Receita de amor (Bunny/Gonçalo)
Enquanto trabalhava na cozinha, ela ouviu o ruído de um cortador de grama. Espiou pela janela e avistou Gonçalo a cortar a relva. Ele estava de costas para ela, de jeans, sem camisa. Bunny puxou rapidamente a cortina e voltou a concentrar-se na preparação do jantar. A visão dele, de peito nu, empurrando o cortador de relva, só lhe trazia pensamentos indesejáveis. Devia ter convidado Seiya, em vez dele. Ou melhor, não devia ter convidado uma quarta pessoa, apenas Joana e Mário. Mas agora era tarde demais para voltar atrás.
Pouco depois, ela estava indecisa em ir ou não ao clube de campo para dar um mergulho na piscina, quando o telefone tocou. Estava com vontade de nadar, mas numa tarde de sábado quente como aquela, a piscina estaria lotada.
— Alô?
— Bunn... — uma voz familiar choramingou.
— Joana! O que aconteceu?
— Estou péssima. Apanhei uma gripe horrível, estou com quase quarenta graus de febre. Não poderei ir, hoje à noite. Já avisei o Mário. Por favor, não fique zangada...
— Mas, Joana... Fiz uma montanha de comida! E convidei o Gonçalo!
— Nem me arrastando eu conseguiria, Bunn. Desculpa. Jantem os dois. Depois congela o que sobrar, comerei contigo noutro dia. Se é que algum dia vou melhorar.
— É claro que vais — Bunny falou, com o pensamento distante. Estava contando com a presença deles. Será que Gonçalo acreditaria que ela realmente os convidara, quando ela lhe contasse que Joana estava doente? Provavelmente, pensaria que fora tudo planejado.
— Só sei que estou péssima. E é pior ainda ficar engripada com este tempo maravilhoso. Eu preferia que estivesse frio e chovendo.
— Beba bastantes líquidos — Bunny recomendou.
— É o que irei fazer — Joana tossiu. — Divirtam-se hoje, sim, Bunn? Bem que eu gostaria de ir. Mas não estou a aguentar ficar de pé. Não seria justo contaminar todos.
Divertir-se? - pensou ela, ao desligar o telefone. A última coisa que ela faria seria receber Gonçalo, à noite, sozinha.
Deveria telefonar a cancelar o jantar?
Claro que sim. Uma coisa era recebê-lo com mais duas pessoas para jantar, outra bem diferente era jantarem os dois sozinhos. Marcou o número dele e depois de quatro toques, ouviu a voz dele, gravada.
— Gonçalo, é a Bunny. Olha, a Joana está doente e não poderá vir à noite. Por isso estou a ligar para cancelar o jantar. Mas já está tudo pronto, se quiseres, posso levar um pouco para comeres. — Bunn franziu a testa. Se ia levar comida para ele, por que não deixá-lo vir? — Podes vir, se quiseres, mas eles não estarão aqui. – Bunny sentia-se cada vez mais idiota. — Também podes vir buscar e levar para casa, se preferires. – O que era aquilo?! Ela estava a meter os pés pelas mãos! Quanto mais tentava consertar, mais se atrapalhava. — Liga-me, ok?
Bunny desligou antes que a situação piorasse ainda mais. Em seguida, foi até a janela e espiou na direcção da casa ao lado. O carro dele não estava lá. Bem, ele ouviria o recado quando voltasse.
Às cinco e meia, ele ainda não chegara. Bunny começou a ficar inquieta. Deveria preparar-se para esperá-lo às seis ou não?
Por fim, decidiu tomar um banho e vestir um dos vestidos que comprara, um branco, curto com um largo decote nas costas, e sandálias brancas. Esperaria um pouco mais, se ele não viesse comeria sozinha e esqueceria o assunto.
Sentou-se no canto do sofá de onde podia vê-lo quando chegasse. As seis e quinze, a casa continuava deserta e às escuras. Bunny levantou-se e foi para a cozinha. Provavelmente, ele ouviu as mensagens de algum outro telefone.
Suspirando, ela abriu o frigorífico e escolheu alguns ingredientes para fazer uma sanduíche. Por um lado, sentia-se aliviada. Era melhor evitar a proximidade com ele, já que ambos não podiam ter um futuro, juntos.
Bunny viu as duas garrafas de vinho que colocara no frigorífico. Não beberia sozinha.
Depois de tudo preparado, ela subiu para buscar o diário e voltou para sentar-se à mesa da cozinha. De repente, percebeu que estava com fome. Abriu o diário e começou a ler, enquanto saboreava a sanduíche e o suco de frutas.
A batida na porta da cozinha a sobressaltou. Apressou-se a abrir, avistando Gonçalo, usando jeans e camisa xadrez de mangas curtas.
— Desculpa, atrasei-me.
— Na verdade, eu nem estava a espera de ti — disse-lhe, sem conseguir deixar de se abalar pela aparência máscula dele. Como ele conseguia ficar mais bonito de cada vez que o via!
— Disse-te por volta de seis horas. São seis e vinte. Posso entrar?
Bunny recuou, dando-lhe passagem.
— A Joana e o Mário ainda não chegaram?
— Deixei uma mensagem no teu gravador, não ouviste? A Joana está muito engripada e não virá. Nem o Mário.
— Não verifiquei as mensagens. — Gonçalo olhou para a mesa. — Estás a comer sozinha?
— Estou a pensar no Bacalhau a Brás desde quinta-feira. Preparei uma quantidade para um batalhão. Mas nem arrumei a mesa, não pensei que virias. Mas senta-te. Queres um pouco de vinho? — Ela virou-se para abrir o frigorífico, mais para ocultar o inexplicável rubor que lhe subia no rosto. — Eu estava a planejar comermos no jardim, mas...
— Tudo bem, está óptimo aqui mesmo. Não te preocupes — disse Gonçalo, afastando uma cadeira e sentando-se. — Estou com fome. Hoje ainda não almocei, tive um compromisso.
Bunny não fez nenhum comentário. Então, fora por isso que ele se atrasara. Com certeza passara a tarde com uma mulher. Por que viera, então?
— Poderias ter dito que tinha um compromisso e que ficaria difícil vir... — ela quase deixou a garrafa de vinho cair ao chão, ao virar-se. — Não! Não mexas nisso!
Gonçalo estava a folhear o diário! Bunny colocou a garrafa sobre a mesa e arrancou o diário das mãos dele.
— Por quê? — perguntou-lhe, com uma ruga na testa. — O que é isso?
— É um diário. Era da minha bisavó. A Joana e a tia Luna acharam-no no sótão.
— Isso era de quando ela era criança?
— Não. Ela começou a escrever quando fez dezoito anos. — Bunny colocou o volume em cima do frigorífico. — Fala de... assuntos de família e... coisas assim.
Pouco depois, ela estava indecisa em ir ou não ao clube de campo para dar um mergulho na piscina, quando o telefone tocou. Estava com vontade de nadar, mas numa tarde de sábado quente como aquela, a piscina estaria lotada.
