[Terminada] Angelical
(primeira parte na pagina anterior!
')
Abri os olhos, bem na direcção do céu azul. Pelos vistos a
tempestade tinha dado lugar á luz. Fiquei atento a uma nuvem qualquer, fazendo
as primeiras associações matinais, antes de levantar o corpo dolorido.
Remexi-me internamente e senti uma angustia profunda apoderar-se de mim, mas,
para minha surpresa, todo o choro do dia anterior tinha-me deixado sem lágrimas
para continuar a verter, apesar de a vontade ser imensa. Eu não sabia que horas
eram, muito menos o que se passava em casa. Em momentos normais eu diria que
precisava de ver a Lannis para me sentir bem, mas eu não queria vê-la naquele
estado. Queria ficar no meio daquela mata para sempre, de modo a não ser
encontrado, num ambiente escuro e solitário onde ninguém me pudesse incomodar,
e afogar-me em fantasias até ao dia em que morresse para ficarmos juntos. O
único senão do meu desejo era ao facto de a minha consciência me lembrar que
isso não era o certo. Ainda assim, fiquei ali durante minutos ou até mesmo
horas. Eu não sabia ao certo, porem não tinha interesse em saber. Só queria
esquecer o que se passava, mas por outro lado, o meu caderno fazia-me querer
reviver tudo .
Levantei-me do suporte duro e rastejei até os meus pés
estarem perto o suficiente do chão para eu me segurar neles. As minhas costas
estavam doridas e os músculos queimavam, todavia, isso não foi o melhor
pretexto para eu parar, pelo que caminhei floresta fora até chegar á casa
deserta que eu já me tinha habituado a visitar. Eu sabia que Lana costumava
guardar uma chave debaixo de um vaso desde que começamos a passar as noites
juntos, então, eu procurei essa chave, com o intuito de entrar no seu lar. A
casa estava escura e limpa. Tudo silencioso. No seu quarto, tudo se encontrava
organizado, porem, o seu cheiro era doentio para mim.
Encostei-me á ombreira da porta e suspirei, magoado.
Depois fechei a porta e andei por aquela divisão. Peguei no seu perfume e
levei-o até ao meu nariz, sendo percorrido por um calafrio logo de seguida.
Mexi na sua caixa de maquilhagem desorganizada, remexi nos seus acessórios mais
sombrios, e por fim, olhei as suas roupas escuras. Sentei-me na orla da cama e
deixei-me cair de costas para ela. Quando voltei a minha cabeça para a sua
mesinha de cabeceira, fui surpreendido pela caixa prateada que eu lhe tinha
dado. Estava fechada, mas com o trinco para cima. Levei as minhas mãos ao
pescoço e apercebi-me que mesmo durante o pesadelo que aqueles anjos me
causaram, o fio permanecera comigo, são e salvo. Peguei na caixa e abri-a, para
que logo uma melodia soasse. Abri a primeira gaveta do criado-mudo e vasculhei
o que lá havia. No fundo havia uma capa de plástico que eu, entediado, resolvi
verificar. Surpreendi-me ao ver uns desenhos estilo banda desenhada japonesa a
relatarem basicamente tudo o que eu tinha escrito no meu caderno. Aquele era o
diário ilustrado de Lana. Vi todos os desenhos até ao fim, emocionado e depois
pousei-os ao meu lado sobre a cama.
Foi aí que a porta se abriu, mostrando aquele homem que
estava com Greta. Ele ficou surpreendido ao ver-me ali:
-o que fazes aqui? – Perguntou com o sotaque acentuado.
Levantei o meu tronco e fechei a caixinha de musica para
depois dar de ombros, enquanto humedecia os lábios:
-Agora, nada…! – Baixei o rosto até á capa que segurava,
de modo a esconder o meu olhar.
Os seus passos fizeram-se sentir mais perto e o homem
falou:
-A Greta contou-me que a Alannis namorava. Fiquei feliz
quando soube, só não esperava conhecer-te nestas circunstancias… Eu lamento.
Abanei a cabeça e depois olhei-o:
-Você…?
-Sou Joseph! – informou, colocando a mão no peito - Não
sei se te falaram de mim.
-Sim, falaram. – Respondi – O que faz aqui?
-A Helen e a Greta pediram-me que viesse buscar-lhes uma
roupa decente para o velório.
Soltei uma lufada de ar com a dor da noticia e desviei o
olhar para o chão.
-Eu… - Não sabia o que falar – A Lannis… Ela já…?
-O corpo já está na capela mortuária.
-Cá da cidade? Não foi mandado para a vossa cidade?
-Não. A Helen não quis. Ela ficará sepultada junto
coma tua família.
-A…? A sério?
-A tua mãe insistiu. – Joseph voltou para a entrada do
quarto – Devias ir lá. Já foram lá muitos amigos vossos e perguntaram por ti…
-Eu não quero ir… - Murmurei, enquanto lutava para não
tremer o lábio nem chorar.
-E ao funeral?
-Muito menos.
Ele não me censurou e acenou com a cabeça, saindo do
quarto de seguida. Peguei na almofada mais próxima e abafei a minha cara nela,
perdido nas lágrimas e naquele cheiro familiar. Joseph deve ter saído entretanto,
mas eu nem me apercebi, envolto nos meus gemidos
Levantei-me e fui até á cozinha, onde me servi de
bolachas. Soube nesse momento que já passavam três horas da hora de almoço, ou
seja, eu tinha dormido muito e tinha passava muito tempo na cachoeira e naquele
quarto. Era obvio que já toda a cidade sabia do sucedido e provavelmente muitos
foram confirmar e dar pêsames á família. Nem sequer queria imaginar como seria
encarar os meus amigos no meu estado e encarar as suas caras de confusão e
pena. A única coisa que me fazia ponderar sobre ir até á capela ou não era o
facto de, provavelmente, ser a ultima vez que a via. Isso era a verdadeira
doença.
Caminhei pela sala de rosto molhado e mãos tremulas e
olhava para todo o lado em busca de alguma distracção. Foi aí que a minha visão
tocou uma caixa de comprimidos. Aproximei-me e peguei-a, analisando-a nas
minhas mãos. O nome era completamente estranho, mas eu lembrava-me de Lana ter
tentado tomar um para se acalmar, no dia em que ela falou comigo sobre a sua
vida. Então, eu já sabia qual era o efeito, portanto tirei duas pastilha para a
minha mão. Na altura eu tinha dito que aquilo só ia adiar os problemas, e não
resolve-los, mas naquele instante eu não quis ouvir as minhas próprias palavras
e meti-os na minha boca, sem precisar de agua para engolir. Talvez aquilo me
fizesse mal, ou talvez não. De qualquer modo eu não me importava se aquilo me
ia deixar doente.
Caminhei até ao sofá da sala e deitei-me nele. Liguei a
televisão no canal dos desenhos animados e tentei ter-lhe atenção enquanto as
minhas pálpebras baixavam lentamente até me deixarem completamente sem forças.
***
-Gustavo, vamos para casa… - murmurou a minha mãe mal eu
pestanejei.
Ela estava vergada sobre mim, com Susana atrás dela, ambas
vestidas de preto. Su estava com os olhos mais inchados do que os dela e
olhava-me em silencio.
-Que horas são? – Questionei em voz fraca.
-São quase dez horas da noite. Já está escuro lá fora.
Vamos para casa, sim?
-Se ele quiser passar a noite aqui em casa, não há
problema. – murmurou Helen acompanhada pelos pais, presenças que eu ainda não
tinha reparado.
-Não… Eu vou para casa, é melhor.
Levantei-me do sofá e a minha mãe acompanhou-me até á
porta com a mão nas minhas costas.
-Gustavo… - Murmurou Helen, cativando as minhas atenções.
Ela fez um ar penoso – É difícil para todos nós, mas…
-Mas pelo menos vocês conseguiram estar com ela durante
anos…E eu só uns meses - Cortei – É essa a dura diferença que me revolta.
Voltei costas e sai da casa. Susana correu atrás de mim e
escutei a minha mãe a despedir-se quando a pequena me abraçou, lavada em
lágrimas. Abracei-a no meu colo e entramos os dois no carro. Durante todo o
caminho de regresso a casa, mantive-me calado, com a cabeça encostada á janela
da porta. Alex tinha ido buscar a minha mota há algum tempo.
Quando chegamos a casa, a minha mãe foi deitar Susana e
depois veio ter comigo e deu-me um abraço, completo com um beijo. Depois
aproveitou-se da minha imobilidade e passou as mãos no meu rosto:
-Eu lamento, meu amor… Eu sei que tu estás a sentir.
Apertei os lábios um contra o outro enquanto tentava
controlar a respiração abafada e os olhos se cobriam de lágrimas. Comecei a
soluçar e depois as lágrimas rolaram na minha pele sem impedimentos e os meus
gemidos não se contiveram quando encostei a minha cabeça ao ombro da minha mãe.
Se algum dia eu soubesse que ela tinha sentido tanta dor pela morte do meu pai,
eu nunca teria pensado mal dela um segundo que fosse.
-Desculpa… - Lamentei, choroso – Eu não sabia que podia
ser pior do que foi com o pai para mim. – Limpei o rosto e fiz um esgar por
causa da tentativa de parar de chorar – Eu amava-a tanto…
A minha mãe soltou algumas lágrimas também, e tentou
limpar as minhas:
-Eu sei, meu querido… Eu prometo que tudo vai melhorar…
-Eu quero vê-la…
-É melhor esperarmos por amanha. O velório é cedo.
-Não… eu quero vê-la agora…
-Mas a capela já deve estar trancada.
-Eu não quero saber… - Lacrimejei – eu preciso de ir…
Ela ficou a olhar-me com o rosto inclinado e a visão
marejada. Deu-me um beijo na testa e soltou-me. Tive o bom senso de dar um
banho, que já há muito tempo não dava e depois fui-me preparar para ir ter com
a minha amada. Geralmente nos funerais as pessoas vestem-se de preto, mas tal
como Alannis me havia dito um dia, eu não queria carregar tristeza para um
local triste. Eu só queria que ela encontrasse a paz, por isso vesti-me de
branco da cabeça aos pés. Por ela. Era a sua cor preferida, para alem do mais.
A minha mãe indicou-me onde a capela ficava e eu fui para
lá de carro. Quando parei lá, fiquei aliviado por ver a porta aberta. Saí do
carro e aproximei-me da entrada, acanhado, e fui surpreendido quando Liliana e
Lau me surgiram á frente, a primeira chorosa e a segunda estática. Lili não
perdeu tempo e abraçou-me com todas as suas forças:
-Oh, Gustavo, o que aconteceu? – Perguntou.
-Disseram-nos que ela sofreu um acidente, mas…
-Foram anjos… - murmurei. Lau não sabia ao que eu me
referia, mas num momento daqueles eu já não tinha segredos para ninguém – Pelos
vistos a nossa professora de matemática era um e estava á espera do momento
certo para a apanhar, juntamente com outros dois anjos.
-Como?! – Lili abriu a boca, chocada.
Baixei a cabeça e suspirei. Não queria relembrar o que se
tinha passado, só queria vê-la. Lau, como se tivesse adivinhado os meus
pensamentos, segurou a mão de Liliana e puxou-a com ela:
-Lili, é melhor irmos. A minha mãe não queria que
demorássemos muito. – Falou. Depois olhou-me e tentou dar-me um sorriso
reconfortante com os olhos aquosos – Eu lamento muito… Eu sei o que tu estás a
sentir…
Fiquei ligeiramente confuso. Que eu soubesse nunca ninguém
da família de Laura tinha falecido, muito menos um amigo ou um namorado que eu
conhecesse.
-Gustavo… - Alguém chamou.
Virei a cabeça e vi Cristina, lavada em lágrimas. Ela
abraçou-me com força e chorou no meu ombro, deixando-me ainda mais débil do que
eu já estava:
-Eu tentei avisar-vos, juro que tentei!
-Tu sabias o que ia acontecer?
Ela acenou afirmativamente com a cabeça e limpou o nariz
com um lenço:
-O Rogério, ex-namorado da Helen, sabia de tudo. Durante
algum tempo os anjos tinham-no controlado, mas quando ele deixou de ser útil,
deixaram-no e ele contou-me o que se passava. Tentei dizer á Lannis, mas pelos
visto aquelas “coisas” até a rede controlam e as nossas ligações não
resultavam. Os meus pais puseram-me de castigo e por isso é que eu não vim
directamente á cidade… - Ela chorou – Eu não acredito que perdi a minha melhor
amiga porque não fui capaz de fazer nada…
-A culpa não foi tua… - Vociferei – Eu devia tê-la
guardado melhor…
Ela negou com a cabeça:
-Não… Tu deste-lhe tudo o que ela precisava… - As lágrimas voltaram a escapar-me e eu
mordi o lábio - Deste-lhe força para viver depois do caos que tinha passado…
Ela só precisava disso, de alguém que a amasse mais do que tudo… “Amor omnia
vinciti”.
-Quem me dera. – falei. Ela abraçou-me novamente, depois
deu-me dois beijos e despediu-se, juntando-se a Lili e a Laura
Elas foram andando. A casa de Lau ficava por perto. Eu
olhei a capela e senti um aperto no peito. Respirei fundo e cerrei os punhos
para ter força, dando inicio ao meu curto caminho para ver a minha Alannis uma
ultima vez. Quando entrei dentro da capela, repleta de flores claras, um
sacristão preparava-se para fechar tudo á chave.
-Tenho de ir para casa, jovem. – Disse quando me viu.
-Por favor, espere mais uns momentos. Só para eu me
despedir.
Ele pareceu relutante com o meu pedido mas assentiu e
aposentou-se, deixando-me sozinho.
Olhei o caixão de madeira reluzente e aproximei-me com medo.
Havia um tecido rendado que cobria todo o corpo e me dificultava o contacto com
Lana, e com o coração nas mãos, retirei-o lentamente, exibindo o seu rosto
sereno e estático que em segundos se transformou numa mancha desfocada por
culpa da agua que me dificultava a visão:
-Desculpa… A culpa foi minha, porque não soube defender-te
como precisavas… - A agua quente deslizou na minha pele e eu humedeci os lábios
com a língua – Não imagino como será a minha vida daqui para a frente, mas se
eu souber que tu estás melhor, então eu fico feliz… Tu disseste que não te
importavas com a tua morte, portanto eu… Eu vou fazer um esforço para suportar
a tua ausência da minha vida… - As palavras ecoaram na minha mente,
recordando-me novamente a realidade que a minha vida tinha alcançado. Isso
fez-me deixar cair a cabeça sobre o seu peito, coberto por lágrimas – Porquê?
eu não te fazia feliz? Porque tiveste de morrer agora? – Passei as mãos na sua
bela face – Eu amo-te para sempre, quer tu sentisses o mesmo por mim ou não. Só
queria mais tempo para te descobrir, só queria conservar a tua essência num
frasco… - Sorri, lacrimoso – Se eu conhecesse sete anões, moldava um sorriso na
tua cara… - Puxei-lhe os cantos da boca para cima em busca de um sorriso – e
pedia-lhes que esculpissem uma caixa de cristal para que todos os dias eu
olhasse para ti, e sorrisse ao ver-te sorrir… Porque é que isto não é um conto
de fadas? – Perguntei, baixinho – Porque é que com um beijo meu tu não acordas?
– Olhei os seus lábios rosados e passei os meus dedos sobre eles, macios e
quentes em relação ao restante corpo. Baixei o meu rosto até os nossos narizes
se tocarem. O meu quente e o dela frio. Afaguei o seu cabelo encaracolado e
olhei uma ultima vez a sua pele esbranquiçada antes de me baixar mais na sua
direcção. Encostei os meus lábios aos seus, com leveza e suavidade, já que não
podia avançar desse grau. As minhas lágrimas passaram da minha cara para a dela
e eu solucei, encostando a cabeça e o seu peito, desejoso por ouvir um órgão
vital dentro de si, que infelizmente não me respondeu. Olhei a sua face e
segurei-a nas minhas mãos – Eu amo-te… - Murmurei.
Peguei numa rosa branca e segurei-a nas pontas dos meus
dedos. Molhei as suas pétalas com gotas do meu choro e deixei-a cair sobre o
seu corpo:
-Esta é a despedida… - Vozeei – Um dia vamos ficar juntos,
outra vez…
Encarei a decoração cristã e cerrei os punhos, relutante.
Havia chegada a hora de partir.
Dei passos lentos para a saída, cabisbaixo , perdido nas
recordações passadas quando ouvi um estrondo vindo do exterior. Acelerei os
meus passos e fui ver o que era, mas antes de sair para fora da capela, um
vulto caiu do céu.
Não, não era um anjo.
-Gustavo! – o corpo feminino ficou iluminado. Encarei
Rebeca á minha frente. Ela parecia verdadeiramente furiosa e algo a impedia de
entrar ali dentro, o que me deixou inquieto.
-Rebeca…?
-Gustavo, eu tenho de entrar aí!
Fiquei a olha-la, sem saber ao certo o que fazer. Ela
estava diferente fisicamente. Os ossos já não eram visíveis e estava até
bastante formosa. Porem, os olhos avermelhados recordavam-me o que Lana me
tinha contado sobre a verdadeira natureza da minha ex-colega.
-A Lana está viva! - Exclamou
O meu batimento cardíaco acelerou, com esperanças falsas:
-Não, ela está morta. – Murmurei.
-Não, não está! Eu juro, Gustavo!
-O coração dela já não bate.
-Está imobilizado!
Dei um passo de recua e neguei com a cabeça:
-Não digas essas coisas…
Ela deu uma pancada na porta:
-Acredita em mim, bolas! Certamente sei mais sobre pessoas vivas ou mortas do que a tua irmã!
-Rebeca…!
-As veias dela estão tapadas para que o sangue não corra.
Ela está viva, apenas está imobilizada. Eu sei, o cheiro dela continua forte e
internamente o sangue ainda está morno! Ela está como que congelada. Gustavo,
tens de acreditar em mim!
-Não! – Virei costas – Pára de dizer essas coisas, não
achas que já estou mal o suficiente?! – Gritei.
-Olha, eu estou tão revoltada com os anjos como tu! Mas
tens de acreditar que se há pessoa que eu respeito é a Lana! Eu posso salva-la, de verdade!
