Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

A Flor de Pandora

#261
Oh...nao leves a mal..eu adoro a tua historia e nao quero que mudes nada do que tenhas planeado ( mesmo que sacrifiques algumas sailors...) mas e so para pensares bem!lol! Very Happy ta descansadinha que vou continuar a subornar-te!lol! nao te escapas...



"jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Entao cuidado, o gang anda rondando"
...............
Fic: "Sailor Moon- o último suspiro"
#262
ufa, fianlmente cheguei, é claro que compreendo o facto de só hoje colocares o capitulo, tambem, porque nao estive cá no fim-de semana Embaracoso
é obvio que o quero hoje e tal como a neptune nao vou deixar de te subornar...lol
nem quero que mudes a historia (já és a segunda que diz isso Embaracoso), se uma tiver que ser sacrificada, que seja. se mudasses a historia esta já nao teria piada!!

*mim oferece um gigante ovo kinder com uma surpresa*

lol
#263

Capítulo XIV
Sacrifício
~A escolha do destino~

As duas raparigas não conseguiam deixar de olhar Anfitrite, de olhos abertos, mesmo depois de esta ter pronunciado tal frase. Cada palavra caminhava audível pelos seus pensamentos, demasiado audível. Cada uma tinha sido dita de uma forma tão calma e, no entanto, o seu significado era tão perturbador. Mercúrio sentiu um arrepio subtil que começou imediatamente debaixo do peito e se espalhou por todo o lado. Neptuno mantinha-se impassível, não deixando transparecer nada no seu olhar a não ser surpresa.

- Não tenham medo, navegantes. – disse docemente Anfitrite, com um sorriso delicado. Um sorriso assustadoramente cativador. Mercúrio sentiu vontade de afastar o olhar.

- A que tipo de sacrifício te referes? – perguntou Neptuno, retribuindo a serenidade, embora um pouco cortante.

Anfitrite abriu ligeiramente os lábios e soprou quase imperceptivelmente. Uma dezena de flores que se encontrava perto de si desfez-se de imediato e um pó quase celestial desceu sobre elas, perdendo-se nos seus cabelos. Mercúrio pegou numa partícula brilhante com o dedo indicador e observou-a. Era tão brilhante e leve como inofensiva. Neptuno manteve o seu olhar fixo em Anfitrite, esperando que algo se modificasse. A palavra “sacrifício” não lhe soara bem aos seus ouvidos; ou muito se enganava ou então isso significaria…

- Depois de tudo o que passámos até aqui, merecemos uma explicação acerca do que se passa. – disse, enfrentando-a. Esta fechou os olhos e disse palavras que nenhuma das guerreiras conseguiu perceber, devido à rapidez com que o fez.

- Muito bem. – disse, de forma a que elas a compreendessem. – As minhas intenções não eram outras senão essas.

Anfitrite curvou-se com enorme graciosidade, descendo em direcção ao lago agora calmo. Os seus pés nus ficaram ligeiramente acima da água e, com as duas mãos a formar uma concha, sorveu um pouco desta. Bebeu-a sofregamente, como se há muito padecesse de uma sede feroz, mas sempre delicadamente. Depois, adoptando a sua postura erecta e digna, mergulhou completamente o pé esquerdo e abriu muito os olhos, de uma forma quase assustadora. Tanto Mercúrio e Neptuno, apanhadas de surpresa, sentiram-se a desfalecer, os olhos fixos naqueles dois glóbulos imensamente cinzentos, agora a adquirir tonalidades prateadas. Mercúrio foi a primeira a desmaiar, enquanto Neptuno se debatia por resistir àquela sensação hipnotizadora. Não confiava em Anfitrite e recusava-se a ceder às suas manhas, mas a sua vontade foi maior e, dentro de poucos segundos, já estava prostrada no solo da gruta.

Anfitrite fechou rapidamente os olhos e, quando voltou a abri-los, a cor prateada havia-os inundado por completo. Retirou o pé da água e flutuou até pousar no solo, ao lado dos corpos inertes das guerreiras, que pareciam dormir um sono profundo. Flectindo os joelhos, colocou-se ao nível delas, ajoelhando-se e passando a mão direita pelos seus cabelos. Era uma visão peculiar; três mulheres, com diferentes tonalidades da cor azul reflectidas nos seus cabelos, tão próximas e, no entanto, tão diferentes. Anfitrite demorou-se a analisá-las, espalhando por completo a poeira das flores nas suas cabeças.

- Sejam corajosas, sigam o vosso destino sem medo. A melodia dos oceanos sempre vos guiará, por entre a escuridão com que terão de lidar. Perdoem a Destruição, ela não vos deseja mal. Eu também não vos desejo mal; fosse esse o meu destino e caminharia ao vosso lado. Perdoem a Destruidora, a sua solidão é maior do que a minha. É maior do que qualquer outra.

A sua voz, impossível de ser ouvida pelas guerreiras desmaiadas, ecoou como um lamento. A sinceridade moldou-lhe cada traço da face e uma fina curva desenhou-se na sua testa, como se carregasse toda a tristeza que existia em si. E, de súbito, aquela misteriosa mulher soprou uma vez mais e desapareceu.

***
Quando abriu os olhos, Neptuno estava de pé. O mar erguia-se como um manto ondulante à sua frente, agitado como nunca alguma vez havia visto. As ondas eram três vezes maiores daquela que atravessara há horas atrás, e pedaços de rochedos e falésias tombavam no seu seio, como se fossem meras folhas de cartão. Não havia nenhum pássaro a sobrevoar as vastas águas.

Confusa por não ver a gruta onde estivera ainda há pouco, voltou a cabeça para o seu lado direito. A praia estava deserta, coberta por destroços de madeira, possivelmente pertencentes a pequenas cabanas que por ali se encontravam. Ao longe, uma floresta perdia-se nos recônditos do horizonte, uma mancha verde-escura assustadoramente calma. Neptuno reparou ainda que por entre os destroços das antigas habitações se encontravam troncos de madeira retesados que exibiam as raízes, como se tivessem sido arrancados recentemente do solo. Não havia sinal algum de Mercúrio.

Sem saber como tinha ido ali parar, Neptuno andou um pouco, decidida a procurar a amiga. Contornou a praia abandonada e desconhecida, tendo por cuidado nunca se distrair muito da sua vigia ao mar tumultuoso, não fosse uma onda descontrolada abater-se novamente sobre si. Procurou debaixo dos escombros, entre as rochas húmidas e escarpadas e inclusive nos limites do bosque não se atrevendo, contundo, a penetrar neles. Algo lhe dizia para não o fazer. Reparou também que Anfitrite não estava em parte alguma, o que contribuiu para considerar a hipótese de esta as ter enganado e separado, enviando-as para uma parte anónima qualquer.

