Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Peep-Toe & All-Star

#1

Olá, Olá! Embaracoso
Bem, criei este tópico para vos dar a conhecer a minha nova fic Razz
Espero que gostem!

Nome: Promessas do Para Sempre
Classificação: Livre (para já, acho eu! Matreiro)
Categorias: Originais
Gêneros: Amizade, Aventura, Drama, Romance


Esclarecimentos:Esta história pertence-me assim como todas as personagens (excepto Christian Dior! Matreiro), portanto, PLÁGIO não por favor.
Comecei a escrevê-la há já algum tempo, mas como ainda não era certo se lhe ia dar atenção deixei passar uns bons mesinhos, até me decidir a continua-la e posteriormente começar a postar. Esta história tem como cenário os anos 50, mas infelizmente o ano passado emprestei o meu ultimo livro de história e cultura das artes a um colega meu e por muitas vezes que o tenha pedido este ano, ele não mo devolveu Mal disposto‘ Assim sendo, todos aqueles factores históricos e artísticos que queria ter colocado, não existem porque a minha memória também não é a melhorzinha Mal disposto‘ Ainda assim, dou uma certa importância à moda da época, visto que muita da historia de alguns personagens ronda à volta disso.
Esta fic possui uma estrutura um pouco diferente das outras que vim a escrever, e inclusive, no inicio de todos os capítulos existe uma frase de algum personagem histórico e uma musica cujas palavras fazem sentido com o conteúdo de cada episodio. As músicas, diga-se de passagem, são quase todas de uma cantora que eu até nem ouço muito, mas que todos já devem ter ouvido falar, que é a Taylor Swift, pelos simples facto de as letras fazerem uma ligação com o que eu escrevi. Mas já sabem, ninguém é obrigado a ouvir, muito menos enquanto lê. Eu só quis dar este “bónus” para dar uma certa graça à fic! Embaracoso
Outra coisa, no inicio eu pus-me a fazer umas capazitas para os capítulos (Mas sou péssima no Photoshop Embaracoso’) e lá podem ver como imagino mais ou menos as personagens. Aviso isto já porque se alguém quiser usar a sua imaginação em plenitude no esboço mental das personagens, então não vejam as capas! Matreiro
O espaço onde decorre a história também é um local complexo, porque eu simplesmente não encontro sitio que se pareça com o que imagino, por isso dou uma cidade como referência, só para me guiar no texto, mas vou colocar imagens para dizer como imagino os locais.
Por fim, os capítulos são pequenos porque eu meti na cabeça que tenho de começar a escrever menos (LOL) mas conforme a quantidade de comentários, vou postando mais rapidamente. Se tivesse muitos até postava um por dia, mas isso já não depende mim!
Bem, acho que não tenho mais nada a dizer e espero que gostem e deixem comentários!
Já sabem, comentários são a gasolina dos escritores amadores! Mantenham-me em andamento! ;D

PS: O nome é provisório, então, se alguém tiver ideias para outro título, por favor partilhem! Embaracoso



Peep-Toe & All-Star 1y34nc

Pag.1........................Prólogo
Pag.1.........................Capitulo 1 - A Amizade
Pag.1.........................Capitulo 2 - A Despedida
Pag.1.........................Capitulo 3 - Cartas
Pag.1.........................Capitulo 4 - Reencontro
Pag.1.........................Capitulo 5 - Estranhezas
Pag.1.........................Capitulo 6 - Mudança
Pag.2.........................Capitulo 7 - Memórias
Pag.2.........................Capitulo 8 - O Pretendente
Pag.2.........................Capitulo 9 - Os Finkie
Pag.2.........................Capitulo 10 - Amados
Pag.2.........................Capitulo 11 - Recomeçar
Pag.2.........................Capitulo 12 - Reconciliação
Pag.2.........................Capitulo 13 - Velhos Amigos
Pag.2.........................Capitulo 14 - Escravidão
Pag.3.........................Capitulo 15 - Sitio Secreto
Pag.3.........................Capitulo 16 - O Último Vestido
Pag.3.........................Capitulo 17 - Mascarados
Pag.3.........................Capitulo 18 - Namoro
Pag.3.........................Capitulo 19 - Amizade limitada
Pag.3.........................Capitulo 20 - Conflitos
Pag.3.........................Capitulo 21 - O que realmente se quer
Pag.3.........................Capitulo 22 - O Erro Perfeito
Pag.3.........................Capitulo 23
Pag.3.........................Capitulo 24 - Remorsos
Pag.4.........................Capitulo 25 - "Nunca aconteceu"
Pag.4.........................Capitulo 26 - A Culpa do Fim
Pag.4.........................Capitulo 27 - Erros
Pag.4.........................Capitulo 27 - Florescer de uma nova amizade
Pag.4.........................Capitulo 28 - Liberdade
Pag.4.........................Capitulo 29 - Sintonia
Pag.4.........................Capitulo 30 - A história do papá
Pag.5.........................Capitulo 31 - Tréguas
Pag.5.........................Capitulo 32 - Oficial
Pag.5.........................Capitulo 33 - Calor de Verão
Pag.5.........................Capitulo 34 - A Verdade
Pag.5.........................Capitulo 35 - Ser Alguém
Pag.5.........................Capitulo 36 - Bons Amigos
Pag.5.........................Capitulo 37 - Fogo
Pag.5.........................Capitulo 38 - Vida Por Vida


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Prólogo
"Não deve prometer andar na escuridão aquele que nunca viu o anoitecer."
(J. R. R. Tolkien)
1952, South Elm Street, Greensboro, North Carolina

Os dois miúdos entreolharam-se aterrorizados, escondidos atrás do cabide dos casacos. As suas mentes confusas pareciam reproduzir exactamente o mesmo sentimento de repúdio que se apoderou deles depois daquela cena degradante, e toda aquela agitação interior fê-los fugir pelo corredor, em direcção à saída da casa vulgar.
-Que nojo! – Berrou a pré-adolescente, mal pôs o pé na rua calma, onde crianças de todas as idades conviviam num jogo de futebol indisciplinado.
O seu companheiro manteve a expressão de náusea no rosto e estremeceu com a lembrança.
Margarett Wilson e David Paisen conheciam diferentes formas de viver o Verão quente da cidade. Entre as corridas pelas ruas, os jogos de bola e as partidas que pregavam aos comerciantes quando tentavam tirar uma maçã sem pagar, eles tinham o estranho gosto para espiar os “adolescentes idiotas”. Naquele dia, a vítima fora, como vinha já a tornar-se costume, Vicky, a irmã mais velha do rapazinho. Ela havia convidado um determinado colega para ir a sua casa, e por algum motivo os dois foram para a sala, completamente sozinhos. O facto de a divisão ter-se mantido às escuras após os dois assistirem a um filme, despertou a curiosidade dos dois miúdos que arranjaram maneira de investigar o motivo de tudo se manter silencioso. Mas o enigma não se resolveu como queriam. Nenhum dos jovens adolescentes se apercebeu da presença dos garotos, que se esconderam no meio dos casacos compridos dos adultos, enquanto os observavam, e por isso agiram com naturalidade. Os olhos claros dos mais novos seguiam atentamente os gestos tímidos das suas vítimas. Vicky sorria timidamente e colocou o seu corpo frontalmente na direcção do amigo. Ele sorriu também e aproximou o seu corpo mais dela. Murmurou algo que os mais novos não entenderam, e depois tocou com os seus dedos no queixo da rapariga, fazendo-a elevar o rosto para encara-lo. Ela sorriu. Um brilho intenso banhou os seus olhos, que foram escondidos pelas pálpebras delicadas, enquanto o seu rosto de aproximava do seu parceiro em sintonia com o dele, como se fossem um espelho. O adolescente inclinou a cabeça, e então aconteceu. Margarett e David arregalaram os olhos, petrificados. Os lábios deles encostaram-se, mas não ficou por aí. As bocas deles pareceram misturar lentamente, e durante um segundo, David teve a sensação de ver a língua do amigo da irmã a entrar-lhe pela boca dentro. Sentiu uma azia no estômago e a sua garganta impediu um vómito.
Nunca se tinham sentido tão arrependidos por fazer algo, mas isso aconteceu naquele instante. A aragem fresca que percorria a rua durante o anoitecer, acalmou a vermelhidão com que os rostos magros ficaram.
O pequeno David levantou o olhar para enxergar a melhor amiga, que lhe era uns dez centímetros mais alta, apesar da idade idêntica, e engoliu a seco, para se livrar daquele nó na garganta:
-Margarett… - Ele permaneceu estático, a olhá-la – Nós nunca vamos fazer aquilo, pois não?
Ela franziu o nariz e semicerrou os olhos, enojada:
-Nunca! – Confirmou.
Ele aninhou-se até á poça de lama perto dos seus pés, e enterrou a sua mão nela, para desagrado de Margarett:
-Promete! – Ordenou, erguendo a mão na sua direcção.
Ela mostrou-se diletante quanto á forma como a promessa era feita. Todos os dias a sua mãe reclamava com ela por estar suja. Na verdade, tivesse o cuidado que tivesse, acabava sempre por sujar-se, nem que fosse por acidente. Ela não gostava, mas acontecia, e ia acontecer outra vez por causa daquela promessa, todavia fora ela quem ensinara David a fazer aquilo. Tinham de banhar as suas mãos com algo que pintasse, e depois uni-las, como se fosse uma promessa de sangue, mas sem dor, por isso ela fê-lo.
Baixou-se até á lama e borrou as suas mãos. Depois entrelaçou os seus dedos com os do melhor amigo:
-Eu prometo. – Declarou, apertando bem as mãos contra as dele.
-Pela nossa amizade! – David fez mais pressão com os dedos tísicos de Margarett.
-Vamos ser melhores amigos para sempre? – Ela perguntou, hesitante, cerrando os olhos com força.
-Até tu beijares um rapaz!
Ela riu. Tinha doze anos frescos, mas se tinha certeza de alguma coisa, era que nunca se entregaria a um rapaz.
Nunca.

