Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Peep-Toe & All-Star

#141
Ai que queridos aqueles dois Esperancoso Não sei porquê, mas ver os dois antigos rivais a fazerem tréguas fiquei com o coração derretido. Oxalá o Will conquiste uma menina à sua medida (e sim, as minhas ideias acerca do Will deram uma volta de 180º)
E as cenas dos dois amantes. HOT até dizer chega Apaixonada . Surpreende-me que a Maggie não veja quantos pecados ela está a cometer só por estar ali com o David embrulhada num lençol Matreiro . (E agora que me lembro. Era tão giro eles no final ficarem a morar naquela casa. Isto é, se ficarem os dois juntos... e vivos... =\ )
E por falar em pecados. Que excelente motivo para ir à missa Matreiro Por acaso conheço um rapaz bem religioso e já fiquei a pensar como ele agiria se a namorada dele não fosse à missa. E aí perguntei-me o que aconteceria se fosse eu e... Opah, eu admito. Eu iria à missa pelo meu namorado Matreiro

Estou ansiosa pelo próximo capítulo. Cheira-me que vai acontecer alguma coisa fora do comum, tipo a Dorianne a armar escândalo. Vamos a ver vamos...

P.S A música é mesmo bonita. Consigo imaginar a cena como tema de fundo para a primeira parte do capítulo Simpatico2


Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#142
Olá Lulu!
Ai tanto love, aqueles dois! Assim mesmo é que é! Mantenham-se assim! Brincalhao
Cito a Ana, ela disse tudo:
"E as cenas dos dois amantes. HOT até dizer chega . Surpreende-me que a Maggie não veja quantos pecados ela está a cometer só por estar ali com o David embrulhada num lençol."
Lol
Oh, eu também adorei o David e o Will a fazerem tréguas. De certeza que vão ser bons amigos.
Concordo com a Ana, o Will tem de arranjar alguém que o ame de verdade.
Aposto que o David vai ficar extremamente religioso nos próximos tempos, keke, Tramar alguma
Eu também adoro a música da Edith Piaf. A letra é mesmo bonita.
Acho que a Mag vai ficar derretida se o David começar a ler poemas destes em francês. No entanto, acho que se fosse italiano, o David ficava lindoooo!
Sem paciencia Não liguem, não sei bem porquê mas não resisto a um rapaz que fale italiano, acho lindo! Embaracoso''

Bem, maluquices minhas à parte, lol, espero pelo próximo!

Beijinhos**
#143
*Entrando de mansinho*
Cof, cof... Pois... Já lá vai, quê, mais de um mês? Pois, peço desculpa. Andei a implorar por capitulos à AnA_SaNt0s, quando eu, hipócrita, não me dignei a actualizar a minha própria historia! Por isso... Ora benhe... Vim dar o meu contributo ao forum! Matreiro E sim, trago novo capitulo. Francamente, não gosto dele. Aborrece-me! É tão... Teenager... Mal disposto' Enfim, de qualquer forma não posso deixar de me derreter com a declaração do David (Vocês vão perceber quando chegarem lá), mas não se iludam. Na vida real acho que nenhum homem/ rapaz diria algo assim em publico. Matreiro

Boa leitura!

Capitulo 32 - Oficial
“Ninguém é perfeito até que tu te apaixones por essa pessoa.”
William Shakespeare

Margarett saiu com bastante calma do santuário.
Já sabia o que se seguia: Grupos de mulheres iriam preencher o átrio da igreja e ela ia ficar encurralada lá no meio. Portanto, preferia demorar a sair. A igreja já estava quase vazia, sobrando apenas cerca de cinco pessoas. Ela avistou William prestes a passar a porta e, a tempo, acenou-lhe. Ele sorriu-lhe de volta e foi ter com ela, olhando primeiro para fora à procura de David.
-Boa dia, William! – Cumprimentou a moça, dando-lhe dois beijos de amiga.
-Como estás, Mag?
Ela sorriu maravilhada. O vinco por baixo dos seus olhos eram a prova viva que aquele riso era tão verdadeiro como uma gota de água límpida:
-Bem, muito obrigada!
O rapaz divertiu-se com a resplandecência da ex-namorada. Parecia mais fresca do que nunca. Não sabia se já a tinha visto tão feliz alguma vez, mas teve de assumir que David lhe fazia bem.
-Estás muito bonita! Pareces contente.
Margarett tentou fazer um ar mais sério, mas o rapaz logo se explicou:
-Hei, estou feliz por te ver assim…
-Eu sei! – Respondeu a loira, corada ao de leve – Mas sei que não é justo para ti.
William abanou a cabeça:
-Não gosto de ter raiva da felicidade dos outros, Margarett. Além disso, bem vi a forma como o David te olhou a missa toda. Mais do que nunca, acho que a coisa mais certa que já fiz foi libertar-te.
Margarett sorriu encantada e depositou um beijo na bochecha de William. Sorriu pela simpatia dele, mas o sorriso metamorfoseou-se num trejeito confuso após ela repetir as palavras de William na sua mente:
-A forma como o David me olhou a missa toda? – Indagou, admirada- Mas ele não veio!
William riu-se na cara dela e acompanhou-a para o exterior:
-Sei que parece inacreditável, mas ele veio!
Por um momento, William jurou ter visto dois diamantes a tomarem a cor dos olhos de Margarett, tal foi o brilho que os banhou após ele lhe dar aquela novidade.
Sorridente, ele deu-lhe o braço para guiá-la.
-O que estás a fazer? – Perguntou ela, com dúvidas.
-Acho que será mais simbólico se for eu a entregar-te a quem realmente pertences. Oficializar as coisas, percebes?
A loira corou e escondeu o rosto nas mãos, sem evitar que um riso melodioso lhe saísse da garganta:
-Não consigo acreditar que faças algo assim, William.
William revirou os olhos, aborrecido:
-Acho que todos me subestimam, ultimamente.
Mag foi puxada pelo rapaz, sem ceder. Ainda não avistava David, apesar de William parecer saber exatamente para onde se dirigia. Ela chegou-se mais a ele quando viu a sua mãe e empalideceu ao de leve.
Mrs. Kelly Finkie, que passava por perto, atravessou-se à frente deles e saudou-a com dois beijos:
-Margarett, minha flor de Verão! Já não te via há imenso tempo!
-Gosto em revê-la, Mrs. Finkie. – Saudou a sujeita mais nova.
A senhora deu uma palmadinha no braço do filho e gargalhou no tom típico:
-William, seu namorado desnaturado, nunca mais levaste a Maggie lá a casa. – Acusou, perplexa.
A loira reparou no incómodo do rapaz que a acompanhava. Sabia que ela era o único impedimento para William dizer a todos que já não eram namorados. Todavia, ele era fiel aos seus compromissos e não tinha intenção de desmascará-la sem permissão:
-Mãe, nós temos estado ocupa…!
Margarett colocou-se à frente de William, interrompendo-o. Kelly Finkie olhou-a fixamente, admirada com o gesto e sobretudo com a imagem firme e dura da rapariga.
-Mrs. Finkie, é com todo o respeito que pretendo desenganá-la. Eu e o William rompemos, faz já um mês.
A mulher agiu como se tivesse levado uma facada no peito. Não esperava aquela notícia nem num milhão de anos. Will, ao ver o estado da mãe, sorriu amavelmente, quer pelo pranto característico da mãe, como pela coragem de Margarett.
-Mas continuamos amigos…!
Chocada, Mrs. Finkie olhou em redor. Questionou-se se já toda a cidade sabia daquilo.
-Meu Deus! Mas porquê? Vocês faziam um casal lindíssimo! – Exclamou, agarrando uma mão de cada um.
Will foi o primeiro a soltar-se da mulher. Pelo contrário, o constrangimento que Margarett sentia não lhe dava coragem para explicar tudo à mãe do ex-namorado.
-Resultamos melhor apenas como amigos. – William tentou explicar – Foi melhor assim, mãe.
-Já todos sabem? – Inquiriu a mais velha.
-Não. – Respondeu Margarett, apressadamente – e, se não se importar, Mrs. Finkie, preferimos ser nós a noticiar toda a gente, para não haver conflitos.
A mulher, embasbacada, não conseguiu proclamar nada. Mag atrevia-se a dizer que Mrs. Finkie choraria mais tarde, em casa, tal era o seu desgosto. Sentiu-se culpada por William ter de lidar com aquilo, mas tinha que admitir que não podia durar para sempre. O filho do banqueiro passou o braço por cima do ombro da mãe e riu-se:
-Então mãe, não fiques assim. Tenho a certeza que a Margarett continuará a fazer os vestidos mais bonitos para ti!
Margarett agarrou as mãos da melhor cliente da mãe:
-Pode contar com isso!
-Oh meninos, mas isto é tão repentino. Porque não contaram antes?
-Tivemos a melhorar a nossa relação amistosa! – Explicou William – mas não te preocupes. Em breve toda a cidade estará conformada.
Margarett sorriu com amabilidade:
-Peço imensa desculpa por entristecê-la, Mrs. Finkie.
A senhora suspirou e abanou-se com o seu leque:
-Bom, são jovens, talvez se arrependam. – Esperançou Kelly – Mas não vos posso impedir de nada. Tudo de bom para ti, minha querida, e já sabes que és bem-vinda na nossa casa!
Margarett acenou afirmativamente com a cabeça e, por muito que tivesse tido vontade de responder, não conseguiu porque William interrompeu-a.
-Muito, bem, mãe! Agora, com licença, temos um destino para ir. Até logo!
O rapaz voltou a puxar Margarett consigo, deixando a progenitora embasbacada e sem norte. Margarett, mesmo assim, olhou para trás, receosa que Mrs. Finkie comentasse aquilo com a sua mãe. Os dois jovens riram-se, apesar de tudo. Aquela mulher era uma graça até no pior dos cenários. Mag ainda não tinha olhado para a frente e já ouvia vozes conhecidas a falar em simultâneo..
-Margarett! – Chamou Janice ali perto. A loira procurou a amiga e acenou com um sorriso de orelha a orelha.
-Olá Janice! – Gritou com energia.
A vitalidade que emanava por todos os seus poros foi visível a léguas, quer na sua voz, quer pelo facto de se largar de William e correr, literalmente, na direção da outra jovem. A ventania levantou-lhe o chapéu de abas largas, mas ela não se importou. Alcançou Janice e saudou-a com dois beijos e bastante alegria.
-Vem, estão todos ali! – Disse a outra, apontando para um canto, onde estavam os restantes amigos, desde Ally, Tom, Rick e Daisy, até Eric, Scott e Corine, facto que a surpreendeu.
Rindo pela surpresa de Mag, Janice puxou a amiga de França para perto do grupo, fazendo-a esquecer de William e do acessório que voara com o vento.

