Sailor Moon - O Sonho não Acabou
Dormiram todos os seis uma noite agitada. Usagi em sua casa, sonhando com aquele encontro, e querendo esquecer que algum dia conheceu aquelas pessoas. Mamoru sonhando com o beijo que dera em Usagi. É claro que não foi um beijo igual aos outros, cheio de amor, de desejo, de vontade, mas foi um beijo. Makoto sonhando com o dia que tivera, a viagem, a conversa ao telefone com Usagi, a conversa com os seus amigos depois do telefonema, a decisão de ir até a casa dela, e aquele fatídico encontro. Minako sonhando com o passado, quando elas eram um grupo unido e que protegiam um ao outro em qualquer coisa. Amy sonhando com o dia de amanhã, ela tinha que estar preparada para mais um dia, para mais um encontro, e dessa vez tinha que dar tudo certo, elas tinham que pelo menos conseguir abrir a boca para falar alguma coisa, tentar se explicar, e tentar ao menos convencer Usagi a repensar o que aconteceu, mas assim como os outros, Amy não conhecia nem a metade dos fatos. E finalmente Rey, esta sonhava com o que tinha feito, em como conseguiu fazer aquilo com sua melhor amiga, com a pessoa que ela mais gostava, e mesmo assim não sentir remorso de ter se sentido pelo menos uma vez na vida amada pela pessoa que ela sempre amou.
Nasce um novo dia, e com esse novo dia nascem novas expectativas. Em um quarto de hotel, quatro mulheres e um homem acordam, prontos para enfrentar tudo o que for preciso para poder ficar perto daquela que amam.
Era domingo, e nesse dia Usagi não tinha trabalho, mas a ultima coisa que queria era ficar sentada em casa sem fazer nada, por que ficar ali parada fazia com que ela se lembrasse do que ocorreu ontem à noite, e era a ultima coisa que queria. Já que ontem à noite o pesadelo que ela teve nos últimos 10 anos tinha se tornado realidade.
Ela resolveu ligar para a única amiga de verdade que ela tinha naquela cidade, a única pessoa que a entendia, e que não iria lhe perguntar o porquê dela estar mais fria hoje do que normalmente ela era. Então ligou para Misugi, a primeira pessoa que ela conheceu em Paris, a sua única amiga, a única em quem ela podia confiar. Combinaram as duas de se encontrarem numa praça que tinha perto da casa de Usagi para conversarem, e quem sabe depois comerem alguma coisa e saírem para fazer umas compras, porque apesar de ser uma das pessoas mais frias do mundo ainda assim era mulher, e não resistia a umas compras.
Em menos de meia hora Usagi já estava naquela pracinha esperando por Misugi, que era incrível como sempre se atrasava. Em certos pontos chegava a lembrar de si mesma na sua adolescência quando olhava para Misugi, uma mulher, da mesma idade que Usagi, mas um pouco atrapalhada, sempre atrasada para qualquer coisa, mas muito comunicativa, gostava das pessoas e acreditava que todos tinham alguma bondade no coração, inclusive Usagi, talvez seja por isso que as duas saiam juntas. Misugi para tentar fazer esse lado bom de Usagi voltar a tona, e Usagi por lembrar de si mesma quando tinha 16 anos quando olhava para a amiga.
Depois de 10 minutos esperando por Misugi, esta aparece correndo e pedindo desculpas pelo atraso, como sempre acontecia. Tudo o que ela fez foi dar um sorriso meio de lado e desejar um bom-dia para sua amiga.
Foram caminhando até um shopping que tinha perto dali. E se sentaram na praça de alimentação. Usagi não queria comer, e nem Misugi queria, então para não ficar um chato pra elas pediram dois sucos. -Usagi, minha amiga, o que foi que aconteceu para você ficar com essa cara de enterro em plena manhã? – A voz de Misugi encheu os ouvidos de Usagi como se fosse uma melodia muito agradável. Ela tinha despertado do pesadelo e estava com quem realmente a entendia. Está certo que Misugi não sabia nada do seu passado, mas mesmo assim era a única pessoa que podia dizer que conhecia Usagi Tsukino.
Nasce um novo dia, e com esse novo dia nascem novas expectativas. Em um quarto de hotel, quatro mulheres e um homem acordam, prontos para enfrentar tudo o que for preciso para poder ficar perto daquela que amam.
Era domingo, e nesse dia Usagi não tinha trabalho, mas a ultima coisa que queria era ficar sentada em casa sem fazer nada, por que ficar ali parada fazia com que ela se lembrasse do que ocorreu ontem à noite, e era a ultima coisa que queria. Já que ontem à noite o pesadelo que ela teve nos últimos 10 anos tinha se tornado realidade.
