Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Sailor Moon - O Sonho não Acabou

#101
Ao se dirigirem para a porta Rey se virou, ela ia falar alguma coisa, mas Amy pôs a mão em seu ombro e fez com a cabeça um sinal negativo. Quem iria falar era ela mesmo.

-Desculpe por tudo o que aconteceu. Você já sabe o que aconteceu, e se não soubesse era meio que impossível não adivinhar depois do que houve aqui. Eu sei que você é amiga da Usagi, mas nós também somos e precisamos urgentemente falar com ela. Da primeira vez que nós tentamos ela acabou atacando o Mamoru. Agora ela nem sequer deixou nós abrirmos a boca. Nós precisamos explicar tudo o que aconteceu. Nesse momento isso é impossível, mas assim que ela tiver alta eu pediria, por favor, que você me ligasse para me informar. – E nesse momento ela pegou um pequeno cartão e o entregou para Misugi. – Obrigada pela compreensão, agora nós vamos embora. – E lançou um olhar para todos os seus amigos, e foram todos embora.

Minutos depois o medico entrou no quarto e viu Usagi inconsciente, ele perguntou o que tinha acontecido e Misugi lhe contou em mínimos detalhes. Ele disse para que ela fosse esperar na sala de esperas para que ele pudesse tratar Usagi calmamente e fazer alguns exames.

Misugi se dirigiu a sala de espera assim como o medico havia mandado, deixando sua amiga sozinha no quarto. Ao chegar naquela sala cheia de luz ela se sentou no primeiro sofá que encontrou e começou a amaldiçoar o mundo por ser domingo, afinal amanhã seria mais um dia de trabalho e quem teria que dar a noticia de que Usagi não iria por estar doente seria ela. Mil coisas se passavam por sua cabeça, ela estava mais calma depois dos cinco terem ido embora, mas faria o que aquela mulher de cabelos azuis pediu, assim que Usagi tivesse alta ela iria ligar para eles, e finalmente sua amiga poderia viver em paz, quem sabe ela poderia até voltar a ser o que era antes.

Meia hora depois de uma espera muito ansiosa finalmente o medico veio falar com ela. É claro que ela estava mais calma, pois sabia que não era nada grave o que a amiga tinha, mas mesmo assim não tinha como se ficar calma com a sua melhor amiga internada em um hospital, por mais simples que seja a doença.

-Como ela está doutor? – Era a primeira e única coisa que ela queria saber sobre sua amiga, queria também saber quando ela poderia sair, mas isso ficava para depois.

-Como eu disse anteriormente tudo o que ela teve foi uma queda de pressão devido ao stress. Você não precisa se preocupar, nós só vamos deixar ela de repouso por dois dias até que tudo tenha voltado ao normal e aí sim vocês poderão ir embora. Não se preocupe com nada agora, pois tudo acabará perfeitamente bem. – Ele transmitia muita tranqüilidade, e isso deixava Misugi feliz, embora sejam dois dias de trabalho que Usagi vai perder e que depois vai ficar reclamando de ter perdido com ela.

-Eu posso ficar no quarto com ela? Eu sou a única pessoa que ela conhece aqui! – Ela viu o medico responder afirmativamente com a cabeça e então se pôs em direção do quarto da amiga, não sem antes ouvir o medico dizer para ela ter cuidado para não irritar Usagi.

Enquanto caminhava pelo corredor ela pensava em como iria contar para sua amiga que aqueles cinco pediram para lhes avisar quando ela tivesse alta, e pior ainda seria contar que ela iria mesmo fazer isso. Decidiu por fim que não contaria nada, que assim que Usagi saísse do hospital elas iriam para a casa dela e lá ela se encontraria com os seus antigos amigos para finalmente poderem resolver todos os problemas que eles tenham juntos.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
#102
Assim se passaram dois dias em que Usagi não saía de cima da cama, em que se tornou totalmente dependente de Misugi, pois o medico proibiu resolutamente que ela não poderia se levantar nem mesmo para ir ao banheiro. Aqueles foram dois dias que elas trocaram muito poucas palavras, e as que trocaram eram todas para que Misugi a ajudasse a fazer alguma coisa, como se ajeitar na cama direito, ou pegar um copo de água.

