir. Orgulhava-se de sua capacidade de ler dentro dos olhos das testemunhas, de antecipar os passos do oponente, de detectar o estado de espírito dos júris e influenciá-los. Com Bunny, entretanto, sentia-se completamente perdido, como um náufrago em alto-mar.
Seria orgulho ferido que o levava a acreditar que ela estava fazendo uma espécie de jogo, usando uma táctica especial para atraí-lo? O seu ego não lhe permitia aceitar aquela rejeição. Durante anos, ela mostrara-se cativada, deslumbrada por ele. Ele não entendia porque, desta vez, desde que chegara, parecia ignorá-lo e determinada a evitá-lo.
No entanto, quando ele a beijara, ela não conseguira manter-se indiferente. Ele tomou, mais um gole da bebida, recapitulando o beijo. Como fora bom abraçá-la, sentir o corpo macio e delicado junto ao seu, a doçura dos lábios femininos...
Um desejo inesperado emergira, e ele não tinha a menor ideia do que fazer a respeito disso. Sabia que não devia ter ilusões, que nenhuma pessoa era feita para a outra, que nenhum casal alcançava a felicidade. Mesmo aqueles que se sentiam atraídos e acreditavam ter uma ligação especial acabavam perdendo o amor e o respeito na primeira briga séria, provocando ressentimento e amargura. O seu pai empenhara-se para que ele e o irmão compreendessem isso.
Mas havia alguma coisa nela que o intrigava. Tentando reconstruir aquele dia, Gonçalo percebeu que ele fora o assunto principal da conversa entre ambos. Bunny fizera-lhe perguntas sobre o seu trabalho e sobre a vida em Tokio, mas falara pouco sobre si mesma. Ele tinha curiosidade em saber mais sobre ela, sobre o seu trabalho, os seus amigos, seus planos para o futuro.
Com um gesto decisivo, ele largou o copo sobre a mesa e pegou no telefone. Marcou o número que já sabia de cor.
O telefone tocou várias vezes, do outro lado, antes que ele ouvisse a voz de Bunny:
— Bunn, sou eu. O Gonçalo.
— O que foi, Gonçalo?
— Acordei-te?
— Por quê? Telefonas-te só para saber se eu já estava dormindo? — ela retrucou com aspereza. — Eu não estava a dormir, mas já estava deitada. Por favor, não vá me ligar daqui a dez minutos novamente para saber se já estou dormindo ou não.
— Espera, não desligues! Quero conversar contigo.
— Conversamos o dia todo.
— Eu falei o dia todo. És uma óptima ouvinte. Mas falou muito pouco de você mesma, e há várias coisas que eu gostaria de saber a teu respeito. A tua vida em Nova York, o teu trabalho, os teus amigos.
Fez-se um breve silêncio, antes dela falar:
— A esta hora? Estou com sono. Não podemos conversar num outro dia?
— Diga quando, então — Gonçalo pressionou. Desta vez, não a deixaria desligar sem combinar alguma coisa definida.
— Não sei. Eu ligo para ti quando souber.
— Não, Bunn. Quero marcar agora. Vamos almoçar juntos na terça-feira.
— Não posso. Já tenho compromisso na terça-feira.
— Quinta, então. — ele não se daria ao trabalho de perguntar que compromisso era aquele.
Bunny cobriu a boca com a mão e ergueu os olhos para o tecto, suspirando alto.
— Está bem, quinta-feira — concordou, com medo que ele fosse bater em sua porta naquela mesma noite. Poderia inventar uma desculpa, depois, para cancelar.
— Espero-te no meu escritório.
— Está bem. Boa noite, Gonçalo.
Bunny desligou e ele fez o mesmo, pensativo. O que se passava na cabeça dela? Talvez na quinta-feira ele conseguisse descobrir.
Quinta-feira... almoçar com Gonçalo...
Bunny arrastou-se de volta para a cama, como se estivesse a carregar um grande peso atrás de si.
Precisava de pensar numa desculpa para não ir. Aquele relacionamento com Gonçalo só poderia resultar num sofrimento para ela.
Com as mãos trémulas, pegou o diário que estava na mesa-de-cabeceira e abriu-o na página onde parara de ler na última vez:
“Mamã diz que devo fazer muitas perguntas sobre o trabalho dele e sobre outros aspectos da vida dele, também. Os homens gostam de falar de si mesmos e, além disso, é uma maneira de termos uma noção de como será a nossa vida ao lado deles. Se ele for cansativo, será também depois de casar. Mas não posso imaginar Safira sendo cansativo. Só o som da voz dele traz-me uma felicidade que eu nunca pensei que pudesse existir.”
Bunny fechou os olhos e apoiou o diário aberto sobre o peito, lembrando-se da voz de Gonçalo. Era profunda e suave... intoxicante. Ele possuía um leve sotaque sulista e um timbre que era único. Selena maravilhava-se com a voz de Safira, ela com a de Gonçalo! Se ele lhe lesse o Código Criminal do princípio ao fim, ela se encantaria, só porque seria ele quem estava a ler.
