Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

A Flor de Pandora

#81
@neptune: Por acaso, uma parte das respostas até está relativamente para breve. E mais não posso dizer! Razz E obrigada pelo teu comentário! Embaracoso

@Tina_Xana: Ora, não precisas de pedir desculpa! Wink Eu já fico muito feliz por estares a acompanhar! E obrigada por isso! Simpatico2 Quanto à próxima parte, farei com que amanhã figure aqui!
#82
Aiiii Kaoru!! Eu bem digo k vou ter um ataque. Com capitulos assim! Surprised

Adorei!!!! Tá lindo!! A tua escrita é tão fantástica, tava a imaginar tudo à minha frente.

E agora aquele cab*o, eu n acredito no k ele fez!!! Será k vai matar a Usagi?? Sad Espero k não.

Vá lá... n nos deixes nesta impaciência e posta um novo cap rápido:(Sad pff! XD

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
#83
Mais uma vez, obrigada pelos elogios, _S.E.A_, é mesmo importante para mim saber que o que escrevo tem esse efeito em ti Simpatico2 Quanto à história, realmente já toda a gente odeia o homem Razz Prometo que colocarei o próximo capítulo o mais depressa que conseguir (já amanhã)!
#84
Uff, acabei agora de ler os capítulos que me faltavam!
Desculpa Kaoru, mas tenho andado mesmo ocupada...

Anyways.
Omg, estou a amar! Tu consegues manter sempre um mistério impressionante *-* Coitadinha da Plutão... Sad

Para não variar, descreves as cenas perfeitamente, é como se fosse mesmo o anime Very Happy

Aquele animal feriu a minha Bunny! Eu mato-o Mad!
Que raiva que me deu...


Fico à espera de mais!
Gostas de mistérios, dramas, romance, acção, emoções e muito mais?
Então clica ali em baixo:



FanFic: Sombras do Passado (Capítulo 4 postado dia 19/02!)
#85
Haruhi, não precisas de pedir desculpa! O trabalho vem em primeiro lugar, e eu compreendo perfeitamente! Só o facto de teres lido os capítulos já me deixa feliz, de verdade Very Happy

Fico contente por estares a gostar e que esteja a ser capaz de manter o mistério Simpatico2 Muito obrigada!
#86
*Kaoru escreveu:Haruhi, não precisas de pedir desculpa! O trabalho vem em primeiro lugar, e eu compreendo perfeitamente! Só o facto de teres lido os capítulos já me deixa feliz, de verdade Very Happy

Fico contente por estares a gostar e que esteja a ser capaz de manter o mistério Simpatico2 Muito obrigada!

Ainda bem, assim fico mais descansada.
Ainda por cima ando a seguir um monte de fics, torna-se complicado ler tudo XD
(Tenho vários capítulos para ler em algumas).
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FanFic: Sombras do Passado (Capítulo 4 postado dia 19/02!)
#87
Haruhi escreveu:
*Kaoru escreveu:Haruhi, não precisas de pedir desculpa! O trabalho vem em primeiro lugar, e eu compreendo perfeitamente! Só o facto de teres lido os capítulos já me deixa feliz, de verdade Very Happy

Fico contente por estares a gostar e que esteja a ser capaz de manter o mistério Simpatico2 Muito obrigada!

Ainda bem, assim fico mais descansada.
Ainda por cima ando a seguir um monte de fics, torna-se complicado ler tudo XD
(Tenho vários capítulos para ler em algumas).

A sério que não tem problema, fica descansada. Eu também sou assim, começo a seguir várias fanfics e depois começo a perder o ritmo, por assim dizer. Depois acumula-se o estudo, as traduções, tudo um pouco. Por isso, eu compreendo Wink
#88
III

- Não, não, não, não!

Joana estaria prestes a arrancar os próprios cabelos se não tivesse tanto trabalho em penteá-los cinco vezes ao dia. Com as mãos na cabeça, desesperava diante de Ami, que parecia assustada com a atitude da amiga.

