Sailor Moon - O Sonho não Acabou
pois
que vem aí o proximo capitulo
eu sou suspeita pra falar mas fiquei até emocionada com o final que coloquei nesse.
só nao chorei por que nao sou disso, mas que to emocionada isso é
bem preparem-se pra ler um monte que esse vem quase o dobro do tamanho do outro
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
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Capitulo III - Uma Conversa Inevitável
Ela não sabia por que, mas parecia que aqueles cinco estavam a seguindo.
Seu mundo caia ao seu redor. Tudo desaparecia de sua frente, não conseguia mais ouvir nada, não sentia mais nada, a cada segundo que passava mais escura sua visão ia ficando. Seu corpo já não a obedecia, tudo o que queria agora era descansar. Aos poucos foi perdendo as forças e começou a despencar gradativamente. Misugi, que estava ao seu lado, começou a ficar preocupada, afinal sua amiga do nada começou a ficar pálida, como se tivesse visto um fantasma. E de repente ali estava Usagi, caída em seus braços, no meio da rua, com o pulso fraco, cada vez mais pálida, sua respiração diminuindo gradativamente.
Misugi entrou em pânico ao ver sua amiga daquele jeito. Era a primeira vez na vida que ela via Usagi tão desprotegida, tão desamparada. Ela não sabia o que fazer, estava perdida em meio a uma rua super movimentada, com uma mulher desmaiada em seus braços, sem saber pra onde ir ou para quem pedir ajuda. A cada segundo que passava a respiração de Usagi ia ficando mais fraca e Misugi se desesperava mais, ela não sabia mesmo o que fazer. Não sabia como agir num momento desses, porque isso nunca aconteceu com ela antes na vida.
-SOCORRO – depois de alguns segundos pensando no que fazer isso foi tudo que o desespero de Misugi deixou que ela fizesse. Naquele momento ela estava tão pálida quanto Usagi, já estava ficando muito preocupada se não tinha acontecido alguma coisa mais grave com a amiga. Enquanto sua cabeça pensava nas piores coisas possíveis ao encarava o rosto da amiga, ela sentiu que o corpo de Usagi estava sendo tirado de suas mãos, que a cada segundo o corpo de sua melhor amiga se distanciava dos seus braços.
Ela ia começar a gritar novamente por socorro, mas decidiu primeiro olhar para ver o que estava acontecendo, quem estava levando sua amiga embora. Foi aí que ela viu um grupo de garotas, uma mulher muito alta, de cabelos castanhos, muito bonita e que aparentemente tinha muita força, segurava Usagi nos braços e no canto de seus olhos dava para perceber que ela estava chorando. Ao redor dessa mulher estavam mais três mulheres, uma de cabelo preto até a cintura, outra de cabelos loiros até a cintura também, e uma mulher de cabelos azuis até os ombros, o que Misugi achou muito estranho, afinal não era assim tão normal ver uma mulher de cabelos azuis andando nas ruas de Paris.
Quando ela se levantou da calçada, onde foi obrigada a se sentar quando Usagi desmaiou, ela reparou que havia mais alguém naquele grupo. Um homem muito bonito de cabelos pretos e olhos azuis, alto e que exalava um ar de elegância e magnitude embora não estivesse mostrando nenhum dos dois. Aquele homem parecia o mais preocupado dos quatro que estavam ali, mas com certeza não estava tão preocupado quanto Misugi. Ele olhava para Usagi com uma cara de preocupação que quem visse de longe diria que eram conhecidos de longa data, quem sabe até mesmo namorados. Foi então que Misugi reparou que eram todos orientais, logo sua lógica poderia estar certa, eles poderiam mesmo ter se conhecido quando Usagi ainda morava no Japão, ou quem sabe... Então ela lembrou da ultima conversa que teve com sua amiga, das revelações que esta lhe tinha feito sobre o seu passado, mas não queria acreditar que aquelas pessoas eram as mesmas de quem Usagi tinha falado, porém elas poderiam ser sim, porque não são todas as pessoas que param no meio da rua para socorrer uma jovem desmaiada e ainda choram em cima de seu corpo inanimado, mas no momento ela não queria pensar nisso, mais importante que tudo era a saúde de sua melhor amiga, e se algum daqueles que estavam ali na sua frente pudesse lhe ajudar, ela lhes seria eternamente grata.
Ela não sabia por que, mas parecia que aqueles cinco estavam a seguindo.
Seu mundo caia ao seu redor. Tudo desaparecia de sua frente, não conseguia mais ouvir nada, não sentia mais nada, a cada segundo que passava mais escura sua visão ia ficando. Seu corpo já não a obedecia, tudo o que queria agora era descansar. Aos poucos foi perdendo as forças e começou a despencar gradativamente. Misugi, que estava ao seu lado, começou a ficar preocupada, afinal sua amiga do nada começou a ficar pálida, como se tivesse visto um fantasma. E de repente ali estava Usagi, caída em seus braços, no meio da rua, com o pulso fraco, cada vez mais pálida, sua respiração diminuindo gradativamente.
Misugi entrou em pânico ao ver sua amiga daquele jeito. Era a primeira vez na vida que ela via Usagi tão desprotegida, tão desamparada. Ela não sabia o que fazer, estava perdida em meio a uma rua super movimentada, com uma mulher desmaiada em seus braços, sem saber pra onde ir ou para quem pedir ajuda. A cada segundo que passava a respiração de Usagi ia ficando mais fraca e Misugi se desesperava mais, ela não sabia mesmo o que fazer. Não sabia como agir num momento desses, porque isso nunca aconteceu com ela antes na vida.
-SOCORRO – depois de alguns segundos pensando no que fazer isso foi tudo que o desespero de Misugi deixou que ela fizesse. Naquele momento ela estava tão pálida quanto Usagi, já estava ficando muito preocupada se não tinha acontecido alguma coisa mais grave com a amiga. Enquanto sua cabeça pensava nas piores coisas possíveis ao encarava o rosto da amiga, ela sentiu que o corpo de Usagi estava sendo tirado de suas mãos, que a cada segundo o corpo de sua melhor amiga se distanciava dos seus braços.
Ela ia começar a gritar novamente por socorro, mas decidiu primeiro olhar para ver o que estava acontecendo, quem estava levando sua amiga embora. Foi aí que ela viu um grupo de garotas, uma mulher muito alta, de cabelos castanhos, muito bonita e que aparentemente tinha muita força, segurava Usagi nos braços e no canto de seus olhos dava para perceber que ela estava chorando. Ao redor dessa mulher estavam mais três mulheres, uma de cabelo preto até a cintura, outra de cabelos loiros até a cintura também, e uma mulher de cabelos azuis até os ombros, o que Misugi achou muito estranho, afinal não era assim tão normal ver uma mulher de cabelos azuis andando nas ruas de Paris.
Quando ela se levantou da calçada, onde foi obrigada a se sentar quando Usagi desmaiou, ela reparou que havia mais alguém naquele grupo. Um homem muito bonito de cabelos pretos e olhos azuis, alto e que exalava um ar de elegância e magnitude embora não estivesse mostrando nenhum dos dois. Aquele homem parecia o mais preocupado dos quatro que estavam ali, mas com certeza não estava tão preocupado quanto Misugi. Ele olhava para Usagi com uma cara de preocupação que quem visse de longe diria que eram conhecidos de longa data, quem sabe até mesmo namorados. Foi então que Misugi reparou que eram todos orientais, logo sua lógica poderia estar certa, eles poderiam mesmo ter se conhecido quando Usagi ainda morava no Japão, ou quem sabe... Então ela lembrou da ultima conversa que teve com sua amiga, das revelações que esta lhe tinha feito sobre o seu passado, mas não queria acreditar que aquelas pessoas eram as mesmas de quem Usagi tinha falado, porém elas poderiam ser sim, porque não são todas as pessoas que param no meio da rua para socorrer uma jovem desmaiada e ainda choram em cima de seu corpo inanimado, mas no momento ela não queria pensar nisso, mais importante que tudo era a saúde de sua melhor amiga, e se algum daqueles que estavam ali na sua frente pudesse lhe ajudar, ela lhes seria eternamente grata.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
-Por favor, vocês poderiam me ajudar? Eu não tenho um telefone aqui comigo, e preciso que alguém ligue para uma ambulância imediatamente. – Misugi falou meio atordoada ainda com tudo o que estava acontecendo. E em quanto falava as pessoas daquele grupo saiam do transe em que estavam até agora e começavam a voltar suas faces para a mesma. Ela ficou um pouco apreensiva, mas não importava agora, tudo o que importava era Usagi.
