Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

A Flor de Pandora

#661
Antes de tudo, estava a ver aquilo que já tinha escrito aqui para trás e reparei numa grande falha da minha parte... Não disse nada sobre o comentário da Gabi! Desculpa, Gabi, passou-me completamente com todas aquelas confusões que se passavam pela minha cabeça... Desculpa, desculpa!

Muito obrigada por teres comentado! Ainda bem que gostaste das descrições iniciais, fico sempre feliz quando as pessoas as referem! E acredita que não me farto absolutamente nada por dizeres isso! Fico mesmo muito feliz Very Happy

*ri-se* Sim, eu lembro-me perfeitamente dessa cena do anime de Romeo x Juliet! Por acaso nem associei, mas tens razão Razz Só que a Juliet e a Bunny são um bocadinho diferentes x)

Hehe, eu também me ri quando imaginei a princesa a tropeçar pelas pessoas, mas achei que combinava bem com ela Razz E tens razão, a Bunny anda mais duvidosa porque, em parte, é como uma autodefesa a todas as adversidades pelas quais tem passado. E isso vai notar-se mais no decorrer da história.

Ah, o sucesso da mulher... Eu não posso dizer nada sobre isso, mas ela até tem razão... Vamos ver se consegue o que deseja Wink

E não peças desculpa, eu é que peço por ter demorado séculos (quase!) a responder ao teu comentário! Desculpa, desculpa, desculpa e muito obrigada por ele!

*senta-se a comer cada Kinder Joy e a pedir desculpas cada vez que trinca um*


Kristea, o romance entre a Bunny e o Mamoru vai ser, sem dúvida, um pouco mais explorado. Não sei se isso vos agrada, mas eu até gosto do casal (do manga, mais propriamente dito) e a ideia desta fanfic também os envolve Smile O Cristal vai ser mesmo importante, mesmo que limitado ao presente Embaracoso E obrigada mais uma vez!


_S.E.A_, muito obrigada pelo teu comentário! Very Happy E, já agora, aproveito para te desejar as melhoras das dores, eu bem sei como é, já me aconteceu, mas com tremoços... x)

Muito obrigada por me corrigires esse erro! É incrível como mesmo depois de reler eles me passam ao lado Razz E fico também muito feliz por teres gostado da introdução inicial Smile Mesmo que não seja muito, a fanfic precisa de ter humor, não é só mortes como a Gabi diz, hehe!

Quanto à Ayame e ao seu nome... Bem, todas as personagens (excepto a Lunesca que foi inventado no momento) têm nomes com uma razão de ser. Até mesmo o Cérbe, Vio, Peo... Todos têm. Por isso, só posso dizer que o nome dela não foi escolhido por acaso Razz E, já agora, bom ponto de vista acerca da Haruka. Na verdade, no esqueleto do capítulo que tinha esboçado, a Haruka tinha tido outro papel, precisamente mais desconfiado, mas optei por deixar que todas se divertissem ao máximo excepto a Usagi. Nos capítulos seguintes vais poder perceber porquê Wink

A informação ainda não está toda revelada, confesso. Esta foi apenas uma pequena parte, mas importante. O mais importante ainda está para vir. E quanto ao Mamoru... Sim, a mim também me aborrece aquilo de ele estar sempre em apuros. Mas, como disse antes, as suspeitas da Luna podem muito bem estar erradas... Até acho que o Mamoru vai mudar um pouco nos próximos capítulos (e, não, não vai ser raptado! Razz). A Luna lembrou-se disso porque, para ela, é a única explicação lógica que envolva o desaparecimento da Chibiusa, porque a destruição do Portão não significa necessariamente que seja apenas a Chibiusa a desaparecer.

Muito obrigada pelos Kinders e pelo comentário! Very Happy
#662
Kaoru-chan que saudades de ler a tua fic!!Smile claro que as saudades de falar contigo e com a nossa xaninha sao ainda maiores...mas finalmente estou de ferias e agr sim estou a acalmar! sim porque os primeiros tempos de ferias tb nao foram faceis...enfim parece que nao fui a unica a ter problemas...li os comentarios e percebi que se passou qlq coisa contigo...fico feliz por ja estar tudo melhor!Smile
ainda nao vo fazer os comentarios que fazia, primeiro porque ainda nao li tudo o que tenho para ler e ja nem estou habituada...
mas pronto nao pude deixar de te vir deixar um enorme beijo e ja agr um ovo kinder para animar ainda mais a menina!



"jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Entao cuidado, o gang anda rondando"
...............
Fic: "Sailor Moon- o último suspiro"
#663
neptune escreveu:Kaoru-chan que saudades de ler a tua fic!!Smile claro que as saudades de falar contigo e com a nossa xaninha sao ainda maiores...mas finalmente estou de ferias e agr sim estou a acalmar! sim porque os primeiros tempos de ferias tb nao foram faceis...enfim parece que nao fui a unica a ter problemas...li os comentarios e percebi que se passou qlq coisa contigo...fico feliz por ja estar tudo melhor!Smile
ainda nao vo fazer os comentarios que fazia, primeiro porque ainda nao li tudo o que tenho para ler e ja nem estou habituada...
mas pronto nao pude deixar de te vir deixar um enorme beijo e ja agr um ovo kinder para animar ainda mais a menina!

Perdoem-me o pequeno off-topic, mas...

neptune-chan!! Que saudades!! Surprised.o: Há quanto tempo, já lá vão tantos meses...! Se soubesses as saudades que tenho tido de ti! Há imenso tempo que eu e a Xana temos vindo a falar da falta que nos fazes... Oh! Não te preocupes, não aconteceu nada de muito grave comigo, pelo menos agora já está tudo bem! E espero sinceramente que agora já estejas melhor, seja do que quer que tenha acontecido! Estou ansiosa para te poder apanhar online para conversarmos! Oh, estou com tantas saudades... Surprised.o:

Agora retomando o assunto da fanfic, não precisas de comentar se não te sentires preparada para tal, desde que gostes do que até agora foi feito, isso é suficiente para mim! A sério que sim! Fiquei mesmo feliz por ter visto as tuas letrinhas no ecrã! Very Happy Até lá!
#664
uma coisa na qal nunca reparei e q hje me deu para notar foi nos titulos dos teus capitulos.
Cada titulo é perfeito para o conteudo q escreves e os capitulos estão do tipo: Suspeita ~Um novo desabar~ exactamente como os titulos dos episodios de romeo x juliet Matreiro (epá eu faço cada comparação Incredulo fiqei msmo maniada naqilo Matreiro)
anyways.. fui rever cada titulo dos teus capitulos e realmente gosto mto dos titulos q dás, são profundos e msmo perfeitos *-*
a tua introdução como sempre começou em grande e com a maior perfeição q pdia ter Surprised.o: adoro imaginar, o ambiente, a natureza tal como tu a descreves, taun profunda e bela Surprised.o:
as comparações q usas maravilham.m sempre mas SEMPRE SEMPRE msmo Surprised.o:
a alegria q dás, um alegria taun real e taun dia-a-dia ali entre as navegantes Embaracoso
volto a dzer q devias pedir a alguém para te fzer o mangá ou um anime do q escreves Surprised.o: a beleza q descreves dá msmo vontade de estar lá, amaria ver msmo Surprised.o:
a guerra entre a Bunny e a Joana x'D
parti.m a rir, parecia eu e o meu irmão a discutir, po meu irmãozinho sempre: "as salchichas são para mim!!Passa a ser vegetariana!" x'D
e a Ami a tentar acalmar e a dzer o q realmente fzia mais sentido Matreiro
e a Ayame e a câmara trouxeram a paz de volta à Terra x'D
e a fome tomou conta da Haruka e da Mariana e poing os camarões foram.s x)
naun consigo imaginar a Ayame fofinha com aqele cabelo kawaai a ser a mázona em cena Embaracoso'' taun simpática em dar os camarões e parece taun sincera naun sei, confundes.m bolas Matreiro
aqela insegurança da Bunny e o facto dela gostar da Ayame só me faz pensar qé msmo malade se ela for a vilã da história --'
o facto da Ayame estar assim dzendo a "trabalhar" com a fotografia fez.m lembrar o teu jeitão para fotografar e como tiras cada coisa mais linda, q vejo assim a Ayame um pouco como tu e a fotografia, ideias parvas e uma idiota como eu Embaracoso''
fiqei com pena da Ayame >.< naun consigo msmo nda ve.la mazinha tou a criar uma obcessão por isto Matreiro
mas dpois pões aqela coisinha da sombra nos olhos dela e as minhas certezas desfazem.s da msma maneira com q aparecem >.< e de repente pareces por tdo a mostrar q ela é má Mal disposto''
aqele silêncio q se instalou dpois da Ayame ter.s ido embora foi msmo taun real, acontece msmo mto q dpois de ter de ir ao assunto nauns e sbe como começar e fica aqele silêncio meio constrangedor Embaracoso
meu deus Incredulo aqele sonho da Susana foi exactamante como o incêndio, god Incredulo
o Portão do tempo? O_O
meu deus, naun estava nda pronta para levar com tanta informação de uma só vez O_O
eu bem achei aqela explicação da"plutão má" bastante estúpida para o estado em q ela tinha ficado.. naun soava bem agora tdo ficou mais esclarecido Embaracoso
E eu não terei mais nada a fazer senão lutar ao vosso lado
bolas a Susana diz isto como se fosse uma coisa mto má e mto obrigada --''
ohh.. a Chibiusa ;__; eu q gosto tanto dela e agora tou nesta coisa do aconteceu anun aconteceu ;__;
passado Embaracoso ai como adoro qdo falam do passado Embaracoso
ai q mázinha tbém pões o paizinho da Bunny a morrer de doença assim msmo sofrida e tal ;__; homicida pá Matreiro
a história de Febes é de tal maneira taun bem encaixada, tal como tdo na tua história magnifica, encaixa na perfeição na ideia q eu tenho de antepassados e etc, é como se criasses coisas q estavam msmo dentro do meu coração, naun sei mas cada coisa q escreves realmente preenche um bocado de mim e da história q conheço da sm e da qal sempre pensei faltar coisas Embaracoso
e a parte do ceptro ter sido considerado perdido, é algo q msmo acontece mtas vezes mas assim naun faço a minima do ceptro de onde veio
qeres por o Gonçalo? o Gonçalo? ;___; qeres q naun te chame homicida e poes o Gonçalo assim ;__;
mas gostei mto da parte do Não, naun pde ser, daria tdo e etc ficou msmo comovente Embaracoso
A-M-E-I em tdo o sentido da palavra estava msmo nem sei *-*
mto obrigada por um capitulo taun maravilhoso *-*
*mim oferece tda contente uma taça de gelado à kaoru*
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naun faz mal kaoruzinha Embaracoso
fico feliz por gostares dos meus comentários, fico realmente contente Embaracoso



merci, André <3
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Hapinnes in colour motion... porque a cor é, afinal, a base de toda a felicidade! - by dizzy

