Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

A Flor de Pandora

#221
AAAAAAAAAAAAAAH *morre de ataque cardiaco*

Como é que eu deixei escapar este capitulo! As férias estam a fazer-me mal! xD


Lindo como sempre! Adorei a maneira com descreves-te os sentimentos da Bunny!
E falas-te do nosso "lindo" país!! *.*

Desculpa não escrever mais mas hoje estou com pouca inspiração para comentários!
Fico à espera do próximo!


#222
*Kaoru escreveu: O próximo capítulo deve estar cá já amanhã Smile

ainda bem...lol! vi o topico da fic no portal e pensei: será que é um capitulo novo? ja estava toda contente poruq iria ler um novo capitulo...mas nao, amenina nao colocou episodio novo.
depois pensei, a pascoa ja passou mas ela adora ovos kinder, entao vou oferecer um para ela colocar mais um capitulo.
mas depois li no final do post que ias colocar amanha, ja fiquei super contente :g5:

assim sendo, amanha cá estarei à espera de um novo capitulo com um ovo kinder na mao para a Kaoru-chan!!!

lol
#223
Likinhas escreveu:AAAAAAAAAAAAAAH *morre de ataque cardiaco*

Como é que eu deixei escapar este capitulo! As férias estam a fazer-me mal! Matreiro


Lindo como sempre! Adorei a maneira com descreves-te os sentimentos da Bunny!
E falas-te do nosso "lindo" país!! Esperancoso

Desculpa não escrever mais mas hoje estou com pouca inspiração para comentários!
Fico à espera do próximo!

Não precisas de pedir desculpa, Likinhas Wink Muito obrigada pelo comentário e ainda bem que gostaste da forma como expus os sentimentos da Bunny e também da referência ao nosso país Embaracoso Muito obrigada!


Xana, vieste logo! Very Happy Oh, muito obrigada! Nem sabes o quão feliz fico por saber isso! Desculpa a "desilusão", mas eu prometo compensar amanhã para merecer esse ovo kinder (ainda vamos formar o "gangue das subornadoras-com-ovos-kinder das fanfics" Razz) Wink
#224
*Kaoru escreveu: Xana, vieste logo! Very Happy Oh, muito obrigada! Nem sabes o quão feliz fico por saber isso! Desculpa a "desilusão", mas eu prometo compensar amanhã para merecer esse ovo kinder (ainda vamos formar o "gangue das subornadoras-com-ovos-kinder das fanfics" Razz) Wink

acho que é melhor formarmos. lol! Rolar
#225
bom e eu quero fazer parte desse gang de subornadoras-com-ovos-kinder das fanfics por isso amanh ca estarei a ler o novo capitulo com um ovo para a kaoru, tal como a Xana!!eheh!



"jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Entao cuidado, o gang anda rondando"
...............
Fic: "Sailor Moon- o último suspiro"
#226
neptune escreveu:bom e eu quero fazer parte desse gang de subornadoras-com-ovos-kinder das fanfics por isso amanh ca estarei a ler o novo capitulo com um ovo para a kaoru, tal como a Xana!!eheh!

eheheh...bem vinda ao gangue! lol! assim pode ser que a Kaoru coloque o capitulo mais depressa, com dois ovos kinder quem é que resiste. lol!
#227
Capítulo XIII
Intuição
~A melodia dos oceanos~

Bunny acordou sobressaltada, como que procurando abrigo fora dos seus sonhos perturbantes. As cortinas repousavam ainda dormentes no varão e, detrás delas, uma claridade fazia denotar o principiar do dia. A casa estava silenciosa, ainda era demasiado cedo para que alguém estivesse acordado. A seus pés, Luna dormia calmamente, ronronando.

Esfregando os olhos, Bunny suspirou. As memórias do pesadelo ainda se conservavam demasiado vívidas na sua mente e só uns minutos mais tarde se apercebeu que aquilo que havia sonhado não era nada mais do que a realidade. A imagem de Chibiusa a desvanecer-se, a Susana em coma… Abanou a cabeça e tentou afastar esses pensamentos. Ao mesmo tempo, os acontecimentos que se desencadearam após o encontro com Caronte acumulavam-se e impediam-na de adormecer.

