A Flor de Pandora
entaun a tua história é linda anun pdia deixar d imprimir pqe além disso prefiro elr em papel do q n computador
e adoro ler e reler o q tu escreves e assim em papel nunca me esqeço 
naun leves a mal e naun entres em reforma os teus pensamentos homicidas são mto bem descritos
maravilhosos mas mauzinhos 
e qto à minha mãe ela já ta acustumada a resondar.m mtas vezes portanto no problem
e naun tens q agradecer é um prazer
e adoro ler e reler o q tu escreves e assim em papel nunca me esqeço 
naun leves a mal e naun entres em reforma os teus pensamentos homicidas são mto bem descritos
maravilhosos mas mauzinhos 
e qto à minha mãe ela já ta acustumada a resondar.m mtas vezes portanto no problem

e naun tens q agradecer é um prazer

Princess Serenity escreveu:entaun a tua história é linda anun pdia deixar d imprimir pqe além disso prefiro elr em papel do q n computadore adoro ler e reler o q tu escreves e assim em papel nunca me esqeço
naun leves a mal e naun entres em reforma os teus pensamentos homicidas são mto bem descritosmaravilhosos mas mauzinhos
e qto à minha mãe ela já ta acustumada a resondar.m mtas vezes portanto no problem
e naun tens q agradecer é um prazer
Oh, fico mesmo muito contente...! E lisonjeada, de facto! Tenho sim, tenho mesmo de agradecer! Muito obrigada

Ah, e fico mais descansada quanto aos pensamentos homicidas

Adorei a tua fic, apenas li uma parte.. e fiquei curiosa do resto, e voltei as 30 paginas atrás e estive a ler tudo seguidinho. A Tixa Xana e o rmmr, já me tinham dito pra ler a tua fic, e eu até fiquei curiosa, pra saber o qe tinha de especial.. mas agora já sei, e concordo com eles. És mesmo boa naquilo que escreves. Parabéns e adorei.
Talvez uma dia, ainda vamos estar a ler um livro da tua autoria.
Bisôus.
Talvez uma dia, ainda vamos estar a ler um livro da tua autoria.
Bisôus.

Eden escreveu:Adorei a tua fic, apenas li uma parte.. e fiquei curiosa do resto, e voltei as 30 paginas atrás e estive a ler tudo seguidinho. A Tixa Xana e o rmmr, já me tinham dito pra ler a tua fic, e eu até fiquei curiosa, pra saber o qe tinha de especial.. mas agora já sei, e concordo com eles. És mesmo boa naquilo que escreves. Parabéns e adorei.
Talvez uma dia, ainda vamos estar a ler um livro da tua autoria.
Bisôus.
Oh, Eden, muito obrigada pelo teu comentário! É sempre com prazer que agradeço, pois fico feliz por estares a acompanhar a história e por gostares dela!

O rmmr e a Xana disseram isso...? Oh, céus...
Tenho de agradecer aos dois, nem tenho palavras para descrever o quão lisonjeada fico...!!Muito obrigada pelo apoio, Eden, e espero que continues a gostar!

Kaoru-chan querida? Kd postas um novo capítulo? Estou a ficar com saudades... 
*mim sai do tópico e deixa à porta um kinder joy (já n há ovos da kinder nesta altura)*

*mim sai do tópico e deixa à porta um kinder joy (já n há ovos da kinder nesta altura)*

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^

Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
Ok, deixa lá passar essa época e dps voltas em força!
Agora precisas dessa força para os exames, mt boa sorte k eles tão à porta!
(e por causa deles vou ter umas aulitas a menos... XD)
Agora precisas dessa força para os exames, mt boa sorte k eles tão à porta!
(e por causa deles vou ter umas aulitas a menos... XD)
Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^

Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
Ora bem…
Depois de ler toda a fic que está escrita ate agora digo-te o que já te tinha dito por mp…adorei…a sério…linda…maravilhosa…axo que é a que mais gostei d ler ate agora...
Gostei d tudo ate agora, se bem que no inicio não gostei muito da ideia de andares a sacrificar navegantes, agora estou um pouco para o indecisa…sei que o fizeste por alguma razão…agora qual…e que não estou a ver…
Em relação a possíveis teorias…sinceramente, estou indecisa em relação á Ayame…tipo, quando ela está a falar com a Bunny até parece boazinha e tal…mas depois quando passa a ser a tal mulher que manda no Cerbe (sim, porque disso não tenho duvida…
‘’) já não se sente mal por a atacar…num sei…há aí qualquer coisa estranha… *mim pensativa*
Ora bem, sabemos que há 5 fragmentos…e que pelo menos 4 deles são lágrimas d alguém e têm a forma d pétalas…e o titulo é “A flor de pandora”…eu, e muita gente, associa o nome pandora á destruição…e os mauzoes da fita e os outros que são colegas do Vio (ainda não me decidi se são maus ou assim assim…
) chamam destruidora a Bunny…começo a axar que o cristal prateado é o 5º fragmento…eu sei que não tem a forma d uma pétala…mas quando desenhemos uma flor também fazemos uma bolinha no centro…essa “bolinha” poderá ser o cristal… (e sim, há flores que têm apenas 4 pétalas)… e talvez tenha sido a Rainha Serenidade a chorar as tais lágrimas que deram origem aos fragmentos…
E quanto ao Vio e companhia…ainda não bem que atitude tomar perante eles…porque se por um lado parece que eles não obedecem 100% ás ordens da “Evil” (a que eu digo que é também a Ayame), também não me parece que gostem muito da Bunny…e o Vio ás vezes até parece ser bonzinho e tal…claro que pode ser mesmo só para lhes ganhar confiança, como foi dito num capitulo, mas pelo menos a mim pareceu-me que ele gosta mesmo da Rita…pelo menos ficou bastante abalado com o sacrifício dela…o que fará dele um personagem bonzinho…^^e os outros…podem até só não gostar da Bunny por a considerarem a Destruidora, ou seja, a portadora do 5º (e mais poderoso, claro esta) fragmento, e por ser a que é capaz de os invocar a todos…e provocar a destruição do mundo…e se assim for, não são assim tão maus…até porque se bem me lembro, apenas a tentam matar a ela, e não as outras guerreiras…
Já agora, fiquei parva com a atitude a Amy, sempre tão inteligente, quando concordou em libertar os fragmentos juntos…será que ela não se lembra do que leu e do que lhe disse a irmã??? Que quando os fragmentos se juntassem o mundo seria destruído??? Claro que ela estava assim, modos que abalada por se sentir culpada pela morte da Mariana, e aquilo seria a possibilidade de a trazer d volta, assim como á Rita e á Maria…e que pelo que ela sabe faltaria ali o 5º fragmento (eu já assumindo que este é mesmo o cristal de Bunny), mas mesmo assim…pareceu-me que lhe faltava ali um parafuso (e faltava mesmo…ela não estava lá muito bem).
O que eu não consigo encaixar no meio de toda esta confusão (
) é a quase morte da Chibiusa no futuro…apesar de achar que isso está de alguma forma relacionado com o facto d Bunny não se conseguir transformar em eternal…
É isso e por mais que rebusque nesta minha teoria, não consigo perceber como raio é que tudo isto poderá ter começado…apesar de achar que se no próximo capitulo continuares a historia no mesmo local terei a resposta a estas perguntas…com o acordar da Plutão e com uma possível explicação do que aconteceu por parte das irmãs…ou então elas vão devolver a vida ás outras guerreiras confiando assim o seu dever de manter o equilíbrio no mundo á utilização dos fragmentos…e exigiram sacrifícios talvez para dar força a Sailor Moon para enfrentar a “Evil” como fez neste capitulo…não???
Bem…já escrevi muito…desculpa a trabalheira que te dou a ler isto tudo…mas é uma espécie de resumo do que pensei ao ler toda a fic… (não escrevo sobre o que senti, porque senão nem daqui a um ano tinhas isto lido…)
Espero que postes mesmo antes do final desta semana, pois eu vou ficar a espera…
Por agora deixo-te aqui 27 ovinhos kinder pelos 25 capítulos (os 2 extra são pelos 2 capitulo extra longos
)…agora é o seguinte…eu tenho guardados 3 kinder Buenos, 1 branco e dois normais…se os quiseres terás d postar ate sexta feira ás 11.00 da manha (que é para eu o poder ler antes d segunda feira…
)…senão, como-os eu…

