Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Peep-Toe & All-Star

#81
Ok, podia ter comentado um pouco mais cedo, mas não estava com paciencia. Porque tive um acesso de raiva. Isto é raro de acontecer mas, depois de ler este capítulo fiquei possessa com a Wilson, que me apetece matar, estrangular, afogar, queimar, sufocar, torturar, estriar, mutilar (mais alguma ideia? Vontade não falta Evil or Very Mad )
Violência doméstica é um tema sensivel para mim, mas é ainda mais o tema de violência dos pais. Pelo menos violencia nao justificada, tal foi este caso. E digo-te já, fiquei mesmo sem palavras. Decidi esperar para ver se conseguia fazer um comentário decente, mesmo com algumas palavras de ódio.
Ela não tinha o direito de fazer aquilo à Maggie. Primeiro, não é a escrava, é a filha. Segundo, ela tem 17 anos! E nem venho com mais motivos, porque ai estou a inventar. Estes dois primeiros chegam e o facto de os quebrar, já é mau que chegue.
E deixa ver se eu percebi: A Maggie tava a fazer o vestido dela com o tecido que o David lhe dera, mas chegou a casa e viu que o seu lindo tecido tinha agora o formato do vestido da Britt Bitch, certo? Ou seja... a Maggie perdeu o vestido e a prenda do David vai ser usada pela Bitch... (corrige-me se estou enganada porque espero estar). Ai se é mesmo isso.... Mad
Não importa o que faças com o Will. Eu serei para sempre da Team David. cheers Poça, ele até "desiste" da rapariga só para a ajudar. E ele nem tem consciencia daquilo que diz. Ele praticamente admitiu que a amava! É Tosco Matreiro
E este Will... opah, não gosto. Apesar daquilo que o David disse, ele parece não ter percebido o cerne da questão. É Tosco a dobrar Matreiro
O David tem todo o meu apoio para fazer o quer que seja à Wilson (para mim deixou de ser mãe neste capítulo) e ainda mais se puder. E espero que o Sr. Wilson faça alguma coisa entretanto. Entristece-me que não tenha podido fazer nada, enquanto a filha ficava trancada no quarto de costuras.

E pronto, disse tudo o que tinha a dizer. E pelo caminho desabafei alguns dos meus problemas Mal disposto

Espero pelo próximo capítulo e que não seja tão mau quanto este. Ah e já agora, dou-te os parabens por me pores com os nervos à flor da pele. É raro isso acontecer nas histórias que leio, mas adoro quando acontecem (ainda que me apeteça matar, estrangular, etc uma dita personagem) Matreiro
Spoiler
então tás doentinha? É mesmo azar, logo no teu dia de anos x( Mas tá tudo a correr bem na faculdade?
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#82
Titinha - o william vai ganhar alguma vantagem e a Mrs Wilson agora vai começara ser desprezada pela propria filjha.
Obrigada pelo comentário! Embaracoso

Ana!!! Oh pá, eu muito gosto de ler os teus comentários! Embaracoso
Como estou meia patarata explico em breves palavras: A Mag fez um vestido para si mesma com o tecido que David lhe ofereceu. Nisto vem o William e ela vai-se embora. Na sua ausência a mãe continuou a costurar o vestido da Britt, só que quando a Mag chegou a casa o vestido da Britt ainda estava no manequim e o dela já nao estava. Ou seja a mãe dela vendeu o vestido dela à britt. Os motivos saberás no próximo capitulo!
Nao te preocupes com a exploraçao da Mag. No proximo capitulo há baile e a partir daí ela nao trabalha mais para a mãe! Matreiro As coisas vão mudar (agora as opiniões mudam se é para melhor ou para pior! xb) Fico feliz por te ter deixado nervosa (Muhahahaha! Twisted Evil )

Não percas o proximo capitulo! Embaracoso
Spoiler

Sim, tou doente! Mal disposto' Estou com dores de garganta e sábado tenho a meu jantarzito de aniversário e nem sei se já vou estar boa para a festa! Lol. A faculdade começa segunda mas eu sou uma pessoa muito ansiosa e agora estou a tomar uns comprimidos para me abrandar o ritmo cardiaco para ver se consigo ir para lá sem desmaiar com os nervos. Desiludido A ver vou! Desiludido
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#83
Olá people.
Já não posto há algum tempo (qual quê?! nem uma semana se passou, mas a mim parece que passou um mês!) mas foi tudo por falta de tempo. Até me choco a mim própria. Normalmente ponho os hobbies à frente do trabalho e olhem no que deu?! Já não escrevo há séculos! Mal disposto'Aparente a praxe é mais cansativa do que eu julgava (nem ando a comer direito. Ao menos que emagreça, pá!!! ò.ó) MAs enfim novo capitulo com Bonus! Yeih!!



Capitulo XVII – Mascarados
Taylor Swift - Enchanted

“Indecisão: quando uma pessoa sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa.”

David dormira pouco naquela noite. Eram diversas perguntas a pesar-lhe na consciência. Porque é que William não tinha levado Margarett até ele? Será que não conseguira convencer Mrs. Wilson? Será mesmo que Mag não o queria ver? William ter-se-ia esquecido? Ou simplesmente fora egoísta? O nó na sua garganta não se queria desfazer e apertava-se ainda mais quando ele olhava para a casa ao lado e continuava a ver as persianas da janela pregadas com tábuas. Pensou as piores coisas. Por outro lado teve suposições positivas. Estava ansioso que a noite chegasse para ver todas as consumições desaparecerem.
Foi até á cozinha, onde naquele sábado estavam os seus pais a tomar o pequeno-almoço relaxadamente. A sua mãe serviu-o atenciosamente, enquanto o seu pai lia o jornal da cidade.
-Vais ao baile, David? - Questionou o progenitor.
David não o escutou perdido nos seus devaneios com um ar sério. Mrs. Paisen olhou-o expectante e depois até o seu marido espreitou por cima do jornal para entender o silêncio do filho, alheio a tudo e todos em redor:
-David?
O rapaz levantou o olhar sem ar simpático ou sequer desagradável, e depois alternou a sua visão do pai para a mãe, confuso:
-O quê?
-Perguntei se vais ao baile.
David acenou com prontidão:
-Sim, claro.
-E o teu terno? – Inquiriu a dona de casa.
David deu de ombros:
-Logo se vê…
Mrs. Paisen, não contentada com a resposta do filho saiu da cozinha e dirigiu-se ao seu quarto. Não gostava que o filho fosse tão indiferente a tudo e deixar as coisas para a última da hora não era a melhor opção. Como sempre fora uma senhora prevenida arranjou logo de encontrar uma solução para a falta de trajes elegantes do filho. No armário do seu quarto, bem lá no fundo, pegou num fato elegante e em bom estado, apesar de ter o cheiro a guardado entranhado nas fibras. Desdobrou-o e verificou se estava em condições. Ao perceber que não havia mancha de qualquer líquido nem buracos feitos pelas traças levou-o novamente para junto do marido e do filho:
-Vá, David, levanta-te!
David franziu o sobrolho:
-O que é isso? – Inquiriu, limpando o beiço ao guardanapo de papel após dar um gole de leite.
-Era do teu pai quando não tinha aquela barriga cheia! – Respondeu a senhora, dando uma palmadinha na pança do esposo que deu de ombros perante o comentário – Vá, veste para eu ver se te serve.
David suspirou pesadamente mas não disse nada. Levantou-se para vestir o casaco e Mrs. Paisen tratou de o ajeitar à medida do corpo do jovem. Depois ele provou as calças. Na medida certa! Até David concordou que parecia ter um valor mais elevado dentro daquele fato, mas depressa o tirou para entregar á sua mãe caprichosa.
Mrs. Paisen foi ao tanque lavar o terno com pressa por causa do cheiro e logo o pôs a secar no estendal. David aproveitou o momento para sair de casa. Foi ter com Eric ao centro da cidade. Lá a azáfama era geral. Mulheres e homens faziam compras semanais nas mercearias e os mais sortudos preparavam os últimos ajustes para o baile de Mrs. Finkie. Era o acontecimento do Verão. Quem passava no exterior do local já sabia o estrondo que aquela festa seria. Via-se imitações de diamantes a cair pelas cortinas e as mesas a serem colocadas por garçons com fatos de tafetá de modo a reflectir o brilho dos brilhos imensos. Ainda assim, o local mais movimentado daquela manha era a loja de partidas de Mr. Colbie. Eric espreitou pela montra ao passar pela loja e travou-se a ele e a David, olhando para o interior. David percebeu o que parará o rapaz. Lá dentro Ally, Daisy e Janice mostravam máscaras umas às outras sem notarem nas atenções que chamavam. Sem pensar muito, Eric entrou na loja. David seguiu-o. Dirigiram-se até à secção das mascaras e antes que alguma das raparigas se apercebesse da presença deles, ele pegou numa mascara verde vidro de mulher e estendeu-a a Janice que se encontrava rodeada por máscaras dos mais variados tons de alface:
-Sugiro esta. Fará o teu cabelo sobressair.
Janice olhou-o surpreendida e estendeu uma grande sorriso, pegando na mascara sugerida. Encostou-a á sua face e olhou para as amigas que se calaram ao ver os dois rapazes, sobretudo Eric, a falar com Janice:
-Que acham? – Perguntou Janice.
Eric não lhes deu tempo de responder e pousou a sua mão na cintura de Janice que estremeceu ao mínimo toque:
-Vá senhoritas, digam que adoram. Será como uma permissão para levar a vossa amiga ao baile.
Até David se mostrou surpreendido com a ousadia do companheiro. Janice lançou um olhar implorado às amigas, sorrindo imensamente com o lábio inferior apertado pelo dente. Ally e Daisy entreolharam-se pasmadas não só com Eric mas também com Janice, e deram de ombros, aprovando a ideia.
Eric piscou o olho a Janice e pegou numa mascara qualquer na prateleira. Foi paga-la e pagou também a de Janice. David olhou as raparigas e riu-se para elas, abandonando o local de seguida com Eric.
Só aí se apercebeu de como Eric estava corado. Ainda assim admirou a coragem do amigo. Ele era uma daquelas pessoas que sabia o que queria e ia directo ao assunto, mesmo que ficasse envergonhado com as suas acções. David reflectiu que devia ser mais como ele.

Mary e Kate desfrutavam do Sol sentadas num banco de jardim. Cada uma com uma saca a exibir os seus sapatos, a máscara e, é claro, o vestido. Esperavam por Brittany que lhes ias mostrar também a sua vestimenta.
Quando a loira chegou junto a elas, pouco disse e logo mostrou a peça. Não havia palavras que pudesse dizer para tornar a mostra do vestido mais gloriosa. As duas amigas abriram a boca perante tanto detalhe:
-Valha-me Deus! – Exclamou Mary – Onde desencantaste isso?
Kate levantou-se do banco e atreveu-se a apalpar a renda cor-de-rosa:
-É lindo!
Mary sentiu uma pontada de inveja e levantou-se também, de braços cruzados:
-Pensei que o teu vestido seria branco e não cor-de-rosa! – Protestou.
Brittany sorriu desdenhosa:
- A minha mãe fez uma troca. – Riu-se maliciosamente – A costureira não queria que eu trouxesse este vestido e sim o que eu encomendei, mas a minha mãe pagou o dobro por este. Acreditem, valeu a pena. Imaginem só a reacção do David quando me vir a usa-lo. E vejam a minha máscara! E pensar que foi bicho-da-seda que fez tudo! Ela tem mãos de ouro!
Mary e Kate entreolharam-se duvidosas:
-E o que aconteceu ao teu outro vestido?
-Como eu disse, foi trocado. Não sei a quem esta beleza pertencia, mas agora essa pessoa terá de se contentar com o modelo que foi feito para mim!
-Isso é injusto, Britt!
Brittany ignorou o comentário e guardou a toilette no saco. O resto do dia era para se arranjar para aquela noite.

Margarett dormiu até tarde. Eram três da tarde quando acordou. Primeiro que adormecesse no dia anterior foi um martírio. Nunca poderia perdoar a sua mãe por ter vendido o seu vestido. O vestido feito com o tecido que David lhe tinha dado. Tinha até vergonha de encará-lo trajando outra coisa que não aquele pano caro. Santo Deus… Ela só podia pensar no balúrdio que aquele tecido tinha custado e crucificar-se por agora estar a ser usado por Brittany Wells. Ainda assim ela não mexeu mais no vestido da outra. Em vez disso tinha personalizado uns sapatos para a criação, pregando-lhes um laço da mesma renda que tinha na cintura do vestido. A mascara fê-la ela mesma também. Ao fim e ao cabo conseguiu ir deitar-se mais cedo, mas a culpa consumiu-a até nos seus sonhos. Já acordada, não abriu a porta do quarto a ninguém. Tinha jurado á mãe que aquele fora o seu último vestido e era verdade. Podia levar mil açoites que não voltaria a fazer nada de graça para aquela mulher gananciosa. Levantou-se da cama e foi até ao quarto de banho para tomar um duche e desfazer-se da sonolência matinal.
Depois disso voltou para o seu canto e começou a cuidar de si. Secou o cabelo e arranjou os caracóis loiros com calma. Depois pôs pó no rosto, sombreou as pálpebras naturalmente e passou um brilho leve nos lábios. Colocou uns brincos de pérolas, pintou as unhas e com o tempo já a escaçar vestiu o tal vestido trocado. Olhou-se ao espelho com raiva, mas tentou dar a volta á situação colocando um colar de pérolas ao pescoço. Calçou-se e enfim, estava pronta. Meia volta e volta e meia e as 8horas estavam quase a soar no relógio da cidade. Por toda a cidade aquele aviso era esperado. Era sinal que a festa teria início. As jovens tratadas em cabeleireiros, com pedicuras, manicuras e vestidos requintados, ajustavam as suas mascaras na face, enquanto os rapazes em grupo iam buscar as suas companheiras. David não tinha convidado Brittany. Aliás, não tinha convidado ninguém. Mas já sabia que no baile Brittany é que seria o seu par, como sempre. Ele foi dos primeiros a chegar ao salão. Entrou com a multidão e observou a decoração. Os candelabros de cristal criavam arco-íris por todo o lado. Os panos e as cortinas caiam com leveza e havia fitas prateadas por todo o lado. Até as flores pareciam diamantes. Havia um pequeno palco para os músicos e perto das mesas da comida havia uma zona onde estava o ourives da cidade a fazer publicidade às suas jóias com uma banca cheia de falsificações para as damas usarem naquela noite.
David deixou a distracção de lado e foi ter com William, apressado. Puxou-o até um local onde se escutassem bem:
-O que aconteceu ontem?! – Perguntou impaciente - Nunca mais disseste nada!
William revirou os olhos:
-Para a próxima vez que fizeres planos deixa o contacto, Paisen.
-Como se tu não soubesses onde eu moro. – Respondeu o outro tentando não se enervar e passou ao que lhe interessava - Vá lá, diz-me, conseguiste?
William deu de ombros:
-Obviamente. Tinhas razão, Mrs. Wilson deixou a Margarett vir comigo. Ela realmente estava de rastos, mas o importante é que eu consegui leva-la para fora de casa e acho que ela relaxou.
William sorriu involuntariamente ao recordar o quase beijo entre eles. David captou aquele sorriso tonto. Primeiramente sentiu-se deslocado de si mesmo, mas depois de um segundo sem pensar não pode evitar de ferver com ódio estranho dentro de si. Todavia, acalmou-se e afastou-se de William, sabendo que ele sabia que dentro de si estava guardada uma frase de agradecimento. Ele esperou que os seus amigos chegassem. Jack, Clide e Carter apareceram acompanhados pelas suas parceiras de fugas, Mary, amiga de Brittany, Pearl que era uma jovem de cabelos curtos e negros que sempre vestira um estilo mais rockeiro do que as outras miúdas, e Maya, a recente conquista de Jack. David bufou ao vê-los e depois viu a entrar os seus antigos amigos do bairro com as donzelas acompanhantes. Depois vinham alguns adultos vaidosos e ricos. A música começou a tocar e todos dançavam na pista, excepto ele que espreitava todas as mascaras em busca de Margarett. Tentou também descobri-la pelo vestido, mas nada resultou.
Foi então que Ally entrou. Era Rick que a acompanhava, o amigo de William, e a seguir a ela vinha Janice e Eric e depois duas outras raparigas, uma loira e outra morena. O seu coração palpitou fortemente ao reconhecer a tonalidade dourada daqueles caracóis mais longos do que todos os outros. Ele atravessou-se por entre os dançarinos até alcançar Margarett. Agarrou-lhe o pulso com brusquidão para ter a certeza que era ela através da sua pele macia. Margarett abriu a boca para dizer lago, mas David não lhe deu tempo de falar e puxou-a para o exterior do salão, do lado oposto da entrada, onde ele sabia que Mrs. Wilson ia aparecer a qualquer momento. Levou Margarett para o jardim com a máxima descrição possível. Lá fora tudo estava iluminado com luzes de festa e a fonte junto das rosas era o som mais forte que se ouvia depois da música no interior.
-Mag...! – Suspirou David, abraçando-a com força – Estava preocupado! – Admitiu olhando finalmente para os olhos dela, destacados pela mascara dourada – A culpa foi minha? – Quis saber.
Margarett não soube o que responder:
-Acho que não David.
Ele mordeu o interior da bochecha, mal convencido:
-Podes-me dizer o que aconteceu ao certo?
-A minha mãe não lidou muito bem com a minha fuga… - justificou-se a rapariga, mas estava a ser protectora demais para com a mãe.
David rangeu os dentes, enervado:
-Isso não é justo! – Reclamou - Foi só um dia!
Ele preparou-se para gesticular com rudeza, no entanto Margarett segurou-lhe os braços com firmeza e fê-lo olhar para ela:
-Não faças nenhuma loucura, David. Ouvi a tua discussão com a minha mãe e se tivesse de apostar quem seria o vencedor, não colocaria as mãos no fogo por ti.
-E vais deixar que ela continue a explorar-te? A prender-te em casa?
Ela negou:
-Este dia é o primeiro do resto da minha vida. Não farei nada mais por ela. Vou fugir se for preciso mas te garanto que não sou mais uma escrava dela!
David sentiu um frio no seu coração. Enjaulou Margarett nos seus braços e encostou o nariz á nuca dela com um estranho pressentimento. Os seus lábios foram encostados levemente á testa dela e depois ele soltou-a.
-Promete!
-Prometo, David…
Ele sorriu com bastante esforço:
-Ia pedir-te para borrares as mãos, mas seria injusto da minha parte. Estás linda, miúda tonta…
Margarett fez um ar zangado. Por segundos a ideia que esse acto deu a David foi de ela não gostar que ele lhe chamasse “miúda tonta”, mas estava equivocado.
-Estaria mais bonita se a tua namorada não tivesse comprado a minha mãe…!
David estreitou as sobrancelhas:
-O quê?
-Fiz este vestido para a Brittany. – Disse apontando para o modelo de tom pérola que envergava – Mas ela viu o meu vestido no manequim, o vestido que fiz com o teu tecido e – As lágrimas de raiva juntaram-se nas suas orbitas azuis - sem eu saber, porque não estava presente, ela comprou-o à minha mãe em vez deste, pelo preço triplo.
David voltou a admirar a vestimenta da amiga e antes de ficar relutante com a situação, admirou como ainda assim ela parecia a mais bela de todas. Abanou a cabeça para esquecer esse pensamento e concentrou-se na dor de Mag.
-Não te preocupes com isso minha Rett. Aquele vestido vai retornar ao dono mais depressa do que imaginas.
E dito isto, David colocou a sua mascara e deu-lhe um beijo na bochecha antes de lhe virar costas para regressar ao salão interior.
Margarett viu-o desaparecer. Quis dizer-lhe como estava elegante naquele fato, mas não teve tempo de juntar palavras ao seu pensamento.
Após um suspiro longo regressou para o meio da multidão. Quando se envolveu com o resto dos seus amigos, procurou William com o seu olhar. Pensou que ele não estaria ali, portanto mordiscou qualquer coisa nas mesas dos aperitivos enquanto falava com o grupo de amigos com quem havia chegado. Os músicos do palco agarraram os seus trombones enquanto outro se sentou no piano a acompanhar a sintonia animada. Os jovens levantaram-se aos pares e foram para a pista de dança, divertidos:
-Margarett – chamou Daisy – Vem dançar!
Margarett negou com a cabeça:
-Sou péssima dançarina! Talvez daqui a pouco!
Daisy deu de ombros. Apesar de ter ido ao baile sem acompanhante um jovem tinha acabado de a convidar para uma dança. Na época em questão era vergonhoso para uma rapariga ir a uma festa e não ter sequer um convite para dançar. Isso obrigava várias moças a sair sorrateiramente das festas e escapar-se pelo campo para não serem vistas sozinhas. *
Margarett humedeceu os lábios e voltou a olhar em redor, expectante. Não sabia ao certo quem procurava. A sua mente oscilava entre duas pessoas, mas felizmente não teve tempo de decidir qual era a que realmente procurava pois foi surpreendida por uma mão estendida na sua direcção. Viu a pessoa por detrás da mascara e semicerrou os olhos para ter a certeza:
-William?
Ele beijou-lhe as costas da mão e sorriu:
-Estava com medo que não viesses. – Disse, levando-a consigo para o meio da multidão de dançarinos – estás linda.
Margarett sorriu, corada. Sabia que em algum canto os pais dos dois espiavam a situação deles com expectativa e isso deixava-a ainda mais nervosa.
-Vem dançar comigo! – Disse-lhe o filho do banqueiro, arrastando-a bem para o centro da pista – Repara, eu danço muito bem!
Ele fez um passo rápido de dança. E depois outro e quando Margarett deu por si ela estava completamente quieta enquanto ele se movia ao ritmo do jazz.
O timbre do seu riso foi abafado pelo som da música, mas ela teve de concordar que William era um excelente dançarino.
Juntou-se, portanto, a ele; As mãos do macho seguraram nas dela e fizeram-na rodopiar com a saia do vestido em redor de si. Ela gargalhou, meia tonta, mas não quis travar William que estava num dos seus dias mais divertidos desde que ela o conhecera. Começou a seguir os passos dele até se desenrascar minimamente e para ser franca estava a adorar. Com o calor dos corpos, ele arregaçou as mangas da camisa e jogou a gravata pelo ar para conseguir libertar o seu pescoço e abrir alguns botões da camisa. Margarett corou ao reparar nos músculos definidos que começavam a destacar-se com alguns pelos no peito, o verdadeiro símbolo de masculinidade para qualquer mulher. Após isso, William voltou a segura-la, desta vez pela cintura e fê-la dar um pequeno pulo do chão, antes de a enrolar nos seus braços, de costas para ele:
-Espero que e esta seja a nossa primeira dança de muitas! – Declarou ao seu ouvido, girando o corpo dela seguidamente.
Ela riu-se alto pelos gestos parvos que ele fez, mas aprovou divertida.