— Alô?
— Bunn... — uma voz familiar choramingou.
— Joana! O que aconteceu?
— Estou péssima. Apanhei uma gripe horrível, estou com quase quarenta graus de febre. Não poderei ir, hoje à noite. Já avisei o Mário. Por favor, não fique zangada...
— Mas, Joana... Fiz uma montanha de comida! E convidei o Gonçalo!
— Nem me arrastando eu conseguiria, Bunn. Desculpa. Jantem os dois. Depois congela o que sobrar, comerei contigo noutro dia. Se é que algum dia vou melhorar.
— É claro que vais — Bunny falou, com o pensamento distante. Estava contando com a presença deles. Será que Gonçalo acreditaria que ela realmente os convidara, quando ela lhe contasse que Joana estava doente? Provavelmente, pensaria que fora tudo planejado.
— Só sei que estou péssima. E é pior ainda ficar engripada com este tempo maravilhoso. Eu preferia que estivesse frio e chovendo.
— Beba bastantes líquidos — Bunny recomendou.
— É o que irei fazer — Joana tossiu. — Divirtam-se hoje, sim, Bunn? Bem que eu gostaria de ir. Mas não estou a aguentar ficar de pé. Não seria justo contaminar todos.
Divertir-se? - pensou ela, ao desligar o telefone. A última coisa que ela faria seria receber Gonçalo, à noite, sozinha.
Deveria telefonar a cancelar o jantar?
Claro que sim. Uma coisa era recebê-lo com mais duas pessoas para jantar, outra bem diferente era jantarem os dois sozinhos. Marcou o número dele e depois de quatro toques, ouviu a voz dele, gravada.
— Gonçalo, é a Bunny. Olha, a Joana está doente e não poderá vir à noite. Por isso estou a ligar para cancelar o jantar. Mas já está tudo pronto, se quiseres, posso levar um pouco para comeres. — Bunn franziu a testa. Se ia levar comida para ele, por que não deixá-lo vir? — Podes vir, se quiseres, mas eles não estarão aqui. – Bunny sentia-se cada vez mais idiota. — Também podes vir buscar e levar para casa, se preferires. – O que era aquilo?! Ela estava a meter os pés pelas mãos! Quanto mais tentava consertar, mais se atrapalhava. — Liga-me, ok?
Bunny desligou antes que a situação piorasse ainda mais. Em seguida, foi até a janela e espiou na direcção da casa ao lado. O carro dele não estava lá. Bem, ele ouviria o recado quando voltasse.
Às cinco e meia, ele ainda não chegara. Bunny começou a ficar inquieta. Deveria preparar-se para esperá-lo às seis ou não?
Por fim, decidiu tomar um banho e vestir um dos vestidos que comprara, um branco, curto com um largo decote nas costas, e sandálias brancas. Esperaria um pouco mais, se ele não viesse comeria sozinha e esqueceria o assunto.
Sentou-se no canto do sofá de onde podia vê-lo quando chegasse. As seis e quinze, a casa continuava deserta e às escuras. Bunny levantou-se e foi para a cozinha. Provavelmente, ele ouviu as mensagens de algum outro telefone.
Suspirando, ela abriu o frigorífico e escolheu alguns ingredientes para fazer uma sanduíche. Por um lado, sentia-se aliviada. Era melhor evitar a proximidade com ele, já que ambos não podiam ter um futuro, juntos.
Bunny viu as duas garrafas de vinho que colocara no frigorífico. Não beberia sozinha.
Depois de tudo preparado, ela subiu para buscar o diário e voltou para sentar-se à mesa da cozinha. De repente, percebeu que estava com fome. Abriu o diário e começou a ler, enquanto saboreava a sanduíche e o suco de frutas.
A batida na porta da cozinha a sobressaltou. Apressou-se a abrir, avistando Gonçalo, usando jeans e camisa xadrez de mangas curtas.
— Desculpa, atrasei-me.
— Na verdade, eu nem estava a espera de ti — disse-lhe, sem conseguir deixar de se abalar pela aparência máscula dele. Como ele conseguia ficar mais bonito de cada vez que o via!
— Disse-te por volta de seis horas. São seis e vinte. Posso entrar?
Bunny recuou, dando-lhe passagem.
— A Joana e o Mário ainda não chegaram?
— Deixei uma mensagem no teu gravador, não ouviste? A Joana está muito engripada e não virá. Nem o Mário.
— Não verifiquei as mensagens. — Gonçalo olhou para a mesa. — Estás a comer sozinha?
— Estou a pensar no Bacalhau a Brás desde quinta-feira. Preparei uma quantidade para um batalhão. Mas nem arrumei a mesa, não pensei que virias. Mas senta-te. Queres um pouco de vinho? — Ela virou-se para abrir o frigorífico, mais para ocultar o inexplicável rubor que lhe subia no rosto. — Eu estava a planejar comermos no jardim, mas...
— Tudo bem, está óptimo aqui mesmo. Não te preocupes — disse Gonçalo, afastando uma cadeira e sentando-se. — Estou com fome. Hoje ainda não almocei, tive um compromisso.
Bunny não fez nenhum comentário. Então, fora por isso que ele se atrasara. Com certeza passara a tarde com uma mulher. Por que viera, então?
— Poderias ter dito que tinha um compromisso e que ficaria difícil vir... — ela quase deixou a garrafa de vinho cair ao chão, ao virar-se. — Não! Não mexas nisso!
Gonçalo estava a folhear o diário! Bunny colocou a garrafa sobre a mesa e arrancou o diário das mãos dele.
— Por quê? — perguntou-lhe, com uma ruga na testa. — O que é isso?
— É um diário. Era da minha bisavó. A Joana e a tia Luna acharam-no no sótão.
— Isso era de quando ela era criança?
— Não. Ela começou a escrever quando fez dezoito anos. — Bunny colocou o volume em cima do frigorífico. — Fala de... assuntos de família e... coisas assim.
Aiiiiii. Fiquei encantada.
Esta história é daquelas que junta os ingredientes fundamentais de um romance. O humor e o romantismo.
Mantiveste-me cativa durante toda a história.
Mas posso fazer uma pergunta? Esta história originalmente era uma Hermione/Harry não era?
Em alguns capitulos esqueceste de colocar a personagem correcta. Deves ter isso em atenção.
De resto, mim aprovar. (:
Esta história é daquelas que junta os ingredientes fundamentais de um romance. O humor e o romantismo.
Mantiveste-me cativa durante toda a história.
Mas posso fazer uma pergunta? Esta história originalmente era uma Hermione/Harry não era?
Em alguns capitulos esqueceste de colocar a personagem correcta. Deves ter isso em atenção.
De resto, mim aprovar. (:

Oh lovely *-*
DiiLuna escreveu:Aiiiiii. Fiquei encantada.
Esta história é daquelas que junta os ingredientes fundamentais de um romance. O humor e o romantismo.
Mantiveste-me cativa durante toda a história.
Mas posso fazer uma pergunta? Esta história originalmente era uma Hermione/Harry não era?