#665
Uau... Não estava nada à espera de um comentário assim, Gabi! Muito, muito obrigada! Surprised.o:

Para começar, ri-me imenso com a associação que fizeste dos títulos com os de Romeo x Juliet. Primeiro, porque eu nunca fui muito boa a dar títulos... Então, em tudo o que escrevia antigamente, simplesmente não dava (no caso de prosa) Razz E, em segundo lugar, porque... Tens razão! A forma dos títulos - isto é, uma palavra no início e uma pequena frase entre "Parvoice" a seguir - foi inspirada nos de Romeo x Juliet (não que isso tenha importância para o conteúdo da história, porque em nada foi inspirado no anime). Aqui está uma "pequena novidade" Razz Bem observado! De qualquer das formas, fico muito contente por gostares dos títulos! Confesso que cheguei a uma altura que tenho de verificá-los de novo, às vezes resumir tudo a uma palavra torna-se difícil Razz

Fico contente por teres gostado do início do capítulo e das descrições Simpatico2 Ri-me bastante quando referiste aquilo das salsichas e do teu irmão... Porque é que não me lembrei disso? Para a próxima a Joana diz "Passas a ser vegetariana!", com os respectivos direitos de autor, é claro! Razz

Bem, a Ayame é uma personagem um pouco confusa nesse aspecto. Posso assegurar que não fiz/imaginei o cabelo dela a pensar que ela podia ser boa ou má, mas concordo com o facto de ela poder parecer confusa nesse aspecto. Muito brevemente terão ainda mais factos para pensarem sobre isso... Agora quanto ao facto de se parecer comigo, não pensei nisso, para dizer a verdade, nem creio que seja verdade... A fotografia foi mesmo para introduzir alguns elementos e, na altura, foi mesmo do que me lembrei Razz

Quanto ao que a Susana disse, ela não o disse por se sentir obrigada, era mais por se sentir angustiada quanto à situação, por achar que falhou numa missão que, embora penosa, era preciso ser feita. E continuo a ser homicida para ti ;_; Vá, eu sabia que aquilo do Gonçalo ia ser assim, mas o do pai dela... Tinha de ser, ora, era a única explicação (que encontrei) para o facto de ele já não estar lá Razz

Muito obrigada pelo gelado e por teres gostado do capítulo! E, sim, é claro que gosto muito dos teus comentários ^__^ Muito obrigada!
#666
naun precisas de agradecer para mim é sempre um prazer imenso ler o q escreves e agora ando um pouco em baixo sinto.m contente com isso Embaracoso

descobri o teu segredo dos titulos xD



merci, André <3
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#667
*entra sorrateiramente*

Bom, como vou de férias na próxima semana, na terça-feira, vou compensar-vos e trazer um novo capítulo antes de partir. Ainda não o terminei, mas tenho a estranha sensação que vai ficar enorme... Talvez porque irá acontecer muita coisa. Só posso adiantar que vai ter revelações, acção e... Chega Razz

Até lá! Simpatico2
#668
Vais de férias e eu aqi presa a este pedacinho de terra xD
espero entaun q passes umas boas férias Embaracoso
nvo capitulo Embaracoso
cheio de revelações e maravilhoso como sempre de certeza q vai ser lindo Embaracoso
espero entaun aqi Embaracoso



merci, André <3
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#669
Obrigada, Gabi! Embaracoso

Tal como prometido, o capítulo estará por aqui hoje. No entanto, como é enorme, não sei se seria melhor dividir... Tem bastantes alterações de cenas no seu decorrer, não sei se preferem que divida e coloque a segunda parte quando regressar para ficar menos confuso... Ainda tenho de decidir isso :Embaracoso': De qualquer das formas, fica apenas o anúncio que hoje terão algo para ler Simpatico2
#670
Capítulo XVIII
Perda
~O revelar das sombras~

Parte I

Não sei há quanto tempo as minhas pernas se movem sem vida própria, no seu compasso mecânico e apressado. O relógio no meu pulso esquerdo parou, os ponteiros congelaram no momento em que o Sol se escondeu por detrás dos prédios gigantescos que cobrem esta cidade. Talvez também o próprio Tempo tenha parado. Sim, talvez seja isso. Talvez seja por isso que já não exista Portão. Talvez seja porque o Universo esteja a chorar comigo, a retribuir a minha dor. Sim, talvez.

Há qualquer coisa no ar, qualquer coisa que me sufoca. O fumo do tubo de escape dos carros afasta-se da minha presença, intimidado com a minha face disforme; as pessoas emudeceram, solidárias, gratas, com pena. Pena duma rapariga que foge. Fujo, sem direcção, fujo daquilo que me quer encontrar. De uma figura que tantas vezes já vi, que tantas vezes já me perseguiu. Consigo distinguir a sua sombra por entre todas estas, o seu olhar zombeteiro e condescendente, quase compreensivo. Sei que me encontrará sempre que quiser, até ao fim dos tempos. O meu destino.

O teu destino.

Quero que as minhas pernas parem. Quero que os meus braços cessem o seu balouçar frenético e trapalhão. Quero que as minhas pálpebras desçam e encontrem a merecida escuridão. Quero que a Lua desapareça do céu, envolta pelas nuvens que brotam do meu coração. Quero. Quero que esta voz desapareça dos meus ouvidos. Quero saltar, erguer as minhas asas em direcção ao céu e criar um novo mundo. Porque eles não compreendem. Não compreendem que não há lugar para nós aqui. Não compreendem.

E eu só preciso de uma razão. Uma única razão. Um único motivo para parar. Só preciso do teu olhar. O teu olhar que não vem. Porque é que não consigo recordar-me da tua face? Porque é que não consigo ver-te aqui, comigo, onde não existe mais ninguém? Porque é que não conseguimos cumprir um sonho, um mundo, uma vida?

Porque é que tiveste de ser tu?

Não sei há quanto tempo as minhas pernas cessaram o seu movimento sem vida. Talvez tenha sido há dias, há anos, há séculos, há um milénio atrás, quando o teu rosto foi o meu último olhar. Talvez tenha sido aí. Não sei há quanto tempo os meus joelhos beijaram o solo negro.

Vou deixar que a escuridão me envolva.

E não, não quero acordar.

***

A noite adensava-se na sua própria escuridão, criando sombras através das figuras soturnas dos prédios ambiciosos e cinzentos, cujos tectos se esforçavam por tocar no céu negro, reflexo da vontade imparável dos Homens. Os candeeiros modernos não se esforçavam por iluminar o breu que se instalara em Tóquio; apenas limitavam-se a deixar a sua fraca luz repousar num pequeno círculo no passeio, indiferentes à ausência da pérola redonda no céu. Por vezes, um cão esfomeado enfiava o nariz na berma da estrada, à procura de algum pedaço de comida abandonado e, sem sucesso, voltava para trás, resignado com a limpeza invejável das ruas. O ar quente entrava pelas janelas entreabertas das vivendas mais próximas, passando pelas ventoinhas que empurravam uma massa mais fria e, finalmente, saía de novo, pronto para continuar a sua viagem sem fim.

Encostada a um poste de electricidade, Bunny olhava para a estrada sem, de facto, a ver. Os seus olhos vítreos sustinham um único desejo faminto, reclamando pela miragem de grossas gotas de chuva a fundirem-se com o asfalto seco e ainda morno. No entanto, a noite avizinhava-se como uma das mais quentes do ano, perfeita para longos passeios pelo parque, acompanhados por um gelado refrescante e saboroso. O mundo contrariava Bunny e a sua dor, como se desejasse aumentá-la, ciente da penosa sensação que era a que conservava em si mesma, encerrada por centenas de chaves milenares. Chaves que abriam cofres conhecidos, demasiado familiares.