*mim ser muito goloza…*
Depois de ler toda a fic que está escrita ate agora digo-te o que já te tinha dito por mp…adorei…a sério…linda…maravilhosa…axo que é a que mais gostei d ler ate agora...
Gostei d tudo ate agora, se bem que no inicio não gostei muito da ideia de andares a sacrificar navegantes, agora estou um pouco para o indecisa…sei que o fizeste por alguma razão…agora qual…e que não estou a ver…
Em relação a possíveis teorias…sinceramente, estou indecisa em relação á Ayame…tipo, quando ela está a falar com a Bunny até parece boazinha e tal…mas depois quando passa a ser a tal mulher que manda no Cerbe (sim, porque disso não tenho duvida…
‘’) já não se sente mal por a atacar…num sei…há aí qualquer coisa estranha… *mim pensativa*
Ora bem, sabemos que há 5 fragmentos…e que pelo menos 4 deles são lágrimas d alguém e têm a forma d pétalas…e o titulo é “A flor de pandora”…eu, e muita gente, associa o nome pandora á destruição…e os mauzoes da fita e os outros que são colegas do Vio (ainda não me decidi se são maus ou assim assim…
) chamam destruidora a Bunny…começo a axar que o cristal prateado é o 5º fragmento…eu sei que não tem a forma d uma pétala…mas quando desenhemos uma flor também fazemos uma bolinha no centro…essa “bolinha” poderá ser o cristal… (e sim, há flores que têm apenas 4 pétalas)… e talvez tenha sido a Rainha Serenidade a chorar as tais lágrimas que deram origem aos fragmentos…E quanto ao Vio e companhia…ainda não bem que atitude tomar perante eles…porque se por um lado parece que eles não obedecem 100% ás ordens da “Evil” (a que eu digo que é também a Ayame), também não me parece que gostem muito da Bunny…e o Vio ás vezes até parece ser bonzinho e tal…claro que pode ser mesmo só para lhes ganhar confiança, como foi dito num capitulo, mas pelo menos a mim pareceu-me que ele gosta mesmo da Rita…pelo menos ficou bastante abalado com o sacrifício dela…o que fará dele um personagem bonzinho…^^e os outros…podem até só não gostar da Bunny por a considerarem a Destruidora, ou seja, a portadora do 5º (e mais poderoso, claro esta) fragmento, e por ser a que é capaz de os invocar a todos…e provocar a destruição do mundo…e se assim for, não são assim tão maus…até porque se bem me lembro, apenas a tentam matar a ela, e não as outras guerreiras…
Já agora, fiquei parva com a atitude a Amy, sempre tão inteligente, quando concordou em libertar os fragmentos juntos…será que ela não se lembra do que leu e do que lhe disse a irmã??? Que quando os fragmentos se juntassem o mundo seria destruído??? Claro que ela estava assim, modos que abalada por se sentir culpada pela morte da Mariana, e aquilo seria a possibilidade de a trazer d volta, assim como á Rita e á Maria…e que pelo que ela sabe faltaria ali o 5º fragmento (eu já assumindo que este é mesmo o cristal de Bunny), mas mesmo assim…pareceu-me que lhe faltava ali um parafuso (e faltava mesmo…ela não estava lá muito bem).
O que eu não consigo encaixar no meio de toda esta confusão (
) é a quase morte da Chibiusa no futuro…apesar de achar que isso está de alguma forma relacionado com o facto d Bunny não se conseguir transformar em eternal…É isso e por mais que rebusque nesta minha teoria, não consigo perceber como raio é que tudo isto poderá ter começado…apesar de achar que se no próximo capitulo continuares a historia no mesmo local terei a resposta a estas perguntas…com o acordar da Plutão e com uma possível explicação do que aconteceu por parte das irmãs…ou então elas vão devolver a vida ás outras guerreiras confiando assim o seu dever de manter o equilíbrio no mundo á utilização dos fragmentos…e exigiram sacrifícios talvez para dar força a Sailor Moon para enfrentar a “Evil” como fez neste capitulo…não???
Bem…já escrevi muito…desculpa a trabalheira que te dou a ler isto tudo…mas é uma espécie de resumo do que pensei ao ler toda a fic… (não escrevo sobre o que senti, porque senão nem daqui a um ano tinhas isto lido…)
Espero que postes mesmo antes do final desta semana, pois eu vou ficar a espera…
Por agora deixo-te aqui 27 ovinhos kinder pelos 25 capítulos (os 2 extra são pelos 2 capitulo extra longos
)…agora é o seguinte…eu tenho guardados 3 kinder Buenos, 1 branco e dois normais…se os quiseres terás d postar ate sexta feira ás 11.00 da manha (que é para eu o poder ler antes d segunda feira…
)…senão, como-os eu…
*mim ser muito goloza…*
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sonhar nao mata...mas magoa...e por vezes ainda mais do que qualquer ferida fisica...
sonhar nao mata...mas magoa...e por vezes ainda mais do que qualquer ferida fisica...
moonlight, em primeiro lugar queria pedir-te desculpa por não ter respondido ao teu comentário mais cedo...! Mas tu merecias um comentário em condições e, com o trabalho que tive até ao momento, sabia que não ia ser capaz de o fazer... Por isso, aqui vai! 
Muito obrigada pelo teu comentário e por teres lido a minha história, antes de tudo. Como sei que é grande, pode acabar por afastar algumas pessoas, mas fico mesmo feliz por teres lido e lhe teres dado uma oportunidade! É com grande satisfação que te agradeço muito!
Vamos então por partes quanto ao que disseste
Sim, há um motivo para os sacrifícios das navegantes, e isso vai ficar esclarecido no próximo capítulo. Sei que pode parecer muito mau eu estar a fazer isto, mas vocês depois vão compreender tudo 
Quanto à Ayame, eu nunca disse que ela era a mesma mulher do Cérbe, embora tenha dado a entender
Eu sei que ela causa opiniões diferentes, mas não posso ainda dizer nada sobre ela 
Gostei da tua teoria sobre a Flor de Pandora. É engraçado falarem do título, realmente tem tudo a ver com a história, e as vossas teorias cada vez se aperfeiçoam mais! Pode muito bem ser como dizes... Veremos
O papel do Vio e dos outros só deve ficar desvendado lá mais para a frente... Eles são importantes para a história, só posso dizer isso
Serão mesmo uma grande fonte de revelações, até porque estão relacionados com o lado do mal, como muito bem disseste! Isso é um dado adquirido.
O que levou a Ami a tomar aquela atitude foi mesmo a dor. Ela não estava realmente em si e queria fazer qualquer coisa que atenuasse a sua dor. Ela sente-se imensamente culpada por não conseguir perceber o que se está a passar, por causa do sacrifício da Mariana e por ter sido a primeira a, supostamente, fracassar. Todas elas, naquele momento, agiram por dor, pelo que não tiveram consciência dos seus actos. Gostei do facto de te teres lembrado que se libertassem os Fragmentos o mundo seria destruído, foi muito bem observado
O que vai acontecer na próxima parte do capítulo não posso revelar já
Mas já falta muito pouco para saberem! Quanto à Chibiusa... Sim, isso tudo está muito relacionado 
Ora, não peças desculpa!! Eu gostei imenso do teu comentário, a sério! E fiquei muitíssimo feliz com ele!
Muito obrigada por tudo, pelos Kinders, pelo lindo comentário, por tudo! 
Já agora, um aviso
Peço desculpa a todos, mas a próxima parte do capítulo também vai ficar enorme... Provavelmente estará aqui amanhã, hoje não vou poder colocar... Mas vai ficar bastante grande por causa dos diálogos que, desta vez (devido às revelações) serão mais predominantes. Talvez também tenha de refazer algumas partes que escrevi muito tarde e acho que não estão muito bem :
': Obrigada pela compreensão de todos! Em princípio amanhã estará aqui 

Muito obrigada pelo teu comentário e por teres lido a minha história, antes de tudo. Como sei que é grande, pode acabar por afastar algumas pessoas, mas fico mesmo feliz por teres lido e lhe teres dado uma oportunidade! É com grande satisfação que te agradeço muito!

Vamos então por partes quanto ao que disseste
Sim, há um motivo para os sacrifícios das navegantes, e isso vai ficar esclarecido no próximo capítulo. Sei que pode parecer muito mau eu estar a fazer isto, mas vocês depois vão compreender tudo 
Quanto à Ayame, eu nunca disse que ela era a mesma mulher do Cérbe, embora tenha dado a entender
Eu sei que ela causa opiniões diferentes, mas não posso ainda dizer nada sobre ela 
Gostei da tua teoria sobre a Flor de Pandora. É engraçado falarem do título, realmente tem tudo a ver com a história, e as vossas teorias cada vez se aperfeiçoam mais! Pode muito bem ser como dizes... Veremos

O papel do Vio e dos outros só deve ficar desvendado lá mais para a frente... Eles são importantes para a história, só posso dizer isso
Serão mesmo uma grande fonte de revelações, até porque estão relacionados com o lado do mal, como muito bem disseste! Isso é um dado adquirido.O que levou a Ami a tomar aquela atitude foi mesmo a dor. Ela não estava realmente em si e queria fazer qualquer coisa que atenuasse a sua dor. Ela sente-se imensamente culpada por não conseguir perceber o que se está a passar, por causa do sacrifício da Mariana e por ter sido a primeira a, supostamente, fracassar. Todas elas, naquele momento, agiram por dor, pelo que não tiveram consciência dos seus actos. Gostei do facto de te teres lembrado que se libertassem os Fragmentos o mundo seria destruído, foi muito bem observado

O que vai acontecer na próxima parte do capítulo não posso revelar já
Mas já falta muito pouco para saberem! Quanto à Chibiusa... Sim, isso tudo está muito relacionado 
Ora, não peças desculpa!! Eu gostei imenso do teu comentário, a sério! E fiquei muitíssimo feliz com ele!
Muito obrigada por tudo, pelos Kinders, pelo lindo comentário, por tudo! 
Já agora, um aviso
Peço desculpa a todos, mas a próxima parte do capítulo também vai ficar enorme... Provavelmente estará aqui amanhã, hoje não vou poder colocar... Mas vai ficar bastante grande por causa dos diálogos que, desta vez (devido às revelações) serão mais predominantes. Talvez também tenha de refazer algumas partes que escrevi muito tarde e acho que não estão muito bem :
': Obrigada pela compreensão de todos! Em princípio amanhã estará aqui 
mas amanha e sabado!!!!!
e eu kdo sair daki hoje, so voltarei la pa segunda ou terça feira!!!!!!!!!
nao....nao e justo...
*mim ameaça fazer greve*
-----
bem...agora indo ao k interessa...
inda bem k gostaste do koment *.*
eu tb gostei d o fazer...
eu sei k inda n disseste...mx x n é ela...é pk sao gemeas...
ou entao nao...mas pronto...deste a entender k eram a mesma, e p isso pa mim sao a mesma...ate pk ela konhece o vio...hei...pera ai...eles conhecem-se desde a altura da destruiçao do mp...pk ele reconheceu-a de ha seculos atras...e disse o nome k ela tinha na altura (k e o mxm do presente
)...isto sekalhar vai um kadito contra a minha teoria d Ayame=*Evil*...
mas tlvz nao...agora tmb n tenho os fusiveis todos a funcionar, portt...enfim...
agora...
*mim faz festa*
sera k acertei na teoria sobre os fragmentos???
tb ha a hipotese do 5º fragment ser a semente de estrela da bunny...afinal as irmas, ao darem os fragmentos, precisavam d uma sement d estrela pa sobreviver...n sei....mx gosto mais da minha teoria sobre o cristal prateado...
e pronto...tenho k m ir embora pk vou ter aula...
mas komo talvez logo a tarde ainda ca venha, deixo aki um kindar bueno branco, pa t inspirar, pa ver x inda postas antes das 16.30...e k eu kero ler o outo capitulo hoje...
ha e outa koisa...n t preokupes c o facto d ser grande...
o.o
e k nos nao nos importamos nadinha...demora algum tempinho a ler, e verdd...mas sabe tao bem...

(sea...a kaoru so postou akilo hoje...ou seja...so amanha...mx kero ver se nao...
)
e eu kdo sair daki hoje, so voltarei la pa segunda ou terça feira!!!!!!!!!
nao....nao e justo...
*mim ameaça fazer greve*
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bem...agora indo ao k interessa...
inda bem k gostaste do koment *.*
eu tb gostei d o fazer...

eu sei k inda n disseste...mx x n é ela...é pk sao gemeas...

ou entao nao...mas pronto...deste a entender k eram a mesma, e p isso pa mim sao a mesma...ate pk ela konhece o vio...hei...pera ai...eles conhecem-se desde a altura da destruiçao do mp...pk ele reconheceu-a de ha seculos atras...e disse o nome k ela tinha na altura (k e o mxm do presente
)...isto sekalhar vai um kadito contra a minha teoria d Ayame=*Evil*...mas tlvz nao...agora tmb n tenho os fusiveis todos a funcionar, portt...enfim...
agora...
*mim faz festa*
sera k acertei na teoria sobre os fragmentos???
tb ha a hipotese do 5º fragment ser a semente de estrela da bunny...afinal as irmas, ao darem os fragmentos, precisavam d uma sement d estrela pa sobreviver...n sei....mx gosto mais da minha teoria sobre o cristal prateado...
e pronto...tenho k m ir embora pk vou ter aula...
mas komo talvez logo a tarde ainda ca venha, deixo aki um kindar bueno branco, pa t inspirar, pa ver x inda postas antes das 16.30...e k eu kero ler o outo capitulo hoje...

ha e outa koisa...n t preokupes c o facto d ser grande...
o.o
e k nos nao nos importamos nadinha...demora algum tempinho a ler, e verdd...mas sabe tao bem...

