A Guardiã dos Sonhos
Sim.. Já tenho grande parte postada mas quero avançar mais, se não terei que postar uma 3ª parte =)
E já agora.. tbm quero cap. Novo da tua fanfic
E já agora.. tbm quero cap. Novo da tua fanfic

Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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O meu novo capitulo vais ser em breve, eu é que tenho estado a ver actores e assim pa fazer fixas pas personagens e distraí-me! 
para melhorar a situaçao agora estou num dilema de ideias, que provavelmente me vai fazer apagar o cpitulo que estava a escrever! --´
Enfim, logo se ve!

para melhorar a situaçao agora estou num dilema de ideias, que provavelmente me vai fazer apagar o cpitulo que estava a escrever! --´
Enfim, logo se ve!
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
Não demores, ok? Tou mesmo a gostar da tua fanfic.
É o seguinte. Se calhar posto amanhã, porque já acabei a 2ª parte. Mas não tenho a certeza porque, como já disse no post anterior, gostaria de evitar ter que dividir o capitulo em três.
É o seguinte. Se calhar posto amanhã, porque já acabei a 2ª parte. Mas não tenho a certeza porque, como já disse no post anterior, gostaria de evitar ter que dividir o capitulo em três.
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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Ups.. quando eu quis dizer amanha, queria dizer hoje (esqueci-me que já era outro dia --´)
Mas vou rever aquilo que escrevi e talvez acrescentar alguns paragrafos.
Mas vou rever aquilo que escrevi e talvez acrescentar alguns paragrafos.
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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Ora bem, aqui está novo capítulo. O terceiro está a ser feito =)
Espero que gostem
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reescrito a 25/03/2012
Capítulo 15. Visita Inesperada
-Tens mesmo que vir comigo? – perguntou Linda, enquanto faziam a caminhada para o apartamento das Nakamura.
-Qual é o problema? – Kenji respondeu normalmente, mas Linda podia jurar que o irmão ficara incomodado com a pergunta.
-Bem… nenhum. – Respondeu embaraçada. Ainda não entendia por que razão Kenji quereria ir com ela até a casa de Aiko. Que tipo de ajuda ele daria? Além disso, temia que Mari conhecesse o seu irmão.
-Eu disse que te ajudava, ou não?
Linda virou à esquerda, sendo seguida pelo irmão.
-Não estou a ver como o vais fazer. – Disse, não parecendo nem um pouco convencida na eficiência de Kenji. Este fez uma careta.
-Ah, claro. Sendo eu homem, a única coisa que posso fazer para te ajudar é fazer pesquisa. Ou então… - Kenji olhou em volta, os seus olhos focando-se numa florista ali perto. Sorrindo, afastou-se da irmã e entrou no estabelecimento.
-Ou então o quê? Kenji, onde vais? - Linda entendia o que Setsu queria dizer quando dissera que, às vezes, falar com Kenji era como falar para paredes. Esperou pacientemente que o irmão fizesse o que tivesse a fazer na florista. Todavia, não conseguiu controlar o riso quando Kenji saiu da loja e aproximou-se dela com duas rosas na mão direita. Uma vermelha e outra branca.
-E pronto. Aqui está. A única forma de eu ajudar-te a derrotar demónios, é atirar rosas para eles.
-Deves estar a brincar! - Por muito que tentasse, Linda não conseguir parar de rir. No fundo, tinha que dar graças por ter um irmão com sentido de humor.
-Por acaso, não estou. Toma. - disse, estendendo a rosa branca - Uma bela rosa branca, símbolo da pureza e inocência. É a tua cara.
Linda pegou na rosa com cuidado, pois esta ainda tinha pequenos espinhos.
-Não sou assim tão inocente. – Murmurou suavemente, aproximando a rosa do nariz.
-Comparada com a avó, tu és o demónio. Mas tu és inocente. Eu sei que, no fundo, tentas arranjar uma explicação para o mal das pessoas.
Linda sentiu-se congelar e fitou o irmão. O seu olhar azul metálico refletia nos seus olhos, dando-lhe uma sensação de desconforto no estomago. Sabia que Kenji falava dos pais.
A avó sempre fizera questão de lhes contar uma história todas as noites. Umas eram histórias de encantar, mas depressa as duas crianças fartaram-se dos contos e então Usagi contou a história de Sailor Moon e das navegantes do Sistema Solar. Uma história que demorou anos a ser finalmente terminada, pois não só a avó deles não podia contar-lhes historias todos os dias, como também ela fazia questão de contar tudo ao pormenor.
Linda sabia que a avó falava todos os dias com as navegantes, de modo a que, à noite, tivesse uma história detalhada para os netos.
Mas havia um fator preocupante nas histórias de encantar e nas da avó; Havia sempre um pai ou uma mãe dedicado à filha, um progenitor determinado a defender o seu revendo com todas as suas forças, ainda que morresse pelo caminho e, acima de tudo, um pai ou uma mãe que apoiava o seu filho nos momentos difíceis.
O facto de as historias revelarem que nem sempre as pessoas agem como querem, fez Linda pensar por alguns anos que os pais eram severos para o bem dela de modo que, quando ela se tornasse numa senhora, respeitá-la-iam e agiriam como verdadeiros pais.
Mas esse dia nunca chegou, nem tão cedo iria chegar. As atitudes bipolares, a frieza, a indiferença. Com o tempo, Linda cansou-se de esperar.
Perdera a fé nos seus próprios pais.
Não, eles não me amam, nem nunca me amarão. Não sou mais do que um peso morto para eles, pensou sombriamente.
-Nem por isso. – Disse calmamente. Kenji ergueu o sobrolho. - Há muito que aprendi a distinguir as pessoas que merecem uma segunda oportunidade daquelas que só fariam perder o meu tempo.
Kenji olhou para o chão, o seu humor de repente na base da escala.
Nunca falara com Linda sobre o que é que ele sentira quando o pai o renegara para sempre. Na verdade sentira-se partido, dividido a meio. Ele acreditara que a mãe gostasse dele, assim como o pai. Lembrava-se das vezes em que o pai chegava de viagem e trazia um brinquedo para ele. Kenji, com três anos, corria o máximo que as suas pequenas pernas aguentavam para os braços do pai e abraçava-o, sendo o gesto retribuído com um radiante sorriso. E lembrava-se do perfume das flores de jasmim que a mãe punha no seu quarto todas as manhãs. E de como ela aproximava-se dele, devagarinho para não o acordar (sem saber que ele estava bem desperto) e o beijava carinhosamente na face.
Porque é que aquela vida mudara? Sabia que os pais mudaram de atitude assim que Linda nascera, mas fora tão repentino. De repente, deixara de ver os seus pais a passear pelo jardim de mão dada, de ver o seu pai com um brinquedo novo na mão, destinado ao filho caso ele interrompesse o seu momento romântico com a esposa, e de sentir o perfume da mãe e das flores de jasmim pela manhã. Teria Linda culpa do que passara? Kenji sabia que se contasse a sua relação com os pais antes do seu nascimento, Linda arcaria com as culpas sem hesitar, o que era algo que Kenji não poderia aceitar. A culpa não era da sua irmã.
Se os seus pais não a desejavam, poderiam ter feito um aborto. Mas decerto que, mesmo sem a desejar, aprenderiam a amá-la rapidamente. A culpa era só deles e de mais ninguém. Tomara a atitude errada e no final, tanto ele como Linda acabaram por sofrer as consequências. Tudo porque eles tomaram a decisão errada.
Pelo menos, era o que Kenji achava.
Espero que gostem