Ao fundo, numa mesa redonda com toalhas de tafetá escuro estavam sentadas Mrs Wilson, Mrs. Finkie e respectivos esposos. A mulher do banqueiro já tinha feito a apresentação do seu conjunto às restantes mulheres vaidosas, comprovando que era a mais bonita, sem dúvida. Estava à espera que a primeira sequência de músicas terminasse para subir ao palco e anunciarem breve intervalo sobre atenção de todos. Desse modo os casais e jovens poderiam petiscar, apanhar ar e, claro, namorar, ideia essa, meticulosamente calculada para proveito do seu rebento apaixonado.
-É espantoso como a minha filha se deu bem com o William. – Comentou Dorianne com segundas intenções.
Mrs. Finkie bateu palmas e deu um gole de champanhe:
-Digo-lhe, minha cara, que nunca vi o meu filho tão interessado numa rapariga como na Margarett.
Mrs. Wilson sorriu agradada com a ideia. Começou logo a imaginar um provável compromisso e uma vida de luxos para a filha.
Mr. Adolfe Wilson, por outro lado, ao ouvir o comentário da melhor cliente da esposa, viu-se obrigado a contrariar a imaginação da sua mulher:
-Resta saber se a Margarett sente o mesmo.
Tanto Kelly como Dorianne olharam o homem com decepção, mas só a cônjuge conseguiu refuta-lo:
-Ora, Adolfe! Olha para ela. – Sugeriu apontando para o casal que dançava entre gargalhadas – É óbvio que a Margarett não está indiferente ao William.
Mr. Finkie interveio também, rindo em tom de troça:
- Adolfe, não estás pronto para libertar a tua filha? Ela já é uma mulher, chegou a hora de o passarinho abandonar o ninho.
O pai de Margarett fingiu um sorriso para se julgar que ele concordava com aquela opinião, mas era errado. O motivo pelo qual não conseguia imaginar a sua Mag com William era um só, que ele guardava desde a infância da menina. Podia ser só uma ilusão sua, mas ele sabia que só havia uma pessoa capaz de fazer os olhos azuis brilharem como diamantes, e não era William, apesar de tudo.
Os músicos pararam de tocar depois de ele reflectir.
Mrs. Finkie levantou-se e arranjou o seu vestido lindíssimo para ir ao palco oficializar o início da festa.
Subiu as escadas do palco e aproximou-se do microfone central. Bateu com os dedos duas vezes para ter a certeza que estava ligado e depois sorriu:
-Boa Noite a todos! – Exclamou, sobre suspiros de mulheres invejosas que tentaram criticar a vestimenta da oradora - Agradeço imenso a vossa presença e espero que se divirtam. O jantar será servido daqui a pouco, mas antes disso quero esclarecer alguns factos sobre esta festa. – Mrs. Finkie passou a mão pelo cabelo e sorriu - Como sabem a temática é “Diamonds are a girl’s best friend” e como tal, para aprofundar o tema convidei Mr. Sandler, o joalheiro da cidade, para comparecer na festa. – O foco de luz apontou para o homem velho de barbas grisalhas que sorriu envergonhado – Agora vem a melhor parte para as senhoras. Já devem ter reparado naquela banca recheada de jóias. Bem, infelizmente são falsas, mas estão ali para que nesta noite, todas as mulheres se sintam lindas e brilhem com a luz das pedras preciosas. Por favor, aproximem-se e escolham uma jóia para esta noite! - A multidão bateu palmas em êxtase pela novidade e Mrs. Finkie riu-se alto, satisfeita com o aplauso - Obrigada!
As senhoras e jovens correram para a fila que se gerou em frente à banca de Mr. Sandler, dando encontrões umas às outras ansiosas por conseguir as melhores peças.
Margarett e William entreolharam-se, espantados com toda aquela histeria e depois gargalharam pela futilidade feminina. Suado, William pegou a mão de Margarett com jeitinho:
-Vem até lá fora, precisamos de apanhar ar.
Margarett assentiu e foi com ele para o exterior. A noite estava quente apesar da brisa fresca. William levou-a a sentar-se num baloiço de jardim e encostou-se á barra que o sustentava:
-Danças bastante bem!
Margarett sorriu cordialmente, balançando levemente o sem corpo sobre o assento suspenso:
-Ora, obrigada, mas infelizmente não te alcanço.
William colocou-se atrás do baloiço dela. Segurou as correntes do “banco” em que ela estava sentada. Deu um leve empurrãozinho para que ela descolasse os pés do chão:
-Eu diria que estamos á medida um do outro.
Ambos fitaram-se. Margarett com um rubor leve nas maças no rosto e William com o olhar mais apaixonado que alguma mulher havia visto nele. Perguntou-se se aquele comentário tinha sido bem encarado. Se era possível continuar, mas a expressão de Margarett era tudo menos esclarecedora. Então ele manteve-se calado, e ainda atrás dela, passou os seus dedos pelo contorno do maxilar fino e delicado dela. Aconchegou-lhe a cabeça contra o abdómen, travando o movimento do baloiço:
-Margarett… - Murmurou calmamente, enquanto depositava leves toques no seu pescoço, cabelo e face.
Ela estremeceu e cerrou as pálpebras arrepiada com a maneira que ele arranjou de ter contacto com ela. Por momentos sentiu um tubarão violento a nadar com os sucos do seu estômago e podia jurar que com um pouco de azar ia vomitar com os nervos. Pensou em fugir, mas outra parte de si, dizia-lhe para ficar.
-Estou deslumbrado contigo desde que chocaste contra mim pela primeira vez.
Margarett olhou para cima, para encara-lo. Sentiu o tubarão a morder a parede do seu estômago frágil.
William baixou-se ao nível dela, deixando os dois rostos paralelos. As suas mãos abandonaram a cabeça dela e deslizaram com cuidado desde os braços até às mãos. Agarrou-as com subtileza e depois entrelaçou os dedos com os dela. Ele sabia o que estava a fazer. Tinha planeado aquelas formas de tocá-la e ela teve de admitir que aquilo estava a deixa-la anestesiada.
-William… - Ela sentiu-se na obrigação de dizer algo. Mas estava num daqueles momentos em que não tinha palavras para nada. Nem para aprovar o que ele fazia, nem para o afastar. Alem disso estava imóvel. Era uma espécie de pânico combinado com ânsia.
-Não digas nada por enquanto, Margarett… Deixa-me continuar… - Sussurrou-lhe perto do ouvido. Depois retomou ao seu raciocínio – …Fiquei deslumbrado com a tua formosura… Com a tua classe, com a tua educação… Com a tua delicadeza… - Margarett estremeceu ao sentir um beijo depositado no seu ombro nu. Soube que tinha de agir, mas mais uma vez, não soube o que fazer. William passou os lábios do ombro para o pescoço e perto do ouvido sussurrou o seu segredo – Estou apaixonado por ti…
Ela fechou os olhos como se estivesse a ser engolida por algo. Não conseguiu descrever se a sensação era boa ou má. Apenas sabia que estava muito nervosa e para piorar a situação caiu-lhe outro beijo sobre a bochecha, sabendo que a boca de William estava a preparar-se para desenhar um trilho na sua face até aos seus lábios.

David Olhou Brittany de cima a baixo após ela se insinuar a ele. Reconheceu o tecido, admirou as costuras e os pormenores complexos mas elegantes. Entendeu o porquê da raiva de Mag, todavia não ia atacar Brittany com esse pretexto. Ela pestanejou sorridente:
-Então, estou bonita?
Ele mentiu ao torcer o nariz:
-Bem… - Fez um esgar de desconforto – Sinceramente não gosto muito. É demasiado “coquete” para ti.
Brittany arregalou os olhos por detrás da mascara e inspirou fundo, constrangida:
-Então não gostas?
Ele deu de ombros. Sorriu por dentro ao vê-la perplexa com a sua opinião negativa, mas continuou com aquele jogo:
-Acho que ficavas melhor com uma coisa mais simples. Já viste a Margarett? Acho que o vestido dela faria sobressair o teus olhar, alem disso, gosto mais de branco do que de cor-de-rosa.
Brittany ficou vermelha após o comentário. O seu mundo estava a virar do avesso. Não acreditava que tinha trocado o seu vestido pelo vestido errado. Ah, se ela soubesse que David ia gostar mais do outro vestido, nunca teria gasto tanto dinheiro naquela peça.
-Não te sintas mal - disse ele, com um copo de ponche para ela beber – Tenho a certeza que também não gostas de me ver de terno.
A loira cerrou os dentes e encarou-o:
-Na verdade gosto muito. Faz-te parecer mais homem.
Mal disse aquilo amaldiçoou-se, por ter sido tão simpática. Só ela sabia a vontade que tinha de arrancar aquela roupa e troca-la de novo. Duvidava que isso fosse possível, mas vontade não lhe faltava.
David fungou, divertido:
-Acho também que o ideal seria um vestido com menos Nhó nhó nhós! Porque assim ele vai ficar a apodrecer no teu armário, a não ser que te sintas confortável com ele em público.
Só faltou a Brittany chorar. Mas ela manteve-se rija e suspirou com a decisão de fazer uma nova troca mal visse oportunidade. Entrelaçou os dedos com os de David e deu-lhe um beijo leve nos lábios. Ele sentiu um calafrio dentro de si. Outra vez aquele mau pressentimento que tinha tido quando estivera com Mag:
-David. – Chamou Britt, enroscando-se nele – Vamos dançar!

Mrs. Paisen era provavelmente a mulher mais simples do local. Não tinha um vestido completamente novo, não tinha ido á cabeleireira e apesar de ter pintado as unhas, com alguma atenção era possível notar os danos que as tarefas domésticas causaram nos seus dedos. Ainda assim, podia ser considerada a mulher mais bonita do local pelo simples facto de ser a mais genuína. Homem que era homem apreciava uma mulher arranjada, mas nenhum era idiota o suficiente para entender o que era beleza artificial e o que era beleza natural. Para grande sorte de Mrs. Paisen, ela possuía sem dúvida a beleza natural. Não precisava de cosméticos para cobrir as suas rugas, pois até elas lhe davam encanto visto acentuarem o seu olhar sorridente. O sorriso ocupava sempre o seu rosto e apenas uns brincos já davam vida á sua roupa mais simples.
Ele deixou o marido na companhia dos outros homens e procurou pró alguém chegado. Na mesa do fundo, com melhor vista para o palco, deparou-se com Mrs. Finkie e a sua vizinha Dorianne. Desenhou logo a aquela expressão simpática que a caracterizava e dirigiu-se para juntos delas. Saudou-as e pediu licença para se sentar. Nenhuma das outras duas se importou, portanto ela sentou-se.
Mal o fez arrependeu-se. Viu o olhar das duas mulheres a atentarem do seu filho e na acompanhante:
-Mrs. Paisen, que surpresa vê-la nesta festa. Não é o tipo de senhora que costuma frequentar este tipo de ocasião.
A vizinha dos Wilson sorriu com um esforço a que não estava habituada:
-Ora, o meu marido e o meu filho fizeram questão. De vez em quando também mereço divertir-me.
-Sem duvida! – Confirmou Mrs. Wilson com falsidade. -E é uma surpresa ver o seu filho tão bem aparecido.
Mrs. Finkie procurou David para analisa-lo e depois soltou um riso histérico:
-O David vestiu um Terno?! Até que enfim largou aquele estilo marginal!
Mrs. Paisen assumiu uma postura desconfortável e estreitou as sobrancelhas:
-Peço desculpa, minhas senhoras, mas não entendo essa vossa implicância com a roupa do meu filho. Desde há muito tempo que ouço amigas minhas e algumas conhecidas a criticar o meu filho e não vejo o porquê. Não é o único jovem da cidade que se veste assim.
Mrs. Kelly deu um gole no champanhe. O seu rosto começava a rosar pelo álcool que ingeria, apesar de ela ainda estar lúcida:
-Mas o David é nosso conhecido desde criança, enquanto os outros são nómadas aventureiros que mal conhecemos. – Justificou-se - É natural que tenhamos em atenção àquilo em que o seu filho se está a tornar! E francamente, ele não se comporta nada bem…
Mrs. Paisen rangeu os dentes, magoada coma opinião, mas ao contrário do que se esperava ela não virou costas ao comentário e respondeu á altura:
-Pois fiquem sabendo, minhas senhoras, que eu tenho muito orgulho que o meu filho tome as suas próprias decisões e confio nele para cuidar de si. Não me importo com a roupa que ele veste, mas sim com o seu carácter.
-E que carácter terá ele com um aspecto tão desarranjado?
-O David é autónomo! Ao contrário do seu filho, Kelly, ele tem as suas próprias opiniões e não espera a minha permissão para agir. Ele simplesmente é honesto com ele próprio e recusa-se a ser ditado por leis com as quais não concorda. Foi para isso que eu e o meu marido o educamos. Para que seja um homem forte, independentemente dos seus passatempos.
-Não tente desculpar-se. – Disse Dorianne, espalhando a sua dose de veneno diária - Todas nós educamos as nossas crianças para serem autónomas, trabalhadoras e boas, e apesar de controlarmos o que eles fazem é para guia-los pelos caminhos certos. Olhe para o William! É um jovem maduro e cavalheiro. E a minha Margarett sempre tão educada. Olhe se ela foi pelo mesmo caminho que o David.
-Eu prefiro que o David aprenda com os seus erros, do que andar a limpar-lhe o rabo para o resto da vida! – atiçou a morena - Alem disso a Margarett é uma escrava sua, Dorianne. Seria há mais tempo se antes de vocês partirem para França ela não passasse mais tempo em minha casa e com o meu filho. Graças a Deus alguém deu algum amor á sua filha, caso contrario ela seria uma maquina de fazer dinheiro sem sentimentos.
-Como ousa?! – Interrogou Mrs. Wilson, ofendidíssima, pronta para se levantar da mesa e fazer um escândalo.
-Da mesma forma que ousam falar do meu filho sem o conhecer! Se me dão licença, vou ter com alguém que se preocupe mais em dar carinho e apoio aos filhos do que com a roupa que eles vestem. Passem bem, minhas caras!
E dito tal, afastou-se. Encarou o filho de soslaio, sorridente para a companheira de dança, e mais uma vez viu-se obrigada a negar os boatos sobre a sua cria.

-William. – Margarett tropeçou na sua própria respiração ao sentir William a aproximar as bocas. Novamente aquele sentimento obscuro dentro de si interrompeu um quase beijo, como tinha acontecido no dia anterior. Ela não sabia, ou melhor, não queria saber que pressentimento era esse. Era como uma sensação de culpa e traição que não queria sentir. O seu inconsciente abordava o consciente e não a deixava prosseguir. Não tinha coragem para unir os seus lábios aos do filho do banqueiro – Eu não estou preparada.
Ela levantou-se do baloiço, meia tonta com tudo aquilo.
William segurou-lhe o braço para que ela não lhe fugisse:
-Fui depressa demais?
Ela negou com a cabeça:
-Não sei… Talvez.
Ele recatou-se, inseguro:
-Não sentes por mim o mesmo que eu sinto por ti?
Ela olhou-o fixamente, assustada com a pergunta directa:
-eu não sei… Estou indecisa. Fui apanhada de surpresa.
William estreitou as sobrancelhas, julgava ter sido bem claro nos seus sinais. Convidou-a para um encontro, tornou-se amigo dela, levou-a a passear, levou-a ao baile. Ela ainda não tinha entendido?
-a sério?
-Mais ou menos… A questão é que… eu não sei o que fazer. Estou confusa. Não sei o que quero…!
Ele sorriu e agarrou-lhe a cara:
- Estás apenas nervosa. Mag… - Ele ajoelhou-se á frente dela e retirou a grande caixa rectangular do bolso interno do casaco – Aceita ser minha namorada. Eu sei que tu também estás apaixonada por mim. Com o tempo esse medo que tens desaparece. Dá-me apenas uma oportunidade.
Ele abriu a caixa e exibiu um colar de prata, com um diamante gordo pendente. Margarett abriu a boca ao encarar a jóia. Ao princípio pensou que fosse uma das falsificações de Mr. Sandler, mas deduziu que William não a pediria em namoro com uma jóia falsa.
Sentiu o seu coração a murchar sem razão e deu por si a abanar a cabeça afirmativamente para William. Ele levantou-se e prendeu-a nos seus braços num abraço apertado e possessivo. Queria beijá-la, mas respeitá-la-ia até que estivesse preparada.
Margarett deu-lhe a mão com cautela e olhou-o fixamente:
-Vamos para dentro. – Pediu.
William concordou. Antes disso, porem, colocou-lhe o colar ao pescoço. Ela arrepiou-se ao sentir a prata fria a tocar a sua pela e ainda mais por ter os dedos de William a tocar o seu pescoço, com as respiração próxima do seu rosto. Fechado o colar, ele deu-lhe um beijo na testa e acompanhou-a novamente para o baile. A pista de dança já não estava tão cheia como anteriormente, a maior parte das pessoas estava a sentar-se, pois a hora de o jantar ser servido estava a aproximar-se. Talvez por causa disso, as atenções das pessoas se tivesse centrado na entrada deles os dois no salão. Margarett humedeceu os lábios, envergonhada, logo após William lhe afrouxar a mão entre os seus dedos. Ela encarou primeiro a mesa dos seus pais, inquietada, e depois percorreu o olhar pelo resto do local. Quando viu David, de costas para ela, voltou o rosto com receio e acelerou os seus paços, enquanto arrastava William para a mesa dos seus amigos. Sentaram-se num flash.
Cameron encarou os dois com uma mágoa reprimida e deixou que fossem as amigas a falar.
-Não acredito…! – Exclamou Ally, entusiasmada.
William riu-se da cara dela e Margarett fez o mesmo, mas sem espontaneidade. Ainda não tinha conseguido decidir se tinha feito a coisa certa. Voltou a procurar alguém com o olhar. Desta vez sabia quem. Quando o viu encolheu-se minimamente e voltou a questionar-se se era mesmo aquilo que ela queria. Se seria William o único em que ela ia pensar. A indecisão era tanta, mas ela não sabia porquê. Era obvio que sentia algo forte por William e tal como o rapaz lhe havia dito, se lhe desse uma oportunidade ia ser tudo mais fácil e não haveria mais receio dali para a frente. Mas ainda assim… Ele mordeu o lábio e abanou a cabeça para parar de pensar naquilo.

Brittany aproximou a sua boca da de David, outra vez. Desta vez, pela primeira vez ele desviou o rosto. Ela ficou a encara-lo, desentendida:
-O que foi, David?
Ele olhou para o lado e depois encarou-a:
-Temos de falar.
A moça fez cara feia. Nenhuma conversa poderia ser boa iniciada assim. Tentou ser ponderada e aceitou ir com ele para o exterior do salão, na rua.
-O que se passa? – Perguntou-lhe, sem rodeios.
-Não quero continuar… com isto.
Ela franziu o sobrolho:
-Desculpa?
-Eu não gosto de ti, Brittany. Não da maneira que tu queres que eu goste. E não consigo estar ao teu lado sem ter sentido para isso.
Brittany empalideceu. A sua visão ficou fosca e depois do choque e da fraqueza veio-lhe raiva:
-O quê?! David, tu não me podes fazer isso! Ouviste bem o que acabaste de dizer?
-Não reajas assim, Brittany! Eu não quero magoar-te, apenas estou a ser honesto contigo.
-Honesto?! Tu não podes! Depois de tudo o que passamos, depois de tudo tens a lata de dizer-me que não consegues estar comigo sem estares apaixonado por mim?! O que é que mudou, David?
Ele cerrou os dentes, zangado com aquela atitude mesquinha, mas tentou convencer-se que aquilo era só nervosismo por causa do final da relação:
-Percebi que não há razão para eu me aproveitar de ti sem sentir algo mais.
Ela grunhiu furiosa e deu-lhe um encontrão que o encostou á parede:
-Foi ela, não foi? Aquele caniche francês! Desde que ela veio para cá que tu mudaste. Nunca mais foste aos encontros nocturnos do Jack, nunca mais quiseste estar comigo. Admite, estás a deixar-me por causa dela, não é?
David abanou a cabeça, enervado:
-Claro que não! Porque não aceitas que eu queira ficar livre e esperar por alguma coisa verdadeira? Eu estou a fazer isto por ti e por mim. Tu mereces mais do que isto, Britt!
Ele encostou-se mais a ele, de lágrimas a crescerem nos seus olhos:
-Eu não quero mais do que isto, David…
Segurando com força a gola da camisa, ela forçou os lábios contra os dele. David não fez nada. Nem sequer reagiu àquele beijo. Esperou que ela se afastasse para falar com mais calma:
-Mas eu não quero mais isto…
Ele abraçou-a antes que ela fizesse outro escândalo.
Presa nos seus braços, ela deixou as lágrimas rolarem pela sua face. Lágrimas não só de magoa mas especialmente de raiva:
-Muito bem, David. E sabes que mais? Eu vou devolver este maldito vestido àquele bicho-da-seda para que ele lhe dê tanto azar como me deu a mim esta noite!
David revirou os olhos e bufou. A rapariga, não agradada com a acção, agarrou-lhe o rosto:
-Ouve, David… Eu aceito que me deixes mas… Ela também não será tua.
David afastou-a novamente:
-De que estás a falar?
-A Margarett não te corresponde.
-Eu já te disse que entre mim e ela não…!
-Ela namora com o William! – Cortou a loira, calando David com o choque. Sorriu amargurada para ele – Eu vi-os antes de virmos cá para fora. Entraram no salão de mão dada, ele sorridente e ela com um fio de prata a pesar-lhe no pescoço. E aquele era verdadeiro sem dúvida. O brilho era real.
David sorriu sem humor:
-Poupa-me, estás a dizer isso por estás revoltada comigo.
Brittany riu-se sadicamente e puxou David pela mão. Limpou o rasto das lágrimas finas, e levou-o a reboque de volta para o salão:
-Se não acreditas em mim, vê pelos teus próprios olhos!
Ele, inicialmente confuso, só precisou de levar a visão para além de Brittany para ver o que ela lhe dissera.
-Ela nunca será tua. – Murmurou.
David analisou, durante um segundo eterno, a situação. Estavam sentados á mesa com os amigos. William tinha a mão de Margarett dada á dele. Dedos entrelaçados. Com a outra mão acariciava-lhe o rosto e ela sorria-lhe com uma perfeição que só mesmo Margarett possuía. Depois ele deu-lhe um beijo na face e ela baixou o olhar corada. Abaixo daquele rosto só se destacava a pedra preciosa pendente que cintilava contra a pele alva de modo harmonioso. David engoliu a seco e nesse preciso momento Margarett trocou um olhar inesperado com ele. Algo nos seus olhos azuis disse um perdão. E apesar de incompreensível o motivo daquele olhar, ele no seu interior sabia a razão dele e aceitou-o com dor.
Depois olhou Brittany e fez o ar mais indiferente que conseguiu:
-Eu não quero que ela seja minha.
Mentiu.
Ignorando tal constatação pessoal, deu um beijo na face dela, como sinal de despedida, e abandonou aquele fatídico baile. Tinha como destino uma velha casa que pertencia apenas a si e a Mag.
Quando lá chegou, no entanto, atirou a sua mascara contra uma parede e gritou de frustração.
Nesse momento, entendeu que ele era só mais um mascarado naquela vida. E nunca se tinha dado ao trabalho de retirar a sua mascara para entender quem ele realmente era… e o que ele realmente sentia.



Bónus:

http://www.polyvore.com/kate_mary/set?id=37673354 ----> vestidos da Kate(esquerda) e da Mary(direita)

http://www.polyvore.com/ally/set?id=37673910 -------------> Toilette da Ally

http://www.polyvore.com/daisy/set?id=37674028 -----------> Daisy

http://www.polyvore.com/jannice/set?id=37674293 ---------> Janice

http://www.polyvore.com/brittany/set?id=37673566&.locale=pt-br --------> O suposto vestido da Mag (que passou a ser da Brittany)

http://www.polyvore.com/smooth_pearl/set?id=25030504 -----------> e finalmente a roupa que devia ser da Britt mas que passou a ser da Mag! Matreiro

É tudo por hoje. Nao sei quando volto a postar, mas nao se podem queixar porque eu fui muito generosa. Este capitulo é enorme!
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#84
Capítulo grande! Esperancoso
Bem... nem sei por onde começar. <.< No início estava a dar-me uns nervos ver a Britt com com o vestido na Mag, mas depois do que o David disse à Britt, fartei-me de rir!
Só espero que as coisas com o William não durem muito tempo e não passem daquilo! Não quero nada ver um beijo entre ele e a Mag! .___.
Coitado do David, tenho mesmo pena dele. Chorar

Fico à espera do próximo capítulo! Simpatico2
#85
Inicio de testamento

E agora venho eu com os meus comentários gigantes, onde cabem capítulos inteiros e que começam no inicio e acabam no fim.
Para ti pareceu um mês, para mim pareceu um ano >.< Nem sabes as saudades que eu - uma chica enfiada em casa sem muito para fazer - tive desta fanfic. (Ok, tou a dramatizar, eu tenho coisas para fazer. Mas até quinta, acho que vou dar comigo em louca Desiludido)
Adorei este capítulo. Ainda bem que foi apenas uma troca de vestidos. Amei as bocas do David à Britt acerca do vestido mas, para ser honesta, eu concordo com ele. O vestido da Maggie era mais bonito (que dizer, simples é lindo!) e até fiquei com um certo remorso de não ter encontrado toilette dessas para o meu baile de finalistas(e eu fui com um vestido preto! Poça, toda a gente vai de preto! Evil or Very Mad Eu queria ir de azul ou vermelho ou branco. ;_; Again, tou a dramatizar. Só dormi quatro horas hoje. Não me ligues que isto passa Mal disposto)
Gostei da música. É bonita e tem tudo a ver com o capítulo.
Ah e falando do capítulo em si. A Srª. Paisen merece uma salva de palmas de pé. Agiu como uma verdadeira mãe, defendendo o sua filho e até teve razão. Vejo agora porque deixa o David agira daquela maneira (não que seja errado, apenas incomum em comparação às outras mães). O David voltou a ser a coisa mais querida para a Maggie e fiquei a desejar uma dança entre os dois, mas que não apareceu! Também gostei do Eric e da Janice. O Eric foi um querido ao convidá-la para ir ao baile xS
De sublinhar a atitude de parvalhonhas sem escrupulos da Kelly e da Doreana. Grandes parvas é o que elas são. Espero que, de agora em diante, elas não atrapalhem tanto.
De resto... detestei (tou a brincar, isto são emoçoes de leitor). Então poes a Maggie a namorar com o cara lindo. Ai, que raiva que essa cena de quase-beijo me deu. Por mim, esta relação não vai durar muito. Por estas razões:
-A Maggie não quer que ele a beije. E, honestamente, qual é o namoro sem beijos que resiste?
-A Maggie sente que trai o David. E não falo da traição gostodetimassouteimosaparaadmitirdaiquenamorooutro mas sim estouanamoraroteuarquiinimigo.
-Duvido que o David não faça nada agora que sabe o quanto gosta dela. Pode não influenciar a relação, mas há de deixar algum comentário mais meloso à Maggie e talz... Matreiro
-E, finalmente, o Will tá louco. Era obvio que a Maggie gostava dele, mas o facto de ele pensar que ela também está apaixonada? Pois, é mesmo por isso que ela não te beija. Estupido Mal disposto
Apetece-me fazer-lhe o mesmo que a Hermione faz ao Ron neste video:
https://youtu.be/VFd4RgU6Ko4?t=15s
É que começo a detestar esta personagem e mais e mais... Vi recentemente o filme Anastasia e descobri porque gosto mais de Anastasia do que de Swan Princess. Fora a melhor qualidade sonora, amo a história de amor e o rapaz *-* Sinceramente prefiro um bad boy como o Dimitri do que um principe meloso como o Derek. E, depois de ler este capítulo, não podia deixar de comparar o David ao Dimitri e o Will ao Derek. Matreiro
Bem, agora não posso mesmo tentar adivinhar o que vai acontecer a seguir. É que não faço a minima. Deixo a teu critério o que vai acontecer. Espero um bom capítulo como os outros Wink


Fim de testamento.
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#86
Ai, ai, ai! Se eu não tivesse namorado dizia que vos amava! (Lol, eu não tenho namorado! Matreiro) AMO-VOS! <3 A sério, capitulo mais deliciosos! Titinha, relax, aquele vestido vai voltar para o verdadeiro dono um dia destes, mas até lá alguma agua corre! O William e a Mag vão namorar, pois claro, mas não sei dizer se vai ser por muito ou pouco tempo (depende da perspectiva! Matreiro). E o David, tadinho do meu coração, terá de aprender a lidar com isso, literalmente! X)

Ana! Meu coração!!! <3 Gosto tanto quando os teus comentarios sao maiores do que os meus capitulos! Espetaculo pá! Mongloide Ai eu adoro o filme Anastasia! Esperancoso Quando andava no 4º ano e era apaixonada (cof,cof) por um coleguinha meu e no intervalo queria sempre que ele fosse o Demitri e eu a Anastasia! Matreiro Eu era mesmo apaixonada por ele (O Dimitri! Não o rapazinho! Matreiro). Esse outro filme nunca vi, mas pronto, digo já que sempre gostei dos arrogantes que depois são todos apaixonados! Embaracoso´
Agora aguenta-te que para já o "principe" é que vai andar com a donzela!

