Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

[Terminada] Angelical

#104
Veneroo o Gustavoo.
A Leticia e a Darla que vão apanhar laranjas.
A Liliana e a Lana ainda vão ser bests *-*
Vá posta rápido sim *-*
#105
Obrigada pelo apoio meninas!
É bom saber que continuam empolgados com a fic apesar das partes aborrecidas que eu ás vezes posso escrever! lool
Eu sou como a joaninha, venero o Gustavo! Matreiro
Lindo, divertido e muito mais que ainda hão-de descobrir! Matreiro
O proximo capitulo é o meu favorito de toda a historia ate agora, nao percam! ;D
bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#106
favorito de toda a historia? Vai acontecer algo importante!! =)
Espero por esse capitulo.Embaracoso (que chega hoje, certo?)
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#107
AnA_Sant0s escreveu:favorito de toda a historia? Vai acontecer algo importante!! =)
Espero por esse capitulo.Embaracoso (que chega hoje, certo?)

é o meu favorito porque... porque... porque coise! Matreiro
Nao sei se se pode chamar algo importante, mas deu-me pica a escreve-lo! O capitulo depois deste é mais importante, mas ainda assim este é o meu favorito! lool

Aninha, Lamento, mas nao vai ser hoje! Embaracoso'
Eu quero mais comentarios, pk ainda faltam leitores comentar! Matreiro
Eu nao sou mae de pançudos! ;D

vah, amanha ou sexta eu posto! Embaracoso

bjokas
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-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#108
ohhh
isso não se faz.
vens aqui deixas nos curiosas e depois so dizes que metes o capítulo amanha --'
quero ver o porque de te dar pica escrever o capitulo *-*
tens de postar amanha *-*
por favor..
#110
Obrigada pelos comentarios meninas!
Desculpem nao ter postado ontem mas nao tive mesmo tempo!
Logo á noite ha capitulo garantido! Embaracoso
bjokas
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-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#111
Ora benhe, como o prometido é devido, ca venho com o novo capitulo! mas nao fikem ja com grandes expectativas pois nao é ja que vao perceber porque gosto dele!
Toma toma

Capitulo V – Camuflagem - 1ªparte



É maravilhoso quando os problemas diminuem e nos sentimos mais seguros em relação a nós mesmos!

Aquele dia passado com Gustavo forneceu-me, sem dúvida, capacidade para ver as coisas com mais calma e conseguir pensar sem ser abordada pelos meus ataques de medo e raiva!

Tinham passado três dias desde que fizera aquela visita guiada à vila, e parecia que naquele dia tudo tinha melhorado. A Liliana e a Natasha deram-me um desconto, e eu prometi que iria tentar afastar a odiosa Letícia do Gustavo, principalmente agora que me sentia melhor junto dele. Comecei também a ficar com Rebeca em algumas aulas em que ambas ficávamos sozinhas, e por isso, não chamava as atenções de Letícia e Darla para mim, nem passava o tempo com tanto aborrecimento. Rebeca mostrara-se bastante simpática, todavia, continuava a inquietar-me a sua falta de apetite continua! Era preocupante e estranho, pois ela não agia como se sofresse de doenças psicológicas, mas sim, como se não tivesse mesmo apetite! Já nem sabia se havia de desconfiar da sua fome, ou acreditar mesmo nela! Contudo, o melhor era que agora não havia tanta antipatia por parte dos meus colegas na escola, e, apesar de não me aproximar demasiado de nenhum deles, sentia-me mais à vontade! Para além disso, conheci a minha professora de Química, que me recebeu melhor do que todos os outros! Em conversa com ela numa das suas aulas dinâmicas, ela admitiu que quando tinha a minha idade também se vestia totalmente de preto, e disse também, que se eu quisesse roupas ela não hesitaria em oferecer-mas! Gustavo quase delirou com a nossa conversa durante a aula, e as questões dele foram tantas que a professora devia ter apenas descoberto naquela altura o quão indiscreto ele era! As suas questões, para mim não eram, de modo algum, surpreendentes! Continuavam confusas e paralelas aos assuntos que falávamos! Porem, a professora não esperava aquelas reacções por sua parte, e muitas das vezes nem sabia o que lhe responder!

-Você também era obcecada por preto?!

-Eu não sou obcecada! – Alarmava eu ofendida

-Lá porque nos vestimos de preto não quer dizer que gostemos dessa cor! – Explicava ela sem jeito.

-não entendo! – Replicava o rapaz – Porque haveriam de usar uma cor se não gostam dela?!

-Gustavo, os motivos pelos quais agimos ou vestimos de certas maneiras, nem sempre estão ao alcance dos olhares alheios!

-Exacto! – Concordava eu sempre dedicada ao meu trabalho.

-Porque é que você se vestia de preto?

-Porque a minha avó tinha morrido numa época muito difícil para mim, e era a minha forma de mostrar revolta e luto!

-Isso não me esclarece! A Lana já me disse que não lhe faleceu ninguém!

