Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

A Flor de Pandora

#41
Hum... amanhã... como tu escreveste isso ontem, ker dizer hj?? YEY!!!

Ainda bem k as minhas keridas outers vão aparecer mais!! Very Happy

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
#42
Esta parte vai ser um pouco mais curta, mas é essencial para o próximo capítulo. Prometo que compenso o mais depressa possível Wink

--

III

Bunny corria descontroladamente pelas ruas, tentando não chocar contra ninguém, o que se revelou bastante difícil, tal era a sua pressa e nervosismo. Apesar de saber exactamente onde queria ir, enganou-se por duas vezes no caminho, pois a distracção aliada ao desespero fizeram com que se perdesse dentro dos seus próprios pensamentos que se amontoavam dolorosamente uns sobre os outros.

Onde estava Susana? O que lhe teria acontecido? E Chibiusa? Ela tinha de estar bem! Pelo menos no futuro estaria em segurança… Ou será que não? Um enorme nó formou-se no seu estômago, que nada tinha a ver com fome.

- Vê por onde andas! – gritou um homem entre uma pequena multidão que se aglomerava no passeio e apontava para uma coluna de fumo cinzento que se erguia em direcção ao céu, por entre a mancha verde que era a floresta. Tudo isto passou desapercebido a Bunny, que atravessou a rua, correu e correu até chegar a uma casa. O portão rangeu à sua passagem e, em três segundos, a campainha já tocava.

“Vá lá! Tens de estar em casa! Vá!!”

Bunny ouviu passos provenientes do interior da casa. Continuou a pressionar o botão até que um “Já vai!” se sobrepôs ao som da campainha.

- Caramba, que pressa, Oc… - Joana olhou para Bunny que, com uma mão apoiada na parede, respirava como se não houvesse ar suficiente no mundo que chegasse para toda a gente.

- Oh, és tu! Desculpa, eu sei que estou atrasada, mas a Octávia ainda não chegou, até pensei que fosse ela, e-

- A Octávia não… está? As… outras… estão contigo?

- Oh, a Ami acabou há pouco de sair do exame e ainda não chegou. A Rita e a Maria não dão sinais de vida desde ontem e… Acalma-te, Bunny! Afinal, o que é que se passa?

Mas antes de Bunny poder responder, o telefone atrás de ambas tocou.

- Vá, entra! Vou atender num instante, deve ser o meu futuro namorado! – Joana piscou o olho e pegou jovial no telefone, rodopiou e fez pose diante de Bunny que, noutra altura, teria dado uma sonora gargalhada.

- Alô, a bela Joana ao seu dispor, faça favor?

Bunny adivinhou o telefonema mal viu o sorriso de Joana fugir da sua cara. Esta adoptara uma postura mais rígida e séria, com o auscultador pressionado junto do ouvido, como se tivesse medo que algum pedaço da conversa pudesse escapar e esfumar-se no ar.

- Sim… Onde? Sim, vamos já para aí. A Bunny está comigo. Obrigada.

Joana desligou o telefone e olhou para a amiga que, na entrada, a fitava. As palavras saíram da sua boca, dolorosas e surpreendidas, como se fossem uma chama que, ao passar por todo o lado, deixavam a sua marca de destruição, medo e dor.

- A Susana está no hospital… Em coma.
#43
O QUE???
ai a minha rica Susaninha!!! ela ta em coma :='(:

como sempre o capitulo esta lindo!!! descreves muito bem as coisas ede tal maneira que até parece que vejo os cenários e as situações passarem diante dos meus olhos, como se estivesse a ver isto na tv!!!

adorei o capitulo!
fico a espera de mais!!!


#44
Obrigada, Likinhas! Como sempre, os teus comentários deixam-me com um sorriso na cara Very Happy (embora compreenda o sentimento causado por causa da Susana!)
#45
Ai mulher... Tu keres k eu morra do coração... A minha Plu querida!!!! SadSad *choro* *snif* *snif*

Mt fixe esta primeira parte, como sempre com óptimas descrições. Kd postas o resto?? Ai... tou tão ansiosa por saber o resto.