Ela resolveu ligar para a única amiga de verdade que ela tinha naquela cidade, a única pessoa que a entendia, e que não iria lhe perguntar o porquê dela estar mais fria hoje do que normalmente ela era. Então ligou para Misugi, a primeira pessoa que ela conheceu em Paris, a sua única amiga, a única em quem ela podia confiar. Combinaram as duas de se encontrarem numa praça que tinha perto da casa de Usagi para conversarem, e quem sabe depois comerem alguma coisa e saírem para fazer umas compras, porque apesar de ser uma das pessoas mais frias do mundo ainda assim era mulher, e não resistia a umas compras.
Em menos de meia hora Usagi já estava naquela pracinha esperando por Misugi, que era incrível como sempre se atrasava. Em certos pontos chegava a lembrar de si mesma na sua adolescência quando olhava para Misugi, uma mulher, da mesma idade que Usagi, mas um pouco atrapalhada, sempre atrasada para qualquer coisa, mas muito comunicativa, gostava das pessoas e acreditava que todos tinham alguma bondade no coração, inclusive Usagi, talvez seja por isso que as duas saiam juntas. Misugi para tentar fazer esse lado bom de Usagi voltar a tona, e Usagi por lembrar de si mesma quando tinha 16 anos quando olhava para a amiga.
Depois de 10 minutos esperando por Misugi, esta aparece correndo e pedindo desculpas pelo atraso, como sempre acontecia. Tudo o que ela fez foi dar um sorriso meio de lado e desejar um bom-dia para sua amiga.
Foram caminhando até um shopping que tinha perto dali. E se sentaram na praça de alimentação. Usagi não queria comer, e nem Misugi queria, então para não ficar um chato pra elas pediram dois sucos. -Usagi, minha amiga, o que foi que aconteceu para você ficar com essa cara de enterro em plena manhã? – A voz de Misugi encheu os ouvidos de Usagi como se fosse uma melodia muito agradável. Ela tinha despertado do pesadelo e estava com quem realmente a entendia. Está certo que Misugi não sabia nada do seu passado, mas mesmo assim era a única pessoa que podia dizer que conhecia Usagi Tsukino.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
-Ah minha amiga, eu tive o pior dos pesadelos esta noite. – Sua voz era fraca, não tinha muita vontade de sair de sua boca, mas ela precisava conversar, precisava contar, desabafar com alguém, senão, ela sentia que a qualquer minuto ela poderia explodir. – Ontem à noite o meu passado voltou para me assombrar, e deixa eu te contar, eles estão conseguindo.
Dava para perceber de longe o desanimo que tinha tomado conta de Usagi. Ela podia não demonstrar seus sentimentos, mas mesmo assim ela sempre estava reluzente, se é que uma pessoa consiga ficar reluzente. Usagi sempre mostrava ao seu redor uma luz, como se seu corpo brilhasse, e apesar de toda a dor que sentia essa luz sempre a acompanhou. Mas hoje era diferente, ela não brilhava como sempre, hoje ela estava apagada, desanimada, e esse desanimo chegava a ser palpável para quem passasse por perto daquela bela mulher.
-Eu nunca perguntei isso antes porque sei que você não gosta de falar do passado! – A voz de Misugi soava fraca, como se estivesse com medo de proferir tais palavras, e ela realmente estava. Não sabia o que esperar, qual seria a resposta de Usagi, mas ela tinha que perguntar aquilo. – Mas agora eu me sinto obrigada a perguntar. O que foi que aconteceu para você ficar assim?
-Assim como Misugi? – Usagi falava calmamente. Finalmente tinha chegado à hora que ela esperou por esses 10 anos, a hora em que Misugi iria querer saber de seu passado. Ela estava até surpresa por ter demorado tanto tempo, e se sentia no dever de revelar o que aconteceu com ela a sua amiga. Não iria contar tudo, isso é obvio, até porque Misugi não iria acreditar em nada daquilo. Mas com certeza poderia contar o resto, a sua vida normal fora das lutas.
-Você sabe muito bem do que eu estou falando e não se faça de burra por que eu sei que você não é! O que foi que aconteceu no passado para você ter que sair de seu país de origem, ter que vir até Paris, e principalmente para você ter ficado assim tão fechada, sem sentimentos?
-Tem certeza de que quer saber tudo o que me aconteceu Misugi? Tudo o que sofri, as traições, as amizades perdidas e o pior dos sentimentos que uma mulher pode ter na sua vida?
