Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

[Terminada] Angelical

#83
Obrigada pelo apoio Monica!
É muito bom saber que ha gente que gosta da fic e aprecia a minha escrita! Embaracoso
Parecendo que nao estes pequenos comentarios ja nos deixam felizes! Embaracoso


lulumoon escreveu:lol meninas, eu nem sei que diga! Matreiro

Aninhas- kero que actualizes as duas da sailor moon ( a outra eu nao leio pk nao tou dentro do assunto! Matreiro)!
Ainda me has-de explicar melhor esse teu sonho (eu tambem tenho muitos sonhos, aliás, é a partir de alguns deles que eu crio historias muito minis! lol)b e adoro ouvi-los (ou lê-los! Toma toma)! A cena da cor nao vais descobrir já! Matreiro


O que? O_O
Esquece os outros comentários, que o people deve tar atrasado (tipo a meio de uma reunião) para não comentar. Posta!!!!

Até te conto o sonho, mas só se for por MP. Nunca se sabe se eu estou certa Embaracoso
Já estou a preparar os capitulos das minhas fanfics. Mas não tenho data prevista para o post.

Vah, eu tenho de esperar por mais comentarios se nao a fic vai á falencia! lol
Voces tem de me ajudar a ganhar + leitores! Tipo se eu soubesse mexer em Photoshop fazia-se assim uma sign toda pra frentex para atrair pessoal! lol, e voces podiam tar assim no moteto com pessoas e diziam assim: "olha vai ali ler akela fic, oh pah, é mesmo gira, nao podes perder! Matreiro"
Vah, mas isso agora so com tempo! lol

Eu quero que me contes o sonho! Manda por MP e eu depois logo te digo se estás lá perto ou nao! Embaracoso

bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#84
Do que li até agora, não tenho palavras para descrever Very Happy adoro, adoro, adoro, e quero mais, mais e mais Very Happy continuação de bom trabalho e mal posso esperar por mais capitulos ;D
#85
Bah, eu me lembro que fazia usebars pra divulgar as fics que gostava, mas agora tô sem tempo Lulu Matreiro Matreiro Matreiro senão faria com muito prazer! Jurava ter comentado o capítulo 3, mas sumiu O.O bem, adorei esses dois capítulos, tens uma forma de escrever que é bem solta no sentido de ser leve e cativante, adoro isso em um texto, tanto que agora na reta final da pós estou tentando deixar assim Matreiro... continua aqui, dá um gás aqui pra mim, preciso de distração das fórmulas, vá! Matreiro

Presente do Brancus- Visitem www.imagevisiondesign.com

Semi-ausente até março Neutral
Moon Revenge- exerto do volume 2 publicado 02/01
#86
Aih que bom, uma nova Leitora!
Obrigada SofiaFlower por teres vindo ler a minha fic e teres comentado! Embaracoso

Chou, brigada! Embaracoso
Ainda bem que gostas da minha ecsrita, ás vezes tenho medo de a tornar demasiado aborrecida, e ja sabem, quando eu começar a chatear avisem! Matreiro
Eu posto o proximo capitulo hoje á noite em principio
Ja nao falta muito! Embaracoso

bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#87
epa eu ando mesmo na lua.
pensava que ja tinha comentado.
OMG eu cada vez gosto mais do desenrolar desta fic.
tou para ver o que vai sair da amizade destes dois...
posta rapido sim *-*
#88
Obrigada Joaninha, os vossos comentarios sao muito importantes para mim, se nao fossem voces eu acho que nem escrevia mais! lool

Agora trago a segunda parte! Embaracoso

Capitulo IIII - Visita guiada (2ª parte)


Nem queria acreditar naquilo que via á minha frente!

Eu encontrava-me em cima de uma rocha fria e escorregadia, com uma superfície tão lisa que dava a sensação de ter sido esculpida por algum artista. Debaixo dela, havia água límpida e cristalina que permitia vislumbrar o fundo sem dificuldade. Depois, os raios de sol que penetravam pelos ramos das árvores frescas, embatiam na superfície, fazendo reflectir pequenos feixes coloridos para adornar o ar puro e fresco daquele belo local!

Estava maravilhada, nem queria acreditar que podia encontrar algo assim num sítio tão pacato.

Não fui capaz sequer de proclamar algo, nem avançar ou recuar. Estava imóvel.

-Apaixonante não é? – Perguntou Gustavo soltando-me – Pensar que moras aqui à beira e não conhecias isto!

Não respondi. Não havia nada a responder.

Gustavo passou à minha frente e apoiando uma mão num tronco velho desceu um pouco, parando numa outra rocha abaixo daquela em que me encontrava. Ele aproximava-se cada vez mais da água fresca, sem olhar para trás:

-Espera! – Exclamei de repente

-Queres vir? – Perguntou admirado, sem motivo que o justificasse

Acenei com a cabeça afirmativamente e levantei o meu braço na sua direcção, com a mão esticada para ele:

-Ajuda-me… – Pedi, sentindo-me corar.

Gustavo voltou para trás na minha direcção e agarrou-me pelo pulso, fazendo com que eu segurasse também o dele. Apoiei a minha outra mão no seu ombro e ele por sua vez meteu a sua mão livre na minha anca, muito levemente para não me atrapalhar. Desviei rapidamente o olhar do chão que eu pisava para atingir a sua face. Queria saber onde ele tinha os olhos, ou que expressão emancipava do seu interior. Estava sério, alterando a direcção dos seus olhos azuis rapidamente. Ora olhava para o meu rosto, ora olhava para os meus pés, de forma a saber o que eu pisava, ora olhava para as suas mãos assentes em mim. Desviei o olhar novamente para o chão um pouco atrapalhada e desci com cuidado pela rocha molhada. Depois dei 2 pequenos passos para o passar à frente e tentei equilibrar-me sem a sua ajuda:

-Isto é… Fantástico! – Exclamei animada acelerando o passo para mais perto da água.