Em alguns capitulos esqueceste de colocar a personagem correcta. Deves ter isso em atenção.
De resto, mim aprovar. (:
estes dias tenho andado msm abusada --'
vou responder por ela
Esta historia inicialmente era da hermione e do harry mas depois ela mudou e postou ca nu forum so como ainda n existia ca eu no forum pa lhe corrigir os cap's
depois eu armei-me em abusada e fiqei tao encantada com a historia que ofereci-lhe ajuda e hj em dia comecei-lh a corrigir os caps tnt q agra ela ja n tem nos caps hermione ou harry pro causa de JeeAgora quem vir isto pensa que eu sou Armada!

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LunaR, esta é para ti

COMO É QUE PUDESTE PARAR AÍ SOFIA ?!
(nós marcamos
slogan da fic dela x))Ah pois é!!!
De novo a história repete'se...
COMO É QUE PUDESTE PARAR AÍ??
Esta rapariga sabe'me pôr ansiosa. Não é qualquer uma que consegue. E ela nem faz por mal, coitada...
Mais uma vez um capitulo fantástico. Ainda bem que a ajudas Lena!! Um trabalho com duas cabeças fica melhor do que com apenas uma!
Bom Trabalho!!
De novo a história repete'se...
COMO É QUE PUDESTE PARAR AÍ??
Esta rapariga sabe'me pôr ansiosa. Não é qualquer uma que consegue. E ela nem faz por mal, coitada...

Mais uma vez um capitulo fantástico. Ainda bem que a ajudas Lena!! Um trabalho com duas cabeças fica melhor do que com apenas uma!

Bom Trabalho!!

esta muito gira!o quesera que vai acontecer asseguir?sera que eles se vao beijar outra vez?
tens de postar mais um capitulo depresa para saber
tens de postar mais um capitulo depresa para saber
| Spoiler: | |
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LunaR escreveu:Ah pois é!!!
De novo a história repete'se...
COMO É QUE PUDESTE PARAR AÍ??
Esta rapariga sabe'me pôr ansiosa. Não é qualquer uma que consegue. E ela nem faz por mal, coitada...
Mais uma vez um capitulo fantástico. Ainda bem que a ajudas Lena!! Um trabalho com duas cabeças fica melhor do que com apenas uma!
Bom Trabalho!!
oh LunaR se eu nao a ajudasse ainda ias no cap.5

Ta-mos de ferias pessoal!!!! :venusestatua: Praia, descanso (talvez nao para mim visto k tenho de actualizar a fic). Como presente a segunda parte do cap. 7. Bjx
Gonçalo abriu o vinho, enquanto Bunny colocava a cesta de pães na mesa. Pôs um pouco do bacalhau no prato e ligou o microondas.
— Divertis-te esta tarde? — ela perguntou, quando começaram a comer.
— Não foi um compromisso para diversão.
— Ah, não?
— Não. Foi compromisso de trabalho.
— Hum. Vi-te a cortar a relva, esta manhã.
— Sim.
— Não tinhas um jardineiro, antes?
— Sim, mas ele ficou doente e eu comecei a cuidar do jardim. Descobri que gosto. Era um sacrifício quando o meu pai me pedia para cortar a relva, quando estava na adolescência. Agora, talvez porque a casa seja minha, acho fantástico.
— Também gosto de jardinagem. Quero encontrar um apartamento com varanda para ter plantas e flores. E no futuro pretendo morar numa casa com um jardim bem grande.
— Estás a procura de apartamento?
— Hum, hum — Bunny assentiu. — Estou a pensar procurar emprego no centro de Tokio e morar lá.
— E por que não morar aqui? Eu trabalho em Tokio e moro aqui. É perto.
Bunny deu de ombros.
— Prefiro ir pro centro.
— Isto é sossegado demais para ti?
— Não é bem isso. Acho que é um lugar maravilhoso para viver e criar filhos. Mas enquanto eu não me casar e tiver uma família, prefiro ficar mais perto do movimento.
“E longe da tentação na forma de um vizinho alto, moreno, bonito e com uns olhos como o azul escuro da noite.”
— Para que possa prender alguém?
— Prender? Eu não colocaria dessa forma. Conhecer, talvez. Nem todos os homens pensam como tu, baka. Quero conhecer um homem, casar, formar uma família, compartilhar a minha vida com alguém especial.
— O casamento é uma ilusão, Bunny. Conta apenas contigo mesma. As chances de sofreres são menores.— Cínico.
— Realista — ele corrigiu. — És uma ingénua, sempre vês o lado bom das coisas.
— E isso é mau? Achas melhor ver a vida com cinismo, como fazes?
— Não é cinismo, já disse, é realismo. E acredita em mim, vais sofrer menos, assim.
Bunny achou melhor não responder. Aquela discussão não os levaria a nada. O silêncio estendeu-se por alguns minutos, até que ela se lembrou da sobremesa.
— Fiz mousse de maracujá — anunciou. — E de limão, também.
— Hum! — murmurou Gonçalo, em tom de aprovação.
Saborearam a sobremesa em silêncio, e Bunny começou a reflectir que a noite não estava sendo tão terrível como ela imaginara, sem a presença de Joana e Mário.
— Estava tudo delicioso, Bunny — Gonçalo elogiou. — Cozinhas muito bem.
— Obrigada.
Ele observou-a enquanto a ajudava a tirar a mesa. A habilidade dela o surpreendia. Até então ainda tendia a avista-la como a adolescente inconsequente que o perseguia como se ele fosse um super-herói. Claro que ele sabia que Bunny crescera, fora morar sozinha em Nova York, tinha uma carreira. Mas a cada momento ela o surpreendia, revelando uma nova faceta, enfraquecendo as suas ideias previstas sobre ela.
Parte 2
Gonçalo abriu o vinho, enquanto Bunny colocava a cesta de pães na mesa. Pôs um pouco do bacalhau no prato e ligou o microondas.
— Divertis-te esta tarde? — ela perguntou, quando começaram a comer.
— Não foi um compromisso para diversão.
— Ah, não?
— Não. Foi compromisso de trabalho.
— Hum. Vi-te a cortar a relva, esta manhã.
— Sim.
— Não tinhas um jardineiro, antes?
— Sim, mas ele ficou doente e eu comecei a cuidar do jardim. Descobri que gosto. Era um sacrifício quando o meu pai me pedia para cortar a relva, quando estava na adolescência. Agora, talvez porque a casa seja minha, acho fantástico.
— Também gosto de jardinagem. Quero encontrar um apartamento com varanda para ter plantas e flores. E no futuro pretendo morar numa casa com um jardim bem grande.
— Estás a procura de apartamento?
— Hum, hum — Bunny assentiu. — Estou a pensar procurar emprego no centro de Tokio e morar lá.
— E por que não morar aqui? Eu trabalho em Tokio e moro aqui. É perto.
Bunny deu de ombros.
— Prefiro ir pro centro.
— Isto é sossegado demais para ti?
