A Flor de Pandora
Neste capítulo, mudei um pouco do rumo da história. Contava revelar já algumas coisas, mas não o vou fazer aqui. Prometo, no entanto, que as revelações vêm aí! Espero que não se importem
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Bunny não parava de se perguntar porque é que o seu alfinete se transformara e tinha regredido. Não conseguia encontrar uma teoria que lhe parecesse plausível a não ser que estava a perder os seus poderes. Ami, por sua vez, tentava recordar-se de mais alguma coisa que estivesse escrita no livro que pudesse ajudá-las. Receava não conseguir encontrá-lo, pois embora Joana tivesse dito que sabia onde estava, conhecia a amiga muito bem e sabia o quão despistada era. Quanto a Joana, esta estava preocupada com Bunny e com todos os acontecimentos recentes, o que incluía o estranho encontro de Rita. Na verdade, ela própria tinha tido um sonho qualquer há uns tempos que, na altura, lhe pareceu estranho, mas por mais que tentasse, não conseguia recordá-lo, e temia que estivesse relacionado com aquilo.
Seguiram pela porta da esquerda, entrando no maior salão do edifício. Embora tivesse ligação com aquele onde a festa decorrera, esta era apenas conseguida através do lance de escadas que Bunny subira, naquele dia. Várias mesas se dispunham com uma ordem milimétrica onde pessoas se encontravam a ler. Joana sentiu uma impressão incómoda no estômago.
- Vendo bem isto, não sei se vai ser muito fácil encontrar…
- Oh, Joana, tens de fazer um esforço! – Ami olhou para a secção interdita ao público. – São só catorze estantes. Vou pedir autorização, espero conseguir alguma coisa! – Afastou-se em direcção a um grande balcão onde uma senhora com óculos fixava o monitor do computador inexpressivamente.
- Só catorze estantes?! – Joana mordeu o lábio. - Eu lembro-me vagamente, mas estes livros todos deixaram-me um bocado confusa. Não tenho culpa de serem tantos, ah, ah! – Coçou a cabeça num gesto despreocupado e envergonhado, olhando ao mesmo tempo de soslaio para Bunny, que parecia absorta nos seus pensamentos.
“Não estou a conseguir fazê-la rir. Bunny…” – pensou, quando Ami, apressada, se juntou às amigas.
- Pronto, já consegui a autorização! Vamos lá.
Subiram um dos lances de escadas e olharam para a fila extensa de estantes que se estendia em todo o seu comprimento imponente. Joana apontou para as seis últimas.
- Quase de certeza que foi por ali.
- Então vamos começar. – Ami arregaçou as mangas. – É um livro com uma capa grossa negra e prateada.
As amigas espalharam-se, ficando cada uma a cargo de duas estantes três vezes maior do que elas. A tarefa não se revelava assim tão fácil, não só porque Bunny nunca vira o livro antes, como também pelo facto de que em tantos livros aquele poderia passar facilmente despercebido. Por uma vez ou outra Ami ou Joana soltavam um suspiro de fugaz vitória, dissolvendo-se rapidamente no ar quando retiravam o livro da prateleira e verificavam que não era aquele.
- Oh, raios, tantos livros! Juro-vos, não quero ver mais livros à frente durante os próximos cinco anos. Já estou enjoada! – Joana prosseguiu para a última estante e enquanto remexia distraída nas prateleiras, levantando com a mão alguma poeira das capas, chocou contra uma pessoa que também ali se encontrava. Joana saltou ao sentir a presença de alguém.
- Desculpe! Não a vi! Está bem? – perguntou atenciosamente. – Sou uma distraída!
- Não faz mal! Eu é que devo pedir desculpa, também estava demasiado absorta… - sossegou uma voz calma e simpática que rapidamente se calou quando olhou para Joana. O seu sorriso foi perdendo ligeiramente os contornos e, colocando o livro que tinha nas mãos de volta na estante, olhou para o relógio que exibia as horas na parede antiga da biblioteca.
- Bom, tenho de ir, com licença. – disse, quando preparava para se ir embora. Bunny, que lhe pareceu ouvir uma voz familiar, olhou na direcção da amiga e, ao encontrar aquela figura de cabelos castanhos, soltou uma exclamação.
- Ayame! – sorrindo, dirigiu-se ao lugar onde as duas raparigas se encontravam. – Como estás? - Bunny não se esquecera do olhar melancólico da rapariga que encontrara no dia da festa. Esta olhava-a agora surpreendida.
- Desculpe, já nos encontrámos antes? – parecia claramente confusa e hesitante.
- Sou eu, a Bunny! – sorrindo, Bunny tapou metade da face com a mão. Parecia-lhe que a rapariga tinha apanhado um pequeno choque, pois agora olhava-a com uma expressão de surpresa estampada no rosto, o seu olhar saltando de Bunny para Joana e desta para Ami.
- Oh, não te tinha reconhecido, desculpa! Não sabia que costumavas frequentar este sítio…
- E não costumo! – Bunny corou um pouco e riu-se. – Mas eu e as minhas amigas estamos à procura dum livro de capa negra com motivos prateados a decorá-lo. Por acaso conheces algum assim? – Ayame fez um ar pensativo e olhou para as estantes.
- Hm… Não, não estou a ver, não me lembro de ter visto um livro assim nesta secção. Mas não sabes o nome? Talvez assim te possa ajudar…
- Não sabemos. – replicou Ami em vez de Bunny. – Apenas nos lembramos do aspecto…
- Oh, compreendo. – disse Ayame. – Lamento não vos poder ajudar. Bem, está mesmo a ficar tarde para mim! Desculpem, gostava de vos ajudar, mas preciso de ir a um sítio. – brindou todas as raparigas com um sorriso e começou a descer as escadas. – Adeus!
Joana observou Ayame a dirigir-se em direcção à saída. Franziu o sobrolho quando se voltou para Bunny.
- Quem era aquela?
- Chama-se Ayame Nohana, conheci-a no dia da festa. Andava a ver uns livros…
- Quem é a idiota que se põe a ver livros durante uma festa?!
- Ora, eu não vejo nada de mal! – replicou Ami, vermelha. – Vamos mas é concentrarmo-nos na nossa procura.
Bunny remexeu em mais alguns livros, mas Joana ficara a fitar a porta, pensativa.
- Não gostei dela. Quando me viu parecia que estava diante dum fantasma.
- A diferença não é muita! – Bunny deitou a língua de fora à amiga que resmungou e voltou ao local onde tinha chocado contra Ayame. Após vinte longos minutos, Joana gritou.
- Está aqui!! Está aqui!! Ah, ah, ah, eu sabia que o encontrava!
- Xiu, Joana! Olha as pessoas! – advertiu Ami. – Vamos sentar-nos numa mesa e dar uma olhadela.
As três raparigas sentaram-se numa mesa recatada, localizada num dos cantos da biblioteca, no andar inferior, para não serem incomodadas nem ouvidas por ninguém. O coração das três batia nervosamente, ansiosas por descobrirem o que estava escrito naquelas páginas. Ami, no centro, inspirou e abriu o livro. Um murmúrio de espanto percorreu Bunny e Joana.