-E não faleceu! – Repeti – pelo menos fisicamente…

-Mas então porquê?!

-Já pensaste que ela pode gostar do estilo?!

-Não acredito! Ela própria já me disse que a sua cor favorita era o branco!

-Então ela terá os seus motivos para andar sempre de trajes negros…

-Como por exemplo?...

-Revolta, medo...!

-isso definitivamente não me esclarece! – Interrompia – Ainda me deixa mais confuso!

-Oh Gustavo, porque te preocupas?! – Perguntava eu farta daquela conversa, enquanto tentava trabalhar numa experiência de laboratório – tu não precisas de saber o motivo pelo qual eu ando assim! Não te diz respeito!

-Mas eu quero saber! – Reclamava

-talvez um dia descubras! – Terminava a professora piscando-me o olho com um pequeno sorriso.

Finalmente havia alguém, naquela humilde terra, que me entendia! Sabia, que por muito que Gustavo tentasse perceber-me, não conseguiria!

E hoje, cá estava eu, numa tarde de Domingo solarenga, sentada na mesinha do jardim lá de casa, acompanhada por Helen que lia uma revista e bebia um sumo fresco. Eu simplesmente olhava para o céu azul, tentando aproveitar os escassos raios de sol daquele fim-de-semana curto, enquanto sentia a brisa fresca trespassar-me os cabelos castanhos com leveza. Estava ansiosa pelo dia seguinte, desejosa de descobrir as novas artimanhas, outrora assustadoras, que o destino se preparava para me oferecer!

-Que tal o novo emprego?... – Perguntei a Helen para quebrar o gelo.

-Estranho e diferente! – Respondeu ela sem me prestar grande atenção – Existem muito poucas crianças por estes lados!

-Estavas habituada a confusões maiores… – tentei adivinhar.

Helen era professora de primária. Na antiga escola onde trabalhara, haviam tantas crianças que ela por vezes chegava a casa saturada e enfurecida. Aqui, pelo contrário, eram tão poucas que ela devia mesmo sentir-se aborrecida. Felizmente, uma das características de Helen, era que ela conseguia sempre tornar as coisas animadas!

-Estamos a pensar fazer uma visita de estudo com as crianças! – Anunciou poisando a revista em cima da mesa azul turqueza, com um sorriso empolgado dirigido a mim – Estas crianças precisam de saber que o mundo é mais do que esta vila!

-Concordo plenamente! – Afirmei relaxada – Aonde tencionas leva-las?

-Hum, não sei… Como ainda são pequenos não podem ir para muito longe, nem para nenhum lugar demasiado pesado! Tens alguma sugestão para mim?

-Infelizmente não… – Admiti fracassada – Tenho a certeza que tu descobres algo divertido!

-É, espero que sim… - ela fez uma pausa e olhou sem em redor - Lana – chamou - vamos para dentro, está a ficar tarde!

-Oh, claro! – Exclamei apercebendo-me da mistura de cores que ilustravam o céu – vai indo, que eu vou já lá ter!

-Não te demores! – Avisou subindo as escadas traseiras que ligavam à cozinha.

Fiquei sozinha entretanto.

Peguei nos meus óculos de sol intactos e na revista de Helen que ficaram na mesinha do jardim, e muito atentamente tentei escutar o maravilhoso som da água a correr na cachoeira. Apesar de pouco audível, continuava agradável como da primeira vez que o escutara. Encostei a minha cabeça a uma árvore de casca velha e baixei as pálpebras. Naquele momento só me era permitido escutar o vento a soprar pelas árvores, a corrente de água, e o batimento regular do meu coração. Sentia-me relaxada, como à muito tempo não conseguia estar! Abracei o tronco da árvore ainda de olhos fechados, e esperei algum tempo, tempo suficiente para que Helen me voltasse a chamar.

Subi as escadas com passos lentos e entrei na cozinha, onde o jantar estava quase pronto, e sentei-me no sofá calada a ver TV.

Pude notar que Helen me fitava curiosa, no entanto o seu motivo era-me desconhecido!

Permanecemos ambas em silencio durante todo o jantar, e na hora de deitar desejei-lhe um “boa noite” rápido, seguindo para o meu quarto cansada.

Infelizmente, a noite que eu pensei que viria a ser calma, foi derrotada por um novo pesadelo: “Eu estava escondida numa casinha de pedra, pequena e com apenas uma janela. Os meus trajes não faziam parte do século XXI, mas eram sim, típicos da idade média, com uma saia de roda até aos pés, uma blusa branca remendada e um espartilho antigo a partir-me as costelas. O meu cabelo estava cheio de ninhos selvagens, que nem com a ajuda de uma escova ficariam domados. De repente, saí da cozinha escurecida pelas cinzas da lareira e atravessei o jardim, rumo a uma floresta. Quando lá cheguei um círculo de pessoas, vestidas com capas castanhas rodearam-me e prenderam-me os braços com tanta força que me foi permitido senti-la, mesmo estando a sonhar. Então, um rapaz de capucho branco perfurou essas pessoas, seguido de um homem de capucho preto. O meu coração petrificou quando reconheci os dois. Gustavo guiava o meu professor, para que ele me pudesse fazer aquilo que ficou pendente na antiga cidade…” Comecei a berrar e a chorar, não só na minha imaginação, como também na minha vida real. Abafei os meus gritos com a mão, para não obrigar a pobre Helen a levantar-se para vir ter comigo.