— Não é bem isso. Acho que é um lugar maravilhoso para viver e criar filhos. Mas enquanto eu não me casar e tiver uma família, prefiro ficar mais perto do movimento.
“E longe da tentação na forma de um vizinho alto, moreno, bonito e com uns olhos como o azul escuro da noite.”
— Para que possa prender alguém?
— Prender? Eu não colocaria dessa forma. Conhecer, talvez. Nem todos os homens pensam como tu, baka. Quero conhecer um homem, casar, formar uma família, compartilhar a minha vida com alguém especial.
— O casamento é uma ilusão, Bunny. Conta apenas contigo mesma. As chances de sofreres são menores.— Cínico.
— Realista — ele corrigiu. — És uma ingénua, sempre vês o lado bom das coisas.
— E isso é mau? Achas melhor ver a vida com cinismo, como fazes?
— Não é cinismo, já disse, é realismo. E acredita em mim, vais sofrer menos, assim.
Bunny achou melhor não responder. Aquela discussão não os levaria a nada. O silêncio estendeu-se por alguns minutos, até que ela se lembrou da sobremesa.
— Fiz mousse de maracujá — anunciou. — E de limão, também.
— Hum! — murmurou Gonçalo, em tom de aprovação.
Saborearam a sobremesa em silêncio, e Bunny começou a reflectir que a noite não estava sendo tão terrível como ela imaginara, sem a presença de Joana e Mário.
— Estava tudo delicioso, Bunny — Gonçalo elogiou. — Cozinhas muito bem.
— Obrigada.
Ele observou-a enquanto a ajudava a tirar a mesa. A habilidade dela o surpreendia. Até então ainda tendia a avista-la como a adolescente inconsequente que o perseguia como se ele fosse um super-herói. Claro que ele sabia que Bunny crescera, fora morar sozinha em Nova York, tinha uma carreira. Mas a cada momento ela o surpreendia, revelando uma nova faceta, enfraquecendo as suas ideias previstas sobre ela.
Gonçalo estava intrigado, perplexo. Não imaginara encontrar-se com aquela mulher adulta e sofisticada, ainda procurava vestígios da garota maluquinha apaixonada por ele.
Por que ele agora sentia falta daquela adoração que antes o irritava? Durante anos ignorara a existência dela. Agora que ela se tornara adulta e superara a paixão de adolescente que sentira por ele, ele se interessava por ela.
— Como vai o Endy? — Bunny perguntou, lembrando-se que Gonçalo não mencionara o irmão nenhuma vez.
— Está a morar em Los Angeles — explicou Gonçalo. — Ele trabalha numa companhia aérea, lá.
— Casou-se?
— Não.
— Que pena.
— Não necessariamente — retorquiu Gonçalo, tentando controlar a impaciência. Por que ela trazia constantemente o assunto “casamento” sempre a baila? Seria justamente porque tinham opiniões contrárias a esse respeito?
— Existem muitos casais que são felizes, Gonçalo. Porque Endymion não seria feliz, se tivesse uma esposa, ou tu?
— E existem muitos que são infelizes. E que têm filhos que sofrem com o rompimento, e isso não é justo.
— Eu sei que tu e o Endymion sofreram quando...
— Não estamos a falar da minha família.
— Estamos, sim, Gonçalo. A separação dos teus pais influenciou a visão que tens da vida. E a rapariga com quem namoras-te quando estavas na faculdade, também.
Ele enrugou a testa e inclinou-se para frente, o olhar fixo nela.
— O que é que sabes sobre isso? — Exigiu, num tom de voz ameaçador.
Bunny, porém, não se deixou intimidar.
— Eu sei que gostas-te de uma rapariga, uma tal de Rita que destruiu o vosso relacionamento e fez-te sofrer.
— Esse assunto não é da tua conta.
— Claro que não, mas sem dúvida teve um grande impacto na tua vida. O que precisas entender é que nem todas as mulheres são iguais à tua mãe ou à Rita. Não podes esperar viver a vida inteira sozinho. Não há ocasiões em que gostarias de ter alguém especial, uma pessoa que te faça companhia, com quem possas compartilhar os momentos importantes de tua vida? Alguém que te ame?
— Não preciso que ninguém me ame — ele replicou de um modo rude. — O que as pessoas chamam de amor é um mito, uma ilusão para camuflar a luxúria. As pessoas podem se sentir atraídas por outra, gostar até, mas não existe o amor eterno. Vê a minha mãe, por exemplo. Mesmo que ela não se importasse mais com o meu pai, mas e com os dois filhos?
— Eu não sei, Gonçalo. Não podemos julgar as pessoas sem conhecer a história. Eras pequeno quando os teus pais se separaram. Talvez a tua mãe tenha tentado te ver e o teu irmão e o teu pai não tenham permitido. Ou não. Seja como for, aconteceu há muito tempo. E porquê privar-se de conhecer uma pessoa que goste de ti e que te faça feliz, porque a tua mãe não agiu como achas que ela deveria ter agido? Não te apegues ao passado, Gonçalo, olha para frente!
— Cada um aprende com as próprias experiências.
— O amor une as pessoas. Eu amo os meus pais e eles amam-me. E os dois adoram-se. O meu pai morreria pela minha mãe e eu quero um amor assim na minha vida. Tu, por exemplo, vais-te arrepender quando estiveres velhinho e doente e não tiveres uma pessoa ao teu lado. Queres levar um pouco de mousse para casa?
Gonçalo quase riu da súbita mudança de assunto. Mas conteve-se. Queria ficar zangado com as coisas que ela dizia, mas era obrigado a reconhecer que havia um fundo de verdade nas palavras dela.
— Eu gostaria.
Bunny cobriu o recipiente com papel – alumínio - e colocou-o sobre a mesa.
— Foi uma pena a Joana e o Mário não terem vindo — disse ela.
— Quem sabe da próxima vez...
Ele pegou o recipiente com o que sobrara da mousse, atormentado pelas emoções contraditórias. De repente, Bunny parecia ter se tornado o centro dos seus pensamentos. A menina de há uns anos atrás, transformara-se numa mulher linda, atraente. Uma mulher que despertava a sua curiosidade, que ele queria conhecer melhor.
Quem mudara, afinal? Ela... ou ele?
Gonçalo observou-a enquanto ela arrumava a louça dentro do lavatório. Queria senti-la perto de si, abraçá-la, beijá-la, tocá-la. Mas também queria mais. Queria Bunny... inteira. Em todos os sentidos. O que se estaria a passar consigo? – pensou ele.
Por que ele agora sentia falta daquela adoração que antes o irritava? Durante anos ignorara a existência dela. Agora que ela se tornara adulta e superara a paixão de adolescente que sentira por ele, ele se interessava por ela.
— Como vai o Endy? — Bunny perguntou, lembrando-se que Gonçalo não mencionara o irmão nenhuma vez.
— Está a morar em Los Angeles — explicou Gonçalo. — Ele trabalha numa companhia aérea, lá.
— Casou-se?
— Não.
— Que pena.