Não sabia onde estava, embora isso não fosse importante. Naquela noite, todas as ruas eram uma repetição infindável, um prolongamento de passeios e de pedras, anonimatos de títulos e direcções. Não existia um sítio em todo o mundo onde a dor fosse menor, menos latejante, menos intensa. Não existia um lugar onde aquela sensação pudesse ser atenuada. Nenhum. E todos eram apenas uma sombra que a envolvia e sustinha, que a mantinham viva no seu desalento. E tudo o que ela desejava era que aquele anonimato se prolongasse em si, tomasse conta dos seus membros e a tornasse invisível. A dor da perda, outra vez. Eram incontáveis as vezes que esta aparecera para a cumprimentar e apertar a mão, envolver os seus dedos e esgueirar-se pela sua pele, acabando por entranhar-se no seu coração. Eram já incontáveis as vezes que perdera as suas amigas. A sua filha. A sua alma. O seu mundo. E, mesmo agora, era como se a sentisse pela primeira vez, como se nunca antes houvesse experimentado o indescritível sabor da destruição. Uma destruição para que esta permanecesse viva, viva no seu desalento, viva na sua dor.

Afinal, o que era o futuro? O que era essa dimensão do tempo predestinada, vista já há muito por quem nem devia ter consciência que ela existia? Sempre a tomara por certa, por mais dificuldades que pudesse atravessar. E se o seu destino fosse apenas a repetição eterna de erros de um passado que ainda vagueava pelo presente? E se o seu destino fosse apenas sentir a lâmina afiada daquela espada que a trespassara há tanto tempo atrás, a ferida a abrir-se de novo no seu peito e dela brotar um sentimento tão familiar como penoso?

Alheia ao seu estado desconcertante, Bunny fechou as pálpebras cansadas, perdendo-se numa escuridão maior do que aquela que a envolvia; a escuridão da sua alma. Já não desejava paz ou alívio. Apenas nada. Nada. Queria sentir o vazio, a ausência de tudo e de qualquer coisa. Queria descobrir um lugar onde não existissem ruas, cidades, países, planetas, galáxias. Queria um lugar cheio de nada e onde esse nada fosse tudo. Um refúgio inerte, desconhecido. Dentro do seu próprio negrume, as suas mãos eram feitas de luz, uma luz difusa e baça. Os seus passos cintilantes deixavam um rasto invisível, um suspiro de uma busca desesperada. Durante muito tempo, caminhou pelos corredores da sua mente, arrastando-se numa viagem que podia tornar-se inextinguível. E não havia nada senão escuridão, senão a ausência, senão sombras.

Dentro de si própria, Bunny olhava em redor, surpreendida pelos recantos mais obscuros de si e que, até então, se haviam conservado desconhecidos e estranhos. Nunca antes os enfrentara ou vira, ignorando a sua existência. No entanto, e ao contrário do que podia imaginar, não eram assim tão desagradáveis. Pelo contrário; sentia-se bem, envolvida por aquela falta de dor, de desilusões, de descrenças. Havia naquele local uma paz inexplicável ou, talvez, apenas um nada reconfortante. Um reconforto singelo e prepotente, uma voz que a aliciava a quedar-se para sempre naquele mundo negro e frio. Enquanto caminhava, Bunny deixou de pensar naquilo que a atormentava e, lentamente, ia entregando-se às mãos invisíveis que a amparavam. Podia ser tudo tão diferente, ali. Podia imaginar-se feliz, com o tempo, quando fosse seguro e não doesse. Podia ver as suas amigas a acenarem-lhe, o seu namorado a abraçá-la. Podia ver tudo o que desejasse. Tudo.

Uma gota. Duas. Três. Quatro. Dezenas de gotas quentes deslizaram-lhe pelos braços, quebrando aquela imagem em centenas de pedaços de fumo e arrastando-a de novo para as ruas desertas dos arredores de Tóquio. Contra todas as suas expectativas, uma chuva de Verão começara a deslizar do céu para a terra, como se estivesse a resgatá-la daquele mundo negro e sedutor. Atónita com tal acto do destino, Bunny piscou os olhos e, antes que pudesse sentir a dor avassaladora a invadir-lhe o coração, as suas pálpebras soergueram-se num espanto genuíno quando, diante de si, viu uma figura a pairar e a observá-la.

À sua frente encontrava-se a mulher mais bela e fantástica que Bunny alguma vez vira na vida. A sua beleza era maior do que qualquer outra, superior a qualquer criatura viva que existisse naquele mundo e em todos os outros. A sua delicadeza era irradiada a cada segundo pela aura luminosa que a envolvia e rasgava a noite em fragmentos cristalinos, uma luz prateada e imensamente brilhante. Os seus cabelos brancos contrastavam com a face jovem e despovoada de rugas, caindo graciosamente através das linhas do seu corpo esbelto e terminando ao nível dos pés nus. Usava um quimono branco e simples, onde pequenas flores vermelhas acentuavam as linhas naturais dos seus lábios perfeitamente delineados. A tez alva exibia uma textura tão macia que convidava a qualquer ser a pousar os dedos nela, acariciando-lhe de seguida o rosto. Os seus olhos brilhavam com a luz que brotava da sua pele, revelando uma tonalidade vermelho escuro profundamente desnorteante, como se alguém houvesse depositado pétalas de rosa nas suas pupilas.

Aos olhos de Bunny, aquela figura nunca poderia ser uma deusa, mas sim a deusa, a maior de todas. Embora todas as Irmãs fossem bastante belas, nunca poderiam igualar aquela mulher, cuja magnificência era mais do que mágica; ela era a magia, a eternidade, o infinito. Completamente absorvida por tal visão, os olhares de ambas as mulheres, profundamente ligados um com o outro, envolviam-se em laços firmes e inquebráveis. Um olhar surpreendido, perdido e assustado. Um olhar terno, condescendente e compreensivo. Parecia a Bunny que todo o seu corpo era um cristal translúcido e que o seu interior não era nada mais do que uma janela aberta para aqueles olhos encarnados, para aquela visão que continha todas as respostas e soluções. E ela desejava que aquela mulher a levasse consigo, numa viagem de descoberta, paz e harmonia. Num sono melodioso onde a sua voz, ainda desconhecida, pudesse ser uma canção de embalar.

As pálpebras daquela mulher de cabelos brancos, ligeiramente entreabertas numa miragem de piedade, abriam-se enquanto Bunny a mirava sem conseguir articular uma palavra que fosse. Sem aviso, o seu rosto perfeito inclinou-se para o lado, fixando-se num ponto escuro e difuso e, nesse momento, uma lágrima translúcida decidiu manchar os seus lábios surreais. Apanhada de surpresa por tal acto, Bunny viu a mulher a desaparecer na noite, esfumando-se num brilho de estrela, tal era a luz que emanava. E, antes que pudesse levantar o braço para lhe implorar que não partisse, para lhe implorar que lhe desse alguma resposta, um silvo rasgou o ar, morrendo por fim no braço de Bunny e nas asas dos pássaros dormentes que, assustados com um grito de dor, fugiram em direcção aos céus.
#671
- Há qualquer coisa de errado! Não a devíamos ter deixado ir! Bolas!

Haruka gesticulava enquanto andava em círculos pelo pátio do templo Hikawa, indiferente à chuva de Verão que lhe acariciava os cabelos loiros despenteados e neles encontrava um descanso temporário. A seu lado, Mariana olhava para o chão, sabendo que, daquela vez, a amada tinha razões para estar preocupada.

- Talvez ela esteja com o Gonçalo... – tentou, embora soubesse a resposta que Haruka tinha preparado para essa suposição.

- Não, seria o último sítio para onde iria. – replicou Maria ao invés de Haruka. Os seus olhos perdiam-se nas escadas que davam acesso ao templo, esperando a qualquer momento um vislumbre doirado, uns odangos tristes; qualquer coisa que invocasse a presença da rapariga que desaparecera sem deixar rasto.

Depois de Bunny ter abandonado a casa das guerreiras do espaço exterior, nenhuma das amigas tentou encontrá-la durante toda a tarde. Todas elas sabiam que, com tal revelação, a amiga precisaria de tempo para descarregar todas as suas emoções, uma privacidade com que nenhuma delas sabia muito bem lidar. A situação, embora de risco, parecia controlada. Por isso, quando a noite caiu e a mãe de Bunny telefonou para saber se esta iria estar presente para o jantar, uma névoa de medo envolveu todas as navegantes.

- Com tantos inimigos à solta fomos logo deixá-la ir! – disse Joana exasperada. – Bolas, fomos tão parvas! Ainda por cima não levou o intercomunicador...

- Calma, meninas... A Bunny deve estar bem, apenas precisa de algum espaço para pensar. Não é uma informação que seja fácil de digerir, muito pelo contrário. De certeza que, em breve, estará de volta. Se alguma coisa tivesse acontecido já o teríamos pressentido… Certo?

A pergunta de Ami dissolveu-se logo que o som de passos ecoou pelo pátio, levando-as todas a juntarem-se a Haruka e Mariana, saindo debaixo do pequeno tecto que envolvia o templo Hikawa e que lhes permitia um resguardo das gotas da chuva. O alívio ia modelando-se subtilmente nas feições de cada uma, pois o templo, encerrado durante a noite, não recebia visitas senão as das navegantes. No entanto, quando um guarda-chuva azul-escuro se soergueu do solo e revelou o rosto de quem o segurava, o desalento atingiu-as num desespero cada vez maior. Constrangidas, as oito raparigas entreolharam-se, acabando por pousar o olhar em Luna.

- Boa noite, meninas. Presumi que estivessem aqui, já que não havia sinais de ninguém na casa, e... Que caras são essas?

Espantado com a cena que se passava diante dos seus olhos, Gonçalo observou as raparigas a trocarem olhares cúmplices e desnorteados. Ensopadas e com a preocupação estampada nos seus rostos, a hesitação entre o grupo era evidente e angustiante, facto que alertou imediatamente o jovem homem a franzir as sobrancelhas.

- Passa-se alguma coisa?