Depois de ter estado com Ayame, Bunny encontrou-se no templo Hikawa com as amigas e com Gonçalo que respeitaram a sua vontade de não querer falar sobre o assunto. Segundo o que tinha percebido, todos tinham visto o mesmo que ela, em cada uma das barcas, através do reflexo das águas do rio. E isso era tudo o que sabia. Entretanto, na sua ausência, Ami e Mariana tinham conseguido descobrir a localização de Anfitrite. Segundo aqueles escritos, esta encontrava-se na Gruta das Mil Flores, a mais perigosa e inalcançável gruta de toda a Baía de Tóquio. Apesar dos protestos fervorosos de Haruka, Mariana explicou que aquela missão estava apenas destinada a ela e a Ami e que ambas partiriam sozinhas, na manhã do dia seguinte, ao encontro da Protectora dos Mares.

Bunny olhou para o relógio que marcava as seis horas. Por mais que tentasse, não conseguia dormir. Com cuidado para não acordar Luna, levantou-se sorrateiramente e desceu as escadas em direcção à cozinha. Tal como esperava, ainda não estava ninguém acordado. Depois de beber um copo de água, vestiu um casaco e, ainda de pijama, abriu a porta de casa, olhando para o exterior.

A manhã surgia soturna e tempestiva no horizonte. Parecia que a natureza juntava forças para impedir que as suas amigas partissem ao encontro de Anfitrite. Porém, ela sabia que não havia nada neste mundo que pudesse fazê-lo; nem as vagas manhosas do oceano, nem a chuva miúda e incomodativa ou tampouco o vento gelado e forte. Não, ela tinha a certeza que nada as impediria.

***
- Haruka, já te disse, não há nada que possas fazer que me possa impedir de ir!

Mariana permanecia calma, observando Haruka a cruzar os braços, visivelmente irritada. Octávia mantinha-se calada, observando a cena quase divertida.

- Mas eu posso ir! Não fico aqui a fazer nada.

- Sabes bem que isso não é verdade. – Mariana suspirou. – Tens de ajudar a Maria a descobrir onde está a Protectora dos Ventos. Têm de ler em conjunto aquele livro e…

- Mas eu posso fazer isso quando voltar. – contrapôs Haruka.

Mariana sorriu e pegou nas mãos de Haruka. O seu cabelo ondulado esvoaçava ao sabor do vento marinho, dando-lhe um aspecto ainda mais bonito do que era habitual.

- Eu sei que sempre lutámos juntas e que nunca nos separámos antes, mas tenta compreender. Esta é a minha missão, e só eu a posso completar. Tu também tens a tua, e eu não vou poder participar nela fisicamente. Mas, estarei sempre contigo, no teu coração. Sempre que precisares de mim, estarei aqui. – tocou com a mão direita no lugar onde o coração de Haruka batia. – E também tens de cuidar da Octávia e da Susana. Quando eu voltar, partes tu. E porta-te bem!

O sorriso enternecedor e sedutor de Mariana roubaram as palavras a Haruka, que ficou ligeiramente enrubescida. Octávia controlava uma vontade enorme de se rir quando Joana, Bunny, Ami, Maria, Rita e Gonçalo chegaram, acompanhados de Luna e Artémis. Joana vinha visivelmente irritada, com um guarda-chuva a fazer um ângulo esquisito nas mãos e o cabelo completamente desalinhado.

- Estou farta deste vento! – gritou, apontando o objecto partido em direcção ao céu, como que ameaçando as nuvens. – Se te apanho à minha frente, Irmãzinha dos Ventos ou lá o que é, juro que te digo das boas!

Mariana trocou um olhar cúmplice com Haruka e aproximou-se de Ami. Esta reparou num barco branco, semelhante a um veleiro, que se encontrava atracado no porto da Baía. Era o único, pois naquele dia claramente ameaçador, não havia ninguém que se tivesse atrevido a dar um passeio aquático.

- Pronta, Ami? – perguntou Mariana.

- Sim. – respondeu honestamente. Desde o momento em que ficara a saber de Anfitrite que um sentimento profundo nascera no seu interior. Não sabia ao certo o que se passava consigo, mas era como se soubesse exactamente qual o caminho a seguir, o que devia fazer. E isso implicava partir naquela viagem com Mariana.

- Tenham cuidado, por favor. – disse Bunny preocupada, exibindo a mesma expressão de Haruka.

- Não se preocupem. - Ami sorriu e, acompanhando Mariana, entrou no barco. – Vão trabalhando na nossa ausência!

Mariana, habituada a velejar, dirigiu-se até ao leme. Com um movimento hábil, Haruka cortou as cordas com uma navalha e ficou a ver o barco a afastar-se pelas águas mal-humoradas do oceano. Um pequeno aperto no estômago fez com que franzisse o sobrolho. Aquilo não lhe agradava nada.