- Moça, você a conhece? – a mulher de cabelos azuis falava com Misugi em japonês, e como ela não entendia nada tudo o que ela fazia era balançar as mãos tentando dizer que não falava japonês. A moça logo percebeu o que estava acontecendo e para que Misugi compreendesse o que ela estava falando repetiu novamente a pergunta só que em francês.
-Conheço sim. É minha Usagi Tsukino. Eu não sei o que aconteceu, nós estávamos indo atravessar a rua e de repente ela começou a ficar pálida e no segundo seguinte ela estava caída no meu colo inconsciente. – Misugi despejou toda aquela informação em cima daquela mulher que ela mal conhecia, mas ela precisava de ajuda seja de quem fosse.
-Pode deixar que eu vou ligar para o hospital em que minha mãe trabalhou aqui. Daqui a pouco eles vêm nos buscar. – A moça parecia muito calma, e parecia saber o que estava acontecendo. Parecia também conhecer Usagi de algum lugar.
-Desculpe por perguntar, mas vocês já conheciam a Usagi? – Misugi perguntou, pois aquilo não parava de martelar na sua cabeça, todas as suposições que tivera em relação a sua conversa com Usagi. Ela queria saber se eram verdadeiras ou erradas, se poderia mesmo confiar nessas pessoas ou não.
-Conhecíamos sim. Nós éramos todos amigos quando Usagi morava no Japão. Faz 10 anos que nós estávamos à procura dela e finalmente nós a encontramos aqui. Agora tudo o que precisamos é que ela acorde para que possamos conversar. – Quem falava agora não era mais a de cabelo azul, mas sim a de cabelos pretos, que olhava para Misugi com um olhar de desconfiança, o qual Misugi devolvia tão intensamente quanto esta tal mulher.
Misugi se dirige até o corpo de Usagi e o retira das mãos da mulher de cabelos castanhos, esta a olha com um ar interrogativo, como se perguntando o que ela queria fazer com a amiga inconsciente. Misugi percebeu o olhar e deu um de seus maiores sorrisos, que lembrava um pouco Usagi na sua adolescência.
-Eu agradeço muito por vocês quererem ajudar, mas acho que daqui em diante eu já posso cuidar de minha amiga sozinha. Muito obrigada. – E falando isso tomou completamente o corpo de Usagi em suas mãos. Ela era maior e mais forte que Usagi então carregá-la ou ficar com ela no colo esperando que a ambulância chegasse não era nenhum problema para ela. Virou-se de costas e começou a caminhar em direção a beirada da calçada, esperando a ambulância chegar.
-Espere, nós iremos junto com você! – Ela reparou que a voz agora era masculina, e por alguma razão aquela voz a deixava muito irritada, então se lembrou mais uma vez da conversa que teve com Usagi, e de como ela descreveu suas antigas amigas. Ela virou-se novamente para eles, agora com uma expressão de imparcialidade na cara.
- Moça, você a conhece? – a mulher de cabelos azuis falava com Misugi em japonês, e como ela não entendia nada tudo o que ela fazia era balançar as mãos tentando dizer que não falava japonês. A moça logo percebeu o que estava acontecendo e para que Misugi compreendesse o que ela estava falando repetiu novamente a pergunta só que em francês.
-Conheço sim. É minha Usagi Tsukino. Eu não sei o que aconteceu, nós estávamos indo atravessar a rua e de repente ela começou a ficar pálida e no segundo seguinte ela estava caída no meu colo inconsciente. – Misugi despejou toda aquela informação em cima daquela mulher que ela mal conhecia, mas ela precisava de ajuda seja de quem fosse.
-Pode deixar que eu vou ligar para o hospital em que minha mãe trabalhou aqui. Daqui a pouco eles vêm nos buscar. – A moça parecia muito calma, e parecia saber o que estava acontecendo. Parecia também conhecer Usagi de algum lugar.
-Desculpe por perguntar, mas vocês já conheciam a Usagi? – Misugi perguntou, pois aquilo não parava de martelar na sua cabeça, todas as suposições que tivera em relação a sua conversa com Usagi. Ela queria saber se eram verdadeiras ou erradas, se poderia mesmo confiar nessas pessoas ou não.
-Conhecíamos sim. Nós éramos todos amigos quando Usagi morava no Japão. Faz 10 anos que nós estávamos à procura dela e finalmente nós a encontramos aqui. Agora tudo o que precisamos é que ela acorde para que possamos conversar. – Quem falava agora não era mais a de cabelo azul, mas sim a de cabelos pretos, que olhava para Misugi com um olhar de desconfiança, o qual Misugi devolvia tão intensamente quanto esta tal mulher.
Misugi se dirige até o corpo de Usagi e o retira das mãos da mulher de cabelos castanhos, esta a olha com um ar interrogativo, como se perguntando o que ela queria fazer com a amiga inconsciente. Misugi percebeu o olhar e deu um de seus maiores sorrisos, que lembrava um pouco Usagi na sua adolescência.
-Eu agradeço muito por vocês quererem ajudar, mas acho que daqui em diante eu já posso cuidar de minha amiga sozinha. Muito obrigada. – E falando isso tomou completamente o corpo de Usagi em suas mãos. Ela era maior e mais forte que Usagi então carregá-la ou ficar com ela no colo esperando que a ambulância chegasse não era nenhum problema para ela. Virou-se de costas e começou a caminhar em direção a beirada da calçada, esperando a ambulância chegar.
-Espere, nós iremos junto com você! – Ela reparou que a voz agora era masculina, e por alguma razão aquela voz a deixava muito irritada, então se lembrou mais uma vez da conversa que teve com Usagi, e de como ela descreveu suas antigas amigas. Ela virou-se novamente para eles, agora com uma expressão de imparcialidade na cara.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
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– Mamoru? – Aquilo foi um choque para todos os que estavam ali na frente de Misugi, e ela percebeu que estava certa em suas suposições. Foi por isso que a voz dele lhe causara tanta repulsa então, porque ele era o homem que fez Usagi sofrer tanto. Seguindo essa mesma linha de raciocínio ela olhou para aquela mulher de cabelos pretos, que instantes atrás lhe dirigia um olhar de desconfiança. – E suponho que você seja Rey? – Sua voz agora estava fria, mais fria que um bloco de gelo, e quando percebeu que acertara novamente nas suas suposições seu olhar tomou todo o rancor que estava guardado dentro de Usagi para si, e num piscar de olhos ela se virou de costas para aquele grupo que antes a tinha ajudado e começou a andar sem rumo com o corpo da amiga em mãos.
-Hei, aonde você pensa que vai com a nossa amiga? – Novamente aquela mulher que Misugi tinha reconhecido como Rey falou. Somente a sua voz já fazia todo o corpo de Misugi tremer, então ela novamente se virou os encarando e disse:
-Eu estou levando a minha amiga para longe de vocês! – Misugi falava aquilo enquanto encarava sem vergonha nenhuma tanto Rey como Mamoru, e a raiva estava impregnada na sua voz. Ela sentia ódio, um ódio que não vinha dela, que não lhe pertencia. Um ódio que vinha de Usagi. – A ultima coisa que quero agora é que minha amiga acorde e que a primeira coisa que veja sejam vocês. – Essa ultima frase fechou aquela conversa, pois em menos de dois segundos o carro da ambulância estava parado na frente deles.
Ela se dirigiu até o carro da ambulância mostrando a mulher que precisava ser levada. Entrou dentro do carro junto com os paramédicos, e lá de dentro olhou mais uma vez para a rua na frente antes que um deles fechasse a porta do carro. Quando olhou para fora, conseguiu visualizar mais uma vez o rosto daquelas quatro pessoas, que a partir de hoje poderiam se considerar suas mais novas inimigas.
O homem fechou a porta da ambulância, e a mesma começou a se locomover em direção ao hospital. Enquanto o carro andava, Misugi olhava para Usagi, totalmente preocupada com o estado da amiga, que agora tinha o semblante contorcido, como se estivesse tendo algum tipo de pesadelo. E era exatamente isso o que estava acontecendo.