Perto do meio dia o medico entrou no quarto para ver os aparelhos de Usagi, depois de olhar para eles por quase dez minutos ele finalmente se virou para ela. Ela tremia de felicidade por saber que a qualquer momento ela poderia ir para casa e só de ver o medico ali suas esperanças voaram lhe para cabeça e ela abriu um sorriso imenso, não agüentava mais ficar ali. Quando o medico se virou para ela ficou pensando se seria agora que iria embora e ao vê-lo retribuir o seu sorriso tão abertamente quanto à mesma ela soube que agora ela iria embora daquele inferno.

-Muito bem senhorita Usagi, vejo que nesses últimos dias você tem sido uma boa menina, não vou lhe dar um pirulito, mas posso dizer que a senhorita está livre para ir para casa, agora eu vou ali fora avisar sua amiga para vir lhe ajudar e vocês podem ir embora agora mesmo se quiserem. – Ele começou em um tom de gracejo, no qual Usagi respondeu com um sorriso maior ainda, se é que isso era possível, ela realmente estava feliz depois de tanto tempo.

O medico saiu, e uns cinco minutos se passaram até a porta de seu quarto abrir novamente, só que dessa vez quem entrou não foi o medico e sim sua amiga Misugi, que exibia no rosto um daqueles seus imensos sorrisos que deixavam todos felizes. Começou a pegar um monte de coisas que estavam jogadas na única cadeira que tinha naquele quarto e então depois de dez minutos correndo de um lado para o outro do pequeno quarto como se fosse uma louca finalmente Misugi parou, olhou nos olhos de Usagi, respirou fundo, a amiga ainda estava deitada na cama, então chegou perto dela e lhe estendeu a mão. Usagi percebeu que ela queria lhe ajudar a se levantar e agradeceu, não com palavras, mas com um lindo sorriso.

Quando finalmente estavam prontas para ir embora mais uma vez o medico entrou no quarto, com um sorriso nos lábios ao vê-las prontas para partir ele acenou a cabeça em sinal de que elas o seguissem, e assim o fizeram. Passaram novamente por aquele imenso corredor que parecia não ter mais fim, até que chegaram naquela sala branca cheia de cadeiras com umas dez pessoas ali.

-Agora você está oficialmente livre para ir, senhorita Usagi. Espero que demore para que eu volte a vê-la aqui. E por favor, se esforce ao máximo para não se aborrecer, caso contrario isso fará muito mal para o seu coração. – Ele passou os últimos avisos, perguntou se Usagi estava se sentindo bem e depois de fazê-las assinar alguns papeis para oficializar a alta do hospital ele se virou para elas e estendeu a sua mão. – Adeus garotas!

-Adeus doutor! – As duas falaram em conjunto, e ao perceberem isso os três deram uma risada um tanto quanto alta para um hospital. Depois de se desculparem com as pessoas que estavam ali na sala as duas amigas se retiraram do hospital.

-Usagi... – Misugi chamou a amiga um tanto quanto hesitante, por que não sabia como falar para ela que seus antigos amigos já estavam na sua casa esperando para falar com ela. –... Eu tenho que te contar uma coisa, mas eu não sei se você vai gostar da noticia.

-É com relação ao trabalho? Por que se for eu não estou nenhum pouco interessada. – Ela olhou de canto de olho para Misugi que com certeza parecia preocupada, e ela viu que não iria gostar mesmo da noticia.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
#103


-Eu acho que vou deixar você descobrir por si só o que vai acontecer, mas, por favor, não me mate depois. Eu só estou fazendo isso por que acho que é o melhor para você.

E assim seguiram até a casa de Usagi, em completo silencio. Ela passou todo o caminho pensando no que Misugi tinha lhe falado, o que será que sua amiga tinha aprontado para de um momento para o outro ter ficado assim tão preocupada? Bem, não ia fazer nada bem para sua saúde ficar se preocupando com aquilo, mas mesmo sabendo que teria que esquecer aquilo sua mente não queria lhe obedecer e a única coisa que ela pensava era no que estava para acontecer.

Chegaram ao apartamento de Usagi, que deveria estar uma bagunça por que fazia três dias que ninguém entrava ali. Ela entrou no prédio com a amiga que tinha lhe trazido de carro até ali, e enquanto ela estacionava o carro Usagi pensava no que estava para acontecer. Ela tinha quase certeza de que as ordens do medico estavam para ir aos ares e que ela iria se estressar ao máximo.