Com um suspiro, Luna avançou alguns passos. Os seus olhos, pequenos mas bastante expressivos, enchiam-se de minúsculas gotas de água que a chuva teimava em depositar. Aliviada pelo facto da natureza disfarçar as suas lágrimas, Luna sabia que era seu dever comunicar a Gonçalo o que se estava a passar, mesmo que isso implicasse revelar todas as suas suspeitas.

- Gonçalo, a Bunny... Desapareceu.

A chuva intensificava-se, fazendo com que as vozes que cruzavam as gotas se atenuassem num suspiro longo e ténue. O tempo parecia querer tornar-se mais leve e vagaroso, arrastando-se sem demoras pelas palavras dos intervenientes daquela conversa. Um trajecto demasiado lento, prolongado pelo medo e hesitação, hesitação e medo. Prolongado por ambos.

- Desapareceu? Desapareceu como?

Cada vez mais alta e elevada, a chuva oprimia-os. E a opressão, temível aliada do tempo, passeava-se pelo pátio enquanto sussurrava diferentes palavras aos ouvidos de cada um. E o medo, seu irmão, estendia os braços para esta, criando um vínculo mais que doloroso. E a dor não era nada mais do que tudo.

- Gonçalo, há algo que precisamos de te contar.

E o tudo não era mais do que nada.

***

Cada passo apressado ecoava na sua mente num compasso rápido e desesperado, acompanhado pela chuva quente que lhe fustigava o rosto. A situação fugira de controlo e, como tal, eram precisas medidas extremas. Medidas radicais que pudessem estabilizar aquele cenário inesperado. Os segundos escapavam-se a cada instante numa velocidade assustadora, como se houvessem accionado um relógio três vezes mais veloz do que o anterior. Bolas, como é que as coisas chegaram a este ponto? Como? Estava tudo a correr tão bem! A confiança delas, o desaparecimento das Irmãs. Como é que isto pôde ter acontecido?

Ao sentir a presença de outrem a acompanhar o seu passo desenfreado, voltou a cabeça para o enfrentar. O seu rosto era um mistério que aprendera a descodificar com o tempo, um rosto que denotava confiança. Depois de o ouvir, viu-o partir na direcção oposta. Era tudo quanto havia a fazer.

Subitamente, parou. À sua frente, duas mulheres esperavam. Um relâmpago cruzou os céus e a sua luz iluminou-lhe os rostos. Os cabelos azuis da mulher da esquerda entrelaçavam-se com os negros da da direita. Sem demoras, pediu-lhes para que se apressassem e, antes que outro relâmpago ribombasse, desapareceram.


***

- O quê…?

Gonçalo olhava Luna estarrecido, não pelo medo que sentia por si próprio, mas sim por ela. Compreendia agora o porquê do seu desaparecimento, o porquê da preocupação nos rostos das navegantes, o porquê das lágrimas da gata. Confuso com todas as revelações, Gonçalo mal sentiu o guarda-chuva a abandonar os seus dedos trémulos para tombar no solo húmido.

- Gonçalo, tem calma… - começou Rita, cuja voz baloiçava numa dança desastrada e vacilante.

- Tu... Disseste isso à Bunny?

- Não lhe podia mentir…

- Não, não! Não, chega! – gritou Gonçalo com o olhar escondido pelas pequenas madeixas de cabelo que lhe cobriam a testa. A sua mão direita encerrava-se dentro de si própria, materializando todos os sentimentos contraditórios que perpassavam o seu espírito. – Vocês não podiam ter dito isso à Bunny! Não podiam! Têm noção do que fizeram?!

Surpreendidas com tal reacção, as raparigas entreolharam-se uma vez mais.

- Não, não têm! Por acaso nunca se perguntaram se eu já tinha pensado nisso? É claro que já! É claro que pensei nisso! Mas eu não quero ser nenhum fardo para ninguém, não quero ser uma pessoa que é a sacrificada em vez de ser a que vos ajuda! Não são só vocês que lutam; eu luto todos os dias com esse peso em mim e sei que não é verdade, porque não vou deixar a Bunny sozinha de novo. Não vou desaparecer da sua vida; por ela, por mim e pela Chibiusa. Eu amo-a e nunca vou deixar que nada de mal me aconteça, porque sei que isso seria o seu fim.

“Não vou abandoná-la mais. Já foram demasiadas as vezes que ela perdeu algo importante por mim, que ela sofreu por mim. Aconteça o que acontecer, vamos encontrar juntos uma explicação para tudo isto.”

- Gonçalo... – balbuciou Luna, envergonhada consigo própria pelo erro que havia cometido.

- Agora não temos tempo para mais. Tenho um mau pressentimento quanto a tudo isto e temos de encontrar a Bunny depressa. Hoje não é uma boa noite. – disse, adquirindo de seguida a forma de Mascarado. – Separem-se em grupos e procurem por toda a cidade. As primeiras que a encontrarem comuniquem imediatamente com as outras.

Com um acenar silencioso, e depois de uma espiral de cores iluminar temporariamente o pátio do templo Hikawa, as navegantes, já transformadas, fizeram grupos e partiram em diversas direcções, acompanhadas pelo ressoar dos trovões. Fosse o futuro como fosse, a verdade das palavras de Gonçalo ressoava na mente de cada uma como um pulsar latente. Sim; aquela não era uma boa noite.


***

A dor não era nada mais do que um suspiro desenfreado num esgar de surpresa e terror, evocada pelas pequenas gotas de sangue que pingavam pelo solo. Ainda não recomposta daquele súbito ataque, Bunny esforçava-se por esgueirar-se até à esquina da rua, onde poderia transformar-se sem ser imediatamente abatida, tarefa que, naquele momento, lhe parecia impossível. Consciente do seu estado, Bunny mal conseguia sentir a textura polida do seu alfinete pressionado contra os dedos trémulos e dormentes enquanto se arrastava pelo passeio áspero. Dispunha de apenas escassos segundos, segundos esses que podiam fazer a diferença entre a vida e a morte, embora lhe parecesse evidente que a segunda opção era a mais provável e válida. Um silvo atravessou novamente o ar, desaparecendo de seguida a seu lado, onde uma flecha se quebrou a apenas cinco centímetros do seu ombro. Faltava tão pouco e, ao mesmo tempo, tanto.

- Patético.

Aquela voz, familiar e, no entanto, estranhamente distante, pousou diante de si, dissolvendo qualquer réstia de esperança que ainda conservava. Ia morrer ali, à mercê dum inimigo que não conhecia, duma pessoa cujos propósitos lhe eram desconhecidos. A chuva, ao invés de lhe lavar as feridas, queimava-a num ardor sem fim, espalhando o sangue pelo seu braço e pernas. As flechas haviam-na atingido em ambos os membros, derrubando-a pelo solo antes de ter tido tempo para reagir. O homem loiro, conhecido por Peo, exibia um sorriso triunfante, de arco empunhado na direcção da rapariga prostrada no solo, consciente da sua vitória fácil. Por vezes, quando um trovão permitia que a sua luz caísse sobre a terra, Bunny podia distinguir melhor a sua capa negra e espectral, os seus sapatos polidos. A personificação do fim.

- Sabes, Destruidora, agora que estamos só aqui nós os dois... – começou o homem, gozando cada tentativa frustrada da rapariga em erguer-se. – Devo confessar que esperei isto desde há centenas de anos atrás. Se pudesses sequer sentir a alegria que é a de estar prestes a matar-te...

Com um esgar satisfeito, o homem inclinou-se e ajoelhou-se no chão, arrancando o alfinete do peito de Bunny e atirando-o para longe, deixando-a liberta de qualquer poder que, de qualquer das formas, lhe seria inútil naquele estado. Com a mão direita, levantou o rosto pálido da rapariga, a qual não ofereceu qualquer resistência, tal era a fraqueza que lhe tomava conta de si. Àquela distância, Bunny enfrentou o sorriso do homem, o qual ia lentamente desfalecendo dos seus lábios, parecendo quase contrariado com tal situação.

- Porquê…? – balbuciou, olhando-o com tristeza.

- Porquê? – repetiu Peo, exercendo pressão com os dedos no queixo de Bunny. – Porque tu destruíste a minha felicidade, a minha e a dos meus irmãos. Destruíste este mundo, tudo aquilo em que acreditávamos e pelo qual lutámos. Enquanto te refugiavas no teu planeta insignificante, rodeada por mordomias e feitiços de vida eterna, nós lutávamos contra a morte. Tentámos proteger-vos da ira de Gaia e, no final, perdemos mais do que a vida, mais do que o mundo. Perdemos a nossa razão de viver.

- Tudo aquilo que fizemos foi para proteger a Terra... – murmurou Bunny, ignorando a dor que o homem lhe infligia com o seu toque brusco. Um riso irónico surgiu dos seus lábios, contrastando com as suas feições quase angelicais.

- Eles tentaram, mas tu destruíste tudo, o teu mundo e o meu. E agora chegou o momento de pagares pelos teus crimes, Destruidora. Morrerás aqui, sozinha, como há muito tempo devia ter acontecido. E nunca mais voltarás a renascer, agora que o teu Portão foi destruído. Nunca mais!