- Oferecer um livro à Bunny?! Isso seria como oferecer uma corda a um enforcado! Ou uma bolacha recheada de chocolate crocante a quem não tivesse dentes!

- Pronto, Joana, deixa as metáforas para outra altura! – Ami suspirou perante o olhar embasbacado de Joana. – Uma metáfora é uma figura de estilo que-

- Sim, Ami, claro. Anda! – Joana agarrou a mão da amiga e arrastou-a pela rua abaixo. Os dois lados do passeio, separados por uma extensa estrada inundada de carros, estavam repletos de lojas de todos os estilos e variedades; boutiques, livrarias, pastelarias, sapatarias, entre muitas outras. Estavam numa das ruas mais comerciais e movimentadas de Tóquio, onde a azáfama era diária e o movimento inesgotável. Ami tentava ripostar.

- Mas um livro seria útil! Além disso, há livros de todos os géneros, de certeza que há um de que vai gostar!

- Só se for um de culinária com ilustrações para crianças. – gracejou Joana, olhando fixamente para uma montra, onde vários manequins exibiam vestidos de cores alegres. – Oh, que lindo! É maravilhoso! O QUÊ, TANTO DINHEIRO POR UM TRAPO DESTES?!

- E sairia mais barato… - murmurou Ami, resignando-se. Afinal de contas, não seria assim tão fácil comprar um presente de aniversário. – E já não temos muito tempo…

- Pois não! – Joana tirou um calendário pequeno do bolso, decorado com a cara da Sailor V e vários corações amarelos. – Hoje é dia dezanove de Junho, o que significa que faltam, hã… - Segurou o calendário nos lábios e olhou para as mãos, contando com os dedos.

- Onze dias…

- Mfisso!

Ami riu-se. A matemática nunca tinha sido o ponto forte da Joana. Olhando em redor, tentou imaginar o que é que a Bunny gostaria de receber como presente de aniversário. Roupa? Não, era demasiado previsível… Doces? Não, ainda no ano passado lhe tinham oferecido…

- JÁ SEI! O novo jogo da Sailor V! – sugeriu Joana, ao guardar o calendário no bolso.

- Além de não ser propriamente barato, isso faria com que ela não se concentrasse nos estudos.

- Também era giro oferecermos outro à Chibiusa quando nos voltássemos a encontrar, já que ela também faz anos no mesmo dia. Ou então uma daqueles jogos que dá para jogar com a Sailor V e a Sailor Moon. Ah, ah, ah, mas a V é melhor! - Joana ignorou a resposta da amiga e imaginava já grandes serões na casa da Bunny a vencê-la sucessivamente. Ami suspirou novamente e olhou para o relógio.

- A Rita não nos vem ajudar?

- Ficou de ir à floresta que ardeu para ver se descobria alguma coisa. – Joana inclinou-se diante de outra montra e quase teve um ataque cardíaco quando viu o preço de uns sapatos escritos com uma letra ainda mais minúscula do que as dos rótulos das embalagens das pastilhas elásticas. – Céus, quem é que tem dinheiro para comprar uma coisa destas?! Se eu o tivesse comprava uma nave espacial e ia fazer uma viagem pelo universo!

- Isso sairia mais caro, Joana. – replicou Ami, rindo-se de novo. – Pergunto-me como lhe estão a correr as coisas…

- Oh, de certeza que está tudo bem. – Joana prosseguiu o caminho, descendo a rua. – Não te preocupes, ela ficou de nos avisar se encontrasse alguma coisa! Olha, uma loja de bijutaria! E se lhe comprássemos qualquer coisa ali? Ami?

Mas Ami tinha ficado exactamente onde estava, olhando fixamente para o outro lado da rua.

- Ami! AMI! O que foi? – perguntou Joana entusiasmada, aproximando-se da amiga. – Viste o meu Cloninho, foi?!