Desceram as duas do carro e se dirigiram ao elevador, completamente em silencio. Ao esperar para que ele chegasse Usagi tentou mais uma vez tirar de sua amiga o que ia acontecer, mas em troca tudo o que recebeu foi um olhar encabulado e silencio. O elevador chegou, elas entraram nele, apertaram o botão do andar do apartamento de Usagi, esperaram uns três minutos, e lá estavam, paradas na frente da porta do apartamento de Usagi.

Novamente ela sentiu aquele frio na barriga, igual aquele dia que foi atrás de Mamoru 10 anos atrás. Alguma coisa dentro de si dizia para não entrar em casa, e mais uma vez ela resolveu ignorar aquele sentimento e pegou sua chave para abrir a porta, mas foi parada pela mão de Misugi que segurava a sua.

-Desculpa! – Usagi virou-se para a amiga e tudo o que conseguiu ver foi um rosto super vermelho e duas lagrimas escorrendo por suas bochechas. Ela chegou perto de sua amiga e deu-lhe um abraço muito apertado, já estava meio que pressentindo o que iria acontecer e queria deixar bem claro naquele abraço que a estava desculpando de qualquer coisa que acontecesse de agora em diante.

Ao abrir a porta qual não foi sua surpresa ao ver sentados no sofá de sua sala aquelas cinco pessoas que no passado eram consideradas por ela os seres mais importantes do mundo. Entrou calmamente no apartamento como se não os tivesse visto, esperou para que uma Misugi completamente vermelha de vergonha entrasse, fechou a porta atrás de si, olhou para todos os que estavam na sua frente, foi até a cozinha, dez minutos depois voltou para a sala com uma xícara de café na mão, olhou para todos eles, se sentou num sofá de só um lugar que tinha do outro lado da sala, e esperou.

Todos olhavam para ela suando frio, estavam pensando qual seria a reação dela quando tentassem falar. Ficaram nesse transe por cerca de cinco minutos até que o silencio começou a irritar Usagi.

-Se eu pedisse para vocês irem embora provavelmente não iriam me ouvir, não é verdade? – Ela olhou para frente e viu que eles acenavam com a cabeça afirmativamente. – Ótimo, então se vão me fazer perder o meu tempo, eu agradeceria se vocês começassem a falar, pois eu ainda tenho uma casa inteira para arrumar.

Eles se olharam entre si, pensando quem iria começar a falar, quem iria ser o corajoso que iria encarar a ira que estava guardada dentro de Usagi primeiro. E como se todos tivessem planejado aquilo, todos os olhares se voltaram para Amy, que era quem estava sentada mais longe de Usagi. Ela olhou para seus amigos, como se compreendendo o que eles estavam lhe dizendo, mas mesmo assim não deixou de ficar nervosa pela situação.

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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
#104
-Bem, parece que o grupo decidiu por você Amy. – Usagi falou dirigindo seu olhar para ela. – Pode começar! Você sempre foi boa em expor a sua opinião de um jeito pratico.

-Eu pela primeira vez realmente não sei como começar a falar isso. Não vou passar o meu tempo tentando explicar o ato de outras pessoas. – Ela olhou para os olhos de Mamoru e de Rey e os dois acenaram afirmativamente com a cabeça. – Eu vou falar em nome do grupo, pois você sabe o quanto você é importante para nós. Nos últimos 10 anos não se passou um dia sem que nós não te procurássemos, nós viramos o Japão de cabeça para baixo, desesperadas. Quando descobrimos que você tinha partido não sabíamos o que fazer. Queríamos tanto que você voltasse. Chegamos a receber noticias de que você teria morrido, e você não sabe o quanto isso nos abalou. Seus pais e seu irmão estavam em estado de choque, mas sua mãe não quis nos explicar o porquê de você ter fugido, era obvio que ela sabia mais do que nós sobre o seu sumiço. Depois de anos tentando sonda-la tudo o que conseguimos saber era que uma parte da culpa de você ter fugido de casa era de sua mãe, e não só de Mamoru e de Rey, mas ela não quis nos dizer por quê. Continuamos lhe procurando depois de saber que a informação de você estar morta era falsa. Recebemos informações bastante contraditórias, algumas diziam que você tinha saído do país, outras diziam que você continuava nele. Quando há dois meses atrás recebemos de uma fonte muito confiável a informação de que você estava aqui em Paris, e que estava trabalhando na empresa SilverMoon. Antes de vir para cá, decidimos que iríamos investigar se era verdade, e ao descobrir que era aqui mesmo que você estava, nós não pensamos duas vezes e viemos todos para cá. Makoto tentou se comunicar com você, mas a ligação foi um fracasso, então decidimos que iríamos todos até a sua casa. Ali nós iríamos por todos os pingos nos is, mas mais uma vez fracassamos no que viemos fazer. A ultima tentativa que tivemos de arrumar tudo, não nos foi permitido falar, mas agora finalmente, graças a sua amiga Misugi, nós conseguimos falar com você.