Usagi não sabia o que estava acontecendo ao seu redor, mas conseguia ouvir as vozes de sua amiga Misugi e de mais algumas pessoas. Não tinha força alguma nem sequer para abrir os olhos, mas estava acordada. No momento em que ouviu que a amiga tinha falado o nome de Mamoru um ódio repentino tomou conta de seu ser, um ódio maior que ela.
Ela estava tentando escutar qualquer coisa que fosse do que estava acontecendo a sua volta, mas depois daquela onda de ódio, tudo ao seu redor começou a ficar escuro, estava envolta em uma penumbra que ela sabia que vinha de seu coração. Ela estava enxergando a sua alma, que nos últimos anos se tornou tão negra quanto à própria escuridão. O seu ódio era tudo o que a mantinha viva, e ela sabia que estava se tornando cada dia mais parecida com os inimigos que antigamente ela tanto combatia para manter o amor e a justiça no mundo.
Foi nesse momento que ela teve aquela visão, aquilo que ela menos queria no momento, algo que ela jurou que jamais aconteceria.
Ela estava caída no chão, mais uma vez vestida de Sailor Moon. Provavelmente retornara para Tókio, mas a sua roupa não era mais a mesma, ela não conseguia ver direito em meio à escuridão, mas percebia que havia pequenos detalhes que estavam diferentes. Tentava se levantar a todo o custo, mas não conseguia. O chão tremia aos seus pés, as outras Sailor se encontravam de pé ao seu redor, mas ninguém vinha lhe ajudar. Tuxedo Mask a encarava com pena nos olhos, então ela gritou. Tão alto que até os seus ouvidos doeram, era um grito de dor, de angustia, mas não continha nenhum resquício de ódio. Aos poucos ela foi conseguindo se levantar, com as mãos apoiadas nos joelhos, ela olhou o chão ao seu redor, e viu centenas de corpos caídos, provavelmente mortos, o sangue borrava aquele cenário de vermelho, sua visão estava turva, mas mesmo assim conseguiu ver a lua mais uma vez. E em frente a sua tão adorada lua, estava um ser que ela não conseguiu identificar, mas que de longe se parecia muito com ela. Ela olhava aquele ser pairando em frente à lua, e se perguntava o que teria acontecido, até que seus pés não agüentaram mais a pressão de todo o seu corpo e novamente ela caiu ao chão, chorando como há muito tempo não fazia, pois sentia que tudo aquilo que estava acontecendo ao seu redor era sua culpa, que todo aquele cenário macabro que preenchia aquele espaço fora feito por ela, e que era por isso que as guerreiras não a ajudavam, nem mesmo Tuxedo Mask. Tuxedo Mask, a ultima coisa que viu foi aquele ser se aproximando dele e lhe agarrando o pescoço, depois disso uma luz...
-Hei, aonde você pensa que vai com a nossa amiga? – Novamente aquela mulher que Misugi tinha reconhecido como Rey falou. Somente a sua voz já fazia todo o corpo de Misugi tremer, então ela novamente se virou os encarando e disse:
-Eu estou levando a minha amiga para longe de vocês! – Misugi falava aquilo enquanto encarava sem vergonha nenhuma tanto Rey como Mamoru, e a raiva estava impregnada na sua voz. Ela sentia ódio, um ódio que não vinha dela, que não lhe pertencia. Um ódio que vinha de Usagi. – A ultima coisa que quero agora é que minha amiga acorde e que a primeira coisa que veja sejam vocês. – Essa ultima frase fechou aquela conversa, pois em menos de dois segundos o carro da ambulância estava parado na frente deles.
Ela se dirigiu até o carro da ambulância mostrando a mulher que precisava ser levada. Entrou dentro do carro junto com os paramédicos, e lá de dentro olhou mais uma vez para a rua na frente antes que um deles fechasse a porta do carro. Quando olhou para fora, conseguiu visualizar mais uma vez o rosto daquelas quatro pessoas, que a partir de hoje poderiam se considerar suas mais novas inimigas.
O homem fechou a porta da ambulância, e a mesma começou a se locomover em direção ao hospital. Enquanto o carro andava, Misugi olhava para Usagi, totalmente preocupada com o estado da amiga, que agora tinha o semblante contorcido, como se estivesse tendo algum tipo de pesadelo. E era exatamente isso o que estava acontecendo.
Usagi não sabia o que estava acontecendo ao seu redor, mas conseguia ouvir as vozes de sua amiga Misugi e de mais algumas pessoas. Não tinha força alguma nem sequer para abrir os olhos, mas estava acordada. No momento em que ouviu que a amiga tinha falado o nome de Mamoru um ódio repentino tomou conta de seu ser, um ódio maior que ela.
Ela estava tentando escutar qualquer coisa que fosse do que estava acontecendo a sua volta, mas depois daquela onda de ódio, tudo ao seu redor começou a ficar escuro, estava envolta em uma penumbra que ela sabia que vinha de seu coração. Ela estava enxergando a sua alma, que nos últimos anos se tornou tão negra quanto à própria escuridão. O seu ódio era tudo o que a mantinha viva, e ela sabia que estava se tornando cada dia mais parecida com os inimigos que antigamente ela tanto combatia para manter o amor e a justiça no mundo.
Foi nesse momento que ela teve aquela visão, aquilo que ela menos queria no momento, algo que ela jurou que jamais aconteceria.
Ela estava caída no chão, mais uma vez vestida de Sailor Moon. Provavelmente retornara para Tókio, mas a sua roupa não era mais a mesma, ela não conseguia ver direito em meio à escuridão, mas percebia que havia pequenos detalhes que estavam diferentes. Tentava se levantar a todo o custo, mas não conseguia. O chão tremia aos seus pés, as outras Sailor se encontravam de pé ao seu redor, mas ninguém vinha lhe ajudar. Tuxedo Mask a encarava com pena nos olhos, então ela gritou. Tão alto que até os seus ouvidos doeram, era um grito de dor, de angustia, mas não continha nenhum resquício de ódio. Aos poucos ela foi conseguindo se levantar, com as mãos apoiadas nos joelhos, ela olhou o chão ao seu redor, e viu centenas de corpos caídos, provavelmente mortos, o sangue borrava aquele cenário de vermelho, sua visão estava turva, mas mesmo assim conseguiu ver a lua mais uma vez. E em frente a sua tão adorada lua, estava um ser que ela não conseguiu identificar, mas que de longe se parecia muito com ela. Ela olhava aquele ser pairando em frente à lua, e se perguntava o que teria acontecido, até que seus pés não agüentaram mais a pressão de todo o seu corpo e novamente ela caiu ao chão, chorando como há muito tempo não fazia, pois sentia que tudo aquilo que estava acontecendo ao seu redor era sua culpa, que todo aquele cenário macabro que preenchia aquele espaço fora feito por ela, e que era por isso que as guerreiras não a ajudavam, nem mesmo Tuxedo Mask. Tuxedo Mask, a ultima coisa que viu foi aquele ser se aproximando dele e lhe agarrando o pescoço, depois disso uma luz...
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
Usagi acordou um tanto quanto exasperada, não sabia onde estava e nem o que tinha acontecido. Olhava para todos os lados esperando encontrar algo que reconhecesse, que lhe chamasse a atenção, mas não havia nada ali que ela conhecesse. Nada. Ela se perguntava onde estaria, por que estava naquele lugar, que lugar seria aquele, por que estava deitada, há quanto tempo estava ali, que dia era esse. Tantas coisas se passavam na sua mente que ela nem percebeu que a porta que havia em frente a sua cama se abriu e de lá apareceu alguém que ela conhecia muito bem.
-Misugi, aonde é que eu estou? – Pela primeira vez depois do desmaio ela falou, sua voz saiu fraca e muito cansada. Ela estava com olheiras profundas nos olhos e sua cor aos poucos voltava ao seu corpo. Os seus olhos estavam opacos, como se tivesse tido um grande impacto, uma grande surpresa. Suas mãos tremiam de nervosismo e tudo o que queria era saber o motivo de estar deitada em uma cama que ficava em algum lugar que ela não conhecia.
-Calma amiga, você está num hospital! – Quando Misugi disse aquilo, deu para se perceber de longe o espanto que aquelas palavras tinham causado na pobre Usagi, que agora estava mais confusa ainda.
-O que foi que aconteceu? Por que razão eu vim parar num hospital? – Ela estava ansiosa por respostas, queria saber o que aconteceu, não lembrava de nada que pudesse tê-la feito ir parar no hospital.