Quando já se preparava para fazer outra ronda para procurar melhor por Mercúrio, Neptuno ouviu passos rápidos atrás de si, provenientes da floresta. Virou-se rapidamente, colocando-se em posição defensiva.

“Será a Mercúrio?” – perguntou-se, mas sem ter pronunciado uma palavra em voz alta, não fosse tratar-se de um inimigo em vez da companheira.

De súbito, uma figura loira irrompeu na praia, o que a levou a preparar-se para um provável ataque. No entanto, a figura foi mais rápida e passou velozmente a seu lado, ignorando-a por completo. Neptuno não conseguiu evitar um exclamar de admiração perante aquela completa falta de tacto e de atenção.

- Desculpe! – disse, aproximando-se das suas costas, mas sempre com cautela. – Pode dizer-me onde estou?

Agora que podia observá-la melhor, reparou que aquela pessoa se tratava de um homem. Os seus cabelos loiros estavam apanhados e usava um traje que o fazia parecer uma espécie de soldado qualquer. O cabelo, por vezes perturbado devido ao fresco vento marinho, formava ondas delicadas, escondendo-lhe as feições alongadas e os olhos verdes. Não se virou nem um milímetro quando Neptuno voltou a chamá-lo, pelo que esta depressa compreendeu que este não devia ser capaz de a ver.

- Ei!

Uma voz masculina interrompeu as suas especulações e ambos se voltaram para a figura que avançava pela praia. Uma capa negra cobria-lhe as costas, contrastando com os seus cabelos curtos da cor do ouro. Envergava também vestes que se pareciam a um uniforme, mas diferentes das do primeiro homem. O seu olhar irradiava hostilidade enquanto se aproximava e Neptuno depreendeu imediatamente que também se encontrava invisível para aquele homem.

- Peo. – saudou o primeiro homem.
#264
- O que é que estás aqui a fazer?!

Neptuno recuou rapidamente quando o segundo homem desembainhou uma espada longa e a apontou ameaçadoramente em direcção ao primeiro.

- Baixa isso. – advertiu, quase divertido.

- Tu e os da tua laia foram expressamente proibidos de colocar um pé que fosse nesta zona. Tenho ordens para te matar se te encontrar.

O homem de longos cabelos loiros não pareceu preocupado e enrolou um dedo numa madeixa, ondulando-o ainda mais.

- Não sejas assim, Peo, vim apenas dar uma ajudinha. Já vi que vocês tratam muito mal o vosso semi-reino, coitadinhas das pessoas.

- Estou a avisar-te, Zoicite. Devias levar uma ameaça a sério, sabes.

O homem chamado Peo parecia enfurecido, senão mesmo colérico. Zoicite, aparentemente aborrecido, largou o cabelo e suspirou.

- Tens cá uma falta de sentido de humor… Vim apenas ver como andavam as coisas por aqui, já que falta tão pouco tempo, como tu dizes…

- Será que o teu príncipe não consegue ver no que te tornaste? – perguntou Peo, sem mover a espada do seu sítio. – Eu devia matar-te aqui e agora.

- Então, fá-lo. Mata-me.

Peo pareceu surpreendido com aquela afirmação, como se o desejo formulado pelo homem que ameaçava lhe tivesse esvaziado as intenções. Baixou a lâmina e devolveu-a à bainha que descansava na sua cintura.

- Desaparece daqui. – rosnou numa ameaça sincera.

Zoicite sorriu, num deleite subtil que Neptuno lhe viu espelhado no olhar. Encolheu os ombros e afastou-se, dirigindo-se para o bosque de onde viera. Quando se preparava para penetrar no seu interior, foi interrompido pela voz alta de Peo.

- Da próxima vez, Zoicite, juro que te mato.

De costas voltadas um para o outro, a tensão entre aquelas duas figuras era evidente. No entanto, só Neptuno conseguiu ouvir o murmúrio de palavras que Zoicite pronunciou em voz baixa, numa sentença sólida.

- Da próxima vez será tarde demais.

***
Quando abriu os olhos, Anfitrite já se encontrava de novo na gruta. O lago, debaixo dos seus pés, repousava sereno e impassível, assim como as raparigas que se encontravam deitadas perto dele. Olhou-as demoradamente, sabendo que nas suas mentes imagens passadas desfilavam a toda a velocidade. Imagens de um tempo tão antigo que já não havia memórias viventes e com suficientes recordações que pudessem relatá-lo. Um tempo que ela vivera efemeramente, como se fosse um punhado de areia que rapidamente se tivesse escapado por entre os seus dedos. Ou talvez imagens de um tempo recente, mas com consequências importantes para o que viria a seguir, para a decisão que uma haveria de tomar.

Ainda observando Mercúrio e Neptuno desmaiadas, Anfitrite recordou-se do momento em que acordou naquela gruta e de como ouvira a canção que aquelas guerreiras tinham tocado depois. O seu inesperado despertar angustiou-a; ela sabia que só podia ser um mau presságio. E, no seu interior, sentia que alguém viria à sua procura. A certeza de que o mundo estava mudado assolou-lhe o coração. Tentou, em vão, controlar a natureza desvairada, a fúria dos mares e dos oceanos, e só conseguiu compreender o porquê de não o ter conseguido depois de as guerreiras lhe terem dito que existia um quinto fragmento.

Sozinha na gruta, e após uma longa reflexão, a Protectora dos Mares não conseguiu deixar de recordar as suas Irmãs, o momento do nascimento, o período da Destruição. Tomou a decisão de esperar que o destino se encarregasse de a guiar, já que nada podia fazer senão esperar. E foi o que fez, até que aquelas duas raparigas foram ao seu encontro. Aquelas duas raparigas que, cada uma da sua forma, eram tão fortes e lutadoras. E, no entanto… Ela tinha de fazer aquilo.

Os reflexos azuis nas paredes da gruta tornaram-se ainda mais intensos quando Anfitrite estalou os dedos. A hora tinha chegado.

***
O sol brilhava numa luz quente e amável, atravessando as cortinas e deslizando pelo soalho do apartamento onde Ami brincava. Uma boneca ganhava vida nas suas pequenas mãos de criança, sempre sorrindo, e ela ria com deleite enquanto protagonizava as mais maravilhosas histórias do mundo que o pai lhe costumava contar. Mas, naquele momento, o pai não estava em casa. Nunca estava, embora Ami não conseguisse compreender porquê.

Levantou-se quando a barriga anunciou que eram horas de comer. Com a boneca debaixo dos braços, atravessou o bonito corredor que a conduziu até à cozinha, onde a mãe andava de um lado para o outro, mexendo em panelas. Segurava na saliência entre o ombro e a orelha um telemóvel e gritava.

- Não, tem calma, Takeo, eu vou já. Sim, é só deixar a Ami no infantário e vou a correr para o hospital. Sim, não te preocupes.

