Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

A verdadeira força de Serenidade - o Poder Absoluto cap.12

#61
já algum tempo que sigo a tua fic e tenho de dizer que estou a adorar
estás de parabéns, para primeira fic está um espanto
fico à espera do próximo capitulo
beijinhos
#62
Ola!Embaracoso
Obrigada MoonSerenidade
O próximo capítulo está para breve, quem sabe hoje!
Beijinho


Fanfic: O princípio do fim: a verdadeira força de Serenidade cap.12 act 07/02/14
Tinoco-chan es simplesmente adorável, muito obrigada ^^
#63
Capítulo 6: Joana também é escolhida




O silêncio perplexo que percorreu toda a sala insistia em ficar por mais uns instantes. Instantes que pareciam perpétuos.
O olhar de Susana brilhava numa cor dourada maternal ao observar Octávia, que fugira uma menina pelo bosque e voltara uma mulher. O olhar forte de líder, carismático e profundo da guerreira escolhida tinha voltado em todo o seu esplendor.
Os seus olhos continuavam cravados em Joana e não tinha intenções de olhar para mais ninguém, até cumprir a missão para a qual tinha sido encaminhada. A espada continuava estendida ao longo dos seus braços, è espera de ser levada.
Joana não queria, não podia acreditar. Aproximou-se lentamente e tocou de leve no gume desta, que exibia o seu belo reflexo. Ainda estava afiada, e percebeu quando o seu dedo deixou jorrar um fio de sangue ao longo da mão.

- Joana! Gritou Maria – Olha a tua mão, estás a sangrar!

Esta nem sequer voltou o olhar. Via Octávia, a espada. Tocou-lhe de novo e sentiu-se longe por instantes. Via-se e via-se a empunhar aquela espada tantas vezes para defender a sua Princesa, o Milénio Prateado, a Terra. Sentiu que algo quente lhe escorria pela mão e imediatamente se soltou da sua companheira, como se de um choque se tratasse, num grito de aflição.

- Joana! Gritaram todos, correndo o seu encontro. A mão continuava a jorrar sangue vermelho e quente, mas isso não parecia perturbá-la minimamente.

- Ei, vá lá! – Fazia-lhe gestos em frente dos olhos Rita, como se quisesse acordá-la de um sono.

Joana, como se realmente acordasse de um sono, estremeceu levemente e olhou a mão

- Olha, estou a sangrar. E bem. Continua afiada com antigamente. – Dizia observando o próprio sangue.

- Vá Joana, vem comigo, vamos tratar desse corte. Disse Ami, levando-a consigo. – Isto vai ser rápido, dêem-nos por favor só cinco minutos.
Ami levou Joana consigo, queria saber o que ia naquele coração ligeiramente apertado. Não era aquele imenso corte que a preocupava, pois habitualmente ouviria um enorme estrilho para fazer um curativo. Sentou-a numa cadeira e segurou-lhe a mão com carinho, falando com ela para a distrair.

- Ai ai, como tens esta mão tão delicada. Vamos ver se faço aqui um curativo pequeno. Quem costuma andar sempre com cortes e curativos é a nossa Bu...


- Ami? Chamou Joana, que lhe deu toda a sua atenção. – Viste-a? Há Milénios que não a via. Estava partida, partiu-se no dia em que a empunhei para defender a pessoa errada.
Uma lágrima fina rolou pelo seu rosto e caiu nas mãos de Ami. Ao senti-la, levantou-lhe o seu queixo e viu os seus olhos trémulos, repletos de lágrimas prontinhas a cair e sentiu o seu estômago dar um nó.

- Joana, quando se faz algo com o coração, jamais essa atitude é má ou errada. A ingratidão que depois se revela é que nos mostra que os olhos nem sempre revelam tudo. E logo tu, a guerreira do amor tem de saber isso melhor que ninguém. E agora um sorriso, daqueles que só sabes fazer. – Joana sorriu timidamente. – Sim, esse mesmo, e este curativo já esta a terminar e ficou encantador numa mão como a tua. Ficou óptimo, vês? Daqui a nada já está sarado. – Dizia enquanto dava os últimos retoques. Para sua surpresa, Joana abraçou-a.

- Obrigada Ami. Disse-lhe com visível alívio.


- Não há nada que tenhas de agradecer-me. Respondeu com um enorme sorriso. – Vá, vamos voltar para a sala, julgo que a Octávia tem algo a dizer-nos.

No salão, o silêncio feria mortalmente todos os presentes. Assim, que entraram todos os olhares se voltaram para elas, o que fez Joana sentir-se um pouco incomodada. Serenidade, mantinha-se quieta e silenciosa, tentando perceber onde é que a sua mãe podia encaixar-se nesta novidade trazida pela Octávia.