E para quê falar se posso deixar aqui um capitulo que mostre isso?! Cá vai! Embaracoso


Capitulo 18 - Namoro


"O amor é, de todas as paixões, a mais forte, pois ataca simultaneamente a cabeça, o coração e os sentidos."
(Voltaire)

Margarett acordou mais tarde naquela manhã de Domingo, mas deixou-se estar na cama a fazer horas. Tinha sido dispensada de ir à missa porque de tarde estaria com William.
William…
Ela suspirou pesadamente. Tinha dormido mal de tanto matutar no assunto. Não conseguia apagar o olhar de David em direcção a ela antes de se ir embora do baile. Só conseguia pensar no que ele teria pensado sobre o seu namoro.
Namoro…
Suspirou novamente, nervosa, e aí levantou-se da cama.
A camisa de dormir velha era a única coisa que tinha vestido e o cabelo desengonçado era só um acessório para o seu rosto estremunhado.
Ela dirigiu-se à janela e colocou a mão sobre a cortina. Ponderou se devia desvia-la. A sua mãe já tinha retirado as tábuas, convencida que tendo a sua filha “comprometida” com o filho do banqueiro, não seria necessária cautela com o vizinho, porque ele estava, definitivamente, sem hipóteses de corrompê-la.
Margarett tomou fôlego e desviou o pano para o lado. A luz entrou em força, fazendo-a semicerrar os olhos e depois de ela ver que a janela da casa ao lado estava fechada. Abriu a sua e aspirou o ar fresco da manhã, como um fôlego de liberdade. Sem vontade de fazer fosse o que fosse ela apoiou-se de braços cruzados no peitoril da janela. Olhou para a rua para ver o movimento e depois sorriu ao espreitar o quintal da família vizinha. Mr. Paisen estava a regar as plantas e acenou-lhe sorridente, como sempre era.
-Bom dia, Mr. Paisen! – Disse, num timbre de voz alegre.
A janela á sua frente abriu-se e David emergiu em tronco nu, também ele estremunhado.
Margarett com a surpresa tapou os olhos, envergonhada pela falta de roupa dele, e David, ao aperceber-se disso, riu-se:
-Desculpa! – Exclamou.
Procurou uma T-shirt e vestiu-a. Mag espreitou-o por entre os dedos para ter a certeza que ele já estava decente.
-Apanhaste-me desprevenida. – Disse ela baixinho.
Ela desencostou-se do peitoril e suspirou ao relembrar com um flash o corpo dele. David, o antigo miúdo baixinho e magro, tinha-se transformado num homem bem estruturado, apesar de ela nunca ter reparado direito. Isso era algo indelicado de se pensar para uma menina de 17 anos.
-Então, chegaste muito tarde do baile? – Perguntou ele. Estava ansioso por ver a questão respondida. Fervia só de pensar nisso, aliás, toda a noite pensou.
-Eu não sei, não reparei.
Ele sorriu sem humor e analisou a figura dela. Sentiu-se quente só por olha-la. Podia ser de manhã e ela não estar arranjada, mas algo no seu aspecto estava a cativá-lo. Podia ser o cabelo selvagem que naquele momento estava com um aspecto ousado, ou os olhos claros que estavam iluminados pela luz do sol com bastante contraste. Ou então podia ser por ter aquele pedaço de pano a tombar-lhe sobre os seios e a escorrer pela sua anca abaixo, destacando as formas mais íntimas de uma mulher formosa.
Ela estava Sexy.
David engoliu a seco e voltou o rosto ao reflectir sobre o seu pensamento.
Idiota!, pensou para si mesmo.
-Tu vieste cedo para casa, certo?
Ele não quis responder a isso com rigor:
-Fui dar uma volta por aí. Não estava com apetite para ficar no baile até tarde.
Ela fez um biquinho com os lábios.
David teve vontade de mordê-los. Quando se apercebeu do que pensou deu um soco a si mesmo.
Idiota! Idiota!
-Bem, ahm… - Margarett queria dizer algo, mas nem sabia o quê – A Brittany parecia zangada ontem. Foi por causa do vestido?
David estreitou as sobrancelhas. Quis fugir à questão, portanto inclinou-se sobre a janela e fez a questão que lhe estava a incomodar há um bocado:
-Talvez… Porque estás a falar tão baixo? – Inquiriu. Ainda não tinha ouvido Mag a falar no tom de voz normal desde que abrira as portadas da janela.
Ela olhou para os lados:
-Não quero que a minha mãe nos ouça. – Admitiu.
David entendeu e acenou com um humor gelado:
-Bem, e se fossemos a algum lugar onde a tua mãe não te veja nem ouça?
-Adoraria, mas não hoje. Tenho planos.
Ele fez um careta incompreensível, entendendo o motivo dela. Sentiu-se furioso por isso.
Relutante, fingiu estar conformado com a situação e deu de ombros virando costas para se distrair com qualquer futilidade em seu redor.
Margarett, mesmo incomodada, manteve o olhar fixo nele, esperando algo que ela própria não tinha noção do que era.
-Vou-me arranjar… - Murmurou, ao assumir que David não voltaria a encará-la.
Fechou a cortina. Ao sentar-se no tocador, questionou-se o porquê daquela reacção. Tais reacções só lhe davam mais insegurança em relação ao que estava a fazer. Não queria que David lhe virasse costas de cada vez que ela lhe dissesse a mínima coisa sobre William.
Sentiu uma pressão nas suas órbitas celestes e limpou uma lágrima que lhe molhou as pestanas. Assoou o nariz a um lenço e pensou no que iria vestir naquela tarde, com William. Abriu o armário procurou. A sua visão tombou sobre uma blusa azul às pintas brancas e uma saia a condizer. Colocou tudo sobre a sua cama e foi tomar o pequeno-almoço, que já se tinha transformado em almoço.
Mr. Wilson estava na sala a ler um livro, com os óculos de armações grossas a pesar-lhe sobre o nariz. Mag surpreendeu-o com um beijo:
-Bom dia, papá…
O progenitor sorriu, surpreendido e guardou o livro com a página marcada. Viu a filha ainda por se arranjar, surpreendido. Ela não tinha o costume de se desleixar.
-Bom dia, querida. Dormiste bastante.
-Sim… Estava cansada.
-Demasiadas novidades, calculo…
Mag corou e acenou com a cabeça, de olhar baixo:
-Acho que sim.
Mr. Adolfe convidou a filha a sentar-se ao lado dele. Ela assim o fez, com a cabeça encostada ao ombro do pai. O homem afagou-lhe os cabelos com carinho:
-Diz-me uma coisa, Maggie… Estás feliz?
Margarett demorou um pouco a responder, o que chamou a atenção do velho pai.
-Acho que sim.
-Ama-lo?
Ela desencostou a cabeça do homem e olhou-o incomodada:
-Papá… Eu…
Mr. Wilson cortou-lhe a palavra:
-Gostas dele?
Ela abriu a boca e suspirou:
-Sim…
O homem acenou e voltou a pegar no livro:
-É o que preciso saber.
Mag levantou-se de rompante e fugiu para a cozinha. Bebeu um copo de água de um só gole. Tudo porque se sentiu culpada com a resposta que deu ao pai.
Mr. Wilson, todavia, sabia a verdade. A sua filha tinha-lhe dado a resposta sem sequer falar e isso bastou-lhe. Abriu o seu livro e prosseguiu a leitura, sabendo que o destino por si só levaria os pontos ao eixo.

Depois de almoço, Eric foi ter com David a sua casa. Sentaram-se os dois no alpendre a esfregar os olhos de sono e a falar de tudo e de nada:
-A noticia já se espalhou, então? – Reflectiu David, aborrecido.
Eric mordia uma palhinha com os cotovelos a segurarem-lhe o corpo:
-yap. A Brittany espalhou por toda a gente que vocês acabaram.
David riu-se incrédulo e deu um abano de cabeça repreensivo:
-Ela vai difamar-me, certo?
Eric riu-se também:
-Já sabes que com ela cá se fazem, cá se pagam.
David inspirou fundo:
-Fi-lo por ela. Ela não merecia continuar a ser usada por alguém que não quer nada com ela para além de prazer físico.
Eric olhou David pelo canto do olho desconfiado, e depois voltou a olhar em frente, sem nada a dizer até ao momento em que já tinha pensado bastante no que lhe queria responder:
-Foi mesmo por isso? – David olhou-o com dúvidas. - Quero dizer, tu nunca tinhas tido problemas com isso, até…
David mordeu o lábio quando ele parou de falar. Com o passar do tempo, tinha-se tornado difícil esconder-lhe as coisas.
-Eu apenas me cansei disso.
-Prrr… Pois.
David baixou o olhar furioso e levantou-se. Desceu as escadas até à rua e andou de um lado para o outro, de mãos nos bolsos, a chutar pedrinhas do caminho. Aproveitou a vontade de descarregar energias e foi a casa buscar uma bola de futebol. Deu um chuto nela e pediu que Eric viesse contra ele.
À medida que os jovens vizinhos vinham para o exterior, foram-se juntando mais rapazes ao jogo. Formaram duas equipas, desequilibradas. Começaram a jogar com animação como há muito tempo não se via naquela rua da cidade.
Na casa dos Wilson, Margarett escutou barulho no exterior. Deitada no sofá grande, de olhos fechados, ela sentiu um “dejá vù”. Depressa percebeu que essa sensação era na verdade uma recordação dos tempos de criança em que ouvia os amigos a jogar à bola, antes de se juntar a eles.
Levantou-se e foi espreitar à porta de casa. Ainda faltava bastante tempo para William a ir buscar para a saída dos dois, mas ela já estava pronta. Quando viu o que se passava na rua, riu-se de felicidade. Uma nostalgia feliz fê-la descer os degraus de casa para observar de perto a lembrança que se tornara viva naquele momento.
Um dos velhos amigos, um daqueles com quem já não falava há anos acenou-lhe, interrompendo o jogo.
-Wilson, precisamos de outro jogador na equipa!
Ela soltou um riso divertido, captando a atenção de David.
Eric, que era da equipa adversário do amigo, mas da mesma do rapaz que chamou Margarett, não levou aquele convite a sério.
Margarett olhou para a sua roupa. Depois olhou para o jogo. Voltou a analisar-se e por fim, descalçou-se e atirou os casacos para o chão. Correu para o meio deles todos, divertida.
O rapaz que a chamara disse-lhe quem eram os seus adversários.
-Hei! – Protestou Eric – Vamos pôr uma rapariga a jogar?
Margarett roubou a bola da equipa adversária e levou-a com os seus pés descalços:
-Tens razão, não é justo! Nós estamos em vantagem.
David riu-se e foi o primeiro a seguir Margarett para lhe roubar o objecto redondo. Ela fintou-o com destreza e riu-se da cara de parvo de Eric. Este, ao aperceber-se que afinal tinha um jogador eficaz na equipa, colocou-se num ponto estratégico para que Margarett lhe chutasse. Quando deu por si, voltou a passar-lhe a bola e ela marcou um golo.
Abismado, o rapaz olhou para David e este sorriu-lhe e deu de ombros, para de seguida correr com a bola à frente dos pés. O jogo ficou renhido a partir daí, mas sem dúvida que a maior dificuldade era enfrentar um corpo, antigamente esguio, mas agora esbelto, que parecia dançar ballet ao invés de jogar um exercício tão bruto com a bola. Ela passava por entre os maiores como um rato a entrar numa toca e saltava com uma graciosidade de um gato. As meias de vidro tinham rasgado completamente, deixando os pés e metade das pernas nuas.
-Margarett, é tua! – Gritou Eric.
Ela lançou-se para cabecear, mas foi surpreendida por um encontrão leve de David que a fez tombar com o cotovelo no chão, esfarrapando-o levemente.
Ao aperceber-se do que fizera, David ignorou a bola e virou-se para Mag, preocupado:
-Rett, desculpa! Estás bem?
Ela riu-se e estendeu o braço para ele a ajudar a levantar-se e ele assim fez, com medo de a aleijar mais. Segurou-lhe a mão só para analisar se ela estava bem, mas ela mal lhe deu tempo:
-Não pares de jogar!
Todos os companheiros do passatempo, que tinham parado para ver se estava tudo bem, surpreenderam-se quando os dois velhos amigos lutaram pela bola, frente a frente, como se as suas vidas dependessem de tal posse.
Desta vez foi David quem levou a melhor e conseguiu dar um ponto à sua equipa.
Margarett deu um salto e gritou para tentar recuperar aquela falha e deitou David ao chão, sem escrúpulos.
-Hei, isso não é válido! – Exclamou David contendo-se para não se rir da raiva de Mag.
Ela gargalhou da cara do amigo e chutou a bola a Eric para depois puxar David, de maneira a ele se levantar de novo.
David aproveitou o momento para lhe sorrir. Sorriu pelo aspecto dela. O cabelo desengonçado, a cara suja, o braço esfarrapado, a saia, antes branca e agora castanha, e as meias rotas, descalça. Ali, ele viu a sua velha amiga de volta. O jogo prosseguiu sem os dois, que apenas mantiveram o olhar fixo um no outro a sorrir com pensamentos idênticos. David abraçou a moça com força, sem ela estar á espera:
-Minha Rett…!
Ela riu-se, sabendo ao que ele se referia e depois afastou-se um pouco, olhando-o nos olhos. Antes que o desejo de beija-la se apoderasse dele, Margarett afastou-se como se fosse buscar de novo a bola. Deu dois passos para longe de David e foi interrompida por um chamamento:
-Margarett!?
Ela olhou para a direcção do som, e foi o tempo suficiente para levar com a bola na cara e cair no chão.
Toda a gente correu na direcção dela, com medo. Philip, o antigo vizinho da casa azul que tinha chutado a bola, foi o primeiro a baixar-se para ver se ela estava bem. Todos se chocaram ao vê-la consciente, a rir às gargalhadas por causa da situação. David foi o primeiro a rir-se também e depois Eric, seguidos de todos os outros, excepto William que a ajudou a levantar-se, atrapalhado.
-Margarett, tu estás bem? – Perguntou, sacudindo a roupa dela.
Ela corou. E depois interrompeu a tentativa do namorado lhe limpar a blusa:
-Desculpa, perdi a noção do tempo.
Ele deu de ombros importunado e sorriu-lhe com ternura, como sempre fizera.
-Bom, queres ir mudar de roupa que eu espero um pouco?
Ela olhou em redor e fez um biquinho com os lábios:
-Diz-me só uma coisa. Aonde vamos?
Ele humedeceu os lábios:
-Pensei em irmos ao cinema. Estreou um novo filme.
Ela sorriu:
-O cinema não é às escuras?
William corou. O cinema era conhecido por abrigar jovens que queriam namorar sem pudor. No entanto, ele não queria que Mag pensasse que era esse o seu plano:
-Bem… Sim, mas…!
-Então não é preciso! – Riu-se ela. Sacudiu o cabelo e a saia e tirou as meias discretamente, atirando-as para o caixote do lixo mais próximo. Bastou calçar-se e mostrou-se pronta – já que ninguém me vê…!
William riu-se, concordando com ela, ainda que desacomodado com a situação. Reparou que os companheiros de Margarett se estavam a dispersar e com discrição, observou David a vir na sua direcção. Não se apercebeu, contudo, que se encontrava á frente da casa dele e interpretou mal a aproximação do rapaz. Por essa razão, agarrou a mão de Margarett e entrelaçou os dedos de modo possessivo para depois se virar de frente para David e Eric e mostrar a união dele e da amada.
David fingiu-se indiferente ao acto e passou-lhe ao lado. Não deu nem um passo depois disso e voltou-se novamente para ele:
-Trata bem dela.
Margarett sorriu, recebendo a informação com a ideia de protecção e simpatia. William encarou aquilo como um aviso, e de facto era um. David não ficaria quieto se soubesse que ele tinha feito algo que deixasse a sua Rett mal.
-Vou tratar. – Respondeu-lhe, seco.
Margarett fez um ar de injúria e foi-se embora acompanhada de William. Ele levou até ao quarteirão seguinte e depois abriu um carro reluzente, estacionado no passeio de uma casa. Ao inicio, a jovem, não entendeu aquilo, mas quando o filho do banqueiro lhe abriu a porta de passageiro, ela não hesitou em entrar no automóvel. Ele foi para o volante logo de seguida.
-Não sabia que conduzias.
Ele sorriu e sem ela estar á espera deu-lhe um beijo na face:
-Não tenho o hábito de guiar porque não costumo ter sítios aonde ir.
Ela adquiriu um tom de pele avermelhado e tentou mostrar-se mais à vontade do que de facto estava.
-Porque deixaste aqui o carro?
Ele fez uma cara azeda:
-Os vizinhos normalmente gostam de falar… Preferi assim.
Ela entendeu. Ponderou se os “vizinhos” a que o seu namorado se referira eram as típicas coscuvilheiras, ou se eram os jovens, como David. Ignorou a questão para não cair em aflições que a pudessem deixar mais nervosa do que de repente sentia.
William deu início à viagem. Na sua cidade não havia um cinema muito apelativo, portanto, foram para o centro da cidade vizinha, onde todas as quintas-feiras estreava um novo filme.
O rapaz estacionou o carro estrategicamente e depois foi comprar os bilhetes enquanto Margarett olhava os cartazes afixados. William entregou-lhe o bilhete e ela leu o nome do filme, curiosa. “Love in the afternoon”. Não precisou de pensar o género do filme, pois estava explicito no ticket e talvez por isso tenha sentido logo uma ligeira contracção nas paredes do estômago.
William, deu-lhe uma das mãos, enquanto a outra segurava um grande balde de pipocas e os dois entraram na sala escura, já repleta de jovens casais. Sentaram-se na fila com menos gente e William passou as pipocas para o colo de Margarett para que ela não se acanhasse em comer.
A grande tela começou a exibir o filme. A principio Margarett estava bem e entretida com o filme. William por outro lado sentia-se agoniado por não se estar a passar nada entre os dois.
Ele tentou concentrar-se na película, mas passados os primeiros trinta minutos, e ao aperceber-se que todos os restantes casais já estavam a namorar mais do que a ver o filme, ele decidiu começar com o engate.
Ao vê-la a colocar a mão dentro do balde das pipocas, fez a mesma coisa ao mesmo tempo, fazendo com que as duas mãos se tocassem. Margarett olhou-o e sorriu, mas depressa voltou a ignora-lo para prestar atenção ao filme. Ele então deslizou a sua mão até á mão dela e agarrou-a, para logo entrelaçar os dedos. Margarett congelou-se. Ficou pálida e de repente já nem se lembrada do enredo do filme. Não sabia o que fazer naquele momento, não sabia porque William lhe tinha dado a mão e deu por si a desejar que a exibição da fita terminasse depressa. Ela preparou-se para dizer a William qualquer coisa que o distraísse, quando ele aproximou a cara ao ouvido dela e respirou para cima da pele branca:
-Gostas do filme?
Ela acenou com a cabeça e sorriu, esperançada que era só isso que ele queria.
No entanto, ela voltou a sentir-se mal quando, subitamente, ele lhe começou a passar os dedos no cabelo de uma forma admiravelmente gostosa.
Ela voltou a desenhar um sorrisinho doce e ele levou o gesto como um passe verde, pelo que beijou-lhe a face com delicadeza, e sem desencostar os lábios da tez dela criou um trilho leve sobre ela.
Margarett gemeu. Não entendeu se por gosto no que ele estava a fazer ou se por medo. Apenas fechou os olhos e saboreou o toque dele.
Quando os lábios dele se aproximaram das extremas labiais dela, Margarett voltou o rosto num suspiro desesperado, que William não interpretou correctamente. Ele olhou-a nos olhos, sem descodificar que na íris dela o pânico tomava forma. Ignorante, segurou-lhe as mãos delicadas e beijou-as com respeito. O coração de Margarett acelerou e ela ajustou a sua posição na cadeira. Deu um olhar de relance no filme e quando voltou a encarar o seu companheiro, ele segurou-lhe a face firmemente com as mãos e sorriu-lhe:
-Margarett, és a mais bela pessoa que conheço…
Forçadamente, esboçou-se um sorriso tímido no rosto assustado. Margarett viu-se na obrigação de agradecer e deu um beijo na bochecha do filho do banqueiro.
Podia ter sido apenas impressão do rapaz, mas ele quase viu estrelas. Afinal de contas era o primeiro beijo que Margarett lhe dava por iniciativa própria, ainda que fosse na cara.
A própria constatação serviu para que ele a quisesse ainda mais, pelo que voltou a tentar beijá-la. Por azar, ela parou-o a tempo e voltou a olhar para a grande tela, desejando o final daquele filme para se irem embora dali.
-Margarett… - William voltou a chama-la e deu-lhe um beijo entre o maxilar e a orelha, fazendo com que um tremor domasse o corpo da rapariga, que inexplicavelmente, sentiu vontade, para sua surpresa, que ele voltasse a fazê-lo. Sorte a sua, que ele passou a boca para o pescoço dela e depois criou uma linha invisível até ao seu ombro elegante. O moço aproveitou a cedência dela e agarrou-lhe a cintura com força, para que ela ficasse com o corpo perto do dele.
Voltaram a ficar olhos nos olhos e nesse momento Margarett sentiu que ia acontecer, e desta vez ia tentar não recusar.
William aproximou o rosto e ela esperou sentir os lábios dele repousados nos seus. Sentiu as borboletas no estômago. Sentiu o hálito dele. As mãos seguraram-na firmemente e, quando não podia esperar mais, a luz da sala acendeu-se.
Os dois abriram os olhos decepcionados. Margarett soltou o suspiro mais longo da noite, desconhecendo se fora dado por desilusão ou por alívio.
Olhando em redor, os outros casais começaram a levantar-se e a sair do cinema com rostos sorridentes e saciados, de mãos dadas ou abraçados.
William pegou na bolsa de Margarett e olhou para o seu relógio. Sorriu para ela ao descobrir que ainda tinha alguma tempo para estarem juntos, por isso levantou-se e pegou-lhe a mão para que saíssem do local.
Mal pisaram a rua da cidade movimentada, William passou o seu braço por cima do ombro de Margarett e ela atreveu-se a segurar-lhe a cintura firme. Caminharam os dois a ver montras de lojas e depois foram lanchar ao novo McDonald’s da cidade.
Esse tempo foi precioso para Margarett. Não só porque se viu livre do peso que na sessão de cinema tinha sentido, como também foi um tempo para dialogar. Esse era um dos pontos fracos da relação. Os dois sabiam muito pouco um do outro e quanto mais conversassem, melhor seria para ambos, especialmente para a jovem senhora.
Durante aquele espaço de tempo, conseguiram rir-se e darem-se bem. Conversaram sobre a historia do filme em si, sobre as famílias, os amigos – excepto um em particular – sobre o que gostavam de fazer e o que queriam do futuro. No final do lanche e da conversa, os dois já estavam mais entranhados um no outro do que antes e por isso já não foi tão torturante para Margarett dar a mão a William.
Regressaram ao carro de William a pedido dele. Ele queria levar Margarett a um lugar bonito.
Conduziu um pouco, ao som do motor barulhento do carro e conversaram um pouco mais, até chegarem a um parque verdejante.
William estacionou e saíram os dois para o exterior. Todo o parque era cercado por árvores e ao centro havia pequenos lagos e bancos de jardim. No centro de tudo estava uma estátua de homenagem a um poeta da cidade e por lá as crianças brincavam sobre a supervisão dos pais.
O casal dirigiu-se para um local pouco movimentado. Não se sentaram. Ficaram apenas sobre a copa de uma árvore a admirar a paisagem.
William colheu uma flor do jardim e ofereceu-a a Margarett sem ela estar à espera. Apesar de toda a timidez, ela adorou o gesto dele e agradeceu com um beijo na cara dele. William sorriu radiante. Era o segundo naquela tarde e isso era tão aliciante como um saborear um doce.
-Margarett… Fecha os olhos.
Ela olhou-o com dúvidas:
-Para quê? – Inquiriu, sorridente, enquanto brincava com a flor nas suas mãos.
-Já descobres. Fecha-os.
Ela humedeceu os lábios carnudos e lá aceitou.
William aproximou-se dela, ficando frente a frente. Devagarinho, encostou a sua mão à face da idolatrada e acariciou-a:
-Não fujas… - Murmurou.
Ela, ignorante, apenas aproveitou a situação para sentir o vento a balançar-lhe as ondas do cabelo e as mãos frescas de William a mexer na sua pele com doçura, alheia às suas intenções.
O rapaz dos Finkie analisou-a. As bochechas rosadas sobre a pele de porcelana, os cílios negros e compridos que se curvavam graciosamente por baixo das pálpebras finas. Os lábios, cheios e macios como duas pétalas de rosa. Inspirou levemente e passou os dedos na cabeça dela, por entre os cabelos louros. Foi o suficiente para se aproximar mais ainda, deixando os corpos próximos. Inclinou a cabeça e deu-lhe um beijo no canto dos lábios. O seu instinto, disse-lhe que se voltasse a fazer aqueles mimos mais cedo ou mais tarde ia ser interrompido de fazer o que realmente queria.
Assim, tomou coragem. A mão livre agarrou a anca da filha da costureira e a outra, ainda entrelaçada com os fios de ouro que cobriam o coro cabeludo dela, serviram de impulso para impedi-la de escapar e em vez disso aperta-la contra si.
Então ele beijou-a. Um leve toque de lábios, nada mais que isso porque ele respeitava-a. Ainda assim, deixou-se estar o máximo de tempo que ela permitiu, a sentir a essência do sabor ainda por explorar que vivia na boca dela.
Margarett sentiu o peito inchar. Ao primeiro toque ela abriu os olhos mas fechou-os de novo com medo. Não sabia quando devia parar, por isso esperou que William o fizesse.
Ele largou-a quando se apercebeu que ela se tinha deixado beijar durante tempo indefinido e provavelmente já não sabia o que fazer.
Os dois olharam-se nos olhos.
Ela abriu a boca para dizer algo, mas o sorriso de William impediu-a:
-Não passará disto, enquanto não estiveres preparada.
-William, eu…!
Ele cortou-lhe a palavra ao encostar o dedo indicador aos lábios dela. E o silêncio dela foi o pretexto para voltar a dar-lhe um beijo leve nos lábios. Ela tremeu de nervosismo. Pensou que ia vomitar de ansiedade e pânico, mas felizmente, William afastou-se antes de ela o fazer. Percorreu a pele dela com as mãos e fê-la manter-se junto a si:
-Só te peço isto, Margarett. Para poder, pelo menos, imaginar como será o teu mais profundo gosto. – Ele voltou a dar-lhe um beijo nos lábios e olhou-a, outra vez com amabilidade – é apenas um beijo, mas em vez de ser na tua cara, é nos teus lábios. Não tenhas medo, por favor…
-Eu não sei se é medo… - Disse ela, por fim.
-é o mínimo que te peço, por enquanto. Daqui para a frente, eu sei que vais perder a vergonha de estar comigo e vais libertar-te para ser minha por completo.
A sujeita amedrontou-se com o que ele disse. Tinha receio de “ser dele por completo”. Não tinha noção do que isso implicava. Deixou o pânico de lado durante dois segundos e tentou descobrir o prazer que William poderia tirar daqueles actos. Beijou-o rapidamente, portanto. Desta vez, ele não só viu estrelas, como um universo inteiro. Apertou-a com todas a suas forças e prolongou o toque dela, controlado para não avançar mais a partir dali.
Quando ela afastou os lábios, viu um brilho intenso nos olhos do parceiro e inquietou-se.
-Vamos devagar, ok?
Ele confirmou com um abanar leve de cabeça:
-Eu gosto de ti, Margarett.
Ela corou de facto. Deixou que ele a beijasse de novo, e nesse momento centrou-se apenas no que aquele toque pessoal a fazia sentir.
Os seus sentidos eram levemente afectados, mas ela não conseguia abstrair-se.
A sua mente pensava em demasiadas coisas paralelas àquelas manifestações de afecto e deixavam-na nervosa. Os beijos de William não a acalmavam, e pelo contrário davam-lhe vontade de fugir.
Ela gemeu por desconforto.
Estranhamente, ela não queria aqueles beijos.