Em passos lentos, alguém se aproximou do chapéu caído, aninhou-se e pegou-o com cuidado. A mão direita limpou os resíduos de pó enquanto a visão procurou a portadora de tal acessório. Quando olhou para a frente, suspirou calmamente, com um sorriso torto nos lábios.
-Ela está animada hoje. – William informou com calma.
David levantou-se com o chapéu e encarou o outro:
-Ainda bem! – Respondeu sorrindo.
Will passou-lhe à frente na direção do grupo e esperou que David o seguisse:
-É agora ou nunca, Paisen!
David engoliu em seco. Não estava à espera que William dissesse aquilo e, pior que isso, sentiu-se nervoso como há muito não se sentia. Mas riu-se porque, afinal de contas, tudo estava a tomar o rumo certo de forma clara.
Seguiu William até o alcançar e se colocar lado a lado com ele.
-Não me parece que ela esteja preparada.
-Ela? – William levantou a sobrancelha - Ela ou tu, David?
David não respondeu porque entretanto já tinham alcançado o grupo. Mas teve de concordar com o que William disse. Talvez ele estivesse com mais medo do que Margarett em assumir tudo. Olhou para o chapéu e humedeceu os lábios, nervoso. A jovem estava demasiado distraída a falar com as amigas para reparar na presença dele.
-Hey, David! – Scott chamou-o.
Ele olhou-o e Margarett, por sua vez, olhou para trás e procurou David, admirada com a sua presença.
-David! – Exclamou, sentindo-se ofegante de repente.
Por momentos, ele não soube se respondia a Scott ou a Margarett, mas era uma resposta tão simples como uma conta básica de matemática.
Fez um gesto de cumprimento ao amigo, mas logo depois de um segundo, rodou o chapéu na mão e aproximou-se de Mag.
Quando a alcançou, riu-se para disfarçar os nervos.
-Se também perdesses um sapato, chamava-te Cinderella. – Murmurou, colocando-lhe o chapéu na cabeça.
Ela não disse nada, mas manteve o olhar fixo nele, na expectativa. As mãos dele arranjaram-lhe o cabelo discretamente:
-Hoje estás, especialmente, bonita.
Margarett riu-se e corou. O sol dos seus olhos dirigiu-se para outro lugar qualquer, timidamente.
-Disseste isso ontem…
-Continua a ser verdade.
Ally foi a primeira a estranhar aquele comentário. Depois, foi Scott que se deu conta da forma como David e Margarett se olhavam. Ric reparou no sorriso de Margarett e Eric no de David. Corine franziu as sobrancelhas pelo ar tão aprumado do velho amigo e Daisy foi a que, juntamente com William, pareceu perceber o que se passava, apesar não lhe parecer possível, tendo em conta o cenário e a situação que ela considerava “actual”.
-Ah?... – Janice foi a primeira que murmurou algo a respeito, apesar de não dizer nada em concreto.
Tom atreveu-se a encarar William para tentar ver as emoções que passavam na cara dele ao ver a namorada a ser galada por outro. A surpresa foi vê-lo a apertar um riso trocista. Não compreendeu, todavia, que William se divertia com a falta de desembaraço de David. Era algo que considerava inédito nele.
-Tu lembras-te, Margarett? – Perguntou - Lembras-te daquela história? Aquela história que a minha mãe nos contou para que não tentássemos fugir de casa?
Margarett estreitou as sobrancelhas.
-Qual delas?
David abafou um riso nervoso. De facto, foram tantas histórias que eram impossíveis enumerar.
-Eu só me consigo lembrar do final…
Margarett percebeu que toda a gente para além dela queria saber que final era esse.
David olhou em redor e suspirou.
-Exatamente o que aconteceu aqui… - murmurou e olhou para ela de novo, olhos nos olhos - Uma única pessoa uniu pessoas que jamais imaginariam estar num mesmo espaço sem se matarem, incluindo eu.
Margarett olhou além do homem que lhe fazia o coração bater mais depressa e compreendeu o que ele quis dizer. Sorriu e voltou a encará-lo, à espera de uma conclusão.
-Parabéns. – Disse ele, pegando na mão dela e beijando-lhe a velha cicatriz com cuidado – Tu foste essa pessoa.
Só um cego foi capaz de não ver a emoção estampada na iris da moça. Se ela tivesse que chorar, decerto que choraria, mas o inchaço dentro do seu peito era tal, que ela só conseguiu libertar as mãos e leva-las à cara de David, sorrindo trémula.
-Eu amo-te, David!
Ele sorriu e antes que alguém pudesse apedrejar Margarett por ter dito tal coisa em público, respondeu à urgente necessidade de beijá-la.
Se Mrs. Wilson estivesse por perto no momento, teria tido um enfarte.
-Até que enfim…! – Ouviu-se William pronunciar, aborrecido.
Por momentos o choque oscilou entre o facto de David beijar Margarett e o comentário de William. Mal por mal, foi William quem surpreendeu mais.
Foi impossível perceber quem ficou mais aparvalhado com tudo aquilo. Por um lado os amigos de David, que não podiam acreditar que ele tivesse sentimentos por uma pessoa como Margarett Wilson. Por outro o grupo de Mag que, apesar de sempre terem tido noção do afeto dos dois, não tinham capacidade de compreender como aquilo estava a acontecer sem que William se afetasse.
Numa fração de segundo, todos encararam William para tentar compreender o que raio se estava a passar. Sentindo-se observado, ele deu de ombros e franziu as sobrancelhas:
-O que foi? Ela já não é minha namorada! – Defendeu-se, incomodado.
David largou Margarett e olhou para William, sorridente.
-Agora é oficial. Ela é a “minha” Rett!
Margarett riu-se atrapalhada sob as expressões de falta de esclarecimento que lhe caíram em cima e soltou David para abraçar William.
-Desculpem, meus amigos. Acho que todo este tempo troquei os papéis de bom amigo e de namorado.
William fez-lhe cocegas na cabeça:
-Na verdade, essa é uma boa teoria!
Ally era a mais perplexa moralmente:
-Não compreendo, Margarett! Tu e o William romperam quando?
-Há cerca de um mês! – Prontificou o filho do banqueiro.
-Um mês? – Daisy falou mais suavemente do que Ally, mas o seu choque foi atenuado por uma secreta alegria. Ela olhou David cumplicemente e acusou-o com o olhar – David…?
O rapaz deu de ombros e piscou-lhe o olho:
-É mais fácil ser feliz agora.
A latina riu-se e deu-lhe um empurrão:
-Podias-me ter contado antes, seu parvo! Andei eu cheia de pena de ti por nada!
Will achou aquele comentário estranho:
-Tu já sabias?
Sem o olhar fixamente, Daisy acenou com a cabeça embaraçada com a questão de William. Entrelaçou os dedos e olhou para qualquer lado, excepto para ele:
-Sim, sabia.
Ela não obteve resposta. Alguém cortou a palavra a William.
-Estou um pouco chocado… - Scott murmurou, sem o mesmo tom de euforia dos outros – Eu não te reconheço, David…
Margarett empalideceu com aquela desaprovação e esperou uma resposta do amante. Este, por sua vez, discordou totalmente com Scott:
-Tem graça, Scott… Porque, pela primeira vez em anos, eu finalmente me reconheço de novo.
O rapaz inconformado humedeceu os lábios e olhou em volta, à procura de explicação para o que se estava a passar.
-Então eu acho que nunca te conheci. – Admitiu, e acendeu um cigarro na boca, cujo depressa segurou para sacudir as cinzas.
-Não, Scott… Tu conheceste. – Explicou David - Mas não todas as minhas personalidades.
-E qual é esta, pergunto-me eu?
David inalou a brisa e sorriu, paciente.
-A de um homem apaixonado, meu amigo. – Sempre pensou que iria corar ao dizer aquilo em voz alta mas, pelo contrário, sentiu-se mais firme que nunca – Não sabes do que falo? Fugiste com a Corine para outra cidade porque temias que ta roubassem. Porque, apesar de todas as brincadeiras estupidas que já fizemos, tu és apaixonado por ela. O que achas incompreensível nesta minha personalidade?
-Ela. – Scott apontou para Mag – Vocês não têm nada a ver um com o outro.
-Mas tu a ela não conheces. Não sabes se somos diferentes de facto ou não. Mas, ainda assim, não é isso que torna tudo mais intenso? As diferenças?
Se Janice pudesse, teria batido palmas por cada silaba de David. Por ela, já não precisava de mais nenhuma explicação porque em poucas palavras tudo estava explicado.
-Eu realmente não sei o que ela tem de especial. – David reconheceu. Interiormente, Margarett sentiu-se ofendida com aquela constatação, mas deixou que David continuasse. - É só mais uma rapariga tonta, vaidosa, que só faz asneiras, apesar de, aparentemente, ser incapaz de quebrar uma regra. Mas por algum motivo do universo, eu não consigo viver um dia sem pensar nela. Nunca consegui, nem sequer em cinco longos anos sem a ver. Talvez eu seja um verdadeiro burro por nunca ter percebido o óbvio. Por nunca ter lido as entrelinhas das palavras que eu próprio lhe escrevi em centenas de cartas dirigidas a França. E pior, por não ter percebido, no momento em que a abracei pela primeira vez em anos, que tudo o que eu tinha esperado na vida era o regresso dela. – O seu olhar procurou Mag e deu-lhe a mão entrelaçando os dedos com os dela. Encostou-a a si num abraço e depositou-lhe um beijo na nuca - Porque eu amo-a, Scott. E não espero compreensão de ninguém. Apenas respeito.
Corine nem precisou de falar. Deu um salto e abraçou David e Margarett ao mesmo tempo, afogada nas emoções que o discurso de David lhe suscitara.
-Depois disto, eu respeito-te, David!
Margarett riu-se, feliz e leve, e, tal como David, esperou que mais alguém aceitasse aquele romance.
Daisy sorriu e bateu palmas de entusiasmo:
-Sim! Estou tão feliz por vocês!
Janice abraçou-se a Daisy e apoiou-a:
-Quem sou eu para criticar? – Indagou, piscando o olho a Eric, que concordou num aceno de cabeça e um sorriso.
Scott soltou os braços e deu de ombros, rendido. De facto, ele não podia dizer mais nada e, olhando com atenção, percebeu que tudo o que escutara não era uma loucura.
Era a realidade.
David estava apaixonado.


E é isto.
beijos e até pró ano, quando eu tiver um novo capitulo (Rezem para que eu não esteja a falar a sério!)
x)
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#145
Olá Lulu! Simpatico2
Capítulo aborrecido? Duvidoso
Olha, não sei o que achas aborrecido neste capítulo. A mim transmitiu-me alegria, fiquei bastante bem disposta depois de lê-lo. Na verdade dei por mim a sorrir feita tonta enquanto o lia, lol.
Estou completamente derretida com o Will, sempre gostei dele e cada vez gosto mais.
Em relação à Maggie, bem a alegria dela contagiou-me desde o primeiro instante!
Adorei o facto de finalmente começarem aos poucos a revelar a verdade sobre os dois.
Gostei tanto da cena da Mag a correr com o chapéu a voar, deixou mesmo transparecer toda a felicidade que ela sentia.
E claro que gostei ainda mais, Tramar alguma , quando o nosso príncipe foi entregar o chapéu à sua querida Cinderela!
E eu amei a reação do Will: "-O que foi? Ela já não é minha namorada! – Defendeu-se, incomodado."
Claro que tive imensa vontade de rir com a cara de todos, que não percebiam nada! lool
Não sei se na vida real, um rapaz seria capaz de dizer algo assim em público, mas nunca digo nunca, as pessoas são uma surpresa constante...
Um David de carne e osso até nem seria má ideia, Tramar alguma .
No ano que vem?!!!!!! Chocado Chocado
No Lagrimas Chorar
Destruidor
Espero que não estejas mesmo a falar a sério. Seria uma pena.
Bem até ao próximo....

Beijinhos**
#146
Monica! Esperancoso Eu tambem queria muito um David, mas lá está, não sei se pessoas assim, realmente existem! Obrigada por continuares a seguir! Embaracoso

Bun, pessoalmente achei este capitulo um pouco... previsível. Sei lá, apesar de gostar do que acontece, acho que foram cenas típicas de filme de sábado à tarde (o que a mim não me incomoda, já q gosto muito de ver um filmezinho cliché de vez em quando! Toma toma), mas fico muito feliz q tenhas gostado. Tive alguma preocupação se estava a conseguir transparecer a alegria da Maggie, mas fiquei naquela... e depois não sei até que ponto o comportamento do William é credível, já que o rapaz foi traído. Mas pronto, na minha cabeça o mundo é cor-de-rosa e estas coisas acontecem! Embaracoso

Vou tentar escrever o quanto antes, mas a minha inspiração tanto vem como vai!
Desejem-me sorte! Wink
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#147
Depois de estar tanto tempo ausente...

LINDO! Esperancoso Verdade que é um capitulo mais xoxo, mas não deixa de ser bom. Já ouviste a minha opinião acerca da declaração no facebook (ou talvez não, já não me lembro do que escrevi) mas volto a repetir: Está muito romântico, mas sei lá como, gosto muito. Talvez porque, apesar de lamechas, tem um objectivo principal (convencer toda a gente que ele está a falar a sério) e enfiar ali pelo meio uma espécie de "insulto" à Maggie só tornou isso real e mais bonito. A Bun tem razão, nem todos diriam isso em publico mas tenho a certeza que, se o dissessem seria para valer.
E este Will só muda para melhor. A cada capítulo que passa, gosto cada vez mais dele. E eu acho o comportamento justificado. Penso que ele está a fazer por tudo para não pensar com o copo meio vazio. Se ele pensar muito na traição, acho que acabará por perder a confiança em si e muito mais. Se ele prolongar esta dor, será pior para ele, mesmo que ele tenha razão. Além disso, é óbvio que ele jamais terá a Maggie. Ajudá-la a ficar com aquele que ela gosta é uma forma de ele se ajudar a seguir em frente.
E a mãe dele... ai jasus, que exagerada Matreiro Mas ainda estou para ver a reacção das famílias de David e de Maggie. Essas sim serão as mais importantes. Agora pergunto-me como farás isso. Se irás pôr os elementos todos numa divisão, ou será cada um por si? Porque eu gostava imenso de que todos soubessem ao mesmo tempo e, sei lá, a mãe do David acabar aos insultos com a Srª Wilson... seria uma cena imperdível Matreiro
David em carne e osso? Isso seria interessante Twisted Evil

No próximo ano? Desiludido Enfim, é o meu castigo por ainda nem ter começado a escrever o próximo capítulo da minha fic. (shame on me!!) Eu mereço... Lagrimas
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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#148
Oh pá, vocês devem ter rezado muuiittoo porque, inacreditavelmente, eu despachei-me!
Antes de mais, respondendo aqui à Ana. O Will é e sempre foi boa pessoa! Só que esteve muito ofuscado por aquela paixão platónica pela Mag. Isso, acrescentado à personalidade dedicada e ao odio ao David conferiu-lhe um papel aparentemente mau. MAs nunca foi minha intenção que ele se tornasse o mau da fita! E agora estoua demosntar mais a mente do William. É alguem simples que não gosta de confusões e por isso quer ver tudo em pratos limpos, daí não se massacrar com o sucedido entre a namorada e o rival de infancia! Embaracoso
Em relação à descoberta dos papis sobre o namoro. Vai ser uma coisa mista. Vai ser tudo mais ou menos ao mesmo tempo, assim como vai ser um pouco individual ao mesmo tempo. Isto ainda tá confuso mas eu quando chegar lá desenrasco-me! Matreiro

Bom, neste capitulo, para alem de dar uma visão de uma verão descontraído, meti também algo que pessoalmente acho que já estava a fazer falta: uma referencia ao ponto de vista do Jack!