Tirei as sandálias pretas e pu-las cuidadosamente em cima de um pedregulho seco.

Aninhei-me em frente à margem escorregadia da cachoeira e mergulhei as minhas mãos na água gelada:

-hum! Está perfeita! – Murmurei para mim mesma – se pudesse mergulhava-me imediatamente!

-A água está gelada! – Relembrou Gustavo aparecendo atrás de mim de repente – Bolas, que masoquista! Gostas mesmo de coisas anormais!

-já sabes… Normal é coisa que não sou, nem nunca serei!

Gustavo baixou-se ao meu lado para sentir a temperatura da água, e estremeceu ao mínimo toque. Não devia estar habituado ao frio, apesar de morar num local tão húmido.

Levantei-me juntamente com ele e com a ponta dos meus dedos do pé remexi ligeiramente com a água fria. De seguida peguei nas minhas sandálias e agarrada a uma rocha tentei atravessar para uma outra parte da cachoeira, sempre com Gustavo a servir-me de guarda-costas.

-É melhor ir-mos visitar outros locais, caso contrario perdemos a manha!

-Afinal que horas são?! – Perguntei agarrando o seu pulso para ver o relógio

-dez horas!

-Só?! A que horas me tiraste de casa?!

-Á uma hora atrás! O tempo corre!

-Pois eu cá, acho que ainda é muito cedo!

-Não, não é! A vila é muito para alem deste lugar! – Afirmou voltando a aproximar-se da mata – Vamos ver o que se segue?

Revirei os olhos revoltada, mas não refilei. Avancei com ele para a densa floresta verde.

Tentei decorar o percurso. Queria voltar àquele lugar o mais breve possível!

Voltamos a passar em frente à minha casa, mas em vez de lá entrarmos subimos pelo caminho por onde eu ia apanhar o autocarro. Passamos por três casas já gastas à medida que nos aproximávamos do topo da subida cansativa. Gustavo fez-me sentar no muro de uma capelinha face à estrada para descansar, e apontou para o horizonte, lugar que eu nunca tivera trabalho de contemplar desde que chegara à nova cidade.

Era como se aquilo fosse a foto de um postal. As árvores altas ainda não me tinham deixado contemplar a magnífica barragem que se estendia entre elas. Era como se fosse um lago gigantesco, com uma tonalidade esverdeada devido à vegetação abundante. Não sabia onde terminava a barragem, mas tinha a certeza que se prolongava bastante. Ao longe conseguia ver duas pontes próximas, por onde passavam alguns carros, e do outro lado, na margem, haviam motas de agua, barcos, e outros transportes aquáticos intactos. Fora dessa perspectiva havia monte e mais monte, que acompanhava a serra até ao seu cume! No entanto, mesmo que quisesse não conseguiria explorar aquilo tudo durante a manha. A única coisa que estava próxima de mim era a estrada assustadora, cheia de curvas e movimentada. Talvez a única assim daquele lugar.

Gustavo já estava de pé, em frente a ela, enquanto eu continuava a analisar tudo o que fosse possível naquele momento. Num simples aumento de voz ele chamou-me. Corri até ele animada, à espera de saber o que havia ali para eu encontrar

-Vamos até a vila Geres! – Propôs.

-Não é aí que estamos?!

Ele olhou-me de soslaio

-Não estavas mesmo a gozar quando disseste que não sabias a tua morada! – Reconheceu – Tu moras na freguesia de Vilar da veiga! Vila Geres á já a seguir!

-Ah… E tu moras aonde? – quis saber.

-Rio Caldo!

-Sou mesmo atrasadinha… - murmurei para mim mesma.

-bem, vamos lá!

Gustavo começou a andar em direcção à estrada perigosa e eu, ainda receosa, acompanhei-o pela orla do caminho.

Sempre atrás dele, ansiava pelo fim daquele horrível percurso. Felizmente, em menos de nada as curvas terminaram e sucederam-lhe uma rotunda, onde por trás se encontravam varias casas, algumas lojas e um ou dois cafés.

Ali a velocidade dos carros era mais branda, pelo que tentei ficar lado a lado de Gustavo:

-Onde vamos primeiro?

-O que te apetece fazer? – Perguntou

-Não sei!... – Respondi com sinceridade – estou à espera que tu me digas!

-Vamos visitar a Liliana e o Pedro?

-Pedro…? Ah! O irmão dela! – Reflecti – Não me parece que a Liliana que queira ver…

-Porque? – Perguntou travando-me com o braço de forma a ficar de frente para ele.

-Acho… Acho que…

O olhar profundo de Gustavo penetrou bem no interior dos meus olhos, fazendo-me perder a noção do que ia dizer. Soltei um esgar confuso, como se não me lembrasse da pergunta, e a partir daí o meu olhar manteve-se sério, enquanto esperava que ele desviasse o seu. Eu não seria capaz de o fazer. Tinha perdido completamente o raciocínio do que se passava, nunca me tinha sentido tão controlada por algo ou alguém daquela forma, como se os seus olhos azuis fossem mais fortes do que as próprias mãos que me seguravam.

Pela primeira vez senti-me feia!...

O olhar dele superava qualquer padrão de beleza que eu alguma vez tivera. Era incrível! A sua íris difundia três tons de azul, tão distintos que pareciam pertencer a olhos diferentes. Os meus, ao contrário dele, eram de uma tonalidade vulgar de castanho claro. Nunca na vida conseguiriam agarrar alguém, como os de Gustavo me agarravam. No entanto ele também não desviava o profundo oceano que decorava a sua face de mim. Avaliava-me? Provavelmente…

-Porquê? – Perguntou novamente, desviando finalmente a sua cara noutra direcção.

Inspirei um pouco de ar enquanto tentava descobrir o que ele perguntara antes disso.

“De que estávamos a falar mesmo?!”

