Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Receita de amor (Bunny/Gonçalo)

#81
eles têm de se enrolar! é regra, faz parte! a tua fic...quando a comecei a ler e quando começamos a falar eu nunca pensei que a tua fic ficasse tao espectacular! Bem, tu evoluiste muito! eu ao principio lia a tua fic e só via coisas para imendar principalmente nos verbos, agora tao poucas...sao so nos verbos e nos acentos...neste aqui só te imendei na parte do deixar-te-ei em casa e na parte do whisky Mongloide querid continua assim, tens todo o meu apoio incondicional! Vais com muita força, cada vez tas a melhorar e tens estas pesssoas maravilhosas a lerem a tua fanfic e sabes que me tens a mim, uma leitora assídua da tua fanfic Embaracoso adoro-te <'3

Brigada Lolli, amei mesmo ;D


Spoiler:
 


#82
parabens pela fic.....
esta muito boa
Tá tudo gozando!!!!! omg
#83
ansiosa pelo proximo capitulo
Tá tudo gozando!!!!! omg
#85
eu quando li o 5º capitulo eu disse logo: só podia ser a Maria´pah xDD eu morri na parte do sequestro xDDD eu quase q cai da cadeira a rir xDD miuda tu tens o dom da escrita Embaracoso qero ver esse capitulo aqui e depressa xDDD eu qero ler mais Sad


EDIT: eu imendei mts coisas menina! ahah temos de ter cuidado com isso da Hermione Wink e n te deixes levar por tudo o q o word diz q é uma grande peta...tipo...nunca se mete de q ...mete-se q Smile estás mesmo assim a melhorar mtt

Brigada Lolli, amei mesmo ;D


Spoiler:
 


#87
Pessoal tenho uma ma noticia. devido ao começo das aulas nao poderei actualizar a fic. so terei tempo aos fins de semana e feriados( se nao tiver testes) pra escrever um pouco. Depois quando pusser o 2º parte do 5 capitulo na sexta, nao irei actualizar (a menos k tenha outro cap. pronto).
Seja como for eu avisarei kando ja tiver o proximo capitulo pronto (ou kase pronto). Bjx e espero k esteijam a gostar.

CAPITULO V (1ºparte)


“Seja imprevisível. Não se acomode, mantenha o homem sempre em expectativa. — Diário de Selene, Primavera de 1923”


Bunny acordou cedo na manhã seguinte e, pela primeira vez, em muito tempo, sentiu-se normal, sentiu-se ela mesma. A melhor coisa que fizera fora vir para a casa da tia em Tókio. Quatro dias haviam sido suficientes para recuperar totalmente as energias, reflectiu, enquanto escutava o canto dos pássaros no jardim.

Levantou-se, arrumou a cama e, depois de lavar o rosto e escovar os dentes, vestiu um dos vestidos novos de verão. Em seguida aplicou uma maquilhagem leve e passou a escova nos seus longos cabelos loiros, para deixá-los mais sedosos. Aproximando-se da janela, ela espiou para fora, para a casa ao lado. Estava fechada, o carro do Gonçalo não se encontrava lá. Naturalmente, sendo dia de trabalho, ele já fora para Quioto. O beijo da noite anterior assaltou-lhe a memória e Bunny respirou fundo, tentando acalmar-se. Era tarde demais para arrependimentos, e ela agora precisava olhar para frente e decidir o que faria de sua vida. O primeiro passo seria esquecer o vizinho sensual que um dia a fizera sonhar.

Depois de fazer café, ela sentou-se com a chávena na mão para ler o jornal. Se estivesse no Japão, àquela hora já teria participado de pelo menos duas reuniões, atendido a uma dúzia de telefonemas e estaria enlouquecida tentando cumprir os compromissos do dia. Por mais que o trabalho fosse gratificante, era bom não ter nada para fazer.
Ela tomou mais uma chávena de café e subiu para ler mais um pouco do diário. Felizmente, o Gonçalo não estava em casa, assim ela poderia sentar-se tranquilamente no jardim para ler, sem que ele viesse perturbá-la.