Ami olhava para uma jovem e esbelta mulher que estudava sinais que exibiam diferentes direcções de ruas, monumentos e locais famosos. O vestido azul-escuro deixava-lhe à mostra as suas pernas brancas e delicadas, pelo que parecia estrangeira. Envergava um chapéu de palha, e os cabelos azuis da cor do céu duma manhã de verão caíam-lhe pelas costas, ostentando o seu comprimento que algumas mulheres invejavam, ao passarem por si.

- Aquela ali… - tentou segui-la com o olhar, mas a mulher esfumou-se no meio da multidão tão rapidamente como tinha surgido. – Parecia…

- Quem? Era alguma actriz famosa? Bolas, acho que não trouxe o meu caderno dos autógrafos… - Joana olhou para o céu. – Oh, começou a chover e esqueci-me do meu guarda-chuva…

Ami ficou a observar durante mais algum tempo, mas não voltou a vê-la.

- Não, não devia ser ninguém… Hã, sim, vamos à tal loja. – disse, acabando por seguir Joana a suspirar pelos actores e actrizes que deviam andar perdidos pelas ruas de Tóquio e que ela não conseguia ver.


***

Rita olhava desolada para a floresta. Os troncos das árvores, enegrecidos, pareciam querer rivalizar com o céu sobre quem seria mais escuro e o sólido árido assemelhava-se a poeira misturada com réstias de cinzas. Onde outrora havia vida e paz, reinava agora o silêncio da destruição.

“Como é que alguém pode ter algum prazer nisto…” – perguntou-se, enquanto se baixava para tocar na terra seca. Observou os grãos secos da terra e guardou uma pequena porção num frasco que entregaria depois a Ami para analisar. Retirou também um pedaço de madeira dum tronco de uma árvore e fez o mesmo caminho daquele dia, seguindo os mesmos carreiros agora irreconhecíveis.

“Aqui foi onde a Maria chocou contra mim. Ora, isso significa que ela viu o fogo aqui…” – posicionou-se na direcção onde as chamas tinham surgido. – “Estranho… Não havia vento, só uma ligeira brisa, e ainda por cima soprava na direcção contrária… Então as chamas não deviam ter seguido esta direcção.”

Rita estava cada vez mais convencida que o fogo que destruíra aquele lugar não tinha sido natural, nem tampouco causado por mão humana. Sentira isso desde o momento em que lutara contra as chamas e se deparara com a resistência delas. Faltava era saber se seria um inimigo que estaria por detrás de tudo aquilo e, tão importante quanto isso, quem ao certo era. Recomeçou a andar, deixando os seus próprios pensamentos vaguearem na sua mente.

“Aqui foi onde o ramo da árvore me atingiu. Depois, arrastei-me e…” – sentiu uma picada no coração ao recordar-se do seu salvamento. Como estava fraca e desnorteada, não sabia ao certo para onde o salvador a tinha levado, mas lembrava-se nitidamente da mistura de sensações que experimentou. E, pela enésima vez, indagou porque é que estaria alguém naquele sítio, precisamente naquele momento. Sabia que havia uma forte possibilidade de que o homem pudesse ser o responsável pelo incêndio, mas se fosse realmente verdade, porque é que a teria salvado? Uma testemunha só iria atrapalhar os seus planos, fossem quais fossem.

“Bom, vamos tentar esquecer isto por agora, Rita, e vamos concentrar-nos.” – Rita olhou em volta para verificar se não havia ninguém por perto. Quando se sentiu suficientemente segura, ajoelhou-se no solo, sentindo a terra a picar-lhe os joelhos. Cerrou as pálpebras e, num gesto pausado, juntou as mãos numa espécie de oração, tentando concentrar-se e abstrair-se do mundo que a rodeava. A escuridão adensava-se no interior da sua mente, invadindo-lhe os olhos e a sua respiração pausada era o compasso da sinfonia do coração enfraquecido daquele lugar.