-Desculpe, mas era sobre isso que vocês queriam falar comigo? Sobre como vocês sofreram para me encontrar, como minha família sofreu depois de ter me jogado para fora de casa? Mais uma vez desculpa, mas eu não estou nem um pouco interessada em qualquer coisa que vocês tenham a dizer sobre isso! – Dava para se perceber no tom de voz de Usagi que toda a paciência que ela tinha antes se foi pelos ares.

-Como assim, sua família te expulsou de casa? – perguntou com cara de espanto um Mamoru muito branco.

-Pois é Chiba, lembra aquilo que eu ia te contar na noite em que te vi nos braços de Rey? Pois então, eu contei para minha mãe e ela não aceitou aquilo, ela disse que eu iria ter que ir embora, mas não foi assim tão delicadamente. E eu sem lugar algum para ir, sem ninguém para conversar, fui embora para o mais longe possível que eu consegui. – Ela falou olhando nos olhos de Mamoru, que ao ouvi-la chamando de Chiba sentiu que seu mundo começava a cair ao seu redor.

-Desculpa! – Ele olhou para o chão e uma lagrima caiu de seus olhos. Todos se viraram para ele, menos Usagi, pois estava bem em frente a ele. –Eu sei muito bem que eu errei com você. Deveria ter te contado tudo o que eu estava passando, o que eu sentia, pensava. Mas eu fui fraco e optei pelo caminho mais fácil. Por isso eu peço desculpas.

-Agora que você começou faça o favor de terminar a sua explicação. Fiquei curiosa para saber o quanto você sofreu naquela época! – Ela falava com um tom sarcástico, mas realmente queria saber de tudo o que tinha acontecido naquele fatídico dia.
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#105
-Está bem, eu vou lhe contar exatamente por que tudo aconteceu. No começo eu não tinha duvida nenhuma que eu te amava, nós nunca tivemos um relacionamento normal, mas a sua facilidade para contornar os problemas sempre me fazia gostar ainda mais de você. Como eu disse, eu não tinha duvida nenhuma de que eu te amava, mas com o tempo isso foi mudando, eu fui pensando melhor, fui te conhecendo melhor, e principalmente fui me conhecendo melhor. Eu me adorava quando estava do seu lado, mas quando não estava do seu lado era como se eu não existisse, e eu queria entender o porquê disso. Porque você tinha que ser o centro da minha vida? E eu comecei a me distanciar, tentando entender. E fui percebendo que meu amor por você não era assim tão grande, que meu sentimento era mais admiração do que amor, que se eu continuasse daquele jeito iria acabar machucando tanto eu quanto você. Dia após dia, eu fui percebendo que meu amor ia diminuindo até que eu resolvi terminar tudo, não queria mais sofrer e muito menos queria te fazer sofrer. Sinceramente, aquilo foi a pior coisa que eu já fiz na minha vida.

-Eu posso saber por que você não me contou isso antes de terminar o namoro, invés de me fazer te encontrar nos braços da minha melhor amiga? – Ela sinceramente não estava nem um pouco interessada naquilo, ela queria saber mesmo era porque ele se deitou com Rey.

-Eu nunca tinha planejado fazer isso com a Rey, mas aconteceu. Quando estava indo para casa encontrei com Rey no meio do caminho. Ela viu que eu não estava bem, que estava deprimido, e me perguntou o que tinha acontecido. Eu contei a ela tudo o que eu estava sentindo, e ela disse que me ajudaria. Eu a convidei para subir no meu apartamento, e ela aceitou. Quando chegamos lá eu pedi para que ela esperasse um pouco enquanto eu tomava um banho, precisava pensar um pouco, passar um tempo sozinho. Quando saí do banho e vi Rey é que me lembrei que ela estava lá, já tinha até me esquecido, me troquei e fui para a sala conversar com ela, naquela hora eu já estava mais calmo e precisava mesmo de uma companhia. Nós começamos a conversar e ela começou do nada a dizer que nunca tinha me esquecido, que nunca tinha esquecido da época em que nós namoramos, e sinceramente eu também não tinha me esquecido, embora não tenha passado dos beijos, e era meio difícil de esquecer quando ela passava quase todos os dias com a garota que eu amava. Ela disse que ainda me amava, que faria tudo por mim, que eu era e sempre seria o homem da vida dela, e eu me deixei levar pelo momento. Não era para você ter visto o que viu, e eu até hoje me culpo pelo que aconteceu, e sei muito bem que muito disso é minha culpa, embora as meninas digam que não. Mas mesmo assim, depois de todo o acontecido, eu não pude mais desconfiar de que o que eu sentia por você era sim amor. Eu descobri da pior maneira que não era só admiração que eu sentia por você, mas sim amor, um amor maior mesmo do que eu, e que acabei por transformar em ódio por causa de uma idiotice. – Ele terminou de falar e olhou para Usagi que estava totalmente concentrada tentando digerir todas as palavras que ele dizia.