-Eu já disse para você ter calma. – Misugi falou com muita paciência. Não queria que sua amiga desmaiasse novamente. – Você está no hospital por que desmaiou no meio da rua hoje de tarde. Não se lembra? – E Usagi puxou com todas as forças as memórias que tinha da tarde que passara junto de sua amiga. Ela lembrava que tinha falado algumas coisas com Misugi sobre seu passado, depois elas saíram do shopping onde estavam, e finalmente a escuridão.
-Acho que me lembro um pouco do que aconteceu. Mas há quanto tempo eu estou desacordada? – Ela agora parecia mais calma e paciente. Ela não poderia estar assim tão mal, afinal não tinha nenhum aparelho ao seu redor a não ser aqueles que normalmente ficam nos leitos para monitorar os batimentos cardíacos.
-Você ficou desacordada por umas duas horas, mas o medico já me explicou que tudo o que você teve foi uma queda de pressão. Ele disse que isso foi causado provavelmente por que você estaria submetida a muito stress ultimamente. E que logo iria melhorar e voltar a sua vida normal, tudo o que precisa fazer é ficar de repouso um tempinho e depois você pode voltar para casa. – Misugi agora aparentava mais segurança na voz do que da primeira vez que falara ao entrar no quarto, ela obviamente estava mais calma ao saber que não era nada grave o que estava acontecendo com sua amiga.
-Misugi, aonde é que eu estou? – Pela primeira vez depois do desmaio ela falou, sua voz saiu fraca e muito cansada. Ela estava com olheiras profundas nos olhos e sua cor aos poucos voltava ao seu corpo. Os seus olhos estavam opacos, como se tivesse tido um grande impacto, uma grande surpresa. Suas mãos tremiam de nervosismo e tudo o que queria era saber o motivo de estar deitada em uma cama que ficava em algum lugar que ela não conhecia.
-Calma amiga, você está num hospital! – Quando Misugi disse aquilo, deu para se perceber de longe o espanto que aquelas palavras tinham causado na pobre Usagi, que agora estava mais confusa ainda.
-O que foi que aconteceu? Por que razão eu vim parar num hospital? – Ela estava ansiosa por respostas, queria saber o que aconteceu, não lembrava de nada que pudesse tê-la feito ir parar no hospital.
-Eu já disse para você ter calma. – Misugi falou com muita paciência. Não queria que sua amiga desmaiasse novamente. – Você está no hospital por que desmaiou no meio da rua hoje de tarde. Não se lembra? – E Usagi puxou com todas as forças as memórias que tinha da tarde que passara junto de sua amiga. Ela lembrava que tinha falado algumas coisas com Misugi sobre seu passado, depois elas saíram do shopping onde estavam, e finalmente a escuridão.
-Acho que me lembro um pouco do que aconteceu. Mas há quanto tempo eu estou desacordada? – Ela agora parecia mais calma e paciente. Ela não poderia estar assim tão mal, afinal não tinha nenhum aparelho ao seu redor a não ser aqueles que normalmente ficam nos leitos para monitorar os batimentos cardíacos.
-Você ficou desacordada por umas duas horas, mas o medico já me explicou que tudo o que você teve foi uma queda de pressão. Ele disse que isso foi causado provavelmente por que você estaria submetida a muito stress ultimamente. E que logo iria melhorar e voltar a sua vida normal, tudo o que precisa fazer é ficar de repouso um tempinho e depois você pode voltar para casa. – Misugi agora aparentava mais segurança na voz do que da primeira vez que falara ao entrar no quarto, ela obviamente estava mais calma ao saber que não era nada grave o que estava acontecendo com sua amiga.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
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-Muito obrigada por me ajudar Misugi, você é uma grande amiga. – E seus olhos começaram a ficar marejados. Ela estava feliz por que apesar de ter só Misugi como amiga, ela já era mais do que o suficiente.
-Não fui só eu que te ajudei. No momento em que você desmaiou um grupo de pessoas me ajudou a chamar a ambulância enquanto eu cuidava de você. – Ela agora tinha voltado ao estado de insegurança de anteriormente, e Usagi percebeu que alguma coisa nesse grupo não era boa.
-Misugi quem eram essas pessoas? – Ela já perguntou pensando no pior. Tudo o que ela queria era que Misugi desmentisse a sua mente, porque agora tudo o que ela pensava era que aquele grupo era nada mais nada menos do que as suas antigas amigas e Mamoru.
-Bem, Usagi, eu não sabia quem eram essas pessoas quando elas me ajudaram, mas depois eu fui ligando um ponto com outro e... – Misugi começou a ficar vermelha, era obvio que ela estava nervosa, que seria difícil a fazer falar. –... Bem, quando eu... Percebi quem era... Eu... Eles... Bem, eles ligaram para a ambulância, e eu peguei você no colo, e... – A cada palavra que ela falava Usagi ficava com mais certeza de que eram mesmo suas antigas companheiras, mas queria que Misugi falasse por si só. -... Bem, aí o rapaz falou alguma coisa, e aquela voz me deixou com raiva, eu não sabia por que, mas eu não queria que ele chegasse perto de você... Eu perguntei se ele se chamava Mamoru... E... Bem... Eles não responderam nada, só ficaram me encarando, então eu soube que eu estava certa... Então eu me virei para ir embora com você no colo... Mas uma das garotas falou alguma coisa e eu me virei de novo, dessa vez eu sabia quem era, mas mesmo assim eu perguntei, e novamente eu acertei... Ela perguntou o que eu estava fazendo levando você... Eu disse que não iria os deixar chegarem perto de você... Eles iam responder alguma coisa, mas a ambulância chegou e eu entrei... Eles... Bem...
Usagi a olhava com certa curiosidade. Nunca tinha visto sua amiga reagir assim com ninguém, e como é que ela reconheceu Mamoru se nunca tinham se visto antes? Muitas perguntas como essas surgiam na sua cabeça, mas acima de tudo isso ela estava feliz, pois além de poder contar com ela em quase tudo, agora ela sabia que sua amiga estava ao seu lado para protegê-la quando fosse preciso.
-Misugi, minha amiga, muito obrigada por me tirar de perto daquelas pessoas, sinceramente, eu acho que foi a melhor coisa que alguém já fez por mim em toda a minha vida! – Ela sorria, como há muito tempo não fazia.
Misugi com certeza estava tendo um dia especial. Primeiro Usagi liga para ela pra que as duas saíssem pra passear, coisa que ela nunca fazia, se elas fossem sair sempre quem convidava era Misugi. Depois Usagi finalmente lhe contou alguma coisa sobre o seu passado depois de 10 anos sem o ter feito. Ela viu pela primeira vez sua amiga expressar algum sentimento, e acima de tudo, ela chorou, pode ter sido somente uma lagrima solitária, mas foi mais do que ela fez em 10 anos morando em Paris. Na saída do shopping ela vê sua amiga desmaiando sem razão alguma, cada vez mais pálida. Conhece as pessoas que fizeram tão mal para Usagi e briga com elas sem ao menos conhecê-las. Vai para um hospital recomendado por essas pessoas, e no caminho vê Usagi tendo algum tipo de pesadelo ou coisa parecida que a deixa com o semblante assustadoramente preocupado. E para fechar tudo com tampa de ouro, agora ela via sua melhor amiga da-la um sorriso de verdade, um sorriso que ela nunca tinha visto no rosto de Usagi. Com certeza aquele não era um dia comum. Mas esse dia não estava nem perto de acabar, e era isso que a preocupava.
-Não fui só eu que te ajudei. No momento em que você desmaiou um grupo de pessoas me ajudou a chamar a ambulância enquanto eu cuidava de você. – Ela agora tinha voltado ao estado de insegurança de anteriormente, e Usagi percebeu que alguma coisa nesse grupo não era boa.
-Misugi quem eram essas pessoas? – Ela já perguntou pensando no pior. Tudo o que ela queria era que Misugi desmentisse a sua mente, porque agora tudo o que ela pensava era que aquele grupo era nada mais nada menos do que as suas antigas amigas e Mamoru.
