Peep-Toe & All-Star
Olá Lulu! 
Que bom, um capítulo fresquinho para adoçar as nossas férias.
Ora eu adorei a descrição da memória de infância daqueles dois, quem diria que tinham tido uma briga tão valente quando eram pequenitos.
E parece que a Mag ganhou outro bom amigo. Então o sr. Will já teve uma paixoneta pela Daisy. Agora só falta alguém abrir os olhos ao menino, explicar que ela não tinha falta de interesse e sim interesse demais,
, e daí a timidez.
Foi interessante saber o que tinha acontecido aos amigos do David, parece que todos ganharam juízo depois de se afastarem do Jack. Esse está a ir por um mau caminho.
Pois parece que o Will ainda tinha uma certa raiva, mas a Maggie, plo amor de Deus, a rapariga começa a dar-me nos nervos, chora por tudo e por nada. Demasiado tempo em França, só pode, ficou demasiado "menina",
, prefiro quando anda a jogar à bola e afins...
Bem o David mereceu aquele soco, lá isso é verdade, tadinho dele,
.
Mas adorei o facto do William mandá-lo correr atrás dela, ele é mesmo boa pessoa. Outro não faria isso.
Agora é só esperar que o David finalmente alcance a sua Julieta.
Mas algo me diz que muito água ainda vai correr debaixo da ponte. E que estes dois ainda vão ter de passar por obstáculos, ou seja, querida mamã da Mag.
Beijinhos e Boa Páscoa! Come muitos ovinhos!

Que bom, um capítulo fresquinho para adoçar as nossas férias.

Ora eu adorei a descrição da memória de infância daqueles dois, quem diria que tinham tido uma briga tão valente quando eram pequenitos.
E parece que a Mag ganhou outro bom amigo. Então o sr. Will já teve uma paixoneta pela Daisy. Agora só falta alguém abrir os olhos ao menino, explicar que ela não tinha falta de interesse e sim interesse demais,
, e daí a timidez.Foi interessante saber o que tinha acontecido aos amigos do David, parece que todos ganharam juízo depois de se afastarem do Jack. Esse está a ir por um mau caminho.
Pois parece que o Will ainda tinha uma certa raiva, mas a Maggie, plo amor de Deus, a rapariga começa a dar-me nos nervos, chora por tudo e por nada. Demasiado tempo em França, só pode, ficou demasiado "menina",
, prefiro quando anda a jogar à bola e afins...Bem o David mereceu aquele soco, lá isso é verdade, tadinho dele,
. Mas adorei o facto do William mandá-lo correr atrás dela, ele é mesmo boa pessoa. Outro não faria isso.
Agora é só esperar que o David finalmente alcance a sua Julieta.
Mas algo me diz que muito água ainda vai correr debaixo da ponte. E que estes dois ainda vão ter de passar por obstáculos, ou seja, querida mamã da Mag.
Beijinhos e Boa Páscoa! Come muitos ovinhos!
xBee -
Owh! Fico tão feliz por teres tido vontade de vir comentar a minha fic! Sabes que às vezes uma pessoa desmotiva e ver assim novos comentários refresca imenso. Eu comprovo esta teoria. Cada vez que leio comentários fico com vontade de escrever mais (já escrevi o próximo capitulo!
). De qualquer modo, agradeço-te imenso o comentário. Esta fic está no momento-chave. Estes capítulos são o que traçarão o rumo da história e o desenlace final. A Mag e o Will são um ex-casal amigável. Tinha duas opções. Ou afasta-los para sempre com ódio, usando a desculpa de o Will ser uma cão raivoso, ou, como fiz, mostrar que independentemente do poder de William na sociedade, ele era uma pessoa simples capaz de perdoar. Alem disso é de salientar que passou um mês desde o rompimento e desde isso que a Mag se esforçou para reconquistar a confiança dele sem lhe dar falsas esperanças.
O próximo capitulo acho que será do gosto de toda a gente.
Bun-
A memória de infância surgiu por acaso. Não sabia como começar o capitulo e precisava de palha, por isso lembrei-me de explicar de onde veio a primeira promessa. Além disso, foi um modo de fazer o Will compreender um pouco mais os sentimentos da Mag pelo David.
Em relação à Daisy, tenho serias duvidas se a vou juntar ao Will. "ocasião perdida, não volta mais na vida", mas é um caso ainda a ver como sai. Alem disso é de salientar que ele já "não gosta" dela. Teve uma paixoneta, mas no passado.
Lembrei-me que nunca mais disse nada do clã do Jack e por isso trouxe alguns de volta, mas só os que me lembrava!
O Jack é que não tem remedio! 
Vou criar um clube de anti -fãs da Margarett Wilson. Nunca pensei chegar ao ponto em que ninguém gostasse dela!
A rapariga, coitada, tem as hormonas à flor da pele. Eu, pessoalmente, não a encaro da mesma forma que a maior parte de vocês, pelo contrário. Mas pronto, que ela mudou muito, lá isso mudou, mas lembrem-se, A verdadeira essência continua lá.
O próximo capitulo é pequeno. Posto em breve!
Owh! Fico tão feliz por teres tido vontade de vir comentar a minha fic! Sabes que às vezes uma pessoa desmotiva e ver assim novos comentários refresca imenso. Eu comprovo esta teoria. Cada vez que leio comentários fico com vontade de escrever mais (já escrevi o próximo capitulo!
). De qualquer modo, agradeço-te imenso o comentário. Esta fic está no momento-chave. Estes capítulos são o que traçarão o rumo da história e o desenlace final. A Mag e o Will são um ex-casal amigável. Tinha duas opções. Ou afasta-los para sempre com ódio, usando a desculpa de o Will ser uma cão raivoso, ou, como fiz, mostrar que independentemente do poder de William na sociedade, ele era uma pessoa simples capaz de perdoar. Alem disso é de salientar que passou um mês desde o rompimento e desde isso que a Mag se esforçou para reconquistar a confiança dele sem lhe dar falsas esperanças.O próximo capitulo acho que será do gosto de toda a gente.
Bun-
A memória de infância surgiu por acaso. Não sabia como começar o capitulo e precisava de palha, por isso lembrei-me de explicar de onde veio a primeira promessa. Além disso, foi um modo de fazer o Will compreender um pouco mais os sentimentos da Mag pelo David.Em relação à Daisy, tenho serias duvidas se a vou juntar ao Will. "ocasião perdida, não volta mais na vida", mas é um caso ainda a ver como sai. Alem disso é de salientar que ele já "não gosta" dela. Teve uma paixoneta, mas no passado.
Lembrei-me que nunca mais disse nada do clã do Jack e por isso trouxe alguns de volta, mas só os que me lembrava!
O Jack é que não tem remedio! 
Vou criar um clube de anti -fãs da Margarett Wilson. Nunca pensei chegar ao ponto em que ninguém gostasse dela!
A rapariga, coitada, tem as hormonas à flor da pele. Eu, pessoalmente, não a encaro da mesma forma que a maior parte de vocês, pelo contrário. Mas pronto, que ela mudou muito, lá isso mudou, mas lembrem-se, A verdadeira essência continua lá.O próximo capitulo é pequeno. Posto em breve!

as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
*E entra a leitora desaparecida tentando comentar despercebida*
Ah... Olá?
Sei que demorei muito a comentar o capítulo mas tive muitas coisas em mente e uma amiga minha viciou-me recentemente em tetris, para além de outras coisas... enfim, não me deu para vir aqui. Mas vim hoje, li e não podia perder a oportunidade de comentar.
Vais iniciar o clube Anti-Margarett Wilson? Fixe, podes contar comigo com tesourareira ou outra coisa qualquer. Ai mas que tonhó! Sim leste bem. Não consigo chamar mais de tonhó ao William, mas a Rett acabou mesmo por me desiludir. Trocaste as voltas todas à história devo dizer. Mas pronto... sejamos optimistas, o Will e o David são rapazes fantásticos e agora o David conquistá-la de volta. Ai, mas que rapariga tão complicada!
Era agora um carro atropelar a Maggie e ele ficar a chorar na campa dela, lamentando-se de não ter-lhe dito que a amava e por não ter chegado a tempo
Era uma ideia fascinante, não achas?
Vamos a ver como as coisas se desenvolvem por aqui. Concordo com as tuas duvidas em juntar o Will à Daisy. Demasiado conveniente. Todavia, estás livre de o fazer. Só aconselho-te que, caso o faças, que não seja algo repentino. Sei lá, pode demorar anos, ou então algo acontece que os ponha juntos... Enfim, ideias existem mais do que petróleo.
Gostei da memória da infância, excepto pelo facto de a Maggie já não ser a mesma rapariga dessa memória. Ficou muito banana desde que foi para França (já disse isto antes, não?). Ela teve uma grande sorte de o Will ser um bom rapaz. Gostei daquilo que fizeste com o Will. Não estou com vontade para odiar o Will por ser um idiota(ainda que, neste caso, ele até tenha razão) e fazê-lo um tipo fixe foi a melhor opção. Gostei imenso do murro que deu ao David. Foi como um balde de água fria, pode-se assim dizer
E achava eu que o Jack tramava alguma coisa em grande. Parece que estava enganada e ele nem é o grande peixe do oceano. Acho que, assim que o David esclarecer as coisas com a Maggie, a mãe dela será ainda o maior problema. A não ser que o Jack conheça a Srª Wilson.
E agora, como acabou... (não consigo resistir)
Run, David, run
Espero pelo próximo capítulo! As coisas estão a andar bem e quero mesmo ler o que vai acontecer no próx. episódio
Ah... Olá?
Sei que demorei muito a comentar o capítulo mas tive muitas coisas em mente e uma amiga minha viciou-me recentemente em tetris, para além de outras coisas... enfim, não me deu para vir aqui. Mas vim hoje, li e não podia perder a oportunidade de comentar.
Vais iniciar o clube Anti-Margarett Wilson? Fixe, podes contar comigo com tesourareira ou outra coisa qualquer. Ai mas que tonhó! Sim leste bem. Não consigo chamar mais de tonhó ao William, mas a Rett acabou mesmo por me desiludir. Trocaste as voltas todas à história devo dizer. Mas pronto... sejamos optimistas, o Will e o David são rapazes fantásticos e agora o David conquistá-la de volta. Ai, mas que rapariga tão complicada!
Era agora um carro atropelar a Maggie e ele ficar a chorar na campa dela, lamentando-se de não ter-lhe dito que a amava e por não ter chegado a tempo
Era uma ideia fascinante, não achas?Vamos a ver como as coisas se desenvolvem por aqui. Concordo com as tuas duvidas em juntar o Will à Daisy. Demasiado conveniente. Todavia, estás livre de o fazer. Só aconselho-te que, caso o faças, que não seja algo repentino. Sei lá, pode demorar anos, ou então algo acontece que os ponha juntos... Enfim, ideias existem mais do que petróleo.
Gostei da memória da infância, excepto pelo facto de a Maggie já não ser a mesma rapariga dessa memória. Ficou muito banana desde que foi para França (já disse isto antes, não?). Ela teve uma grande sorte de o Will ser um bom rapaz. Gostei daquilo que fizeste com o Will. Não estou com vontade para odiar o Will por ser um idiota
E achava eu que o Jack tramava alguma coisa em grande. Parece que estava enganada e ele nem é o grande peixe do oceano. Acho que, assim que o David esclarecer as coisas com a Maggie, a mãe dela será ainda o maior problema. A não ser que o Jack conheça a Srª Wilson.
E agora, como acabou... (não consigo resistir)
Run, David, run

Espero pelo próximo capítulo! As coisas estão a andar bem e quero mesmo ler o que vai acontecer no próx. episódio

Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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Oh minha nossa senhora d'àgrela!!!
Só agora é que vi o "Run, David Run"! Fiquei mesmo WTF?! Quando li o comentário à pressa ontem não me apercebi que tinha uma hiperligação!
Mas enfim, reconheço aquele filme, mas honestamente, acho que nunca o vi! Estranho! o.O'
Em relação a mais opiniões.
Aieh sanhor Jasus Creisto! Depois de ver que todos odeiam a Mag, só me ponho a pensar o que vão achar do próximo capitulo!
Fica tão à desamão!
É um facto, a Mag está picuinhas, e sei que lhe perdi o controlo nuns capítulos atrás. Mas depois comecei a reler os primeiros capítulos, e os capítulos antes de ela começar a namorar com o Will, e pronto, foi aí que estraguei-a. Ela desajustou-se à personagem quando aceitou namorar para o moedinhas! Muhahaha! Pensem vocês o que pensarem, mas eu gosto da rapariga à mesma. Gosto de pensar que está numa fase de reconhecimento próprio e por isso só faz m*rda.
Em relação ao William, nunca quis que ele fosse o "mau". Sempre o vi como um tonto apaixonado, mas não o mau da fita. Assim como a Brittany. Pode não ser boazinha, mas também não é a má da fita. Essa é apenas mimada e chata.
Quanto aos outros, não posso adiantar muito!
Próximo capitulo em breve. Já está pronto, só não me apeteceu postá-lo!
Matem-me, ou aguentem!
Só agora é que vi o "Run, David Run"! Fiquei mesmo WTF?! Quando li o comentário à pressa ontem não me apercebi que tinha uma hiperligação!

Mas enfim, reconheço aquele filme, mas honestamente, acho que nunca o vi! Estranho! o.O'
Em relação a mais opiniões.
Aieh sanhor Jasus Creisto! Depois de ver que todos odeiam a Mag, só me ponho a pensar o que vão achar do próximo capitulo!
Fica tão à desamão! É um facto, a Mag está picuinhas, e sei que lhe perdi o controlo nuns capítulos atrás. Mas depois comecei a reler os primeiros capítulos, e os capítulos antes de ela começar a namorar com o Will, e pronto, foi aí que estraguei-a. Ela desajustou-se à personagem quando aceitou namorar para o moedinhas! Muhahaha! Pensem vocês o que pensarem, mas eu gosto da rapariga à mesma. Gosto de pensar que está numa fase de reconhecimento próprio e por isso só faz m*rda.
Em relação ao William, nunca quis que ele fosse o "mau". Sempre o vi como um tonto apaixonado, mas não o mau da fita. Assim como a Brittany. Pode não ser boazinha, mas também não é a má da fita. Essa é apenas mimada e chata.
Quanto aos outros, não posso adiantar muito!

Próximo capitulo em breve. Já está pronto, só não me apeteceu postá-lo!
Matem-me, ou aguentem!
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-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
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Está pronto?? E não postas? Vou matar-te
O filme é do Forrest Gump, o filme que tornou Tom Hanks celebre. Tem lindas citações. Esta do 'Run, Forrest, run' e até esta (que eu adoro): 'A minha mãe dizia que a vida é como uma caixa de bombons. Nunca sabes o que irás encontrar'
O quê... o que irá acontecer no próximo capítulo para nós odiarmos a Maggie? O que é que ela vai fazer? Ai jasus, que me tá a subir a tensão
A rapariga não pode fazer pior do que já fez... certo?
O filme é do Forrest Gump, o filme que tornou Tom Hanks celebre. Tem lindas citações. Esta do 'Run, Forrest, run' e até esta (que eu adoro): 'A minha mãe dizia que a vida é como uma caixa de bombons. Nunca sabes o que irás encontrar'
O quê... o que irá acontecer no próximo capítulo para nós odiarmos a Maggie? O que é que ela vai fazer? Ai jasus, que me tá a subir a tensão
A rapariga não pode fazer pior do que já fez... certo?
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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Ela, na minha opinião pessoal, não faz nada de mal. Digamos que a sua ingenuidade é longa e pode tornar-se irritante ou não, mas não faz nada de mal aos meus olhos. Dêem-me graxa que eu posto ainda neste fim-de-semana prolongado (hoje ou amanhã)! 
Off-Topic:
Eu acho que nunca vi o filme, mas essa cena das pernas com aquela coisa é-me familiar. Mas agora, lembrei-me também que na série" Entre-vidas", há um episódio em que um menino que tem aquelas coisas nas pernas morre porque vai a correr atrás dos amigos na floresta e cai por não conseguir passar umas rochas. Julgo que é daí que me é familiar esse trecho.

Off-Topic:
Eu acho que nunca vi o filme, mas essa cena das pernas com aquela coisa é-me familiar. Mas agora, lembrei-me também que na série" Entre-vidas", há um episódio em que um menino que tem aquelas coisas nas pernas morre porque vai a correr atrás dos amigos na floresta e cai por não conseguir passar umas rochas. Julgo que é daí que me é familiar esse trecho.
as minhas fic's:
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-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
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Graxa??? É para já, Sodona Lulu
Ora vejamos, como começar. Ah, já sei.
*histerismo on*
ADORO esta história!!!! Não consigo viver sem ela!!!! Passo noites em branco só de imaginar o David sem camisa e ainda tenho alucinações a imaginá-lo a observar-me da janela dele. Tenho também um fetiche por vestidos compridos e quase que largo baba ao imaginar os vestidos da festa da mãe do Will e os feitos pela Maggie. Oh, o quanto eu quereria um desses, para me sentir uma donzela
E, acima de tudo, queria imenso ter um amigo como o David, que me amasse e me fosse fiel até o fim dos meus dias.
Por isso Lulu, Rainha das Histórias românticas e conhecedora dos sonhos das adolescentes portuguesas, apelo ao teu bom coração, posta um capitulo amanhã ou hoje por favor.... Serei uma boa menina!
*histerismo off*
Não sei se foi o suficiente, mas espero que sim
O mais engraçado é que grande parte do que escrevi é verdade. Apenas exagerei no contexto 
Off-topic: Ah, eu lembro-me desse episódio. Enervo-me sempre que aparece a morte de uma criança, juro-te.
Mas Forrest Gump é um excelente filme. Aconselho-te!
Ora vejamos, como começar. Ah, já sei.
*histerismo on*
ADORO esta história!!!! Não consigo viver sem ela!!!! Passo noites em branco só de imaginar o David sem camisa e ainda tenho alucinações a imaginá-lo a observar-me da janela dele. Tenho também um fetiche por vestidos compridos e quase que largo baba ao imaginar os vestidos da festa da mãe do Will e os feitos pela Maggie. Oh, o quanto eu quereria um desses, para me sentir uma donzela

E, acima de tudo, queria imenso ter um amigo como o David, que me amasse e me fosse fiel até o fim dos meus dias.
Por isso Lulu, Rainha das Histórias românticas e conhecedora dos sonhos das adolescentes portuguesas, apelo ao teu bom coração, posta um capitulo amanhã ou hoje por favor.... Serei uma boa menina!

*histerismo off*
Não sei se foi o suficiente, mas espero que sim
O mais engraçado é que grande parte do que escrevi é verdade. Apenas exagerei no contexto 
Off-topic: Ah, eu lembro-me desse episódio. Enervo-me sempre que aparece a morte de uma criança, juro-te.
Mas Forrest Gump é um excelente filme. Aconselho-te!

Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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Aie Ana! Ai cachopa que eu toue tão emoucionada com o tua declaraçom! Nem ma digax maix nada, que eu ponho o capitulozeinho já aquiei!
*Sou tão fraca* A tua sorte é que sou uma pessoa facilmente convencível! É por isso que vou postar o capitulo!
Não é muito grande e não gosto do nome, mas não me ocorre mais nada, então não vou comentar nada de mais sobre ele. As opiniões são convosco!
-Ela não está!
David corou de raiva. Só tinha parado de correr quando a porta da casa Wilson o travou e bateu o quanto pôde para o receberem. Deu por si muito nervoso, como não estava à espera. Fechava e abria as mãos húmidas e o coração parecia ligado ao estômago, mas sorriu. Ela, finalmente, era livre para ele.
Porem, por ironia do Destino, foi Mrs. Dorianne quem abriu a porta e precipitou-se a dizer-lhe que Margarett não estava em casa.
-Mrs. Wilson, não lhe adianta mentir, se não a vir neste momento, espero o que for preciso. Não me pode afastar o suficiente!
Dorianne teve vontade de ir buscar a vassoura e bater no rapaz. De facto, começava a ter ilusões violentas de como expulsá-lo.
-Vai-te embora, gaiato! Já te disse que a minha filha não está! E vê se a deixas em paz, ela está prometida a outro!
Um calafrio no peito fez David rir-se, eufórico:
-Prometida?!
Mrs. Wilson sentiu o rosto quente e, depois de bufar, tentou expulsá-lo novamente da entrada da sua casa:
-Sim, com o William Finkie! – Respondeu sem dúvidas. David sorriu, extasiado pela realidade que a mulher desconhecia - Eles saíram juntos e ainda não voltaram! Vai-te embora e não estragues tudo!
David ia para dizer algo, só que desistiu. Percebeu que desta vez a mulher estava a falar a verdade. Desceu as escadas da frente e esperou que a sujeita fechasse a porta com força para se sentar no chão à espera de Mag.
Era de salientar, no entanto, que a ânsia em vê-la era tal que o seu estômago ficou descontrolado. Esperou meia hora e nem sinais dela. Encontrou entretenimento em coisas que nem sabia existirem. Deitou-se. Sentou-se. Levantou-se. E voltou a deitar-se. Contou os flocos de algodão no céu e, posteriormente, encontrou animais escondidos nas suas formas. Voltou a sentar-se e seguiu o carreirinho de formigas com a visão. Tudo isto, até que percebeu que ela não voltaria tão cedo.
Tentou imaginar onde estaria ela. Para onde iria Margarett Wilson se quisesse estar sozinha?
Acabou por ter um flash. O tal flash que lhe lembrava o quão burro ele era por não ter pensado naquilo mais cedo.
David levantou-se, com palpitações irregulares e perigosas, anestesiado por uma ansiedade de cortar a respiração e, sem esperar mais um minuto, voltou a correr em busca dela.
As árvores, as casas. Tudo parecia passar por ele em câmara lenta, por muito rápido que ele fosse. Parecia que o trajeto tinha triplicado. Era um mártir que, de certa forma, não era mau.
Era uma doce tempestade de esperança.
Quando as grades ferrugentas surgiram, ele nem sequer se esforçou para as afastar. Encolheu-se, e atravessou-se por entre o metal alaranjado sendo logo recebido pelo grande jardim abandonado.
Despachou-se até à porta, mas abrandou ofegante quando lá chegou para controlar a voz e a respiração. Ainda assim, não quis pensar. Entrou e procurou Margarett.
Pensou que ela estaria na sala mas, quando lá chegou, desiludiu-se.
Estava tudo vazio, escuro e intacto como da última vez em que lá estivera.
Talvez ela não tivesse ido para o “sitio secreto”, reconheceu, desgostoso. Provavelmente não era assim tão óbvia.
Ele sentou-se no sofá velho e ficou a olhar o nada. De repente ela parecia estar tão perto e ao mesmo tempo tão longe.
David esfregou a cara e o cabelo, e enterrou as mãos nele, de olhos no chão.
O que faria a seguir? O seu coração parecia uma metralhadora dentro dele. A sua única opção era imaginar o que faria quando visse Margarett. O que lhe dizer? O que fazer?
Não teve tempo de imaginar nada pois um som vindo do andar de cima acordou-o.
O quarto!
O sistema de David parou. Como é que ele se tinha limitado à sala?
Levantou-se agitado e pôs os ouvidos à escuta por outro sinal.
Pareceu-lhe ouvir dois passos.
Começou por subir as escadas devagar; Não se queria precipitar para depois se desiludir de novo. Além disso podia ser um gato ou um cão. Ou um arruaceiro. Ou até um mendigo à procura de abrigo.
Suspirou. Não queria crer em tal azar.
Quando chegou àquele quarto desencostou a porta e entrou com receio.
Toda a saliva da sua boca sumiu. Nunca pensou que ficaria tão nervoso, ainda que feliz.
Margarett estava lá, mas não reparou que ele entrou por estar mais atenta às portadas esculpidas.
Ele também não se emancipou por entre o silêncio. Preferiu ficar a olhá-la ali, parado, a estudá-la à medida que o sol do crepúsculo lhe iluminava a pele alva. Viu como ela estava desatenta a tudo. Pensativa, avaliou. Parecia frágil mas era impossível culpá-la por isso. Mesmo assim, ele estranhava a sua debilidade desde que ela regressara de França. A Margarett que crescera com ele não era débil nem frágil. Era forte, determinada, um sopro da natureza. Adorava-a por isso, mas nessa altura tinha a certeza que ainda não a amava. Passados cinco anos, ela era uma picuinhas. Tinha medo de pisar a linha, não sabia enfrentar os problemas de frente, arranjava encrencas e parecia um cachorro sem dono, de tão desorientada que estava. Com 17 anos mostrara-se delicada como a flor mais pequena de um jardim selvagem. Noutra altura, David detestaria isso. Detestava as mudanças de humor, a fraqueza, a covardia e toda a indecisão que a deitava abaixo. Mas, incrivelmente, não odiava mais. Pelo contrário. Amava-a.
-Margarett…! – Ele suspirou.
Ela deu um pulo, em sobressalto, e bateu com as costas na janela:
-David? – Ofegou, encarando-o.
Ele notou que ela tinha estado a meditar. Não a chorar, porque isso seria visível a léguas e não era o caso.
A moça, perante o silêncio, pegou num objeto do tocador e começou a mexê-lo para disfarçar o seu stress. Só não queria mais problemas.
-Porque não me contaste?! – Questionou David. Depois completou a questão - Antes?
Margarett trancou os lábios sem saber o que responder. David deu um passo na direção dela:
-Então é verdade?! – Quis saber, sem concluir se estava feliz ou zangado com isso - Rett… tu e o William já não…?
Margarett semicerrou os olhos e deu de ombros sem resposta firme. Reparou no hematoma que lhe estava a crescer perto do olho, só que não comentou.
Ela tentou ir embora, mas David voltou a travá-la.
-Não vás! – Pediu, agarrando-lhe o braço com a mão - Fala comigo!
Firmemente, ela olhou-o nos olhos:
-Eu fiz o que te prometi, David! Eu resolvi tudo. Ou quase tudo… – Corrigiu – De qualquer forma… não te quis dizer logo porque… - ela desviou o cabelo para trás da orelha, medindo as palavras - Não seria justo para o William…
Houve silêncio.
David compreendeu-a.
Suspirou de alívio, ou outra sensação qualquer que ele não pôde concluir. A sua única reação foi pegar-lhe as mãos e entrelaçar os dedos com os da jovem costureira, sabendo que dali para a frente tudo seria diferente:
-Muito bem, Margarett. - Congratulou. Ela não esperava aquilo – Fizeste o que estava certo. – Declarou, sorrindo.
Ela engoliu em seco e estreitou as sobrancelhas:
-Obrigada…
Ele chegou-se mais contra ela, e depositou-lhe um beijo leve no topo da cabeça.
A francesa estremeceu.
-Estou orgulhoso. - Assumiu o rapaz, arrastando os lábios até à testa dela e soltando o seu hálito ali – e espero que finalmente tenhas noção do que realmente queres e do que deves fazer, porque agora não há mais nada que te impeça.
Mag sentiu um arrepio e abraçou David pelo tronco. Um impulso sobre o qual depois teve dúvidas. Contudo, David abraçou-a de volta e ela compreendeu que o sentimento era mútuo aos dois.
-Eu tenho a certeza do que quero! – Exclamou ela, tentando fixar-lhe os olhos castanhos. A ânsia dela atingiu o mesmo nível que a dele.
A falta de comentários de David fizeram-na pensar que talvez ele nem a tivesse ouvido, pela maneira como estava calado em relação às suas palavras.
Mas ele tinha escutado tudo perfeitamente. Sorria por dentro com as palavras dela. Desceu a boca até à ponta do nariz dela e depois desviou-a para a bochecha. Beijou a face rosada ao de leve.
-Eu amo-te, Margarett… - Murmurou, de olhos fechados.
Margarett apertou-lhe a camisola por entre os dedos, atingida por uma flecha de fogo que a incendiou dos pés à cabeça. Não soube se a sua voz tremeu de nervosismo ou de felicidade quando lhe respondeu:
-Eu também te amo, David.
Ele sorriu espontaneamente. Algo breve pois a sua boca quis ocupar-se de outra forma. A boca dele deslizou como água até aos lábios da amada. Quando os alcançou, tomou-os como Deus tomou o Vinho. Um beijo puro e sem malicia, como o desabrochar de uma rosa.
Margarett conseguiu escutar a sintonia em que o seu coração e o de David batiam. Sorriu. Finalmente não havia mais peso na consciência. Por fim já tinha direito de usufruir daquele sentimento sem se conter. A toma daqueles lábios passou a assemelhar-se à forma como o diabo capturava as almas do inferno. Mais quente. Mais desejado.
Só conseguiram apanhar um pequeno folgo de ar, antes de segurarem com força a carne um do outro.
David sentiu o corpo a arder em luxuria. Desta vez, contudo, não conseguiu buscar motivos para se controlar. Largou a boca de Margarett sem ela estar à espera e mordeu-lhe o ombro, sem a soltar um segundo que fosse. Ela gemeu baixinho pela surpresa, mas não negou aquele gesto. Pelo contrário. Adorou-o. Talvez tenha sido esse o impulso que a fez levantar a camisola de David com o intuito inconsciente de lha retirar. Ele ajudou-a e depois voltou a fundir as duas bocas e encostou-a à parede fria, criando um choque térmico em Margarett. Com uma das mãos, puxou-lhe a roda do vestido para cima e apertou-lhe a coxa quente, levantando-a até à sua cintura. Mag pressentiu que aquilo era muito mais do que um simples beijo:
-David… - ela afastou a cara do alcance dele, duvidosa – O que vais fazer?
Ele fitou-a, surpreendido com a questão.
Doce, ingénua, Margarett.
Sorriu pela expressão inocente dela e beijou-lhe a mão fina com cuidado. Depois acariciou-lhe o rosto liso e deu-lhe um beijo discreto no pescoço.
Ela fechou as pálpebras anestesiada, mas ainda queria resposta.
David rodeou-lhe as costas com os braços e alcançou o fecho do vestido. Puxou o zipper para baixo devagarinho, o suficiente para Margarett reagir:
-O que vais fazer? – Ela repetiu, nervosa.
O Paisen beijou-a com fervor e depois arrastou a boca até à orelha dela.
-Amar-te… - sussurrou.
A moça quis sorrir, todavia voltou a questioná-lo quando ele lhe beijou o colo do peito:
-Amar-me? Mas tu não me amas já? – Inquiriu segurando-lhe o rosto de frente para o seu com as duas mãos.
David teve vontade de dar uma boa gargalhada, mas não ia estragar o clima daquela maneira. A culpa não era dela. Era da época. Era um pecado uma rapariga de 17 anos saber pormenores antes do casamento, daí Margarett estar dividida entre os seus instintos carnais e as dúvidas em relação às intenções de David. Ele parou de lhe olhar a iris azul carregada de receio e deu-lhe um beijo suave no cantinho dos lábios. Passou as mãos grandes para a cabeça dela, entrelaçando os dedos com os seus cabelos dourados e, sem desviar os olhos dos dela, preferiu explicar-se de uma forma mais suave.
Fez uma pausa antes de falar:
-Lembras-te quando me prometeste que serias minha amiga para sempre? – Indagou num murmúrio, à espera de resposta verbal ou visual. Ela assentiu apenas com a cabeça - O teu sangue e o meu juntaram-se num só. – Recordou - Foi doloroso, mas verdadeiro. Nenhum de nós mentiu naquele momento. Fizemos uma promessa de sangue.
Margarett anuiu.
David deu-lhe mais um beijo na extremidade bocal:
-Vamos fazer outra… - Explicou, num tom tão baixo que tornou a sua voz rouca - Mais forte… Unir-te a mim para sempre…
Mag contemplou a mão, onde a sua cicatriz se mantinha profunda e sem cor. Perguntou-se como David planeava fazer tal promessa. E mais. O quão doloroso seria? A expressão assustada dela eram um motivo de divertimento para ele, mas também um dos motivos pelo que a queria. Por ela ser só dele.
Com a ponta do dedo, ele levantou-lhe a cabeça pelo queixo para que ela o contemplasse diretamente. Sorriu-lhe e encostou a sua testa à da amada:
-Vou amar-te até ao fim dos meus dias e quem sabe, mais além, estejas tu onde estiveres.
Margarett sorriu com um pouco de medo na expressão. Mas a declaração de David deixava-a mais destemida do que nunca. Deixou-o terminar de abrir o vestido e quando o sentiu desapegado do corpo o seu impulso foi segurá-lo contra o peito para que não lhe caísse.
Mas David distraiu-a com a mão a trepar-lhe a coxa e ela soltou o vestido para agarrá-la instintivamente. O vestido tombou no chão. Margarett sentiu-se exposta a um nível que não sabia explicar. Mas aí olhou o tronco nu de David e um sentimento de igualdade deixou-a mais confortável. Ela gemeu por cedência. David, de lábios colados aos da rapariga, conduziu-a na direção da cama lentamente e deitou-a sobre o leito antigo. Ela olhou-o, com a cabeça já depositada no travesseiro e, a partir desse momento, não quis negar mais nenhum toque de David. Ele começou a desviar-lhe a roupa interior de renda branca com toques mínimos mas despertadores. Beijou-lhe o ventre e depois desapertou as suas próprias calças. Margarett corou e, para o disfarçar, puxou a cara de David, para o beijar outra vez. Penetrou a sua língua na boca dele, agitada e, com os pés, ajudou-o a despir o que lhe faltava. Ele desviou-lhe as coxas e colocou-se entre elas, enquanto com as mãos e com a boca prolongou as sensações. Margarett arranhou-lhe as costas. O seu órgão vital estava cada vez mais acelerado, tanto por ansiedade pelo que estava para vir, como pelo frenesim que o corpo quente de David lhe suscitava devido à proximidade.
Ele roçou o seu nariz no dela e beijou-a ao de leve.
Mag baixou as pálpebras.
O resto, ela sentiu.
***
Mrs. Dorianne Wilson bateu o pé impaciente. Já passava da meia-noite e nem sinal da filha. Tinha duas opções em mente. A boa era imaginar que ela estava com William. Prolongaram o passeio, tinham ido à sessão da noite no cinema ou estavam a namorar perto de rio. Por muito indecente que isso lhe soasse, era bem pior do que a segunda ideia. Imaginar que David a tinha encontrado à vinda para casa e a tinha levado com ele para algum lugar arruaceiro, onde estariam a fazer tudo menos coisas boas. A ideia inquietava-a. Teve vontade de ligar para a casa dos Finkie, mas era tarde e não queria fazer figura de louca.
Levantou-se do sofá e espreitou à janela. A rua estava deserta já. Se Margarett por ventura estivesse sozinha era perigoso para ela. Atentou numa sombra a dobrar a esquina. Esperou reconhecer a rapariga, mas em vez disso viu um casal. Pensou que fosse William e ela, mas apercebeu-se que era outro par. Um dos velhos companheiros do filho da vizinha. Sabia que ele tinha fama de causar muitos problemas. Reconheceu-lhe a laia e a rapariga que o acompanhava era mais fresca do que um abacaxi. Saltitava em redor dele, agarrava-lhe o pescoço e beijava-o sem pudor. Ele apalpava-a toda sem qualquer cavalheirismo. Dorianne benzeu-se ao imaginar a filha numa situação daquelas.
Furiosa dirigiu-se à entrada e abriu a porta bruscamente. Saiu para fora de casa, aconchegando-se no casaco fino de malha. O casal de jovens parou para ver de quem era a silhueta que o analisava com olhos furiosos.
-Boa noite! – Exclamou a mulher.
A rapariga escondeu-se atrás do companheiro, com vergonha de ser reconhecida por alguém que não devesse.
-Boa noite! – Cumprimentou o rapaz, sorrindo em tom de troça.
A mulher não gostou daquele tom sarcástico:
-Como te chamas, rapaz?
Ele respondeu-lhe na defensiva, mas sempre com um sorriso enviesado carregado de cinismo:
-Jack. Jack Downson, Madame.
A mulher desceu dois degraus de braços cruzados:
-Tu conheces a minha filha?
Jack estreitou as sobrancelhas:
-Qual o nome dela?
-Margarett Wilson.
O nome fez eco. Jack apertou os punhos com força, contendo-se para não dar uma forte gargalhada e manter a postura de sério.
-Sim, conheço. Há algum problema?
Mrs. Wilson tossiu discretamente:
-Ela ainda não chegou a casa. Por acaso viste-a?
Jack estava pronto a responder, mas a mulher interrompeu:
-Ela saiu com o namorado, William Finkie. Creio que estejam juntos.
Com aquilo, Jack não pode manter ar preocupado. Disfarçou o riso com o punho da jaqueta. O motivo foi o facto de ter visto William duas horas antes a jantar com os pais no restaurante mais chique da cidade. Margarett, nem vê-la, mas podia fazer apostas de onde ela estava. Ou melhor, de com quem ela estava. Aquilo era o alibi perfeito.
-Não a vi hoje, senhora… - informou, dando um passo à frente – Mas garanto-lhe que se quiser, Madame, eu encontro-a…Hoje, amanhã, ou quando quiser.
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PS: Ana, esta ultima parte não foi baseada no teu comentário. Eu já tinha escrito a parte do Jack conhecer Mrs. Wilson!
bjoka
*Sou tão fraca* A tua sorte é que sou uma pessoa facilmente convencível! É por isso que vou postar o capitulo!
Não é muito grande e não gosto do nome, mas não me ocorre mais nada, então não vou comentar nada de mais sobre ele. As opiniões são convosco!
Capitulo 29 – Sintonia
"Quando o amor nos visita, a amizade despede-se."
Marquês de Maricá
Marquês de Maricá
-Ela não está!
David corou de raiva. Só tinha parado de correr quando a porta da casa Wilson o travou e bateu o quanto pôde para o receberem. Deu por si muito nervoso, como não estava à espera. Fechava e abria as mãos húmidas e o coração parecia ligado ao estômago, mas sorriu. Ela, finalmente, era livre para ele.
Porem, por ironia do Destino, foi Mrs. Dorianne quem abriu a porta e precipitou-se a dizer-lhe que Margarett não estava em casa.
-Mrs. Wilson, não lhe adianta mentir, se não a vir neste momento, espero o que for preciso. Não me pode afastar o suficiente!
Dorianne teve vontade de ir buscar a vassoura e bater no rapaz. De facto, começava a ter ilusões violentas de como expulsá-lo.
-Vai-te embora, gaiato! Já te disse que a minha filha não está! E vê se a deixas em paz, ela está prometida a outro!
Um calafrio no peito fez David rir-se, eufórico:
-Prometida?!
Mrs. Wilson sentiu o rosto quente e, depois de bufar, tentou expulsá-lo novamente da entrada da sua casa:
-Sim, com o William Finkie! – Respondeu sem dúvidas. David sorriu, extasiado pela realidade que a mulher desconhecia - Eles saíram juntos e ainda não voltaram! Vai-te embora e não estragues tudo!
David ia para dizer algo, só que desistiu. Percebeu que desta vez a mulher estava a falar a verdade. Desceu as escadas da frente e esperou que a sujeita fechasse a porta com força para se sentar no chão à espera de Mag.
Era de salientar, no entanto, que a ânsia em vê-la era tal que o seu estômago ficou descontrolado. Esperou meia hora e nem sinais dela. Encontrou entretenimento em coisas que nem sabia existirem. Deitou-se. Sentou-se. Levantou-se. E voltou a deitar-se. Contou os flocos de algodão no céu e, posteriormente, encontrou animais escondidos nas suas formas. Voltou a sentar-se e seguiu o carreirinho de formigas com a visão. Tudo isto, até que percebeu que ela não voltaria tão cedo.
Tentou imaginar onde estaria ela. Para onde iria Margarett Wilson se quisesse estar sozinha?
Acabou por ter um flash. O tal flash que lhe lembrava o quão burro ele era por não ter pensado naquilo mais cedo.
David levantou-se, com palpitações irregulares e perigosas, anestesiado por uma ansiedade de cortar a respiração e, sem esperar mais um minuto, voltou a correr em busca dela.
As árvores, as casas. Tudo parecia passar por ele em câmara lenta, por muito rápido que ele fosse. Parecia que o trajeto tinha triplicado. Era um mártir que, de certa forma, não era mau.
Era uma doce tempestade de esperança.
Quando as grades ferrugentas surgiram, ele nem sequer se esforçou para as afastar. Encolheu-se, e atravessou-se por entre o metal alaranjado sendo logo recebido pelo grande jardim abandonado.
Despachou-se até à porta, mas abrandou ofegante quando lá chegou para controlar a voz e a respiração. Ainda assim, não quis pensar. Entrou e procurou Margarett.
Pensou que ela estaria na sala mas, quando lá chegou, desiludiu-se.
Estava tudo vazio, escuro e intacto como da última vez em que lá estivera.
Talvez ela não tivesse ido para o “sitio secreto”, reconheceu, desgostoso. Provavelmente não era assim tão óbvia.
Ele sentou-se no sofá velho e ficou a olhar o nada. De repente ela parecia estar tão perto e ao mesmo tempo tão longe.
David esfregou a cara e o cabelo, e enterrou as mãos nele, de olhos no chão.
O que faria a seguir? O seu coração parecia uma metralhadora dentro dele. A sua única opção era imaginar o que faria quando visse Margarett. O que lhe dizer? O que fazer?
Não teve tempo de imaginar nada pois um som vindo do andar de cima acordou-o.
O quarto!
O sistema de David parou. Como é que ele se tinha limitado à sala?
Levantou-se agitado e pôs os ouvidos à escuta por outro sinal.
Pareceu-lhe ouvir dois passos.
Começou por subir as escadas devagar; Não se queria precipitar para depois se desiludir de novo. Além disso podia ser um gato ou um cão. Ou um arruaceiro. Ou até um mendigo à procura de abrigo.
Suspirou. Não queria crer em tal azar.
Quando chegou àquele quarto desencostou a porta e entrou com receio.
Toda a saliva da sua boca sumiu. Nunca pensou que ficaria tão nervoso, ainda que feliz.
Margarett estava lá, mas não reparou que ele entrou por estar mais atenta às portadas esculpidas.
Ele também não se emancipou por entre o silêncio. Preferiu ficar a olhá-la ali, parado, a estudá-la à medida que o sol do crepúsculo lhe iluminava a pele alva. Viu como ela estava desatenta a tudo. Pensativa, avaliou. Parecia frágil mas era impossível culpá-la por isso. Mesmo assim, ele estranhava a sua debilidade desde que ela regressara de França. A Margarett que crescera com ele não era débil nem frágil. Era forte, determinada, um sopro da natureza. Adorava-a por isso, mas nessa altura tinha a certeza que ainda não a amava. Passados cinco anos, ela era uma picuinhas. Tinha medo de pisar a linha, não sabia enfrentar os problemas de frente, arranjava encrencas e parecia um cachorro sem dono, de tão desorientada que estava. Com 17 anos mostrara-se delicada como a flor mais pequena de um jardim selvagem. Noutra altura, David detestaria isso. Detestava as mudanças de humor, a fraqueza, a covardia e toda a indecisão que a deitava abaixo. Mas, incrivelmente, não odiava mais. Pelo contrário. Amava-a.
-Margarett…! – Ele suspirou.
Ela deu um pulo, em sobressalto, e bateu com as costas na janela:
-David? – Ofegou, encarando-o.
Ele notou que ela tinha estado a meditar. Não a chorar, porque isso seria visível a léguas e não era o caso.
A moça, perante o silêncio, pegou num objeto do tocador e começou a mexê-lo para disfarçar o seu stress. Só não queria mais problemas.
-Porque não me contaste?! – Questionou David. Depois completou a questão - Antes?
Margarett trancou os lábios sem saber o que responder. David deu um passo na direção dela:
-Então é verdade?! – Quis saber, sem concluir se estava feliz ou zangado com isso - Rett… tu e o William já não…?
Margarett semicerrou os olhos e deu de ombros sem resposta firme. Reparou no hematoma que lhe estava a crescer perto do olho, só que não comentou.
Ela tentou ir embora, mas David voltou a travá-la.
-Não vás! – Pediu, agarrando-lhe o braço com a mão - Fala comigo!
Firmemente, ela olhou-o nos olhos:
-Eu fiz o que te prometi, David! Eu resolvi tudo. Ou quase tudo… – Corrigiu – De qualquer forma… não te quis dizer logo porque… - ela desviou o cabelo para trás da orelha, medindo as palavras - Não seria justo para o William…
Houve silêncio.
David compreendeu-a.
Suspirou de alívio, ou outra sensação qualquer que ele não pôde concluir. A sua única reação foi pegar-lhe as mãos e entrelaçar os dedos com os da jovem costureira, sabendo que dali para a frente tudo seria diferente:
-Muito bem, Margarett. - Congratulou. Ela não esperava aquilo – Fizeste o que estava certo. – Declarou, sorrindo.
Ela engoliu em seco e estreitou as sobrancelhas:
-Obrigada…
Ele chegou-se mais contra ela, e depositou-lhe um beijo leve no topo da cabeça.
A francesa estremeceu.
-Estou orgulhoso. - Assumiu o rapaz, arrastando os lábios até à testa dela e soltando o seu hálito ali – e espero que finalmente tenhas noção do que realmente queres e do que deves fazer, porque agora não há mais nada que te impeça.
Mag sentiu um arrepio e abraçou David pelo tronco. Um impulso sobre o qual depois teve dúvidas. Contudo, David abraçou-a de volta e ela compreendeu que o sentimento era mútuo aos dois.
-Eu tenho a certeza do que quero! – Exclamou ela, tentando fixar-lhe os olhos castanhos. A ânsia dela atingiu o mesmo nível que a dele.
A falta de comentários de David fizeram-na pensar que talvez ele nem a tivesse ouvido, pela maneira como estava calado em relação às suas palavras.
Mas ele tinha escutado tudo perfeitamente. Sorria por dentro com as palavras dela. Desceu a boca até à ponta do nariz dela e depois desviou-a para a bochecha. Beijou a face rosada ao de leve.
-Eu amo-te, Margarett… - Murmurou, de olhos fechados.
Margarett apertou-lhe a camisola por entre os dedos, atingida por uma flecha de fogo que a incendiou dos pés à cabeça. Não soube se a sua voz tremeu de nervosismo ou de felicidade quando lhe respondeu:
-Eu também te amo, David.
Ele sorriu espontaneamente. Algo breve pois a sua boca quis ocupar-se de outra forma. A boca dele deslizou como água até aos lábios da amada. Quando os alcançou, tomou-os como Deus tomou o Vinho. Um beijo puro e sem malicia, como o desabrochar de uma rosa.
Margarett conseguiu escutar a sintonia em que o seu coração e o de David batiam. Sorriu. Finalmente não havia mais peso na consciência. Por fim já tinha direito de usufruir daquele sentimento sem se conter. A toma daqueles lábios passou a assemelhar-se à forma como o diabo capturava as almas do inferno. Mais quente. Mais desejado.
Só conseguiram apanhar um pequeno folgo de ar, antes de segurarem com força a carne um do outro.
David sentiu o corpo a arder em luxuria. Desta vez, contudo, não conseguiu buscar motivos para se controlar. Largou a boca de Margarett sem ela estar à espera e mordeu-lhe o ombro, sem a soltar um segundo que fosse. Ela gemeu baixinho pela surpresa, mas não negou aquele gesto. Pelo contrário. Adorou-o. Talvez tenha sido esse o impulso que a fez levantar a camisola de David com o intuito inconsciente de lha retirar. Ele ajudou-a e depois voltou a fundir as duas bocas e encostou-a à parede fria, criando um choque térmico em Margarett. Com uma das mãos, puxou-lhe a roda do vestido para cima e apertou-lhe a coxa quente, levantando-a até à sua cintura. Mag pressentiu que aquilo era muito mais do que um simples beijo:
-David… - ela afastou a cara do alcance dele, duvidosa – O que vais fazer?
Ele fitou-a, surpreendido com a questão.
Doce, ingénua, Margarett.
Sorriu pela expressão inocente dela e beijou-lhe a mão fina com cuidado. Depois acariciou-lhe o rosto liso e deu-lhe um beijo discreto no pescoço.
Ela fechou as pálpebras anestesiada, mas ainda queria resposta.
David rodeou-lhe as costas com os braços e alcançou o fecho do vestido. Puxou o zipper para baixo devagarinho, o suficiente para Margarett reagir:
-O que vais fazer? – Ela repetiu, nervosa.
O Paisen beijou-a com fervor e depois arrastou a boca até à orelha dela.
-Amar-te… - sussurrou.
A moça quis sorrir, todavia voltou a questioná-lo quando ele lhe beijou o colo do peito:
-Amar-me? Mas tu não me amas já? – Inquiriu segurando-lhe o rosto de frente para o seu com as duas mãos.
David teve vontade de dar uma boa gargalhada, mas não ia estragar o clima daquela maneira. A culpa não era dela. Era da época. Era um pecado uma rapariga de 17 anos saber pormenores antes do casamento, daí Margarett estar dividida entre os seus instintos carnais e as dúvidas em relação às intenções de David. Ele parou de lhe olhar a iris azul carregada de receio e deu-lhe um beijo suave no cantinho dos lábios. Passou as mãos grandes para a cabeça dela, entrelaçando os dedos com os seus cabelos dourados e, sem desviar os olhos dos dela, preferiu explicar-se de uma forma mais suave.
Fez uma pausa antes de falar:
-Lembras-te quando me prometeste que serias minha amiga para sempre? – Indagou num murmúrio, à espera de resposta verbal ou visual. Ela assentiu apenas com a cabeça - O teu sangue e o meu juntaram-se num só. – Recordou - Foi doloroso, mas verdadeiro. Nenhum de nós mentiu naquele momento. Fizemos uma promessa de sangue.
Margarett anuiu.
David deu-lhe mais um beijo na extremidade bocal:
-Vamos fazer outra… - Explicou, num tom tão baixo que tornou a sua voz rouca - Mais forte… Unir-te a mim para sempre…
Mag contemplou a mão, onde a sua cicatriz se mantinha profunda e sem cor. Perguntou-se como David planeava fazer tal promessa. E mais. O quão doloroso seria? A expressão assustada dela eram um motivo de divertimento para ele, mas também um dos motivos pelo que a queria. Por ela ser só dele.
Com a ponta do dedo, ele levantou-lhe a cabeça pelo queixo para que ela o contemplasse diretamente. Sorriu-lhe e encostou a sua testa à da amada:
-Vou amar-te até ao fim dos meus dias e quem sabe, mais além, estejas tu onde estiveres.
Margarett sorriu com um pouco de medo na expressão. Mas a declaração de David deixava-a mais destemida do que nunca. Deixou-o terminar de abrir o vestido e quando o sentiu desapegado do corpo o seu impulso foi segurá-lo contra o peito para que não lhe caísse.
Mas David distraiu-a com a mão a trepar-lhe a coxa e ela soltou o vestido para agarrá-la instintivamente. O vestido tombou no chão. Margarett sentiu-se exposta a um nível que não sabia explicar. Mas aí olhou o tronco nu de David e um sentimento de igualdade deixou-a mais confortável. Ela gemeu por cedência. David, de lábios colados aos da rapariga, conduziu-a na direção da cama lentamente e deitou-a sobre o leito antigo. Ela olhou-o, com a cabeça já depositada no travesseiro e, a partir desse momento, não quis negar mais nenhum toque de David. Ele começou a desviar-lhe a roupa interior de renda branca com toques mínimos mas despertadores. Beijou-lhe o ventre e depois desapertou as suas próprias calças. Margarett corou e, para o disfarçar, puxou a cara de David, para o beijar outra vez. Penetrou a sua língua na boca dele, agitada e, com os pés, ajudou-o a despir o que lhe faltava. Ele desviou-lhe as coxas e colocou-se entre elas, enquanto com as mãos e com a boca prolongou as sensações. Margarett arranhou-lhe as costas. O seu órgão vital estava cada vez mais acelerado, tanto por ansiedade pelo que estava para vir, como pelo frenesim que o corpo quente de David lhe suscitava devido à proximidade.
Ele roçou o seu nariz no dela e beijou-a ao de leve.
Mag baixou as pálpebras.
O resto, ela sentiu.
***
Mrs. Dorianne Wilson bateu o pé impaciente. Já passava da meia-noite e nem sinal da filha. Tinha duas opções em mente. A boa era imaginar que ela estava com William. Prolongaram o passeio, tinham ido à sessão da noite no cinema ou estavam a namorar perto de rio. Por muito indecente que isso lhe soasse, era bem pior do que a segunda ideia. Imaginar que David a tinha encontrado à vinda para casa e a tinha levado com ele para algum lugar arruaceiro, onde estariam a fazer tudo menos coisas boas. A ideia inquietava-a. Teve vontade de ligar para a casa dos Finkie, mas era tarde e não queria fazer figura de louca.
Levantou-se do sofá e espreitou à janela. A rua estava deserta já. Se Margarett por ventura estivesse sozinha era perigoso para ela. Atentou numa sombra a dobrar a esquina. Esperou reconhecer a rapariga, mas em vez disso viu um casal. Pensou que fosse William e ela, mas apercebeu-se que era outro par. Um dos velhos companheiros do filho da vizinha. Sabia que ele tinha fama de causar muitos problemas. Reconheceu-lhe a laia e a rapariga que o acompanhava era mais fresca do que um abacaxi. Saltitava em redor dele, agarrava-lhe o pescoço e beijava-o sem pudor. Ele apalpava-a toda sem qualquer cavalheirismo. Dorianne benzeu-se ao imaginar a filha numa situação daquelas.
Furiosa dirigiu-se à entrada e abriu a porta bruscamente. Saiu para fora de casa, aconchegando-se no casaco fino de malha. O casal de jovens parou para ver de quem era a silhueta que o analisava com olhos furiosos.
-Boa noite! – Exclamou a mulher.
A rapariga escondeu-se atrás do companheiro, com vergonha de ser reconhecida por alguém que não devesse.
-Boa noite! – Cumprimentou o rapaz, sorrindo em tom de troça.
A mulher não gostou daquele tom sarcástico:
-Como te chamas, rapaz?
Ele respondeu-lhe na defensiva, mas sempre com um sorriso enviesado carregado de cinismo:
-Jack. Jack Downson, Madame.
A mulher desceu dois degraus de braços cruzados:
-Tu conheces a minha filha?
Jack estreitou as sobrancelhas:
-Qual o nome dela?
-Margarett Wilson.
O nome fez eco. Jack apertou os punhos com força, contendo-se para não dar uma forte gargalhada e manter a postura de sério.
-Sim, conheço. Há algum problema?
Mrs. Wilson tossiu discretamente:
-Ela ainda não chegou a casa. Por acaso viste-a?
Jack estava pronto a responder, mas a mulher interrompeu:
-Ela saiu com o namorado, William Finkie. Creio que estejam juntos.
Com aquilo, Jack não pode manter ar preocupado. Disfarçou o riso com o punho da jaqueta. O motivo foi o facto de ter visto William duas horas antes a jantar com os pais no restaurante mais chique da cidade. Margarett, nem vê-la, mas podia fazer apostas de onde ela estava. Ou melhor, de com quem ela estava. Aquilo era o alibi perfeito.
-Não a vi hoje, senhora… - informou, dando um passo à frente – Mas garanto-lhe que se quiser, Madame, eu encontro-a…Hoje, amanhã, ou quando quiser.
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PS: Ana, esta ultima parte não foi baseada no teu comentário. Eu já tinha escrito a parte do Jack conhecer Mrs. Wilson!
bjoka
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
*linguagem pitex on*
O_O OMG!!! Mas que capítulo!!!! AInda bem que te dei graxa, mulheri. Ainda bem!! O_O
Vou expressar os meus sentimentos com smiles, já que palavras faltam.
QUI LINDU!!!
*linguagem pitex off*
A sério, gostei imenso deste capítulo. Não consegui parar que rir com a cena da mansão, com o facto de a Margarett não saber nada. Espantei-me com a ousadia do David. Sorte a dele que a Maggie não percebeu metade do que estava a fazer. Pelo menos penso que ela te-lo-ia travado se soubesse que estava a cometer o 'maior pecado de uma donzela'. Ai ai, que o David é um fresco
Já a Srª Wilson e o Jack. Enfim, é uma chatice aqueles dois se conhecerem. Já é mau a Maggie estar fora de casa, nos braços do David e usando poucas vestimentas, também está num sitio que Jack conhece. E que irá revelar à mãe dela... Ai que eu tenho medo
Não percam o próximo capítulo porque eu... também não!!
O_O OMG!!! Mas que capítulo!!!! AInda bem que te dei graxa, mulheri. Ainda bem!! O_O
Vou expressar os meus sentimentos com smiles, já que palavras faltam.
QUI LINDU!!!
*linguagem pitex off*
A sério, gostei imenso deste capítulo. Não consegui parar que rir com a cena da mansão, com o facto de a Margarett não saber nada. Espantei-me com a ousadia do David. Sorte a dele que a Maggie não percebeu metade do que estava a fazer. Pelo menos penso que ela te-lo-ia travado se soubesse que estava a cometer o 'maior pecado de uma donzela'. Ai ai, que o David é um fresco