Peguei no telemóvel, que se encontrava na mesinha de cabeceira ao meu lado e tentei ver as horas sem que a luz brilhante me ofuscasse a visão. Eram precisamente seis e meia da madrugada.

Levantei-me tonta e abri a janela.

Ainda estava escuro, muito escuro, mas algo me chamava para o exterior da casa. Então, apenas vestida com um uma camisa de dormir branca, vaguei descalça pela casa em direcção á saída, como se estivesse sonâmbula. Pisei alguns fragmentos dolorosos, mas não parei. Saí naquela escuridão para a rua, e fui descendo sem medo, até entrar na mata, continuando o meu caminho, sem medo de me perder naquela escuridão. Guiei-me pelo som da corrente de água fresca e assim que a rocha fria entrou em contacto com os meus pés, não hesitei. Agarrei-me a um raminho frágil de um árvore e desci até à água gelada, sem sentir qualquer arrepio pela sua temperatura.

Olhei em meu redor, em busca da zona mais profunda da cachoeira, e assim que a encontrei, sem qualquer medo, atirei-me de cabeça para o liquido congelante, ficando submersa!

Aquela água era como punhais cravados na tenra e quente pele humana, todavia, para mim foi a melhor forma de alcançar paz interior! Sentia que o meu mal se desfazia de mim através de pequenas bolhas de oxigénio que eram libertadas pela minha pele. Sentia-me limpa e pura, como se nunca ninguém me tivesse tocado, como se fosse uma criança acabada de sair do ventre da sua mãe, ou como se nunca tivesse cometido qualquer pecado!

Tirei a minha cabeça debaixo de água para receber oxigénio, e deixei-me cair de costas na água. O meu corpo começou a flutuar, à medida que o sol nascia a Este, e trespassava pelas folhas verdes das árvores.

As lágrimas voltaram a ser nítidas no meu rosto, devido ás pequenas lembranças do pesadelo que tivera. Não queria que aquele sonho se concretizasse, nunca! Não queria ser entregue àquele homem sujo! Não queria ser traída... Especialmente por Gustavo, pois eu sabia que, por mais indiscreto que ele fosse, nunca me faria mal!

Mas e se isso não fosse bem assim?!

E se ao mínimo suborno ele me entregasse a um desconhecido?!

Cerrei os punhos e os olhos em conjunto, cheia de ódio por não saber o que o futuro me reservava! Voltei a mergulhar a minha cabeça, e pela segunda vez, bolhinhas de ar tiravam-me os maus pensamentos! Agora sim eu percebia porque razão se dizia que as águas do Geres eram termais! Eram de facto calmantes naturais!
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#112
Arrastei-me até à rocha seca e acalmando a respiração voltei a penetrar pelas arvores altas, sujando os pés com terra húmida. Sem grande esforço fui ter a casa e entrei sorrateiramente pela porta que deixara aberta, molhando tudo aquilo que tocava. Vi a luz do meu quarto acesa, e deduzi o pior! Apressei-me a saudar Helen com calma, de maneira a demonstrar que estava tudo bem comigo! No entanto, ela, assim que escutou a minha voz, correu até à porta do quarto e abraçou-me entre lágrimas e soluços assustados, com todas as suas forças. O meu coração ficou apertado com a situação… Sentia-me terrivelmente culpada pelo que acontecera e pelo susto que Helen tivera… Ela não merecia tamanha preocupação, especialmente sendo eu o motivo!

-Onde…? Onde estavas?... – Gaguejou com soluços lacrimosos, ainda agarrada a mim, encharcando também o seu pijama.

-fui… tomar banho…!

-Tomar banho?!

Com as mãos a prender-me os ombros, Helen, afastou-me um pouco para poder olhar-me com mais calma. Passou as suas delicadas mãos pelos meus braços a baixo e de seguida pela minha bochecha:

-estás gelada!... – Declarou com a voz rouca, enquanto as lágrimas cessavam – Pensei… pensei que o pior tivesse acontecido!... Não dei importância ao teu grito, e depois quando te vim acordar e vi a cama vazia só consegui pensar que aquele homem…

A mulher britânica deteve-se e voltou a apertar-me junto ao seu corpo quente, com uma nova lágrima a deslizar pela pele macia:

-Nunca mais me assustes assim, Lana! Promete-me!

-Eu prometo… – Respondi débil com a situação.

Tinha o corpo estático, como uma criança inocente que fugira à mãe para admirar os balões de uma feira popular.