- Vá Octávia, o que é que tens para nos contar? Falaste na Rainha Serenidade? – Questionou Rita.

- Como é possível que te tenha entregado uma missão, se... se morreu para salvar o nosso futuro? Interrogava-se Maria.


Com tantas perguntas que se começavam a formar e a criar burburinho, Octávia decidiu que era hora de falar.

- Meninas, por favor. – Pediu-lhes serenamente. – Tudo isto começou esta tarde, quando eu e a Susana levámos a Chibi-usa para brincar no parque. A bola fugiu-nos para os arbustos, e quando a voltei a ver, vinha trazida pelas mãos de uma jovem mulher, lindíssima. Assim que se aproximou da Chibi-usa, viu algo nos seus olhos que lhe pareceu familiar. O seu espanto e o meu cresceram quando a ouvi dizer: “Endymion.” – Dizia voltando os olhos para o Príncipe, continuando depois. – A Susana sabe quem ela é, mas como todas sabemos não nos pode revelar e confesso que na altura senti um pouco de revolta por ela e por nós.

- Chamou por mim? Disse exibindo uma expressão de total surpresa e espanto o Príncipe.


-Endymion? - Serenidade começava a perder a sensatez, quando percebeu que havia uma mulher que só nos olhos da sua pequena era capaz de reconhecer o seu Príncipe.

- Serenidade, deixa que a Octávia termine, por favor. – Suplicou Mariana.

- Corri para o bosque que fica a seguir à mata, um pouco desnorteada. Falei com os meus pensamentos, sobre este poder, esta decisão do Universo em relação a mim enquanto guerreira e foi então que ela apareceu. Estava mesmo ali, à minha frente; alta, magra, belíssima. Explicou-me então que o propósito do seu aparecimento, foi a crise que nos estava a desunir, recordo bem as suas palavras: “Guerreira de Saturno, protege a minha querida filha, que precisa tantos de vocês. O Universo está tão frágil. A amizade que vos une é muito poderosa, mas jamais devem perder o equilíbrio, pois são vocês que permitem que ele ainda exista. Por essa mesma razão, a Princesa as guerreiras precisam de uma líder, a quem todas devem obedecer. Essa líder será a Navegante de Vénus, antiga líder das Inner e da herdeira do sangue da Lua. Essa espada que aí tens, pertenceu-lhe outrora e voltará para junto da sua dona...”

Joana não sabia se queria de novo aquela tarefa que tanto lhe custou, um dia. Ser de novo a líder das navegantes, protecção da linha da frente da Herdeira do Reino Da Lua. Talvez fosse aquela espada que a fazia recear ser de novo o que sempre tinha sido. Não, a espada não passa de um objecto, ela tinha medo de si mesma.

Octávia ajoelhou-se junto de si. Estendeu-lhe mais uma vez a pesada espada, de memórias antigas. Joana levantou-lhe o olhar, mas como caiu na tentação de hesitar...

- Joana, a lendária sempre te pertenceu. Foste a única de entre nós a conseguir retirá-la. Já é altura de voltar para a tua posse. Disse-lhe calmamente Maria. Parece que aqui a nossa Octávia não é a única escolhida do Universo. – Respondeu para provocar um breve momento de descontracção.
Olhou para todas que lhe mostravam como olha, que estavam felizes por recebê-la do novo com sua líder. Esticou os braços na direcção de Octávia que se mostrou muito satisfeita por ter-se feito ouvir. Era tão pesada....

Serenidade debatia-se agora com uma mulher que nem sabia bem a quem ou o que procurava. Que encontrou nos olhos da futura herdeira, os olhos do Príncipe da Terra. Não iria nem por um só momento desconfiar de Endymion e do seu amor. Talvez aquela mulher tivesse algo importante para contar-lhes, algo a transmitir-lhes, algo a fazer. Talvez fosse apenas uma lunática que diz coisas sem sentido, sem porquê. Não, ela chamou concretamente por “Endymion”, e era uma bela mulher, dizia Octávia. Ele tinha viajado para a Terra recentemente...

- Octávia, vem comigo. Preciso que conversemos um pouco. Por favor? - Pediu-lhe a Princesa. Sabia muito bem qual seria a questão que teria de explicar detalhadamente. Serenidade seguiu na sua frente, na sua pose elegante de soberana com as mãos unidas e a cabeça baixa. Caminhava com a delicadeza de uma brisa matinal, perdida em pensamentos. A guerreira acompanhou o seu passo, num andar decidido, sabia que teria de ser assim. Caminhar atrás da sua futura Rainha para a proteger. Subitamente parou.
Tinham chegado aos jardins do palácio.