_____________________

Sei que é pouco, mas pensem nisto como um aperitivo. O primeiro capitulo sai quando pedirem! Matreiro

Já agora, é assim que imagino a Margarett:

Spoiler
Peep-Toe & All-Star 6sum9y

Reconheçem? Matreiro



Comentários, sim? Very Happy

Embaracoso bjokas.
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#2
Adorei.
Sabes o que me soou um pouco? Talvez seja por ir dar na tv esta noite... O livro/filme "Expiação" em que a irmã mais nova mete o nariz em tudo o que a irmã faz (quem leu/viu, sabe o resultado que isso deu).
Noto, sem dúvida alguma, e por estar a revisar, imensas diferenças de Angelical para esta. Comparo-as por nunca ter tido uma oportunidade de ler as outras. Como já te disse, e não me farto de repetir, tu poderias escrever um livro ou mais, quem sabe. As melhoras que noto são mesmo a nível de descrição, erros e pontuação (a falta ou excesso de uma vírgula aqui e ali, mas nada demais).
Tens um dom, e julgo que é de aproveitar; sobretudo agora, que ainda não entraste na faculdade, certo?
Fico à espera do primeiro capítulo. Beijinhos.

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#3
Haha. ó Dumpling, mal li o teu comentario, fui logo ver o raio do filme. Para ser sincera nunca tinha visto, mas tambem nao tem nada a ver! Matreiro Na verdade esta cena do prólogo foi inspirada num episodio do desenho animado "Recreio" em que o TJ e a Spinelly tem de dar um beijo em frente à escola toda porque um miudo qualquer estava traumatizado por ter visto o irmão nos amassos com a namorada! Matreiro
Obrigada pelo teu comentario, e já sabes, se vires muitos erros aponta-mos que eu agradeço! Embaracoso E não digas essas coisas de escrever um livro porque eu fico sem jeito, nem sei o que dizer.. Embarassed
Olha, eu no meu email não tinha nada. Tens a certeza que mandaste alguma coisa? se calhar é melhor confirmares.Embaracoso
bjokas!
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#4
Gostei do prólogo, e da 1º frase que puseste está muito fixe! Mega contente Penso que nunca li as tuas finc's mas ao que parece vou ser uma das leitoras assíduas. Simpatico2
Beijos continua espero por mais Esperancoso
#5
Aw lol eu sei que não deve ter nada a ver x) Nem lia algo idêntico, é demasiado deprimente.
Apenas comparei o ser irmão mais novo a espiar a mais velha (eu sou mais nova e não era assim x) mas a diferença de idades é pouca).
Já reenviei o mail, estava nos enviados, não entendo o que se passou então.
Bem, o escreveres um livro é sério, seria assunto que te diria para pensares. Mesmo por ler a Angelical que o digo.
Bem, fico à espera do primeiro capítulo.
Beijinhos.

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#6
Beeeemmmm nem sei que dizer a tua fic esta simplesmente perfeita...muito bem escrita Very Happy
Adorei, quem me dera escrever tao bem como tu (invejazinha Suspect )

Ficarei a espera dos próximos capítulos....ja tinha lido a historia ontem mas a dumpling veiu aqui e começou a falar do filme e... olha nem comentei para ir ver o filme Tramar alguma
Beijinhos*




»»»A minha 1ºfic: Coração de Esperança«««

Vendo Manga da Sailor Moon Super contente NOVOS.



#7
Tens muito talento para escreveres fics^_^
Ainda só escreveste o prolongo e já estou a adorar ler a tua fic.Esperancoso
A historia parece ser interessante. Fico a espera do primeiro capitulo.Super contente

(as crianças parecem super fofas) Apaixonada
a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino

visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm
#8
Olá olá! Embaracoso
Antes de mais muito obrigada aos comentários deliciosos que me deixaram! Embaracoso é uma verdadeira honra as vossas palavras, apesar de eu ainda achar que estou muito "verde" para ser considerada um boa escritora. Para vos compensar, trago o capitulo 1 Embaracoso

Já agora aproveito para esclarecer que esta fic tem duas partes. A primeira é uma espécie de introdução à historia em si, e é constituída pelos 3 primeiros capítulos, por isso espero que tenham paciência e não se aborreçam Embaracoso'

Cá vai.

Capa do capitulo 1
Spoiler
A qualidade das imagens está horrível! Desiludido
Peep-Toe & All-Star 29c319v

Capitulo I – A amizade
Our Song – Taylor Swift

"Talvez as melhores amizades sejam aquelas em que haja muita discussão, muita disputa e, mesmo assim, muito afecto."
(George Eliot)