— Não necessariamente — retorquiu Gonçalo, tentando controlar a impaciência. Por que ela trazia constantemente o assunto “casamento” sempre a baila? Seria justamente porque tinham opiniões contrárias a esse respeito?
— Existem muitos casais que são felizes, Gonçalo. Porque Endymion não seria feliz, se tivesse uma esposa, ou tu?
— E existem muitos que são infelizes. E que têm filhos que sofrem com o rompimento, e isso não é justo.
— Eu sei que tu e o Endymion sofreram quando...
— Não estamos a falar da minha família.
— Estamos, sim, Gonçalo. A separação dos teus pais influenciou a visão que tens da vida. E a rapariga com quem namoras-te quando estavas na faculdade, também.
Ele enrugou a testa e inclinou-se para frente, o olhar fixo nela.
— O que é que sabes sobre isso? — Exigiu, num tom de voz ameaçador.
Bunny, porém, não se deixou intimidar.
— Eu sei que gostas-te de uma rapariga, uma tal de Rita que destruiu o vosso relacionamento e fez-te sofrer.
— Esse assunto não é da tua conta.
— Claro que não, mas sem dúvida teve um grande impacto na tua vida. O que precisas entender é que nem todas as mulheres são iguais à tua mãe ou à Rita. Não podes esperar viver a vida inteira sozinho. Não há ocasiões em que gostarias de ter alguém especial, uma pessoa que te faça companhia, com quem possas compartilhar os momentos importantes de tua vida? Alguém que te ame?
— Não preciso que ninguém me ame — ele replicou de um modo rude. — O que as pessoas chamam de amor é um mito, uma ilusão para camuflar a luxúria. As pessoas podem se sentir atraídas por outra, gostar até, mas não existe o amor eterno. Vê a minha mãe, por exemplo. Mesmo que ela não se importasse mais com o meu pai, mas e com os dois filhos?
— Eu não sei, Gonçalo. Não podemos julgar as pessoas sem conhecer a história. Eras pequeno quando os teus pais se separaram. Talvez a tua mãe tenha tentado te ver e o teu irmão e o teu pai não tenham permitido. Ou não. Seja como for, aconteceu há muito tempo. E porquê privar-se de conhecer uma pessoa que goste de ti e que te faça feliz, porque a tua mãe não agiu como achas que ela deveria ter agido? Não te apegues ao passado, Gonçalo, olha para frente!
— Cada um aprende com as próprias experiências.
— O amor une as pessoas. Eu amo os meus pais e eles amam-me. E os dois adoram-se. O meu pai morreria pela minha mãe e eu quero um amor assim na minha vida. Tu, por exemplo, vais-te arrepender quando estiveres velhinho e doente e não tiveres uma pessoa ao teu lado. Queres levar um pouco de mousse para casa?
Gonçalo quase riu da súbita mudança de assunto. Mas conteve-se. Queria ficar zangado com as coisas que ela dizia, mas era obrigado a reconhecer que havia um fundo de verdade nas palavras dela.
— Eu gostaria.
Bunny cobriu o recipiente com papel – alumínio - e colocou-o sobre a mesa.
— Foi uma pena a Joana e o Mário não terem vindo — disse ela.
— Quem sabe da próxima vez...
Ele pegou o recipiente com o que sobrara da mousse, atormentado pelas emoções contraditórias. De repente, Bunny parecia ter se tornado o centro dos seus pensamentos. A menina de há uns anos atrás, transformara-se numa mulher linda, atraente. Uma mulher que despertava a sua curiosidade, que ele queria conhecer melhor.
Quem mudara, afinal? Ela... ou ele?
Gonçalo observou-a enquanto ela arrumava a louça dentro do lavatório. Queria senti-la perto de si, abraçá-la, beijá-la, tocá-la. Mas também queria mais. Queria Bunny... inteira. Em todos os sentidos. O que se estaria a passar consigo? – pensou ele.
esta maravilhosa!tem decertessa de acontecer alguma coisa antes do gonçalo se ir embora senao nao tinha piada e por isso um capitulozinho novo ajudava, se nao te inportares e claro, mas eu iria gostar bastante! 

| Spoiler: | |
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Lena_Dias escreveu:LunaR dedico-te esta:
COMO É QUE PUDESTE PARAR AÍ???
oh sofia...hum..vais seguir o meu conselho ou vou ter de te esganar hein??
LOOOL!!
Eu já não sei o que fazer a esta miuda. Oh pah, é por isso que eu adoro os livros! Não preciso de esperar pelo próximo cap!

COMO É QUE PUDESTE PARAR AÍ??
Ein?
Este cap tinha mto diálogo. Adoro quando os caps são assim...

Continuem, meninas! Força nisso!!!
LunaR, se nao gostares eu depois faço um final alternativo, por enquanto nao vou mudar.
deba, aki esta o novo capitulo. Espero k gostes
kelinha, esperemos k funcionem mesmo, nao é? Alguns ate se reparares funcionam, tipo, quand gostamos d 1 rapaz e tamos sempre atras dele e se de um momento po outro deixare-mos de lhe ligar ele começa a sentir a noxa falta e tal. nunka te aconteçeu?
LunaR, sou mesmo ma por parar ali
.mas aki ta outro cap. Eu as vezes penso k por muito dialogo vai estragar a fic, mas se gostas, por mim é na boa.
Aki ta o cap. VIII
“Faça do seu lar um lugar tranquilo e agradável, para que o homem possa descansar quando está em casa. Esforce-se para agradá-lo, para mostrar que te preocupas com o bem-estar dele. — Diário de Selena, Verão de 1923”
- Boa noite, Gonçalo — disse Bunny, abrindo a porta da cozinha. — Obrigada pela companhia.
— Boa noite, Bunn. Eu... gostei muito.
Ele pareceu hesitar por um segundo, depois saiu, sem olhar para trás. Bunny fechou a porta e voltou a sentar-se, apoiando os cotovelos na mesa e enterrando o rosto nas mãos.
Estava a perder tempo a tentar mudar a opinião de Gonçalo a respeito do casamento. E a perder tempo, também, nutrindo esperanças em relação a um homem tão céptico como ele. Ele era o tipo de homem que nunca se apaixonaria. O preconceito deixava-o cego e surdo para qualquer demonstração de afecto.
Com um suspiro, ela levantou-se e foi até ao lavatório para lavar a louça, com um receio íntimo de que Gonçalo voltasse e batesse à porta. Quando terminou de secar o lavatório, espiou pela janela, aliviada ao ver o jardim deserto.
Estava a sair da cozinha quando o telefone tocou.
— Alô?
— Obrigado mais uma vez, pelo jantar — soou a voz grave e sensual, tão conhecida.
O estômago dela contraiu-se e ela escorregou para o chão, como de costume, quando falava com Gonçalo pelo telefone.
— Que bom que gostaste. Eu gosto de cozinhar, mas não o faço com muita frequência.
— Podes cozinhar para mim sempre que quiseres.