Rita, mesmo antes de ver o barco desaparecer por detrás de uma rocha, sentiu um zumbido nos ouvidos, como se subitamente a pressão toda do ar comprimisse os seus tímpanos. Um pressentimento tocou-lhe o coração, qual ténue mas ardente chama. Aquilo também não lhe agradava nada.

***
A viagem até às Grutas das Mil Flores demorava duas horas e alguns minutos. O caminho estava traçado numa espécie de mapa desenhado no livro, mostrando exactamente a rota a tomar. O caminho não era fácil, pois as rochas que rodeavam o barco erguiam-se ameaçadoras e enormes, e por várias vezes Mariana teve de rodopiar o leme para evitar um possível embate. Ami observava o mar, sentindo-se grata por Mariana saber velejar tão bem. As ondas embatiam contra a embarcação, mas não com força suficiente para a colocar em perigo. As gotas que se desprendiam da espuma branca molhavam-lhe a cara, uma sensação que ela apreciava.

Mariana, perdida nos seus pensamentos, imaginava Haruka preocupada a guiar até casa, com uma Octávia silenciosa a seu lado. Tal como Ami, também dentro desta nascera um pressentimento inexplicável, impossível de nomear através de palavras. Sabia que Haruka iria sentir o mesmo a partir do momento em que lesse os relatos acerca da Protectora dos Ventos. Não sabia porquê, nem ao certo porque é que esta ligação existia, mas era como se funcionasse como um fio que as conduzia aos seus destinos.

As duas raparigas não trocaram uma única palavra durante toda a viagem, cada uma demasiado absorta na tarefa que lhes fora incumbida. Mariana coordenava todos os seus movimentos com os do barco, enquanto que Ami procurava a entrada da caverna em forma de lírio. Passaram-se assim duas horas de trabalho árduo até que, finalmente, Ami gritou:

- Ali, à direita!

Mariana viu-a imediatamente. Era uma gruta pequena, muito mais do que estava à espera. A rodeá-la, havia uma pequena porção de terra que formava uma espécie de minúscula praia de areia rude e grossa. Parecia-lhe uma tarefa impossível atracar o barco naquela região.

- Não vou conseguir atracar ali. – disse, em voz alta, para Ami. No entanto, não chegou a completar o seu raciocínio, porque as suas mãos começaram a tremer, segurando o leme com toda a força que conseguia. Espantada, olhou para Ami que tentava manter o equilíbrio sem sucesso, no andar inferior do barco. E, quando olhou em frente, um pavor inexplicável invadiu-a.

- Ami, transforma-te!

Ami, sentindo o chão do barco a tremer debaixo dos seus pés, compreendeu de imediato a voz assustada de Mariana. Não precisou de olhar para saber que, diante de si, uma enorme onda de pelo menos seis metros se levantava e exibia as suas águas tumultuosas. Agarrou num ápice a sua caneta de transformação e bradou:

- MERCURY CRYSTAL POWER, MAKE UP!

Quando olhou, já transformada, para o leme, viu Neptuno a correr na sua direcção.

- Mercúrio, sustém a respiração e prepara-te!

Mercúrio só teve tempo de perguntar-se como é que iriam sair daquela situação com vida e, exigindo de si própria uma grande quantidade de força, susteve a respiração. A última coisa que sentiu foi a mão de Neptuno e, juntas, saltaram de encontro à monstruosa onda, penetrando no seu interior e sendo sugadas por ela.
#228
II
Mercúrio sentiu o odor pueril e bafio a entrar-lhe pelas narinas, actuando como um daqueles frascos de sais usados para despertar pessoas desmaiadas. Cada osso do seu corpo rangeu e protestou quando tentou levantar-se. Conseguia sentir cada pedaço de rocha e areia em contacto com o seu peito, pernas e braços estendidos. Não sabia quanto tempo esteve inconsciente mas, gradualmente, as recordações da razão do seu desmaio foram ficando mais vívidas. Apesar do frio que a gelava e fazia tiritar, o choque que a onda lhe infligira ainda era suficiente para lhe manter a face levemente ruborizada.

Permaneceu, naquela posição, o tempo suficiente para se sentir capaz de abrir os olhos e, apoiando com dificuldade as mãos no solo, ergueu-se um pouco. Uma tontura ameaçou derrubá-la de novo, pelo que repetiu os movimentos com lentidão. Quando, finalmente, se ergueu, uma visão espantosa formava-se diante do seu olhar, fazendo-a suster a respiração durante alguns segundos, num inspirar de admiração.