Não é um capitulo maravilhoso, mas passa! Toma toma

boa Leitura! Embaracoso


Capitulo 33 – Calor de Verão


“A vingança procede sempre da fraqueza da alma, que não é capaz de suportar as injúrias.”
François La Rochefoucauld

-Não faças isso!!!
Mas foi tarde de mais. Após um grito histérico, só se escutou um “Splash” de água e alguns assobios.
William riu-se, divertido, e esperou que emergissem à superfície duas cabeças.

Depois do último Domingo e de quase todos os amigos estarem conformados com o acontecido entre William e Margarett, por ideia de Tom, foram todos aproveitar os últimos dias de férias numa ida até ao rio. À sugestão foi acrescentada a opção de acampar e, aparentemente, ninguém conseguiu resistir à ideia tentadora de passar a noite fora de casa.
-A minha mãe não vai deixar.
Margarett foi a primeira a desistir, sentando-se no banco, desiludida.
Janice agarrou-se a ela, histericamente:
-Nem penses nisso! Ou vamos todos, ou não vai ninguém!
Mag torceu o nariz, já imaginando a reação da progenitora. Apesar de ela ainda não saber do rompimento com William e do novo relacionamento com David, era muito improvável que a deixasse passar uma noite fora de casa. A mente de Dorianne era um local obscuro onde tudo aquilo que ela não podia controlar tornava-se uma ousadia que decerto traria comportamentos inadequados por parte da filha. E isso era tudo que ela não podia admitir.
-Eu falo com ela! – William ofereceu-se.
Margarett abanou a cabeça:
-Hum, acho que desta vez não resulta, Will….
Corine levantou-se e ajeitou o cabelo, suspirando aborrecida:
-Muito bem, eu trato disto!
-Tu? – Ally não escondeu a tua descrença.
Ignorando-a, Corine aproximou-se de Margarett:
-Apenas vou seguir um critério teu. O resto fica por minha conta, portanto… Preferes dizer a verdade ou omiti-la?
Mag franziu as sobrancelhas:
-Como assim?
-Posso dizer à tua mãe que vamos todos acampar como amigos, ou posso inventar uma desculpa para que passes a noite fora. Escolhe!
-Honestamente, não me parece que consigas. – Admitiu a loira.
Mas nisto, David interveio:
-Na verdade, Rett… Dá-lhe uma oportunidade. A Corine é a pessoa mais persuasiva que conheci em toda a minha vida.
Scott riu-se, concordando. E então, Margarett deu de ombros:
-Nesse caso, prefiro arriscar com a verdade!
Corine olhou para o relógio e guardou-o na carteira:
-Dá-me meia-hora!

Margarett ainda não tinha percebido o que Corine tinha dito à sua mãe, mas o facto foi que em precisamente trinta minutos, ela voltou e anunciou que a situação estava resolvida. Margarett só acreditou por completo quando ouviu da boca da mãe a autorização e isso chocou-a. Ficou então decidido que os rapazes tratariam das tendas e fogueiras e as raparigas da comida.
Scott e William trataram do transporte, já que eram os únicos com carros disponíveis e, todos juntos, aventuraram-se à procura do local ideal para montarem as tendas. Acabaram por parar perto da margem do rio, num pequeno espaço rodeado de árvores. Enquanto os rapazes começaram a montar as tendas, as raparigas, descansadas, estenderam as toalhas na erva, puseram-se em fato de banho e deitaram-se a apanhar banhos de sol.
-Bela vida! – Criticou Rick.
Daisy sorriu e colocou os óculos de sol no rosto:
-Não temos culpa que vocês não se despachem!
-Calem-se e terminem lá isso, rapazes! – Exclamou Corine, rindo.
Margarett brindou o seu refresco com ela:
-Isto vai-me saber tão bem! Devo-te uma!
Corine tilintou o seu copo com o dela e bebeu um pouco do refresco.
Os rapazes deram algumas voltas para montar os abrigos. Discutiram, fazendo as raparigas rirem-se deles e quando finalmente acabaram, Eric despiu-se até ficar apenas em roupa de banho e atirou-se ao rio, chapinhando as miúdas. Todas gritaram pelo choque dos salpicos de água nas suas peles aquecidas pelos banhos de sol:
-Eric! – Gritou Janice, zangada – Não faças isso de novo!
Mal tinha acabado de gritar com o rapaz e já Tom tinha feito a mesma coisa.
Margarett riu-se, divertida, sem duvidar que o próximo seria David. No entanto, não podia contar que ele, mal mergulhasse, sairia logo da água.
Todas gritaram em pânico:
-Não me toques David, estás todo molhado! – Berrou Ally.
Ela desobedeceu e rebolou por cima das raparigas, uma a uma, sem as deixar fugir a tempo. Quando alcançou Margarett cobriu-a com o seu corpo sobre o dela, fazendo-a espernear ao sentir toda a sua pele molhada:
-David sai de cima de mim, estás gelado! – Ordenou, tentando separar-se dele.
Ele gargalhou e beijou-a, sem a deixar gritar mais uma nota que fosse. Ela bateu-lhe irritada.
-Não te apetece dar um mergulho?- ele desafiou em tom de troça.
Margarett abanou a cabeça:
-Não, nem penses nisso!
David, ignorou os protestos dela e pegou-a ao colo, prendendo-a com firmeza para que a agitação dela não a libertasse:
-Juro que não te perdoo se fizeres isso!
-Pois, pois! – David começou a correr da direção do rio.
-Não faças isso, não faças isso, não faças isso!
Ela agarrou-se a David com força e fechou os olhos
Só sentiu o seu corpo a gelar ao entrar dentro da água.
Quando voltou à tona, escutou os risos dos que assistiram à cena e, furiosa com David, empurrou-lhe a cabeça para dentro de água em vingança, porem gritou quando ele lhe puxou a perna e ela afundou com ele.

***

-Acampar, madame?
Jack franziu o sobrolho.
Estava perto do salão de jogos da cidade, a refrescar-se com uma cerveja gelada, quando viu Mrs. Wilson ao longe. Podia ter ignorado, mas percebeu que, pelo tom dela, havia algo a ser falado. Discretamente, dirigiu-se para perto da mercearia e fingiu estar a escolher fruta.
Dorianne, percebendo o sinal, aproximou-se dele e pegou numa laranja, como se a analisasse.
-Que gosto em reencontrá-la, minha senhora.
Dorianne revirou os olhos e tentou falar mais baixo.
-Preciso que me faças um recado…
Jack assentiu, pronto para ouvir o que a mulher tinha a dizer.
-A minha filha foi acampar…
Todos os pormenores foram explicados pela mulher. Jack deduziu ao que se devia a desconfiança da sujeita e sentiu um enorme prazer em saber que poderia ajudar aquela mulher. Sentiu-se até encantado com a personalidade tão intensa de tal pessoa e como não poderia deixar de ser, concordou em investigar a situação.
Dorianne foi embora antes dele, deixando-o a refletir.
Jack nunca tinha tido grande paciência para os jogos de espionagem mas, no caso especifico, tratava-se de Margarett Wilson, a verdadeira culpada de o seu “império” ter sido destruído. Jack tinha demorado a atingir um grau que impusesse respeito e ela acabara com isso.
Saíra de casa dos pais, no sul da Califórnia, quando tinha apenas 14 anos. Não queria regras, nem imposições. Queria o mundo na sua mão. Então fugiu, numa noite de Primavera e partiu à descoberta de um lugar onde pudesse ser o rei. Começou a ganhar dinheiro nas ruas por onde passava, fingindo ter perdido um perna, cuja escondia estrategicamente. Tendo em conta a Guerra, ninguém recusava ajudar o rapaz, acreditando que era um órfão de pai soldado. Conseguiu juntar muito dinheiro e um dia resolveu que era chegada a hora de investir noutras saídas lucrativas. Conheceu um homem num bar, no Novo México. Ele exportava emigrantes ilegalmente de navio e Jack viu aí a sua oportunidade de fazer mais dinheiro. Partiu com ele para Texas e durante mais de dois anos a sua vida girou à volta dessa máfia, até que certa vez caíram numa emboscada e o homem que o colocara no negócio foi assassinado. Sabendo os riscos que corria em manter a vida que levava há mais de dois anos, partiu para Alabama e foi lá que, já com 18 anos, conheceu Carter. Era um fura-vidas, tal como ele, e a capacidade de manipulação de Jack, convenceu o rapaz a juntar-se a ele na busca de uma vida sem fronteiras. Os dois mantiveram-se no Estado durante algum tempo e viajaram pelas suas cidades arranjando sempre forma de sobreviverem. Durante ano e meio os dois dedicaram-se a trabalhos de jardinagem em casa de idosas ricas, porem, esse trabalho era tudo menos inofensivo. E tudo começou quando Carter roubou um fio de ouro da mulher prestes a “bater a bota”. Conhecendo o estado terminal da velha, Jack convenceu Carter a ir mais longe e, numa noite, encapuzaram-se e entraram na mansão. Roubaram as joias, tapeçarias valiosas e porcelanas caras. A mulher faleceu no dia seguinte e os herdeiros, que desconheciam a fortuna da senhora, nunca suspeitaram do grande assalto. Tinha sido o crime perfeito, à primeira vista. E, por isso, Jack quis ir mais longe. Começou a roubar mais frequentemente com a ajuda de Carter, mas a polícia começou a ficar desconfiada de certos desaparecimentos. Carter achou que era a altura de saírem daquele Estado e tentou convencer Jack disso. Mas o arruaceiro só concordou com ele quando quase foi apanhado pela polícia.
Partiram então para o Tenesse. Seriam menos notados num ambiente campestre e permaneceram lá o tempo suficiente para que os crimes deles se fossem denotando. E foi aí que tudo começou, quando foram para a Carolina do Norte.
Conheceu Clide e Scott, dois rapazes que, aparentemente, tinham uma vida do jeito que queriam. Scott namorava Corine, a rapariga mais atraente que Jack conhecera. Desejou-a mal a viu pela primeira vez. Mas Corine era inteligente e sabendo muito bem o que Jack pretendia dela, nunca lhe permitiu proximidade.
Houve uma vez, em que, frustrado com a capacidade de Corine o rejeitar, reparou em três raparigas vaidosas. Brittany, Mary e Kate. A mais escandalosa afastou-se das outras duas e dirigiu-se a um rapaz que não parecia dar-lhe grande trela. Jack achou a cena estupida. Pensou que o rapaz era um idiota por rejeitar a miúda, mas só mais tarde o conheceu de verdade. Foi na primeira vez que entrou no Lili’s Diner. Reparou de novo nesse garoto, que devia ter uns 15 ou 16 anos. Notou que algo o irritou profundamente. Nunca chegou a perceber o que foi, apenas foi capaz de o ver a começar uma discussão com outro tipo, talvez da mesma idade que ele e, em menos de um minuto, os dois atacaram-se mutuamente. As serventes tentaram agarra-los, mas a determinação do rapaz foi tanta, que ele só descansou quando finalmente acertou o punho na cara do outro.
Lembra-se de se aproximar do cozinheiro e lhe perguntar quem eram eles.
“William Finkie” foi a resposta do homem aborrecido, apontando para o rapaz que levara o soco.
Mas Jack queria era saber o nome do outro. Aquele que, agora percebia, tinha um lado mais rebelde e controverso do que poderia imaginar.
“David Paisen”, soube de seguida.
David Paisen. Tão irritadiço, tão persistente e com a maior parte das pessoas contra ele, excetuando um companheiro. Eric.
Jack soube que o rapaz tinha mais a mostrar do que achara inicialmente e por isso deu-se a conhecer. Convidou-o para uma noite na fogueira, mas ele rejeitou, desinteressado. Jack não desistiu.
Primeiro pagava-lhe uma bebida, depois falava-lhe de um mundo lá fora, pintando-o de dourado. Lentamente David começou a ter interesse naquelas histórias exageradas. E um dia, David Paisen cedeu. Depois dele, o amigo, Eric. E logo após Brittany, Mary e finalmente, Kate. Jack atingira o primeiro objetivo: Ser o líder.
Sem que se apercebessem, ele dominava-os. Todos faziam o que ele queria e mostravam devoção pelas suas ideias. Mas David, apesar de ser seu seguidor, abstraia-se em raros momentos. Jack lembrava-se de o ver concentrado, a ler uma carta, encostado a um canto discreto. Apesar de reparar num sorriso tonto na sua face, nunca tinha dado atenção àquele momento precioso. Até que ela chegou. Margarett Wilson. E numa noite, o seu império desmoronou, por culpa dela.
David deixou de aparecer nos encontros noturnos. E se ele não ia, Brittany também não queria estar lá, afinal de contas ela só queria chamar a atenção dele e tentar a sorte de o agarrar a si, apesar de David apenas se aproveitar da boa vontade dela.
Mary e Kate deixaram de ir, pois não tinham incentivo para tal. Restaram apenas, Eric, Corine, Scott, Carter e Clide. A princípio Jack pensou que fosse uma fase má e então focou-se noutro interesse: Corine. Queria-a a cada dia que passava, mas ela só tinha olhos para Scott. A sua raiva era tanta que ele até se embebedou de raiva. Um dia, já atordoado, apanhou-a sozinha e disse-lhe como a queria. Ela reagiu mal e ele pior ainda. Furioso com a negação dela, ele tentou beijá-la e tê-la ali mesmo. Mas não deu certo. Scott e Eric apanharam-no e aquela foi a última noite que esteve com eles. E pior, nunca mais viu Corine, porque Scott a levou para outro Estado qualquer da América e regressaram casados.
Tudo isso e muito mais dava-lhe raiva, e o ódio a Margarett era grande. Sabia que ela era a raiz de todo o problema e estava disposto a qualquer coisa para pô-la em maus lençóis.
Qualquer coisa.