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Sem bonus hoje! Estou sem tempo! Embaracoso
Espero que gostem! Bjx! Embaracoso
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#87
Mais um novo capítulo! Esperancoso
Adorei a parte de quando e Mag foi jogar à bola com os amigos! Aquilo sim, é que foi a parte que mais gostei. E como é óbvio, não gostei nada do que o William fez! .__. O Desgraçado tinha de a beijar! Ahh! Não pode ser! Martelar
Só espero que as coisas entre eles não dure muito tempo!!
Fico à espera do próximo capítulo!

Beijinhos.
#88
Olá! Aqui chegou a tua leitora nº1 para te encher a cabeça com comentários compridos e um pouco maliciosos Twisted Evil (e sim, eu sou a leitora número um da Lulu, entendido? Não há ninguém melhor do que eu. Tu pensas que és bom/boa, mas não és nada em comparação comigo, entendido? O titulo é meu! Devia receber um troféu por esta dedicação Toma toma).

Começando, por se não nunca mais saio daqui...
Para mim, este capítulo devia ter o nome de FF: Futebol & Frustração
Porquê? Eu digo-te porquê.
Primeira parte é obvio. Adorei o retorno à juventude, com a Maggie a jogar à bola. Não esperava era duas coisas: que o vizinho achasse que a Maggie quiesse jogar (até porque a opinião geral da cidade era que a Maggie amadurecera e tornara-se numa senhora) e que a Maggie ainda tivesse fresca nas manobras futebolescas (Toma lá Celeste, eu também consigo inventar palavras!! cheers *). Houve uma altura (há triliões de anos, quando eu era tão baixa quanto o David) em que eu era uma boa guarda-redes e aguentava quase tudo. Anos depois, colocam-me na baliza e eu fujo da bola Matreiro
Mas ignoremos esta parte, são apenas estúpidos detalhes que me vieram à cabeça porque o Will chegou. Ya, já te apercebeste do padrão. Vou andar sempre a criticar alguma coisinha na tua fic sempre que o Will-tonhó aparecer. Por isso, se não me quiseres a xingar-te, já sabes... (ah, suborno... a melhor forma de eu obter aquilo que quero Twisted Evil * evil smile* mhuahahaaa).

Não ligues, que isto passa (ou não...)
poh raio, tou aqui a criticar o Will quando criei o Eiji da mesma forma... sou uma autêntica hipócrita . Deviam-me assar na fogueira por isto... Mas passando à frente. Dúvido que alguém leia estas frasezecas em minúsculas. E se lessem, não deviam Mal disposto
Mas adorei a interacção da Maggie com os rapazes. Ri-me ao imaginar a cara do Eric ao ver a Maggie a "vencer" o amigo. Isto é daquelas cenas de filme que nunca virará cliché Matreiro
E a miuda caí no chão e põe-se a rir? Deve ter batido com a cabeça, porue eu não me ria feito maluca. Tipo, ria-me sim e acho que lágrimas de alegria me viriam aos olhos mas não ficava maluca. Mas pronto, quem aguenta Peep-toes nos pés, aguenta bolas na cabeça... mas acho que ela ainda vai sofrer lesões cerebrais mais tarde. É como se a Srª Wilson tive deixado a Maggie cair do berço. (olha aqui tá uma boa teoria. É como um ciclo. Alguém deixou a Doreana cair quando ela era catraia e ela agora é maluca. Acontece o mesmo à filha, que fará o mesmo ao filho..)
Ah, e este David... um autêntico Dimitri. *-* Eu, quando era pequena, também queria um Dimitri para meu marido (ou um Shang, como o da Mulan Laughing ) mas nunca o encontrei em lado nenhum. Infelizmente, ele não se encontra na minha escola primária, nos arbustos, na paróquia da minha freguesia ou até mesmo debaixo da minha cama.
Não sabes quem é o Derek? O_o Oh moça, cresceste no meio de filmes Disney e Anastasia e não conheçes a Swan Princess (Princesa Cisne)? Odette e Derek? Jura de amor eterno?
Aqui está a música de "ouro" do filme: https://www.youtube.com/watch?v=GABQU6gK03g&feature=related
Adorava esta música quando era pita *-* (disparates, ainda adoro...)
Mas, voltando ao assunto principal. O David está mesmo caidinho pela Maggie e a cena das janela só o prova. Ai, que ele vai sofrer muito até finalmente poder beijá-la. (Espero que não demore muito, entendido? Exigências de fã nº1)

E a segunda parte. Frustração.
Porque passou o tempo todo à volta de um ridículo beijo nos lábios. A sério, a Maggie tem Filemafobia? É que nunca vi ninguém evitar beijos igual às crianças perante a primeira vacina. A sério. É só um beijo. Sei que ele deve ter significado mas... qual é a probabilidade de beijarmos logo o "tal"? Contando que seja uma boa experiência que, mais tarde, contaremos aos nossos filhos (serei a única cuja mãe fez questão de mencionar o seu primeiro beijo durante uma conversa semelhante à Conversa? - semelhante porque eu já sabia as coisas todas)
Fiquei assim a olhar para o ecrã: Poh raio, beija-a logo. Pára de ser cavalheiro... O máximo que te pode acontecer é ela te dar um estalo... *pausa para reflectir* BEIJA-A, BEIJA-A!!!
No fim, lá aconteceu. Uma coisinha de nada, mas aconteceu. Não gostei da cena porque o Will é tão... tao... tão... não espontâneo, por assim dizer. Parece que há algo que o prende, a forma como ele fala, age e tudo. Soa tudo muito falso e bem coordenado. Se ele fosse espontâneo, acho que não teria problemas com ele e ainda era capaz de *dá-me um grande ataque de tosse* gostar dele *diz estas palavars com profundo nojo*
E a conversa que ele gosta muito dela já me enjoa. Vira o disco e toca o mesmo, não? Ele já pensa em casar com ela, pelo que vejo. É ingénuo, este puto.
*Fim de xinganço ao Will-tonhó* por agora...

Fora isso, gostei das descrições dos acontecimentos, desde o futebol até ao cinema e o passeio. Volta e meia, esqueço-me que leio uma história amadora e vejo-me num mundo de romances como os da Nora Roberts.
Adorei! *_* Espero pelo próximo ansiosamente, como sempre (;

P.s Sabias que há gente com Fobia a chocolate? O_o Que gente é esta?! Chama-me dramática mas chocolate é a melhor coisa que há neste mundo horrivel e cinzento. Philippe Shuchard (criador dos chocolates Milka) é um dos meus idolos! Nem acredito que há gente que é o verdadeiro oposto a mim (chocomaniaca... e não exagero. Esta semana comi uma tabele inteira por dia.)

* - Celeste é a minha antiga professora de inglês e ela tem a mania das bacoradas tipicas de politico. Mas pior... ela até chegou a inventar o termo perdigoteira (adivinha porquê...)
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#89
Eu muito gosto dos vossos comentários! <3
Titinha, se ficaste revoltada pelo beijo deles, daqui para a frente então vais-te zangar mesmo muito! Matreiro Vem muito peixe na rede! LOL

Ana, éh pá eu gostei desse nome para o capitulo! Acho que vou alterar! Muhahahah (se permitires, claro!) Boa noticia para ti. este capitulo tem menos de William e mais de David, espectáculo, não?! Matreiro Neste capitulo vou dar uma das supostas razões para todo o medo que a Mag tinha em beijar o William!
Eu nunca vi esse filme! ;_; >Acho que cheguei a ver um excerto no disney chanel mas nao tenho a certeza. Só que francamente não me parece ser um dos filmes que mais me atraiam na disney! Embaracoso'

Agora indo ao que vos interessa. Novo capitulo! Yeih, viva eu!!!


Capitulo 19 – Amizade Limitada

“Prometemos conforme as nossas esperanças e cumprimos segundo os nossos receios." (François de La Rochefoucauld)
Se famílias como os Finkie se destacavam pelos luxos, exuberância, propriedades e valores financeiros, famílias como os Paisen possuíam destaques completamente opostos. Poderia dizer-se que a primeira família representava a alta sociedade, o poder e a riqueza, e a segunda família a simplicidade, a bondade e os valores morais acima dos bens fúteis. Uns podiam achar que não havia dinheiro para mais. Outros tinham a plena noção do que era mais importante para aquela família. Depois, há as outras famílias. As famílias que possuem bens, mas que não são exuberantes. Que gastam mais tempo a trabalhar do que a usufruir do salário. Quanto a valores morais, essas famílias destacam-se pela divisão de opiniões. Por um lado a avareza, a vontade de ter mais e subir na vida. Por outro a simplicidade e o amor ao que é a vida verdadeira fornecida pela natureza. Famílias deste tipo são a junção do tipo de família Finkie, e do tipo de família Paisen. Exemplo disso, era a família Wilson, cujo dinheiro não faltava, mas que por avareza da mulher, desinteresse do homem e simplicidade da filha, não o mostrava.
Era esse o raciocínio que Mrs. Grace Paisen construía, numa pausa do trabalho doméstico, sentada no cadeirão da sala de estar. Apesar de ter passado algum tempo desde o baile de máscaras, ela continuava a questionar-se se seria ela a errada. A sua família, a família Paisen, nunca fora dada a luxos. Podiam tê-lo feito, sem exuberância, pois não eram ricos para tal, todavia sempre colocaram em primeiro lugar a família, o amor e acima de tudo a felicidade. Para a educação, existia a vida, que era a melhor professora que Grace poderia ter encontrado para os seus filhos. Apesar disso, depois de ouvir comentários desagradáveis sobre o seu jovem rebento, viu-se na obrigação de prestar mais atenção ao filho mais novo. Voltou a fazer algo que não fazia há anos: ir ao seu quarto á noite, para lhe dar um beijo de boa noite e confirmar que ele dormia. Logo na primeira vez que fez isso, espantou-se ao ver o filho acordado, a atirar uma bola ao ar, na cama, sem sono. Se tivesse feito aquela visita há meses atrás, o hospital seria o único local onde ia parar ao dar pela ausência do filho durante toda a noite. Felizmente para ambos, estar acordado até mais tarde não era preocupante ao mesmo nível que há meses atrás.
-David, porque não estás a dormir?
-Ainda não chegou o sono… - Respondera ele, ligeiramente sobressaltado com a visita nocturna da mãe.
-Aconteceu alguma coisa?
Ele olhara-a com confusão:
-Eu não sei…
E desde aí, ela deduziu que tinha muito que conhecer do seu descendente. Tinha noção de que mãe e filho há alguns anos se tinham afastado ao ponto de terem segredos um do outro, mas após os comentários desconfortáveis das mulheres da cidade ela não poderia deixar que os vínculos parentais se desligassem tão depressa da cabeça de David. Ela tinha de o conhecer melhor.
Então contactou a filha mais velha, Vicky, que depois de casar se tinha mudado para o sul de uma cidade afastada com o marido. Deixara de ser Vicky Paisen para ser Vicky Hudson, uma dona de casa que vivia bem, mas humildemente. Vicky ficou de ir visitar a família na semana seguinte, pois não ficou indiferente ao tom abatido da mãe.

Brittany caminhava pelas ruas com as amigas. À medida que passavam por lojas e mais lojas, ela ia repetindo o assunto que desde o baile vinha a massacrar as amigas. Kate e Mary, por sua vez, já nem a escutavam, saturadas. Não havia nada que pudessem dizer ou fazer, e vontade era o que mais lhes faltava.
Brittany deu um gritinho histérico em plena rua e nem assim elas reagiram. Já conheciam a fita dela. Porem, aquele guincho não foi indiferente para todos. Perto de uma tabacaria, um grupo de rapazes encarou as raparigas com curiosidade e o líder sorriu ao observar o estado crítico de Britt. Espreguiçou-se, portanto, e cuspiu a palhinha que roía para o chão, para logo depois esticar as pernas musculosas. Deu três passos na direcção da loira irritada e surpreendeu-a com um sorriso coberto de escárnio:
-Boa dia, meninas. – Saudou com hipocrisia.
Brittany revirou os olhos e continuou a andar:
-Desvia-te Jack. – Ordenou, desdenhosa - Não me posso permitir a ser vista com um idiota como tu em plena praça pública.
Kate e Mary riram baixinho e seguiram os passos de Brittany. Apesar da ofensa, Jack agarrou-lhe o braço, fazendo-a encara-lo:
-Parece que alguém não anda muito animada. Onde está a tua energia, Britt?
-Longe de ti! – Respondeu ela.
Ele riu-se sarcasticamente e prendeu Brittany com mais força, puxando-a até lhe prender a cintura contra o corpo dele:
-Larga-me, Jack! Estou sem paciência para ti.
Ele olhou as outras duas e piscou-lhes o olho:
-Por favor meninas, preciso de falar com a vossa amiga.
Tanto Mary quanto Kate pouco se importaram com o olhar fuzileiro de Brittany e seguiram caminho para perto dos amigos de Jack. Sentaram-se perto deles e esperaram que Jack “devolvesse” Brittany.
-Vá, diz de uma vez o que queres. – Ordenou ela, impacientemente.
-Calma, boneca. – Ele passou os dedos pela face dela – Ouvi dizer que tu e o David se separaram…
Ela deu-lhe um empurrão, furiosa:
-Isso não te diz respeito!
Ele voltou a agarra-la, com mais raiva:
-Sabes porque é que ele fez isso?! Sabes?! – Gritou, quase desfazendo-lhe o braço – Porque a francesa idolatrada lhe fez uma lavagem cerebral.
Brittany pisou-lhe o pé com força para que ele lhe largasse o braço:
-Escusas de me lembrar! – Exclamou, caminhando para prosseguir caminho.
Jack voltou a alcança-la e a pará-la:
-Como é que tu deixaste?! – Inquiriu – Sabes o que isto tudo provocou?! Estão todos a virar-se contra mim!
-E agora a culpa é minha?! Por favor, Jack, não arranjes desculpas para os teus falhanços!
-Eu quero vingar-me! – Disse com firmeza, olhando-a nos olhos fixamente - E tu decerto que também queres!
Brittany encarou-o por instantes, reflectindo sobre a questão. Apesar de tudo, de ser caprichosa e raivosa, naquela jovem ainda restavam valores. Por isso, ela soltou-se pela última vez de Jack e negou com a cabeça:
-Não me vou aliar a ti, jamais! Faz o que quiseres mas eu cá prefiro lidar com os meus problemas á minha maneira! Passa bem, Jack.
E dito aquilo, ela chamou Kate e Mary e seguiram a sua rota. As outras duas pela primeira vez quiseram saber o assunto que Jack e Brittany falaram mas ela nada disse.
Jack ficara a observa-la, zangado.