Bunny sorriu, lembrando-se do conselho de Selena. Como se isso fosse derrubar as barreiras do coração de Gonçalo!
— Acho que a Sra. Octávia não aprovaria essa ideia. Ela acharia que estou roubando o lugar dela.
— Se repetires o que te vou dizer agora eu negarei até o fim, mas a tua comida é muito melhor do que a dela.
O elogio pareceu aquecer Bunny por dentro.
— Obrigada, Gonçalo. Fico muito feliz.
— Queres jantar comigo amanhã?
Bunny fechou os olhos e omitiu um suspiro. Ficava difícil resistir à tentação daquela maneira. Quase respondeu que sim, porém lembrou-se a tempo da recomendação de Selena.
— Amanhã não posso, Gonçalo.
— Por quê não?
— Gonçalo, precisas de perder o hábito de interrogar as pessoas como se fossem testemunhas! Assim como me respondes-te quando falei da Rita, não é da tua conta.
— E na segunda?
— Também não vou poder.
— Terça.
Bunny começou-se a rir, e antes que tivesse tempo de dizer qualquer coisa, Gonçalo declarou:
— Está bem, quarta, então. Vou levar-te para ver alguns apartamentos em Quioto, à tarde, depois iremos jantar.
Bunny franziu a testa, surpresa.
— Por que me queres ajudar a procurar apartamento?
— Quem melhor do que um advogado para dar orientações quanto ao aspecto legal do aluguer de um imóvel?
— Está bem — Bunny concordou, finalmente. — Quarta-feira.
— Posso ir buscar-te à uma?
— Não, eu irei até Quioto.
Depois de desligar o telefone, ela subiu para o quarto, levando consigo o diário. A noite fora mais agradável do que ela imaginara que seria. Mas o que tinha a fazer dali em diante era esquecer que Gonçalo existia e dedicar-se na receita da sua bisavó para conquista o homem que seria seu marido. Talvez a mudança para Quioto fosse para melhor. Ela teria um novo círculo de amigos e conheceria outras pessoas.
Bunny esperava que isso a ajudasse a tirá-lo da cabeça.
Ela evitou o Gonçalo propositadamente, nos dias que se seguiram. Tinha o cuidado de não estar no jardim no final do dia, quando ele chegava, e evitava acender a luz da cozinha à noite.
Na terça-feira à noite, ela foi visitar Joana. A prima estava melhor, e elas tomaram um lanche na varanda.
Sentada à mesa, Bunny contou sobre a oferta de Gonçalo para levá-la a procurar um apartamento.
— Por quê? — Joana franziu a testa, intrigada.
— Disse que poderia orientar-me no aspecto legal.
— Ele tem estado amável contigo ultimamente, não? — Joana observou.
Bunny deu de ombros.
— Está a ser gentil, só isso.
deba, aki esta o novo capitulo. Espero k gostes
kelinha, esperemos k funcionem mesmo, nao é? Alguns ate se reparares funcionam, tipo, quand gostamos d 1 rapaz e tamos sempre atras dele e se de um momento po outro deixare-mos de lhe ligar ele começa a sentir a noxa falta e tal. nunka te aconteçeu?
LunaR, sou mesmo ma por parar ali
.mas aki ta outro cap. Eu as vezes penso k por muito dialogo vai estragar a fic, mas se gostas, por mim é na boa.Aki ta o cap. VIII
CAPITULO VIII (1º parte)
“Faça do seu lar um lugar tranquilo e agradável, para que o homem possa descansar quando está em casa. Esforce-se para agradá-lo, para mostrar que te preocupas com o bem-estar dele. — Diário de Selena, Verão de 1923”
- Boa noite, Gonçalo — disse Bunny, abrindo a porta da cozinha. — Obrigada pela companhia.
— Boa noite, Bunn. Eu... gostei muito.
Ele pareceu hesitar por um segundo, depois saiu, sem olhar para trás. Bunny fechou a porta e voltou a sentar-se, apoiando os cotovelos na mesa e enterrando o rosto nas mãos.
Estava a perder tempo a tentar mudar a opinião de Gonçalo a respeito do casamento. E a perder tempo, também, nutrindo esperanças em relação a um homem tão céptico como ele. Ele era o tipo de homem que nunca se apaixonaria. O preconceito deixava-o cego e surdo para qualquer demonstração de afecto.
Com um suspiro, ela levantou-se e foi até ao lavatório para lavar a louça, com um receio íntimo de que Gonçalo voltasse e batesse à porta. Quando terminou de secar o lavatório, espiou pela janela, aliviada ao ver o jardim deserto.
Estava a sair da cozinha quando o telefone tocou.
— Alô?
— Obrigado mais uma vez, pelo jantar — soou a voz grave e sensual, tão conhecida.
O estômago dela contraiu-se e ela escorregou para o chão, como de costume, quando falava com Gonçalo pelo telefone.
— Que bom que gostaste. Eu gosto de cozinhar, mas não o faço com muita frequência.
— Podes cozinhar para mim sempre que quiseres.
Bunny sorriu, lembrando-se do conselho de Selena. Como se isso fosse derrubar as barreiras do coração de Gonçalo!
— Acho que a Sra. Octávia não aprovaria essa ideia. Ela acharia que estou roubando o lugar dela.
— Se repetires o que te vou dizer agora eu negarei até o fim, mas a tua comida é muito melhor do que a dela.
O elogio pareceu aquecer Bunny por dentro.
— Obrigada, Gonçalo. Fico muito feliz.
— Queres jantar comigo amanhã?
Bunny fechou os olhos e omitiu um suspiro. Ficava difícil resistir à tentação daquela maneira. Quase respondeu que sim, porém lembrou-se a tempo da recomendação de Selena.
— Amanhã não posso, Gonçalo.
— Por quê não?
— Gonçalo, precisas de perder o hábito de interrogar as pessoas como se fossem testemunhas! Assim como me respondes-te quando falei da Rita, não é da tua conta.
— E na segunda?
— Também não vou poder.
— Terça.
Bunny começou-se a rir, e antes que tivesse tempo de dizer qualquer coisa, Gonçalo declarou:
— Está bem, quarta, então. Vou levar-te para ver alguns apartamentos em Quioto, à tarde, depois iremos jantar.
Bunny franziu a testa, surpresa.
— Por que me queres ajudar a procurar apartamento?
— Quem melhor do que um advogado para dar orientações quanto ao aspecto legal do aluguer de um imóvel?
— Está bem — Bunny concordou, finalmente. — Quarta-feira.
— Posso ir buscar-te à uma?
— Não, eu irei até Quioto.
Depois de desligar o telefone, ela subiu para o quarto, levando consigo o diário. A noite fora mais agradável do que ela imaginara que seria. Mas o que tinha a fazer dali em diante era esquecer que Gonçalo existia e dedicar-se na receita da sua bisavó para conquista o homem que seria seu marido. Talvez a mudança para Quioto fosse para melhor. Ela teria um novo círculo de amigos e conheceria outras pessoas.
Bunny esperava que isso a ajudasse a tirá-lo da cabeça.