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reescrito a 25/03/2012
Capítulo 15. Visita Inesperada
-Tens mesmo que vir comigo? – perguntou Linda, enquanto faziam a caminhada para o apartamento das Nakamura.
-Qual é o problema? – Kenji respondeu normalmente, mas Linda podia jurar que o irmão ficara incomodado com a pergunta.
-Bem… nenhum. – Respondeu embaraçada. Ainda não entendia por que razão Kenji quereria ir com ela até a casa de Aiko. Que tipo de ajuda ele daria? Além disso, temia que Mari conhecesse o seu irmão.
-Eu disse que te ajudava, ou não?
Linda virou à esquerda, sendo seguida pelo irmão.
-Não estou a ver como o vais fazer. – Disse, não parecendo nem um pouco convencida na eficiência de Kenji. Este fez uma careta.
-Ah, claro. Sendo eu homem, a única coisa que posso fazer para te ajudar é fazer pesquisa. Ou então… - Kenji olhou em volta, os seus olhos focando-se numa florista ali perto. Sorrindo, afastou-se da irmã e entrou no estabelecimento.
-Ou então o quê? Kenji, onde vais? - Linda entendia o que Setsu queria dizer quando dissera que, às vezes, falar com Kenji era como falar para paredes. Esperou pacientemente que o irmão fizesse o que tivesse a fazer na florista. Todavia, não conseguiu controlar o riso quando Kenji saiu da loja e aproximou-se dela com duas rosas na mão direita. Uma vermelha e outra branca.
-E pronto. Aqui está. A única forma de eu ajudar-te a derrotar demónios, é atirar rosas para eles.
-Deves estar a brincar! - Por muito que tentasse, Linda não conseguir parar de rir. No fundo, tinha que dar graças por ter um irmão com sentido de humor.
-Por acaso, não estou. Toma. - disse, estendendo a rosa branca - Uma bela rosa branca, símbolo da pureza e inocência. É a tua cara.
Linda pegou na rosa com cuidado, pois esta ainda tinha pequenos espinhos.
-Não sou assim tão inocente. – Murmurou suavemente, aproximando a rosa do nariz.
-Comparada com a avó, tu és o demónio. Mas tu és inocente. Eu sei que, no fundo, tentas arranjar uma explicação para o mal das pessoas.
Linda sentiu-se congelar e fitou o irmão. O seu olhar azul metálico refletia nos seus olhos, dando-lhe uma sensação de desconforto no estomago. Sabia que Kenji falava dos pais.
A avó sempre fizera questão de lhes contar uma história todas as noites. Umas eram histórias de encantar, mas depressa as duas crianças fartaram-se dos contos e então Usagi contou a história de Sailor Moon e das navegantes do Sistema Solar. Uma história que demorou anos a ser finalmente terminada, pois não só a avó deles não podia contar-lhes historias todos os dias, como também ela fazia questão de contar tudo ao pormenor.
Linda sabia que a avó falava todos os dias com as navegantes, de modo a que, à noite, tivesse uma história detalhada para os netos.
Mas havia um fator preocupante nas histórias de encantar e nas da avó; Havia sempre um pai ou uma mãe dedicado à filha, um progenitor determinado a defender o seu revendo com todas as suas forças, ainda que morresse pelo caminho e, acima de tudo, um pai ou uma mãe que apoiava o seu filho nos momentos difíceis.
O facto de as historias revelarem que nem sempre as pessoas agem como querem, fez Linda pensar por alguns anos que os pais eram severos para o bem dela de modo que, quando ela se tornasse numa senhora, respeitá-la-iam e agiriam como verdadeiros pais.
Mas esse dia nunca chegou, nem tão cedo iria chegar. As atitudes bipolares, a frieza, a indiferença. Com o tempo, Linda cansou-se de esperar.
Perdera a fé nos seus próprios pais.
Não, eles não me amam, nem nunca me amarão. Não sou mais do que um peso morto para eles, pensou sombriamente.
-Nem por isso. – Disse calmamente. Kenji ergueu o sobrolho. - Há muito que aprendi a distinguir as pessoas que merecem uma segunda oportunidade daquelas que só fariam perder o meu tempo.
Kenji olhou para o chão, o seu humor de repente na base da escala.
Nunca falara com Linda sobre o que é que ele sentira quando o pai o renegara para sempre. Na verdade sentira-se partido, dividido a meio. Ele acreditara que a mãe gostasse dele, assim como o pai. Lembrava-se das vezes em que o pai chegava de viagem e trazia um brinquedo para ele. Kenji, com três anos, corria o máximo que as suas pequenas pernas aguentavam para os braços do pai e abraçava-o, sendo o gesto retribuído com um radiante sorriso. E lembrava-se do perfume das flores de jasmim que a mãe punha no seu quarto todas as manhãs. E de como ela aproximava-se dele, devagarinho para não o acordar (sem saber que ele estava bem desperto) e o beijava carinhosamente na face.
Porque é que aquela vida mudara? Sabia que os pais mudaram de atitude assim que Linda nascera, mas fora tão repentino. De repente, deixara de ver os seus pais a passear pelo jardim de mão dada, de ver o seu pai com um brinquedo novo na mão, destinado ao filho caso ele interrompesse o seu momento romântico com a esposa, e de sentir o perfume da mãe e das flores de jasmim pela manhã. Teria Linda culpa do que passara? Kenji sabia que se contasse a sua relação com os pais antes do seu nascimento, Linda arcaria com as culpas sem hesitar, o que era algo que Kenji não poderia aceitar. A culpa não era da sua irmã.
Se os seus pais não a desejavam, poderiam ter feito um aborto. Mas decerto que, mesmo sem a desejar, aprenderiam a amá-la rapidamente. A culpa era só deles e de mais ninguém. Tomara a atitude errada e no final, tanto ele como Linda acabaram por sofrer as consequências. Tudo porque eles tomaram a decisão errada.
Pelo menos, era o que Kenji achava.
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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**
No apartamento das Nakamura, soou a campainha da entrada. Aiko saiu de rompante da cozinha e pegou no auscultador, um pouco apressada por causa do jantar que ardia no forno.
-Quem é? - Perguntou, curiosa. Não esperava visitas a aquela hora.
-Senhora Nakamura está aqui uma pessoa que diz conhecê-la. - Ouviu a voz do porteiro, sempre sério.
-Oh pode-me deixar falar com essa pessoa. Conhecê-la-ei pela voz.
Ouviu o porteiro pedir à pessoa para se aproximar do auscultador.
-Sou eu - soou uma voz familiar a Aiko. Esta abriu a boca de espanto. -Vais-me deixar entrar ou não?
-Ah, claro… - Aiko esperou para que o porteiro lhe perguntasse se a deixava entrar. Respondeu afirmativamente e esperou pela sua visita inesperada à porta.
**
-Porque é que tens uma rosa vermelha? - Perguntou Linda, tentado quebrar o gelo que se estabelecera entre eles. Estavam quase a chegar a casa de Linda, e Kenji não dava sinais de querer falar.
-Porque é o símbolo da paixão. E eu estou cheio de paixão para dar. – Respondeu Kenji com um sorriso maroto. Mas Linda pôde ver uma sombra nos seus olhos.
-Esperemos que não seja para a Mari. – De repente, lembrando-se de algo importante a dizer tornou-se para o irmão, o rosto definido num semblante sério. Kenji ficou parado a olhar para ela.
-Linda o que se passa?
Esta ignorou-o, apontando o dedo indicador para o peito dele.
-Ficas já avisado que não podes dar confiança à Mari. És meu irmão mais velho, mas não me vais prejudicar frente a ela. A Mari é muito curiosa e há de te usar como meu ponto fraco. Entendido?
Kenji assentiu lentamente, mas não pôde deixar de fazer uma pergunta.
-Porquê?
Linda revirou os olhos.
-Já te disse porquê. Ela é demasiado curiosa e totó.
-Não disseste que ela era totó. – Apontou Kenji, com um sorriso divertido.
-Mas pensei.
-Também não me respondeste. Porque fazes questão em estar em guerra com uma rapariga que mal conheces?
Linda suspirou.
-Mal podes acreditar, mas é mesmo por isso que estamos em guerra. Não nos conhecemos uma à outra e somos as duas muito desconfiadas.
Kenji semicerrou os olhos, sinal que não acreditava interiramente no que Linda dizia. Procurou os lábios dela, vendo se ela os mordia. Mas Linda não o fez.
-Estou a ver que não me mentes.
Linda cruzou os braços.
-Porque te mentiria? É a verdade. Pelo menos é o motivo pelo qual eu brigo com a Mari. Já ela… digamos que eu não revelo todos os detalhes da minha vida pessoal.
Kenji assentiu em entendimento.
-Estou a ver, mas não percebo porque é que isso me impede de ser eu próprio ao lado dela. Ela não deve ser assim tão má.
Linda riu-se.
-Tu nem a conheces!
-Não preciso. Consigo conquistá-la sem problemas!
Os olhos de Linda aumentaram de tamanho.
-Aí não. É que nem penses!
-Relaxa, Linda. Cão que ladra não morde. Ela não deve ser tão irritante como tu a pintas. Será bem fácil conquistá-la à maneira do avô.
Linda não sabia se haveria de rir ou revirar os olhos.
-Ai é? E como?
-Ah, pois e tu achas que o avô lançava rosinhas aos monstrinhos por diversão? - Virou-se para Linda, com cara de detetive. -Não! Ele fazia-lo para ganhar a miúda com medo. Por isso é que as outras navegantes não tinham Tsukedo Mask. Eram corajosas e não precisavam de ser salvas, ao contrário da nossa avozinha. Claro que ela com o tempo foi-se demonstrando mais corajosa, mas nessa altura já estava garantida ao avô. E era também por isso que ele vestia sempre um fato. Não fazia sentido chegar à frente da moça todo mal vestido. E a rosa vermelha era a melhor flor para ser charmoso. Se atirasse uma erva daninha, talvez tivesse o dobro do efeito no monstro, mas se calhar não ganhava a miúda.
E é isso que vou fazer. O melhor truque para conquistar uma rapariga é…
-Salvá-la da morte? - Questionou Linda, retoricamente. Perguntava-se se Kenji prestara atenção às histórias da avó, que apagavam por completo a teoria do irmão.
De repente sentiu uma pequena dor.
Descuidada, não conseguiu impedir que o espinho da rosa branca se cravasse no seu dedo, deixando libertar-se uma gota de sangue.
-Estás bem? - Perguntou Kenji, vendo a irmã com cara surpresa.
-Deveria estar? - Linda olhou para o seu dedo. A gota brilhava um vermelho vivo, dando a Linda a sensação de um mau presságio.
-Faz o que quiseres, Kenji. Mas depois não digas que eu não te avisei. – Olhou para o céu, que adquirira um tom alaranjado. – Vamos, que já se faz tarde.
Linda parou em frente ao apartamento. Não fazia a mínima ideia se seria uma boa ideia subir com Kenji. Tentou despistá-lo, fazendo figas para que ele não se lembrasse.
-Bem vou subir. Adeus. - Aproximou os lábios do rosto de Kenji, a fim de se despedir mas ele afastou-a.
-E porque é que dizes ‘Adeus’? Eu vou contigo. – Retorquiu Kenji. Linda suspirou dramaticamente.
-Esperava conseguir despistar-te. – Confessou, um pouco aborrecida. Kenji semicerrou os olhos e tirou a pasta das costas de Linda.
-Tens muito trabalho pela frente antes que me consigas convencer a mudar de ideias. Hoje vou conhecer a tua amiguinha, quer queiras quer não.
-Com esse cérebro de Pepe le Pew[1] até temo o que irá acontecer. – Rei costumava dizer que a avó tinha uma ervilha no lugar do cérebro. Naquele momento, Linda só conseguir pensar em como os casos eram semelhantes, só que Kenji tinha uma ervilha no lugar do juízo em vez do cérebro.
-Sem aflições irmãzinha. - Kenji dirigiu-se para a entrada descontraidamente, rindo-se do olhar exasperado que a irmã lhe lançava. Após cumprimentar o porteiro, que o olhou da cabeça aos pés antes de abrir a porta a Linda, entrou.
-Quem sou eu? - Perguntou Kenji, quando os dois subiam de elevador. Linda encolheu os ombros.
-Não sei se haverá diferença. Mas considerando os nossos nomes, acho que devíamos ser apenas amigos. Ou então não dizer nada.
Kenji assentiu, mas Linda viu um brilho estranho nos olhos. Se não soubesse, diria que o irmão se sentia magoado por ela querer esconder a ligação sanguínea que os dois mantinham.
Saíram do elevador e percorreram parte do corredor, o seu percurso iluminado por pequenos candeeiros. Linda pegou na chave de casa e abriu a porta.
-Aiko cheguei! - Anunciou, descalçando-se e calçando as suas chinelas habituais. Entregou umas a Kenji e pendurou o casaco de ambos. Este pousou a mochila da irmã no chão e olhou em volta. Um cheiro a carne assada percorria o ar e parecia que se seguia uma conversa animada na cozinha. De repente, a porta abriu-se e Mari entrou na divisão.
Linda não adivinhava que, minutos antes, Mari recebera uma notícia fantástica. Uma visita inesperada que prometia as respostas às suas inúmeras perguntas. O tempo que passara na cozinha fora gasto com perguntas discretas acerca de Linda mas, por azar, não conseguira arrancar qualquer tipo de informação fora do comum da convidada especial.
Aborrecida, decidiu esperar que a hóspede surgisse. Não adivinhava que ela traria mais um para comer à mesa. Não adivinhava que ela traria o rapaz mistério.
Era estranho estar ali, frente a frente com ele após dois encontros breves em que nem sequer trocaram uma palavra. Sim, ele falara na primeira vez e, na segunda dera a impressão que lhe iria perguntar qualquer coisa. Mas nunca chegara a uma simples troca de palavras.
Tinha rosto maduro e cabelos da cor do trigo. Os olhos eram pintados de um azul-escuro muito familiar e as suas feições distinguiam-se das de Linda e dela própria. Era um pouco semelhante às dos ocidentais. Os olhos de Mari traíram-na quando examinaram o corpo dele em poucos segundos, realizando um minucioso relatório acerca deste desconhecido. Era bem mais alto que ela, o que era dizer muito pois Mari podia ser considerada uma rapariga alta para a idade. Os ombros eram largos e Mari sentiu-se tremer só de olhar para as mãos grandes e calosas dele. Não pôde deixar de se perguntar porque é que ele tinha mãos calosas quando estudava medicina. Trabalhava? Praticava algum desporto?
Essas perguntas ficaram perdidas na sua cabeça quando viu que Linda a olhava desconfiada. Teria sido muito óbvia?
Já Kenji não sabia o que achar. Sabia agora onde vira Mari antes. Naquele dia, no café. Estranho como ele se lembrava desse detalhe. Mari Nakamura estava longe de ser a única pessoa em quem ele entornara café em cima, mas era a única que ele se lembrava. Afastou essa ideia da cabeça com o pensamento de que fora algo recente. Deitando um olhar de relance à irmã, contemplou Mari, ignorando que esta fazia o mesmo a ele. Notara que ela era mais alta que Linda mas nada mais viu. Porque, como se tivesse sob uma força magnética, os seus olhos encontravam sempre os dela. Em vinte anos de vida, Kenji nunca vira olhos tão verdes como os de Mari, mais semelhantes a esmeraldas brilhantes do que a olivinas como era costume.
Por momentos, Linda sentiu-se como um emplastro. Não era difícil de ver que Kenji se interessara por Mari e esta por ele. Ainda que soubesse que o seu irmão teria muito sucesso junto das mulheres se quisesse, achou estranha a forma como ele olhara para Mari. Como se estivesse sob um feitiço. O feitiço que ele próprio lançara, pois Mari pareceu um pouco perdida quando encontrou o olhar furioso de Linda.
-Tens aqui uma visita. – Disse a loira, tentando disfarçar o embaraço. Linda controlou a vontade de revirar os olhos.
Linda franziu a testa.
-Quem?
-Vai à cozinha ver. – Mari mordeu o lábio, como se arrependesse daquilo que dissera. Ou pelo menos do tom que falara. Viu pelo canto do olho que as expressões de Kenji não se alteram nem por um milímetro. E quem é o teu amigo? – Perguntou suavemente, numa tentativa de ser educada para Linda.
-Este é o Kenji. – Disse simplesmente, não querendo ceder muitos detalhes. Virou-se para o irmão, que desviou os olhos de Mari. – Fica à vontade, vou falar com a Aiko.
Kenji assentiu e Linda dirigiu-se para a cozinha, podendo ouvir Kenji apresentar-se a Mari usando o nome do avô.
-Aiko, quem é que… - a pergunta ficou estrangulada na garganta ao ver a visita.
-Olá Linda. - Cumprimentou Usagi Tsukino virando-se para a neta com um enorme sorriso na cara.
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[1]: Referência à famosa doninha da Warner Bros. Pertence ao grupo Looney Tunes. É conhecida por cheirar mal e andar sempre atrás de uma parceira.
No apartamento das Nakamura, soou a campainha da entrada. Aiko saiu de rompante da cozinha e pegou no auscultador, um pouco apressada por causa do jantar que ardia no forno.
-Quem é? - Perguntou, curiosa. Não esperava visitas a aquela hora.
-Senhora Nakamura está aqui uma pessoa que diz conhecê-la. - Ouviu a voz do porteiro, sempre sério.
-Oh pode-me deixar falar com essa pessoa. Conhecê-la-ei pela voz.
Ouviu o porteiro pedir à pessoa para se aproximar do auscultador.
-Sou eu - soou uma voz familiar a Aiko. Esta abriu a boca de espanto. -Vais-me deixar entrar ou não?
-Ah, claro… - Aiko esperou para que o porteiro lhe perguntasse se a deixava entrar. Respondeu afirmativamente e esperou pela sua visita inesperada à porta.
**
-Porque é que tens uma rosa vermelha? - Perguntou Linda, tentado quebrar o gelo que se estabelecera entre eles. Estavam quase a chegar a casa de Linda, e Kenji não dava sinais de querer falar.
-Porque é o símbolo da paixão. E eu estou cheio de paixão para dar. – Respondeu Kenji com um sorriso maroto. Mas Linda pôde ver uma sombra nos seus olhos.
-Esperemos que não seja para a Mari. – De repente, lembrando-se de algo importante a dizer tornou-se para o irmão, o rosto definido num semblante sério. Kenji ficou parado a olhar para ela.
-Linda o que se passa?
Esta ignorou-o, apontando o dedo indicador para o peito dele.
-Ficas já avisado que não podes dar confiança à Mari. És meu irmão mais velho, mas não me vais prejudicar frente a ela. A Mari é muito curiosa e há de te usar como meu ponto fraco. Entendido?
Kenji assentiu lentamente, mas não pôde deixar de fazer uma pergunta.
-Porquê?
Linda revirou os olhos.
-Já te disse porquê. Ela é demasiado curiosa e totó.
-Não disseste que ela era totó. – Apontou Kenji, com um sorriso divertido.
-Mas pensei.
-Também não me respondeste. Porque fazes questão em estar em guerra com uma rapariga que mal conheces?
Linda suspirou.
-Mal podes acreditar, mas é mesmo por isso que estamos em guerra. Não nos conhecemos uma à outra e somos as duas muito desconfiadas.
Kenji semicerrou os olhos, sinal que não acreditava interiramente no que Linda dizia. Procurou os lábios dela, vendo se ela os mordia. Mas Linda não o fez.
-Estou a ver que não me mentes.
Linda cruzou os braços.
-Porque te mentiria? É a verdade. Pelo menos é o motivo pelo qual eu brigo com a Mari. Já ela… digamos que eu não revelo todos os detalhes da minha vida pessoal.
Kenji assentiu em entendimento.
-Estou a ver, mas não percebo porque é que isso me impede de ser eu próprio ao lado dela. Ela não deve ser assim tão má.
Linda riu-se.
-Tu nem a conheces!
-Não preciso. Consigo conquistá-la sem problemas!
Os olhos de Linda aumentaram de tamanho.
-Aí não. É que nem penses!