David olhava o tecto sem vida. Tinha a viola deitada sobre o seu abdómen e sem querer estava a criar uma música com os seus suspiros e os acordes lentos que de vez em quando tocava. Estava apático como há muito tempo não estava. Não tinha vontade de fazer nada, nem lhe apetecia ver ninguém. Toda a sua vontade era de dormir sem consciência alguma da vida real. O motivo? Ele não queria reflectir sobre qual seria apesar de saber muito bem qual era.
Os seus pensamentos foram interrompidos por um bater na porta do seu quarto.
-Sim?
Mrs. Grace espreitou o filho, com um sorriso afável no rosto:
-David? Está…! – Ela interrompeu-se ao analisar o estado macambúzio do rapaz e por isso bateu a porta do quarto – David, tu estás bem? Pareces deprimido.
Ele abanou a cabeça e levantou-se, fingindo energia:
-Não, está tudo bem. Estava apenas a entregar-me à preguiça. O que querias?
Ela voltou a sorrir:
-Tens aqui uma pessoa para te ver.
Ele fez um ar enfastiado, imaginando uma visita de Brittany ou de alguma amiga dela. Era o que menos lhe apetecia naquele momento, mas lá se levantou, para ir receber a visita. Desceu as escadas com a sua mãe atrás dele e dirigiu-se à sala de estar. Deu por si a inalar uma fragrância de rosas e jasmim, a que se tinha habituado e sorriu:
-Rett!
Ela sorriu-lhe também, no entanto ele notou uma espécie de nervosismo miúdo no olhar dela e isso preocupou-o.
Mrs. Paisen passou entre os dois:
-Fiquem à vontade, queridos.
Margarett olhou Grace:
-Obrigada, Mrs. Paisen. E por favor, não comente com a minha mãe que eu estive aqui.
A mais velha não fez a sua melhor cara, mas assentiu e saiu da sala, deixando os dois adolescentes sozinhos.
Primeiro, eles olharam-se fixamente, sem falar. Uma energia estranha pairava sobre os dois.
David cortou o silêncio:
-Não estava à espera de te ver…
Ela inspirou fundo. Aproximou-se dele e colou a sua íris na dele, preocupada:
-Preciso de falar contigo…!
Ele enrijeceu o corpo:
-O que se passa?
A face dela contornou-se num desenho complexo e indecifrável. Ela desviou o olhar para o lado e David viu-a corar.
-Apenas, preciso de falar com alguém da minha máxima confiança… Mas em privado.
Ele franziu a sobrancelha, desconfiado:
-Estamos em privado. A minha mãe deixou-nos a só..!
-Não. – Interrompeu ela – Quero ainda mais privacidade. Num lugar onde ninguém nos interrompa, onde ninguém nos ouça.
Ele voltou-lhe costas e mordeu o punho, apanhado de surpresa. Depois virou-se de novo para ela:
-Porquê tanta urgência?
Ela bufou o ar, num fôlego preso e deu-lhe as mãos geladas, olhando-o nos olhos:
-Vamos encontrar-nos na casa…!
Ele aceitou o pedido, num gesto quase robótico e pasmado:
-Como tu quiseres.
Margarett abraçou-o. Foi um abraço brusco, mas necessitado. Apertou David contra si com força e escondeu a face do pescoço dele, com as pálpebras forçadamente fechadas. Mau amigo seria David se, mesmo estranhando a situação, não a abraçasse também. Apertou-a pela cintura com força e atreveu-se ainda a dar-lhe um beijo na bochecha. Seria mentira dizer que ele dera aquele beijo apenas por ela.
-Fá-lo de novo…! – Pediu ela, num sussurro.
Ele não entendeu a princípio, mas quando a amiga o olhou directamente, as informações passaram telepáticamente e ele voltou a encostar os lábios à cara dela sem hesitar um segundo. Ela sorriu de olhos fechados, enquanto pensava no quão prazeroso era estar nos braços de David e receber beijos dele. Perguntou-se se seria difícil também lhe dar beijos, mas ao invés de imaginar a resposta, ela agarrou a cabeça dele e beijou-lhe os cantos da boca.
David atrapalhou-se pelo gesto da amiga e afastou-a quase bruscamente. Apesar de tudo, não era homem de se aproveitar assim da ingenuidade das pessoas e o que Margarett fizera era, acima de tudo, um erro para ela própria:
-Rett, não devias fazer isso…!
Ela olhou-o desapontada:
-Porquê? – Inquiriu ingenuamente.
-Fica mal para a uma rapariga comprometida beijar outros homens, ainda que seja no rosto.
-Eu não estou comprometida…
Ele riu sem humor:
-Tu tens namorado.
Ela desenhou uma feição magoada no rosto:
-E desde quando isso é limite para a nossa amizade?
David não respondeu à questão. Ainda assim arranjou algo a dizer sobre o assunto:
- Mulheres e homens raramente são amigos, e depois de teres um namorado, não é certo…!
Ela nem o deixou concluir. Voltou a entregar os lábios carnudos à pele dele e segurou-lhe os ombros antes de sair porta fora:
-Quando puderes ir ter comigo, avisa-me!
Ao ver a porta de casa a bater, ele mordeu o lábio. Sentiu a garganta a tapar-se e teve de inspirar uma quantidade excessiva de oxigénio. Entre esse ar, sentiu vestígios do perfume de Margarett a invadirem-lhe os pulmões. Ele baixou a cara e passou a mão pelo local mais quente, onde Margarett havia deixado a sua marca. Sentindo o coração mais forte e violento do que nunca, sorriu discretamente e depois subiu de novo para o seu quarto.
Esperou dois dias para ir à velha mansão. Optou por ir na Sexta-feira à tarde, porque sabia que no sábado e no Domingo, provavelmente, William iria rouba-la para algum passeio.
Colocou uma T-Shirt lavada e aproveitou o facto de ter dado um banho longo para colocar uma simples gota de colónia, que por muito leve que fosse, marcaria a diferença.
Saiu de casa mais cedo. Antes, tinha assobiado uma melodia à janela para que Margarett entendesse o sinal dele.
Antes de chegar à mansão passou num café para comprar uns caramelos e depois seguiu caminho. Olhou em redor antes de atravessar as grades empenadas, banhadas a ferrugem. A visão da casa parecia tornar-se cada dia mais monumental. David deixou-se estar no jardim velho e vagueou por entre os resíduos secos do espaço, enquanto chutava as pedrinhas do chão. Passaram cerca de trinta minutos e ele fartou-se. Sentou-se encostado ao chafariz e o seu rosto ficou estrategicamente virado para a casa. Ele sentiu um arrepio a percorrer-lhe a espinha e corou com as recordações da última visita dele à casa. A memória de empurrar Margarett contra o tocador, sentir os contornos dela molhada e necessidade de tê-la, deram-lhe uma sede estranha. Ele soltou uma lufada de ar incomodado e levantou-se. Sacudiu o cabelo e foi o tempo suficiente para ser surpreendido por ela.
-Mag! – Exclamou, com o coração aos pulos.
Ela mordeu o lábio inferior e desviou o cabelo para trás da orelha. David analisou-a. Como já se vinha a acostumar ela estava vestida como uma princesa. Um vestido florido em tons frios e um casaquinho bordado para lhe tapar os ombros das correntes de ar que lhe sacudiam o cabelo. Apesar de tudo, ela tinha um ar menos descontraído do que era costume.
-O que se passa, Rett?
Ela suspirou e aproximou-se dele:
-Tinha saudades tuas.
Ele riu-se, achando aquela resposta uma brincadeira, por isso abraçou-a como se não a visse há muito tempo.
-Tontinha…! – Murmurou, depositando um beijo na testa dela.
Margarett sorriu discretamente. Inalava o cheiro de David. Se de todas as vezes que estavam juntos ela sentia vestígios de um odor agradável, desta vez ela sentia-o por completo e admitia, era bom.
-Porque me disseste aquilo ontem? – Perguntou afastando-se com ar de ofendida.
Ele colocou uma expressão neutra:
-porque é verdade.
Margarett sentou-se na borda do chafariz, contrariada. Com os olhos azuis brilhantes, olhou David nos olhos.
-O que significa isso? Eu não dever beijar-te?
David riu sem humor:
-Ora, Mag, eu sempre odiei manifestações de afecto, lembras-te?
Ela sorriu, mas abanou a cabeça:
-Tu odiavas…! Dantes, quando eras um miúdo idiota que não queria acreditar que eu era uma rapariga. – Disse, levantando-se e dando passos em redor dele – mas agora… às vezes eu preciso dessas manifestações de afecto e tu também.
David não a encarou directamente. Em vez disso, fixou um grão de areia no chão e humedeceu os lábios:
-Eu sei… Mas nós mudamos.
Ela contrariou-se:
-Qual é o problema, afinal? Nós nunca nos importamos com o que os outros achavam de nós. Porque é que agora tu não queres dar-me um único abraço?
-Porque tu tens namorado! – Respondeu abruptamente o rapaz, olhando-a com impaciência.
Depois disso ele só teve tempo de vê-la a correr para entrar dentro do casarão. Matou-se internamente por ter sido tão arrogante com ela e por isso seguiu-a. Margarett ficara encostada á parede da sala, com as mãos atrás das costas.
-Desculpa. - Murmurou-lhe quando a viu.
Ela balançou os braços e foi ter com ele:
-Eu só não entendo!
David segurou-lhe as mãos com ternura e fitou-a longamente:
-O William adora-te – Ela surpreendeu-se com a declaração dele -, mas odeia-me. Como achas que ele se ia sentir de cada vez que eu e tu estivéssemos a abraçarmo-nos em plena rua ou a dar beijos apertados um no outro?
O silêncio ganhou lugar, até David prosseguir:
- As pessoas falam, Rett… Se nos virem juntos a rir às gargalhadas e a tomar um batido de chocolate sem ninguém junto a nós, começam a inventar histórias, histórias essas que poderiam chegar aos ouvidos do William. – Ele suspirou – Acredita, estou a fazê-lo por ti.
Margarett fez um beicinho amuado mas verdadeiro. Desprendeu as mãos de David e virou-lhe costas, reflectindo sobre o que ele dissera.
-Não te sentes mal por ter de fazer isso?
Ele confirmou. Uma parte de si estava lentamente a desmoronar. Ter de afastar-se de Margarett tornara-se mais doloroso do que fazer golpes por todo o seu corpo e mergulhar-se numa banheira de álcool etílico. E ultimamente, mais do que nunca, ele sentia que um naco de carne lhe tinha sido arrancado do corpo, deixando-o incompleto.
-Eu não quero abdicar de ti. – Exclamou ela, virando-se de novo na direcção dele.
David sorriu timidamente, talvez pela primeira vez na sua vida, feliz com isso.
Fez-lhe uma carícia terna na face; os seus dedos deslizaram devagarinho desde a sua maçã do rosto, até tocar ao de leve os lábios cheios. Margarett fechou os olhos, atravessada por um arrepio saboroso, mas depressa os abriu para contemplar o amigo.
-Eu também não. – Disse ele, de um modo deleitado.
As paredes foram testemunhas de um sorriso puro a desabrochar na cara dela. Abraçaram-se os dois ao mesmo tempo, sem palavras que os obrigassem, encaixados como duas peças certas de um puzzle. Ambos depositaram um beijo na testa um do outro. Se fosse possível medir o tamanho de uma amizade, provavelmente a deles seria das mais longas, pois já tinha enfrentado a distância, as diferenças, e agora preparavam-se para enfrentar os limites. Mesmo assim, talvez não fosse só essa relação que os mantivesse unidos.
Margarett, por fim, resolveu ir ao assunto que queria desabafar com David. Puxou-o para o sofá poeirento e sentou-se com ele:
-David, posso fazer-te uma pergunta?
Ele acenou, calmamente.
-O que tu quiseres.
Ela desenhou um esgar aflito.
-prometes que não te ris!
David arqueou a sobrancelha, desconfiado, mas aceitou:
-Eu prometo, mas não ao ponto de fazer uma promessa de lama. Nunca se sabe o que o meu humor pode gerar.
Por dizer aquilo, ele levou um soco no ombro, do qual riu.
-Vá, diz…
Margarett acanhou-se e pôs-se a pé para andar de um lado para o outro:
-Tu…? – Ela sacudiu a cabeça para começar de novo a questão - Qual é a sensação de… – Ela engoliu a seco antes de prosseguir - …beijar?
Numa situação normal, David supôs que iria rir-se da pergunta, mas algo o impediu de o fazer naquele momento. Podia ser o facto de Margarett lhe ter pedido para não o fazer, todavia ele sabia que não era isso. Era algo mais pessoal. Um ciúme, ao imaginar que ela questionava aquilo por causa de William. Por essa razão ele não conseguiu responder-lhe. Não por falta de resposta, mas por ter sido engolido por uma angústia discreta.
Margarett deixou-se cair de novo sobre o sofá levantando uma nuvem de ácaros horrenda.
-Eu sei, é uma pergunta estúpida… - declarou, ignorante quanto ao silêncio de David - Não precisas de responder.
Ele atentou nela de frente e tentou não ser transparente nos seus sentimentos:
-Quando o William te beijar vais saber…
-Bem, ele já tentou avançar…
David enrubesceu e fechou os punhos, num misto de irritação e mágoa:
-Como assim, “tentou”?
-Bem… - Margarett procurou as palavras certas, sentindo o ar a fugir-lhe – Ele diz que não me quer forçar a nada e que espera até eu estar preparada, mas… é inevitável que ele me queira dar um daqueles beijos como tu dás à Brittany.
David caiu para trás, atrapalhado.
-Ele já me beijou, mas não da mesma forma que tu, mas eu sei que ele quer “avançar” dessa forma.
David levantou-se num impulso forte. Colocou as mãos nas ancas e humedeceu os lábios, numa tentativa frustrada de agir naturalmente:
-E qual é o teu problema, afinal?
Ela baixou as atenções para os pés:
-Eu não me consigo familiarizar com essa ideia. Nem tampouco com os beijos que ele me dá… - admitiu - Tenho sempre… receio.
Uma espécie de alívio reconfortou David.
-Tu não és obrigada a beijá-lo.
-Eu sei! – Concordou ela – E é aí que tu entras!
-Eu?
Ela confirmou com um abanar do crânio.
-Eu estive a reflectir e… Se calhar o meu medo é culpa tua. – David franziu o cenho – Não me interpretes mal… Mas sabes a promessa que eu te fiz? De nunca beijar um rapaz, caso contrário deixaríamos de ser amigos?
David entreabriu os lábios, apreensivo. Acenou-lhe para que ela prosseguisse.
-Se calhar estou tão presa a essa promessa que não me consigo libertar para o William. Além disso, o que tu me disseste ontem e hoje sobre termos uma amizade limitada por causa do meu namoro, intensificou-me ainda mais esse peso da promessa…
David ajoelhou-se em frente a Margarett e acariciou-lhe a pele macia, com um ar apático:
-Por muito que me custe prefiro ver-te feliz, do que a zelar por uma promessa infantil que te corrói a alma. – David pegou-lhe as mãos e beijou-as em sinal de bênção. O seu coração doeu-lhe, mas ele sorriu externamente – É um facto que a nossa amizade nunca mais será a mesma, mas por ti eu estou disposto a suportar a situação.
-A sério? – As sobrancelhas dela caíram. Talvez porque no seu mais profundo ser, ela quisesse ouvir David a dizer-lhe o contrário. Porque seria a desculpa perfeita para o facto de ela não gostar que William a beijasse, porque era a desculpa perfeita para ela encarar o que realmente queria.
Se David o tivesse feito, ela nem teria pensado duas vezes.


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Oh pois, ela nem teria pensado! Matreiro
Desfrutem porque vou começar a reduzir ainda mais aos posts porque tenho de fazer umas alterações e estou sem tempo para prosseguir a fic! Desejem-me sorte e comentem bastante! Matreiro

as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#90
Tut, tut, Swan Princess não é da Disney. Aliás, é um erro bem comum dizer que Swan Princess e Anastasia são da Walt Disney Company.
https://www.youtube.com/watch?v=z94X3lr4XoU --> Filme parte 1
Para quando tiveres tempo, sei lá, nas férias de Natal (guarda o link!). Nunca houve dobragem portuguesa para o filme, só brasileira. Mas o segundo filme já teve vozes portuguesas e imagina a minha surpresa quando ouço a voz do Carlos Macedo a sair da boca do Derek (o Carlos foi o dobrador da voz do Dimitri) *-* Coincidência?
Mas agora, falando do capítulo...
Tenho que dizer que A-M-E-I. Achei a coisinha mais fofa aquele medo, aquele receio da Maggie e do desejo que tinha em agarrar-se ao David (ai que malandra... usa da desculpa do amigo à vontade, que eu sei que é outra coisa Tramar alguma ). Por momentos, achei que o David ia beijá-la, mas não. Isso só me fez gostar ainda mais dele. Rapaz com maneiras, acima de tudo. Gostei da conversa acerca dos medos dela e da promessa (continuo a achar que ela anda a agarrar-se á "amizade" deles para se afastar do Will. E, devo dizer, isso é tudo uma indirecta. Não é a "amizade" que a impede de estar com o Will, mas sim a "não tão séria amizade e sentimentos profundos" que ela tem pelo seu dito "amigo".
E este estado de melancolia do David? Espero que não seja sempre assim? (Mas também não quero que se ponha logo atrás de outra bitch, entendido? Mal disposto) Espero que a conversa com a Vicky faça algum efeito e que ele começe a observar a relação da Maggie ao longe. Não sei porquê, mas tenho cá um feeling que algo vai correr mal.
AHHHH, EU SABIA! Agora temos quatro antagonistas nesta histórias. E dizias tu que só havia três. Ah, que tentaste enganar-me! Toma toma Eu sabia que o Jack iria revelar-se um filho da pu---licia. Pergunto-me que problemas ele trará ao casalinho. Ou se a sua vilania só irá afectar o David. Ás tantas a Britney vai voltar atrás. Tem consciencia a rapariga. Mas só num sentido. Ela pode acabar por (indirectamente) ajudar o Jack, afectando a Maggie (e, consequentemente, afectando o David)
E agora, Maggie, que irás fazer? Bem, isso só saberei no próximo capítulo. Entendo que demores com os posts (passo pelo mesmo) mas espero que, quando vir novo capítulo, que seja grandinho e bom...
...nah, para quê pedir, já sei que não serei desapontada Smile

Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#91
Uau! Amei este capítulo! O momento deles os dois juntos, tão lindo! Esperancoso E o David sempre a respeitar a sua amiga. Quando é que esses dois se entendem de vez? >.<
E o Jack... Hum... O que é que ele vai andar a tramar? E será que a Britt vai voltar atrás no que lhe disse e também se vai querer vingar?
Fico à espera do próximo capítulo! Simpatico2

Beijinhos.
#92
Eiah!!! É pá, eu até podia responder aos comentarios, mas tou mesmo sem vontade (sorry, sorry, é só preguiça da minha parte! Assobiar ) por isso vou seguir para a actualização da fic.
Sou franca, este capitulo não vale nem metade do anterior. É uma seca! Não se passa nada de jeito na minha opinião, mas pronto, Nem me lembro porqu eé que lhe dei este nome, mas na falta de coisa melhor fica assim.


Capitulo XX – Conflitos

“A agressão é o último refúgio do incompetente.”
(Isaac Asimov)

William devia ser o homem mais feliz da cidade. Não se lembrava de ser tão comunicativo com as pessoas, de sorrir para desconhecidos, ou sequer ignorar os comentários dos rivais.
Mais uma vez acordou bem-disposto. Saltou da cama, vestiu-se adequadamente e colocou perfume.
Depois quase correu para sair de casa e procurar a sua prezada namorada, até ser interrompido por Kelly Finkie:
-Will, querido, aonde vais tão cedo?
-Vou ter com a Margarett, mãe. – Exclamou, depositando um beijo rápido na bochecha da progenitora – Combinei irmos tomar o pequeno-almoço juntos.
Mrs. Finkie sorriu, feliz pelo filho:
-Que bom ver-te assim, querido. – A senhora virou costas por segundos, encantada, e depois pegou na carteira e retirou uma nota para entregar ao filho – Nunca te esqueças… as mulheres devem ser tratadas como flores.
William fez um sorriso cúmplice para com a mãe que lhe piscou o olho, e abraçou-a para logo sair de casa.
Deu uma corrida rápida até à florista. Por entre tantas flores e cores, ele encarou as margaridas vermelhas e viu ali as flores indicadas. Comprou um ramo delas e andou calmamente até ao local combinado, sem pressas, já que, segundo o seu relógio de pulso, estava adiantado.
Entrou no Lili’s Diner com um sorriso no rosto. Geralmente preferia ir para o balcão do que para as mesas, mas para não ser incomodado enquanto estivesse com Margarett, resolveu sentar-se perto da janela, numa mesa.
Daisy, ao vê-lo, resolveu ir ter com ele, mas a sua vontade interrompeu-se ao ver um grupo de rapazes a entrar no café. Sabia que por onde quer que eles passassem traziam problemas e sabia também que tinha de os enfrentar, porém, tinha um pouco de receio. Humedeceu os lábios e encheu-se de coragem para ir ter com eles.
Jack foi o primeiro que a olhou, desdenhoso.
-O atendimento está a melhorar, rapazes. Agora as serventes nem esperam que me sente para virem ter connosco.
Daisy corou, mas fez uma cara autoritária:
-Vocês foram proibidos de entrar no estabelecimento, lembram-se? O chefe não quer mais problemas…
Ela nem teve tempo de reagir. Só viu Jack a atirar-se a ela como um pitt bull raivoso e encolheu-se assustada:
-Ouve bem, ordinária, ninguém me diz o que posso ou não fazer! – Gritou, furioso – Tu vais servir-nos, quer queiras quer não.
A latina ficou pálida de repente. Por susto, acima de tudo. Crucificou-se por ter sequer pensado que eles a respeitariam. No café, todos olhavam o escândalo. O cozinheiro espreitou da cozinha e as companheiras da rapariga ficaram estáticas sem saber o que fazer. As lágrimas estavam prestes a brotar pelos olhos escuros dela, por vergonha e também por impotência.
Foi surpreendida quando um corpo se colocou á frente do dela:
-Ninguém aqui te vai servir! – Exclamou William, com uma calma certeira - Não enquanto tratares as pessoas assim. Tu não mandas aqui nem em lado nenhum para fazeres ordens, por isso poupa-te a humilhações e vai-te embora!
Jack deu um encontrão em William:
-E quem és tu para falar? O filhinho do papá?! Lá porque o teu pai é o banqueiro da cidade, isso não te torna rei! Não admito que ouses desafiar-me!
William bufou, controlando o temperamento e depois rangeu os dentes:
-Deixa de ser palhaço. – Disse - Se aqui alguém quisesse espectáculo ia ao teatro. Vai te embora e poupa os escândalos, é demasiado cedo para começares a infestar tudo por onde passas!
Jack preparou-se para atacar, mas os seus parceiros agarraram-no pelos braços para o impedir:
-Jack, não te lixes! Vamos embora!
Ele sacudiu os ombros zangado, até se conseguir soltar. Aproximou-se devagar de William e atirou-lhe um olhar ameaçador:
-Eu vou, mas volto. Ninguém me pode impedir de ser livre!
O grupo saiu do estabelecimento, depois de Jack chutar uma mesa com violência.
Daisy tapou o rosto corado e tentou controlar a respiração aflita.
William encarou-a, apreensivo:
-Hei, estás bem?
Ela negou com a cabeça. Estava nervosa.
William deu-lhe um abraço amigável para reconfortá-la. Durou pouco mais que uns segundos, mas para aquela servente foi tudo. Ally foi buscá-la e levou-a para a cozinha, deixando murmúrios a pairar no ar.
William voltou a sentar-se à mesa. Suspirou duas e três vezes para voltar ao estado normal e deixar de lado aquele sentimento leve de raiva. Olhou o relógio. Reparou que o restaurante começou a estabilizar e as pessoas pareciam esquecer devagarinho o que tinha acontecido. Ele espreitou o ambiente da cozinha e deduziu que os ânimos estavam calmos, por isso ajeitou-se na cadeira e escondeu as margaridas atrás de si.
Esperou cerca de cinco minutos até Margarett chegar, com um sorriso amável no rosto. Ele levantou-se para a receber com uma expressão feliz e sincera:
-Bom dia. – Disse ela com a mesma timidez de sempre.
-Bom dia para ti também, querida Margarett.
Ele levantou-se para recebê-la.
As serventes do Lili’s Diner saíram uma a uma de bandeja na mão da cozinha, sendo Daisy a última. Ela respirou fundo e engoliu a seco ao ver Margarett, mas suspirou e dirigiu-se na direcção do casal. Interrompeu-se quando viu William a pegar num ramo de margaridas vermelhas. O seu coração pulou com bastante força. Adorava aquele tom e especialmente adorava aquelas flores, não se chamasse ela Daisy (Margarida). Quando William as ergueu para Margarett, Daisy corou.
-Margaridas para a Margarett!
Margarett sorriu encantada e recebeu-as de bom grado. Daisy utilizou a distracção para se afastar.
-São lindas, William, obrigada.
Ele apenas fez o mesmo ar simpático de sempre e Margarett analisou-o discretamente. Sempre considerara William charmoso. Tinha uns olhos bonitos, um nariz recto, uma boa pele e um porte atlético. Talvez exagerasse um pouco no gel, mas tirando isso ele era praticamente perfeito para as raparigas no que dizia respeito à fisionomia. Mesmo assim, era a personalidade que mais atraía. Era boa pessoa. Mesmo sendo rico, não era caprichoso e sabia actuar com a educação necessária em diferentes cenários.
Margarett suspirou e sorriu, convencendo-se de que tinha muita sorte por ter arranjado um namorado tão cavalheiro.
Ponderou sobre a conversa com David e voltou a sorrir, enquanto humedecia os lábios, pois agora não tinha impedimentos para se entregar plenamente a William.
Ela olhou-o nos olhos. William não tinha planos de a beijar ou de tentar seduzi-la. Estavam apenas ali para falar e tomar o pequeno-almoço, porem, ele foi surpreendido quando Margarett lhe rodeou o pescoço com os braços, com o ramo de flores ainda na sua mão e se antecipou para beijá-lo.
Obviamente ele só teve tempo de sorrir por contentamento antes de receber os lábios dela contra os seus. E só Deus sabia a vontade que ele tinha de entrar por ela dentro sem ter de se controlar. Escutou um suspiro, que interrompeu o beijo de ambos. Viu Margarett corada, a olhá-lo com um ar retardado. Teve de rir da situação:
-O que foi?
Ela pestanejou, com a boca entreaberta e abanou a cabeça, sentando-se à mesa.
-Nada…
Ela engoliu a seco e a sua mente repetiu a questão de William, mas com a sua própria voz.
O que foi?
Para si mesma, todavia, não foi capaz de repetir o mesmo Nada que dissera a William e foi honesta aos seus sentimentos. Questionou-se o porquê daquele peso todo quando o beijara. Tinha voltado a querer parar de beijar William, mesmo depois de se ter livrado da punição de David. Sentiu-se a afogar-se novamente num maremoto de dúvidas e receio.
Deu por si a ter medo de beijar William, outra vez, porque a sensação não era tão boa como era suposto.