- Mas… Como é possível?!
- Que foi? - Ami não compreendeu a reacção. – É exactamente isto que procurávamos! Nem é assim tão grande…
- Mas… - tentou começar Bunny. Ami pôs os óculos e folheou as primeiras folhas. Joana parecia que olhava para um problema de física sem aparente resolução.
- Ami…
- Agora espera, Joana. Pronto, encontrei uma coisa! – entusiasmada, começou a ler. – “As Lágrimas Sagradas, encerradas nos confins do mundo, estão destinadas ao retiro eterno, de modo a não perturbarem o equilibro deste planeta. Nestas páginas, dedicadas a uma delas, a Primeira Lágrima a ser derramada, conta-se a sua história.” – virou-se para as amigas. – Vêem? Conseguimos!
- Ami! Nós não conseguimos ler nada! Só vemos símbolos esquisitos à frente… Aparentemente, apenas tu consegues compreender esses desenhos… - disse Bunny rapidamente.
Ami enfrentou Bunny e Joana com a incompreensão e confusão marcada no olhar. Ela não via nada mais do que os habituais caracteres japoneses que sempre lera, escritos, no entanto, à mão, com uma caligrafia tão perfeita e meticulosa quanto a sua. As amigas entreolharam-se e Ami começou a folhear mais algumas páginas descobrindo, mais adiante, uns símbolos que lhe eram, no entanto, incompreensíveis. Pareciam uma espécie de hieróglifos rústicos e elaborados que nunca antes tinha visto.
- Estes já são diferentes… - comentou Joana. – Mesmo assim, não faço ideia do que esteja aí escrito.
- Eu também não, infelizmente. – Ami tocou com a ponta dos dedos aquela escrita invulgar, como se com aquele toque a compreensão pudesse fluir até à sua mente e desfazer aquele mistério. – Isto complica um pouco as coisas, mas consigo ler aproximadamente metade das páginas, o que poderá ajudar. Vou levá-lo comigo para casa e trabalhar nele.
- Mas, Ami, se o livro não está na secção fechada ao público, como vais requisitá-lo? – perguntou Bunny.
- É a vantagem de se ter uma mãe amiga da bibliotecária-chefe. – Com um piscar de olhos, Ami levantou-se e, protegendo o livro de olhares estranhos, voltou a dirigir-se ao enorme balcão, deixando Joana e Bunny sozinhas na mesa. Quando regressou, com um sorriso de satisfação, disse-lhes que seria melhor ela ir para casa estudar o que pudesse daquele texto.
- Concordo! Que achas de irmos provar uma fatia de bolo da Maria, Bunny? – perguntou Joana enquanto atravessavam o salão, de encontro à saída.
-Siiiimmm! Há três horas que não sinto o sabor do açúcar na boca, estou a “desaçucarar”! Quando tiveres novidades, avisa o mais rapidamente que consigas, Ami.
- Não se preocupem, vou fazê-lo! – E, com um aceno, Ami entrou no seu carro, enquanto as amigas se perdiam de vista, contornando a esquina da biblioteca. O seu coração batia descompassadamente. Estava ansiosa para ver o que é que aquelas páginas tinham para lhe revelar.
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Capítulo VIII
Símbolos
As peças do conhecimento
Bunny, Joana e Ami entraram na biblioteca apressadas, algo que surpreendeu o porteiro, já que nunca vira tanta urgência em alguém para requisitar o que quer que fosse. Ao longo de todo o caminho até ao edifício velho e gasto, as três amigas não tinham trocado nem uma palavra, ocupadas com as suas preocupações.Símbolos
As peças do conhecimento
Bunny não parava de se perguntar porque é que o seu alfinete se transformara e tinha regredido. Não conseguia encontrar uma teoria que lhe parecesse plausível a não ser que estava a perder os seus poderes. Ami, por sua vez, tentava recordar-se de mais alguma coisa que estivesse escrita no livro que pudesse ajudá-las. Receava não conseguir encontrá-lo, pois embora Joana tivesse dito que sabia onde estava, conhecia a amiga muito bem e sabia o quão despistada era. Quanto a Joana, esta estava preocupada com Bunny e com todos os acontecimentos recentes, o que incluía o estranho encontro de Rita. Na verdade, ela própria tinha tido um sonho qualquer há uns tempos que, na altura, lhe pareceu estranho, mas por mais que tentasse, não conseguia recordá-lo, e temia que estivesse relacionado com aquilo.
Seguiram pela porta da esquerda, entrando no maior salão do edifício. Embora tivesse ligação com aquele onde a festa decorrera, esta era apenas conseguida através do lance de escadas que Bunny subira, naquele dia. Várias mesas se dispunham com uma ordem milimétrica onde pessoas se encontravam a ler. Joana sentiu uma impressão incómoda no estômago.
- Vendo bem isto, não sei se vai ser muito fácil encontrar…
- Oh, Joana, tens de fazer um esforço! – Ami olhou para a secção interdita ao público. – São só catorze estantes. Vou pedir autorização, espero conseguir alguma coisa! – Afastou-se em direcção a um grande balcão onde uma senhora com óculos fixava o monitor do computador inexpressivamente.
- Só catorze estantes?! – Joana mordeu o lábio. - Eu lembro-me vagamente, mas estes livros todos deixaram-me um bocado confusa. Não tenho culpa de serem tantos, ah, ah! – Coçou a cabeça num gesto despreocupado e envergonhado, olhando ao mesmo tempo de soslaio para Bunny, que parecia absorta nos seus pensamentos.
“Não estou a conseguir fazê-la rir. Bunny…” – pensou, quando Ami, apressada, se juntou às amigas.
- Pronto, já consegui a autorização! Vamos lá.
Subiram um dos lances de escadas e olharam para a fila extensa de estantes que se estendia em todo o seu comprimento imponente. Joana apontou para as seis últimas.
- Quase de certeza que foi por ali.
- Então vamos começar. – Ami arregaçou as mangas. – É um livro com uma capa grossa negra e prateada.
As amigas espalharam-se, ficando cada uma a cargo de duas estantes três vezes maior do que elas. A tarefa não se revelava assim tão fácil, não só porque Bunny nunca vira o livro antes, como também pelo facto de que em tantos livros aquele poderia passar facilmente despercebido. Por uma vez ou outra Ami ou Joana soltavam um suspiro de fugaz vitória, dissolvendo-se rapidamente no ar quando retiravam o livro da prateleira e verificavam que não era aquele.
- Oh, raios, tantos livros! Juro-vos, não quero ver mais livros à frente durante os próximos cinco anos. Já estou enjoada! – Joana prosseguiu para a última estante e enquanto remexia distraída nas prateleiras, levantando com a mão alguma poeira das capas, chocou contra uma pessoa que também ali se encontrava. Joana saltou ao sentir a presença de alguém.
- Desculpe! Não a vi! Está bem? – perguntou atenciosamente. – Sou uma distraída!