Margarett correu pela sombra das árvores ofegante, á espera que a bola caísse nas suas mãos. Os miúdos da rua gritavam por ela, torcendo para que o jogo tivesse um bom resultado, ignorando que a rapariga magra e sem formas sentisse o seu corpo a latejar por culpa da fome. Brincar com os amigos deixava-a sem noção do tempo e não só ela se tinha esquecido de almoçar. Mas isso não importava! Ela desviou os seus cabelos louros desengonçados, para trás da orelha e saltou com os braços no ar para apanhar a bola.
-Margarett, apanha! – Gritou David, tentando esquivar-se da defesa de um amigo mais novo, e ainda assim, maior que ele.
Odiava isso em si. Era baixo! Mais baixo do que as raparigas que conhecia e até dos rapazes mais novos. Os pais costumavam dizer que quando chegasse a altura certa o seu corpo ia dar um esticão que o faria ultrapassar todos os outros! Mas quando?! Era a questão sem resposta do seu quotidiano. A ânsia de subir deixava-o frenético, e por isso ele descarregava essa energia nos jogos de rua. Deu um grito e um salto quando Margarett segurou o objecto redondo com firmeza, deixando a equipa adversária amuada. Ela sorriu de orgulho e atirou novamente a bola para um elemento da sua equipa. Era de estranhar que ela fosse a única rapariga no meio de tantos rapazes. Não tinha muitas amigas do seu sexo, pois sempre que tentava estar com elas, ficava desagradada com os seus entretenimentos. Pentear cabelos e falar de namoros… Era estranho e… nojento! Porque é que elas queriam namorar? Certamente nunca tinham visto um beijo de adolescentes. Estremeceu só de recordar, mas depressa se recompôs para conseguir vencer no desporto.
A bola pequena passou de mão em mão, entre gritos e berros de incentivo e contestação, com direito ainda a plateia. As pernas balançaram com fraqueza, no entanto não era motivo para desistir. Só havia uma coisa que fazia aqueles miúdos pararem de brincar, e essa coisa era…
-David! Hora de jantar! - …a ordem das mães.
Quando anoitecia, não havia como se esquivarem do jantar. As ruas iam ficando silenciosas conforme os diferentes chamamentos, até não sobrar ninguém para brincar.
David soltou uma lufada de ar, amuado, mas não contestou a ordem maternal e cerrou os punhos, pronto para ir embora. Margarett aproveitou o momento e seguiu-o até ao fundo da rua, onde as suas casas se mantinham lado a lado, com uma construção arquitectónica semelhante.
Mrs. Grace Paisen era uma senhora simples, tal como toda a família Paisen. Costumava reclamar com David, mas nunca deixava o tom calmo e mostrava-se sempre acolhedora e terna com as pessoas. Ao que parecia, tinha uma relação serena com toda a gente e tratava o marido como muitos homens invejavam. Margarett admirava-a em segredo, pois tinha mais devoção por ela do que pela própria mãe. Talvez por ser sua mãe e pronto. Ela não sabia, mas gostava de estar com David na casa dele, e não tinha problemas em instalar-se á vontade naquela casa, o que não acontecia na sua. Mrs. Dorianne Wilson era uma mulher muito mais complexa. Importava-se com as aparências, não suportava ver a sua única filha suja e abandalhada, reclamava com o marido quando ele se sentava no sofá e não lhe punha a mesa, tornava a ordem e a arrumação uma coisa muito mais bizarra do que parecia na casa dos Paisen. A única coisa que tinha a mais do que a família da casa ao lado, era o dinheiro. Não que os Paisen fossem pobres ou tivessem dificuldades, mas a família Wilson era das mais ricas do bairro, apesar de não o demonstrar com exuberância. No fundo, tinham mais coisas do que os outros, mas às vezes Margarett sentia-se deslocada entre eles. Era estranho. O pai trabalhava tanto e a mãe parecia ter diferentes facetas consoante a situação. Era irritante não saber o que fazer entre eles, por isso passava tanto tempo na rua a brincar e em casa de David.
Quando o rapaz parou junto às escadas que davam à entrada de casa, acenou a Margarett de um jeito particular. Ela já sabia o que significava apontar para o céu com o dedo mindinho, portanto respondeu-lhe o gesto e ao fim de jantar já estava pendurada na janela do seu quarto. Os aposentos de ambos ficavam paralelos um ao outro, pelo que á noite os dois abriam as janelas dos seus quartos e continuavam com as brincadeiras com a ajuda de um fio de ligava duas latas, uma a cada quarto:
-Amanha vamos andar de bicicleta! – Anunciou David, com cuidado para que ninguém na sua casa o ouvisse.
Ele olhou para a porta do seu quarto desarrumado para confirmar que ninguém sabia que ele estava acordado àquelas horas.
Margarett sorriu animada:
-Vamos aonde? – Quis saber.
-Ao parque! Ou então até á casa dos Johnson!
-Isso fica do outro lado da cidade! – Relembrou a rapariga
-E então?!
-A minha mãe não deixa! Da última vez que fomos andar de bicicleta rasguei a minha saia amarela, lembras-te?
-Era feia!
Ela riu-se divertida, e depois olhou de soslaio para a entrada do seu quarto, bem mais organizado do que o de David, com a sensação de ouvir passos:
-Mas a minha mãe gostava! – Respondeu, rindo baixinho.
-Tu tens cuidado! – Insistiu o rapaz - Ela não precisa de saber aonde nós vamos! Vá lá, ‘Rett!
Margarett assentiu com a cabeça e fechou a janela em sobressalto.
David percebeu que alguém na casa da amiga tinha ouvido barulho e entrara no quarto. Esperava que não houvessem sarilhos. Fechou a janela de guilhotina com cuidado e deitou-se na cama estreita com os braços cruzados atrás da cabeça, imaginando o trajecto que faria até chegar ao parque. Queria optar por um caminho diferente, mais longo. Havia uns dias, o vizinho do fundo da rua tinha-lhe falado de um atalho para a loja de Mr. Peiffer, que pelos seus cálculos permitia acesso rápido ao seu destino. Ele mordeu o lábio entusiasmado, e cobriu-se com o lençol branco, perdido no fundo da cama, juntamente com a coberta bege. Colocou o seu corpo na direcção da janela, tendo como única visão o céu escuro da noite, que a pouco e pouco cansava-lhe a vista e fazia-o entrar num mundo ainda mais alegre do que aquele em que ele já vivia. Adormeceu, sem saber que na casa ao lado, Margarett mentia á mãe por sua culpa.
A pequena loura deitou-se sob a ordem da adulta, que lhe deu um beijo terno na testa e abandonou o seu aposento. Ela olhou para o tecto e revirou-se na cama, em busca de conforto. No entanto a sua mente era ligeiramente menos divertida do que a do amigo, apesar de os sonhos serem ainda assim grandes. Em segredo, ansiava pelo dia seguinte, para poder fugir daquele bairro pacato e descobrir algo novo para se divertir durante o Verão.
O verão...
Ela sorriu.
O verão era sinónimo de aventuras para David, que a contagiava com a sua energia. Talvez por isso fossem os melhores amigos. Ele fazia-a fugir às regras impostas pela sua família e deixava de lado os pormenores da sua educação. Dava-lhe vida sem que se apercebesse, ignorando que ela não fosse como as outras raparigas da idade. Todos esses pensamentos eram óptimos e reconfortantes, especialmente quando passavam do pensamento para a acção. Assim, no dia seguinte, tal como David havia dito, os dois amigos montaram as bicicletas e fugiram a pedalar pela rua. Deviam ser os únicos miúdos acordados àquela hora, mas era bom ter a estrada calma só para eles. As casas passavam rapidamente aos seus lados, com os jardins verdes e as cadeiras dos alpendres cobertas por mantas macias. Conseguiam ter vislumbres do rio, que reflectia uma fina camada de prata e ouro na sua superfície, graças ao reflexo do sol. As aves começavam a cantarolar nas árvores ou a voar em V em direcções mais solarengas, enquanto os cães ladravam e perseguiam as bicicletas animados, ignorando as flores que partiam e as pessoas que assustavam. Margarett e David riram em conjunto, quando fizeram o adolescente da penúltima casa cair para trás assustado com a velocidade deles. Era divertido aborrecer pessoas daquela idade.
-David, onde vais?! – Gritou Margarett, descontrolando o seu veículo, assim que viu David entrar numa ruela estreita e escura.
-Segue-me! – Berrou o catraio, abrandando.
Ela obedeceu e seguiu pela ruazinha, até que finalmente o sol iluminou o seu rosto novamente. Uma rua mais ampla surgiu perante os olhos claros dos dois amigos, revelando pequenas lojas que se abriam para mais um dia de negócio. O padeiro era o único que já demonstrava ter acordado havia horas, enquanto a florista, o talhante e o merceeiro expunham apenas agora os seus produtos. O Barbeiro e o alfaiate preparavam o estabelecimento para receberem os clientes, e o jornaleiro, mal vestido, vagueava pelas ruas gritando as boas novas da cidade. Por pouco não era atropelado por dois aventureiros enérgicos que deixavam as rodas das bicicletas girar sem pedalarem, conforme as inclinações da avenida. Margarett acenou ao Pastor da cidade, depois de passar pela igreja abençoada, e seguiu caminho até surgir uma outra rua mais pacata.
-David, cuidado!
Mas o rapaz não a ouviu e sem querer bateu com o volante numa viga de madeira que era retirada de uma casa por dois homens. Margarett parou de pedalar e desmontou a bicicleta assustada, correndo até David. Os dois homens olhavam para o rapaz estampado no chão, sem saber o que fazer. Ele gemia baixo, mas com dor estampada no rosto.