Já a Srª Wilson e o Jack. Enfim, é uma chatice aqueles dois se conhecerem. Já é mau a Maggie estar fora de casa, nos braços do David e usando poucas vestimentas, também está num sitio que Jack conhece. E que irá revelar à mãe dela... Ai que eu tenho medo

Não percam o próximo capítulo porque eu... também não!!

Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
amei...
adorei...
delirei...
A serio não sei o que descrever. esta formidável.
Fiquei super curiosa
e(...). como podes-te parar a li agora estou morta de curiosidade para saber o que vai se passar...
bem eu sei que nao tenho comentado (nao me mates. xd) mas eu tenho seguido a tua fic. Só que não tenho comentado por falta de tempo.
E como é chato estar sempre a repetir o mesmo tu ja sabes o que acho da tua escrita, por isso não me vou repetir para não me tornar maçadora. xd
Espero que postes um novo capitulo antes que tenha um ataque de ansiedade
. lol estou a brincar. xd
Cá fico a espera. bjx
adorei...
delirei...
A serio não sei o que descrever. esta formidável.
Fiquei super curiosa
e(...). como podes-te parar a li agora estou morta de curiosidade para saber o que vai se passar...
bem eu sei que nao tenho comentado (nao me mates. xd) mas eu tenho seguido a tua fic. Só que não tenho comentado por falta de tempo.
E como é chato estar sempre a repetir o mesmo tu ja sabes o que acho da tua escrita, por isso não me vou repetir para não me tornar maçadora. xd
Espero que postes um novo capitulo antes que tenha um ataque de ansiedade
. lol estou a brincar. xdCá fico a espera. bjx
a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm
Olá Lulumoon!
Gostei do capítulo, também dei umas boas risadas!
Então a Mag, tira a camisola ao rapaz e depois com a ar mais angelical pergunta o que ele está a fazer? o.O
Loool, realmente esta eu não esperava. Eu achei que ela soubesse que tipo de ideias isso ía ao dar ao David né, mas aparentemente....lol, esta Mag...
Amei o David, ele foi querido com ela, na verdade ao ler esta parte, não sabia se ria ou se ficava deliciada com ele...
O David pode ser fresco, mas a Rett também não deu assim muita resistência, kekeke.
Em relação ao Jack e Dorianne, não me preocupa assim muito, acho que neste momento nada separa aqueles dois. Então quando a D. Dorianne descobrir que a "virtude" da filha já era, não terá outro remédio senão engolir o David.
Beijinhos*
Gostei do capítulo, também dei umas boas risadas!

Então a Mag, tira a camisola ao rapaz e depois com a ar mais angelical pergunta o que ele está a fazer? o.O
Loool, realmente esta eu não esperava. Eu achei que ela soubesse que tipo de ideias isso ía ao dar ao David né, mas aparentemente....lol, esta Mag...
Amei o David, ele foi querido com ela, na verdade ao ler esta parte, não sabia se ria ou se ficava deliciada com ele...
O David pode ser fresco, mas a Rett também não deu assim muita resistência, kekeke.
Em relação ao Jack e Dorianne, não me preocupa assim muito, acho que neste momento nada separa aqueles dois. Então quando a D. Dorianne descobrir que a "virtude" da filha já era, não terá outro remédio senão engolir o David.
Beijinhos*
Ok, nõ resisti. Revi o capítulo. E tenho mais umas coisas a dizer.
Para começar, acho que sei porque caminhos esta história vai andando. Ainda me lembro de como a mãe do Gustavo de Angelical conseguiu casar com o pai dele quando a sua mãe não queria. Honestamente, não sei se quero que a história vá por esse caminho, mas tu és a escritora e, sei lá como, posso desdenhar agora mas mais tarde adorar. Depende tudo de ti, Lulu.
E só queria dizer uma coisinha à parte. Como já sabia o que estava a ler, consegui abrandar e reparar que exageraste um pouco na pontuação. Senti-me um bocado perdida no meio daquelas virgulas, mas a frase que mais chama a atenção é esta: Doce, ingénua, Margarett. Destaca-se porque doce e ingénua são adjectivos, logo têm que estar ligados ao nome.
Desculpa estar a apontar isto, mas foi o único 'problema' que encontrei na história e fiz aquilo que gostaria que me fizessem. Espero que não te importes
E sem mais, espero pelo próximo. Vai demorar? Não me apetece esperar muito pelo próximo capítulo
(Pergunta a hipócrita, mas tasse
)
Para começar, acho que sei porque caminhos esta história vai andando. Ainda me lembro de como a mãe do Gustavo de Angelical conseguiu casar com o pai dele quando a sua mãe não queria. Honestamente, não sei se quero que a história vá por esse caminho, mas tu és a escritora e, sei lá como, posso desdenhar agora mas mais tarde adorar. Depende tudo de ti, Lulu.
E só queria dizer uma coisinha à parte. Como já sabia o que estava a ler, consegui abrandar e reparar que exageraste um pouco na pontuação. Senti-me um bocado perdida no meio daquelas virgulas, mas a frase que mais chama a atenção é esta: Doce, ingénua, Margarett. Destaca-se porque doce e ingénua são adjectivos, logo têm que estar ligados ao nome.
Desculpa estar a apontar isto, mas foi o único 'problema' que encontrei na história e fiz aquilo que gostaria que me fizessem. Espero que não te importes

E sem mais, espero pelo próximo. Vai demorar? Não me apetece esperar muito pelo próximo capítulo
(Pergunta a hipócrita, mas tasse
)
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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Monica - Sua má!!! Então lês e não comentas? Crueldade! 
Mas, vá, eu entendo. Às vezes é chato ter de comentar, especialmente se tivermos trabalho. Ainda assim, o que importa é a intenção e o teu gosto pela fic. Obrigada e continua a acompanhar.
Sweet Princess - Owh!
Obrigada pelo apoio! espero que gostes da fic e continues a seguir e a contribuir com os teus comentários! 
Bun - Hahaha! Então já por a Mag lhe ter tirado a camisola eu referi que ela estava dividida entre os seus instintos carnais e o medo pelo que o David ia fazer!
Ele, por sua vez, apenas se viu livre do seu impedimento (aka William) e pronto, fez o que queria! xb
A Dorianne não há de saber para já! Mas quando souber que a Maggie foi desflorada (e não pelo "namorado") a reacção não será boa, não senhora!
'
AnA_SaNt0s - Hahaha, Agora mata-me! Não me lembro como acabou a História entre a mãe e o pai do Gustavo!
(a sério, tenho mesmo de rever o que lá escrevi o.O' Sou uma desnaturada, nem do que escrevo me lembro! :/) Mas pronto, só para esclarecer, a única coisa que eu fui retirar da história deles foi aquele...(falta-me mesmo a palavra
') tema/ ideia/ sinopse? : Dois amigos de infância que mudam e acabam por se apaixonar, sob algumas condições menos favoráveis, neste caso os amigos e a mãe.
De resto, todo o desenvolvimento das situações é diferente. Já por isso diz-me tu, em spoiler ou mp, como é que pensas que vai acabar a fic baseada na outra historia? Só para eu não ter de procurar agora, mas tenho a certeza que não é da mesma forma. Apesar de já estar a caminhar para o final, ainda muita água vai correr!
Em relação ao erro... Thanks!
Eu sou péssima na pontuação. Da mesma forma que viste esse erro já deves ter passado por muitos sem os referires.
A sério, quando escrevi essa parte alterei tipo umas 10 vezes porque não tinha a certeza como ficava ao certo.
Mas de qualquer forma obrigada, eu precisava mesmo que me revissem os capítulos antes de eu postar, mas não tenho quem me faça isso. :/
Próximo capitulo? Em andamento! Aguardem!

Mas, vá, eu entendo. Às vezes é chato ter de comentar, especialmente se tivermos trabalho. Ainda assim, o que importa é a intenção e o teu gosto pela fic. Obrigada e continua a acompanhar.
Sweet Princess - Owh!
Obrigada pelo apoio! espero que gostes da fic e continues a seguir e a contribuir com os teus comentários! 
Bun - Hahaha! Então já por a Mag lhe ter tirado a camisola eu referi que ela estava dividida entre os seus instintos carnais e o medo pelo que o David ia fazer!
Ele, por sua vez, apenas se viu livre do seu impedimento (aka William) e pronto, fez o que queria! xbA Dorianne não há de saber para já! Mas quando souber que a Maggie foi desflorada (e não pelo "namorado") a reacção não será boa, não senhora!
'AnA_SaNt0s - Hahaha, Agora mata-me! Não me lembro como acabou a História entre a mãe e o pai do Gustavo!
(a sério, tenho mesmo de rever o que lá escrevi o.O' Sou uma desnaturada, nem do que escrevo me lembro! :/) Mas pronto, só para esclarecer, a única coisa que eu fui retirar da história deles foi aquele...(falta-me mesmo a palavra
') tema/ ideia/ sinopse? : Dois amigos de infância que mudam e acabam por se apaixonar, sob algumas condições menos favoráveis, neste caso os amigos e a mãe.De resto, todo o desenvolvimento das situações é diferente. Já por isso diz-me tu, em spoiler ou mp, como é que pensas que vai acabar a fic baseada na outra historia? Só para eu não ter de procurar agora, mas tenho a certeza que não é da mesma forma. Apesar de já estar a caminhar para o final, ainda muita água vai correr!
Em relação ao erro... Thanks!
Eu sou péssima na pontuação. Da mesma forma que viste esse erro já deves ter passado por muitos sem os referires.
A sério, quando escrevi essa parte alterei tipo umas 10 vezes porque não tinha a certeza como ficava ao certo.
Mas de qualquer forma obrigada, eu precisava mesmo que me revissem os capítulos antes de eu postar, mas não tenho quem me faça isso. :/Próximo capitulo? Em andamento! Aguardem!

as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
Não te lembras? Essa é nova, eu lembro-me de todos os detalhes das minhas fics. Talvez porque vai demorar até eu as arrumar numa caixa. Haverá sempre alguma coisa que eu quererei melhorar 
A história acabou assim:

A história acabou assim:
Spoiler
A mãe do Gustavo engravidou do Francisco (não me lembro do nome, mas sei que o Gustavo era o terceiro de quatro filhos, sendo a Diana a rapariga mais velha. A mais nova acho que era Susana, mas esquece, a mãe engravidou o primeiro filho e a mãe não pôde fazer nada a não ser deixá-la casar com o pai da criança
)
)
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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Ai credo, não, não é assim que acaba! 
Está descansada que não vai por esse caminho. E já agora, eu só não me lembrava de como eles ficavam juntos, mas do resto lembro-me e aproveito por te corrigir. O pai chamava-se Luís, e o filho mais velho é o Alex, só depois é que vem a Diana!
Mas pronto, o que interessa é que o David e a Mag não vão ter o mesmo fim dessa familia.

Está descansada que não vai por esse caminho. E já agora, eu só não me lembrava de como eles ficavam juntos, mas do resto lembro-me e aproveito por te corrigir. O pai chamava-se Luís, e o filho mais velho é o Alex, só depois é que vem a Diana!

Mas pronto, o que interessa é que o David e a Mag não vão ter o mesmo fim dessa familia.