“A Tia Nehelénia veio tomar chá connosco, hoje. Contei a ela sobre o Safira. Ela achou graça, e trocou olhares com a mamã. Depois ela disse-me para sempre deixar os rapazes na expectativa, para fazer um pouco de mistério, não deixá-los saber o que estou pensando. Seja imprevisível, ela me disse, não se deixe acomodar. Faça alguma coisa inesperada e observe a reacção. A vida é muito longa. Se o seu marido não for aberto a novas ideias, sua vida será sem graça e infeliz. A minha mãe concordou com ela. Disse que era um conselho sábio e que usa essa táctica com pai. É bom fazer dezoito anos, as pessoas adultas começam a conversar sobre outros assuntos com você, a dar conselhos e contar suas experiências. Hoje à noite vou experimentar. Safira vai levar-me à reunião na igreja. Ainda não sei o que vou fazer, mas preciso pensar em alguma coisa que ele ache imprevisível.”

Minutos mais tarde, Bunny fechou o diário e recostou a cabeça na espreguiçadeira, contemplando o céu azul, acima. Selene devia ter sido uma pessoa interessante. Ela gostaria de tê-la conhecido. Por um momento, perguntou-se o que poderia fazer que o Gonçalo a achasse imprevisível. Evitá-lo, como vinha fazendo? Não deixava de ser imprevisível, depois de seu comportamento anterior. Mas este já era um ingrediente da receita de Selene. E o fato era que, desde que ela começara a evitá-lo, ele passara a demonstrar interesse. Seria coincidência ou não?

Só tempo diria. E tempo, ela tinha de sobra. Aqueles poucos dias em Tókio já haviam produzido um efeito fantástico em seu estado físico e emocional. Ela já não lamentava tanto a falta do emprego. Sentia saudade dos colegas de trabalho, mas a maioria deles também fora demitido. Alguns já haviam encontrado trabalho, outros continuavam procurando, que era o que ela deveria estar fazendo.
Antes, porém, ela precisava decidir onde. Nova York era uma cidade excitante, dinâmica, mas lá ela se sentia um pouco solitária, mesmo tendo bons amigos. No Japão ela tinha parentes e velhos amigos. Tókio era uma cidade em pleno desenvolvimento, com amplas oportunidades de trabalho. E ficar perto da família era uma vantagem... Tendo finalmente tomado uma decisão, Bunny passou o restante da manhã fazendo o seu currículo. Depois do almoço decidiu ir passar a tarde no clube. Estava manobrando o carro quando avistou os Mizuno, um casal de meia-idade que ela conhecia desde que começara a ir passar férias na casa da tia. Eles não tinham filhos, mas pareciam um casal feliz, ambos sempre alegres e bem-humorados. Aquilo era uma prova de que um casal podia ser feliz um com o outro, sem o elo dos filhos para uni-los. Mais um exemplo que ela poderia lembrar ao Gonçalo. Aliás, naquela vizinhança, os pais de Gonçalo haviam sido o único casal que se separara. Ela não entendia por que ele era tão preconceituoso quanto ao casamento.


No clube, Bunny nadou e deitou-se ao sol durante grande parte da tarde. Aquelas férias eram merecidas e ela as aproveitaria ao máximo. E o tempo inteiro, ela pensava em que forma poderia surpreender Gonçalo. Teria de ser algo realmente inesperado, totalmente fora da rotina... O que poderia ser? ...

Recostada numa espreguiçadeira, à sombra de um guarda-sol, Bunny estava quase adormecendo quando lhe ocorreu uma ideia genial. Abriu os olhos, eufórica. Tinha certeza de que nenhuma outra coisa poderia surpreendê-lo mais. Só precisava pôr seu plano em acção. Almoçaria com Gonçalo, na quinta-feira, afinal.
Tomou um lanche leve, sentada diante da televisão. Abusara um pouco da exposição ao sol e sua pele estava sensível ao toque. No dia seguinte a pele adquiriria um tom bronzeado, mas naquele momento sentia-se como uma lagosta.
#88


Naquele horário, no começo da noite, não havia nada interessante para assistir, e ela mudou repetidamente de canal, sem se interessar por nenhum dos programas. Pensou em ler mais um pouco o diário, mas não gostava de ler muito de cada vez, senão acabaria logo. Apesar de curiosa para saber o final, gostava de saborear a leitura aos poucos, antecipando cada fase. Mas um conselho a mais não faria diferença.