Quando desligou, pegou numa pasta que estava em cima da mesa e, vendo que Ami estava ali, sorriu-lhe.

- Querida, temos de sair já.

- Mas… Mamã, tu prometeste que ias brincar comigo hoje!

- Sim, querida, eu sei. – enquanto falava, a senhora Mizuno ia atirando alguns objectos para uma carteira castanha que segurava no ombro. – Mas surgiu uma urgência no hospital e a mamã tem de ir para lá. No infantário tens muitos meninos e meninas com quem podes estudar e passar bem o tempo. Vá, vamos.

Pegou-lhe na mão e puxou-a, o que fez com que a sua boneca caísse no chão. A mãe, ao vê-la, contraiu os lábios, pegou nela e pousou-a na mesa.

- Mas, mamã…

- O infantário é para estudares, Ami, e não para levares esses brinquedos atrás. Isso são más influências do teu pai. – repreendeu. – Para te tornares numa boa médica como a mamã tens de estudar muito, compreendes?

Os grandes olhos de Ami fixaram-se uma última vez na boneca.

- Sim…

- Vá, vamos. – disse, enquanto pegava nas chaves do automóvel.

Ami seguiu a mãe e, no momento em que atravessou a porta, tudo ficou negro. Um turbilhão azul e prateado envolveu-lhe o campo de visão e, quando voltou a abrir os olhos, o seu corpo tinha mudado. Tinha agora dezoito anos de idade e estava na estação de comboios de Tóquio. Era um dia soalheiro e as folhas caíam graciosamente, levadas pelo vento que ameaçava tornar-se frio a cada minuto que passava. O Outono chegara e, com ele, as partidas.
#265
Ami olhou para o rapaz que estava à sua frente. As malas rodeavam-no e ele fixava timidamente os sapatos enquanto que um leve rubor lhe adornava as bochechas. Parecia querer dizer alguma coisa, pois balbuciava algumas palavras indistintas.

- Eu… - começou Rui, acanhado pelas pessoas que passavam. – Eu escrevo-te… Prometo…

- Não te preocupes! – disse Ami com uma falsa nota alegre na voz. – Eu compreendo que tenhas muito que estudar lá, afinal é uma universidade muito conceituada!

Rui meneou afirmativamente com a cabeça. Olhou timidamente para Ami e no momento em que se preparava para avançar na sua direcção uma voz mecânica interrompeu-lhe os intentos anunciando que a partida estava para breve.

- Ahm… Tenho de ir… - pegou nas malas e olhou uma última vez para Ami. – Fica bem!

Ami retribuiu o gesto e ficou a ver Rui afastar-se pela estação e a vê-lo desaparecer num dos comboios que estava parado. Quando este se começou a dirigir em direcção ao horizonte, uma lágrima furtiva deslizou-lhe pela face e, naquele momento, começou a chorar.

- Mercúrio…

Ami olhou em volta, os olhos vermelhos tingidos de lágrimas. Apetecia-lhe fugir, desaparecer. Não se recordava de como tinha chegado ali, mas só queria que tudo terminasse, que aquela dor aliviasse e pudesse descansar, esquecer todos os problemas. Queria adormecer ali mesmo, no meio da estação, e não acordar mais.

- Mercúrio…! Mercúrio!

Não, não. Não podia estar a ouvir aquele nome. Aquele nome pelo qual também era conhecida apenas por algumas pessoas, aquele nome que a impedia de viajar com a pessoa que amava e seguir o seu sonho, aquele nome que a obrigava a ficar ali. Não, ela queria apenas descansar um pouco, aliviar o peso que carregava.

- Mercúrio, acorda!

Ami fechou os olhos e quando os voltou a abrir viu a cara de Neptuno acima da sua enquanto as suas mãos a abanavam. A sua face, tingida por reflexos azuis, denotava preocupação.

- Acordaste! – disse com alívio.

De repente, Mercúrio recordou-se de tudo; de Anfitrite, da Gruta das Mil Flores, dos fragmentos e do mundo em perigo. A culpa tocou-lhe no peito e ameaçava alastrar-se, por ter pensado sequer em desistir. Tentou afastar estes pensamentos e reparou que estava ainda no chão, apoiada por Neptuno que a segurava e ajudava a levantar. Anfitrite permanecia acima do lago, olhando-as, impassível, como que esperando por algo.

- Mercúrio, o que é que viste? – sussurrou Neptuno rapidamente.

- Eu… Nada, limitei-me a estar desmaiada. – mentiu Mercúrio, esperando que Neptuno não se apercebesse. – E tu?

- Eu vi o passado, acho. Mas não temos muito tempo, e acho que Anfitrite não quer contar-nos mais nada senão aquilo que nos mostrou. Temos de arranjar uma maneira de a convencer a ajudar-nos…

- É inútil, guerreiras. – interrompeu Anfitrite. – Não há outra maneira de obterem o Fragmento que lhes permitirá salvar este mundo. Se não querem ceder de bom agrado, então… - levantou os braços – …eu ajudo-vos.

Anfitrite abriu as mãos e um tremor de terra fez com que as navegantes se desequilibrassem e separassem mal várias rochas que pendiam do tecto da gruta caíram de encontro ao solo, ameaçando esmagá-las com todo o seu peso. Algumas delas amontoaram-se à entrada do túnel que as havia conduzido até ali, encurralando-as naquele lugar. Neptuno escapou por um triz a uma rocha de maiores dimensões.

Mercúrio apoiou a mão na parede da gruta enquanto o abalo ia diminuindo de intensidade. Neptuno encontrava-se a alguns metros de si, tentando manter-se também em pé. Anfitrite permanecia indiferente, suspensa no ar e rodeada pelas flores que tinham logrado escapar ao abatimento parcial das rochas. Num ápice, a Protectora dos Mares voltou a levantar os braços e a terra deixou de tremer. Um mau pressentimento tomou conta do coração de Mercúrio quando o lago começou a transbordar.

Neptuno olhou com apreensão para a água que subia de nível a uma velocidade estonteante. Em dois minutos, a água atingia-a já pela linha dos tornozelos. A rapidez com que a água escalava pelas paredes da gruta aliada ao facto de estarem encurraladas ali dentro preocupava-a. Se não arranjassem uma forma de saírem dali depressa acabariam por afogarem-se.

Mercúrio compreendeu depressa o mesmo e calculou que dispunham apenas de uns escassos vinte minutos até que aquele lugar ficasse completamente submerso. Procurou Neptuno e quando se preparava para avançar na sua direcção reparou que não conseguia mover os pés. Tentou de novo, mas as suas pernas não lhe obedeciam, mantendo-a firmemente agarrada ao solo e impedindo-a de se movimentar.

- Neptuno! – gritou, chamando a amiga que parecia sofrer do mesmo mal.