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



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#46
Oh, eu não quero matar ninguém de coração! :Embaracoso':

Muito obrigada mais uma vez, _S.E.A_! Colocarei o mais depressa que conseguir, fica descansada Wink
#47

Capítulo III
Incertezas
~O presságio da tempestade~
A vida. O sonho. A felicidade. Bunny nunca tinha pensado muito nestas coisas, embora as sentisse como ninguém. Vivia tudo de forma ingénua, mas simples e verdadeira. Ser trapalhona e distraída era reflexo disso mesmo; da pureza do seu coração. E a amizade estava na sua natureza, amava as pessoas que a rodeavam e, se pudesse, evitaria todo o mal que as pudesse assolar.

Porém, era nestes pensamentos que a sua mente vagueava, enquanto admirava o céu, pintado com tonalidades de ametista, dourado e azul-escuro. As nuvens moviam-se rapidamente, sucedendo-se e aglomerando-se, encobrindo o último raio de sol do dia. Um vento forte elevou os seus cabelos loiros no ar e Bunny apressou-se a entrar no Templo Hikawa.

- Ah, ah, ah! – Joana ria-se de Rita. – Conta lá outra vez, Rita!

- Joana… - disse Maria aborrecida.

- Eu não acredito que ela pensou que tu eras um rapaz! Ah, ah, ah, ah! Sempre que ouço essa história, fico cá com uma vontade de me rir, ah, ah, ah!

- Queres que eu te relembre como ontem perseguiste aquele rapaz na rua que dizias que era o Gorge Cunei ou lá o que é e acabaste por dar de caras com o teu professor de artes dramáticas que, só por acaso, é estrábico?

- Ei, isso não era para contar! Tu disseste que não contavas a ninguém! – Joana pegou numa almofada que estava por ali perto e atirou-a a Maria que se desviou, tendo ido embater directamente na cara de Ami, que ficou com os óculos desengonçados.

- Vá, vá, meninas! Nada de confusões aqui! – ordenou Rita. – As outras já devem estar a chegar, e temos de discutir isto com urgência. Ah, Bunny, já chegaste.

Bunny riu-se e sentou-se ao lado de Rita. As amigas conseguiam sempre fazê-la esquecer, durante uns momentos, as coisas más que aconteciam.

- Rita, como está o teu pé?

- Óptimo! Desde que o Gonçalo o tratou, não demorou muito tempo até recuperar. A propósito, onde está ele?

- Vem a caminho, saiu agora da faculdade. – Bunny sorriu e, pelo canto do olho, viu a Joana a fazer caretas à Maria.

Pouco tempo depois ouviram, para além do frenesim provocado pelos ramos das árvores a balouçarem uns contra os outros, os travões de um carro. As cinco raparigas emudeceram, até que dois gatos entraram na sala, seguidos por três raparigas.

- Encontrámo-los a virem para cá e demos-lhes boleia. – A voz de Haruka soou cansada e gasta, diferente daquilo que era seu habitual.

- Obrigada mais uma vez, Haruka. – Disseram Luna e Artémis em simultâneo.

- Como está a Susana, Haruka…? – perguntou Ami, que tivera estado absorvida no computador, com o cabelo ainda desalinhado por causa da almofada que Joana lhe tinha atirado. À sua volta, na mesa, vários jornais se amontoavam, abertos em diferentes páginas com títulos de letras negras e garrafais: “CHUVAS INTENSAS ALESTRAM PELO NORTE DE ÀFRICA”; “TERRAMOTOS ASSOLAM A PENÍNSULA IBÉRICA”; “A SECA NA CHINA CAUSA ESTRAGOS”; “TEMPESTADES DE NEVE COBREM A AMÉRICA DO SUL”.

Haruka olhou para a face triste de Octávia. Fora ela quem encontrara Susana naquele estado e quem dera o alarme. Na sua cara, estavam marcadas preocupações distintas que a acompanharam nas noites de insónias que experimentara durante os últimos três meses; o estado frágil de Susana, a inexistência de notícias de Chibiusa, os acontecimentos estranhos que ocorriam por toda a parte…

- O estado continua igual. – respondeu Mariana, que notara a expressão inquieta de Haruka a fitar Octávia. – Os médicos fazem tudo o que podem, mas estranham o facto de uma rapariga jovem e saudável ter entrado repentinamente em coma, sem razão aparente…

O silêncio instalou-se no compartimento onde as amigas se costumavam reunir, no templo do avô da Rita. Esta fez sinal às recém-chegadas para se instalarem. Tinham combinado, na noite anterior, uma reunião para discutir tudo o que se havia passado ultimamente.