Depois de lavar rapidamente a louça e secar a pia, ela encolheu-se num canto do sofá, com o volume encadernado nas mãos. Àquela hora Gonçalo já deveria ter chegado, mas a casa continuava deserta e às escuras, ela podia ver, através da janela. Por que ele estaria demorando? Teria saído com alguma mulher sofisticada com quem tinha algum tipo de relacionamento profissional? Gonçalo era um tipo solitário, mas Bunny não acreditava que levasse uma vida de “padre”. Ele sofrera uma grande desilusão com Rita, mas era viril e saudável demais para viver em castidade.
A ideia de Gonçalo nos braços de uma mulher desconhecida deixava Bunny inquieta. Irritada, repreendeu a si mesma, lembrando-se que o que seu vizinho fazia nas noites em que voltava tarde para casa, não era da sua conta.
Mas não pôde deixar de prestar atenção quando viu o carro dele chegar, duas horas mais tarde. Passava pouco das nove, cedo demais para estar voltando de um encontro amoroso. Talvez ele tivesse apenas ficado até mais tarde no escritório. A inquietação de Bunny desapareceu.


Gonçalo desligou o motor do seu carro desportivo, contente por estar de volta a casa. Estava exausto. As sessões no tribunal sugavam-lhe a energia e a daquele dia não decorrera como ele esperara. Mesmo depois de tantos anos de experiência na profissão, ainda se espantava com a facilidade com que os clientes mentiam. Não compreendiam que beneficiariam muito mais se contassem toda a verdade ao advogado. Não gostava de ser enganado, como acontecera naquela tarde.
Por conta disso, em vez de sair do escritório no horário de costume, tivera de chamar a equipe de investigação e reunir-se com eles para, juntos, encontrarem uma solução para a inesperada virada dos acontecimentos. Normalmente, Gonçalo não se importava de ter que trabalhar até mais tarde, mas naquele dia pretendia ter voltado cedo para casa. Assim que saiu do carro, olhou para a casa ao lado. As luzes estavam acesas na sala. Ela ainda estava acordada. Por alguns breves segundo, ele hesitou. O que realmente gostaria de fazer era ir até lá e falar com ela. Saber o que ela fizera durante o dia e desabafar um pouco a sua frustração. Em vez disso, porém, caminhou até a porta da frente de sua casa, reprimindo o impulso. Era melhor não se arriscar. Bunny era do tipo que, se lhe dessem a mão, tomaria o braço. Se ele demonstrasse muito interesse, ela poderia interpretá-lo mal. Sempre havia a possibilidade de a antiga paixão que nutrira por ele estar adormecida e ressurgir com toda a força.

Ou não? Nos últimos dias ela o surpreendera, mas...


Um sentimento perverso, num cantinho do coração dele, induzia-o a provocá-la, a tentar reverter aquela situação.
Abriu a porta e olhou mais uma vez para a casa vizinha. Poderia ir até lá e perguntar a Bunny se queria fazer-lhe companhia durante o jantar. Não teria importância se ela já tivesse jantado, poderia apenas fazer-lhe companhia. Ele precisava desanuviar a mente, parar de pensar nos acontecimentos daquele dia. Gonçalo entrou, colocou a pasta numa poltrona e foi directo para o telefone.

Quando Bunny atendeu, ele surpreendeu-se com o nervosismo que subitamente o afrontou. A voz dela era doce e feminina, tinha um sotaque diferente do que ele estava acostumado a ouvir.

— Bunny?

— Olá, Gonçalo.

— O que está a fazer?

— Ia agora dormir. Por quê?

No mesmo instante, a imagem de Bunny usando uma camisola esvoaçante e transparente dançou diante dos olhos de Gonçalo. Imaginou os braços nus, o pescoço, os ombros, os seios parcialmente visíveis, as pernas bem-feitas...

— Não é muito cedo para dormir? — ele perguntou, desapertando o nó da gravata.

— Não. Estou de férias. Posso dormir à hora que eu quiser.

— Mesmo assim, é cedo demais. Venha até aqui, um pouco.



