Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

[Terminada] Angelical

#125
Eh la! comentario tao depressa?!
k lool mesmo!
devia parecer um fantasma! Matreiro
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#127
Oh, afinal tavas a falar a sério em relação ao capitulo dedicado a mim :g1: Muito obrigada. E ainda por cima foi um capitulo exelente. Ai, eu quero um Gustavo para namorado. Ele é tão engraçado e querido. Deu-se logo bem com a Helen e ainda fez a Lana rir.

Espero para a proxima um capitulo compridinho. Smile

(Vou-te compensar por este capitulo. Amanha, cap. novo na fanfic a Guardiã dos Sonhos. Ah, e não vai ser pequeno. Matreiro)
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#128
AIII QUE LOL
eu parti me a rir só de pensar na figura do Gustavo.
ai adorei este capitulo
ohhh mas eu queria mais *-*
posta o próximo o mais depressa possível, porque depois começa as aulas e eu não vou poder vir com tanta frequência.
#129
Obrigada meninas! Embaracoso
Tenho pena de nao ter postado uma grande parte para voces lerem, mas ainda bem que gostaram da situaçao do Gustavo! Devo admitir que tambem me da vontade de rir quando o imagino todo gothico-punk! Matreiro
A proxima parte xega em breve! Embaracoso
bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#130
Bem, como vou dizer isso...Está óptimo! Só de pensar o gustavo vestido dakela maneira. Parti-me... bom
Spoiler
Não convides o Gustavo pra minha boda de casamento!!
Não quero que ele se pareça com o meu marido.

O resto tá tudo convidado. Coitado do meu Ethan. Será que ele morreu? Será que ainda tá vivo. Espero para escrever...
#132
*mim entra aqui lavada em lagrimas*
Crying or Very sad
Aiiiii vida!
Amanha começa a minha escola!!!
No nao quero ir! buh! [Esta imagem já não existe]

*mim assoa o nariz com muita força*

é por este infeliz motivo que venho postar a ultima parte do capitulo! A partir de hoje nao vou escrever tanto, portanto... [Esta imagem já não existe]

Aqui fica:

Capitulo V - Camuflagem (parte 3)


-Atrasada! Não ouviu o toque, menina?

-Desculpe professora! – Lamentei seguindo para o meu lugar na sala.

Natacha e Rebeca já se encontravam nos seus lugares para minha surpresa. Não me tinha apercebido da ausência delas durante o meu confronto com Helen, e muito menos me tinha apercebido do sinal de entrada!

Sentei-me rapidamente e tirei os cadernos necessários para a aula da mochila, e ainda um bloco de folhas brancas.

Preparava-me para desenhar algo, mas fui interrompida quando Liliana e Gustavo bateram à porta:

-já têm falta! – Reclamou a professora apagando o sumário do quadro.

-Não há problema! Nós assistimos á aula na mesma, isto se não se importar é claro! – Disse Gustavo calmamente.

Toda aquela serenidade devia frustrar também a pobre professora, que pacientemente retirou a falta do livro de ponto.

Liliana seguiu para a secretária onde o seu irmão a esperava, e Gustavo olhou-me em tom de gozo e desilusão! Devia ter-se esquecido que eu tinha um lugar individual reservado para mim naquela sala. Não teria hipóteses de me chatear durante duas horas!

-Rodrigo, importaste de trocar de lugar comigo?! – Perguntou aproximando-se dele sem que muita gente se apercebesse!

Mordi o lábio com os dedos cruzados! Era azar a mais que Rodrigo deixasse Gustavo sentar-se na carteira ao meu lado

-Claro!

Oh, que vontade de esgana-lo! Porque tinha de aceitar tal proposta?! Lá se ia o descanso de que eu precisava.

O tronco de Letícia girou por completo; Ela olhou Gustavo, cheia de raiva!

Darla imitou-a, assim como mais algumas raparigas na sala.

No entanto havia uma jovem que olhava com mais intensidade! Não só para Gustavo como também para mim. O seu nome era Laura, também conhecida por Lau! Ela tinha os cabelos loiros mais encaracolados e volumosos daquela zona, que contrastavam com as suas roupas de cores variadas. Eu pessoalmente já me tinha apercebido noutras circunstâncias da forma como atentava em mim, no entanto, não sabia classifica-la como pessoa mesquinha ou simpática, o facto era que ela me chegava a incomodar com aqueles olhares persistentes.

Gustavo, para piorar, olhava-me também vezes sem conta:

-Pssst!...Pssst!... hei, Lana! - Chamava

-O que queres agora Gustavo?! – Perguntava eu zangada

Ele vinha sempre com assuntos diferentes! Durante toda a aula, eu não consegui conter algumas risadas silenciosas devido ás suas palhaçadas, e algumas caretas devido ao cansaço de o aturar. Quem não gostava nada destas nossas atitudes era a professora que nos lançava olhares mortíferos de dois em dois minutos. Eu tentava não responder aos chamamentos de Gustavo, mas ele conseguia sempre que eu o olhasse e soltasse alguma gargalhada, apesar de continuar ligeiramente incomodada com o que acontecera lá fora.

Lau continuava a olhar-nos de vez em quando. Eu tentava sempre que o meu olhar não incidisse sobre o dela nessas alturas, e para alem disso tentava também não dar trela ao rapaz doido que se encontrava perto de mim, o que era mais complicado ainda!

Logo após a aula, Ele nem me deu tempo de escapar. Perseguiu-me durante todo o intervalo, sem sequer disfarçar um pouco aos olhos daqueles que nos rodeavam. Eu tentava manter-me firme, mas só as roupas dele já me deixavam incontrolada a nível de humor! Ele não tinha mesmo nada a ver com aquela cor, e com aqueles trajes!

Foi então, que quando voltamos para junto da sala, esperando o professor apelidado de “babão”, um grande alvoroço gerou-se. Letícia, acompanhada pelas suas fieis abelhas, empurrou-me contra a parede com violência, fazendo-me sentir a dor nas costas que á tanto tempo me tinha abandonado. Seguidamente, encostou Gustavo á mesma parede, sem lhe dar tempo de me ajudar:

-É isto?! É isto que aquela idiota te está a fazer?! – Perguntou a apontar para mim com ferocidade.