Olhei-a pelo canto do olho e depois encarei Lana. Eu não
tinha nada a perder, mas tinha medo do que ia ver.
Ouvi o motor barulhento de um carro a aproximar-se e
reconheci os dois primos, Rui e Joana. Rebeca esboçou um ar de pânico quando as
portas do carro bateram e rosnou, exibindo os seus caninos compridos.
Andei de costas, assustado e encostei-me ao caixão. Nesse
momento foi tudo muito rápido. Só vi Rebeca saltar ao mesmo tempo que Rui
alcançava o local onde ela estava, e de repente senti-me a levar uma patada
dolorosa na barriga que me fez cair no chão. Rebeca abriu a boca e rápida como
uma chita baixou os dentes até ao pescoço de Lana e cravou-os com força.
-Não! – Gritei, aterrorizado.
Pensei que ia cair para o lado naquele momento, mas aí ouvi
uns gemidos de dor que aos poucos foram aumentando o volume e senti uma onda de
calor invadir-me. Joana ergueu uma estaca de madeira com ponta prateada na
direcção de Rebeca e nesse momento um grito estridente que reclamava de dor
ecoou pela capela. Levantei-me num salto, com o coração aos pulos, mas antes de
alcançar o caixão para ver se não era imaginação minha, Joana cravou a estaca em
Rebeca fazendo-a gritar e arquear as costas para trás, mostrando a sua beiça
suja de sangue. Ela caiu no chão e Rui logo acertou com uma estaca diferente no
seu peito.
-Rebeca… Não…
Senti o peito cheio de repente e olhei o caixão. Os lábios
de Lana moviam-se lentamente.
Rebeca gemeu:
-Eu disse… Que um dia havia de lhe salvar a vida…
Ela pareceu murchar no chão. A pele embranqueceu e foi
como se uma arvore secasse. Olhei Rui e Joana perplexo, especialmente por eles
ignorarem completamente a minha presença e agarrarem no corpo morto e
levarem-nos com eles, sem dizer uma palavra. Parecia que nem tinham visto Lana
no caixão, nem se dignaram a dar pêsames. Simplesmente saíram com o corpo ás
costas.
O meu choque foi abalado por outro gemido, que me
despertou. Corri até ao caixão e encarei Lana, que movia devagar os dedos.
-Lannis…?
Ela tentou abrir os olhos, mas assim que o fez, um rasto
de lágrimas avermelhadas caminhou pela sua pele:
-Gustavo… - Chorou – Eu tive tanto medo…
-Lana, como é que…? – A minha voz saiu rouca, mais pela
incredulidade do que pelo medo.
-Eu não sei… - Murmurou – Eu tenho estado atenta a tudo
desde que fechei os olhos. Eu queria dizer-te que estava viva, mas não
conseguia. Os anjos tiraram-me a o tacto, a visão e a voz, eu só conseguia
ouvir. Ouvir as tuas lágrimas e sentir o teu corpo junto ao meu, a julgar que
tu me podias largar a qualquer momento e eu iria ficar sozinha e enfraquecer
cada vez mais…
Abanei a cabeça e abracei-a com todas as minhas forças:
-Eu não… Tu estás mesmo vivas…? – sussurrei.
Ela acenou com a cabeça, com os olhos avermelhados, a pele
pálida e estado frágil. A sua voz fraca pronunciou-se:
-Desculpa por te ter feito sofrer tanto… Eu não queria… -
Ela verteu outra lágrima – Eu não queria que nada disto tivesse acontecido, não
queria que te tivessem prendido…
-Tu não tiveste culpa…!
Ela apertou-me também contra si
- Eu amo-te. – Exclamou, com os olhos castanhos presos em
mim, num misto de medo e alivio. Senti o meu coração parar de bater por segundos
infinitos, porem sorri levemente, quem nem um tonto.
-Eu tambem… - murmurei.
Ela sorriu. Aquele sorriso perfeito, que mesmo em más situações
era lindo:
-Se soubesses como
me arrependo de não to ter dito antes…! –Lágrimas deslizaram a partir das suas
orbitas, e depois ela sorriu cosntrangida – E agora sinto-me uma tonta por ter
dito…
Sorri, baralhado:
-porquê?
-Porque… eu sou tímida…!
Olhei a sua cara chorosa e sorri:
-Sim, tu és tímida… Isso é uma das coisas que mais amo em
ti… - Abracei-a com leveza e dei-lhe um beijo na bochecha – não ia aguentar viver
sem ti…
Ela envolveu-me nos seus membros e depois pareceu
petrificar. Olhou para os lados assustada e fitou-me num tom de suplica:
-Tira-me daqui, por favor.
Nem pensei duas vezes e peguei-a ao colo. O seu corpo
estava mais leve do que nunca e notei que o branqueado não passava. Deduzi que
a perda de sangue tinha sido tanta, e a falta de comida também, que ela
precisava urgentemente de ser levada a um hospital, ou qualquer outro sitio que
lhe restabelecesse forças. Levei-a para o carro e coloquei-a no banco de
passageiro:
-Tu sentes-te bem?
Ela não conseguiu responder verbalmente e eu percebi o
sinal. Entrei no carro e andei á velocidade mais rápida que consegui, enquanto
me mantinha atento a ela. Quando cheguei ao hospital, chamei uma enfermeira que
veio comigo vê-la ao carro, e depois colocamo-la numa maca. A partir daí foi
tudo muito rápido.
Espetaram-lhe uma agulha na mão e começaram a preparar o
soro e a anestesia, enquanto a encaminhavam para o bloco operatório. Tentei
segui-las, mas foi em vão. Garantiram-me que ficaria tudo bem e deixaram-me
sozinho no corredor.
Então eu esperei cerca de uma hora e meia, até que um
medico veio ter comigo com um relatório na mão. Explicou-me o que eu já sabia.
Que ela tinha perdido muito sangue, que tinha golpes profundos, mas que
felizmente estava fora de perigo. Segundo o que percebi, conseguiram sangue compatível
com o seu, pelo que a transfusão de emergência tinha sido um êxito, já que o
seu organismo o aceitara com facilidade. Restava aguardar que ela acordasse.
Pedi para ficar com ela no quarto e tive a autorização. O
doutor encaminhou-me até ao seu quarto e depois deixou-nos a sós. Fiz aquilo
que pensei que nunca mais ia conseguir fazer: Rir. Ri de cepticismo enquanto
esfregava a cara para ter a certeza que estava acordado e que aquilo não era um
sonho. Aproximei-me do seu corpo e segurei as suas mãos, á espera que ela
acordasse. Durante cerca de uma hora afaguei-lhe o cabelo, toquei-a, abracei-a
e beijei a sua pele delicada, garantindo que era mesmo ela, que aquele cheiro
entranhado no seu cabelo castanho perfeitamente ondulado não era uma ilusão,
enquanto esperava paciente pela sua reacção. Depois ri-me ao imaginar como
seria quando todos soubessem. Certamente não iam acreditar. Foi quando lhe
mexia no cabelo que ela abriu os olhos, devagar e confusa. Quando me olhou
sorriu em conjunto comigo. Abracei-a em silencio á espera das suas palavras.
Ela passou as mãos no meu rosto e olhou-me com um brilho especial:
-Desculpa ter demorado tanto a acordar. – Aquele lamento
tinha duplo sentido.
-Não faz mal…
-O que fizeram á Rebeca? - Ela pareceu ficar triste de
repente.
Tudo o que eu menos queria era vê-la sofrer, por isso nada
disse.
Ela conformou-se com o meu silencio, já descobrindo o que
se tinha passado e deu de ombros:
-Eu lamento por ela… - murmurou – Salvou-me a vida…
-E eu agradeço-lhe… - Concluí.
Ela tentou sorrir e eu acariciei a sua bochecha.
Ficou a olhar-me e depois passou as atenções pelo quarto.
Parecia confusa, especialmente quando me olhava com atenção.
-O que se passa? – Inquiri.
-Eu não sinto nada… - Esclareceu, subitamente.
Um lado de si parecia desiludido.
-Nada, como?
-o que tu sentes… - Ela franziu as sobrancelhas,
preocupada - Não consigo decifrar… Não consigo ver o teu espírito…
Abanei a cabeça, para que ela não se preocupasse com
aquilo:
-Não faz mal… A minha palavra basta para tu saberes o que
eu sinto.
Ela manteve o ar apreensivo e olhou em redor, assustada:
-era mesmo verdade o que Mehiel disse…? Eu não sou mais um
anjo. – Aquilo já não foi uma pergunta. Foi uma conclusão, que para minha
surpresa lhe doeu.
-Tu não precisas disso para seres quem és.
-eles disseram que eu era metade demónio. – Relembrou.
-Não és nada. – Neguei, assertivamente – Eu sei. E eu também
sei o que sinto.
Ela ficou a olhar-me até que reagiu:
-Obrigada…
Sorri e ela sorriu-me de volta, com um brilho deslumbrante
na íris castanha. Descolou os lábios e mostrou-se tímida, todavia, fez-me um
pedido inesperado.
-Beija-me...
Eu não recusei. Dei-lhe um beijo terno que estava ansioso
por dar e fui retribuído pelos seus lábios macios. Só desejava que aquilo não
fosse uma sonho ou uma ilusão, pois não suportaria a dor de outra desilusão. Quando
afastamos as nossas bocas, fiquei a olhar a sua íris e prometi a mim mesmo que
eu nunca mais a deixaria, custasse o que custasse.
(Nao faço ideia porque é que o texto fica assim. espero que nao atrapalhe!
')
Comentem, sim?
')Abri os olhos, bem na direcção do céu azul. Pelos vistos a
tempestade tinha dado lugar á luz. Fiquei atento a uma nuvem qualquer, fazendo
as primeiras associações matinais, antes de levantar o corpo dolorido.
Remexi-me internamente e senti uma angustia profunda apoderar-se de mim, mas,
para minha surpresa, todo o choro do dia anterior tinha-me deixado sem lágrimas
para continuar a verter, apesar de a vontade ser imensa. Eu não sabia que horas
eram, muito menos o que se passava em casa. Em momentos normais eu diria que
precisava de ver a Lannis para me sentir bem, mas eu não queria vê-la naquele
estado. Queria ficar no meio daquela mata para sempre, de modo a não ser
encontrado, num ambiente escuro e solitário onde ninguém me pudesse incomodar,
e afogar-me em fantasias até ao dia em que morresse para ficarmos juntos. O
único senão do meu desejo era ao facto de a minha consciência me lembrar que
isso não era o certo. Ainda assim, fiquei ali durante minutos ou até mesmo
horas. Eu não sabia ao certo, porem não tinha interesse em saber. Só queria
esquecer o que se passava, mas por outro lado, o meu caderno fazia-me querer
reviver tudo .
Levantei-me do suporte duro e rastejei até os meus pés
estarem perto o suficiente do chão para eu me segurar neles. As minhas costas
estavam doridas e os músculos queimavam, todavia, isso não foi o melhor
pretexto para eu parar, pelo que caminhei floresta fora até chegar á casa
deserta que eu já me tinha habituado a visitar. Eu sabia que Lana costumava
guardar uma chave debaixo de um vaso desde que começamos a passar as noites
juntos, então, eu procurei essa chave, com o intuito de entrar no seu lar. A
casa estava escura e limpa. Tudo silencioso. No seu quarto, tudo se encontrava
organizado, porem, o seu cheiro era doentio para mim.
Encostei-me á ombreira da porta e suspirei, magoado.
Depois fechei a porta e andei por aquela divisão. Peguei no seu perfume e
levei-o até ao meu nariz, sendo percorrido por um calafrio logo de seguida.
Mexi na sua caixa de maquilhagem desorganizada, remexi nos seus acessórios mais
sombrios, e por fim, olhei as suas roupas escuras. Sentei-me na orla da cama e
deixei-me cair de costas para ela. Quando voltei a minha cabeça para a sua
mesinha de cabeceira, fui surpreendido pela caixa prateada que eu lhe tinha
dado. Estava fechada, mas com o trinco para cima. Levei as minhas mãos ao
pescoço e apercebi-me que mesmo durante o pesadelo que aqueles anjos me
causaram, o fio permanecera comigo, são e salvo. Peguei na caixa e abri-a, para
que logo uma melodia soasse. Abri a primeira gaveta do criado-mudo e vasculhei
o que lá havia. No fundo havia uma capa de plástico que eu, entediado, resolvi
verificar. Surpreendi-me ao ver uns desenhos estilo banda desenhada japonesa a
relatarem basicamente tudo o que eu tinha escrito no meu caderno. Aquele era o
diário ilustrado de Lana. Vi todos os desenhos até ao fim, emocionado e depois
pousei-os ao meu lado sobre a cama.
Foi aí que a porta se abriu, mostrando aquele homem que
estava com Greta. Ele ficou surpreendido ao ver-me ali:
-o que fazes aqui? – Perguntou com o sotaque acentuado.
Levantei o meu tronco e fechei a caixinha de musica para
depois dar de ombros, enquanto humedecia os lábios:
-Agora, nada…! – Baixei o rosto até á capa que segurava,
de modo a esconder o meu olhar.
Os seus passos fizeram-se sentir mais perto e o homem
falou:
-A Greta contou-me que a Alannis namorava. Fiquei feliz
quando soube, só não esperava conhecer-te nestas circunstancias… Eu lamento.
Abanei a cabeça e depois olhei-o:
-Você…?
-Sou Joseph! – informou, colocando a mão no peito - Não
sei se te falaram de mim.
-Sim, falaram. – Respondi – O que faz aqui?
-A Helen e a Greta pediram-me que viesse buscar-lhes uma
roupa decente para o velório.
Soltei uma lufada de ar com a dor da noticia e desviei o
olhar para o chão.
-Eu… - Não sabia o que falar – A Lannis… Ela já…?
-O corpo já está na capela mortuária.
-Cá da cidade? Não foi mandado para a vossa cidade?
-Não. A Helen não quis. Ela ficará sepultada junto
coma tua família.
-A…? A sério?
-A tua mãe insistiu. – Joseph voltou para a entrada do
quarto – Devias ir lá. Já foram lá muitos amigos vossos e perguntaram por ti…
-Eu não quero ir… - Murmurei, enquanto lutava para não
tremer o lábio nem chorar.
-E ao funeral?
-Muito menos.
Ele não me censurou e acenou com a cabeça, saindo do
quarto de seguida. Peguei na almofada mais próxima e abafei a minha cara nela,
perdido nas lágrimas e naquele cheiro familiar. Joseph deve ter saído entretanto,
mas eu nem me apercebi, envolto nos meus gemidos
Levantei-me e fui até á cozinha, onde me servi de
bolachas. Soube nesse momento que já passavam três horas da hora de almoço, ou
seja, eu tinha dormido muito e tinha passava muito tempo na cachoeira e naquele
quarto. Era obvio que já toda a cidade sabia do sucedido e provavelmente muitos
foram confirmar e dar pêsames á família. Nem sequer queria imaginar como seria
encarar os meus amigos no meu estado e encarar as suas caras de confusão e
pena. A única coisa que me fazia ponderar sobre ir até á capela ou não era o
facto de, provavelmente, ser a ultima vez que a via. Isso era a verdadeira
doença.
Caminhei pela sala de rosto molhado e mãos tremulas e
olhava para todo o lado em busca de alguma distracção. Foi aí que a minha visão
tocou uma caixa de comprimidos. Aproximei-me e peguei-a, analisando-a nas
minhas mãos. O nome era completamente estranho, mas eu lembrava-me de Lana ter
tentado tomar um para se acalmar, no dia em que ela falou comigo sobre a sua
vida. Então, eu já sabia qual era o efeito, portanto tirei duas pastilha para a
minha mão. Na altura eu tinha dito que aquilo só ia adiar os problemas, e não
resolve-los, mas naquele instante eu não quis ouvir as minhas próprias palavras
e meti-os na minha boca, sem precisar de agua para engolir. Talvez aquilo me
fizesse mal, ou talvez não. De qualquer modo eu não me importava se aquilo me
ia deixar doente.
Caminhei até ao sofá da sala e deitei-me nele. Liguei a
televisão no canal dos desenhos animados e tentei ter-lhe atenção enquanto as
minhas pálpebras baixavam lentamente até me deixarem completamente sem forças.
***
-Gustavo, vamos para casa… - murmurou a minha mãe mal eu
pestanejei.
Ela estava vergada sobre mim, com Susana atrás dela, ambas
vestidas de preto. Su estava com os olhos mais inchados do que os dela e
olhava-me em silencio.
-Que horas são? – Questionei em voz fraca.
-São quase dez horas da noite. Já está escuro lá fora.
Vamos para casa, sim?
-Se ele quiser passar a noite aqui em casa, não há
problema. – murmurou Helen acompanhada pelos pais, presenças que eu ainda não
tinha reparado.
-Não… Eu vou para casa, é melhor.
Levantei-me do sofá e a minha mãe acompanhou-me até á
porta com a mão nas minhas costas.
-Gustavo… - Murmurou Helen, cativando as minhas atenções.
Ela fez um ar penoso – É difícil para todos nós, mas…
-Mas pelo menos vocês conseguiram estar com ela durante
anos…E eu só uns meses - Cortei – É essa a dura diferença que me revolta.
Voltei costas e sai da casa. Susana correu atrás de mim e
escutei a minha mãe a despedir-se quando a pequena me abraçou, lavada em
lágrimas. Abracei-a no meu colo e entramos os dois no carro. Durante todo o
caminho de regresso a casa, mantive-me calado, com a cabeça encostada á janela
da porta. Alex tinha ido buscar a minha mota há algum tempo.
Quando chegamos a casa, a minha mãe foi deitar Susana e
depois veio ter comigo e deu-me um abraço, completo com um beijo. Depois
aproveitou-se da minha imobilidade e passou as mãos no meu rosto:
-Eu lamento, meu amor… Eu sei que tu estás a sentir.
Apertei os lábios um contra o outro enquanto tentava
controlar a respiração abafada e os olhos se cobriam de lágrimas. Comecei a
soluçar e depois as lágrimas rolaram na minha pele sem impedimentos e os meus
gemidos não se contiveram quando encostei a minha cabeça ao ombro da minha mãe.
Se algum dia eu soubesse que ela tinha sentido tanta dor pela morte do meu pai,
eu nunca teria pensado mal dela um segundo que fosse.
-Desculpa… - Lamentei, choroso – Eu não sabia que podia
ser pior do que foi com o pai para mim. – Limpei o rosto e fiz um esgar por