O silêncio do outro lado da linha durou mais tempo do que ele esperara.

— Ir até aí?

— Acabei de chegar e gostaria de ter uma companhia para jantar.

— Obrigada, mas já jantei.

— Não tem importância. Apenas sente-se comigo à mesa.

— Estou com sono, Gonçalo.

— O que você fez, hoje? — Se Bunny se recusava a ir até lá, conversariam pelo telefone.

— Telefonou para me interrogar, baka?

— Telefonei para convidá-la a vir à minha casa, cabeça de serradura, mas você já está pronta para dormir. Esta a usar uma camisola sensual?

— BAKA, eu não acredito que estejas a perguntar-me o que estou usando. Mas já que fez a pergunta, vou lhe responder. Não estou usando absolutamente nada. A noite está quente e abafada e decidi dormir sem nenhuma peça de roupa incomodando-me. Gosto de sentir a pele nua, de ter liberdade de movimentos sem nenhum tecido me atrapalhando. Satisfeito?

Gonçalo olhava para a parede a sua frente, sem distinguir, totalmente silenciado. Não só não conseguia falar, como tinha dificuldade também em respirar. E para raciocinar.

— Boa noite — acrescentou Bunny e desligou. Em seguida, escorregou até o chão, com as costas na parede, e cobriu a boca com as mãos, para abafar o riso.
Mal podia acreditar na própria sorte! Gonçalo dera-lhe a oportunidade que ela queria para fazer algo inesperado e imprevisível. Ele ficara mudo! Podia imaginá-lo ao telefone, boquiaberto, totalmente embasbacado.

Ela sobressaltou-se quando o telefone tocou.

— Alô.

— Bunny... Você está brincando com fogo.

— Foi você quem começou.

— Vou até aí para ver se é verdade.

— Não venha. Estou indo me deitar e não vou descer para abrir a porta.

— Você vai dormir a esta hora em Tókio?

— Claro que não. Mas se eu fosse, talvez não estivesse tão cansada agora.

— Como é morar na cidade mais badalada do Mundo?

— Por que queres saber?

— Curiosidade. Fizeste-me mil perguntas ontem. Não posso querer saber um pouco a seu respeito, também?

— Estás a exagerar. Não fiz tantas perguntas assim.

— E eu estou fazendo apenas uma, agora. Fale-me sobre Tókio.

Bunny hesitou, a princípio, mas logo começou a falar sobre seu apartamento, o trabalho, os colegas e amigos. Não mencionou nenhum namorado, nenhum caso romântico, e Gonçalo não se atreveu a perguntar, embora não soubesse exactamente porquê. Esse assunto poderia ficar para uma outra oportunidade. Ele estava gostando de ouvi-la falar sobre a cidade, sobre um estilo e ritmo de vida tão diferentes do de Tókio, e mesmo de Quioto.
Quando se deu conta eram quase onze horas, e sentiu a consciência pesada por tê-la impedido de ir cedo para a cama, conforme ela pretendera. Se bem que tivera a impressão de que ela também gostara de falar. Seu tom de voz e de entusiasmo e empolgação, e ele suspeitava que o sono desaparecera enquanto ela descrevia as atracções e o carisma da cidade onde vivia.
#89
eu estou a amar Esperancoso a parte dois é a minha perferida! Esperancoso ai querida eu vou ter tanta pena quando a fic acabar :'( eu adoro mesmo boe corrigir a tua fic Esperancoso espero vir a corrigir outras proximas Embaracoso já lá está na minha fic a primeira parte do teu pedido! Embaracoso


Eu gosto é da parte qe ela lhe diz que está nua !

Brigada Lolli, amei mesmo ;D


Spoiler:
 


#90
Que pena não puderes escrever muito mais nos próximos dias. A história estava a ficar tão empolgante... *O*

Espero que os estudos te corram mto bem e que continues a postar como tens feito. O teu trabalho está maravilhoso! Continua assim! Very Happy

Já agora, bom trabalho, Lena_Dias! Tens feito uma optima correcção! Sem duvida que vocês as duas fazem uma grande parceria! Embaracoso

Beijinhs! :*
#91
está um máximo. comecei ontem a ler a tua fic toda e acabei-a agora e achei-a D-I-V-I-N-A-L!!!!

boa sorte com os estudos. aguardo ansiosamente outro capitulo!!!
#92
Está muito giro o capítulo. Gostei muito. Razz

A minha parte preferida é a deles os dois também. Esperancoso

Continue, tá indo muito bem mesmo.
#93
Capitulo 5 (2º parte)



— Ah, esqueci-me de te contar... Vi os Mizuno, hoje.