-Relaxa, Linda. Cão que ladra não morde. Ela não deve ser tão irritante como tu a pintas. Será bem fácil conquistá-la à maneira do avô.
Linda não sabia se haveria de rir ou revirar os olhos.
-Ai é? E como?
-Ah, pois e tu achas que o avô lançava rosinhas aos monstrinhos por diversão? - Virou-se para Linda, com cara de detetive. -Não! Ele fazia-lo para ganhar a miúda com medo. Por isso é que as outras navegantes não tinham Tsukedo Mask. Eram corajosas e não precisavam de ser salvas, ao contrário da nossa avozinha. Claro que ela com o tempo foi-se demonstrando mais corajosa, mas nessa altura já estava garantida ao avô. E era também por isso que ele vestia sempre um fato. Não fazia sentido chegar à frente da moça todo mal vestido. E a rosa vermelha era a melhor flor para ser charmoso. Se atirasse uma erva daninha, talvez tivesse o dobro do efeito no monstro, mas se calhar não ganhava a miúda.
E é isso que vou fazer. O melhor truque para conquistar uma rapariga é…
-Salvá-la da morte? - Questionou Linda, retoricamente. Perguntava-se se Kenji prestara atenção às histórias da avó, que apagavam por completo a teoria do irmão.
De repente sentiu uma pequena dor.
Descuidada, não conseguiu impedir que o espinho da rosa branca se cravasse no seu dedo, deixando libertar-se uma gota de sangue.
-Estás bem? - Perguntou Kenji, vendo a irmã com cara surpresa.
-Deveria estar? - Linda olhou para o seu dedo. A gota brilhava um vermelho vivo, dando a Linda a sensação de um mau presságio.
-Faz o que quiseres, Kenji. Mas depois não digas que eu não te avisei. – Olhou para o céu, que adquirira um tom alaranjado. – Vamos, que já se faz tarde.
Linda parou em frente ao apartamento. Não fazia a mínima ideia se seria uma boa ideia subir com Kenji. Tentou despistá-lo, fazendo figas para que ele não se lembrasse.
-Bem vou subir. Adeus. - Aproximou os lábios do rosto de Kenji, a fim de se despedir mas ele afastou-a.
-E porque é que dizes ‘Adeus’? Eu vou contigo. – Retorquiu Kenji. Linda suspirou dramaticamente.
-Esperava conseguir despistar-te. – Confessou, um pouco aborrecida. Kenji semicerrou os olhos e tirou a pasta das costas de Linda.
-Tens muito trabalho pela frente antes que me consigas convencer a mudar de ideias. Hoje vou conhecer a tua amiguinha, quer queiras quer não.
-Com esse cérebro de Pepe le Pew[1] até temo o que irá acontecer. – Rei costumava dizer que a avó tinha uma ervilha no lugar do cérebro. Naquele momento, Linda só conseguir pensar em como os casos eram semelhantes, só que Kenji tinha uma ervilha no lugar do juízo em vez do cérebro.
-Sem aflições irmãzinha. - Kenji dirigiu-se para a entrada descontraidamente, rindo-se do olhar exasperado que a irmã lhe lançava. Após cumprimentar o porteiro, que o olhou da cabeça aos pés antes de abrir a porta a Linda, entrou.
-Quem sou eu? - Perguntou Kenji, quando os dois subiam de elevador. Linda encolheu os ombros.
-Não sei se haverá diferença. Mas considerando os nossos nomes, acho que devíamos ser apenas amigos. Ou então não dizer nada.
Kenji assentiu, mas Linda viu um brilho estranho nos olhos. Se não soubesse, diria que o irmão se sentia magoado por ela querer esconder a ligação sanguínea que os dois mantinham.
Saíram do elevador e percorreram parte do corredor, o seu percurso iluminado por pequenos candeeiros. Linda pegou na chave de casa e abriu a porta.
-Aiko cheguei! - Anunciou, descalçando-se e calçando as suas chinelas habituais. Entregou umas a Kenji e pendurou o casaco de ambos. Este pousou a mochila da irmã no chão e olhou em volta. Um cheiro a carne assada percorria o ar e parecia que se seguia uma conversa animada na cozinha. De repente, a porta abriu-se e Mari entrou na divisão.
Linda não adivinhava que, minutos antes, Mari recebera uma notícia fantástica. Uma visita inesperada que prometia as respostas às suas inúmeras perguntas. O tempo que passara na cozinha fora gasto com perguntas discretas acerca de Linda mas, por azar, não conseguira arrancar qualquer tipo de informação fora do comum da convidada especial.
Aborrecida, decidiu esperar que a hóspede surgisse. Não adivinhava que ela traria mais um para comer à mesa. Não adivinhava que ela traria o rapaz mistério.
Era estranho estar ali, frente a frente com ele após dois encontros breves em que nem sequer trocaram uma palavra. Sim, ele falara na primeira vez e, na segunda dera a impressão que lhe iria perguntar qualquer coisa. Mas nunca chegara a uma simples troca de palavras.
Tinha rosto maduro e cabelos da cor do trigo. Os olhos eram pintados de um azul-escuro muito familiar e as suas feições distinguiam-se das de Linda e dela própria. Era um pouco semelhante às dos ocidentais. Os olhos de Mari traíram-na quando examinaram o corpo dele em poucos segundos, realizando um minucioso relatório acerca deste desconhecido. Era bem mais alto que ela, o que era dizer muito pois Mari podia ser considerada uma rapariga alta para a idade. Os ombros eram largos e Mari sentiu-se tremer só de olhar para as mãos grandes e calosas dele. Não pôde deixar de se perguntar porque é que ele tinha mãos calosas quando estudava medicina. Trabalhava? Praticava algum desporto?
Essas perguntas ficaram perdidas na sua cabeça quando viu que Linda a olhava desconfiada. Teria sido muito óbvia?
Já Kenji não sabia o que achar. Sabia agora onde vira Mari antes. Naquele dia, no café. Estranho como ele se lembrava desse detalhe. Mari Nakamura estava longe de ser a única pessoa em quem ele entornara café em cima, mas era a única que ele se lembrava. Afastou essa ideia da cabeça com o pensamento de que fora algo recente. Deitando um olhar de relance à irmã, contemplou Mari, ignorando que esta fazia o mesmo a ele. Notara que ela era mais alta que Linda mas nada mais viu. Porque, como se tivesse sob uma força magnética, os seus olhos encontravam sempre os dela. Em vinte anos de vida, Kenji nunca vira olhos tão verdes como os de Mari, mais semelhantes a esmeraldas brilhantes do que a olivinas como era costume.
Por momentos, Linda sentiu-se como um emplastro. Não era difícil de ver que Kenji se interessara por Mari e esta por ele. Ainda que soubesse que o seu irmão teria muito sucesso junto das mulheres se quisesse, achou estranha a forma como ele olhara para Mari. Como se estivesse sob um feitiço. O feitiço que ele próprio lançara, pois Mari pareceu um pouco perdida quando encontrou o olhar furioso de Linda.
-Tens aqui uma visita. – Disse a loira, tentando disfarçar o embaraço. Linda controlou a vontade de revirar os olhos.
Linda franziu a testa.
-Quem?
-Vai à cozinha ver. – Mari mordeu o lábio, como se arrependesse daquilo que dissera. Ou pelo menos do tom que falara. Viu pelo canto do olho que as expressões de Kenji não se alteram nem por um milímetro. E quem é o teu amigo? – Perguntou suavemente, numa tentativa de ser educada para Linda.
-Este é o Kenji. – Disse simplesmente, não querendo ceder muitos detalhes. Virou-se para o irmão, que desviou os olhos de Mari. – Fica à vontade, vou falar com a Aiko.
Kenji assentiu e Linda dirigiu-se para a cozinha, podendo ouvir Kenji apresentar-se a Mari usando o nome do avô.
-Aiko, quem é que… - a pergunta ficou estrangulada na garganta ao ver a visita.
-Olá Linda. - Cumprimentou Usagi Tsukino virando-se para a neta com um enorme sorriso na cara.
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[1]: Referência à famosa doninha da Warner Bros. Pertence ao grupo Looney Tunes. É conhecida por cheirar mal e andar sempre atrás de uma parceira.
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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**
Bunko Saito era um rapaz gordinho com cabelos da cor de uma laranja e olhos da cor do sangue. Apesar do seu aspeto físico, era considerado um dos melhores alunos do ensino básico de Juuban. Ainda que andasse no nono ano, falava e raciocinava como um aluno do décimo primeiro e era muito simpático.
Todavia, era extremamente antissocial. Poucos podiam dizer que eram seus companheiros, quanto mais amigos. Nos intervalos ficava sentado num canto a observar os outros. E em casa, ou estudava ou ajudava a mãe nas limpezas da casa. O psicólogo da escola afirmara serem problemas em comunicação mas que, com o devido esforço que conseguiam ultrapassar essas barreiras. Infelizmente, Bunko não dava importância ao seu problema. Simplesmente porque não considerava um problema.
Apostava na sua inteligência porque, não só era o seu único trunfo no mundo real, como também era uma forma de tirar os pais das dificuldades que viviam. A mãe era uma empregada de balcão e o pai distribuía mercadorias em vários pontos da cidade.
Em certos dias, o pai chamava-o para o ajudar nas distribuições das mercadorias. Assim, não só o pai não se cansaria tanto, como também faria o trabalho mais rápido e talvez ganharia uns extras.
E, naquele dia, Bunko estava no camião do pai, pronto a ajudar no que fosse preciso. Sentado no banco, com o cinto posto, pensava no acidente que ocorrera no parque ainda horas antes. Na rapariga que ficara em coma. Ninguém sabia do que acontecera, exceto o namorado, que fugira assim que pudera. Um monstro. Bunko não acreditava nisso, mas parecia ser a única explicação para o facto de a rapariga estar viva, mas ao mesmo tempo não estar.
-Bunko, ajuda-me aqui com estes caixotes! - Chamou o seu pai, acordando o filho dos seus pensamentos. Este, de imediato, desapertou o cinto e saiu do camião, apressando-se a ajudar o pai a carregar os caixotes.
Ao pegar num grande e arrastá-lo dois metros, parou, boquiaberto. Era a primeira vez que vinha com o pai fazer entregas à casa de Lady Dawson. Esta era muito rígida em relação aos alimentos que comprava. Tinham que ter a máxima qualidade e o mínimo de calorias. No entanto, a sua conta era generosa, para não falar da mansão desta.
Dawson devia acreditar em contos de fadas, pois a sua casa assemelhava-se a um castelo, feito de pedra cinza e portas de madeira, ainda que de acordo com o estilo de arquitetura atual. Em cada canto da mansão, duas torres erguiam-se por quatro metros. Havia várias janelas, mas todas tinham cortinas púrpura que ocultavam o espaço interior. Apenas uma se mantinha aberta. Uma janela na ala Este estava aberta para fora, com as cortinas afastadas. E Bunko viu-a. Talvez a mulher mais bonita que alguma vez vira. Vestia um vestido cor de azeitona e agarrava os seus cabelos num laço da mesma cor. Com todo o visual, mantinha um ar jovial.
Sentiu-se misteriosamente atraído por ela. Os seus olhos negros fitavam o jovem rapaz com uma mistura de sensualidade e curiosidade. Ela pedia algo. Mas o quê?
-Bunko? Estás a dormir? Vêm lá ajudar. – Ouviu a voz cansada do pai a chamar por ele. Continuou a levar o caixote até à entrada atrás do pai, onde um homem acanhado e com cabelo cor de rato os esperavam:
-Aqui estão as mercadorias pedidas por Lady Dawson. - Afirmou o pai, com um sorriso educado.
O homem ergueu o sobrolho e pousou os seus olhos pequenos, do tamanho de moedas de um centavo, no jovem ruivo à sua frente. Sorriu, provocando um arrepio em Bunko:
-Muito bem - Pousou a mão no bolso, em busca de algo. Retirou um papel verde. - Aqui tem o cheque. E tome uma gorjeta. - Completou, entregando um pequeno maço de notas ao pai.
Como sempre, os olhos deste brilharam perante uma generosa gorjeta. Agradeceu e dirigiu-se para o camião. Bunko começou por segui-lo, mas foi impedido pelo empregado.
-Lady Dawson deseja vê-lo! – Não era um pedido. Bunko jamais se atreveria a desobedecer. Lançou um último olhar ao pai e seguiu o homem para uma sala muito escura, onde Bunko apenas pôde ver uma chama viva de uma tocha, segurada por uma figura baixa.
**
-Avó?
-Bem eu acho que és minha neta. Pelo menos tens os meus joanetes.
Aiko riu-se mas Linda ignorou a piada. Sentiu-se incomodada quando os grandes olhos penetrantes da avó a miravam, como que esmiuçando cada pensamento intimo da mais nova.
Virou-se para a dona da casa, que se encontrava em frente ao forno.
-Aiko, eu trouxe uma visita.
-Quem? – Perguntou a mulher, curiosa.
-Um amigo. – Linda dissera as duas palavras a olhar para a avó. Quando Usagi sorriu em entendimentos, Linda mordeu o lábio. Não por mentir, mas pela má sensação de ter sido enganada. O irmão afirmara que a iria ajudar, mas ao invés disso apenas faz aquilo que ela poderia fazer de bom grado. Convidar a avó para a sua casa.
Sabendo que a avó, apesar do bom coração, tinha língua comprida, Linda receou o jantar que se seguiria.
Bunko Saito era um rapaz gordinho com cabelos da cor de uma laranja e olhos da cor do sangue. Apesar do seu aspeto físico, era considerado um dos melhores alunos do ensino básico de Juuban. Ainda que andasse no nono ano, falava e raciocinava como um aluno do décimo primeiro e era muito simpático.
Todavia, era extremamente antissocial. Poucos podiam dizer que eram seus companheiros, quanto mais amigos. Nos intervalos ficava sentado num canto a observar os outros. E em casa, ou estudava ou ajudava a mãe nas limpezas da casa. O psicólogo da escola afirmara serem problemas em comunicação mas que, com o devido esforço que conseguiam ultrapassar essas barreiras. Infelizmente, Bunko não dava importância ao seu problema. Simplesmente porque não considerava um problema.
Apostava na sua inteligência porque, não só era o seu único trunfo no mundo real, como também era uma forma de tirar os pais das dificuldades que viviam. A mãe era uma empregada de balcão e o pai distribuía mercadorias em vários pontos da cidade.
Em certos dias, o pai chamava-o para o ajudar nas distribuições das mercadorias. Assim, não só o pai não se cansaria tanto, como também faria o trabalho mais rápido e talvez ganharia uns extras.
E, naquele dia, Bunko estava no camião do pai, pronto a ajudar no que fosse preciso. Sentado no banco, com o cinto posto, pensava no acidente que ocorrera no parque ainda horas antes. Na rapariga que ficara em coma. Ninguém sabia do que acontecera, exceto o namorado, que fugira assim que pudera. Um monstro. Bunko não acreditava nisso, mas parecia ser a única explicação para o facto de a rapariga estar viva, mas ao mesmo tempo não estar.
-Bunko, ajuda-me aqui com estes caixotes! - Chamou o seu pai, acordando o filho dos seus pensamentos. Este, de imediato, desapertou o cinto e saiu do camião, apressando-se a ajudar o pai a carregar os caixotes.
Ao pegar num grande e arrastá-lo dois metros, parou, boquiaberto. Era a primeira vez que vinha com o pai fazer entregas à casa de Lady Dawson. Esta era muito rígida em relação aos alimentos que comprava. Tinham que ter a máxima qualidade e o mínimo de calorias. No entanto, a sua conta era generosa, para não falar da mansão desta.
Dawson devia acreditar em contos de fadas, pois a sua casa assemelhava-se a um castelo, feito de pedra cinza e portas de madeira, ainda que de acordo com o estilo de arquitetura atual. Em cada canto da mansão, duas torres erguiam-se por quatro metros. Havia várias janelas, mas todas tinham cortinas púrpura que ocultavam o espaço interior. Apenas uma se mantinha aberta. Uma janela na ala Este estava aberta para fora, com as cortinas afastadas. E Bunko viu-a. Talvez a mulher mais bonita que alguma vez vira. Vestia um vestido cor de azeitona e agarrava os seus cabelos num laço da mesma cor. Com todo o visual, mantinha um ar jovial.
Sentiu-se misteriosamente atraído por ela. Os seus olhos negros fitavam o jovem rapaz com uma mistura de sensualidade e curiosidade. Ela pedia algo. Mas o quê?
-Bunko? Estás a dormir? Vêm lá ajudar. – Ouviu a voz cansada do pai a chamar por ele. Continuou a levar o caixote até à entrada atrás do pai, onde um homem acanhado e com cabelo cor de rato os esperavam:
-Aqui estão as mercadorias pedidas por Lady Dawson. - Afirmou o pai, com um sorriso educado.
O homem ergueu o sobrolho e pousou os seus olhos pequenos, do tamanho de moedas de um centavo, no jovem ruivo à sua frente. Sorriu, provocando um arrepio em Bunko:
-Muito bem - Pousou a mão no bolso, em busca de algo. Retirou um papel verde. - Aqui tem o cheque. E tome uma gorjeta. - Completou, entregando um pequeno maço de notas ao pai.
Como sempre, os olhos deste brilharam perante uma generosa gorjeta. Agradeceu e dirigiu-se para o camião. Bunko começou por segui-lo, mas foi impedido pelo empregado.
-Lady Dawson deseja vê-lo! – Não era um pedido. Bunko jamais se atreveria a desobedecer. Lançou um último olhar ao pai e seguiu o homem para uma sala muito escura, onde Bunko apenas pôde ver uma chama viva de uma tocha, segurada por uma figura baixa.
**
-Avó?
-Bem eu acho que és minha neta. Pelo menos tens os meus joanetes.
Aiko riu-se mas Linda ignorou a piada. Sentiu-se incomodada quando os grandes olhos penetrantes da avó a miravam, como que esmiuçando cada pensamento intimo da mais nova.
Virou-se para a dona da casa, que se encontrava em frente ao forno.
-Aiko, eu trouxe uma visita.
-Quem? – Perguntou a mulher, curiosa.
-Um amigo. – Linda dissera as duas palavras a olhar para a avó. Quando Usagi sorriu em entendimentos, Linda mordeu o lábio. Não por mentir, mas pela má sensação de ter sido enganada. O irmão afirmara que a iria ajudar, mas ao invés disso apenas faz aquilo que ela poderia fazer de bom grado. Convidar a avó para a sua casa.
Sabendo que a avó, apesar do bom coração, tinha língua comprida, Linda receou o jantar que se seguiria.
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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Eu nem acredito que ainda ninguem veio comentar esta fic maravilhástica!!!
Ai Ana, tá mesmo lindo! Amei, amei, amei!
Bolas, escreves mesmo bem, que inveja! Nao dás praticamente erro nenhum e fazes descriçoes brutais, já para nao falar que a historia está cada vez melhor!
Ai o Kenji e a Mari! ;D ainda vai rular! hehehehe!!!
Já estou a imagina-lo a lançar rositas a torto e a direito! Havia de ser giro!
Eu acho-o mesmo engraçadinho, ve-se mesmo que sai á avó! lol
E por falar em avó, ih a Usagi vou visitar a netinha, que bom!
Até estou para ver as conversas que vao sair dali!
E aquele Bunko, ou lá o que é? quem é o rapazito? E a Lady Dawnson?!
Serao os novos inimigos?... Hummm... Nao sei, nao sei mesmo!
Deixaste-me curiosa, Aninhas, mas vale sempre a pena esperar pelos teus capitulos, sao mesmo lindos e Grandes!
Os meus parabens, fico á espera de mais!
Bjokas
Ai Ana, tá mesmo lindo! Amei, amei, amei!
Bolas, escreves mesmo bem, que inveja! Nao dás praticamente erro nenhum e fazes descriçoes brutais, já para nao falar que a historia está cada vez melhor!
Ai o Kenji e a Mari! ;D ainda vai rular! hehehehe!!!
Já estou a imagina-lo a lançar rositas a torto e a direito! Havia de ser giro!