David estava deitado no sofá da sala a ver televisão, quando alguém bateu á porta. A mãe estava a preparar o almoço, portanto ele foi ver quem o incomodara. Só teve tempo de gargalhar feliz ao ver a irmã á sua frente, com o marido Richard ao lado.
Vicky abraçou-o com todas as suas forças, com alguma cautela por causa do feto que trazia dentro de si e que já ocupava grande parte do seu ventre:
-David, que saudades! – Guinchou ela, animada.
-O que estão aqui a fazer? – Perguntou ele, curioso.
Richard mostrou-se surpreendido:
-A tua mãe não te disse? – Inquiriu.
Mrs. Grace Paisen surgiu da cozinha, com um sorriso que engolia toda a sua cara alegre. Apressou-se a saudar com paixão a filha e o genro, emocionada pelas saudades.
David ficou quieto à espera de esclarecimentos. Viu duas pequenas malas à porta, que o seu pai foi buscar, animado:
-Quanto tempo ficam? – Perguntou o homem.
David franziu o cenho, confuso:
-Como assim? – Questionou.
Vicky deu-lhe um beijo a acompanharam-se mutuamente para a sala de estar:
-Viemos passar uns dias aqui. A mãe pediu e eu estava a morrer de saudades vossas!
Mrs. Paisen piscou o olho á filha. Apesar de a resposta de Vicky ser verdadeira, ela tinha vindo tão repentinamente para acalmar os ânimos da mulher que lhe deu vida e conversar com David, de modo a restabelecer a relação familiar que se estava a perder. Além disso, o seu marido Richard não tinha perdido a oportunidade de visitar os seus familiares também.
-Ainda bem que vieram. – Disse Mr. Paisen, acendendo um charuto de comemoração.
-Pai! – Repreendeu David ajoelhando-se á frente de Vicky que se havia sentado no sofá – Não fumes ao pé de uma mulher grávida!
Mãe e filha admiraram-se com a preocupação do mais novo, mas ele nem se apercebeu. Abraçou a barriga da irmã e beijou-lhe o ventre:
-Então, o que trazes aqui? – Perguntou-lhe enquanto acariciava ao de leve a grande esfera que pesava no corpo da pré-mamã.
Vicky sorriu encantada com o carinho do irmão travesso:
-O que gostavas que fosse?
-Uma menina! – Respondeu sem hesitar.
Todos os presentes ficaram admirados com a resposta. Era pouco habitual os homens quererem meninas em vez de meninos. Ter um rapaz aumentava o ego masculino, mas estranhamente David fora a primeira excepção com que Vicky se deparara. Ela olhou a mãe e esta sorriu-lhe, descansada. Ao ver o filho naquele momento, percebeu que ela realmente nunca estivera errada, e não tinha educado mal as suas crias. Todas as outras mulheres é que não conseguiam ver isso.
Vicky e Richard passaram a noite no antigo quarto de Vicky. Fora uma noite bem passada, porém, Mrs. Paisen foi verificar o filho a meio dela, como estava a tornar-se costume. Ao ver o filho a dormir sereno, descansou também.
Na manhã de Domingo, a família levantou-se toda cedo, o que não era habitual para o jovem David. Na sala e na cozinha um grande alvoroço impedia que o silêncio reinasse, mas toda aquela confusão era alegre. Pela primeira vez em muito tempo, todos se sentaram à mesa a tomar um pequeno-almoço de rei, para começar bem o dia.
Mrs. Paisen tinha vestido a sua melhor roupa e todos os demais também. Iam juntos à missa e depois da cerimónia iam a um bom restaurante.
David arranjou-se o suficiente, sem sair do seu registo pessoal de vestuário.
Com pouco custo, manteve-se atento ao pastor da igreja, ainda que ansiasse pelo final da celebração religiosa. Como era habitual, no átrio da “casa de Deus” as mulheres apartaram-se dos homens criando grupos de conversas distintas. Vicky foi o centro das atenções para as mulheres da cidade que teceram comentários previsíveis como “Parece que ainda ontem era uma criança” e “Cresceu tanto!”.
Os jovens, à parte dos adultos, procuravam-se entre os aglomerados de pessoas. David não esperava ver ninguém do seu agrado até o seu olhar atentar em Margarett. Sorriu para consigo e resolveu ir ter com ela, mas aí Brittany atravessou-se à frente dele para alcançar a outra rapariga. O encontrão que ela lhe deu foi tão nítido como a claridade do sol. David pensou ter escutado algum comentário desagradável da ex-namorada para a filha da costureira, mas não conseguiu entender nada. Aproximou-se dela, com um simpatia que era dela por carinho especial:
-Olá Rett!
Ela sorriu ao vê-lo:
-David, não esperava ver-te aqui!
David ia responder, até que a sua palavra foi cortada:
-Paisen…! – Cumprimentou William, acabado de chegar.
David riu para si mesmo, com um certo repúdio por si mesmo. Como se tivesse acabado de acordar para a vida real:
-Finkie! – Respondeu, sorrindo com mágoa à mistura.
-Olá William! – Exclamou Margarett chamando as atenções.
Ele sorriu e deu-lhe um beijo rápido na boca. Ela olhou David logo após, atraiçoada pelo tom de pele, mas ele pintou uma mascara indiferente à situação.
-Desculpa o atraso, o meu pai estava a aborrecer-me com uns assuntos dele.
-Não há problema.
Ele olhou David:
-E tu? Não é costume vires à missa… - implicou.
David sorriu, desta vez com sinceridade:
-A minha irmã veio visitar-nos, por isso…!
Nem teve tempo de terminar.
Quando ele e o rival deram por si, Margarett tinha levantado voo numa corrida improvável até Vicky. Abraçou-a com bastante força, feliz por revê-la depois de tanto tempo. Vicky gargalhou devido à saudação inesperada, mas retribuiu o sentimento de Margarett.
-Oh Vicky, estás tão linda! – Disse a adolescente.
Vicky agradeceu o comentário:
-Apenas mais gorda!
Margarett olhou a grande barriga, sorrindo:
-As grávidas são todas lindas! – William e David aproximaram-se atrás dela - Acho que vou adorar quando for a minha vez!
Se William ficou com as bochechas quentes pelo comentário, David pura e simplesmente derreteu. Mrs. Wilson, que estava implantada no mesmo grupo tossiu atrapalhada. Ter a filha grávida não fazia parte dos seus planos. Margarett só devia perder a sua pureza depois do casamento, como era próprio para uma dama, e nem mesmo um partido como William podia desvirtuá-la.
-Oh Margarett, tenho a certeza que não serás excepção à beleza da gestação. – Prosseguiu Vicky - E por falar nisso, estás tão bonita. Fiquei tanto tempo sem te ver que ainda me custa a esquecer a tua fisionomia aos 12 anos. – Ela puxou David para mais perto dela – O David já está maior do que tu!
Eles riram-se os dois em uníssono:
-Não somos crianças para sempre.
Vicky assentiu perante a declaração da jovem:
-Mesmo assim, não vos vejo de outra maneira que não juntos! – William manteve a postura exterior, mas sentiu-se mal por dentro – E então os famosos torturadores de adolescentes já levaram com dois miúdos a espiá-los?
David abanou a cabeça:
-Não lhes damos hipóteses! Além disso nenhuma criança há-de conseguir ser tão ágil como nós dois juntos.
Margarett concordou e ousou dar um beijo na cara de David, sem ninguém estar à espera.
Mrs. Wilson fuzilou a filha com o olhar e depois encarou o namorado dela.
William olhou o céu, de dentes cerrados. Canaliza, William, canaliza! Pensou para si mesmo, restringindo com dificuldade o seu ciúme.
David não conseguiu, no entanto, disfarçar os seus sentimentos depois do beijo de Margarett. Ele perdeu o sorriso, desajeitado, e inspirou um pouco de ar, levemente corado. Olhou Margarett de uma forma que saltou à vista de Mrs. Wilson, mas ao recordar a presença de William perto deles afastou-se para dar prioridade ao namorado da melhor amiga. Margarett absorveu nesse momento o seu erro e por isso despediu-se de Vicky com dois beijos rápidos e um trejeito amável. Depois deu a mão a William e saiu dali com ele.
Para compensá-lo, levou-o para um local discreto e beijou-o o suficiente para se sentir menos culpada com o que tinha feito, mas não mais confortável.
Os Paisen foram a um restaurante do centro. Passarem uma tarde divertida todos juntos e não pouparam a regalias. Era uma ocasião especial ter a filha e o marido presentes e não a perderiam por nada.

Três dias depois, Margarett foi ao Lili’s Diner. Ally tinha-a contactado para combinarem algo em grupo, mas como não se tinha decidido nada, marcaram todos de se encontrar no sítio de trabalho das três raparigas. Foram na hora de menos movimentos, para facilitar o diálogo.
Quando Margarett chegou ao local, a primeira coisa com que se deparou foi Janice e Eric aos beijos, encostados ao balcão. Ela quase tropeçou ao observar melhor a situação. Reparou na voracidade dos beijos. Beijos como David dera a Brittany, mas que não tinham nada a ver com os dela e de William. Perguntou-se se aquilo realmente seria melhor e admirou-se com Janice a sorrir entre contacto labial.
Voltou o rosto, desconfortável, e tentou encontrar Ally ou Daisy para se distrair da cena. Elas estavam as duas a falar, vergadas sobre o balcão.
-Olá meninas! – Cumprimentou – Então, alguém me pode traduzir? – Perguntou apontando discretamente para o casal.
Ally Sorriu:
-Desde o baile que eles não se largam. A Janice está completamente louca pelo Eric!
Louca pelo Eric?
Margarett voltou a comparar-se. Ela não era “louca” pelo William. Isso era certo?
-Estou admirada… - comentou.
-Bem, espero que dê certo, por ela. – Disse Daisy – Pelo menos ele parece também gostar dela.
Margarett olhou Eric e concordou. Realmente a expressão “estar louco por” fez sentido.
-Bem, e então o que estão a planear? – Inquiriu para fugir ao assunto.
Ally sorriu:
-Espera pelos rapazes, ok?
Ela assentiu e sentou-se no banco. Começou por ler panfletos e revistas informativas à disposição. Depois Ally foi atender uma mesa de clientes e Daisy arrumou os balcões. Margarett pediu um gelado, para passar o tempo enquanto os outros não chegavam. Voltou a analisar Janice e Eric e suspirou, imaginando quão ridícula ela se sentiria a agarrar William daquele modo. A sua mente foi ainda mais fértil quando imaginou, sem querer, David a fazê-lo. Corou violentamente quando se apercebeu que sorrira com a imagem mental.
Folheou outra revista, constrangida, enquanto terminava o gelado.
-Olá princesa!
William surpreendeu-a com um beijo na bochecha. Estava acompanhado por Rick e Tom, como sempre.
Ally, ao ver o namorado de longa data no estabelecimento foi saudá-lo com um beijo apetecido nos lábios. Rick sorriu-lhe:
-Desculpa o atraso. – Disse-lhe – O Tom demorou a ficar pronto – troçou – é pior do que uma mulher.
Tom deu-lhe uma cacetada e todos os demais riram.
William sentou-se ao lado de Margarett e ela encostou-se de costas contra o peito dele, para que ele envolvesse nos seus braços:
-E então, quais são os planos, meninas?
Janice e Eric largaram-se momentos antes, ao aperceberem-se da chegada dos rapazes e juntaram-se à conversa. Ela manteve-se no colo dele, enquanto ele lhe mexia nas mãos.
-Bem, como ultimamente tem estado calor, pensamos em fazer um plano diferente. – Explicou a morena.
-Tal como? – Perguntou Rick.
Margarett foi a única que se distraiu com a entrada de Jack no café, acompanhado por Carter e Clide. Ele sorriu-lhe desdenhoso quando os olhos dos dois se encontraram, mas ela, pelo contrário, revirou os seus, enfastiada. Tentou concentrar-se no que os outros diziam.
-E se fossemos à praia? – Propôs Daisy, causando especulação.
-Depende. – Começou Eric.
Ele era o mais deslocado do grupo, porque simplesmente nunca se tinha dado com aqueles sujeitos. Ainda assim, estava disposto a conviver com eles para estar mais tempo com Janice. Ia começar a explicar as suas ideias quando foi interrompido pela passagem de Clide por ele. Franziu as sobrancelhas e seguiu-o com o olhar. Ele aproximou-se de Daisy:
-Serve-me uma cerveja!
Daisy empalideceu, pois sabia que aquilo era uma provocação todavia, ao invés de o expulsar, foi buscar-lhe o pedido para não criar problemas. William tomou conta dos gestos dela. Viu-a a retirar a carica da cerveja e depois entregou-a a Clide.
Ele piscou-lhe o olho com maldade.
Eric olhou para trás de si. Carter e Jack estavam com cara de armação e se alguém sabia disso era ele, por isso fixou as suas atenções neles os dois. Jack sorriu ao aperceber-se e aproximou-se:
-Eric, meu bom velho amigo! – Saudou, falsamente.
Eric não reagiu:
-Eu não sou teu amigo. – Respondeu, ignorando-o.
-Pelo que vejo mudaste de ares. – Bateu palmas e riu-se alto – Quem te viu e quem te vê!
-Desaparece! – Ordenou o amante de Janice, impaciente.
Jack cruzou os braços e colocou o dedo indicador no queixo, fingindo-se de desentendido:
-Explica-me Eric… O que aconteceu para mudares de companheiros? É que pior do que tu, só mesmo o Paisen. – Ele voltou a rir-se e perante as atenções de todos aproximou-se de Margarett. Acariciou-lhe a bochecha e ela enxotou-o por impulso. William preparou-se para atacá-lo, mas as suas palavras impediram-nos – Ah, já me lembro! Foste tu! A Francesa protegida do David!
Margarett corou. William olhou-a com expectativa por qualquer resposta que o aliviasse, mas ela manteve-se calada.
-Se soubesses como desejava que nunca tivesses aparecido… - murmurou raivoso.
Margarett levantou-se, irritada:
-Digo o mesmo.
-ena, ena, o bicho-da-seda fala!
-Não me metes medo.
Uma gargalhada ecoou no local.
-Da última vez bastou-me fazer “Buh” para tu quase desmaiares!
-És um idiota. – Declarou Margarett verdadeiramente zangada – O que queres?
Não houve resposta. Nem Jack teve tempo. William levantou-se e obrigou-o a afastar-se. Carter fez sinal ao líder para se afastarem, e quando ele ia ceder, a sineta da entrada tocou quando a porta se abriu, sendo pretexto para Jack sorrir.
Eric levou as mãos à cabeça:
-Agora é que vão ser elas…!

Janice engoliu a seco quando viu David dentro do seu local de trabalho. Inicialmente ele nem reparou nas atenções viradas para ele, e talvez tenha sido por isso que Jack agarrou o braço de Margarett sem ninguém estar á espera e quase o torceu. Isso foi como se ele tivesse carregado num botão em David que o fez encarar a situação com atenção, alarmado.
Margarett cerrou os dentes e deu um encontrão possesso no delinquente, que não o esperava. Possesso levantou a mão para lhe dar um estalo. Ela pensou que ia acontecer, porque nem William nem ninguém tiveram reflexos suficientemente rápidos para pará-lo
William puxou Margarett dele o mais rápido que pode, mas foi o a mão de David que travou o incidente. Jack encarou o Paisen mais novo a travar-lhe o braço com força e mostrou-se irritado:
-Olhem só quem resolveu juntar-se à festa!
David soltou-lhe o braço:
-Ora Jack, já não tens força suficiente para lutar com alguém do teu tamanho e ainda tentas bater numa mulher?
Jack rosnou.
-Se tens problemas comigo, vem directamente a mim e não tentes atacar os outros para me chamar as atenções. Eu não fui criado para ser super herói.
-David, David…! Todos têm alguém para defender com a própria vida. No teu caso, foi previsível…!
O rapaz não demonstrou o seu constrangimento e permaneceu sério:
-Sabes o que têm o Eric e a Margarett em comum? – Inquiriu - São os meus dois melhores amigos. São para mim, aquilo que nunca ninguém vai ser para ti, porque tu precisas de pagar a alguns idiotas para te acompanharem. É isso que te incomoda e é por isso que achas que consegues atacar-me através deles. Desengana-te!
Jack riu-se:
-E achas que eu ia atacar-te através do Eric? Como se fosse possível comparar aquilo que o Eric é para ti e aquilo que sentes pela Francesa.
Tom e Rick atentaram em William, que atentou em Margarett que por sua vez atentou em David. Janice e Ally entreolharam-se, enquanto Daisy fixou-se em William. Eric, tal como Clide e Carter, manteve-se atento às reacções dos dois inimigos. David inspirou discretamente.
-Cuidado, moedinhas! – Acautelou o malfeitor – Um dia destes ainda acordas com a testa enfeitada.
Ao contrário do que se esperava, não foi David, nem William, nem nenhum dos outros rapazes a contra-atacar Jack. Houve um punho cerrado que lhe acertou na cara movendo-lhe o maxilar e uma joelhada entre as pernas que o deixou imóvel e com falhas na respiração. Todos arregalaram os olhos, desprevenidos, e as raparigas guincharam.
-Deixa-te de disparates, cretino!
Jack só conseguiu identificar a voz do seu atacante, pois foi acertado com um outro murro nos olhos antes de responder à agressão.
Margarett empurrou-o pelos ombros, até ele embater contra uma mesa e cair com ela por cima:
Ela deu dois passos sonoros, em direcção a Jack. Ele foi capaz de ver o salto agulha à frente da cara, e isso deixou-o estático.
-Nunca te metas com uma rapariga que luta desde os seis anos e que ainda por cima o faz de saltos altos!
O silêncio reinou no local. Todos atrás de Margarett tinham as bocas entreabertas pelo choque e os olhos não se deixavam fechar. Quando ela voltou a virar-se para eles, tinha um aspecto tão sombrio como a própria morte.
Ninguém soube o que dizer, e então a mudez foi quebrada por uma gargalhada espontânea.
David pegou Margarett ao colo, num misto de surpresa e divertimento. Há séculos que esperava ver um reacção daquelas vinda da velha melhor amiga. Aquilo sim era genuino da arte dela:
-Esta é a minha Rett! – Declarou orgulhoso.
Ela sorriu levemente e ele pousou-a de novo no chão para não dar motivos que levassem todos os outros a acreditar na previsão de Jack. Margarett estendeu a mão para Jack e levantou-o, deixando ainda mais surpresa no ar:
-Vai-te embora e pensa no que andas a fazer!
Ele não respondeu. Apenas rosnou e limpou com o punho o resto de sangue que escorria pelo canto da sua boca. Carter e Clide abanaram as cabeças para fugir ao choque e despacharam-se a sair dali com o líder.
Margarett olhou os amigos, agora envergonhada, e depois deu de ombros:
-Lamento… - Desculpou-se – Mas ninguém consegue esconder a sua verdadeira essência para sempre. E eu não sou excepção.

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Sabem o que me enerva?! É que há muitas expressões na fic que estão em itálico e quando eu posto eles ficam em escrita normal (Fossa!!!). Como estou com preguiça, não vou andar aqui a editar palavra a palavra!
Desfrutem! Daqui a uns dias há mais! ;D
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#93
*Mim entra de mansinho, pronta a fazer estragos*

UMA SECA? Não gozes comigo sodona Lulu. Eu devo dizer que adorei este capítulo. Verdade, houve melhores mas, em comparação a uns outros que dizias que não eram grande coisa, está muito melhor. Falo por mim, ri-me o capítulo todo Matreiro
Primeiro temos o senhor Will-tonhó que, devo dizer, fez-me lembrar um daqueles protagonistas de um filme super romântico e lamechas todos felizardos que até se pôem a dançar em plena rua. Rolling Eyes Depois, temos o bebé da Vicky e a recessão da familia. Dá para ver como são uma familia unida. O autêntico contraste da familia Wilson. E imaginar o David a olhar para a barriga dela, vieram-me imagens à cabeça. Aposto que ele quer meninas... mas meninas como a Maggie, por esse tipo de femeas aumenta o ego de qualquer homem Matreiro
Mas olha, ouvi dizer que homens têm maior afinidade para meninas. Verdade que antigamente desejava-se os rapazes para herdeiros e outros, mas a afinidade sempre fora para meninas. O facto de serem muito protectores e talz (como dizia o meu prof de portugues: (...) Depois os adolescentes começam a namorar. Bem, para os rapazes é um encolher de ombros mas para as raparigas.... *manda um sorriso timido para as suas alunas - que constituem 4/5 da turma* serão sempre as suas meninas, não é?) custa-lhes muito aceitar que as meninas cresçam (e agora o meu pai que, sempre que mencionamos namorados, vêm ele para cima de mim e da minha irmã: Ohhh, não me façam ir buscar a caçadeira para matar coelhos! /Voces têm muito tempo para namorar coelhos. *e outras frases do tipo*) Matreiro
E depois, temos a crush que a Daisy desenvolveu pelo tonhó. Parece tão inocente que, quando dei por mim, só me ria das expressões que imaginei a Daisy fazer, ao olhar para ele. Mas fiquei com pena quando ela imaginou aquelas margaridas para ela. (Serei algumas aberração da natureza por detestar margaridas? A sério, acho flores tão simplezecas que nem digo nada...)
Mas os momentos sensação do capítulo foi mesmo à porta da igreja e no café. MAGGIE'S A QUICK ASS Toma toma Imaginar uma rapariga de salto alto e deitar um gajo feito ao chão... Mega contente ai, faz-me lembrar uma amiga minha (só que ela tirava o salto e dava-lhe na cara! Tramar alguma ). Eu ri-me tanto que apenas ri-me mais quando vejo a reacção do David. Quantas vezes é que ele agora diz: Esta é a minha Rett? A sério, dá para ver que ele tá cada vez mais apanhadinho por ela.
E a nossa Maggie chocou tudo e todos. Quero mesmo ver a reacção do Will no prox. capitulo. Como será que o tonhó irá agir quando ele se aperceber que a sua namorada de sonho está-se a trasnformar na namorada de sonhos do rival?
E, finalmente, um dos melhores momentos (talvez o segundo, porque a Maggie Quick Ass foi mesmo sobervo *-*). A reacção dos muninos ao comentário da Maggie. Fico agora a pensar. Eles estavam a pensar em serem o pai da criança Mas quem será, mas quem será, mas quem será... o pai da criança! Eu sei lá, sei lá, eu não estava lá) ou no acto de conceber a criança? Há que lembrar, eles têm dezassete anos. Matreiro
Enfim, adorei este capítulo, como já disse e espero pelo próximo. (Podias ser que postasses um antes do Halloween Wink)



Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#94
ola Very Happy
para ser sincera tenho vindo a acompanha os teus capítulos, mas a preguiça para comentar é maior e como chego ja muito tarde a casa, ainda arranjo um tem-pinho para ler os capítulos, mas depois para comentar, a preguiçau.u acompanhada de sono é pior=( Chorar Dorminhoco . xd
o k tenho para te disser já to tinha dito anterior mente,Brincalhao por isso acho que não é necessário referir sempre o mesmoSuper contente . és uma escritora fenomenalSuper contente Super contente Super contente Simpatico2 Simpatico2 Ave , por isso eu mato-te se deixares de escrever~~ Tramar alguma Toma toma Simpatico . (lol na brinca) Cool Consolar
a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino

visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm
#95
Minha casa, 21 de Outubro de 2011

Queridas Leitoras,

Eu amo-vos!
Vocês são incrivelmente motivadoras tendo em conta a quantidade! É caso para dizer que o importante é mesmo a qualidade! Amo-vos, a sério! Cada letrinha que vocês escrevem dá-me energia e alegria para o resto do dia. Podiam até só escrever um "A" nos comentários que eu ia adorar na mesma (Mas não façam isso! Eu adoro comentários grandes! Esperancoso)
Minha Sweet Ana, já estás cá <3 basta ler o primeiro paragrafo de qualquer post teu que começo logo a sorrir e/ou a rir! Este não foi excepção! Will-tonhó! Vou pôr a Mag a chamar-lhe isso quando quiser ser amorosa de um jeito hipócrita! (Vou colocar um asterisco neste capitulo cada vez que isso acontecer! Muhahahaha Twisted Evil ) O tipo de meninas que o David quer há tempo para descobrir! ;D Mas sim, é verdade que os homens tem mais ligação com as filhas e as mulheres com os filhos. Por exemplo, a minha mãe é muito mais galinha com o meu irmão (ela chama a isto ciumes, mas eu não concordo nada! Mal disposto' Não sou ciumenta!) Esquece, eu também não gosto assim tanto de margaridas. Só pus isso por causa do nome delas (Margarett e Daisy) Toma toma A parte da pancadaria era mais interessante ser com a Brittany, mas pronto, o Jack apareceu primeiro e não há nada como enfiar um salto agulha pelo c* acima de alguém de quem não se gosta! Muhahahaha! Kill yourself, Lulu!
Monica! Esperancoso ;_; Eu a pensar que tinhas deixado de seguir a fic! Crueldade pá! Eu preciso de comentraios para viver! É como sangue! Cada vez que me falta uma leitora é como se me roubassem um litro de sangue (E eu só tenho 5, ok?! pale ) Save my life!!! Chorar E continua a comentar, sim? Mongloide

Ahora, como estoy muy bien preparada, aquí está el nuevo episodio de la ficción más querida para usted! Muhahaha! (o meu espanholês é maravilhoso! Matreiro)

Capitulo XXI – O que realmente se quer
Avril Lavigne - Wish you here
OK, se alguém não entende porque eu coloquei aqui esta musica eu explico: Tinha saudades de pôr um videozinho aqui! Esperancoso E amo esta musica, tendo ou não relação com a fic! Defsrutem! Toma toma

“Amar é admirar com o coração. Admirar é amar com o cérebro.”
(Theophile Gautier)

Vicky e Mrs. Grace Paisen eram as únicas activas em casa. Os homens casados tinham ido à tabacaria tomar um copo e fumar um cigarro e David ficara a dormir.
A conversa das duas mulheres rondava precisamente o filho mais novo dos Paisen.
Vicky parou de bater a massa do bolo e sentou-se na cadeira da cozinha, cansada por causa da criatura que carregava dentro de si. Ela suspirou e olhou a mãe:
-De onde te surgiram essas inseguranças, afinal de contas?
Grace deu de ombros e sentou-se à frente da filha, enquanto descascava uma maçã:
-Foi no baile de máscaras que Mrs. Finkie organizou. Ela e a Dorianne criticaram tanto o David que eu até me senti mal…
-Ora mãe, como se não as conhecesses. Mrs. Finkie é a mais bisbilhoteira da cidade e a nossa vizinha sempre foi muito língua negra.
-Eu sei, eu sei, filha… Mas não foram só elas. Já há algum tempo que eu ouvia comentários estranhos sobre o David, mas nunca tinha dado importância. Mas depois da festa… Comecei a observá-lo com mais atenção e sabes o que notei? Que ele praticamente já não conversa connosco….
-É um adolescente, mãe!
Mrs. Paisen levantou-se, agitada:
-Mas eu sinto que algo se passa. Só queria saber o quê. – A mulher suspirou e encarou de novo a filha - Cheguei a contar-te que ele e a Margarett estiveram um bom tempo chateados?
-Ora, eles sempre brigaram, é natural entre amigos.
-Não, não, não… Eles zangaram-se mesmo. Só que eu nunca me dei ao trabalho de saber porquê. A única coisa que sei é que foi algo que o David fez porque encontrei uma carta dele para ela.
Vicky suspirou pacientemente e depois levantou-se para ir buscar a forma e untá-la com manteiga:
-Se te descansa, eu vou falar com ele. Juro que não saio da cidade sem saber o que se passa.
Mrs. Paisen deu um beijo na testa da filha e abraçou-a:
-Obrigada, minha filha.