Permaneceu naquela posição e estado durante um tempo que lhe foi indeterminado. Esperou pacientemente que algo se modificasse no seu interior, revelando uma imagem ou algo que a pudesse guiar nas suas previsões. Os seus lábios entreabriam-se, de vez em quando, para murmurar uma reza ou palavras incompreensíveis que só Rita e o seu avô conheciam. E, de um momento para o outro, Rita viu algo. No seio de todo aquele negrume, viu uma pessoa.

Estava de pé, com os braços estendidos ao longo do corpo. Rita redobrou a concentração para que a imagem não se desvanecesse e olhou a pessoa com mais atenção. Tinha os cabelos negros e sedosos, envergava um uniforme e a sua figura não lhe era estranha. No seu íntimo, compreendeu finalmente que olhava para si própria, como fazia quando se mirava no espelho todas as manhãs, antes de sair de casa. A única diferença era uma venda negra que lhe cobria os olhos, impedindo-a de ver. Lentamente, a escuridão foi substituída por árvores verdejantes, arbustos rasteiros e flores silvestres. Encontrava-se novamente na floresta, como era antes do incêndio, observando aquela Rita de olhos vendados.

Rita olhou para o seu outro “eu” e esperou alguma alteração. E, de um momento para o outro, pareceu-lhe ouvir algo. Era um som muito ténue e não conseguia distingui-lo com facilidade, o que não aconteceu com a sua imagem que parecia ouvi-lo muito claramente. Esta levantou serenamente as duas mãos e posicionou-as em frente à sua cara e, com os dois polegares juntos e os dois indicadores também tocando-se, formou um círculo com esses quatro dedos, elevando os restantes. Subitamente, uma pequena luz irradiou do círculo que as suas mãos formavam e uma espiral de chamas irrompeu dele, indo atingir várias árvores. As labaredas rapidamente se elevaram e consumiram as circundantes, e a imagem desapareceu.

Rita abriu os olhos demasiado depressa, sendo encandeada pela luz diurna. Sentiu um bafejo fresco e algumas gotas grossas a tocarem-lhe na face, nos joelhos dobrados, quando um relâmpago se fez ouvir ao longe e a chuva o acompanhava. Ficou durante mais alguns minutos naquela posição, confusa, pois aquilo que acabara de ver fora a si própria a incendiar a Floresta Karuizawa.
#89
mas tu keres me matar de cusriosidade?

nao falas nada sobre a bunny? queria saber como ficou e o que vai-lhe acontecer (o meu coraçao está aos saltos)...lol

mas ao tirar isso...mas uma vez um capitulo fantastico, pois tu descreves as coisas de uma maneira que eu fico tao envolvida na historia que nem ouço a chamarem por mimm...lol

kando há novo capitulo? morro de curiosidade até lá...lol
#90
Adorei akela primeira parte com a Ami e a MInako. Tão bem descrita e tão linda!! Very HappyD

E esta segunda, as descrições faziam com k se conseguisse imaginar tudo. A cena com a Rei tava tão misteriosa... Então foi ela própria k incendiou a floresta?? CREDO!

Ai Kaoru, adorei!! Tão lindo! Estás de parabéns, como sempre. Kd há mais??

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



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#91
Aquela cena da Joana e da Ami estava cómica XD
Agora fiquei curiosa e anciosa para saber quem é a mulher que a Ami viu Rolling Eyes

OMG, a Rita incendiou a floresta? Quando li essa parte uma teoria invadiu a minha mente... mas não vou dizer, porque se for isso não queria que fosse já revelado Mas também posso estar errada (é o mais certo Matreiro)

Continua, adorei! Surprised.o:
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#92
Shocked tou parva para a minha rica vidinha...

entao foi a ... a rita que... que...
AI! CRUZES CREDOS!!!

sinceramete nao acredito que ela podesse fazer aquilo! mas ja tenho algumas teorias para o que possa ter acontecido na realidade...

como sempre o capitulo esta lindo!
a tua maneira de escrever continua a ser espectacular!!

como de costume adorei e, para variar, quero mais!!! Matreiro


#93
Tina_Xana escreveu:mas tu keres me matar de cusriosidade?