-Bem, Usagi, eu não sabia quem eram essas pessoas quando elas me ajudaram, mas depois eu fui ligando um ponto com outro e... – Misugi começou a ficar vermelha, era obvio que ela estava nervosa, que seria difícil a fazer falar. –... Bem, quando eu... Percebi quem era... Eu... Eles... Bem, eles ligaram para a ambulância, e eu peguei você no colo, e... – A cada palavra que ela falava Usagi ficava com mais certeza de que eram mesmo suas antigas companheiras, mas queria que Misugi falasse por si só. -... Bem, aí o rapaz falou alguma coisa, e aquela voz me deixou com raiva, eu não sabia por que, mas eu não queria que ele chegasse perto de você... Eu perguntei se ele se chamava Mamoru... E... Bem... Eles não responderam nada, só ficaram me encarando, então eu soube que eu estava certa... Então eu me virei para ir embora com você no colo... Mas uma das garotas falou alguma coisa e eu me virei de novo, dessa vez eu sabia quem era, mas mesmo assim eu perguntei, e novamente eu acertei... Ela perguntou o que eu estava fazendo levando você... Eu disse que não iria os deixar chegarem perto de você... Eles iam responder alguma coisa, mas a ambulância chegou e eu entrei... Eles... Bem...
Usagi a olhava com certa curiosidade. Nunca tinha visto sua amiga reagir assim com ninguém, e como é que ela reconheceu Mamoru se nunca tinham se visto antes? Muitas perguntas como essas surgiam na sua cabeça, mas acima de tudo isso ela estava feliz, pois além de poder contar com ela em quase tudo, agora ela sabia que sua amiga estava ao seu lado para protegê-la quando fosse preciso.
-Misugi, minha amiga, muito obrigada por me tirar de perto daquelas pessoas, sinceramente, eu acho que foi a melhor coisa que alguém já fez por mim em toda a minha vida! – Ela sorria, como há muito tempo não fazia.
Misugi com certeza estava tendo um dia especial. Primeiro Usagi liga para ela pra que as duas saíssem pra passear, coisa que ela nunca fazia, se elas fossem sair sempre quem convidava era Misugi. Depois Usagi finalmente lhe contou alguma coisa sobre o seu passado depois de 10 anos sem o ter feito. Ela viu pela primeira vez sua amiga expressar algum sentimento, e acima de tudo, ela chorou, pode ter sido somente uma lagrima solitária, mas foi mais do que ela fez em 10 anos morando em Paris. Na saída do shopping ela vê sua amiga desmaiando sem razão alguma, cada vez mais pálida. Conhece as pessoas que fizeram tão mal para Usagi e briga com elas sem ao menos conhecê-las. Vai para um hospital recomendado por essas pessoas, e no caminho vê Usagi tendo algum tipo de pesadelo ou coisa parecida que a deixa com o semblante assustadoramente preocupado. E para fechar tudo com tampa de ouro, agora ela via sua melhor amiga da-la um sorriso de verdade, um sorriso que ela nunca tinha visto no rosto de Usagi. Com certeza aquele não era um dia comum. Mas esse dia não estava nem perto de acabar, e era isso que a preocupava.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
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-Desculpa Usagi, mas eu fiz de tudo para que eles não chegassem perto de você. Infelizmente o hospital em que a gente está foi recomendado por uma daquelas mulheres, então ela sabia onde nós estávamos. E... – Ela hesitou, e Usagi percebeu que aquilo não era nada bom. É claro que se eles a viram desmaiar eles ficariam preocupados, e se foram eles que ligaram para o hospital era obvio que eles sabiam onde ela estava, mas tudo o que faltava era que... -... Eles estão aqui. – Aquela frase de Misugi foi o suficiente para fazer Usagi soar frio. Era só o que faltava mesmo, será que eles ainda não tinham percebido que ela não queria nada com eles, que ela não queria ouvir nada que eles tivessem para falar, que tudo o que ela queria era que eles fossem embora, que voltassem para Tókio e que a deixassem em paz na sua nova vida?
-O que é que eles estão fazendo aqui? Eu falei bem claro para eles ontem que eu não queria saber de nada do que eles tinham para me dizer. – Ela estava exaltada novamente, e com razão. Afinal, aquele dia não poderia ser pior, ou será que poderia?
-Bem, Usagi, eu fiz de tudo para que eles fossem embora, disse para eles que você não iria querer vê-los, mas eles não me escutaram, eles disseram que não iriam embora sem falar com você antes. Eles estão ali fora já faz quase duas horas, chegaram ao hospital um pouco depois da gente, e não saíram de lá até agora. – A sua voz estava embargada, ameaçando a qualquer momento cair em prantos ela parou de falar, respirou fundo, virou de costas para a amiga, e perguntou: - O que você quer que eu faça com eles?
-Peça para eles entrarem! – Aquilo foi um choque para Misugi. O pedido em si já era de se espantar, mas a voz com que ela falou, a calma que ela estava transmitindo como se nada estivesse acontecendo, aquele conjunto de fatores a pegou desprevenida.
-Tudo bem, se é isso mesmo que você quer eu vou falar para que eles entrem, mas você quer que todos eles venham? – Ela esperava que Usagi dissesse alguma coisa, que falasse que pelo menos aqueles dois não poderiam entrar, mas tudo o que ela fez foi balançar a cabeça em sinal de que todos eles deveriam entrar, e ela resignada abriu a porta e se dirigiu ao corredor que dava para a sala de espera.
Misugi estava pasma com a decisão de Usagi, mas se era isso que sua amiga queria ela não podia fazer nada a não ser ir lá e chamar aquelas pessoas. Ela ia caminhando calmamente através daquele corredor que parecia não acabar mais, mas sua mente não estava tão calma assim, para falar a verdade, a ultima coisa que sua mente estava era calma. Ela pensava em tudo o que aconteceu, o que estava acontecendo, e no que iria acontecer, que ela sabia que não ia ser nada bom para sua amiga. Quando finalmente o corredor acabou uma luz muito forte tomou conta do ambiente, e ela se deparou com uma sala muito grande e nela estavam mais ou menos umas vinte pessoas. Ela não ia perder tempo contando quantas pessoas estavam ali, então se dirigiu àquelas que lhe interessavam no momento.
Lá estavam eles, aqueles cinco, um olhando para a cara do outro com os olhos cheios de preocupação, não falavam nada, tudo o que faziam era observar o que estava acontecendo ao redor deles, sem prestar atenção em nada. Cada um deles estava perdido em seu próprio mundo, e foi nesse momento em que nenhum deles estava prestando atenção que Misugi chegou. Ela estava séria, não queria perder tempo com eles, mas infelizmente eles ainda não haviam percebido que ela estava ali.
-Boa tarde! – Ela disse num tom sarcástico, olhando nos olhos de cada um deles que acabaram por levar um susto por ouvir do nada alguém falando com eles. Todos olharam para ela com uma cara de preocupação, pois sabiam que ela não iria falar com eles por simples vontade.
-O que foi que aconteceu? – Mamoru perguntou, e logo se arrependeu, pois Misugi lhe lançou um olhar de total desprezo, que não passou despercebido por nenhuma das pessoas que estavam naquela sala. Era obvio que aquela mulher não queria estar na presença daquelas pessoas, mas lá estava ela, prestes a falar com eles.
-O que é que eles estão fazendo aqui? Eu falei bem claro para eles ontem que eu não queria saber de nada do que eles tinham para me dizer. – Ela estava exaltada novamente, e com razão. Afinal, aquele dia não poderia ser pior, ou será que poderia?
-Bem, Usagi, eu fiz de tudo para que eles fossem embora, disse para eles que você não iria querer vê-los, mas eles não me escutaram, eles disseram que não iriam embora sem falar com você antes. Eles estão ali fora já faz quase duas horas, chegaram ao hospital um pouco depois da gente, e não saíram de lá até agora. – A sua voz estava embargada, ameaçando a qualquer momento cair em prantos ela parou de falar, respirou fundo, virou de costas para a amiga, e perguntou: - O que você quer que eu faça com eles?
-Peça para eles entrarem! – Aquilo foi um choque para Misugi. O pedido em si já era de se espantar, mas a voz com que ela falou, a calma que ela estava transmitindo como se nada estivesse acontecendo, aquele conjunto de fatores a pegou desprevenida.
-Tudo bem, se é isso mesmo que você quer eu vou falar para que eles entrem, mas você quer que todos eles venham? – Ela esperava que Usagi dissesse alguma coisa, que falasse que pelo menos aqueles dois não poderiam entrar, mas tudo o que ela fez foi balançar a cabeça em sinal de que todos eles deveriam entrar, e ela resignada abriu a porta e se dirigiu ao corredor que dava para a sala de espera.