Naquele momento pude finalmente criar a minha própria definição de “verdadeira amizade”, ou até mesmo “amor”, sentimentos que eu me recusava a acreditar que existiam neste mundo cruel. Helen fora a primeira pessoa que me conseguira transmitir um pouco disso. Descobri que afinal eu era importante para alguém, e que alguma pessoa me queria proteger e me fazer crescer. Helen amava-me como uma mãe ama uma filha. Agora restava saber se eu nutria o mesmo sentimento por ela!... Será que se a situação tivesse sido inversa, ou seja, se fosse a Helen a desaparecer, eu ficaria também assim preocupada? Será?...

-Vem secar o teu corpo antes que constipes… – Pediu Agarrando-me a mão para me levar até ao quarto de banho.

Enrolou uma toalha rosa ao meu cabelo e uma branca ao meu corpo, ajudando-me a deixar-me com a temperatura normal.

Eu não sabia o que dizer aos seus gestos atenciosos, limitava-me a segui-la para onde ela me puxasse.

Depois de me vestir, sempre em silêncio, ela ligou o secador à tomada e arranjou-me o cabelo com o máximo cuidado para não o estragar.

No decorrer de tudo isto, a hora de sair de casa aproximava-se. Eu não tencionava tomar o pequeno-almoço, como habitualmente, porem, Helen surpreendeu-me mais uma vez, ao preparar-me torradas douradas para comer:

-Onde é que foste, concretamente?... – Inquiriu com os cotovelos em cima da mesa enquanto as mãos seguravam a cabeça.

-Fui à cachoeira… – Admiti sem a olhar nos olhos

-Que cachoeira?! Não há nenhuma aqui perto!

-Há sim! Mas para lá chegar, é preciso atravessar a floresta…

-Tu atravessaste a floresta?!?!

-É já aqui ao lado!... – Defendi-me martirizada – Não há hipótese de me perder…!

-Lana, não voltes lá sozinha! Promete-me!

-não te posso prometer isso!... – Neguei entristecida sem que ela se desse conta.

Helen abanou a cabeça com reprovação e levantou-se virando-me costas, em direcção ao frigorífico, onde guardou o pacote de leite semi-vazio:

-Queres boleia para a escola?

-tu vais lá? – Perguntei admirada. O destino de Helen era no sentido oposto da minha escola.

-Tenho de ir ao agrupamento de forma a tratar da autorização para levar as crianças a uma visita de estudo! Fui encarregue disso pelos outros professores!

-Oh óptimo! – Exclamei, tentando demonstrar entusiasmo.

Helen pegou na minha mochila e abriu a porta de casa. Eu segui-a em direcção ao carro.

-Já sabes onde os vais levar?

-Sim, liguei á directora da escola! Ela confia em mim para decidir por entre as nossas opções, mas gostava de ter mais ideias – Respondeu mais animada – lembraste dos sítios onde foste quando eras pequenina?

-hum… Não muito bem…!

-Eu estava á espera que soubesses para me dares mais ideias, mas enfim, vou ver se os levo a algum lado, nem que seja até outra freguesia!

Sorri com a expressão facial invulgar que Helen fez. Fez-me lembrar um daqueles desenhos animados anime, com expressões cómicas a adornar as caras bem traçadas. Típico dela, querer sair da cidade e explorar o horizonte:

-eu lembro-me de ir a teatros…! – Relembrei

-Isso seria fantástico! – Concordou – Resta saber onde há algum decente aqui perto…! Não me parece que os pais destas poucas crianças, me deixem leva-las para muito longe daqui!

Concordei com Helen em pensamento, mas não lho disse em voz alta pois não tinha intenções de a desencorajar para algo que ela tanto queria. Passados os 20 minutos do costume, a minha escola começou a sobressair-me por entre as casas que a rodeavam. Helen e eu passamos pelas grades do portão ao mesmo tempo, e só nesse momento me apercebi do contraste que nós duas fazíamos uma com a outra. Eu, a morena de olhos e cabelo castanhos, vestida com as roupas escuras e assustadoras -que segundo Gustavo eram “assombradas”-, e Helen, a mulher sem cor, de cabelos loiros e olhos verdes, vestida com uma túnica amarela florida pormenorizada a azul-escuro e verde! Sem dúvida que quem nos visse não dizia que estávamos a acompanharmo-nos, mas a verdade é que estávamos juntas!

Guiei-a até perto da zona onde se situava a secretaria, sem grandes diálogos à mistura. Letícia e Darla foram as primeiras com quem me deparei para meu desagrado. Liliana, Natasha e Rebeca, apareceram de seguida. O olhar delas era confuso tal como eu esperava, e talvez por essa razão elas tenham permanecido nos seus lugares sem se aproximarem de mim:

-Hum…

-O que foi? – Perguntei após ouvir aquele murmúrio tão intencional.

-Então… – Começou mordendo o lábio para travar uma das suas gargalhadas audíveis – Já andas de olho em algum rapaz de cá?