-Porque é que achas que a Liliana não quer falar contigo? – Concluiu para meu agrado.

-Lês pensamentos? - Perguntei, sem me aperceber que ele escutara a minha questão. Supostamente eu não iria perguntar aquilo, o facto é que ele tinha repetido a pergunta como eu tanto queria.

Sorriu ironicamente:

-Sim, leio!

Arregalei os olhos incrédulos.

-Estou a gozar! – Continuou rodeando os meus ombros com o braço – Devemos ser almas gémeas!

-ehh! Não me parece! – Respondi enquanto tentava soltar-me rapidamente, para seu desagrado.

-Mas então o que aconteceu? Porque não haveria a Lili de não te querer ver?

-Oh nada de mais! – Menti, de forma a não lhe explicar que me recusei a ajuda-lo a afastar Letícia do seu caminho – Não sou muito bem vista por algumas raparigas!

-Oh, a Liliana é óptima! Ela simpatiza contigo! Não é esquisita nos gostos!

-Claro que não… – concordei num murmúrio

De repente uma buzina fez-me saltar com o susto. Estava ainda em cima da passadeira, bem junto do passeio, correndo o risco de ser atropelada. O carro vermelho e antigo, onde um homem forte buzinava assustou-me. Gustavo agarrou-me pelo braço e arrastou-me para cima do passeio rapidamente, fazendo um pequeno aceno para o carro avançar. Empurrou-me, literalmente, em direcção à entrada de um café, decorado com alguns motivos relacionados com água, mais especificamente peixes.

-não tenho fome! – Avisei

-Nós também não vamos comer!

Revirei os olhos e entramos no estabelecimento. Imobilizei ao ver uma pintura na parede com uma grande barbatana cor-de-laranja. Recuei um pouco atrás. Aquela barbatana não me era estranha. Era praticamente igual à que vi na piscina! Linda, graciosa e de um tamanho grandioso.

Gustavo sacudiu-me para me trazer à realidade e tentou que eu parasse de olhar para a parede:

-Dá os parabéns a Liliana, mas não fiques aí especada!

-Parabéns?! Porque?!

-Ela pintou isso! Agora vem!

-Grande artista… – murmurei para mim mesma

Segui Gustavo até ao balcão do café, olhando sempre para a decoração estranha. Ao contrário do que pensei anteriormente o café não apresentava motivos marítimos, mas sim motivos animalistas. Depois do rabo de peixe numa parede, vi outros animais a adornarem o espaço, entre eles, papagaios e pássaros coloridos, peixinhos agrupados, alguns insectos, borboletas, cobras e alguns répteis.

-Pedro! – Chamou, e de seguida bateu palmas.

Uma aranha preta e peluda caiu à frente dos meus olhos, e involuntariamente soltei um grito assustado, segurando-me ao casaco de Gustavo. Odiava aqueles animaizinhos nojentos! Ele riu-se da minha figura e só ai percebi que a aranha era falsa!

-Pensei que as aranhas não incomodavam as pessoas como tu, que se vestem de preto e mantêm um estilo assombrado!

Virei a cara ofendida e cruzei os braços.

O café tinha apenas alguma pessoas, ainda a tomarem o pequeno-almoço. Uma empregada vestida de vermelho aproximou-se de nós dois:

-Bom dia Liliana! – Cumprimentou Gustavo com um sorriso contagiante.
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Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#89
Onde tá a outra parte??? O_o Não podes fazer isto! É crime. Vou-em queixar á Associação em Desefa dos Amantes de Fanfics que Fartam-se de Esperar por Novos Capítulos (DAFFENC)!!!

Ehehe, o Gustavo lê mesmo pensamentos ou tavas a brincar? Se for, isto vai parecer o Crepusculo (com a diferença de ele conseguir ler os de Lana) xDD

QUERO MAIS!!!
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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#90
Desculpa Ana, o meu pc foi abaixo e eu nao consegui postar tudu, mas ja trago a continuaçao! lol


Voltei a olhar para a rapariga que estava perto de nós. Quase não a reconhecia, com o cabelo preso por um totó. Liliana ficava muito diferente com trajes de trabalho:

-Olá Gustavo! – Saudou alegremente, mudando de expressão quando se dirigiu a mim – Olá Lana…

-Olá… – retribuí sem vontade

-Lili, o teu irmão? – Perguntou o meu acompanhante tentando disfarçar a curiosidade que lhe surgiu pelo cumprimento que Liliana me deu.

-oh, ele foi lá dentro fazer um pedido, não demora nada!

-óptimo, eu vou à casa de banho, volto já!

Gustavo passou a mão pelo meu cabelo ao mesmo ritmo que se afastou de nós, sem que ninguém se apercebesse.

Percorreu o café até a uma porta azul do outro lado. Eu fiquei sozinha com Liliana.

Ela preparou-se para se afastar

-Liliana! – Proclamei antes de ela me fugir – estás zangada comigo?!

-Estou desiludida! - Prontificou

-Oh, mas porque?! Por algo tão insignificante como…

-Recusaste ajudar! – Interrompeu visivelmente ofendida – Nem percebo como estás aqui com ele hoje!

Suspirei para me manter calma

-ele é que veio ter comigo!

-Mas não te custou nada acompanha-lo! Porque há-de custar na escola?!

-Oh, tu não entendes! Ele faz muitas perguntas, eu não lhe posso responder a tudo!

-Por favor, isso é um absurdo!

-é verdade, se o conheceres minimamente, entendes que ele é muito… Indiscreto!

-e tu achas que conhece-lo bem? – Perguntou irritada.

-Não é isso! – Defendi-me

-Desculpe… – interrompeu uma mulher, dirigida a Liliana – Queria pagar!

-Qual era a mesa? – Perguntou ignorando-me de forma irritante

-aquela ali ao fundo! – Respondeu apontando para o fundo do café.