Margarett, Ally, Daisy e Janice encontraram-se na paragem de autocarros, à espera que os rapazes chegassem. Eric foi o primeiro. Saudou todas as raparigas e deu especial atenção a Janice. Depois apareceu Rick, com a grande mochila às costas para não faltar nada naquele dia. Deu um beijo à namorada Ally e acenou a todas os outros, dispensando saudações individuais. Estiveram cerca de dez minutos na conversa, à espera de William e David. Este último havia sido convidado para aquele passeio de grupo porque tanto Margarett como Eric fizeram questão, e Janice e Daisy concordaram em recebê-lo. Os outros apenas admitiram que, no fundo, o mais certo era convidá-lo por cortesia. Além disso ele tinha-se mostrado do lado deles, quando Jack se tinha metido com o grupo no café. Só Tom é que não ia, porque estava engripado.
David foi o que apareceu antes. Para outra pessoa teria sido constrangedor ir ter com pessoas com as quais nem socializava muito, mas para ele era a coisa mais natural do mundo. Apertou a mão a Rick, deu um soco amigável em Eric e um beijo a cada uma das raparigas, acrescentando outro mais apertado à “sua” Rett.
-Eu podia ter esperado por ti. – Disse Margarett depois de ele afastar o lábios da sua bochecha.
-Não era preciso. Eu nem tinha a certeza se chegava a tempo, portanto…!
Ele travou-se. Reparou no fato-de-banho que Margarett levava vestido e durante meio minuto perdeu-se em pensamentos. Ela nunca tinha estado em trajes de banho com ele. Normalmente iam de roupa ou em roupa interior, mas na infância isso não importava. Agora, por outro lado, era quase um crime. Quando se apercebeu do seu raciocínio abanou a cabeça e olhou Margarett nos olhos:
-O teu namorado?
Ela ficou de um tom amarelo esverdeado por ouvi-lo a dizer aquilo e olhou em redor para o procurar. Lá vinha ele, de toalha ao ombro e boné na cabeça. Ela sorriu hipocritamente e foi ter com ele a correr muito antes de ele estar perto do grupo, apenas para não olhar David.
-Will * ! – Saudou.
Ele beijou-a no preciso momento, sem pisar o risco que ela não deixava apagar. David mordeu o lábio pelo gesto da amiga. Ela fugiu-lhe para ir ter com o outro e ainda o beijou. Respirou fundo tentando convencer-se que aquilo era o certo. Olhou para Daisy, que era a única do grupo que não tinha namorado e apercebeu-se que ela olhava o casal de longe com o mesmo sentimento no olhar que ele, até ela o olhar também. Ele estreitou as sobrancelhas e ela corou, tapando o rosto com o grande chapéu de palha.
Uma carreira em direcção à praia chegou entretanto. Sentaram-se aos pares nos bancos da camioneta e como não podia ser de outra maneira, restou a David ficar com Daisy. Ele olhou-a analiticamente e notou que ela estava demasiado corada para o encarar de frente. Riu-se por causa disso, e teve vontade de dizer “eu não mordo”. Só que manteve-se no silêncio enquanto o transporte seguia pela margem do rio para chegar ao mar. Daisy viu, no horizonte, que a paragem deles se aproximava, por isso, começou a guardar as suas coisas para abandonar o autocarro. Quando ele parou na paragem os oito saíram para o exterior e cheiraram a maresia.
Margarett ajustou o chapéu na cabeça e William deu-lhe a mão enquanto falava animado sobre algo que ninguém ouvia com atenção. Eles foram os primeiros a pisar a areia da praia e caminharam em busca do lugar perfeito para pousarem as suas coisas.
Os rapazes tiraram a roupa com menos medo do que as raparigas. Destas, só Margarett foi mais despachada e jogou as roupas no chão com pressa. Puxou William pela mão:
-Vamos à água, Will * !
Ele travou-a de repente:
-Desculpa, fofinha, mas não posso ir já, comi há pouco. Daqui a nada vamos.
Margarett decepcionou-se e olhou em redor:
-Vá, alguém vem comigo?
David podia dizer que sim, mas não o fez. Era uma questão de respeito por William.
-Espera um pouco Margarett. – Pediu Ally, enquanto moldava uma almofada de areia debaixo da sua toalha para se deitar sobre ela – A água ainda deve estar gelada.
Margarett fez uma careta:
-A água vai estar gelada o dia todo! – Repreendeu ela, aborrecida. Voltou a correr as atenções pelo grupo em busca de companhia e os seus olhos fitaram os de David. Ele fez um ar sério para que ela entendesse que era melhor não o convidar, no entanto ou Mag se fez de desentendida, ou fez de propósito:
-David vem comigo, por favor! – Implorou, agarrando-lhe a mão para o puxar pelo braço.
Ele corou, sem jeito:
-Não sei se…!
Ela interrompeu-o, choramingona:
-Oh, David, por favor!
William tossiu em seco pela atitude da namorada e Rick entreolhou-o.
Noutra altura David teria criticado aquela troca de olhares, mas naquele dia ele apenas suspirou e deixou de fazer força no corpo, deixando que Margarett o puxasse sem dificuldade. Deu apenas dois passos com a mão dada a Rett e quando se apercebeu soltou-a:
-O último a chegar tem cara de urso! – Exclamou e correu em direcção ao mar.
Margarett soltou uma gargalhada num timbre tão feliz que espantou o próprio namorado e o fez jurar nunca ter escutado nenhum riso tão puro vindo dela. Ela, sem olhar para trás, correu atrás de David até pequenas ondas se desfazerem contra as suas canelas cor de porcelana.
Rick acompanhou o olhar de William a seguir os dois amigos. Viu-os a atirar água um ao outro e aí David mergulhou. Margarett apenas ria e já prendia a barriga por algum motivo que a deixava sem fôlego entre gargalhadas. Quando a cabeça de David ressurgiu na superfície, mesmo em frente á barriga dela, ela deu um salto e empurrou a cabeça dele para dentro de água com as suas mãos, porém, foi surpreendida por algo e deu um grito antes de cair de costas no mar salgado.
William tentou achar piada àquilo, mas não conseguiu. Viu Margarett e David submersos até aos ombros, a uma distância menos limitada do que deveria de facto ser. Margarett ouviu David dizer algo e depois mergulhou para se afastar dele.
No meio de tudo isso, Eric encarou William e Ric e depois olhou para o mar e analisou David. Ele sabia que os dois rapazes estavam desconfiados de alguma coisa e para bem do seu amigo, decidiu desviar o foco das atenções. Levantou-se da toalha e puxou Janice com ele:
-Jan, vamos à água!
Ela sorriu, mas teve de recusar:
-Eu não sei nadar muito bem…!
Ele deu de ombros e desviou-lhe o cabelo para trás das orelhas:
-Não te preocupes, eu não te deixo ir ao fundo.
Daisy jurou ter visto estrelas no olhar na amiga quando Eric lhe deu a mão e a levou lentamente para a água. O Bad boy atirou-se logo de cabeça contra as ondas, todavia a rapariga foi mais picuinhas. Reclamou da temperatura da água e abraçou-se a si mesma:
-Eric, eu não consigo!
Ele nadou até ela e deu-lhe as mãos. Antes que ela pudesse dizer algo, ele envolveu-a num abraço molhado e frio que a fez gritar pelo choque que as temperaturas distintas causaram. O rapaz riu-se e beijou-a para a calar. Ela ainda não tinha dado aquele beijo por terminado quando ele a derrubou contra a água e a fez molhar-se da cabeça aos pés. Ela agarrou-se a ele, com medo de ser arrastada por um onda para a parte funda e ele não a forçou a passar dali, troçando dela.
-Não te preocupes, tonta!
A cedência de Janice foi fácil mas ela não pode evitar de guinchar histéricamente quando sentiu algo a enrolar-se no seu tornozelo:
-Cobra, cobra, cobra!!! – Gritou, saltando para o colo do recente namorado, até que a cabeça de Margarett surgiu à tona e a surpreendeu entre risos.
-Medricas! – Troçou, rindo.
Janice corou:
-Podia ser uma enguia eléctrica!
Eric abanou a cabeça, incrédulo com a imaginação da morena e depois deixou as duas raparigas sozinhas e nadou até David.
David suspirou quando o viu. Afinal de contas, ele já tinha noção do que Eric lhe ia dizer e sabia que não o queria ouvir:
-Nem comentes! – Interrompeu-o, antes sequer de o amigo lhe falar.
Eric levantou as mãos em tom de defesa:
-Calma! Eu não ia dizer nada. Não preciso…
David suspirou de dentes cerados e deixou-se ir ao fundo, enquanto bufava todo o oxigénio. Amaldiçoou-se por ser tão idiota e não ter forças para se afastar de Margarett. Sabia muito bem que William devia estar a ferver na areia por causa dele e apesar de eles nunca se terem dado bem, ele ficava irritado por estar a ser tão baixo com ele.
Voltou à superfície e olhou Margarett e Janice a chapinharem água uma à outra. Depois Margarett mergulhou. Ele gemeu de dor interna ao ver a silhueta dela a vir na sua direcção. Uma silhueta perfeita de um corpo que outrora fora desengonçado, mas que se tinha tornado quase tão perfeito como uma palavra bem pronunciada. E depois havia aquele pormenor dos trajes de banho, que no passado não faziam falta, pois as imperfeições eram tantas que nem dava para apreciar. Agora, ele até desejava que ela não usasse aquele trapo, porque ela ficava com as curvas ainda mais salientadas e aliciantes.
Podia ter parado de pensar nisso quando ela emergiu á sua frente com os cabelos a escorrer água, mas não parou. Em vez disso voltou a suspirar ao admirar como a íris azul dela parecia ganhar uma tonalidade mais turquesa por causa dos reflexos do céu que a água salgada lhe reflectia nas orbitas.
Suspirou:
-És tão bonita, Margarett. – Disse-lhe, seriamente.
Ela corou, apanhada de surpresa:
-Ah… Obrigada…?
Por momentos ela esqueceu-se do que lhe ia dizer antes de ele se sair com aquela deixa. Ficou sem saber como agir perante a atenção dele nela, apenas soube que o seu coração ficou grande demais para permanecer apenas no seu peito, e quis dar-lhe o excesso para ele guardar. Perguntou-se o porquê daquele pensamento e olhou para o seu reflexo antes de tentar agir.
-Acho que nunca to tinha dito. – Murmurou David trocando o olhar também para a água que reflectia o quão submerso em apatia ele estava.
Ela contemplou-o apreensiva e por motivos desconhecidos teve vontade de chorar, como se sentisse que aquele comentário tinha chegado tarde demais e uma ocasião se tinha perdido.
Ela fungou um pouco, tanto pelo sal que lhe fazia cócegas nas narinas como pela ardência que sentiu no seu ponto lacrimal.
-Amanhã… - gemeu ela - Vamos à casa?
Ele humedeceu os lábios e negou:
-Amanhã não posso. – Mentiu.
-Então depois de amanhã. – Insistiu ela.
Ele não pode voltar a negar porque William apareceu atrás de Margarett. Só aí é que ele se apercebeu que havia apenas uma fina camada de espaço que o separava de Mag.
Ela fingiu um sorriso para William. David soube-o porque lhe conhecia as expressões e aquela era tudo menos verdadeira. Decidiu que era hora de se afastar. Saiu do mar e correu até à toalha. Ally e Rick cruzaram-se com ele quando se dirigiam para o local de onde ele tinha saído e só Daisy se mantivera no lugar a ler uma revista.
David atirou-se para a toalha e enterrou a cara nos fios de algodão que desenhavam listas azuis e brancas. Daisy estranhou o comportamento e depois de fitar os outros, ponderou se devia ousar falar algo a David.
-Estás bem? – Perguntou-lhe na dúvida.
Ele riu-se pela tomada de coragem dela, mas negou com a cabeça:
-Não. – Disse a sorrir.
Ela ficou sem saber do que ele se ria, e quis saber se ele estava a gozar com a cara dela:
-Porque te ris?
-Porque estou a ficar louco. – Respondeu ele, sacudindo o cabelo e sentando-se numa posição mais prática.
Daisy fechou a sua revista e olhou-o com compreensão:
-Por causa da Margarett?
Ele estreitou as sobrancelhas e encarou-a, estupefacto:
-Como?!
-Estás louco por causa da Margarett, certo?
Ele riu sem jeito. Preparou-se para negar e rir da ideia, mas quando abriu a boca disse precisamente aquilo que não era suposto:
-É assim tão óbvio?
Ela deu de ombros e ele engoliu a seco por tê-lo dito. Teve de voltar a erguer-se até ao seu espirito normal:
-Bem, tu deves entender-me visto que estás, nitidamente, louca pelo William também.
Ela tapou a boca aberta com a revista enquanto adquiria um tom de pele mais vermelho do que o normal. David riu-se, constrangido:
-Desculpa, mas não gosto de ser o único a sentir-se acanhado.
Daisy deu-lhe uma palpada com a revista:
-Que vergonha, David. Eu não estou louca pelo William. Ele e a Margarett namoram e ela é minha amiga!
-Como se isso fosse impedimento para gostares dele. Pergunto-me há quanto tempo estás apaixonada por ele.
Daisy ruborizou. Ela voltou o rosto na direcção do oceano e fez um leque com o papel da revista. Por momentos quis assassinar David para não correr o risco de ser denunciada, mas depois de olhá-lo com atenção pelo canto do olho, viu que não era realmente necessário ser tão dura com ele.
-Dois anos e meio.
Se David estivesse a beber alguma coisa naquele momento, certamente teria cuspido tudo. Ele arrastou-se até ela:
-estás a brincar!?
Ela tapou os olhos com a mão, envergonhada:
-Ele nem desconfia.
-Porquê?! Porque é que nunca lhe disseste?
Foi a vez dela se rir:
-Pois, como se eu tivesse coragem para isso. Ele nem se lembra que eu existo.
David franziu os lábios e admirou Daisy pelo canto do olho. Ela era bonita. Talvez mais bonita do que Margarett até, apesar de ele não conseguir trocar a melhor amiga por aquela jovem. No entanto, Daisy era muito tímida. Ele sabia-o porque sempre a vira mais calada ao lado das outras.
-Além disso ele ficou perdido pela Margarett mal a viu pela primeira vez.
David desenhou um esgar:
-Sim, eu reparei. – Concordou ao recordar a primeira vez que Margarett fora contra William. O olhar dele não deixou dúvidas – Mas acho que talvez tivesses as mesmas oportunidades que a Mag, se te tivesses emancipado um pouco. Às vezes basta mudar o penteado para chamar a atenção de alguém de uma maneira diferente.
-E calculo que tenha sido isso que a Margarett fez para tu…!
David cortou a interrupção dela:
-Não.
Daisy calou-se para entender então o que se passava mas David não quis cair no erro de adiantar alguma coisa. Ela deitou-se ao comprido e ele fez o mesmo, mas de barriga para baixo e os braços a servirem-lhe de almofada para o queixo:
-Não te vou dizer para seduzires o William, porque isso é coisa de galdéria e porque não quero ver a minha melhor amiga a ser traída. Além disso, se tu o fizesses eu teria de fazê-lo também, e apesar de tudo, não foi assim que me educaram.
Daisy ficou em silêncio a olhar David. Nunca tinha reparado que a íris dele, para além de castanha, era também esverdeada em alguns pontos. Nunca tinha sequer reparado na covinha leve que a bochecha direita fazia quando ele sorria. Ficou admirada por se aperceber disso, mas ainda mais por tê-lo escutado a dizer aquilo tão francamente:
-Nunca achei que pensasses dessa forma… - admitiu.
Ele deu de ombros:
-Eu sei o que as pessoas pensam, mas não me importo. O que realmente importa é aquilo que eu penso de mim mesmo e sei que não sou o monstro que muitos julgam.
A moça apenas sorriu perante a declaração sincera.
David desenhou o sorriso que a encantara por causa da covinha e arrastou-se até ela:
-Apenas sê tu mesma e não deixes que a tua timidez te roube quem tu realmente és. Se nunca destruíres esse muro em teu redor, então nunca te vais conhecer de verdade e pessoas como o William também não.
-Oh David…! - Ela suspirou e depois abraçou-lhe as costas largas, quase deitada sobre elas por ele estar deitado de barriga para baixo – És sincero e nem dói! Obrigada.
-De nada! – Respondeu ele, quando ela lhe depositou um leve beijo na bochecha.
Os dois sentiram uma sombra a tapá-los e olharam para cima.
Margarett olhava-os com dúvidas. Mas a faceta interior estava zangada e surpreendida por ter encontrado aquela cena. Teve vontade de arrancar o cabelo negro de Daisy e chutar os testículos de David. Abanou a cabeça por ter sequer pensado numa coisa tão suja e tentou alcançar as palavras certas, desajeitada:
-Daisy…!
David mordeu o lábio e fitou a latina, estranhamente preocupado com ambos. Foi preciso William surgir também, para Margarett arrancar as palavras da sua própria boca:
-Não vens à água?
Ela negou num abanar de cabeça.
-Porquê? – Inquiriu William.
Ela corou e David teve a lata de responder por ela:
-Não pode! Está com o período.
Daisy perdeu o tom moreno que a caracterizava e deu lugar ao cinzento e rosa. Ficou tão envergonhada com isso, que nem sequer conseguiu responder. Margarett olhou David acusatoriamente.
-O que é isso? * – Perguntou William, desentendido.
Naquela época, os jovens rapazes não eram, por hábito, esclarecidos no que dizia respeito à fertilidade das mulheres. Muitos ainda achavam que uma cegonha entregava bebés recém-nascidos embrulhados num paninho e para eles “menstruação” era apenas uma palavra estranha. William era um dos casos em que os pais tinham poupado o filho a esse tipo de informação escandalosa, guardando-a para quando se casassem ou, com sorte, quando arranjassem namorada.
Margarett corou por ele não saber e Daisy suspirou de alívio. David, por sua vez, teve vontade de rir no entanto ele sabia que era um caso à parte saber do que se tratava estar com o “período” desde os 13 anos porque Margarett lhe tinha dito. Esse conhecimento tinha sido uma mais-valia com as raparigas, pois elas ficavam impressionadas com a compreensão dele para os problemas delas e se derretiam por causa disso.
-A Margarett explica-te. – Disse ele, levantando-se da toalha e puxando Daisy a reboque com ele. – Nós vamos dar uma volta.
Margarett corou com ciúme e viu-os a correr devagar para longe dela e de William.
William ia perguntar-lhe do que eles estavam a falar antes, mas teve de parar para olhar Daisy e David a caminharem sozinhos pela areia. Por muito descansado que estivesse por ver o inimigo a galar outra que não a sua namorada, ele teve de analisar aqueles dois com dúvida, porque pela primeira vez, algo não fez sentido no modo como viu Daisy.


* WILL- TONHÓ!!! Matreiro

Espero que tenham gostado do capitulo,
beijos e abraços,
Lulumoon

Matreiro
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#96
Damn, Damn, Damn
What I'd do to have you
Here, here, here
I wish you were here
Damn, Damn, Damn
What I'd do to have you
Near, near, near
I wish you were here, David!
Esperancoso

Também adoro esta música Lulu. É tão fofa e maravilhosa. E fiquei contente que não tivesse muito a ver com o capítulo em si. Caso contrário, veriamos a Maggie a lamentar a ausência do David e isso não queremos! >.>
Fiquei curiosa acerca da "futura" conversa entre a Vicky e o David. O que sairá dali?
E, para além disso, gostei imenso da conversa entre o David e a Daisy. Primeiro, porque assim já sabemos uns detalhes acerca dos feelings da Daisy (2 anos e meio!!! affraid O Will é mesmo mesmo mesmo mesmo (...) mesmo tonhó... mas claro, só nota que a Daisy não é assim tão má quando ela está agarradinha ao David. Pelo amor da Santa, Mal disposto as pessoas só dão valor ás coisas quando as perdem, eu entendo. Mas o caso do Will é mesmo ridiculo. Espero que a Daisy lhe dê um pontapé nos testiculos quando ele vier atrás dela. Ele não a merece. Ah, e por curiosidade, as amigas dela não notaram naquela paixoneta? É que acho estranho o David - um quase-estranho - ser o primeiro a reparar, considerando que isto dura 2 anos e meio!) e depois por causa dos ciumes. Mas digo já que ela não é inocente. Vem toda cinica para cima do namorado e depois fica toda trombuda quando vê o David com outra. Há que adorar as cenas de adolescente (considerando que sou uma Matreiro).
Imaginar o Will-tonhó a derreter na areia foi bestial. Devias usar a expressão: Estava tão vermelho que até lhe podiam fritar um ovo na testa. Foi isso que imaginei quando li os pensamentos do David. Matreiro
Ai pah, que a relação Maggie e David está tão montanha russa. Ele a fugir dela, mas depois a agarrar-se. Ela presa a outro, mas a fugir para os braços dele... O proximo capítulo terá a casa certo? Espero que aquilo que nós queremos que aconteça aconteça nesse preciso capítulo, entendido sodona Lulu? Embaracoso Considera isto uma exigencia de grau 1 (a mais alta, para esclarecimentos) de leitora nº1.

P.S Tenho que partilhar esta música contigo. Não sei porquê, mas lembro-me da Maggie e do David quando ouço esta música, ainda que a letra não é muito a ver com eles. Sim, é francesa mas é muito bonita e o cantor tem uma voz... Lamento a sua morte, aos 23 anos, em 2007...
Música, letra e tradução: http://letras.terra.com.br/gregory-lemarchal/1074466/traducao.html
P.S.S Ah... USASTE A MINHA EXPRESSÃO!!! Super contente Que felicidade saber que concordas comigo. Isso quer dizer que o Will-tonhó irá "desaparecer" da vida da Maggie daqui a uns capítulos, certo? Não respondas, eu sei que sim Simpatico2
P.S.S.S Antigamente, não havia a temida Conversa? Pergunto-me o que é que os rapazes sabiam antes de casar. Ou pior, quando namoram.... Para eles saberem como o sistema de fazedor de bebés funciona, têm que saber que, uma vez por mês, a mulher vira lobisomem Matreiro (É um bom exemplo para os machos, não achas?)

P.S.S.S.S Se algum dia demorar a comentar a tua fic, não penses mal de mim que eu não me esqueci. Simplesmente entrei agora na Fac em 3ª Fase e estou muito atrasada em termos de matéria e já vi que, com a praxe e tudo, as minhas vindas ao forum estão bem limitadas. Tiveste sorte que hoje de manhã tinha tempo livre. Mas não te esqueças que esta é das poucas que sigo no forum e que, mesmo que me atrase, irei sempre comentar quando possa. Mesmo que perca um capítulo, comento dois. Ás tantas vais começar a ficar com a vista cansada de tanto ler os meus gigantes comentários. Smile
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#97
affraid pale Jesus Christ!!! Já só tenho um litro de sangue!!! Cadê minhas leitoras?!
Choquei!!!

Ana, meu amor, minha eterna e assídua leitora! <3 Este capitulo é para ti, caloirinha! Espero que gostes! Quanto às outras... Grrr! Mal disposto' Crueis!