nao falas nada sobre a bunny? queria saber como ficou e o que vai-lhe acontecer (o meu coraçao está aos saltos)...lol

mas ao tirar isso...mas uma vez um capitulo fantastico, pois tu descreves as coisas de uma maneira que eu fico tao envolvida na historia que nem ouço a chamarem por mimm...lol

kando há novo capitulo? morro de curiosidade até lá...lol

Não é minha intenção matar de curiosidade, apenas deixar um bocadinho a curiosidade suspensa no ar Brincalhao E obrigada pelo comentário! Quem sabe se não coloco mais um capítulo muito em breve Wink


_S.E.A_ escreveu:Adorei akela primeira parte com a Ami e a MInako. Tão bem descrita e tão linda!! Very HappyD

E esta segunda, as descrições faziam com k se conseguisse imaginar tudo. A cena com a Rei tava tão misteriosa... Então foi ela própria k incendiou a floresta?? CREDO!

Ai Kaoru, adorei!! Tão lindo! Estás de parabéns, como sempre. Kd há mais??

Gostaste mesmo?! Ainda bem! Deu-me gozo escrevê-la, gosto de explorar o lado cómico da Minako ^__^ Quanto à Rei, é segredo dos deuses Razz E vou tratar de colocar a próxima (e última) parte brevemente, já está prontinha! E obrigada pelo comentário tão simpático!


Haruhi escreveu:Aquela cena da Joana e da Ami estava cómica XD
Agora fiquei curiosa e anciosa para saber quem é a mulher que a Ami viu Rolling Eyes

OMG, a Rita incendiou a floresta? Quando li essa parte uma teoria invadiu a minha mente... mas não vou dizer, porque se for isso não queria que fosse já revelado Mas também posso estar errada (é o mais certo Matreiro)

Continua, adorei! Surprised.o:


Ah, a mulher, a mulher... É... Uma mulher! E mais não posso adiantar Brincalhao

É uma grande satisfação para mim saber que há teorias a passar pela tua mente! Surprised.o: Fico mesmo, mesmo contente!

Obrigada pelo comentário Embaracoso


Likinhas escreveu:Shocked tou parva para a minha rica vidinha...

entao foi a ... a rita que... que...
AI! CRUZES CREDOS!!!

sinceramete nao acredito que ela podesse fazer aquilo! mas ja tenho algumas teorias para o que possa ter acontecido na realidade...

como sempre o capitulo esta lindo!
a tua maneira de escrever continua a ser espectacular!!

como de costume adorei e, para variar, quero mais!!! Matreiro

Também tens teorias?! Que bom! Very Happy A Rita é boa pessoa, mas quem sabe, há pessoas que quando dormem fazem coisas estranhas (como eu, que dou murros no vazio!) Razz

Obrigada pelo comentário! Ainda bem que gostaste!
#94
Ai Jesus mulher, n precisas de agradecer! Eu só estou aki pra dizer a verdade! Se não gostasse n comentava RazzRazz

Ai vais postar o novo capitulo em breve? Kd?? Daki a cinco minutos?? XD XD *ansiosa*

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



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#96
IV

O som de cada gota de chuva a tocar no chão ecoava pela avenida, e Bunny podia jurar ser capaz de conseguir ouvir cada uma. Talvez por isso, de olhos fechados e com aquela dor a envolvê-la, lhe pareceu ouvir o som de outro tipo de gotas a fundirem-se no pavimento, quentes e vermelhas, como rubis brilhantes a serem libertados da lâmina empunhada diante de si. Bunny perguntou-se se aquela dor teria sido provocada pelo provável golpe que a espada lhe tinha infligido, mas reparou que não era muito diferente daquela que tinha sentido quando quase desmaiara junto de Maria. Abriu os olhos e, por entre a chuva, a escuridão tempestuosa e o próprio receio que sentia, viu uma outra capa à sua frente.

