Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

[Terminada] Angelical

#41
Abanei a cabeça reprovando a sua expressão. Porque haveria Gustavo de ignorar aquela rapariga bonita. Porque razão haveria ele de não lhe dar hipóteses?! Eu pessoalmente não gostei muito dela, mas isso deveu-se ao facto de me ter obrigado a sair da sua carteira e de me falar autoritariamente, porque de resto não tinha queixa dela.

De repente a mão de Gustavo apertou-me o braço com força, fazendo-me travar bruscamente o percurso.

Foi então que me apercebi que, por pouco, não choquei contra Ivo. Ele olhou para mim, inicialmente com um olhar assustador, mas assim que viu quem eu era, lançou-me um sorriso simpático. Eu sacudi o meu braço com violência fazendo com que Gustavo me soltasse:

-É melhor tomares atenção no caminho! – Disse.

Ivo foi na direcção contrária e fez-me questionar se estaria a ir para a sala errada.

Depois avistei Liliana, juntamente com Natasha e uma outra rapariga de cabelo preto com reflexos vermelhos.

Gustavo continuou a seguir-me sem eu me aperceber. Pensei que ele tivesse tomado um rumo diferente do meu juntamente com Ivo, mas pelos vistos enganei-me. Ele voltou a puxar-me pelo braço e tornei a parar:

-O que foi?! – Perguntei tentando que ele me soltasse, irritada.

-Queria ver a tua reacção!

-De que?!

-Não gostas de contacto físico, pois não?!

-Não! – Respondi – Por isso é melhor que me soltes, senão recorro ao procedimento de ontem na aula de matemática!

Gustavo preparou-se para me soltar, mas antes que eu ficasse livre, ele arrastou-me até ao grupo de Liliana.

Fiquei tão furiosa e envergonhada! Eu não tinha pedido para ir ter com elas. Porque raio é que ele me fez aquilo?!

Liliana sorriu-me amavelmente e reparei num piscar de olho que Gustavo lhe lançou antes de me soltar e sair dali. Liliana segurou-me pelos ombros. As suas mãos estavam tão húmidas que eu quase fiquei com frio devido à temperatura. Ela puxou o braço da rapariga de cabelo preto e fez questão de nos apresentar:

-Lana, esta é a Rebeca!

-Olá, prazer! – Exclamou Rebeca com um sorriso assustado!

Já tinha reparado nela durante a aula de matemática. Nunca vi rapariga tão magra e pálida, fazia-me lembrar aquelas modelos esqueléticas que sofriam de doenças como anorexia e bulimia. Era assustadora, mas bela, sem dúvida, e parecia uma pessoa simpática e atenciosa, tal como as suas companheiras.

Levantei a mão de forma a acenar-lhe. Não permitiria mais do que isso. Nada de beijos ou apertos de mão.

Para meu agrado nenhuma das três raparigas pareceu ficar surpreendida com o meu cumprimento breve, e isso deixava-me verdadeiramente satisfeita. Estava mesmo a gostar daquelas raparigas tão simples! Todavia não queria dar-me ao luxo de socializar demasiado com elas. Não queria, de maneira nenhuma, que elas se afeiçoassem a mim, e eu a elas! Seria horrível se algo corresse mal, e ao mínimo problema elas me abandonassem. Eu não queria isso…

Liliana interrompeu os meus pensamentos e surpreendeu-me ao segurar-me pelo cotovelo de maneira a avançarmos para a sala de aula. Felizmente o lugar individual esperava-me, bem ao fundo da sala, como eu gostava! A aula decorreu leve e fácil. A professora foi a que menos me incomodou, e eu agradeci-lhe isso na minha mente. Depois, tive de suportar uma aula de filosofia, português e química, tendo antes uma hora livre para almoçar, na qual passei sozinha para meu alivio.

Aquela nova escola fazia-me sentir mais segura do que na outra, contudo o meu medo de integrar-me deixava uma ideia errada sobre mim. Tinha receio de me acostumar demasiado a Liliana, e poder, de alguma forma, considera-la imprescindível para mim, como acontecera outrora…


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Espero que gostem, bjokas, comentem! Toma toma
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#43
Bem.. afinal o Gustavo é apenas curioso. Ele que tenha cuidado. A Lana tem um ar de quem é capaz de matar uma pessoa. Mas ela perdeu uma amiga? Será por isso? Perdeu uma amiga de infancia (há muito tempo) e um acontecimento recente fe-la lembrar-se? Pode ser muita coisa.