-Eu?! Claro que não! – Respondi envergonhadíssima. O sangue fervilhou-me na cara de tal maneira, que nem sei como Helen não se apercebeu.

-Hum… – repetiu – que pena!... Pensei que era desta…!

-Olha lá, tu já tens namorado, não tens?! – Interroguei retoricamente, com a raiva a fazer-se notar ligeiramente à medida que falava – então não te preocupes comigo! Eu não preciso de nenhum idiota a atrapalhar-me a vida!

-falas dos rapazes como se fossem aberrações!

-E são!

-pensava que só as crianças é que pensavam assim!...

-nesse caso declaro-me como sendo uma!

-Oh Lana, nem parece bem! Uma rapariga tão nova e cheia de vida, com pensamentos desses! Vê-se bem que nunca gostaste de ninguém a sério!

-Gostei, gostei sim – relembrei furiosa –, mas cada um me fez pior que o outro! Cambada de mentirosos!

-Estou ansiosa por te ver engolir essas ideias! Nem todos são iguais!

Helen não conseguiu evitar de soltar uma gargalhada trocista, mesmo típica dela. Eu pelo contrário fiquei tão irritada que só me apetecia bater em alguém! A única parte boa em toda aquela situação foi que ela sossegou e esqueceu o susto que lhe preguei. Esfregou-me o cabelo com a mão, propositadamente para me provocar e acenou aproximando-se da porta da secretaria.

Saí daquele local um pouco aborrecida, e fiz o possível para me afastar o suficiente, de modo a não ter de ouvir comentários infelizes por parte da minha madrinha.

Aquele dia estava abrasador, nem dava para acreditar que num sítio tão húmido como aquele, se poderia sentir tal temperatura. Felizmente a minha roupa, apesar de preta, era um pouco mais fresca do que o habitual, consistindo num leve vestido estilo camisa, umas sandálias de sola grossa, e claro, como não podia faltar, os meus acessórios habituais.

Preparava-me para avançar até à minha sala de aula, mas uma mão leve e fria como a água segurou-me pelo ombro direito:

-Olá Lana! – Proclamou Liliana acompanhada por Rebeca e Natacha.

-Olá meninas!... – Exclamei retribuindo a simpatia.

-Quem era aquela mulher? – Perguntou Natacha sem mais demoras passando para o meu lado esquerdo.

-Quem? A Helen?!

Que pergunta parva, claro que ela se referia a Helen, afinal de contas mais ninguém me acompanhava.

-É tua irmã? – Perguntou Rebeca, com a sua boca pequena.

-não tem parecenças absolutamente nenhumas! – Interrompeu Lili.

-oh, ela não é minha irmã! – Esclareci – Ela é… – Hesitei, pensando na melhor forma de apelida-la. O nome “madrinha” começava a ser pouco para me referir a ela, porem, nada mais me ocorria – é minha madrinha…!

-Ah! Assim já é mais compreensível!

-O que veio ela aqui fazer?

-Tratar de assuntos dela! – Respondi. Não tinha intenções de revelar demasiado sobre a minha vida, e muito menos da de Helen – vamos indo para a sala?

-Oh não, quero ir ao bar, não comi nada ainda! – Referiu Natacha com a mão a poisar na barriga lisa – Alem disso ainda é cedo!

Encolhi os ombros derrotada, e acompanhei-as até ao bar da escola, apreciando todos os recantos do espaço.

Na minha antiga escola, o bar era muito mais espaçoso, com as paredes ilustradas com motivos relacionados com comida, e também com grandes fotos de alunos a decorar a entrada. Era de facto, lindo! Este era tão simples, tão bege e aborrecido! Nem sequer tinha uma esplanada na parte exterior! Mais uma vez perguntei-me: Como seria se estes alunos fossem a uma cidade mais… Citadina?! Provavelmente adorariam, mas também não seria muito gratificante para eles! Aquelas pessoas não tinham bons valores para demonstrar!...

-Ah, vou-me sentar num banco lá fora! – Avisou Liliana com tanto tédio quanto eu.

-Ok, nós vamos já! – Respondeu Rebeca enquanto acompanhava Natacha, sem nada comprar para ela.

Eu segui Liliana calada, admirando cada contorno do edifico chato. Lili sentou-se num muro de cimento, virada para mim, enquanto que eu olhava em redor, ainda de pé.

O som de um autocarro desviou-me as atenções para o exterior da escola. Vários alunos começaram a entrar e a espalharem-se pela zona exterior, alguns vinham na direcção do bar, outros da papelaria, outros da secretaria, e outros na direcção das salas de aula. Apesar de não serem muitos, alguma confusão se mantinha á entrada. Escutei passos na minha direcção e olhei para Liliana. Natasha e Rebeca tinham acabado de se sentar junto a ela.