as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
Oi Gentxi! Tipo... ahm... Andei sem tempo nenhum para pegar na fic. Já tinha o capitulo bastante adiantado quando publiquei o ultimo, mas nao fui capaz de terminá-lo antes. O que dizer? Não é o meu preferido, apenas resolvi mostrar um pouco mais da nossa horrorosa Mrs. Wilson.
Enfim, desfrutem!
Capitulo 30 – A história do Papá
Pé ante pé, embrulhada num lençol velho, quis procurar algo para comer.
Estava a morrer de fome. No entanto, duvidava que naquela casa abandonada encontrasse algo.
Abriu a porta devagarinho e antes de sair espreitou uma última vez a cama de dossel, sorrindo discretamente.
As escadas foram pisadas ao de leve, mas rangeram ainda assim. Ela só não o queria acordar tão cedo.
Procurou aquilo que em tempos havia sido uma cozinha, porém chamou-se logo de idiota só por imaginar que lá havia comida.
Reparou na forma vivaz como o sol iluminava a mansão. Aproximou-se da janela para observar o belo dia que fazia lá fora e, sem soltar o lençol, tentou abrir as persianas empenadas. Com o esforço, uma delas, já velha e podre, soltou-se dos parafusos e caiu ao chão, quase em cima dos seus pés, o que a fez dar um gritinho assustado. Tapou logo a boca e olhou para o teto, com medo de tê-lo acordado.
A brisa levou-a a olhar de novo lá para fora e reparou numa árvore alta e forte, onde maçãs encarnadas já faziam os ramos pesar.
Sorridente, correu para a porta da entrada e arrastou consigo o lençol que esvoaçou com uma leve rajada de vento.
Analisou a copa da árvore e apercebeu-se que os frutos estavam mais altos do que julgou. Não achou ser capaz de alcançá-los sem uma escada, mas o som do seu estomago forçou-a a arranjar solução.
Determinada, deu um nó forte no pano que a enrolava e agarrou-se aos pequenos ramos para tentar trepar a árvore o suficiente para recolher o seu pequeno-almoço.
Um metro bastou-lhe.
Margarett puxou o ramo com mais frutos para si e, com destreza, agarrou uma maçã de aspeto maduro e suculento na sua direção. Estava quase, quase a arrancá-la… E, quando conseguiu, a pressão que havia feito para puxar a ramificação até si, virou-se contra ela fazendo-a desequilibrar-se.
A sua principal preocupação foi segurar no tecido que a cobria, mas sem sucesso. Ela caiu de rabo no chão e o lençol soltou-se por breves segundos. Margarett, rapidamente, tapou-se de novo e, satisfeita, alcançou a maçã encarnada. Levantou-se e encarou a árvore, vitoriosa:
-Eu ganhei… - Declarou, como se apanhar aquela maçã tivesse sido uma luta contra a planta.
Deu-lhe uma dentada grande, que fez escorrer um sumo fresco pelo seu queixo. Ia para limpá-lo, contudo sobressaltou-se quando a sua barriga foi agarrada por trás por dois braços firmes. O seu coração descompassou-se por segundos, mas logo relaxou ao reconhecer aquele cheiro próprio. Sentiu um formigueiro saboroso atrás da orelha, que repicou até ao ombro, onde caiu um beijo leve e húmido.
-Já acordaste. – Murmurou ela, espreitando-o por cima do ombro.
Ele não respondeu. Deslizou a boca até à face dela e beijou-lha:
-Acordei mal saíste de ao pé de mim… E segui-te.
Ela abriu a boca, injuriada:
-Então viste-me a tentar trepar a árvore? Podias-me ter ajudado, és mais alto do que eu!
David riu-se:
-Sempre me disseste o contrário, portanto deduzi que não precisasses de ajuda.
Margarett virou-se na direção dele, fazendo questão que os braços ainda lhe rodeassem a cintura, e sorriu divertida.
-Não. Só o disse durante os primeiros doze anos das nossas vidas!
David riu-se e aproximou a cara da dela. Margarett expôs a boca para ele e entregou-lhe os lábios grossos, que ele tomou de bom grado.
Ele estava prestes a morder-lhe os lábios, quando um sabor doce na sua pele lhe despertou a atenção. O suco ia desde o canto do lábio até ao queixo e ele quis seguir aquele trilho com a ajuda das papilas gustativas. Margarett riu-se com as cocegas provocadas naquele trajeto e afastou David para lhe dar uma dentada da sua maçã.
O rapaz trincou o fruto vermelho, sem desviar os olhos dos dela e mastigou calmamente:
-Como te sentes? – Perguntou.
Ela sorriu e aproximou de novo a boca dos lábios dele:
-Perfeita…
***
Adolfe Wilson sentou-se no sofá e apertou os cantos internos dos olhos, entediado. A manhã já tinha começado há muito tempo para ele. Dorianne fizera questão de acordá-lo cedo e advertir que a filha tinha passado a noite fora de casa.
As horas passaram e ele já nem sequer ouvia o que a mulher estava a dizer. Ela praguejara tanto que nem se apercebera que a atenção do marido se havia evaporado há muito tempo. Falava, falava, falava, mas ele nem ouvia. Não estava preocupado com Margarett. Confiava nela em qualquer caso.
-Ela vai ouvir um raspanete tão grande quando chegar, que vai desejar ir trabalhar para as minas!
Dorianne bufou e cruzou os braços, já a pensar o que ia dizer a seguir, quando ouviu o trinque da porta a mexer. Apressou-se para o hall de entrada e o marido, sabendo o que se seguia, foi atrás dela.
Margarett bem se esforçou para não fazer barulho e entrar naturalmente, mas o facto de mãe e pai estarem em frente à porta não a ajudou.
Dorianne deitava fogo pelos olhos, fumo pelo nariz e lava pelas orelhas. Margarett sentiu-se sem voz perante tal imagem. Procurou o apoio do pai, mas nem ele era capaz de apagar a imagem da mãe.
-Bom dia… - Gaguejou.
-Bom dia?! – Indagou a mulher, perplexa - Tu tens a ousadia de nos dar um bom dia?! O teu pai e eu morremos de preocupação! Onde passaste a noite, minha menina?!
Margarett corou. Uma resposta. Precisava de uma resposta.
-Estive com… amigas… Perdemos a noção do tempo e… Dormi na casa da… - ela pensou em alguém que a mãe não pudesse questionar – Ally.
-Tu tens noção da figura de vadia que tu nos deste?! Não achas indecente uma rapariga de 17 anos sair de casa e não dizer nada aos pais? Foi insano!
-Mãe, eu…!
-Estás de castigo uma semana! Estás proibida de sair de casa e vais ajudar-me todos os dias, de manhã à noite, na costura!
Mag semicerrou os olhos. A sua mãe não pretendia dar-lhe tempo de refutar e virou-lhe costas. Não obstante, a rapariga estreitou as sobrancelhas, em total revolta. Não deixou a mãe vencer:
-Não! – Respondeu com firmeza.
Dorianne parou de andar e mirou a filha por cima do ombro:
-Como?!
-Não, eu não vou mais trabalhar para si! – Advertiu a adolescente – E não, eu não vou ficar trancada nesta casa durante uma semana inteira!
Adolfe Wilson desenhou um esgar, admirado com a insolência da filha. Não sabia no que aquele confronto – que ele sempre esperou que algum dia acontecesse – ia terminar.
A sua esposa assemelhou-se a uma Lâmia*, tal era a crueza do seu olhar.
Pressentiu que ela, possessa, fosse dar o açoite à sua filha, por isso colocou-se à frente da mulher e segurou-lhe o braço com força:
-Basta, Dorianne! Não és só tu que mandas na nossa filha. Ela não está de castigo!
-Adolfe, mas que raio estás tu a d…?
-Ela não é o teu animal de estimação, é nossa filha! Se queres castiga-la, deves primeiro falar comigo e, neste caso, a Margarett não será castigada porque aos meus olhos não fez nada de mal. Nada que tu nunca tenhas feito com a idade dela!
Dorianne ruborizou. Indignada, ou envergonhada, Margarett deduziu, e deixou pai e filha à sua sorte. Foi-se trancar no seu quarto. De uma coisa Mr. Wilson teve a certeza: naquela noite ia dormir no sofá.
Margarett olhou um pai num misto de dúvida e de orgulho, ainda assim. Ele sorriu-lhe com docilidade e voltou para a sala, onde tinha estado alapado antes de ela chegar. Margarett ficou sozinha no hall de entrada, olhos fitos no chão e com questões improprias em mente. Olhou em redor e tirou os sapatos antes de o seguir.
Analisou o pai, sentado no sofá a mexer no seu relógio de bolso. Talvez ele fosse a pessoa mais calma que ela conhecesse. De facto, ele era mesmo. Não conseguia ver maldade nos olhos nostálgicos daquele homem, mas por vezes, como naquele instante, podia ver alguma tristeza. Ela teve pena dele. Pena que ele se tivesse zangado com a mãe por culpa dela, no entanto não conseguia entender uma relação daquelas. Não depois daquela noite, em que tinha sentido tanto amor que era capaz passar uma vida inteira alimentada só com aquele sentimento. A relação dos progenitores não tinha nada a ver com aquilo. Era uma relação fria, sem afeto. Isso inquietava-a profundamente.
Ela fechou a porta da sala, para evitar que a mãe os interrompesse e sentou-se no outro sofá, de frente para o pai.
-Papá… - Chamou. Esperou que o homem a olhasse para prosseguir – Eu lamento.
Mrs. Adolfe Wilson deitou-lhe um sorriso pequeno e deu duas palmadas na perna para que Margarett se sentasse no colo dele. A jovem fez o que ele lhe propusera e abraçou-o.
-Está tudo bem, minha querida… - Murmurou o homem, enquanto lhe afagava o cabelo.
Margarett pousou a cabeça no ombro do pai e suspirou:
-Como é possível uma pessoa tão boa como tu ter casado com a mãe?
Adolfe sentiu-se atrapalhado pela questão. Não por ter de responder, mas por Mag estar tão desgostosa em relação à mulher que a dera à luz.
-Não digas isso, Margarett. – Advertiu o homem.
Margarett abanou a cabeça, ignorando o pedido dele e encarou-o:
-O que é que viste nela?
Houve um minuto constrangedor de silêncio.
Não havia qualquer intuito de responder por parte de Adolfe Wilson. Todavia, o olhar penetrante de Margarett fê-lo pensar que talvez ela merecesse saber quem fora a mãe numa vida distante. A mulher por quem ele se apaixonara.
Não havia palavras que descrevessem aquela história. Contasse de que forma contasse, ela não conseguia ser o belo romance que qualquer homem contaria aos filhos com orgulho. Era uma história vulgar, banal. Com um bom final ou não. Isso ele não sabia.
-Não acho que a tua mãe seja tão monstruosa como julgas.
-Ama-la ou amaste-a algum dia?
Mr.Wilson corou. Era uma pergunta mais complexa do podia parecer. Ainda assim, ele fez um esforço para lhe responder.
-Eu apaixonei-me por ela, Maggie.
Margarett suspirou e fechou os olhos:
-Conta-me…
Não houve nada que impedisse Mr. Wilson de responder à filha. Ela, de olhos fechados e cabeça encostada ao seu ombro, estava pronta para absorver tudo.
-Sabes, Margarett, a tua mãe deixou a escola muito cedo. Ela teve de ir trabalhar para o campo para ajudar os teus avós. Assim, era de esperar que ela tivesse de crescer muito depressa. Às vezes acho que foi isso que a tornou uma pessoa tão fria.
Eu vim para a cidade aos 22 anos e foi aí que a conheci. Era a rapariga mais antipática, desmedida e atrevida que eu já tinha conhecido na vida. Odiei-a. Sempre fui tímido e discreto, mas tinha os meus amigos e até conquistei dois ou três corações assim. Fiz amigos depressa e foi aí que conheci o Mark. Era o típico D. Juan da zona. Bom rapaz, mas um pouco parvo, eu acho. A tua mãe tinha uma obsessão por ele. Naquela altura, ela costurava para a loja de uma senhora, juntamente com mais duas amigas dela. Ao Domingo elas apareciam sempre na praça e não podiam passar despercebidas. Falavam alto, riam e comportavam-se como donas de si mesmas. A Dorianne controlava-as, mas sabia como agir em cada momento. Quando ela via o Mark seguia sempre três passos. O mistério, o descaramento e o abandono. Começava por lhe lançar olhares provocadores e rápidos. Ela sabia que Mark lhe caia na teia sem querer, por isso esperava que ele se aproximasse. Quando ele metia conversa, a personalidade dela ia saindo. Primeiro mantinha o tal mistério provocador e, gradualmente, ia-se descarando, dizendo tudo o que pensava, sem medo das consequências. Dava a entender explicitamente que estava interessada no Mark e ele, não indiferente, começava a aproximar-se. Era naquele ponto em que ele queria avançar que ela o rejeitava.
Eu, que não tinha nada a ver com o assunto, ficava irritado por ela ser tão mesquinha e provocadora. Mas Mark, pelo contrário, não ficava assim tão zangado. Isso era porque não era tão apaixonado por ela, como Dorianne cria. Enfim, tudo começou realmente no dia da festa da cidade. Oh Margarett, devias tê-la visto. – Mr. Adolfe suspirou. - Ela parecia uma Deusa... Qualquer homem se sentia atraído fisicamente por Dorianne, mas poucos eram os que se sentiam atraídos pela personalidade. Lembro-me de ela vir ter comigo, em passos rápidos e firmes. Foi a primeira vez que senti o meu coração pulsar por ela. Nunca a tinha visto tão bonita e fiquei badalado por pensar que ela vinha ter comigo sem Mark estar por perto. Pensei que quisesse falar comigo e dançar, mas enganei-me. Ela tratou-me sem qualquer interesse, apenas queria saber do outro. Disse-lhe que não sabia e ela ficou ao pé de mim. Eu queria meter conversa, mas a timidez impediu-me. Sabia que ela se estava a aborrecer comigo e, pela primeira vez, eu não queria que ela se fosse embora.
Foi então que Mark apareceu. Vinha de mão dada a uma rapariga.
Dorianne, pela primeira vez desde que a conhecia, perdeu a pose, mostrou a sua debilidade. Percebi que ela estava realmente magoada. A princípio julguei que ela quisesse ir embora quando me agarrou o braço, mas ela surpreendeu-me. Pediu-me para dançar com ela. Acredites ou não, era um ótimo dançarino, apesar de não dançar com frequência por falta de confiança. Mas quando ela me convidou não pensei duas vezes. Puxei-a para o cento da festa e juro que ela nunca dançou tão bem, graças ao par. Fizemos uma bela figura naquela noite e consegui ouvir Dorianne gargalhar sem ser por provocação. Não obstante, eu sabia que ela só tinha querido dançar comigo para fazer ciúmes ao Mark. Só que não resultou. Ele estava interessado na outra. Ao fim da noite, levei-a casa, como era meu dever. Foi a primeira conversa que eu tive com ela sem falar do meu amigo. E nessa noite, senti borboletas no estomago…
Adolfe baixou o olhar, com um sorriso feliz pelas recordações. Margarett sorriu também sem abrir os olhos e abraçou-se mais a ele:
-Continua…
-Comecei a vê-la menos frequentemente. Ela já só ia ter com o Mark em raras ocasiões, mais especificamente quando eu estava presente. Mantinha aquele jeito duro dela e tentava sempre chamar as atenções dele para ela, em frente à namorada. Eu notava o quão zangada ela ficava sempre que se ia embora sem qualquer elogio de Mark.
Um dia encontrei-a por acaso no mercado. Meti conversa com ela, mas ela tratou-me desdenhosamente. Fiquei zangado. Esperei que ela acabasse as compras e ajudei-a a levar os sacos para casa. Falamos pouco, mas eu não resisti a inquiri-la do porquê me estar a tratar tão mal. Ela respondeu-me que não gostava de dar confiança a qualquer um. Beijei-a por ela dizer isso. De seguida levei um estalo e fiquei sem a ver por mais de um mês.
Comecei a admirá-la por causa daquele gesto. Percebi que tudo não passava de uma armadura. Ela não queria que abusassem da confiança dela e queria impor respeito. Conseguiu com facilidade.
Voltei a vê-la numa saída de amigos a uma feira de diversões. E apercebi-me que ela me fez aqueles gestos que fazia sempre a Mark antes de ele se aproximar. Como já conhecia o jogo não liguei. Nem sequer percebi porque ela o estava a fazer.
Passei a noite a ignorá-la e isso deixou-a louca. Foi por isso que ela veio ter comigo e me deu outro estalo à frente de toda a gente. Envergonhado, segui-a e alcancei-a atrás das barracas.
Ela atirou-me à cara que eu tinha abusado da confiança dela, que a tinha agarrado descaradamente só porque queria aproveitar-me. Fiquei indignado e juro que tive vontade de abana-la toda para ela perceber o óbvio. Em vez disso só consegui alastrar a discussão. Disse-lhe que ela era a mulher mais arrogante e convencida que eu conhecia e ela disse que eu era um idiota que não tinha firmeza nenhuma enquanto homem. Disse que eu não sabia o que queria e não tinha qualquer poder. Quis provar-lhe o contrário, quis mostrar que eu podia ser o homem que ela não acreditava que eu era. E eu julgo, minha querida, que foi a minha convicção daquela noite que a fez apaixonar-se por mim de volta.
Margarett abriu os olhos e encarou o pai. Reparou na quantidade abusiva de água pendurada nas suas orbitas.
-O que mudou, então, pai? – Perguntou ela, acariciando a barba do progenitor.
-Ela engravidou de ti… Ela não estava pronta, revoltou-se contra mim e por causa desse infortuno os pais dela obrigaram-na a casar-se comigo. Mesmo assim ela sofreu uma humilhação pública por engravidar antes do casamento. Quando tu nasceste eu amei-te no preciso momento. Era um pai babado. Mas Dorianne não. Tinha sofrido muito durante a gestação e o parto deu cabo dela. Desde aí que nunca mais foi a mesma.
Uma lagrima deslizou pelo rosto enrugado do homem. Margarett abraçou-o e uma parte de si percebeu que a culpa daquela relação não dar certo, em parte, era sua.
-Eu lamento, papá…
-Não, não, Margarett! A culpa não é tua! – Exclamou, percebendo os pensamentos da filha – Não podes mudar uma personalidade. Já fazia parte da personalidade da tua mãe, mas ouve uma coisa, filha… - Ele olhou Mag fixamente – Não deixes de ser quem és, nem deixes que te controlem a vida. Tu só tens de ser feliz com quem amas, percebes?
Margarett acenou com a cabeça e deu um beijo na testa do pai.
Levantou-se e saiu da sala.
Quando subiu as escadas não reparou na sombra da mãe perto da porta. Dorianne apertava os braços em redor do peito. Tinha escutado tudo o que o marido tinha dito à filha, mas os seus sentimentos em relação a isso não eram, ainda assim, os melhores.
Os pensamentos da mulher eram tudo… Exceto bons.
--------
*Na mitologia grega, Lâmia (em grego, Λάμια) era uma rainha da Líbia que tornou-se um demônio devorador de crianças. Chamavam-se também de Lâmias um tipo de monstros, bruxas ou espíritos femininos, que atacavam jovens ou viajantes e lhes sugavam o sangue.
Pronto doçuras, é isto. Próximo capitulo ainda deve demorar imenso! >.< Sorry!
Enfim, desfrutem!
Capitulo 30 – A história do Papá
Pé ante pé, embrulhada num lençol velho, quis procurar algo para comer.
Estava a morrer de fome. No entanto, duvidava que naquela casa abandonada encontrasse algo.
Abriu a porta devagarinho e antes de sair espreitou uma última vez a cama de dossel, sorrindo discretamente.