causa da tentativa de parar de chorar – Eu amava-a tanto…
A minha mãe soltou algumas lágrimas também, e tentou
limpar as minhas:
-Eu sei, meu querido… Eu prometo que tudo vai melhorar…
-Eu quero vê-la…
-É melhor esperarmos por amanha. O velório é cedo.
-Não… eu quero vê-la agora…
-Mas a capela já deve estar trancada.
-Eu não quero saber… - Lacrimejei – eu preciso de ir…
Ela ficou a olhar-me com o rosto inclinado e a visão
marejada. Deu-me um beijo na testa e soltou-me. Tive o bom senso de dar um
banho, que já há muito tempo não dava e depois fui-me preparar para ir ter com
a minha amada. Geralmente nos funerais as pessoas vestem-se de preto, mas tal
como Alannis me havia dito um dia, eu não queria carregar tristeza para um
local triste. Eu só queria que ela encontrasse a paz, por isso vesti-me de
branco da cabeça aos pés. Por ela. Era a sua cor preferida, para alem do mais.
A minha mãe indicou-me onde a capela ficava e eu fui para
lá de carro. Quando parei lá, fiquei aliviado por ver a porta aberta. Saí do
carro e aproximei-me da entrada, acanhado, e fui surpreendido quando Liliana e
Lau me surgiram á frente, a primeira chorosa e a segunda estática. Lili não
perdeu tempo e abraçou-me com todas as suas forças:
-Oh, Gustavo, o que aconteceu? – Perguntou.
-Disseram-nos que ela sofreu um acidente, mas…
-Foram anjos… - murmurei. Lau não sabia ao que eu me
referia, mas num momento daqueles eu já não tinha segredos para ninguém – Pelos
vistos a nossa professora de matemática era um e estava á espera do momento
certo para a apanhar, juntamente com outros dois anjos.
-Como?! – Lili abriu a boca, chocada.
Baixei a cabeça e suspirei. Não queria relembrar o que se
tinha passado, só queria vê-la. Lau, como se tivesse adivinhado os meus
pensamentos, segurou a mão de Liliana e puxou-a com ela:
-Lili, é melhor irmos. A minha mãe não queria que
demorássemos muito. – Falou. Depois olhou-me e tentou dar-me um sorriso
reconfortante com os olhos aquosos – Eu lamento muito… Eu sei o que tu estás a
sentir…
Fiquei ligeiramente confuso. Que eu soubesse nunca ninguém
da família de Laura tinha falecido, muito menos um amigo ou um namorado que eu
conhecesse.
-Gustavo… - Alguém chamou.
Virei a cabeça e vi Cristina, lavada em lágrimas. Ela
abraçou-me com força e chorou no meu ombro, deixando-me ainda mais débil do que
eu já estava:
-Eu tentei avisar-vos, juro que tentei!
-Tu sabias o que ia acontecer?
Ela acenou afirmativamente com a cabeça e limpou o nariz
com um lenço:
-O Rogério, ex-namorado da Helen, sabia de tudo. Durante
algum tempo os anjos tinham-no controlado, mas quando ele deixou de ser útil,
deixaram-no e ele contou-me o que se passava. Tentei dizer á Lannis, mas pelos
visto aquelas “coisas” até a rede controlam e as nossas ligações não
resultavam. Os meus pais puseram-me de castigo e por isso é que eu não vim
directamente á cidade… - Ela chorou – Eu não acredito que perdi a minha melhor
amiga porque não fui capaz de fazer nada…
-A culpa não foi tua… - Vociferei – Eu devia tê-la
guardado melhor…
Ela negou com a cabeça:
-Não… Tu deste-lhe tudo o que ela precisava… - As lágrimas voltaram a escapar-me e eu
mordi o lábio - Deste-lhe força para viver depois do caos que tinha passado…
Ela só precisava disso, de alguém que a amasse mais do que tudo… “Amor omnia
vinciti”.
-Quem me dera. – falei. Ela abraçou-me novamente, depois
deu-me dois beijos e despediu-se, juntando-se a Lili e a Laura
Elas foram andando. A casa de Lau ficava por perto. Eu
olhei a capela e senti um aperto no peito. Respirei fundo e cerrei os punhos
para ter força, dando inicio ao meu curto caminho para ver a minha Alannis uma
ultima vez. Quando entrei dentro da capela, repleta de flores claras, um
sacristão preparava-se para fechar tudo á chave.
-Tenho de ir para casa, jovem. – Disse quando me viu.
-Por favor, espere mais uns momentos. Só para eu me
despedir.
Ele pareceu relutante com o meu pedido mas assentiu e
aposentou-se, deixando-me sozinho.
Olhei o caixão de madeira reluzente e aproximei-me com medo.
Havia um tecido rendado que cobria todo o corpo e me dificultava o contacto com
Lana, e com o coração nas mãos, retirei-o lentamente, exibindo o seu rosto
sereno e estático que em segundos se transformou numa mancha desfocada por
culpa da agua que me dificultava a visão:
-Desculpa… A culpa foi minha, porque não soube defender-te
como precisavas… - A agua quente deslizou na minha pele e eu humedeci os lábios
com a língua – Não imagino como será a minha vida daqui para a frente, mas se
eu souber que tu estás melhor, então eu fico feliz… Tu disseste que não te
importavas com a tua morte, portanto eu… Eu vou fazer um esforço para suportar
a tua ausência da minha vida… - As palavras ecoaram na minha mente,
recordando-me novamente a realidade que a minha vida tinha alcançado. Isso
fez-me deixar cair a cabeça sobre o seu peito, coberto por lágrimas – Porquê?
eu não te fazia feliz? Porque tiveste de morrer agora? – Passei as mãos na sua
bela face – Eu amo-te para sempre, quer tu sentisses o mesmo por mim ou não. Só
queria mais tempo para te descobrir, só queria conservar a tua essência num
frasco… - Sorri, lacrimoso – Se eu conhecesse sete anões, moldava um sorriso na
tua cara… - Puxei-lhe os cantos da boca para cima em busca de um sorriso – e
pedia-lhes que esculpissem uma caixa de cristal para que todos os dias eu
olhasse para ti, e sorrisse ao ver-te sorrir… Porque é que isto não é um conto
de fadas? – Perguntei, baixinho – Porque é que com um beijo meu tu não acordas?
– Olhei os seus lábios rosados e passei os meus dedos sobre eles, macios e
quentes em relação ao restante corpo. Baixei o meu rosto até os nossos narizes
se tocarem. O meu quente e o dela frio. Afaguei o seu cabelo encaracolado e
olhei uma ultima vez a sua pele esbranquiçada antes de me baixar mais na sua
direcção. Encostei os meus lábios aos seus, com leveza e suavidade, já que não
podia avançar desse grau. As minhas lágrimas passaram da minha cara para a dela
e eu solucei, encostando a cabeça e o seu peito, desejoso por ouvir um órgão
vital dentro de si, que infelizmente não me respondeu. Olhei a sua face e
segurei-a nas minhas mãos – Eu amo-te… - Murmurei.
Peguei numa rosa branca e segurei-a nas pontas dos meus
dedos. Molhei as suas pétalas com gotas do meu choro e deixei-a cair sobre o
seu corpo:
-Esta é a despedida… - Vozeei – Um dia vamos ficar juntos,
outra vez…
Encarei a decoração cristã e cerrei os punhos, relutante.
Havia chegada a hora de partir.
Dei passos lentos para a saída, cabisbaixo , perdido nas
recordações passadas quando ouvi um estrondo vindo do exterior. Acelerei os
meus passos e fui ver o que era, mas antes de sair para fora da capela, um
vulto caiu do céu.
Não, não era um anjo.
-Gustavo! – o corpo feminino ficou iluminado. Encarei
Rebeca á minha frente. Ela parecia verdadeiramente furiosa e algo a impedia de
entrar ali dentro, o que me deixou inquieto.
-Rebeca…?
-Gustavo, eu tenho de entrar aí!
Fiquei a olha-la, sem saber ao certo o que fazer. Ela
estava diferente fisicamente. Os ossos já não eram visíveis e estava até
bastante formosa. Porem, os olhos avermelhados recordavam-me o que Lana me
tinha contado sobre a verdadeira natureza da minha ex-colega.
-A Lana está viva! - Exclamou
O meu batimento cardíaco acelerou, com esperanças falsas:
-Não, ela está morta. – Murmurei.
-Não, não está! Eu juro, Gustavo!
-O coração dela já não bate.
-Está imobilizado!
Dei um passo de recua e neguei com a cabeça:
-Não digas essas coisas…
Ela deu uma pancada na porta:
-Acredita em mim, bolas! Certamente sei mais sobre pessoas vivas ou mortas do que a tua irmã!
-Rebeca…!
-As veias dela estão tapadas para que o sangue não corra.
Ela está viva, apenas está imobilizada. Eu sei, o cheiro dela continua forte e
internamente o sangue ainda está morno! Ela está como que congelada. Gustavo,
tens de acreditar em mim!
-Não! – Virei costas – Pára de dizer essas coisas, não
achas que já estou mal o suficiente?! – Gritei.
-Olha, eu estou tão revoltada com os anjos como tu! Mas
tens de acreditar que se há pessoa que eu respeito é a Lana! Eu posso salva-la, de verdade!
Olhei-a pelo canto do olho e depois encarei Lana. Eu não
tinha nada a perder, mas tinha medo do que ia ver.
Ouvi o motor barulhento de um carro a aproximar-se e
reconheci os dois primos, Rui e Joana. Rebeca esboçou um ar de pânico quando as
portas do carro bateram e rosnou, exibindo os seus caninos compridos.
Andei de costas, assustado e encostei-me ao caixão. Nesse
momento foi tudo muito rápido. Só vi Rebeca saltar ao mesmo tempo que Rui
alcançava o local onde ela estava, e de repente senti-me a levar uma patada
dolorosa na barriga que me fez cair no chão. Rebeca abriu a boca e rápida como
uma chita baixou os dentes até ao pescoço de Lana e cravou-os com força.
-Não! – Gritei, aterrorizado.
Pensei que ia cair para o lado naquele momento, mas aí ouvi
uns gemidos de dor que aos poucos foram aumentando o volume e senti uma onda de
calor invadir-me. Joana ergueu uma estaca de madeira com ponta prateada na
direcção de Rebeca e nesse momento um grito estridente que reclamava de dor
ecoou pela capela. Levantei-me num salto, com o coração aos pulos, mas antes de
alcançar o caixão para ver se não era imaginação minha, Joana cravou a estaca em
Rebeca fazendo-a gritar e arquear as costas para trás, mostrando a sua beiça
suja de sangue. Ela caiu no chão e Rui logo acertou com uma estaca diferente no
seu peito.
-Rebeca… Não…
Senti o peito cheio de repente e olhei o caixão. Os lábios
de Lana moviam-se lentamente.
Rebeca gemeu:
-Eu disse… Que um dia havia de lhe salvar a vida…
Ela pareceu murchar no chão. A pele embranqueceu e foi
como se uma arvore secasse. Olhei Rui e Joana perplexo, especialmente por eles
ignorarem completamente a minha presença e agarrarem no corpo morto e
levarem-nos com eles, sem dizer uma palavra. Parecia que nem tinham visto Lana
no caixão, nem se dignaram a dar pêsames. Simplesmente saíram com o corpo ás
costas.
O meu choque foi abalado por outro gemido, que me
despertou. Corri até ao caixão e encarei Lana, que movia devagar os dedos.
-Lannis…?
Ela tentou abrir os olhos, mas assim que o fez, um rasto
de lágrimas avermelhadas caminhou pela sua pele:
-Gustavo… - Chorou – Eu tive tanto medo…
-Lana, como é que…? – A minha voz saiu rouca, mais pela
incredulidade do que pelo medo.
-Eu não sei… - Murmurou – Eu tenho estado atenta a tudo
desde que fechei os olhos. Eu queria dizer-te que estava viva, mas não
conseguia. Os anjos tiraram-me a o tacto, a visão e a voz, eu só conseguia
ouvir. Ouvir as tuas lágrimas e sentir o teu corpo junto ao meu, a julgar que
tu me podias largar a qualquer momento e eu iria ficar sozinha e enfraquecer
cada vez mais…
Abanei a cabeça e abracei-a com todas as minhas forças:
-Eu não… Tu estás mesmo vivas…? – sussurrei.
Ela acenou com a cabeça, com os olhos avermelhados, a pele
pálida e estado frágil. A sua voz fraca pronunciou-se:
-Desculpa por te ter feito sofrer tanto… Eu não queria… -
Ela verteu outra lágrima – Eu não queria que nada disto tivesse acontecido, não
queria que te tivessem prendido…
-Tu não tiveste culpa…!
Ela apertou-me também contra si
- Eu amo-te. – Exclamou, com os olhos castanhos presos em
mim, num misto de medo e alivio. Senti o meu coração parar de bater por segundos
infinitos, porem sorri levemente, quem nem um tonto.
-Eu tambem… - murmurei.
Ela sorriu. Aquele sorriso perfeito, que mesmo em más situações
era lindo:
-Se soubesses como
me arrependo de não to ter dito antes…! –Lágrimas deslizaram a partir das suas
orbitas, e depois ela sorriu cosntrangida – E agora sinto-me uma tonta por ter
dito…
Sorri, baralhado:
-porquê?
-Porque… eu sou tímida…!
Olhei a sua cara chorosa e sorri:
-Sim, tu és tímida… Isso é uma das coisas que mais amo em
ti… - Abracei-a com leveza e dei-lhe um beijo na bochecha – não ia aguentar viver
sem ti…
Ela envolveu-me nos seus membros e depois pareceu
petrificar. Olhou para os lados assustada e fitou-me num tom de suplica:
-Tira-me daqui, por favor.
Nem pensei duas vezes e peguei-a ao colo. O seu corpo
estava mais leve do que nunca e notei que o branqueado não passava. Deduzi que
a perda de sangue tinha sido tanta, e a falta de comida também, que ela
precisava urgentemente de ser levada a um hospital, ou qualquer outro sitio que
lhe restabelecesse forças. Levei-a para o carro e coloquei-a no banco de
passageiro:
-Tu sentes-te bem?
Ela não conseguiu responder verbalmente e eu percebi o
sinal. Entrei no carro e andei á velocidade mais rápida que consegui, enquanto
me mantinha atento a ela. Quando cheguei ao hospital, chamei uma enfermeira que
veio comigo vê-la ao carro, e depois colocamo-la numa maca. A partir daí foi
tudo muito rápido.
Espetaram-lhe uma agulha na mão e começaram a preparar o
soro e a anestesia, enquanto a encaminhavam para o bloco operatório. Tentei
segui-las, mas foi em vão. Garantiram-me que ficaria tudo bem e deixaram-me
sozinho no corredor.
Então eu esperei cerca de uma hora e meia, até que um
medico veio ter comigo com um relatório na mão. Explicou-me o que eu já sabia.
Que ela tinha perdido muito sangue, que tinha golpes profundos, mas que
felizmente estava fora de perigo. Segundo o que percebi, conseguiram sangue compatível
com o seu, pelo que a transfusão de emergência tinha sido um êxito, já que o
seu organismo o aceitara com facilidade. Restava aguardar que ela acordasse.
Pedi para ficar com ela no quarto e tive a autorização. O
doutor encaminhou-me até ao seu quarto e depois deixou-nos a sós. Fiz aquilo
que pensei que nunca mais ia conseguir fazer: Rir. Ri de cepticismo enquanto
esfregava a cara para ter a certeza que estava acordado e que aquilo não era um
sonho. Aproximei-me do seu corpo e segurei as suas mãos, á espera que ela
acordasse. Durante cerca de uma hora afaguei-lhe o cabelo, toquei-a, abracei-a
e beijei a sua pele delicada, garantindo que era mesmo ela, que aquele cheiro
entranhado no seu cabelo castanho perfeitamente ondulado não era uma ilusão,
enquanto esperava paciente pela sua reacção. Depois ri-me ao imaginar como
seria quando todos soubessem. Certamente não iam acreditar. Foi quando lhe
mexia no cabelo que ela abriu os olhos, devagar e confusa. Quando me olhou
sorriu em conjunto comigo. Abracei-a em silencio á espera das suas palavras.
Ela passou as mãos no meu rosto e olhou-me com um brilho especial:
-Desculpa ter demorado tanto a acordar. – Aquele lamento
tinha duplo sentido.
-Não faz mal…
-O que fizeram á Rebeca? - Ela pareceu ficar triste de
repente.
Tudo o que eu menos queria era vê-la sofrer, por isso nada
disse.
Ela conformou-se com o meu silencio, já descobrindo o que
se tinha passado e deu de ombros:
-Eu lamento por ela… - murmurou – Salvou-me a vida…
-E eu agradeço-lhe… - Concluí.
Ela tentou sorrir e eu acariciei a sua bochecha.
Ficou a olhar-me e depois passou as atenções pelo quarto.
Parecia confusa, especialmente quando me olhava com atenção.
-O que se passa? – Inquiri.
-Eu não sinto nada… - Esclareceu, subitamente.
Um lado de si parecia desiludido.
-Nada, como?
-o que tu sentes… - Ela franziu as sobrancelhas,
preocupada - Não consigo decifrar… Não consigo ver o teu espírito…
Abanei a cabeça, para que ela não se preocupasse com
aquilo:
-Não faz mal… A minha palavra basta para tu saberes o que
eu sinto.
Ela manteve o ar apreensivo e olhou em redor, assustada:
-era mesmo verdade o que Mehiel disse…? Eu não sou mais um
anjo. – Aquilo já não foi uma pergunta. Foi uma conclusão, que para minha
surpresa lhe doeu.
-Tu não precisas disso para seres quem és.
-eles disseram que eu era metade demónio. – Relembrou.
-Não és nada. – Neguei, assertivamente – Eu sei. E eu também
sei o que sinto.
Ela ficou a olhar-me até que reagiu:
-Obrigada…
Sorri e ela sorriu-me de volta, com um brilho deslumbrante
na íris castanha. Descolou os lábios e mostrou-se tímida, todavia, fez-me um
pedido inesperado.
-Beija-me...
Eu não recusei. Dei-lhe um beijo terno que estava ansioso
por dar e fui retribuído pelos seus lábios macios. Só desejava que aquilo não
fosse uma sonho ou uma ilusão, pois não suportaria a dor de outra desilusão. Quando
afastamos as nossas bocas, fiquei a olhar a sua íris e prometi a mim mesmo que
eu nunca mais a deixaria, custasse o que custasse.
(Nao faço ideia porque é que o texto fica assim. espero que nao atrapalhe!
')Comentem, sim?