As paredes escarpadas da gruta, quais muros de pedra majestosos, alongavam-se em comprimento e altura, contrariando a visão da pequena gruta que vira antes. Era enorme, muito maior do que podia esperar. A parca iluminação era conseguida unicamente através dos múltiplos reflexos azuis que deslizavam pelas paredes rochosas, pelo que Mercúrio rapidamente depreendeu que devia existir nas redondezas um lago. Ao contrário de tudo o que já tinha visto, aquele lugar parecia ter sido esculpido por algo sobrenatural, de tão delicada e subtil beleza. Era como se uma aura mística e respeitável andasse livremente por todos os recantos daquele sítio.

Um pensamento aterrador sobrepôs-se à desconcertande e fabulosa visão do ambiente que a envolvia e Mercúrio virou a cabeça em várias direcções, procurando Neptuno. Para seu alívio, viu-a estendida a uns vinte metros de distância, junto a uma rocha angulosa. Apressando o passo e chegando ao local, verificou que a rapariga começava a recuperar os sentidos e a levantar-se, com uma mão a fazer pressão na cabeça.

- Neptuno! – chamou ao ajoelhar-se, prontificando-se instantaneamente a ajudá-la a levantar-se. Com o seu olhar observador e clínico constatou que se encontrava ilesa, excepto com alguns arranjões nos joelhos e braços.

- Mercúrio… - a sua voz soou um pouco fraca, devido ao recente despertar. – Estás bem?

- Sim, não te preocupes comigo… Acordei há pouco tempo, também…

Neptuno abriu os olhos e, deparando-se com aquela magnífica visão, sentiu a mesma expressão de surpresa a atravessar-lhe o rosto, tal como acontecera com Mercúrio. Esta deixou-a observar o local.

- É fantástico, nem consigo distinguir o fim… - murmurou, virando-se para trás e constatando que um amontoado de rochas bloqueava a passagem. – Parece que a onda fez desmoronar a entrada da gruta.

Mercúrio, que até então não tinha reparado nesse importante pormenor, perguntou-se como é que iriam sair dali com a entrada destruída.

- De qualquer das formas, não iríamos a lado nenhum sem o barco, que deve ter ficado reduzido em padaços. – disse Neptuno, como que lhe lendo os pensamentos. Os cabelos escorriam-lhe pelas costas, ainda encharcados.

- Achas que devíamos explorar um pouco o local? – perguntou Mercúrio, ao que obteve como resposta um vago acenar. Ambas estavam demasiado cansadas para uma troca de palavras mais elaborada e demorada.

As duas guerreiras começaram a andar num caminhar lento e vagaroso. Mercúrio descobrira que a sua perna direita não estava inteiramente funcional, pelo que lhe era penoso prosseguir com mais rapidez. A gruta, sendo bastante larga, estendia-se em comprimento num longo túnel que, como Neptuno havia dito, não parecia ter fim à vista. Por três vezes foram obrigadas a parar, contemplando o enorme tecto, do qual pendiam várias rochas ameaçadoras.

Após um longo período de tempo (ou, pelo menos, como lhes parecera), Neptuno conseguiu discernir uma luminosidade que cobria as paredes da gruta, a vários metros de distância, igual em aspecto àquela que proporcionava a escassa iluminação que lhes permitia distinguir o caminho. Era também azul, mas muito mais intensa o que, como Mercúrio muito bem pensou, devia significar que já estavam próximas da sua fonte. Com um último esforço, apressaram os seus passos, não conseguindo evitar que um suspiro de admiração e deleite lhes escapasse dos lábios.

Uma lago estendia-se pelos seus campos de visão, cobrindo todo o espaço envolvente. A água cristalina repousava serena e impassível, tocando ao de leve nas rochas que constituíam as paredes da gruta. Desta vez, ambas conseguiram discernir o fim da camada rochosa que as envolvia mas, ainda assim, o tamanho daquele lago era absolutamente estonteante. Por todo o lado, reflexos intensamente azuis contrastavam com os muros escuros, conferindo-lhes uma beleza incomparável. O ar era fresco e suave, ligeiramente doce, como se um perfume viajasse por ele, e depressa as guerreiras compreenderam de onde provinha.

Centenas, senão milhares de pequenas flores brancas e roxas flutuavam pelas águas do lago, mais belas do que qualquer outra flor que já tinham visto. As suas delicadas pétalas pareciam ser feitas de um cristal brilhante, com uma fragilidade tal que, se um vento mais forte as perturbasse, certamente que as reduziria num pó cintilante. Neptuno compreendeu, com um sorriso incrédulo, o porquê do nome da “Gruta das Mil Flores” e Mercúrio não foi capaz de imaginar um mais adequado.