-O quê?!

-Olha para ti! Estás ridículo! Estás a vestir-te como ela! Preto e mais preto! Estás a ser controlado pela Lana!

-Tu és doida! – Respondeu afastando-a dela para vir ter comigo, ate ser interrompido

-Vais transformar-te num monstro! Vais ficar um frustrado como ela!

-Desculpa, mas eu não admito que tu digas essas coisas! – Exclamou ele furioso.

Foi a primeira vez que me deparei com Gustavo irritado. Era uma imagem diferente dele, mais vulnerável! A sua calma parecia nunca ter sequer existido! Agarrou o pulso de Letícia e torceu-o, empurrando-a contra a parede como ela lhe tinha feito, deixando as outras raparigas boquiabertas com a situação, até mesmo eu. Lau, fixou-os com o seu olhar sério e penetrante, e encostou-se num canto a observar a forma irritada como Gustavo lidava com a situaçao:

-Prefiro tornar-me um frustrado, ou até mesmo um monstro – Disse em alto som, atraindo as atenções de todos os outros que se encontravam ali perto –, mas tenho a certeza que nunca serei pior do que tu!

-Gustavo!

A voz grave assustou-me.

O professor de matemática tinha acabado de chegar, e confrontou-se com a reacção furiosa de Gustavo:

-O que pensa que está a fazer à sua colega?!

-Não tem nada a ver com isso! – Respondeu sem qualquer respeito por aquele homem.

-Que falta de educaçao! – Exclamou furioso – vais já para o gabinete do director! Você e a sua colega! – Concluiu apontando para mim.

Os meus olhos arregalaram-se.

Eu nem sequer estava assim tão próxima de Gustavo para ele me associar à confusão.

-você está maluco!? O que é que ela tem a ver com isto?! – Interrogou cada vez mais descontrolado, soltando Letícia – Quem devia ir ter com o director é esta rapariga! E se não chegar que vá também a um psicólogo na sua companhia, porque pelo que vejo vocês são ambos doidos varridos!

-Basta! Alguém que chame a funcionária! – Ordenou o homem nervoso, limpando os óculos com as mãos a tremer.

Gustavo deu um encontrão a Letícia, fazendo-a soltar um esgar enraivecido. Pelos vistos o seu plano tinha corrido mal!

Aproximou-se de mim, ainda encostada à parede, e agarrou a minha mão com força, para me puxar dali:

-Não se atrapalhe, não o vamos incomodar na aula! Pode ser que tome consciência de que você é quem está errado!

Dito isto, começou a arrastar-me pelo corredor, com a mão dada a mim:

-Gustavo, o que estás a fazer?! – Perguntei assustada com a sua atitude.

-Vamos embora daqui!

-O que?! Não podemos, temos uma aula e…

-Nós não vamos a esta aula! Não, sendo este homem a dá-la!

-Mas eu não posso faltar! – Respondi tentando trava-lo, ainda aos olhos dos meus colegas.

-Tu não percebes?! Mesmo que fiques ali, vais ter falta! Ele quer-nos tramar!

A minha expressão facial estava assustada, com as sobrancelhas caídas e a dor insuportável nas minhas costas devido ao stress. Olhava Gustavo sem produzir alguma reacção decente. Ele por sua vez, esperava que eu o acompanhasse, com os olhos azuis fixados em mim, a transmitir uma certa nostalgia que eu nunca tinha visto nele.

Engoli a seco com os olhos semi-cerrados e avancei ainda mais rapidamente do que ele.

Arrastamo-nos mutuamente para fora da escola, e descemos para que o edifício ficasse fora do alcance da nossa vista, rumo a uma zona mais calma da aldeia. Chegamos a um sitio com algumas arvores, e pedras sobrepostas entre si, com uma vista excepcional para a albufeira.

Gustavo fechou os punhos e martelou uma rocha violentamente, de costas para mim. Encostou a testa à sua textura plana e segurou-se com as mãos agora abertas:

-Desculpa! – Exclamou de olhos fechados.

A sua palavra fez eco naquele local amplo. Eu estava sem palavras. Ele pedia desculpa, contudo, eu é que me sentia culpada.

-Se eu me tivesse controlado, tu não estavas metida neste problema! Bolas…! Porque é que o raio do Homem se virou para ti?! Nem sequer fizeste nada!

-Gustavo…

-A culpa é toda minha! – Interrompeu batendo novamente na pedra – Desculpa!

Abanei a cabeça negativamente. A culpa não era dele! A culpa era de Letícia:

-Tu não fizeste nada de errado! Nem sequer magoaste a Letícia! – Contrapus – Se o professor se pôs a atacar-te foi por minha culpa!...

-Tua?... – Perguntou, lançando-me um olhar confuso por cima do ombro.

-Ele deve ter pensado o mesmo que a Letícia! Se não te tivesses vestido assim, ele nem sequer nos teria associado à confusão!

Gustavo sorriu sem humor e acenou com a cabeça de modo contraditório:

-É isso que tu pensas? Julgas que por eu mudar a minha roupa as pessoas pensam que eu mudei psicologicamente?

-É o que acontece geralmente! – Murmurei.

Gustavo virou-se de frente para mim, com um ar pensativo e confuso. A sua face mostrava claramente que ele pensava em algo, intrigado. Então, essa faceta alterou-se e ele soltou um enorme sorriso de que eu não estava nada á espera:

-É isso! – Exclamou animado

-O quê?

-Camuflagem! – Respondeu descolando-se da rocha para se aproximar de mim – Uau, deu mesmo resultado!

-Ah?! Não estou a perceber nada! – Protestei – Camuflagem?! O que é que deu resultado?!

-As roupas pretas! – Exclamou agarrando os meus ombros débeis com firmeza – Consegui mesmo entrar no espírito!