Eu acho-o mesmo engraçadinho, ve-se mesmo que sai á avó! lol
E por falar em avó, ih a Usagi vou visitar a netinha, que bom!
Até estou para ver as conversas que vao sair dali!
E aquele Bunko, ou lá o que é? quem é o rapazito? E a Lady Dawnson?!
Serao os novos inimigos?... Hummm... Nao sei, nao sei mesmo!
Deixaste-me curiosa, Aninhas, mas vale sempre a pena esperar pelos teus capitulos, sao mesmo lindos e Grandes!

Os meus parabens, fico á espera de mais!
Bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
Obrigada Lulu pelo teu comentário *-*
Faço sempre um esforço para que a minha fanfic se assemelhe às "TOP Star" daqui do forum. Este capitulo por acaso foi um bocadinho para o morto, mas prometo que o proximo será melhor
Nem sabes as coisas que tenho planeadas para estes dois (Kenji e Mari)...
Ah, a senhora Usagi vai se portar bem neste encontro (acho xDD)
Em relação ao Bunko, ele só vai aparecer neste e no proximo capitulo. Verás porque.
Mais uma vez agradeço o teu comentário. É bom saber que há pessoas que gostam do que escrevo =)
Faço sempre um esforço para que a minha fanfic se assemelhe às "TOP Star" daqui do forum. Este capitulo por acaso foi um bocadinho para o morto, mas prometo que o proximo será melhor

Nem sabes as coisas que tenho planeadas para estes dois (Kenji e Mari)...
Ah, a senhora Usagi vai se portar bem neste encontro (acho xDD)
Em relação ao Bunko, ele só vai aparecer neste e no proximo capitulo. Verás porque.
Mais uma vez agradeço o teu comentário. É bom saber que há pessoas que gostam do que escrevo =)
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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Ai o Kenji e a Mari aida vai dar caso...
continua que a tua finc esta muito mas muito boa. Kiss
continua que a tua finc esta muito mas muito boa. Kiss

a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm

Traços do destino
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Monica e Zirateb, agradeço imenso o vosso comentário 

Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

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Capítulo 16. A Flor de Vénus e a Flor de Saturno - parte 3-> Dia 19 de Agosto
(dois dias antes dos meus anos :g1: )
(dois dias antes dos meus anos :g1: )
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

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lulumoon escreveu:weee!
Ai que bom! Capitulo! Wee wee!
Ai que a Anokas ta de parabens!Vamos la ver se nao me esqueço! (da maneira que eu sou
')
Bem, fico á espera!
bjokas
Podes te esquecer à vontade (mas depois nao te queixes da demora dos capitulos xDD).
just kidding

Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

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Aii... que este capítulo até me deu dores de cabeça a escrever. Tou farta de teoria, mas que posso fazer. O people tem que entender o que se passa x)
Neste capitulo, tentei mostrar a minha veia romantica. Espero ter sido bem sucedida (se não, podem atirar-me tomates xDD)
Espero que gostem. Provavelmente é o ultimo capitulo do verão
------------------------------------------------------------
reescrito a 28/07/2012
Capítulo 16. A Flor de Vénus e a Flor de Saturno
Bunko perdeu a fala. Os seus pequenos olhos investigavam a sala onde se encontrava. Mas era difícil. Não via nada, para além da tocha. Perguntou-se se aquele homem sabia o que era um candeeiro.
Não via Lady Dawson em lado nenhum. E quem seria aquele homem? Aquela figura baixa, careca e com um ar vigoroso?
O seu rosto deve ter revelado as suas dúvidas. Ou isso ou a figura baixa lera os seus pensamentos.
-Lady Dawson não está aqui e nem estará brevemente. Surgiu um compromisso urgente, daí que não poderá encontrar-se consigo. Mas eu encarrar-me-ei de si. – O homem deu um sorriso um tanto sinistro.
-Bem eu… - Bunko começou a assustar-se. Queria fugir. Queria ir ter com o seu pai e sair daquele lugar. - Eu tenho que ir ter com o meu pai e…
-O teu pai já se foi embora. - Afirmou o homem, com a sua voz rouca. Os olhos redondos de Bunko arregalaram-se.
-Não! Ele nunca se iria embora sem mim! Quem é você?
-Para que é que você quer saber? Não lhe vai dar muito uso saber o meu nome.
-O que quer de mim?
O Homem voltou a esboçar um sorriso sinistro.
-Eu não quero nada. Mas há uma pessoa que quer algo de si. - Moveu a tocha e iluminou uma porta aberta. Fez sinal para o rapaz seguir à frente. Bunko mexeu-se lentamente, como que se esperasse um ataque vindo do homem.
Quando entrou na sala, esta era tão escura quanto a outra. Mas havia algo mais.
Cinco maravilhosas luzes coloridas provinham do centro da sala, lançando pequenos espectros de luz na direção da rosa-dos-ventos, mas não iluminando a direção de todo. Maravilhado com o que via, Bunko aproximou-se, sem reparar que os olhos da figura baixa o seguiam.
Parou a cerca de meio metro das misteriosas luzes. E entendeu o que eram. Cinco belíssimas flores brilhavam naquela sala escura, protegidas por uma fina camada de vidro. Flores de grandes pétalas coloridas e um caule da mesma cor. Ao observar melhor, viu pequenos símbolos nas flores.
A primeira, de um amarelo-torrado, tinha as pétalas mais fechadas que as outras e, no centro, ostentava um símbolo que Bunko reconheceu ser o do Planeta Urano.
A segunda, de um vermelho escarlate, tinha as pétalas abertas de uma forma graciosa e o símbolo do Planeta Marte brilhava intensamente no coração da flor.
A terceira, de um azul virado para o verde, que praticamente não tinha pétalas de tão fechada que estava, tinha o símbolo do Planeta Neptuno cravado no caule.
A Quarta era muito bonita. Pintada de um místico de verde e roxo, respirava um pequeno conjunto de brilhos, que formavam o símbolo do Planeta Plutão.
Mas a Última era curiosa. Não porque fosse mais bonita do que as outras, mas era talvez a mais simples de todas. De um simples verde-garrafa, o pequeno símbolo de Júpiter mal se notava no meio de tanto brilho. Bunko teve a sensação de reconhecer aquela Flor.
As cinco transmitiam vibrações, o que assustava o rapazinho. Este quase que podia jurar que as Flores tinham vida. Quase que jurava que podia ouvir Urano resmungar sermões para uma dúzia de alunos da primária. Que podia ouvir Neptuno a inspirar e a expirar profundamente, enquanto praticava ioga num ginásio. E quase que podia jurar que ouvira Marte a rabujar ordens para soldados de um exercito.
Mas Júpiter tinha algo mais. Não parecia ser uma personalidade forte, como as outras. Mas podia se ouvir um pequeno canto de uma rapariga apaixonada.
No meio de tantos sons, Bunko não reparou que o Homem aproximara-se e que se colocara mesmo atrás dele.
A última coisa que Bunko ouviu foi um uivo, semelhante aos dos lobos. Mas a sua última visão foi talvez a mais fantástica de todas.
Vira as Flores a olharem para si. Antes de mergulhar na escuridão, Bunko podia jurar que elas estavam a chorar.
**
Mari não se conseguia decidir. Se o mistério da sua hospede era mais importante que aquele rapaz misterioso que ela não parava de encontrar em estranhas ocasiões, ou se era o contrário.
Ele falava, os olhos percorrendo a divisão. Ela reparou que a sua maçã-de-adão estava contraída. Soltou um pequeno sorriso de alívio. Pelo menos não era a única pessoa nervosa naquela divisão.
Kenji fitava o quadro da sua mãe. Ignorando o habitual mal-estar no estomago, seguiu o mesmo ponto onde os olhos de Kenji se fixaram.
E pensar que ela era filha de um homem. A julgar pelo quadro, ela bem que passava como gêmea da sua própria mãe. Infelizmente, a genética não lhe fora tão generosa como Mari queria. Pequenos traços duros a diferenciavam daquele ar angelical que apenas a mãe possuía. E esses pequenos traços eram a sua perdição. O motivo por que ela se odiava ver no espelho. Talvez no fundo ela temia ficar igual a ele. E os deuses sabiam a quão próxima desse destino estava.
Ouviu um leve suspiro. Mari quebrou os seus pensamentos, decidindo não se deprimir mais com eles e tornou-se lentamente para o jovem. Kenji não tirava os olhos do quadro, ainda que Mari tivesse umas suspeitas de que ele não admirava o quadro da mãe de todo. Mari semicerrou os olhos. Havia algo de estranho com este rapaz. Uma áurea misteriosa e quase mística parecia rodeá-lo e ela teve a leve sensação de que já o tinha visto em algum lado. E esse pensamento não a tranquilizava de todo. Porque ela pensara o mesmo quando vira Linda pela primeira vez. E depois a avó dela.
Assim que vira Usagi Tsukino pela primeira vez, não conseguira deixar de ficar espantada com a sua aparência jovem. Como se a idade fosse apenas um número que em nada pesava no seu aspeto. Até o seu sorriso lembrava a Mari o de uma rapariga de catorze anos. Mas os olhos, tão semelhantes aos de Linda, escondiam algo. Isso sabia. A questão era, o quê? Que tipo de segredo escondia Linda e a sua avó? Teria Kenji alguma coisa a esconder também? Talvez o mesmo segredo que Linda?
-Ela é parecida contigo. – Kenji falara de repente, sobressaltando Mari.
-É o que todos dizem. – Respondeu vagamente. Kenji abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu. Mari teve a sensação de que ele apenas tentava evitar o silêncio.
-Onde trabalha?
Mari engasgou-se na própria saliva. Só aí se apercebeu que em nenhuma altura desde que Kenji pusera os pés dentro da sua casa, ela dissera-lhe que era órfã de mãe. Aliás, Kenji bem que podia pensar que a mulher do quadro era sua irmã.
-Não trabalha. – Respondeu sombriamente. Kenji tornou-se para ela.
-Julguei que trabalhasse. Cuidar de uma filha sozinha não deve ser fácil.
Mari estava confusa. Kenji assumira (e corretamente) que a mulher do quadro era a sua mãe. E assumira que o pai de Mari não estava presente. Ainda que Linda pudesse ter revelado todos esses factos, o detalhe mais importante era desconhecido para Kenji.
-Ela morreu. – Murmurou suavemente, tentando não ouvir as suas próprias palavras.
Kenji suspirou pesadamente e pôs as mãos nos bolsos das calças, visivelmente atrapalhado.
-Lamento muito. Eu não sabia…
E o silêncio reinou. Mari não teve forças para perguntar a Kenji como ele soubera que a mulher do quadro era a sua mãe. Aliás, naquele momento ela não queria puxar os pensamentos para a hóspede nem para a mãe. O rapaz à sua frente parecia perdido em pensamentos infinitos e Mari podia julgar que ele se sentia cada vez mais desconfortável por estar aqui. Mas algo o trouxera. A Linda.
-Está tudo bem? – Perguntou, um pouco receosa. Kenji olhou-a nos olhos e ela teve então a certeza que o seu brilho azul-metálico escondia tantos segredos quanto os olhos de Linda.
-Temo que não.
**
-Avó, O que fazes aqui? - Perguntou Linda, sobressaltada. Deitou um olhar em Aiko, que parecia perfeitamente confortável com a situação, como se um membro da família real não estivesse sentado na mesa da sua cozinha. Linda tinha suspeitas de que Aiko sempre soube da sua verdadeira identidade, mas aquela confirmação não conseguiu deixar de chocá-la.
-Vim ver-te, como é óbvio. Por que outra razão o faria?
Não faço ideia. Talvez, sei lá, forçar-me a ir para casa voluntariamente, antes que os meus pais decidam usar os Serviços Secretos Japoneses para fazer o servicinho à sua maneira. Enfim, just a guess!
Linda cruzou os braços e soube que a avó entendera parte dos seus pensamentos. Todavia, não disse nada, preferindo deixar a monarca iniciar a conversa. Infelizmente, a avó parecia querer jogar o jogo do silêncio.
-Bem espero que gostes de assado, Usagi-chan. - Interrompeu Aiko, o seu grande sorriso um pouco tremido, talvez pelo desconforto causado por avó e neta. Limpou as mãos ao seu avental vermelho enxadrezado, evitando o olhar das outras duas.
-Claro que gosto. – Confirmou Usagi, mandando um sorriso amável para Aiko. - Contando que não tenha ervilhas.
Usagi ergueu-se da cadeira, a sua mão esquerda deslizando distraidamente pela carteira pousada na mesa. Linda mordeu o lábio, não sabendo como quebrar a tensão instalada. Aiko também não parecia ter mais ideias. Mas também era de espantar que a mulher ainda conseguisse falar.
Havia qualquer coisa de intimidante em Usagi Tsukino. Linda ouvira muitas histórias de como a avó era na infância e adolescência e jamais compararia essa rapariga com a mulher que se encontrava à sua frente. Era certo que o penteado era o mesmo e que pouco parecia ter mudado. Usagi permanecia magra, sem qualquer vestígio de cabelos brancos, rugas pouco salientes, traçando apenas um ar mais adulto, olhos azuis muito vivos e tão bem-parecida como no momento em que descobrira que era uma navegante. Parecia igual, apenas mais madura. E essa maturidade fora conquistada com o tempo. Certo que foram passos de bebé, mas Minako contara a Linda que tudo mudara quando a sua mãe nascera. E acrescentara que era normal. Mãe que é mãe deixa de ser criança quando dá à luz um novo ser. Usagi não fora exceção. E daí nascera aquele olhar destinado a intimidar a filha e futuros namorados que aparecessem à porta. Histórias da mãe à parte, aquele olhar parecia ter como objetivo naqueles dias reduzir Linda e Kenji a partículas insignificantes.
-Está alguém na sala? Estou a ouvir vozes. – Perguntou Usagi, aproximando-se da porta. Linda escutou e pôde sim ouvir algumas vozes do outro lado.
-A Mari deve estar a falar com o Kenji. – Murmurou Linda entre dentes. Não lhe agradava nada a ideia de o irmão falar com a loira, sozinho. Porque Mari podia ser muita coisa, mas estupida não era de certeza. Se ela era capaz de manipular uma turma para detestarem a nova aluna, também era capaz de fazer o irmão falar.
Aiko olhava distraidamente para a porta.
-Pergunta ao teu amigo se ele quer jantar. Há que chegue para todos. – Ofereceu calorosamente, mas um pouco insegura. Linda fitou-a curiosamente.
-A Aiko sempre soube, não? Da minha identidade?
Aiko engoliu em seco.
-Presumi que não te quisesses lembrar… mas sim, sempre soube. Afinal, já conheço a tua avó há muitos anos. – Disse, sorrindo para Usagi. Esta retribuiu o gesto.
-Foi uma grande ajuda que me deste Aiko-chan e estou-te eternamente agradecida.
-Oh, não tens de quê. Sei que farias o mesmo pela minha Mari.
E isso fez qualquer coisa despertar na cabeça de Linda. Mari ainda não parecia saber quem ela era. Mas como não reconhecera a sua avó?
Aiko murmurou umas desculpas e que tinha que cumprimentar os seus convidados e saiu da cozinha. Linda foi atrás e, assim que ouviu a porta fechar-se, soube que avó também viera.
-Konbanwa, meu rapaz. Deves ser o Kenji. – Disse Aiko, sorrindo para o rapaz, ainda que Linda notasse que o seu sorriso não se estendia até às orelhas e que os olhos dela examinavam Kenji atentamente como que procurando algo.
-Sim. Sou o Kenji. – Respondeu o irmão breve. O seu sorriso era cordial, mas Linda sabia que ele estava incomodado com a forma que Aiko lhe olhava. Esta deve ter-se apercebido do desconforto do rapaz, pois tornou o seu olhar para a neta.
- Mari que fazes aqui? Não te disse para pores a mesa? – Resmungou, pondo as mãos nas ancas. Mari suspirou.
-Sim avó, já vou. - Mari dirigiu-se até à cozinha, passando por Usagi e Linda. Esta sentiu o olhar da loira em si, sempre carregado da suspeita que Linda já há muito se habituara. Respirou fundo ao ouvir a porta da cozinha arrastar-se pelo chão de mármore.
-Avó! O assado está a queimar! – Gritou Mari. Aiko correu para a cozinha, mas já era tarde de mais. Os outros três entraram na cozinha com uma certa cautela, vendo Aiko abrir o forno libertando uma mistura de vapores escuros e abafados. Mari tossiu um pouco.
-Oh não. Eu sabia que deveria ter ficado atenta! – Resmungou Aiko, abanando a cabeça. Mari observou os botões que regulavam a potência.
-Avó, isto está na potência máxima, não precisavas de deixar a comida assim durante tanto tempo.
-O que é que queres. Este forno é novo e o meu antigo demorava muito tempo a assar as batatas, quanto mais a carne.
Mari revirou os olhos. Linda viu, de relance, que tanto Usagi como Kenji sorriam levemente à cena.
-Avó, o outro demorava porque estava estragado. Por isso compramos um novo. – Explicou a loira calmamente, como se falasse para um miúdo de nove anos.
Aiko não parecia querer rebaixar-se perante a neta, pois falou como se não tivesse ouvido nada do que Mari tivesse dito.
-E agora o que faço para jantar? Somos cinco e uma refeição destas…
-Peço desculpa Aiko-san, mas não é necessário… - começou Kenji. Linda revirou olhos à típica atitude formal de quem renega um jantar em casa de visitas.
-Disparates, rapaz. Podes muito bem comer por aqui. Temos é que descobrir o quê.
-De certo que deves ter algo por aqui, Aiko. – Assegurou Linda, começando a remexer nas gavetas e armários da cozinha. Mari fez o mesmo.
-Acho que podemos fazer qualquer coisinha com o que temos aqui. – Disse Mari, revendo a lista de ingrediente para fazer um simples Kare Rice. Batatas, cebola, arroz. Não havia cenouras e a carne seria um problema, mas a avó decerto que não gastara toda a carne que tinham naquele assado. Sorriu ao encontrar os cubos de tempero que ela tanto desejava. – Sim, já sei o que fazer.
-Tu cozinhas? – Perguntou Linda, curiosa. Mari nunca cozinhara desde que Linda passara a morar com as Nakamura.
-Que remédio o dela. Todas as raparigas de bons costumes aprendem a cozinhar. Eu é que a deixo aproveitar a vida. Mas quando ela se casar…
-Avó! – Reclamou a jovem, corando levemente.
-Se precisarem de ajuda, eu posso sempre cozinhar. - Ofereceu-se Kenji, exibindo um dos seus atraentes sorrisos.
Usagi e Linda ergueram o sobrolho ao mesmo tempo.
-Ah… Kenji? Tu não sabes cozinhar. – Disse Linda, duvidando da sanidade do irmão. Este pareceu um pouco embaraçado.
-Pois não estava apenas a tentar ser cordial. Contava que alguém me impedisse antes que queimasse a cozinha toda.
As três mulheres soltaram uma gargalhada, enquanto Linda limitou-se a sorrir ao talento do irmão em animar o espirito de cada pessoa por quem passava.
-Se quiseres, podes ajudar-me. – Sugeriu Mari. O sorriso de Kenji aumentou.
-Como poderia recusar? – Respondeu, num tom quase sedutor.
Linda semicerrou os olhos em completo aborrecimento. Usagi riu-se das atitudes dos netos e pegou no braço de Aiko e da neta.
-Acho que é melhor deixarmos estes dois a cozinharem o nosso jantar. E que tal irmos ver as noticias e pormos a conversa em dia?
Neste capitulo, tentei mostrar a minha veia romantica. Espero ter sido bem sucedida (se não, podem atirar-me tomates xDD)
Espero que gostem. Provavelmente é o ultimo capitulo do verão