- É… Maravilhoso. – Conseguiu dizer Mercúrio.

As duas raparigas avançaram um pouco, procurando pela presença de mais alguma pessoa, sem sucesso. Apesar de parecer o local ideal, não havia sinais de Anfitrite.

- O que é suposto fazermos? – perguntou Mercúrio, verbalizando a sua hesitação. – No livro não dizia nada acerca disto…

- Vamos ter de confiar na nossa intuição… - disse Neptuno vagamente, olhando para as flores.

Mercúrio analisou as suas palavras e, subitamente, recordou-se do sentimento que a invadira constantemente há horas atrás, como se soubesse estar a ser guiada para o seu destino. A intuição nunca fora o seu forte; preferia seguir a razão, pensar numa forma lógica de resolver os mistérios que lhes eram apresentados. Porém, as palavras de Neptuno, aliadas a esse sentimento, funcionaram como um motor, algo impossível de explicar por raciocínios matemáticos. Fechou os olhos e, aproximando-se de Neptuno, ajoelhou-se e tocou com a mão direita na água.

Espantada com a sua reacção, Neptuno seguiu o gesto de Mercúrio com o olhar. Esta permaneceu de pálpebras cerradas a tocar a água com a palma da mão mas, lentamente, pequenos círculos começavam a nascer, alargando-se e perturbando a calma temporária do lago. Neptuno, atónita, jurava ser capaz de distinguir uma sombra a mover-se pela água, mas não se colocou em posição de ataque. Começava a aceitar os mistérios daquele lugar e, serenamente, debruçou-se, sorrindo quando um belo violino e um longo arco emergiram, flutuando no ar.

Mercúrio que, até então, se mantivera profundamente concentrada, tomou consciência do que acabara de fazer, levantando-se e afastando-se de Neptuno. Esta ergueu a mão direita, pegando primeiro no arco e, só depois, com a esquerda, no corpo do violino. Algo incrível assolou-lhe o espírito, apaziguando-o e iluminando-o. Um leve e agradável formigueiro desceu dos seus ombros até à ponta dos dedos. Olhou para Mercúrio, que sentira exactamente o mesmo. Esta soube o que fazer.

- Mercury Aqua Rapsody! – disse, tomando nas mãos a sua harpa. Ambas se olharam e começaram a tocar.

A mais bela e triste melodia inundou toda a gruta, ecoando nos seus ouvidos como se um déjà vu se tratasse. Nunca nenhuma delas a havia tocado, mas era como se sempre o tivessem feito, como se aquela canção há muito fluísse pelas suas veias. De olhos fechados, tocaram durante um tempo incontável, sabendo que não havia nada mais a fazer. O melancólico solo do violino conduzia a música, enquanto que a harmoniosa harpa o acompanhava. A sintonia era perfeita.

Então, e sempre a tocar, ambas abriram os olhos que haviam fechado durante algum tempo, observando o lago. Todas as flores rodopiavam agora, enquanto que pequenas ondas causavam um remoinho no centro do lago. Mercúrio susteve a respiração, os seus dedos passando pelas cordas delicadas. Neptuno mantinha-se calma, aguardando o momento tão esperado. E, de súbito, as flores ergueram-se no ar, ficando suspensas na atmosfera e exalando mais do que nunca o seu perfume. Do centro do lago, uma mulher surgiu e, erguendo-se com elas, conservava as pálpebras fechadas e os lábios ligeiramente entreabertos, respirando delicadamente.

Inconscientemente, ambas as guerreiras pararam de tocar, deslumbradas com a beleza daquela mulher. Os seus cabelos eram longos, muito longos, de uma mistura de azul e verde pavorosamente bela, como se se tratasse de uma réplica idêntica das águas do mar. As extensas madeixas lisas de cabelo fundiam-se com a água, e apenas algumas permaneciam no ar, terminando numa ondulação branca, como a espuma das ondas. O seu corpo delgado estava coberto por um vestido quase transparente, de uma tonalidade em muito semelhante à das pérolas. Os dedos finos tocavam-se, as mãos unidas em concha e, no seu calcanhar, uma marca prateada reluzia, tomando a forma de uma pétala. Quando os dois pares de olhos se fixaram aí, as suas pálpebras abriram-se, revelando uns olhos cinzentos-claros e irreais, deixando visível o mais belo e assustador olhar que alguma vez haviam visto. E foi com um arrepio que sentiram a sua adocicada voz a contornar as milhares de flores e a dirigir-se até aos seus ouvidos.