-mesa 4… Duas meias de leite, um café, um croissant e uma torrada? – Perguntou de forma a confirmar – 3,61€

A senhora abriu a carteira e retirou o dinheiro para pagar. De seguida Liliana voltou a ficar livre e eu reflecti:

-Já sei! – Exclamei vitoriosa – já percebi porque estás tão chateada comigo!

A maneira como ela reagia á presença de Letícia junto de Gustavo, a forma como ela o queria proteger, e como o estimava. Já era compreensível!

-Porque não ajudas o Gustavo! – Concluiu ela

-não, tu gostas dele! Não queres que a Letz se aproxime por causa disso!

-Estás doida?! – Perguntou ofendida – se eu gostasse dele, eu própria faria tudo para estar perto dele! Que parvoíce!

-não me surpreenderia que isso fosse mentira! E se a Letícia é que é a prejudicada nesta historia? E se tu é que queres manipula-lo?! – Interroguei num tom de voz mais elevado. Por algum motivo começava a sentir-me enervada, e a dor nas minhas costas voltou a invadir-me de forma persistente.

-Estás a ofender-me! Eu não inventei nada disto, ok?! Não gosto dele, mas também não quero que uma maluca como a Letz brinque e jogue sujo!

-Vá lá, ela não deve ser assim tão má!

Nisto fui interrompida por Pedro. Estava vestido também com uma t-shirt vermelha, e com umas calças de ganga escura. Ele olhou para mim com algum desdém. Parecia que de cada vez que me via, se assustava e que me temia.

Aproximou-se de Liliana do outro lado do balcão branco e falou-nos ás duas:

-Estavam a falar muito alto, vejam lá se se controlam ou afugentam os clientes!

-Desculpa! – Murmurei, tanto para um como para outro.

Voltei a sentir uma mão morna tocar-me na anca e estremeci. Senti que a minha imagem facial se alterou naquele momento, contudo não sei se passei do estado duro e firme para o envergonhado, ou do estado irritado para o calmo e sereno. Realmente, para mim, Gustavo era o misto de sensações. Não era capaz de avaliar a sua companhia como boa ou má! Era impossível!

-O que andam os dois a fazer? – Perguntou Liliana de forma estranha.

-sirvo de guia turístico deste magnifico lugar!

- E eu sou a turista idiota! – Conclui aborrecida – …Era melhor ir andando!

Gustavo olhou para mim com as sobrancelhas franzidas. Pela segunda vez fixou o seu olhar azul em mim! Mas que irritante era ficar hipnotizada por ele! Mordi o lábio irritado e tentei controlar-me a mim mesma. Virei o rosto com uma cara que emancipava fúria:

-Muito bem! – Proclamou ele fixado em mim com um ar duvidoso – Nós voltamos cá à hora de almoço!

Oh, senti tanta vontade de esgana-lo naquele momento! Eu queria sair dali, não voltar!

-Até logo! – Exclamou Liliana virando-nos costas em direcção à cozinha.

-Tchau! – Proclamou Pedro confuso.

Gustavo voltou a empurrar-me porta fora, e andamos alguns metros pela vila.

Passamos por algumas lojinhas de artesanato, e um velho parque de mini golfe que fazia parte de um hotel abandonado. Vi senhoras idosas a vender mel, chás, compotas e outros doces na face da estrada. Haviam também homens a vender bijutarias feitas à mão, ao longo dos metros que se tornaram quilómetros. Durante esse espaço de tempo, tanto eu como Gustavo não nos falamos. Não lhe dirigi a palavra, apesar de perceber que a curiosidade fervia-lhe nas veias, ansioso por fazer a questão do dia!

O caminho começou a ter uma elevação cansativa depois de passarmos pelas famosas termas do Geres! Subi, lado a lado com Gustavo, e voltei a sentir árvores a rodearem-me, apesar destas serem em menos quantidade e mostrarem um aspecto menos denso devido ás mesas de piquenique que se prolongavam por mais e mais quilómetros.

Cansada, sentei-me num banquinho de pedra e apoiei-me na mesa.

-Vá pergunta! – Incentivei. Nunca tinha deixado ninguém fazer-me perguntas. Gustavo estava com sorte, ou melhor, eu sabia o quão curioso ele estava e o como essa curiosidade o deixava inquieto.

-O que aconteceu no café com a Liliana? Porque mudaste de atitude de repente? E o que se passou contigo ontem?

-Disse para perguntares, mas pensei que tinhas entendido que era uma só pergunta!

Gustavo fez uma pausa e sorriu. Sentou-se ao meu lado no banco de pedra.

-não me obrigues a escolher entre estas perguntas! – Pediu – já sei! – Pausou novamente – vamos por ordem! O que aconteceu ontem?! E não adianta dizeres que não te lembras!

-Adormeci no chão! Próxima pergunta!

-Isso não foi resposta! Porque adormeceste no chão?!

-estava cansada! – Afirmei automaticamente.

-E?...

-E é só isso!

-oh, não acredito nisso! – Respondeu. De seguida olhou para mim – Estás com algum problema? Estás triste? É por causa da mudança?! Sentes-te só, é isso?

-é impressionante como cada pergunta tua, tem tantas questões secundárias!

-Não mudes de assunto!

-Não se passa nada! Estava apenas cansada do caminho para casa!

-Eu segui-te, sei muito bem que não é assim tão esgotante!

-Oh, mas isso é para ti! – Balbuciei irritada. Como é que ele era tão atento?! – Não há mais nenhuma resposta para essa pergunta!

-Muito bem! – Concordou pouco convencido – e agora? O que aconteceu no café?

-Como te disse nem todas as raparigas me vêm da melhor maneira!

-O que queres dizer com isso?! A Liliana não gosta de ti, é?!

-Não… não é isso! Ela… É melhor do que as outras, sem duvida, mas… – Não tinha a certeza do que ia dizer a seguir. Sentia-me um pouco mal – Talvez o problema seja mesmo eu... – Declarei baixando a cara.