***

-E, prolongando cinco vezes a guarda da Ursa Maior, encontra-se a estrela polar, a estrela da cauda da Ursa Menor que nos indica o Norte.
-Então é possível orientar-me por ela? Mesmo aqui, na floresta?
David assentiu enquanto mexia no cabelo de Margarett, deitada com a cabeça no ombro dele.
-A natureza é maravilhosa… - murmurou a jovem, de olhos postos no céu estrelado.
David virou-se mais para ela e acariciou-lhe a face:
-Tal como tu, minha Rett…
Sorrindo, ela deu-lhe um beijo e depois levantou-se:
-Vem, vamos comer marshmallows com os outros!
David bufou e levantou-se, seguindo a amada para perto da fogueira, onde os outros conversavam animadamente.
-Nem penses nisso, o Elvis Presley vai tornar-se uma lenda! – Daisy defendeu.
-E é bem jeitoso! – Ally concordou a rir – Acho que não me esqueço dele tão cedo!
Mag sentou-se ao lado de Janice e tentou perceber qual era o tema que tinha causado tanto alarido:
-De que estão a falar? – Quis saber.
-A Corine acha que o “Rei” vai ser esquecido em pouco tempo por causa da ascensão de várias bandas de Rockabilly que estão a aparecer, mas a Daisy e a Ally não concordam.
-Hei, pessoal, e que tal se mudassem de assunto? – Sugeriu Rick, enciumado com o entusiasmo da namorada – Que tal contarmos umas histórias de terror?
-Não! – Exclamou Margarett rapidamente – Honestamente, não tenho boas recordações de histórias de terror à volta da fogueira!
David corou, percebendo do que ela falava, mas aconchegou-a nos seus braços:
-Mas desta vez estamos do mesmo lado… - sussurrou-lhe.
Ela encolheu-se, relutante.
-Vá lá Margarett, não sejas medricas! – Implorou Janice.
A loira revirou os olhos e encostou-se de costas ao peito de David, que a rodeou com os braços:
-Se eu não conseguir dormir vou-vos obrigar a ficarem acordados comigo a noite toda!
-Parece-me bem! – Concordou David, com um pingo de malicia.
O primeiro a começar ronda de histórias de terror foi Tom. Margarett nunca diria que o rapaz pacato tivesse tanto talento para assusta-la. A ela e aos outros que não esconderam também a sua surpresa. A primeira a dar um grito aterrorizada foi Ally que escondeu a cara com o braço de Rick. Por momentos ele não soube se podia rir da namorada ou se fingia que a compreendia profundamente. Margarett tremelicou em compreensão perante a amiga e olhou David acusatoriamente.
Acabado o relato de Tom, Daisy atreveu-se a tentar assustar. Saiu-se melhor do que era esperado e o pormenor da lanterna à frente do rosto tornou a sua narração mais sombria. Apesar de não ter metido tanto medo como Tom, Scott teve de admitir que a rapariga se saiu bem para uma jovem que aparentemente não quebrava regras.
Foi a vez de ele colocar a sua mestria em ação. Contar histórias de terror podia ser o emprego de Scott. Margarett nem sequer conseguiu respirar direito e apertou os braços de David com mais força contra si. Ele compreendeu que ela já não estava a divertir-se com a brincadeira e deu-lhe um beijo na cara, para sossega-la. Felizmente para a jovem, as outras raparigas, incluindo Corine, também não quiseram continuar com aquele jogo. Janice foi a que tomou iniciativa de parar com aquilo. Os rapazes vaiaram-na e David riu-se. Ainda assim, ninguém se opôs ao pedido das meninas e resolveram que era a hora de dormirem, o que, inacreditavelmente, levantou uma nova polémica.
Corine queria dormir com Scott já que, legalmente, já estavam casados. E Rick não rejeitou a oferta de dormir com Ally.
-Eu não vou dormir no meio de dois rapazes! – Protestou Daisy, corada.
Os únicos solteiros no grupo eram William, Scott e ela. E se por ventura todos os casais quisessem dormir juntos ela seria obrigada a partilhar a tenda com os dois, facto que não lhe pareceu bem. Não era coisa de uma senhorita.
-O ideal é raparigas com raparigas e rapazes com rapazes! – Insistiu ela.
-Vá lá, Daisy, assim não tem piada!
O ar de insatisfação foi fácil de compreender. Margarett, apesar de ter tanta vontade como os outros em ficar só com David, não podia deixar de compreender a amiga:
-Eu não me importo de dormir contigo. O David, o William e o Tom ficam juntos!
-O quê?! – David não omitiu o seu desagrado, tal foi o desgosto pela tampa de Margarett.
Tom abafou um riso trocista e William encolheu os ombros, despreocupado.
-Vá lá, vamo-nos deitar!
Mais ninguém arranjou desculpas. Estavam todos satisfeitos à exceção de David.
Começaram todos a entrar dentro das barraquinhas e o rapaz esperou estar só com Margarett para reclamar daquela escolha:
-Não é justo, vão todos dormir junt…!
Margarett não o deixou terminar e atirou-se para o colo dele, beijando-o com fervor. Ele não compreendeu ao que aquilo de devia e por momentos não soube como reagir àquela entrega explosiva de Margarett. Ela nem o deixou respirar e atirou-o ao chão, ficando sobre ele. Recusou-se a deixá-lo travar os seus beijos fogosos e só descansou quando ele se abstraiu dos pensamentos e lhe correspondeu a intensidade. No preciso momento em que ele se preparava para a virar no chão, ela descolou os lábios e riu-se, em tom de piada:
-Porque queres dormir numa tenda de campismo quando podemos passar a noite cá fora? Não achas que está calor suficiente, David?
Ele começou-se a rir, espantado com o pensamento dela:
E sem dizer mais nada, virou-a de costas para o chão e beijou-a.



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Espero que gostem!
Bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#149
Eu ri-me com a decepção do David. Tadinho, não podes ficar a dormir com a namorada numa tenda fechada Matreiro Felizmente, a Maggie é uma marota. Aposto que nenhum dos jovens irá ousar sair da tenda a meio da noite xd
Gostei deste capítulo. Levezinho e com certo humor, deu para apreciar (mais do que esse simples "passa" teu Toma toma)
Gostei do ponto de vista do Jack. Jovem, irresponsável, egocêntrico e com fobia a dependências, condiz com o perfil que tens formado dele. Dá para ver que ele apenas tem uma ideia fixa e que fará de tudo para a concretizar. Mas cretinos à parte, falemos de cretinas. Tipo... Dorianne? Ok, se ela não confia na filha como se deixou levar pela Corinne? Cada cena com ela só me faz desejar ainda mais que a Maggie e o David revelem tudo aos pais. É que tenho um mau pressentimento caso a Dorianne descubra pelo Jack e o marido não esteja por perto quando ela decida agir.

Opah, opah, veremos o que irá acontecer no próximo capítulo. Um grupo de jovens todos juntos a acampar. Sei lá, cheira-me a sarilhos Wink

Esperarei pelo próximo capítulo Very Happy
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#150
Olá Ana! Embaracoso O próximo capitulo já está escrito. Acho que é um capitulo importante para o desenlace da história, mas só vou postar quando vir aqui mais comentários, porque isto ainda está fraquinho! Matreiro
Ainda bem que consegui um bom perfil para o Jack. Achei que lhe estava a dar pouca importância na historia (assim como a Brittany q de repente sumiu da fic Desiludido) por isso quis mostrar os "motivos" para ele ser tão... Ele! Matreiro A Dorianne é o tipo de mãe sem vocação e nos próximos capítulos isso também será visível!
Se isto correr mal e + ninguém vier cá deixar um simples "gosto", devo postar sexta ou Sábado! Wink
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#151
Hello! Matreiro

Não esperava capítulo novo tão cedo! Very Happy
Sabes, fiquei com curiosidade para saber o que disse a Corine à mãe da Mag. Talvez não seja má ideia ser ela a contar sobre o namoro. Razz
Ai fiquei com uma inveja deles, ali ao pé do rio, a gozar o verão. E eu fechada em casa a estudar para exames, sniff, sniff... Chorar
Realmente a descrição da vida do Jack condiz na perfeição com ele. Aquele rapaz ainda vai acabar mal...
Achei imensa piada à desilusão do David. Mas ri imenso com o atrevimento da Maggie. Aquela menina está a revelar-se! Tramar alguma
Tem de continuar assim, para enfrentar a mãe de frente!
A Dorianne, a pedir para espiar a filha a alguém como o Jack. Realmente não tem escrúpulos. Faz-me pensar até onde ela será capaz de ir para separar a Mag do David.
De qualquer forma anseio pelo dia em que tudo seja revelado. Aí sim vamos ver do que é feita a Dorianne de verdade, e pode ser que finalmente toda a gente a abandone de uma vez por todas, muahahaha! ya, eu detesto-a mesmo! Destruidor
Espero pelo próximo.

Beijinhos**
#152
Bun, boa sorte com os exames! Embaracoso
A Dorianne acho que cada vez se revela mais psicótica e o Jack contribui para a loucura! Prova disso é este capitulo que aqui trago! Toma toma

Antes de mais, quero DEDICAR este capitulo à minha colega e amiga CAROLINA VAZ, que foi a primeira pessoa que eu conheço em Carne e Osso a ler algo meu! Neste caso leu Angelical e começou agora a ler Peep-Toe & All-Star que, diga-se de passagem, acho que é a cara dela. Digamos que se ela tivesse que escolher outra época para viver, sem duvida os anos 50 seriam o cenário certo! Embaracoso Provavelmente ela nunca deixará de gozar com o meu sotaque Barcelense, ainda mais depois de ler certas asneiradas que eu escrevi, mas ainda assim foi muito importante para mim ter uma amiga chegada que lesse as minhas histórias. E dedico este capitulo, porque me inspirei numa imagem que ela pôs no facebook do namorado para escrever a cena inicial! Embaracoso

Sem mais demoras, Boa Leitura! Embaracoso



Capitulo 34 – A verdade

“É preciso dizer a verdade apenas a quem está disposto a ouvi-la.”
Sêneca

Jack estreitou as sobrancelhas.
Atrás de um arbusto alto, ele tentava compreender o cenário que observava.
Cinco tendas de campismo dispostas paralelamente entre si formavam uma pequena meia-lua em redor do local onde uma fogueira, aparentemente, havia sido apagada. Todas elas pareciam estar ocupadas com gente dentro e, tendo em conta o amanhecer que ainda se estava a iniciar, não lhe parecia que visse alguém a sair tão cedo do interior das mesmas. Mas o que ele estranhava no cenário era aquele colchão perdido perto da margem do rio.