Capitulo XXII – O Erro Perfeito

“A distância entre a amizade e o amor pode ser a distância de um beijo.”
(Autor desconhecido)

Margarett sentou-se à janela. Aproveitava a luz do sol da manhã para ler um pouco e desfrutar dos seus pensamentos a sós. Infelizmente, a sua mente não conseguia abstrair-se e viu-se obrigada a pousar o volume na cama. Estava inquieta e o culpado era David. Estava ansiosa por estar sozinha com ele. Por um lado não sabia o motivo dessa ânsia, mas por outro sabia que queria questioná-lo profundamente sobre Daisy. O que vira na praia foi tudo menos do seu agrado. A insegurança tomou conta de si desde aquela tarde, pois ela viu-se estranhamente substituída e para sua surpresa, não conseguiu aceitar esse facto. Talvez por ser Daisy, uma amiga sua. Margarett suspirou e levantou-se zangada.
Quem não reagira bem também à situação fora William.
Ele estava sentado numa mesa do Lily’s Diner com Tom, que havia melhorado da gripe, e com Rick, mas as suas atenções seguiam Daisy para onde quer que ela fosse. Pela primeira vez na sua vida analisou-a. Analisou-a a servir as mesas, a limpar os balcões, a sorrir para os clientes e a caminhar apressadamente para ir buscar pedidos. Tudo nela emancipava uma certa delicadeza diferente da de Margarett, pensou. Enquanto que Margarett era delicada mas feminina e ao mesmo tempo poderosa, Daisy era delicada ao ponto de sofrer calada e a timidez tomava conta dos seus gestos. Não se lembrava de ela falar muito, mas sempre a vira sorrir e ela era bonita de uma maneira própria. A grande questão era: Porquê? Porque é que William de repente estava a analisá-la, porque é que ela e David de repente se estavam a dar bem e, acima de tudo, porque é que ele nunca tinha reparado nela antes de a ver com David? Sabia que ele sempre competira com David. Se o rival tinha uma bola pinchona, William tinha de ter uma bola de basquete. Se David tinha um gato, ele tinha de ter um cão. Já se tinha habituado a tentar batê-lo sempre e mesmo que os resultados da competição dos dois fossem nulos, ele não pode deixar de perguntar se não estaria de repente a analisar Daisy porque ganhara um súbito interesse nela por David estar a ganhar terreno na vida da moça.
William teve de se crucificar por isso. Daisy não merecia ser tratada com tamanha futilidade, mas será que era só isso? William ponderou que talvez não. Talvez ele tivesse percebido realmente outro encanto nela.
Frustrado, voltou o rosto e tomou atenção aos amigos.

David chegou à mansão atrasado. Mesmo assim não teve vontade de correr e entrou na casa evitando concentrar-se no friozinho no estômago que o inquietava desde que Margarett insistira em encontrar-se a sós com ele. Viu que a porta da fachada estava aberta e mordeu o lábio, inquieto, mas sem pensar muito, entrou. Olhou para os lados em busca da amiga e depois dirigiu-se para a sala de estar. Margarett estava lá sentada num cadeirão elegante, de perna alçada e braços cruzados.
Tinha um ar sério e penetrante, ele deduziu; Ela estava Sexy.
Ele suspirou pesadamente, chamando as atenções perdidas dela para ele.
Primeiro nada disseram. Talvez porque tinham demasiado medo para dizer fosse o que fosse que queriam, ou talvez porque tinham esperança que o outro começasse a falar.
Margarett guiou a visão para o chão, nervosa de súbito, e David deu passos na direcção dela.
Fingiu um sorriso desentendido e falou:
-Pareces perdida.
Ela abanou a perna enlaçada enquanto as mãos se entrelaçavam desajeitadamente para se desunirem novamente. David reparou que Margarett estava em cima de uns sapatos ainda mais altos do que todos os outros que calçara. Um pouco mais e ficavam da mesma altura.
-Não te sei responder. – Murmurou ela.
Ele sentiu o seu interior sem forças. Uma angústia reprimida estava a consumi-lo lenta, mas dolorosamente.
Aproximou-se:
-Porque quiseste encontrar-me?
-Porque vieste?
David calou-se, apanhado de surpresa:
-Tu imploraste…
Ela riu-se sem humor e desviou o cabelo para trás das orelhas enfeitadas com pérolas, à medida que clareava a voz e desviava as atenções do melhor amigo:
-Não. Eu marquei o lugar e o dia e a hora. Mas nunca te obriguei a vir.
O rosto de David adquiriu tantos tons como uma pintura expressionista.
Humedeceu os lábios secos. Não sabia onde Margarett queria chegar com aquilo. Tinha sido uma doce tortura ir encontrá-la a sós, no entanto estaria disposto a ir-se embora naquele preciso momento se ela quisesse. Mesmo assim, não era isso que ele queria e mostrá-lo-ia a Mag:
-Eu… Eu acho que queria ver-te.
Margarett não ficou satisfeita com aquele pedaço de resposta. Levantou-se e cruzou os braços, para se aproximar mais do rapaz, respirando com uma calma forçada e impossível de alcançar:
-Vês-me todos os dias se quiseres. Basta chamares à janela sem que a minha mãe...
-Eu queria estar sozinho contigo! – Interrompeu David num tom mais alto, incomodado – Porque estás a complicar?
Margarett ficou sem jeito e tão depressa estava perto de David, como de repente já estava de costas para ele a olhar o exterior pela janela alta e larga.
-Desculpa. – Murmurou - Estou apenas a tentar enrolar-te para ficares mais tempo por perto.
David voltou a ser surpreendido por ela. Ele sorriu com franqueza e aproximou-se um pouco da janela:
-sabes que não precisas de fazer isso…
Ela acenou afirmativamente. Apesar disso não sentia confiança na constatação e mesmo sabendo que não “precisava” de fazê-lo, recorreria ao método sempre que possível.
-Então… - David pôs as mãos no bolso e olhou na mesma direcção da loira. Procurou um tema que lhe dissesse respeito, mas só havia uma coisa que conseguia lembrar – Tu e o William estão melhores, não é?
Ela respirou fundo uma e outra vez, aumentando a sua tensão. Se David soubesse como estava errado…
-Pelo menos foi isso que pareceu na praia. – Ele concluiu ao mesmo tempo que reparava num esquilo a comer uma bolota apressadamente lá fora.
Margarett comprimiu tudo o que era possível comprimir no seu corpo:
-E tu e a Daisy? – Quis saber com um súbito aperto no peito a travar-lhe o funcionamento do corpo.
Ele fitou-a chocado:
-Eu e a Daisy?
-Todos entendemos. – Um sorriso forçado cresceu na face da jovem costureira – Vocês estavam… próximos.
David teve de rir:
-Estás com ciúmes?
-Sim. – Respondeu ela, sem tempo de respirar – Ela é uma adversária. Ainda me vai roubar o melhor amigo.
-Jamais! – Garantiu David, deixando a vista do jardim da mansão, para encarar dignamente Margarett – Serás sempre a única. A primeira.
-Talvez. Mas nós somos a prova viva de que o tempo corre e as nossas opiniões mudam.
-Rett… - A nostalgia roubou a David um suspiro reprimido.
Não quis concordar com ela. Quis provar a ela e a si mesmo que isso não era verdade, que os dois eram mais fortes do que as diferenças. No fundo, no fundo, eles eram iguais em matéria como dois pedaços de vidro, só que tinham formatos diferentes.
-Podem passar mil anos, mas serás sempre o meu reflexo. – Disse baixinho, com as mãos a apertarem-se em punhos rijos.
Ela riu-se envergonhada e por fim olhou para ele:
-O que quer isso dizer?
Ele deu de ombros, porém sorriu de volta para o sorriso tímido de Margarett. Fez um pequeno esforço para criar uma metáfora poética que expressasse toda a verdade:
-Quer dizer que na minha alma estarás sempre, seja em grande plano ou não. Por muito diferente de mim que sejas, serás sempre tu quem eu vou encontrar quando me olhar ao espelho… Porque fazes parte de mim…
Margarett corou. A parte dura de si “soube” que o que David dizia era só uma cantada para a derreter nos seus braços. A parte sensível quis chorar e abraçá-lo. A parte genuína sorriu por encanto.
Abraçou David, risonha. Queria fazê-lo desde que o adolescente tinha chegado e aproveitou o momento para lhe cair nos braços e prendê-lo a si com força.
A resposta dele ao seu gesto foi um beijo na testa e um aperto contra si. Todavia ele soube que aquilo trazia água no bico:
-o que se passa, Mag?
Ela olhou-o nos olhos:
-Tenho saudades de ser só tua!
Ele calou-se, surpreendido. Sentiu um formigueiro nas bochechas e o corpo quente. Muito quente.
Ela sorriu atrapalhada e tentou explicar-se:
-Eu quero dizer que… Quando éramos crianças passávamos mais tempo juntos. Agora temos muitas regras para estarmos um com o outro e eu não gosto disso!
-Sabes que agora tens o William.
-Continuo a achar que isso não é desculpa!
David separou-se dela e foi sentar-se no sofá. Margarett seguiu-o.
-Como estão vocês os dois? – Perguntou ele.
-Bem! – Respondeu a rapariga de salto alto, apressada. Apercebeu-se que tinha acabado de mentir. Quando minutos atrás David lhe tinha feito a mesma pergunta ela teve vontade de chorar por a resposta ser “não”. Agora estava a mentir com todos os seus dentes.
David acenou com a cabeça e virou a face por sequer esperançar o contrário.
-Na verdade – continuou ela – tenho mais uma dúvida.
Ele suspirou agoniado e fez um gesto com a mão para ela prosseguir:
-Diz.
-O que sentes quando beijas a Brittany?
Ele corou violentamente.
Procurou a saliva na sua boca e olhou para todos os cantos da velha sala em busca de auxílio. Mag tinha-o apanhado de surpresa:
-Depende…? – Palpitou, com fé que aquela resposta lhe servisse.
-De quê? – Insistiu ela, curiosa.
-Ahm… - Ele ajeitou-se no sofá - da minha disposição.
-Hum… então suponhámos que era uma boa disposição. O que sentias?
David fixou o seu olhar no dela. Buscou na recordação todas as sensações que tinha nas fugas nocturnas em que se encontrava com Brittany. Não conseguiu sentir saudade das ocasiões e depois de reflectir, nem sequer tinha muito sentido o que os beijos de ambos o faziam sentir. Teve se ser honesto com Rett:
-Eu achava que… que o mundo era meu. Que tinha tudo na minha mão e que era o maior.
Margarett não conseguiu esconder a sua desilusão:
-Ah…
-Era uma questão de poder. – Tentou explicar, tanto a Margarett como a si mesmo – Não era nada a sério, mas só agora sei disso. Na ausência dela, nunca quis beijá-la, apenas quando estava com ela e me sentia porreiro o suficiente para fazer idiotices é que a agarrava e…!
Calou-se antes de dizer algo de que se arrependesse. Calaram-se os dois, aliás. Margarett olhava-o baralhada como se tudo o que ele tivesse dito fosse uma novidade para ela, ao mesmo tempo que familiar.
Foi a vez de ele ter dúvidas:
-O que sentes ao beijar o William?
Ela inspirou fundo:
-Pânico.
-Pânico?
-Pânico! – Confirmou – Sinto que a qualquer momento vou perder o controlo e só penso em parar. Também não sinto falta de beijá-lo quando ele está ausente.
David engoliu a seco.
Os dois aperceberam-se devagarinho que não sabiam ao certo o que realmente era beijar. David tinha a prática, mas no que tocava a sensações era um falhado. Margarett de prática nada sabia. De teórica muito menos, mas no que dizia respeito a sentimentos tinha a certeza que o que sentia não era a coisa certa a ser sentida.
-avançaste? – Perguntou o mancebo.
-Não. – Ela admitiu - Eu não sou capaz, David... Eu começo a pensar e a imaginar como será e o pânico volta. Não consigo avançar e o William respeita-me.
David levantou-se do sofá, aliviado:
-Idiota… - murmurou sobre o rival.
Margarett não o escutou. Olhou as próprias mãos, apática:
-Às vezes gostava de experimentar beijar outra pessoa, antes de avançar com o Will. Como tu. – David, de costas para ela, enrijeceu - É que eu sinto que contigo posso fazer qualquer coisa...
Ele quis dizer-lhe que desejava beijá-la há já muito tempo, que se não fosse William ele provavelmente já o teria feito. Naquele preciso momento quis fazer-lhe a vontade; estava louco por ela.
-O problema do William é que te deixa pensar demais. – Declarou, em busca de tempo para se impedir de agarrá-la e só Deus sabia até que ponto.
Margarett franziu o cenho e levantou-se quando percebeu que David se estava a afastar dela para se aproximar da grande janela:
-Como assim?
David ruboresceu. Teve de lamber a língua para se justificar e procurou um foco no exterior:
-Se fosse eu, nunca te teria dado tempo de reflectir.
Olharam-se os dois, expectantes. Margarett permaneceu desentendida:
-O que terias feito então?
David segurou-lhe a mão distraidamente e começou a brincar com as unhas dela. A sua visão tomou conta dos sapatos altos da dama, com um laçarote enorme na parte frontal e essa foi a única oportunidade que teve de pensar sobre o que teria feito. E era tão simples.
-Assim que tivesses aceitado o meu pedido de namoro… - Ele humedeceu os lábios e franziu as sobrancelhas, sério com a revelação - teria jogado tudo no chão… para poder recolher-te nos meus braços sem qualquer impedimento. – Ele contemplou-lhe a luz do olhar celeste, fraco - Olhava-te nos olhos e dizia-te que te amava… - Margarett corou pela sinceridade das palavras de David e não deixou que o contacto visual entre os dois se quebrasse – Depois segurava-te pela cintura, ou agarrava a tua cara, ou entrelaçava as minhas mãos com as tua e beijava-te. Não queria saber se tivesses medo, porque se tu também gostasses de mim – o jovem voltou a olhar os pés dela e engoliu em seco -, ele desaparecia no preciso momento em que os meus lábios tocassem os teus…
Margarett aproximou-se de David, desconsolada. Sentiu o coração a desfazer-se em cinzas, não obstante a bater rápido como o de um rato. Sentia uma sede estranha na boca, tinha os cabelos todos em pé. Tinha feito um filme mental com a informação de David, retornando ao dia do baile. Quem a levava ao jardim era ele e não William. Não existia nenhuma jóia ostentosa e sim uma simples flor. David não se colocaria de joelhos perante ela, mas sussurrar-lhe-ia ao ouvido o pedido de namoro. Ela, ao invés de ficar sem reacção, aceitaria com uma gargalhada, um abraço ou um grito de felicidade. E aí ele dizia-lhe aquilo. Dizia-lhe que a amava e ela só conseguiria responder em pensamentos, porque ele já lhe teria travado as palavras com a boca dele.
Teria sido perfeito… Pensou ela, com lágrimas a formarem-se nas suas orbitas.
Impulsionou-se com medo na direcção de David, em busca da água que lhe mataria a sede, mas parou.
David fez o que tinha sugerido para o primeiro beijo dela. Entrelaçou os seus dedos de uma das mãos com os dedos dela e levantou-lha um bocado.
Ela olhou de soslaio os dedos unidos e depois mirou David, olhos nos olhos, íris azul, contra íris castanha esverdeada.
-Acho que gostaria que me beijasses… - Murmurou ela.
David não respondeu. Também gostava de a beijar.
Sem lhe soltar a mão, aproximou as caras e inclinou a sua cabeça com o intuito de fazê-lo. Margarett teve um arrepio que não a interrompeu, mas que a fez falar, coma boca dele a um centímetro da dela:
-David…? – Ele corou. Pensou no erro que ia cometer se avançasse e por isso ia afastar-se e ir embora, mas ela surpreendeu-o – E a minha promessa…? Se eu beijasse um rapaz, nós…?
David interrompeu-a, com as costas da mão a deslizar-lhe pelo rosto e um sorriso fraco a acompanhar-lhe as palavras roucas:
-Rett… - suspirou - Acho que já deixamos de ser apenas amigos há muito tempo…
Ela não soube se havia de rir ou de chorar.
Sorriu, simplesmente.
David encarregou-se de não a deixar pensar mais sobre o assunto e uniu os dois lábios lentamente, misturando as duas bocas com um sentimento que nunca depositara nos beijos com Brittany. A sensação foi nova para ele. Foi mais intensa, mais tocante. Tinha um tubarão a morder-lhe as paredes do estomago e quis rir disso. E sorriu mesmo, reflectindo logo após que os lábios carnudos de Margarett já faziam parte da sua lista de desejos há tempo suficiente para o toque deles lhe parecesse ainda mais perfeito do que pareciam nas suas fantasias. Mas ele parou, convicto que ela podia estar a sentir-se mal com o seu acto.
Margarett olhou o velho amigo com dúvidas. Podia ter-lhe perguntado porque raio é que ele tinha parado mas não tinha coragem suficiente. Felizmente o seu olhar denunciou-a e David soltou-lhe a mão para lhe agarrar a anca. Margarett gemeu com receio:
-David…?
Ele não a deixou falar, admiravelmente. Retomou-lhe a boca, desta vez com mais fugacidade. A sua dedução foi que não teria outra oportunidade daquelas e por isso Margarett tinha de ser sua o tempo suficiente para ele não se amaldiçoar mais tarde por tê-la deixado escapar. No início ela sentiu-se nervosa, como se sentia sempre com William. Mas depois tudo mudou. Tornou-se mágico e lindo. Sentiu o coração a relaxar e a bater num ritmo perfeito e feliz. Se beijar William lhe fazia impressão no estômago, beijar David fazia impressão no peito. Sentiu-o quente e inchado, como se o órgão vital não coubesse lá dentro. Ela retribuiu o sorriso do parceiro porque achou aquela sensação perfeita e queria que David soubesse. Havia algo no beijo dele que a fazia sentir-se completa e única no mundo. Deu por si a segurá-lo pela cabeça em busca de mais intensidade, recebendo-a mais depressa do que estava à espera quando ele lhe agarrou a cintura com tanta força que ela podia jurar que as mãos dele se tinham misturado com a sua pele.
Para surpresa dos dois, foi David quem travou de novo o beijo. A imagem de William escureceu-lhe a consciência, fazendo-o parar e olhar Margarett fixamente:
-Desculpa, Rett. – Disse de sobrancelhas franzidas.
Ela corou, a cara dele ainda rente à dela:
-Não peças. Eu precisava de saber como era.
Ele teve um bocado de medo de descobrir o que ela tinha sentido, por isso nem quis ouvi-la. Precipitou-se a relembrá-la do verdadeiro namorado:
-Com o William será mais que isto. – Assegurou, interiormente revoltado.
Ela escondeu a tristeza que aquelas palavras lhe causaram e afastou-se, voltando-lhe as costas durante segundos para voltar a encará-lo, receosa:
-Sim… Acredito que sim… - Mentiu – O William é boa pessoa.
David não entendeu a ligação dos factos mas aceitou, deprimido.
Foi buscar a sua casaca de cabedal ao sofá e rangeu os dentes:
-Tenho de ir embora. – Alertou - Isto foi estranho. Somos amigos, Margarett! – Exclamou, cravando a sua visão nela à procura de alguma expressão que mudasse a actual relação dos dois.
-Disseste que já não éramos amigos. – Relembrou ela com falsas esperanças.
Ele abanou a cabeça, baralhado:
-Eu sei…
-Mas há o William! – Concluiu a rapariga para infelicidade de ambos.
David cerrou os dentes e frustrado deixou de conter as palavras:
-Ama-lo? – Questionou num fôlego de oxigénio, agarrando-lhe as mãos possessivamente.
Ela encarou-o perplexa e abanou a cabeça sem nada responder. Ele abanou a cabeça amargurado:
-Tu não o amas…
Margarett afastou-se de David um pouco, com o interior baralhado:
-Não digas isso. O William não merece.
David mordeu o lábio e acenou afirmativamente. Dirigiu-se para a saída lentamente:
-Eu tenho que ir embora. Tu precisas de estar sozinha e pensar…
-Pensar no quê?
Ele abanou a cabeça desapontado com ela e sem dizer mais nada saiu de rompante do local para abandonar a casa. Margarett ainda pensou em segui-lo, mas não o fez. Sabia que precisava de pensar no que tinha feito e no erro que cometera com William ao beijar o melhor amigo.
Mesmo assim, só conseguiu levar os dedos à boca e desejar retornar atrás no tempo… Para voltar a errar.


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Vá, espero que arranjem tempinho para ler e comentar! Smile Este capitulo deu o seu trabalhinho e sabem que quando são estes capítulos mais coisos nunca sai como uma pessoa quer... Mal disposto' ao menos não se desiludam... Desiludido


PS: O novo look do Forum esconde os meus capitulos. Quem quiser ler que passe o cursor em cima! Matreiro
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#98
*Mim entra na caixa de email*
*Mim vê o email de actualizações da fic*
*Mim lê o capítulo novo*
*Mim fica de boca aberta*

FINALMENTE! O momento tão esperado pelas meninas da Team David chegou. E ele continua a não decepcionar. Gosto muito mais dele do que da Maggie. A moça nem percebe nada. Precisas de um capítulo onde ela "acorda para a vida". Nestas alturas, a mãe é um bom apoio mas com a mãe que ela tem...
Se que é um bocado estranho mas senti-me muito mais na pele do David neste capítulo no que do da Maggie, ainda que tivesses relatado nos dois pontos de vista. Não sei explicar, entendia aquilo que o David sentia mas ficava à nora quando era a Maggie a pensar.
As cenas romanticas entre os dois são cada vez mais... romanticas por assim dizer. Fiquei derretida (felizmente, devido ao frio que faz, não foi literalmente Matreiro) com os gestos, as conversas e o beijo. Tudo bem descrito e com emoção.
E não se devo rir ou chorar pelos seguintes factos:
1- O David ser tão cavalheiro *-*
2- A Maggie ainda não perceber que ela não estava a beijar David (e a trair o Will-tonhó) para fazer uma experiência, mas sim porque ela queria.
3- A Daisy ficou proxima do David e o Will-tonhó não gostou. Agora cobiça a rapariga. Grande sacana Mal disposto
e 4- O capítulo ter acabado assim. Quero mais! (E agora soueu a sacana. Aqui a exigir novos capítulos quando nem actualizo a minha Matreiro)
E coisinhas à parte. Yup, sou caloira e já entrei na praxe. Aliás, vou hoje à latada Mega contente Já me imaginaste a descer a rua dos clérigos com montes de latas em volta do corpo? Tramar alguma E sim, entrei em E.Q e ainda estou assustada com o curso. As coisas que eu aprendo. Já tive frequencia de Algebra e a nega é bem certa. Mas o que mais me irrita era que a frequencia até era acessivel >.<
Enfim, sinto-me burra no meio daquela gente toda a aprender as cadeiras que tinha mais dificuldade no secundário. Menina de biologia enfia-se no meio dos matemáticos e fisicos. Por Deus... Desiludido
É uma boa descontracção vir aqui e ler esta fic mais uma vez. Ainda não tenho a matéria em dia (e digo-te já que Fisica é como aprender o aeiou em comparação com a nova materia de matemática pale ) e a praxe pode ajudar me muitas coisas mas no estudo não. Tbm relaxa sim senhora (ainda a semana passada, achei que fosse ter um ataque cardiaco e que os meus maxilares iriam descolar de tanto rir Matreiro) mas tira-nos tempo.
E parando com a conversa chacha. Vi, li e fiquei toda babada por o capítulo ser para moi Esperancoso Obrigada, mori. Capítulo tão lindo dedicado a mim! Já me fez a manhã. Oxalá a latada não me desiluda Toma toma

P.S E a ti, como te corre a fac?
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#99
Este beijo foi sem duvida mais esperado pelo David do que pela Margarett apesar de ser especial para os dois! Mas no próximo capitulo ainda vão haver muitos conflitos e é aí que começam os meus problemas em relação à fanfic pois eu perco-lhe o controlo, o que me leva a avisar que se calhar vou perder um pouco mais de tempo a tentar recuperar.
Em relação à fac. Ainda bem que estás a gostar. Acho que cá na UBI a latada é muito diferente. é muito levada a sério! Mas na praxe realmente é preciso morder os lábios para não rir apesar de haver coisas duras como as posições de 3, 4 e por aí adiante. A minha latada então é que é mesmo diferente. Andamos desde o inicio a construir o carro, a fazer as musicas e por aí adiante. Ainda temos de ir ao baptismo (quarta-feira) e temos de ensaiar a musica só que eu tenho uma grão mestre super irritante que está sempre a dizer: "Vocês tem de ser sexys! Abanem o cu!!" e eu fico revoltada porque não tenho ritmo nenhum! Odeio dançar! Mal disposto'
Agora que tira muito tempo lá isso. ando à nora com alguns trabalhos! Desiludido ah e há profes muito estranhos o.O'
as minhas fic's:
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-Angelical
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#100
OláBrincalhao

Não acredito!!!Chorar Ave

Finalmente aconteceu um kiss entre as minhas personagens favoritas.Mega contente Yahoo Lagrimas Matreiro Simpatico2 Esperancoso Super contente

A tua fic esta cada vez melhor não tenho palavras para a descrever, esta simplesmente divinal.Super contente Super contente Super contente

Quando postas um novo capitulo????Super contente Super contente

Eu cá fico a espera de mais…

kissSuper contente Super contente
a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino

visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm

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