- Não faz mal! Eu é que devo pedir desculpa, também estava demasiado absorta… - sossegou uma voz calma e simpática que rapidamente se calou quando olhou para Joana. O seu sorriso foi perdendo ligeiramente os contornos e, colocando o livro que tinha nas mãos de volta na estante, olhou para o relógio que exibia as horas na parede antiga da biblioteca.
- Bom, tenho de ir, com licença. – disse, quando preparava para se ir embora. Bunny, que lhe pareceu ouvir uma voz familiar, olhou na direcção da amiga e, ao encontrar aquela figura de cabelos castanhos, soltou uma exclamação.
- Ayame! – sorrindo, dirigiu-se ao lugar onde as duas raparigas se encontravam. – Como estás? - Bunny não se esquecera do olhar melancólico da rapariga que encontrara no dia da festa. Esta olhava-a agora surpreendida.
- Desculpe, já nos encontrámos antes? – parecia claramente confusa e hesitante.
- Sou eu, a Bunny! – sorrindo, Bunny tapou metade da face com a mão. Parecia-lhe que a rapariga tinha apanhado um pequeno choque, pois agora olhava-a com uma expressão de surpresa estampada no rosto, o seu olhar saltando de Bunny para Joana e desta para Ami.
- Oh, não te tinha reconhecido, desculpa! Não sabia que costumavas frequentar este sítio…
- E não costumo! – Bunny corou um pouco e riu-se. – Mas eu e as minhas amigas estamos à procura dum livro de capa negra com motivos prateados a decorá-lo. Por acaso conheces algum assim? – Ayame fez um ar pensativo e olhou para as estantes.
- Hm… Não, não estou a ver, não me lembro de ter visto um livro assim nesta secção. Mas não sabes o nome? Talvez assim te possa ajudar…
- Não sabemos. – replicou Ami em vez de Bunny. – Apenas nos lembramos do aspecto…
- Oh, compreendo. – disse Ayame. – Lamento não vos poder ajudar. Bem, está mesmo a ficar tarde para mim! Desculpem, gostava de vos ajudar, mas preciso de ir a um sítio. – brindou todas as raparigas com um sorriso e começou a descer as escadas. – Adeus!
Joana observou Ayame a dirigir-se em direcção à saída. Franziu o sobrolho quando se voltou para Bunny.
- Quem era aquela?
- Chama-se Ayame Nohana, conheci-a no dia da festa. Andava a ver uns livros…
- Quem é a idiota que se põe a ver livros durante uma festa?!
- Ora, eu não vejo nada de mal! – replicou Ami, vermelha. – Vamos mas é concentrarmo-nos na nossa procura.
Bunny remexeu em mais alguns livros, mas Joana ficara a fitar a porta, pensativa.
- Não gostei dela. Quando me viu parecia que estava diante dum fantasma.
- A diferença não é muita! – Bunny deitou a língua de fora à amiga que resmungou e voltou ao local onde tinha chocado contra Ayame. Após vinte longos minutos, Joana gritou.
- Está aqui!! Está aqui!! Ah, ah, ah, eu sabia que o encontrava!
- Xiu, Joana! Olha as pessoas! – advertiu Ami. – Vamos sentar-nos numa mesa e dar uma olhadela.
As três raparigas sentaram-se numa mesa recatada, localizada num dos cantos da biblioteca, no andar inferior, para não serem incomodadas nem ouvidas por ninguém. O coração das três batia nervosamente, ansiosas por descobrirem o que estava escrito naquelas páginas. Ami, no centro, inspirou e abriu o livro. Um murmúrio de espanto percorreu Bunny e Joana.
- Mas… Como é possível?!
- Que foi? - Ami não compreendeu a reacção. – É exactamente isto que procurávamos! Nem é assim tão grande…
- Mas… - tentou começar Bunny. Ami pôs os óculos e folheou as primeiras folhas. Joana parecia que olhava para um problema de física sem aparente resolução.
- Ami…
- Agora espera, Joana. Pronto, encontrei uma coisa! – entusiasmada, começou a ler. – “As Lágrimas Sagradas, encerradas nos confins do mundo, estão destinadas ao retiro eterno, de modo a não perturbarem o equilibro deste planeta. Nestas páginas, dedicadas a uma delas, a Primeira Lágrima a ser derramada, conta-se a sua história.” – virou-se para as amigas. – Vêem? Conseguimos!
- Ami! Nós não conseguimos ler nada! Só vemos símbolos esquisitos à frente… Aparentemente, apenas tu consegues compreender esses desenhos… - disse Bunny rapidamente.
Ami enfrentou Bunny e Joana com a incompreensão e confusão marcada no olhar. Ela não via nada mais do que os habituais caracteres japoneses que sempre lera, escritos, no entanto, à mão, com uma caligrafia tão perfeita e meticulosa quanto a sua. As amigas entreolharam-se e Ami começou a folhear mais algumas páginas descobrindo, mais adiante, uns símbolos que lhe eram, no entanto, incompreensíveis. Pareciam uma espécie de hieróglifos rústicos e elaborados que nunca antes tinha visto.
- Estes já são diferentes… - comentou Joana. – Mesmo assim, não faço ideia do que esteja aí escrito.
- Eu também não, infelizmente. – Ami tocou com a ponta dos dedos aquela escrita invulgar, como se com aquele toque a compreensão pudesse fluir até à sua mente e desfazer aquele mistério. – Isto complica um pouco as coisas, mas consigo ler aproximadamente metade das páginas, o que poderá ajudar. Vou levá-lo comigo para casa e trabalhar nele.
- Mas, Ami, se o livro não está na secção fechada ao público, como vais requisitá-lo? – perguntou Bunny.
- É a vantagem de se ter uma mãe amiga da bibliotecária-chefe. – Com um piscar de olhos, Ami levantou-se e, protegendo o livro de olhares estranhos, voltou a dirigir-se ao enorme balcão, deixando Joana e Bunny sozinhas na mesa. Quando regressou, com um sorriso de satisfação, disse-lhes que seria melhor ela ir para casa estudar o que pudesse daquele texto.
- Concordo! Que achas de irmos provar uma fatia de bolo da Maria, Bunny? – perguntou Joana enquanto atravessavam o salão, de encontro à saída.
-Siiiimmm! Há três horas que não sinto o sabor do açúcar na boca, estou a “desaçucarar”! Quando tiveres novidades, avisa o mais rapidamente que consigas, Ami.
- Não se preocupem, vou fazê-lo! – E, com um aceno, Ami entrou no seu carro, enquanto as amigas se perdiam de vista, contornando a esquina da biblioteca. O seu coração batia descompassadamente. Estava ansiosa para ver o que é que aquelas páginas tinham para lhe revelar.
ahhh...ahhh...ahhh
nem sei o qeu dizer... estou sem palavras...
nunca pensas te em publicar um livro??? e que fazias sucesso! xD
o capitulo esta lindo e cheio de misterios, para variar!
fiquei curiosa (ja sei... eu fico sempre curiosa) com aquela historia dos simbolos que so a Ami conseguia ler!
e agora, a tipica frase de sempre: quero mais!!
nem sei o qeu dizer... estou sem palavras...
nunca pensas te em publicar um livro??? e que fazias sucesso! xD
o capitulo esta lindo e cheio de misterios, para variar!
fiquei curiosa (ja sei... eu fico sempre curiosa) com aquela historia dos simbolos que so a Ami conseguia ler!
e agora, a tipica frase de sempre: quero mais!!