Voltei a olhar para a entrada, mas desta vez fiquei surpresa de todo.







comentem! Toma toma



bjokas
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#113
Pergunto-me:
-Será que aconteceu à Lana aquilo que penso? O_o
-Será que a pessoa que se aproxima é o Gustavo, mas com algo diferente?
-Ou será a Leticia?
-Quando virá o proximo capitulo? XD

Adorei!!!! Escreves tão bem! Esperancoso
Agora entendo porque adoraste este apitulo. Eu propria tambem o adorei. As tuas descrições melhoram a cada capitulo.

Quero mais!!
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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#114
AnA_Sant0s escreveu:Pergunto-me:
-Será que aconteceu à Lana aquilo que penso? O_o

Ora benhe, eu ainda nao leio pensamentos portanto nao posso responder a isso! Matreiro As respostas estao cada vez mais proximas! Brincalhao

-Será que a pessoa que se aproxima é o Gustavo, mas com algo diferente?
-Ou será a Leticia?

talvez ou talvez!! Brincalhao

-Quando virá o proximo capitulo? XD

Quando os meus queridos leitores vierem comentar! Laughing

Adorei!!!! Escreves tão bem! Esperancoso
Agora entendo porque adoraste este apitulo. Eu propria tambem o adorei. As tuas descrições melhoram a cada capitulo.

Quero mais!!

Aww brigada! Surprised.o:
As minhas descriçoes vao e vêm, depende do meu estado de espirito! Neste capitulo voces vao reparar que os personagens estao sempre a mudar de atitudes, lol, ora estao felizes, ora estao tristes, ora estao irritados! Lol, so dependia mesmo de mim, e infelizmente sei que ha capitulos menos bem escritos do que este, mas pronto! Matreiro
Brigada pelo elogio Ana, o proximo capitulo é dedicado a ti! Matreiro
bjokas
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#116
Dedicado a mim? O_o
Oh, obrigada Razz
Espero que o people comente a tua fic rapidinho, pois quero novo capítulo. Tenho mesmop muita pena que, para além da tua fanfic e uns outras duas (fora a do sammu, que já terminou), as fic que eu mais gosto ficaram paradinhas todo o verão :/
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




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#117
Obrigada Chou! Para mim ja é optimo que alguem leia, e se comentarem melhor, mas eu entendo que ás vezes nao ha tempo nem disponibilidade! Embaracoso
Ainda bem que gostaste!

Aninhas, realmente estou como tu, tantas fic's paradas e sem comentarios! é mesmo uma pena! eu se parar é na altura de aulas, porque para ja vou estando on-line! Matreiro

bjokas
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#118
AI LULU ;___;
eu tou de férias e não tenho muito acesso a net.
NOVO CAPITULO *-*
Bem eu ia fazer as mesmas perguntas da AnA_ SantOs, por isso já sei a resposta.
Mas este capítulo está lindo maravilhoso *-*
Continua assim Mongloide
#119
hum eu começo a achar que a Lana foi violada! ( pode ser uma ideia totalmente absurda mas pronto )

aie lulu escreves maravilhosamente bem

=)

mais pff
#120
gatinha escreveu:hum eu começo a achar que a Lana foi violada! ( pode ser uma ideia totalmente absurda mas pronto )

aie lulu escreves maravilhosamente bem

=)

mais pff

Foi exatamente essa minha ideia. Mas acho que não chegou a ser. Tipo, tentativa de violação.
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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#121
Ai suas malandras, ja a tentar adivinhar! Matreiro
Ate nem estais erradas, mas tal como a Lana nao estais totalmente certas! (pois é, a Lana tambem nao sabe ao certo o que se passa! lol)
Para descobrirem so mesmo la po final da historia, final esse que eu ainda nem escrevi! Matreiro
Obrigada pelos comentarios! Embaracoso
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Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#123
Alô!
Antes de mais, brigada pelos comentarios!
Benhe, eu venho postar a 2ª parte do capitulo, nao é la muito grande, mas compensa pelo que vao ler (axu eu!)! Embaracoso Alem disso se eu pusesse esta parte maior nao ia fazer sentido! Toma toma
Por isso, relax, k assim que eu tiver muitos comentarios nesta pedaço de fic eu posto a ultima parte que é maiorzita!Toma toma

Enjoy:
Capitulo dedicado á Ana_Santos! Uma leitora assidua! Embaracoso

Capitulo V - Camuflagem (parte 2)


Voltei a olhar para a entrada, mas desta vez fiquei surpresa de todo.
Meti a mão á frente da boca com uma ruga de divertimento nos meus olhos. Sem conseguir evitar, o meu riso libertou-se no tom mais divertido que eu alguma vez fui capaz de reproduzir! Aquela imagem era cómica, tão anormal, tão inesperada! Eu não conseguia mesmo parar de gargalhar!

-Lana, que foi? – Perguntou Rebeca olhando para mim animada com a minha postura. De seguida ela e as outras tentaram localizar aquilo que me fazia tanto rir.

-Oh Meu Deus!

Prendi a barriga com as mãos, tentando acalmar as contracções inevitáveis, causadas pelo riso incontrolável. A água salgada juntou-se nos meus olhos de uma só vez, fazendo-me transbordar toda a minha verdadeira alegria.