Por entre os lençóis amarrotados e enrolados, duas personagens dormiam pacificamente, ignorando o facto de estarem a ser observadas. Não eram as picadas dos mosquitos, nem tampouco o som dos pássaros que os acordavam do seu sono profundo. Pelo contrário. A agitação do rio perto dos seus pés descalços parecia ter-se tornado relaxante para o casal que tinha passado a noite ao relento, cobertos apenas pelos corpos um do outro e pelo lençol quase sumido de tantas voltas que deu.
Jack perguntou-se se William tinha conhecimento daquilo. E, se não tinha, ele teria todo o gosto em desmascarar a francesa traidora. Quando contasse a Mrs. Wilson, então, o seu objetivo receberia uma dimensão diferente. Sorriu. Pensou em aproximar-se e acordar os dois com um riso provocador, porem, precisamente quando se começava a aproximar, ouviu um fecho a ser aberto. Num pulo, escondeu-se atrás de uma árvore e espreitou. Os seus olhos arregalaram-se quando viu William Finkie a sair de uma tenda e espreguiçar-se relaxadamente, enquanto bocejava. Naquele momento, Jack ficou em dúvida entre rir-se, por ele ir apanhar os outros dois, ou deixar cair o queixo por William não parecer preocupado com nada. Esperou para ver a reação dele quando reparasse nos amantes.
William esfregou os olhos e avançou na direção do rio, despreocupadamente. E foi aí que notou Margarett e David a dormirem serenos. Durante uns segundos ele ficou parado a olhá-los e Jack viu-o a torcer o nariz.
Só isso?! Pensou o delinquente, chocado.
William não dera a importância devida ao que se estava a passar. Jack perguntou-se se ele era, de facto, um idiota, ou se algum pormenor lhe tinha passado ao lado.
Só quando reparou no sorriso inocente do “Moedinhas”, é que percebeu que algo não batia certo.
O filho do banqueiro estava bem com a situação. Apesar de o primeiro olhar o ter deixado um pouco desconfortável, ele acabou por achar piada à situação. David e Margarett tinham-se sujeitado a uma noite ao frio para estarem juntos e não importunarem Daisy. E, visto por aquele prisma, eles até faziam um casal bonito.
O rosto de Jack ferveu, mas ele deixou-se estar ali, para tentar perceber o que raio se estava a passar.
Passados cerca de 5 minutos, Daisy surgiu, ensonada e com o cabelo castanho revirado. William cumprimentou-a baixinho:
-Bom dia, Daisy!
Ela sorriu e acenou-lhe como resposta:
-Acordaste cedo!
William balançou a cabeça:
-Não consigo dormir muito mais por causa da luz do sol, ao contrário daqueles dois! – Disse, apontando para o casal.
Daisy riu-se, admirada:
-Nem eu! Passaram ali a noite?
William assentiu e atirou-lhe uma pêra para ela lhe fazer companhia a comer.
-Acho que sim, pelo menos não dei pelo David…
Daisy aproximou-se dele e mordeu o fruto, analisando os outros dois. Depois, engoliu e fez uma pausa para encarar William.
-Fico admirada e feliz por reagires tão bem a isto. Não é qualquer homem que põe o seu orgulho em segundo plano.
William olhou a morena e sorriu, envergonhado. Não sabia o que lhe dizer perante a constatação, apesar de ter noção que aquilo fora um elogio:
-Eu só… Acho que está certo assim… A Margarett nunca faria algo do género comigo. Então, se ela não se sentia à vontade para tal, que tipo de namorados eramos nós?
Daisy suspirou:
-Do tipo errado.
-Exato. – William sorriu, ainda que incomodado com a sinceridade da amiga.
Espreitando-a pelo canto do olho, um riso saiu-lhe da boca.
William atirou o caroço da sua pêra para um canto e aproximou-se um pouco da margem:
-Acho que já dormiram o suficiente, não concordas?
-O que queres dizer?
William segurou-lhe o braço sem se aperceber que os joelhos dela tremeram quando ele o fez:
-E que tal nos refrescarmos?
Daisy corou violentamente, incapaz de seguir o mesmo raciocínio inocente de William. A sua imaginação distorcia todas as palavras de William para um formato mais íntimo. O rapaz, sem dar importância ao embaraço dela ,segredou-lhe, divertido:
-Nada melhor que um banho de água fria para despertar em beleza, não? – Ele piscou-lhe o olho e apontou para o casal adormecido.
Daisy só aí conseguiu encontrar alguma coerência no seu pensamento e gargalhou atrapalhada, acenando afirmativamente com a cabeça. Will aceitou o gesto como uma aprovação:
-Quando eu disser “três”, saltamos, ok?
Daisy gaguejou:
-Saltamos?! Saltamos para onde?
William agarrou-lhe o pulso e apontou para o rio. Sem dar tempo a Daisy de se negar, iniciou a contagem crescente:
-Um, dois… Três!
A latina só se sentiu a ser arrastada pela erva e deu um grito assustado quando William saltou e ela foi junto.
A água que saltou do rio atingiu o colchão dos amantes e, tal como pretendia o Finkie, Margarett e David deram um grito, acordados em sobressalto. Ainda atordoados procuraram o despertador não planeado. Todos deviam ter escutado os ruídos porque rapidamente começaram a espreitar jovens das tendas.
William ria-se da cena, sem se aperceber que Daisy esbracejava atrapalhada:
-William! – Chamou nervosa, tentando alcançar o braço dele – Caso não saibas, eu não sei nadar muito bem!
Ele estendeu-lhe a mão, apercebendo-se da aflição da moça, e puxou-a para mais perto dele, até lhe dar segurança. A rapariga deixou os complexos de lado e agarrou-se às costas dele com força para não ir ao fundo, ficando quase às suas cavalitas.
-Desculpa, eu não sabia! – Lamentou William, ainda a rir.
Margarett arrepiou-se toda:
-Seus parvos, isto não é maneira de acordar ninguém!
David, por outro lado, levantou a sobrancelha, tentando assimilar o que Daisy estava a fazer pendurada no pescoço de William. Compreendeu de imediato que a latina estava um pouco envergonhada com a situação, ao contrário de William, que não parecia estar com nenhum problema em tê-la agarrada às suas costas como se fosse a carapaça de uma tartaruga.
-Bom dia, pombinhos!

Jack cerrou os punhos, enraivecido e nervoso.
William sabia de David e Margarett e não se incomodava? Por momentos até se sentiu tonto só de pensar como tinha sido enganado. A consumição da sua alma despertou-lhe uma sede de correr para avisar Dorianne Wilson do que se estava a passar e deixar toda a sua vingança elaborada de lado.
Sem pensar mais no assunto, correu para sair dali.

***

As ruas da cidade nunca lhe pareceram tão longas e intermináveis como naquela corrida inquietante rumo à verdade.
Atropelou o jornaleiro, derrubou os cacetes do padeiro e ainda pisou as flores da florista. Tudo para chegar àquela rua.

Dorianne Wilson e Adolfe Wilson tinham acabado de chegar da missa. O homem, por saber que a mulher não cozinharia somente para ele, saiu de casa rumo à taberna. Mrs. Wilson ficou sozinha em casa. Foi até ao quarto de costura pôr as contas em dia e depois foi ler uma revista para a sala de estar.
Foi quando escutou um som de batidas urgentes à porta. Inquieta, levantou-se e dirigiu-se à entrada. Abriu a porta.
-Mrs. Wilson!
A senhora não soube como reagir à visita inesperada do rapaz. Jack estava suado e a sua expressão era indecifrável:
-O que aconteceu, rapaz?!
-Tinha razão para andar tão desconfiada, Mrs. Wilson. A sua filha enganou-a!
Dorianne puxou o rapaz para dentro de casa e fechou a porta antes que algum vizinho questionasse a presença daquele catraio.
-o que fez ela?
-Eu estou confuso, Madame. Antes desta manhã tinha uma grande desconfiança em relação à fidelidade da sua filha para com William Finkie, mas agora nem sei mais o que pensar!
-Desembucha, desgraçado! Estou a ficar enervada com tanto alarido e tão pouca informação! O que se passou afinal?!
Jack olhou para os lados:
-Quero um copo de água, antes de mais!
Dorianne teve vontade de dar um açoite no gaiato, mas satisfez-lhe o pedido. Notava que ele estava cansado e quase não tinha fôlego para falar. Levou-o à cozinha e serviu-o. Depois sentaram-se os dois à mesa, frente a frente.
Mrs. Wilson bateu com a mão na madeira, impaciente:
-Conta-me, Jack!
O rapaz fez um ar de vítima convincente:
-Eu não queria que soubesse isto por mim, senhora, mas não posso mais mantê-la enganada… - Mrs. Wilson torceu o nariz, curiosa – Admito que não consegui ter confiança na sua filha. Não que a senhora seja culpada daquele feitio, mas acho que a Margarett fez algo assim por causa do Paisen.
-Paisen?
-David Paisen, Madame. – Um brilho trespassou-lhe o olhar tenso – Naquela noite em que me perguntou se tinha visto a sua filha, soube de imediato que ela não estava com o suposto namorado. Não quis alarmá-la. Mas tenho quase a certeza que ela esteve com o seu vizinho.
-O que te leva a pensar isso?
-Eu sabia que havia ali algo entre os dois. Aquela amizade não me convencia. – Jack cerrou os dentes - E eu tinha razão. Percebi isso quando os vi sozinhos num local escondido. – Um sorriso quase se lhe escapou dos lábios ao ver o ar insaciável de Dorianne. Por fim, proclamou aquela afirmação que a faria abalar o mundo - Eles são amantes!
Mrs. Wilson puxou os próprios cabelos, zangada:
-O quê?! - Urrou - Isso é impossível! Ela namora com o filho do banqueiro e eles dão-se bem! Ela é demasiado medrosa para traí-lo!
-Mas o David não!
A mulher tapou a cara com as mãos:
-Que vergonha, Deus!
Um sorriso adornou o rosto de Jack, mas ele depressa o escondeu, de modo a manter o ar inocente:
-A questão é que, todo este tempo, pensei que Margarett tivesse traído William. Só que esta manhã, no acampamento, fiquei confuso.
Dorianne olhou-o, expectante:
-O que viste?
-Margarett e David, num mesmo colchão, a dormir. E William viu-os!
-E o que fez ele?!
-Nada!
-Como nada? – Berrou a criatura.
Jack fingiu-se abalado e desviou o cabelo para trás, lançando um olhar misericordioso à mulher que enfrentava.
- Ele sabia! Divertiu-se com outra a chapinhar no rio. – O arruaceiro esfregou o olho, como se quisesse limpar uma lágrima – Não sei o que se está a passar. De facto, não sei que mundo é este em que vivemos agora…
Dorianne abanou a cabeça, transtornada, e levantou-se:
-Obrigada, Jack… Podes ir embora, eu tratarei do resto.
Ele levantou-se e acariciou-o cabelo da mãe de Margarett:
-Se precisar de ajuda, encontre-me! Terei todo o gosto em ajudá-la!
Dorianne encolheu os ombros e deixou-o ir. Quando ele bateu a porta de entrada ela foi para o quarto e sentou-se na cama. Por momentos pensou que ia chorar de frustração, mas rapidamente esse sentimento se transformou em firmeza. Margarett não esperava pela demora.

***

Era grande a cantoria dentro do carro de Scott. David, Janice e Eric cantavam ao som do radio enquanto Jack dirigia ao lado de Corine que se ria imenso daquelas cenas. O acampamento tinha sido fantástico, com direito até a fotografias. Entre banhos, cantorias e jogos de cartas, a melhor parte tinha sido a noite bem passada.
No carro de William a história era semelhante. Tinham acabado de deixar Ally e Rick na zona sul da cidade. Sobravam Daisy, Mag e Tom. Neste carro não se cantava, mas conversava-se animadamente sobre quais seriam os próximos planos. Estavam divididos entre uma ida ao cinema ou um piquenique na praia, mas para já isso não era importante.
O primeiro veículo a chegar à próxima paragem foi o de Scott. David saltou para fora do carro e acenou aos outros, sem desconfiar que Mrs. Wilson o espiava por entre a cortina do quarto de Margarett. Ele encostou-se à parede da sua casa, no pequeno espaço que a dividia da propriedade vizinha. Dorianne apercebeu-se que algo o impedia de entrar logo em casa.
Foi quando reparou no carro de William Finkie a parar em frente à sua casa. Margarett deu um beijo de despedida aos amigos e saiu do carro. Acenou quando o automóvel se afastou e, Dorianne viu, em menos de nada, David puxou-a para aquele pequeno espaço entre as casas e encostou-a à parede freneticamente. Arregalou os olhos, temendo que Jack tivesse razão, mas já era sem tempo. David beijou Margarett com vontade e ela respondeu-lhe puxando-o com mais força, quase a saltar-lhe para o colo. Eles disseram algo que Dorianne não compreendeu e deram um último beijo antes de se separarem e cada um ir para o respetivo lar.
Mrs. Wilson saiu do quarto da filha e apressou-se para a entrada, de modo a enfrentá-la.

-Que tal o acampamento, Margarett? – Ouviu o marido perguntar à filha no hall de entrada.
-Foi fantástico, papá! – Respondeu a jovem, abraçando o pai - Ficamos perto do rio! Nadamos, jogamos às cartas, cantamos e…!
-E andaram a partilhar colchões com os vizinhos?
Margarett petrificou com a interrupção e olhou para o topo das escadas, onde Dorianne a olhava apoiada no corrimão. À primeira vista, o rosto de Dorianne não denunciava nenhuma malicia. Mas Mag soube que algo de mau ia ser proclamado pela progenitora, ou o olhar não seria tão fixo.
-Olá… mãe. – Cumprimentou.
-Diz-me, Maggie, passaste bem a noite?
-Tirando as picadas de mosquitos… sim. – Murmurou - Dormi bem.
Mrs. Wilson começou a descer as escadas e Margarett sentiu que cada degrau simbolizada menos uma partícula de oxigénio no espaço.
-Aquela tua amiga… A tal de Corine… - Recordou Dorianne - Bem, ela tem um dom. Engana, dizendo a verdade. Inacreditável como tão facilmente me convenceu a deixar-te ir neste acampamento.
-E não aconteceu nada de mal, mamã.
Dorianne olhou o marido e parou no fim da escadaria:
-Vou dar-te uma oportunidade de dizeres a verdade, Margarett… - Falou, mais baixo e num tom de chantagem – Como está a tua relação com o William Finkie?
Mag empalideceu. Perguntou-se se Mrs. Finkie tinha comentado alguma coisa com a mãe, mas segundo William a mulher ainda não tinha falado muito sobre o assunto graças à sua incredulidade perante o rompimento.
Adolfe aproximou-se mais da filha:
-Que raio de pergunta é essa?
-Ela que me responda, Adolfe.
Margarett disse a verdade, ainda que distorcida pelas suas palavras:
-Estamos bem. Eu e o William temos uma relação melhor do que nunca. Somos grandes amigos.
-“Melhor do que nunca”? – A mulher começou a bater palmas sonoramente – Parabéns, Margarett! Mentes melhor do que eu imaginava.
-Eu não lhe menti. – Defendeu-se a rapariga.
-Não?! Então devem ser os meus olhos que estão a ficar velhos!
-Dorianne, o que queres dizer com isso? – Perguntou Mr. Wilson.
A mulher ignorou o marido:
-E com o David, Margarett?!
A mais nova corou e olhou para os lados, nervosa. Sem responder à mãe, passou por ela e fugiu para a sala de estar. Adolfe reparou no ar furioso de Dorianne e compreendeu que alguma tempestade estava prestes a trovoar.
Colocou-se em posição de defesa, com receio pela ação da esposa. Mas Dorianne, astuta como era, passou por ele como uma flecha para seguir a filha:
-Depois de tudo o que eu fiz por ti, depois de todos os meus esforços, é assim que tu me agradeces?! – Gritou a mulher, com a filha de costas para ela.
Adolfe não sabia o que se estava a passar.
-Porquê, Margarett?! Porquê?! – Inquiriu num berro – O William não era bom o suficiente?! Não era rico suficiente? Charmoso? Inteligente? O que lhe faltava, Margarett?! Responde!
-Eu não o amo! – Exclarou Margarett, rendida.
Dorianne esfregou a cara sem compreender.
-Ele é perfeito! – Contrapôs a mais velha.
-Mas eu não o amo! – Gritou Margarett e um fio de água escorreu pela sua cara abaixo.
-Então quem amas tu, sua estupida?! – Adolfe agarrou a mulher antes que todo aquele esbracejar tivesse consequências – Diz Margarett! Diz em voz alta, para eu e o teu pai ouvirmos! Se não amas o filho do banqueiro, então quem amas tu?!
-O David! – O bramido de Margarett fez a casa cair num silêncio e numa quietude profunda. Dorianne calou-se para ter a certeza que a filha realmente tinha admitido tal coisa. Adolfe apenas se chocou pelo silêncio da mulher. – Eu amo o David, mãe… E nem por toda a fortuna do William eu trocava os meus sentimentos por ele!
Dorianne arfou e soltou uma lágrima. Margarett jurou que aquela foi a primeira vez que viu a mãe a soltar uma gota que fosse pelos olhos.
-Sua ingrata! – Acusou Dorianne – Uma vida de sacrifícios para tu deitares tudo a perder. Preferes um rapaz que não tem onde cair morto a um homem rico que te podia dar tudo! Porquê, Margarett?
A moça sentiu-se débil por ver a mãe a chorar. Era horrível, por muito que a progenitora não merecesse a sua compaixão.
-Mamã… Por favor… - Margarett limpou o choro – É tão difícil de compreender? Eu amo-o, mãe… Eu amo o David…
Mrs. Wilson soltou-se do homem e limpou o rosto:
-Isso passa, Margarett! Não é para sempre!
-É! – Combateu a rapariga, perplexa – É para sempre! Tão certo como eu saber falar francês! Por favor, mãe, deixa-me viver a minha própria vida!
-Não! – Dorianne saiu da sala, rumo ao quarto de banho. Margarett julgou que a discussão tinha ficado por ali e olhou o pai à espera de algum comentário de reprovação, mas ele apenas lhe estendeu o seu lenço para ela secar as lágrimas.
Mrs. Wilson tinha ido lavar a cara. Tentou disfarçar as marcas do seu choro e aprumou-se ao espelho. Nem Mag, nem Mr. Wilson esperavam que ela regressasse à sala e arrastasse a adolescente pelo braço:
-Para onde vamos?! – Perguntou Margarett, assustada.
-Se não aprende a bem…!