-Margarett! – Chamou.
Ela ajoelhou-se ao seu lado:
-David, estás bem?
Ele gemeu e colocou a mão sobre a coxa do braço. Ela observou-o, assustada:
-Estás a sangrar!
Um dos homens que transportava a viga examinou o ferimento, constrangido, mas sorriu aliviado:
-Calma, miúdo, o teu braço só raspou no prego! Não foi profundo, mas pode deixar marca!
-É melhor ires lavar isso! – Disse o outro.
David levantou o seu tronco com dificuldade. Sentia-se pisado.
-Ele fica bem? – Perguntou Margarett preocupada.
-Claro! – Assentiu o homem mais forte – Lá á frente, na direcção do parque, há uma pequena fonte. Vão até lá e lavem o ferimento!
-Mas tenham cuidado! – Advertiu o outro – Não devem andar com tanta pressa nas ruas!
Os dois baixaram a cabeça envergonhados, mas assentiram. Margarett levantou-se primeiro e estendeu a mão ao vizinho:
-Anda daí, fracote!
-Hei! – Protestou o rapaz de cabelo escuro – Eu não sou fracote!
E dito isto levantou-se num pulo montando logo o seu transporte. Começou a pedalar novamente com pressa:
-O último a chegar tem cara de urso!
Margarett abriu a boca ofendida e montou a bicicleta para alcançar o amigo.
Os dois homens acenaram:
-Tenham cuidado!
-Obrigada! – Gritou a rapariga sem olhar para trás.
Pedalaram, pedalaram, até ficarem lado a lado e acharem a fonte.
David foi o primeiro a parar e sentou-se no muro de pedra que envolvia a água límpida. Bebeu um gole para recuperar da corrida e viu o seu reflexo no espelho de água, procurando identificar o tamanho certo do ferimento dolorido que o incomodava com uma leve ardência. Quando deu por si, Margarett mergulhava um lenço branco bordado com a inicial do seu nome dentro de água, e passava-o na sua ferida. Ele semicerrou os olhos e afastou-se:
-Bruta! – Exclamou.
Ela revirou os olhos e enviesou os lábios, num sorriso trocista:
-Eu mal te toquei! – Falou, lavando a nódoa de sangue do paninho - E dizes tu que és forte?!
-Lá porque és maior do que eu, pensas que sou mais fraco?!
Ele roubou-lhe o lenço da mão e encostou-o bruscamente á pele, ficando roxo de seguida. Margarett riu-se e roubou-lhe o pano novamente:
-És mesmo parvo! Pára quieto, a minha mãe ensinou-me como devo limpar. Não deves esfregar, mas sim pousar no ferimento.
Ela voltou a encostar o paninho á pele do rapaz, suavemente. Ele olhou-a corado. Margarett, apesar de ser a sua melhor amiga, tinha momentos em que lhe parecia desconhecida. Momentos em que ficava mais amável e delicada como… Uma rapariga. Essa sua faceta assustava-o e por isso ele tentava sempre fugir a essa personalidade.
Ela atou-lhe o lenço ao braço, para estancar o sangue, e David aproveitou o momento para se levantar do muro e montar novamente a bicicleta, deixando a amiga especada a olha-lo. Ela deu de ombros e subiu também para o transporte de duas rodas, pedalando paralela a David, desta vez sem pressas. Quando avistaram o parque, ao longe, travaram-se para olhar a grande casa abandonada.
Cada vez que passavam por ela estremeciam. Tinha um aspecto de castelo romântico, e estava rodeada por uma densa vegetação indomada. As grades enferrujadas que a dividiam do mundo exterior davam um ar ainda mais bizarro á mansão. Certo dia, tanto David como Margarett perguntaram aos pais que casa era aquela. Tudo o que apuraram foi que havia pertencido a um conde velho e solitário que morrera há anos. Desde tal informação que os dois jovens acreditavam que a casa pudesse estar assombrada.
-Margarett, tens coragem de entrar? – Desafiou David, naquele dia.
A rapariga engoliu a seco:
-Claro… - Respondeu hesitante.
David saltou da bicicleta e deixou-a tombada no chão, com a roda a girar. Aproximou-se do portão de metal, com fechadura partida e empurrou-o com dificuldade, por causa da ferrugem entranhada. Margarett encostou a sua bicicleta ao muro, relutante, e olhou em redor certificando-se que ninguém os via ali. Entrou atrás de David tentando não arranhar as pernas magras nas silvas altas. O rapaz ia à frente destemido. Era uma característica dele, bater todos os seus medos!
Seguiram os dois até à entrada da casa. A porta de madeira estava trancada, mas as janelas estavam partidas e sem grandes dificuldades, podiam atravessa-las para chegar ao interior da mansão. Assim o fizeram. Passaram para o outro lado da parede espessa. Aperceberam-se que se tratava de uma sala. Os moveis partidos, as louças tombadas e em cacos davam a sensação de esquecimento, o que era uma pena, pois devagarinho, os dois miúdos começaram a aperceber-se como a casa havia sido bela nos seus tempos de glória. Os sofás estavam cobertos com panos poeirentos, todavia, quando David teve a ousadia de os retirar, aperceberam-se que aquela mobília mantinha um estado razoável em relação ao resto.
Margarett atravessou uma porta, medrosa, e subiu as escadas de madeira podre com cautela ignorando as restantes divisões que David explorava no piso inferior. As portas entreabertas e empoeiradas que surgiram perante si davam-lhe medo, mas ao mesmo tempo curiosidade. Os mistérios daquela casa antiga atraiam-na como o pólen atraia as abelhas, no entanto os perigos podiam existir. Mas Margarett não se importou com isso naquele momento e entrou na porta ao fundo. Era a ultima e estava isolada de todas as outras, com duas janelas dispostas paralelamente em cada um do seu lado. Empurrou-a com cautela e vislumbrou uma cama de dossel de armação em madeira trabalhada, coberta por uma colcha florida em tons esverdeados. Teve atenção ao chão, para não tropeçar ou cair num buraco do soalho e observou todos os elementos do quarto. Havia um tocador com um espelho sujo na parede. Em cima dele havia frascos velhos de perfume e uma escova que logo lhe captou a atenção. Margarett pegou nela e limpou-a á sua roupa, tentando decifrar a sua cor. Era prateada e pesada. Perguntou-se se seria prata, mas duvidava, caso contrário não estaria ali.
Ainda com a escova na mão, aproximou-se de um guarda-vestidos e abriu-o com um pouco de medo de ser atacada por morcegos ou ratos. Felizmente para si, apenas se viam vestidos antigos, da década de 20. Passou a mão nos tecidos e analisou as cores, admirando-se pela falta de estampados. No chão do armário havia imensos sapatos de mulher de salto muito alto, como aqueles que as senhoras do bairro usavam quando iam sair com os maridos. Ela tinha de admitir que apesar de ser uma Maria-rapaz achava-os, deveras, belos.
A sua atenção voltou-se para a janela e aproximou-se com cuidado. Ao espreitar através dela vislumbrou o enorme jardim sem tratamento, mas lindo, sem dúvida. As árvores eram altas e as roseiras estavam a dar flor em torno de um chafariz seco e escurecido pelo tempo.
-Ah, eu sabia! Fantasmas não existem! – Exclamou David irrompendo pelo quarto.
Ao aperceber-se da cama saltou para cima dela e levantou uma nuvem de pó insuportável!
-David! – Repreendeu a rapariga tapando o nariz.
Ele espirrou, fazendo-a gargalhar.
Aproveitando a energia matinal, ele pesquisou o quarto ainda mais a fundo do que a vizinha e quando Margarett se apercebeu ele estava montado nuns sapatos vermelhos de verniz e imitava as mulheres ricas da cidade o que provocou uma risada geral.
-Hei, ‘Rett! Estou mais alto do que tu!
A rapariga, entusiasmada, calçou também um peep toe cor-de-rosa e exibiu o seu tamanho:
-Pelos vistos não! – Riu-se erguendo o peito para fora.
David fez um esgar. O rapaz não gostava de ficar por baixo e não levar a melhor:
-Pelo menos eu não tenho pernas tísicas!
Mal David sabia o quanto Margarett ressentia esses comentários. Depressa se descalçou e saiu do quarto furiosa.
Ela sabia que tinha umas pernas muito magras e desengonçadas. A própria mãe lho dizia, e por causa disso às vezes evitava andar de calções, saia ou vestidos curtos.
Desceu as escadas a correr e saiu para o jardim exterior, sentando-se ao pé do chafariz deserto.
David apareceu de seguida, arrependido pelo comentário:
-Margarett…!
-Não fales mais para mim!
Mas David tinha noção que aquelas birras eram inúteis. Eles os dois eram os melhores amigos, mas apesar disso viviam em discussão. David tinha uma certa tendência para criar conflitos desnecessários porém também tinha o bom dom de os resolver a tempo. Além disso Margarett era uma menina muito paciente, apesar de por vezes o seu orgulho e teimosia complicarem as coisas.
David olhou em redor, tentando remediar a situação:
-Sabes, esta casa é baril… E que tal ser o nosso novo lugar secreto?
Margarett levantou o olhar, surpreendida:
-Lugar secreto?
-Sim! – Ele sentou-se ao seu lado, entusiasmado – Podemos vir para cá brincar quando nos chatearmos com os outros em vez de ir para casa! Isto é tão grande e não mora cá ninguém! Já pensaste nas coisas que podemos descobrir aqui? – Ela sorriu – Essa escova, por exemplo!
A jovem gostou da ideia e depressa começou a elaborar planos com o amigo, sem se aperceber que a discussão fora quase imperceptível.
Eles passaram a manhã naquele jardim a fazer jogos. Quando chegou a hora de almoço regressaram para as suas casas nas bicicletas e á tarde brincaram com os vizinhos do bairro.
Todavia, nenhum dos dois estava pronto para as descobertas que fariam naquele Domingo seguinte.