Misugi estava pasma com a decisão de Usagi, mas se era isso que sua amiga queria ela não podia fazer nada a não ser ir lá e chamar aquelas pessoas. Ela ia caminhando calmamente através daquele corredor que parecia não acabar mais, mas sua mente não estava tão calma assim, para falar a verdade, a ultima coisa que sua mente estava era calma. Ela pensava em tudo o que aconteceu, o que estava acontecendo, e no que iria acontecer, que ela sabia que não ia ser nada bom para sua amiga. Quando finalmente o corredor acabou uma luz muito forte tomou conta do ambiente, e ela se deparou com uma sala muito grande e nela estavam mais ou menos umas vinte pessoas. Ela não ia perder tempo contando quantas pessoas estavam ali, então se dirigiu àquelas que lhe interessavam no momento.
Lá estavam eles, aqueles cinco, um olhando para a cara do outro com os olhos cheios de preocupação, não falavam nada, tudo o que faziam era observar o que estava acontecendo ao redor deles, sem prestar atenção em nada. Cada um deles estava perdido em seu próprio mundo, e foi nesse momento em que nenhum deles estava prestando atenção que Misugi chegou. Ela estava séria, não queria perder tempo com eles, mas infelizmente eles ainda não haviam percebido que ela estava ali.
-Boa tarde! – Ela disse num tom sarcástico, olhando nos olhos de cada um deles que acabaram por levar um susto por ouvir do nada alguém falando com eles. Todos olharam para ela com uma cara de preocupação, pois sabiam que ela não iria falar com eles por simples vontade.
-O que foi que aconteceu? – Mamoru perguntou, e logo se arrependeu, pois Misugi lhe lançou um olhar de total desprezo, que não passou despercebido por nenhuma das pessoas que estavam naquela sala. Era obvio que aquela mulher não queria estar na presença daquelas pessoas, mas lá estava ela, prestes a falar com eles.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
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-Usagi me pediu para chamá-los, ela quer falar com vocês imediatamente! – E sua voz era mais fria que o gelo, era obvio que ela era contra aquilo, que ela não queria que Usagi falasse com eles. E mais que a frieza da voz de Misugi o que chamou atenção também das pessoas que estavam por perto foi à surpresa que o grupo teve, nunca que eles iriam pensar que a própria Usagi ia chamá-los para conversar. – Eu vou levá-los até lá.
Misugi esperou que todos eles se pusessem de pé e quando percebeu que todos já estavam prontos se virou de costas e começou a caminhar sem falar mais nenhuma palavra. Era constrangedor para aqueles cinco estarem caminhando por um corredor de hospital com uma pessoa que não queria que eles estivessem ali, e mais constrangedor ainda saber que todos que passavam por eles percebiam a atitude da mulher na frente deles. Mas seguiram em frente pelo imenso corredor até que viram que a pessoa que os guiava parou de repente, todos pararam junto com ela esperando qual seria a próxima reação da mulher.
-Eu vou pedir, por favor, para vocês não estressarem muito Usagi, ela não está bem e pode voltar a desmaiar. – Misugi falava com calma, toda a frieza que sua voz continha anteriormente desapareceu dando lugar à voz preocupada e muito aflita. Nesse momento eles souberam que Usagi não tinha como ter achado melhor amiga para si nesse meio tempo em que passou em Paris.
Eles confirmaram com a cabeça que fariam de tudo para não causar mais problemas para Usagi, mais do que eles já estavam causando na verdade. Ela então caminhou mais um pouco e eles a seguiram até o momento em que ela parou e se virou em frente a uma porta. Todos pararam nesse momento encarando a porta como se estivessem com medo, o que não era nenhuma mentira. Misugi então bateu na porta três vezes, um tanto hesitante, esperando pela resposta de sua amiga, e quando ouviu um “pode entrar” muito fraco do outro lado da porta ela mais uma vez olhou para o rosto de todos aqueles que estavam a acompanhando, respirou fundo e finalmente abriu a porta.
Ao entrarem no quarto eles esperavam ver Usagi na cama, deitada como lhe tinha sido mandado, esperavam que ela estivesse fraca, com a aparência de uma pessoa doente, mas não foi isso o que encontraram. Não, ao entrarem no quarto se depararam com a cama vazia. Ficaram muito preocupados ao verem que sua amiga não estava deitada, mas nenhum deles ficou surpreso, pois afinal era bem de Usagi fazer as coisas sem pensar. Começaram a vasculhar o quarto com o olhar até que todos os olhos se encontraram na janela que tinha no outro lado do quarto. Na frente da janela estava apoiada Usagi, que olhava para eles com um olhar calmo, tranqüilizante, nem parecia que há pouco mais de duas horas ela estava desmaiando no meio de uma rua movimentada.-Eu não tenho muitas cadeiras aqui, mas posso oferecer a minha cama para que vocês se sentem. – Não era só o olhar de Usagi que aparentava calma, sua voz parecia uma melodia que ao ser tocada tranqüilizava a todos. Ela deu um sorriso e com a mão mostrou a cama esperando até que todos se sentassem nela para que pudesse falar. – Eu pensei que tinha sido muito clara ontem quando vocês foram à minha casa que eu não queria falar nunca mais com vocês, mas parece que vocês não foram capazes de compreender o que eu disse. – Ela falava calmamente, mas era nítido que ela estava sendo sarcástica, embora não desse nenhum sinal de que essa era sua atenção. Minako tentou falar alguma coisa, mas no momento em que iria abrir a boca Usagi a olhou dentro dos olhos, os dois olhares se chocaram no meio do caminho causando em Minako um desconforto que ela não sabia de onde vinha. – Não se preocupe Minako, a hora de vocês falarem logo vai chegar, nesse momento quem vai falar sou eu.
Misugi esperou que todos eles se pusessem de pé e quando percebeu que todos já estavam prontos se virou de costas e começou a caminhar sem falar mais nenhuma palavra. Era constrangedor para aqueles cinco estarem caminhando por um corredor de hospital com uma pessoa que não queria que eles estivessem ali, e mais constrangedor ainda saber que todos que passavam por eles percebiam a atitude da mulher na frente deles. Mas seguiram em frente pelo imenso corredor até que viram que a pessoa que os guiava parou de repente, todos pararam junto com ela esperando qual seria a próxima reação da mulher.
-Eu vou pedir, por favor, para vocês não estressarem muito Usagi, ela não está bem e pode voltar a desmaiar. – Misugi falava com calma, toda a frieza que sua voz continha anteriormente desapareceu dando lugar à voz preocupada e muito aflita. Nesse momento eles souberam que Usagi não tinha como ter achado melhor amiga para si nesse meio tempo em que passou em Paris.
Eles confirmaram com a cabeça que fariam de tudo para não causar mais problemas para Usagi, mais do que eles já estavam causando na verdade. Ela então caminhou mais um pouco e eles a seguiram até o momento em que ela parou e se virou em frente a uma porta. Todos pararam nesse momento encarando a porta como se estivessem com medo, o que não era nenhuma mentira. Misugi então bateu na porta três vezes, um tanto hesitante, esperando pela resposta de sua amiga, e quando ouviu um “pode entrar” muito fraco do outro lado da porta ela mais uma vez olhou para o rosto de todos aqueles que estavam a acompanhando, respirou fundo e finalmente abriu a porta.
Ao entrarem no quarto eles esperavam ver Usagi na cama, deitada como lhe tinha sido mandado, esperavam que ela estivesse fraca, com a aparência de uma pessoa doente, mas não foi isso o que encontraram. Não, ao entrarem no quarto se depararam com a cama vazia. Ficaram muito preocupados ao verem que sua amiga não estava deitada, mas nenhum deles ficou surpreso, pois afinal era bem de Usagi fazer as coisas sem pensar. Começaram a vasculhar o quarto com o olhar até que todos os olhos se encontraram na janela que tinha no outro lado do quarto. Na frente da janela estava apoiada Usagi, que olhava para eles com um olhar calmo, tranqüilizante, nem parecia que há pouco mais de duas horas ela estava desmaiando no meio de uma rua movimentada.-Eu não tenho muitas cadeiras aqui, mas posso oferecer a minha cama para que vocês se sentem. – Não era só o olhar de Usagi que aparentava calma, sua voz parecia uma melodia que ao ser tocada tranqüilizava a todos. Ela deu um sorriso e com a mão mostrou a cama esperando até que todos se sentassem nela para que pudesse falar. – Eu pensei que tinha sido muito clara ontem quando vocês foram à minha casa que eu não queria falar nunca mais com vocês, mas parece que vocês não foram capazes de compreender o que eu disse. – Ela falava calmamente, mas era nítido que ela estava sendo sarcástica, embora não desse nenhum sinal de que essa era sua atenção. Minako tentou falar alguma coisa, mas no momento em que iria abrir a boca Usagi a olhou dentro dos olhos, os dois olhares se chocaram no meio do caminho causando em Minako um desconforto que ela não sabia de onde vinha. – Não se preocupe Minako, a hora de vocês falarem logo vai chegar, nesse momento quem vai falar sou eu.