O riso de Liliana e Natasha ecoaram também na minha mente. Talvez elas se estivessem a rir por eu me rir, ou talvez pelo mesmo motivo que eu, no entanto elas conseguiram controlar melhor as suas emoções, rindo com um pouco mais moderação que eu.

O motivo do meu divertimento estava agora à minha frente, tão próximo de mim quanto eu poderia permitir. Tentei controlar as minhas gargalhadas, mordendo os lábios até os deixar vermelhos, mas cada vez que levantava o rosto e me deparava com aquele rosto sério e anormalmente cómico, não me conseguia controlar.

-Qual é a piada?! – Perguntou o vulto negro com uma postura zangada.

-Gustavo?! – Exclamou Rebeca pasmada a olhar para ele.

Eu voltei a descontrolar o meu divertimento. Nunca vira nada tão engraçado como aquilo! Gustavo, à minha frente, vestido com roupas negras e assustadoras, no entanto hilariantes! As suas calças eram pretas, adornadas com duas ou três correntes diferentes, juntamente com a camisola, também ela negra, e fios horríveis, com picos e cruzes invertidas! Estava tão estranho! Horrível mesmo! Parecia um autêntico anormal!

-não gosto que te rias do meu trabalho! – Avisou entre dentes, com uma cara assustadora.

Subitamente parei de rir. A sua expressão deixou-me verdadeiramente amedrontada.

O pesadelo daquela noite veio-me à memória, o medo que Gustavo se virasse contra mim apoderou-se de da minha mente em poucos segundos, nos quais dei leves passos de recua, sem nunca desviar o meu olhar da sua expressão aterradora. Ele agarrou-me pelo pulso com força, e puxou-me bruscamente para ele, fazendo-me embater contra o seu corpo. Quase dei um grito de terror, mas detive-me para não chamar as atenções. Iam achar-me mais doida do que aquilo que de facto eu era!

O abdómen de Gustavo vibrou um pouco, e de seguida ele próprio começou a rir ás gargalhadas.

Eu levantei o olhar na direcção do seu rosto, evitando demonstrar qualquer sinal de medo, mas assim que vi o seu sorriso divertido e os olhos mudando de direcção, ora para as minhas colegas, ora para o céu, expressando uma enorme simpatia e um brilho de contentamento, um sorriso tímido esboçou-se na minha face. Não haviam motivos para ter medo dele! Gustavo era o palhaço que fazia a criança mais infeliz rir, não o dentista maluco que tinha prazer em assustar!

Voltei a soltar uma pequena gargalhada com a situação, desta vez com um volume mais reduzido:

-se eu soubesse, tinha-me vestido assim muito antes!

-Porque?... – Perguntei enquanto tentava apagar o sorriso largo que me continuava a enfeitar o rosto.

-É gratificante ouvir um riso desses! – Afirmou com os olhos azuis agora fixados em mim – É melodioso e sentido!

As minhas maças do rosto aqueceram, e escutei risinhos e cochichos atrás de mim, vindos das três raparigas que eu ignorara naqueles últimos instantes. Procurei algo para mudar de assunto:

-Fizeste um furo na orelha?! – Perguntei sem mais demoras, elevando a minha mão na direcção do seu lóbulo esquerdo - Meteste um brinco?!

-Claro que não, tonta! Não me quero furar todo!

Baixei a cara adornada com um sorriso tímido e deslizei a minha mão livre pelo peito rijo de Gustavo, enquanto que o meu outro braço permanecia detido pela sua mão grande.

O clima em meu redor cada vez ficava mais pesado, como se houvesse ali um gás para me desmaiar. Neste caso, o gás que me deixava sem os sentidos despertos era a proximidade de Gustavo em relação a mim.

Parecia que tinha entrado num transe profundo, que se espalhava de cada vez que os meus olhos se cruzavam com aquele sorriso contagiante, e com o olhar profundo!

Naquele momento, só queria ser salva em vez de adormecer intoxicada! Ele estava tão próximo de mim, que não havia dificuldade nenhuma em sentir a sua pulsação ou a sua respiraçao quente cruzar-se com a minha, devido à inclinação da sua cabeça.

-Lana?!

Desci á terra. O meu corpo congelou.

Senti tanta vergonha ao reconhecer aquela voz atrás de mim, que nem fui capaz de alterar a minha posição para uma menos comprometedora:

-Helen!!! – Saudou Gustavo alegre, soltando-me o pulso e levantando a cabeça na direcção dela – olá, prazer em conhecer-te, sou o Gustavo! – Prosseguiu aproximando-se dela.

Virei-me lentamente para encarar a minha madrinha! Que pânico! Não estava nada à espera que ela chegasse naquele momento, e muito menos que a reacção de Gustavo fosse tão despreocupada. Ele acabara de lhe dar dois beijos na face quando eu me voltei para eles. Helen olhava-o confusa, perguntando-se de onde poderia conhecer aquele rapaz, e para dizer a verdade, até para mim era estranho como ele aparentava conhece-la:

-ok, isto foi estranho! – Declarou ela.