Ela adora branco? Espero ver um momento "Lana de Branco" nesta fanfic Matreiro

Adorei este capitulo, mais grandinho. Adoro as tuas descrições, melhoras a cada capitulo (mas eu já não disse isto, ups, tou a ficar repetitiva --, )

Espero pelo proximo Very Happy
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#44
obrigada pelo apoio chousenshi e Aninhas! É muito bom receber elogios vossos!
Proximo capitulo amanha ou depois de amanha! Embaracoso
bjokas
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#45
lulumoon cada vez gosto mais dos teus capítulos.
que estranho o que se tera passado com a Lana para ela se vestir da cor oposta a sua preferida? bah tas me a deixar curiosa, continua assim Mongloide
ahah a curiosidade do Gustavo ainda o vai lixar.
Posta rápido Mongloide
beijinhos
#46
Adorei ! Esperancoso
Esta mesmo muito bom , nao sei o que mais posso dizer. Estou começando a ficar viciada nesta fanfic , sinceramente !
Mal posso esperar por mais , continua assim !

The Diva .. Is Back !
#47
obrigada pelos comentarios joaninha e StaRaquel!
talvez hoje poste a primeira parte do capitulo 3! Embaracoso
bjokas
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Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#49
Desculpem o atraso, pus-me a ver sobrenatural, é no que da! Matreiro

Novo capitulo^^:

Capitulo III (1ªparte)– Amigos



Cristina veio-me à memória…

A minha mente fez questão de me recordar bons momentos passados com ela até à hora de me deitar, e todas essas lembranças levaram-me a deixar o meu pesadelo de lado e substitui-lo por um sonho com ela.

Todo o cenário era-me familiar: Os corredores da escola… a única saída, que fazia ligação aos balneários… o cacifo caído no chão… entre outros. Contudo o professor não vinha atrás de mim, mas eu escondi-me à mesma. Nesse momento espreitei por uma passagem de luz, que me permitiu ver uns olhos verdes a derramarem lágrimas penosas. Na sua maça do rosto esquerda encontrava-se uma pequena borboleta de asas cor-de-rosa, que recolhia cada gota salgada que tentava escapar dos seus olhos. Ela olhou para mim, ainda a chorar, e escondeu-se também atrás de uma porta. Então o professor apareceu e eu dei um grito. Ele desapareceu, e Cristina também…

Ela era uma grande amiga, para todos os casos.

Nunca percebi bem o que lhe aconteceu naquele dia. Por algum motivo sempre tive a sensação que foi ela quem me salvou e isso deixava-me demasiado confusa… Ela nem sequer chegou a estar comigo naquele dia! Tinha ido num pequeno passeio com os pais, logo eu não tive tempo de lhe pedir qualquer ajuda à minha fuga. No entanto, quando lhe dei a notícia da minha partida sem qualquer explicação lógica ela não pareceu interessar-se. Pelo contrario, parecia aliviada e feliz por mim! Provavelmente pensava que eu ia ter uma vida melhor, ou então, eu nunca tivera nenhuma importância na sua vida… E foi exactamente por este segundo pensamento que a tratei tão mal da última vez que nos vimos… Eu não queria, de todo, que ela me recordasse com má pessoa. Eu queria que ela me lembrasse como sendo alguém que nunca a magoou, nem desapontou… mas será que o tinha feito no nosso ultimo encontro?

Provavelmente…

Os meus pensamentos foram interrompidos!

Alguém bateu à porta!

Helen entrou no meu quarto para me acordar antes de ir para o seu emprego novo.

Espreguicei-me com uma sensação de paz dentro de mim, ainda que tivesse o receio de ter desiludido Cristina, e pus as pernas fora da cama, com os olhos semi-cerrados.

Como de costume Helen abriu os meus armários! Tinha um vicio de escolher as minhas roupas todas as manhas, talvez por serem todas pretas e ela me admirar por conseguir aguentar tanto tempo com uma só cor.

Eu não me importava que ela o fizesse, aliás, para mim era menos um trabalho matinal, e as suas escolhas eram sempre do meu agrado.

Helen olhou para mim, e sentou-se na orla da cama. Reparou logo na minha serenidade pouco habitual e riu com cara de caso:

-Não te ouvi remexeres a cama de noite! Já não andas com a ideia do teu corpo na cabeça?!