(sea...a kaoru so postou akilo hoje...ou seja...so amanha...mx kero ver se nao...
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sonhar nao mata...mas magoa...e por vezes ainda mais do que qualquer ferida fisica...
sonhar nao mata...mas magoa...e por vezes ainda mais do que qualquer ferida fisica...
peço mil desculpas por nao ter vindo comentar mais cedo mas o trabalho k a escola da nao perdoa a ng e nao gostava de fazer um coemntario de cácá kd a tua fic merece melhor
uma pessoa tem exames e td o trabalho em cima dos ombros mas dpx xega aki e ve estes capitulos fantasticos cheios de emoçao
eu bem desconfiei k ias matar a minha Octávia
' infelizmente nao perdoas a ng mas tenho agr 1 pressentimento k ha soluçao, talvez 1 ideia parva mas k me surgiu pela forma como protectora das montanhas falou
gostei mt dela s keres a minha opiniao d tdx foi a mais simpatica e a k realmente s apercebia d dificil k era akeles sacrificios e como era «errado» alguem ter d s sacrificar, adorei a tua descriçao dela e o aperto no coraçao k deu ali a Venus foi mm como s pressentisse o k tava pra acontecer
axo tao triste td o k aconteceu as navegantes e d maneira k como foram tdx pra la sem trocarem ideias e impressoes em k ng conseguiu contar a ng k alguem s tinha d sacrificar em k ng sabia kem tava morta kem tava viva
as tuas descriçoes da floresta do monte fuji (s nao me engano) tavam perfeitas, a insegurança d Joaninha k e normal em kk um k tenha recebido tantas recusas pro trabalho e a Octavia
a historia k puseste por detras d milenio prateado tava uma vez mais fantastico, a Octavia k teve d destruir o milenio prateado por causa das guerras a rainha da terra k foi tao fria com a Joaninha mas a descriçao k fizeste dos sentimentosd a Octavia do presente e a do passado foram marcantes o cabelo a flutuar, os pensamentos e os desejos d k akilo nao voltasse a acontecer...
e dpx metes a minha Octavia a sacrificar-se e a usar akelas palavras tocantes k mexeram cmg, a simpatia da Venus no milenio prateado
e morreu mais uma pela ultima vez (ou nao)
as palavras da demeter pra Joana mais uma vez demontraram como eu tinha razao sobre ela, a maneira dela falar td faz com k axe-a mais humana k as irmas k sao frias e parecem nao ver alem da sua missao e dpx poes a Joanita ali a correr estrada fora como uma louca X'D
A Ami nao estava mm a pensar, axo k mandou o cerebro ir de ferias ké o k eu keria agora XD vai assim sem mais nem menos pra dentro do plano da Plutao k parecia meia tonta, k a plutao embora fria nc foi fria ao ponto d nao mostrar kase pena nenhuma por tdx akelas mortes, mas raios! nem mm kem nao pensa nao se ia lembrar do k a protectora k «roubou» a Mariana disse foram palavras tao brutas, a pikena blokeou mm so pode!
e a Bunny
.o: ela ao evr k a Haruka tava ali, os sentiemntos dela, a sua alegria mm sabendo k alguem morreu k pelo menos alguem estava ali com ela k ao menos tinha razoes pra sobreviver, razoes pra continuar e a Haruka ali como kem nao sabe k fazer
.o:
dpx cruzou olhares com a plutao e viu-se k ela nao tava bem k akela plutao era fria demais ams meteram-se nakela embrulhada em k a bunny la ia kase morrendo ate k aparece a Joaninha
salvadora k consegue arranjar as coisas a tempo k agiu d maneira inteligente 
e dpx akela bruxa k estava disfarçada de Plutao e a Joaninha foi-se pelos ares :g1:
e fica td nas maos da sailor moon k mais uma evz me faz duvidar s devia ser ela a guerreira mais forte s ela e k devia ser a chefe e tal e coiso, ela duvida da sua propria força nao sabe k fazer a espera dela o mundo morria
' e dpx decide suicidar-se como se assim as coisas acabassem como se td fosse assim tao simples, ela foi-se e puf problemas adeusinho, como se o mundo girasse a vlta dela
' se ela se suicidasse os outros morriam n mm como seria obvio pra kk mente pra alem da dela 
mas prontos algo k nao e sob o seu controlo da-lhe força e ela consegue salvar a Susana
e agora acabas ali como se fosse normal deixares alguem a espera ali nakele ponto
*mim oferece umas ferias pro havai ké onde kero ir mal acabe esta coisa xamada exames*
uma pessoa tem exames e td o trabalho em cima dos ombros mas dpx xega aki e ve estes capitulos fantasticos cheios de emoçao
eu bem desconfiei k ias matar a minha Octávia
' infelizmente nao perdoas a ng mas tenho agr 1 pressentimento k ha soluçao, talvez 1 ideia parva mas k me surgiu pela forma como protectora das montanhas falougostei mt dela s keres a minha opiniao d tdx foi a mais simpatica e a k realmente s apercebia d dificil k era akeles sacrificios e como era «errado» alguem ter d s sacrificar, adorei a tua descriçao dela e o aperto no coraçao k deu ali a Venus foi mm como s pressentisse o k tava pra acontecer
axo tao triste td o k aconteceu as navegantes e d maneira k como foram tdx pra la sem trocarem ideias e impressoes em k ng conseguiu contar a ng k alguem s tinha d sacrificar em k ng sabia kem tava morta kem tava viva
as tuas descriçoes da floresta do monte fuji (s nao me engano) tavam perfeitas, a insegurança d Joaninha k e normal em kk um k tenha recebido tantas recusas pro trabalho e a Octavia
a historia k puseste por detras d milenio prateado tava uma vez mais fantastico, a Octavia k teve d destruir o milenio prateado por causa das guerras a rainha da terra k foi tao fria com a Joaninha mas a descriçao k fizeste dos sentimentosd a Octavia do presente e a do passado foram marcantes o cabelo a flutuar, os pensamentos e os desejos d k akilo nao voltasse a acontecer...e dpx metes a minha Octavia a sacrificar-se e a usar akelas palavras tocantes k mexeram cmg, a simpatia da Venus no milenio prateado

e morreu mais uma pela ultima vez (ou nao)
as palavras da demeter pra Joana mais uma vez demontraram como eu tinha razao sobre ela, a maneira dela falar td faz com k axe-a mais humana k as irmas k sao frias e parecem nao ver alem da sua missao e dpx poes a Joanita ali a correr estrada fora como uma louca X'D
A Ami nao estava mm a pensar, axo k mandou o cerebro ir de ferias ké o k eu keria agora XD vai assim sem mais nem menos pra dentro do plano da Plutao k parecia meia tonta, k a plutao embora fria nc foi fria ao ponto d nao mostrar kase pena nenhuma por tdx akelas mortes, mas raios! nem mm kem nao pensa nao se ia lembrar do k a protectora k «roubou» a Mariana disse foram palavras tao brutas, a pikena blokeou mm so pode!
e a Bunny
.o: ela ao evr k a Haruka tava ali, os sentiemntos dela, a sua alegria mm sabendo k alguem morreu k pelo menos alguem estava ali com ela k ao menos tinha razoes pra sobreviver, razoes pra continuar e a Haruka ali como kem nao sabe k fazer
.o:dpx cruzou olhares com a plutao e viu-se k ela nao tava bem k akela plutao era fria demais ams meteram-se nakela embrulhada em k a bunny la ia kase morrendo ate k aparece a Joaninha
salvadora k consegue arranjar as coisas a tempo k agiu d maneira inteligente 
e dpx akela bruxa k estava disfarçada de Plutao e a Joaninha foi-se pelos ares :g1:
e fica td nas maos da sailor moon k mais uma evz me faz duvidar s devia ser ela a guerreira mais forte s ela e k devia ser a chefe e tal e coiso, ela duvida da sua propria força nao sabe k fazer a espera dela o mundo morria
' e dpx decide suicidar-se como se assim as coisas acabassem como se td fosse assim tao simples, ela foi-se e puf problemas adeusinho, como se o mundo girasse a vlta dela
' se ela se suicidasse os outros morriam n mm como seria obvio pra kk mente pra alem da dela 
mas prontos algo k nao e sob o seu controlo da-lhe força e ela consegue salvar a Susana

e agora acabas ali como se fosse normal deixares alguem a espera ali nakele ponto

*mim oferece umas ferias pro havai ké onde kero ir mal acabe esta coisa xamada exames*
ora bem...eu devido a um kuase milagre (ou nao) setou de serviço hoje...plo k tenho acesso a net durante o dia de hoje...portanto, kaoru...
postas hoje, n postas?? e d preferencia durante a tarde...
pk se kdo o meu turno akabar e n estiver aki o outro capitulo...acabaram-se os ovinhos pa minina kaoru...

(ou entao n...)
mx o k interessa...e estou anciosa p ler a continuaçao...pk kero ver se esclareço algumas das pergts k p aki andam a dançar feitas tolinhas na minha cabeça...
+.+
e pronto...eu kero ler o capitulo hoje, pa dps poder estudar sem m lembrar do k as irmas ou a plutao terao pa dizer...
(sim...pk estudar e demasiado entediante.... :
:
postas hoje, n postas?? e d preferencia durante a tarde...
pk se kdo o meu turno akabar e n estiver aki o outro capitulo...acabaram-se os ovinhos pa minina kaoru...

(ou entao n...)
mx o k interessa...e estou anciosa p ler a continuaçao...pk kero ver se esclareço algumas das pergts k p aki andam a dançar feitas tolinhas na minha cabeça...
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e pronto...eu kero ler o capitulo hoje, pa dps poder estudar sem m lembrar do k as irmas ou a plutao terao pa dizer...
(sim...pk estudar e demasiado entediante.... :
:
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sonhar nao mata...mas magoa...e por vezes ainda mais do que qualquer ferida fisica...
sonhar nao mata...mas magoa...e por vezes ainda mais do que qualquer ferida fisica...
Uma pessoa chega aqui e depara-se com estes comentários de força, é impossível não ficar com os olhos a brilhar
.o:
Muito obrigada, Likinhas, _S.E.A_ e moonlight! Espero não vos decepcionar com o que aí vem! Ah, e moonlight, vou mesmo fazer o que estiver ao meu alcance para colocar durante a tarde de hoje!
sweetmoon, não precisas de pedir desculpa! Eu compreendo perfeitamente que andes cheia de trabalho, também tive exames e não posso estar mais de acordo contigo! Também quero férias
Fico contente por teres gostado dos últimos capítulos!
Pois foi, a Octávia sacrificou-se, mas fico contente por teres gostado da descrição do local, do modo como aconteceu e também da Deméter. Estou a ver que é das Irmãs preferidas das pessoas 
Sim, a Plutão estava um pouco fria demais em determinadas atitudes... E a Ami ficou realmente perturbada com aquilo tudo, assim como as outras! Por isso é que elas agiram daquela forma, como já disse
Fico também muito contente por teres gostado da descrição do reencontro da Bunny com a Haruka, foi uma parte que também gostei muito de descrever
Confesso que gosto bastante da relação dessas duas (a fase S foi muito gira e serviu também como inspiração
)
A Bunny estava tão confusa que acabou por pensar dessa forma... Realmente, às vezes ela não parece uma verdadeira líder, mas se calhar ainda vai surpreender muita gente
Ela depois acabou por abandonar a ideia quase imediatamente 
Muito obrigada por teres passado aqui para comentar e por estares a acompanhar a história!
Muito boa sorte com os teus exames também! 
Pronto, agora vou terminar de passar o capítulo, vou tentar ser rápida :
':
.o:Muito obrigada, Likinhas, _S.E.A_ e moonlight! Espero não vos decepcionar com o que aí vem! Ah, e moonlight, vou mesmo fazer o que estiver ao meu alcance para colocar durante a tarde de hoje!

sweetmoon, não precisas de pedir desculpa! Eu compreendo perfeitamente que andes cheia de trabalho, também tive exames e não posso estar mais de acordo contigo! Também quero férias

Fico contente por teres gostado dos últimos capítulos!
Pois foi, a Octávia sacrificou-se, mas fico contente por teres gostado da descrição do local, do modo como aconteceu e também da Deméter. Estou a ver que é das Irmãs preferidas das pessoas 
Sim, a Plutão estava um pouco fria demais em determinadas atitudes... E a Ami ficou realmente perturbada com aquilo tudo, assim como as outras! Por isso é que elas agiram daquela forma, como já disse