____________________

Espero que tenham gostado! Very Happy
e já agora:
como imagino as ruas da cidade:
Spoiler
Peep-Toe & All-Star 20jhaxe
a rua deles
Peep-Toe & All-Star 346rkaw
o centro da cidade
como imagino a casa abandonada + ou- (é suposto estar com um aspesto abandonado e ter mais arvores e por aí adiante! Lol)
Spoiler
Peep-Toe & All-Star 3308ua0
como imagino o quarto da casa abandonada
Spoiler
Peep-Toe & All-Star Vshmip
Bjokas Embaracoso

as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#9
Olá Lulumoon! Very Happy
Obrigada pela mp. Wink
Sabes eu acho que todos os elogios que te fizeram até agora são bem merecidos. Tu escreves mesmo muito bem. Creio que tão bem como a AnA_Sant0s, apesar de dizeres sempre que ela é bem melhor que tu.
Eu gostei muito do que li, mesmo muito. Podes apostar que vou seguir com regularidade a tua fic.
Deixaste-me fascinada por estes dois. Gostei muito do David, o mais pequeno em estatura Matreiro, mas sempre corajoso. E também da Margarett, que claramente não tem a família que gostaria.
Devo dizer que fiquei com imensa vontade de rir com o prólogo. Bem aqueles dois a verem uma cena daquelas e a ficarem tão enojados,loool. Então nunca vão beijar ninguém não é, senão a amizade acaba. Bem mas não conta se for entre eles os dois! Razz Pelo que me parece...hum...
Conseguiste transparecer bem a amizade que os une. Fiquei mesmo cativada.
Vá quero saber o que aconteceu no Domingo!
Posta depressa! Fico à espera.

Bjo*
#10
Oh! Esperancoso obrigada Bun! está tudo sumido do forum, quando vi o teu comentário até arrebitei! Matreiro
O próximo capitulo vai esclarecer o que vão descobrir no Domingo seguinte e também será esse acontecimento que vai originar a historia principal da fic! Estou ansiosa por postar, porque apesar de eu preferir a minha outra fic, gosto muito destes dois amigos! xb
bjokas e obrigada pela opinião mais uma vez! Embaracoso
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#11
Mais um capitulo XD
desta vês ate com direito a ilustrações e capa Very Happy Gostei muito tas no bom caminho....é tao lindo o valor da amizade entre estes dois....bem fico a espera do que ira acontecer no domingo.Desculpa na desenvolver mais o meu comentário mas não tou nos meus dias.... sorry*
Beijinhos




»»»A minha 1ºfic: Coração de Esperança«««

Vendo Manga da Sailor Moon Super contente NOVOS.



#12
Obrigada pelo comentário miriam88! Embaracoso Mesmo não estando nos teus dias, é sempre bom ler a confirmação de que alguém leu o nosso trabalho e que acima de tudo gostou! Embaracoso
A minha ideia era mesmo descrever uma amizade forte, e espero tê-lo conseguido! Embaracoso
Próximo capitulo em breve. Wink
Bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#13
A tua fic esta espectacular. Super contente
Quer dizer todas as tuas fic que escreveste e esta que tas a escrever são super cativantes de ler. tens um talento formidável, para escrever. este capitulo é a amostra disso. o teu talento para a escrita melhora de capitulo para capitulo e de finc para finc. e espero que nunca deixes de escrever, ate pode ser que daqui a pouco tempo tenhamos uma escritora mundialmente conhecida. Matreiro Simpatico2 Simpatico2 Simpatico2 Simpatico2 Simpatico2 Esperancoso Esperancoso Esperancoso Esperancoso Esperancoso Esperancoso

espero pelo próximo capitulo. Apaixonada Apaixonada Apaixonada Apaixonada

que me dera escrever assim. Matreiro Chorar Beicinho
a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino

visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm
#14
Obrigada pelo elogio Mónica! Agora que penso, sempre acompanhaste as minhas fics e agradeço imenso por isso. Fico feliz por achares que escrevo bem, mas acredita que começei pessimamente e acho que qualquer pessoa pode melhorar com a pratica! Embaracoso
Obrigada pelo comentário! Embaracoso
bjokas
as minhas fic's:
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-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#15
todos somos péssimos quando começamos a escrever, Mal disposto mas se fosses a sim tão péssima já tinha deixado de ler as tuas finc a muito tempo. Esperancoso
mas como já tinha referido as tuas finc são super cativantes, cheias de mistério. Super contente Super contente Super contente Super contente
as tuas descrições de cenários como das personagens parece que nos transporta a nossa imaginação para esses locais. não foi uma nem duas vezes que ao ler as tuas finc que nao me corressem lágrimas pelos olhos, demonstrava sentimentos tão profundos que não me podia conter. Chorar Assobiar Super contente Super contente Super contente Super contente
como na tua mais recente finc angelical nos últimos capítulos foi muito comovente.Chorar Chorar Chorar Chorar Chorar Super contente Super contente Super contente
agora esta demonstra a verdadeira amizade entre duas crianças muito pequenas.
E amostra a verdadeira natureza das crianças que estão a descobrir o mundo que os rodeiam, metendo-se em sarilhos e descobertas mesmo que os adultos não aprovam. a idade da infância é uma idade de descobertas e brincadeiras, e aprendizagem. MatreiroSuper contente Super contente Super contente Super contente

bjx
continua a escrever Ave Ave Ave Ave
a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino

visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm
#16
Olá Smile

Não percebo como não recebo alertas de mensagens do forum. Hoje, só por acaso, reparei que tinha uma nova mensagem. Se não fosse assim, jamais conseguiria ler a fanfic Mal disposto

Mas adiante... Como podes dizer que és "verde" a escrever? Ai que eu te mato. Dois capítulos e já estou apaixonada por esta fanfic. Está mais desevolvida e detalhada. Está completamente diferente das outras fanfics. E dizes tu que não escreves nada... Hum... ás tantas fazes de propósito. Dizes que escreves mal só para nós dizermos o quanto escreves bem Toma toma

Mas adiante, acerca da história (que estou in love Esperancoso)

Os cenários, a história e as personagens me encantam. São simples, mas com um toque de encanto. Fazem lembrar os filmes antigos de miudos que se metem em traquinagens e aventuras no quotidiano Matreiro

Adorei as novas personagens, estou ansiosa para ver como as vais explorar mais a fundo. O David pareceu-me mesmo um catraio rebelde e extrovertido e a Maggie uma menininha rapaz que vai virar uma senhora no futuro.

Mais não posso dizer, apenas que espero ansiosamente pelo próximo capítulo. Podes contar sempre com um comentário meu. Entendo perfeitamente a expressão: comentários são gasolina para escritores.