- Mercúrio, não consigo mexer-me! – respondeu Neptuno, confirmando os seus receios. Quase em pânico, Mercúrio sentiu a água fria a tocar-lhe os joelhos quando Anfitrite voou na sua direcção, ficando mesmo à sua frente e tapando-lhe a visão que tinha de Neptuno.

- Se não tomarem uma decisão rapidamente, acabarão por ficar aqui encurraladas para sempre. – disse Anfitrite seriamente. – Não posso fazer nada por vocês, o destino está nas vossas mãos. Lamento. – disse, parecendo realmente sincera.

- As navegantes precisam de estar juntas! – replicou Mercúrio, sentindo a água a roçar-lhe na cintura. – A Sailor Moon precisa de todas nós!

Será que precisa?

Aquela pergunta ressoou no interior da sua mente dolorosamente. Mercúrio deu por si sozinha a recordar o sonho que tivera em que se afogava e assimilou rapidamente a situação. E aquela pergunta que fazia a si própria parecia aumentar de tom, pressionando-lhe os ouvidos num zumbido sorumbático e inquiridor. Ela compreendeu que havia uma decisão que tinha de ser tomada. Desde o início que o sentira, desde que olhara para o barco, no porto, que percebeu que aquele era o seu destino. O sacrifício era inevitável, uma exigência para salvar o mundo. E a questão de quem tinha de o ser era tão clara, como uma solução de uma equação simples.

Ela não tinha ninguém. Estava sozinha desde há muito tempo, desde que compreendera que a mãe tinha demasiado trabalho para lhe fazer companhia, desde que o pai tinha saído de casa e nunca mais lhe contara as histórias que a faziam adormecer, desde que Rui havia partido para um país estrangeiro para cumprir o seu sonho. A única coisa que possuía, na realidade, era os estudos e as amigas, amigas essas que estavam constantemente em perigo e que precisavam de alguém suficientemente forte para as proteger. E entre ela e Neptuno, era claro que esta última era mais poderosa e experiente, muito mais capaz de proteger Bunny. Neptuno era inteligente e bela e já provara ser, em várias situações, mais forte e intuitiva. Além disso, recordou, tinha Úrano do seu lado, um amor verdadeiro que as unia e não podia ser separado. Já se tinha surpreendido a invejar a relação de Haruka e Mariana, muito mais sólida e honesta do que as que alguns casais conservavam. E, afinal de contas, ela não tinha ninguém para quem regressar.

Mercúrio fechou os olhos e várias lágrimas brotaram dos seus olhos, fundindo-se com a água que a cobria já até ao pescoço. Desejou poder despedir-se das amigas, de Neptuno, dos pais, de Rui, mas não havia tempo e a sua decisão já tinha sido tomada.

- Eu-

As palavras, suspensas nos seus lábios, amontoavam-se, indistintas. Tentou organizar os pensamentos enquanto lutava por manter a cabeça fora de água.

- Eu sacrifico-me.
#266
Mercúrio sentiu o peso daquela frase e, num instante, toda a água desapareceu, ficando a gruta vazia e seca, com o lago de volta à normalidade. Anfitrite fechou os olhos e voltou-se para Neptuno.

- A troca é justa. Perdoa-me, Navegante de Neptuno, e dorme em paz.

Mercúrio olhava atónita para Neptuno. As flores rodopiaram e as suas pétalas começaram a voar no ar, deixando um perfume doce a flutuar em redor dos presentes. Um fino e delicado pó abateu-se sobre Anfitrite e Neptuno e esta última sentiu uma vontade inexplicável de fechar as pálpebras e adormecer, como se há muito estivesse acordada. Mercúrio tentou avançar mas continuava presa ao solo.

- Não! Não, Neptuno! Porquê?!

Esta sorriu quando olhou para Mercúrio.

- A Bunny precisa de ti. És a mais inteligente de todas nós e a tua amizade em nada pode ser comparada à minha. A ligação que vos une é tão pura que chego a invejá-la. Desde o início dos tempos – disse, com uma pequena lágrima a deslizar-lhe pela face branca. – que cumpri a minha missão de proteger o Sistema Solar com orgulho e nunca me arrependi, nem por um segundo. Mas, por vezes, a verdade é que era difícil, com toda aquela solidão. Olhar para a Lua era uma grande alegria, e ver-vos a todas a crescer com uma amizade tão sólida, com uma cumplicidade tão terna... - interrompeu-se por momentos antes de prossegur. - Tens de protegê-la, Mercúrio. Tens de ser forte…

A cabeça da navegante de Neptuno vacilou um pouco. Anfitrite estendeu o braço e abriu a mão direita.

- Um homem chamado Zoicite. Um homem chamado Peo. – disse, tentando organizar as ideias, mas não sendo capaz. – Ameaçavam-se.

- Neptuno… - disse Mercúrio a chorar. – Não é justo, eu é que…

Neptuno sorriu uma última vez e olhou-a.

- Diz à Haruka para não fazer nenhum disparate. E que não se esqueça de cuidar de si…

Anfitrite começou a cantar aquela melodia que ambas tinham tocado antes de esta aparecer e do peito de Neptuno uma luz muito brilhante surgiu, rodeando a sua semente de estrela. Esta flutuou no ar, deixando um rasto dourado e azul, marcando o caminho até ao peito de Anfitrite e fundindo-se com ele. No instante em que tal aconteceu, Neptuno fechou os olhos e caiu inanimada no solo, os seus cabelos ondulados a ocultarem-lhe a face sorridente e húmida das lágrimas. Mercúrio gritou inutilmente quando Anfitrite se aproximou do seu corpo prostrado e lhe tocou na testa com a mão esquerda, fazendo-a desaparecer. Imediatamente os seus movimentos regressaram e Mercúrio caiu de joelhos no solo, desesperada perante tudo o que tinha acontecido.

- Não… Não! Porquê?! – gritou a Anfitrite que a olhava. – Porque é que fizeste isso?!

- É o destino. – replicou serenamente. – Se eu desaparecer, o mundo fica em desequilíbrio. Por isso, e para vos entregar o Fragmento, preciso de uma semente de estrela com brilho suficiente para me manter viva. Lamento… Mas é assim.

Anfitrite continuou a cantar e o seu tornozelo brilhou intensamente, a marca em forma de pétala com contornos ainda mais definidos. Abriu as mãos e juntou-as novamente em forma de concha e uma flor branca surgiu nelas, desabrochando e libertando, do seu interior, um pedaço de cristal muito fino e delicado, com um brilho azul tão forte que obrigou Mercúrio a semicerrar os olhos. Este, tal como a semente de estrela de Neptuno, dirigiu-se até si e adoptou a forma de uma pulseira de prata, de onde, na ponta, sobressaía uma saliência com a mesma forma da marca que Anfitrite possuía no tornozelo e de onde pendia aquele fragmento de cristal agora sem brilho. Sem aviso, a pulseira fechou-se no seu pulso e aí permaneceu inerte.