*Kaoru escreveu:Obrigada, Likinhas!Ainda bem que gostaste ^__^ Estava com receio que este capítulo pudesse desiludir :\
mais uma vez...sem palavras...nem sei o que dizer...
comé que achaste que nos ias desiludir, isto cada vez ta melhor e mais misterioso..............para variar...lol
definitivamente concordo com a likinhas. editavas um livro e este vendia-se logo, eu era uma das primeiras
fico ansiosamente à espera de mais....quero mais...mais

Desiludir?? Desiludir?!?

Está fantástica! Adorei cada pedacinho do que escreveste... tens mesmo um jeito natural para a escrita, acredita!
O capítulo está fantástico como sempre e... oh... ;_;
És má por não revelares nada! XD Lol, na brinca... fico à espera de mais, há tantos mistérios que só me dá vontade de ler mais e mais capítulos
.o:
.o:

Está fantástica! Adorei cada pedacinho do que escreveste... tens mesmo um jeito natural para a escrita, acredita!

O capítulo está fantástico como sempre e... oh... ;_;
És má por não revelares nada! XD Lol, na brinca... fico à espera de mais, há tantos mistérios que só me dá vontade de ler mais e mais capítulos
.o:
.o:Gostas de mistérios, dramas, romance, acção, emoções e muito mais?
Então clica ali em baixo:

FanFic: Sombras do Passado (Capítulo 4 postado dia 19/02!)
Então clica ali em baixo:

FanFic: Sombras do Passado (Capítulo 4 postado dia 19/02!)
Likinhas escreveu:desiludir??
escreves tao bem que e impossivel disiludires nos!!
Obrigada, fico tão mais aliviada por saber isso!

Tina_Xana escreveu:mais uma vez...sem palavras...nem sei o que dizer...
comé que achaste que nos ias desiludir, isto cada vez ta melhor e mais misterioso..............para variar...lol
definitivamente concordo com a likinhas. editavas um livro e este vendia-se logo, eu era uma das primeiras
fico ansiosamente à espera de mais....quero mais...mais
Muito obrigada, Tina_Xana!
Ainda bem que gostaste! Essas palavras sem dúvida que são um grande incentivo para mim! Muito obrigada, mesmo ^__^Haruhi escreveu:Desiludir?? Desiludir?!?![]()
Está fantástica! Adorei cada pedacinho do que escreveste... tens mesmo um jeito natural para a escrita, acredita!
O capítulo está fantástico como sempre e... oh... ;_;
És má por não revelares nada! XD Lol, na brinca... fico à espera de mais, há tantos mistérios que só me dá vontade de ler mais e mais capítulos.o:
.o:
.o: Fiquei mesmo contente ao ler o teu comentário... Muito obrigada! É mesmo bom saber que achas isso da forma como escrevo
Ah, e eu prometo que vou deixar de ser má 
oh meu deus mas tu ainda pensas que podes desiludir alguem com a tua escrita??? nem que tentasses!loool!
gostei imenso do capitulo! aquela Joana e a Bunny sao sempre as mesmas.. mas concordo com a Joana, tambem to a desconfiar que Ayame esconde qualquer coisita..hmm!
oh so uma coisa o capitulo foi pequeno quero mais, quero saber mais..por favor mete mais capitulos rapidinho!! cada capitulo que escreves traz mais misterios..assim a minha cabeça nao para!
gostei imenso do capitulo! aquela Joana e a Bunny sao sempre as mesmas.. mas concordo com a Joana, tambem to a desconfiar que Ayame esconde qualquer coisita..hmm!
oh so uma coisa o capitulo foi pequeno quero mais, quero saber mais..por favor mete mais capitulos rapidinho!! cada capitulo que escreves traz mais misterios..assim a minha cabeça nao para!