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reescrito a 28/07/2012
Capítulo 16. A Flor de Vénus e a Flor de Saturno
Bunko perdeu a fala. Os seus pequenos olhos investigavam a sala onde se encontrava. Mas era difícil. Não via nada, para além da tocha. Perguntou-se se aquele homem sabia o que era um candeeiro.
Não via Lady Dawson em lado nenhum. E quem seria aquele homem? Aquela figura baixa, careca e com um ar vigoroso?
O seu rosto deve ter revelado as suas dúvidas. Ou isso ou a figura baixa lera os seus pensamentos.
-Lady Dawson não está aqui e nem estará brevemente. Surgiu um compromisso urgente, daí que não poderá encontrar-se consigo. Mas eu encarrar-me-ei de si. – O homem deu um sorriso um tanto sinistro.
-Bem eu… - Bunko começou a assustar-se. Queria fugir. Queria ir ter com o seu pai e sair daquele lugar. - Eu tenho que ir ter com o meu pai e…
-O teu pai já se foi embora. - Afirmou o homem, com a sua voz rouca. Os olhos redondos de Bunko arregalaram-se.
-Não! Ele nunca se iria embora sem mim! Quem é você?
-Para que é que você quer saber? Não lhe vai dar muito uso saber o meu nome.
-O que quer de mim?
O Homem voltou a esboçar um sorriso sinistro.
-Eu não quero nada. Mas há uma pessoa que quer algo de si. - Moveu a tocha e iluminou uma porta aberta. Fez sinal para o rapaz seguir à frente. Bunko mexeu-se lentamente, como que se esperasse um ataque vindo do homem.
Quando entrou na sala, esta era tão escura quanto a outra. Mas havia algo mais.
Cinco maravilhosas luzes coloridas provinham do centro da sala, lançando pequenos espectros de luz na direção da rosa-dos-ventos, mas não iluminando a direção de todo. Maravilhado com o que via, Bunko aproximou-se, sem reparar que os olhos da figura baixa o seguiam.
Parou a cerca de meio metro das misteriosas luzes. E entendeu o que eram. Cinco belíssimas flores brilhavam naquela sala escura, protegidas por uma fina camada de vidro. Flores de grandes pétalas coloridas e um caule da mesma cor. Ao observar melhor, viu pequenos símbolos nas flores.
A primeira, de um amarelo-torrado, tinha as pétalas mais fechadas que as outras e, no centro, ostentava um símbolo que Bunko reconheceu ser o do Planeta Urano.
A segunda, de um vermelho escarlate, tinha as pétalas abertas de uma forma graciosa e o símbolo do Planeta Marte brilhava intensamente no coração da flor.
A terceira, de um azul virado para o verde, que praticamente não tinha pétalas de tão fechada que estava, tinha o símbolo do Planeta Neptuno cravado no caule.
A Quarta era muito bonita. Pintada de um místico de verde e roxo, respirava um pequeno conjunto de brilhos, que formavam o símbolo do Planeta Plutão.
Mas a Última era curiosa. Não porque fosse mais bonita do que as outras, mas era talvez a mais simples de todas. De um simples verde-garrafa, o pequeno símbolo de Júpiter mal se notava no meio de tanto brilho. Bunko teve a sensação de reconhecer aquela Flor.
As cinco transmitiam vibrações, o que assustava o rapazinho. Este quase que podia jurar que as Flores tinham vida. Quase que jurava que podia ouvir Urano resmungar sermões para uma dúzia de alunos da primária. Que podia ouvir Neptuno a inspirar e a expirar profundamente, enquanto praticava ioga num ginásio. E quase que podia jurar que ouvira Marte a rabujar ordens para soldados de um exercito.
Mas Júpiter tinha algo mais. Não parecia ser uma personalidade forte, como as outras. Mas podia se ouvir um pequeno canto de uma rapariga apaixonada.
No meio de tantos sons, Bunko não reparou que o Homem aproximara-se e que se colocara mesmo atrás dele.
A última coisa que Bunko ouviu foi um uivo, semelhante aos dos lobos. Mas a sua última visão foi talvez a mais fantástica de todas.
Vira as Flores a olharem para si. Antes de mergulhar na escuridão, Bunko podia jurar que elas estavam a chorar.
**
Mari não se conseguia decidir. Se o mistério da sua hospede era mais importante que aquele rapaz misterioso que ela não parava de encontrar em estranhas ocasiões, ou se era o contrário.
Ele falava, os olhos percorrendo a divisão. Ela reparou que a sua maçã-de-adão estava contraída. Soltou um pequeno sorriso de alívio. Pelo menos não era a única pessoa nervosa naquela divisão.
Kenji fitava o quadro da sua mãe. Ignorando o habitual mal-estar no estomago, seguiu o mesmo ponto onde os olhos de Kenji se fixaram.
E pensar que ela era filha de um homem. A julgar pelo quadro, ela bem que passava como gêmea da sua própria mãe. Infelizmente, a genética não lhe fora tão generosa como Mari queria. Pequenos traços duros a diferenciavam daquele ar angelical que apenas a mãe possuía. E esses pequenos traços eram a sua perdição. O motivo por que ela se odiava ver no espelho. Talvez no fundo ela temia ficar igual a ele. E os deuses sabiam a quão próxima desse destino estava.
Ouviu um leve suspiro. Mari quebrou os seus pensamentos, decidindo não se deprimir mais com eles e tornou-se lentamente para o jovem. Kenji não tirava os olhos do quadro, ainda que Mari tivesse umas suspeitas de que ele não admirava o quadro da mãe de todo. Mari semicerrou os olhos. Havia algo de estranho com este rapaz. Uma áurea misteriosa e quase mística parecia rodeá-lo e ela teve a leve sensação de que já o tinha visto em algum lado. E esse pensamento não a tranquilizava de todo. Porque ela pensara o mesmo quando vira Linda pela primeira vez. E depois a avó dela.
Assim que vira Usagi Tsukino pela primeira vez, não conseguira deixar de ficar espantada com a sua aparência jovem. Como se a idade fosse apenas um número que em nada pesava no seu aspeto. Até o seu sorriso lembrava a Mari o de uma rapariga de catorze anos. Mas os olhos, tão semelhantes aos de Linda, escondiam algo. Isso sabia. A questão era, o quê? Que tipo de segredo escondia Linda e a sua avó? Teria Kenji alguma coisa a esconder também? Talvez o mesmo segredo que Linda?
-Ela é parecida contigo. – Kenji falara de repente, sobressaltando Mari.
-É o que todos dizem. – Respondeu vagamente. Kenji abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu. Mari teve a sensação de que ele apenas tentava evitar o silêncio.
-Onde trabalha?
Mari engasgou-se na própria saliva. Só aí se apercebeu que em nenhuma altura desde que Kenji pusera os pés dentro da sua casa, ela dissera-lhe que era órfã de mãe. Aliás, Kenji bem que podia pensar que a mulher do quadro era sua irmã.
-Não trabalha. – Respondeu sombriamente. Kenji tornou-se para ela.
-Julguei que trabalhasse. Cuidar de uma filha sozinha não deve ser fácil.
Mari estava confusa. Kenji assumira (e corretamente) que a mulher do quadro era a sua mãe. E assumira que o pai de Mari não estava presente. Ainda que Linda pudesse ter revelado todos esses factos, o detalhe mais importante era desconhecido para Kenji.
-Ela morreu. – Murmurou suavemente, tentando não ouvir as suas próprias palavras.
Kenji suspirou pesadamente e pôs as mãos nos bolsos das calças, visivelmente atrapalhado.
-Lamento muito. Eu não sabia…
E o silêncio reinou. Mari não teve forças para perguntar a Kenji como ele soubera que a mulher do quadro era a sua mãe. Aliás, naquele momento ela não queria puxar os pensamentos para a hóspede nem para a mãe. O rapaz à sua frente parecia perdido em pensamentos infinitos e Mari podia julgar que ele se sentia cada vez mais desconfortável por estar aqui. Mas algo o trouxera. A Linda.
-Está tudo bem? – Perguntou, um pouco receosa. Kenji olhou-a nos olhos e ela teve então a certeza que o seu brilho azul-metálico escondia tantos segredos quanto os olhos de Linda.
-Temo que não.
**
-Avó, O que fazes aqui? - Perguntou Linda, sobressaltada. Deitou um olhar em Aiko, que parecia perfeitamente confortável com a situação, como se um membro da família real não estivesse sentado na mesa da sua cozinha. Linda tinha suspeitas de que Aiko sempre soube da sua verdadeira identidade, mas aquela confirmação não conseguiu deixar de chocá-la.
-Vim ver-te, como é óbvio. Por que outra razão o faria?
Não faço ideia. Talvez, sei lá, forçar-me a ir para casa voluntariamente, antes que os meus pais decidam usar os Serviços Secretos Japoneses para fazer o servicinho à sua maneira. Enfim, just a guess!
Linda cruzou os braços e soube que a avó entendera parte dos seus pensamentos. Todavia, não disse nada, preferindo deixar a monarca iniciar a conversa. Infelizmente, a avó parecia querer jogar o jogo do silêncio.
-Bem espero que gostes de assado, Usagi-chan. - Interrompeu Aiko, o seu grande sorriso um pouco tremido, talvez pelo desconforto causado por avó e neta. Limpou as mãos ao seu avental vermelho enxadrezado, evitando o olhar das outras duas.
-Claro que gosto. – Confirmou Usagi, mandando um sorriso amável para Aiko. - Contando que não tenha ervilhas.
Usagi ergueu-se da cadeira, a sua mão esquerda deslizando distraidamente pela carteira pousada na mesa. Linda mordeu o lábio, não sabendo como quebrar a tensão instalada. Aiko também não parecia ter mais ideias. Mas também era de espantar que a mulher ainda conseguisse falar.
Havia qualquer coisa de intimidante em Usagi Tsukino. Linda ouvira muitas histórias de como a avó era na infância e adolescência e jamais compararia essa rapariga com a mulher que se encontrava à sua frente. Era certo que o penteado era o mesmo e que pouco parecia ter mudado. Usagi permanecia magra, sem qualquer vestígio de cabelos brancos, rugas pouco salientes, traçando apenas um ar mais adulto, olhos azuis muito vivos e tão bem-parecida como no momento em que descobrira que era uma navegante. Parecia igual, apenas mais madura. E essa maturidade fora conquistada com o tempo. Certo que foram passos de bebé, mas Minako contara a Linda que tudo mudara quando a sua mãe nascera. E acrescentara que era normal. Mãe que é mãe deixa de ser criança quando dá à luz um novo ser. Usagi não fora exceção. E daí nascera aquele olhar destinado a intimidar a filha e futuros namorados que aparecessem à porta. Histórias da mãe à parte, aquele olhar parecia ter como objetivo naqueles dias reduzir Linda e Kenji a partículas insignificantes.
-Está alguém na sala? Estou a ouvir vozes. – Perguntou Usagi, aproximando-se da porta. Linda escutou e pôde sim ouvir algumas vozes do outro lado.
-A Mari deve estar a falar com o Kenji. – Murmurou Linda entre dentes. Não lhe agradava nada a ideia de o irmão falar com a loira, sozinho. Porque Mari podia ser muita coisa, mas estupida não era de certeza. Se ela era capaz de manipular uma turma para detestarem a nova aluna, também era capaz de fazer o irmão falar.
Aiko olhava distraidamente para a porta.
-Pergunta ao teu amigo se ele quer jantar. Há que chegue para todos. – Ofereceu calorosamente, mas um pouco insegura. Linda fitou-a curiosamente.
-A Aiko sempre soube, não? Da minha identidade?
Aiko engoliu em seco.
-Presumi que não te quisesses lembrar… mas sim, sempre soube. Afinal, já conheço a tua avó há muitos anos. – Disse, sorrindo para Usagi. Esta retribuiu o gesto.
-Foi uma grande ajuda que me deste Aiko-chan e estou-te eternamente agradecida.
-Oh, não tens de quê. Sei que farias o mesmo pela minha Mari.
E isso fez qualquer coisa despertar na cabeça de Linda. Mari ainda não parecia saber quem ela era. Mas como não reconhecera a sua avó?
Aiko murmurou umas desculpas e que tinha que cumprimentar os seus convidados e saiu da cozinha. Linda foi atrás e, assim que ouviu a porta fechar-se, soube que avó também viera.
-Konbanwa, meu rapaz. Deves ser o Kenji. – Disse Aiko, sorrindo para o rapaz, ainda que Linda notasse que o seu sorriso não se estendia até às orelhas e que os olhos dela examinavam Kenji atentamente como que procurando algo.
-Sim. Sou o Kenji. – Respondeu o irmão breve. O seu sorriso era cordial, mas Linda sabia que ele estava incomodado com a forma que Aiko lhe olhava. Esta deve ter-se apercebido do desconforto do rapaz, pois tornou o seu olhar para a neta.
- Mari que fazes aqui? Não te disse para pores a mesa? – Resmungou, pondo as mãos nas ancas. Mari suspirou.
-Sim avó, já vou. - Mari dirigiu-se até à cozinha, passando por Usagi e Linda. Esta sentiu o olhar da loira em si, sempre carregado da suspeita que Linda já há muito se habituara. Respirou fundo ao ouvir a porta da cozinha arrastar-se pelo chão de mármore.
-Avó! O assado está a queimar! – Gritou Mari. Aiko correu para a cozinha, mas já era tarde de mais. Os outros três entraram na cozinha com uma certa cautela, vendo Aiko abrir o forno libertando uma mistura de vapores escuros e abafados. Mari tossiu um pouco.
-Oh não. Eu sabia que deveria ter ficado atenta! – Resmungou Aiko, abanando a cabeça. Mari observou os botões que regulavam a potência.
-Avó, isto está na potência máxima, não precisavas de deixar a comida assim durante tanto tempo.
-O que é que queres. Este forno é novo e o meu antigo demorava muito tempo a assar as batatas, quanto mais a carne.
Mari revirou os olhos. Linda viu, de relance, que tanto Usagi como Kenji sorriam levemente à cena.
-Avó, o outro demorava porque estava estragado. Por isso compramos um novo. – Explicou a loira calmamente, como se falasse para um miúdo de nove anos.
Aiko não parecia querer rebaixar-se perante a neta, pois falou como se não tivesse ouvido nada do que Mari tivesse dito.
-E agora o que faço para jantar? Somos cinco e uma refeição destas…
-Peço desculpa Aiko-san, mas não é necessário… - começou Kenji. Linda revirou olhos à típica atitude formal de quem renega um jantar em casa de visitas.
-Disparates, rapaz. Podes muito bem comer por aqui. Temos é que descobrir o quê.
-De certo que deves ter algo por aqui, Aiko. – Assegurou Linda, começando a remexer nas gavetas e armários da cozinha. Mari fez o mesmo.
-Acho que podemos fazer qualquer coisinha com o que temos aqui. – Disse Mari, revendo a lista de ingrediente para fazer um simples Kare Rice. Batatas, cebola, arroz. Não havia cenouras e a carne seria um problema, mas a avó decerto que não gastara toda a carne que tinham naquele assado. Sorriu ao encontrar os cubos de tempero que ela tanto desejava. – Sim, já sei o que fazer.
-Tu cozinhas? – Perguntou Linda, curiosa. Mari nunca cozinhara desde que Linda passara a morar com as Nakamura.
-Que remédio o dela. Todas as raparigas de bons costumes aprendem a cozinhar. Eu é que a deixo aproveitar a vida. Mas quando ela se casar…
-Avó! – Reclamou a jovem, corando levemente.
-Se precisarem de ajuda, eu posso sempre cozinhar. - Ofereceu-se Kenji, exibindo um dos seus atraentes sorrisos.
Usagi e Linda ergueram o sobrolho ao mesmo tempo.
-Ah… Kenji? Tu não sabes cozinhar. – Disse Linda, duvidando da sanidade do irmão. Este pareceu um pouco embaraçado.
-Pois não estava apenas a tentar ser cordial. Contava que alguém me impedisse antes que queimasse a cozinha toda.
As três mulheres soltaram uma gargalhada, enquanto Linda limitou-se a sorrir ao talento do irmão em animar o espirito de cada pessoa por quem passava.
-Se quiseres, podes ajudar-me. – Sugeriu Mari. O sorriso de Kenji aumentou.
-Como poderia recusar? – Respondeu, num tom quase sedutor.
Linda semicerrou os olhos em completo aborrecimento. Usagi riu-se das atitudes dos netos e pegou no braço de Aiko e da neta.
-Acho que é melhor deixarmos estes dois a cozinharem o nosso jantar. E que tal irmos ver as noticias e pormos a conversa em dia?
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
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Usagi apreciou uma boa meia hora com a amiga, enquanto Linda via as noticias. Estava a dar uma pequena reportagem sobre o acontecimento no parque. Sobre a rapariga em coma. O Pivô perguntava ao espectador retoricamente, onde é que estariam as navegantes.
Inconscientemente, Linda tornou-se para a avó, que continuava a sua animada conversa com Aiko, cujo tema resultava de umas descontraídas gargalhadas.
Good question!
Porque é que as navegantes que protegiam o Reino não estavam lá no parque? A pergunta alastrou-se durante o resto do tempo e depois durante o jantar. Submersa nos seus pensamentos, não reparou nas interações de Kenji e Mari.
Enquanto estavam na cozinha, preparando um excelente Kare Rice e uma salada leve, foram conversando sobre cada detalhe menos aterrador da sua vida.
Kenji ficou surpreendido ao saber que Mari praticava qualquer tipo de desportos desde pequena, sendo uma desportista nata e que até eram adeptos da mesma equipa de futebol. Já Mari ficou surpreendida quando Kenji, quando punham a mesa, pediu desculpas por ter derramado o café em cima dela naquele dia, no café. Mari sorriu, um pouco tocada que ele se lembrava e disse apenas para ele não se preocupar. Afinal, a culpa também era dela.
Com o jantar terminado, levantaram a mesa e Aiko pôs os pratos na máquina de lavar loiça e Usagi ficou junto dela, enquanto os três jovens sentaram-se no sofá, com Kenji no meio.
Como Linda gostava de ver um documentário e Mari um Reality Show, ambas concordaram em partilhar a televisão. Dia sim, dia não, era a vez de Mari e vice-versa. Naquele dia, era a vez de Linda, mas Mari pegou no comando primeiro, colocando no seu canal preferido.
Mesmo sabendo que podia muito bem ceder a televisão pelo menos naquele dia, Linda não tinha paciência nenhuma em aturar Mari. Não depois de tudo aquilo que passara durante o dia. As suas pernas estavam cansadas e a sua cabeça estava pesadíssima, como se um trator lhe tivesse atropelado a cabeça.
-Mari podes mudar de canal, se fazes favor? – Perguntou, aborrecida.
A outra nem se mexeu.
-Não, eu quero ver este Reality Show. É hoje que elas se põem à porrada! – Disse, sorrindo para o cenário espalhafatoso no ecrã, onde duas mulheres gritavam uma à outra.
Linda revirou os olhos.
-Como consideras isso entretenimento desconheço. É sempre a mesma coisa! Este documentário é único. Muda de canal! – Insistiu Linda, virando-se para Mari.
Esta virou-se para Linda, faíscas a brilharem nos olhos. Kenji engoliu em seco. As duas pareciam ter-se esquecido que ele se encontrava no meio delas, iniciando as suas tão habituais discussões:
-Estou na minha casa, posso ver o canal que quiser.
-Sim, mas hoje é a minha vez.
-E não podes esperar quarenta e cinco minutos para ver o teu estúpido documentário sobre os pandas?
-Não posso, o programa dá a esta hora. Mas tu podes ver no quarto da tua avó.
-Vai tu para lá. Eu prefiro ver aqui.
-Mari respeita as regras!
-Quais regras? - Mari pareceu atingir o limite. Levantou-se do sofá rapidamente. Linda fez o mesmo, iniciando uma batalha de olhares penetrantes.
Kenji ficou calado, sem saber o que fazer. Pela cara da irmã, temia pela vida de Mari, mas a própria não parecia ser cão de ladrar e não morder. ~
Mari ganhara um pequeno rubor na pele. Linda não sabia porque é que ela estava tão impaciente naquele dia.
- Desde que te mudaste para esta casa que existem regras. Nunca antes houve alguma. Mas claro que, para que vossa majestade se sinta confortável é necessário mudar tudo ao seu bel-prazer - silvou, não notando no pequeno sobressalto de Linda e Kenji ao ouvirem a palavra “Majestade”.
Linda sentiu-se incomodada com a discussão, mas já era tarde de mais para recuar. O seu orgulho estava em causa.
-Que eu saiba, em todas as casas existem regras.
-Só nas que tu vives!
A morena lançou-lhe um olhar penetrante. Kenji ergueu-se do sofá, colocando-se entre as duas. Já conhecia o temperamento da irmã e sabia que esta estava prestes a perder a cabeça.
-Que estás a insinuar? – Silvou Linda, dando um passo em frente.
-Oh vá lá, pára de te armar em Rainha do Sabá! – Disse Mari, elevando o tom de voz. - Tu estás nesta casa como hóspede, não temos que fazer as coisas do modo que tu queres.
-Tu não sabes partilhar as coisas, Mari. Nem sabes ser simpática.
-Eu sou simpática e sei partilhar as coisas. Mas só o faço com quem merece.
-E eu não mereço porquê?
-Já sabes qual é a minha opinião sobre ti.