- A minha missão está completada, por agora. – pronunciou Anfitrite. – Desejo-te sorte, Navegante de Mercúrio. Com esse Fragmento, espero que uses os teus poderes da melhor forma que te seja possível. Não te esqueças, porém, que não podes, sob circunstância alguma, uni-lo aos três… Quero dizer, quatro restantes, ou estará tudo perdido. Essa pulseira – apontou para o braço direito de Mercúrio – permite com que o seu brilho esteja salvaguardado e protegê-lo-á. Assim, mesmo que te encontres com os restantes, não reagirá. Mas, a partir do momento que o Fragmento esteja fora do seu alcance… Não há nada que possa ser feito. Usa-o com prudência.

Mercúrio soluçou.

- Ainda tenho muitas perguntas para te fazer…

- Não há tempo. Estou demasiado fraca e não disponho de muitas forças para continuar a falar contigo. Tenho de usar aquilo que me resta para te devolver ao lugar de onde vieste.

E, sem mais nada ter dito, Anfitrite levantou uma derradeira vez os braços. A flor de cristal emitiu um brilho e Mercúrio foi obrigada a fechar os olhos, sentindo-se a ser transportada numa espécie de vácuo. A última coisa que restou da gruta foi o cantar triste de Anfitrite e quando os seus olhos se abriram de novo o porto de Tóquio permanecia igual, como se nada tivesse acontecido, como seu o seu mundo não tivesse acabado de se desmoronar.


--

Em primeiro lugar, desculpem só postar hoje, mas ao reler o capítulo ontem, não me agradaram alguns pormenores e tive de refazer!

Obrigada por todo o vosso apoio!

Spoiler
*Kaoru foge da fúria de todos* Razz


A sério, espero que gostem do capítulo!

Spoiler
E a partir desta parte do capítulo (do 4.º post), se quiserem, ouçam esta música (não é a da Anfitrite ou a que a Neptuno e Mercúrio tocam, mas inspirou-me e acho que encaixa bem no momento!)


https://www.youtube.com/watch?v=4J2lVnT65pw
#267
bem...nem sei o que te dizer. pela primeira vez estou sem palavras para te escrever. eu acabei de ler minutos após o teres postado, só que nao conseguia dizer nada, fiquei estupefacta e super emocionada com este capitulo maravilhoso. Desta vez é que me deu o ataque e fiquei completamnet com o coraçao apertado. AMEI! AMEI! só agora é que consegui me recompor e escrever um comentario decente.
O capitulo está lindo :g11:. todas aquelas emoçoes. todas aquelas sensaçoes, foram tao reais, posso dizer até que este foi um dos meus preferidos Embaracoso
*mim está com a lagrima no canto do olho*.

aquela memoria do passado deixou-me bastante curiosa e intrigada, visto o zoicite ser um dos generais do principe Endymion, na altura do milenio prateado e ainda aquele Peo, queo queria matar, quem será? deixas sempre algum misterio no ar Embaracoso
depois gostei da forma como aboradaste os sentimentos da Anfitrite, pois mostras que ela está em "agonia" (se nao estou em erro) pelo facto de ter de sacrificar uma delas.
depois veio as memorias da mercurio, adorei, o facto de ela sentir-se tao sozinha desde pequena sem o pai, a mae que nao lhe ligava nenhuma e que nem a deixava brincar, pois ela tinha que estudar. isso foi tao real. A seguir mostarste a partida do Rui e do quão ela ficou triste por nao poder partir com o seu amor e viver o seu sonho, para poder ficar com os suas companheiras e lutar.

finalmente chegou a parte pior. a parte mais triste. a parte do sacrificio. o sofrimento delas, principalmente da Amy qua achava que nao tinha ninguem e que era mais fraca e que merecia ser sacrificada. Que tinha inveja do amor maravilhoso entre a Haruka e a Mariana. estes sentimentos, mais uma vez tao reais que me emocionei. meu deus tao lindo!

*Kaoru escreveu:- Eu-

As
palavras, suspensas nos seus lábios, amontoavam-se, indistintas. Tentou
organizar os pensamentos enquanto lutava por manter a cabeça fora de
água.


- Eu sacrifico-me.

depis isto, pensei logo, pronto é a Amy, nao pode ser ela, mas vai ser ela! mas depois no post seguinte disses que é a Mariana, pronto aí é que eu fui completamente a baixo. nao conssegui aguentar. fiquei de rastos.
Estar a ler este ultimo posto com a bela e harmoniosa, mas ao mesmo tempo triste cançao como fundo, que colocaste, fiquei mesmo emocionda, com o coraçao nas maos. esta parte foi tao triste a preocupaçao da Amy para com a Mariana. a preocupaçao da Mariana para com a a Haruka. tao real, mesmo (repetitivo eu sei, mas é o que sinto). A Mariana dizendo aquelas coisas para a Amy :g11: , mulher tu esmeraste-te.

Nem sei o que te dizer mais, a nao ser que amei. simplesmente lindo. fabuloso.

a nao ser que quero mais. espero que o proximo capitulo cheue em breve, pois vou estar ansiosamente à espera.

*mim dá à Kaoru-chan um gigante ovo kinder, acompanhado por um vale com direito a um livro cheio de misterio e romance, porque ela bem o merece* Embaracoso
#268
Tina_Xana escreveu:bem...nem sei o que te dizer. pela primeira vez estou sem palavras para te escrever. eu acabei de ler minutos após o teres postado, só que nao conseguia dizer nada, fiquei estupefacta e super emocionada com este capitulo maravilhoso. Desta vez é que me deu o ataque e fiquei completamnet com o coraçao apertado. AMEI! AMEI! só agora é que consegui me recompor e escrever um comentario decente.
O capitulo está lindo :g11:. todas aquelas emoçoes. todas aquelas sensaçoes, foram tao reais, posso dizer até que este foi um dos meus preferidos Embaracoso
*mim está com a lagrima no canto do olho*.

aquela memoria do assado deixou-me bastante curiosa e intrigada, visto o zoicite ser um dos generais do principe Endymion, na altura do milenio prateado e ainda aquele Peo, queo queria matar, quem será? deixas sempre algum misterio no ar Embaracoso
depois gostei da forma como aboradaste os sentimentos da Anfitrite, pois mostras que ela está em "agonia" (se nao estou em erro) pelo facto de ter de sacrificar uma delas.
depois veio as memorias da mercurio, adorei, o facto de ela sentir-se tao sozinha desde pequena sem o pai, a mae que nao lhe ligava nenhuma e que nem a deixava brincar, pois ela tinha que estudar. isso foi tao real. A seguir mostarste a partida do Rui e do quão ela ficou triste por nao poder partir com o seu amor e viver o seu sonho, para poder ficar com os suas companheiras e lutar.

finalmente chegou a parte pior. a parte mais triste. a parte do sacrificio. o sofrimento delas, principalmente da Amy qua achava que nao tinha ninguem e que era mais fraca e que merecia ser sacrificada. Que tinha inveja do amor maravilhoso entre a Haruka e a Mariana. estes sentimentos, mais uma vez tao reais que me emocionei. meu deus tao lindo!