-Então foi por isso que mudaste de reacção comigo? – Interrogou, saindo do banco para a minha frente. Pôs-se de joelhos virado na minha direcção, apoiando-se nas minhas pernas com os braços entrelaçados, a servirem-lhe de almofada para o queixo

-Mudei?

-quando estávamos na cachoeira estavas mais simpática e calma. Depois de sairmos do café, ficaste novamente agressiva, como és no dia a dia! Diz-me…Tu vestes-te de preto por seres agressiva?!

-Não!... – Respondi divertida, abafando um riso pela sua tentativa frustrada de me entender.

-Então porque é?

-descobre por ti mesmo!... – E levantei-me fazendo-o desequilibrar-se

Comecei a descer o caminho para regressar à vila, e esperei que Gustavo me seguisse. Voltei a fazer o mesmo percurso cansativo enquanto pensava na melhor maneira de acalmar Liliana.

De repente, detive-me e olhei para Gustavo:

-Que horas são?!

-meio-dia! – Respondeu olhando para o ecrã do telemóvel.

-Oh, não dá tempo para ir a casa!

-porque havias de ir a casa agora?

- Não trouxe mochila!

-Ah, deixa lá isso! Só temos duas aulas hoje! Ninguém se vai aperceber!

Não me admirei nada com a tranquilidade de Gustavo. Provavelmente ele passava por esta situação imensas vezes e já nem se importava com o que acontecia.

Felizmente tinha comigo algum dinheiro e o passe do autocarro.

Suspirei ao avistar novamente o café de Liliana, para onde certamente, Gustavo me levava.
Já me estava a conformar com outro raspanete vindo de liliana...

Va agora podem comentar! Matreiro

PS: Bem eu tinha muitas fotografias do geres que eu propria tirei para meter aqui, mas o mue rico paizinho foi rebelar umas fotos e perdeu o cartao memoria! Mal disposto'
Agora nao tenho fotos! Mal disposto' Vou tentar encontrar algumas no computador cabeçudo, mas nao prometo nada!
Ah, e Ana, nao, aara seu desgosto o gustavo nao lê pensamentos! Matreiro
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#91
Hum... ainda assim vou fazer queixa à DAFFENC. xDD

Não acho que a Liliana goste do Gustavo, mas talvez deteste tanto a Leticia que faria qualquer coisa para prejudicá-la. Gostei ainda mais por saber que a Lana ainda nao fez amigas. E assim desaparece o cliché que mais faz lembrar as BRATZ Mal disposto

Adoro quando o Gustavo faz perguntas. Espero que ele não desista. A Lana construiu muros de barro. Deita-se um pouco e água e vai-se abaixo x)

Continua Embaracoso
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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#92
Looll!
Essa das Bratz! OMG! Matreiro
Vah, no final da historia vao entender melhor a situaçao destas meninas todas! lol
A Lana é menina da cidade, e Elas sao meninas do campo, logo mexericos é com elas. So resta saber quais sao as verdades e quais sao as mentiras! Very Happy
A Lanita bem que precisava de uma mangueirada de agua, se bem que os muros dela nao sao um barro tao fragil como parece! lool
So o tempo trará respostas! Embaracoso
bjokas
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#93
mexericos? estou pronta para eles O_O
Já imagino, o Gustavo e a Lana ficarem amigos e toda a gente começarem a dizer que são namorados. Se chegarem a dar um beijo, já falam em casório Matreiro

O Barro da Lana é forte? Atão chamemos os bombeiros que eles têm grandes mangueiras!!!! x) (não retirem comentários obsenos desta afirmação Mal disposto)
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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#94
AnA_Sant0s escreveu:mexericos? estou pronta para eles O_O
Já imagino, o Gustavo e a Lana ficarem amigos e toda a gente começarem a dizer que são namorados. Se chegarem a dar um beijo, já falam em casório Matreiro

O Barro da Lana é forte? Atão chamemos os bombeiros que eles têm grandes mangueiras!!!! x) (não retirem comentários obsenos desta afirmação Mal disposto)

vah, nao vao dizer que eles sao namorados nem que vao casar. Pa dizer a verdade nao vao inventar muitos mexericos, mas ás vezes podem nao entender bem certas coisas (parolos! (acabei de me chamar parola a mim mesma, visto que sou menina do campo! Toma toma))

Ai essas dos bombeiros! hehe, sim ela realmente precisava de muita agua, mas ela vai te-la! hehehe!

Esta gente anda toda fora de linha! Isto ja nao se comenta nada! v.v'
Ana vou ter de me queixar á DAFFENC par ver se os leitores acordam! Matreiro
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#96
lulumoon escreveu:
AnA_Sant0s escreveu:mexericos? estou pronta para eles O_O
Já imagino, o Gustavo e a Lana ficarem amigos e toda a gente começarem a dizer que são namorados. Se chegarem a dar um beijo, já falam em casório Matreiro

O Barro da Lana é forte? Atão chamemos os bombeiros que eles têm grandes mangueiras!!!! x) (não retirem comentários obsenos desta afirmação Mal disposto)

vah, nao vao dizer que eles sao namorados nem que vao casar. Pa dizer a verdade nao vao inventar muitos mexericos, mas ás vezes podem nao entender bem certas coisas (parolos! (acabei de me chamar parola a mim mesma, visto que sou menina do campo! Toma toma))

Ai essas dos bombeiros! hehe, sim ela realmente precisava de muita agua, mas ela vai te-la! hehehe!