Tal como Kenji previa, a mão de Linda cerrou-se num punho. Antecipando os movimentos da irmã, abriu os braços de modo a afastá-las.
-Parem com isso, vocês as duas. Parecem crianças.
-NÃO TE METAS! - Gritaram as duas ao mesmo tempo, ambas empurrando o jovem da frente. Este, com a força de duas adolescentes raivosas, deixou-se cair no sofá.
Felizmente, o berro fora suficientemente alto para atrair outras atenções. Usagi e Aiko saíram da cozinha, as duas com semblantes confusos.
-Meninas, o que se passa? - Perguntou Aiko, intercalando o olhar entre Linda e Mari.
Usagi chegou-se perto da neta, pousando a mão no seu ombro e lançando-lhe um olhar de desaprovação. Linda sentiu-o antes de o ver.
-Mari, que atitudes são estas? Podes acalmar-te? – Aiko estava visivelmente furiosa. Se era pela atitude de Mari no geral ou pelo facto de Mari ter agido de foram incorreta em presença de um, senão três, membros da família real.
-Eu acalmo-a. - Disse Kenji, agarrando no braço de Mari. A jovem mal teve tempo para protestar antes de Kenji quase a arrastar porta fora.
Aiko suspirou, abanando a cabeça em exasperação.
-Linda achei que fosses mais bem comportada. – Disse, tornando-se para a outra jovem. – Já sabes como é a Mari. Irrita-se facilmente. Herdou isso do pai.
- Gomen nasai, Aiko. Não volta a acontecer. – Disse Linda, baixando a cabeça. Agora sim, ela podia sentir a vergonha a invadir-lhe a consciência.
-Pois não, não voltará - assegurou Usagi, falando pela primeira vez. - Linda, uma palavra na cozinha.
A jovem não teve outra hipótese. Voltando a pedir desculpas silenciosas a Aiko, seguiu a avó para a cozinha, fechando a porta atrás de si.
**
-Vi do lado de fora que este prédio tem um terraço. Tem acesso? – Perguntou Kenji, fitando o corredor, mas sem lhe prestar grande atenção.
-Tem – Confirmou Mari, o seu olhar não descolando do chão. Sentia-se envergonhada por discutir com Linda com visitas por perto. Com Kenji por perto. - É por aqui. – Disse, indicando uma porta de metal no fundo do corredor.
Entraram e deram de caras com um rol de escadas. Mari vivia no 10º andar e havia mais cinco andares a subir para finalmente chegarem ao terraço. Sem sequer pensar irem de elevador, os dois jovens subiram as escadas silenciosamente.
Um passo, um degrau. Outro passo, outro degrau. Mari soltara a mão do corrimão e colocara-a no bolso tal como a outra. Suspirou ao de leve, um pouco aborrecida com o silêncio. Todavia, não se atreveu a quebrá-lo, guiando Kenji pelas escadas.
Kenji observava Mari, não emitindo um único som. Era uma situação caricata. Linda não costumava perder a compostura tão depressa. Era preciso muita má-fé ou um grande ódio à pessoa para o fazer. Fora com os pais, Kenji nunca vira tanto ódio exprimido nos olhos da irmã. Como é que isso era possível?
Distraída, Mari subiu um degrau da forma errada, tropeçando. Cairia de costas, não fosse Kenji a agarrá-la, colocando os seus braços em torno do tronco dela. Mari desceu dois degraus para se equilibrar.
Nenhum dos dois se mexeu por uns segundos, que mais pareceram largos minutos. Mari estava tão perto dele que até podia sentir o seu hálito a cebola, oriundo do jantar que cozinharam juntos.
Corando levemente, afastou-se de Kenji e continuou a subir. Este não aparentava qualquer mudança no rosto, fora um estranho brilho nos olhos, que nem ele entendia.
Mari abriu uma outra porta de metal que, em vez de escadas, revelou o céu noturno. Enormes pontos brilhavam no céu limpo, formando belíssimas constelações. No entanto, a única constelação que Kenji e Mari descobriram foi a Ursa Menor onde, na cauda, brilhando mais do que as outras, se encontrava a Polaris, mais conhecida por Estrela Polar. Uma estrela brilhante que só emitia a sua luz no Hemisfério Norte.
-É lindo, não é? - Perguntou Mari, quebrando o silêncio constrangedor entre eles. - A paisagem.
Kenji sorriu para as costas de Mari. Ao longe, via-se o fantástico palácio de Crystal Tokyo. Kenji sentiu o seu humor a desvanecer-se. Aproximou-se de Mari, querendo ficar a seu lado.
-Sim. É lindo. – Disse, ainda que a sua voz traísse um certo desconforto.
Ao fim de algum tempo de silêncio, já ambos tinham esquecido a discussão que se gerara antes entre as duas raparigas minutos antes. Estavam ambos calmos, e Mari perguntava-se agora porque é que ela se importava tanto com os mistérios de Linda Tsukino se o mais importante era falar com Kenji. Porque aquele silêncio começava-a a incomodá-la.
-Podias desamarrar o teu cabelo. – Ouviu Kenji dizer, apontando o dedo para o totó de Mari. - Assim já pareces a minha irmã.
-Tens uma irmã? - Perguntou Mari, curiosa. Notou que Kenji parecia desconfortável, como se tivesse dito algo que não devia.
-Tenho, ela costuma usar o cabelo amarrado, não importa o número de vezes que lhe diga que o contrário lhe fica melhor. – Disse Kenji, os seus lábios sorrindo levemente, provavelmente em memória dos tempos nostálgicos. -Acho que ficarias melhor com o cabelo solto.
Ela não teve tempo para responder. Kenji aproximou-se dela, soltando o seu totó rapidamente. Grandes madeixas de cabelo cor do trigo liso caíram abaixo dos ombros. Ele usou a mão para afastar o cabelo do rosto dela.
O rapaz ficou a olhar para ela, bebendo a sua beleza. Era sempre de admirar as raparigas que com um simples toque de feminilidade se tornavam em raparigas atraentes.
A sua mão direita tocou no rosto dela ao de leve, numa carícia que ele nem sabia que estava a realizar. Aproximou os seus lábios das bochechas, que ficaram um pouco rosadas, depositando um toque suave. A outra mão dele estava livre e aproveitou-se dessa situação para rodar o pescoço dela. Conseguia sentir a pulsação do coração dela.
A sensação de toque era tudo que os guiava. Com os olhos fechados, não conseguiam ver o que faziam, não conseguiam ouvir os barulhos da cidade à sua volta, não conseguiam sentir o cheiro a batatas fritas que provinha das chaminés e o paladar estava inativo. Apenas a sensação, não, o desejo de toque.
Mari deu um pequeno passo em frente. Estava agora a centímetros dele. E a sua boca estava tão próxima da dele.
Mas na altura em que os lábios de Kenji estavam prestes a tocar nos de Mari, ele afastou-se.
-Não posso. – Sussurrou, mais para si do que para a mola. Não negava que se sentia atraído por ela mas, ao mesmo tempo, não se sentiu capaz de a beijar como beijava as outras. Havia algo em Mari Nakamura que lhe dizia para ele nunca brincar com os sentimentos dela.
Não que ele tivesse intenções disso. Ganhara respeito por aquela rapariga do secundário.
Ele afastou-se e afastou-se em direção às escadas, andando a passo rápido. Não olhou para trás.
Usagi apreciou uma boa meia hora com a amiga, enquanto Linda via as noticias. Estava a dar uma pequena reportagem sobre o acontecimento no parque. Sobre a rapariga em coma. O Pivô perguntava ao espectador retoricamente, onde é que estariam as navegantes.
Inconscientemente, Linda tornou-se para a avó, que continuava a sua animada conversa com Aiko, cujo tema resultava de umas descontraídas gargalhadas.
Good question!
Porque é que as navegantes que protegiam o Reino não estavam lá no parque? A pergunta alastrou-se durante o resto do tempo e depois durante o jantar. Submersa nos seus pensamentos, não reparou nas interações de Kenji e Mari.
Enquanto estavam na cozinha, preparando um excelente Kare Rice e uma salada leve, foram conversando sobre cada detalhe menos aterrador da sua vida.
Kenji ficou surpreendido ao saber que Mari praticava qualquer tipo de desportos desde pequena, sendo uma desportista nata e que até eram adeptos da mesma equipa de futebol. Já Mari ficou surpreendida quando Kenji, quando punham a mesa, pediu desculpas por ter derramado o café em cima dela naquele dia, no café. Mari sorriu, um pouco tocada que ele se lembrava e disse apenas para ele não se preocupar. Afinal, a culpa também era dela.
Com o jantar terminado, levantaram a mesa e Aiko pôs os pratos na máquina de lavar loiça e Usagi ficou junto dela, enquanto os três jovens sentaram-se no sofá, com Kenji no meio.
Como Linda gostava de ver um documentário e Mari um Reality Show, ambas concordaram em partilhar a televisão. Dia sim, dia não, era a vez de Mari e vice-versa. Naquele dia, era a vez de Linda, mas Mari pegou no comando primeiro, colocando no seu canal preferido.
Mesmo sabendo que podia muito bem ceder a televisão pelo menos naquele dia, Linda não tinha paciência nenhuma em aturar Mari. Não depois de tudo aquilo que passara durante o dia. As suas pernas estavam cansadas e a sua cabeça estava pesadíssima, como se um trator lhe tivesse atropelado a cabeça.
-Mari podes mudar de canal, se fazes favor? – Perguntou, aborrecida.
A outra nem se mexeu.
-Não, eu quero ver este Reality Show. É hoje que elas se põem à porrada! – Disse, sorrindo para o cenário espalhafatoso no ecrã, onde duas mulheres gritavam uma à outra.
Linda revirou os olhos.
-Como consideras isso entretenimento desconheço. É sempre a mesma coisa! Este documentário é único. Muda de canal! – Insistiu Linda, virando-se para Mari.
Esta virou-se para Linda, faíscas a brilharem nos olhos. Kenji engoliu em seco. As duas pareciam ter-se esquecido que ele se encontrava no meio delas, iniciando as suas tão habituais discussões:
-Estou na minha casa, posso ver o canal que quiser.
-Sim, mas hoje é a minha vez.
-E não podes esperar quarenta e cinco minutos para ver o teu estúpido documentário sobre os pandas?
-Não posso, o programa dá a esta hora. Mas tu podes ver no quarto da tua avó.
-Vai tu para lá. Eu prefiro ver aqui.
-Mari respeita as regras!
-Quais regras? - Mari pareceu atingir o limite. Levantou-se do sofá rapidamente. Linda fez o mesmo, iniciando uma batalha de olhares penetrantes.
Kenji ficou calado, sem saber o que fazer. Pela cara da irmã, temia pela vida de Mari, mas a própria não parecia ser cão de ladrar e não morder. ~
Mari ganhara um pequeno rubor na pele. Linda não sabia porque é que ela estava tão impaciente naquele dia.
- Desde que te mudaste para esta casa que existem regras. Nunca antes houve alguma. Mas claro que, para que vossa majestade se sinta confortável é necessário mudar tudo ao seu bel-prazer - silvou, não notando no pequeno sobressalto de Linda e Kenji ao ouvirem a palavra “Majestade”.
Linda sentiu-se incomodada com a discussão, mas já era tarde de mais para recuar. O seu orgulho estava em causa.
-Que eu saiba, em todas as casas existem regras.
-Só nas que tu vives!
A morena lançou-lhe um olhar penetrante. Kenji ergueu-se do sofá, colocando-se entre as duas. Já conhecia o temperamento da irmã e sabia que esta estava prestes a perder a cabeça.
-Que estás a insinuar? – Silvou Linda, dando um passo em frente.
-Oh vá lá, pára de te armar em Rainha do Sabá! – Disse Mari, elevando o tom de voz. - Tu estás nesta casa como hóspede, não temos que fazer as coisas do modo que tu queres.
-Tu não sabes partilhar as coisas, Mari. Nem sabes ser simpática.
-Eu sou simpática e sei partilhar as coisas. Mas só o faço com quem merece.
-E eu não mereço porquê?
-Já sabes qual é a minha opinião sobre ti.
Tal como Kenji previa, a mão de Linda cerrou-se num punho. Antecipando os movimentos da irmã, abriu os braços de modo a afastá-las.
-Parem com isso, vocês as duas. Parecem crianças.
-NÃO TE METAS! - Gritaram as duas ao mesmo tempo, ambas empurrando o jovem da frente. Este, com a força de duas adolescentes raivosas, deixou-se cair no sofá.
Felizmente, o berro fora suficientemente alto para atrair outras atenções. Usagi e Aiko saíram da cozinha, as duas com semblantes confusos.
-Meninas, o que se passa? - Perguntou Aiko, intercalando o olhar entre Linda e Mari.
Usagi chegou-se perto da neta, pousando a mão no seu ombro e lançando-lhe um olhar de desaprovação. Linda sentiu-o antes de o ver.
-Mari, que atitudes são estas? Podes acalmar-te? – Aiko estava visivelmente furiosa. Se era pela atitude de Mari no geral ou pelo facto de Mari ter agido de foram incorreta em presença de um, senão três, membros da família real.
-Eu acalmo-a. - Disse Kenji, agarrando no braço de Mari. A jovem mal teve tempo para protestar antes de Kenji quase a arrastar porta fora.
Aiko suspirou, abanando a cabeça em exasperação.
-Linda achei que fosses mais bem comportada. – Disse, tornando-se para a outra jovem. – Já sabes como é a Mari. Irrita-se facilmente. Herdou isso do pai.
- Gomen nasai, Aiko. Não volta a acontecer. – Disse Linda, baixando a cabeça. Agora sim, ela podia sentir a vergonha a invadir-lhe a consciência.
-Pois não, não voltará - assegurou Usagi, falando pela primeira vez. - Linda, uma palavra na cozinha.
A jovem não teve outra hipótese. Voltando a pedir desculpas silenciosas a Aiko, seguiu a avó para a cozinha, fechando a porta atrás de si.
**
-Vi do lado de fora que este prédio tem um terraço. Tem acesso? – Perguntou Kenji, fitando o corredor, mas sem lhe prestar grande atenção.
-Tem – Confirmou Mari, o seu olhar não descolando do chão. Sentia-se envergonhada por discutir com Linda com visitas por perto. Com Kenji por perto. - É por aqui. – Disse, indicando uma porta de metal no fundo do corredor.
Entraram e deram de caras com um rol de escadas. Mari vivia no 10º andar e havia mais cinco andares a subir para finalmente chegarem ao terraço. Sem sequer pensar irem de elevador, os dois jovens subiram as escadas silenciosamente.
Um passo, um degrau. Outro passo, outro degrau. Mari soltara a mão do corrimão e colocara-a no bolso tal como a outra. Suspirou ao de leve, um pouco aborrecida com o silêncio. Todavia, não se atreveu a quebrá-lo, guiando Kenji pelas escadas.
Kenji observava Mari, não emitindo um único som. Era uma situação caricata. Linda não costumava perder a compostura tão depressa. Era preciso muita má-fé ou um grande ódio à pessoa para o fazer. Fora com os pais, Kenji nunca vira tanto ódio exprimido nos olhos da irmã. Como é que isso era possível?
Distraída, Mari subiu um degrau da forma errada, tropeçando. Cairia de costas, não fosse Kenji a agarrá-la, colocando os seus braços em torno do tronco dela. Mari desceu dois degraus para se equilibrar.
Nenhum dos dois se mexeu por uns segundos, que mais pareceram largos minutos. Mari estava tão perto dele que até podia sentir o seu hálito a cebola, oriundo do jantar que cozinharam juntos.
Corando levemente, afastou-se de Kenji e continuou a subir. Este não aparentava qualquer mudança no rosto, fora um estranho brilho nos olhos, que nem ele entendia.
Mari abriu uma outra porta de metal que, em vez de escadas, revelou o céu noturno. Enormes pontos brilhavam no céu limpo, formando belíssimas constelações. No entanto, a única constelação que Kenji e Mari descobriram foi a Ursa Menor onde, na cauda, brilhando mais do que as outras, se encontrava a Polaris, mais conhecida por Estrela Polar. Uma estrela brilhante que só emitia a sua luz no Hemisfério Norte.
-É lindo, não é? - Perguntou Mari, quebrando o silêncio constrangedor entre eles. - A paisagem.
Kenji sorriu para as costas de Mari. Ao longe, via-se o fantástico palácio de Crystal Tokyo. Kenji sentiu o seu humor a desvanecer-se. Aproximou-se de Mari, querendo ficar a seu lado.
-Sim. É lindo. – Disse, ainda que a sua voz traísse um certo desconforto.
Ao fim de algum tempo de silêncio, já ambos tinham esquecido a discussão que se gerara antes entre as duas raparigas minutos antes. Estavam ambos calmos, e Mari perguntava-se agora porque é que ela se importava tanto com os mistérios de Linda Tsukino se o mais importante era falar com Kenji. Porque aquele silêncio começava-a a incomodá-la.
-Podias desamarrar o teu cabelo. – Ouviu Kenji dizer, apontando o dedo para o totó de Mari. - Assim já pareces a minha irmã.
-Tens uma irmã? - Perguntou Mari, curiosa. Notou que Kenji parecia desconfortável, como se tivesse dito algo que não devia.
-Tenho, ela costuma usar o cabelo amarrado, não importa o número de vezes que lhe diga que o contrário lhe fica melhor. – Disse Kenji, os seus lábios sorrindo levemente, provavelmente em memória dos tempos nostálgicos. -Acho que ficarias melhor com o cabelo solto.
Ela não teve tempo para responder. Kenji aproximou-se dela, soltando o seu totó rapidamente. Grandes madeixas de cabelo cor do trigo liso caíram abaixo dos ombros. Ele usou a mão para afastar o cabelo do rosto dela.
O rapaz ficou a olhar para ela, bebendo a sua beleza. Era sempre de admirar as raparigas que com um simples toque de feminilidade se tornavam em raparigas atraentes.
A sua mão direita tocou no rosto dela ao de leve, numa carícia que ele nem sabia que estava a realizar. Aproximou os seus lábios das bochechas, que ficaram um pouco rosadas, depositando um toque suave. A outra mão dele estava livre e aproveitou-se dessa situação para rodar o pescoço dela. Conseguia sentir a pulsação do coração dela.
A sensação de toque era tudo que os guiava. Com os olhos fechados, não conseguiam ver o que faziam, não conseguiam ouvir os barulhos da cidade à sua volta, não conseguiam sentir o cheiro a batatas fritas que provinha das chaminés e o paladar estava inativo. Apenas a sensação, não, o desejo de toque.
Mari deu um pequeno passo em frente. Estava agora a centímetros dele. E a sua boca estava tão próxima da dele.
Mas na altura em que os lábios de Kenji estavam prestes a tocar nos de Mari, ele afastou-se.
-Não posso. – Sussurrou, mais para si do que para a mola. Não negava que se sentia atraído por ela mas, ao mesmo tempo, não se sentiu capaz de a beijar como beijava as outras. Havia algo em Mari Nakamura que lhe dizia para ele nunca brincar com os sentimentos dela.
Não que ele tivesse intenções disso. Ganhara respeito por aquela rapariga do secundário.
Ele afastou-se e afastou-se em direção às escadas, andando a passo rápido. Não olhou para trás.
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
**
-O que é que a avó veio aqui fazer? – Perguntou Linda, sabendo que mais valia ir direta ao assunto.
Usagi passeou pela cozinha, o rosto pensativo. Quando voltou a fitar a neta, as suas expressões traiam seriedade.
-Primeiro; Quero que te portes bem. Eu não te eduquei para agires como fizeste com a Mari…
Linda preparava-se para interromper, mas absteve-se. Já sabia que era uma batalha perdida em argumentar contra Usagi Tsukino.
Usagi fitou a neta, o olhar agora mais suave. Suspirou pesadamente.
- Parece que mudaste bastante nestes meses. – Comentou, com algum pesar.
Linda mirou a avó nos olhos, tentando passar-lhe a mensagem. De lhe dizer as coisas que ela vira hoje.
-A avó deve saber, para estar aqui. – Murmurou a jovem.
-Sim, sei. – Anuiu Usagi, abanando a cabeça. Sentou-se na cadeira junto à mesa da cozinha, indicando a Linda que se sentasse na outra.
-Sempre soube que eu era uma navegante? – Perguntou Linda, sentando-se da cadeira sem nunca deixar de observar as expressões do rosto da avó.
-Sim, sempre soube. Mas eras tão nova que não queria que te preocupasses. - Usagi agarrou as mãos de Linda, estendidas em cima da mesa. Linda não disse nada. Podia ver pela forma como a sobrancelha da avó estava ligeiramente arqueada, que ela estava a mentir. Havia mais qualquer coisa.
- Quem sou eu? – Perguntou fracamente, esperando uma resposta objetiva por parte da avó.
Sem sucesso.
- Tu és a Guardiã dos Sonhos.
-Como, se eu não tenho sonhos? – Linda sabia que a pergunta era parva, não só pela gargalhada que Usagi deu, mas também porque era ridículo a ideia de ninguém ter sonhos. Ela simplesmente nunca se lembrava deles.
-Com o tempo vais entender qual é o teu dever de Guardiã. Até lá, terás de aprender o teu dever de navegante.
-Mas como? O inimigo parece ser tão forte. – Disse Linda, franzindo a testa. Estava tão cansada, como podia pensar que mais estava para vir se até agora o pouco que tenha feito não detivera efeito nenhum?