Sem mais demoras, e após se ter levantando do solo, Peo posicionou de novo o arco na direcção de Bunny que, com as pálpebras cerradas, deixara que a sua face embatesse no solo. Saber que tinha chegado o seu fim não era uma sensação agradável, mas também não era suficientemente agonizante para chorar descontroladamente e perder-se no seio das suas lágrimas desesperadas. Cada gota que embatia contra o pavimento sussurrava-lhe palavras que não conseguia compreender. Palavras de lamento, talvez, ou ainda de reconforto. E, quando um derradeiro sibilar se fundiu com o ressoar da tempestade, Bunny expirou e deixou-se levar pela escuridão.
#672
O tempo escasseava, tais grãos de areia que abandonam a ampulheta rigorosa, e a navegante de Plutão sabia-o tão bem quanto a consciência da situação urgente. Enquanto corria pelas ruas de Tóquio, o bater incessante dos seus sapatos era o único som que conseguia distinguir com clareza por entre os trovões mal-humorados. A seu lado, a navegante de Marte travava a mesma batalha íntima, mantendo-se circunspecta na tentativa frustrada de encontrar Bunny, tarefa repetida ao fim de trinta longos minutos de fracasso. A chuva dificultava-lhes a missão, enevoando os seus olhares ardilosos e ensopando os passeios escorregadios, criando uma autêntica barreira citadina.

- É impossível! – gritou Plutão por cima de um estrondo – Nunca a vamos encontrar nestas condições!

- Temos de tentar! Há qualquer coisa que me diz que estamos a ser guiadas na direcção correcta!

Plutão não conseguia compreender a natureza da direcção a que Marte se referia, parecendo-lhe que perscrutavam em círculos, acabando por voltar sempre ao mesmo ponto de referência. Esperava, a qualquer instante, que um apitar lhe trouxesse boas novas, mas Marte parecia determinada em não confiar que tal ocorresse e, de facto, os intercomunicadores permaneciam silenciosos.

Ao passarem pela terceira vez por uma rua sem iluminação, o som de passos interrompeu os pensamentos da navegante de Marte que, subitamente, parou num cruzamento estreito. A sua companheira, intrigada com a sua repentina paragem, observava-a sem compreender.

- Não sentes…? – murmurou Marte, olhando na direcção de uma praça que se abria do lado esquerdo do cruzamento. Plutão, alheia ao que Marte se referia, posicionou o ceptro de modo a que pudesse descansar um pouco, apoiando-se no seu cabo enquanto a companheira fitava o local.

Era um sentimento avassalador, uma dor profunda e consistente, cujas formas se iam aperfeiçoando a cada momento que se escapulia pelo horizonte da noite. Mais do que um pressentimento, mais do que um impulso, Marte sentia um fio de vida a correr por aquela praça silenciosa, uma chama oculta cuja força era superior às labaredas físicas e vivas. Havia algo, algo demasiado elevado para ser digno de ser ignorado. Inconscientemente, avançou alguns passos pela rua estreita, indiferente à corrente quente de água que a abraçava e ensopava.

- Vai indo, Plutão. – disse, deixando que as palavras fluíssem livremente pelos seus lábios, palavras que mal lhe pertenciam e que soavam tão distantes quando despregadas dos seus lábios.

- Nem pensar, não te vou deixar aqui sozinha. Seja o que estiveres a sentir, acompanhar-te-ei. – replicou Plutão enquanto a seguia, decidida a não deixar a amiga só. Com um agradecimento íntimo e silencioso, Marte penetrou na larga praça, deserta àquela altura da noite, sendo seguida por Plutão, a qual se apercebera o quanto se haviam afastado do centro da cidade, penetrando nos arredores povoados por pequenos bairros residenciais. Alguns candeeiros iluminavam parcamente os muros que separavam o espaço aberto das vivendas dormentes, algumas delas abandonadas por famílias que se haviam mudado para o turbulento cerne da cidade.

O silêncio, tal criança travessa que se diverte num baloiço velho, marcava o seu ritmo com o zunido distante dos carros, macerado pelo som da chuva e da trovoada. Ali, o sentimento era maior e mais intenso, quebrando os limites do possível e contorcendo-se sobre o coração fragilizado da navegante de Marte, encontrando nele a sua morada. Ao perscrutar o local, a navegante reparou imediatamente numa sombra branca pousada no muro e, após se ter aproximado o suficiente, constatou tratar-se dum belo pássaro, uma garça-real. Os seus pequenos olhos negros observavam-na com um interesse invulgar e, durante um curto espaço de tempo, Marte tentou recordar-se onde já tinha visto aquele ser tão fascinante. O pássaro, satisfeito com aquela abordagem directa, ergueu o bico em direcção aos céus e, após um pio lamentoso, abriu as asas e iniciou o seu voo gracioso, ultrapassando-a e desaparecendo atrás das suas costas.

Quando a memória se desfez num entendimento fugaz, já era demasiado tarde para ignorar a pessoa que caminhava atrás de si. Incrédula com a sua falta de consciência, Marte sentiu aquela chama a apoderar-se de si, fazendo brotar um novo sentimento no seu coração, um sentimento que, apesar de tudo, era reconfortante, como um escudo sólido e impossível de ser derrubado. A raiva queimava a superfície de cada célula, de cada fragmento da sua pele branca, de cada fio de cabelo negro, unicamente para lhe transmitir a força e coragem suficientes. Esperara por aquele momento há tanto tempo e, finalmente, tinha-o atrás de si, correndo na sua direcção.

- Marte...? – sussurrou Plutão, apercebendo-se finalmente que não se encontravam sozinhas. A companheira aproximou-se desta, tocando-lhe de seguida com a mão no ombro num gesto cúmplice.

- Deixa-me tratar disto. Por favor, não interfiras, preciso de ser eu a travar esta luta. Peço-te, vai procurar a Bunny. Eu fico bem.

Plutão preparava-se para argumentar quando Marte se virou bruscamente, voltando-lhe as costas. Embora desejasse permanecer ao lado da rapariga, sabia, embora não estivesse totalmente a par dos desenvolvimentos, que não podia envolver-se naquele assunto tão pessoal. Lembrou-se, subitamente, de quando o seu espírito adormecido fora ao encontro de Marte, tentando avisá-la sobre as intenções da mulher que a manipulara e Marte recusara, sacrificando-se por sua causa. Era a altura de retribuir tal gesto corajoso e deixar que a rapariga resolvesse aquele assunto que tanto a atormentava.

Depois de sentir Plutão partir, Marte encarou o homem que surgira da escuridão da noite, iluminado agora pela luz artificial dum candeeiro. A garça, altiva e vigilante, pousara no seu ombro encoberto pela grossa capa negra que tão bem conhecia, o que lhe permitia distinguir claramente a sua posição a uma dezena de metros de si. Ao perscrutar-lhe o rosto, Marte constatou com satisfação que a ferida que lhe infligira deixara um uma cicatriz no rosto do homem que a enganara deliberadamente, traindo-a no passado. O sabor da vingança ansiava por tomar forma naquele homem mesquinho, fazendo com que as suas mãos se fechassem num aperto de prazer.

- Rita... – começou Vio, quebrando os seus pensamentos com aquela voz deliberadamente doce. Enraivecida por tal acto, Marte ergueu a sua mão para o céu, fazendo surgir o seu arco e uma flecha encarnada.

- Não me trates assim. – disse pausadamente, esforçando-se por depositar o ódio ameaçador em cada uma das palavras que utilizava. – Não te admito que me trates pelo meu nome.

Os vinte metros que os separavam encurtavam-se cada vez mais quando Vio avançava passo a passo. Enraivecida com aquele gesto, Marte empunhou o arco na direcção do homem, cujos cabelos, também eles ensopados, lhe escorriam pelo rosto. Os seus olhos emanavam uma tristeza que ela sabia não ser verdadeira, o que a enfurecia ainda mais. Odiava-o com todas as suas forças, embora soubesse que, no mais profundo do seu íntimo, se esforçava por ignorar aquele sentimento contraditório que lhe esmagava o estômago num aperto nervoso.

- Fica onde estás ou disparo!

- Aquela mulher não era a verdadeira navegante de Plutão, tudo o que ela disse era mentira.

- Mas tu confirmaste! – gritou Marte, relembrando mentalmente, e pela enésima vez, a cena. – Tu próprio disseste que tinhas sido responsável pela morte de todas nós, pela morte da nossa princesa! Utilizaste a minha confiança para te infiltrares no nosso meio!

- E como o sabes se não te recordas?

Aquela pergunta atingiu-a desprevenida, deixando-a confusa e desnorteada durante alguns segundos. Aquele era o cerne da questão, o facto de apenas se recordar de fragmentos da sua memória danificada. Quando se sacrificara, algumas dessas recordações haviam-se tornado mais vívidas e reais, mas não tinham sido suficientes para que se lembrasse com exactidão de tudo o que envolvera o seu passado.

- Não me interessa! – gritou, procurando manter-se firme nas suas acções. – Responde-me então a isto: estás envolvido com o inimigo cujo objectivo é, seja qual for as suas razões, eliminar-nos?

Ao observar a sua reacção, Marte não teve mais dúvidas sobre aquele assunto. Não precisou que Vio acenasse afirmativamente; os seus olhos diziam-no, gritavam bem alto aquele facto destrutivo. Num ímpeto de dor e de raiva, Marte gritou o seu ataque, "Mars Flame Sniper", e, sem hesitar, disparou. Vio, desta vez preparado para o ataque, desviou-se com facilidade da seta mortífera e a garça, assustada com o movimento repentino do seu dono, levantou voo e desapareceu por entre as nuvens, deixando os dois intervenientes entregues àquela disputa.