-Ai Gustavo! Que espírito?! Cada vez me confundes mais!

-É melhor começar do princípio!

-Seria óptimo! – Disse ironicamente cruzando os braços.

-Tu vestes-te sempre de preto, e eu não percebia porquê, mas agora consegui associar tudo! – Afirmou vitorioso – Olha para mim! – Pediu, soltando-me para apontar para ele próprio – Hoje tentei entrar na tua personagem! Tentei perceber se me vestir de preto ou de branco fazia alguma diferença, e acabei de perceber que faz!

-Não acredito que te vestiste de preto para me imitar!

-Eu não estava a brincar quando disse que estavas no topo da minha lista de interesses! Passei o fim-de-semana a pesquisar na Internet e a procurar roupas escuras! Olha que não foi nada fácil!

-Tu estiveste na Internet a procurar roupas escuras para vestir hoje?

-não, tontinha! Pesquisei sobre estilos em que a cor fundamental era o preto, só que apesar de ter muita informação, eu continuava sem perceber!... Mas agora, entendi tudo!

Dei um passo de recua para me afastar de Gustavo.

“Entendi tudo!” O que quereria dizer?! Tinha medo da sua teoria, tinha medo que ele imaginasse coisas, ou pelo contrario, que descobrisse a verdade sobre mim.

Ele estranhou a minha reacção e seguiu o meu passo curto para se manter junto de mim.

-Camuflagem! – Repetiu.

-Eu ainda não percebi o que queres dizer com essa palavra – Murmurei quase num gaguejo.

-É tão obvio! – Afirmou, ignorando-me – não existe diferença para ti vestires o preto ou o branco, mas existe diferença para aqueles que te rodeiam, não é?... Aquele idiota daquele professor julgou-nos só por aparentarmos ser os maus da fita, mas isso não quer dizer que o sejamos!

Permaneci calada e baixei o olhar.

Tudo o que ele dizia fazia sentido para mim, mesmo que nunca tenha reflectido sobre isso.

-É um disfarce…! – Deduziu agarrando cuidadosamente a minha cabeça com as mãos largas poisadas sobre a minha face. O seu olhar parecia nostálgico, no entanto o seu sorriso permanecia – Tu pareces independente, mas não consegues sentir-te bem sozinha… - Continuou – Tu pareces má e insensível, mas és querida e não consegues tratar mal as pessoas, ou pelo menos aquelas que te parecem boas!..

Fez uma pequena pausa e olhou bem no fundo dos meus olhos, à espera que eu dissesse algo, mas eu permaneci sem silêncio. Ele suspirou e cerrou os olhos por breves segundos, preparando-se para continuar

-Tu aparentas ser corajosa, firme e forte… Mas não o és…! - prosseguiu em murmúrios. Segurava-me pela cabeça com delicadeza para não me magoar. Lentamente, Encostou a sua testa à minha e fechou os olhos, como se estivesse cansado – És débil, e medrosa… Tu precisas de protecção, não é?...

A sua respiração chocou com a minha por segundos. O ar que eu respirava pareceu ficar escasso, o que acelerou o meu coração. Sem ele se aperceber disso, finalizou as suas palavras:

- Queres afugentar as pessoas, não por seres má, mas sim para que elas não te façam mal…! Não é?...

As minhas forças desapareceram.

Eu só queria fugir dali!

Como? Como é que ele tinha chegado àquela conclusão? Como é que ele tinha descoberto coisas sobre as quais eu própria nunca tinha reflectido?

O meu coração desfazia-se de cada vez que eu pensava em tudo o que ele disse de mim… Era tudo tão certo por muito que eu não quisesse admitir. Eu era uma fraca que não se aguentava sozinha! Eu queria afugentar possíveis candidatos a amigos, apenas para não sofrer desilusões…

Eu era uma fraca!

Ele abriu os olhos:

-Lana…?

Gustavo olhou para mim de forma penosa, como se tivesse apanhado um choque. Eu não consegui perceber o motivo da sua expressão, mas naquele momento pouco me importava. Eu estava mal comigo mesma; não conseguia sequer raciocinar direito sobre o que me rodeava.

Gustavo afastou as suas mãos quentes da minha cara, e deslizou-as pelo meu cabelo escuro. Eu continuava imóvel à sua frente. Senti-o a aproximar o seu corpo ainda mais perto do meu, e subitamente ele fez-me encostar a cabeça ao seu peito:

-Não precisas de chorar…

O meu coração falhou por dois segundos!

-Eu estou a chorar?... – Perguntei-me com uma voz fraca, que acabou por me denunciar.

Nem sequer me tinha apercebido que alguma lágrima tinha deslizado pela minha pele, mas não era para menos. Eu sentia-me corroída e incapacitada por dentro, e sentia-me ainda pior por tê-lo mostrado a Gustavo. Que humilhante…

-Tenho assim tanta razão?... – Perguntou, apertando-me nos seus braços.

-talvez… – admiti num fio de voz.

As lágrimas começaram a formar-se em mais quantidade, e cessá-las tornava-se complicado para mim. Até a minha respiração começou a falhar naqueles instantes. Comecei a chorar com mais intensidade, e já não conseguia faze-lo silenciosamente. Libertava pequenos gemidos por cada lágrima que delineava o meu maxilar.

O que estaria Gustavo a pensar de mim?

Idiota, fraca, inútil… era isso que eu era, era isso que eu estava a demonstrar ser!

-Descobres sempre tudo… – acusei com a cara encharcada – por muito que eu não queira ser descoberta…!

-não sabia que descobrir coisas sobre ti, te ia fazer sentir tão mal… – Respondeu arrependido – Não te quero ver a chorar… Não gosto…

Eu dei de ombros.

-Já que chegaste tão longe, em tão poucos dias, então avança para a próxima questão…

-Qual delas? – Perguntou ironicamente – eu tenho tantas…

-Porque me disfarço? – Respondi com o rosto abafado na sua t-shirt perfumada – Para quê esta faceta antipática quando não o sou?…

-Eu vou fazer essas perguntas… Mas não agora! – Sussurrou, desapegando a minha cara molhada da sua camisola macia, para me olhar.