- Senta-se um pouco comigo Octávia. – Indicou Serenidade com um gesto, que fez a jovem sentar-se do seu lado. – Bem, deves ter já compreendido que quero saber desta presença, desta mulher que devolver a bola à Chibi-usa. – Falava pausadamente para disfarçar o nervosismo.

- Princesa, foi como te contei. Ao jogar a bola, a Small Lady afastou-a para longe, como a fui procurar e não a vi, voltei para junto dela e ela já lá estava com a bola nas mãos. Assim que a vi perdi as forças, tal como antigamente. Não era uma força que me perturbava, que me constrangia, senti que emanava de dentro de si uma força celestial que me puxava ao seu encontro, como se quisesse ser encontrada. Ao aproximar-se da Chibi-usa, pareceu-lhe ver um terrível fantasma, quando viu aqueles belos olhos. – Olhou com confiança, agarrando as suas mãos. – Princesa, acho que ela é uma de nós, apenas ainda não o sabe. – E o seu sorriso era profundamente radioso

- Uma... de nós? Repetiu juntamente com Octávia, percebendo finalmente como algumas coisas começavam a fazer sentido para si.

- No sonho, Octávia. No sonho aquela bela voz falou-me de “forças não despertadas” pois não tinham chegado o seu tempo. Será esta uma das forças que vai ressurgir brevemente e se vai juntar à Missão? Questionava totalmente rendida àquela maravilhosa ideia de ter novas guerreiras na luta pela Paz Universal.


- Eu acredito que sim, mas apenas o tempo nos dirá, e como a responsável por ele nada pode revelar teremos, como habitualmente, de esperar. – Respondeu piscando o olho.


- Anda, vamos desfrutar mais um pouco destes momentos deliciosos. - Disse-lhe puxando a mais jovem navegante pela mão.


Subiram o esplendoroso jardim em animada conversa, quando lhe foi comunicada que teria uma visita à sua espera.

- Uma visita, para mim? Quem é? Questionou-se.


- Senhora, não sei. É mulher, e parece um pouco confusa. Insiste que deseja falar-lhe e só a si.


- Uma mulher? Hum, pois então diz que aguarde.

O criado saiu levando a resposta de Serenidade, que se dirigiu curiosa para aquela visita.

- Aqui estou, quem deseja falar-me? Perguntou no seu tom delicado e amável.

A mulher de costas voltou ficando de frente, o que fez os olhos de Octávia brilharem de entusiasmo.


- É ela! E o seu rosto iluminou-se.


Fanfic: O princípio do fim: a verdadeira força de Serenidade cap.12 act 07/02/14
Tinoco-chan es simplesmente adorável, muito obrigada ^^
#64
Bem tava a ver que nao era hoje q comentava isto...
o meu pentium III com aspiraçoes a pc a serio nao me quer deixar

XD

Adorei
Tadita da minha jo-chan
cortou-se XD

Ahaha
Ahh tou ta curiosa, Saturno-chan :O quem é ela??
Ainda tu dizias q nao tava a sair nada de jeito...
Eu ADOREI Esperancoso

Quero mais, por favor Embaracoso



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#65
Olá Saturno!

Gostei do capítulo! Wink

Já começas a desvendar alguns segredos!

Então a mulher do jardim é uma navegante. Pensei que ela fosse do inimigo, afinal faz a Octávia perder as forças. No entanto continuo desconfiada dela. Ela parece conhecer bem o Endymion...a Serenidade que se acautele...Nao te metas cmg1

A Joana não parece muito feliz por voltar a ser líder. Quem será a pessoa errada que ela defendeu e que a deixou assim com medo dela mesma?

Cheia de mistérios, esta fic! Matreiro

Espero pelo próximo capítulo! Quero saber o que quer aquela misteriosa mulher da Serenidade.

Beijo* Simpatico2
#66
Ola meninas

Tinoco-chan Embaracoso

A Joanita estava com medo de ser líder de novo, pois não foi capaz de defender a Princesa a tempo de ela cometer o suicídio.
Ser a líder das Inner requer alguma responsabilidade que ela teme. Mas vai correr tudo bem.Embaracoso hihi.
A lendária espada ela já aceitou, agora é esperar para ver quais serão os próximos passos...

Obrigada em breve teremos outro.