- Fazendo então um ponto da situação… - começou Joana seriamente. – No dia em que a Chibiusa devia ter regressado, a Octávia descobre a Susana… No estado em que sabemos. Pouco depois, a Bunny vê a Plutão no céu, que lhe diz que a Chibiusa não pode vir porque o Portão do Tempo está fechado e que o futuro está a mudar.

- Como é que a Plutão podia estar em dois lugares ao mesmo tempo? – perguntou Maria.

- Ela disse que era uma memória do espaço intemporal que guardava. – relembrou Bunny, que já tinha revisto aquela cena inúmeras vezes.

- Talvez a Susana esteja como esteja porque quebrou um dos tabus… A paragem do tempo. Lembram-se do que aconteceu da última vez que o fez?

- Sim, mas… A paragem foi instantânea, durou muito pouco tempo...

- Não vale a pena especularmos muito acerca disto. – disse Haruka, cortando o raciocínio da Joana e da Ami. – O que é urgente agora é saber o que está por detrás de tudo isto. Não temos nenhuma pista, nada de nada!

Em silêncio, todas concordaram. A verdade é que, desde aquele dia, nada de anormal tinha acontecido. Estava tudo tão calmo que o receio se tornara cada vez maior, como uma bomba silenciosa que marcava os milésimos de segundo até à sua detonação. Esperaram por algum sinal do inimigo, algo que pudesse explicar o porquê do estado da Susana, o porquê das suas palavras, mas em vão.

- Isso não é bem assim. Estão a esquecer-se dos fenómenos da natureza que andam a ocorrer por todo o mundo? Estamos aqui todas com camisolas de lã, enquanto que ontem tivemos de enfrentar temperaturas na ordem dos trinta graus centígrados. Estamos quase em Julho e não há sinais da estação da chuva. Isto definitivamente não é normal.

Ami tinha razão. Ultimamente, a meteorologia andava voltada do avesso. Onde supostamente devia chover, fazia seca; as zonas mais quentes e desérticas do mundo experimentavam inundações como nunca antes havia memória de ter acontecido; tufões arrasavam habitações e construções em zonas em que o fenómeno era apenas conhecido através da televisão e dos filmes. E nem mesmo o Japão escapava a tudo isto. Cada dia era imprevisível, e nem os próprios boletins meteorológicos se arriscavam a fazer previsões.

- No entanto, não sabemos se os dois casos podem estar relacionados. – Mariana parecia pensativa. – Se algo estivesse a influenciar assim a Terra, o Gonçalo teria certamente sentido. E acho estranho que nenhuma de nós tenha pressentido a presença de um novo inimigo... Principalmente nós, as Outers, e tu, Rita.

Rita olhou para as suas mãos. Mariana tinha tocado num ponto fulcral, numa sombra obscura que encobria a sua alma e que morava dentro de si desde que tentara sentir algo, diante das chamas, no templo. Apesar de tudo o que se tinha passado, não tinha pressentido nada e, embora noutra altura pudesse parecer-lhe um bom agoiro, temia, no seu íntimo, que estivesse a perder os seus poderes. Por muito que se tentasse concentrar, conseguia apenas sentir aquele odor adocicado proveniente das labaredas, como se estivesse novamente na floresta em chamas…

- Rita… Rita! – Bunny abanou a amiga, que parecia numa espécie de transe.

- Oh… Desculpem, estava distraída…

- Andas assim desde aquele fogo… - disse Bunny, que parecia ter lido uma parte dos pensamentos da amiga.

- A propósito, Rita, conta-nos de novo como tudo aconteceu. – pediu Octávia que, até àquele momento, se mantivera em silêncio.

Rita voltou a reproduzir verbalmente tudo o que se recordava daquela manhã. Contou-lhes como tentara enfrentar as chamas, como procurara salvar a floresta e como ela própria acabou por ser resgatada da sua morte por uma silhueta desconhecida. Não lhes contou, contudo, como a figura a tinha tocado na cara e o seu perfume doce a tinha envolvido…

- Eu regressei o mais depressa que pude, mas o fogo já se tinha alastrado por toda a parte. Os bombeiros tentaram salvar a floresta, mas foi praticamente toda dizimada… E o meu coração quase que explodia quando não encontrava a Rita em nenhum lado! Felizmente, acabei por descobri-la numa ponta da floresta, desmaiada, e consegui tirá-la dali a tempo.