-Já nem me lembrava disso! – Respondi com um sorriso tranquilo.

-Então a que se deve essa carinha tão serena? Conheceste alguém que te fez sorrir? – Perguntou colocando um pouco do meu perfume.

-Ah, não! … Claro que não… Não conheci ninguém, apenas relembrei… – Admiti olhando os raios de sol que entravam pelos buracos do estore. – Sonhei com a Cristina!... – Afirmei levantando-me energeticamente para abrir a janela e deixar entrar o ar puro da serra.

Na minha nova cidade, o clima caracteriza-se globalmente por uma elevada pluviosidade, Invernos rigorosos e uma alta humidade atmosférica.No entanto não podia falar num único tipo de clima devido ao seu relevo de transições bruscas, disposto tanto paralela como perpendicularmente à costa. Naquele dia em particular, o sol estava tão agradável que eu até tinha vontade de cantar, explorar e viver algo sensacional. Mas para que sonhar?! O dia não passaria da banalidade habitual.

-há muito tempo que não falavas dela! – Exclamou Helen feliz.

-É… Tenho dias para tudo… – balbuciei voltando-me para ela – Então, que roupa me preparaste hoje?

-Se tivesses outras cores, bem que te podia surpreender, mas enfim… - Reclamou olhando de relance para a vestimenta que estava em cima da cama - Eu tenho de ir andando. Vê lá se tomas alguma coisa antes de sair de casa, não faças como ontem!

Acenei com a cabeça ainda que soubesse que provavelmente não tomaria nada.

Helen saiu de casa. Ouvi a porta a bater e vesti o que ela me recomendara. Prendi o cabelo com uns ganchos discretos, e fiz o mesmo percurso do dia anterior.

Quando cheguei à escola fui alegremente saudada por Natacha e dei o meu máximo para retribuir um pequeno sorriso, ainda que a vontade fosse pouca. Também ela parecia estar feliz com o sol daquele dia, e isso era visível pois olhava para o céu com um ar alegre e esperançoso. Liliana apareceu atrás de nós, também contente. Deu-me um abraço caloroso que me deixou completamente revoltada por dentro, mas que eu tentei disfarçar.

Gustavo apareceu nesse momento. Na hora H, como sempre!

Quando viu o meu rosto nos braços de Lili, lançou um sorriso na minha direcção, que me levou a pensar que estava a gozar comigo.

Reflecti sobre o horário.

Quase gritei com raiva! Ia ter matemática! E quem ficava ao meu lado em Matemática?! Gustavo! Ah, maldita a hora que Letícia me mandou sair do seu lugar!

Acelerei o passo para a sala. A minha disposição tinha sido altamente modificada naquele momento! Entrei na sala revoltada e pousei as minhas coisas em cima da mesa provocando um estrondo.

O professor olhou para mim horrorizado e eu por pouco não lhe mostrei a língua. Sentei-me enfurecida.

Foi então que Darla, se aproximou de mim e apoiou os seus braços negros na minha mesa:

-Olá querida! – Quase vomitei com o seu cumprimento – a Letícia pediu para te dizer uma coisinha, espero que não te importes!

O seu riso era tão cínico que até alastrava a minha fúria por todo o corpo. Fechei os punhos debaixo da mesa, e sem retribuir o sorriso pedi-lhe que continuasse com um simples gesto de mãos:

-Bem, como deves ter reparado, a Letícia está… Interessada no Gustavo… Também quem não ficaria… - murmurou revirando os olhos – bem, eu só queria dar-te um conselho. Tenta não seduzi-lo! Ou então fá-lo discretamente… como eu, percebes?

-O que te leva a pensar que eu queira seduzi-lo?! – Perguntei ofendida – Eu não quero nada com ele! Garanto-te!

-Melhor, menos uma!

Darla Piscou-me o olho voltando a mostrar um sorriso exagerado e forçado antes de se afastar.

Fiquei atónica com aquela situação. Que falta de valores! Deu-me um recado da amiga, mas que ela própria não cumpria! Como tinha coragem para fazer tanto teatro?!

A cadeira do meu lado esquerdo arrastou-se ruidosamente. Eu não olhei, já sabia de quem se tratava e não tinha vontade nenhuma de começar uma conversa amigável.