Esta gente anda toda fora de linha! Isto ja nao se comenta nada! v.v'
Ana vou ter de me queixar á DAFFENC par ver se os leitores acordam! Matreiro



OMG matei me Matreiro
tenho mesmo de acordar ando a comentar esta fic mil anos depois de ser postada...
mas va posta mais um capitulo sim? Surprised.o:
eu que gosto tanto das tuas fics.
#97
lulu desculpa naO ter cOmentadO mais cedO mas e que eu naO tenhO vindO a net durante muitO tempO. .

bOm Os capitulOs taO mesmO espetaculares. . tu naO pOdes pralOs assim em mOmentOs impOrtantes senaO uma pessOa da em dOida. . a tua escrita ta cada vez melhOr parabens

pOsta mais rapidO sff
#98
Obrigada Joaninha e Gatinha!
Vah, eu perdoo-vos os vossos atrasos! Toma toma
Obrigada por continuarem a acompanhar!
bjokas! Embaracoso
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#99
bem bem bem! vim traer a ultima parte do capitulo!
Espero que gostem! Embaracoso

Capitulo IV - 3ª parte


Suspirei ao avistar novamente o café de Liliana, para onde certamente, Gustavo me levava.

Tal como previa, entramos no estabelecimento e ele conduziu-me com a mão a prender-me a parte superior do meu braço, até uma mesa junto à janela.

Desta vez haviam mais pessoas a almoçar, espalhadas pelas pequenas mesas de todo o salão, e três empregados entravam e saíam da cozinha com pratos e refeições, entre os quais Pedro e Lili.

Gustavo sentou-se em frente a mim e entregou-me o menu:

-O que te apetece comer? – Perguntou – eu pago!

Espreitei-o por cima da ementa, desconfiada:

-não tenho fome! – Menti entregando-lha de volta.

-Mas já que estás aqui, não me faças a desfeita de não comeres!

-está bem, mas eu pago a minha parte!

-Nã, nã! – Respondeu abanando a cabeça negativamente – Hoje o teu dia está por minha conta!

Suspirei como resposta.

Com os cotovelos em cima da mesa, segurei a minha cabeça com as mãos, desanimada, enquanto olhava pela janela. A vista não era nada de especial, apenas um pequeno riacho vindo do meio da mata, e os carros a fazerem um pouco de trânsito devido à hora de almoço. Voltei a olhar em frente, e deparei-me com a atenção de Gustavo posta em mim. Franzi o sobrolho desconfortável e coloquei os braços debaixo da mesa, adoptando uma postura rija.

-O que foi?... – Perguntei.

-Nada…! – Respondeu – Gosto mesmo de te observar!

-Mas eu não gosto que faças isso!

-Pareces um pouco desconfortável por estarmos aqui! – Continuou ignorando o que eu lhe acabara de dizer – É por causa dela?

-Captas tudo?...

-Quase!... – Admitiu esboçando um sorriso branco e perfeito – queres que eu saia e a chame para conversarem?...

-não, claro que não! – Neguei aflita.

-Vou fazê-lo à mesma!

Levantou-se sem eu ter tempo de o impedir, com um sorriso trocista que me deixou fula. Apanhou Liliana livre e segredou-lhe algo. Ela olhou para mim aborrecida e entregou-lhe o seu bloco de notas. De seguida aproximou-se de mim e sentou-se na cadeira de Gustavo:

-diz!

-digo o quê?

-O que queres? – Retorquiu – O Gustavo disse que querias falar comigo!

-Ah, que mentiroso! – Insultei avistando-o a servir uma mesa – ele tomou o teu lugar?!

-Não mudes de assunto! Tens alguma coisa para me dizer?

-Não…! Quer dizer, sim! Quero que… Que não fiques chateada comigo!

-Como achas que posso fazer isso?! Fiquei muito ofendida com o que disseste esta manha! Achavas mesmo que eu é que gostava do Gustavo e que a Letícia era a vítima!? Valha-me Deus…

-Como posso eu ter a certeza de alguma coisa? Acabei de chegar de outra cidade, não conheço as pessoas e todos me olham com desdém!

-Eu não te olhei com desdém! Acho que fui bastante simpática aliás!

-Pois foste! – Concordei – Mas eu não sou capaz de fazer certas coisas que me pedem!

-Sinceramente… – Balbuciou – Tu estiveste a manha toda com o Gustavo, e importas-te de estar com ele noutras circunstâncias?!

-Ele hoje não está tão indiscreto como é costume!

-O Gustavo é um amor, não digas o contrário!

-Não sei, não o conheço bem! – Respondi corada.

-Mais um motivo para ajudares a afastar a Letz! Assim conhece-lo melhor!

-essa não me convence!

-Bolas miúda, o que é preciso fazer para te convencer, afinal? – Perguntou irritada.

-O que vai ser? – Interrompeu Gustavo com o bloco e caneta na mão. Provavelmente apercebeu-se que a conversa estava a tomar um rumo negativo novamente.

Liliana levantou-se e pegou nos seus pertences, agradecendo a Gustavo pela ajuda. Olhou para mim e fez a mesma pergunta dele:

-O mesmo do costume! – Declarou o meu acompanhante

-eu não quero nada!

-Lana… – chamou Gustavo com um olhar reprovador na minha direcção.

Abri o menu contrariada e pedi a primeira coisa que me pareceu bem:

-Pode ser uma baguete de atum!

Liliana mordeu o lábio e sorriu, lançando um olhar engraçado a Gustavo enquanto apontava o meu pedido.

- E para beber?...

-Um Ice Tea!...

-De quê? – Voltou a sorrir.

-Limão!

Desta vez o seu sorriso abriu por completo, mostrando todos os seus dentes. Não percebi qual o motivo da sua alegria. Havia algo de errado com o meu pedido?!

Preparou-se para virar costas, mas assim que o fez deteve-se e antes que Gustavo se sentasse arrastou-o para uma mesa de apenas duas pessoas:

-anda para ali Lana! – Ordenou, perdendo o humor.

-Porquê?!

-Se não a vitima senta-se junto de vós!

-Não percebi! – Admitiu Gustavo dirigindo-se para a outra mesa.

-Queres aturar a Letícia?

-O quê?

-Sentem-se! – Ordenou voltando ao seu trabalho.