Fico também muito contente por teres gostado da descrição do reencontro da Bunny com a Haruka, foi uma parte que também gostei muito de descrever
Confesso que gosto bastante da relação dessas duas (a fase S foi muito gira e serviu também como inspiração
)A Bunny estava tão confusa que acabou por pensar dessa forma... Realmente, às vezes ela não parece uma verdadeira líder, mas se calhar ainda vai surpreender muita gente
Ela depois acabou por abandonar a ideia quase imediatamente 
Muito obrigada por teres passado aqui para comentar e por estares a acompanhar a história!
Muito boa sorte com os teus exames também! 
Pronto, agora vou terminar de passar o capítulo, vou tentar ser rápida :
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- Parte II -
O gotejar incessante das últimas lágrimas da chuva era agora a melodia infinita que o arco-íris, brilhante e sorridente, vertia do céu. As nuvens cinzentas desfaziam-se no horizonte, libertando o manto azul daquele cativeiro enegrecido, enquanto os raios coloridos se entrelaçavam num arco perfeito, uma ponte colorida que contrastava com as expressões estupefactas e dolorosas de quem havia travado uma batalha extenuante e que realçava os contornos impossíveis de quatro figuras imponentes.
Depois de apanhar o novo ceptro e sentindo ainda o fluxo de recordações a tentar envolvê-la, Sailor Moon fitou as quatro Irmãs, admirando-lhes a beleza e as suas poses quase surreais. Aquelas mulheres eram as responsáveis pela morte de quatro amigas suas e, ainda assim, não conseguia odiá-las. A aura que cada uma reflectia lembrava-lhe o próprio arco-íris que havia entretanto aparecido no céu; quente e brilhante. A brisa fresca erguia-lhes os cabelos num sussurro invisível, ao invés dos seus, que permaneciam em repouso, como se fossem demasiado pesados e reais para serem sequer brindados com tal regalia.
- Não, Úrano!
A voz do Mascarado fez Sailor Moon voltar a sua cabeça, obrigando-se a desviar o olhar daquelas silhuetas tão apelativas. Este apertava Úrano, a qual parecia decidida em avançar em direcção às mulheres, com o punho fechado e o olhar repleto de tristeza e mágoa.
- Larga-me! Ainda não és o meu Rei, por isso ainda te posso desobedecer! – vociferou, olhando ameaçadoramente para as Irmãs.
- Isso não irá resolver o que quer que seja! – disse Vénus que, entretanto, se apressara a ajudar Mercúrio a amparar Plutão. – Devemos ouvir o que têm para nos contar e não culpá-las por algo que é a missão delas!
Com as palavras de Vénus, Úrano, surpreendida perante aquela afirmação, esforçou-se por acalmar-se, acabando por se libertar das mãos do Mascarado. Plutão, que parecia indecisa em acordar definitivamente, murmurava algumas palavras soltas e indistintas, ainda com as pálpebras cerradas, como se padecesse de febre e delirasse. No entanto, Sailor Moon viu-se obrigada a centrar a sua atenção nas Protectoras quando uma voz extremamente bela se fez anunciar.
- Permiti-me que trate dessa questão.
No instante seguinte, tal rajada de vento súbita e inesperada, uma das mulheres encontrava-se já diante de Plutão que, apoiada em Vénus e Mercúrio, parecia assolada por uma terrível enfermidade. A pele morena da navegante, coberta por minúsculas gotas de suor, tremia, e dos seus lábios entreabertos fluíam desordenadamente murmúrios sofredores. Nada satisfeita com a proximidade daquela mulher, Úrano colocou-se ao lado da amiga, como se o simples contacto com a Irmã pudesse apenas piorar o seu estado.
- O que é que queres dela? – perguntou rispidamente. A mulher, que não respondeu, limitou-se a ajoelhar-se no chão, de modo que pudesse contemplar a face descaída de Plutão. Quando já se preparava para protestar e afastar a navegante, Úrano sentiu uma mão no seu ombro direito a impedi-la de o fazer.
- Deixa-a, Úrano. – disse Vénus calmamente. A sua segurança e serenidade espantaram Úrano que, no entanto, acabou por conceder, embora visivelmente contrariada.
Fascinada com aquela mulher, Sailor Moon observou atentamente o modo como esta mirava Plutão, o seu olhar totalmente compenetrado. Estudava-lhe as feições, fazendo deslizar o seu olhar por cada contorno da face da navegante do Tempo, demorando-se mais em determinados pontos do que noutros. Ao fim de algum tempo, a mulher ergueu o braço direito, coberto por uma grande manga do seu vestido, fazendo com que os dedos da sua mão tocassem muito levemente a bochecha esquerda de Plutão. Embrenhada nos seus movimentos, Sailor Moon reparou como o pedaço incrustado na gargantilha que a amiga usava adquiria uma tonalidade progressivamente mais avermelhada, como se pulsasse no seu interior. A Protectora, de olhos fechados, tocou a outra metade do rosto de Plutão com os restantes dedos, permanecendo assim durante alguns minutos até que a navegante emitiu um suspiro profundo, como se tivesse acabado de ser resgatada das profundezas de um oceano gelado e vasto. Por fim, os seus lábios cerraram-se definitivamente e, acalmando-se finalmente, Plutão enveredou num sono profundo, caindo inanimada nos braços da Irmã.
- Não se preocupem. Ela passou demasiado tempo influenciada por uma força maligna e apenas precisa de descansar. – assegurou, entregando a navegante a Úrano. – Talvez seja melhor levarem-na lá para dentro. – acrescentou, inclinando a cabeça na direcção do templo.
Sem dizer uma palavra de agradecimento ou de crítica, Úrano assim o fez, carregando Plutão e desaparecendo no interior do edifício. Quando regressou, já a mulher se havia juntado às companheiras.
- Obrigada por terem ajudado a Plutão. – disse o Mascarado com sinceridade. – No entanto, têm de entender que estamos muito confusos com tudo o que se tem passado. Primeiro pedem um sacrifício, obrigando quatro amigas nossas a cederem as suas sementes de estrela e, depois, aparecem e salvam uma das navegantes.
- Compreendo que seja difícil de entender. – concordou a mulher cuja trança lhe conferia um aspecto humano e, ao mesmo tempo, sobrenatural. – No entanto, estamos aqui para vos ajudar a compreender as nossas razões. Como não dispomos de muito tempo, talvez seja melhor passarmos às apresentações, embora alguns de vós já nos conheçam. O meu nome é Deméter, Protectora das Montanhas. – concluiu com um sorriso caloroso.
- Eu sou Héstia, conhecida como Protectora das Chamas. – disse a mulher que acabara de ajudar Plutão, curvando-se ligeiramente.
- O meu nome é Hemera e sou a Protectora dos Ventos. – confirmou a mulher de cabelos prateados, fazendo rodopiar uma flauta por entre os dedos à medida que se curvava numa vénia profunda.
- E eu sou Anfitrite, Protectora dos Mares. – anunciou a mulher de longos cabelos azulados, inclinando-se muito discretamente, cuja belíssima face que, apesar de séria, conservava traços de satisfação. – Saudamos-vos, Princesa da Lua, Príncipe da Terra e guerreiras navegantes.
Mercúrio, que até então se mantivera calada, viu-se novamente confrontada com as suas dúvidas e anseios ao encontrar-se novamente perante Anfitrite, estremecendo ligeiramente ao ouvir a sua apresentação. A recordação do mesmo momento na Gruta das Mil Flores obrigava-a a enfrentar as suas dúvidas e sentimentos de fraqueza que ultimamente a preenchiam por completo.
- Antes de tudo… - começou Sailor Moon, procurando organizar as ideias de modo a que ela própria as pudesse compreender. – Gostaria de vos perguntar uma coisa.
O tom sério com que a navegante da Lua se dirigiu àquelas quatro mulheres surpreendeu todas as navegantes e até o próprio Mascarado. No entanto, esta nem se parecebeu realmente que o fizera, pois aquela dúvida ocupava todo o seu ser, causando-lhe uma ligeira sensação de mal-estar.
- Tudo o que pudermos fazer. – incentivou Deméter.
- Bem, o que eu quero saber é se foram vocês que me ajudaram a expulsar aquela mulher do corpo da Plutão.
Aquela dúvida assolava-lhe o coração como o pingar ritmado das gotas do orvalho num lago tenebroso, pois, por mais que tentasse, não conseguia compreender o que de facto se passara. A imagem da mãe, tão próxima e vívida durante breves segundos, desaparecera outra vez para sempre; o passado irremediavelmente perdido, cuja teimosia em não querer voltar a magoava ainda mais. Porque é que não se podia lembrar totalmente daqueles tempos? Porque é que restavam somente pedaços de recordações, ténues como as estrelas numa noite encoberta pelo nevoeiro?
- Lamento desiludir-te, mas não fomos nós. Não poderíamos ter interferido na vossa batalha.
As palavras de Anfitrite, tão duras quanto reais, e embora não totalmente surpreendentes, contribuíram apenas para fazer aquela estranha sensação crescer no interior de Sailor Moon. Apertando o seu novo ceptro contra o peito, como se procurasse sentir outra vez o suave perfume da sua mãe, a navegante da Lua assentiu, baixando o olhar.
- Mas, afinal de contas, o que é que querem de nós? – atirou Úrano, que começava a fartar-se daquela situação. – Não acham que já nos causaram mal suficiente?!
Ao fixar o seu olhar em Úrano, Anfitrite sorriu ligeiramente; um sorriso carregado de tristeza. A seu lado, Hemera baixou ligeiramente o olhar, Héstia cerrou as pálpebras e Deméter suspirou. Ao mesmo tempo, Vénus curvou-se ligeiramente, tocando com a mão direita no seu peito, como se dele brotasse uma dor invisível.
- Não desejamos o vosso mal, guerreiras, nunca o quisemos. Na verdade, sempre agimos conforme aquilo que nos estava destinado, e isso envolvia sacrificar uma das vossas companheiras. Se elas o fizeram foi porque assim o quiseram.
- Isso não se teria passado se não nos tivessem obrigado! – atirou Mercúrio, cujas lágrimas rolavam agora pela sua face pálida e dorida. – E, no final, o que obtivemos?! Nada! Fomos atacadas e os vossos Fragmentos em nada nos ajudaram, muito pelo contrário! Se não fosse por eles estaríamos, neste momento, com as nossas amigas... Elas, que se sacrificaram por nós, e...
- Deixem-nas terminar. – cortou Sailor Moon, observando ainda as Irmãs. Por muito que tivesse sofrido por causa daquelas mulheres, não conseguia acreditar que as suas atitudes teriam sido devido a um qualquer capricho maligno. – Quero saber o que de facto as motiva.
Anfitrite, que ouvira as palavras de Mercúrio em silêncio, acenou às restantes Protectoras que, como que pressentindo o que esta desejava, se juntaram a ela. Pareciam ainda mais irreais quando se encontravam próximas umas das outras, como se a aura que as rodeava se intensificasse pelo contacto, tornando-se perigosamente cativante. E, no entanto, Sailor Moon conseguia discernir algo mais, por detrás do muro divino que as rodeava; algo, talvez, demasiado humano para ser digno de explicação. Ao mesmo tempo, Deméter, como se rasgasse o ar envolvente em mil véus suaves e delicados, espalhou pequenas poeiras em redor das cinco navegantes e do Mascarado, impassível aos protestos de Úrano, fazendo com que o ar se enchesse de um perfume agradável.