Bunny viu a surpresa estampada no olhar do seu atacante e, tal como ele, também ela estava surpreendida. Uma figura encapuçada embainhava uma espada, cuja lâmina exercia pressão e impedia a do homem avançar. Um fio de sangue escorria pelo seu sulco e, chegando à ponta, pendia e caía no chão, como se se tratasse dum orvalho encarnado. Muito provavelmente, e para salvar Bunny, aquela pessoa tinha-se entreposto primeiro e só depois aplicado o movimento, acabando por ser ligeiramente atingida. Apesar do ferimento, a figura não vacilou nem se moveu um centímetro que fosse, continuando apenas a impedir que o inimigo avançasse.

- Mas que… - começou o homem, tendo sido imediatamente obrigado a calar-se quando a figura encapuçada mergulhou sobre si mesma e, virando o cabo da espada, o atingiu directamente no queixo. Visivelmente magoado, o homem afastou-se e cuspiu para o chão um pouco de sangue, enquanto a figura encapuçada se colocava em posição de ataque, enfrentando-o com a espada. Sem esperar, avançou, obrigando-o a defender-se, e uma luta feroz entre duas espadas sucedeu os minutos posteriores.

Bunny olhava para a cena sem compreender. Gradualmente, a dor que sentia era atenuada, como se a distância daquelas personagens a salvaguardasse. As espadas ricocheteavam como se desejassem uma fusão, e o brilho das duas lâminas parecia querer rivalizar com o dos raios. Sem hesitar, Bunny procurou Maria e, tentando ao máximo manter-se firme e segura, correu de encontro à amiga, que continuava deitada no chão. Ao chegar junto dela, verificou que tinha um joelho ensanguentado e alguns arranhões nos braços.

- Júpiter, estás bem?!

- Bunny… - disse, erguendo a cabeça e exibindo os seus olhos vermelhos manchados de lágrimas. – Pensei que não te ia voltar a ver… Tive tanto medo…!

- Eu estou bem. – descansou-a com um sorriso e, segurando-lhe na mão direita, sentiu uma onda de força a percorrer-lhe o corpo. Aquela pessoa, tão querida para com ela, fizera de tudo para a tentar salvar e acabara ferida…

Na estrada, a figura encapuçada parecia ganhar algum avanço, pois o homem rangia os dentes a cada golpe, tendo crescentes dificuldades em retribuir cada ataque. Bunny olhava espantada para a destreza que ambos exibiam no manejo da espada, mas começava a perguntar-se quem é que as usaria nos dias de hoje. E quem seria o seu salvador?

- Outra guerreira?! – ripostou com um golpe o homem. Era, por natureza e treino, um óptimo espadachim, e raramente encontrava um oponente que lhe fizesse frente. Porém, aquela pessoa com a cara escondida pelo capuz não era um amador, disso não tinha dúvidas. Começava a aborrecer-se com a situação; só uma pessoa era importante naquela luta, e se começassem a aparecer mais guerreiras a meter o nariz, as coisas podiam tornar-se feias. Com um último arremesso, o homem deu uma pirueta no ar e afastou-se do oponente. – Voltaremos a encontrar-nos, Destruidora. Isto é uma promessa.

Júpiter evitou olhar para ele, embora o sentisse a fazê-lo. Bunny, por sua vez, ficou a vê-lo a afastar-se e a desaparecer pelo emaranhado de ruas por onde ela e Maria tinham vindo. O outro interveniente continuava de pé, no centro da estrada, com a espada na mão direita e ao longo do corpo. Bunny, com uma sensação estranha no estômago, viu como a pessoa olhou para o céu, deixando que as gotas de água entrassem na abertura do seu capuz e molhasse a sua face que continuava por revelar.

- Bunny…? – Júpiter viu a amiga levantar-se e dirigir-se lentamente até à pessoa. – Pode ser perigoso!