-Bom dia, Lana! Dormiste bem?! – Perguntou com voz alegre.

-O normal…

-Com que é que sonhaste?

Eu bem queria evitar, mas as perguntas dele eram tão patéticas que o meu olhar incrédulo incidia sempre nele. O seu sorriso continuava igual, e sarcástico.

-Descansa, Não sonhei contigo!

-Ah, ah, engraçadinha! – Respondeu perdendo o tom alegre, bem como eu queria – hoje trazes uma roupa mais simples!

Olhei para baixo, tentando associar o que ele queria dizer com a minha roupa. Ela não era de maneira nenhuma mais simples.

-Não tive oportunidade de dizer, mas ontem estavas mesmo linda, sabias?!

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#50
Fiz uma careta aflita! Desviei o meu olhar dele, envergonhada e meti as mãos na face dirigindo a minha atenção para o quadro negro da sala. Senti o sangue chegar-me à cara, cheia de vergonha pelo comentário daquele parvo. Ele inclinou a cabeça para a frente tentando avistar a minha cara, com um tom trocista:

-Não sabia que te envergonhavas com facilidade! – Exclamou feliz – É uma experiência divertida ver-te corar!

-Argh, cala-te!... – Berrei-lhe cada vez mais envergonhada sem retirar as mãos da minha cara – Não gosto desse tipo de comentários, pára com isso!

-Calma! – Disse puxando-me uma das mãos para libertar o meu rosto – Era só um elogio! És tão estranha!

-Então deixa-me ser estranha à minha maneira! E antes de me fazeres elogios a mim, faz a outras pessoas!

-Está bem! – Aceitou confuso, começando a passar o sumario – que idade tens?

-E tu?!

-Eu perguntei primeiro! – Respondeu olhando-me intrigado. Provavelmente pensava que eu estava a gozar com ele.

-Fazes-me tantas perguntas, custa-te muito responder-me a esta primeiro?

-17… Perto dos 18… – suspirou aborrecido – E tu?! Não tens 15 de certeza.

-Não, faço 17, este ano!

-Estás a ficar velha!

-Bem podes dize-lo! – Respondi com ironia – És assim tão burro para reprovares dois anos e continuares no 10º ano?!

Ele lançou um olhar furioso na minha direcção. Eu voltei a sorrir discretamente, satisfeita pela sua reacção:

-Não sou burro nenhum!... Simplesmente não me interesso pelos estudos! Se eu quisesse tirava notas bastante altas!

-Cá para mim, não deves ser muito inteligente…!

-Olha lá, tu também só estás no 10ºano, e já tens 16 anos!

Cruzei os braços, amuada, e por outro lado, triste…

-Tenho os meus motivos… – respondi.

-E eu os meus…!

Ambos silenciamos, cada um virado para o seu lado da sala. Puxei todo o meu cabelo para um dos lados, fazendo uma espécie de barreira entre nós.

Ao meu lado uma rapariga de cabelo loiro e encaracolado olhou-me admirada. Não percebi qual o seu motivo para me olhar daquela forma. Pensei que após 2 dias na sua turma já deveria estar habituada à minha presença. Franzi as sobrancelhas na sua direcção para que afugentasse as suas atenções, mas ela apenas revirou os olhos e cochichou algo com a colega, como se eu fosse alguma idiota.

Senti o meu cabelo a mover-se, mas não liguei. Pensei que fosse algum vento passageiro causado pela abertura da porta. Porem, foi desviado para trás da minha orelha. O vento não tinha força suficiente para isso!

Sacudi o cabelo aborrecida e olhei Gustavo enervada:

-já disse para não me tocares!

-Pensei que tivesses ficado chateada comigo!

-Porque?!

-Pelo que disse! Tapaste a cara com o cabelo!

Olhei para ele confusa. O meu acto fora quase involuntário. Eu nem me tinha apercebido que a minha cara ficara escondida do seu alcance.

-Ligas demasiado aos movimentos que faço! Nem tudo tem razão de ser!

-No teu caso, acho que tem!... – Suspirou – caso contrario não lançarias olhares tão… sinistros… ás pessoas!

-Achas os meus olhares sinistros?! – Perguntei, tentando impedir um riso

-Alguns…! – Admitiu – Nunca sei o que queres, entendes? Quer dizer… És muito misteriosa! Não te limitas a falar, em vez disso preferes fazer gestos ou olhares!