O Sol, cujos raios tocavam ligeiramente os rostos dos presentes, era o único elemento que parecia dotado de alguma realidade no seio de todo aquele cenário. O perfume adocicado, juntamente com a visão das Irmãs, fazia com que tudo aquilo que se passava diante dos olhos de Sailor Moon fosse demasiado irreal. A pouco e pouco, foi deixando de ver o templo do avô da Rita, as árvores inquietas; apenas um borrão difuso e inconsistente preenchia o seu campo de visão, o que a fez semicerrar várias vezes as pálpebras. Inconscientemente, acabou por procurar a mão do Mascarado, como se procurasse uma espécie de apoio para sair daquele estado de transe e, quando a conseguiu encontrar, sentiu-se imediatamente a recuperar todos os sentidos, estacando mal se apercebeu que já não se encontrava no templo Hikawa.
À sua frente, o mar e o céu eram um só, como se a ténue linha que os dividisse tivesse desaparecido, dando lugar a um mundo azul e eterno. Algumas gaivotas esfomeadas perscrutavam o oceano, tocando ligeiramente a água com as suas penas brancas e levantando voo logo de seguida, unicamente para se perderem por entre algumas das nuvens que por ali viajavam. A brisa, fresca e suave, trazia consigo o cheiro a mar e a árvores pois, atrás de si, uma vasta floresta atapetava todo o local, fazendo com que a terra e a água fossem duas velhas amigas dedicadas que se observavam todos os dias. A falésia onde todos se encontravam, apesar de inclinada, não era assustadora, mas sim incrivelmente apaziguadora, como se se tratasse de um posto natural, esculpido propositadamente para que pudessem contemplar o espectáculo que a Natureza lhes decidira brindar.
Mercúrio, fascinada com a sumptuosidade do oceano, mirava tudo com uma análise minuciosa, desejando que cada pormenor ficasse gravado para sempre na sua memória. A água, ondulando no seu próprio seio cristalino, saudava-a e fazia com que o seu coração se acalmasse, algo que sempre havia acontecido desde que se lembrava. Úrano, por seu turno, curiosa com aquele local, sentiu algo trazido pelo vento, como se este quisesse revelar-lhe algo que ainda não tinha conseguido perceber. Apesar de tudo, optou por fitar o céu, onde o Sol flamejante resplandecia, pois a visão do vasto oceano lembrava-lhe terrivelmente Mariana e desconcertava-a, fazendo com que os seus sentidos se misturassem e se quebrassem. Vénus, que até então se mantivera calma, observava cada pedaço da Natureza com um sorriso, enquanto o Mascarado, com a sua mão sobre a de Sailor Moon, parecia profundamente embrenhado em incontáveis questões.
Depois de lhes concederem alguns minutos para se adaptarem à nova visão, as Irmãs, entreolhando-se discretamente, colocaram-se na berma da falésia, onde a brisa podia passear livremente pelos seus cabelos coloridos, criando um cenário de cores vivas e reluzentes. Por fim, a voz aflautada de Hemera, tal contadora de histórias experiente, ecoou por aquele local, começando o seu conto.
- Há muito tempo atrás, demasiado para ser contabilizado, existia um reino rodeado por montanhas verdejantes, cujas raízes suportavam o mundo e o brindavam com os mais preciosos bens que os Homens utilizavam. Os oceanos refulgiam, circunspectos nos seus domínios, retribuindo o respeito que os habitantes deste planeta demonstravam para com eles. A paz era um facto e não uma lenda qualquer; todos os conflitos eram rapidamente resolvidos devido ao bom governo da Rainha da Terra, Gaia.
Ao ouvir aquele nome, o Mascarado estremeceu e sentiu um profundo ardor no peito. Algo de muito familiar se contorcia no seu interior, desejando ardentemente libertar-se para lhe revelar algo que ele, com o passar dos anos, esquecera.
- Por outro lado, existia outro reino, cuja morada, delimitada pelo céu, era permanentemente visível. – com graciosidade, a Protectora dos Ventos ergueu o braço esquerdo em direcção ao céu, onde a Lua, pálida mas, ainda assim, grande e cheia, se fazia vislumbrar. – O Reino da Lua velava pelo Reino da Terra; graças a ele, este planeta raramente conhecia tempestades, devido à serenidade das marés. Os humanos sonhavam com os seus misteriosos e belos habitantes, enquanto que os da Lua adoravam as mil cores deste mundo. Embora o contacto fosse raro, existiam grandes festas quando a Rainha Serenidade visitava a Terra.
Seguidamente, Hemera pousou os lábios na extremidade da sua flauta, desenhando no ar uma curva invisível e graciosa, de onde brotaram notas melancólicas e belas. Logo após este acto, e para surpresa de todos, a falésia desapareceu, dando lugar a um longo e amplo corredor. Maravilhada, Sailor Moon demorava-se a contemplar o enorme tecto, onde várias pinturas pareciam animadas de vida. A passadeira encarnada que atapetava o chão de mármore era macia, marcando um longo caminho. Ao observar as paredes, reparou em vários quadros dispostos na horizontal, exibindo paisagens lindíssimas e figuras dotadas de grande beleza e graciosidade, cujos cabelos negros pareciam esvoaçar dentro do próprio cenário imaginário.
- São os meus antepassados... – sussurrou o Mascarado, cuja voz trémula denotava o nó que se formara na sua garganta. Aquele contacto tão directo com o seu passado desconcertava-o claramente, desejando, a cada momento, poder reconhecer os seus verdadeiros pais por entre aqueles monarcas.
- O mundo não conhecia outra forma de vida. – disse Héstia, apontando para um quadro onde um homem de cabelos prateados se curvava diante de uma jovem mulher de cabelos negros, retribuindo o gesto cerimonioso. – A Lua e Terra estavam ligadas por tradições profundas que revelavam a grande amizade existente entre os dois reinos. Existiam leis, claro, como a proibição do contacto entre os dois povos para além destas festividades, pois acreditava-se que da união dos dois resultaria uma grande desgraça, assim como a perda de identidade e equilíbrio de cada nação. Além disso, os habitantes da Lua eram vistos quase como deuses.
- Contudo, algo terrível aconteceu. – prosseguiu Deméter, à medida que iam caminhando pelo corredor. Ao parar diante de um dos últimos quadros, Sailor Moon pôde ver uma mulher de longos cabelos negros lisos a apontar para quatro homens que todas as navegantes e o Mascarado reconheceram como os generais que haviam derrotado há anos atrás. – A Rainha Gaia, irada por alguma razão que permanece desconhecida até aos dias de hoje, declarou guerra ao Reino da Lua quebrando, assim, e pela primeira vez, a paz. A partir daqui, a ruína instalou-se. – Deméter apontava agora para as últimas telas, onde vários homens e mulheres lutavam. Os cenários, pintados com tonalidades encarnadas e garridas, causaram uma imediata sensação de náusea a Sailor Moon e ao Mascarado que apertaram ambas as mãos, como se o mútuo contacto pudesse sarar as feridas reabertas.
Em silêncio, Anfitrite contornou a esquina que marcava o fim do corredor. Ao segui-la, Sailor Moon abriu os olhos, observando a alteração que o ambiente sofrera de imediato. Um enorme salão permanecia de pé, apenas suportado por alguns pilares; o resto amontoava-se em aglomerados de pedras esquecidas e abandonadas pelo tempo. A destruição era a única habitante daquele local desolador, sentada num trono coberto por manchas e líquenes.
- Com a morte da Princesa Serenidade e do Príncipe Endymion, a desgraça abateu-se pela Terra e pela Lua. A mulher que a Rainha Gaia enviara para a Lua, Beryl, acabou por desaparecer, e a Rainha, sozinha neste palácio, morreu soterrada pelo ruir da sua moradia. A natureza, abalada pelo desaparecimento do Milénio Prateado e pela ambição dos humanos, devastava este mundo; os oceanos avançavam pela terra, sorvendo tudo o que encontravam; a terra abria-se, engolindo árvores, pessoas e colheitas; as chamas calcinavam os montes e os furacões tornaram-se fenómenos tão comuns como a chuva. Hélios, o guardião do Príncipe, viu todos os seus poderes desaparecerem quando a morte deste se fez anunciar pelo mundo, tal rugido feroz e cavernoso. A Destruição abatia-se por cada recanto e consumia o mais belo planeta do Sistema Solar.
“Tudo parecia perdido, destinado à miséria e desolação, quando, do céu, uma profunda e melancólica melodia eclodiu, inundando todo o globo terrestre. Ao mesmo tempo, da abóbada celeste foram derramadas quatro lágrimas; a primeira, fundindo-se com a água tenebrosa dos oceanos, deu origem à Protectora dos Mares, ou seja, a mim. A segunda, vendo-se envolta pelas nuvens tempestivas, criou Hemera; a terceira, seca pelas chamas, formou Héstia e, por fim, a quarta, caindo na terra poeirenta, metamorfoseou-se em Deméter. Quando abrimos os olhos, a única coisa que vimos foi destruição e morte. A missão que nos estava destinada era a de salvarmos este lugar, usando os poderes que o nosso criador nos concedeu. Tínhamos dentro de nós a sua força, tristeza e vontade de reconstruir a Terra, criar um mundo onde as guerreiras, Princesa e Príncipe pudessem renascer. E foi assim que o fizemos.”
Ao terminar o seu relato, Anfitrite pousou a sua delicada mão num dos pilares que havia, em tempos, sucumbido perante a força da natureza. Parecia absorta naquilo que acabara de transmitir, talvez exausta.
- Ajudámos os Homens na reconstrução da Terra; Anfitrite acalmou os mares e drenou os lugares alagados; Hemera conduziu as nuvens pelo céu, fazendo com que a chuva caísse sobre a terra insatisfeita; Héstia extinguiu os fogos e aqueceu os feridos, enquanto eu semeava os campos e dava vida às colinas ressequidas. Por esta razão, fomos apelidadas de deusas, embora não o fôssemos na realidade.
- E, quando a nossa missão foi finalmente cumprida, chorámos. – confessou Anfitrite, olhando para o céu. – As lágrimas brotaram do nosso interior, cristalizando naquilo que hoje conhecem como os Fragmentos, encerrando todo o nosso poder; o resto ficou dentro de nós, garantindo assim a nossa sobrevivência. Sabíamos, no entanto, que não nos podíamos ver de novo, pois o Mal tinha sido libertado e, se tentasse apoderar-se dos Fragmentos, uma nova destruição abater-se-ia pelo mundo e, quem sabe, pelo Universo.
- É por isso que os Fragmentos não se podem encontrar? – perguntou Mercúrio, sentindo a informação a fluir e a ocupar o seu devido lugar no seu cérebro.
- Exactamente. O poder reunido dos quatro Fragmentos invocará a mesma maldade que se abateu há muitos anos sobre a Terra e a Lua. O ciclo repetir-se-á até que não haja salvação possível. – concluiu Hemera.
Ao ouvir aquelas palavras, Sailor Moon estremeceu. A ideia de voltar a acontecer tudo de novo era demasiado assustadora para ser considerada uma hipótese real.
O Sol, cujos raios tocavam ligeiramente os rostos dos presentes, era o único elemento que parecia dotado de alguma realidade no seio de todo aquele cenário. O perfume adocicado, juntamente com a visão das Irmãs, fazia com que tudo aquilo que se passava diante dos olhos de Sailor Moon fosse demasiado irreal. A pouco e pouco, foi deixando de ver o templo do avô da Rita, as árvores inquietas; apenas um borrão difuso e inconsistente preenchia o seu campo de visão, o que a fez semicerrar várias vezes as pálpebras. Inconscientemente, acabou por procurar a mão do Mascarado, como se procurasse uma espécie de apoio para sair daquele estado de transe e, quando a conseguiu encontrar, sentiu-se imediatamente a recuperar todos os sentidos, estacando mal se apercebeu que já não se encontrava no templo Hikawa.