E no meio daquilo ela lembrasse do motivo de ter ido para aquele apartamento, o motivo para ter voltado ao único lugar que tinha jurado nunca mais por os pés a não ser que Mamoru voltasse atrás no que tinha falado. E para surpresa de todos do canto de seus olhos começaram a brilhar duas lagrimas, que não demoraram muito a alcançar suas bochechas. Ninguém ali esperava que ela fosse chorar, mas ao vê-la novamente assim tão frágil fez com que todos ali ficassem piores do que já estavam.

-Realmente, uma história muito comovente, mas gostaria de ouvir uma coisa que vai te deixar de queixo caído? Pois eu vou lhe contar! – Usagi falou com a voz embargada, sinal de que o choro não cessaria tão facilmente. – Há dez anos atrás eu me entreguei para o homem que eu amava mais que tudo nesse mundo, eu realmente achava que ele me amava do mesmo jeito que eu o amava, mas como vocês percebem eu estava muito enganada. Um mês depois que nós tivemos a nossa primeira vez nós iríamos fazer dois anos de namoro e eu estava nas nuvens, era felicidade demais para uma única pessoa, mas eu comecei a me sentir mal, eu vomitava todos os dias e pensei sinceramente que tinha pegado um resfriado muito forte, então não cheguei a contar para ninguém. No dia em que iríamos completar dois anos de namoro minha mãe descobriu da minha suposta doença, e logo pensou o pior, que na verdade para mim era o melhor. Foi até uma farmácia e comprou tudo o que precisava. Quando voltou para casa nós fizemos tudo o que tínhamos que fazer, mas eu não esperei pelo resultado, eu não estava com cabeça para aquilo, tudo o que eu pensava era em ir encontrar o meu namorado e comemorar com ele o nosso dia. Ao chegar lá completamente feliz tenho o meu coração destruído pelo homem que eu amava, que diz que não me amava mais, e que eu era a ultima pessoa que ele queria ver na sua frente. Fui para casa completamente acabada, não estava esperando por aquilo, já tinha me esquecido completamente do que estava fazendo quando sai de casa. Ao chegar em casa minha mãe viu o estado em que eu me encontrava, mas ela não queria saber disso, tudo o que ela queria explicações, como sua única filha poderia ter feito aquilo? Ela disse que era melhor eu falar com você, Mamoru, por que era sua responsabilidade, e eu fui, pois ela disse que eu não seria mais aceita debaixo daquele teto, eu tinha desonrado a minha família. Eu já ruim, mas com aquela noticia eu acabei ficando pior, quando cheguei ao seu apartamento e vi a porta aberta pensei que algo estivesse acontecendo, e realmente estava. Ao vê-lo com Rey me esqueci completamente do que tinha ido fazer ali, me esqueci completamente que tinha algo mais importante que os meus sentimentos em jogo. Voltei para casa me lembrando de tudo o que tinha acontecido, com certeza aquele era o pior dia da minha vida, não tinha mais para onde ir, não podia mais ficar na minha casa, então arrumei as minhas malas, peguei todas as minhas economias e parti para o mais longe possível. Vim parar aqui em Paris, e uma pessoa muito importante para mim me ofereceu ajuda, eu como não tinha nada a perder aceitei, ela viu o estado em que eu estava e fomos imediatamente para um hospital. – Ela fez uma pausa na qual olhou para os olhos de cada um deles que nesse momento já tinha entendido muito bem aonde essa história iria levar. – Eu acho que não preciso dizer, depois de tudo o que eu contei, que eu estava grávida, não é verdade? – Mais uma vez sobre eles se bateu o silencio, ela já não segurava as lagrimas e não era a única naquela sala que chorava.
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#106
-Quer dizer que eu fui pai? – Mamoru perguntou e sua voz estava fraca, com medo, tinha medo da resposta que iria receber.