as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
O que eu chorei com este capítulo. Não me surpreendeu o que os anjos fizeram à Lana. Mas o que mais me deixou k.o foi quando disseram ao Gustavo que a Lana... não iria acordar... Foi uma bala no peito que nem imaginas. E o raio da musica... fogo, puseste-me a chorar! 
E agora o epilogo. e depois... nada. Tenho mesmo pena que a fanfic esteja no fim, mas acho que não devias fazer uma continuação. Isso seria expremer mais a história e, ás vezes, isso tira a magia original da história.
Espero pelo epilogo

E agora o epilogo. e depois... nada. Tenho mesmo pena que a fanfic esteja no fim, mas acho que não devias fazer uma continuação. Isso seria expremer mais a história e, ás vezes, isso tira a magia original da história.
Espero pelo epilogo

Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
Oh, a sério, vocês choraram?
(Eu adoro pôr as pessoas a chorar! *Foge*
)
Eu sou franca, quando estava a escrever estava sempre com aquele aperto no peito, mas a parte em que eu não aguentei mais foi quando a mãe do Gustavo o abraça e diz que sabe o que ele tá a sentir. Sei lá, essa parte até não foi a mais emocionante, mas fez-me reflectir que no fundo o Gustavo nunca tinha entendido a mãe e de repente, bum, ainda se sentiu pior!
ai as musicas ficaram mesmo bem, não? E as letras até que condizem! hehe.
foi um pouco complicado escrever o que o Gustavo sentia, porque eu não sabia se ele devia chorar muito ou não, até porque, graças a Deus, nunca me morreu ninguém e por isso eu fico naquela, será mesmo assim? Eu acho que sim, mas enfim. E depois coloquei aquela questão de ele ser rapaz e sei lá, podia estar a dar uma imagem muito feminina ao pensamento dele!
Ainda bem que se emocionaram! A ideia era essa!
Até que sou boa escritora, hein?
(Eu adoro pôr as pessoas a chorar! *Foge*
)Eu sou franca, quando estava a escrever estava sempre com aquele aperto no peito, mas a parte em que eu não aguentei mais foi quando a mãe do Gustavo o abraça e diz que sabe o que ele tá a sentir. Sei lá, essa parte até não foi a mais emocionante, mas fez-me reflectir que no fundo o Gustavo nunca tinha entendido a mãe e de repente, bum, ainda se sentiu pior!