-Eu falo!

-Claro, depois de eu te fazer perguntas! Não és capaz de iniciar uma conversa!

-Claro que sou! – Protestei – Mas simplesmente, não quero! Não tenho de falar da minha vida a toda a gente, tal como tu!

Ele acenou com a cabeça, apesar de não estar convencido.

Senti-me na obrigação de fazer alguma pergunta, para lhe provar que sabia meter conversa, no entanto, ele parecia ter razão. Eu não sabia o que dizer, por isso inventei algo:

-Sabes, ainda não conheço bem a vila!...

Ele olhou-me surpreendido. Tal como eu pensei, ele não esperava que eu dissesse algo mais do que o que ele perguntava.

-Moras aqui perto? – Interroguei, fingindo estar curiosa

-Moro! – Respondeu entusiasmado – Queres que te mostre as maravilhas da tua zona?!

Meti a mão na testa discretamente. Não era essa a minha ideia, não tinha quaisquer intenções de conhecer a vila com ele. Tentei mostrar pouco interesse na sua visita guiada:

-É assim tão espectacular?

-Se é! – Exclamou, um pouco alto de mais – Vê-se mesmo que ainda não conheces nada!

-Conheço a escola! – Defendi – é alguma coisa!

Gustavo soltou uma leve risada com a minha afirmação. Eu própria sabia que aquele lugar era algo mais do que espectacular, mas não queria mesmo ir a outro local que não fosse minha casa.

-Diz-me onde moras!

-Para que?! – Perguntei assustada.

-amanha não temos aulas de manha, diz-me onde fica a tua casa e eu levo-te a conhecer as redondezas!

-Nem penses!

-Porque não? – Perguntou nitidamente desiludido.

-Se descobrires onde habito, provavelmente nunca mais me deixas em paz!

-Não estou assim tão desesperado!

-Acho que não se trata de desespero…! – Exclamei incomodada com o adjectivo que ele colocou.

-Vá lá, Lana! – Implorou com cara de vítima – O que tens a perder?!

-O descanso!... – Suspirei sarcasticamente.

-Oh! Não refiles! – Fingiu não ter ouvido o meu comentário – Diz-me mais ou menos onde fica a tua casa!

-não sei a morada!...

Ele olhou-me com um aspecto incrédulo e revirou os olhos. Mais uma vez, deve ter pensado que eu estava a gozar com ele!

Revirei também os olhos. Aquele rapaz pensava demais!

-Esquece!... Não vais encontrar a casa! Está muito escondida, pelas árvores!

-Bem, pelo menos já sei que tem árvores à volta!

-O teu optimismo deixa-me pasmada!... Tu não desistes nunca?!

-Hum… – Reflectiu – Não! Se não descobrir por mim mesmo, não me importo de te seguir até casa!

-Não, nem pensar! – Neguei aflita – Não quero intrusos!

-Eu não sou um intruso! Sou… um amigo!

-Eu não tenho amigos! – Contrapus irritada – Não voltes a definir-te como tal!

A resposta de Gustavo foi abafada pelo sinal de saída persistente.

Nunca tinha passado duas horas tão rapidamente, era como se cada palavra que eu tivesse trocado com Gustavo, tivesse demorado 5 minutos a ser proclamada!

Arrumei as coisas à pressa, guardando cada objecto que me aparecia à frente, na bolsa. Levantei o meu corpo da cadeira e avancei para a porta, antes de dar tempo aos outros de me seguirem.



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Espero que gostem! Embaracoso

Deiam a vossa opiniao! bjokas
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#51
oh que gira Esperancoso
escreves memO benhe catchOpa !
eu ainda n percbi pq e que ela ta sempre de pretO . . . . oO´
continua =)
#52
gatinha escreveu:eu ainda n percbi pq e que ela ta sempre de pretO . . . . oO´
continua =)

So daqui a uns capitulos á que vais descobrir! Matreiro La pro capitulo 7 ou assim! Ate la muita agua pode correr! Embaracoso
obrigada pelo teu comentario! Embaracoso
bjx
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#53
Atao os dois meninos haviam reprovado de ano?? O_O O Caso do Gustavo já é conhecido. O delegado da minha turma é super inteligente mas lixa-se pros estudos --´
Agora a Lana...
Esta rapariga está cheia de mistérios. Espero conhece-los em breve.