*Kaoru escreveu:- Eu-

As
palavras, suspensas nos seus lábios, amontoavam-se, indistintas. Tentou
organizar os pensamentos enquanto lutava por manter a cabeça fora de
água.


- Eu sacrifico-me.

depis isto, pensei logo, pronto é a Amy, nao pode ser ela, mas vai ser ela! mas depois no post seguinte disses que é a Mariana, pronto aí é que eu fui completamente a baixo. nao conssegui aguentar. fiquei de rastos.
Estar a ler este ultimo posto com a bela e harmoniosa, mas ao mesmo tempo triste cançao como fundo, que colocaste, fiquei mesmo emocionda, com o coraçao nas maos. esta parte foi tao triste a preocupaçao da Amy para com a Mariana. a preocupaçao da Mariana para com a a Haruka. tao real, mesmo (repetitivo eu sei, mas é o que sinto). A Mariana dizendo aquelas coisas para a Amy :g11: , mulher tu esmeraste-te.

Nem sei o que te dizer mais, a nao ser que amei. simplesmente lindo. fabuloso.

a nao ser que quero mais. espero que o proximo capitulo cheue em breve, pois vou estar ansiosamente à espera.

*mim dá à Kaoru-chan um gigante ovo kinder, acompanhado por um vale com direito a um livro cheio de misterio e romance, porque ela bem o merece* Embaracoso

Meu Deus, fiquei mesmo tocada e sensibilizada com este comentário, Xana...! Se tu te sentiste isso tudo que escreveste com o capítulo que escrevi, eu senti uma grande satisfação e alegria ao ler este teu comentário...!!

Fico mesmo tão, mas tão e mesmo tão contente que tenhas gostado do capítulo! Eu senti cada palavra que escrevi, por isso é que é para mim tão importante saber que também sentiste!!

Bom, então vamos por partes! Very Happy O Peo já foi referenciado uma vez na fanfic, mas foi muito subtilmente. Ainda bem que gostaste de todos os sentimentos que fui mostrando! Achei que a Ami já se deve ter sentido algumas vezes assim, por isso demonstrei-a dessa forma, a perturbação que ela ia sentindo e o facto de se sentir um pouco... Inferior, digamos, à Mariana, assim como a solidão que sempre imaginei que ela pudesse sentir, nos seus momentos "mais em baixo". Porque ela é tão inteligente e sempre a melhor mas, no fundo, imagino que às vezes seja como uma "máscara" para esconder os seus medos!

Sim, a Anfitrite não estava a gostar da situação, embora tivesse de o fazer Wink

E, pronto, nem sei o que dizer!! Gostei tanto, mas tanto deste teu comentário que sinto que te tenho de agradecer muito por este grande sorriso que me puseste na cara! Muito obrigada, Xana, por ele e pelo o ovo, assim como pelo vale! Very Happy (eu adoro vales de livros Embaracoso)

Mil obrigadas! Surprised.o: Very Happy
#269
*Kaoru escreveu:Achei que a Ami já se deve ter sentido algumas vezes assim, por isso demonstrei-a dessa forma, a perturbação que ela ia sentindo e o facto de se sentir um pouco... Inferior, digamos, à Mariana, assim como a solidão que sempre imaginei que ela pudesse sentir, nos seus momentos "mais em baixo". Porque ela é tão inteligente e sempre a melhor mas, no fundo, imagino que às vezes seja como uma "máscara" para esconder os seus medos!

Eu senti exactamente isso neste capitulo, e o sentia ao ver os episodios que toda aquela dedicaçao ao estudo fosse como um máscara para esconder a solidao e tristeza que ela sentia por nunca ter uma mae presente, nem nunca ter tido um pai para brincar consigo e gostei que tivesses "arrancado" um pouco dessa mascara e tivesses mostrado o que realmente ia na sua alma.

*Kaoru escreveu:E, pronto, nem sei o que dizer!! Gostei tanto, mas tanto deste teu comentário que sinto que te tenho de agradecer muito por este grande sorriso que me puseste na cara! Muito obrigada, Xana, por ele e pelo o ovo, assim como pelo vale! Very Happy (eu adoro vales de livros Embaracoso)

Mil obrigadas! Surprised.o: Very Happy

Ora, nao tens que agradecer, já te tenho dito que só digo o que penso e sinto Very Happy Very Happy Very Happy. tu és uma boa escritora e consegues cativar-me por isso msmo, por isso digo mais uma vez que nao precisas de agradecer. Embaracoso
o ovo e o vale foram mesmo merecidos, pois esmeraste-te!!! Very Happy Smile Very Happy Smile
#270
so hoje pude ler o capitulo e ...
oh...nem sei por onde começar...
As tuas descriçoes de Anfitrite fazem com que ela me fascine, nao consigo nao gostar dela...e agr qd ela pediu para perdoarem a ela e à destruidora...oh como é possivel nao gostar dela..mesmo q ela tenha levado ao sacrificio de..ok isso vou falar mais tarde..
Mas que raio é que Zoicite estava ali a fazer? E o Peo quem é? sera amigo de Vio...?
E as recordaçoes de Ami? quase me fizeram chorar...ela sempre foi tao sozinha (antes de conhecer as outras..) ...qd ela decidiu q iria ser ela a sacrificada..so me apeteceu gritar NAO!!
Mas depois...Kaoru como foste capaz?...nem sabes as lagrimas que me correram pela cara...

*Kaoru escreveu:- A Bunny precisa de ti. És a mais inteligente de todas nós e a tua amizade em nada pode ser comparada à minha. A ligação que vos une é tão pura que chego a invejá-la. Desde o início dos tempos – disse, com uma pequena lágrima a deslizar-lhe pela face branca. – que cumpri a minha missão de proteger o Sistema Solar com orgulho e nunca me arrependi, nem por um segundo. Mas, por vezes, a verdade é que era difícil, com toda aquela solidão. Olhar para a Lua era uma grande alegria, e ver-vos a todas a crescer com uma amizade tão sólida, com uma cumplicidade tão terna... - interrompeu-se por momentos antes de prossegur. - Tens de protegê-la, Mercúrio. Tens de ser forte…


- Diz à Haruka para não fazer nenhum disparate. E que não se esqueça de cuidar de si…


nesta altura foi impossivel controlar as lagrimas...o amor de Mariana e Haruka sempre tao forte, a confissao dela que se sentia sozinha qd estava no seu planeta...