ai as musicas ficaram mesmo bem, não? E as letras até que condizem! hehe.
foi um pouco complicado escrever o que o Gustavo sentia, porque eu não sabia se ele devia chorar muito ou não, até porque, graças a Deus, nunca me morreu ninguém e por isso eu fico naquela, será mesmo assim? Eu acho que sim, mas enfim. E depois coloquei aquela questão de ele ser rapaz e sei lá, podia estar a dar uma imagem muito feminina ao pensamento dele!

Ainda bem que se emocionaram! A ideia era essa!

Até que sou boa escritora, hein?

as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
Oh.. queria tanto lê-lo hoje!
Nem mesmo com beicinho?
https://www.youtube.com/watch?v=Uttc2ffl7G4
POR FAVOR!!
Nem mesmo com beicinho?
https://www.youtube.com/watch?v=Uttc2ffl7G4
POR FAVOR!!

Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
Confesso que ainda agora estou a chorar...
O capitulo anterior nao tinha conseguido esse efeito em mim, até porque é muito dificil fazer-me chorar, mas este lulu... Este... Nem tenho palavras...
Descreveste na perfeição os sentimentos do Gugu, e não te preocupes, ele não ficou chorão demais.. O meu tio quando o meu avô morreu, tambem chorou baba e ranho, por isso, e nestas coisas, um homem chora tanto como uma mulher, e não me benham cá com as tangas do "Eu sou muita macho e não choro".
Este capítulo está LINDO
Só tenho uma coisa a dizer, continua a escrever assim
Mim gosta 
Amanhã(quer dizer, hoje) o epílogo, por favor
Beijinhos**
O capitulo anterior nao tinha conseguido esse efeito em mim, até porque é muito dificil fazer-me chorar, mas este lulu... Este... Nem tenho palavras...
Descreveste na perfeição os sentimentos do Gugu, e não te preocupes, ele não ficou chorão demais.. O meu tio quando o meu avô morreu, tambem chorou baba e ranho, por isso, e nestas coisas, um homem chora tanto como uma mulher, e não me benham cá com as tangas do "Eu sou muita macho e não choro".
Este capítulo está LINDO

Só tenho uma coisa a dizer, continua a escrever assim
Mim gosta 
Amanhã(quer dizer, hoje) o epílogo, por favor