Como seria ouvir aquela voz em seu ouvido, no escuro? Tê-lo a seu lado, poder tocá-lo...
Lágrimas de frustração voltaram aos olhos de Bunny. Fechou o diário e colocou-o de volta na mesinha, antes de apagar o candeeiro. O escuro sempre lhe alimentava as fantasias, e ela sabia que sonharia com ele. Pois sonhar era o máximo que podia fazer.
Um desejo inesperado emergira, e ele não tinha a menor ideia do que fazer a respeito disso. Sabia que não devia ter ilusões, que nenhuma pessoa era feita para a outra, que nenhum casal alcançava a felicidade. Mesmo aqueles que se sentiam atraídos e acreditavam ter uma ligação especial acabavam perdendo o amor e o respeito na primeira briga séria, provocando ressentimento e amargura. O seu pai empenhara-se para que ele e o irmão compreendessem isso.
Mas havia alguma coisa nela que o intrigava. Tentando reconstruir aquele dia, Gonçalo percebeu que ele fora o assunto principal da conversa entre ambos. Bunny fizera-lhe perguntas sobre o seu trabalho e sobre a vida em Tokio, mas falara pouco sobre si mesma. Ele tinha curiosidade em saber mais sobre ela, sobre o seu trabalho, os seus amigos, seus planos para o futuro.
Com um gesto decisivo, ele largou o copo sobre a mesa e pegou no telefone. Marcou o número que já sabia de cor.
O telefone tocou várias vezes, do outro lado, antes que ele ouvisse a voz de Bunny:
— Bunn, sou eu. O Gonçalo.
— O que foi, Gonçalo?
— Acordei-te?
— Por quê? Telefonas-te só para saber se eu já estava dormindo? — ela retrucou com aspereza. — Eu não estava a dormir, mas já estava deitada. Por favor, não vá me ligar daqui a dez minutos novamente para saber se já estou dormindo ou não.
— Espera, não desligues! Quero conversar contigo.
— Conversamos o dia todo.
— Eu falei o dia todo. És uma óptima ouvinte. Mas falou muito pouco de você mesma, e há várias coisas que eu gostaria de saber a teu respeito. A tua vida em Nova York, o teu trabalho, os teus amigos.
Fez-se um breve silêncio, antes dela falar:
— A esta hora? Estou com sono. Não podemos conversar num outro dia?
— Diga quando, então — Gonçalo pressionou. Desta vez, não a deixaria desligar sem combinar alguma coisa definida.
— Não sei. Eu ligo para ti quando souber.
— Não, Bunn. Quero marcar agora. Vamos almoçar juntos na terça-feira.
— Não posso. Já tenho compromisso na terça-feira.
— Quinta, então. — ele não se daria ao trabalho de perguntar que compromisso era aquele.
Bunny cobriu a boca com a mão e ergueu os olhos para o tecto, suspirando alto.
— Está bem, quinta-feira — concordou, com medo que ele fosse bater em sua porta naquela mesma noite. Poderia inventar uma desculpa, depois, para cancelar.
— Espero-te no meu escritório.
— Está bem. Boa noite, Gonçalo.
Bunny desligou e ele fez o mesmo, pensativo. O que se passava na cabeça dela? Talvez na quinta-feira ele conseguisse descobrir.
Quinta-feira... almoçar com Gonçalo...
Bunny arrastou-se de volta para a cama, como se estivesse a carregar um grande peso atrás de si.
Precisava de pensar numa desculpa para não ir. Aquele relacionamento com Gonçalo só poderia resultar num sofrimento para ela.
Com as mãos trémulas, pegou o diário que estava na mesa-de-cabeceira e abriu-o na página onde parara de ler na última vez:
“Mamã diz que devo fazer muitas perguntas sobre o trabalho dele e sobre outros aspectos da vida dele, também. Os homens gostam de falar de si mesmos e, além disso, é uma maneira de termos uma noção de como será a nossa vida ao lado deles. Se ele for cansativo, será também depois de casar. Mas não posso imaginar Safira sendo cansativo. Só o som da voz dele traz-me uma felicidade que eu nunca pensei que pudesse existir.”
Bunny fechou os olhos e apoiou o diário aberto sobre o peito, lembrando-se da voz de Gonçalo. Era profunda e suave... intoxicante. Ele possuía um leve sotaque sulista e um timbre que era único. Selena maravilhava-se com a voz de Safira, ela com a de Gonçalo! Se ele lhe lesse o Código Criminal do princípio ao fim, ela se encantaria, só porque seria ele quem estava a ler.
Como seria ouvir aquela voz em seu ouvido, no escuro? Tê-lo a seu lado, poder tocá-lo...
Lágrimas de frustração voltaram aos olhos de Bunny. Fechou o diário e colocou-o de volta na mesinha, antes de apagar o candeeiro. O escuro sempre lhe alimentava as fantasias, e ela sabia que sonharia com ele. Pois sonhar era o máximo que podia fazer.
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: deixei escapar alguns erros ! tbm n foram asssim tantos!! como te disse no msn estás a melhorar a cada capitulo que passa! 




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