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Tcharan! A continuação está quase pronta. O próximo capitulo será postado mal eu termine de o escrever! Façam figas para não me dar a preguiça! Matreiro

Bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#153
Olá!

A Mag e o David ficaram tão cute a dormir juntinhos ao ar livre. Esperancoso
Mas ADOREI o banho de água gelada! Que cómico! looool
O Will é muito divertido, embora um bocadito despistado. Nem se apercebeu do embaraço da Daisy. Gostava que ele percebesse que ela gosta dele. Queria ver como ele iria reagir a isso.
O Jack claro que teria de fazer o seu papel de vilão e estragar a felicidade alheia! baka!

"-Então quem amas tu, sua estupida?!
-O David! – O bramido de Margarett fez a casa cair num silêncio e numa quietude profunda. Dorianne calou-se para ter a certeza que a filha realmente tinha admitido tal coisa. Adolfe apenas se chocou pelo silêncio da mulher. – Eu amo o David, mãe… E nem por toda a fortuna do William eu trocava os meus sentimentos por ele!"

LINDO, LINDO, LINDO!

Grande Rett e que não ceda nem um milímetro!

Não gostei nada do final, que vai a mãe dela fazer? Aquela Dorianne... Mal disposto

Beijinhos**
#154
OMG, O QUE É QUE ELA VAI FAZER? Shocked SE A DORIANNE PÕE UMA MÃO EM CIMA DA MAGGIE, ESTÁ DITO! OU O ADOLFE COMPORTA-SE COMO O SEU HOMÓNIMO OU ARRANCAREI OS MEUS CABELOS!!!!

relax Ana, relax...
*aplicando técnicas de sofrologia que o pai ensinou*
não funcionam
*põe-se a partir coisas* Destruidor
*acalmando-se*

Ignorando esta última cena, a minha opinião é óbvia. Foi um excelente capítulo, as cenas foram simples e bem bonitas (e cómicas hihihihi) e até o Jack foi agradável (ya, porque eu gosto de vilões. Toma toma) ainda que a falsa lágrima seja um pouco ridículo. O Will a segurar a Daisy foi mesmo querido. Vamos a ver se há qualquer entre aqueles dois... Tramar alguma

Vou copiar as palavras da Bun para a declaração da Maggie.

Bun escreveu:"-Então quem amas tu, sua estupida?!
-O David! – O bramido de Margarett fez a casa cair num silêncio e numa quietude profunda. Dorianne calou-se para ter a certeza que a filha realmente tinha admitido tal coisa. Adolfe apenas se chocou pelo silêncio da mulher. – Eu amo o David, mãe… E nem por toda a fortuna do William eu trocava os meus sentimentos por ele!"

LINDO, LINDO, LINDO!

VERDADE, VERDADE, VERDADE! E pergunto-me se naquele tempo as casas eram feitas de pedra massisa. Porque em minha casa, tal gritaria seria ouvida facilmente pelos vizinhos. Hum.. irá o David ouvir o quer que irá acontecer no próximo capítulo? Esperemos, acho que a Dorianne atingiu o limite. Está louca dos miolos. A filha não lhe mentiu. Ela e o Will são grandes amigos. Não vê para além da caixa.... E onde já se viu chamar a filha de estúpida assim desta maneira... Mal disposto

Começaste simples, mas terminaste em cheio. Estou fula da vida por tua causa. Podes ficar feliz! >>(
Quando o próximo capítulo aparecer, cá estarei para o ler, como sempre. Smile
E ainda bem que arranjaste uma fã fora do forum. Descobri recentemente que uma amiga minha da faculdade já teve aqui conta (e Sailor Moon é o anime preferido dela também Esperancoso) mas não vou sequer pedir-lhe para ler os meus textos. Graças à minha irmã, ela já leu outros que postei num blog mas não gosto de andar a mendigar fãs por aí Mal disposto
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#155
E pronto, aqui estou eu, Carolina Vaz, a tua seguidora de Fics, e amiga em carne e osso.
Já posso começar a comentar os teus capítulos! Esperancoso

Já agora, ADORO, Peep-Toe & All-Star, gostava tanto de viver nos anos 50... daquelas roupas, do conceito de ousadia, de poderes ou não mostrar afecto em publico, adoro tudo dos anos 50.
Acho q tive uma vida lá... Pelo menos é o q tento acreditar.
Bem a partir do próximo capitulo, começo a comentar Smile
#156
OOOiiiiie!! Obrigada pelos comentários, meninas! Fico muito feliz que tenham gostado/ ficado irritadas! ;D O capitulo que trago hoje é tipo uma aflorar de pássaro aqui no meio. Resumidamente, é pequeno, rápido e não é assim tão bom. Ainda por cima deu-me que pensar porque por mais voltas que lhe dei, não consegui pô-lo como queria. Mal disposto' De qualquer forma, "se não podes vencê-los, junta-te a eles", então como a minha solução era a) começar tudo de novo; ou b) meter isto e avançar para algo melhor, optei pela opção B. Assim sendo, fica aqui o capitulo 35! Espero que não desgostem totalmente! Embaracoso

Capitulo 35 – Ser Alguém

“Na vida todos temos um segredo inconfessável, um arrependimento irreversível, um sonho inalcançável e um amor inesquecível.”
Diego Marchi
As pessoas são diferentes.
Alguns gostam de ter tudo no sítio certo, de se guiarem por regras e manter a ordem na vida. Outros, pelo contrário, não conseguem estar em conformidade com parâmetros. Têm de ter algo fora do lugar. Algo que surpreenda diariamente e dê um pouco de perigo à vida. Depois, há os politicamente corretos e os desordeiros. Há os que gostam de preencher a mente com cultura e ainda os que preferem exercitar o corpo. Há também os bons e os maus. E mais que isso, há os maus que aparentam ser bons e os aparentemente maus que no fundo têm bom coração.
Margarett não conseguia ver.
A sua visão estava desfocada por um lago de água salgada sobreposto à retina dos seus olhos. Mas ela sentia. Sentia que tinha descoberto que a pessoa mais maldosa do mundo tinha-a criado, agindo farsadamente perante a sociedade como se de uma pessoa equilibrada se tratasse. Dorianne Wilson era vista como uma senhora de respeito por todo o lado em que passou. Uma boa costureira, trabalhadora e boa dona de casa, que dava à filha uma educação rígida mas exemplar, diziam as bocas do povo. Porém, agora Margarett via aquela imagem a desmoronar-se. Era uma criatura guiada pela ganância, sem escrúpulos para alcançar o que quisesse. Avarenta, desleal, incapaz de dar carinho aos seus próximos. Incapaz sequer de compreender o amor alheio. Pior, o amor da filha pelo vizinho.
Dorianne abriu a porta de casa, rebocando a filha atrás de si rumo à casa vizinha.
O marido, inquieto, seguiu-as.
-O que vais fazer? – Perguntou ele.
Batendo violentamente à porta da outra casa, Mrs. Wilson ignorou-o. Pôde ouvir passos apressados dentro da casa e um “Vou já!” proclamado pela amavel Grace Paisen.
Margarett, compreendendo a cena que a mãe ia fazer, ganhou um tom avermelhado por toda a pele:
-Mãe, por favor…! – Implorou.
A sua progenitora parecia um bloco de gelo, não tendo sequer olhado a jovem. Margarett tentou aguentar-se, desejando que, por alguma peripécia do destino, Mrs. Paisen não abrisse a porta.
Mas Grace Paisen abriu-a no preciso momento e logo desenhou um grande e simpático sorriso ao encarar os vizinhos:
-Mr. e Mrs. Wilson! – Saudou, admirada – Como estão? Margarett! – A senhora reparou no ar injuriado da mais nova e deteve-se – Está tudo bem, minha querida?
A rapariga humedeceu os lábios e não teve coragem de olhar a mãe de David frontalmente. Encolheu os ombros e não respondeu.
-Mrs. Paisen, onde está o seu filho?
Grace não achou o tom de Dorianne bonito, mas sorriu sem saber o que dizer. Adolfe, correto como era, sentiu-se envergonhado com a atitude da esposa.
-Está lá dentro. – Respondeu Grace - Aconteceu alguma coisa?
O acto seguinte foi de pura inconveniência. Dorianne empurrou a proprietária da casa contra a porta e passou a entrada de rompante como se tudo lhe pertencesse. Margarett tapou o rosto com muito constrangimento, porem o seu braço foi puxado pela mãe.
Adolfe, sentindo-se totalmente desonrado, olhou para Grace Paisen em deploração. A mulher não compreendeu aquilo. Estava ainda encostada à porta, escandalizada com a atitude de Mrs. Wilson.
-Eu peço imensa desculpa… - Lamentou Adolfe – Com a sua licença…
Confusa, Grace Paisen deixou o vizinho entrar na sua casa, atrás da mulher e da filha, e seguiu-o para tentar compreender o que se passava.