Marte não parecia disposta a perder e, apesar da habilidade espantosa de Vio em esquivar-se de todos os seus ataques, procurava-o desesperadamente, atirando setas para o local onde este se encontrava. Os dois comportavam-se como hábeis dançarinos que, na pista de dança, se enfrentam numa valsa sem fim, com avanços e recuos meticulosamente calculados. Marte liderava, atacando sem cessar e disparando para pontos vitais, como o pescoço e coração, enraivecida pelo facto de Vio não desembainhar a sua espada e limitar-se a fugir. Depois de múltiplos ataques sem sucesso, a rapariga mordeu o lábio e olhou em redor, procurando um local onde pudesse apanhá-lo desprevenido, mas a escassez destes levou-a a abandonar por completo a ideia.
#673
- És um cobarde! – gritou exasperada, enquanto respirava rapidamente. – Segues-me, tentas actuar nas minhas costas mas não tens coragem para me enfrentar numa luta! Anda, enfrenta-me! Enfrenta-me! – disse, ignorando as lágrimas de ódio que lhe deslizavam pela face ruborescida pelo cansaço. Erguendo de novo o arco, disparou uma nova seta que foi facilmente desviada quando Vio desembainhou a espada e a apontou em direcção à guerreira. Esta, satisfeita com o efeito que as suas palavras haviam produzido no orgulho do homem, avançou novamente, com a intenção de o desarmar e disparar.

Habituado ao manuseamento da espada, Vio não teve quaisquer dificuldades em defender-se de todos os ataques frustrados de Marte que, estando demasiado nervosa, cometia erros crassos. Esta, por seu turno, tomando consciência de que não poderia derrotá-lo com aquele ataque, abandonara o arco e, invocando o poder do Fragmento, utilizava o seu "Fire Soul" muito mais poderoso mas que, no entanto, continuava a ser facilmente desviado por Vio. Irritada com a sua falta de pontaria, Marte rodopiou sobre si própria, criando uma espiral de fogo que formou um círculo flamejante, acabando por atingir Vio no braço esquerdo. Satisfeita com o sucesso da sua ideia, Marte invocou de novo o seu arco e, depois de o apontar para Vio que, de espada na mão, amparava o seu braço queimado, avançou até apenas cinco metros os separarem.

- Preparado para morrer?

O silêncio ensurdecedor, de tão constrangedor e grave que era, fazia-a vacilar e transmitir um tom falso às suas palavras. Não desejava matar ninguém e, no entanto, aquele homem tinha-a magoado tanto, como toda a raça masculina que existia à face da Terra. A felicidade não fazia parte dos seus horizontes, sabia-o desde que tomara conhecimento da traição de Vio e, no entanto, não conseguia compreender porque doía tanto. Convencida que já sofrera demasiado por causa dos sentimentos, Marte tentara a todo o custo odiar aquele homem mas, por alguma razão, não era capaz na sua íntegra.

- Rita...

- Cala-te! – gritou, afastando-se dele. Precisava que o calor da batalha lhe desse a força suficiente para levar a cabo a sua vingança, os seus planos. Precisava apenas dum instante, do seu instinto. – Vou dar-te mais uma oportunidade. Atacar-te-ei dentro de dez segundos e, nesse momento, terás de me enfrentar se não quiseres morrer. É uma luta cujo único desfecho é a morte. Preparado? Então, adeus.

Um segundo. Vio olhava-a e o seu olhar era a mágoa personificada num simples gesto. Dois segundos. Rita observava-o e a sua dor era a consciência da morte, da efemeridade das coisas, duma vida sem sentido. Três segundos. Uma espada caída. Quatro segundos. Umas mãos de mulher prontas para sentirem o fogo. Cinco segundos. Uma espera. Seis segundos. Uma decisão. Sete segundos. Uma vida perdida. Oito segundos. Uma morte anunciada. Nove segundos. Um erguer vagaroso, uma espada empunhada. Dez segundos.

Marte avançou, correndo na sua direcção e invocando o seu “Burning Mandala” e lançando o ataque directamente contra Vio. Tudo acontecera demasiado depressa, uma fracção de segundos que se assemelhava à eternidade para os jovens. Por entre as chamas, Marte pôde ver os olhos de Vio a envolverem-se em sombras disformes, revelando a sua verdadeira personalidade mortal e, nesse momento, soube que estava perdida. Com um esgueirar simples e eficaz, Vio rodou o corpo para a direita, deixando Marte chocar contra o muro. O seu corpo protestou ligeiramente, mas o instinto respondeu mais depressa, voltando-se rapidamente na direcção do homem que já se encontrava à sua frente. A navegante ainda conseguiu afastar-se dele, correndo para o centro da praça, mas a rapidez daquele guerreiro de capa negra era fascinante e incomparável. A lâmina da espada roçou levemente pelo seu braço, fazendo com que esta vacilasse ligeiramente e, subitamente, uma enorme vaga de dor alastrou-se pelo seu estômago, causando-lhe náuseas e obrigando-a a abater-se sobre o seu inimigo. Por momentos, Marte esperou ver o sangue jorrar do seu peito cortado, mas, para sua surpresa, Vio atingira-a com o cabo da espada, deixando-a atordoada e demasiado fraca para se libertar dos braços do seu carrasco. Preparada para a morte, Marte olhou para o homem que amara e, com espanto, assistiu ao seu rosto contorcer-se com a dor à medida que os seus braços a agarravam com mais força.

Horrorizada, Marte vislumbrou um fio de sangue a escapar dos lábios de Vio. Sorria ternamente, mirando-a com uma afeição que parecia inteiramente genuína, o que lhe infligiu uma dor ainda maior do que a do ataque. Quando os seus braços afrouxaram, Marte amparou o seu corpo ferido, onde um profundo golpe lhe rasgava as costas, deixando à vista parte da ferida profunda. Incapaz de compreender na totalidade a natureza daquele ataque, Marte apressou-se a olhar para a frente, onde um homem os observava com um sorriso diabólico. Os seus cabelos encarnados eram exactamente da mesma cor do sangue que lhe manchava os dedos pousados nas costas de Vio e a sua capa idêntica à do homem que acabara de ferir.

- Idiota, Vio. – disse, brincando com o tom que utilizava, como se tivesse acabado de ganhar uma partida de xadrez. – Se não tivesses feito isso, já nos teríamos livrado da rapariga. Sempre desconfiei que querias protegê-la em vez daquilo que te foi ordenado, ao contrário do ingénuo do Peo. Que desperdício, caro irmão!

Confusa com tudo o que se passava, Marte olhou sem entender o homem que atacara Vio. A chuva envolvia-a, espalhando o sangue pelos seus pulsos numa quantidade anormal e perigosa. Um pequeno rio de sangue deslizava pela calçada, um sangue que devia ser seu.

- Tu não és meu irmão, Geran. – balbuciou Vio, tentando a todo o custo erguer-se com a ajuda de Marte. – O tempo em que te considerava como tal morreu há muito tempo. Não permitirei que destruas ainda mais a vontade do meu irmão...

- Do teu irmão?! – gritou Geran subitamente enraivecido. – Que direito tens tu de lhe chamar irmão?! Nenhum, Vio, nenhum! Encontras-te com elas, com todas elas... Não sei como é que a nossa senhora não te puniu antes. És um ingrato e, por causa da tua estupidez, vais morrer pelas minhas próprias mãos.

Com um esgar de satisfação, Geran parecia recordar-se de algo com bastante agrado.

- Já para não mencionar o facto de que todas as tuas acções foram em vão. Como bem sabes, hoje a Destruidora morrerá. O Peo já está a tratar disso. Finalmente teremos a nossa vingança!

Estarrecida com aquela afirmação, Marte observou Vio que, com o cabelo a ocultar-lhe o semblante, permanecia emudecido.

- Ouve, Rita. – sussurrou ele, de modo a que Geran não os pudesse ouvir. – A tua princesa está na rua Nekoshi, a sete quarteirões daqui. Vim avisar-te disto, mas não temos agora muito tempo. Vai salvá-la ou, de outra forma, morrerá. Vai, depressa!

- Não te quero deixar sozinho... – balbuciou Marte ao ser repelida pelo homem que quase morrera por sua causa. A culpa inflamava-lhe os sentidos, deixando-a confusa acerca do que devia, de facto, fazer. No entanto, o seu sorriso débil trouxe-lhe a força necessária para tomar tal decisão.

- Eu trato do Geran. Vai, Rita, tens de cumprir o teu destino. Salva a tua princesa e não te deixes iludir pelas aparências. Vai!

Ainda um pouco contrariada, Marte libertou Vio e começou a correr em direcção à rua por onde tinha vindo, deixando Geran a olhá-la com raiva. Antes de desaparecer por entre os edifícios, conseguiu vislumbrar Vio a erguer a sua espada e a tropeçar na sua dor, tentando impedir Geran de a seguir. O som do tilintar das espadas acompanhou as lágrimas de Marte, ficando durante muito tempo a ecoar dentro de si, até que, por entre soluços desesperados, pegou no intercomunicador, desejando não ser já tarde demais.


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Spoiler
Acho que este foi o maior capítulo que escrevi, sem dúvida. Peço muitas desculpas por isso, mas a história está a chegar a um ponto fulcral. Por isso, vou fazer umas breves considerações para não se perderem.


O Peo é o homem que, uma vez, atacou a Bunny e a Ami, de arco. O Geran é, por sua vez, o primeiro que as atacou, à Maria e à Bunny.

E é tudo por agora! A segunda parte é das mais importantes, mas fica apenas para quando eu voltar de férias. Espero que gostem e, mais uma vez, desculpem!
#674
Eu ando a ler a tua fic aos bocados e so tenho uma coisa a dizer...uau Shocked uau Shocked uau Shocked
Tens um dom definitivamente. A fic esta maravilhosa e tu escreves muito bem mesmo.

Eu comecei a ler a fic porque o nome deixou-me muito curiosa mas tu...bem, a fic esta mesmo magnifica! Continua, o ultimo capitulo ficou muito, mas mesmo muito bem.