Beijinho



Bun:

Gostaste mesmo? É, eu sou assim, uma pessoa cheia de mistérios. ahahah
Será que esta mulher é mesmo uma navegante? A Octávia sente que sim, mas e se estiver errada?
Talvez só a Princesa Serenidade a possa ajudar. Embaracoso
Ui que falo demais... Very Happy
Só tens de continuar a seguir e obrigada.
muitos beijinhos


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#67
Gostei muito do capitulo.
Mas quem será essa mulher? Estou curiosa...
Fico à espera do próximo capitulo.
#68
ola...
devo dizer que odeio ficar sem net...

o veu que esconde todo este misterio ta a levantar-se devagarinho...acho que é por isso que amo esta fic...nada acontece rapido...tudo deixa espectativa...

so tenho a dizer que amo a tua fic...

parabens...
bjinhu
**podem tratar-me por Vânia ou Banny-chan**


fic: Sayonara sweet days
#69
Saturno escreveu:Ola meninas

Tinoco-chan Embaracoso

A Joanita estava com medo de ser líder de novo, pois não foi capaz de defender a Princesa a tempo de ela cometer o suicídio.
Ser a líder das Inner requer alguma responsabilidade que ela teme. Mas vai correr tudo bem.Embaracoso hihi.
A lendária espada ela já aceitou, agora é esperar para ver quais serão os próximos passos...

Obrigada em breve teremos outro.

Beijinho


Lool mas ela tadinha, ta com tanta responsabilidade, e e desmiolada como a Bunny, o q vale e que elas cresceram... Ahf
Enfim... Vai correr...tudo bem??
aaa alivio...
Vamos la a ver como corre
ca estarei á espera, pacientemente Embaracoso
Jocas**



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#70
BTsukino... olá Embaracoso

pois claro... o veu lá levanta devagarinho e tu a morrer de curiosidade. hihi
fica aí do outro lado... beijinho gande e fica por aí e continua a acompanhar-me! Embaracoso





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#71


Capítulo 7: Uma visita da Terra/ O diamante de sangue



]
Serenidade sentia-se emergida num mar de confusão onde nada parecia fazer sentido. Tudo se assemelhava a uma gigante bola de neve que rola montanha abaixo e vai ficando maior até ser parada por um obstáculo. Olhou aquela mulher por uns instantes, e sentiu-lhe algo de familiar, bem perto. Seriam talvez aqueles olhos doces, aquela expressão de total amabilidade e ternura, aquele porte altivo, mas simples... sim, tinha o total semblante de uma verdadeira princesa.
Gostaria talvez de perceber de quem se tratava, mas a estranha nada dizia.

- Tu conhece-la Octávia? Interrogou a Princesa, mas a jovem apenas olhava com encanto, de quem tinha sido enfeitiçada por uma qualquer Circe de tempo antigos. Não teve tempo de perguntar de novo, porque um fio de voz ténue soltou-se daquela presença.

- Princesa Serenidade? Perguntou-lhe na sua voz fresca como a corrente de um rio.

Era aquela voz outra vez, aquela força que fraquejava, que fazia Octávia curvar sobre as próprias pernas, embora oferecesse resistência.

- Sim, a própria, quem deseja falar-lhe? – Assim que esta anuiu, a estranha agarrou as suas mãos, como se da Princesa dependesse a sua vida.

- Princesa, por favor. Sei que não me conhece. Talvez neste momento não passe para si de uma grande impostora, de uma falsária, mas eu venho avisá-la. Suplico-lhe, por todas as vidas que são importantes para si, tenha cautela.

- Princesa... - Pedia Octávia enquanto caía no chão não conseguindo conter-se de pé mais um segundo que fosse. Os pensamentos começaram a correr. – “Se ela for um inimigo acaba tudo aqui. Eu não tenho forças e a Princesa morrerá. Não, não poderia jamais ser assim tão fácil.”

- Cautela? Questionou.

O olhar da sua interveniente era grave e sério e provocou um certo desconforto e inquietação em Serenidade. Aqueles olhos meigos de jovem Princesa deram lugar a outros, mais vagos, mais frios e mais azuis, o olhar de uma soberana. Como a cena ameaçava tornar-se cada vez mais estranha, Octávia interpôs-se, tentando levantar-se do chão e respirar, entre a sua Princesa e aquela estranha mulher que suplicava mas mais parecia que ordenava. Esta mostrou um sorriso forte.

- Muito me alegra ver que a defensora da Paz Universal, mais do que nunca, tem a protecção das suas guerreiras, és verdadeiramente louvável guerreira de Saturno. – Colocou a mão de leve numa bolsa e quando a tirou, tinha-a cerrado em punho. Tocou na mão de Serenidade, tentando mostrar à sua protectora que não era sua intenção fazer-lhe mal. Agarrou-a e levantou-a para si, largando sobre ela um objecto.

- Isto pertence-te Serenidade. Guarda-o, pois só tu saberás o que fazer com ele. – Voltou o seu olhar para Octávia. – Guerreira, protege a Princesa.


Com a mesma rapidez com que apareceu, também foi embora. Soltou a mão de Serenidade e correu Palácio fora. A Princesa queria socorrer Octávia, mas queria correr para tentar alcançá-la, quando decidiu que a guerreira era realmente uma prioridade, mas pode ainda gritar-lhe de longe:


- Espera, eu nem sei o teu nome nem de onde vens ou o que fazer com isto! - A jovem mulher parou por uns instantes e olhou para trás.