À sua frente, o mar e o céu eram um só, como se a ténue linha que os dividisse tivesse desaparecido, dando lugar a um mundo azul e eterno. Algumas gaivotas esfomeadas perscrutavam o oceano, tocando ligeiramente a água com as suas penas brancas e levantando voo logo de seguida, unicamente para se perderem por entre algumas das nuvens que por ali viajavam. A brisa, fresca e suave, trazia consigo o cheiro a mar e a árvores pois, atrás de si, uma vasta floresta atapetava todo o local, fazendo com que a terra e a água fossem duas velhas amigas dedicadas que se observavam todos os dias. A falésia onde todos se encontravam, apesar de inclinada, não era assustadora, mas sim incrivelmente apaziguadora, como se se tratasse de um posto natural, esculpido propositadamente para que pudessem contemplar o espectáculo que a Natureza lhes decidira brindar.
Mercúrio, fascinada com a sumptuosidade do oceano, mirava tudo com uma análise minuciosa, desejando que cada pormenor ficasse gravado para sempre na sua memória. A água, ondulando no seu próprio seio cristalino, saudava-a e fazia com que o seu coração se acalmasse, algo que sempre havia acontecido desde que se lembrava. Úrano, por seu turno, curiosa com aquele local, sentiu algo trazido pelo vento, como se este quisesse revelar-lhe algo que ainda não tinha conseguido perceber. Apesar de tudo, optou por fitar o céu, onde o Sol flamejante resplandecia, pois a visão do vasto oceano lembrava-lhe terrivelmente Mariana e desconcertava-a, fazendo com que os seus sentidos se misturassem e se quebrassem. Vénus, que até então se mantivera calma, observava cada pedaço da Natureza com um sorriso, enquanto o Mascarado, com a sua mão sobre a de Sailor Moon, parecia profundamente embrenhado em incontáveis questões.
Depois de lhes concederem alguns minutos para se adaptarem à nova visão, as Irmãs, entreolhando-se discretamente, colocaram-se na berma da falésia, onde a brisa podia passear livremente pelos seus cabelos coloridos, criando um cenário de cores vivas e reluzentes. Por fim, a voz aflautada de Hemera, tal contadora de histórias experiente, ecoou por aquele local, começando o seu conto.
- Há muito tempo atrás, demasiado para ser contabilizado, existia um reino rodeado por montanhas verdejantes, cujas raízes suportavam o mundo e o brindavam com os mais preciosos bens que os Homens utilizavam. Os oceanos refulgiam, circunspectos nos seus domínios, retribuindo o respeito que os habitantes deste planeta demonstravam para com eles. A paz era um facto e não uma lenda qualquer; todos os conflitos eram rapidamente resolvidos devido ao bom governo da Rainha da Terra, Gaia.
Ao ouvir aquele nome, o Mascarado estremeceu e sentiu um profundo ardor no peito. Algo de muito familiar se contorcia no seu interior, desejando ardentemente libertar-se para lhe revelar algo que ele, com o passar dos anos, esquecera.
- Por outro lado, existia outro reino, cuja morada, delimitada pelo céu, era permanentemente visível. – com graciosidade, a Protectora dos Ventos ergueu o braço esquerdo em direcção ao céu, onde a Lua, pálida mas, ainda assim, grande e cheia, se fazia vislumbrar. – O Reino da Lua velava pelo Reino da Terra; graças a ele, este planeta raramente conhecia tempestades, devido à serenidade das marés. Os humanos sonhavam com os seus misteriosos e belos habitantes, enquanto que os da Lua adoravam as mil cores deste mundo. Embora o contacto fosse raro, existiam grandes festas quando a Rainha Serenidade visitava a Terra.
Seguidamente, Hemera pousou os lábios na extremidade da sua flauta, desenhando no ar uma curva invisível e graciosa, de onde brotaram notas melancólicas e belas. Logo após este acto, e para surpresa de todos, a falésia desapareceu, dando lugar a um longo e amplo corredor. Maravilhada, Sailor Moon demorava-se a contemplar o enorme tecto, onde várias pinturas pareciam animadas de vida. A passadeira encarnada que atapetava o chão de mármore era macia, marcando um longo caminho. Ao observar as paredes, reparou em vários quadros dispostos na horizontal, exibindo paisagens lindíssimas e figuras dotadas de grande beleza e graciosidade, cujos cabelos negros pareciam esvoaçar dentro do próprio cenário imaginário.
- São os meus antepassados... – sussurrou o Mascarado, cuja voz trémula denotava o nó que se formara na sua garganta. Aquele contacto tão directo com o seu passado desconcertava-o claramente, desejando, a cada momento, poder reconhecer os seus verdadeiros pais por entre aqueles monarcas.
- O mundo não conhecia outra forma de vida. – disse Héstia, apontando para um quadro onde um homem de cabelos prateados se curvava diante de uma jovem mulher de cabelos negros, retribuindo o gesto cerimonioso. – A Lua e Terra estavam ligadas por tradições profundas que revelavam a grande amizade existente entre os dois reinos. Existiam leis, claro, como a proibição do contacto entre os dois povos para além destas festividades, pois acreditava-se que da união dos dois resultaria uma grande desgraça, assim como a perda de identidade e equilíbrio de cada nação. Além disso, os habitantes da Lua eram vistos quase como deuses.
- Contudo, algo terrível aconteceu. – prosseguiu Deméter, à medida que iam caminhando pelo corredor. Ao parar diante de um dos últimos quadros, Sailor Moon pôde ver uma mulher de longos cabelos negros lisos a apontar para quatro homens que todas as navegantes e o Mascarado reconheceram como os generais que haviam derrotado há anos atrás. – A Rainha Gaia, irada por alguma razão que permanece desconhecida até aos dias de hoje, declarou guerra ao Reino da Lua quebrando, assim, e pela primeira vez, a paz. A partir daqui, a ruína instalou-se. – Deméter apontava agora para as últimas telas, onde vários homens e mulheres lutavam. Os cenários, pintados com tonalidades encarnadas e garridas, causaram uma imediata sensação de náusea a Sailor Moon e ao Mascarado que apertaram ambas as mãos, como se o mútuo contacto pudesse sarar as feridas reabertas.
Em silêncio, Anfitrite contornou a esquina que marcava o fim do corredor. Ao segui-la, Sailor Moon abriu os olhos, observando a alteração que o ambiente sofrera de imediato. Um enorme salão permanecia de pé, apenas suportado por alguns pilares; o resto amontoava-se em aglomerados de pedras esquecidas e abandonadas pelo tempo. A destruição era a única habitante daquele local desolador, sentada num trono coberto por manchas e líquenes.
- Com a morte da Princesa Serenidade e do Príncipe Endymion, a desgraça abateu-se pela Terra e pela Lua. A mulher que a Rainha Gaia enviara para a Lua, Beryl, acabou por desaparecer, e a Rainha, sozinha neste palácio, morreu soterrada pelo ruir da sua moradia. A natureza, abalada pelo desaparecimento do Milénio Prateado e pela ambição dos humanos, devastava este mundo; os oceanos avançavam pela terra, sorvendo tudo o que encontravam; a terra abria-se, engolindo árvores, pessoas e colheitas; as chamas calcinavam os montes e os furacões tornaram-se fenómenos tão comuns como a chuva. Hélios, o guardião do Príncipe, viu todos os seus poderes desaparecerem quando a morte deste se fez anunciar pelo mundo, tal rugido feroz e cavernoso. A Destruição abatia-se por cada recanto e consumia o mais belo planeta do Sistema Solar.
“Tudo parecia perdido, destinado à miséria e desolação, quando, do céu, uma profunda e melancólica melodia eclodiu, inundando todo o globo terrestre. Ao mesmo tempo, da abóbada celeste foram derramadas quatro lágrimas; a primeira, fundindo-se com a água tenebrosa dos oceanos, deu origem à Protectora dos Mares, ou seja, a mim. A segunda, vendo-se envolta pelas nuvens tempestivas, criou Hemera; a terceira, seca pelas chamas, formou Héstia e, por fim, a quarta, caindo na terra poeirenta, metamorfoseou-se em Deméter. Quando abrimos os olhos, a única coisa que vimos foi destruição e morte. A missão que nos estava destinada era a de salvarmos este lugar, usando os poderes que o nosso criador nos concedeu. Tínhamos dentro de nós a sua força, tristeza e vontade de reconstruir a Terra, criar um mundo onde as guerreiras, Princesa e Príncipe pudessem renascer. E foi assim que o fizemos.”
Ao terminar o seu relato, Anfitrite pousou a sua delicada mão num dos pilares que havia, em tempos, sucumbido perante a força da natureza. Parecia absorta naquilo que acabara de transmitir, talvez exausta.
- Ajudámos os Homens na reconstrução da Terra; Anfitrite acalmou os mares e drenou os lugares alagados; Hemera conduziu as nuvens pelo céu, fazendo com que a chuva caísse sobre a terra insatisfeita; Héstia extinguiu os fogos e aqueceu os feridos, enquanto eu semeava os campos e dava vida às colinas ressequidas. Por esta razão, fomos apelidadas de deusas, embora não o fôssemos na realidade.
- E, quando a nossa missão foi finalmente cumprida, chorámos. – confessou Anfitrite, olhando para o céu. – As lágrimas brotaram do nosso interior, cristalizando naquilo que hoje conhecem como os Fragmentos, encerrando todo o nosso poder; o resto ficou dentro de nós, garantindo assim a nossa sobrevivência. Sabíamos, no entanto, que não nos podíamos ver de novo, pois o Mal tinha sido libertado e, se tentasse apoderar-se dos Fragmentos, uma nova destruição abater-se-ia pelo mundo e, quem sabe, pelo Universo.
- É por isso que os Fragmentos não se podem encontrar? – perguntou Mercúrio, sentindo a informação a fluir e a ocupar o seu devido lugar no seu cérebro.
- Exactamente. O poder reunido dos quatro Fragmentos invocará a mesma maldade que se abateu há muitos anos sobre a Terra e a Lua. O ciclo repetir-se-á até que não haja salvação possível. – concluiu Hemera.
Ao ouvir aquelas palavras, Sailor Moon estremeceu. A ideia de voltar a acontecer tudo de novo era demasiado assustadora para ser considerada uma hipótese real.
- Contudo... – prosseguiu Anfitrite, olhando directamente para o que restava do trono da Rainha Gaia. – Senti, há já algum tempo, uma enorme perturbação. O nosso sono foi interrompido pela percepção de que um grande mal se aproximava da Terra e acabámos por perceber que os Fragmentos não respondiam aos nossos apelos. O nosso poder não era suficiente para que pudéssemos sobreviver e, ao mesmo tempo, para repormos o equilíbrio na Terra. Sabíamos que as guerreiras navegantes já tinham renascido, pelo que decidimos agir, aguardando que viessem ao nosso encontro, e...
- E decidiram que o melhor a fazer era roubarem sementes de estrela para que pudessem sobreviver. – gritou Úrano, apercebendo-se finalmente do objectivo dos sacrifícios.
Héstia, que pressentira a raiva de Úrano, olhava-a agora directamente, os seus olhos avermelhados a imitarem labaredas vivas. Hemera e Deméter fitaram-na também, assim como Anfitrite que, impassível, não demonstrava qualquer perturbação.
- Vejo que ainda não compreendeste...
- Compreender o quê?!
Finalmente, Úrano, sem conseguir aguentar mais, cerrou os dois punhos e avançou uns passos, com o olhar enraivecido. As Irmãs miravam-na com curiosidade, mas não se moveram nem um milímetro.
- Úrano! – gritou Sailor Moon, quando se apercebeu que esta posicionava os dedos de acordo com o que um dos seus ataques exigia.
- Vocês roubaram-nos tudo o que tínhamos de precioso neste mundo e ainda querem que usemos a porcaria dos vossos brinquedos para salvarmos a Terra? Acham que precisamos disso? – atirou, erguendo o braço. – Acham que somos felizes assim? Acham que conseguimos viver com a consciência de que alguém que amamos se sacrificou por nós? Acham que não nos perguntamos todos os dias porquê elas e por que não nós?! Basta, não quero saber se vocês são Lágrimas ou o que quer que seja!