Mas ela não tinha medo. Sentia que não devia tê-lo. Era como se algo lhe dissesse que podia confiar naquele que a tinha salvado. Na verdade, nem pensou no facto de este envergar uma capa negra e de estar armado com uma espada, tal como o seu atacante. Bunny acreditava nas pessoas, e era isso que a fazia mover-se e ficar a apenas uns escassos metros de distância daquela figura.

- Ahm… Obrigada por me ter salvo…

A figura virou ligeiramente a cabeça mas, apesar disso, Bunny continuava a não distinguir nem um traço da sua face ou tampouco um pedaço de cabelo por baixo daquele capuz. Sabia que era observada, mas prosseguiu.

- Vi que se feriu por minha causa… A minha amiga também está ferida, se quiser ir ao hospital connosco… - apontou para Júpiter que também se começara a levantar, apoiando o braço esquerdo com a mão que Bunny segurara.

“No que é que ela estará a pensar? Ainda estou transformada, não posso ir ao hospital neste estado!” – pensou Júpiter.

- Talvez fosse melhor se nos abrigássemos, está realmente a chover muito! – propôs Bunny com um sorriso.

Mas, inesperadamente, a pessoa recuou um passo. Bunny não compreendeu a sua atitude.

- Desculpe, disse algo de errado…?

Parecia-lhe que olhava para o seu alfinete. Júpiter também reparou nisso e avançou mais rapidamente até eles. E, em segundos, Bunny sentiu aquela dor já sua conhecida no peito, como se o próprio alfinete lhe queimasse a pele. Tanto ela como o seu salvador recuaram um passo. Pareceu-lhe que este tremia e quase que podia jurar conseguir ouvir a sua respiração descompassada, como se tivesse sido invadido por soluços. Os ouvidos de Bunny ficaram preenchidos pelo som das gotas da chuva e aquele momento pareceu-lhe eterno, como se sempre tivesse estado ali. Ouviu no céu o piar dos pássaros, o vento a passar, os ramos das árvores a balouçarem, vários sons em que só reparava naqueles momentos em que se deitava num campo de relva durante uma tarde de Verão, quando fechava os olhos e quase adormecia. E, sem aviso, a pessoa voltou-se e afastou-se, saltando para um ramo duma árvore e perdendo-se de vista no minuto a seguir.

- Bunny…? – Júpiter tocou o ombro da amiga com a sua mão esquerda.

- Eu… Sinto um grande nó na cabeça… Como se… Tivesse tido um teste de matemática.

- Só de matemática? – Júpiter sorriu debilmente, aliviada por a amiga dar sinais de voltar à normalidade.

- Oh, temos de ir ao hospital! Tens de ser tratada!

- Sim, eu sei. Mas primeiro vou voltar a ser apenas a Maria e vamos passar primeiro pela casa do Gonçalo. – Júpiter olhou para o local onde a pessoa tinha desaparecido. – Quem achas que era…?

- Não sei… A única coisa que sei é que me salvou… E estou-lhe grata por isso. – Bunny tocou com a mão o peito. A dor tinha desaparecido. – E quem seria aquele homem…

- Vá, vamos, além das dores nos ossos, não quero acordar com uma pneumonia amanhã! – disse Júpiter em tom de graça, escondendo a preocupação que sentia depois de toda aquela situação. Apoiada pela Bunny, percorreram o fim da avenida, até chegarem a uns prédios. Já sem estar transformada, Maria apoiou-se na porta, enquanto Bunny tocava à campainha.

- Sim?

- Gonçalo, desce depressa, a Maria está ferida…

- O quê?! Tem calma, vou já!

Suportando uma parte do peso de Maria com o seu corpo, Bunny olhou para as nuvens negras. Algo lhe dizia que uma força maior se levantava. E o mundo sabia disso.

***

Na sala de espera do hospital, Gonçalo ouvia atentamente o relato de Bunny, enquanto Maria era observada. Sentia-se mal por não ter estado lá, por não ter podido impedir o ataque e, ao mesmo tempo, grato e reticente quanto ao salvamento dela.

- Pela tua descrição, parece ser parecido ao homem que te atacou...