David estava na sala de estar. Tinha acabado de preparar uma sanduiche de dois metros, alheio a tudo o resto, enquanto cantarolava uma música que lhe tinha ficado na cabeça. Deitou-se no sofá, quando de repente ouviu passos na direção da sala.
-Mãe, compraste…?
Ele deteve-se ao perceber que não era a mãe.
-Mag! – Sorriu, ao ver a amada à entrada da sala. Levantou-se num pulo, preparado para se aproximar dela, feliz com a presença, todavia, a expressão estranha da rapariga deteve-o.
-estás bem? – Perguntou
A rapariga olhou para trás de si e depois correu-lhe para os braços, abraçando-o com todas as suas forças e lágrimas nos olhos.
-David, desculpa… - Murmurou ela, prestes a desfalecer.
De sobrancelhas franzidas, David esqueceu a sua sanduiche:
-O que foi, meu amor?
Margarett amaldiçoou o destino. David pareceu escolher a palavra errada na hora errada.
Dorianne rompeu o espaço como uma chita esfomeada.
Se existisse um medidor de fúria naquela pequena sala, este não teria potência suficiente para medir a atitude de Dorianne Wilson, tal era a raiva que lhe palpitava nas veias.
-Tu! – Gritou, apontando para ele – Eu já te tinha avisado!
David, desentendido, olhou de Margarett para Mrs. Wilson, apanhado de surpresa:
-O quê?!
Sem obter qualquer resposta, o rapaz sentiu Margarett a ser-lhe arrancada dos braços pela mãe dela. A rapariga lacrimejou, assustada, sendo o suficiente para ele compreender que algo grave tinha acontecido.
-Eu bem que desconfiava! – Urrou a mulher, sedenta - A tua ousadia deixou-me inquieta, mas sempre pensei que desistisses!
David não percebeu ao que Mrs. Wilson se referia. Aquela mulher era uma caixa de problemas e no momento em questão ele nem sequer sabia qual era o conflito.
-Mrs. Wilson…!
-Tu manipulaste-a, que eu bem sei! – Interrompeu a sujeita - Sempre a manipulaste, desde que eram pequenos! Se não fosses tu, ela seria uma rapariga com a cabeça no lugar, mas como sempre, arranjas forma de desgraça-la!
David ignorou as suas questões anteriores e franziu o cenho, insultado:
-Desculpe?! O que é que eu fiz de mal?!
-Não te faças de parvo, que tu bem sabes ao que me refiro! Julgas que nunca reparei como a olhas?! Que não vi como a agarraste ainda há pouco, antes de entrares em casa?!
Aquelas palavras fizeram-no reflectir. David compreendeu que Mrs. Wilson já tinha descoberto a relação entre ele e Mag. Conformado, assumiu que tinha de enfrentá-la. Mrs. Wilson há muito que tinha que ser encarada e ele não tinha problema algum em ser ele a fazer-lhe frente, ainda que a presença da sua mãe não fizesse parte dos seus planos.
-Mrs. Wilson, nós não fizemos nada de mal! Na verdade…!
A mãe de Mag não o deixou terminar, controlada por uma impaciência desmedida:
-Eu quero-te bem longe da minha filha! “Longe”, ouviste bem?!
David estagnou com a ordem.
A sua mãe olhou-o desentendida e um pouco ofendida com aquela ameaça de Mrs. Wilson.
Ainda assim, a resposta de David foi firme e carregada de perplexidade.
-Não! – Negou, estupefacto – Eu não vou deixar a Margarett! Nunca!
Dorianne quase lhe saltou em cima. Não podia tolerar tal resposta atrevida:
-Não me desafies, rapaz! Não te quero perto da minha filha, nem sequer a um metro dela! A Margarett não é para um desgraçado qualquer como tu!
A refutação de David ia ser explosiva, mas ele viu-se interrompido.
-Mãe! - Mag tapou a cara, para esconder as lágrimas de vergonha e desgosto que não pode mais suspender nas órbitas. – Por favor…!
Mrs. Paisen olhou Adolfe Wilson, ofendida com a acusação da vizinha ao filho. Não admitia que chamassem o seu jovem de “desgraçado qualquer”, mesmo que ainda não tivesse comprendido o que estava a acontecer.
David cerrou os punhos zangado pelo destroço de Margarett:
-Desgraçado?! – Questionou ele, atónico – Você não me conhece e eu não admito que me ofenda em minha própria casa! A Mag é quem decide a sua própria vida e não a senhora, Mrs. Wilson!
-Enquanto ela viver sob o meu tecto, ela obdece às minhas ordens e, acredita, ela não se vai meter com um arruaceiro como tu!
Mr. Wilson sentiu-se muito descomposto com as acusações da esposa em frente a Grace Paisen.
-Dorianne, ele não é nenhum arruaceiro! – Tentou intrometer-se.
-Que sabes tu, Adolfe?! Pensas que eu não conheço a laia dele? Que não sei das aventuras noturnas com os delinquentes da cidade e com as raparigas oferecidas? É só mais um marginal que gosta de vadiar à noite com Jack Dawnson e o seu bando!
David, para aquela acusação, não teve resposta. Sentiu-a como sentiria um balde de água fria a cair-lhe em cima. Não seria capaz de acreditar que Mrs. Wilson soubesse de tais nodoas negras da sua vida e este era um dos motivos porque não se orgulhava de se ter metido com Jack. A sua imagem estava corrompida pelas más companhias e pouco ou nada melhoraria a situação naquele momento.
Ainda absorvendo a informação, Mrs. Paisen olhou o filho, escandalizada:
-Isto é verdade, David?
O jovem não conseguiu olhar para a cara da mãe. Margarett quis defendê-lo, mas era impossível mentir em relação àquilo. David tinha feito asneira, no entanto ela sabia que ele não era o único a carregar erros do passado e que aquela asneira lhe tinha dado uma lição. Era o seu dever, enquanto parceiros, defendê-lo como ele a defendera. Margarett engoliu a sua rouquidão, determinada, e, ainda trémula, limpou a cara:
-Mãe, basta! – Bramou em bom som – Eu amo o David e não me importa que ele tenha feito idiotices no passado. É com ele que eu quero ficar!
-Deixa de ser estúpida, Margarett! – Ordenou, furiosa - Tens uma vida perfeita pela frente! Não estragues isso por uma paixoneta parva que dura dois dias!
O seu olhar de serpente atentou no gaiato, transpondo toda a sua maldade:
-Eu não permitirei que fiques com a minha filha, jamais!
-Bem pode tentar! – Contapôs o gaiato, enfurecido - Uma vez prometi-lhe que ia libertar a sua filha da escravidão a que a submetia, e cumpri a minha jura! Agora, pode ter a certeza que, faça o que fizer, não me vai conseguir separar dela! Eu não vou desistir, pode contar com isso, mrs. Wilson. Eu amo-a e faço qualquer coisa para ver a Mag bem! Qualquer coisa, Mrs. Wilson!
Dorianne soltou um riso histérico e rodou sobre si mesma, troçando das palavras do miúdo.
-Até podes conseguir conquistá-la, mas por quanto tenta achas que a consegues manter interessada? Tu nunca serás ninguém, rapazote! Nunca lhe poderás dar uma boa vida, como William Finkie, por exemplo, lhe daria! És um Zé Ninguem que não tem onde cair morto!
David sentiu-se intimidado pelas previsões de Dorianne. Por momentos sentiu-se até abalado por pensar que tal destino se podia concretizar. Olhou a sua progenitora, que estava sem palavras perante o escândalo. Viu a tristeza nos seus olhos e não conseguiu suportar aquela agonia. Logo encarou Rett. A sua, Rett. Agora percebia porque ela lhe tinha pedido desculpa antecipadamente. Mrs. Wilson tinha conseguido deitar o seu valor ao chão com palavras cruéis. Sentiu o rosto quente. Quente como quando se irritava e acabava por chorar de raiva. Ele humedeceu os lábios e clareou a voz, encarando a inimiga de frente:
-Um dia, Mrs. Wilson… Um dia terei tanta riqueza que terei uma mansão do tamanho de um palacete. Vai ter dois, ou até três andares. Escadarias em madeira esculpida, quartos enormes e sempre comida na mesa. Nada me há-de faltar. Terei terras em meu nome e um negócio lucrativo. E a Margarett vai estar lá, bem ao meu lado. Eu prometo-lhe, Mrs. Wilson! E pode perguntar à sua filha. Eu nunca quebro uma promessa.
Dorianne virou-lhe costas, rindo. As juras de David não eram preocupação sua. Era-lhe impossível levá-lo a sério, tendo em conta a personalidade inconstante que conhecia dele. As promessas dele não lhe diziam nada e a sua insistência em salvaguardar Margarett do jovem desafortunado era fixa.
-O meu recado está dado, miúdo! Não voltes a aproximar-te da minha filha!
Dorianne agarrou Margarett pelo braço e preparou-se para sair daquela casa. A moça tentou soltar-se da mãe, sem sucesso, e o peso da dor dela sobrepôs-se nos ombros de David, disparando uma súbita raiva dentro dele. Num ápice, ele apanhou o pulso de Marg e puxou-a para si com força, até beijá-la ousadamente à frente dos pais dela. Sabia que nada seria fácil dali para a frente e por isso quis guardar-lhe o sabor.
-Sitio secreto, todas as noites! – Sussurrou ele com urgência com os lábios ainda rentes à boca dela. A rapariga não conseguiu responder, já a mãe a arrastava enfurecida, quase a bater-lhe de ira.
Mr. Adolfe Wilson tapou a cara com uma mão:
-Peço imensa desculpa!
E saiu, atrás da mulher e da filha para evitar algum incidente entre elas.
Mal a porta de saída bateu, David sentiu o rosto ainda mais quente. O seu ódio camuflava-se por entre a dor e ele não podia evitar mais. Voltou costas à mãe e deitou tudo que viu em cima da mesinha ao chão, incluindo a sua sanduiche. Logo após, sentou-se no chão com a cara escondida nos braços dobrados sobre os joelhos fletidos.
Grace aproximou-se do filho, remexida. Não sabia o que lhe dizer. O conflito fora tão estranho que ela nem tinha a certeza se tinha compreendido a gravidade da situação ou não. Ela ajoelhou-se ao lado de David e percebeu que ele chorava silenciosamente.
-David, querido… - Chamou, sem sequer lhe tocar.
Ela ia pedir-lhe para explicar o que se tinha passado, mas ambos sabiam que não era isso que ela queria saber. Após um suspiro, a senhora cruzou os braços:
-É verdade, filho…? É verdade que andaste a vaguear pela noite com marginais?
David abanou a cabeça, sem controlar a sua impotência perante tal questão. Mas seria impossível mentir à mãe.
Ele fitou a mulher que o dera à luz, apreensivo.
-Eu estava iludido… - assumiu - Mas juro, eu nunca fiz nada de mal, mãe, nunca! Eu apenas saía para me tentar divertir. Eu achava mesmo que aquele pessoal era porreiro…
Grace abanou a cabeça, desiludida com o filho.
Ao perceber que a mãe lhe ia virar costas por desgosto, David tentou prendê-la com o diálogo.
-Mas eu percebi a tempo, mãe! Eu sei que eu estava a ser idiota e a agir como um qualquer, mas eu não faço mais isso. A Margarett abriu-me os olhos!
Mrs. Paisen voltou a encará-lo. Triste.
-Sinto-me muito desonrada com as tuas atitudes, David. E fico pior por descobrir que fui a ultima a saber…
Uma leve ardência nos olhos fez David esfregar as pálpebras e fungar:
-Perdoa-me, mãe… Eu nunca te quis desiludir e a promessa que eu fiz a Mrs. Wilson aplica-se também a ti… Eu não serei um qualquer!
Ms. Paisen soltou uma lágrima e abraçou-se a si própria:
-Eu sei que não… - Murmurou a senhora aproximando-se do filho - Não ouças o que aquela mulher sem coração diz. Tu serás tão feliz como qualquer pessoa! E ela jamais te há-de dar ordens, sobre o que podes ou não fazer. És livre de estar com a Margarett ou com qualquer outra pessoa!
David enterrou a cabeça no ombro dela, sendo recebido num abraço:
-Eu amo-a muito, mãe… Eu faria qualquer coisa pela Margarett. – Declarou -Não me importa o quão diferente sejamos. Eu não posso imaginar uma vida sem ela, percebes?
Grace lacrimejou por compreensão ao filho:
-Eu sei, David. Eu sou tua mãe. Eu sei destas coisas. Sempre soube que nutrias grandes sentimentos pela pequena Maggie…
David escutou um gemido choroso alto proclamado pela mãe. Olhou-a para tentar perceber o que incomodava a mulher. Ela escondeu o rosto do alcance do filho e tentou travar o choro, sem sucesso.
-Eu juro que não volto a meter-me com marginais, mãe… Por favor, não chores e acredita em mim…
-Eu sei disso, David…
-Então porque choras? – Quis saber, atenuando as suas próprias emoções para dar atenção à mãe. Não havia coisa pior do que ver a mãe triste ou a chorar.
Grace levantou-se e cerrou os punhos, sentindo-se incapaz:
-A culpa é minha… - Soluçou ela, trémula – Se eu te tivesse dado uma vida boa como a de William Finkie, nada disto estaria a acontecer. Se eu e o teu pai tivéssemos tanta riqueza como a família dele, podes ter a certeza que ninguém havia de opôr-se a ti e à Margarett… Desculpa, filho!
David abanou a cabeça, desmoralizado:
-Mãe, não! Isso nunca me importou! Nem á Mag, tenho a certeza! Eu sempre fui feliz assim, e não mudaria nada!
-Sim, filho, eu tenho noção disso… Mas ambos sabemos que se tivéssemos mais posses seria tudo muito mais fácil…
-Não, mãe…! – Negou o rapaz - Um dia eu vou calar aquela bruxa! Vou ter uma vida financeira descansada e nada há-de me faltar! Vou dar tudo à Mag, custe o que custar! Eu serei alguém!
-Tu não precisas disso para seres alguém! – desaprovou a mulher - O teu caracter, David, é muito superior à fortuna. Não precisas de dinheiro e bens para seres alguém! Basta seres tu mesmo, simples tal como és! Pessoas como tu acabam felizes de qualquer forma!
David afirmou abanando a cabeça. E sem responder à mãe, voltou a enterrar o rosto no ombro dela.


PS: Musica muito linda que se adequa bem ao David! Embaracoso Here!

Próximo capitulo em Breve!
Bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#157
Aqui vêm a tua mais recente leitora, e seguidora das tuas Fic's, e claro, FANÁTICA NAS TUAS FIC'S. Very Happy
Aqui vai os meus comentários aos teus capitulos...
Estou desejosa por chegar ao "MEU CAPITULO"



Capitulo 24 – Nunca aconteceu


Achei o capitulo muito romântico, e algo bastante engraçado,
entre melhores amigos – pré-namorados.
Eu não sei porque é q temos q odiar a Magarett. Todas as mulheres tem uma
desconfiança quanto ao namoro, e naquela época não t podias dar ao luxo de
mudar de relacionamento a torto e direito, por isso o q ela esta a fazer com o
David, é tentar descobrir os seus sentimentos para com ele, q é seu melhor
amigo desde de infância, e q agora está a dar lugar a um belo pré-namoro. E compreendo
o lado dela quanto ao William, q não quer acabar com ele, para não magoar os
seus sentimentos, mas ainda não pensou q s são descobertos, q só vai piorar a
situação. Por isso, resumindo, devia acabar definitivamente.