Só espero que o meu chegue para o combustivel =)
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#17
Mónica- O teu comentário foi muito gratificante. Gostei de cada palavra que me escreveste e agradeço muito a tua sinceridade. São comentários assim que me inspiram para escrever mais e fiquei muito feliz que o tenhas feito, mas te garanto que eu para escrever como escrevo hoje tive de me esforçar e também foi preciso algum gosto para tentar melhorar e aprender mais vocabulário! a cada nova historia que começo, eu tento melhorar a minha escrita e acima de tudo superar a anterior! Smile

AnA_SaNt0s - Ai cachopa, que eu tava a ver que tu não aparecias! Matreiro
Como podes dizer que és "verde" a escrever? Ai que eu te mato. Dois capítulos e já estou apaixonada por esta fanfic. Está mais desevolvida e detalhada. Está completamente diferente das outras fanfics. E dizes tu que não escreves nada... Hum... ás tantas fazes de propósito. Dizes que escreves mal só para nós dizermos o quanto escreves bem

:O Não, não! Matreiro A verdade é, como acabei de dizer à Mónica, que eu cada novo projecto escrito que tenho, tento melhorar em relação ao anterior, tentando corrigir erros que cometia e procurando descrever mais. Eu quando comecei a escrever esta historia quis optar por uma narração na 3ªpessoa e tentar detalhar mais para experimentar coisas diferentes até encontrar o estilo com que mais me identifico. Nos primeiros capítulos acho que consegui, mas cada pessoa tem a sua maneira de escrever e eu acho que algumas partes em que há mais falta de descrição, portanto, agora antes de postar novos capítulos eu dou sempre uma revisão por alto e acrescento/corto coisas que não me soam bem! Embaracoso
Agora, fora com chachada, eu inventei muito nos cenários, mas tem que ser, visto que eu pouco ou nada viajo. E uma curiosidade, as personagens David e Margarett são inspiradas no meu irmão de dez anos e na companheira dele. Andam sempre juntos aqui por casa e às vezes fazem-me a vida num inferno . Ele é que "lidera" e é meio trengo (desculpem o termo mas é bem verdade Matreiro) e ela é mais calada e muito mais alta que ele apesar da idade idêntica. Matreiro Baseei-me neles para começar a escrever nisto e os coitados nem desconfiam. Claro que a segunda parte é totalmente inventada! Matreiro
Bem, espero que gostem e acompanhem.

Novo capitulo Smile
Spoiler
Esta capita tá um bocado miserável. Eu vou ver se a mudo quando conseguir >.< Peep-Toe & All-Star 21e7wcg


“Muita gente entra e sai da nossa vida ao longo dos anos. Mas só os verdadeiros amigos deixam impressões no nosso coração”
Autor desconhecido

As pessoas tinham o hábito de se vestir melhor quando iam à missa. Domingo era o dia de folga e também o dia santo, quando as famílias se reuniam e almoçavam juntas, seguindo de tardes passadas em ambientes tranquilos.
David odiava ter de vestir os calções claros e a camisa perfumada, já para não falar de empastar o cabelo. Margarett, por seu lado, suportava bem os vestidos rodados que a sua mãe insistia em fazer-lhe, de cores claras e suaves que condiziam com os seus cabelos louros ocasionalmente arrumados com ganchos.
Naquele dia ambas as famílias iam para casa juntas. Os dois catraios iam dois metros á frente aos encontrões e risos, planeando o que fariam na semana seguinte.
-Pareces uma menina! – Troçou David ao reparar no vestido lilás da amiga.
-Eu sou uma menina!
Ele fez um esgar. Não conseguia imaginar Margarett uma menina. As meninas eram irritantes, vaidosas e só queriam saber de bonecas. Ela não era assim. Ela era um rapaz e havia de sê-lo sempre! As roupas de Domingo eram apenas um fato de Halloween.
Os dois zoaram-se por causa disso sem se aperceberem das conversas maduras que decorriam nas suas costas.
Mrs. Dorianne Wilson desabafava com os vizinhos enquanto admirava os dois miúdos a gargalharem em conjunto, com leves provocações pelo meio. Custava-lhe bastante pensar no futuro da filha. Sabia que sempre fora uma mãe caprichosa e mandona, mas fazia-o para proteger a sua pequena. Infelizmente ela era indomável, ainda mais por causa de David. Pensar que com uma simples revelação a faria perder toda a jovialidade, tirava-lhe o sono, mas ela não podia evitá-lo.
-Certamente ela recuperará bem. – Dizia Mrs. Grace Paisen em murmúrios – A Margarett é uma menina madura e controlada, sabe lidar com a vida, vai compreender.
David escutou a sua mãe e tentou ficar atento ao assunto.
-Eu sei. Mas não é isso que nos preocupa. Eu sei que ela vai ficar de rastos.
-Quando lhe vão dar a notícia?
-Esta tarde.
David deu uma cotovelada a Margarett que falava distraidamente. Ela costumava queixar-se que ele não a ouvia e ele reconhecia que era verdade. Havia sempre alguma coisa exterior que lhe chamava a atenção quando ela falava com ele.
-Hei. O que foi?
-As nossas mães estão a falar de ti. – Sussurrou.
Margarett olhou para trás sem parar o andamento:
-Porquê?
Ele deu de ombros como resposta e os dois tentaram ouvir o que se passava mas os adultos já tinham mudado de assunto.
Cada um entrou em sua casa. As donas dos lares não cozinhavam pois iam a casa de familiares almoçar, portanto aquele era o tempo de relaxarem um pouco ao som do jazz que se escutava na rádio e estar um pouco mais no ambiente acolhedor.
Margarett, em sua casa, analisava sentada no sofá as fitinhas de seda que a mãe lhe cosera no vestido lilás, enquanto os pais conversavam na cozinha. Pensava no que faria no dia seguinte com os amigos. Estavam a planear ir nadar no rio, portanto iam chamar os colegas do bairro e por cortesia da jovem chamar algumas raparigas, tambem para ela não ser proibida de ir. Ainda não tinha contado à sua mãe, mas suava só de pensar.
Quando os pais emergiram, foram por fim a casa dos avós que ficava do outro lado da cidade.
A casa estava com mais gente do que era costume. Os primos mais velhos estavam presentes e inclusive tinham colocado outra mesa no jardim para todos caberem.
O almoço correu animado entre risos e conversas animadas ao ar livre. Os homens contavam piadas sem graça e riam em conjunto, e as mulheres, essas, cochichavam sobre o penteado da Mrs. Solton, a senhora da pastelaria, que mais parecia um caniche esmagado na cabeça. Porém Margarett notava que de vez em quando os tons de vozes baixavam e escutava murmúrios. Reparava também que os olhares dos pais pareciam mais distantes nessas alturas. Tentou não se preocupar e tentava não aborrecer a prima Carey pois mesmo que um dos seus hobbies fosse aborrecer adolescentes, ela não o faria sem David.
Depois das sobremesas ficaram todos na casa, prolongando o alarido. Margarett até dançou com o primo mais velho que havia casado há pouco tempo e cuja esposa estava presente. Todos se divertiam e ela não era excepção, pela primeira vez. Até parecia que celebravam algo.
Chegada a altura das despedidas as coisas ficaram estranhas. Todos fizeram questão de abraçarem os seus pais e a ela também com tanta força que julgou ficar roxa no final. Por momentos, Margarett podia ter jurado que a mãe ia chorar e isso preocupou-a. A prima Carey dizia coisas estranhas como “Porta-te bem!”, “Diverte-te!”, e a avó, ao despedir-se á porta de casa, acenou-lhes em conjunto com os outros dizendo emocionada “Boa viagem! Escrevam!”. Definitivamente, isso soava mal. Só iam para casa, qual era o problema? Na semana seguinte estariam ali outra vez!
-Mamã…? – A rapariga acomodou-se no banco de trás do carro, após notar um silêncio constrangedor, e olhou a mulher timidamente – Passa-se alguma coisa?
O seu pai olhou-a pelo espelho retrovisor, cheio de compaixão.
-Temos algo para te contar, Mag…
Ela engoliu a seco. Estava preocupada.
-E o que é?
A mãe suspirou e ambos olharam em frente sem responder.
Margarett sentiu um aperto no peito.
Quando chegaram a casa eles levaram-na para a sala e ela sentou-se no sofá, com os progenitores de pé, à sua frente.
-Bem, Margarett… - A sua mãe começou – Sabes que o emprego que o teu pai tem é um emprego muito bom…
-Sim.
-Bem… Ele vai melhorar. Vamos receber mais dinheiro.
-Mais? – Ela surpreendeu-se. Já não tinham o suficiente? – Isso é bom, não é?
-Sim… - O homem sentou-se ao seu lado – Margarett… Algumas vez viste imagens de França?
Ela acenou com a cabeça. Lembrava-se de ter visto uma torre piramidal num jornal, certa vez. Conseguira decifrar que se tratava da torre Eiffel, em Paris.
-Bem, nós vamos morar para lá.
Ela franziu as sobrancelhas:
-Porquê?!
-O chefe do papá deu-lhe um aumento. Agora tem lá um posto!
Margarett tentou manter a calma:
-E porque é que temos de ir para lá?
-É para melhorar a nossa vida!
Ela levantou-se confusa do sofá e abanou a cabeça:
-Mas…? França? França fica muito longe, não é?
-É do outro lado do oceano… – Mr. Adolfe Wilson tentou dizê-lo sem que parecesse tão mau.
-Eu não quero ir! – Apressou-se a informar a catraia– Eu quero ficar aqui com os meus amigos!
-Vais fazer novos lá! – Resmungou Mrs. Dorianne, já impaciente com a reacção da filha.
-Mas eu não quero! Eu quero manter os velhos! –Margarett desarrumou o cabelo, nervosa – E o David?
-Podes-lhe telefonar… De vez em quando… - Completou a mais velha - As chamadas são caras.
O lábio da pequena tremeu e a sua visão ficou desfocada de repente:
-Não, mamã! Não quero! Eu quero ficar aqui! – As lágrimas escorreram pela sua face limpa nesse momento - Porque não vai o pai sozinho?! E a tua confecção? Vais perder as tuas clientes? És a melhor costureira da cidade, mãe!
-Margarett, a família mantém-se sempre unida! – Relembrou Mr. Wilson, aninhado ao seu lado.
Ela tapou a cara desolada e afastou-se dos pais lavada em lágrimas:
-E os avós, os tios e os primos!? Eles ficam!? – Questionou, olhando os pais de relance assombrada por uma nuvem de pânico.
-Tem de ser, Mag…
-Não! Eu fico com eles! – Exclamou, durante uma fungadela.
-Não podes! – Advertiu a progenitora.
-Papá! – A menina gritou num pranto lacrimoso, recorrendo ao pai – Por favor!
-Lamento, querida… - Ele baixou a cabeça.
Ela tentou calar os soluços:
-Quando é que vamos?
-Amanha à noite. Apanhamos um avião e depois vamos de comboio até Paris.
-Já?!
A rapariga não conseguiu esconder o sofrimento e correu até sair da casa sufocante. Os seus únicos pensamentos iam ter a David. Não queria dizer-lhe, mas queria ainda menos separar-se do melhor amigo. No entanto era apenas ele que ela queria ver, para que ele a fizesse esquecer isso e fossem andar de bicicleta.
Ela bateu com violência na porta de sua casa, ansiando que ela se abrisse, mas tal não aconteceu. Saltou pelo muro que dava para o quintal da casa e tentou a porta das traseiras, acabando por rasgar o vestido delicado com tamanho desespero.
-David! – Gritou na ânsia de ele surgir á janela.
Mas o rapaz não estava em casa. Disse-lho a sua mãe quando a encontrou. Pelos vistos tinham ido passar o dia fora com os pais e a irmã. Só regressavam à noite, muito à noite. Talvez ela até já dormisse.
Isso deixou-a de rastos, mas viu-se conformada em regressar ao seu lar e tentar relaxar com um chã da mãe. Depois os pais conversaram calmamente com ela sobre as coisas boas da viagem. Ela iria aprender outra língua… “Grande coisa!”. Ia ver uma cidade linda, iluminada… “Uma seca!”
A rapariga acabou por se deitar no seu quarto lavada em lágrimas, a olhar para o vazio. De vez em quando as suas atenções iam para a janela do quarto de David na esperança do seu regresso, mas ele ainda devia estar longe pelo que acabou por adormecer.
Longe dali, o seu companheiro de aventuras divertia-se a irritar a irmã.
A tarde estava a ser perfeita. Primeiro um piquenique, depois um passeio, depois o gelado e até tinha recebido uma bola de futebol. Mal podia esperar para exibi-la lá na rua. A Margarett ia adorar!
Ao final do dia foram jantar a um restaurante, onde até havia música ao vivo. Era muito bom! David comeu até não poder mais e depois ainda comeu uma fatia de bolo de chocolate! “Maravilhoso” era a palavra que descrevia o bolo e também o dia. Nada o podia estragar.
À noite, quando regressavam a casa, acabou por adormecer no banco de trás do carro, com a cabeça nas pernas de Vicky e Mr. Otto Paisen encarregou-se de o deitar na cama.