Olhei por cima do ombro de Gustavo, e pela porta de vidro, vislumbrei Letícia e Darla a entrarem muito graciosamente, as duas vestidas de amarelo claro.

Senti o meu estômago enrolar-se todo só por vê-las. Já estava a prever, elas não iam tirar os olhos de nós os dois!

Gustavo apercebeu-se da minha reacção e olhou para trás. De seguida riu-se para mim:

-Não me digas que a Letícia te assusta! – Ironizou – Nem parece teu!

-Ela não me assusta! – Defendi-me – Mas não me sinto bem com a presença dela, sabendo que nunca mais vai desviar o olhar de nós os dois!...

-Achas que vai olhar para nós?

- Sei que vai!

E tal como eu disse, mal ela olhou em redor a sua atenção parou em mim e em Gustavo, com um olhar vingativo e sedento de raiva. Veio para a mesa onde eu estava anteriormente, e sentou-se na minha direcção, enquanto que Darla ficou de costas.

-Achas que tem ciúmes?

-Claro, ela deve estar furiosa por me ver contigo! – Respondi distraída.

-O quê?! Por estares comigo?! – Soltou uma pequena gargalhada olhando-me fixamente – pensei que achavas que ela estava com inveja de ti, mas não por estares comigo!...

-Então porquê? – Perguntei confusa.

-És melhor que ela em muitos aspectos, pensei que receavas a sua atenção por causa disso!

-Que idiotice! Eu não sou melhor que ninguém! – Ralhei envergonhadíssima.

-tu despertas-me mais a atenção do que ela alguma vez despertou!

Virei o rosto corado na direcção da janela e senti-me quente com a sua afirmação. Queria, e tinha de mudar de assunto, mas para variar não me ocorria nada. Ia esperar que Gustavo dissesse alguma coisa decente.

Houve silêncio por parte dos dois. Ele olhava-me com atenção, enquanto eu fazia de tudo para fugir ao íman que era o seu olhar.

Liliana sobressaltou-me ao pousar dois Ice tea de limão na mesa:

-Aquela víbora está mesmo fixada! – Comentou entre dentes – vejam lá se não falam muito alto, caso contrario a Darla canta tudo à Letz!...

-eu bem disse que ela ia estancar o olhar na nossa mesa!

-Relaxa!... Ela não te vai comer!

- Eu não garanto nada! – Troçou Lili – Vou atendê-las. Pode ser que desviem um pouco o olhar daqui!

-Obrigada…

Liliana piscou-me o olho e foi ter com as outras duas. Letícia continuava a olhar para mim com ódio, e Darla por sua vez fez o pedido dela.

Abri a lata de refrigerante e enchi o copo, tentando desviar o olhar da outra mesa.

Gustavo impediu-me de beber com a sua mão a travar a minha. Letícia abriu a boca com esse gesto e murmurou algo a Darla que se virou na minha direcção para ver o que se passava.

Quase morri de vergonha!

Desviei a minha mão de Gustavo e esperei que dissesse algo:

-Tu e a Liliana já estão melhor?

-Não sei! – Respondi, continuando intimidada pelas outras duas.
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#100
Para melhorar a situação, Darla passou para o lado de Letícia, e deixou de estar de costas para mim. Tinha agora duas estátuas a olhar intensamente na minha direcção.

-A Liliana, apesar de muito simpática, é bastante orgulhosa! É muito difícil de perdoar alguém, mas no teu caso, não sei o que fizeste!

-Não foi nada de mais… Daqui a pouco já estamos bem!...

Abanava a minha perna rapidamente, de cada vez que o meu olhar se cruzava com os olhares mortíferos das minhas colegas de turma. Sentia-me tão desconfortável, tão observada que só queria fugir. A minha aflição era nítida no meu rosto, eu sentia-o com facilidade. Já nem ouvia as perguntas e os comentários de Gustavo com os nervos. Passei as mãos pelos cabelos, para os desviar da cara. Apercebi-me então que os tinha alisado muito mal. As pontas enrolavam-se graciosamente junto ao meu peito.

Suspirei martirizada, e pela segunda vez, Liliana aproximou-se de nós, com duas baguetes idênticas.

-é este o teu prato do costume? – Perguntei admirada.

Liliana sorriu

-Pelos vistos os vossos gostos são semelhantes!

-Almas gémeas, como eu disse! – Troçou Gustavo envergonhando-me novamente.

Liliana apercebeu-se disso e sorriu como quando alguém descobria algo.

Fiquei intrigada…

Apoiei a minha cabeça na mão e voltei a olhar pela janela antes de iniciar a refeição. Sentia-me desconfortável com tantos olhares colocados em mim. Só me apetecia gritar com toda a gente que se encontrava naquele local e enfiar-lhes a comida pelas goelas abaixo, violentamente!

Cerrei os dentes enervada e fechei os punhos com força. Um pouco mais e espetava as minhas unhas pontiagudas na carne débil da minha mão.

Quando voltei a olhar em meu redor, apercebi-me que Liliana já não se encontrava junto de nós, e em vez disso servia a Letícia uma salada fresca, se é que aquele prato a satisfaria. A meu crer, ela apenas queria transmitir uma impressão de classe e elegância. Pois comigo, não conseguia faze-lo. Continuava a vê-la como um rapariga mimada e obcecada por atingir os seus objectivos!

Os seus olhos amendoados permaneciam fixados nos meus gestos lentos e cautelosos, como se a algum momento eu fosse cometer algum crime, o que era bastante desconfortável. Eu movia-me na cadeira vezes sem conta, dando uma pequena dentado no meu almoço de longe a longe.

-Não gostas?... – Perguntou Gustavo. Por momentos esqueci-me dele!

-Gosto!...

-Então porque não comes?! Daqui a pouco eu termino!

-Olha, vou ser franca! Estou muito desconfortável aqui!