P.S: Só queria acrescentar:

-à muito tempo que não falavas dela! – Exclamou Helen feliz.


Como é um erro muito comum nas fanfics, decidi apontá-lo. É "há" de haver.
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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#55
AnA_Sant0s escreveu:

-à muito tempo que não falavas dela! – Exclamou Helen feliz.


Como é um erro muito comum nas fanfics, decidi apontá-lo. É "há" de haver.

Obrigada por avisares, ja alterei! eu ás vezes troco estas coisas todas! lol
E obrigada tambem a ti monica!
É bom saber que estao a gostar da historia! Embaracoso
Em breve tenciono colocar imagens dos personagens! Embaracoso
bjx
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#56
lulumoon escreveu:
AnA_Sant0s escreveu:

-à muito tempo que não falavas dela! – Exclamou Helen feliz.


Como é um erro muito comum nas fanfics, decidi apontá-lo. É "há" de haver.

Obrigada por avisares, ja alterei! eu ás vezes troco estas coisas todas! lol
E obrigada tambem a ti monica!
É bom saber que estao a gostar da historia! Embaracoso
Em breve tenciono colocar imagens dos personagens! Embaracoso
bjx

ehehe, espero vê-las em breve *-*
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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#57
Lindoo Esperancoso
Esta mesmo super fixe Very Happy
Continua Esperancoso Tanto misterio, fico ainda mais maravilhada cada vez que leio um novo capitulo Very Happy
Mal posso esperar por mais Very Happy

The Diva .. Is Back !
#58
BAHH
a Lana é muito misteriosa, quem será a Cristina?
Lulu muita mania tens tu de me deixar curiosa --'
ai gosto tanto da tua fic.
Continua *-*
#59
obrigada pelos vossos comentarios!
Novo capitulo hoje á noite ou amanha! Embaracoso
bjinhus!
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Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#60
Oi!!! Vim trazer a segunda parte do capitulo! Pessoalmente acho que esta parte nao é nada de especial, mas enfim!Mal disposto'
A proxima sera melhor! lol
Ah, tou a fazer umas fichas tecnicas das personagens e colocarei aqui quando terminar!
Enquanto isso:


Capitulo III (2º parte) - Amigos


Fui em direcção à casa de banho. Contudo, aquela escola não era diferente das outras. Parecia que todas as raparigas faziam reuniões naquele ponto da escola.

Liliana entrou também lá dentro, seguida por uma rapariga que eu julgava chamar-se Verónica, por Natasha, Darla, Letícia e a mesma rapariga de caracóis loiros com quem troquei breves olhares na aula. Encostei-me à parede para lhes desimpedir a passagem, e mais uma vez Liliana saudou-me calorosamente:

-Que aula chata! Pensei que ia morrer! – Suspirou Darla retocando a maquilhagem em frente ao espelho.

-Aquele professor é tão chato, não achas Lana? – Perguntou a rapariga de caracóis loiros mordendo o lábio discretamente.

-a mim não me fez diferença – Admiti – A aula até passou rapidamente.

-não admira! Tu e o Gustavo não se calavam! – Refilou Letícia, claramente aborrecida comigo.

-Se quiseres trocar de lugar comigo, estás à vontade! – Respondi furiosa. Aquela invejosa devia ter passado a aula a tentar escutar a nossa conversa.

Liliana segurou-me pelo cotovelo com um ar reprovador e puxou-me para a saída. Natacha seguiu-a. Deviam ser as melhores amigas.

-Não dês hipóteses à Letz!

-O que? Porque? Ela gosta do Gustavo, não gosta?! Porque haverei de me tornar um impedimento para ela?

-A Letícia só trás problemas a quem se mete com ela! – Explicou Natacha segurando-me pelo outro braço enquanto avançávamos. Parecia que elas faziam questão de me tirar dali, nem que fosse a reboque – Acho que não devemos deixar o Gustavo em maus lençóis!

-Ele sabe-se defender!

-Não estás a perceber! – Balbuciou Lili – a Letícia é demasiado obcecada!

-Se ela se mete com o Gustavo, pode acontecer o mesmo que se passou com o Nick!

-Quem é o Nick?!

-Era um rapaz de intercambio! A Letícia perseguia-o tanto que o rapaz acabou por lhe dar uma oportunidade, mesmo gostando de outra!