- Regina Princesa. O meu nome é Regina. - Irrompeu de novo em corrida até desaparecer enquanto desvanecia na imensidão. Serenidade ficou a observar enquanto esta se afastava e murmurava para si: “Regina.sim, tens nome de rainha e a força e determinação de uma...”

Abriu a mão levemente e os seus olhos rejubilaram de espanto

Octávia recuperou facilmente as forças, mais uma vez quando a estranha se afastou de si. Sentia-se plenamente recuperada, como se aquele episódio não tivesse de todo acontecido.


- Vá, senta-te aqui um pouco, queres que te vá buscar um pouco de água?

- Não Princesa, não é preciso. Ela faz-me perder as forças porque desconheço o seu poder e quem é. Basta que se afaste de mim para que as forças me voltem. – Murmurou baixinho só para si: - “Não consigo compreender que força maior pode existir que o da Princesa.”

Serenidade abriu elegantemente a mão, exibindo à luz do dia, a oferenda daquela estranha.


- Que lindo que é, vês Octávia?


- Uma pedra preciosa? - Arriscou pouco entusiasmada não percebendo a ânsia de toda aquela visita.

- Mais do que isso – respondeu sorrindo – é um “Diamante de Sangue”, o mais raro e valioso mineral que existe.


- Um diamante de sangue? De onde pode ter vindo isso? Onde o terá arranjado?

- Na Terra Octávia, foi de lá que veio. E foi de lá que ela veio também. Sim, Regina é o nome perfeito para si. – E, de repente, parecia que tudo começava a fazer sentido.

- O que me tentas dizer é que esta rapariga veio da Terra com um diamante especial e raro que só existe no seu planeta e que to pediu para guardares? Não faz lá grande sentido.

- Talvez não querida Octávia, mas se eu te disser que um Diamante de Sangue só pode ser transportado por alguém de sangue real, já encontras algum sentido? – Respondeu-lhe piscando um olho.


- Não, na verdade parece fazer cada vez menos sentido. Uma estranha faz-te uma visita um tanto bizarra a pede-te que guarde algo que traz consigo, um “Diamante de Sangue”, tanto quanto percebi, e que só pode ser transportado por alguém de sangue real. – Parou de repente como se daquela momentânea ideia dependesse quase tudo. – Serenidade, isto pode ser muito mais do que eu pensava. O que tens em teu poder dizes-me ser valioso e raro, tão raro que só provém da Terra e de certos lugares. Esta mulher, que vi pela primeira vez no parque, julguei ser uma das nossas, mas talvez seja muito mais do que isso. Será ela a Princesa da Terra?

- Não, Octávia... será que... mas o Príncipe da Terra é o Endymion. No entanto, o diamante veio das mãos dela. Octávia, se ela possui realmente sangue real, quem é ela?

- Brilha tanto... Dizia com encanto gracioso Octávia.

- Sabes, este diamante tem uma história, uma lenda. Contou-ma o Endymion há muitos séculos atrás.

- Uma lenda?


- Sim, uma antiga lenda conta que um Príncipe de olhos verde e uma Princesa de olhos azuis, choraram muito por não poderem casar-se. Dos seus lamentos, nasceu a música que embala as paixões arrebatadas e os amores mais intensos. Das suas lágrimas, nasceram as águas azuis e os campos verdes de Portugal.
- Portugal?

- Sim, Portugal é um país muito pequeno, mas parece enorme de tão belo que é. As suas paisagens vestidas de verde e azul são de perder até ao infinito. Os campos são imensos e rodeado de aromas que não existem na Lua. Há cheiro de rosas, de histórias, de vidas, do mar. È como se fosse um lugar mágico, tirado de um sonho. Destes amores intensos e paixões arrebatadas, nasceu o mais avassalador de todos. Dessas lágrimas, perpetuou-se a dor e a tristeza de não poderem estar juntos.

- Esse diamante? Perguntava Octávia relutante com tão bela história de amor.

- Este mesmo Octávia, este diamante eterno como o seu amor e vermelho de sangue como a sua dor...


- Serenidade, que linda história. Deve ser maravilhoso ser protagonista de um amor assim. – Suspirava com ar sonhador.

- Saturno, a guerreira da destruição e do renascimento de coração amolecido com uma trágica história de amor. – Dizia enquanto ria da brincadeira. – Mas Octávia, todas as lendas da Terra têm sempre um fundo de verdade, especialmente neste Portugal de que te falei, onde elas remontam desde sempre. Vislumbrou mais uma vez o maravilhoso diamante que rolava na sua mão, de um vermelho sangue, translúcido.