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O quarto entrou em um silencio profundo. Ninguém esperava essa reação de Usagi, ela estava transmitindo uma calma que não condizia com a sua voz, sua postura era altiva, uma postura que exigia respeito mesmo que não fosse essa a intenção de Usagi, e todos ali estavam surpresos demais para revidar qualquer palavra que ela dissesse, afinal estavam em frente a uma verdadeira princesa.
-Eu sei muito bem sobre o que vocês vieram falar comigo, e eu já disse que não estava interessada em saber das suas explicações. – Seu olhar foi dirigido para Mamoru e Rey, que assim que perceberam que era com eles que ela falava congelaram por dentro. – Peço desculpas por ontem, eu me descontrolei, não estava preparada para encarar o meu passado ainda. –Novamente todos ali fizeram silencio. Definitivamente aquela não era a Usagi que eles conheciam. Nem mesmo Misugi estava reconhecendo aquela mulher que estava na sua frente, era uma surpresa atrás da outra. Quando ela saiu do quarto de sua amiga, ela estava mal, sua aparência era de uma doente, tal como deveria ser, mas agora na sua frente estava uma mulher altiva, com ares de realeza, e ela não sabia como, mas no seu intimo ela entendia que Usagi tinha todo o direito de ter uma postura assim. Usagi então olhou para ela e reparou na confusão que estava causando na coitada da amiga que nesse momento não estava entendendo nada. – Misugi minha amiga, não se preocupe, depois de falar com eles eu lhe explico tudo o que está acontecendo, mas só depois de falar com eles. – Ela parou mais uma vez, respirou fundo, pois dessa vez ela não iria parar por nada. – Como eu já tinha dito ontem, eu não quero falar com vocês, mas parece que não entenderam muito bem. Eu não queria ter que lembrar de tudo o que aconteceu, não queria ter que sofrer tudo o que vocês me fizeram sofrer. Vocês vieram falar do passado e agora nós vamos falar do passado, Mamoru. – Seu olhar se dirigiu para ele, que estava parado, perplexo com o que estava acontecendo. – Você tem noção da dimensão que seus atos tiveram sobre mim? Não foi somente ter terminado comigo, não foi só ter me traído com a minha melhor amiga, não foi só ter me usado como se fosse um brinquedo para sua diversão e no momento que se cansou ter me descartado como se não prestasse para mais nada. Isso não foi nada comparado ao que aconteceu depois. Você nunca se perguntou o que eu fui fazer na sua casa depois de você ter terminado comigo? Ou será que você foi capaz de pensar que eu voltei lá simplesmente para implorar para que voltasse comigo? Sinceramente eu não duvido que tenha pensado isso mesmo. Bem, isso não vem ao caso agora. E também não lhe interessa agora o que aconteceu no passado, mas tenha plena certeza de que foi completamente por sua culpa, sua e dessa mulher que por anos eu considerei minha melhor amiga, que eu me tornei o que eu sou hoje. Rey... – agora ela se voltou para Rey que ouvia aquilo como se cada palavra fosse uma punhalada que ela levava no coração. –... Você, que eu considerei minha melhor amiga, como foi capaz de fazer aquilo comigo, como foi capaz de se deitar com o homem que você sabia que eu amava? Como teve a coragem de fazer isso, e ainda por cima aparecer aqui querendo me explicar o que aconteceu, como se eu não tivesse visto aquela cena que até hoje não sai da minha cabeça? – Rey ia começar a falar, mas foi interrompida pela mão de Usagi que se ergueu no ar em sinal de que ela fizesse silencio. – Eu disse que quem iria falar agora era eu. Vocês se quiserem falar, irão fazê-lo depois. Sinceramente é só com vocês que eu tenho um problema real, mas... – ela agora se virou para as outras três que estavam ali para falar com ela também. –... Vocês, vocês sabiam de tudo o que estavam acontecendo. Eu sei que vocês sabiam, e mesmo assim preferiram que eu descobrisse do pior jeito possível. Não foram capazes de me contar que o homem que eu amava e que a minha melhor amiga estavam me traindo, me apunhalando pelas costas, e na mesma cama em que nós costumávamos dormir. O que vocês acham que eu senti quando eu vi aquilo, quando eu entrei naquele quarto, quando vi os dois me encarando, enquanto eu corria pelas ruas desesperada e sem forças para seguir em frente? Eu nunca pensei que uma coisa como aquela fosse acontecer, eu pensei que Mamoru me amasse de verdade, mas depois daquilo eu percebi que ele só estava comigo por obrigação, por causa do que aconteceu no passado e do que iria acontecer no futuro. Eu já lhes digo que aquilo não vai mais acontecer, agora se tornou impossível para eu ter aquele futuro junto de vocês, por diversas razoes, incluindo isso que vocês fizeram.
-Eu sei muito bem sobre o que vocês vieram falar comigo, e eu já disse que não estava interessada em saber das suas explicações. – Seu olhar foi dirigido para Mamoru e Rey, que assim que perceberam que era com eles que ela falava congelaram por dentro. – Peço desculpas por ontem, eu me descontrolei, não estava preparada para encarar o meu passado ainda. –Novamente todos ali fizeram silencio. Definitivamente aquela não era a Usagi que eles conheciam. Nem mesmo Misugi estava reconhecendo aquela mulher que estava na sua frente, era uma surpresa atrás da outra. Quando ela saiu do quarto de sua amiga, ela estava mal, sua aparência era de uma doente, tal como deveria ser, mas agora na sua frente estava uma mulher altiva, com ares de realeza, e ela não sabia como, mas no seu intimo ela entendia que Usagi tinha todo o direito de ter uma postura assim. Usagi então olhou para ela e reparou na confusão que estava causando na coitada da amiga que nesse momento não estava entendendo nada. – Misugi minha amiga, não se preocupe, depois de falar com eles eu lhe explico tudo o que está acontecendo, mas só depois de falar com eles. – Ela parou mais uma vez, respirou fundo, pois dessa vez ela não iria parar por nada. – Como eu já tinha dito ontem, eu não quero falar com vocês, mas parece que não entenderam muito bem. Eu não queria ter que lembrar de tudo o que aconteceu, não queria ter que sofrer tudo o que vocês me fizeram sofrer. Vocês vieram falar do passado e agora nós vamos falar do passado, Mamoru. – Seu olhar se dirigiu para ele, que estava parado, perplexo com o que estava acontecendo. – Você tem noção da dimensão que seus atos tiveram sobre mim? Não foi somente ter terminado comigo, não foi só ter me traído com a minha melhor amiga, não foi só ter me usado como se fosse um brinquedo para sua diversão e no momento que se cansou ter me descartado como se não prestasse para mais nada. Isso não foi nada comparado ao que aconteceu depois. Você nunca se perguntou o que eu fui fazer na sua casa depois de você ter terminado comigo? Ou será que você foi capaz de pensar que eu voltei lá simplesmente para implorar para que voltasse comigo? Sinceramente eu não duvido que tenha pensado isso mesmo. Bem, isso não vem ao caso agora. E também não lhe interessa agora o que aconteceu no passado, mas tenha plena certeza de que foi completamente por sua culpa, sua e dessa mulher que por anos eu considerei minha melhor amiga, que eu me tornei o que eu sou hoje. Rey... – agora ela se voltou para Rey que ouvia aquilo como se cada palavra fosse uma punhalada que ela levava no coração. –... Você, que eu considerei minha melhor amiga, como foi capaz de fazer aquilo comigo, como foi capaz de se deitar com o homem que você sabia que eu amava? Como teve a coragem de fazer isso, e ainda por cima aparecer aqui querendo me explicar o que aconteceu, como se eu não tivesse visto aquela cena que até hoje não sai da minha cabeça? – Rey ia começar a falar, mas foi interrompida pela mão de Usagi que se ergueu no ar em sinal de que ela fizesse silencio. – Eu disse que quem iria falar agora era eu. Vocês se quiserem falar, irão fazê-lo depois. Sinceramente é só com vocês que eu tenho um problema real, mas... – ela agora se virou para as outras três que estavam ali para falar com ela também. –... Vocês, vocês sabiam de tudo o que estavam acontecendo. Eu sei que vocês sabiam, e mesmo assim preferiram que eu descobrisse do pior jeito possível. Não foram capazes de me contar que o homem que eu amava e que a minha melhor amiga estavam me traindo, me apunhalando pelas costas, e na mesma cama em que nós costumávamos dormir. O que vocês acham que eu senti quando eu vi aquilo, quando eu entrei naquele quarto, quando vi os dois me encarando, enquanto eu corria pelas ruas desesperada e sem forças para seguir em frente? Eu nunca pensei que uma coisa como aquela fosse acontecer, eu pensei que Mamoru me amasse de verdade, mas depois daquilo eu percebi que ele só estava comigo por obrigação, por causa do que aconteceu no passado e do que iria acontecer no futuro. Eu já lhes digo que aquilo não vai mais acontecer, agora se tornou impossível para eu ter aquele futuro junto de vocês, por diversas razoes, incluindo isso que vocês fizeram.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
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Ela agora realmente tinha acabado de falar, mas sinceramente não estava disposta a ouvir as explicações de nenhum deles, aquilo que ela falou para eles não era nem um décimo do que ela realmente sentia, mas ela não podia falar toda a verdade, aquilo a machucava demais, pensar que sua vida poderia ser totalmente diferente do que ela era agora doía muito.