— Oh... bem... Isso tem alguma coisa a ver com Tókio?

— Não, nada. Só me lembrei. Eles são um casal que se dão muito bem, não achas? E já não são jovens. Já eram casados quando eu era criança.

— E?

— Nada, só estou a comentar que eles são um casal feliz. É algo para tu pensares. Boa noite, baka. Agora, vou dormir mesmo.

Gonçalo desejou-lhe boa noite e desligou o telefone, surpreso ao dar-se conta que já eram quase onze horas. Enquanto tentava decidir se comia alguma coisa ou se ia directo para a cama, ele se perguntava por que Bunny trouxera o assunto dos vizinhos do outro lado da rua. Será que ainda pensava nele sob o ponto de vista romântico? Não dera o menor sinal disso, desde que chegara, a não ser... pela maneira como reagira aos seus beijos. No entanto, não parava de lhe apontar casais felizes. O que estaria pretendendo?
As velhas barreiras se reergueram. Se Bunny achava que o faria mudar de ideia, estava muito enganada. Ele tomara uma decisão e nada mudaria isso. Nada.


Bunny apagou a luz e abriu a janela. Uma brisa amena soprou, refrescando o quarto, acariciando-lhe a pele sensível. Ela sorriu ao lembrar-se da conversa com Gonçalo. Gostaria de ter visto a expressão dele. "Ah, avó Selene, se soubesses como os seus conselhos têm sido úteis...", pensou. Mas um episódio apenas não era suficiente. Precisava pegá-lo desprevenido mais vezes.

A ideia que tivera à tarde continuava firme em sua mente. Ela tentaria surpreendê-lo de novo. Quantas vezes pudesse. Até que estava sendo divertido, reflectiu. Ela estava se sentindo jovem e livre, podia fazer o que quisesse, mesmo sabendo que não devia esperar nada sério dele. Mas provocá-lo e experimentar sua recém-adquirida sabedoria feminina com ele proporcionava-lhe um prazer que ela não imaginara. Até onde aquilo os levaria? Tinha de esperar para ver.

Assim que se deitou, pegou o diário. O que sua avó Selene, por sua vez, teria feito para deixar Safira completamente desorientado?

Bunny planejou sua estratégia com a precisão de um general no comando de uma batalha, pensando nos prós e os contras. Mas não estava preocupada. Se funcionasse, óptimo, Gonçalo aprenderia uma boa lição. Se não desse certo, ela também não teria nada a perder. Mas torcia para que desse.
Na quinta-feira, Bunny pegou um dos vestidos que comprara, rosa, o corpete ajustava-se com perfeição ao seu corpo e as alcinhas finas eram um mero enfeite, uma vez que, mesmo sem elas, ele permaneceria firme no lugar. A cor alegre e os seus longos cabelos com 2 odangos que lhe dispensava maiores cuidados, realçava o tom dourado de sua pele.
Deu o toque final, colocando uma longa e esvoaçante lenço ao redor do pescoço e desceu a escada. A "Operação Imprevisível" estava prestes a ter início.

Bunny não falara mais com Gonçalo desde o último telefonema. Na noite anterior, ela tirara o telefone do gancho. Fazer-se de difícil requeria um planeamento detalhado. Ao ir deitar-se, ela não pôde deixar de imaginar se ele teria tentado ligar. Esperava que sim. O que ele teria pensado ao perceber que a linha estava ocupada?