Surprised.o:
#675
*só teve tempo de vir aqui hoje antes de amanhã se meter noutro avião*

Quantas vezes preciso de dizer que não precisas de pedir desculpa por fazeres capítulos muito grandes? O pessoal gosta deles assim!
Adorei o capítulo, de novo, como sempre, obviamente, etc, etc, etc

A primeira parte estava um espanto, todas as reflexões e pensamentos, com uma descrição fantástica. Assim como tudo nesta fic é fantástico.
Não tenho muito a dizer sem me repetir completamente. Já sabes que adorei, adoro sempre as tuas descrições tão bem feitas, adoro a maneira como descreves o silêncio de tantas maneiras diferentes.

O aparecimento daquela mulher deixou-me desprevenida, quem será? De novo uma descrição incrivel que me permitiu vizualizar perfeitamente todos os acontecimentos e personagens. Agora deixaste ali a parte da Usagi num ponto frucral. Será que ela morreu? Aquela frase do Vio no final "não te deixes iludir pelas aparências". Será que a Usagi ainda não está completamente morta?
E, finalmente, percebemos um pouco sobre a razão do Peo chamar destruidora à Usagi. É uma razão coerente de facto... A história deles é bastante original nesse aspecto. Eu gosto dele e dos outros, gosto de vilões com estilo XD

A reacção do Mamoru... Outra coisa de que não estava à espera. Ele sempre foi tão pouco de demonstrar os sentimentos. E desta vez... Mas, realmente, para quê a Luna andar a preocupar a Usagi com mais coisas? O Mamo-chan já é crescidinho e também se sabe defender! Razz Faz ele muito bem em mostrar que realmente ama a Usagi e não se vai deixar apanhar.

A parte com a Rei e o Vio, sem dúvida a mais intensa do capítulo inteiro. A raiva dela e a mágoa dele. As descrições tão fantásticas, de novo, a Rei é uma personagem que tu focas bastante nestas parte e, como já disseste, nem é uma das tuas preferida, mesmo assim as descrições dos sentimentos dela são sublimes! Deixaram-me sem fôlego. E eu a imaginar aquelas cenas todas nas ruazinhas de Juuban como no anime.
Deixaste a história numa altura muito má Sad Fiquei mesmo preocupada com o Vio. Pressinto que lhe vai acontecer alguma coisa má. Mas eu n sou a Rei para pressentir coisas XD, mesmo assim...

E pronto, adorei! Aqui tens 300 000 ovos da kinder para comeres nas férias.

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
#676
Cathy, em primeiro lugar, agradeço-te muito o facto de teres lido a minha história e por lhe teres dado uma oportunidade! Muito obrigada por isso Smile Espero que continues a gostar e que a sensação de curiosidade se prolongue com o avançar da leitura! E muito obrigada pelos elogios, fico bastante lisonjeada por tal Embarassed Muito obrigada! Embaracoso

_S.E.A_, acho que foste a única a ler (eu bem disse que estava enorme! Razz), mas fiquei mesmo bastante lisonjeada e comovida por, mesmo estando de férias, teres tirado um tempo para leres e para comentares! Sinceramente, nem sei o que dizer... Fiquei bastante surpreendida! Muito obrigada! Very Happy

Fico feliz por continuares a gostar das descrições iniciais, repito-me ao dizer que fico bastante satisfeita e que gosto bastante de descrever, mas é verdade Embaracoso Quanto à mulher, digamos que vais descobrir em breve Razz

Os vilões não estão a agir por capricho ou simplesmente maldade, é tudo o que posso dizer. A verdade é que têm um motivo, talvez até um bom motivo, quem sabe... Apenas levantei um pouco o véu, nada mais Razz

Sinceramente, eu gosto quando o Mamoru mostra a sua faceta mais emotiva, embora sejam raras as vezes que o faz. Sempre senti como preciosos esses momentos em que ele expressa o carinho e amor que sente pela Usagi e, por isso, gosto bastante quando o faz. O facto de os inimigos irem acabar por apanhá-lo por ele ser como uma espécie de "ponto fraco da Usagi" acaba por me irritar um bocadinho porque, afinal de contas, ele é o futuro Rei, uma pessoa forte e que quer proteger a Usagi, coisa que fica um pouco mal aproveitada principalmente no anime, creio... Daí ele ter tido aquela "explosão" de sinceridade e de desejo de ser "útil", digamos Razz

O Vio e a Rita já não eram explorados há algum tempo, tinham de sê-lo Simpatico2 Achei que precisavam de alguma acção, ainda por cima sendo ele um provável inimigo... Mas será algo ainda mais explorado, até por causa do que irá acontecer na segunda parte Razz

E fico por aqui, já que a segunda parte está prestes a vir Embaracoso Muito obrigada pelo teu apoio, comentário, leitura e ovos Kinder! *sorri bastante e faz uma vénia à _S.E.A_, desejando-lhe uma continuação de boas férias*
#677
Antes de mais peço desculpa pela demora... mas cada vez que entrava aqui no topico as palavras fugiam-me das mãos (sim pk como escrevo com o teclado) acredita vuim aqui umas seis vezes mas não conseguia escrever nada...
Deixaste-me estupefacto!
Logo de inicio o Turbilhão de emoções que acorreram na mente da Susana arrepiaram-me, acho que nunca me tinha identificado tanto com uma personagem (não que me sinta um inutil) senti uma enorme empatia para com ela... mostraste o seu lado mais humano, o medo que tinha de ser obsoleta.... Soberbo logo ali deixaste-me dormente!
depois toda a descrição da atmosfera soturna deu-me sono não me intrepretes mal não foi de aborrecimento, foi como se me estivesse a ver rodeado pelo escuro da noite e que conseguia ouvir toda a amalgama de sons que se formam á noite... mágico (só tens um pequeno erro ai... em vez de ser "apenas limitavam-se a deixar" deveria ser "apenas se limitavam a deixar" Sorry pela correcção mas foi uma coisa que me saltou mm á vista até esta em letrinha piquinina)
A dor da Bunny parece nunca ter fim... tenho medo que ela se concentre demasiado no que ela propria sente e se esuqeça de combater a possivel ocorencia desses roblemas que a atormentam... QUando ela se "refugiou na sua alma" Lembro-me imediatamente quando na fase Stars penso eu A bunny fica presa no seu sonho num enorme campo de flores , e não quer regressar ás batalhas e á dor... á perda.
Gostei bastante da descrição da mulher misteriosa, mas.... A MAIS BELA É A ANFITRITEEEE *me com cara furiosa* HUNF!!!
mas seria essa mulher a primeira rainha da lua? os olhos vermelhos levaram-me a pensar que sim por causa da Chibiusa Embaracoso
Será que elas deveriam ter contado ao Gonçalo assim tão repentinamente... quer-se dizer... não deve ser mt agradavel virares-te ao melhor estilo do "The Ring" e dizeres "Amigo prepara-te que vais bater a caçuleta" enfim... tambem são um pouco precipitadas.
Cabelos azuis? cabelos negros? se não fosse pela parte dos cabelos negros arristcava-me a dizer que se tratava da Alluminum Siren e da Lead Crow... mas assim deixaste-me completamente roidinho de curiosidade.
Bem finally o Gonçalo não foi só um peão, não foi só O namorado da Bunny que por acaso até é a sailor moon e a Princesa Serenidade! mostrou um bocadinho de caracter... se bem que ese discurso não me convenceu totalmente... ele tem medo sim mas tem medo de mostrar o seu medo (uau confusing!)
enfim achei que ele até tinha a sua razão, mas claro elas são uma cambada de Bocas de trapos, não precisavam de mentir... era só OCULTARRR...
saangue! *olhar assassino* Olha elas tambem teem sangue! sempre pensei ns personagens SM como muleres sem mamilos, com pele super rija e roupa mega resistente! Nice detail!
oh pá akele Peo (deve ser primo do MEO get it? *riso idiota*) *me pega no Peo e dá-lhe um enxerto! A bater no meu Pudinzinho? Olha que dou-te com a flecha no... (linguagem impropria)
Hmmmmm *me põe o chapeu das teorias* Acho que eles se devem referir á vida dela no milenio prateado... secalhar culpam-na pela destruição do sistema solar? *coça o nariz* mas assim... hmmmmmº
Ai mãezinha e cortas sp a historia nas partes mai milhores bouas!!!
Bem a relação entre A Susana e a Rita demonstra (pelo menos a mim) a Distancia que ainda existe entre as Outers e as inners, A ausencia de dialogo, (mesmo não escrito, ou plo menos eu pcbi assim) dá a entender que o a vontade não é muito.
Toda a premonição foi bem descrita e quase que a senti tambem!
Enfim a famosa conversa adidada!
eu so fiquei com uma pequena duvida...mas uma garça não é assim um bocadinho... grande pra se ter ao ombro?
Coitado do moçoilo ainda lhe arranjas uma hernia!
Mas quem será ele? será que eles tiveram um romance? começo a pensar que aquilo no milénio prateado era uma pouca vergonha, eram os quatro generais e agora são estes?hmmm badalhoquice!
Realmente dedo na ferida... se ela não se lembra esta com raiva do que? isso é bastante estranho...
Sinceramente tou a começar a achar que ele não é totalmente mau.
AAAAAAH!!! *me puxa os cabelos* estas-me a encher de duvidassss! Odeio-te(só por enquanto xDDD)! LOL!
depois desta luta ainda fiquei com mais duvidas, quer dizer... mas ele podia tÊ-la morto e não o fez... quer dizer que é bm... ou não?
C***ão do Geran!!! MAAAU!! pa q é q ele espeta uma espada nas costas do Vio e depois ainda lhe chama "irmão"??? *me dá um bofetão no Geran*
*me dá um soco na marte*
Ve^S PRA QUUE É QUE O ATACASTE???? ELE É BOM!!!!! ELE QUERIA AJUDAR! bURRA PRECIPITADA!
hunf!
sorry hj tou com vontade d bater em alguem da tua fic! xDDDDDD
E acabast mm na melhor parte.. o que aconteceu??? *me puxa os cabelos*!!!
MAAAAAAIIIISSSSS
mim deixa um ovo kinder gran surpresa com todos os livros do crepusculo em portugues (sim mesmo que o ultimo não tenha sido editado eu tenho os meus contactos muahahaha)
#678
rmmr, bem sabes que não precisas de pedir desculpas! Sinceramente, pensei que as pessoas pudessem afastar-se um pouco deste capítulo porque, pronto, são férias e coisas grandes podem actuar como repelente... Razz Muito obrigada pelo teu comentário! Embaracoso