-Não, você não foi! – E ela percebeu o medo e o remorso que tomou conta da face de Mamoru, era obvio que ele estava sofrendo, mas ninguém ali sofria tanto quanto a própria Usagi. – Você não foi pai assim como eu não fui mãe, pois essa criança, o meu filho, nunca chegou a nascer.

Todos se calaram, não se ouvia mais nada naquele cômodo, a respiração de todos parecia ter cessado, o choque daquela noticia tomou por completo cada pessoa que estava ali, agora não tinha ninguém naquela sala que não chorasse.

-Quando eu vim para cá eu sabia que estava grávida, esse foi o motivo de minha mãe me por para fora de casa. Eu queria esse filho, mas eu estava deprimida demais, não conseguia esquecer o que tinha acontecido, não conseguia tirar da minha cabeça a imagem de vocês dois se beijando, da minha mãe dizendo que eu não era mais bem vinda na minha própria casa. A minha gravidez foi altamente arriscada, e os médicos já me diziam que se meu filho nascesse era muito possível ter algum tipo de problema, e se eu continuasse com a gravidez um dos dois poderia não sair daquela sala de parto. Mesmo assim eu não queria perder o meu bebe, fiquei seis meses de cama, não podia me mexer, não podia caminhar, só podia comer comidas que não fossem muito pesadas, mas nem com todos os meus esforços eu fui capaz de salva-lo. No dia em que eu entrei em trabalho de parto não tinha ninguém ao meu lado para me ajudar, eu fazia força, queria ver o meu filho vivo, pelo menos uma vez, mas não foi possível. Quando ele nasceu eu estava quase desmaiando de tanta dor, mas eu queria ouvir o choro dele, queria ter certeza de que ele estava vivo para que eu pudesse descansar em paz, mas eu não ouvi. Os médicos correram todos para onde o meu filho estava, eles queriam me ajudar, sabiam que aquele bebe era a minha única família e a única coisa que me mantinha viva, que eu lutei por ele durante todos os nove meses da gravidez, mas o coraçãozinho dele não batia. Eles fizeram de tudo, mas chegou à hora em que tiveram que parar, e eu fiquei olhando para eles, eu ainda tinha esperança de que meu filho vivesse, de que eu iria ouvi-lo chorar, de que eu iria pega-lo no colo e ele iria sorrir para mim, depois de um tempo eu iria vê-lo das os primeiros passos, dizer a primeira palavra, fazer os seus primeiros amigos, mas eu não fui capaz de realizar o meu sonho. O medico se virou para mim, com o meu bebe morto em suas mãos, me disse que sentia muito e me perguntou se eu queria segura-lo ao menos uma vez, eu estava aos prantos, a minha vida tinha acabado naquele momento, no momento em que peguei o corpo frio do meu filho no colo. Naquele momento eu chorei mais do que eu tinha chorado em toda a minha vida, realmente eu estava sozinha no mundo. Quando tiraram ele dos meus braços meu mundo caiu, eu acabei desmaiando de tanto chorar, mas não tinha ninguém ali ao meu lado para me ajudar, para me dar uma força no momento em que eu mais precisava. Quando acordei mais uma noticia ruim, depois daquela gravidez de alto risco eu não poderia ter mais filhos, eu estava destinada a nunca mais ter uma família, alguém para amar, alguém para chamar de meu amor. Eu estava sozinha. Foi aí, nesse momento, que meu coração morreu completamente, qualquer esperança que eu tinha de ter um futuro feliz tinham morrido naquele hospital. Eu não tinha mais esperanças, não tinha mais felicidade, não tinha mais sonhos, não tinha mais nada. Eu queria morrer. Mas foi aí que eu conheci Misugi, a única pessoa que me fez pensar duas vezes antes de fazer uma besteira, a única pessoa que me apoiou em todas as minhas decisões mesmo não concordando com a metade delas. E é graças a ela que eu estou aqui hoje. – Ela chorava com vontade agora, seus olhos começavam a inchar e sua cabeça doía muito.
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#107
Todos ali estavam chorando, com pena, muita dor e principalmente culpa do que tinha acontecido. Como foi que deixaram Usagi passar por tudo aquilo sozinha, o pior pesadelo de qualquer mulher? Mas não foram capazes de seguir muito na sua linha de raciocínio, pois ao olharem mais uma vez para o rosto de Usagi viram que sua expressão tinha mudado completamente. Antes seus olhos estavam chorosos, cheios de dor, de desespero, mas agora ela exibia um olhar resignado, alguma coisa tinha acontecido nesse meio tempo em que eles estavam pensando e que fez com que ela mudasse sua atitude.