-Porquê? Não gostas deste ambiente? Preferias um local mais escuro com cortinas pretas e vidros acinzentados?! – Gracejou retoricamente.

Revirei os olhos com a sua afirmação. Falava de mim como se fosse alguma coisa de outro mundo!

-Eu não gosto que olhem fixamente para mim enquanto como!

-Está bem, eu paro, mas tens de comer!

-O quê? - Interroguei confusa - Eu não estava a falar de ti tonto!

Naquele momento fiquei ainda mais furiosa. Afinal eram três pares de olhos fixados em mim!

-Então?

Mordi o lábio inferior e espreitei Letícia e Darla à minha frente. Elas continuavam a olhar-me enciumadas, levando um pouco de salada à boca para disfarçar.

-aquelas duas… Elas parecem policias! Ainda são piores do que tu!

-não te preocupes mais com isso! Eu vou lá dizer-lhes para não olharem!

Gustavo pousou a sua baguete e bebeu um gole de sumo. Preparava-se para ir ter com elas! Fiquei ainda mais nervosa! Não estava à espera que ele o fosse mesmo fazer! Pensei que estava a gozar comigo, mas afinal não!

Travei-o com a minha mão a agarrar-lhe o pulso.

-não vás! Não é necessário!

-Claro que é, Lana! Não quero que deixes de comer por causa delas!

-não! – Exclamei, tentando descobrir a melhor forma de o impedir – Eu vou lá… Se quiser…!

-Então vai!

Fiquei sem resposta para ele.

Eu não queria falar com elas, só queria que parassem com aquela observação tão profunda. Porem, Levantei-me da mesa irritada e dirigi-me a elas, ainda a rebater-me contra mim mesma:

-Darla, Letícia!... – Saudei alegremente com um sorrido falso

Elas olharam para mim como se vissem um fantasma. Suspirei baixinho e sentei-me na cadeira prateada que havia em frente a elas

-Suficientemente perto? – Perguntei ironicamente, sem demonstrar o meu nervosismo

-Ah?

-Reparei que algo em mim vos atrai a atenção… e queria pedir-vos um favor em relação a isso! – Continuei, com uma faceta cínica que até a mim me metia nojo.

-Um favor? A nós? – Inquiriu Letz com uma voz fina e não menos cínica do que eu.

-não me parece que te possamos ajudar! – Precipitou A jovem de pele negra, com uma voz completamente diferente da amiga.

-Ainda não disse o que queria! – Reclamei perdendo o sorriso forçado.

-Então Diz!

-Parem de olhar para mim! – Ordenei – estou farta de vos ver com os olhos em cima de mim, e de todos os meus gestos! Parem com isso, ok?!

Darla Abriu a boca ofendida e abanou a cabeça ligeiramente de queixo erguido:

-os olhos são nossos! Olhamos para onde queremos!

-Se tu é que não estás bem, então sai daqui!

Cerrei os dentes enfurecida, controlando as minhas mãos para que estas não esganassem aquelas pindéricas. Levantei-me da cadeira e virei costas irritada, atentando na minha mesa, vazia de repente. A voz de Gustavo irrompeu vinda atrás de mim, calma e no entanto irritada:

-Não se preocupem, nós saímos! Agora podem olhar para onde querem! – Ironizou.

Passou o braço rijo em torno dos meus ombros sem eu estar à espera. No início, apeteceu-me bofeteá-lo fortemente, mas rapidamente percebi que ele o fizera por vontade própria, não para me irritar a mim, mas sim às outras duas. Os olhos de Letícia reluziram com ódio e inveja. Apeteceu-me rir da cara delas!

Gustavo virou costas comigo.

Foi ao balcão ter com Liliana, e entregou-lhe uma nota:

-Certifica-te que elas não nos seguem!

-não te preocupes! Eu tomo conta das meninas! – Tranquilizou ela, enquanto tirava os trocos da caixa registadora. De seguida entregou-me algo – Não deixes de comer por causa delas!

Abanei a cabeça afirmativamente, sem saber o que dizer ao certo do seu gesto. Deveria agradecer, ou pedir desculpa? Lancei-lhe um tímido sorriso sincero, e esperei que ela o entendesse.

Fui arrastada até à porta, depois de Gustavo se despedir dos amigos, ainda com o seu braço a rodear-me. Porem, desta vez não me sentia minimamente incomodada com isso! Ele tinha conseguido, finalmente, relaxar-me!

Estar sob o seu poder nem era assim tão mau como imaginava! Pelo contrário, era óptimo ter alguém a proteger-me e a ajudar-me, por mais embaraçosa que fosse essa pessoa!

-Problema resolvido! – Exclamou ele, soltando-me finalmente – Agora não te chateiam mais!

-não sei como tive lata para lhes dizer aquilo!

-Francamente, eu também não… – concordou enquanto me guiava para a paragem de autocarro mais próxima – Pensei que não terias coragem… Não és o tipo de pessoa desinibida!

-O que queres dizer? – Perguntei travando-o – Eu sei cuidar de mim sozinha!

-Sabes pois… Mas não gostas de o fazer!

Suspirei virando o olhar na direcção oposta a ele

-O que é que tu sabes sobre mim?...

-O suficiente…!

Mordi o meu almoço sem saber o que responder.

Em cinco longos dias, Gustavo já se considerava um “expert” em relação ao assunto “Lana”, todavia, a minha vida era uma caixinha de surpresas… Até mesmo para mim!..


Vah, coments, se nao acabo com a fic!
tou a brincar! Matreiro

bjokas
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#101
ah lulu que linda

finalmente eles entenderam-se carago!

a leticia pah irrita-me qe nojenta

posta maissss
#102
Adorei o capitulo. A Dana e a Leticia são umas sonsas. Quero que morram longe >.<
O Gustavo é mesmo fixe. Finalmente que a Lana começa a gostar dele. E a Lili... mesmo fixe a rapariga.

Quero mais!!! =)
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

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