No dia seguinte ele acordou enérgico e deu um banho á pressa. Pegou na sua nova bola e correu escadas abaixo, desejoso de acordar Margarett para lhe exibir a sua alegria.
A sua mãe obrigou-o a tomar algo primeiro e o rapaz não recusou, guloso como era. Mal ele sabia que ela apenas o queria atrasar. Atrasar a notícia da partida de Margarett.
-Não quero mais! – Disse, colocando a malga e a colher na pia da louça.
Limpou os beiços à camisola e saiu para fora com a bola na mão.
Foi até á casa vizinha e bateu á porta, energeticamente.
Mrs. Wilson abriu a porta e olhou o garoto com pena. Ele não entendeu isso e abriu um largo sorriso, perguntando por Margarett.
-Hum. Eu vou chama-la. – Disse a senhora, entrando na casa novamente.
David estranhara ela não o convidar a entrar, desconhecendo que isso ocorrera pois o interior da casa estava repleto de caixas e malas por causa da mudança. Escutou passos lentos. Desconfiava que fossem de Margarett pela leveza destes e acertou.
A rapariga saiu para o exterior agradável:
-Olá, David. – Falou, sem o olhar nos olhos.
Ele notou o seu olhar baixo, as olheiras escuras e o cabelo desengonçado. Tinha os braços cruzados em frente ao peito e não o olhava para esconder o olhar avermelhado pelo choro.
O rapaz julgou que, ao mostrar a nova bola, Margarett ficaria mais animada.
-Rett, olha o que os meus pais me deram ontem!
Ele atirou-lhe a bola para as mãos magras da amiga e ela analisou a bola lisa e lustrosa:
-É muito bonita, David… - Disse apalpando-a. Os seus olhos encheram-se de lágrimas, ao perceber que não teria oportunidade para brincar com ela e por isso devolveu-a.
David não achou normal o comportamento dela:
-O que foi Margarett? Estás com medo que essas tuas pernas esqueléticas não tenham força para esta bola? – Ele riu-se alegremente.
Ela tentou sorrir também, todavia o seu lábio tremia.
Desceu para o degrau onde David estava, ficando, ainda assim, mais alta do que ele, e deu-lhe sinal para saírem dali.
O rapaz seguiu-a sem entender o que se passava e juntos andaram até um lugar mais calmo.
Margarett queria ir para um sítio onde ninguém os visse. Pensou de imediato naquela casa que haviam explorado juntos portanto tentou acelerar o ritmo para lá chegarem, apesar de ainda ficar longe.
Foram conversando recatadamente pelo caminho numa tentativa frustrada de se animarem. No fundo, a apatia de Margarett já tinha contagiado David, pelo que o silêncio era mais vulgar naquele instante do que a conversa e os risos.
Quando se aproximaram do portão ferrugento, Margarett correu, com lágrimas nos olhos prestes a cair, até entrar na mansão.
Sentou-se junto do chafariz seco e esperou David.
-Margarett, o que se passa?! – Ele quis saber, inquieto – Estás triste…
-David… - Ela deixou escapar uma lágrima – Eu não posso ir nadar convosco, hoje…
Ele deu de ombros:
-Ah, eu convenço a tua mãe! E se não formos hoje, podemos ir amanhã!
-Não… David. Eu não posso ir nem hoje nem amanhã. Eu vou-me embora…
-Mas acabamos de chegar! – Reclamou ele atirando a bola ao ar – Vamos jogar?
Não escutou resposta. Só nesse momento se apercebeu de como o olhar da compincha estava molhado e infeliz. O rosto estava corado pela força que fazia para não soluçar e todo encharcado por água salgada.
Ele deixou cair a bola no chão preocupado e agarrou os ombros de Margarett:
-O que foi Margarett?
-Eu vou para França com os meus pais, David!
-o quê? Porquê?!
-O meu pai teve um aumento no emprego e por isso eu e a minha mãe vamos para lá com ele!
David permaneceu estático a olhar a parceira enquanto a sua mente rebobinava tudo para entender o que se passava. Mas ele só a via a chorar. Por momentos sentiu o seu coração apertado e uma sensação de asfixia por dentro. Não sabia o que fazer naquele caso. Se reflectisse muito bem, chegava á conclusão que Margarett nunca havia chorado à sua frente e agora que acontecia era horrível!
-Rett… Isso… Isso é verdade?
Ela acenou com a cabeça e levantou-se ficando frente a frente com ele.
-Nós nunca mais nos vamos ver…! – murmurou num fio de voz interceptado por soluços.
Ele arregalou os olhos, chocado:
-Não, Mag… Tu voltas! – tentou convencer-se - Se calhar na próxima semana já cá estás!
-Não, David, tu és burro? Eu vou morar para lá!
Ele sentiu a boca sem saliva e os olhos turbos. Sentia que as pernas iam desapegar-se do corpo e ele ia cair.
Só teve noção de Margarett o abraçar com força e enterrar a cara no seu pescoço, ligeiramente curvada perante ele pela diferença de alturas. Os gemidos tornaram-se mais altos e em poucos segundos nada parava o choro ruidoso de Margarett.
David não fazia nada. Nem sequer a envolvia de retorno nos seus braços. Geralmente odiava manifestações de afecto. Abraços e beijos eram algo que ele enxotava a pontapé, mas naquele momento não teve coragem de fazer isso, afinal de contas, ela era a sua melhor amiga.
-Margarett, não… Não chores.
Ela abanou a cabeça sem conseguir parar. Ele fingiu um sorriso:
-Assim pareces uma menina, Rett! O que iam dizer o idiota do William e do Rick se te vissem a chorar? Iam perder o respeito! – Ele cerrou os lábios com força e cerrou os olhos para secar as lágrimas que começavam a surgir.
A pré-adolescente tentou acalmar-se e afastou a cara da camisola de David.
Ele fingiu uma gargalhada:
-Olha, até me deste banho! Estou todo molhado!
Ela sorriu levemente, infeliz mesmo assim.
-prometes que vais continuar a ser meu amigo…?
Ele engoliu a seco sem saber o que dizer, mas abanou a cabeça em confirmação:
-Claro! Um dia vais voltar e vamos continuar a fazer as nossas brincadeiras.
Margarett desviou o cabelo para trás da orelha. Às vezes David não tinha a noção que o tempo passava e certamente não tinha noção que ela provavelmente não voltaria, ou se o fizesse, fosse dali a muitos anos. Já não iam ter brincadeiras em comum.
-David, prometes que vamos falar? Por telefone ou cartas?
-Cartas? – Ele fez um esgar. Cartas eram coisa de meninas!
-Por favor? Eu quero saber o que se passar por aqui.
-Bem… - Ele torceu o nariz – Está bem.
Ela pegou em terra do jardim, dois punhos cheios:
-Promete…!
Ele abriu as mãos e aceitou a terra com que a amiga lhe tocara entre lágrimas. Quando deu por si uma lágrima escorreu pela sua face. Já sentia saudades dela. Ele nunca conhecera uma rapariga assim. Ele irritava-se com ela, mas eram dois compinchas. Já não se imaginava sem ela e isso ia acontecer em poucas horas. A bola já não importava, só Margarett.
Eles sentaram-se no chão a conversar, apáticos, e o tempo foi passando. Nem pela hora de almoço se deram conta pois não havia fome.
Só á tarde, quando Margarett se deu conta que os seus pais podiam achar que ela tinha fugido, é que ela teve coragem de se levantar e regressar a casa ao lado do seu amigo.
Lá no bairro, as outras famílias despediam-se. Pelos vistos todos já previam aquela viagem excepto eles os dois.
À noite, foi a vez da família Paisen dizer “Adeus”.
Margarett abraçou David pela última vez:
-Posso-te dar um beijo? – Ela perguntou, sem conter o choro.
Ele deu de ombros, relutante.
Margarett ignorou o facto e encostou os seus lábios á bochecha do ex-vizinho que a abraçou com toda a força que o seu pequeno corpo tinha, para depois ela entrar no carro.
David viu o veículo a arrancar e dentro dele Margarett olhou-o, com o rosto lavado em lágrimas. Só aí percebeu que aquela era a última vez que a via e não conseguiu evitar de chorar. Não queria mas chorou quase tanto como ela, dominado por soluços e tremuras.
Os seus pais e a sua irmã abraçaram-no em conjunto, tentaram reconforta-lo, mas ele manteve-se orgulhoso e tratou de secar as lágrimas sozinho. “Os homens não choram”, aprendeu. Só lhe restava brincar com os restantes amigos e aproveitar o que ainda tinha de bom.