- E não viste a silhueta? – perguntou Mariana.

Maria abanou a cabeça num gesto negativo.

- Acham que este incêndio está relacionado com os fenómenos estranhos que têm acontecido? Vejam o que diz aqui… - Ami pegou num dos jornais que se encontrava na mesa. - “Os bombeiros de Tóquio afirmam que a causa do incêndio ainda está por apurar, mas asseguram que não há vestígios que indiciem tratar-se de fogo posto. Contudo, o comandante da corporação sublinha que não se trata de um fogo normal, devido à velocidade de alastramento das chamas, tendo em conta as condições climáticas na altura, com escassez de vento e alguma humidade.”

- Pode também ter sido apenas mais um desses acontecimentos meteorológicos anormais… – sugeriu Haruka. – Ou então o inimigo, se é que realmente existe… Tudo isto é demasiado estranho.

- Até agora, podemos apenas especular. Nem sabemos quem é a pessoa que salvou a Rita.

- Bom, então eu sugiro que comecemos por aí.

Bunny sorriu e abraçou Gonçalo quando ouviu a sua voz, prendando-o com umas carinhosas boas-vindas. Depois da calorosa recepção, e novamente sentados, este prosseguiu:

- Rita, se conseguires, penso que devias voltar à floresta para investigar algo que possa ter escapado aos bombeiros. – Rita expressou a sua concordância com um gesto. - Por enquanto não podemos fazer muito a não ser isso. Eu tentarei comunicar com o Hélios e saber o que se passa com a Terra, coisa que não tenho conseguido fazer... – A sua voz cansada fazia denotar a preocupação com todas as situações recentes. Bunny, afagando-lhe a mão, brindou todas com um olhar cheio de força.

- Sim, por enquanto, vamos fazer isso. Vamos esperar e rezar para que tudo esteja bem.

Ninguém conseguiu deixar de exibir um sorriso, incluindo Luna que, depois das notícias do futuro, não fora capaz de deixar de pensar na sua filha, Diana. Bunny vislumbrou, pela janela, um fragmento da lua, como se fosse uma pérola delicada rodeada por uma auréola vermelha.

"Por favor, fica bem, Chibiusa… Fica bem!"
#48
Ai k lindo!! Isto tá cada vez mais misterioso! Tenho tanta pena da Plu SadSad

Bem... Adorei como sempre, parti-me a rir com akela conversa entre a Minako e a Makoto. Andar atrás do stôr de n sei kê a pensar k ele era o George Clonei XD XD

Ok... sem kerer ser chatinha... Kd há mais? Razz

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



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#49
Navegante de Saturno
o inicio deu pa rir um cado!!! a Joana e sempre a mesma Matreiro

concordo com a sea... isto ta cada vezz mais misterioso!!! a minha curiosidade aumenta cada vez mais!!!
tadinha da minha Susaninha... continua em coma!!!

lindo como sempre!!! escreves cada vez melhor!!!
fico a espera de mais!!!


#50
@_S.E.A_: Eu também me ri ao fazê-la! Embaracoso; E quanto ao haver mais, vou tratar disso o mais brevemente que conseguir Smile

@Likinhas: Ainda bem que te riste Razz E obrigada pelos elogios! Eu até estou ansiosa para desvendar alguns mistérios Wink

Ainda bem que as duas estão a gostar! Muito obrigada mais uma vez! ^__^
#51
adorei, tá comico, ta dramatico e com bastante misterio es suspance.

tambem fiquei curiosa por saber quem é o homem misterio.

ansiosa por mais um capitulo (quase arrancando os cabelos....lol)
#52
Tina_Xana, obrigada! Very Happy Espero em breve satisfazer a tua curiosidade Wink