Eu devia ficar zangada contigo!! Por me fazeres chorar e por teres sacrificado a minha navegante preferida...Mas nao sou capaz..como é que me posso zangar depois dum capitulo tao maravilhoso e cheio de emoçoes?
escreves tao bem....

so um pormenor...nos primeiros capitulos..apareceu um homem a tentar matar Bunny e a chamar-lhe Destruidora, certo?
Agora Anfitrite diz para perdoarem a Destruidora..que a solidao dela é maior do que a de todos...
ela estasse a referir a Bunny?
afinal porque é que Bunny é a destruidora?

Bem so me resta dar-te os meus parabens!!
*fazendo uma venia a kaoru, estendo-lhe o ovo kinder e a fatia de pizza(podes ter sacrificado a neptune mas é mais que merecido)*



"jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Entao cuidado, o gang anda rondando"
...............
Fic: "Sailor Moon- o último suspiro"
#271
Tina_Xana escreveu:Ora, nao tens que agradecer, já te tenho dito que só digo o que penso e sinto Very Happy Very Happy Very Happy. tu és uma boa escritora e consegues cativar-me por isso msmo, por isso digo mais uma vez que nao precisas de agradecer. Embaracoso
o ovo e o vale foram mesmo merecidos, pois esmeraste-te!!! Very Happy Smile Very Happy Smile

Claro que tenho de agradecer! Obrigada pelos elogios, por tudo! Very Happy


neptune escreveu:
so hoje pude ler o capitulo e ...
oh...nem sei por onde começar...
As tuas descriçoes de Anfitrite fazem com que ela me fascine, nao consigo nao gostar dela...e agr qd ela pediu para perdoarem a ela e à destruidora...oh como é possivel nao gostar dela..mesmo q ela tenha levado ao sacrificio de..ok isso vou falar mais tarde..
Mas que raio é que Zoicite estava ali a fazer? E o Peo quem é? sera amigo de Vio...?
E as recordaçoes de Ami? quase me fizeram chorar...ela sempre foi tao sozinha (antes de conhecer as outras..) ...qd ela decidiu q iria ser ela a sacrificada..so me apeteceu gritar NAO!!
Mas depois...Kaoru como foste capaz?...nem sabes as lagrimas que me correram pela cara...

*Kaoru escreveu:- A Bunny precisa de ti. És a mais inteligente de todas nós e a tua amizade em nada pode ser comparada à minha. A ligação que vos une é tão pura que chego a invejá-la. Desde o início dos tempos – disse, com uma pequena lágrima a deslizar-lhe pela face branca. – que cumpri a minha missão de proteger o Sistema Solar com orgulho e nunca me arrependi, nem por um segundo. Mas, por vezes, a verdade é que era difícil, com toda aquela solidão. Olhar para a Lua era uma grande alegria, e ver-vos a todas a crescer com uma amizade tão sólida, com uma cumplicidade tão terna... - interrompeu-se por momentos antes de prossegur. - Tens de protegê-la, Mercúrio. Tens de ser forte…




Citação:
- Diz à Haruka para não fazer nenhum disparate. E que não se esqueça de cuidar de si…


nesta altura foi impossivel controlar as lagrimas...o amor de Mariana e Haruka sempre tao forte, a confissao dela que se sentia sozinha qd estava no seu planeta...

Eu devia ficar zangada contigo!! Por me fazeres chorar e por teres sacrificado a minha navegante preferida...Mas nao sou capaz..como é que me posso zangar depois dum capitulo tao maravilhoso e cheio de emoçoes?
escreves tao bem....

so um pormenor...nos primeiros capitulos..apareceu um homem a tentar matar Bunny e a chamar-lhe Destruidora, certo?
Agora Anfitrite diz para perdoarem a Destruidora..que a solidao dela é maior do que a de todos...
ela estasse a referir a Bunny?
afinal porque é que Bunny é a destruidora?

Bem so me resta dar-te os meus parabens!!
*fazendo uma venia a kaoru, estendo-lhe o ovo kinder e a fatia de pizza(podes ter sacrificado a neptune mas é mais que merecido)*

Outro comentário que provocou o mesmo efeito que referi no post anterior...! Oh, neptune, muito obrigada!! Aquilo que eu disse à Xana aplica-se exactamente a ti!! A sério, muito obrigada por teres gostado do capítulo muito embora eu tenha feito uma coisa que estou certa que tu não gostaste nada... Mas, adiante! Wink

Não posso confirmar nada do que disseste, mas... Tens bons palpites, sim senhora! Wink E perguntas muito pertinentes também Embaracoso Espero em breve poder responder a todas as questões que vocês me colocam!

Quanto à Neptuno... Oh, eu também gosto imenso dela, a sério! Gosto imenso dela como guerreira, e olha que não foi nada fácil escolher uma das duas, mas pareceu-me a decisão correcta a tomar, porque demonstrou ser forte como realmente é. Mas *sussurra para a neptune* como também gosto muito dela nunca se sabe o que pode acontecer! *finge que não disse nada* Razz

Muito obrigada pelas tuas palavras que me deixaram tão comovida, especialmente quando falaste nas lágrimas que te correram! A sério que te sentiste assim...? Oh, desculpa...

E muito muito muito obrigada! Very Happyo.o:
#272
Postagem rápida!

Li o capítulo no meu intervalo :Embaracoso':, gostei demais! Foi o que eu imaginei, as duas quiseram se sacrificar, mas foi a Michiru que foi... Quero só ver no próximo capítulo Wink, tem tanta coisa a se questionar...

Achei que a Ami já se deve ter sentido algumas vezes assim, por isso demonstrei-a dessa forma, a perturbação que ela ia sentindo e o facto de se sentir um pouco... Inferior, digamos, à Mariana, assim como a solidão que sempre imaginei que ela pudesse sentir, nos seus momentos "mais em baixo". Porque ela é tão inteligente e sempre a melhor mas, no fundo, imagino que às vezes seja como uma "máscara" para esconder os seus medos!

Gostei da afirmativa. Legal o questionamento das aparências, torna a leitura mais apreciativa do que já é :Embaracoso':

Parabéns!

Presente do Brancus- Visitem www.imagevisiondesign.com

Semi-ausente até março Neutral
Moon Revenge- exerto do volume 2 publicado 02/01
#273
chousenshi escreveu:Postagem rápida!

Li o capítulo no meu intervalo :Embaracoso':, gostei demais! Foi o que eu imaginei, as duas quiseram se sacrificar, mas foi a Michiru que foi... Quero só ver no próximo capítulo Wink, tem tanta coisa a se questionar...