Ela conduziu até Quioto e encontrou um estacionamento próximo ao escritório de Gonçalo. Tudo indicava que a sorte estava do seu lado. Pegou a bolsa, deu uma última olhadela no espelho retrovisor para verificar a maquilhagem e, respirando fundo, caminhou na direcção do edifício. Reparando nas outras mulheres que esperavam no hall dos elevadores, acumulado de gente, ficou feliz ao notar que nenhuma delas tinha uma aparência tão descontraída e despreocupada como a sua. As roupas sóbrias e formais pareciam pertencer a um mundo muito distante daquele em que Bunny se sentia. E pensar que poucas semanas antes ela também estaria usando aquele tipo de traje e teria criticado se tivesse visto uma mulher vestida como ela estava agora.
Os olhares mal-disfarçados não a intimidavam nem um pouco. A ansiedade e a expectativa cresciam dentro dela. Mal podia esperar para ver a reacção de Gonçalo. Mal podia esperar para vê-lo.
A firma de advocacia ocupava todo o oitavo andar. As portas do elevador abriram-se para uma elegante área de recepção. A jovem recepcionista ofereceu-lhe um sorriso simpático. Bunny disse que viera falar com Gonçalo, e a moça assentiu imediatamente.
#94
— Ele avisou-me que a senhorita viria, mas atrasou-se no fórum. Deve chegar logo.

— Não tem problema. Na verdade, cheguei mais cedo de propósito. E preciso da sua ajuda. — Bunny inclinou-se para frente e, baixando a voz, explicou à jovem o seu plano. Aliviada ao ver a outra rir, perguntou: — Posso contar consigo?

— Claro! Eu não perderia isso por nada! Mas devo preveni-la de que ele provavelmente vai ter um ataque. Já agora, não me trate por você, trate-me por tu ou por Maria Kino.



— Deixe-o comigo. Sei como lidar com ele. Conheço-o há anos. Prazer, sou a Bunny Tsukino.



A recepcionista indicou a porta da sala de Gonçalo.

— Boa sorte, Bunny. Se der certo, vou tentar também. Só não sei com quem. Talvez o melhor amigo do senhor Chiba, o Mário. É tão giro, lembra-me mesmo o meu primeiro namorado. – disse Maria com um ar de sonhador.
Bunny entrou no escritório de Gonçalo, rezando para que desse certo. Não conseguia pensar em algo que fosse mais imprevisível para ele. Mentalmente, ela ensaiou pela centésima vez cada passo de seu plano. Sem desviar o olhar do elevador, através da porta entreaberta, ela esperou, impaciente. Se ele se atrasasse muito e tivesse compromissos urgentes que o levassem a cancelar o almoço, seus planos iriam por água abaixo.
Finalmente, porém, as portas do elevador se abriram e Gonçalo saiu, acompanhado por dois outros homens. Trocou algumas palavras com eles e encaminhou-se para sua sala, mal respondendo ao cumprimento da recepcionista. Bunny deu um passo para detrás da porta e tirou o lenço. No momento em que ele entrou, Bunny passou o lenço ao redor dos olhos dele e apertou com força.

— O que... — Ele levou as mãos aos olhos.



— Quieto, senhor — ordenou ela, disfarçando a voz. — Isto é um sequestro!




Gonçalo hesitou e virou-se, desistindo de afastar a venda dos olhos.

— Sequestro?!

— Exactamente. E não me faça ficar irritada. — Bunny tentou manter o tom de voz baixo e disfarçado.

— Hum... — Os lábios dele curvaram-se num meio sorriso. Sem soltar o lenço, Bunny posicionou-se atrás dele e amarrou-o firmemente atrás da cabeça de Gonçalo.



— As coisas estão evoluindo bem — ele murmurou, virando-se e enlaçando-a pela cintura.

— Você acha?

— Sim. Nunca fui sequestrado antes.

— Para tudo há uma primeira vez.

Então, para surpresa de Bunny, Gonçalo puxou-a para si e cobriu-lhe os lábios com um beijo lento, porém profundo.

— É este o resgate? — ele perguntou, afastando o rosto apenas alguns centímetros do dela.

— O... quê? — ela estava tão atordoada que não compreendeu o significado da pergunta.

— Ficarei livre depois do beijo?

— Não. A que hora é que precisa voltar?

— As duas.

Bunny deu um passo para trás assim que abrandou o abraço. Quando ele ergueu as mãos para tirar a venda, ela segurou-as e forçou-as para baixo.

— Comporte-se e estará de volta a tempo — ordenou, autoritária.

— E se eu não me comportar?