É mesmo uma grande satisfação ver que estão a gostar!
#53
ja venho um boado atrasada, mas nunca e tarde de mais para se elogiar uma boa historia Wink

agora quanto ao capitulo esta espetacular como sempre, com partes muito comicas, mas com partes dramaticas e misteriosas, muito miteriosas, mas e isso que me faz gostar cada vez mais da fic XD

e cada vez estou mais curiosa para saber quem e a silhueta misterio que salvou a rita, e aqueles fenomenos metereologicos, e o que aconteceu no futuro, e o que aconteceu a chibiusa e a susana

conclusão: ainda tou mais ansiosa que antes para saber como isto se vai desenrolar

parabens escreves mesmo bem Wink

ahh e ja agora..... QUERO MAIS XD
#54
bem, tenho mesmo de te dar os parabens...
a tua escrita é fabulosa... a maneira como inicias as coisas sérias no meio das coisas engraçadas é de louvar...
muitos parabens mesmo... continua com o bom trabalhoEmbaracoso

*firma feita pela Diza xD*


Fic Princesas em Perigo - acabada
Nova Fic - Earth Rose - 9º capitulo POSTADO
#55
@claudia-chan: Nunca vens atrasada Wink Eu é que fico mesmo feliz por estares a ler a minha fanfic! Obrigada pelos elogios ^__^

@barbie: Gostei muito do teu comentário, principalmente do que disseste de inserir as partes dramáticas no seio das cómicas Smile Muito obrigada por estares a ler Embaracoso


Mais uma vez, muito obrigada a todas as pessoas que estão a acompanhar a história e que comentam! É uma grande satisfação ver que estão a gostar e a seguir esta história Very Happy
#56
Kd há mais capitulos?? Tou a começar a desesperar XD XD

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
#57
Vou postar de seguida, _S.E.A_ Wink

E desculpem o duplo post que vou fazer Embaracoso;
#58
Capítulo IV
Ataque
~A intervenção misteriosa~


I

- Estás a pensar em…?

O homem, sentado numa rocha quebrada, sentia as gotas de água a salpicarem-lhe o rosto e deslizarem pelas suas pálpebras cerradas. O mar estendia as suas orlas brancas de espuma numa raiva latente, como que ansioso por avançar por terra. Diante deste, um homem alto e loiro era a única pessoa por aquelas paragens outrora tipicamente turísticas que tinham sido recentemente abandonadas, devido ao temperamento instável do mar.

“Estou, Peo. Não vou esperar mais.” - A voz grave que se elevava por entre o rebentar das ondas ecoava na sua mente.

- Sabes que ela pode não achar muita graça a…

- Sim, sei. Mas estou preparado para arriscar. Em breve, envio-te notícias.

O homem voltou a abrir os olhos e fitou o mar negro. Calmamente, e roçando a sua capa no chão, ficou a mirá-lo até que se afastou e desapareceu por entre os rochedos.


***

A manhã decorria serena, indiferente à indecisão da chuva que teimava em não querer cair. O barulho dos carros reflectia a azáfama de mais um dia de trabalho e chegava abafado ao quarto do pequeno apartamento, onde Maria observava a sua imagem reflectida no espelho. Os cabelos castanhos contornavam os seus ombros e permaneciam suavemente suspensos enquanto o pente deslizava por eles. Apesar de todas as manhãs repetir este ritual, não conseguia habituar-se à rapariga que se penteava, diante dos seus olhos, com os cabelos castanhos sedosos e perfumados soltos.

Pousou o pente, suspirou e ficou mais algum tempo a olhar-se. Por momentos, perguntou-se se nos bailes do passado, na Lua, dançaria de cabelos soltos, espantando todos com a sua feminilidade. Não se recordava bem pois, apesar de tudo, havia muitos fragmentos da sua vida anterior que lhe pareciam soltos, como contas de um fio de missanga que faltam, depois de este se partir. Maria quase sentiu aliviada ao ouvir o som da campainha, que a resgatou destes pensamentos.

“Deve ser a Bunny.” – disse para si própria, enquanto se levantava e passava por entre alguns vasos com plantas secas e murchas. Com a pressa de abrir a porta, esquecera-se de apertar o cabelo, como era seu habitual e, com a camisa desarranjada, saudou Bunny.

- Bom-dia, Ma… - Bunny calou-se quando viu aquela linda rapariga descomposta na soleira da porta. – Ah, peço desculpa! Podia jurar que estava no andar correcto! Ah, ah, que distraída!

- Hã? Mas… - Maria arqueou as sobrancelhas ao ver Bunny praticamente dependurada na porta para verificar o número.