Ai k lindo capitulo!! Finalmente parece k elas têm algum avanço, e depois akeles símbolos estranhos...
Espero k a Ami consiga perceber akilo td.
Como sempre, muito bem escrito e tudo o mais e blábláblá *farta de se repetir e repetir os outros XP*
Adorei! Como sempre
Fico à espera de mais!!
*dá uma fatia de salama à Kaoru*
Espero k a Ami consiga perceber akilo td.Como sempre, muito bem escrito e tudo o mais e blábláblá *farta de se repetir e repetir os outros XP*
Adorei! Como sempre
Fico à espera de mais!!*dá uma fatia de salama à Kaoru*

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^

Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
Capítulo IX
Descoberta
~A incredulidade do destino~
Descoberta
~A incredulidade do destino~
O apartamento de Ami, amplo e luminoso, com uma arrumação invejável para qualquer médico atarefado, permanecia quase sempre em silêncio, num ambiente propício para o estudo e concentração. As raras vezes que essa calma era perturbada consistia apenas nos momentos em que a empregada doméstica da família Mizuno efectuava a lida da casa, altura essa também cuidadosamente agendada no horário que a mãe de Ami elaborara para rentabilizar do melhor modo o seu tempo. Foi assim, sem espanto, que, ao rodar a chave de casa, a rapariga encontrou o silêncio à sua espera, misturado com o cheiro perfumado do aromatizante que a senhora Tanaki, empregada da família, insistia em colocar, depois de um dia de trabalho.
Ami descalçou-se e, com os sapatos numa mão e o livro na outra, dirigiu-se até ao seu quarto. Os livros, dispostos por ordem alfabética numa das várias estantes, sucediam-se num gradiente colorido de capas científicas, históricas, fantasiosas ou de grandes obras clássicas. Mas, certamente que nenhum daqueles livros se assemelhava ao que transportava na mão direita e que pousou na sua secretária. Instalando-se e colocando de novo os óculos, abriu a capa e inspirou profundamente.
- Vamos lá ver o que tens para me contar…
Ami olhou para a primeira página e constatou ser capaz de compreender tudo o que nela estava escrito, assim como nas seguintes. Ansiosa, ajustou os óculos e começou a ler.
***
Bunny e Joana caminhavam mais animadas pelo passeio, em direcção ao apartamento de Maria. Por momentos, Bunny recordou-se daquele dia em que ela e Maria tinham sido atacadas, mas depressa afastou esses pensamentos. Nada de mal iria acontecer desta vez.- Oh, o que eu não dava por uma fatia de bolo da Maria! – Exclamou, com as mãos coladas ao estômago e meia curvada.
- Também eu! – Joana imitava-lhe os gestos e as expressões.
- Pelo menos já parou de chover… Mas se calhar devia ter comprado outro guarda-chuva. – Bunny olhou para o céu. Embora a chuva tivesse cessado, era como se apenas houvesse decidido fazer uma pausa para redobrar as suas forças. – Perdi o meu… - disse, recordando-se como deixara cair o guarda-chuva quando aquele homem loiro tinha ameaçado perfurar-lhe a testa.
- Podemos ir ali comprar um, só para prevenir. – Sugeriu Joana, apontando para uma pequena loja de conveniência situada no fim da rua que percorriam.
Ambas se dirigiram até lá, conversando sobre tudo e nada, embora a conversa fosse sempre terminar em assuntos como bolos, tartes e toda a espécie de petiscos que poderiam estar à espera na casa de Maria. Joana empurrou a porta de vidro que anunciou a chegada das novas clientes com o som de uma campainha. Uma senhora de baixa estatura e forte folheava uma revista e rapidamente fez uma vénia, voltando a recompor-se e a passar os olhos pelas páginas repletas de letras apelativas.
Bunny encontrou sem dificuldade os guarda-chuvas, expostos juntos de gabardines de plástico de cores desmaiadas. Pegou num branco com pequenas estrelas desenhadas.
- Este é giro, acho que vou levar.
- Eu gosto mais deste! – Joana pegou num laranja com enormes corações verdes, azuis, amarelos e castanhos. Bunny nunca tinha visto nada tão berrante em toda a sua vida, e soltou uma gargalhada quando viu a amiga a abrir o guarda-chuva e a rodopiá-lo.
- Oh, de que te ris? Eu iria fazer furor entre os rapazes com uma coisa destas! Não sabias que as cores atraem os homens? Já aqueles pássaros esquisitos, os pavães ou lá o que é fazem parecido, e… Bunny? O que foi? – perguntou subitamente Joana quando viu Bunny a olhar através do vidro da janela da loja. O seu olhar exibia um misto de espanto e incredulidade.
- Não… Não pode ser…
- Não pode ser o quê? Diz lá! Era o Bréde Pité, era? Diz!
***
A Primeira Lágrima Sagrada, reza o tempo que há muito passou, foi a primeira a ser derramada. Dos confins do mundo surgia assim a Primeira das Quatro Irmãs, Primeira protectora do Selo Vital. A si lhe foi entregue uma missão de grande importância para o equilibro e sobrevivência deste Planeta a que chamam de azul; Anfitrite é o seu nome. É ela quem detém a guarda do elemento da Água.Protectora dos oceanos, mares, rios, lagos e nascentes, das águas mais profundas que vivem debaixo de terra e da que permanece congelada, Anfitrite protegeu sempre esse elemento, depois da Destruição. Foi ela quem acalmou as grandes marés, consentiu o restabelecimento dos caudais dos rios e sossegou os dilúvios. Juntamente com as outras três Irmãs, permitiu que este planeta sobrevivesse.
Anfitrite, com os seus cabelos cor da água dos oceanos, emana a serenidade da calmaria do mar, mas os seus poderes não podem ser subestimados. A sua inteligência, aliada à sua graça e beleza, contornavam-lhe os traços que exibia solenemente quando caminhava por entre os Homens, protegendo este mundo. Quando o Protector surgiu de novo, um sono profundo abateu-se sobre si, assim como nas restantes Irmãs, cerrando-lhe as pálpebras num descanso que seria para sempre inviolável. A sua localização, perdida nos recônditos inacessíveis deste lugar, permaneceria eternamente desconhecida. No entanto,
O coração de Ami mal aguentava com a ansiedade quando chegou ao final da terceira página que havia lido, pois as várias frases, escritas com letra grande, perfeita e manual, ocupavam bastante espaço no papel amarelecido. As mãos de Ami tremeram nervosamente, como se uma corrente eléctrica a percorresse. Voltou a página.
- Não… Não pode ser…
***
- Bunny! Afinal é o Pitá ou não? Fala! – Joana tentava vislumbrar uma figura na rua, mas só viu uma mulher a caminhar, já de costas.
- Joana… Aquela era a… Sailor Aluminum Siren.
Ami olhava para a página em branco sem compreender. Na biblioteca apenas tinha esfolheado algumas folhas aleatoriamente, e não reparara que havia algumas sem nada escrito. Voltou mais uma dezena de páginas até as palavras reaparecerem, falando dos habitantes da Terra naquele tempo a que o autor chamava de “Depois da Destruição”. Da tal Anfitrite e da sua localização, nem sinal, ou tampouco dos fragmentos de que o homem chamado Vio falara a Rita.
Ami sentiu uma ponta de frustração a substituir a ansiedade e nervosismo iniciais. Esperava descobrir as respostas a todas as suas perguntas depois de ter lido aquela importante revelação acerca de uma das Lágrimas, mas agora parecia-lhe tudo inútil se não soubesse onde é que se encontrava. Inspeccionou as folhas em branco várias vezes, colocando a hipótese de, por alguma razão, não conseguir ver o que nelas estava escrito. Utilizou uma lupa, o microscópio, um dispositivo de infra-vermelhos e até o seu computador portátil, mas sem qualquer resultado. Com um suspiro resignado, fechou o livro e olhou para o tecto, pensando.
Sabia que uma das Irmãs se chamava Anfitrite e que detinha o poder da Água. O texto fizera também referência a um período chamado de “Destruição”, mas não fazia a mínima ideia de que momento seria esse, no passado. Supondo que o que o tal Vio tinha dito acerca dos fragmentos era verdade, esta mulher devia deter um na sua posse e era, portanto, fundamental encontrá-la e explicar-lhe que um dos fragmentos estava na mão do inimigo. Mas em que é que isso as ajudava? As perguntas sucediam-se na sua cabeça, como se galopassem aos círculos, deixando-a desnorteada.
Como teriam surgido as Irmãs? Se eram mulheres que nasceram de lágrimas verdadeiras, então alguém tinha de as ter derramado. Mas quem?
Ami começou a sentir-se inquieta, algo que nem era muito habitual em si. Com uma enorme necessidade de se levantar e esticar as pernas, pegou numa bolsa e, colocando o livro no seu interior, sentiu a urgência de apanhar ar fresco para assimilar toda aquela quantidade de informação e de dúvidas.
A instabilidade que o céu exibia reflectia-se nas gotas que, por vezes, salpicavam a cara de Ami. Um vento fresco empurrava-a, fazendo-a seguir sem saber muito bem para onde. Aquela frescura dos chuviscos acalmavam-na e, por uma ou outra vez, parou e, fechando os olhos, sentia cada instante da calma que a água lhe transmitia. Ficou assim durante algum tempo. Estava tudo tão silencioso que podia quase jurar ouvir apenas a sua respiração, o leve bater das gotas na sua face e…