Passou as mãos pelo meu rosto molhado e limpou-o o mais possível. Eu tentava terminar com aquele derrame imparável de agua salgada, que felizmente para mim, começava a reduzir-se:

-Vamos… Para casa…? – Perguntou meio sem jeito

-Que casa?

-para a tua, ou para a minha!... Escolhe…!

-A minha é uma melhor escolha… – Consenti – … Não quero deparar-me com ninguém neste estado, e pelo menos lá, eu tenho a certeza que ninguém entra, nem mesmo a Helen…

Gustavo acenou com a cabeça acordando comigo. Passou os braços pelo meu pescoço e segurou-me pelos ombros com leveza.

Em lentos passos, fomos descendo pelas casinhas rurais da zona, sem fazer esforços que nos cansassem desnecessariamente. Atravessamos por atalhos que Gustavo conhecia no meio das matas, e andamos um pouco pela berma das estradas.

No decorrer daquela viagem silenciosa, sempre rodeada pelos membros superiores de Gustavo, comecei a avistar a percurso que levava à minha casa.

A verdade estava próxima.





Espero que gostem, Se houverem muitos erros avisem!

bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#134
AI ADOREI.
está simplesmente fantástico.
está perfeito.
ai as minhas começas dia 14 :b
ohh tens de escrever mais.
espero o proximo capitulo.
beijinhos
#135
;_;
Agora nao vou ter capitulos periodicos desta maravilhosa fanfic ;_;
Está LINDO! O Gustavo é o tão querido, sempre a defender a Lana e a respeitá-la. E tanto gosta dela que já descobriu parte do seu segredo. E o resto ainda virá...

E tinhas agora que acabar? Vai demorar meses até saber o que se passa realmente com a Lana SadSadSadSadSad

Espero que a escola te corra bem (a minha só começa dia 16) Embaracoso
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#136
aie qe lindo

oqe sera que vai acontecer em casa hum? ?

as minhas aulas começam dia 16 XD
#137
oih!
Ai meu deus! Parece que nunca tive de ferias, fogo! Tou toda desmontada! Mal disposto'
A minha escola é sempre anormal, começa sempre antes das outras!Mal disposto A parte boa é k tbm acaba antes! Matreiro

bem, agora quanto ao capitulo! Obrigada, a serio, obrigadissima pelos vossos comentarios, mas nao se aflijam porque o proximo capitulo ja esta escrito assim como os dois que o seguem! O meu medo é que com a falta de tempo que tenho para escrever, chegue a um ponto em que a fic empanque, portanto vou postanto mais lentamente do que é costume! Matreiro
Nao desesperem! Embaracoso
bjokas e bom regresso ás aulas para voces! Embaracoso
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^

Editado pela última vez em

#138
Ai querida Lulumoon, muitas desculpas, mas aqui a Janinha tem andado mesmo ausente daqui, agora com o recomeço da faculdade tem sido mesmo uma desgraça. Mas pronto, já li tudo o que postaste Matreiro

Estás cada vez melhor, a cada capitulo que passa noto melhoras na tua escrita e isso é muito bom mesmo=D

Estou a amar a historia, principalmente agora que o Gustavo passou de irritante a amoroso=)

Bem eu sei que os meus comentarios nunca são muito extensos, mas normalmente a inspiração é pouca e pronto não há mesmo nada a fazer.

Parece que vou ter de esperar pacientemente pelo proximo capitulo, agora que começas-te a escola sei que vai ser mais dificil para ti escreveres com frequencia, eu sinto o mesmo...

Beijinho para ti minha querida(=


Obrigado Dumpling <3
#139
olá!!!!!
Bem, hoje aproveitei o meu aniversario para vir dar uma prendinha para voces: actulizar a fic! Matreiro

Espero que vos saiba bem!


Capitulo VI – Confissões (1ªparte)



Vasculhei a bolsa desorganizada, em busca do chaveiro desaparecido.

As minhas mãos tremiam como se eu estive cheia de frio, o que dificultava a localização das chaves prateadas que me deixariam entrar em casa.

Apesar da vontade de chorar ter terminado à minutos atrás, eu continuava muito nervosa… E se eu pusesse toda a minha vida em risco ao contar a verdade a Gustavo?... E se ele se virasse contra mim, como no meu sonho?... E se…? Tantas perguntas a invadirem o meu corpo e a minha mente. Não conseguia controlar-me, não tinha capacidade de me acalmar. Ia pôr a minha segurança em jogo, e só de pensar nisso ficava sem forças…

A bolsa escorregou-se da mão e caiu aos meus pés.

Eu permaneci imobilizada, como se nada tivesse acontecido. Tinha medo…

Gustavo baixou-se lentamente e abriu-a sem nada proclamar. Notei que ele também estava um tanto ou quanto medroso, no entanto, nada stressado.

As chaves tilintaram, e ele ergueu-se com elas na mão, passando à minha frente para abrir a porta.

Entramos na casa, silenciosa e escurecida, e eu apressei-me a abrir as janelas para deixar entrar os raios de sol que se começavam a esconder atrás de algumas nuvens pesadas, enquanto Gustavo andava vagarosamente sem direcção definida:

-Podes ligar a Televisão se quiseres… – Propus, dirigindo-me a uma prateleira alta.

Ele não me respondeu, mas fez o que eu dissera, ainda que nem sequer olhasse para o ecrã. Provavelmente pensava que eu poderia relaxar com algum entretenimento divertido como desenhos animados. Numa outra altura, sim, eu ficaria mais calma, contudo, neste momento nem as trapalhadas do Mr. Wishkers me fariam descansar.

Vasculhei a prateleira dos medicamentes e de lá retirei um pequeno comprimido de uma caixinha branca.

Pu-lo em cima do balcão, e de seguida virei costas para encher um copo de agua.

-O que é isto?! – Interrogou Gustavo, fazendo-me entornar o copo.