As escadas foram pisadas ao de leve, mas rangeram ainda assim. Ela só não o queria acordar tão cedo.
Procurou aquilo que em tempos havia sido uma cozinha, porém chamou-se logo de idiota só por imaginar que lá havia comida.
Reparou na forma vivaz como o sol iluminava a mansão. Aproximou-se da janela para observar o belo dia que fazia lá fora e, sem soltar o lençol, tentou abrir as persianas empenadas. Com o esforço, uma delas, já velha e podre, soltou-se dos parafusos e caiu ao chão, quase em cima dos seus pés, o que a fez dar um gritinho assustado. Tapou logo a boca e olhou para o teto, com medo de tê-lo acordado.
A brisa levou-a a olhar de novo lá para fora e reparou numa árvore alta e forte, onde maçãs encarnadas já faziam os ramos pesar.
Sorridente, correu para a porta da entrada e arrastou consigo o lençol que esvoaçou com uma leve rajada de vento.
Analisou a copa da árvore e apercebeu-se que os frutos estavam mais altos do que julgou. Não achou ser capaz de alcançá-los sem uma escada, mas o som do seu estomago forçou-a a arranjar solução.
Determinada, deu um nó forte no pano que a enrolava e agarrou-se aos pequenos ramos para tentar trepar a árvore o suficiente para recolher o seu pequeno-almoço.
Um metro bastou-lhe.
Margarett puxou o ramo com mais frutos para si e, com destreza, agarrou uma maçã de aspeto maduro e suculento na sua direção. Estava quase, quase a arrancá-la… E, quando conseguiu, a pressão que havia feito para puxar a ramificação até si, virou-se contra ela fazendo-a desequilibrar-se.
A sua principal preocupação foi segurar no tecido que a cobria, mas sem sucesso. Ela caiu de rabo no chão e o lençol soltou-se por breves segundos. Margarett, rapidamente, tapou-se de novo e, satisfeita, alcançou a maçã encarnada. Levantou-se e encarou a árvore, vitoriosa:
-Eu ganhei… - Declarou, como se apanhar aquela maçã tivesse sido uma luta contra a planta.
Deu-lhe uma dentada grande, que fez escorrer um sumo fresco pelo seu queixo. Ia para limpá-lo, contudo sobressaltou-se quando a sua barriga foi agarrada por trás por dois braços firmes. O seu coração descompassou-se por segundos, mas logo relaxou ao reconhecer aquele cheiro próprio. Sentiu um formigueiro saboroso atrás da orelha, que repicou até ao ombro, onde caiu um beijo leve e húmido.
-Já acordaste. – Murmurou ela, espreitando-o por cima do ombro.
Ele não respondeu. Deslizou a boca até à face dela e beijou-lha:
-Acordei mal saíste de ao pé de mim… E segui-te.
Ela abriu a boca, injuriada:
-Então viste-me a tentar trepar a árvore? Podias-me ter ajudado, és mais alto do que eu!
David riu-se:
-Sempre me disseste o contrário, portanto deduzi que não precisasses de ajuda.
Margarett virou-se na direção dele, fazendo questão que os braços ainda lhe rodeassem a cintura, e sorriu divertida.
-Não. Só o disse durante os primeiros doze anos das nossas vidas!
David riu-se e aproximou a cara da dela. Margarett expôs a boca para ele e entregou-lhe os lábios grossos, que ele tomou de bom grado.
Ele estava prestes a morder-lhe os lábios, quando um sabor doce na sua pele lhe despertou a atenção. O suco ia desde o canto do lábio até ao queixo e ele quis seguir aquele trilho com a ajuda das papilas gustativas. Margarett riu-se com as cocegas provocadas naquele trajeto e afastou David para lhe dar uma dentada da sua maçã.
O rapaz trincou o fruto vermelho, sem desviar os olhos dos dela e mastigou calmamente:
-Como te sentes? – Perguntou.
Ela sorriu e aproximou de novo a boca dos lábios dele:
-Perfeita…
***
Adolfe Wilson sentou-se no sofá e apertou os cantos internos dos olhos, entediado. A manhã já tinha começado há muito tempo para ele. Dorianne fizera questão de acordá-lo cedo e advertir que a filha tinha passado a noite fora de casa.
As horas passaram e ele já nem sequer ouvia o que a mulher estava a dizer. Ela praguejara tanto que nem se apercebera que a atenção do marido se havia evaporado há muito tempo. Falava, falava, falava, mas ele nem ouvia. Não estava preocupado com Margarett. Confiava nela em qualquer caso.
-Ela vai ouvir um raspanete tão grande quando chegar, que vai desejar ir trabalhar para as minas!
Dorianne bufou e cruzou os braços, já a pensar o que ia dizer a seguir, quando ouviu o trinque da porta a mexer. Apressou-se para o hall de entrada e o marido, sabendo o que se seguia, foi atrás dela.
Margarett bem se esforçou para não fazer barulho e entrar naturalmente, mas o facto de mãe e pai estarem em frente à porta não a ajudou.
Dorianne deitava fogo pelos olhos, fumo pelo nariz e lava pelas orelhas. Margarett sentiu-se sem voz perante tal imagem. Procurou o apoio do pai, mas nem ele era capaz de apagar a imagem da mãe.
-Bom dia… - Gaguejou.
-Bom dia?! – Indagou a mulher, perplexa - Tu tens a ousadia de nos dar um bom dia?! O teu pai e eu morremos de preocupação! Onde passaste a noite, minha menina?!
Margarett corou. Uma resposta. Precisava de uma resposta.
-Estive com… amigas… Perdemos a noção do tempo e… Dormi na casa da… - ela pensou em alguém que a mãe não pudesse questionar – Ally.
-Tu tens noção da figura de vadia que tu nos deste?! Não achas indecente uma rapariga de 17 anos sair de casa e não dizer nada aos pais? Foi insano!
-Mãe, eu…!
-Estás de castigo uma semana! Estás proibida de sair de casa e vais ajudar-me todos os dias, de manhã à noite, na costura!
Mag semicerrou os olhos. A sua mãe não pretendia dar-lhe tempo de refutar e virou-lhe costas. Não obstante, a rapariga estreitou as sobrancelhas, em total revolta. Não deixou a mãe vencer:
-Não! – Respondeu com firmeza.
Dorianne parou de andar e mirou a filha por cima do ombro:
-Como?!
-Não, eu não vou mais trabalhar para si! – Advertiu a adolescente – E não, eu não vou ficar trancada nesta casa durante uma semana inteira!
Adolfe Wilson desenhou um esgar, admirado com a insolência da filha. Não sabia no que aquele confronto – que ele sempre esperou que algum dia acontecesse – ia terminar.
A sua esposa assemelhou-se a uma Lâmia*, tal era a crueza do seu olhar.
Pressentiu que ela, possessa, fosse dar o açoite à sua filha, por isso colocou-se à frente da mulher e segurou-lhe o braço com força:
-Basta, Dorianne! Não és só tu que mandas na nossa filha. Ela não está de castigo!
-Adolfe, mas que raio estás tu a d…?
-Ela não é o teu animal de estimação, é nossa filha! Se queres castiga-la, deves primeiro falar comigo e, neste caso, a Margarett não será castigada porque aos meus olhos não fez nada de mal. Nada que tu nunca tenhas feito com a idade dela!
Dorianne ruborizou. Indignada, ou envergonhada, Margarett deduziu, e deixou pai e filha à sua sorte. Foi-se trancar no seu quarto. De uma coisa Mr. Wilson teve a certeza: naquela noite ia dormir no sofá.
Margarett olhou um pai num misto de dúvida e de orgulho, ainda assim. Ele sorriu-lhe com docilidade e voltou para a sala, onde tinha estado alapado antes de ela chegar. Margarett ficou sozinha no hall de entrada, olhos fitos no chão e com questões improprias em mente. Olhou em redor e tirou os sapatos antes de o seguir.
Analisou o pai, sentado no sofá a mexer no seu relógio de bolso. Talvez ele fosse a pessoa mais calma que ela conhecesse. De facto, ele era mesmo. Não conseguia ver maldade nos olhos nostálgicos daquele homem, mas por vezes, como naquele instante, podia ver alguma tristeza. Ela teve pena dele. Pena que ele se tivesse zangado com a mãe por culpa dela, no entanto não conseguia entender uma relação daquelas. Não depois daquela noite, em que tinha sentido tanto amor que era capaz passar uma vida inteira alimentada só com aquele sentimento. A relação dos progenitores não tinha nada a ver com aquilo. Era uma relação fria, sem afeto. Isso inquietava-a profundamente.
Ela fechou a porta da sala, para evitar que a mãe os interrompesse e sentou-se no outro sofá, de frente para o pai.
-Papá… - Chamou. Esperou que o homem a olhasse para prosseguir – Eu lamento.
Mrs. Adolfe Wilson deitou-lhe um sorriso pequeno e deu duas palmadas na perna para que Margarett se sentasse no colo dele. A jovem fez o que ele lhe propusera e abraçou-o.
-Está tudo bem, minha querida… - Murmurou o homem, enquanto lhe afagava o cabelo.
Margarett pousou a cabeça no ombro do pai e suspirou:
-Como é possível uma pessoa tão boa como tu ter casado com a mãe?
Adolfe sentiu-se atrapalhado pela questão. Não por ter de responder, mas por Mag estar tão desgostosa em relação à mulher que a dera à luz.
-Não digas isso, Margarett. – Advertiu o homem.
Margarett abanou a cabeça, ignorando o pedido dele e encarou-o:
-O que é que viste nela?
Houve um minuto constrangedor de silêncio.
Não havia qualquer intuito de responder por parte de Adolfe Wilson. Todavia, o olhar penetrante de Margarett fê-lo pensar que talvez ela merecesse saber quem fora a mãe numa vida distante. A mulher por quem ele se apaixonara.
Não havia palavras que descrevessem aquela história. Contasse de que forma contasse, ela não conseguia ser o belo romance que qualquer homem contaria aos filhos com orgulho. Era uma história vulgar, banal. Com um bom final ou não. Isso ele não sabia.
-Não acho que a tua mãe seja tão monstruosa como julgas.
-Ama-la ou amaste-a algum dia?
Mr.Wilson corou. Era uma pergunta mais complexa do podia parecer. Ainda assim, ele fez um esforço para lhe responder.
-Eu apaixonei-me por ela, Maggie.
Margarett suspirou e fechou os olhos:
-Conta-me…
Não houve nada que impedisse Mr. Wilson de responder à filha. Ela, de olhos fechados e cabeça encostada ao seu ombro, estava pronta para absorver tudo.
-Sabes, Margarett, a tua mãe deixou a escola muito cedo. Ela teve de ir trabalhar para o campo para ajudar os teus avós. Assim, era de esperar que ela tivesse de crescer muito depressa. Às vezes acho que foi isso que a tornou uma pessoa tão fria.
Eu vim para a cidade aos 22 anos e foi aí que a conheci. Era a rapariga mais antipática, desmedida e atrevida que eu já tinha conhecido na vida. Odiei-a. Sempre fui tímido e discreto, mas tinha os meus amigos e até conquistei dois ou três corações assim. Fiz amigos depressa e foi aí que conheci o Mark. Era o típico D. Juan da zona. Bom rapaz, mas um pouco parvo, eu acho. A tua mãe tinha uma obsessão por ele. Naquela altura, ela costurava para a loja de uma senhora, juntamente com mais duas amigas dela. Ao Domingo elas apareciam sempre na praça e não podiam passar despercebidas. Falavam alto, riam e comportavam-se como donas de si mesmas. A Dorianne controlava-as, mas sabia como agir em cada momento. Quando ela via o Mark seguia sempre três passos. O mistério, o descaramento e o abandono. Começava por lhe lançar olhares provocadores e rápidos. Ela sabia que Mark lhe caia na teia sem querer, por isso esperava que ele se aproximasse. Quando ele metia conversa, a personalidade dela ia saindo. Primeiro mantinha o tal mistério provocador e, gradualmente, ia-se descarando, dizendo tudo o que pensava, sem medo das consequências. Dava a entender explicitamente que estava interessada no Mark e ele, não indiferente, começava a aproximar-se. Era naquele ponto em que ele queria avançar que ela o rejeitava.
Eu, que não tinha nada a ver com o assunto, ficava irritado por ela ser tão mesquinha e provocadora. Mas Mark, pelo contrário, não ficava assim tão zangado. Isso era porque não era tão apaixonado por ela, como Dorianne cria. Enfim, tudo começou realmente no dia da festa da cidade. Oh Margarett, devias tê-la visto. – Mr. Adolfe suspirou. - Ela parecia uma Deusa... Qualquer homem se sentia atraído fisicamente por Dorianne, mas poucos eram os que se sentiam atraídos pela personalidade. Lembro-me de ela vir ter comigo, em passos rápidos e firmes. Foi a primeira vez que senti o meu coração pulsar por ela. Nunca a tinha visto tão bonita e fiquei badalado por pensar que ela vinha ter comigo sem Mark estar por perto. Pensei que quisesse falar comigo e dançar, mas enganei-me. Ela tratou-me sem qualquer interesse, apenas queria saber do outro. Disse-lhe que não sabia e ela ficou ao pé de mim. Eu queria meter conversa, mas a timidez impediu-me. Sabia que ela se estava a aborrecer comigo e, pela primeira vez, eu não queria que ela se fosse embora.
Foi então que Mark apareceu. Vinha de mão dada a uma rapariga.
Dorianne, pela primeira vez desde que a conhecia, perdeu a pose, mostrou a sua debilidade. Percebi que ela estava realmente magoada. A princípio julguei que ela quisesse ir embora quando me agarrou o braço, mas ela surpreendeu-me. Pediu-me para dançar com ela. Acredites ou não, era um ótimo dançarino, apesar de não dançar com frequência por falta de confiança. Mas quando ela me convidou não pensei duas vezes. Puxei-a para o cento da festa e juro que ela nunca dançou tão bem, graças ao par. Fizemos uma bela figura naquela noite e consegui ouvir Dorianne gargalhar sem ser por provocação. Não obstante, eu sabia que ela só tinha querido dançar comigo para fazer ciúmes ao Mark. Só que não resultou. Ele estava interessado na outra. Ao fim da noite, levei-a casa, como era meu dever. Foi a primeira conversa que eu tive com ela sem falar do meu amigo. E nessa noite, senti borboletas no estomago…
Adolfe baixou o olhar, com um sorriso feliz pelas recordações. Margarett sorriu também sem abrir os olhos e abraçou-se mais a ele:
-Continua…
-Comecei a vê-la menos frequentemente. Ela já só ia ter com o Mark em raras ocasiões, mais especificamente quando eu estava presente. Mantinha aquele jeito duro dela e tentava sempre chamar as atenções dele para ela, em frente à namorada. Eu notava o quão zangada ela ficava sempre que se ia embora sem qualquer elogio de Mark.
Um dia encontrei-a por acaso no mercado. Meti conversa com ela, mas ela tratou-me desdenhosamente. Fiquei zangado. Esperei que ela acabasse as compras e ajudei-a a levar os sacos para casa. Falamos pouco, mas eu não resisti a inquiri-la do porquê me estar a tratar tão mal. Ela respondeu-me que não gostava de dar confiança a qualquer um. Beijei-a por ela dizer isso. De seguida levei um estalo e fiquei sem a ver por mais de um mês.
Comecei a admirá-la por causa daquele gesto. Percebi que tudo não passava de uma armadura. Ela não queria que abusassem da confiança dela e queria impor respeito. Conseguiu com facilidade.
Voltei a vê-la numa saída de amigos a uma feira de diversões. E apercebi-me que ela me fez aqueles gestos que fazia sempre a Mark antes de ele se aproximar. Como já conhecia o jogo não liguei. Nem sequer percebi porque ela o estava a fazer.
Passei a noite a ignorá-la e isso deixou-a louca. Foi por isso que ela veio ter comigo e me deu outro estalo à frente de toda a gente. Envergonhado, segui-a e alcancei-a atrás das barracas.
Ela atirou-me à cara que eu tinha abusado da confiança dela, que a tinha agarrado descaradamente só porque queria aproveitar-me. Fiquei indignado e juro que tive vontade de abana-la toda para ela perceber o óbvio. Em vez disso só consegui alastrar a discussão. Disse-lhe que ela era a mulher mais arrogante e convencida que eu conhecia e ela disse que eu era um idiota que não tinha firmeza nenhuma enquanto homem. Disse que eu não sabia o que queria e não tinha qualquer poder. Quis provar-lhe o contrário, quis mostrar que eu podia ser o homem que ela não acreditava que eu era. E eu julgo, minha querida, que foi a minha convicção daquela noite que a fez apaixonar-se por mim de volta.
Margarett abriu os olhos e encarou o pai. Reparou na quantidade abusiva de água pendurada nas suas orbitas.
-O que mudou, então, pai? – Perguntou ela, acariciando a barba do progenitor.
-Ela engravidou de ti… Ela não estava pronta, revoltou-se contra mim e por causa desse infortuno os pais dela obrigaram-na a casar-se comigo. Mesmo assim ela sofreu uma humilhação pública por engravidar antes do casamento. Quando tu nasceste eu amei-te no preciso momento. Era um pai babado. Mas Dorianne não. Tinha sofrido muito durante a gestação e o parto deu cabo dela. Desde aí que nunca mais foi a mesma.
Uma lagrima deslizou pelo rosto enrugado do homem. Margarett abraçou-o e uma parte de si percebeu que a culpa daquela relação não dar certo, em parte, era sua.
-Eu lamento, papá…
-Não, não, Margarett! A culpa não é tua! – Exclamou, percebendo os pensamentos da filha – Não podes mudar uma personalidade. Já fazia parte da personalidade da tua mãe, mas ouve uma coisa, filha… - Ele olhou Mag fixamente – Não deixes de ser quem és, nem deixes que te controlem a vida. Tu só tens de ser feliz com quem amas, percebes?
Margarett acenou com a cabeça e deu um beijo na testa do pai.
Levantou-se e saiu da sala.
Quando subiu as escadas não reparou na sombra da mãe perto da porta. Dorianne apertava os braços em redor do peito. Tinha escutado tudo o que o marido tinha dito à filha, mas os seus sentimentos em relação a isso não eram, ainda assim, os melhores.
Os pensamentos da mulher eram tudo… Exceto bons.
--------
*Na mitologia grega, Lâmia (em grego, Λάμια) era uma rainha da Líbia que tornou-se um demônio devorador de crianças. Chamavam-se também de Lâmias um tipo de monstros, bruxas ou espíritos femininos, que atacavam jovens ou viajantes e lhes sugavam o sangue.
Pronto doçuras, é isto. Próximo capitulo ainda deve demorar imenso! >.< Sorry!
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
Olá Lulu! 
E mais um belissímo capítulo da nossa Lulumoon!
Gostei tanto, mas tanto, da parte dedicada ao David e à Mag, que romântico!!
Meu Deus, imaginar a Maggie a trepar à àrvore só com um lençol à volta, lol, foi impossível não rir, e adorar a cena! Finalmente a velha Rett revela-se! Fazia falta!
Uma coisa que me lembrei enquanto ela estava na cozinha, é que seria engraçado aquela ser a futura casa deles, afinal tanta coisa importante da história aconteceu ali.
A resposta da Mag:
"Perfeita…"
Foi, como hei de dizer, Perfeita, lol!
Grande Maggie Wilson que enfrentou a mãe! Aplausos!!
Adoro o pai dela, sempre tão carinhoso.
Bem gostei de saber que dentro daquela coisa chamada Dorianne, outrora existiu um ser humano.
A Mag tem razão, aquele casamento é frio e não sei porque se mantém. A Dorianne não merece a família que tem, são pessoas demasiado maravilhosas para alguém que não sabe dar valor.
Aquela mulher deve acabar sozinha! >(
Oh Lulu vai demorar....hum, mim faz beicinho e chora muiiiiiiiiiiiiito!