Ami gritou ao sentir a cara a arder. Soube que havia algo de errado quando abriu a palma da mão e viu um líquido negro a formar uma espécie de minúscula poça na sua pele que a queimava e ardia. Correu e esgueirou-se debaixo da entrada dum apartamento e, aliviada, constatou que ninguém se encontrava pelas redondezas.
Uma enorme poça negra formava-se a uma velocidade anormalmente crescente, dilacerando o pavimento em redor. Uma criatura esquelética e pavorosamente alta, também com um só olho como aquela que já tinha visto antes, ergueu-se das sombras. O olho vermelho jorrava lágrimas negras que corroíam tudo à sua passagem, como se aquela criatura fosse um reservatório de ácido sulfúrico com vontade própria. Ami engoliu em seco quando o monstro avançou com uma velocidade fulminante e a apertou com umas coisas que pareciam ser dedos grossos e ameaçadoramente fortes. Aquele olho, enorme, aproximava-se de si, e uma gota de líquido negro roçou na sua saia, chamuscando-a.
“Estou… Perdida…” – pensou ainda quando os seus esforços para se libertar se revelaram inúteis.
- DEEP SUBMERGE!
- Neptuno! – Ami soltou um grito de gratidão e alegria por ver as duas guerreiras do espaço exterior, Úrano e Neptuno, a golpearem a criatura, uma de cada lado. Esta, aparentemente aborrecida com aquelas três, esfumou-se na poça por onde viera, fazendo com que a batalha terminasse abruptamente e, com ela, a chuva que caía do céu.
- Graças aos céus que estávamos por perto. Ainda bem que decidimos ir buscar a Octávia. – disse Úrano, ajudando Ami a erguer-se do chão.
- Sentimos uma aura estranhamente negativa a vir desta direcção. Ainda bem que as obras ali atrás estão a impedir o acesso a esta zona, ou poderia haver pessoas feridas.
- Eu também ia para lá quando tudo isto aconteceu. Descobri uma coisa importante acerca daquele livro. – apressou-se a dizer Ami, abrindo o saco que deixara caído no passeio e retirando de lá o livro. – Está numa linguagem que a Bunny e a Joana não conseguiram compreender. Eu entendo o início, mas há algumas páginas que estão em branco e outras estão cheias de símbolos estranhos…
Abriu o livro, exibindo as suas folhas pálidas e vazias. As duas guerreiras mantiveram-se impassíveis, algo que Ami não esperara. Pensava que as ia conseguir surpreender com a sua descoberta.
- Se não conseguem ler, então eu posso-
- Eu sei o que é que está aí escrito. – disse calmamente Neptuno, que abriu a palma da mão, de onde surgiu um espelho muito bonito, aquele que Ami sabia ser o seu Espelho das Águas Profundas. Com o livro nas mãos da inteligente rapariga, Neptuno posicionou o seu espelho sobre as páginas em branco e, para espanto de Ami, várias letras apareceram no vidro do espelho, posicionadas na ordem de leitura normal.
- Mas… Como é que vocês sabiam…?
Neptuno retirou o seu espelho e tanto esta como Úrano voltaram às suas formas comuns. Mariana ajeitou os cabelos e olhou Ami com seriedade.
- Está na altura de vos contarmos umas coisas. Vamos para casa da Maria, assim poupamos tempo de repetirmos tudo de novo.
Ami sentiu uma ponta de frustração a substituir a ansiedade e nervosismo iniciais. Esperava descobrir as respostas a todas as suas perguntas depois de ter lido aquela importante revelação acerca de uma das Lágrimas, mas agora parecia-lhe tudo inútil se não soubesse onde é que se encontrava. Inspeccionou as folhas em branco várias vezes, colocando a hipótese de, por alguma razão, não conseguir ver o que nelas estava escrito. Utilizou uma lupa, o microscópio, um dispositivo de infra-vermelhos e até o seu computador portátil, mas sem qualquer resultado. Com um suspiro resignado, fechou o livro e olhou para o tecto, pensando.
Sabia que uma das Irmãs se chamava Anfitrite e que detinha o poder da Água. O texto fizera também referência a um período chamado de “Destruição”, mas não fazia a mínima ideia de que momento seria esse, no passado. Supondo que o que o tal Vio tinha dito acerca dos fragmentos era verdade, esta mulher devia deter um na sua posse e era, portanto, fundamental encontrá-la e explicar-lhe que um dos fragmentos estava na mão do inimigo. Mas em que é que isso as ajudava? As perguntas sucediam-se na sua cabeça, como se galopassem aos círculos, deixando-a desnorteada.
Como teriam surgido as Irmãs? Se eram mulheres que nasceram de lágrimas verdadeiras, então alguém tinha de as ter derramado. Mas quem?
Ami começou a sentir-se inquieta, algo que nem era muito habitual em si. Com uma enorme necessidade de se levantar e esticar as pernas, pegou numa bolsa e, colocando o livro no seu interior, sentiu a urgência de apanhar ar fresco para assimilar toda aquela quantidade de informação e de dúvidas.
A instabilidade que o céu exibia reflectia-se nas gotas que, por vezes, salpicavam a cara de Ami. Um vento fresco empurrava-a, fazendo-a seguir sem saber muito bem para onde. Aquela frescura dos chuviscos acalmavam-na e, por uma ou outra vez, parou e, fechando os olhos, sentia cada instante da calma que a água lhe transmitia. Ficou assim durante algum tempo. Estava tudo tão silencioso que podia quase jurar ouvir apenas a sua respiração, o leve bater das gotas na sua face e…
Ami gritou ao sentir a cara a arder. Soube que havia algo de errado quando abriu a palma da mão e viu um líquido negro a formar uma espécie de minúscula poça na sua pele que a queimava e ardia. Correu e esgueirou-se debaixo da entrada dum apartamento e, aliviada, constatou que ninguém se encontrava pelas redondezas.
Uma enorme poça negra formava-se a uma velocidade anormalmente crescente, dilacerando o pavimento em redor. Uma criatura esquelética e pavorosamente alta, também com um só olho como aquela que já tinha visto antes, ergueu-se das sombras. O olho vermelho jorrava lágrimas negras que corroíam tudo à sua passagem, como se aquela criatura fosse um reservatório de ácido sulfúrico com vontade própria. Ami engoliu em seco quando o monstro avançou com uma velocidade fulminante e a apertou com umas coisas que pareciam ser dedos grossos e ameaçadoramente fortes. Aquele olho, enorme, aproximava-se de si, e uma gota de líquido negro roçou na sua saia, chamuscando-a.
“Estou… Perdida…” – pensou ainda quando os seus esforços para se libertar se revelaram inúteis.
- DEEP SUBMERGE!
- Neptuno! – Ami soltou um grito de gratidão e alegria por ver as duas guerreiras do espaço exterior, Úrano e Neptuno, a golpearem a criatura, uma de cada lado. Esta, aparentemente aborrecida com aquelas três, esfumou-se na poça por onde viera, fazendo com que a batalha terminasse abruptamente e, com ela, a chuva que caía do céu.
- Graças aos céus que estávamos por perto. Ainda bem que decidimos ir buscar a Octávia. – disse Úrano, ajudando Ami a erguer-se do chão.
- Sentimos uma aura estranhamente negativa a vir desta direcção. Ainda bem que as obras ali atrás estão a impedir o acesso a esta zona, ou poderia haver pessoas feridas.
- Eu também ia para lá quando tudo isto aconteceu. Descobri uma coisa importante acerca daquele livro. – apressou-se a dizer Ami, abrindo o saco que deixara caído no passeio e retirando de lá o livro. – Está numa linguagem que a Bunny e a Joana não conseguiram compreender. Eu entendo o início, mas há algumas páginas que estão em branco e outras estão cheias de símbolos estranhos…
Abriu o livro, exibindo as suas folhas pálidas e vazias. As duas guerreiras mantiveram-se impassíveis, algo que Ami não esperara. Pensava que as ia conseguir surpreender com a sua descoberta.
- Se não conseguem ler, então eu posso-
- Eu sei o que é que está aí escrito. – disse calmamente Neptuno, que abriu a palma da mão, de onde surgiu um espelho muito bonito, aquele que Ami sabia ser o seu Espelho das Águas Profundas. Com o livro nas mãos da inteligente rapariga, Neptuno posicionou o seu espelho sobre as páginas em branco e, para espanto de Ami, várias letras apareceram no vidro do espelho, posicionadas na ordem de leitura normal.
- Mas… Como é que vocês sabiam…?
Neptuno retirou o seu espelho e tanto esta como Úrano voltaram às suas formas comuns. Mariana ajeitou os cabelos e olhou Ami com seriedade.
- Está na altura de vos contarmos umas coisas. Vamos para casa da Maria, assim poupamos tempo de repetirmos tudo de novo.
capitulo fantástico mas tu mais uma vez (fazes de proposito para me deixar curiosa....lol) acabas sempre na melhor parte. aí...já nao sei o que te diga..tu escreves tao bem (ja me tou a tornar repetitiva ... lol). este capitulo está emocionane e epolagante. cada vez estou adorar mais e mais a tua fic. axo que ela devia de ir para o site.
aquela joana é demais..chapeu rosa com coraçoes de cores berrantes, ma o melhor foi esta frase. fartei-me de rir.
agora fico ansiosamente à espera que chegue domingo (pois tu dizeste que punhas um novo capitulo de dois em dois dias...e pelas minhas contas é domingo...lol), para que ponhas um novo capitulo.
aquela joana é demais..chapeu rosa com coraçoes de cores berrantes, ma o melhor foi esta frase. fartei-me de rir.
*Kaoru escreveu:
- Não pode ser o quê? Diz lá! Era o Bréde Pité, era? Diz!
agora fico ansiosamente à espera que chegue domingo (pois tu dizeste que punhas um novo capitulo de dois em dois dias...e pelas minhas contas é domingo...lol), para que ponhas um novo capitulo.