-Vou usá-lo ao pescoço, com fiz com o cristal prateado.

- Serenidade, quem achas que esta rapariga pode ser? A princesa dos olhos azuis, da tua lenda da Terra?

- Hum, não sei minha querida mas parece-me um pouco impossível, talvez uma herdeira distante na hipótese mais remota. Tudo o que sei, é que se chama Regina e tem qualquer coisa de especial, de diferente naquele olhar dela, parece-me que a conheço desde sempre...

Acordou daquele instantâneo pensamento, que já vagueava bem longe, quando algo de sinistro lhe pareceu passar sobre o seu olhar.

- Octávia, viste isto? Dizia enquanto olhava em volta, levantando-se para perceber melhor de onde vinha aquela visão.


- Ver o quê? Respondeu olhando em volta, quando viu entrar no salão uma estranha que trazia ao colo a pequena Small Lady. Esta batia palmas de contentamento pois a tudo a achava uma graça desmedida.

- Mamã, brincá? Perguntava ela tentando apresentar a nova amiga que a trazia ao colo.

- Chibi-usa!! Gritou aflita a Princesa tentando correr na direcção da sua menina, para a tirar dos braços daquela mulher fosse quem quer eu fosse. Octávia tinha acabado de levar a mão ao bolso para tentar a transformação quando foi interrompida.

- Nah nah. Nada disso, Guerreira de Saturno. Hoje não vai haver transformações aqui. E tu Serenidade, nem mais um passo. Que linda que é a tua filha, tão parecida com a mãe e vejo-lhe alguns belos traços da Terra, herdou-os do pai. Como te sentes Serenidade, se eu destruir o teu pequeno mundo?

Dizia enquanto apertava contra si e pequena herdeira.


- NÃO!! Por favor, não lhe faças mal. – Suplicava enquanto estendia os braços ternos de mão para aquele colo onde ela não deveria estar. – Suplico-te, deixa a minha Chibi-usa.

E pelo seu rosto correram grossas lágrimas, não podendo fazer nada pela sua bebé. Octávia fervia de ódio, não podendo dar sequer um passo para salvar a situação. As suas mãos cerravam em punho de cólera e de medo de perder a sua “irmã”.


- Bem bem bem... Tenho a Defensora da Paz Universal a suplicar-me como um bebé chorão.

Dizia maliciosamente com aqueles olhos lascivos a fervilhar de altivez.

- Julgas que isso me importa? Pela minha filha faço tudo! Respondeu prontamente.

- Ora aí está uma conversa que me agrada, faço tudo. Uma troca talvez?

- Uma troca? Perguntou enxugando as lágrimas sentindo uma réstia de esperança.

- Sim, uma boa troca. Ora o cristal prateado eu nem preciso pedir, é lógico que já vem no pack.
Esse, esse que trazes agora ao peito e que luz como nunca. - Dizia sedenta como uma criança que vê um gelado absolutamente apetitoso.

- O diamante de sangue? Perguntou a princesa tocando no pendente que tinha no peito não percebendo em quê que aquilo podia representar algum valor para si. Recordou então o que a visita daquela manhã tinha vindo fazer: “ Isto pertence-te Serenidade. Guarda-o, saberás o que fazer com ele.” Sim, era o que tinha dito. Não podia entregar nas mãos do evidente inimigo a destruição de todo o Universo, mas jamais poderia perder a sua menina. Levou a mão ao pescoço e tirou o fio onde o objecto da troca pendia. Estendeu-lho e este roçou-lhe de leve na mão, os olhos faiscavam de ganância, num vermelho raiado de sangue largando Chibi-Usa para poder agarrá-lo só a ele, com toda a força.

- Força das águas altas!

A voz vinha trazida do outro lado, empurrada pela brisa que entrava pela janela. O seu olhar era forte e enérgico, assim como a sua voz decidida que empurrou salão dentro o astuto inimigo que atentava contra a vida de Small Lady. O seu ataque era tão forte, que o desejado diamante ficou a balançar no fio para lá e para cá, pendurado no dedo de Serenidade.
Ainda assim, não impediu a princesa de correr na direcção da pequena e de levá-la nos seus braços. A figura continuava extática, na frente da janela, pronta a proteger as herdeiras.

- Sai daqui. Vai-te embora, já atentaste contra vidas que cheguem hoje. - Disse firmemente como quem repreende uma criança. A ordem foi acatada com um sorriso sarcástico, enquanto que esta limpava o sangue do nariz.

- Vou...ahaha. Vou sim. Mas volto, nos teus sonhos Serenidade.

Chibi-usa soltou um choro aflito porque pela primeira vez compreendia o que tinha acabado de acontecer. Serenidade apertou-a junto ao seu peito, soltando quase também as suas lágrimas vendo a sua flor tão desfeita.