- Oh, mas afinal… Então… Oh…! – Bunny olhou como se compreendesse tudo e tivesse desvendado um dos maiores mistérios do mundo. Olhou para a camisa ainda meia aberta e de novo para Maria. – Não sabia que a Maria tinha pessoas em casa, ah, ah! – Ao ouvir isto, Maria quase que caiu no chão.

- Bunny, sou eu! A Maria! – Com um gesto, pegou no cabelo com as mãos e simulou que o apertava. – Vês?

- Oh! Maria! És mesmo tu! Não te reconheci assim, pensava que podia ser…

- Pronto, pronto, vou esquecer sequer que ias dizer isso!

Ao ver Bunny entrar, Maria não conseguiu deixar de se rir baixinho. Aquela rapariga não tinha emenda!

- Ficas bonita assim, Maria. – disse a amiga, sorrindo. – Porque é que não andas às vezes com o cabelo solto?

- Oh, presumo que seja o hábito. – replicou Maria, enquanto apertava o cabelo com um elástico. – Queres café antes de irmos?

- Não, obrigada! - Bunny olhava em volta, observando o amontoado de vasos que albergavam plantas secas e mortas. – Maria… Porque é que estão todas murchas?

- É este tempo… - Maria bebeu um gole de café que havia deitado na chávena decorada com motivos florais. – Toda esta instabilidade da natureza é prejudicial para elas. Há meses que não consigo plantar nada, mesmo em estufas. Nem arranjei cerejas para fazer a minha famosa tarte…

- Não fales disso! – Bunny quase sentiu as lágrimas nos olhos. – A tua tarte…! Eu adoro a tua tarte…! Ah, porque é que lembraste disso?! O mundo é injusto!

Maria riu-se. Só a Bunny para a fazer rir daquela maneira. Pousou a chávena no balcão e, depois de compor a camisa, olhou através da janela, conseguindo vislumbrar um relâmpago a cruzar o céu. Embora ainda durante a noite anterior o termómetro tivesse registado temperaturas negativas, o dia amanhecera com um calor seco característico de uma trovoada. Era impossível as suas flores sobreviverem a um clima assim.

- Vamos? Não queremos que o horário das visitas termine, certo? – Maria piscou o olho à amiga.

Ao saírem do apartamento da Maria, Bunny reparou o quão soturno o dia estava. As nuvens negras amontoavam-se umas sobre as outras, enquanto que os pássaros se esgueiravam para junto dos telhados das casas, como que procurando abrigo e algum reconforto. As pessoas caminhavam prevenidas com casacos pendurados num braço e gabardinas no outro, não fosse o tempo mudar radicalmente e o calor ser substituído por um frio típico de Dezembro. As árvores pareciam lamentar-se, erguendo os ramos como mãos lançadas aos céus e as ruas, cabisbaixas, serpenteavam diante do olhar das duas amigas que, em silêncio, se dirigiam a casa do Gonçalo, para depois visitarem Susana. Seguiram por um atalho composto por um emaranhado de ruas que mais parecia um novelo de lã, onde se cruzaram com um ou outro gato perdido, até que estas se fundiram para dar origem a uma avenida longa e ladeada por vivendas de ambos os lados.

- Vá, Bunny! Já falta pouco! – disse Maria alegremente.

- Aahh… Cansada… - Bunny praticamente arrastava-se, ao lado de Maria. – Porque é que vives tão longe do Gonçalo? Ah… Só de pensar que ainda temos de atravessar isto tudo para chegarmos ao apartamento…

- Oh, não sejas tão exagerada! Aprecia a paisagem urbana! – Maria abriu os braços e rapidamente se arrependeu quando uma rajada de vento atirou uma folha de um jornal contra a sua cara.

- Ah, ah, ah! Com que então apreciar a paisagem urbanística?

- Oh, não tem piada! – Maria pegou na folha e leu o título. – “Uma onda de seca mata as culturas no norte do país.” Ah, bolas! Isto vai de mal a pior. Cada vez me convenço mais que o aquecimento global está por detrás de tudo isto. Qual inimigo, qual quê! Não achas?