- Dos profundos e insondáveis recantos dos oceanos eu, Protectora dos Mares, acordei de um sono já perturbado pela inconstância do mundo. As vagas estão impacientes, de mim brota a certeza de que a Destruição voltou. A melodia da despedida ecoou novamente pelo planeta, a voz da Destruidora em cada uma de nós. E, perante vós, guerreiras, me anuncio como Anfitrite, a primeira das Lágrimas Sagradas.

Mercúrio e Neptuno, com as cabeças erguidas e os instrumentos nas mãos, estavam sem fala.

- Navegante de Mercúrio, cuja inteligência ultrapassa os limites do esperado, protectora directa da Princesa da Lua. Navegante de Neptuno, guerreira dos mares, cuja força reside na serenidade e beleza dos oceanos, guardiã dos limites do espaço exterior. Estou certa?

Os seus olhos eram insondáveis e ambas confirmaram.

- Sei o que procuram. O Fragmento.

Desta vez, Neptuno adiantou-se.

- O mundo está em perigo, o mar está agitado. Alguém tem um dos fragmentos e pretende usá-lo contra a Terra e contra a própria Princesa.

Anfitrite olhou Neptuno com curiosidade.

- As minhas Irmãs estão a salvo. Não existe outro Fragmento.

- Segundo o que sabemos, está na posse do inimigo e que, se se juntar com os restantes quatro, este obterá uma força imensurável. Não pretendemos roubar nenhum fragmento, mas sim protegê-los das suas mãos e permitir que a paz regresse. – disse Mercúrio.

Anfitrite olhou-as, o olhar carregado de cepticismo.

- Não existe um quinto fragmento…

Contudo, algo fez com que esta se desequilibrasse, levando rapidamente as mãos ao peito. Uma dor lancinante trespassava-lhe o peito e feria-a deliberadamente, enquanto as flores tremiam. Os seus olhos abriram-se exibindo mais do que nunca aquela cor.

- É…

Neptuno quase que podia jurar ter visto um relampejo de medo a turvar-lhe a visão mas, com um movimento gracioso, Anfitrite voltou à sua posição normal.

- Muito bem. Mas devo adverti-las que tudo tem um preço. O fragmento tem a capacidade de despertar poderes inimagináveis. Contudo…

Olhou as longamente.

- Só uma de vocês o obterá. A outra será sacrificada.
#229
Oh meu deus...a ultima frase deixou me sem palavras....nao faças isso...uma delas...:g11:

bom depois da reaçao a ultima frase...me faz uma venia a Kaoru!! LINDO, maravilhoso, surreal...Surprised.o:
Amei o capitulo!:g1:

comecei logo por gostar imenso da reaçao de Haruka, tao querida, preocupada com Mariana, querendo ir com ela...perfeita e exposiçao dos sentimentos e da Octávia a rir-se das duas..::
Depois a viagem das duas navegantes ligadas a Anfitrite...oh quase que me senti a entrar com elas naquela maravilhosa gruta, quase que consegui sentir a doce e triste melodia que tocaram...pode parecer que estou a escrever isto para parecer bonito...mas e a verdade! a tua escrita levou-me na viagem com elas...
oh mas aquela frase que ainda martela na minha cabeça...aquele pressentimento de Haruka e de Rita...por favor nao deixes nenhuma delas ter que se sacrificar..:='(:
ai escreves duma maneira que me tira as palavras...
nao consigo dizer mais nada..simplesmente amei...
estendo o ovo kinder a uma das companheiras do gang Very Happy ...é mais que merecido!!!



"jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Entao cuidado, o gang anda rondando"
...............
Fic: "Sailor Moon- o último suspiro"
#230
neptune escreveu:Oh meu deus...a ultima frase deixou me sem palavras....nao faças isso...uma delas...:g11:

bom depois da reaçao a ultima frase...me faz uma venia a Kaoru!! LINDO, maravilhoso, surreal...Surprised.o:
Amei o capitulo!:g1:

comecei logo por gostar imenso da reaçao de Haruka, tao querida, preocupada com Mariana, querendo ir com ela...perfeita e exposiçao dos sentimentos e da Octávia a rir-se das duas..::
Depois a viagem das duas navegantes ligadas a Anfitrite...oh quase que me senti a entrar com elas naquela maravilhosa gruta, quase que consegui sentir a doce e triste melodia que tocaram...pode parecer que estou a escrever isto para parecer bonito...mas e a verdade! a tua escrita levou-me na viagem com elas...
oh mas aquela frase que ainda martela na minha cabeça...aquele pressentimento de Haruka e de Rita...por favor nao deixes nenhuma delas ter que se sacrificar..:='(:
ai escreves duma maneira que me tira as palavras...
nao consigo dizer mais nada..simplesmente amei...
estendo o ovo kinder a uma das companheiras do gang Very Happy ...é mais que merecido!!!