Beijinhos**

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Oh eu nao tinha visto o gtinho da Ana! Se tivesse visto tinha postado logo o epilogo! 
e como até acordei bem disposta, nem é tarde nem é cedo!
Epílogo
“«A coisa mais importante que
podes aprender é a amar e a ser amado de retorno.»
Moulin Rouge
Vou ter contigo em breve.
Amo-te, Gustavo.
”https://www.youtube.com/watch?v=jRehmX3zlwE
Sorri e dobrei o bilhete nas minhas mãos. Fiquei a olhar o céu pela janela, calma, enquanto balançava as pernas penduradas. O dia estava lindo, luminoso. Parecia que o Verão já estava a pedir permissão para entrar em grande e aquecer os corpos da população.
Ouvi um batimento na porta de casa e levantei-me da cama para ir abri-la.
Gustavo surgiu sorridente, com as mãos atrás das costas e eu sorri-lhe de volta.
-Olá… - Disse eu, timidamente.
Ele aproximou-se e beijou-me a testa, suavemente:
-Olá. – Respondeu-me.
Senti algo suave tocar-me a bochecha e contorci-me pelo arrepio. Quando vi era uma rosa branca que ele tinha na mão para mim. Sorrimos um para o outro e ele beijou-me os lábios, entregando-me a flor para a mão. Desde o que se tinha passado que ele estava mais delicado comigo. Tratava-me como se eu fosse uma verdadeira flor, tocando-me com cuidado para não me assustar, beijando-me sem pressa para não me afugentar, e falando-me com calma coisas que me faziam sentir especial.
Talvez noutra altura isso me deixasse incomodada, mas agora eu vivia para aquilo, e agradecia-lhe mentalmente por ser assim.
Ele passou as mãos na minha face, com os olhos azuis penetrados em mim. Se eu pudesse passava a vida a olhar aquele oceano azul profundo e deslumbrante que me transmitia calma e serenidade.
Ele deu-me mão e levou-me consigo para fora de casa. Era fim de semana, pelo que queríamos sair. Helen já tinha saído, há cerca de uma hora, com Diana. Tinham resolvido ir ás compras juntas, mas eu preferi ficar com Gustavo.
Fomos até á vila Gerês e depois de comprarmos ambos um gelado, passeamos a pé pelas ruas de mão dada, enquanto conversávamos sem problemas e trocávamos sorrisos tímidos um com outro. Por onde quer que passássemos as pessoas ficavam a olhar para nós. No inicio era desconfortável, mas fomo-nos habituando. Eu era uma espécie de milagre na cidade, havia quem dissesse que Gustavo tinha vendido a alma ao diabo para eu ressuscitar, havia quem dissesse que eu era uma nova santa, havia quem achasse que se tinham enganado ao diagnosticar a minha morte, e havia ainda quem supusesse que eu era uma espécie de anjo. Noutra altura seria verdade… O facto era que agora isso já não nos incomodava apesar de sermos o centro das atenções da zona. Tinha a sensação que até os turistas que começavam a chegar á cidade já sabiam quem eu e Gustavo éramos e prestavam atenção a todos os nossos gestos.
De vez em quando eu e Gustavo trocávamos pequenos beijos no meio da rua, e eu juro, que só faltavam maquinas fotográficas a captar os momentos.
Quando nos cansamos das atenções alheias, voltamos para casa, de carro. Eu adorava abrir o porta luvas do veiculo e investigar tudo o que tinha lá. Adorava ver a fotografia que Greta tinha dado a Gustavo, onde nós estávamos a dormir. Era uma foto cómica. Nós não parecíamos o típico casal fofinho a dormir serenamente. Parecíamos duas crianças enroscadas com os cabelos totalmente desalinhados. Eu ria-me sempre que olhava para ela.
Gustavo parou o carro em frente á casa e encostou a cabeça ao banco a olhar para mim com um sorriso tonto no rosto:
-Eu estou giro. – Exclamou, referindo-se á foto.
Eu ri-me e dei-lhe uma palmada no braço com a minha mão que ele segurou puxando-me para ele. Selamos um beijo e depois ele olhou-me:
-Vem comigo. – Disse.
-Aonde?
Ele abriu a sua porta e saiu do carro. Eu imitei-o de seguida e aproximei-me dele. Os nossos dedos entrelaçaram-se e senti-me a ser puxada a reboque para a mata. Tentei travar os nossos passos, assustada:
-Gustavo, eu não quero… - Murmurei.
Ele olhou-me, compreensivo:
-Não te preocupes, eu estou contigo… Não há problema, confia em mim.
Mostrei-me preocupada, mas deixei-o conduzir-me até á cachoeira. Eu já não ia lá há algum tempo, e sinceramente aquilo dava-me receio. Quando a pluviosidade tocou a minha face eu estremeci e apertei mais a mão de Gustavo. Ele lançou-me um olhar reconfortante e esboçou um pequeno sorriso.
Quando chegamos ás rochas escorregadias ele desceu primeiro para a rocha mais baixo, como tinha acontecido na primeira vez que me levou lá. Desta vez, porem, não precisei de lhe pedir que me ajudasse. Ele estendeu os braços e eu fui para o seu colo com cuidado, até ele me pousar no chão. A agua fria ultrapassou as sandálias e molhou-me os pés, fazendo-me dar um pequeno saltito pelo frio.
Gustavo passou o braço por cima do meu ombro e aproximamo-nos mais da agua.
Contemplei o lugar, mágico, calmo e lindo, com um certo medo. Eu tinha ouvido Mehiel a dizer que o espírito da minha suposta mãe estava ali preso e saber que toda a calma que o lugar me transmitia vinha de um espírito que estava ligado a mim, dava-me tremuras.
-Como te sentes? – Quis saber Gustavo, atenciosamente.
-Estranha… - Murmurei.
Ele deu-me um beijo na testa e puxou-me com ele até á rocha em que costumávamos passar as noites juntos. Tivemos de molhar as pernas para lá chegarmos, mas nenhum de nós se importou com isso. Subimos para a pedra polida e sentamo-nos lado a lado. Gustavo continuou a dar-me pequenos beijos na pele, percorrendo os meus ombros com os seus lábios quentes, enquanto eu mantinha as minhas atenções fixadas da agua límpida que reflectia uma cor esverdeada por causa das arvores. Senti as lágrimas a acumularem-se nos meus olhos e esfreguei-os. Gustavo apercebeu-se e abraçou-me com suavidade:
-O que se passa?
-Nunca mais vai ser o mesmo… - Sussurrei.
Ele afagou-me o cabelo e encostou a sua cara á minha:
-Mas isso não interessa. – Ele deu-me um beijo carinhoso na bochecha – Sejas um anjo ou não… Eu não quero saber. Eu só não quero voltar a perder-te, e certamente é mais fácil se fores normal…
-Eu sei… - Vozeei – Mas agora sou demasiado vulgar para ti.
Ele riu-se e abanou a cabeça, repreensivo. Os seus dedos passaram nas minhas costas e tocaram-me as cicatrizes gigantescas que estavam cobertas pelo tecido branco do meu vestido.
-Tu serás sempre um anjo para mim. Quer tenhas asas ou não.
Deixei-o alcançar a minha boca com a sua e coloquei a minha mão sobre a sua cara, enquanto sentia os seus lábios desfrutarem dos meus, com o seu gosto agradável.
Voltei o rosto novamente para a paisagem á minha frente e deixei-o a tocar o meu corpo com as pontas dos dedos, a aspirar o meu cheiro, e a beijar ao de leve a minha pele macia.
Olhei para a agua que corria durante um suspiro.
Escutei o som do vento a passar por entre as árvores e aspirei o ar puro da floresta, atentando depois em Gustavo, para vislumbrar a sua íris azul, que me cobria o corpo.
Sorri-lhe e fitei o céu limpo, por onde pássaros voavam e chilreavam.
Naquele momento, eu cheguei a uma conclusão, conclusão essa que me fez sentir um calor saboroso no peito e que me serviu de alimento da alma, tudo porque naquele momento eu soube que, por muito alta que fosse a queda de um anjo, haveria sempre alguém - fosse de que estatuto fosse - que estaria lá em baixo, com os braços erguidos para o céu, pronto para o apanhar.
FIM