***

“Paris, 17 de Julho de 1952

Querido David
Eu acho piroso falar contigo assim, mas a mamã disse-me que nas cartas ficava bem tratar os amigos por “Queridos”.
Cheguei há pouco tempo a Paris, e acho que estava enganada! Isto aqui é muito bonito! Existem enormes jardins, chafarizes, museus e monumentos. O papa teve-me a contar a história de alguns. Sabias que a Torre Eiffel foi construída apenas para mostrar a utilidade do ferro e ia ser destruída? Eu gostava de subir até lá acima, mas a minha mãe não deixa. Ela agora tem um novo emprego. Trabalha para um senhor chamado Christian Dior. Ele desenha roupas e costura vestidos com metros e metros de tecido. São tão pesados que eu mal posso com eles, mas é divertido vê-lo a vestir as modelos. A minha mãe ajuda-o em alguns acabamentos quando ele tem muitos projectos em mente.
O papa também trabalha mais horas agora, mas ele gosta deste ambiente.
Eu também estou a gostar para já. Só acho estranha a maneira como falam aqui. Conheci uma rapariga da nossa idade. Ela é muito simpática, mas por agora ainda só falamos por gestos. Ela já me ensinou algumas palavras francesas. Ah, e a melhor parte, os croissants são a melhor coisa que existe! Tens de provar um dia.
Por favor, escreve-me de volta. Quero saber o que se passa por aí.
Beijos, Margarett

PS: A minha morada está no envelope, não te esqueças!”


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Pronto, espero que tenham gostado! Smile
bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#18
Lulumoon está tão bonito. Esperancoso

A música que escolheste ficou mesmo perfeita.

Foi tão triste a despedida entre eles. Chorar

Eu só sei que quero mais! É sempre essa a sensação que tenho quando acabo de ler o capítulo. Não chega!

Estou a adorar a história e com imensa curiosidade para ver como continua.

Tu consegues realmente cativar-nos.

Uma excelente escritora, disso não restam dúvidas. Wink

Vá quero a continuação!!! Simpatico

Bjo*
#19
Que lindo :')

E eu que achava que ias mandar mais capitulos. Mas bem, mais vale capítulos regulares e pequeno do que testamentos em trimestres (tipo.. eu Desiludido).

Gostei da música. Tem tudo a ver com as emoções expressadas pelos "catraios".

Adorei este capítulo. A amizade dos dois meninos tem tanto sentido. É como se visse as coisas à minha frente. O rapaz que a adora, mas não gosta das coisas de meninas (como um bom rapazinho não podia deixar de ser Matreiro) e a menina que, no fundo, é sempre uma menina.

Ui, vais enfiar o Dior na história? Será que, daqui a uns anos, a Maggie (espero que nao te importes que trate a Margarett desta forma) aparece uma lady toda fina? Ai, que o David vai cair para o lado Matreiro



Baseaste-te no teu irmão? Ui, ai de mim se criasse uma personagem que nem a minha irmã. 13 anos e é uma pita de primeira, famatica por gajos giros, a malta teen da disney (aka gajos bonitos e loiros que aparecem nas séries e a Selena Gomez) e anda com a mania de me desarrumar o armário todo (juro que eu não era assim na idade dela Mal disposto).

Mas foi muito querido. Isso faz-me lembrar que tbm eu tinha um amigo (melhor amigo de infancia, melhor dizendo) que andava sempre em pequenas aventuras, até que ele, mais tarde, foi para a Suiça. Não temos mantido contacto, infelizmente Desiludido



Ai, que falei mais de mim do que do capítulo. Onde eu ia, ah sim... espero por mais capítulos e depressinha, que Domingo vou para a Figueira da Foz e não volto numa semana.



Espero pelo próximo Smile
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

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