Voltei-me para ele atrapalhada, de modo a saber ao que se referia. Na sua mão encontrava-se o comprimido:

-Um calmante!... – Respondi com frieza.

-Tu não vais tomar isto! – Exclamou

-não tens nada a ver com aquilo que tomo ou deixo de tomar! O que eu faço é para meu próprio bem!

-Bem?! Achas que uma pastilha vai acabar com problemas?!

-Dá-me isso! – Ordenei com a mão estendida na sua direcção.

-Eu sei que estás tensa, mas não é a escolher o caminho mais fácil que vais conseguir aliviar as tuas frustrações! Isto só te vai fazer adormecer! Quando acordares vais voltar a sentir-te mal!

-Então o que é que sugeres?! – Berrei furiosa, dando-lhe um encontrão que o fez deixar cair o calmante.

-Vou encomendar uma pizza, almoçamos, e quando estiveres menos stressada vamos falar sem conflitos! – Respondeu, pegando no telemóvel sem prestar atenção ao comprimido.

Assumi uma posição rija, com os braços colados ao corpo e as mãos fechadas com força. Estava com tanta raiva dentro de mim, e ele não me deixava fazer o que queria!

De repente lembrei-me de algo.

Enquanto Gustavo falava ao telemóvel com algum funcionário do restaurante, eu fugi até à porta de entrada sem nada proclamar e abri-a. Ele olhou-me admirado, com vontade de dizer algo, mas deteve-se pois a chamada ainda não tinha terminado.

Lancei-lhe um sorriso sofredor, e sai de casa, fechando a porta atrás de mim.

Já que o meu problema não podia ser curado com químicos, então que fosse de forma natural.

Perfurei na floresta, tal como de manha, e através da audição tentei encontrar a cachoeira de água cristalina.

Arranhei-me em algumas silvas, e tropecei algumas vezes em pedras altas, todavia, eu sabia que valia a pena. Bastou-me olhar para as rochas polidas e sentir a humidade do local para me sentir serena. Tal como de manha, atirei-me à água sem qualquer receio, de roupa mas sem calçado.

Mantive-me debaixo de água o mais que pude, embora não tivesse vontade de regressar rapidamente a casa. Queria acabar com aquele sofrimento de uma vez por todas, queria preparar-me para contar a minha história a Gustavo sem o agredir com as recordações horríveis que me assombravam à tanto tempo.

As bolhinhas de ar começaram a soltar-se do meu corpo mais lentamente do que eu estava à espera.

O ar começava a ser escasso, mas desta vez eu não ia voltar à superfície para armazenar mais algum.

Em vez disso quis testar-me.

Ia ficar o máximo tempo possível debaixo de água, nem que acabasse por morrer ali… afinal de contas morrer não custava nada… O pior era levar com as consequências da vida…

Porem, era demasiado fácil estar sem respirar, como se eu tivesse uma botija de oxigénio dentro de mim, que me deixava ficar dentro de água pelo menos dois ou até mesmo três minutos!

Á medida que esse tempo passava as bolhinhas de oxigénio reduziam-se, o que significava que o mal do meu corpo e da minha consciência estava a ser lentamente apagado.

Foi para mim possível raciocinar sobre as melhores maneiras de suportar as consequências daquilo que estaria para vir muito em breve. No entanto, apesar de ter consciência de que tais consequências poderiam até ser positivas, eu não queria revelar nada a Gustavo, e ia fazer por isso! Ia evitar este assunto ao máximo, e mudar as nossas conversas para outras questões. Ia representar novamente a Lana forte e independente. Ia sorrir como sorri quando o vi com as roupas ridículas que ele trazia hoje e fazer-lhe perguntas sobre ele, sobre a sua família, os seus passatempos, os seus sonhos, e quem sabe, até mesmo sobre a sua vida intima! Iria vasculhar até ao mais profundo dos pormenores! Já tinha noção das possíveis questões que lhe ia colocar e como as ia fazer sem que ele suspeitasse que o meu interesse não era assim tão grande como aparentaria.

Era isso mesmo!

Ele ia esquecer-se da minha falha, e pôr de lado aqueles temas infelizes! Ele nem sequer voltaria a questionar-me!

Finalmente vim à superfície. Era deveras impressionante como eu me tinha aguentado tanto tempo naquela água gelada, sem sequer sentir um pouco de falta de ar!

Caminhei um pouco em direcção à margem rochosa, e deixei que todo o liquido purificante deslizasse pela minha pele, sem secar ou espremer as roupas encharcadas. Eu iria mesmo assim para casa.

Calcei as all-star pretas, assim que os meus pés sentiram a rocha seca. Como era de esperar elas molharam-se em poucos segundos, mas eu não me importei. O importante era não sujar ou espetar algo nos pés.

Torci o cabelo, de forma a enxagua-lo, e sacudi-o repetidamente, até a agua não pingar sobre o meu pescoço e as minhas costas. Era a única parte do corpo que eu fazia questão que não transportasse agua.

Comecei a entrar na floresta, a olhar para todas as árvores em meu redor, esperançosa por reconhecer o caminho de regresso.

Felizmente, as silvas onde eu me arranhei deram-me a pista principal para sair da floresta. Segui para nordeste, ou pelo menos, era essa a direcção que eu pensava ser!

Finalmente achei o caminho de paralelo.

Corri um pouco para não ser vista por ninguém naquele estado, e subi as escadas que levavam à cozinha.

Parei em frente à porta, com a mão na maçaneta.

Treinei o meu sorriso mais quente, mais feliz e confiante, e talvez o mais sincero, se eu estivesse mesmo feliz.

“Bom, mas antes rir do que chorar!” pensei.

Rodei a maçaneta com brusquidão e entrei pela casa dentro sem hesitar.

Gustavo levantou-se do sofá irritado:

-Onde é que...?

O meu sorriso travou-o!

Não conseguiu acabar a sua pergunta. Por instantes chegou a parecer que ele se esquecera do que ia a dizer:

-Oh, fantástico, a pizza já chegou! – Exclamei virando-lhe costas, em direcção à mesa.