-Helen! – Exclamei finalmente, sem mostrar o meu constrangimento – Que tal correu?

-não acredito que me mentiste Lana!

-O quê?!

O meu rosto gelou com tal comentário. Helen sabia muito bem, que não era, de todo, uma característica minha mentir!

Liliana, calada até ao momento aproximou-se de mim, deixando Natasha e Rebeca sentadas num banco mais afastado do que aquele onde eu julgava que elas estavam.

-Disseste que não namoravas com ninguém! – Reclamou Helen – Mentiste!

-O quê?!? – Gritei furiosa – Tu não…!? Quer dizer…! E depois…! Estás doida!!! – Consegui dizer por fim.

-calma Lana! – Aconselhou Liliana a sorrir com a sua mão fria poisada nas minhas costas.

Cerrei os dentes de maneira a impedir que alguma coisa indecente saísse da minha boca. Não queria perder a cabeça ali no meio daquelas pessoas! Todavia, ao aperceber-me do olhar provocador de Helen, juntei 2+2!

Ela tinha feito de propósito para me provocar!

-Vá Lana! Sou pouco mais velha do que tu! Não me trates como uma idosa! Eu também namoro, não precisas de ficar assim! – Troçou novamente, deixando-me ainda mais fora de mim.

-Tu estás a delirar! Sabes muito bem que eu não namoro com ele! – Exclamei apontando para Gustavo, atónico com a minha expressão irritada.

Helen começou a rir-se da minha figura e segurou-me pelos ombros divertida:

-Calma Laninha! Se quiseres levar o teu namorado e as tuas amigas lá a casa, não hesites, eu iria adorar!

-Ah, claro, eu não me importo nada! – Respondeu Gustavo Descontraidamente enrolando o seu braço à volta dos meus ombros e prendendo-me a ele com força. – É uma boa ideia, amor…!

Quase morri naquele momento!

Ele estava a entrar no jogo de Helen! Será que eu ficava assim tão bonita quando me irritava a sério?!

-O que estás a fazer?! – Perguntei entre dentes, espetando as minhas unhas no seu braço para que ele me soltasse. Porem ele nem se moveu um pouco, continuava com um sorriso trocista – Isto é castigo! – Murmurei de seguida tentando controlar os meus impulsos – Estás a castigar-me por esta manha, não é?!...

Helen assumiu uma expressão preocupada e menos divertida. Finalmente eu tinha terminado com a sua diversão frustrante.

-Espero que não se volte a repetir! – Balbuciou séria.

Gustavo olhou para ela, e depois para mim, sem ainda me ter largado.

-O que fizeste esta manha? – Perguntou Liliana intrigada.

-Nada…! – Respondi sem humor, sem a olhar nos olhos

-Como nada?! – Rezingou Gustavo passando os seus braços dos meus ombros para a cintura, o que me deixou atrapalhada.

-Não te diz respeito! – Respondi desanimada.

-A Lana pregou-me um susto! – Denunciou Helen – Espero que não voltes a assustar-me!

-Como já te disse, não prometo nada! E então?! – Prossegui de forma a levantar os ânimos – Que tal correu?! Vais fazer algum passeio?!

-Oh, vou sim! – Respondeu animada. Foi bastante fácil faze-la esquecer dos problemas – Já tenho as autorizações! Agora é só mandar os recados para os pais!

-Recados?! Que recados?! – Interrogou Lili curiosa.

-Vou levar as crianças num passeio escolar!

-Porquê?

-A Helen é professora da primária! – Esclareci – vai tentar mostrar algo interessante a estes miúdos perdidos!

-Como se a vila não tivesse o seu próprio interesse! – Balbuciou Gustavo com um sorriso torto.

-Para ti, o interesse da vila neste momento, devo ser eu, não?... – Disse-lhe, de forma a deixa-lo tão embaraçado como ele e Helen me deixaram a mim.

Todavia ele lançou-me o sorriso quente que me intoxicava. Não ficou minimamente embaraçado, pelo contrário, concordou comigo:

-Realmente, estás no topo da minha lista de interesses!

O feitiço virou-se contra o feiticeiro!

Eu queria embaraça-lo a ele, e não a mim mesma! Só me enterrei mais!

Estava farta de ser gozada por Helen e por ele! Até estava com receio que Liliana começasse também a troçar de mim!

Virei costas àquele pequeno grupo de pessoas, e sem nada proclamar, de braços cruzados e com um esgar no rosto, abandonei o local rumo á minha sala de aula. Felizmente para mim, ninguém me seguiu. Felizmente.


Ok, toka a comentar, please! :g1: Eu gosto tanto deste capitulo, nao me façam a desfeita! Matreiro
e vejam o lado positivo de ser pekeno: assim adoçam o bico! Matreiro
bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#124
lulu ta absolutamente lindo Esperancoso

qero mais !

ahahah o gustavo feito gotico devia ser de rir

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