Muito obrigada, neptune!! Surprised.o: Ainda bem que gostate dos sentimentos da Haruka, da recção da Octávia e da descrição da gruta, que foi uma parte que imaginei muito bem e tentei ao máximo descrevê-la o melhor possível através das minhas palavras Very Happy A sério, muito obrigada, fico mesmo tão feliz... :]

Oh! *recebe o ovo kinder* O nosso gang continua a proliferar Very Happy Obrigada!!

Quanto à última frase (e não te escapou os pressentimentos delas, hehe), não vou adiantar nada! Eu também não queria que nada acontecesse, mas... Não sei! Razz Em breve vou revelar o que se vai passar Wink
#231
- Só uma de vocês o obterá. A outra será sacrificada.

*cai redonda no chão sem sentidos*

Shocked O QUÊ? Diz-me que eu li mal a última frase!! Oh meu Deus! É deste que eu vou deste pa melhor!!

Capitulo lindo, como todos os outros que já escreves-te. Continuas a fazer descrições incriveis!
Enquanto leio é como se estivesse a ser transportada para outra dimensão. É como se sentissse tudo o que elas sentem, como se estivesse lá, a observar tudo o que vai acontecendo.

Não tenho palavras para descrever este capitulo!
Escreves de uma maneira... É de deixar sem fala e reacção!

E... NÃO ACREDITO QUE TIVES-TE CORAGEM DE ACABAR O CAPÍTULO ALI! *respira fundo para se acalmar*

Fico ansiosamente à espera do próximo capítulo!


#232
Likinhas escreveu:*cai redonda no chão sem sentidos*

Shocked O QUÊ? Diz-me que eu li mal a última frase!! Oh meu Deus! É deste que eu vou deste pa melhor!!

Capitulo lindo, como todos os outros que já escreves-te. Continuas a fazer descrições incriveis!
Enquanto leio é como se estivesse a ser transportada para outra dimensão. É como se sentissse tudo o que elas sentem, como se estivesse lá, a observar tudo o que vai acontecendo.

Não tenho palavras para descrever este capitulo!
Escreves de uma maneira... É de deixar sem fala e reacção!

E... NÃO ACREDITO QUE TIVES-TE CORAGEM DE ACABAR O CAPÍTULO ALI! *respira fundo para se acalmar*

Fico ansiosamente à espera do próximo capítulo!

Acho que causei muita polémica com a última frase Razz É desta vez que alguém me chacina, hehe x) *medo*

Muito obrigada, Likinhas! Ainda bem que consegui fazer com que te sentisses assim! Very Happy Eu também tenho a mesma sensação quando leio as coisas que escreves, principalmente nos cenários da "Os três talismas" *Momento publicitário: Esta fanfic é mesmo muito boa, passem por lá Wink*, por isso, fico mesmo muito feliz! Muito obrigada! ^__^
#233
Pois... E quem te chacina sou eu!! Matreiro

*comovece* :='(:
Opah! Isto não se faz!! Bigada pela publicidade! Matreiro

Pergunta "inocente": Já pensas-te em escrever um livro??
Eu era logo a primeira a comprar Esperancoso


#234
Não precisas de agradecer, já sabes Wink

Por acaso, já pensei, com tempo... Tenho muitas ideias, às vezes demasiadas! Obrigada pela pergunta e por comprares :] Isto só me deixa ainda mais contente Very Happy
#235
Pronto a Kaoru fez publicidade a fic da likinhas, eu fui ler e agr olha estou viciada em mais uma fic!!! lol!
ja pensaste em escrever um livro?? ja devias ter escrito!lol!
*me metesse na fila para comprar logo atras da likinhas*



"jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Entao cuidado, o gang anda rondando"
...............
Fic: "Sailor Moon- o último suspiro"
#236
Vocês são mesmo queridas...! :] Nem tenho palavras! Eu prometo que quando um dia escrever alguma coisa, os primeiros exemplares vão para vocês! Very Happy
#237
*pulinhos de alegria*
IUPY!