A dor de Úrano, tão meticulosamente encerrada no seu coração, tomava proporções desmedidas, sorvendo lentamente cada pedaço de si. Ao mesmo tempo que invocava o seu ataque, deixou de ouvir os gritos de Sailor Moon; apenas desejava vingar Mariana, Maria, Rita e, agora, Octávia. Até então, com a alegria do regresso de Plutão, não tomara ainda consciência que o facto de Vénus estar viva implicava que Saturno estivesse morta. Octávia, a filha que ela, Mariana e Susana tinham criado; a menina que as salvara da perdição, a alegria da casa onde as quatro, um dia, tinham vivido. O quarto vazio, as lâmpadas dos candeeiros fundidos; tudo aquilo era uma visão que ela não podia suportar. Desejava ardentemente e, naquele momento, punir as pessoas que a tinham roubado de si, causar-lhes o mínimo sofrimento que fosse possível, libertar aquela dor que a dilacerava e cortava em pedaços.
- WORLD SHAKING!
Com aquelas palavras, a esfera dourada libertou-se dos seus dedos e, cortando o ar, dirigiu-se até às Protectoras. No entanto, ao invés de sentir alívio, um peso ainda maior abateu-se sobre a navegante quando, de repente, a esfera se dissolveu ao embater no corpo de uma mulher, desviando-a do seu trajecto inicial. Horrorizada, viu Vénus a tombar, com a sua corrente a percorrer alguns metros até pousar definitivamente no solo.
- VÉNUS! – gritou Sailor Moon, correndo em seu auxílio.
- V-Vénus? – em choque, Úrano sentiu a culpa a dissolver toda a raiva inicial e a abalá-la ainda mais. - Porquê? Porquê?! Porque é que defendes essas impostoras assassinas?!
Esforçando-se por levantar-se e apoiando-se em Sailor Moon, Vénus sorriu a Úrano, a qual viu o seu belo rosto manchado por um fio de sangue, provavelmente devido ao embate. Apesar da dor, parecia extremamente calma quando as palavras começaram a desfilar em seu redor.
- Não, Úrano, eu não as defendo... – balbuciou Vénus, cujo sorriso a tornava encantadoramente bela. – Eu compreendi, finalmente, o que significam estes sacrifícios todos. A Mariana... A Maria... A Rita e a Octávia... Todas elas se sacrificaram não para terminarem com os medos que possuíam, não porque achavam, como nós, que eram menores e piores, não para atenuarem a dor que sentiam... Fizeram-no para que compreendêssemos que não há nada maior do que a amizade que nos une. No imediato instante em que a Octávia se sacrificou por mim, quando me fitou, eu vi nos seus olhos o seu interior, senti a vida que fluía nela, todos os seus receios a libertarem-se como milhares de borboletas que há muito estavam cativas. Ela fê-lo para que eu compreendesse que só podemos sobreviver juntas, unidas pelo amor que sentimos umas pelas outras; um amor que não distingue guerreiras do espaço interior do exterior; guerreiras que protegem directamente a nossa princesa ou o sistema solar, na solidão; guerreiras que são mais ou menos fortes. Porque a nossa amizade não tem qualquer distinção, porque agora não há nada que nos separa.
“E eu sei que os meus medos regressarão, um dia, para me atormentarem, mas também sei que será a vossa amizade que os vai afugentar, para que possa sentir orgulho de ser como sou. Compreendo agora que temos um longo caminho pela frente e que é o amor que nos guia, não a força ou poderes que possuímos. Todas as nossas amigas sacrificaram-se para que pudéssemos compreender o que elas atingiram mais rapidamente; a certeza de que cresceríamos felizes e conscientes de que temos muito amor para dar, tanto entre nós como à própria Bunny. Elas acreditavam que seríamos capazes de ultrapassar a dor da perda, darmos as mãos e fortalecermos a nossa união, independentemente de quem sejamos. Em qualquer parte do mundo, sei que elas estarão entre nós a dar-nos aquele amor com o qual se entregaram ao oferecerem as suas sementes de estrela. Acredito nisso; acredito que elas viverão para sempre no meu coração. E é por isso que sinto este amor enorme a fluir em mim, a dar-me força para usar este poder para salvar o mundo; um mundo construído por nós!”
-Sim! – gritou Mercúrio, cujas lágrimas traduziam, pela primeira vez em muito tempo, a alegria da libertação; libertação da culpa, do anseio, do medo. Também ela compreendia que Mariana se sacrificara não por acreditar que ela seria mais forte, mas porque carregaria em si a sua amizade, juntamente com a de Mariana, para salvar o lugar onde se haviam conhecido. E todas elas seriam para sempre especiais, estivessem onde estivessem, sem quaisquer distinções a separá-las. Compreendia que não era fraca, mas sim forte, iluminada pelo infinito amor que as guiaria até ao fim.
Úrano, sentindo os músculos a definharem e a exigirem descanso, caiu sobre o pavimento sujo, embatendo com os joelhos no chão. Sailor Moon, que também chorava, olhou para ela preocupada e preparava-se para a chamar quando se apercebeu que esta ria. Confusa, e soluçando, aproximou-se lentamente dela, incentivada por Vénus, até lhe tocar nos ombros e também se ajoelhar à sua frente.
- Parvas! – riu-se Úrano, deixando as lágrimas escorrerem-lhe pelo rosto. – Aquelas tolas... Sacrificarem-se por algo que sabiam que já existia há muito tempo...! Nunca deixaria de as amar, passasse o tempo que passasse... Nunca deixaria de proteger-te. – assegurou a Sailor Moon, olhando-a nos olhos e sorrindo. – Mas, agora compreendo... Compreendo o que querias dizer, Sailor Moon. Compreendo agora... Que vos amo a todas, porque vocês são a minha família. E compreendo agora que não somos diferentes, mas sim exactamente iguais. Todas temos a mesma essência e, para além da nossa missão, temos o amor que elas nos deixaram.
“És uma tola, Mariana. Demasiado inteligente e perspicaz... Demasiado bondosa. Se conseguir, um dia serei como tu.” – pensou, em segredo, quando abraçou Sailor Moon, permitindo-se finalmente libertar toda a dor e alegria que sentia.
Ao sorrir, Vénus olhou para Deméter, que a mirava visivelmente satisfeita.
- Foi isto que senti quando vi a tua estátua. – revelou, ainda chorando. – Senti um profundo amor, uma compreensão súbita que decerto está relacionada com o facto de ser a guerreira do Amor. Sei que senti outra coisa, embora não consiga compreendê-la ainda na totalidade... Mas fá-lo-ei, tentarei pelas minhas amigas. Por favor, tomem bem conta das sementes de estrela delas. Prometo-vos que protegeremos o mundo e a nossa Princesa. Digam-lhes isso, por favor. – terminou, virando-se de costas para as Irmãs e abraçando Mercúrio logo de seguida, finalmente liberta de toda a culpa.
- É engraçado... – sussurrou Héstia, aproximando-se de Deméter. – Podia jurar que lhe deste uma ajudinha.
Deméter sorriu e encarou a mulher de cabelos da cor do fogo.
- Talvez, quem sabe. – confessou, mostrando-lhe a ponta da língua. Héstia resmungou, mas acabou por retribuir o sorriso, olhando para o grupo que chorava e se abraçava.
- O fim está próximo. – disse Anfitrite, aproximando-se das três Irmãs. Falavam de modo a que apenas as quatro se pudessem ouvir, deixando as navegantes entregues ao seu momento cúmplice e íntimo. – Confesso que terei saudades.
- És sempre tão profética, Anfitrite. – respondeu Hemera, cuja face brilhava de contentamento, embora fosse visível um contorno de tristeza que era comum às quatro Irmãs. – Pelo menos saberemos que a nossa missão foi finalmente cumprida.
- Não totalmente... – retorquiu Deméter, olhando as navegantes. – Elas ainda não sabem tudo. Não seria melhor...?
- Não. – replicou rapidamente Anfitrite. – Isso afectá-las-ia tanto que acabariam por esquecer a única esperança que têm. Há coisas que é melhor permanecerem para sempre no esquecimento... Assim como...
Todas se olharam, as faces belíssimas marcadas por um sorriso melancólico e, ao mesmo tempo, feliz. Compreendiam-se inteiramente, tais pétalas de uma flor pura e eterna que se mantêm unidas por um elo inquebrável. Um elo que conservaria a memória das Irmãs pela eternidade.
- Navegantes, Princesa e Príncipe. – começou Anfitrite, fazendo com que todos os presentes as fitassem, apercebendo-se finalmente que ainda se encontravam ali. – Desejo profundamente que conservem sempre esse sentimento dentro de vós; ele será o vosso grande trunfo nesta batalha. Ouçam-nos apenas durante mais um pouco e olhem para os Fragmentos.
Ao fazê-lo, Úrano e Mercúrio entreolharam-se com o espanto; ambos os Fragmentos brilhavam, à semelhança do que acontecera com o de Vénus durante a batalha contra a falsa Plutão. Era um brilho profundamente quente e reconfortante, de tal forma que ambas as navegantes se perguntaram que material seria realmente aquele para produzir tal efeito de calma e felicidade.
- Não sacrificámos as vossas amigas para podermos sobreviver. – disse Deméter, para grande espanto de todos. – Na verdade, nunca foi essa a nossa intenção. Como dissemos, ainda temos uma réstia de poder que se vai continuamente libertando, poder esse que está prestes a terminar. Essa foi a razão da nossa urgência em obtermos os sacrifícios.
- Mas, então... Por que o fizeram? – questionou Úrano, cuja raiva se dissolvera completamente e apenas demonstrava curiosidade.
Sorrindo, Deméter olhou para Anfitrite, como que lhe concedendo a palavra. Esta agradeceu interiormente e ergueu ambos os braços em direcção ao céu, fazendo com que a imagem do palácio se rasgasse e se convertesse num belo campo, cujas flores cobriam toda a extensão e roçagavam pelos tornozelos das navegantes. Sailor Moon, que se encontrava agora nos braços do Mascarado, viu uma borboleta pousar-lhe no nariz e levantar voo de imediato, perdendo-se pelo céu azul e branco. Surpreendidas, as navegantes viram os Fragmentos a libertarem-se dos seus corpos e flutuarem no ar, assim como a gargantilha de Plutão, que aparecera no céu.
- A verdadeira razão foi para que pudessem compreender que só existe uma força neste Universo capaz de destruir o Mal; a força do amor e da amizade. Foi isso que nos uniu, Irmãs, e nos fez enfrentar toda a Destruição; foi isso que a pessoa que nos criou sentiu, quando chorou. E é isso que vocês terão de usar para salvarem o mundo; a força do Amor.
E, com um estalar de dedos, todos os objectos que encerravam os Fragmentos partiram-se, para horror de Mercúrio, que sabia que se estes se encontrassem o mundo seria destruído. Contudo, para grande espanto desta, do interior dos objectos não saíram os Fragmentos, mas sim quatro pontos brilhantes e coloridos, cujo calor era maior do que o do próprio Sol.
- Nunca tivemos as sementes de estrela das vossas amigas. Vocês é que as tinham.
- E decidiram que o melhor a fazer era roubarem sementes de estrela para que pudessem sobreviver. – gritou Úrano, apercebendo-se finalmente do objectivo dos sacrifícios.
Héstia, que pressentira a raiva de Úrano, olhava-a agora directamente, os seus olhos avermelhados a imitarem labaredas vivas. Hemera e Deméter fitaram-na também, assim como Anfitrite que, impassível, não demonstrava qualquer perturbação.
- Vejo que ainda não compreendeste...
- Compreender o quê?!
Finalmente, Úrano, sem conseguir aguentar mais, cerrou os dois punhos e avançou uns passos, com o olhar enraivecido. As Irmãs miravam-na com curiosidade, mas não se moveram nem um milímetro.