- Mas eu não senti como sendo inimigo. – respondeu Bunny com sinceridade.

- Ainda assim, corresponde à descrição do homem que salvou a Rita, não é? – perguntou Ami. Esta e Joana tinham chegado praticamente ao mesmo tempo que Rita ao hospital, depois de terem sido informadas do que ocorrera.

- Mas, segundo a Rita, quem a salvou não usava capuz. – recordou Joana perspicazmente. – Começo a ficar impaciente com isto tudo. Cada vez aparecem mais pessoas misteriosas e cada vez sabemos menos. Temos de ter mais atenção, especialmente com a Bunny. E, afinal de contas, que história foi aquela da Destruidora? Ela nem tem jeito para construir aquelas casinhas de legos, quanto mais destruir o que quer que seja.

Apesar da situação, todos acabaram por sorrir com o comentário da Joana, que sabia como aliviar um ambiente pesado quando necessário. Todos excepto Rita, que permanecera calada e séria desde que chegara. Não conseguia deixar de pensar na visão que tivera na floresta.

- Bom, agora é melhor irem para casa descansar, foi um dia longo. – sugeriu Gonçalo, olhando preocupado para Bunny.

- Antes disso… Quero fazer uma coisa.

Com a mão de Gonçalo a segurar a sua, Bunny levantou-se. As amigas compreenderam imediatamente as suas intenções e seguiram-na, ao longo dos corredores pálidos e infindáveis. Ami e Gonçalo moviam-se com facilidade, tendo a familiaridade da prática clínica já entranhada no sangue. Passaram-se apenas minutos que pareceram a todos muito mais tempo, até que chegaram a um quarto com uma porta verde-escura e uma espécie de janela que deixava ver a rapariga de longos cabelos deitada numa cama branca.

Parecia tão serena, tão calma, como se estivesse simplesmente a dormir. As quatro raparigas sentiram os olhos molhados ao verem Susana, como sempre acontecia desde que a visitavam. Rita não suportou olhar mais; sentia-se psicologicamente debilitada, afectada pela visão que tivera, pelo que tinha acontecido a Bunny e Maria, pelo estado de Susana…

- Em breve ficarás bem, Susana. – disse Bunny, sorrindo. – Eu prometo!

E, com um até já, afastaram-se, pedindo secretamente que não faltasse muito para terem a amiga de volta.
#97
Snif... K fim tão triste :'(

Ai Kaoru, tu escreves tão bem!! As tuas descrições estão lindas, eu nem tenho palavras pra dizer como tou a gostar, sério k não.
Os pensamentos da Usagi e das outras, aquela luta, aquele salvador misterioso. Mantens tudo mergulhado numa penubra. E akele comentário da Minako. XD Mesmo bom pra aliviar a tensão Razz:P

Ai k mistério... Espero k n me deixes assim ansiosa durante muito tempo pk senão... tenho um ataque de vez! XD

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



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#98
_S.E.A_, eu é que não tenho palavras para descrever o quão feliz me deixou o teu comentário! Muito, muito e muito obrigada! Very Happy Ainda bem que gostaste desta última parte do capítulo, da forma como escrevo... Obrigada!!

Prometo que vou tentar não prolongar a ansiedade! Wink
#99
:='(:
esta tao lindo Surprised.o:

o rapariga... tu deixas nos cada vez mais curiosos!!!
esta fic e um autentico misterio!!

se a curiosidade matasse, eu estava estendida no chao sem sentidos... Matreiro
mas afinal quem e o homem do capuz??
e o outro que intitula a bunny de "destruidora" (continuo com uma raiva dele arghhh)?

o capitulo esta fantastico! para variar um cado Matreiro
escreves tao bem Surprised.o:

adorei!
fico a espera de mais!


#100
tao lindo Surprised.o:, nem sei o que dizer, está tao bem descrito como disse o S.E.A, tá mesmo fabuloso.

mas agora deixas-te me curiosa para saber quem é o homem...lol, mas prontos espetacular. AMEI

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