-Eles passaram dois meses juntos, e como era de esperar, o Nick já não aguentava os caprichos dela, por isso preparou-se para terminar o relacionamento!

-O problema – continuou Liliana – foi que Darla, descobriu o que ele planeava fazer e contou à Letz!

-E então?! – Perguntei, continuando a ser arrastada sem rumo.

-A Letícia disse-lhe que estava grávida!

-Não acredito! – Exclamei travando-as – Que bruxa!

-E o pior era ser tudo mentira, Lana! – Continuou Natacha soltando-me – ele por pouco não deu cabo da vida dele! Os pais da Letz queriam obrigar o Nick a ficar em Portugal com ela! Felizmente conseguiram descobrir a verdade!

-É por isso que não podes dar-lhe oportunidade de se aproximar do Gustavo! Todas sabemos que ela é capaz de qualquer coisa!

-Mas o Gustavo provavelmente não é tão cego como esse tal Nick!

Cruzei os braços e ergui o queixo, fingindo não me importar com o que lhe poderia acontecer. O facto, era que Letícia e Darla não eram de confiança. Não podia desleixar-me com nada, cada vez que elas estivessem perto de mim.

Pensei em Gustavo…

Porque razão haveria eu de o ajudar?! Ele parecia tão seguro, firme… forte…! Como se nada o conseguisse abalar… Como é que eu, frágil e ao mesmo tempo irritadiça, faria alguma diferença na sua vida?! Ele provavelmente estaria mais seguro longe de mim que chamava atenções das pessoas mais sinistras das redondezas. Ele aguentava-se muito bem… Ele sabia rir dos problemas, e abria sempre os braços ás alegrias!...

Nesse momento bloqueei…

Descrevi Gustavo como se o conhecesse à anos, quando na verdade estivera perto dele pela primeira vez à 3 dias atrás. E se ele não fosse tão duro como eu o desenhava?! E se ele no fundo precisasse de atenção?

No entanto, o que me inquietou mais naquela situação fui eu mesma.

Eu recusara-me a ajudar Gustavo, ainda que ele próprio não soubesse que necessitava de ajuda, não tendo sequer reflectido sobre o assunto. Quando eu precisei de ajuda ninguém me apoiou, à excepção de Helen… Eu estava a fazer-lhe o mesmo, e não era justo. Se eu queria que alguém neste mundo me apoiasse, tinha também de apoiar quem precisasse.

Baixei o olhar e mordi o lábio, pensando melhor sobre o que teria de fazer em relação àquilo.

O olhar de Natasha e de Liliana caíram sobre mim, ansiosas e com grandes esperanças.

Resolvi não fazer mais suspense. Os meus lábios descolaram, prontos para fazer sair algo da minha boca, mas fui interrompida:

-Olá boneca, saudades minhas?!

Cerrei os punhos com força, enraivecida. A fúria cresceu em mim, quando senti uma mão a rodear-me a cintura:

-Sabem que mais…! – Respondi com os dentes cerrados, espetando as unhas na grande mão de Gustavo. A minha decisão de ajuda-lo alterou-se naquele momento – Eu não tenho nada a ver com isso!

Os rostos de Lili e Natacha mostraram uma alta decepção, e Gustavo soltou-me com a dor na mão. Voltei costas a Liliana e olhei Gustavo intrigada, tentando saber se tinha feito a opção correcta. Ele estava á minha frente, a sacudir a mão com uma pequena pitada de sofrimento na face, parecendo baralhado. A minha coluna pareceu vibrar e senti o estômago estremecer, não só pela inquietação que sentia, mas também pelo jejum de que me tinha esquecido.

Senti as pernas fracas, e a minha visão menos nítida. Tentei passar bruscamente por Gustavo, todavia, ele pareceu aperceber-se de que algo estava mal. Desci as escadas rapidamente, á medida que arrastava a minha mão pela parede, sentindo a fricção entre ambas. Corri até ao bar da escola, como se a minha vida dependesse disso. Senti novamente a pontada nas minhas costas, a perfurar até ao meu peito. Aquela dor sofucava-me, deixava a minha respiração ofegante acabando por me retirar todas as forças que me restavam.

Já não conseguia andar.

Apoiei-me na parede, com a mão no peito, enquanto inspirava, expirava, tentando controlar a quantidade de ar que entrava nos pulmões. Precisava nitidamente de comer algo, mas não conseguia chegar até ao bar.
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