Ok, cá espero!
Beijinhos**

E mais um belissímo capítulo da nossa Lulumoon!

Gostei tanto, mas tanto, da parte dedicada ao David e à Mag, que romântico!!
Meu Deus, imaginar a Maggie a trepar à àrvore só com um lençol à volta, lol, foi impossível não rir, e adorar a cena! Finalmente a velha Rett revela-se! Fazia falta!
Uma coisa que me lembrei enquanto ela estava na cozinha, é que seria engraçado aquela ser a futura casa deles, afinal tanta coisa importante da história aconteceu ali.
A resposta da Mag:
"Perfeita…"
Foi, como hei de dizer, Perfeita, lol!
Grande Maggie Wilson que enfrentou a mãe! Aplausos!!
Adoro o pai dela, sempre tão carinhoso.
Bem gostei de saber que dentro daquela coisa chamada Dorianne, outrora existiu um ser humano.
A Mag tem razão, aquele casamento é frio e não sei porque se mantém. A Dorianne não merece a família que tem, são pessoas demasiado maravilhosas para alguém que não sabe dar valor.
Aquela mulher deve acabar sozinha! >(
Oh Lulu vai demorar....hum, mim faz beicinho e chora muiiiiiiiiiiiiito!

Ok, cá espero!
Beijinhos**
Oh Lulu, gostei imenso deste capítulo. Principalmente a primeira parte
A história do Sr. Adolfe Wilson foi bem convincente, conseguiste mostrar porque motivo os opostos atraíram-se no passado. E, ao mesmo tempo, acabaste de jogar em campo ingredientes para 'terminar' a história. A atitude de Dorianne, agora que se vê os motivos, poderá ser modificada/entendida com o passar do tempo e até mesmo os comportamentos bipolares da Maggie. De onde ela os terá buscado? Já deu para ver que, como a Dorianne é a malvada principal, quem terá que dar conta do recado é a Maggie. E tudo o que a rapariga pode fazer é um jogo psicológico. Nestas alturas o melhor é jogar com aquilo que ela tem em comum com a mãe e/ou com o pai. Ainda não explicaste de onde vieram as duplas personalidades de Maggie, mas a explicação deve ser bem formosa
A Dorianne tem cara de selvagem, mas acho que o Sr. Wilson não é tão calmo como aparenta. Em certas situações, ele deve proteger a família como um leão protege a manada. Pelo menos é assim que o vejo. Calmo, tímido, carinhoso, mas com uma pequena besta escondida dentro dele, tão adormecida que a qualquer momento irá acordar devido aos extremos que Dorianne traça.
Não sei porquê, histórias de família calham melhor que os romances. Talvez devido aos laços, não sei.
E, pouco a pouco, a Maggie arranja coragem. Agora foi uma breve confrontação, mas a velha Maggie está de volta, duvido que fique assim por muito tempo. Acredito que guardas algo explosivo para o final
(não leves este ponto a peito, é apenas um conselho)
Não me quero armar em Grammar nazi (e até nem tenho grandes motivos, devo dizer) e acho que neste ponto também eu deva ter falhado alguma vez mas acho que, quando se conta uma história do passado, o máximo de detalhes só poderá surgir em caso de a) ser flashback (daí que eu os adore tanto
) ou b) a pessoa encontra-se numa situação em que convinha ser bem observadora (ex: A Usagi encontra-se em plena batalha contra Beryl, mais tarde contará a história com o máximo detalhe porque na altura ela tinha que se apoiar na visão para conhecer o seu redor e tentar proteger a sua vida e a dos outros - ok, talvez a Usagi não tenha sido o melhor exemplo. Considera outra navegante, como a Rei
. )
Neste caso, acho que uma breve reflexão ou até mesmo uma "suposição" dos factos daria mais credibilidade à história que é contada, pois não se sabe que a pessoa estará a dar uso ao proverbio 'quem conta um conto, acrescenta sempre um ponto'. Melhor dizendo, o Sr. Wilson dizer que não tem muitas certezas porque a Dorianne agia daquela maneira ou que não se lembrava porque ela fora naquele dia, mas suspeitava que fosse por causa do Mark. Enfim, nem todos têm uma brilhante memória. Falto por mim, eu nem sequer me lembraria do nome do tipo que ela galava se fosse comigo
Em todo o caso, foi um excelente capítulo e fico ansiosamente à espera de mais!
A história do Sr. Adolfe Wilson foi bem convincente, conseguiste mostrar porque motivo os opostos atraíram-se no passado. E, ao mesmo tempo, acabaste de jogar em campo ingredientes para 'terminar' a história. A atitude de Dorianne, agora que se vê os motivos, poderá ser modificada/entendida com o passar do tempo e até mesmo os comportamentos bipolares da Maggie. De onde ela os terá buscado? Já deu para ver que, como a Dorianne é a malvada principal, quem terá que dar conta do recado é a Maggie. E tudo o que a rapariga pode fazer é um jogo psicológico. Nestas alturas o melhor é jogar com aquilo que ela tem em comum com a mãe e/ou com o pai. Ainda não explicaste de onde vieram as duplas personalidades de Maggie, mas a explicação deve ser bem formosa

A Dorianne tem cara de selvagem, mas acho que o Sr. Wilson não é tão calmo como aparenta. Em certas situações, ele deve proteger a família como um leão protege a manada. Pelo menos é assim que o vejo. Calmo, tímido, carinhoso, mas com uma pequena besta escondida dentro dele, tão adormecida que a qualquer momento irá acordar devido aos extremos que Dorianne traça.
Não sei porquê, histórias de família calham melhor que os romances. Talvez devido aos laços, não sei.
E, pouco a pouco, a Maggie arranja coragem. Agora foi uma breve confrontação, mas a velha Maggie está de volta, duvido que fique assim por muito tempo. Acredito que guardas algo explosivo para o final
(não leves este ponto a peito, é apenas um conselho)
Não me quero armar em Grammar nazi (e até nem tenho grandes motivos, devo dizer) e acho que neste ponto também eu deva ter falhado alguma vez mas acho que, quando se conta uma história do passado, o máximo de detalhes só poderá surgir em caso de a) ser flashback (daí que eu os adore tanto
) ou b) a pessoa encontra-se numa situação em que convinha ser bem observadora (ex: A Usagi encontra-se em plena batalha contra Beryl, mais tarde contará a história com o máximo detalhe porque na altura ela tinha que se apoiar na visão para conhecer o seu redor e tentar proteger a sua vida e a dos outros - ok, talvez a Usagi não tenha sido o melhor exemplo. Considera outra navegante, como a Rei
. )Neste caso, acho que uma breve reflexão ou até mesmo uma "suposição" dos factos daria mais credibilidade à história que é contada, pois não se sabe que a pessoa estará a dar uso ao proverbio 'quem conta um conto, acrescenta sempre um ponto'. Melhor dizendo, o Sr. Wilson dizer que não tem muitas certezas porque a Dorianne agia daquela maneira ou que não se lembrava porque ela fora naquele dia, mas suspeitava que fosse por causa do Mark. Enfim, nem todos têm uma brilhante memória. Falto por mim, eu nem sequer me lembraria do nome do tipo que ela galava se fosse comigo

Em todo o caso, foi um excelente capítulo e fico ansiosamente à espera de mais!

Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
Bun -
Sim, a Verdadeira Mag, como todas sabemos e temos fé, está escondida por entre todos os erros que cometeu. Ainda assim, é precios ter paciencia e não esquecer quem realmente ela é por causa de certas atitudes que toma!
Ela e o David, por agora, é só amor <3
A ver vamos no que dá! 
AnA_SaNt0s - Começo pelo fim, hoje! Hahaha, Tens razão nisso de relatos do passado. Cheguei a cortar muita informação na historia dos pais da Mag, mas depois sentia sempre que se não dissesse aquilo, a historia ficava incompleta. Podia realmente ter recorrido ao flashback, mas não me ocorreu sequer, para alem de que ia pedir muitos mais pormenores. Ainda assim, pormenores como o nome do rapaz e isso foquei porque eram do mesmo grupo. Seria estranho nao se lembrar dos amigos da juventude, digo eu! o.O'
Em relação ao capitulo, tens toda a razão. Mr. Wilson é excatamente assim. Só aje em momentos mesmo, mesmo apertados. é o tal caso de pedra dura que só fura passada muita águazinha!
Enfim, mais não comento, porque não me apetece.
Novo Capitulo
Deitado sobre o próprio braço, o seu olhar parecia perdido como que refletindo.
“Des yeux qui font baisser les miens,
Un rire qui se perd sur sa bouche,
Voilà le portrait sans retouche
De l'homme auquel j'appartiens
Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas,
Je vois la vie en rose.
Il me dit des mots d'amour,
Des mots de tous les jours,
Et ça me fait quelque chose.
Il est entré dans mon coeur
Une part de bonheur
Donc je connais la cause.
C'est lui pour moi,
Moi pour lui dans la vie,
Il me l'a dit, l'a juré
Pour la vie.
Et dès que je l'aperçois
Alors je sens en moi
Mon coeur qui bat
Des nuits d'amour à plus finir
Un grand bonheur qui prend sa place
Des ennuis des chagrins s'effacent
Heureux, heureux à mourir.”
Um fino lençol cobria-lhe apenas metade do corpo nu já que o calor do leito não lhe dava qualquer razão para se vestir. À sua frente, a amada estava sentada quase de costas para ele, de pernas à chinesa, com o mesmo lençol enrolado à volta das pernas e da cintura. O restante corpo estava nu também, mas ela não parecia incomodada. O livro de poesia que segurava nas mãos era o seu foco enquanto proclamava, em tom suave e calmo, o seu poema eleito. Terminada a leitura, os olhos celestes dela fitaram-no.
Ele sorriu ao de leve, com ternura patente no olhar:
-É muito bonito, Rett…
Ela mordeu o lábio e, depois, deu-lhe uma sapatada no braço com o livro e começou-se a rir:
-Mentiroso, não percebeste nada do que eu li!
David libertou uma risada:
-Nem uma palavra! – Admitiu.
Margarett riu-se pela franqueza dele, mas logo relaxou de novo. Pousou o livro no chão e deitou-se ao seu lado, de modo a ficarem olhos nos olhos.
-É a letra de uma música francesa. – Explicou - Não esperava que compreendesses.
-Achei bonito mesmo assim…
Ela aproximou a cara mais dele e deu-lhe um beijo leve na boca.
David não sorriu. Ficou parado a olha-la durante alguns segundos. No final acariciou-lhe a braço:
-Um dia hei-de compreender cada palavra que disseste. – Garantiu - Vou aprender a falar francês tão bem como tu.
Mag acreditou naquelas palavras com toda a sua fé:
-E depois vais ler poesia francesa para mim?
-Vou ler-te romances inteiros, meu amor…
A caixa torácica de Margarett enfraqueceu devido à força com que o seu coração bateu dentro dela. A jovem beijou David com vontade e depois deitou-se totalmente sobre o corpo dele. A sua cabeça ficou deitada em cima do peito dele e ela foi capaz de escutar a calma com que o órgão dele batia.
-Eu amo-te, David…
-Eu também te amo muito, Mag…
Ela fechou os olhos e sentiu-se quase a adormecer, mas despertou rapidamente, sabendo qual era o seu dever.
-Tenho de ir para casa… - Sussurrou – a minha mãe fica desconfiada se eu não chego a casa à hora de jantar e quem padece é o meu pai.
David abraçou-a:
-Não vás já. Diz-lhe que…
-Não posso, David. – Ela levantou-se – eu tenho mesmo de ir.
Ele suspirou e levantou o tronco. Rendido, beijou-a com fugacidade e deixou-a levantar-se para se vestir.
-Vens também? – Perguntou ela, colocando os braços nas mangas do vestido.
Ele levantou-se e chegou-se a ela. Esperou que ela desviasse o cabelo para lhe subir o fecho da sua vestimenta. Depois ajeitou-lhe as ondas loiras ao longo das costas:
-Vou a seguir a ti… Não convém sermos vistos a sair juntos daqui…
Mag notou um tom de desagrado na voz de David, contudo preferiu não comentar. David sabia que por enquanto tinha que ser assim.
Ela vestiu o casaco e deu-lhe um último beijo de despedida. David pôs-se à janela e esperou vê-la passar no jardim para começar a preparar-se também para sair.
***
David optou por ir para casa em marcha lenta. Apesar de já estar noite, preferiu dar uma volta pela cidade. Passou pela rua principal, onde as lojas já estavam a fechar e lembrou-se de ir ao quiosque comprar chocolates para comer com Margarett à noite ou no dia seguinte. O senhor da loja atendeu-o com alguma pressa e depois de ele sair trancou a porta e virou para fora a tabuleta que dizia “fechado”. Não andou muito mais até se cruzar com William Finkie. Uma estranha sensação de dever obrigou-o a parar para falar com ele. William, sem dar pela sua presença, ia para seguir caminha na mesma direção.
-Boa noite, William. – Cumprimentou David, firmemente.
William olhou-o surpreendido. Para além de não estar à espera de se cruzar com David, não esperava de todo que ele lhe falasse.
-Olá, David. – Exclamou, desconfiado – O que se passa?
David estreitou as sobrancelhas:
-Vais para casa?
-Sim, eu vou.
-Então eu acompanho-te.
William não mostrou a sua relutância e aceitou naturalmente a companhia de David. Este, de mãos nos bolsos, perguntou-se a melhor maneira de ir ao assunto que pretendia, sem que soasse a falso. William, por outro lado, não sabia o porquê daquilo.
O seu rival de infância suspirou.
-Queria agradecer-te… - David começou por dizer – e, ao mesmo tempo, pedir-te desculpa.
William não respondeu. Não soube o que pensar.
-Agiste com uma moral que, eu admito, nunca diria que tinhas. No outro dia, quando me disseste para correr atrás dela fiquei sem perceber se falavas a sério ou não, mas quando a Margarett me contou tudo, eu… Eu fiquei deveras espantado com a tua cabeça fria. Não sei se teria tido a mesma compaixão que tu…
William encarou David. Tal como ele, se noutra altura, antes de namorar com Margarett, lhe perguntassem o que faria se a sua namorada o traísse, ele teria dito tudo, excepto perdoá-la e dá-la ao inimigo de infância. Todavia, na prática, ele não se mostrara tão brutal como na sua imaginação.
-Talvez se tivesse sido outra mulher… - Murmurou William, de olhar duro focado num ponto indefinido do horizonte - Talvez eu não tivesse perdoado. Mas foi a Margarett e… Talvez não saibas mas tu notas que falta algo quando a pessoa a quem queres dar tudo não reage… E…acho que preferi que ela me deixasse a ter uma relação sem qualquer à vontade.
David baixou o olhar. Não podia imaginar o que William sentia em relação àquilo. Nem sequer podia imaginar que William tivesse sentimentos como os que tinha.
-Não gostei que chegasse tão longe. Quando vocês começaram a sair juntos não queria acreditar que as coisas se prolongassem tanto. Eu achava mesmo que, à primeira oportunidade, tu ias fazer alguma idiotice e a Margarett te dava com os pés.– Constatou.
William soltou o que pareceu ser um riso abafado, por concordar com aquele à parte.
-De qualquer modo, nunca pensei que a Margarett te desse oportunidade. Não, sendo ela a minha amiga de infância. Só que… Eu sei lá, ela deixou-te avançar. Eu fiquei algum tempo sem perceber como é que ela se tinha metido nesta embrulhada.
William bufou:
-Embrulhada?
David fez um esgar:
-sem ofensa…! O que eu quero mesmo dizer-te é que fiquei chocado por tu a tratares tão bem e por todos os elogios que ela me dizia sobre ti. Parecia que se referia a outro William e não ao que eu detestava. Então eu percebi que nunca te dei a oportunidade de te conhecer. Sempre tirei conclusões precipitadas em relação a ti e juro que me arrependo disso. Honestamente, pensei que ias matar a Margarett quando ela e eu… - Ele calou-se incomodado e avançou aquela parte – Julguei que ias querer vingança, humilhação publica, enfim, tudo e mais alguma coisa… Mas enganei-me. Tu respeitaste-a.
David olhou-o demonstrando a sua admiração. E William deu de ombros:
-Como disseste, tu não me conheces. Seria incapaz de fazer tal coisa. Ela magoou-me, de facto. Senti-me traído, mas acho que esperava algo do género. Eu via a forma como ela te olhava, as coisas que tu lhe dizias. Além disso, a minha mãe sempre me disse que rapazes e raparigas nunca eram amigos sem que houvesse algo mais. Ainda por cima vocês os dois, os melhores amigos… - William chutou uma lata no chão - O meu inconsciente parecia já adivinhar. Não esperava que chegasse ao ponto de ser traído… Mas, estranhamente, compreendi-a. Percebi que ela realmente não soube cuidar da situação e errou. Ainda ponderei que a culpa pudesse ser tua…
-Foi dos dois. – Interrompeu David - Se queres a verdade, eu sinto-me mal, mas não me arrependo. Se ela não te tivesse traído, nunca teria tido a coragem para te admitir a verdade e esta mentiria correria ainda mais quilómetros.
William concordou com a cabeça:
-A Margarett é boa pessoa, apesar de tudo. Não consegui ficar chateada com ela. Além disso, é esforçada e admiro o facto de ela não te ter contado que nós os dois já não namorávamos enquanto não conseguiu estar em paz comigo.
-Sim, também me surpreendeu. – David sorriu. Logo após voltou a assumir o rosto sério – Agora acho que é a minha vez. – Ele parou de andar e esperou que William também o fizesse - Vou esperar que me perdoes porque, de homem para homem, mesmo sem gostar muito de ti, detestei que fosses enganado e gostava de ter a oportunidade de te conhecer melhor enquanto pessoa. É algo que te devo em troca da tua compaixão pela Mag. – Ele esticou a mão para que ele a apertasse - Tréguas?
William parou por uns momentos, refletindo. Viu que estava perto de casa e ponderou sobre o que ia fazer. Sem rancor que aprisionasse o seu orgulho, ele apertou-lhe a mão e aprovou:
-Acho que não tenho nada a perder.
David sorriu:
-Acredita… Só vais ganhar.
William pensou que aquela resposta fosse somente o ego de David a falar. No entanto, quando David mencionou que ele só tinha a ganhar, sabia bem ao que se referia.
***
No dia seguinte, Mrs. Wilson acordou com as galinhas. Era dia de ir à missa, logo não pretendia atrasar-se. Deu um abanão em Adolfe e, ainda antes que ele a enxergasse, pegou na sua roupa e saiu do quarto sem proclamar um simples “bom dia”.
Mr. Wilson sentou-se na orla da cama e esfregou os olhos, ensonado. Olhou para o seu relógio de pulso e bocejou. Sabia que tinha de ir acordar Margarett já que a esposa não trocava palavras diretas com a própria filha.
Calçou os chinelos de quarto e arrastou-se pelo corredor do piso superior até chegar ao quarto da filha. Deu três batidas e esperou escutar a jovem. Percebeu que ela ainda dormia e para não a acordar em sobressalto, entrou no quarto em passos leves. Admirou-se ao não vê-la dormir na cama, mas sim apoiada na janela aberta. Aproximou-se, tentando perceber por que motivo ela tinha adormecido ali. Sentada na cadeira, com a cabeça no peitoril, a jovem parecia estra na pior posição do mundo, porém, a cara era a mais serena e feliz que Adolfe já tinha visto na sua pequena. Mirou o exterior curioso e não se surpreendeu ao ver na janela da frente, também ela aberta, David a dormir com a cabeça de fora. Não soube até que ponto compreendeu aquela situação, mas isso não lhe importou.
-Mag, querida… - chamou baixinho.
Ela contorceu-se um pouco e pestanejou com algum custo. Ao ver o rosto do pai, sorriu:
-Bom dia, papá…
-É Domingo, filha. Está na hora de te preparares.
Um leve gemido saiu da boca de Margarett ao tentar acertar a posição do seu corpo. Ela levantou-se e deu um beijo ao pai:
-Desço já! – Prontificou.
O velho pai saiu do quarto e deixou-a sozinha. Margarett pensou em acordar David para se encontrarem na igreja, mas preferiu deixá-lo a dormir.
Abriu o armário para escolher o vestido e pegou no mais fresco que pôde, aproveitando o calor dos últimos dias de verão.
Quis pôr-se bonita, perfumada e airosa, como fazia em França e antes de se meter em todos os problemas com William.
Olhou aquele vestido cor-de-rosa que tinha usado no primeiro dia em que regressara à cidade. Sentiu que ele era indicado para recomeços e aquela ida à cidade nada mais era do que uma oportunidade para mostrar a verdadeira Margarett Wilson, a genuína, a mulher firme e determinada que era apaixonada por David Paisen.
Colocou umas gotas do melhor perfume, pó no rosto e batom nos lábios. Depois calçou os sapatos mais altos e mais vistosos. Finalizou com um chapéu a combinar com a carteira.
-David! – Chamou alto.
Ele só acordou ao terceiro chamamento. Bocejou e depois franziu as sobrancelhas ao contempla-la.
-Onde vais? – Perguntou, coçando a cabeça.
-À igreja!
-Assim tão arranjada? Porque não me acordaste antes?
Ela sorriu e mandou-lhe um beijo com a mão:
-Se quiseres ir lá ter, sabes como me encontrar! – Exclamou, piscando-lhe o olho.
David levantou-se rapidamente ao ver a amada sair do quarto. Sentiu-se corar de ciúme, por vê-la tão bonita a ir para um lugar cheio de jovens oportunistas.
Correu pela casa toda atrás dos pais. Estes já tomavam o pequeno-almoço, prontos para a cerimónia religiosa.
-Mãe, pai, porque não me acordaram para ir à missa?
Mr. Paisen pestanejou, surpreendido.
-Mas, David, tu nunca queres ir à missa!
David revirou os olhos e virou costas para voltar ao quarto:
-Não vão sem mim! Eu preparo-me num minuto! – Gritou, subindo as escadas.
Mrs. Grace Paisen preparou uma chávena de café para o filho e sorriu para o marido, perguntando-se ao que se devia tal vontade.
David vestiu-se apropriadamente para uma cerimónia de Domingo. As melhores calças, uma camisa ao invés de uma T-shirt, e atreveu-se até a melhorar o aspeto do cabelo. Em quatro minutos, no máximo, pôs-se pronto e desceu as escadas como se cavalgasse. Os pais fizeram-no beber o café à pressa e puseram-se todos no carro em direção à igreja.
Os Wilson tinham o hábito de ir para a igreja meia-hora antes por capricho de Mr. Wilson, que via aquela rotina como um meio de socializar com as outras mulheres e, para além de ficar atualizada sobre tudo o que se passava na cidade, adquirir novas clientes.
Enquanto o marido ia fumar com os outros homens, Margarett ou ficava com as amigas da mãe, ou procurava alguém da mesma geração que ela.
Os Paisen, por outro lado, chegavam sempre em cima da hora. A mulher cumprimentava todas as senhoras que conhecia com um sorriso doce e educado, sem retirar o braço do cotovelo do marido que, igualmente, cumprimentava as damas com cortesia e acenava aos homens sem abandonar a esposa um momento que fosse.
O filho do casal, era um caso raro ser visto naquele ambiente, e era por esse motivo que quando surgia todos paravam a conversa para o verem passar e comentar a situação.
O mais jovem dos Paisen não tinha a mesma postura dos pais, no entanto, tinha um semblante impossível de criticar. Cumprimentava os que lhe eram chegados e os que não lhe eram nada, ignorava sem se dar ao trabalho de desrespeitar, como muitos criam que ele faria.
O rapaz procurou Margarett dentro da igreja e ficou frustrado por vê-la nos primeiros bancos, cujos estavam repletos de pessoas.
Rendeu-se ao facto de ter de sentar-se junto dos pais, mas teve a feliz ideia de ficar situado num sítio onde pudesse ver a idolatrada Margarett.
No banco ao lado do seu, os Finkie sentaram-se também. Parecia que o destino se encarregava de pregar aquelas partidas.
Ele cumprimentou William e então o pastor deu início à solenidade.
David teve de esperar pacientemente e tentou concentrar-se para que o tempo passasse mais depressa. De vez em quando distraia-se com Margarett a mexer no seu grande chapéu e sorria quando reparava nela alheia ao sermão. Depois suspirava ao de leve e humedecia os lábios, recordando o cheiro do cabelo loiro e macio.
Ela mexia no brinco da orelha e depois puxava a alça do vestido mais para cima, por uma questão de pudor, fazendo-o corar. Logo após, ela cantava baixinho, acompanhando o ritmo do coro e cada vez que se levantava a sua silhueta destacava-se pela forma jovem e rija. David sorria e afastava o olhar para os pés.
Quando percebeu que estava quase a terminar a missa, começou a ajeitar-se e talvez tenha sido um dos primeiros a levantar-se ao sinal do pastor.
Tentou esperar que Mag o visse e se levantasse, mas ela parecia não ter pressa nenhuma. O rapaz, frustrado, tentou ficar para trás na fila de pessoas que saia, mas a mãe beliscou-lhe o braço para lhe captar a atenção e, desgostoso, ele teve de seguir os pais à saída da igreja para não causar transito.
* O "poema" que a Mag lê é uma musica francesa dos anos 40, chamada "Vie en Rose" da senhora Edith Piaf. Não me inspirei no ritmo da musica mas apenas na letra. Deixo um video e a letra traduzida.
Vie En Rose - Edith Piaf
"Olhos que fazem baixar os meus
Um riso que se perde na sua boca
Aí está o retrato sem retoque
Do Homem a quem eu pertenço
Quando ele me toma nos seus braços
Ele fala-me baixinho
Vejo a vida cor-de-rosa
Ele diz-me palavras de amor
Palavras de todos os dias
E isso toca-me
Entrou no meu coração
Um pouco de felicidade
Da qual eu conheço a causa
É ele pra mim,
Eu para ele na vida,
Ele disse-me, jurou
Pela vida.
E assim que eu o vejo
Então sinto em mim
Meu coração que bate
Noites de amor que não acabam mais
Uma grande felicidade que toma o seu lugar
Os aborrecimentos e as tristezas apagam-se
Feliz, feliz até morrer"
Ser tudo, por hoje. O capitulo ia ser maior mas cortei a continuação para o próximo!
Implorem por mais!
Erros? Acusem!
Bjokas
Sim, a Verdadeira Mag, como todas sabemos e temos fé, está escondida por entre todos os erros que cometeu. Ainda assim, é precios ter paciencia e não esquecer quem realmente ela é por causa de certas atitudes que toma!
Ela e o David, por agora, é só amor <3
A ver vamos no que dá! 
AnA_SaNt0s - Começo pelo fim, hoje! Hahaha, Tens razão nisso de relatos do passado. Cheguei a cortar muita informação na historia dos pais da Mag, mas depois sentia sempre que se não dissesse aquilo, a historia ficava incompleta. Podia realmente ter recorrido ao flashback, mas não me ocorreu sequer, para alem de que ia pedir muitos mais pormenores. Ainda assim, pormenores como o nome do rapaz e isso foquei porque eram do mesmo grupo. Seria estranho nao se lembrar dos amigos da juventude, digo eu! o.O'
Em relação ao capitulo, tens toda a razão. Mr. Wilson é excatamente assim. Só aje em momentos mesmo, mesmo apertados. é o tal caso de pedra dura que só fura passada muita águazinha!