e como até acordei bem disposta, nem é tarde nem é cedo!
Epílogo
“«A coisa mais importante que
podes aprender é a amar e a ser amado de retorno.»
Moulin Rouge
Vou ter contigo em breve.
Amo-te, Gustavo.
”https://www.youtube.com/watch?v=jRehmX3zlwE
Sorri e dobrei o bilhete nas minhas mãos. Fiquei a olhar o céu pela janela, calma, enquanto balançava as pernas penduradas. O dia estava lindo, luminoso. Parecia que o Verão já estava a pedir permissão para entrar em grande e aquecer os corpos da população.
Ouvi um batimento na porta de casa e levantei-me da cama para ir abri-la.
Gustavo surgiu sorridente, com as mãos atrás das costas e eu sorri-lhe de volta.
-Olá… - Disse eu, timidamente.
Ele aproximou-se e beijou-me a testa, suavemente:
-Olá. – Respondeu-me.
Senti algo suave tocar-me a bochecha e contorci-me pelo arrepio. Quando vi era uma rosa branca que ele tinha na mão para mim. Sorrimos um para o outro e ele beijou-me os lábios, entregando-me a flor para a mão. Desde o que se tinha passado que ele estava mais delicado comigo. Tratava-me como se eu fosse uma verdadeira flor, tocando-me com cuidado para não me assustar, beijando-me sem pressa para não me afugentar, e falando-me com calma coisas que me faziam sentir especial.
Talvez noutra altura isso me deixasse incomodada, mas agora eu vivia para aquilo, e agradecia-lhe mentalmente por ser assim.
Ele passou as mãos na minha face, com os olhos azuis penetrados em mim. Se eu pudesse passava a vida a olhar aquele oceano azul profundo e deslumbrante que me transmitia calma e serenidade.
Ele deu-me mão e levou-me consigo para fora de casa. Era fim de semana, pelo que queríamos sair. Helen já tinha saído, há cerca de uma hora, com Diana. Tinham resolvido ir ás compras juntas, mas eu preferi ficar com Gustavo.
Fomos até á vila Gerês e depois de comprarmos ambos um gelado, passeamos a pé pelas ruas de mão dada, enquanto conversávamos sem problemas e trocávamos sorrisos tímidos um com outro. Por onde quer que passássemos as pessoas ficavam a olhar para nós. No inicio era desconfortável, mas fomo-nos habituando. Eu era uma espécie de milagre na cidade, havia quem dissesse que Gustavo tinha vendido a alma ao diabo para eu ressuscitar, havia quem dissesse que eu era uma nova santa, havia quem achasse que se tinham enganado ao diagnosticar a minha morte, e havia ainda quem supusesse que eu era uma espécie de anjo. Noutra altura seria verdade… O facto era que agora isso já não nos incomodava apesar de sermos o centro das atenções da zona. Tinha a sensação que até os turistas que começavam a chegar á cidade já sabiam quem eu e Gustavo éramos e prestavam atenção a todos os nossos gestos.
De vez em quando eu e Gustavo trocávamos pequenos beijos no meio da rua, e eu juro, que só faltavam maquinas fotográficas a captar os momentos.
Quando nos cansamos das atenções alheias, voltamos para casa, de carro. Eu adorava abrir o porta luvas do veiculo e investigar tudo o que tinha lá. Adorava ver a fotografia que Greta tinha dado a Gustavo, onde nós estávamos a dormir. Era uma foto cómica. Nós não parecíamos o típico casal fofinho a dormir serenamente. Parecíamos duas crianças enroscadas com os cabelos totalmente desalinhados. Eu ria-me sempre que olhava para ela.
Gustavo parou o carro em frente á casa e encostou a cabeça ao banco a olhar para mim com um sorriso tonto no rosto:
-Eu estou giro. – Exclamou, referindo-se á foto.
Eu ri-me e dei-lhe uma palmada no braço com a minha mão que ele segurou puxando-me para ele. Selamos um beijo e depois ele olhou-me:
-Vem comigo. – Disse.
-Aonde?
Ele abriu a sua porta e saiu do carro. Eu imitei-o de seguida e aproximei-me dele. Os nossos dedos entrelaçaram-se e senti-me a ser puxada a reboque para a mata. Tentei travar os nossos passos, assustada:
-Gustavo, eu não quero… - Murmurei.
Ele olhou-me, compreensivo:
-Não te preocupes, eu estou contigo… Não há problema, confia em mim.
Mostrei-me preocupada, mas deixei-o conduzir-me até á cachoeira. Eu já não ia lá há algum tempo, e sinceramente aquilo dava-me receio. Quando a pluviosidade tocou a minha face eu estremeci e apertei mais a mão de Gustavo. Ele lançou-me um olhar reconfortante e esboçou um pequeno sorriso.
Quando chegamos ás rochas escorregadias ele desceu primeiro para a rocha mais baixo, como tinha acontecido na primeira vez que me levou lá. Desta vez, porem, não precisei de lhe pedir que me ajudasse. Ele estendeu os braços e eu fui para o seu colo com cuidado, até ele me pousar no chão. A agua fria ultrapassou as sandálias e molhou-me os pés, fazendo-me dar um pequeno saltito pelo frio.
Gustavo passou o braço por cima do meu ombro e aproximamo-nos mais da agua.
Contemplei o lugar, mágico, calmo e lindo, com um certo medo. Eu tinha ouvido Mehiel a dizer que o espírito da minha suposta mãe estava ali preso e saber que toda a calma que o lugar me transmitia vinha de um espírito que estava ligado a mim, dava-me tremuras.
-Como te sentes? – Quis saber Gustavo, atenciosamente.
-Estranha… - Murmurei.
Ele deu-me um beijo na testa e puxou-me com ele até á rocha em que costumávamos passar as noites juntos. Tivemos de molhar as pernas para lá chegarmos, mas nenhum de nós se importou com isso. Subimos para a pedra polida e sentamo-nos lado a lado. Gustavo continuou a dar-me pequenos beijos na pele, percorrendo os meus ombros com os seus lábios quentes, enquanto eu mantinha as minhas atenções fixadas da agua límpida que reflectia uma cor esverdeada por causa das arvores. Senti as lágrimas a acumularem-se nos meus olhos e esfreguei-os. Gustavo apercebeu-se e abraçou-me com suavidade:
-O que se passa?
-Nunca mais vai ser o mesmo… - Sussurrei.
Ele afagou-me o cabelo e encostou a sua cara á minha:
-Mas isso não interessa. – Ele deu-me um beijo carinhoso na bochecha – Sejas um anjo ou não… Eu não quero saber. Eu só não quero voltar a perder-te, e certamente é mais fácil se fores normal…
-Eu sei… - Vozeei – Mas agora sou demasiado vulgar para ti.
Ele riu-se e abanou a cabeça, repreensivo. Os seus dedos passaram nas minhas costas e tocaram-me as cicatrizes gigantescas que estavam cobertas pelo tecido branco do meu vestido.
-Tu serás sempre um anjo para mim. Quer tenhas asas ou não.
Deixei-o alcançar a minha boca com a sua e coloquei a minha mão sobre a sua cara, enquanto sentia os seus lábios desfrutarem dos meus, com o seu gosto agradável.
Voltei o rosto novamente para a paisagem á minha frente e deixei-o a tocar o meu corpo com as pontas dos dedos, a aspirar o meu cheiro, e a beijar ao de leve a minha pele macia.
Olhei para a agua que corria durante um suspiro.
Escutei o som do vento a passar por entre as árvores e aspirei o ar puro da floresta, atentando depois em Gustavo, para vislumbrar a sua íris azul, que me cobria o corpo.
Sorri-lhe e fitei o céu limpo, por onde pássaros voavam e chilreavam.
Naquele momento, eu cheguei a uma conclusão, conclusão essa que me fez sentir um calor saboroso no peito e que me serviu de alimento da alma, tudo porque naquele momento eu soube que, por muito alta que fosse a queda de um anjo, haveria sempre alguém - fosse de que estatuto fosse - que estaria lá em baixo, com os braços erguidos para o céu, pronto para o apanhar.
FIM
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
Curiosidades
Ø
Esta história
começou a ser escrita durante uma aula de Filosofia, em que eu estava amuada
por causa dos meus amigos da outra escola. Daí a história começar por falar de
a Lana ser abandonada.
Ø
Quando resolvi
que realmente ia criar uma história perguntei às minhas colegas se devia ser uma
história normal ou se ficaria melhor com cenas do sobrenatural. A votação levou
á decisão de envolver anjos.
Ø
Inicialmente,
a personagem Lana surgiu inspirada numa amiga minha, mais nova que eu, que
adorava vestir-se de preto e achava as góticas simplesmente lindas. No entanto,
logo ao inicio, apercebi-me que ela não condizia com a Lana que eu imaginava, e
aos poucos ela foi-se configurando na minha mente, e para dizer a verdade
assumiu um ar muito mais parecido com o meu do que eu esperava.
Ø
Helen,
inicialmente ia ser apenas uma madrinha moderna, mas depois transformou-se numa
irmã adoptiva, simpática e calma.
Ø
Apesar de ter
tentado que as descrições dos locais fossem o mais reais possivel, algumas
zonas estão ligeiramente alteradas, como é o exemplo da cachoeira. Alem disso,
a escola, não tem de todo uma piscina, portanto tenho de alterar essa parte.
Ø
A Cena da
discussão entre a Lana e o Gustavo, foi feita de propósito para ela descobrir
que era um anjo. Se esta historia não envolvesse anjos, eles nunca teriam
discutido tão cedo.
Ø
Ao inicio,
tinha em mente que a Lana, como anjo que era, em vez de ver as auras e
espíritos, conseguia ver a realidade sobre os colegas, isto é, inicialmente
todos eram seres diferentes, só alguns eram humanos. A Liliana era uma sereia,
a Cristina era uma fada, a Rebeca uma vampira, e por aí adiante.
Ø
O Romance
entre Lana e Gustavo deu-me bastante gosto de escrever. Apesar de muita gente
achar piegas demais, incluindo eu, tenho de admitir que adoro assim!
Ø
O professor da
Lana, o verdadeiro mau da fita, supostamente não tinha a capacidade de mudar de
corpo, mas achei que ficaria melhor, visto que o choque do reencontro não seria
imediato.
Ø
Maria do
Carmo, a mãe de Gustavo, era para ser uma pessoa verdadeiramente manipuladora e
critica.
Ø
Por momentos,
quando escrevi a história de Gustavo, ponderei sobre a hipótese de ele estar a
mentir. No final não tive coragem!
Ø
A personagem
Cristina foi construída tendo por base uma amiga minha, também ela chamada Cristina,
e algumas das recordações que a Lana tem com ela aconteceram mesmo connosco!
Ø
Ponderei
bastante sobre a verdadeira cidade da Lana. Eu queria que fosse uma zona á
beira-mar, mas uma parte de mim preferia que fosse na minha cidade visto que eu
tinha mais á vontade para a descrever. No final escolhi a cidade da Povoa, pois
julgo que é uma cidade bonita e é isso mesmo, uma cidade!
Ø
Os verdadeiros
pais de Lana seriam Lúcifer e um anjo puro, todavia, como Lúcifer é uma
personagem bastante explorada e que implicava uma maior investigação da minha
parte sobre ele, resolvi escolher um simples demónio para pai.
Ø
O líder dos
anjos que torturaram a Lana, era para ser uma criança.
Ø
A ideia de a
Rebeca beijar a Lana foi uma coisa que surgiu no momento e que eu não tinha
planeado. Aconteceu, não porque a Rebeca era lésbica, mas sim porque eu queria
demonstrar que havia uma certa ligação entre elas, e aquele beijo acabou por
mostrar uma certa devoção de Rebeca por Lana.
Ø
Pedro ia-se
apaixonar pela Lana.
Ø
Ricardo não
era para ser nenhum traste, mas achei melhor assim
Ø
Quando Gustavo
foi ter com Lana á sua cidade a ideia inicial não era ele “salva-la” de
Ricardo, e sim ver o beijo e chatear-se com ela. Como já estava farta do
distanciamento entre os dois, optei por ser romântica e obvia ao faze-lo
aparecer na hora H.
Ø
Pensei em
colocar uma cena em que Gustavo e Lana se envolvessem mais (se é que me
entendem!)
Ø
Os anjos que referi
na historia são verdadeiros. Apenas Lassael é inventado.
Ø
A ideia da
tatuagem que algumas pessoas da cidade possuem era eles serem os verdadeiros guardiães de Lana, ou seja, todos eles deviam saber a sua historia, mas acabei por não explorar essa vertente.
Ø
Quase todos os capítulos têm uma música correspondente.
Musicas
· Fade- Theatry of tragedy (Momento em que Lana acorda chorosa do sonho e se olha ao espelho, no prologo)
· Olívia Lufkin – Colour of your spoon (Quando Lana vai para a nova escola e todos a olham de lado)
· Danity Kane – stay with me (Quando Gustavo e Lana discutem com o professor de matemática e saem da escola e depois ela fica fragilizada com as perguntas de Gustavo)
· Evanescence – Going under (Aparecimento das asas)
· Lapsed - Forever young (cena em que Susana chora o aniversario do irmão com Lana)
· Limp bizkit – Behind blue eyes (cena depois do beijo entre Lana e Gustavo, mais direccionada para ele)
· Nickelback – Savin me (Quando Ricardo beija Lana á força e Gustavo intervém)
· Nickelback – Far away (As fugas de Lana e Gustavo a meio da noite)
· Evanescence – Bleed (quando Lana vai á procura de Rebeca para a avisar sobre Joana e Rui)
· Secondhand serenade – Your Call (Cena em que Lana revive toda a sua vida em pensamentos antes de morrer)
· Evanescence – Before the dawn ( Quando o Gustavo é libertado por Mehiel, e se tenta levantar, sem forças)
· Secondhand serenade – why (Cena em que Diana diz a Gustavo que Lana está mesmo morta)
· Linkin Park - Valentin’s day (quando Gustavo sai de casa de mota, revoltado por causa da morte de Lana, e vai para a cachoeira)
·
Red jumpsui apparatus – your guardian angel (epilogo)
Musicas que me inspiraram para a historia em geral:
-Nickelback - Quase todas
-Evanescence - Muitas
·
3 doors down – Here without you
·
Amy Lee e Seether – Broken
·
The fray – you found me
·
The reason is you
·
Lady antebellum – need you now
Agradecimentos
Agradeço sobretudo aos
meus leitores do forum. Se não fossem eles esta historia nem sequer existia,
visto que os meus amigos do mundo real ou não lêem ou não sabem que eu escrevo!
’
Agradeço tambem ás minhas
bandas e cantores preferidos, que mesmo sem saberem que eu existo, me
inspiraram bastante para continuar a escrever!
Pronto, tá dito!
Agora exijo um comentário gigantesco de toda a gente! Gostava que me dissessem o que mais gostaram, o que alteravam, o vosso capitulo favorito e porque, etc, etc!
Please!!! Comentem todos sim? até aqueles que liam sem comentar! *:*
Fico á espera!
bjokas
Ø
Esta história
começou a ser escrita durante uma aula de Filosofia, em que eu estava amuada
por causa dos meus amigos da outra escola. Daí a história começar por falar de
a Lana ser abandonada.
Ø
Quando resolvi
que realmente ia criar uma história perguntei às minhas colegas se devia ser uma
história normal ou se ficaria melhor com cenas do sobrenatural. A votação levou
á decisão de envolver anjos.
Ø
Inicialmente,
a personagem Lana surgiu inspirada numa amiga minha, mais nova que eu, que
adorava vestir-se de preto e achava as góticas simplesmente lindas. No entanto,
logo ao inicio, apercebi-me que ela não condizia com a Lana que eu imaginava, e
aos poucos ela foi-se configurando na minha mente, e para dizer a verdade
assumiu um ar muito mais parecido com o meu do que eu esperava.
Ø
Helen,
inicialmente ia ser apenas uma madrinha moderna, mas depois transformou-se numa
irmã adoptiva, simpática e calma.
Ø
Apesar de ter
tentado que as descrições dos locais fossem o mais reais possivel, algumas
zonas estão ligeiramente alteradas, como é o exemplo da cachoeira. Alem disso,
a escola, não tem de todo uma piscina, portanto tenho de alterar essa parte.
Ø
A Cena da
discussão entre a Lana e o Gustavo, foi feita de propósito para ela descobrir
que era um anjo. Se esta historia não envolvesse anjos, eles nunca teriam
discutido tão cedo.
Ø
Ao inicio,
tinha em mente que a Lana, como anjo que era, em vez de ver as auras e
espíritos, conseguia ver a realidade sobre os colegas, isto é, inicialmente
todos eram seres diferentes, só alguns eram humanos. A Liliana era uma sereia,
a Cristina era uma fada, a Rebeca uma vampira, e por aí adiante.
Ø
O Romance
entre Lana e Gustavo deu-me bastante gosto de escrever. Apesar de muita gente
achar piegas demais, incluindo eu, tenho de admitir que adoro assim!
Ø
O professor da
Lana, o verdadeiro mau da fita, supostamente não tinha a capacidade de mudar de
corpo, mas achei que ficaria melhor, visto que o choque do reencontro não seria
imediato.
Ø
Maria do
Carmo, a mãe de Gustavo, era para ser uma pessoa verdadeiramente manipuladora e
critica.
Ø
Por momentos,
quando escrevi a história de Gustavo, ponderei sobre a hipótese de ele estar a
mentir. No final não tive coragem!
Ø
A personagem
Cristina foi construída tendo por base uma amiga minha, também ela chamada Cristina,
e algumas das recordações que a Lana tem com ela aconteceram mesmo connosco!
Ø
Ponderei
bastante sobre a verdadeira cidade da Lana. Eu queria que fosse uma zona á
beira-mar, mas uma parte de mim preferia que fosse na minha cidade visto que eu
tinha mais á vontade para a descrever. No final escolhi a cidade da Povoa, pois
julgo que é uma cidade bonita e é isso mesmo, uma cidade!
Ø
Os verdadeiros
pais de Lana seriam Lúcifer e um anjo puro, todavia, como Lúcifer é uma
personagem bastante explorada e que implicava uma maior investigação da minha
parte sobre ele, resolvi escolher um simples demónio para pai.
Ø
O líder dos
anjos que torturaram a Lana, era para ser uma criança.
Ø
A ideia de a
Rebeca beijar a Lana foi uma coisa que surgiu no momento e que eu não tinha
planeado. Aconteceu, não porque a Rebeca era lésbica, mas sim porque eu queria
demonstrar que havia uma certa ligação entre elas, e aquele beijo acabou por
mostrar uma certa devoção de Rebeca por Lana.
Ø
Pedro ia-se
apaixonar pela Lana.
Ø
Ricardo não
era para ser nenhum traste, mas achei melhor assim
Ø
Quando Gustavo
foi ter com Lana á sua cidade a ideia inicial não era ele “salva-la” de
Ricardo, e sim ver o beijo e chatear-se com ela. Como já estava farta do
distanciamento entre os dois, optei por ser romântica e obvia ao faze-lo
aparecer na hora H.
Ø
Pensei em
colocar uma cena em que Gustavo e Lana se envolvessem mais (se é que me
entendem!)
Ø
Os anjos que referi
na historia são verdadeiros. Apenas Lassael é inventado.
Ø
A ideia da
tatuagem que algumas pessoas da cidade possuem era eles serem os verdadeiros guardiães de Lana, ou seja, todos eles deviam saber a sua historia, mas acabei por não explorar essa vertente.
Ø
Quase todos os capítulos têm uma música correspondente.
Musicas
· Fade- Theatry of tragedy (Momento em que Lana acorda chorosa do sonho e se olha ao espelho, no prologo)
· Olívia Lufkin – Colour of your spoon (Quando Lana vai para a nova escola e todos a olham de lado)
· Danity Kane – stay with me (Quando Gustavo e Lana discutem com o professor de matemática e saem da escola e depois ela fica fragilizada com as perguntas de Gustavo)
· Evanescence – Going under (Aparecimento das asas)
· Lapsed - Forever young (cena em que Susana chora o aniversario do irmão com Lana)
· Limp bizkit – Behind blue eyes (cena depois do beijo entre Lana e Gustavo, mais direccionada para ele)
· Nickelback – Savin me (Quando Ricardo beija Lana á força e Gustavo intervém)
· Nickelback – Far away (As fugas de Lana e Gustavo a meio da noite)
· Evanescence – Bleed (quando Lana vai á procura de Rebeca para a avisar sobre Joana e Rui)
· Secondhand serenade – Your Call (Cena em que Lana revive toda a sua vida em pensamentos antes de morrer)
· Evanescence – Before the dawn ( Quando o Gustavo é libertado por Mehiel, e se tenta levantar, sem forças)
· Secondhand serenade – why (Cena em que Diana diz a Gustavo que Lana está mesmo morta)
· Linkin Park - Valentin’s day (quando Gustavo sai de casa de mota, revoltado por causa da morte de Lana, e vai para a cachoeira)
·
Red jumpsui apparatus – your guardian angel (epilogo)
Musicas que me inspiraram para a historia em geral:
-Nickelback - Quase todas
-Evanescence - Muitas
·
3 doors down – Here without you
·
Amy Lee e Seether – Broken
·
The fray – you found me
·
The reason is you
·
Lady antebellum – need you now
Agradecimentos
Agradeço sobretudo aos
meus leitores do forum. Se não fossem eles esta historia nem sequer existia,
visto que os meus amigos do mundo real ou não lêem ou não sabem que eu escrevo!
’Agradeço tambem ás minhas
bandas e cantores preferidos, que mesmo sem saberem que eu existo, me
inspiraram bastante para continuar a escrever!