-Eu acho melhor vocês irem embora! – Ela falou com a voz ríspida, parecia que estava os avisando de que algo iria acontecer. No momento em que ouviram aquilo eles ficaram espantados, será que ela estava falando sério? Quando Makoto ia perguntar por que eles teriam que ir embora Usagi a interrompeu. – Primeiro: vocês vão embora por que eu quero, segundo: vocês precisam ir embora, não da minha casa, mas de Paris, vocês precisam voltar para Tókio. Algo muito ruim vai acontecer lá e vocês não podem ficar aqui!

Todos olharam para ela com espanto, num momento ela chorava desesperadamente contando para eles tudo o que tinha passado, e no momento seguinte estava os mandando voltarem para Tókio por que algo ruim iria acontecer. Rey ficou meio desconfiada, pois não tinha sentido nada de errado, mas no momento em que iria falar mais uma vez Usagi interrompeu.

-Eu sei que provavelmente você não deve estar acreditando em mim, mas não é a primeira vez que eu sinto que algo de muito ruim vai acontecer em Tókio, e agora que Sailor Moon não existe mais não dá para as outras guerreiras sumirem do mapa também. Voltem, pois esse é o dever de vocês, e eu não vou repetir duas vezes. – Ela praticamente os mandou embora para Tókio, e eles foram, pois não tinha como duvidar das palavras dela.

Ao saírem do apartamento, mais uma vez Usagi se pôs a chorar, ela estava desesperada, odiava relembrar o seu passado, ter que sofrer tudo de novo. Misugi chegou perto da amiga, estava com tanta dor no seu coração só de saber que sua amiga tinha sofrido tanto e sozinha, mas ela não podia fazer nada agora. Tudo o que podia fazer era ficar ao lado de sua amiga para tudo o que ela precisasse e era isso que ela iria fazer.

Usagi chorava desesperadamente, se agarrando com todas as forças nas pernas de Misugi. Era muita dor acumulada dentro de um único coração, era muita dor para uma pessoa só. Ela chorava como se não existisse mais nada no mundo, como se não houvesse amanhã. Tudo o que ela queria era aquilo, um ombro amigo, alguém para ficar do seu lado no momento em que ela realmente precisava, e isso ela encontrou em Misugi. Em meio a tanto choro, finalmente Usagi dormiu. Um sono pesado, cheio de sonhos estranhos, entre eles estava o mesmo sonho que tinha tido dentro da ambulância, mas agora não poderia mais pensar naquilo, ela já não era mais Sailor Moon, aquilo era passado, e passou a ser obrigação das outras guerreiras no momento em que ela abandonou o Cristal de Prata em Tókio.

Mesmo dormindo, Usagi chorava. Isso fazia com que Misugi se enchesse ainda mais de dor, ela agora chorava junto com a amiga, mesmo que em silencio ela compartilhava toda essa dor com Usagi. Enquanto lhe afagava os cabelos ela pensava em tudo o que tinha acontecido. Em meio aos choros ela chegou a uma conclusão. Definitivamente, a sua vida nunca mais seria a mesma...
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
#108
e esse foi mais um pequeno capitulo que eu escrevi Shocked
espero que gostem Very Happy
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#109
Está lindo, lindo, lindo, LINDOOOOOOOOO
Quase me vieram as lagrimas aos olhos (acredita q so n chorei pq estou acompanhada lool)
Epah esta um espectaculo...., quero mais
Ameii, adorei
Olha nem sei o que dizer mais
espero ansiosamente por mais um capitulo.... e quanto maior melhor!

#110
OMG... o que dizer?
primeiro ponto: adoro que os capítulso sejam tão grandes, dá para satisfazer cada vez que se vai ler.
Acho que a tua escrita é muito boa, é facil de seguir e envolvente. è também muito descritiva o que é optimo quando se está a ler e não a ver.
A historia está a ficar muito interessante. Tenho muita pena da usagi, que horrivel, mas isto parece-me que ainda é o inicio.
Só me resta fazer uam pergunta!?
Mas o que raio está acontecer em tokio!