Enfim, mais não comento, porque não me apetece.
Novo Capitulo

Capitulo 31 – Tréguas
Deitado sobre o próprio braço, o seu olhar parecia perdido como que refletindo.
“Des yeux qui font baisser les miens,
Un rire qui se perd sur sa bouche,
Voilà le portrait sans retouche
De l'homme auquel j'appartiens
Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas,
Je vois la vie en rose.
Il me dit des mots d'amour,
Des mots de tous les jours,
Et ça me fait quelque chose.
Il est entré dans mon coeur
Une part de bonheur
Donc je connais la cause.
C'est lui pour moi,
Moi pour lui dans la vie,
Il me l'a dit, l'a juré
Pour la vie.
Et dès que je l'aperçois
Alors je sens en moi
Mon coeur qui bat
Des nuits d'amour à plus finir
Un grand bonheur qui prend sa place
Des ennuis des chagrins s'effacent
Heureux, heureux à mourir.”
Um fino lençol cobria-lhe apenas metade do corpo nu já que o calor do leito não lhe dava qualquer razão para se vestir. À sua frente, a amada estava sentada quase de costas para ele, de pernas à chinesa, com o mesmo lençol enrolado à volta das pernas e da cintura. O restante corpo estava nu também, mas ela não parecia incomodada. O livro de poesia que segurava nas mãos era o seu foco enquanto proclamava, em tom suave e calmo, o seu poema eleito. Terminada a leitura, os olhos celestes dela fitaram-no.
Ele sorriu ao de leve, com ternura patente no olhar:
-É muito bonito, Rett…
Ela mordeu o lábio e, depois, deu-lhe uma sapatada no braço com o livro e começou-se a rir:
-Mentiroso, não percebeste nada do que eu li!
David libertou uma risada:
-Nem uma palavra! – Admitiu.
Margarett riu-se pela franqueza dele, mas logo relaxou de novo. Pousou o livro no chão e deitou-se ao seu lado, de modo a ficarem olhos nos olhos.
-É a letra de uma música francesa. – Explicou - Não esperava que compreendesses.
-Achei bonito mesmo assim…
Ela aproximou a cara mais dele e deu-lhe um beijo leve na boca.
David não sorriu. Ficou parado a olha-la durante alguns segundos. No final acariciou-lhe a braço:
-Um dia hei-de compreender cada palavra que disseste. – Garantiu - Vou aprender a falar francês tão bem como tu.
Mag acreditou naquelas palavras com toda a sua fé:
-E depois vais ler poesia francesa para mim?
-Vou ler-te romances inteiros, meu amor…
A caixa torácica de Margarett enfraqueceu devido à força com que o seu coração bateu dentro dela. A jovem beijou David com vontade e depois deitou-se totalmente sobre o corpo dele. A sua cabeça ficou deitada em cima do peito dele e ela foi capaz de escutar a calma com que o órgão dele batia.
-Eu amo-te, David…
-Eu também te amo muito, Mag…
Ela fechou os olhos e sentiu-se quase a adormecer, mas despertou rapidamente, sabendo qual era o seu dever.
-Tenho de ir para casa… - Sussurrou – a minha mãe fica desconfiada se eu não chego a casa à hora de jantar e quem padece é o meu pai.
David abraçou-a:
-Não vás já. Diz-lhe que…
-Não posso, David. – Ela levantou-se – eu tenho mesmo de ir.
Ele suspirou e levantou o tronco. Rendido, beijou-a com fugacidade e deixou-a levantar-se para se vestir.
-Vens também? – Perguntou ela, colocando os braços nas mangas do vestido.
Ele levantou-se e chegou-se a ela. Esperou que ela desviasse o cabelo para lhe subir o fecho da sua vestimenta. Depois ajeitou-lhe as ondas loiras ao longo das costas:
-Vou a seguir a ti… Não convém sermos vistos a sair juntos daqui…
Mag notou um tom de desagrado na voz de David, contudo preferiu não comentar. David sabia que por enquanto tinha que ser assim.
Ela vestiu o casaco e deu-lhe um último beijo de despedida. David pôs-se à janela e esperou vê-la passar no jardim para começar a preparar-se também para sair.
***
David optou por ir para casa em marcha lenta. Apesar de já estar noite, preferiu dar uma volta pela cidade. Passou pela rua principal, onde as lojas já estavam a fechar e lembrou-se de ir ao quiosque comprar chocolates para comer com Margarett à noite ou no dia seguinte. O senhor da loja atendeu-o com alguma pressa e depois de ele sair trancou a porta e virou para fora a tabuleta que dizia “fechado”. Não andou muito mais até se cruzar com William Finkie. Uma estranha sensação de dever obrigou-o a parar para falar com ele. William, sem dar pela sua presença, ia para seguir caminha na mesma direção.
-Boa noite, William. – Cumprimentou David, firmemente.
William olhou-o surpreendido. Para além de não estar à espera de se cruzar com David, não esperava de todo que ele lhe falasse.
-Olá, David. – Exclamou, desconfiado – O que se passa?
David estreitou as sobrancelhas:
-Vais para casa?
-Sim, eu vou.
-Então eu acompanho-te.
William não mostrou a sua relutância e aceitou naturalmente a companhia de David. Este, de mãos nos bolsos, perguntou-se a melhor maneira de ir ao assunto que pretendia, sem que soasse a falso. William, por outro lado, não sabia o porquê daquilo.
O seu rival de infância suspirou.
-Queria agradecer-te… - David começou por dizer – e, ao mesmo tempo, pedir-te desculpa.
William não respondeu. Não soube o que pensar.
-Agiste com uma moral que, eu admito, nunca diria que tinhas. No outro dia, quando me disseste para correr atrás dela fiquei sem perceber se falavas a sério ou não, mas quando a Margarett me contou tudo, eu… Eu fiquei deveras espantado com a tua cabeça fria. Não sei se teria tido a mesma compaixão que tu…
William encarou David. Tal como ele, se noutra altura, antes de namorar com Margarett, lhe perguntassem o que faria se a sua namorada o traísse, ele teria dito tudo, excepto perdoá-la e dá-la ao inimigo de infância. Todavia, na prática, ele não se mostrara tão brutal como na sua imaginação.
-Talvez se tivesse sido outra mulher… - Murmurou William, de olhar duro focado num ponto indefinido do horizonte - Talvez eu não tivesse perdoado. Mas foi a Margarett e… Talvez não saibas mas tu notas que falta algo quando a pessoa a quem queres dar tudo não reage… E…acho que preferi que ela me deixasse a ter uma relação sem qualquer à vontade.
David baixou o olhar. Não podia imaginar o que William sentia em relação àquilo. Nem sequer podia imaginar que William tivesse sentimentos como os que tinha.
-Não gostei que chegasse tão longe. Quando vocês começaram a sair juntos não queria acreditar que as coisas se prolongassem tanto. Eu achava mesmo que, à primeira oportunidade, tu ias fazer alguma idiotice e a Margarett te dava com os pés.– Constatou.
William soltou o que pareceu ser um riso abafado, por concordar com aquele à parte.
-De qualquer modo, nunca pensei que a Margarett te desse oportunidade. Não, sendo ela a minha amiga de infância. Só que… Eu sei lá, ela deixou-te avançar. Eu fiquei algum tempo sem perceber como é que ela se tinha metido nesta embrulhada.
William bufou:
-Embrulhada?
David fez um esgar:
-sem ofensa…! O que eu quero mesmo dizer-te é que fiquei chocado por tu a tratares tão bem e por todos os elogios que ela me dizia sobre ti. Parecia que se referia a outro William e não ao que eu detestava. Então eu percebi que nunca te dei a oportunidade de te conhecer. Sempre tirei conclusões precipitadas em relação a ti e juro que me arrependo disso. Honestamente, pensei que ias matar a Margarett quando ela e eu… - Ele calou-se incomodado e avançou aquela parte – Julguei que ias querer vingança, humilhação publica, enfim, tudo e mais alguma coisa… Mas enganei-me. Tu respeitaste-a.
David olhou-o demonstrando a sua admiração. E William deu de ombros:
-Como disseste, tu não me conheces. Seria incapaz de fazer tal coisa. Ela magoou-me, de facto. Senti-me traído, mas acho que esperava algo do género. Eu via a forma como ela te olhava, as coisas que tu lhe dizias. Além disso, a minha mãe sempre me disse que rapazes e raparigas nunca eram amigos sem que houvesse algo mais. Ainda por cima vocês os dois, os melhores amigos… - William chutou uma lata no chão - O meu inconsciente parecia já adivinhar. Não esperava que chegasse ao ponto de ser traído… Mas, estranhamente, compreendi-a. Percebi que ela realmente não soube cuidar da situação e errou. Ainda ponderei que a culpa pudesse ser tua…
-Foi dos dois. – Interrompeu David - Se queres a verdade, eu sinto-me mal, mas não me arrependo. Se ela não te tivesse traído, nunca teria tido a coragem para te admitir a verdade e esta mentiria correria ainda mais quilómetros.
William concordou com a cabeça:
-A Margarett é boa pessoa, apesar de tudo. Não consegui ficar chateada com ela. Além disso, é esforçada e admiro o facto de ela não te ter contado que nós os dois já não namorávamos enquanto não conseguiu estar em paz comigo.
-Sim, também me surpreendeu. – David sorriu. Logo após voltou a assumir o rosto sério – Agora acho que é a minha vez. – Ele parou de andar e esperou que William também o fizesse - Vou esperar que me perdoes porque, de homem para homem, mesmo sem gostar muito de ti, detestei que fosses enganado e gostava de ter a oportunidade de te conhecer melhor enquanto pessoa. É algo que te devo em troca da tua compaixão pela Mag. – Ele esticou a mão para que ele a apertasse - Tréguas?
William parou por uns momentos, refletindo. Viu que estava perto de casa e ponderou sobre o que ia fazer. Sem rancor que aprisionasse o seu orgulho, ele apertou-lhe a mão e aprovou:
-Acho que não tenho nada a perder.
David sorriu:
-Acredita… Só vais ganhar.
William pensou que aquela resposta fosse somente o ego de David a falar. No entanto, quando David mencionou que ele só tinha a ganhar, sabia bem ao que se referia.
***
No dia seguinte, Mrs. Wilson acordou com as galinhas. Era dia de ir à missa, logo não pretendia atrasar-se. Deu um abanão em Adolfe e, ainda antes que ele a enxergasse, pegou na sua roupa e saiu do quarto sem proclamar um simples “bom dia”.
Mr. Wilson sentou-se na orla da cama e esfregou os olhos, ensonado. Olhou para o seu relógio de pulso e bocejou. Sabia que tinha de ir acordar Margarett já que a esposa não trocava palavras diretas com a própria filha.
Calçou os chinelos de quarto e arrastou-se pelo corredor do piso superior até chegar ao quarto da filha. Deu três batidas e esperou escutar a jovem. Percebeu que ela ainda dormia e para não a acordar em sobressalto, entrou no quarto em passos leves. Admirou-se ao não vê-la dormir na cama, mas sim apoiada na janela aberta. Aproximou-se, tentando perceber por que motivo ela tinha adormecido ali. Sentada na cadeira, com a cabeça no peitoril, a jovem parecia estra na pior posição do mundo, porém, a cara era a mais serena e feliz que Adolfe já tinha visto na sua pequena. Mirou o exterior curioso e não se surpreendeu ao ver na janela da frente, também ela aberta, David a dormir com a cabeça de fora. Não soube até que ponto compreendeu aquela situação, mas isso não lhe importou.
-Mag, querida… - chamou baixinho.
Ela contorceu-se um pouco e pestanejou com algum custo. Ao ver o rosto do pai, sorriu:
-Bom dia, papá…
-É Domingo, filha. Está na hora de te preparares.
Um leve gemido saiu da boca de Margarett ao tentar acertar a posição do seu corpo. Ela levantou-se e deu um beijo ao pai:
-Desço já! – Prontificou.
O velho pai saiu do quarto e deixou-a sozinha. Margarett pensou em acordar David para se encontrarem na igreja, mas preferiu deixá-lo a dormir.
Abriu o armário para escolher o vestido e pegou no mais fresco que pôde, aproveitando o calor dos últimos dias de verão.
Quis pôr-se bonita, perfumada e airosa, como fazia em França e antes de se meter em todos os problemas com William.
Olhou aquele vestido cor-de-rosa que tinha usado no primeiro dia em que regressara à cidade. Sentiu que ele era indicado para recomeços e aquela ida à cidade nada mais era do que uma oportunidade para mostrar a verdadeira Margarett Wilson, a genuína, a mulher firme e determinada que era apaixonada por David Paisen.
Colocou umas gotas do melhor perfume, pó no rosto e batom nos lábios. Depois calçou os sapatos mais altos e mais vistosos. Finalizou com um chapéu a combinar com a carteira.
-David! – Chamou alto.
Ele só acordou ao terceiro chamamento. Bocejou e depois franziu as sobrancelhas ao contempla-la.
-Onde vais? – Perguntou, coçando a cabeça.
-À igreja!
-Assim tão arranjada? Porque não me acordaste antes?
Ela sorriu e mandou-lhe um beijo com a mão:
-Se quiseres ir lá ter, sabes como me encontrar! – Exclamou, piscando-lhe o olho.
David levantou-se rapidamente ao ver a amada sair do quarto. Sentiu-se corar de ciúme, por vê-la tão bonita a ir para um lugar cheio de jovens oportunistas.
Correu pela casa toda atrás dos pais. Estes já tomavam o pequeno-almoço, prontos para a cerimónia religiosa.
-Mãe, pai, porque não me acordaram para ir à missa?
Mr. Paisen pestanejou, surpreendido.
-Mas, David, tu nunca queres ir à missa!
David revirou os olhos e virou costas para voltar ao quarto:
-Não vão sem mim! Eu preparo-me num minuto! – Gritou, subindo as escadas.
Mrs. Grace Paisen preparou uma chávena de café para o filho e sorriu para o marido, perguntando-se ao que se devia tal vontade.
David vestiu-se apropriadamente para uma cerimónia de Domingo. As melhores calças, uma camisa ao invés de uma T-shirt, e atreveu-se até a melhorar o aspeto do cabelo. Em quatro minutos, no máximo, pôs-se pronto e desceu as escadas como se cavalgasse. Os pais fizeram-no beber o café à pressa e puseram-se todos no carro em direção à igreja.
Os Wilson tinham o hábito de ir para a igreja meia-hora antes por capricho de Mr. Wilson, que via aquela rotina como um meio de socializar com as outras mulheres e, para além de ficar atualizada sobre tudo o que se passava na cidade, adquirir novas clientes.
Enquanto o marido ia fumar com os outros homens, Margarett ou ficava com as amigas da mãe, ou procurava alguém da mesma geração que ela.
Os Paisen, por outro lado, chegavam sempre em cima da hora. A mulher cumprimentava todas as senhoras que conhecia com um sorriso doce e educado, sem retirar o braço do cotovelo do marido que, igualmente, cumprimentava as damas com cortesia e acenava aos homens sem abandonar a esposa um momento que fosse.
O filho do casal, era um caso raro ser visto naquele ambiente, e era por esse motivo que quando surgia todos paravam a conversa para o verem passar e comentar a situação.
O mais jovem dos Paisen não tinha a mesma postura dos pais, no entanto, tinha um semblante impossível de criticar. Cumprimentava os que lhe eram chegados e os que não lhe eram nada, ignorava sem se dar ao trabalho de desrespeitar, como muitos criam que ele faria.
O rapaz procurou Margarett dentro da igreja e ficou frustrado por vê-la nos primeiros bancos, cujos estavam repletos de pessoas.
Rendeu-se ao facto de ter de sentar-se junto dos pais, mas teve a feliz ideia de ficar situado num sítio onde pudesse ver a idolatrada Margarett.
No banco ao lado do seu, os Finkie sentaram-se também. Parecia que o destino se encarregava de pregar aquelas partidas.
Ele cumprimentou William e então o pastor deu início à solenidade.
David teve de esperar pacientemente e tentou concentrar-se para que o tempo passasse mais depressa. De vez em quando distraia-se com Margarett a mexer no seu grande chapéu e sorria quando reparava nela alheia ao sermão. Depois suspirava ao de leve e humedecia os lábios, recordando o cheiro do cabelo loiro e macio.
Ela mexia no brinco da orelha e depois puxava a alça do vestido mais para cima, por uma questão de pudor, fazendo-o corar. Logo após, ela cantava baixinho, acompanhando o ritmo do coro e cada vez que se levantava a sua silhueta destacava-se pela forma jovem e rija. David sorria e afastava o olhar para os pés.
Quando percebeu que estava quase a terminar a missa, começou a ajeitar-se e talvez tenha sido um dos primeiros a levantar-se ao sinal do pastor.
Tentou esperar que Mag o visse e se levantasse, mas ela parecia não ter pressa nenhuma. O rapaz, frustrado, tentou ficar para trás na fila de pessoas que saia, mas a mãe beliscou-lhe o braço para lhe captar a atenção e, desgostoso, ele teve de seguir os pais à saída da igreja para não causar transito.
* O "poema" que a Mag lê é uma musica francesa dos anos 40, chamada "Vie en Rose" da senhora Edith Piaf. Não me inspirei no ritmo da musica mas apenas na letra. Deixo um video e a letra traduzida.
Vie En Rose - Edith Piaf
"Olhos que fazem baixar os meus
Um riso que se perde na sua boca
Aí está o retrato sem retoque
Do Homem a quem eu pertenço
Quando ele me toma nos seus braços
Ele fala-me baixinho
Vejo a vida cor-de-rosa
Ele diz-me palavras de amor
Palavras de todos os dias
E isso toca-me
Entrou no meu coração
Um pouco de felicidade
Da qual eu conheço a causa
É ele pra mim,
Eu para ele na vida,
Ele disse-me, jurou
Pela vida.
E assim que eu o vejo
Então sinto em mim
Meu coração que bate
Noites de amor que não acabam mais
Uma grande felicidade que toma o seu lugar
Os aborrecimentos e as tristezas apagam-se
Feliz, feliz até morrer"
Ser tudo, por hoje. O capitulo ia ser maior mas cortei a continuação para o próximo!
Implorem por mais!
Erros? Acusem!
Bjokas

as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
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