Mas Bunny nem tinha ouvido a pergunta. Uma tontura assolou-a de tal forma que, sentindo uma dor lancinante a percorrer todo o seu peito, se desequilibrou e apoiou no tronco da árvore mais próxima. O mundo rodopiava, diante dos seus olhos e, por isso, fechou-os com força, sentindo um nó na garganta que a impedia de falar. Não conseguia sentir a textura da casca da árvore na mão, nem as mãos da Maria que rapidamente pousaram nos seus ombros e a apoiaram.

- Bunny! Estás bem?! Bunny, fala comigo! – Disse desesperadamente Maria, tirando ao mesmo tempo um pacote de açúcar do bolso. – Deve ser falta de açúcar, eu tenho sempre um pacote comigo quando vou correr… Anda, toma…

Bunny tentou recompor-se e, apoiada pela amiga, abriu os olhos com dificuldade. Sentia o ar pesado, como se o oxigénio tivesse sido substituído por uma quantidade anormal de combustíveis tóxicos e irrespiráveis. Ela sabia que não lhe faltava açúcar no sangue, era impossível, e aquela dor tampouco era normal.

- Anda, sobre para as minhas costas… - começou Maria, mas rapidamente se calou quando viu o olhar da amiga perdido no horizonte. – Bunny, o que… - Maria seguiu os seus olhos e, de repente, viu-o.

Um homem, parado no centro da avenida, fitava-as. Apesar da escuridão, Maria conseguia sentir a frieza do seu olhar, a onda negativa que emanava, como se em vez de suor os seus poros transpirassem tensão e rancor. Envergava uma capa negra, com motivos prateados a decorarem-na e roupas escuras. Os seus cabelos pareciam da cor de sangue seco e uma madeixa cruzava a sua testa e tapava-lhe o olho esquerdo. Uma das suas mãos segurava o cabo de uma espada que reluzia cada vez que um relâmpago decidia irromper por entre as nuvens que cobriam e carregavam o céu. Maria não gostou nada daquilo e colocou-se rapidamente em posição de ataque em frente a Bunny que, ainda fraca, se apoiava debilmente na árvore.

- Quem és tu? – gritou Maria ao desconhecido que, lentamente, começou a caminhar na direcção delas e parou a poucos metros de distância. Olhou Maria demoradamente e esta, vendo-o com mais nitidez, sentiu algo incómodo dentro de si, como se não lhe fosse possível suportar aquele olhar. Ainda assim, esforçou-se ao máximo por manter o contacto visual. A sua face, apesar da expressão dura, apresentava contornos de uma beleza masculina inegável que Maria teria certamente elogiado noutra situação que não aquela. Calmamente, o homem fixou o seu olhar em Bunny e Maria vislumbrou as sombras daqueles olhos a condensarem-se.

- Protectora da Terra.

Maria estremeceu ao ouvir a sua voz grave e Bunny, começando a habituar-se à dor, fitou o homem. Nunca antes o tinha visto, mas não conseguia deixar de sentir algo estranho, como se não lhe fosse totalmente desconhecido. Este ergueu a espada e, apontando-a a ambas, disse pausadamente:

- Finalmente encontramo-nos. Deixa que a misericórdia e a justiça divina desçam sobre ti, Destruidora da Terra. Chegou a hora de pagares por todos os males que cometeste, por todas as mentiras que espalhaste.
#59
E tu acabas assim um capitulo??? Eu bem digo, com todas as fics excitantes k tou a ler ainda vou ter um ataque cardíaco... xD

Ai k capitulo tão lindo, as descrições de tudo estão tão bem feitas, parece mesmo que se está tudo a desenrolar à nossa frente!! *.* Akela Usagi n aprende msm... XD Está tão divertido o principio, e a "paisagem urbana"! looooooool morri a rir.

Kem será akele homem? E pk é k tá a dizer akilo à Makoto?? E quem serão akeles homens do principio?? HUm... deixaste-me super curiosa, tou ansiosa por mais!! *aos pulinhos*

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



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#60
*mim volta a reler os ultimos paragrafos para ter a certeza de que leu bem*

destridora da terra???
mentiras??

o gajo passou se!!!
SEGUREM ME QUE EU VOU-ME A ELE!!! Matreiro

*recompoe-se*
o rapariga! tu escreves de uma maneira Surprised.o:
parece que vejo as cenas passarem me diante dos olhos! e como se estivesse la a ver tudo!!!

ta tao lindo este capitulo Surprised.o:

eu quero mais!!! Matreiro


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