Ela evitou o Gonçalo propositadamente, nos dias que se seguiram. Tinha o cuidado de não estar no jardim no final do dia, quando ele chegava, e evitava acender a luz da cozinha à noite.
Na terça-feira à noite, ela foi visitar Joana. A prima estava melhor, e elas tomaram um lanche na varanda.
Sentada à mesa, Bunny contou sobre a oferta de Gonçalo para levá-la a procurar um apartamento.
— Por quê? — Joana franziu a testa, intrigada.
— Disse que poderia orientar-me no aspecto legal.
— Ele tem estado amável contigo ultimamente, não? — Joana observou.
Bunny deu de ombros.
— Está a ser gentil, só isso.
Ela tentou falar com naturalidade. Não queria que a prima percebesse, mas apesar de toda a sua determinação no contrário, Gonçalo tornava-se mais importante para ela de cada vez que se encontravam. Imaginara que conseguiria superar a obsessão de adolescente, que não se deixaria afectar pelo charme dele, mas enganara-se. Cada minuto que passavam juntos fortalecia os seus sentimentos e deixavam-na cada vez mais insegura. E intensificava a atracção que nunca deixara de existir.
— Cuidado com ele — aconselhou Joana. — Tu sabes que ele não quer um relacionamento sério.
— Eu sei. Se eu encontrar um apartamento, mudar-me-ei logo e ficarei longe da tentação.
— Ah! Quer dizer que há uma tentação?
— já prestas-te atenção nele, Joana? Ele é o homem mais maravilhoso que existe na face da terra. É perfeito!
Sem conter a emoção, Bunny tapou os olhos com uma mão, numa tentativa inútil de reprimir as lágrimas.
— Bunn! — Joana pousou uma mão no braço da prima. — Oh, Bunn, eu não fazia ideia que ainda gostavas tanto dele. Pensei que tivesses superado...
— Eu também — confessou ela, enxugando os olhos com um guardanapo de papel. — Mas não te preocupes, acho que estou um pouco cansada, é a época do mês. Fico mais sensível. Tudo se resolverá quando eu me mudar para Quioto e começar a trabalhar.
— Tenho a certeza, Bunn — disse Joana, enternecida.
— Tem uma coisa que eu te queria perguntar... mudando um pouco de assunto. — Bunny dobrou cuidadosamente o guardanapo e tomou um golo de chá. — A bisavó Selena casou-se com Safira?
— Como?
— Ela menciona o nome de Safira várias vezes no diário, e testa a receita com ele, mas ainda não descobri se deu resultado, afinal.
— Eu não faço a menor ideia, Bunn. Li menos do diário do que tu.
— Qual era o sobrenome dela?
— Também não sei. A mamã sempre se refere a ela como a avó Selena, apenas. Não me lembro de ouvi-la mencionar o avô. Mas podemos perguntar a minha mãe, ou à tua.
— Até lá já terei terminado de ler o diário.
— Talvez lendo, descubras alguma coisa.
— Eu gostaria de saber se eles se casaram, ela parece ser muito apaixonada por ele. E segue à risca os conselhos da mãe e das tias. Alguns parecem funcionar. Sabe, depois de ler o diário, é como se eu tivesse conhecido a avó. Vi-me seguindo os conselhos dela com Gonçalo. — Bunny ficou pensativa por um momento. — Joana... se eu te desse algumas dicas... testarias e depois dirias -me o resultado?
— Trata-se de uma experiência, ou o quê?
— Mais ou menos.
Bunny explicou a sua ideia, para que Joana tentasse aplicar alguns conselhos da bisavó no Mário e ver se notava alguma mudança nele ou no relacionamento. Depois de alguma resistência, Joana concordou, e Bunny voltou para casa, com a intenção de fazer uma lista dos "ingredientes" para entregar a prima. Depois que ela os testasse com Mário, teria mais certeza se funcionavam ou não.
Quando a recepcionista anunciou a chegada de Bunny, no início da tarde de quarta-feira, Gonçalo sentiu um forte alívio. Desde que combinara aquele encontro, temera que ela não aparecesse. Não a vira mais desde a noite de sábado, e surpreendera-se ao perceber que sentia a sua falta.
— Olá, Gonçalo. — Bunny entrou no escritório com um sorriso brilhante no rosto.
O impacto nele foi fortíssimo. Ela estava linda e radiante, num vestido cor de pêssego que acentuava o tom bronzeado da pele dela.
— Nada de sequestro, hoje? — Ele se aproximou e inclinou-se para beijá-la no rosto.
— Hoje, não. — ela riu. — Mas fica em alerta, porque a sequestradora poderá atacar a qualquer momento.
— Já almoçaste? — ele perguntou, vestindo o casaco.
— Sim. E tu?
— Comi um sanduíche. Tenho uma lista de apartamentos para visitar, na zona oeste, em bairros óptimos. Não sei que faixa de preço tens em mente, mas estes são razoáveis. — Ele entregou a Bunny uma listagem impressa.
— Fogo, são tantos! — Bunny exclamou, examinando a folha de papel. — Eu trouxe o jornal. Li os anúncios, de manhã, e circulei dois que me interessaram.
— Talvez encontremos alguma coisa ainda hoje — disse Gonçalo, conduzindo-a para o hall dos elevadores.
O primeiro apartamento já fora alugado. No entanto, Bunny ficou encantada com o segundo. Eles seguiram o zelador através de um caminho de pedras que serpenteava entre fileiras de arbustos impecavelmente aparados. A área gramada era pequena, porém bem cuidada, com canteiros de flores coloridas que davam um ar primaveril ao edifício de tijolo aparente. A primeira coisa que atraiu a atenção de Bunny foi as varandas floridas, com toldos amarelos.
— Para dois quartos, o preço está óptimo — disse o zelador ao abrir a porta do apartamento e afastar-se para dar passagem a Bunny e Gonçalo. — Fiquem à vontade. Estarei a espera aqui fora.
Bunny olhou ao redor, na sala de estar. Era pequena em comparação com a sala espaçosa da casa de sua tia, mas era maior do que a do apartamento em Nova York. Uma porta dupla de vidro abria para a varanda, e Bunny debruçou-se do muro de pedra para apreciar a vista.
— É um pouco pequeno — opinou Gonçalo.