Pronto, tá dito!
Agora exijo um comentário gigantesco de toda a gente! Gostava que me dissessem o que mais gostaram, o que alteravam, o vosso capitulo favorito e porque, etc, etc!
Please!!! Comentem todos sim? até aqueles que liam sem comentar! *:*
Fico á espera!
bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
Bem lulu... sem palavras para o teu epílogo
fiquei
Como eu disse ao prinicipio, quando apareci aqui pela primeira vez a comentar a tua fic, que eu a adorei. Sem dúvida, uma das poucas fics que não sao sobre SM que me agarrou do princípio ao fim.
lulu, alterar?? Eu não alterava nada, pois a tua fan fic está 5* assim, não percisa que nada seja alterado.
Capítulos favoritos: tenho tantos, bem deixa cá ver, TODOS
Mas adorei principalmente o em que o Gustavo descobre a verdade sobre a Lana
lulumoon, se tu não escreves mais fics, eu vou atrás de ti, tu tens um jeito pra escrever que nem todos tem, e eu fiquei rendida
Quero ver mais fics tuas PLZ
Beijinhooos
fiquei

Como eu disse ao prinicipio, quando apareci aqui pela primeira vez a comentar a tua fic, que eu a adorei. Sem dúvida, uma das poucas fics que não sao sobre SM que me agarrou do princípio ao fim.
lulu, alterar?? Eu não alterava nada, pois a tua fan fic está 5* assim, não percisa que nada seja alterado.
Capítulos favoritos: tenho tantos, bem deixa cá ver, TODOS

Mas adorei principalmente o em que o Gustavo descobre a verdade sobre a Lana

lulumoon, se tu não escreves mais fics, eu vou atrás de ti, tu tens um jeito pra escrever que nem todos tem, e eu fiquei rendida

Quero ver mais fics tuas PLZ

Beijinhooos

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
*mim lê a lista de músicas*
O_O
É impressão minha ou gostas de quase todas as mesmas bandas que eu? EU amo, venero Linkin Park, Lady Antebellum, Evanscence, The Fray e Nickelback
Só faltam mais três bandinhas e a lista ficava completa 
Acerca da história. Foi uma fanfic fantastica (esta saiu estranha..) e tive grande prazer em lê-la. Exploraste uma area do fantastico pouco explorada (em comparação aos vampiros, demonios, lobisomens... realmente anjos fazem falta xDD) e criaste personagens cativantes, com defeitos e qualidades de comuns mortais.
Amei o modo como acabaste a fanfic. Haver sempre alguem para apanhar o anjo caido. Bem, pode não acontecer a muitos, mas aconteceu à Lana e isso é o que mais importa. O capítulo que mais gostei foi mesmo quando o penultimo, do ponto de vista do Gustavo, onde podiamos ver aquilo que ele senti, a sua raiva, revolta, tristeza, dor... Senti um nó na garganta ao ler aquilo e a melhor forma de expulsar os nós da garganta é chorar...
Por acaso, na minha nova ideia, imaginei tantas cenas para as musicas dos Nickelback, mas acabaste por dar-lhe bons papeis. Ás tantas nem eu daria melhor.
A tua escrita foi evoluindo ao longo da fanfic até que chego ao final e fico K.O e com a sensação que li uma verdadeira história de um verdaderio escritor. Dou-te os parabens e espero por uma nova fanfic tua.
O_O
É impressão minha ou gostas de quase todas as mesmas bandas que eu? EU amo, venero Linkin Park, Lady Antebellum, Evanscence, The Fray e Nickelback
Só faltam mais três bandinhas e a lista ficava completa 
Acerca da história. Foi uma fanfic fantastica (esta saiu estranha..) e tive grande prazer em lê-la. Exploraste uma area do fantastico pouco explorada (em comparação aos vampiros, demonios, lobisomens... realmente anjos fazem falta xDD) e criaste personagens cativantes, com defeitos e qualidades de comuns mortais.
Amei o modo como acabaste a fanfic. Haver sempre alguem para apanhar o anjo caido. Bem, pode não acontecer a muitos, mas aconteceu à Lana e isso é o que mais importa. O capítulo que mais gostei foi mesmo quando o penultimo, do ponto de vista do Gustavo, onde podiamos ver aquilo que ele senti, a sua raiva, revolta, tristeza, dor... Senti um nó na garganta ao ler aquilo e a melhor forma de expulsar os nós da garganta é chorar...
Por acaso, na minha nova ideia, imaginei tantas cenas para as musicas dos Nickelback, mas acabaste por dar-lhe bons papeis. Ás tantas nem eu daria melhor.
A tua escrita foi evoluindo ao longo da fanfic até que chego ao final e fico K.O e com a sensação que li uma verdadeira história de um verdaderio escritor. Dou-te os parabens e espero por uma nova fanfic tua.

Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

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Awh! obrigada pelas opinioes meninas! 
Para ser sincera nao sei escolher um capitulo favorito na fic! gosto muito do capitulo Camuflagem, em que o Gustavo se apercebe que a Lana está apenas a "representar" um papel, a cena da dança em casa da Lili, todos os romanticos, bah, (eu sou uma rapariga muito chocolateira!
) e o do Gustavo! 
Para ser franca acho que esta fic tambem ficava muito interessante sobre o ponto de vista dele. Eu cheguei a escrever os primeiros capitulos, mas parei pk nao tinha paciencia!
Ana, diz lá quais sao as bandas que faltam, porque provavelmente eu tb gosto só que nao me lembrei de as adequar á historia!

Para ser sincera nao sei escolher um capitulo favorito na fic! gosto muito do capitulo Camuflagem, em que o Gustavo se apercebe que a Lana está apenas a "representar" um papel, a cena da dança em casa da Lili, todos os romanticos, bah, (eu sou uma rapariga muito chocolateira!
) e o do Gustavo! 
Para ser franca acho que esta fic tambem ficava muito interessante sobre o ponto de vista dele. Eu cheguei a escrever os primeiros capitulos, mas parei pk nao tinha paciencia!

Ana, diz lá quais sao as bandas que faltam, porque provavelmente eu tb gosto só que nao me lembrei de as adequar á historia!

as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
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(ia a editar, mas foste rápida a responder)
Oh, não és a unica. Tbm eu sou uma romantica que anda ai e adorei todos os capitulos com mel. Mas aqueles menos lamechas mas que expoem sentimentos sao o que mais gosto. (porque é que achas que muita gente chora com Nicholas Sparks?
)
Oh, não és a unica. Tbm eu sou uma romantica que anda ai e adorei todos os capitulos com mel. Mas aqueles menos lamechas mas que expoem sentimentos sao o que mais gosto. (porque é que achas que muita gente chora com Nicholas Sparks?
)
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

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Desculpem lá o double post
OMG! Eu andava a tentar descobrir como se chamava uma certa musica que ouvi na radio, porque queria numa cena da fic, e nao é que neste preciso momento descubro que a musica se chama "memories" e é da banda "within temptation"!
Por acaso não conhecia a banda, mas gostei! Obrigada pela indicação, Ana!
agora ainda estou a investigar os "trading yesterday" e estou a gostar. sinto que tambem já os ouvi, estou é a ver se4 encontro uma musica que o comprove!
OMG! Eu andava a tentar descobrir como se chamava uma certa musica que ouvi na radio, porque queria numa cena da fic, e nao é que neste preciso momento descubro que a musica se chama "memories" e é da banda "within temptation"!

Por acaso não conhecia a banda, mas gostei! Obrigada pela indicação, Ana!

agora ainda estou a investigar os "trading yesterday" e estou a gostar. sinto que tambem já os ouvi, estou é a ver se4 encontro uma musica que o comprove!

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Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
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lulumoon escreveu:Para ser franca acho que esta fic tambem ficava muito interessante sobre o ponto de vista dele. Eu cheguei a escrever os primeiros capitulos, mas parei pk nao tinha paciencia!
luluzinha, não faz mal XD às vezes esticar a história torna-se aborrecido. Ler duas ezes algo que já lemos...
Mas se o fizesses, teria todo o gosto em ler

Volto a dizer que gostei imenso d tua fic, e voltava a le-la, só porque me dá na telha.
Uma música que também é boa pra se ouvir com esta fic, nomeadamente nos caps tristes, e "When you're gone" da Avril Lavigne, eu confesso que li muitos dos caps ao som dessa musica, e parecendo q não, deu um efeito mais triste aos caps tristes

Quando houver nova fic para sair cá pra fora, avisa, sim

Beijinhos

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lulumoon escreveu:Desculpem lá o double post
OMG! Eu andava a tentar descobrir como se chamava uma certa musica que ouvi na radio, porque queria numa cena da fic, e nao é que neste preciso momento descubro que a musica se chama "memories" e é da banda "within temptation"!
Por acaso não conhecia a banda, mas gostei! Obrigada pela indicação, Ana!
agora ainda estou a investigar os "trading yesterday" e estou a gostar. sinto que tambem já os ouvi, estou é a ver se4 encontro uma musica que o comprove!
Essa musica é FANTASTICA! Há tambem outras, como Frozen, Angels (esta tem TUDO a ver com a tua fanfic) e What have you done.
Vou uma musica no proximo capítulo da minha fanfic A Guardiã dos Sonhos (que já está quase pronto. Posto-o possivelmente esta semana
). Uma musica dos Trading que acho que tem tudo a ver.Angels - Within Temptation
https://www.youtube.com/watch?v=tjzRHtykGf4
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

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Tinoco, no outro dia tambem estive a ouvir essa musica e tambem consegui associar á fic!
Ainda nao sei se vou escrever outra fic. estou numa fase de experimentação! 
Ana, Ah adorei a musica! Realmente faz-me lembrar angelical, associei logo a letra ás cenas em que a Lana ganha as asas, cheia de ódio do Gustavo (especialmente naquela parte da musica em que fala de ela ter acreditado, de ser cega e ter fé em sentimentos que eram mentira, se ele ser o salvador, e de sorriso na cara dele depois de a rasgar em pedaços! Bizarro!
) E associo tambem a cena em que o Gustavo nao entende o porquê de ela ter morrido! 
esta banda faz-me mesmo lembrar os Evanescence! Eu costumo dizer que sao musicas deprimentes e sinistras, por isso é que gosto tanto! Haha, eu até dava para Gótica!
Um dia ainda vão criar uma serie ou um filme inspirado na minha fic e eu vou obrigar os produtores a meter este tipo de musica! Lolada! haha!
Ainda nao sei se vou escrever outra fic. estou numa fase de experimentação! 
Ana, Ah adorei a musica! Realmente faz-me lembrar angelical, associei logo a letra ás cenas em que a Lana ganha as asas, cheia de ódio do Gustavo (especialmente naquela parte da musica em que fala de ela ter acreditado, de ser cega e ter fé em sentimentos que eram mentira, se ele ser o salvador, e de sorriso na cara dele depois de a rasgar em pedaços! Bizarro!
) E associo tambem a cena em que o Gustavo nao entende o porquê de ela ter morrido! 
esta banda faz-me mesmo lembrar os Evanescence! Eu costumo dizer que sao musicas deprimentes e sinistras, por isso é que gosto tanto! Haha, eu até dava para Gótica!
Um dia ainda vão criar uma serie ou um filme inspirado na minha fic e eu vou obrigar os produtores a meter este tipo de musica! Lolada! haha!
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Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
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Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
Lol.. já estou a imaginar.
Também eu tenho uma preferencia para musicas deprimentes. Depende para o meu estado de espirito. Há alturas em que só quero musica para dançar
Também eu tenho uma preferencia para musicas deprimentes. Depende para o meu estado de espirito. Há alturas em que só quero musica para dançar

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