-Isso é porque tu e as outras ainda são inexperientes. – Respondeu Usagi calmamente. Linda ergueu o sobrolho.
-Tu conheces as outras navegantes? – Perguntou lentamente.
-Tão bem quanto te conheço a ti. E não. - Acrescentou, vendo Linda prestes a fazer uma pergunta. - Não te vou dizer quem são.
-Mas avó…
-Já descobriste o que o inimigo procura? – Perguntou a mais velha, mudando de assunto. Linda suspirou.
-Sim – Linda brincou com as mãos, pensando naquilo que ia dizer. -Isso dá-me três perguntas. Não, quatro.
-Pronuncia. – Incentivou Usagi, fazendo um gesto com a mão.
-Porque é que as navegantes não foram para o parque ajudar a rapariga? – Perguntou Linda, um pouco mais severa do que esperava.
Usagi mordeu o lábio, desconfortável.
-Acredita Linda, esta decisão foi complicada e eu mostrei completo desagrado nela. Porque queríamos que vocês aprendessem. O inimigo está a ganhar mais poder e nós já não somos tão jovens. Só vocês, jovens navegantes, é que o poderão deter. Mas eu sei que…
-Que isso implicou o sacrifício de uma rapariga. – Completou Linda, que não escondeu o desagrado e choque de tal decisão
-Era a única opção. – Murmurou Usagi, mais para si do que para a neta. Esta sabia que a avó jamais deixaria de ajudar os outros a não ser que não tivesse outra hipótese. O que é que valeria o sacrifício da alma de uma rapariga.
Ficaram em silêncio durante minutos, até que Linda fez a sua próxima pergunta.
-Onde posso encontrar as Flores do Universo?
Usagi levantou a cabeça e pensou um pouco.
-Bem… Há milhares de anos atrás, com a destruição do Milénio Prateado, os planetas do Sistema Solar, com exceção da Terra, deixaram de ser reinos, passando a ser planetas solitários. No entanto, antes da Metallia e Beryl, destruírem o Reino da Lua, havia paz e confraternidade entre os nove planetas. As famílias reais tinham filhos, por vezes mais do que dois, que não tinham grandes cargos no seu planeta de origem. Na sua maioria, eram os responsáveis em entregar mensagens do seu planeta natal aos restantes. Mas havia algo que atraia esses seres. O Planeta Terra. Lá, o céu era azul, enfeitado por nuvens semelhantes a algodão, assim como a água fresca. Havia campos verdes e o sol iluminava aquele planeta com cores do arco-íris. Terra era sem dúvida o planeta mais belo de todo o sistema solar, a sua riqueza natural em nada comparada com a riqueza material do Milénio Prateado. Alguns membros da família real viajaram para Terra, a fim de estabelecer ligações de paz com o planeta, mas depois ficaram por lá. Construíram família e, com o tempo, esqueceram-se das suas origens. Segundo o que me disseram, isto tudo aconteceu antes do nascimento da Princesa Serenity.
Mais tarde, Beryl…
-Eu sei. Ela persuadiu o povo da Terra a destruir o Milénio prateado - Interrompeu Linda - Já me contaste esta história.
-Sim, então deves saber que, quando todos renasceram, devido ao poder no Cristal prateado, algo… digamos, falhou. Acredito que o poder que a minha mãe soltara era apenas destinado aos elementos do Milénio Prateado. Daí que, enquanto eu e as outras reencarnamos, os seres dos outros planetas que te falei continuaram a viver as suas vidas. E os seus descendentes continuam a pisar este chão.
-Não, não sabia. Então as navegantes não possuem as Flores do Universo? É que como elas, no passado, eram princesas, achei que…
-Somos reencarnações, não descendemos da família real. Mas essas pessoas sim. São elas que possuem as Flores. Daí que o inimigo tenha dificuldade em encontrá-las. – Usagi parou um pouco. O seu suspiro fora longo e desgostoso. Linda temeu o pior antes mesmo de a avó o pronunciar. - Mas já tem um certo avanço. Urano, Neptuno, Marte e Plutão foram apanhadas e receio por Mercúrio e Saturno.
Linda abriu a boca a pergunta acerca dos outros dois planetas em falta, mas a avó pareceu adivinhar os seus pensamentos.
-Se perguntas onde estão as Flores de Vénus e Terra, não te preocupes. Vénus está segura e Terra… bem... Eles nunca irão encontrá-la.
-Porquê? Que eu saiba ainda existem reinos na Terra. Basta um descendente real…
-Do Reino Primitivo? Eles vão demorar séculos a encontrá-lo. Há bastantes. Já para não falar que a Flor não estará numa pessoa fraca.
-Tens alguma ideia?
Usagi sorriu, ainda que não alcançasse as orelhas.
-Não te preocupes com essas duas Flores. Estão seguras.
Linda não estava satisfeita. Já iam os tempos em que os avós podiam protege-la dos males exteriores, mentindo-lhe na cara. Agora ela deparava-se com um assunto sério, do qual ela estava inteiramente envolvida.
Acabaram-se as proteções.
-Avó, quem possui as Flores? – Voltou a insistir, sabendo que se pressionasse a avó nos botões corretos conseguiria a resposta. – Trata-se de alguém importante… ou de alguém que nós conheçamos… - tentou adivinhar, tentando soar confusa o suficiente para a avó sentir pena dela.
Infelizmente, Usagi não tinha cara de quem iria entrar no jogo de Linda.
-Tu conheces essa pessoa. Digo, a da Flor de Vénus. Já a da Terra não te menti. Os do outro lado nunca a encontrarão porque nem nós sabemos onde ela se encontra.
Linda mordeu o lábio.
-Quem é?
Usagi hesitou um pouco antes de responder.
- É uma amiga da tua mãe. Não te preocupes que ela está segura. Já tomei precauções.
Isso fez lembrar a Linda de um detalhe. Ainda que soubesse que poderia não gostar da resposta, tinha que saber.
-Essa pessoa não é a Dawson, certo? – Perguntou um pouco receosa.
Fora já um hábito de miúda detestar Dawson. Como é que ela poderia esquecer a mulher que falara mal dela à sua mãe, fazendo com que esta batesse em Linda por comer chocolates antes do almoço? Fora a única vez que a sua mãe pusera um dedo em Linda, mas a menina de seis logo aprendeu que a mãe era bastante influenciável para certas coisas. E Dawson aproveitava-se disso. A constante presença dela durante o crescimento de Linda sempre fora uma sombra maligna para Linda e Kenji. Com ela por perto, a mãe nunca era vista com um sorriso. O pai ficava mais austero, quase que forçando os filhos a fazerem aquilo que ele queria à pancada, e os próprios meninos não se sentiam bem ao pé dela. Era uma presença estranha, que punha todos desconfortáveis e que parecia atrair o mal dos pais. Porque por mal que os pais possam ter, eles nunca tentaram magoar os filhos, nem fisicamente nem emocionalmente. Fora o episódio da mãe, esta fora sempre fria e indiferente perante os caprichos dos filhos, mas nunca dura e severa ao ponto de lhes negar divertimento. Já o pai nunca lhes tocara e Linda perguntava-se várias vezes se ele se continha para o fazer. Já várias vezes ele lhe dera a sensação de querer tocar-lhe no ombro para a consolar, para que ela não chorasse. Mas depois ele recuava e chamava alguém para cuidar dela.
Toda a frieza e indiferença eram preferíveis às personagens que os pais se tornavam quando Dawson aparecia. Era como se ambos tentassem mostrar-lhe algo, impor-lhe respeito como monarcas reais.
Usagi perdeu o sorriso e Linda soube que a própria avó detestaria a ideia de proteger Dawson, que ela considerava uma má influencia para a filha desde tenra idade.
-Não, não é. Tens mais alguma pergunta?
Linda respirou de alívio.
-Tenho. Para que é que eles querem as Flores?
Usagi levantou-se e aproximou-se da pequena janela da cozinha. Abriu-a para deixar entrar o ar e lá ficou a admirar a pouca réstia de céu noturno que podia ver dali.
-Para alguém querer tanto poder, só há duas opções; Ou quer mais, ou não tem. Acredito mais na segunda hipótese.
-Não tem? – Linda estava confusa. Como podia um inimigo como aquele homem baixo não ter poder nenhum? - O que queres dizer com isso?
-Digo que nem Rei nem a Ami detetaram as energias deste inimigo. Supomos que ele não as tenha. De algum modo arranjou lacaios para conseguir o poder que tanto anseia.
Linda semicerrou os olhos. Então o homem era apenas um lacaio. Isso tornava-o completamente diferente do inimigo que tinha em mente. O monólogo do homem ao vê-la no parque de estacionamento desenrolou-se na cabeça de Linda como um rolo de um filme antigo. Ele falara de uma Lady. Isso queria dizer que ele servia uma mulher. Uma mulher que desconhecia a existência de Linda, enquanto o homem sabia quem ela era. Ou então confundira-a com mais alguém.
O que a incomodava mais era o facto de ele ter poder e haver a possibilidade de a sua Lady não o ter. Porque é que alguém serviria alguém sem poder? Não iria isso contra a ideia geral de uma hierarquia? Os da base servem os do topo, porque estes têm mais poder?
-Avó? - Esperou que a avó focasse os seus olhos nela. – Sabes quem é o inimigo?
Usagi suspirou. Ouviu-se o som da porta. Kenji voltara e, segundos depois, Mari vinha atrás. Só se ouvia a voz de Aiko e a dos atores do Reality Show que dava na televisão.
-Conheço. - Disse finalmente, num tom sombrio. - E está mais perto do que julgas.
-O que é que a avó veio aqui fazer? – Perguntou Linda, sabendo que mais valia ir direta ao assunto.
Usagi passeou pela cozinha, o rosto pensativo. Quando voltou a fitar a neta, as suas expressões traiam seriedade.
-Primeiro; Quero que te portes bem. Eu não te eduquei para agires como fizeste com a Mari…
Linda preparava-se para interromper, mas absteve-se. Já sabia que era uma batalha perdida em argumentar contra Usagi Tsukino.
Usagi fitou a neta, o olhar agora mais suave. Suspirou pesadamente.
- Parece que mudaste bastante nestes meses. – Comentou, com algum pesar.
Linda mirou a avó nos olhos, tentando passar-lhe a mensagem. De lhe dizer as coisas que ela vira hoje.
-A avó deve saber, para estar aqui. – Murmurou a jovem.
-Sim, sei. – Anuiu Usagi, abanando a cabeça. Sentou-se na cadeira junto à mesa da cozinha, indicando a Linda que se sentasse na outra.
-Sempre soube que eu era uma navegante? – Perguntou Linda, sentando-se da cadeira sem nunca deixar de observar as expressões do rosto da avó.
-Sim, sempre soube. Mas eras tão nova que não queria que te preocupasses. - Usagi agarrou as mãos de Linda, estendidas em cima da mesa. Linda não disse nada. Podia ver pela forma como a sobrancelha da avó estava ligeiramente arqueada, que ela estava a mentir. Havia mais qualquer coisa.
- Quem sou eu? – Perguntou fracamente, esperando uma resposta objetiva por parte da avó.
Sem sucesso.
- Tu és a Guardiã dos Sonhos.
-Como, se eu não tenho sonhos? – Linda sabia que a pergunta era parva, não só pela gargalhada que Usagi deu, mas também porque era ridículo a ideia de ninguém ter sonhos. Ela simplesmente nunca se lembrava deles.
-Com o tempo vais entender qual é o teu dever de Guardiã. Até lá, terás de aprender o teu dever de navegante.
-Mas como? O inimigo parece ser tão forte. – Disse Linda, franzindo a testa. Estava tão cansada, como podia pensar que mais estava para vir se até agora o pouco que tenha feito não detivera efeito nenhum?
-Isso é porque tu e as outras ainda são inexperientes. – Respondeu Usagi calmamente. Linda ergueu o sobrolho.
-Tu conheces as outras navegantes? – Perguntou lentamente.
-Tão bem quanto te conheço a ti. E não. - Acrescentou, vendo Linda prestes a fazer uma pergunta. - Não te vou dizer quem são.
-Mas avó…
-Já descobriste o que o inimigo procura? – Perguntou a mais velha, mudando de assunto. Linda suspirou.
-Sim – Linda brincou com as mãos, pensando naquilo que ia dizer. -Isso dá-me três perguntas. Não, quatro.
-Pronuncia. – Incentivou Usagi, fazendo um gesto com a mão.
-Porque é que as navegantes não foram para o parque ajudar a rapariga? – Perguntou Linda, um pouco mais severa do que esperava.
Usagi mordeu o lábio, desconfortável.
-Acredita Linda, esta decisão foi complicada e eu mostrei completo desagrado nela. Porque queríamos que vocês aprendessem. O inimigo está a ganhar mais poder e nós já não somos tão jovens. Só vocês, jovens navegantes, é que o poderão deter. Mas eu sei que…
-Que isso implicou o sacrifício de uma rapariga. – Completou Linda, que não escondeu o desagrado e choque de tal decisão
-Era a única opção. – Murmurou Usagi, mais para si do que para a neta. Esta sabia que a avó jamais deixaria de ajudar os outros a não ser que não tivesse outra hipótese. O que é que valeria o sacrifício da alma de uma rapariga.
Ficaram em silêncio durante minutos, até que Linda fez a sua próxima pergunta.
-Onde posso encontrar as Flores do Universo?
Usagi levantou a cabeça e pensou um pouco.
-Bem… Há milhares de anos atrás, com a destruição do Milénio Prateado, os planetas do Sistema Solar, com exceção da Terra, deixaram de ser reinos, passando a ser planetas solitários. No entanto, antes da Metallia e Beryl, destruírem o Reino da Lua, havia paz e confraternidade entre os nove planetas. As famílias reais tinham filhos, por vezes mais do que dois, que não tinham grandes cargos no seu planeta de origem. Na sua maioria, eram os responsáveis em entregar mensagens do seu planeta natal aos restantes. Mas havia algo que atraia esses seres. O Planeta Terra. Lá, o céu era azul, enfeitado por nuvens semelhantes a algodão, assim como a água fresca. Havia campos verdes e o sol iluminava aquele planeta com cores do arco-íris. Terra era sem dúvida o planeta mais belo de todo o sistema solar, a sua riqueza natural em nada comparada com a riqueza material do Milénio Prateado. Alguns membros da família real viajaram para Terra, a fim de estabelecer ligações de paz com o planeta, mas depois ficaram por lá. Construíram família e, com o tempo, esqueceram-se das suas origens. Segundo o que me disseram, isto tudo aconteceu antes do nascimento da Princesa Serenity.
Mais tarde, Beryl…
-Eu sei. Ela persuadiu o povo da Terra a destruir o Milénio prateado - Interrompeu Linda - Já me contaste esta história.
-Sim, então deves saber que, quando todos renasceram, devido ao poder no Cristal prateado, algo… digamos, falhou. Acredito que o poder que a minha mãe soltara era apenas destinado aos elementos do Milénio Prateado. Daí que, enquanto eu e as outras reencarnamos, os seres dos outros planetas que te falei continuaram a viver as suas vidas. E os seus descendentes continuam a pisar este chão.
-Não, não sabia. Então as navegantes não possuem as Flores do Universo? É que como elas, no passado, eram princesas, achei que…
-Somos reencarnações, não descendemos da família real. Mas essas pessoas sim. São elas que possuem as Flores. Daí que o inimigo tenha dificuldade em encontrá-las. – Usagi parou um pouco. O seu suspiro fora longo e desgostoso. Linda temeu o pior antes mesmo de a avó o pronunciar. - Mas já tem um certo avanço. Urano, Neptuno, Marte e Plutão foram apanhadas e receio por Mercúrio e Saturno.
Linda abriu a boca a pergunta acerca dos outros dois planetas em falta, mas a avó pareceu adivinhar os seus pensamentos.
-Se perguntas onde estão as Flores de Vénus e Terra, não te preocupes. Vénus está segura e Terra… bem... Eles nunca irão encontrá-la.
-Porquê? Que eu saiba ainda existem reinos na Terra. Basta um descendente real…
-Do Reino Primitivo? Eles vão demorar séculos a encontrá-lo. Há bastantes. Já para não falar que a Flor não estará numa pessoa fraca.
-Tens alguma ideia?
Usagi sorriu, ainda que não alcançasse as orelhas.
-Não te preocupes com essas duas Flores. Estão seguras.
Linda não estava satisfeita. Já iam os tempos em que os avós podiam protege-la dos males exteriores, mentindo-lhe na cara. Agora ela deparava-se com um assunto sério, do qual ela estava inteiramente envolvida.
Acabaram-se as proteções.
-Avó, quem possui as Flores? – Voltou a insistir, sabendo que se pressionasse a avó nos botões corretos conseguiria a resposta. – Trata-se de alguém importante… ou de alguém que nós conheçamos… - tentou adivinhar, tentando soar confusa o suficiente para a avó sentir pena dela.
Infelizmente, Usagi não tinha cara de quem iria entrar no jogo de Linda.
-Tu conheces essa pessoa. Digo, a da Flor de Vénus. Já a da Terra não te menti. Os do outro lado nunca a encontrarão porque nem nós sabemos onde ela se encontra.
Linda mordeu o lábio.
-Quem é?
Usagi hesitou um pouco antes de responder.
- É uma amiga da tua mãe. Não te preocupes que ela está segura. Já tomei precauções.
Isso fez lembrar a Linda de um detalhe. Ainda que soubesse que poderia não gostar da resposta, tinha que saber.
-Essa pessoa não é a Dawson, certo? – Perguntou um pouco receosa.
Fora já um hábito de miúda detestar Dawson. Como é que ela poderia esquecer a mulher que falara mal dela à sua mãe, fazendo com que esta batesse em Linda por comer chocolates antes do almoço? Fora a única vez que a sua mãe pusera um dedo em Linda, mas a menina de seis logo aprendeu que a mãe era bastante influenciável para certas coisas. E Dawson aproveitava-se disso. A constante presença dela durante o crescimento de Linda sempre fora uma sombra maligna para Linda e Kenji. Com ela por perto, a mãe nunca era vista com um sorriso. O pai ficava mais austero, quase que forçando os filhos a fazerem aquilo que ele queria à pancada, e os próprios meninos não se sentiam bem ao pé dela. Era uma presença estranha, que punha todos desconfortáveis e que parecia atrair o mal dos pais. Porque por mal que os pais possam ter, eles nunca tentaram magoar os filhos, nem fisicamente nem emocionalmente. Fora o episódio da mãe, esta fora sempre fria e indiferente perante os caprichos dos filhos, mas nunca dura e severa ao ponto de lhes negar divertimento. Já o pai nunca lhes tocara e Linda perguntava-se várias vezes se ele se continha para o fazer. Já várias vezes ele lhe dera a sensação de querer tocar-lhe no ombro para a consolar, para que ela não chorasse. Mas depois ele recuava e chamava alguém para cuidar dela.
Toda a frieza e indiferença eram preferíveis às personagens que os pais se tornavam quando Dawson aparecia. Era como se ambos tentassem mostrar-lhe algo, impor-lhe respeito como monarcas reais.
Usagi perdeu o sorriso e Linda soube que a própria avó detestaria a ideia de proteger Dawson, que ela considerava uma má influencia para a filha desde tenra idade.
-Não, não é. Tens mais alguma pergunta?
Linda respirou de alívio.
-Tenho. Para que é que eles querem as Flores?
Usagi levantou-se e aproximou-se da pequena janela da cozinha. Abriu-a para deixar entrar o ar e lá ficou a admirar a pouca réstia de céu noturno que podia ver dali.
-Para alguém querer tanto poder, só há duas opções; Ou quer mais, ou não tem. Acredito mais na segunda hipótese.
-Não tem? – Linda estava confusa. Como podia um inimigo como aquele homem baixo não ter poder nenhum? - O que queres dizer com isso?
-Digo que nem Rei nem a Ami detetaram as energias deste inimigo. Supomos que ele não as tenha. De algum modo arranjou lacaios para conseguir o poder que tanto anseia.
Linda semicerrou os olhos. Então o homem era apenas um lacaio. Isso tornava-o completamente diferente do inimigo que tinha em mente. O monólogo do homem ao vê-la no parque de estacionamento desenrolou-se na cabeça de Linda como um rolo de um filme antigo. Ele falara de uma Lady. Isso queria dizer que ele servia uma mulher. Uma mulher que desconhecia a existência de Linda, enquanto o homem sabia quem ela era. Ou então confundira-a com mais alguém.
O que a incomodava mais era o facto de ele ter poder e haver a possibilidade de a sua Lady não o ter. Porque é que alguém serviria alguém sem poder? Não iria isso contra a ideia geral de uma hierarquia? Os da base servem os do topo, porque estes têm mais poder?
-Avó? - Esperou que a avó focasse os seus olhos nela. – Sabes quem é o inimigo?
Usagi suspirou. Ouviu-se o som da porta. Kenji voltara e, segundos depois, Mari vinha atrás. Só se ouvia a voz de Aiko e a dos atores do Reality Show que dava na televisão.
-Conheço. - Disse finalmente, num tom sombrio. - E está mais perto do que julgas.
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements

Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
ai!!!!
Ana má! Esta ultima fala da Usagi deixou-me a pulga atras da orelha!
Capitulo Lindo, fantastico!
Adoro o kenji! Ele é mesmo engraçado!
Lol, parte tudo mesmo! 
Mas ele é burro ou ke?! Porque é que nao beijou a Mari?! Coitada da caxopa ali toda feliz a pensar que ia ser nakele momento e paw, ele vai embora!
'
Ai e a discussao da linda com ela, que lolada! O rapazito nem sabia se devia apoiar a irmã ou a sua atraçao! Mas gostei dos desfecho : leva a mari po terraço! Malandro! hehehe
Vah, e akele bunko? O k é que o rapazito tem a ver com as flores?!
AI tou tao curiosa!
.o:
So espero que a Usagi diga quem é o inimigo! A Linda precisa de saber (e eu tambem!
)
Fico ansiosa á espera da continuaçao!
Bjokas e parabens Ana!
Ana má! Esta ultima fala da Usagi deixou-me a pulga atras da orelha!
Capitulo Lindo, fantastico!

Adoro o kenji! Ele é mesmo engraçado!
-Se precisarem de ajuda, eu posso sempre cozinhar! - ofereceu-se Kenji.
Usagi e Linda trocaram um olhar torcido.
-Ah… Kenji? Tu não sabes cozinhar!
-Pois não, mas esperava que alguém me impedisse.
Lol, parte tudo mesmo! 
Mas ele é burro ou ke?! Porque é que nao beijou a Mari?! Coitada da caxopa ali toda feliz a pensar que ia ser nakele momento e paw, ele vai embora!
'Ai e a discussao da linda com ela, que lolada! O rapazito nem sabia se devia apoiar a irmã ou a sua atraçao! Mas gostei dos desfecho : leva a mari po terraço! Malandro! hehehe

Vah, e akele bunko? O k é que o rapazito tem a ver com as flores?!
AI tou tao curiosa!
.o: So espero que a Usagi diga quem é o inimigo! A Linda precisa de saber (e eu tambem!
)Fico ansiosa á espera da continuaçao!
Bjokas e parabens Ana!

as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
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Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
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