— Acompanhe-me.


Bunny conduziu-o até a área de recepção. A recepcionista Maria cobriu a boca com uma mão para abafar o riso, enquanto eles entravam no elevador. As poucas pessoas que os observavam limitaram-se a sorrir. Felizmente, havia somente dois executivos no elevador, que olharam, curiosos, para o Gonçalo e para a Bunny, com certeza imaginando o que aquele homem elegantemente vestido de terno preto, camisa branca e gravata de seda vermelho-escura fazia com um lenço rosa vendando-lhe os olhos, guiado por uma mulher que mal lhe chegava aos ombros.
Nenhum dos dois executivos disse nada, quando ela levou um dedo aos lábios. Felizmente, Gonçalo entrara no espírito da brincadeira senão já teria arrancado a venda dos olhos e lhe passado um bom sermão.

— Vamos — ela conduziu-o para o saguão, quando o elevador parou no andar térreo.

Tentando ignorar os olhares e risos, ela abriu caminho entre os grupos de pessoas até chegar à rua. Felizmente conseguira estacionar perto. Os poucos minutos que levaram para guia-lo até o carro pareceram-lhe intermináveis. Com as faces coradas de vergonha e triunfo, ela sentou-se ao volante e, poucos segundos depois, estavam no meio do tráfego.

— Posso perguntar aonde estamos indo? — Ele indagou, relaxando no assento.

— Logo você vai saber.

— Vou poder tirar a venda?

— Eu tirarei.

— Não está mais disfarçando a voz.

— Você sabia que era eu?

— Desde o princípio.

Bem, pelo menos ele a beijara sabendo que era ela, pensou Bunny, ainda tomada pela agitação.

— Como você adivinhou?

— Seu perfume, odongo atama. É inconfundível.

Bunny não respondeu. A praça que estava a procura era bem grande, com um playground e uma extensa área gramada. Depois de estacionar, pegou a cesta de piquenique e o cobertor no banco traseiro e contornou o carro para ajudá-lo a sair.

— Leve isto — disse, colocando a mão dele ao redor da alça da cesta. Segurando-o pela outra mão, ela o conduziu até uma área deserta, sombreada por um pequeno agrupamento de árvores. — Pode tirar a venda.

— Entendi que seria você quem tiraria.

Bunny estendeu o cobertor sobre a grama e ergueu os braços para desatar o nó do lenço.
— Pronto — murmurou, com um sorriso embaraçado. — Achei que seria uma boa ideia fazer um piquenique.

Ela fez um gesto abrangendo o espaço ao redor deles, tentando decifrar o que ele estava pensando, pela expressão de seu olhar.

— Não teria sido mais simples telefonar e convidar-me?



Bunny sorriu, aliviada porque Gonçalo não ficara furioso.

— Eu quis dar um senso de aventura a coisa.



Gonçalo fitou-a demoradamente, antes de perguntar:

— já sequestras-te muitas pessoas antes?

— Não — respondeu ela, sentando-se numa extremidade do cobertor, a saia rodada a sua volta. — Foi a primeira vez. Mas agora que sei que funciona, vou tentar de novo.

Gonçalo colocou a cesta sobre o cobertor e tirou o paletó, sentando-se em seguida. Bunny abriu a cesta e dispôs sobre o cobertor os pratos de porcelana, talheres de prata e copos de cristal que arrumara cuidadosamente na véspera. Depois removeu as embalagens que abrigavam a salada e o salmão, e colocou uma garrafa de vinho francês entre ambos. Satisfeita com o resultado, olhou para ele.

— Esta é a tua ideia de um piquenique? — ele perguntou, contemplando o elegante aparato.

Ela assentiu, rezando para que ele aprovasse.

— És cheia de surpresas, Bunny Tsukino.

— E isso é bom ou mau?