mas tinhas mesmo que acabar na parte em que elas iam contar o que se passa?! ai a minha vida!!!lool!
esta excepcional, como sempre!
ah! e nao acredito que a sailor aluminum siren apareceu! eheh! bue fixe... mas já agora como é que ela apareceu? o que a trouxe de volta? hmmmm...lá estou eu com a mania de fazer perguntas que ja sei que nao me vais responder...
enfim...resta-me esperar por mais um fantastico capitulo!
esta excepcional, como sempre!
ah! e nao acredito que a sailor aluminum siren apareceu! eheh! bue fixe... mas já agora como é que ela apareceu? o que a trouxe de volta? hmmmm...lá estou eu com a mania de fazer perguntas que ja sei que nao me vais responder...
enfim...resta-me esperar por mais um fantastico capitulo!
Tina_Xana escreveu:capitulo fantástico mas tu mais uma vez (fazes de proposito para me deixar curiosa....lol) acabas sempre na melhor parte. aí...já nao sei o que te diga..tu escreves tao bem (ja me tou a tornar repetitiva ... lol). este capitulo está emocionane e epolagante. cada vez estou adorar mais e mais a tua fic. axo que ela devia de ir para o site.
aquela joana é demais..chapeu rosa com coraçoes de cores berrantes, ma o melhor foi esta frase. fartei-me de rir.*Kaoru escreveu:
- Não pode ser o quê? Diz lá! Era o Bréde Pité, era? Diz!
agora fico ansiosamente à espera que chegue domingo (pois tu dizeste que punhas um novo capitulo de dois em dois dias...e pelas minhas contas é domingo...lol), para que ponhas um novo capitulo.
Oh, Tina_Xana, muito obrigada mesmo!
.o: Não te tornas repetitiva, eu agradeço imenso aquilo que me dizes...! Fico mesmo tão feliz que estejas a gostar :] Ainda bem que gostaste das partes de comédia! Vou tentar colocar Domingo, tal como prometido! Muito obrigada!neptune escreveu:mas tinhas mesmo que acabar na parte em que elas iam contar o que se passa?! ai a minha vida!!!lool!![]()
esta excepcional, como sempre!
ah! e nao acredito que a sailor aluminum siren apareceu! eheh! bue fixe... mas já agora como é que ela apareceu? o que a trouxe de volta? hmmmm...lá estou eu com a mania de fazer perguntas que ja sei que nao me vais responder...
enfim...resta-me esperar por mais um fantastico capitulo!
Por acaso achei que ias gostar do aparecimento dela
É verdade que não posso responder às tuas perguntas, mas ainda tenho algumas surpresas guardadas!
Agora ando a levantar um pouco mais o véu das revelações, tem de ser com calma 
Muito obrigada pelo teu comentário e por saber que estás a gostar!