Então vou ficar à espera do dia em que decidas escrever um!! Wink


#238
primeiro, e antes demais nada, desculpa pelo comentario tardio, mas estava a meio da leitura deste teu novo e lindissimo capitulo, quando tive que sair.

em segundo lugar, COMO PODES FAZER UMA COISA DESTAS?
queres que me dê alguma coisinha má? :g11: olha depois mando-te a conta do hospital...lol.
*Kaoru escreveu: - Só uma de vocês o obterá. A outra será sacrificada.

desculpa, exagerei um pouco, eu sei, mas é assim que me sinto e tinha que deitar cá para fora...lol

este capitulo está excelente. as tuas descriçoes estao cada vez melhores, pois cada vez mais descreves cada detalhe ao pormenor, como podemos ver quando descreves o que se passa ao redor do quarto da bunny quando esta acorda, até dizes que a luna está a ronronar.
a parte da preocupaçao da haruka com a mariana foi tao kawwaii e tao bem escrita que parecia ser real, parecia mesmo que estava a ver um episodio sobre elas. sem esquecer da octavia, que ria na cara delas sem que elas se apercebessem.
descreveste tao bem a gruta que eu já a vizualizava na minha mente, ó mulher tu cada vez estás melhor, que eu ate fico sem palavras.
nao esquecendo da melodia, parecia eu que a ouvia, parecia mesmo que ouvia aquela melodia bela, harmoniosa e triste, que o meu coraçao ate se encheu de paz. acredita, eu nao digo isto por dizer, é o que sinto mesmo!!!
que mais dizer...nao tenho palavras...amei...amei

agora quero mais!!!mais e mais!!


*mim mete-se na fila atras da neptune-chan para comprar o livro da Kaoru-chan* lol

como prometido e como membro do gang, aqui está o meu ovo kinder para ti, companheira do gang, pois bem o mereces...lol
#239
Tina_Xana escreveu:primeiro, e antes demais nada, desculpa pelo comentario tardio, mas estava a meio da leitura deste teu novo e lindissimo capitulo, quando tive que sair.

em segundo lugar, COMO PODES FAZER UMA COISA DESTAS?
queres que me dê alguma coisinha má? :g11: olha depois mando-te a conta do hospital...lol.
*Kaoru escreveu: - Só uma de vocês o obterá. A outra será sacrificada.

desculpa, exagerei um pouco, eu sei, mas é assim que me sinto e tinha que deitar cá para fora...lol

este capitulo está excelente. as tuas descriçoes estao cada vez melhores, pois cada vez mais descreves cada detalhe ao pormenor, como podemos ver quando descreves o que se passa ao redor do quarto da bunny quando esta acorda, até dizes que a luna está a ronronar.
a parte da preocupaçao da haruka com a mariana foi tao kawwaii e tao bem escrita que parecia ser real, parecia mesmo que estava a ver um episodio sobre elas. sem esquecer da octavia, que ria na cara delas sem que elas se apercebessem.
descreveste tao bem a gruta que eu já a vizualizava na minha mente, ó mulher tu cada vez estás melhor, que eu ate fico sem palavras.
nao esquecendo da melodia, parecia eu que a ouvia, parecia mesmo que ouvia aquela melodia bela, harmoniosa e triste, que o meu coraçao ate se encheu de paz. acredita, eu nao digo isto por dizer, é o que sinto mesmo!!!
que mais dizer...nao tenho palavras...amei...amei

agora quero mais!!!mais e mais!!


*mim mete-se na fila atras da neptune-chan para comprar o livro da Kaoru-chan* lol

como prometido e como membro do gang, aqui está o meu ovo kinder para ti, companheira do gang, pois bem o mereces...lol

Oh, Xana, que comentário grande e maravilhoso! Muito obrigada Very Happy Nem sabes o quão feliz fico por saber que conseguiste ver tudo com tantos detalhes, inclusive ouvir a música na tua mente! Ainda bem que estes pormenores todos que gosto de escrever conseguem dar realismo à história ^__^

Não tens nada de pedir desculpa! És uma leitora assídua, eu é que tenho de agradecer Wink

Quanto à tua pergunta... Oh, eu estou a tornar-me assim tão má? Heh, estou a brincar Razz Eu sei que vocês não estavam à espera, mas não me matem, por favor *suplica* (heh, estou a brincar!)

Muito obrigada pelo ovo! E o mesmo que eu disse à neptune e à Likinhas quanto ao livro também se aplica a ti Embaracoso Mais uma vez, muito obrigada!!

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