- Vamos Chibi-usa, não chores mais por favor. Já passou, a mamã está aqui contigo. Dizia-lhe enquanto a balançava no seu colo.
Serenidade voltou-se para a sua salvadora: - Obrigada, muito obrigada.

- Eu avisei-te que tivesses cautela princesa. – Voltou o olhar para Octávia. – E tu, Guerreira de Saturno, não te disse que protegesses a Princesa? - Desapareceu tal como apareceu deixando suspenso no ar aquele momento tão breve.

- Regina? Perguntava a si própria totalmente surpreendida.


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Tinoco-chan es simplesmente adorável, muito obrigada ^^
#72
Saturno escreveu:- Sabes, este diamante tem uma história, uma lenda. Contou-ma o Endymion há muitos séculos atrás.

- Uma lenda?

- Sim, uma antiga lenda conta que um Príncipe de olhos verde e uma Princesa de olhos azuis, choraram muito por não poderem casar-se. Dos seus lamentos, nasceu a música que embala as paixões arrebatadas e os amores mais intensos. Das suas lágrimas, nasceram as águas azuis e os campos verdes de Portugal.
- Portugal?

- Sim, Portugal é um país muito pequeno, mas parece enorme de tão belo que é. As suas paisagens vestidas de verde e azul são de perder até ao infinito. Os campos são imensos e rodeado de aromas que não existem na Lua. Há cheiro de rosas, de histórias, de vidas, do mar. È como se fosse um lugar mágico, tirado de um sonho. Destes amores intensos e paixões arrebatadas, nasceu o mais avassalador de todos. Dessas lágrimas, perpetuou-se a dor e a tristeza de não poderem estar juntos.



Mim ficou babada a olhar isto, Portugal a ser referido numa fic de Anime +.+ mim gosta Esperancoso
Saturno-sama (agora deu-me assim para isto, chamar tudo o que é mais velho q eu de "-sama" Embaracoso) está lindo...
A Regina, quem será ela???
E aquele inimigo que quer o Cristal Prateado e o Diamante de Sangue?? Ai ai, vou la com a Urano e damos cabo do canastro ao sujeito XD
Ai ai Octávia Tomoe nao andas a proteger a tua princesa...


Aparte:
Urano(AKA ???): Saturno, tu tens de proteger a Princesa, dê por onde der, lembras-te??!
Fim do Aparte.

Continua Saturno-sama, por favor, que eu quero ver o resto dos segredos a serem deslindados Embaracoso
Beijocas Embaracoso



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#73
Aiaiaiaiaiaiaiaiai
Mim chora de felicidade
pensava que este capítulo tava uma lamechice ainda mais por ter referido Portugal, e não é que a minha leitora favorita adorou? Very Happy Smile
* feliz *

Tinoco-chan, minha querida, claro que vou continuar a escrever.
Muito obrigada por "me" leres. Smile


Fanfic: O princípio do fim: a verdadeira força de Serenidade cap.12 act 07/02/14
Tinoco-chan es simplesmente adorável, muito obrigada ^^
#74
Saturno escreveu:Aiaiaiaiaiaiaiaiai
Mim chora de felicidade
pensava que este capítulo tava uma lamechice ainda mais por ter referido Portugal, e não é que a minha leitora favorita adorou? Very Happy Smile
* feliz *

Tinoco-chan, minha querida, claro que vou continuar a escrever.
Muito obrigada por "me" leres. Smile

1º nao tens de me agradecer
2º Lamechice porquieã?! É o nosso país, temos todo o direito a fazê-lo aparecer nas nossas fics *faz ar amuado on* *faz ar amuado off*
3º Tá liiiindo sim Esperancoso
4º Claro que a leitora gosta Desdentado Se nao estivesse a gostar, que estaria aqui a fazer??? Incredulo Acho que nada XD Por Isso Mim Gosta, E Passa A Vida Vidrada À Espera de Novo Capítulo Embaracoso (PIMGEPAVVAENC)
5º Se deixasses de escrever, pereseguia-te XD (a brincar) Agora falando a sério, se tu deixasses de escrever, mandava a minha Urano atrás de ti(a super lamechas e chorona, porque essa e menos violentaSimpatico2 )
Mas agora mesmo a sério... Ficava triste se deixasses de escrever
6ºSaturno-sama, quero mais Esperancoso *faz beicinho e pedincha Simpatico2*



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#75
o capitulo tá lindo! Esperancoso
tou curiosa para saber quem é a Regina e a outra que apareceu no final
espero que continues a escrever fics depois desta, acho que tens jeito (e para deixar tudo em suspense nem falo XD)
fico à espera do próximo capitulo
#76
Olasssssss minhas meninas

Tinoco Razz , jamais eu deixaria de escrever, sobretudo depois deste feedback tão expansivo que sempre fazes questão de me deixar.
Acredita que gosto de escrever para pessoas como tu que estão sempre na linha da frente à espera de mais e que realmente gostam de que lêem.