Achei que a Ami já se deve ter sentido algumas vezes assim, por isso demonstrei-a dessa forma, a perturbação que ela ia sentindo e o facto de se sentir um pouco... Inferior, digamos, à Mariana, assim como a solidão que sempre imaginei que ela pudesse sentir, nos seus momentos "mais em baixo". Porque ela é tão inteligente e sempre a melhor mas, no fundo, imagino que às vezes seja como uma "máscara" para esconder os seus medos!

Gostei da afirmativa. Legal o questionamento das aparências, torna a leitura mais apreciativa do que já é :Embaracoso':

Parabéns!

Muito obrigada, Chou! Very Happy Ainda bem que gostaste e que usaste o teu intervalo para ler! ^__^ É verdade, ainda há muitas coisas para esclarecer, tentarei fazê-lo o melhor que possa Wink Muito obrigada! Very Happy
#274
Epá mulher, eu n tenho palavras! Está lindo o capitulo, adorei... Tá td descrito de uma maneira esplêndida! Os sentimentos, o ambiente , tudo...
Agora tu deixaste-me desfeita! Tudo dava a crer que era a Ami k ia morrer e no final foi a Michiru!! Sad (n k eu kisesse k a Ami morresse, mas agora a minha Michizinha??)
As memórias, tão misteriosas! E akele discurso da Michi antes de morrer, ou os pensamentos da Ami!
Eu nem kero pensar como é k a Haruka vai reagir. Vai ficar pior k estragada! E eu continuo a não gostar da Anfitrite!

Bem... adorei!! Mas detestei k tivesses matado a minha Michizinha! Kd há mais?

*dá um grande saco de chocolates*

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
#275
_S.E.A_ escreveu:Epá mulher, eu n tenho palavras! Está lindo o capitulo, adorei... Tá td descrito de uma maneira esplêndida! Os sentimentos, o ambiente , tudo...
Agora tu deixaste-me desfeita! Tudo dava a crer que era a Ami k ia morrer e no final foi a Michiru!! Sad (n k eu kisesse k a Ami morresse, mas agora a minha Michizinha??)
As memórias, tão misteriosas! E akele discurso da Michi antes de morrer, ou os pensamentos da Ami!
Eu nem kero pensar como é k a Haruka vai reagir. Vai ficar pior k estragada! E eu continuo a não gostar da Anfitrite!

Bem... adorei!! Mas detestei k tivesses matado a minha Michizinha! Kd há mais?

*dá um grande saco de chocolates*

Muito obrigada, _S.E.A_, que bom que gostaste da forma como eu escrevi o capítulo! Very Happy É tão bom saber isso! ^__^ Já agora, adoro a forma carinhosa como tratas a Michiru, por Michi Embaracoso

Em relação ao sacrifício... Como disse (em segredo) à neptune, nunca se sabe o que pode vir a acontecer, até porque eu também gosto imenso da Michiru! E a reacção da Haruka é uma excelente questão que, provavelmente, será desvendada em breve!

*recebe o saco com um grande sorriso e dá cinco à _S.E.A_* Muito obrigada! Very Happy Quando há mais é que já não sei bem, não vou prometer nada, porque depois deste capítulo preciso de organizar as ideias que já andam a preencher-me a cabeça Wink Vou tentar e esforçar-me!

Mais uma vez, muito obrigada! ^__^
#276
*Kaoru escreveu:

agora, adoro a forma carinhosa como tratas a Michiru, por Michi Embaracoso

Em relação ao sacrifício... Como disse (em segredo) à neptune, nunca se sabe o que pode vir a acontecer, até porque eu também gosto imenso da Michiru! E a reacção da Haruka é uma excelente questão que, provavelmente, será desvendada em breve!


Lool, apanhei o Michi de uma fic k eu gosto mt H&M e tb costumo tratar a Haruka por Ruka... RazzRazz

Hum... Gostei dessa parte do "nunca se sabe o que pode vir a acontecer".

*Aceita os chocolates* Arigato! Embaracoso

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
#277
Engraçado que tambem pensei logo na reaçao de Haruka ao saber...deve ser outra parte onde vou derramar umas lagrimazinhas...
Acredita que neste capitulo levaste me mesmo as lagrimas...
Mas agr vou ficar na expectativa, devido ao "pequeno segredo" que me disseste..nunca se sabe o que pode acontecer!eheh! ao menos fiquei mais animada!
Mas realmente eu sabia que Neptuno nunca deixaria Ami se sacrificar...e tens razao qd dizes que ela ao oferecer-se para ser a sacrificada so mostrou a sua força e coragem e o seu empenho como guerreira...
vou ficar a espera de mais... Very Happy



"jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Entao cuidado, o gang anda rondando"
...............
Fic: "Sailor Moon- o último suspiro"
#278
@_S.E.A_: Ruka também é giro e carinhoso Embaracoso Gostei de ambos, mas o Michi fica-me mais na mente! Oh, e não precisas de agradecer, afinal foste tu quem mos deu! Wink

(Ah, a propósito, reparei que temos o mesmo nome real!)

@neptune: Ainda bem que ficaste mais animada, apesar de tudo, não quero tristezas! Very Happy É isso o que penso dela... E fico realmente muito feliz que tenhas gostado ao ponto de ficares sensibilizada...! Muito obrigada, mais uma vez (não me canso de repetir!) Simpatico2
#279
Comecei ontem a ler a tua fic e prendeu-me desde o inicio, tanto pelas fantásticas descrições e pelo modo como nos consegues fazer sentir os sentimentos das personagens, como pela história bem estrutura e misteriosa que nos faz ansiar pelo capítulo seguinte.
Está mesmo demais! Já venho tarde para comentar os outros capítulos, por isso vou só comentar este último que gostei muito, se calhar até foi o que gostei mais.
Primeiro não gostei da Anfiterite parecia-me que as suas intenções eram um bocado maléficas talvez. Mas depois notava-se que ela se sentia angustiada ao ter de fazer aquele sacrifico e pelo que se passava pelo mundo. As visões da Ami seguidas pela forma como se queria sacrificar estão expostas de uma forma mesmo...mesmo.. sei lá não dá para explicar mas foi mesmo tocante.
Depois descobrimos que a Neptuno é que se teve de sacrificar (uma reviravolta!), gostei muito da forma como o fez e do seu discurso, pareceu-me que se encaixava mesmo na personagem.
A Ami e a Michiru foram sempre duas das minhas personagens favoritas e achei este capítulo mesmo fantástico, assim como toda a história até agora. Tens mesmo talento e força para continuar com a história. :-)
#280
@_S.E.A_: Ruka também é giro e carinhoso Embaracoso Gostei de ambos, mas o Michi fica-me mais na mente! Oh, e não precisas de agradecer, afinal foste tu quem mos deu! Wink

(Ah, a propósito, reparei que temos o mesmo nome real!)
quote]

Yah, o Michi fica mais na mente Embaracoso O msm nome real como assim? *tou lenta hoje*

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



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