- Úrano! – gritou Sailor Moon, quando se apercebeu que esta posicionava os dedos de acordo com o que um dos seus ataques exigia.
- Vocês roubaram-nos tudo o que tínhamos de precioso neste mundo e ainda querem que usemos a porcaria dos vossos brinquedos para salvarmos a Terra? Acham que precisamos disso? – atirou, erguendo o braço. – Acham que somos felizes assim? Acham que conseguimos viver com a consciência de que alguém que amamos se sacrificou por nós? Acham que não nos perguntamos todos os dias porquê elas e por que não nós?! Basta, não quero saber se vocês são Lágrimas ou o que quer que seja!
A dor de Úrano, tão meticulosamente encerrada no seu coração, tomava proporções desmedidas, sorvendo lentamente cada pedaço de si. Ao mesmo tempo que invocava o seu ataque, deixou de ouvir os gritos de Sailor Moon; apenas desejava vingar Mariana, Maria, Rita e, agora, Octávia. Até então, com a alegria do regresso de Plutão, não tomara ainda consciência que o facto de Vénus estar viva implicava que Saturno estivesse morta. Octávia, a filha que ela, Mariana e Susana tinham criado; a menina que as salvara da perdição, a alegria da casa onde as quatro, um dia, tinham vivido. O quarto vazio, as lâmpadas dos candeeiros fundidos; tudo aquilo era uma visão que ela não podia suportar. Desejava ardentemente e, naquele momento, punir as pessoas que a tinham roubado de si, causar-lhes o mínimo sofrimento que fosse possível, libertar aquela dor que a dilacerava e cortava em pedaços.
- WORLD SHAKING!
Com aquelas palavras, a esfera dourada libertou-se dos seus dedos e, cortando o ar, dirigiu-se até às Protectoras. No entanto, ao invés de sentir alívio, um peso ainda maior abateu-se sobre a navegante quando, de repente, a esfera se dissolveu ao embater no corpo de uma mulher, desviando-a do seu trajecto inicial. Horrorizada, viu Vénus a tombar, com a sua corrente a percorrer alguns metros até pousar definitivamente no solo.
- VÉNUS! – gritou Sailor Moon, correndo em seu auxílio.
- V-Vénus? – em choque, Úrano sentiu a culpa a dissolver toda a raiva inicial e a abalá-la ainda mais. - Porquê? Porquê?! Porque é que defendes essas impostoras assassinas?!
Esforçando-se por levantar-se e apoiando-se em Sailor Moon, Vénus sorriu a Úrano, a qual viu o seu belo rosto manchado por um fio de sangue, provavelmente devido ao embate. Apesar da dor, parecia extremamente calma quando as palavras começaram a desfilar em seu redor.
- Não, Úrano, eu não as defendo... – balbuciou Vénus, cujo sorriso a tornava encantadoramente bela. – Eu compreendi, finalmente, o que significam estes sacrifícios todos. A Mariana... A Maria... A Rita e a Octávia... Todas elas se sacrificaram não para terminarem com os medos que possuíam, não porque achavam, como nós, que eram menores e piores, não para atenuarem a dor que sentiam... Fizeram-no para que compreendêssemos que não há nada maior do que a amizade que nos une. No imediato instante em que a Octávia se sacrificou por mim, quando me fitou, eu vi nos seus olhos o seu interior, senti a vida que fluía nela, todos os seus receios a libertarem-se como milhares de borboletas que há muito estavam cativas. Ela fê-lo para que eu compreendesse que só podemos sobreviver juntas, unidas pelo amor que sentimos umas pelas outras; um amor que não distingue guerreiras do espaço interior do exterior; guerreiras que protegem directamente a nossa princesa ou o sistema solar, na solidão; guerreiras que são mais ou menos fortes. Porque a nossa amizade não tem qualquer distinção, porque agora não há nada que nos separa.
“E eu sei que os meus medos regressarão, um dia, para me atormentarem, mas também sei que será a vossa amizade que os vai afugentar, para que possa sentir orgulho de ser como sou. Compreendo agora que temos um longo caminho pela frente e que é o amor que nos guia, não a força ou poderes que possuímos. Todas as nossas amigas sacrificaram-se para que pudéssemos compreender o que elas atingiram mais rapidamente; a certeza de que cresceríamos felizes e conscientes de que temos muito amor para dar, tanto entre nós como à própria Bunny. Elas acreditavam que seríamos capazes de ultrapassar a dor da perda, darmos as mãos e fortalecermos a nossa união, independentemente de quem sejamos. Em qualquer parte do mundo, sei que elas estarão entre nós a dar-nos aquele amor com o qual se entregaram ao oferecerem as suas sementes de estrela. Acredito nisso; acredito que elas viverão para sempre no meu coração. E é por isso que sinto este amor enorme a fluir em mim, a dar-me força para usar este poder para salvar o mundo; um mundo construído por nós!”
-Sim! – gritou Mercúrio, cujas lágrimas traduziam, pela primeira vez em muito tempo, a alegria da libertação; libertação da culpa, do anseio, do medo. Também ela compreendia que Mariana se sacrificara não por acreditar que ela seria mais forte, mas porque carregaria em si a sua amizade, juntamente com a de Mariana, para salvar o lugar onde se haviam conhecido. E todas elas seriam para sempre especiais, estivessem onde estivessem, sem quaisquer distinções a separá-las. Compreendia que não era fraca, mas sim forte, iluminada pelo infinito amor que as guiaria até ao fim.
Úrano, sentindo os músculos a definharem e a exigirem descanso, caiu sobre o pavimento sujo, embatendo com os joelhos no chão. Sailor Moon, que também chorava, olhou para ela preocupada e preparava-se para a chamar quando se apercebeu que esta ria. Confusa, e soluçando, aproximou-se lentamente dela, incentivada por Vénus, até lhe tocar nos ombros e também se ajoelhar à sua frente.
- Parvas! – riu-se Úrano, deixando as lágrimas escorrerem-lhe pelo rosto. – Aquelas tolas... Sacrificarem-se por algo que sabiam que já existia há muito tempo...! Nunca deixaria de as amar, passasse o tempo que passasse... Nunca deixaria de proteger-te. – assegurou a Sailor Moon, olhando-a nos olhos e sorrindo. – Mas, agora compreendo... Compreendo o que querias dizer, Sailor Moon. Compreendo agora... Que vos amo a todas, porque vocês são a minha família. E compreendo agora que não somos diferentes, mas sim exactamente iguais. Todas temos a mesma essência e, para além da nossa missão, temos o amor que elas nos deixaram.
“És uma tola, Mariana. Demasiado inteligente e perspicaz... Demasiado bondosa. Se conseguir, um dia serei como tu.” – pensou, em segredo, quando abraçou Sailor Moon, permitindo-se finalmente libertar toda a dor e alegria que sentia.
Ao sorrir, Vénus olhou para Deméter, que a mirava visivelmente satisfeita.
- Foi isto que senti quando vi a tua estátua. – revelou, ainda chorando. – Senti um profundo amor, uma compreensão súbita que decerto está relacionada com o facto de ser a guerreira do Amor. Sei que senti outra coisa, embora não consiga compreendê-la ainda na totalidade... Mas fá-lo-ei, tentarei pelas minhas amigas. Por favor, tomem bem conta das sementes de estrela delas. Prometo-vos que protegeremos o mundo e a nossa Princesa. Digam-lhes isso, por favor. – terminou, virando-se de costas para as Irmãs e abraçando Mercúrio logo de seguida, finalmente liberta de toda a culpa.
- É engraçado... – sussurrou Héstia, aproximando-se de Deméter. – Podia jurar que lhe deste uma ajudinha.
Deméter sorriu e encarou a mulher de cabelos da cor do fogo.
- Talvez, quem sabe. – confessou, mostrando-lhe a ponta da língua. Héstia resmungou, mas acabou por retribuir o sorriso, olhando para o grupo que chorava e se abraçava.
- O fim está próximo. – disse Anfitrite, aproximando-se das três Irmãs. Falavam de modo a que apenas as quatro se pudessem ouvir, deixando as navegantes entregues ao seu momento cúmplice e íntimo. – Confesso que terei saudades.
- És sempre tão profética, Anfitrite. – respondeu Hemera, cuja face brilhava de contentamento, embora fosse visível um contorno de tristeza que era comum às quatro Irmãs. – Pelo menos saberemos que a nossa missão foi finalmente cumprida.
- Não totalmente... – retorquiu Deméter, olhando as navegantes. – Elas ainda não sabem tudo. Não seria melhor...?
- Não. – replicou rapidamente Anfitrite. – Isso afectá-las-ia tanto que acabariam por esquecer a única esperança que têm. Há coisas que é melhor permanecerem para sempre no esquecimento... Assim como...
Todas se olharam, as faces belíssimas marcadas por um sorriso melancólico e, ao mesmo tempo, feliz. Compreendiam-se inteiramente, tais pétalas de uma flor pura e eterna que se mantêm unidas por um elo inquebrável. Um elo que conservaria a memória das Irmãs pela eternidade.
- Navegantes, Princesa e Príncipe. – começou Anfitrite, fazendo com que todos os presentes as fitassem, apercebendo-se finalmente que ainda se encontravam ali. – Desejo profundamente que conservem sempre esse sentimento dentro de vós; ele será o vosso grande trunfo nesta batalha. Ouçam-nos apenas durante mais um pouco e olhem para os Fragmentos.
Ao fazê-lo, Úrano e Mercúrio entreolharam-se com o espanto; ambos os Fragmentos brilhavam, à semelhança do que acontecera com o de Vénus durante a batalha contra a falsa Plutão. Era um brilho profundamente quente e reconfortante, de tal forma que ambas as navegantes se perguntaram que material seria realmente aquele para produzir tal efeito de calma e felicidade.
- Não sacrificámos as vossas amigas para podermos sobreviver. – disse Deméter, para grande espanto de todos. – Na verdade, nunca foi essa a nossa intenção. Como dissemos, ainda temos uma réstia de poder que se vai continuamente libertando, poder esse que está prestes a terminar. Essa foi a razão da nossa urgência em obtermos os sacrifícios.
- Mas, então... Por que o fizeram? – questionou Úrano, cuja raiva se dissolvera completamente e apenas demonstrava curiosidade.
Sorrindo, Deméter olhou para Anfitrite, como que lhe concedendo a palavra. Esta agradeceu interiormente e ergueu ambos os braços em direcção ao céu, fazendo com que a imagem do palácio se rasgasse e se convertesse num belo campo, cujas flores cobriam toda a extensão e roçagavam pelos tornozelos das navegantes. Sailor Moon, que se encontrava agora nos braços do Mascarado, viu uma borboleta pousar-lhe no nariz e levantar voo de imediato, perdendo-se pelo céu azul e branco. Surpreendidas, as navegantes viram os Fragmentos a libertarem-se dos seus corpos e flutuarem no ar, assim como a gargantilha de Plutão, que aparecera no céu.
- A verdadeira razão foi para que pudessem compreender que só existe uma força neste Universo capaz de destruir o Mal; a força do amor e da amizade. Foi isso que nos uniu, Irmãs, e nos fez enfrentar toda a Destruição; foi isso que a pessoa que nos criou sentiu, quando chorou. E é isso que vocês terão de usar para salvarem o mundo; a força do Amor.
E, com um estalar de dedos, todos os objectos que encerravam os Fragmentos partiram-se, para horror de Mercúrio, que sabia que se estes se encontrassem o mundo seria destruído. Contudo, para grande espanto desta, do interior dos objectos não saíram os Fragmentos, mas sim quatro pontos brilhantes e coloridos, cujo calor era maior do que o do próprio Sol.
- Nunca tivemos as sementes de estrela das vossas amigas. Vocês é que as tinham.
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