Todos continuaram em silencio, eles sabiam que ela tinha ficado abalada com o que aconteceu no passado, e ela tinha todo o direito de ter ficado assim, mas eles nunca, jamais, pensaram que ela fosse falar aquilo. Eles já previam o que ela iria dizer, já sabiam que ela não iria querer os escutar, que ela provavelmente os mandaria embora, mas nesse momento aquilo que ouviram foi tão fundo no coração de cada um que nenhum deles tinha coragem de quebrar o silencio que foi imposto assim que Usagi terminou de falar.
-Eu pensei que vocês iriam querer falar alguma coisa, mas como vejo que ninguém fala nada, por favor, se retirem que eu gostaria de descansar. – Todos olharam para ela pasmados com a calma que ela exibia em sua face, realmente ela estava agindo como uma princesa. Se eles tivessem esta conversa no passado nesse momento o hospital já estaria aos pedaços, Usagi estaria aos prantos, às pessoas estariam surdas, e metade de Tókio teria sido destruída. Mas não era mais assim, Usagi não era mais aquela menina bobinha de antigamente, agora ela tinha completa noção dos seus atos e do que podem acarretar. Mamoru ia começar a falar alguma coisa, mas assim como Rey foi interrompido pela mão de Usagi. – Eu dei há vocês tempo para falarem, não falaram por que não quiseram, agora se me dão licença se retirem do meu quarto. – Novamente Mamoru tentou falar, mas dessa vez não foi à mão de Usagi que o calou e sim sua voz. – Eu não gostaria de me estressar, por favor, se retirem da minha frente, que eu já não estou tão bem quanto estava antes. – Era visível agora o cansaço que aqueles poucos minutos em pé causaram em Usagi, ela estava tremendo, seu rosto estava tão pálido quanto antes, suas mãos apertavam o coração como se estivessem com medo de que ele pulasse para fora de seu corpo, sua voz mais uma vez se tornou fraca, seus lábios perderam toda a cor, e ela agora se encostava à parede para não cair. Ao ver que nenhum deles saía ela começou a ficar nervosa, não queria mais vê-los, já tinha falado o que precisava falar com eles, já tinha lhes dito tudo o que precisavam ouvir, agora se quisessem falar com ela que aparecessem outra hora. – Saiam daqui! – Foi a ultima coisa que ela conseguiu dizer, pois seu corpo novamente perdeu todas as forças e ela não conseguia mais se manter em pé. Aos poucos ela foi escorregando na parede até que chegou ao chão totalmente desacordada.
Misugi correu até a amiga desesperada. Mais uma vez tinha em suas mãos Usagi desacordada, pelo menos agora ela já estava dentro do hospital. Ergueu a amiga no colo e colocou-a em cima da cama, a ajeitando corretamente e depois apertou o botão para que algum medico viesse ver como estava a sua amiga. Depois de tudo feito ela se virou para os cinco que ainda estavam dentro do quarto com cara de preocupados.
-Eu pedi, não pedi, para que vocês não estressassem a Usagi? Por que não foram embora quando ela pediu da primeira vez? Viram o que aconteceu agora? – Ela estava muito nervosa e era completamente aceitável, mas não era a única dentro daquele quarto que estava tendo um ataque de nervos. Ela olhou nos olhos de cada um dos presentes e sem rodeio nenhum apenas apontou para a porta do quarto, era claro que ela queria que eles saíssem, e eles não iriam ficar ali contra a vontade das duas.
Todos continuaram em silencio, eles sabiam que ela tinha ficado abalada com o que aconteceu no passado, e ela tinha todo o direito de ter ficado assim, mas eles nunca, jamais, pensaram que ela fosse falar aquilo. Eles já previam o que ela iria dizer, já sabiam que ela não iria querer os escutar, que ela provavelmente os mandaria embora, mas nesse momento aquilo que ouviram foi tão fundo no coração de cada um que nenhum deles tinha coragem de quebrar o silencio que foi imposto assim que Usagi terminou de falar.
-Eu pensei que vocês iriam querer falar alguma coisa, mas como vejo que ninguém fala nada, por favor, se retirem que eu gostaria de descansar. – Todos olharam para ela pasmados com a calma que ela exibia em sua face, realmente ela estava agindo como uma princesa. Se eles tivessem esta conversa no passado nesse momento o hospital já estaria aos pedaços, Usagi estaria aos prantos, às pessoas estariam surdas, e metade de Tókio teria sido destruída. Mas não era mais assim, Usagi não era mais aquela menina bobinha de antigamente, agora ela tinha completa noção dos seus atos e do que podem acarretar. Mamoru ia começar a falar alguma coisa, mas assim como Rey foi interrompido pela mão de Usagi. – Eu dei há vocês tempo para falarem, não falaram por que não quiseram, agora se me dão licença se retirem do meu quarto. – Novamente Mamoru tentou falar, mas dessa vez não foi à mão de Usagi que o calou e sim sua voz. – Eu não gostaria de me estressar, por favor, se retirem da minha frente, que eu já não estou tão bem quanto estava antes. – Era visível agora o cansaço que aqueles poucos minutos em pé causaram em Usagi, ela estava tremendo, seu rosto estava tão pálido quanto antes, suas mãos apertavam o coração como se estivessem com medo de que ele pulasse para fora de seu corpo, sua voz mais uma vez se tornou fraca, seus lábios perderam toda a cor, e ela agora se encostava à parede para não cair. Ao ver que nenhum deles saía ela começou a ficar nervosa, não queria mais vê-los, já tinha falado o que precisava falar com eles, já tinha lhes dito tudo o que precisavam ouvir, agora se quisessem falar com ela que aparecessem outra hora. – Saiam daqui! – Foi a ultima coisa que ela conseguiu dizer, pois seu corpo novamente perdeu todas as forças e ela não conseguia mais se manter em pé. Aos poucos ela foi escorregando na parede até que chegou ao chão totalmente desacordada.
Misugi correu até a amiga desesperada. Mais uma vez tinha em suas mãos Usagi desacordada, pelo menos agora ela já estava dentro do hospital. Ergueu a amiga no colo e colocou-a em cima da cama, a ajeitando corretamente e depois apertou o botão para que algum medico viesse ver como estava a sua amiga. Depois de tudo feito ela se virou para os cinco que ainda estavam dentro do quarto com cara de preocupados.
-Eu pedi, não pedi, para que vocês não estressassem a Usagi? Por que não foram embora quando ela pediu da primeira vez? Viram o que aconteceu agora? – Ela estava muito nervosa e era completamente aceitável, mas não era a única dentro daquele quarto que estava tendo um ataque de nervos. Ela olhou nos olhos de cada um dos presentes e sem rodeio nenhum apenas apontou para a porta do quarto, era claro que ela queria que eles saíssem, e eles não iriam ficar ali contra a vontade das duas.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
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