-Lana…? Estás bem?...

-Óptima! – Menti voltando-me novamente para ele.

Tinha o olhar preso em mim, com as sobrancelhas franzidas e um ar de duvida estampado na sua cara jovial.

Eu continuava a sorrir como se nada fosse, sem desviar os meus olhos dos seus.

-Estás… Toda molhada!... – Exclamou, ainda sem reacção exacta.

Eu olhei para baixo, para as minhas roupas.

De facto houve um aspecto que eu não ponderei: as roupas encharcadas e finas, que se colavam ao meu corpo, e deixavam todas as minhas feições, curvas, ou até mesmo defeitos, à vista desarmada.

O que estaria aquele parvo a pensar?!

Cruzei os braços discretamente para me tapar, embora fosse tarde de mais para o fazer.

Sem me aperceber ele já estava a poucos centímetros de mim, ainda a olhar-me confuso.

Naquele momento esqueci-me do plano que arquitectara na cachoeira.

Deveria sorrir intensamente, ou seguir até ao meu quarto, sem dar explicações, e mudar de roupa? Qual seria melhor? Qual teria consequências mais positivas? Tinha de arriscar alguma destas opções!

Subitamente sorri. Ele parecia ficar sem palavras de cada vez que eu o fazia, principalmente quando ele menos esperava:

-É… Melhor te secares!

-Claro…! – Respondi indo em direcção à casa de banho, para pegar numa toalha limpa.

Peguei numa das médias, e esfreguei o meu cabelo nela à pressa.

Fazia questão de deixar o meu corpo molhado, para que a agua que entrava em contacto com ele, não me deixasse ficar novamente descontrolada. Era sem duvida a única forma de eu pensar direito!

Voltei para a cozinha, após escovar o cabelo, e sentei-me ao balcão, molhando o banco assim que lhe toquei. Esperei que Gustavo viesse ter comigo:

-Hum, não me digas que comeste a pizza toda!

Ele sorriu sem vontade. Estava chateado por eu ter fugido, não restavam duvidas.

-Está junto do frigorifico! – respondeu.

Levantei-me com energia, e peguei na grande caixa. Para minha surpresa, quando a abri, a pizza continuava intacta:

-Ainda não comeste? – Perguntei

-Perdi o apetite. Não ia comer sem ti…

-Já cá estou! Come! – Incentivei tirando uma fatia para ele – Já chegou à muito?

-não… – Respondeu ainda aborrecido com o meu desaparecimento.

-Sabias que temos teste de biologia hoje? – Perguntei calmamente, de forma a faze-lo esquecer-se de mim.

-O quê?!?

-Esqueceste-te?...

-Completamente! E agora? Estou perdido, não estudei nada! – Exclamou, nitidamente aflito.

Não esperava que a sua reacção fosse tão intensa, ele não tinha mesmo ar de quem costumava estudar muito.

-Calma, se quiseres ficas comigo na aula e eu ajudo-te!

-Fazias isso?

-Porque não? Eu sei a matéria!

-Obrigada Lana, a sério! – Exclamou agarrando-me a mão com um grande sorriso desenhado no rosto.

Sorri-lhe de volta, e afastei a minha mão da sua.

Dispensava bem o contacto físico como forma de gratidão.

-Se eu não recupero as notas neste período, nem sei o que me acontece!

-Os teus pais são muito rigorosos?

-não, mas estão fartos de mim…!

Formou um esgar súbito. Era um exagerado!

-Falas como se fosses uma aberração! – trocei pegando na segunda fatia de pizza - Tens irmãos?

-três! – Respondeu sem dar grande importância à questao

-Que sorte! – Afirmei – eu adorava ter irmãos! Como se chamam, e que idades tem?

Ele revirou os olhos.

Notei que não tinha grande vontade de falar na família, mas era assim que eu o ia distrair! Certamente teria um passado mais interessante e mais feliz do que o meu!

-O mais velho é o Alex, tem 27 anos! – Disse sem entusiasmo – depois tem as raparigas, a Diana de 22 e a Su de 12!

-as vossa diferença de idades parece ter sido calculada! Tem todos 5 anos de diferença!

Gustavo parou de comer intrigado. Começou a contar pelos dedos, enquanto olhava para o teto com o sobrolho franzido:

-Tens razão! – Concordou com um sorriso de admiração – Nunca tinha pensado nisso!

-mas assim sendo que idade tem os teus pais?

-a minha mãe tem 45, e o meu pai… teria 46…

Gustavo baixou o olhar sem grande alegria.

Senti-me mal por tê-lo posto naquele estado.

Eu não fazia ideia.

-Foi à dois anos… – Esclareceu sem eu nada proclamar, enquanto desfazia o cartão da caixa da pizza em pedaços – Num acidente de mota…

-Gustavo, não precisas de…

-Eu sei!... – Sorriu – Mas já que tu me vais contar a tua história daqui a pouco, então também mereces saber a minha…

Mordi o lábio inferior.

Ele fazia mesmo questão de saber a verdade sobre mim, por muito que eu quisesse que ele esquecesse o assunto. No entanto não havia nada que eu pudesse fazer contra. Quando chegasse a altura de eu falar, talvez ele me deixasse sair em liberdade.

-Parece justo… – Afirmei apenas por dever – Gostavas muito dele?...

-Acho que era a única pessoa que me compreendia verdadeiramente… Divertíamo-nos tanto quando fazíamos coisas em conjunto… Era o meu melhor amigo, sem duvida! – Admitiu triste – Eu podia falar com ele sobre qualquer coisa. Podia fazer disparates, sem que ele me culpasse pelos estragos, e até desabafar com ele… Ele ajudava-me em tudo o que eu precisava, e ainda me deixava praticar aquilo que eu queria, mesmo sem o consentimento da minha mãe… – sorriu emocionado.

Essa imagem partiu-me o coração. Se não tivesse cuidado eu própria começaria a chorar por Gustavo.