*perdoa-m a mp

Muito obrigado!
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"Did you say it? "I love you"..."I don't ever want to live without you"..."You change my live" did you say it? ... make a plane
set a goal , work toward it, but ever now and then, look around , drink it in...cause this is it, it might all be gone tomorrow."
#111
Shocked Shocked Shocked Shocked Shocked

oh tety...... eu nem tenho palavras... juro k nao tenho...
isto ta além do bonito, do maravilhoso, do inacreditável...
a serio ta mesmo muito bem escrito....
olha fikei em estado de choque a serio....

continua assim por favor Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o:

*firma feita pela Diza xD*


Fic Princesas em Perigo - acabada
Nova Fic - Earth Rose - 9º capitulo POSTADO
#112
gente, desce jeito eu fico envergonhada
Usako, nao se preocupa, no começo era mesmo meio parecido
mas eu to feliz por terem gostado Very Happy
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
#113
LINDO!
As lágriams até e vieram aos olhos, eu fiquei tão sensibilizada...odeio tanto o MAMORU E A REY agora que estou prestes a ter um colpaso.
Posso matá-los???? PLEASEEEEEE!!!
Ai tety poe outro!!
Esta maravilhoso! Embaracoso
Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o:



The Forgotten Sailors 2-> 11ºCapitulo
Sailor Moon:The Crystal Desire->Epilogo (completo)
Amor sobre o Gelo->20ºCapitulo
Chance of a Lifetime-> 2ºCapitulo
#114
Lindo Esperancoso Brutal, brutal, brutal!!!
Estou a adorar a fanfic!!!
Os capítulos são enormes, e mesmo assim acabam tão bem!

Escreves impecavelemente bem, as ideias todas arrumadinhas, os sentimentos e ambiente sentido tudo tão bem explícito, tão bem caracterizado...
Adoro a história Esperancoso
Afasta-se completamente do original, mas tudo tão explicadinho, tão bem explicadinho, que se consegue imaginar perfeitamente tudo isso Smile

E é tão triste a história da usagi Beicinho
E o mamoru foi um estúpido! Como pôde ter imaginado que não a amava!? -_- Que idiota..
E a Rey é uma amiga da ONÇA.. Ela não tem mesmo desculpa Shocked

oh pa isto.. Me a revoltar-me com as personagens Razz eheh

Única critica ligeiramente negativa: a misugi não deveria ter-se espantado quando a usagi falou em "alguma coisa acontecer em tokio", "sailor moon" e "outras guerreiras"? ela poderia não questionar a usagi directamente, mas não deveria ter se perguntado que conversa estranha seria aquela?Embaracoso'

Mas é só uma coisinha minima...
O capitulo está excelente mesmo.
Tenta manter esta boa qualidade na tua escrita, originalidade, criatividade e na fanfic em si! =)

Fico à espera do proximo Embaracoso


"Paralelismos", an HP's fanfiction - Capítulo 7 (30.Março.2009)
#115
que capitulo lindoooooooooooooooo e enorme!!!!!loly!!!!!

ate me deu vontade de chorar pobre usa ela não merecia isto tudo!!!!!!!

espero anciosamente pelo proximo capitulo!!!!!!

quero mais mais mais mais!!!!!

beijinhos~~



familia 4 elementos a familia mais louca de todas......

sou mana da dianuxka e da Ana c. ferreira, e sou mama da sar4hhh, kasei, dizzy22 e da neo queen serenity...
#116
Vim avisa que provavelmente domingo saia novo capitulo
sabem como é, bateu uma falta de criatividade essa semana Embarassed que comecei a escrever só hoje o capitulo IV Embarassed
pra recompensa a demora prometo que ele vai sair bem grandinho. Rolling Eyes
era só isso
bjux e até domingo Very Happy
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
#117
Uhhh, vou esperar mt curiosa! Embaracoso



The Forgotten Sailors 2-> 11ºCapitulo
Sailor Moon:The Crystal Desire->Epilogo (completo)
Amor sobre o Gelo->20ºCapitulo
Chance of a Lifetime-> 2ºCapitulo
#118
Domingo? Fixeeeeeee
Espero por domingo então!

#120
adoro capitulos bem big! está lindo parabens. OMG fiquei em choque so me apetece mandar ceptradas à rey e ao mamoru

http://yunime.ativoforum.com/
Aparece e diverte-te ^^
Novas novidades irão aparecer fica atento :) 

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