como e que tives te coragem se acabar ali??? estas a ver se ma da uma coisinha ma???

o capitulo esta lindo, como sempre. a tua maneira de escrever continua ser incrivel e cativante!!
e como ja se tornou habitual, destes um capitulo cheio de misterios por desvendar.
" Era o Bréde Pité, era?"
OMG! partime a rir com estas

fico a espera de mais



Ai ai ai ai ai ai!! E tu acabas assim?? N é justo 
Bem... Isto tá cada vez mais empolgante, e agora parece-me fazer sentido aquela mulher de cabelo azul. Devia ser msm a Aluminium Siren. E a outra (tenho ideia k havia duas) devia ser a Lead Crow. Mas o k estão elas aki a fazer?
Bem... Formou-se uma mega teoria na minha mente. XD Com a descrição da Anfitrite, pareceu-me mt a Neptune e o tempo da destruição... Deve estar a falar kd o Milénio Prateado foi distruido pela Saturn dps do ataque da Berryl, ela destruiu td né? Se fosse assim, todas estas coisas em volta da Saturn e da Neptune, e dela ter conseguido ler o livro, se explicavam!
Adorei o capitulo, como sempre. As descrições estão tão boas!! Kd há mais?

Bem... Isto tá cada vez mais empolgante, e agora parece-me fazer sentido aquela mulher de cabelo azul. Devia ser msm a Aluminium Siren. E a outra (tenho ideia k havia duas) devia ser a Lead Crow. Mas o k estão elas aki a fazer?
Bem... Formou-se uma mega teoria na minha mente. XD Com a descrição da Anfitrite, pareceu-me mt a Neptune e o tempo da destruição... Deve estar a falar kd o Milénio Prateado foi distruido pela Saturn dps do ataque da Berryl, ela destruiu td né? Se fosse assim, todas estas coisas em volta da Saturn e da Neptune, e dela ter conseguido ler o livro, se explicavam!

Adorei o capitulo, como sempre. As descrições estão tão boas!! Kd há mais?

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^

Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
Tens de entrar para responderes neste tópico.


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