Não m digas
q vais meter o William como um namorado violento… é q é so nisso q penso,
quando imagino ela a querer acabar com ele!




Mas vá ainda tenho muitos capítulos pr ler… XD






Capitulo 25
– A culpa do fim






Ai Lulu
Lulu, eu q não gostava nada do William tive imensa pena dele, e agora já não
gosto tanto da Mag. Ela não devia ter pedido tantas desculpas, ela não s
arrependeu do q fez, so ficou frágil por o ter traído, e lhe ter q contar, por
isso nem sequer lhe podia pedir o q é q fosse a ele.



A parte boa
é q de certeza q o William vai acabar com a Daisy Very Happy
Bebe este capitulo pareceu-m bem mais curto que os outros, e adorei o facto de
teres metido a Mag, a chegar logo de manha a casa. Isso é rebeldia naquela
época Razz






Capítluo 26
– Erro






Desculpa
Lulu, mas cada vez gosto mais da Mag… acho q sou o contrario das raparigas
daqui da pag. XD
S calhar vejo-m um pouco como ela, (mas calma nunca trai ninguém nem tive numa
situação com ela), apesar de tu achares q sou um pouco mais fria Razz



Adorei a
sinceridade da Adeline, e agora acho mesmo q a Mag vai assentar os pés no chão
e ser uma grande mulher q enfrenta tudo de cabeça erguida! Very Happy
ADORO AS TUAS FICS LULUUUUUUUUUUUUU
Tu sabes q sim! Very Happy

P.S- A música foi até agora a q mais m agradou… estou vidrada, já não a ouvia a
tanto tempo Esperancoso







Capitulo 27
– Florescer de uma nova amizade






Então Lulu,
não tivemos direito a música?!



EU DISSE, A
MAG IA COMEÇAR A SER UMA MULHERZINHA E A ENFRENTAR AS COISAS COM A CABEÇA
ERGUIDA



Bem o
capítulo foi mesmo palha, desculpa a sinceridade, mas acho q foi inessencial, e
acho q precisamos destes capítulos assim, pr a historia não começar a ser tão
lamechas, e rodar entre David e Mag.



Contínua
LULU… estou ansiosa por chegar ao capitulo q m foi dedicado, e pr o final da
historia! Esperancoso`






Capitulo 28 –
Liberdade






A sério?! S não
dosse esta parte “Com tanta hesitação, Will bufou sem
paciência:
-Estás à espera de quê? – Questionou - Corre atrás dela, idiota! Ela está
livre!
E naquele instante, David olhou em redor. As atenções estavam todas neles os
dois. Uns não entendiam nada, outros entendiam até demais. Mas isso já não
importava nada. Aquela informação triplicou na sua cabeça.
“Ela está livre.” “Ela está livre.” “Ela está livre.”
David lançou tudo ao ar e sem esperar mais um minuto, ele fez o que William
mandou.
David correu.”, juro-t q t
rugava uma praga. Pensei mesmo q ias começar outra evz com rodeos, e q ias
meter o David e a Mag sem s resolverem, ou sem ele saber a verdade de ela com o
William “fofinho” Very Happy



Estou a adorar a fic, e prevejo,
q o David vá encontrar a Mag agora na casa antiga! Very Happy
E prevejo também q o grande problema da historia toda, vá ser a cruel mãe… por
vezes com o q escreves dá pr pensar q ela não é a verdadeira mae da Mag, q é so
filha do pai, e q foi obrigada a aceitar a Mag, por amar o marido e o dinheiro
dele!
J
Continua LULU… ESTOU CONTIGO AMIGA!






Capitulo 29 – Sintonia





"Quando o amor nos visita, a amizade despede-se." - Marquês de
Maricá, adorei a frase… está mesmo bestial, e tocou-m bastante
J



Ai LULU, adorei este capítulo, adorei o facto como descreves-t toda a “acção”,
e como a descreves-t pr aquela altura, onde supostamente as mulheres tinham q
ser imaculadas, até ao casamento… (por isso é q naquela altura houve muita
criança a nascer só com 5 meses ou 6 meses) XD



Estava a espera q o jack fosse dizer a Mrs.
Wilson, a filha podia estar na casa abandonada, e q a mae desse com a filha e o
vizinho enrolados, e q a espancasse quando chegasse a casa.



E ainda consigo pensar como escritora. Podias
meter a Magaret a engravidar e a mãe descobre e bate-lhe tanto q ela acaba por
perder o filho.
As vezes imagino muito Razz



ADORO O DAVID! Esperancoso





Capitulo 30 – A historia do Papá





Adorei a parte de teres metido o fruto
proibido na historia… a maçã vermelha faz sempre falta nestas coisas! Very Happy



Oh Esperancoso


AMEI ESTE CAPITULO LULU… Esperancoso


Nunca imaginei q ela tivesse engravidado
antes do casamento e q tivesse passado por tal vergonha, e por isso rejeitar a
filha desde da nascença!
OH, não tenho palavras… Esperancoso



P.S.- “Quem anda à chuva molha-se”, o q é q a
Doriane esperava?! S não queria engravidar, ou não estava preparada, que não
tivesse provocado o homem, nem ter feito coisas antes do casamento.






Capítulo 31 – Tréguas





Reconheci
a música logo na primeira frase… sou tão viciada em musicas francesas mais ou
menos desta época, e Edith Piaf, sei duvida a minha cantora de eleição… claro,
q pr mim “ No, j ene regrette rien” é a minha musica favorita, mas “La vie en
rose”, é sem dúvida fabulosa! Very Happy



Foi um capitulo necessário, mas não tenho muito
a comentar, porque s calhar os outros capítulos anteriores foram fulgurosos Razz
#158
My, my, my... aquela mulher tem cá uma lata. Então entra na casa das pessoas e começa a mandar vir? Grace e Adolfe deviam ter feito alguma coisa. Já o David está 5*, senti-me mesmo ligada a ele e a aquilo que ele sentia tanto e a cena dele com a mãe foi das mais bonitas da história, até porque me lembrou a mim e a minha mãe. A sério, tive recentemente uma conversa destas com ela e na altura estava a chorar. Senti-me pior depois de ela falar para mim como se ela fosse a culpada de tudo... Enfim, isto não é um diário, não me vou pôr a falar destas coisas. Mas a cena foi linda, fantástica, esplêndida... percebes a ideia Wink

Estou para ver como David irá lutar para alcançar o seu sonho. Sabes que este capítulo bem que podia ser o primeiro de uma outra história, em que vemos o David a tentar alcançar os seus objectivos. Acredito que ele vá precisar de um Abade Faria para estas coisas (Abade Faria, sabes? do Conde de Monte Cristo?). Já a parte da casa foi um bocado óbvia. Desde o inicio que imagino aqueles dois a morar naquela casa.
Gostei imenso e irei esperar ansiosamente pelo próximo capítulo. Isto só está a melhorar x)

P.S A música é mesmo bonita. É das minhas favoritas dos Sum 41 Esperancoso

Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#159
Olá! Smile

Concordo com a Ana. A Mrs. Paisen e o Adolfe deviam ter feito algo. Principalmente o pai da Mag. Só pedia desculpas, isso não serve para nada! Se ele teve coragem para casar com aquela bruxa sabendo o que ela era, então agora enfrente-a, porque a Mag merece isso, não um pai apático que se limita a ver e deixar a mulher fazer o que quer! Já basta, começo a perder a paciência com ele!
Em relação ao discurso da bruxa, nada a dizer, não esperava outra coisa dela.
Mas fiquei surpresa com a declaração do David, espero mesmo que ele faça aquela mulher engolir todas as palavras que disse uma por uma!

"Num ápice, ele apanhou o pulso de Marg e puxou-a para si com força, até beijá-la ousadamente à frente dos pais dela."

Ai como eu amei esta cena! Grande David!!
Em relação à conversa do David, bem parece que toda a gente já teve uma conversa destas com a mãe, lool. Eu também.
Também adorei a música, adequa-se bem ao David.
Francamente dúvido que eles se consigam ver daqui para a frente, mesmo no sítio secreto. Aposto que a dear mummy, vai trancar a Mag com tudo o que puder.
Espero pelo próximo!

Bjo*
#160
Oh! Esperancoso
Que bom, chego aqui ao forum e tenho logo 3 comentários para ler! Fiquei tão feliz! Ontem vinha ao forum às prestações e só pensava "Ninguém se lembra de mim!!!" Depois vi a Ana e a Carolina online e ainda pensei "vai ser agora". Passado uma hora não vi nada de novo e deprimi! Matreiro
Mas pronto, hoje passei o dia que nem a Margarett! Rodeada de tecidos, a cortar metros de chiffon, cetins, rendas, mini-mates, forros, toalhas, panos de lençol, etc! "Que fixe!", pensa a Carolina! Errado! Tédio! Sempre pensei que não voltava à feira e afinal vejo-me à frente da banca a dizer "6€ o metro, minha senhora!" graças aos meus avós! Depois venho-me embora e só me cruzava com metaleiros e "arruaceiros e drogados", como disse a minha avó, por causa do festival alternativo "Milhões de Festa" que ocorre na minha cidade! E eu a defende-los! Mal disposto' Enfim, já relatei o meu dia em poucas palavras (Não que vocês tenham interesse em saber, mas pronto)
Adiante!

Carrrooolliiine! Esperancoso Finalmente vieste comentar a sério! Embaracoso Que bom, miga! Fiquei admirada por seres a segunda (a 1ª sou eu!) a não detestar a Margarett. E já agora, eu não disse que tu não eras parecida com a Margarett! Eu disse que tu não eras parecida com a Daisy! Wink Não me lembrava da musica que gostaste no capitulo e fui tentar perceber qual era ao capitulo, quando me deparo com uma grande erro da minha parte. Tenho uns capítulos desordenados ali para o meio. Não sei como fiz aquilo! Em suma, fiquei sem saber qual era a musica! Era a "Role de World"? scratch Ri-me quando dissete que imaginaste a Mag a engravidar e a mãe dela a espancá-la até ela abortar! Qui horror! Só mesmo tu.... E eu! hahahaha! Matreiro Por acaso houve uma altura em imaginei a Mag a engravidar e a mãe a levá-la a uma velhota daquelas assustadoras para a rapariga abortar, mas honestamente, não sei se tinha coragem de escrever uma cena tão dramática, portanto pus a ideia de lado, apesar de às vezes (tipo ontem) me lembrar de novo dessa ideia! Só essa e do pai da Mag ir à vida... Mas não. Isso, se tivesse que acontecer, já teria acontecido. Agora tenho outro fim para ele.
Se tu soubesses o tempo que perdi à procura de um poema francês, dos anos 50 que se adequasse ao capitulo, passavas-te! Já por isso pus uma musica a substituir um simples poema! Felizmente acho que correu bem!
Bom, continua a ler Carolina, se ficaste nesse capitulo ainda vão acontecer umas coisitas! Embaracoso


Anaaa! Oh pá já tinha saudades dos teus comentários! Não perguntes porquê, mas quando o li pensei "A Ana Comentou!!! Esperancoso" E fiquei tão, mas tão admirada/agradecida por teres gostado da cena entre o David e a mãe dele! Juro-te, só não publiquei o capitulo antes por causa dessa cena. Fiquei muito tempo a olhar para ela e ler e reler, sempre com a sensação que estava muito rápida e trapalhona! Juro que pensei que iam renegar essa cena por falta de emoção, por estar demasiado à quem duma cena destas na vida real. Afinal, tanto tu como a Bun provaram que alcancei algo, já que passaram por situações semelhantes. Honestamente, a minha relação com os meus pais é tão inconstante que eu já passei por tantas discussões, crises e outras coisas com eles que nem sei se alguma do género da que escrevi ocorreu também. Costumo dizer que isto é a casa dos loucos e que a filha mais velha é a mais sábia e a que tem a panca maior ao mesmo tempo! Matreiro
O David, na minha mente, tem duas opções para conseguir o que quer do futuro. Não vou dizer quais são, mas posso dizer que ainda vai acontecer muita coisa antes! Wink

Bun!!! Embaracoso Minha fiel! Oh, não te zangues com o Adolfe! Não o quis colocar em grande plano, quis destacar maioritariamente o David e a Dorianne + a reacção de Grace! Alem disso quis que tanto ele como a mãe do David ficassem sem reacção, por falta de compreensão e credencia nas acções da Wilson velha! Disseste uma coisa que me deixou a pensar.... Que a Dorianne engula as próprias palavras em relação ao discurso do David.... hummm.... Será? Vamos ver! Wink
O David é o Nosso David! tão fofo e tão valentezinho! Embaracoso Com um pingo de sensibilidade! Fantástico, mas... Existirá mesmo? Eu não sei! Embaracoso' Gosto de acreditar que sim!
Ora, duvidas que eles se vejam? Não comento! terás que vir ler tu e tirar as tuas duvidas! Toma toma

Finalmente, obrigada pelos comentários meninas. e com isto já ocupo quase tanto espaço com um capitulo! hahaha Embaracoso
Enfim, Xauzito e até ao próximo capitulo! Embaracoso
Bjokas!
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^

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