Que giro o facto de te identificares com a Susana! (aliás, eu gosto bastante de como a abordas na tua história) Sim, ela também tem o seu lado humano, como todas as Outers, não são simplesmente navegantes que seguem as suas missões sem sentirem algo Smile Já agora, obrigada pelo reparo, confesso que me ri bastante quando falaste nisso, porque uns dias antes de ir de férias tive uma discussão sobre esse assunto de gramática com várias pessoas, andei na net a pesquisar e tudo e ainda me escapou esse Razz Obrigada! Embaracoso

Engraçado de como recordaste esse aspecto da fase Stars (é uma das minhas partes favoritas do anime). Mas tens muita razão, há a possibilidade de isso acontecer. Às vezes os sentimentos deixam-nos um pouco... cegos, por assim dizer. Vamos ver o que é que acontece com a Bunny Wink

*ri-se* Pronto, a mais bela é a Anfitrite, mas na perspectiva da Bunny era esta mulher Razz É uma boa teoria, sim, vamos ver, vamos ver Razz E quanto às mulheres e das cores dos cabelos, estava escuro, por isso o castanho confunde-se aqui com preto e tal... *cala-se e prossegue :Embaracoso':*

Falaste bem sobre o Gonçalo, sim. Como disse à _S.E.A_, esse aspecto de ele ser só o namorado da Bunny nunca me agradou. Ele tem de ter algum papel mais importante. E isso também se aplica quanto ao facto da revelação das outras, porque elas preocupam-se tanto em proteger a Bunny que às vezes parece que se esquecem que há outro elemento da família real, por assim dizer, que está lá também.

Quanto a isso dos romances, bem, eu nunca associei muito o romance dos generais, por isso, nesta história esse elemento está um pouco de parte, ou seja, não devo introduzi-los como romance, apesar de gostar bastante de histórias que os envolvam (como a da Chou Embaracoso). No entanto, já me passou algo pela cabeça... Só que não posso dizer bem o que é Razz Vejamos se isso se realiza (se isso acontecer, depois explico melhor). Em relação ao Vio e Rita, se existiu algo entre eles... Não sei, hehe Razz

*vê a Marte furiosa a querer destruir o rmmr* Realmente, ela agiu por raiva, sempre detestou os homens, confiou agora num e sentiu-se traída, daí ter reagido logo assim também. Se existe mais algo, mais tarde vai saber-se Embaracoso

*olha fixamente para o Breaking Dawn em português* O__O O-Obrigada!! Acho que não vou escrever mais, vou devorar o livro *olhos a brilhar* Razz Obrigada pelo comentário mais uma vez! Simpatico2
#679
e cá estou eu, finalmente embora mto atrasada devido a twilight Matreiro (naun é culpa minha mas sim do livro x) ) mas cá vim comentar Embaracoso
já tinha lido no primeiro dia em q o postaste mas naun sbia bem o q escrever e na verdade a minha paciência para escrever era mto pouca Embaracoso'

antes de mais devo dzer q NAUN ESCREVESTE DEMAIS e NEM por sombras EXAGERAS.T no tamanho, está perfeito e ai q eu adoro qdo escreves mto pqe assim fico mais informada e menos insatisfeita Embaracoso

aqele inicio foi taun profundo Surprised.o: eu adoro, correcção eu amo a tua maneira de escrever, é msmo linda, as palavras taun taun certas, as comparações taun perfeitas, naun encontro msmo defeito nenhum Surprised.o:
As tuas descrições deviam msmo ganhar um prémio nobel ou qq coisa assim pqe são msmo MARAVILHOSAS parece q está tdo a decorrer em frente do ecrã do computador, cada detalhe e tdo taun perfeitamente explicado para pdermos ver sem qq problema o q se está a passar Surprised.o:
Os sentimentos da Bunny eram taun intensos taun verdadeiros ;____________; a coitada está sempre em sofrimento, primeiro pelas amigas q foi só msmo para ela chorar a potes só para aprender uma lição (a brincar sim? Embaracoso) e agora isto no Chibiusa, no Gonçalo, q maldade ;________;
ela ta a sofrer tanto ;__________;
aqele silêncio, aqele reconforto de vazio, tu consegues dar tantos sentidos ao silêncio, sentidos taun msmo verdadeiros e taun msmo reais q me chegam a tocar, escreves de uma maneira q envolve as pessoas tanto (pelo menos a mim) q elas acabam por se ver presas nas imagens e nos sentimentos q descreves
coitadinho do Gonçalo, realmente naun é nda simpático receber uma noticia daqelas >.<
e esse trocadilho q fzes entre aws palavras tudo e ndad, é taun giroo nem sei dzer *-*
as palavras do Gonçalo foram taun lindas *-*
coitada da Bunny >.< ela naun tem um dia de edescanso, qdo precisa de pensar em paz, de sofrer e chorar acontece sempre alguma coisa, pqe raio é q os maus escolhem sempre o momento errado para aparecer? --''
coitada da Bunny ;____; agora percebo o pqê daqela "raiva" dos irmãos mas possa, eles tbém naun vêem q a Bunny tentou ajudar, o q conta naun é a intenção? malvado >.<
naun tenho nda contra o Vio, tbém naun sou fã dele mas qdo ele naun mata a Marte foi taun lindo a maneira como ele parecia tar a levar a coisa a sério e naun estava e dpois é atacado passei a gostar mais dele, é um tipo de: mauzinho naun gostas dele? entaun naun gosto de ti tbém e gosto dele x)
mas irmãos a lutar contra irmãos naun gosto nda disso as irmandades naun deviam bater.s e odiar.s mto menos matar.s >.<
mas consegui visualizar taun bem o Vio a contar onde a Bunny tava à Rita, a protege.la e a mandá.la ir embora, uma cena msmo mto vista em qq filme/anime Surprised.o: <33333
este capitulo estava extraordinário, óptimo, formidável (andei à procura de palavras nvas estás a ver? Matreiro) amei msmo e gostei tanto de ter as coisas mais explicitas na minha cabeça, consegui perceber um pouco do lado do Vio do pqê q chamam destruidora à Bunny e pqe naun gostam dela mas teres acabado ali foi implacável ;______________________;
fiqei desgostosa ;__________;
de castigo ficas com menos um ovo kinder dos 200 q te dou pqe tava 200% maravilhoso *-* <33333

Ps. dpois de ler o crepusculo é taun bom ver uma escrita taun mais complexa x)

EDIT: já corrigi aqele meu erro imperdoável naun sei pqê q o escrevi, acho q deve ter sido por estar a ver um video em inglês e escrevi qq palavra q era parecida com a q ouvi, mil e uma dsculpas dsculpa >.<



merci, André <3
_______________________________

Hapinnes in colour motion... porque a cor é, afinal, a base de toda a felicidade! - by dizzy

#680
Muito obrigada pelo comentário, Gabi! Eu sei como o Twilight pode ser viciante, bem sei! Hehe Razz O que importa é que leste o capítulo e que o tamanho não te afugentou! Embaracoso

Fico mesmo feliz por gostares da forma como escrevo, isso deixa-me realmente satisfeita e com vontade de continuar a fazê-lo! Mas prémio Nobel? *ri-se* Longe disso! Ai que os grandes escritores fazem uma revolução e vão atrás de ti por dizeres isso! Razz

Ainda bem que reparaste nessa parte do silêncio! Eu gostei de escrevê-la, na altura os sentimentos fluíram por mim e penso que consegui transmitir o que queria. Foi uma parte intensa, mas gratificante. Saber que te tocou é um grande feito para mim Smile E digo o mesmo quanto à parte do tudo&nada Razz O tudo por ser nada e o nada tudo... É algo que para mim faz bastante sentido, mas acho que também pode ser muito confuso... :Embaracoso': *avança* Eu sou tonta, eu sei Razz

Bem, eu não cheguei a revelar totalmente o porquê de chamarem "Destruidora" à Bunny. Ela destruiu algo, segundo aqueles homens, mas o quê ao certo e como... Isso ainda se vai saber Razz Sim, os irmãos nunca se deviam odiar, mas também não disse que tipo de irmãos são ou se são mesmo irmãos, hehe Razz

Quando li a palavra "grotesco" até me assustei! Achaste assim tão ridículo e mau? ;_;
Spoiler
grotesco
A Flor de Pandora - Página 14 Transparent

do It. grottesco, de gruta


adj., ridículo;

caricato;

burlesco;

excêntrico.
Obrigada de novo pelos Kinders e pelo comentário! Very Happy Fiquei mesmo muito contente, Gabi, obrigada Surprised.o:

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