— O apartamento onde eu morava em Nova York era menor. E não tinha varanda. —
Ela sorriu. — Estás mal acostumado naquela casa enorme.
amei esta maravilhoso ela e gonçalo ainda vao casar!tenho acerteza!mas esta muito boa!tens de continuar e postar bastante depresa!senao morro!
| Spoiler: | |
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oh mor, desculpa nao ter vindo cá logo quando postaste, mas tenho estado um pouco ausente, desculpa.
e por mim fazias um final alternativo, odiei o do livro :/ foi mt estupido e sei que tu tens capacidades de fazer bem melhor =)
o nosso menino (estou-me a referir ao cap.) está todo bem
sem erros, sem enganos de nomes
bonitinho hein? ;D
vamos tentar que sejam todos os proximos assim, sim?? ;D
olha, amanha, quando vieres ao msn, eu quero partilhar umas ideias que tenho contigo, sim?
pode ser que gostes de alguma e decidas mudar o rumo há historia..
beijinho, princesa
e por mim fazias um final alternativo, odiei o do livro :/ foi mt estupido e sei que tu tens capacidades de fazer bem melhor =)
o nosso menino (estou-me a referir ao cap.) está todo bem
sem erros, sem enganos de nomes
bonitinho hein? ;Dvamos tentar que sejam todos os proximos assim, sim?? ;D
olha, amanha, quando vieres ao msn, eu quero partilhar umas ideias que tenho contigo, sim?
pode ser que gostes de alguma e decidas mudar o rumo há historia..
beijinho, princesa
ah, adorei o capitulo como sempre, apesar de ter achado que ficou meio incompleto ali no fim!
bem o comentario da lena deixou-me totalmente curiosa!
Quero saber o que acontece no final do livro!
please alguem que me diga se nao eu morro! pf, nem que seja por MP! eu sou tao curiosa, nao me façam sofrer! :='(:
bem o comentario da lena deixou-me totalmente curiosa!
Quero saber o que acontece no final do livro!
please alguem que me diga se nao eu morro! pf, nem que seja por MP! eu sou tao curiosa, nao me façam sofrer! :='(:
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
quero mais
.
a tua finc esta muito boa estou a adorar lela. continua
. a tua finc esta muito boa estou a adorar lela. continua
a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm
Cap. VIII (2ºparte)
Bunny voltou para a sala e caminhou até ao hall interior. O primeiro quarto era pequeno, embora a janela cobrisse meia parede, do chão ao teto. O outro quarto era maior, com banheiro particular. A janela era idêntica à do outro quarto, porém a claridade era parcialmente bloqueada pelos galhos e folhagens de uma árvore alta. Mas Bunny não se importou, uma vez que usaria o quarto apenas para dormir.
— Vamos ver a cozinha — ela disse, passando por Gonçalo de volta para o hall.
— Não gostei, Bunny — falou Gonçalo, seguindo-a. — É muito pequeno e escuro. Não te vais sentir bem aqui.
— Eu gostei da sala e da varanda. Se a cozinha for boa, vou pensar a esse respeito. Mas quero ver outros antes de decidir.
No final da tarde, Bunny não havia feito progresso algum. Gonçalo criticara todos os apartamentos que haviam visitado. Ou por ser pequeno demais, ou por não oferecer segurança, ou por localizar-se numa rua muito movimentada, ou por ser muito velho.
Quando saíram do último edifício para a rua, Bunny virou-se para ele.
— Foi uma perda de tempo. E ofendes-te o zelador.
— Eu??? Não! — Gonçalo defendeu-se — Se ele não gosta de ouvir algumas verdades, deveria cuidar melhor do prédio. Viste que empobrecimento? Uma sujeira! Este foi o pior de todos.
— Eu gostei do primeiro que visitamos, e daquele na Rose Street.
— Pois eu não gostei de nenhum.
— Qualquer um dos dois, eu decoraria a meu gosto, e ficaria bem aconchegante. E o preço do da Rose Street é agradável.
— Demasiado agradável, eu diria. Deve haver alguma coisa errada nele.
— Sabes de uma coisa, Gonçalo, acho que não foi uma boa ideia teres vindo comigo. Nunca tiveste de procurar apartamento. Sempre moras-te numa casa, o que é muito diferente.
— Morei num apartamento quando estava na faculdade.
— E então? Esqueceste como era?
— Não. Era apertado, escuro e barulhento, como os que vimos hoje. Não gostarias de morar num lugar assim, Bunny.
Ela não fez nenhum comentário. Na próxima vez, iria sozinha. Na verdade, pretendia voltar a Rose Street na manhã seguinte e olhar e rever o apartamento com calma. Era ela quem tinha que gostar, não Gonçalo.
— Pelo menos, a tua casa é o oposto: grande, clara e silenciosa. — Ela fez uma breve pausa, antes de acrescentar: — Não te sentes solitário, às vezes?
— Tu sentes-te?
— Senti-me quando mudei-me para Nova York. E uma vez ou outra, depois de já lá estar morando há algum tempo. Mas aqui não. Estou perto da Joana, podemos nos ver a qualquer momento. Falo com ela todos os dias. Tenho visto pessoas conhecidas, amigos. É diferente, convives com pessoas que te conhecem desde que eras criança. Sei que vou sentir saudades de meus amigos de Nova York, mas acho que a melhor coisa para mim será vir morar em Quioto.
Gonçalo entrou no estacionamento ao lado de um restaurante italiano.
— Gostas de comida italiana?
— Adoro.
Minutos depois estavam sentados num recanto. Gonçalo pediu vinho tinto e esperou que ela escolhesse o prato antes de fazer o pedido.
Ela sorriu e ergueu o copo.
— De qualquer forma, obrigada por hoje.
— Não acho que nenhum dos apartamentos que vimos seja ideal para ti.
— Mas sou eu quem tem que escolher. Preferes morar naquela casa imensa. O que tu fazes? Dormes num quarto diferente a cada noite? Acho que deverias ter uma família para preencher aquela casa.
Gonçalo balançou a cabeça.
— Isso nunca vai acontecer.
— Nunca tiveste vontade de ter filhos?
— Não.
— Serias um excelente pai.
Gonçalo examinou o seu copo de vinho por um instante.
— O risco é muito grande.
— Que risco?
— O risco de o casamento fracassar, de a mãe se ir embora e deixar os filhos.
— Mas neste caso a vida é um risco, Gonçalo. A tua esposa pode morrer, podes ser atropelado. Não existe garantia de nada. Por que pensas sempre no pior? E se ela não for embora? E se o casamento não fracassar, se durar cinquenta anos?
— Só se eu encontrar alguém como eras antigamente. Alguém que me veja como um deus.
— Se encontrares essa pessoa, não a ignores. Não mates o sentimento que ela tiver por ti. Isso magoa muito.
— Eu não quis magoar-te.
— Quiseste fazer qualquer coisa para me desencorajar.
O garçom aproximou-se com os pratos naquele momento, e Bunny aproveitou a oportunidade para mudar de assunto.
— Adoro comida italiana! — Exclamou. — Este pão de alho é delicioso.
Conversaram sobre assuntos variados, e Bunny tomou cuidado para manter a conversa impessoal.
Depois do jantar, ele voltou ao prédio do escritório para que Bunny pegasse o carro e seguiu-a até Tókio.
Bunny parou na entrada de casa e saiu do carro, indecisa sobre o que fazer. Não sabia se devia esperar para desejar boa noite a Gonçalo. E se ele quisesse prolongar a noite?
Como que movida pelo instinto, ela atravessou o relvado na direcção da casa dele. Não queria que a noite terminasse ainda.
— Queres entrar para conversar um pouco? — Ele convidou.
— Eu gostaria.
Tens de entrar para responderes neste tópico.




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