Beicinho e pedincha? hummm se pedires muito muito... pode ser que tenhas sorte. Very Happy
Talvez no proximo capítulo tenha uma miserável supresa para ti. hihi


MoonSernidade

Tal como a Tinoco também estás cá sempre para me ler e comentar e acreditem que fico mesmo feliz.
Claro que sim, depois desta irei continuar a escrever fics. Smile Obrigada pelo apoio.
Muitos beijinhos


Fanfic: O princípio do fim: a verdadeira força de Serenidade cap.12 act 07/02/14
Tinoco-chan es simplesmente adorável, muito obrigada ^^
#77
ola...
ja disse que adoru a tua fic?? achu que já, mas nao faz mal dizer outra vez...adoru a tua fic...

e desta vez tenhu que admitir que havia borbuletas irrequietas na minha barriga...

portugal foi bem mencionado, e realmente é tao pequeno para tantas historias lindas...

por favor um capitulozinhu rapido...normalmente eu odeio pressionar uma escritora mas desta vez nao aguento...preciso de saber o que vai acontecer...dou-te...nao sei...até segunda feira...

tou a brincar...


bjinhu
**podem tratar-me por Vânia ou Banny-chan**


fic: Sayonara sweet days
#78
Olá Banny-chan! Very Happy
fico assim muito muito muito contente mas mesmo muito por terem gostado tanto!
* montão de felicidade *

Bem, eu vou ver se consigo até segunda-feira satisfazer esse teu apetite voraz da minha fic. Very Happy
e dar-te mais um capítulo daqueles...ehehe

Beijinhos e nunca será demais agradecer


Fanfic: O princípio do fim: a verdadeira força de Serenidade cap.12 act 07/02/14
Tinoco-chan es simplesmente adorável, muito obrigada ^^
#79
Oi Saturno!

O capítulo está giro, nada lamechas, lool.

Ficou muito bem quando mencionaste Portugal, as descrições estão muito bonitas.

A lenda que criaste lembra-me a lagoa das sete cidades dos Açores.

Então afinal de contas a Regina é uma boa pessoa, e a Saturno tinha razão, é mesmo uma navegante. Mas também uma princesa, hum...que conhece o Endymion.

Surgiu-me uma ideia disparatada, mas pronto,lool! Ela poderá ser irmã do Endymion? hum....

Parece que vou ter de esperar para ver.

Bjo*
#80
Saturno escreveu:
Tinoco Razz , jamais eu deixaria de escrever, sobretudo depois deste feedback tão expansivo que sempre fazes questão de me deixar.
Acredita que gosto de escrever para pessoas como tu que estão sempre na linha da frente à espera de mais e que realmente gostam de que lêem.

Beicinho e pedincha? hummm se pedires muito muito... pode ser que tenhas sorte. Very Happy
Talvez no proximo capítulo tenha uma miserável supresa para ti. hihi
1º Acho bem que nao deixes de escrever Relacoes cortadas *ar amuado on* se deixasses de escrever, eu berrava, chorava, batia com os pes no chao, criançinha autêntica XD *ar amuado off*Assobiar
2º Eu por acaso tambem gosto imenso desse tipo de leitor, por isso é que eu às vezes me sinto assim, meio q em baixo, por nao ter quase ninguem a ler a fic, ou por leitores que ao inicio acompanharam, desistirem a meio. Epah, se nao gostaram, digam logo ao inicio, escuso eu de estar a espera que as pessoas voltem. Tenho leitores melhores Dono da razao *ar amuado on* *ar amuado off*Assobiar
3º Eu amo a tua fic Esperancoso E volto a dizer, quero mais XDBabado
4ª Pleeeeeeeeeeeeeeeeeeassssssssse!!! Mais, mais, por favor *olhar de cachorrinho abandonado on Esperancoso *Ave Ave Ave
5º Miserável...surpresa?! Naomedigasquealgodemalvaiacontecer?!
uh mim gostaEngate mim adorar, mim querTramar alguma Tramar alguma Tramar alguma

BTsukino escreveu:dou-te...nao sei...até segunda feira...

6º Até segunda?! Nada disso que logo à noite quero ter algo para descomprimir da mega seca do trabalho de casa de sociologia Furioso
Lool a brincar Simpatico2
Publica quando puderes, eu cá esperoSimpatico2
Beijocas grandes Saturno, e obrigada eu por me permitires ler esta fic Ave



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

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