— É bom — ele respondeu, baloiçando a cabeça afirmativamente. — Muito bom.
#95
LunaR eu tambem acho que fazemos uma boa dupla Embaracoso brigada pela parte da boa correcçao Embaracoso


sandra :O so agora é q começaste a ler??? :O :O

babyv tu sabs a minha opiniao e espero q tenhas no fim de semana o cap.6 pa eu corrigir Embaracoso olha...reparei numa coisa...desde q me entregas os cap. para corrigir postas-os mais depressa Very Happy
Spoiler
qual é a proxima fic hein? Embaracoso diz diz! pelo menos diz.me no msn sobre o q é Very Happy mas s n souberes pronto...é bom sinal...tas empenhada nesta Wink beijinho

Brigada Lolli, amei mesmo ;D


Spoiler:
 


#96
Lena_Dias escreveu:

babyv tu sabs a minha opiniao e espero q tenhas no fim de semana o cap.6 pa eu corrigir Embaracoso olha...reparei numa coisa...desde q me entregas os cap. para corrigir postas-os mais depressa Very Happy
Spoiler
qual é a proxima fic hein? Embaracoso diz diz! pelo menos diz.me no msn sobre o q é Very Happy mas s n souberes pronto...é bom sinal...tas empenhada nesta Wink beijinho

Este fim de semana vai ser dificil, pois a minha avo faz anos no domingo e no sabado uma colega minha vai pa minha casa pa ver o crepusculo (eu ja o vi, mas ele nao e eu adorei) e a noite vamos ao teatro.
Spoiler
ja tou a pensar noutra, mas so a escreverei depois de acabar esta. chama-se "Estava aqui" e é sobre a sakura card captor (Sakura/Yukito Tsukishiro)
Sempre gostei mais deste casal, pois no inicio da anime não aparecia o shaoran e acabei por começar a gostar mais do “coelho” Yuki (como o kero-chan lhe xama). Ele é muito querido com a sakura (e com toda a gente, de facto) e sempre pensei k eles acabariam juntos (pelos vistos enganei-me e não fui a única, já o Mestre Clow tb pensa k o yuki iria amar a sakura acima de tudo e k ela o amaria pra sempre).
#97
babyv004 escreveu:
Lena_Dias escreveu:

babyv tu sabs a minha opiniao e espero q tenhas no fim de semana o cap.6 pa eu corrigir Embaracoso olha...reparei numa coisa...desde q me entregas os cap. para corrigir postas-os mais depressa Very Happy
Spoiler
qual é a proxima fic hein? Embaracoso diz diz! pelo menos diz.me no msn sobre o q é Very Happy mas s n souberes pronto...é bom sinal...tas empenhada nesta Wink beijinho

Este fim de semana vai ser dificil, pois a minha avo faz anos no domingo e no sabado uma colega minha vai pa minha casa pa ver o crepusculo (eu ja o vi, mas ele nao e eu adorei) e a noite vamos ao teatro.
Spoiler
ja tou a pensar noutra, mas so a escreverei depois de acabar esta. chama-se "Estava aqui" e é sobre a sakura card captor (Sakura/Yukito Tsukishiro)
Sempre gostei mais deste casal, pois no inicio da anime não aparecia o shaoran e acabei por começar a gostar mais do “coelho” Yuki (como o kero-chan lhe xama). Ele é muito querido com a sakura (e com toda a gente, de facto) e sempre pensei k eles acabariam juntos (pelos vistos enganei-me e não fui a única, já o Mestre Clow tb pensa k o yuki iria amar a sakura acima de tudo e k ela o amaria pra sempre).


:g7: pois...n faz mal Embaracoso (ainda me matam os leitores da tua fic depois de lerem a minha resposta :Incredulo: ...bem mas tipo...acho uma optima ideia a tua proxima fic, e eu lerei claro Embaracoso (se calhar a possibilidade de eu a chegar a corrigir quem sabe...)
Spoiler
eu tambem achei que eles iam ficar juntos Embaracoso

Brigada Lolli, amei mesmo ;D


Spoiler:
 


#98
adorei!!! como eu te disse eu adoro a tua fic!!!!

tens razao lena eu só comeceia lê-la agora!!! mas mais vale tarde do que nunca!!!
#100
Fui apahada de surpresa... Eu aqui a pensar que so ias postar um novo cap lá parao proximo mês e afinal...
Bem bom! Very Happy
Acho que um dia vou relê'la toda de novo. Adoro mesmo esta fic. Tens muito jeito e imaginação não te falta! Eu não conseguia fazer algo assim. Os meus parabéns! Razz

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