Era tão mau ver uma pessoa alegre como ele assim, a contar uma história infeliz como aquela. Não se enquadrava nada com ele…nada…

-Ele queria que eu me tornasse um piloto de MotoCross profissional – Murmurou com um sorriso ainda mais comovente – Era a paixão dele, e a minha também! Eu lutava pelo nosso sonho…

-E já não lutas?... – Questionei aproximando o meu banco do dele.

-Depois do acidente a minha mãe não quis mais ouvir falar em motos. Vendeu-as todas!... Eu opus-me é claro… -Evidenciou um pouco desapontado – Queria pelo menos uma recordação dele, e dos bons tempos que passávamos quando ele me ensinada truques. Mas ela não! Parecia que estava a fazer de propósito para me fazer sentir culpado pela sua morte!

-Porque é que ela havia de fazer isso?! – Interroguei abismada.

-Eu sempre fui a ovelha negra da família, a não ser para o meu pai, é claro… Ela achava que ele só se dedicava ao motocross por mim, para me incentivar, como se nem sequer gostasse daquilo… Naquele dia, logo após o meu 15º aniversario ele queria levar-me a uma oficina, para comprar a minha própria moto, mas antes disso tinha de fazer algo lá no seu emprego, portanto quis acelerar o ritmo do trabalho para ir comigo. Foi essa pressa que acabou com a vida dele… – Concluiu finalmente, com a testa apoiada na sua mão - foi a pressa de vir ter comigo…

Parecia que o meu peito iria rebentar, comos se não tivesse espaço para o meu coração. Porque é que a vida era tão injusta com as pessoas?... Com as melhores pessoas? Porque é que a uns acontece tudo, e a outros não acontece nada? Onde está o apoio dessas pessoas? Onde? Nas falsas amizades?... Era tudo tão injusto…

Levantei-me do banco rapidamente e os meus braços apoiaram-se no pescoço de Gustavo.

Abracei-o com todas as minhas forças e cerrei os olhos. Ele podia não me considerar sua amiga, ou nem mesmo digna de fazer aquilo, mas ele precisava, e eu era a única pessoa por perto.

Para minha surpresa ele levantou-se também do seu banco e envolveu-me a cintura com tanta força quanto eu, sem se importar com a minha roupa molhada.

Sabia bem aquele abraço, tanto para mim como para ele.

O perfume das suas roupas e do seu corpo era tão delicioso, reconfortante, e até mesmo viciante, que eu não consegui evitar de mover o meu nariz para aspirar o máximo possível daquela fragrância.

Ele não se apercebeu disso; continuava a prender-me contra ele, em silêncio.

Ainda me metia muita confusão o facto de ele se sentir culpado pela morte do pai. Não era certo que vivesse dois anos com aquela ideia, a ser nutrida pela família que nem sequer lhe devia dar algum apoio! Tantos planos destroçados por um pequeno acidente do destino…

-Gustavo… – Chamei numa voz suave. Ele mexeu um pouco a cabeça, e eu interpretei aquele gesto como um incentivo para continuar – Um dia quero-te ver correr!...

Senti o seu corpo solidificar com a minha frase, e sorri. Devia ser a primeira pessoa a dizer-lhe aquilo em tanto tempo, e apesar de tudo, sentia-me orgulhosa disso. Talvez os meus incentivos fossem mais importantes do que eu julgava. Talvez eu fosse a única a faze-los…

-Quando eu for maior de idade, quem sabe… – Respondeu com uma voz visivelmente mais feliz. Seguidamente, afastou-me um pouco dele, sem me desprender a cintura, e olhou para mim carinhosamente – Ficas melhor assim, sabias?

-Assim como?... – Perguntei sem entender a sua afirmação.

-Quando és meiga e compreensiva… Acho que vou gostar da verdadeira Lana!

-Não gostas da falsa? – Ironizei

Ele soltou um leve riso, e apertou-me novamente nos seus braços, deixando-me um pouco envergonhada:

-se não fosse a Lana falsa, eu nunca teria ganho este interesse por descobrir a verdadeira!

Baixei a cara, sem grande humor.

A verdadeira Lana não era melhor do que a falsa, muito pelo contrário. A verdadeira Lana conseguia ser mais sinistra do que a própria mascara e tinha uma história tão infeliz que era capaz de afugentar qualquer um!

-Não ganhes grandes expectativas em relação ao meu verdadeiro eu… – aconselhei com franqueza.

-Se tu o dizes… Eu não te vou contrariar enquanto não souber tudo, é por isso que quero escutar-te rapidamente!

-Não achas que era melhor deixar isto para outra altura? – Palpitei, esperançosa.

As minhas mãos já davam sinais de nervosismo à vista, através dos suores frios que emancipavam delas e se espalhavam por todo o meu corpo.

Aconcheguei o vestidinho molhado ao meu corpo para receber a pureza da água que restava nele. Porem, ela estava quase desaparecida, daí que não teria salvação para o stress que se avizinhava.

-Acho que é o momento certo para falares de ti! – Respondeu finalmente – Não estás tão nervosa como à pouco, e eu já te contei tudo sobre mim!

-Não contaste tudo, tudo! – Protestei, para mudar de assunto e centrar-me novamente nele.

Voltei a ponderar os temas sobre ele que eu deveria coscuvilhar, mas apercebi-me que em poucas palavras ele revelara-me tudo: A família, os passatempos, e os sonhos!

Ia avançar para os seus assuntos mais íntimos!

-Que mais te posso dizer sobre mim?

-Ah… Sei lá… Amigos, namoradas!... Coisas assim!

-Coisas assim?... – Repetiu num tom sarcástico – Estás a mudar de assunto!

-Tu é que estás! – Balbuciei – Vá lá, fala-me da tua vida! Os teus amigos e…!

-Já conheces os meus amigos! – Interrompeu.

-Sim, mas não sei o grau de importância que tem para ti!

-ah, está bem… – assentiu – O melhor amigo, já sabes quem era! – Relembrou contrariado – Melhor amiga… Hum, talvez a Liliana… Se bem que nunca tive uma conversa destas com ela…

-Não?

-não!... Nós conhecemo-nos desde pequenos, ela sempre soube o que se passava comigo, nem que fosse pela boca dos outros! Mesmo assim fazia por me ajudar, e não se importava de me aturar!

-Tudo isso por amizade ou por algo mais?

-Ah?! Não! Achas? – Assegurou atrapalhado, esfregando o cabelo com a mão – Nós somos quase primos, nunca na vida haveria nada mais entre mim e ela!

-Mas era possível! – Declarei.

-não, não me parece…!

Sempre pensei que Liliana sentisse algo por Gustavo pela maneira como o queria ajudar… Afinal não devia passar de uma amizade de primos, ou talvez até irmãos! A verdade é que eu me tinha enganado.

-E as namoradas?

-O que queres saber sobre elas? – Perguntou corado.

-Quantas tiveste? – Inquiri sorridente

Gustavo franziu o sobrolho e soltou um esgar numa pose de reflexão.

Voltou a olhar para mim.

-Até não tive assim muitas! – Admitiu – Foram apenas 4 oficiais!

-Oficiais?! Quê? Haviam amantes?

-hei, claro que não! Por quem me tomas?!

-Sei lá… Já espero tudo! – Murmurei – Fala-me delas! Quem foi a primeira?

-Não me lembro do nome…! Era muito esquisito!

Comecei-me a rir com a sua expressão facial! Sem dúvida que ele estava a falar a sério, tendo em conta a careta que fez!

-Não gozes! – Pediu – Eu só não gostava delas, por isso não tomava atençao!

-Então para que é que namoravas?!

-oh, algumas metiam-me pena, outras eram obcecadas!

Abanei a cabeça num tom repreensivo, mas com o riso a tornar-me menos feroz! Aí estava uma situação que eu quase vivi: namorar por pena!

-O que é que diziam os teus pais disso?

-Ui…! – Exclamou com um olhar amedrontado – A minha mãe atirava-me, e em parte ainda me atira, para os braços da Letícia!

-Estás a brincar? – Interroguei animada – À Letícia? Coitado de ti!

-A quem o dizes! E mesmo depois de eu dizer não, ela continua a acha-la uma “boa rapariga” e uma “menina muito bem-educada, cheia de valores”!

O riso de Gustavo suou um pouco mais alto do que o meu, mas era sempre fantástico vê-lo animado.

-Pois sim, quem quiser que a compre! – Proclamou

-Que estupidez!...

O telefone começou a tocar atrás de mim sem eu estar á espera!

Por pouco não dei um salto devido ao susto! Quem seria àquela hora?!


desculpem os erros! Embaracoso'


bjokas e bom natal!
lool na brinca (ainda hao-de pensar k so meto ca os pes no natal! Matreiro )
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#140
GUSTAVOZINHO! Crying or Very sad A sério desculpa por aquilo de há um capítulo ou dois atrás, mas prontes.

O que se há-de dizer mais? Capitulozinho muito bom como sempre. Embaracoso

*offtopic* O quê? *karen estar chocada*. A-A-A-Aniversário???!!!
Como fui capaz de me esquecer?! Prontes, nem sequer sabia... --'*offtopic*

*dá um grande aceno antes de voltar prá guitarra (os meus dedos)*

bjs
#141
Amei!! *-* O Gustavo é tão querido. Adorei a sua historia. Já tou a imaginar a mãe dele a olhar para a Lana dos pés à cabeça, com um ar horrorizado xDD

Oh, a Lana tá-me a irritar.. Atão deixa o moço sozinho na casa dela e ai tomar banho? Porque não o comvidou xDD *just kidding*
Quando é que ela vai contar a verdade? A gente (e o Gustavo) quer saber!!!


O Telefone... Hum.. quem será? Será a Liliana? A Helen? O Namorado da Helen? Um assassino em série? O Brad Pitt? xDD

Espero ansiosamente pelo proximo capitulo *-* Continua assim..
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#142
GUSTAVOZINHO! Crying or Very sad A sério desculpa por aquilo de há um capítulo ou dois atrás, mas prontes.

O que se há-de dizer mais? Capitulozinho muito bom como sempre. Embaracoso
O gustavozinho é uma caixinha de surpresas! quando achamos que ele nao tem emenda ficamos assim babadinhas! Matreiro
mas as surpresas por parte dele nao vao acabar por aqui! Wink

Amei!! *-* O Gustavo é tão querido. Adorei a sua historia. Já tou a imaginar a mãe dele a olhar para a Lana dos pés à cabeça, com um ar horrorizado xDD


lol, na verdade ainda estou a pensar na reacção! ja pensei em ser totalmente ao contrario disso, tipo, a mae do gustavo a adorar a Lana (afinal de contas o fascinio que ele tem por ela pode ser genético Matreiro)

Oh, a Lana tá-me a irritar.. Atão deixa o moço sozinho na casa dela e ai tomar banho? Porque não o comvidou xDD *just kidding*

Acho que a agua da cachoeira ate ia aqueçer se fossem os dois! Matreiro

Quando é que ela vai contar a verdade? A gente (e o Gustavo) quer saber!!!

O Telefone... Hum.. quem será? Será a Liliana? A Helen? O Namorado da Helen? Um assassino em série? O Brad Pitt? xDD


nao posso dar pistas! Embaracoso Em breve vao saber tudo! Embaracoso^

bjokas e obrigada pelos comentarios! Embaracoso
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#143
AII LULU
nao tenho vindo cá
gomen
aiii tu queres nos matar.
enrolas enrolas e não nos contas a história dela ;____;
ai tou para ver quem vai ser ao telefone, cheira me que me vou matar a rir.
vá posta rápido sim *-*
#144
obrigada pelos cometarios, o resto do capitulo vem em breve! Embaracoso
bjonhos
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^

Tens de entrar para responderes neste tópico.

  • 3.604 tópicos
  • 188.725 mensagens
  • 1.338 membros
  • último membro: Tinoco