-Quero. Eu sempre quis saber o que aconteceu para que uma mulher linda e jovem como você tivesse ficado do jeito que é. – Misugi falava com segurança, olhando no fundo dos olhos de Usagi. Tudo o que ela podia fazer agora era esperar. Já tinha pedido, agora era saber se Usagi iria mesmo contar para ela tudo o que aflige o seu coração.
-Está bem Misugi, eu vou lhe contar tudo. – Ela respirou fundo, olhou nos olhos da amiga – e só estou fazendo isso porque lhe considero a minha melhor e única amiga, porque considero muito a sua opinião e você sabe muito bem disso. – desviou o olhar de Misugi, olhou para a mesa e começou a falar. – Tudo começou há 12 anos atrás. Eu era uma menina normal, tinha uma vida normal, com pessoas normais e sentimentos normais. Eu era um pouco chorona, mas podia se dizer que era feliz, adorava os meus amigos, adorava a minha vida e adorava ser como eu era. Todos os dias depois das aulas eu ia até um Game Center e ficava jogando o resto do dia inteiro. Lá eu conheci o primeiro menino por quem me apaixonei. Até hoje me lembro do nome dele, Andrew. – Ela olha para Misugi mais uma vez e vê a cara dela de quem não está entendendo nada. – Você deve estar se perguntando por que é que eu comecei essa história nesse ponto não é verdade?
Dava para perceber de longe o desanimo que tinha tomado conta de Usagi. Ela podia não demonstrar seus sentimentos, mas mesmo assim ela sempre estava reluzente, se é que uma pessoa consiga ficar reluzente. Usagi sempre mostrava ao seu redor uma luz, como se seu corpo brilhasse, e apesar de toda a dor que sentia essa luz sempre a acompanhou. Mas hoje era diferente, ela não brilhava como sempre, hoje ela estava apagada, desanimada, e esse desanimo chegava a ser palpável para quem passasse por perto daquela bela mulher.
-Eu nunca perguntei isso antes porque sei que você não gosta de falar do passado! – A voz de Misugi soava fraca, como se estivesse com medo de proferir tais palavras, e ela realmente estava. Não sabia o que esperar, qual seria a resposta de Usagi, mas ela tinha que perguntar aquilo. – Mas agora eu me sinto obrigada a perguntar. O que foi que aconteceu para você ficar assim?
-Assim como Misugi? – Usagi falava calmamente. Finalmente tinha chegado à hora que ela esperou por esses 10 anos, a hora em que Misugi iria querer saber de seu passado. Ela estava até surpresa por ter demorado tanto tempo, e se sentia no dever de revelar o que aconteceu com ela a sua amiga. Não iria contar tudo, isso é obvio, até porque Misugi não iria acreditar em nada daquilo. Mas com certeza poderia contar o resto, a sua vida normal fora das lutas.
-Você sabe muito bem do que eu estou falando e não se faça de burra por que eu sei que você não é! O que foi que aconteceu no passado para você ter que sair de seu país de origem, ter que vir até Paris, e principalmente para você ter ficado assim tão fechada, sem sentimentos?
-Tem certeza de que quer saber tudo o que me aconteceu Misugi? Tudo o que sofri, as traições, as amizades perdidas e o pior dos sentimentos que uma mulher pode ter na sua vida?
-Quero. Eu sempre quis saber o que aconteceu para que uma mulher linda e jovem como você tivesse ficado do jeito que é. – Misugi falava com segurança, olhando no fundo dos olhos de Usagi. Tudo o que ela podia fazer agora era esperar. Já tinha pedido, agora era saber se Usagi iria mesmo contar para ela tudo o que aflige o seu coração.
-Está bem Misugi, eu vou lhe contar tudo. – Ela respirou fundo, olhou nos olhos da amiga – e só estou fazendo isso porque lhe considero a minha melhor e única amiga, porque considero muito a sua opinião e você sabe muito bem disso. – desviou o olhar de Misugi, olhou para a mesa e começou a falar. – Tudo começou há 12 anos atrás. Eu era uma menina normal, tinha uma vida normal, com pessoas normais e sentimentos normais. Eu era um pouco chorona, mas podia se dizer que era feliz, adorava os meus amigos, adorava a minha vida e adorava ser como eu era. Todos os dias depois das aulas eu ia até um Game Center e ficava jogando o resto do dia inteiro. Lá eu conheci o primeiro menino por quem me apaixonei. Até hoje me lembro do nome dele, Andrew. – Ela olha para Misugi mais uma vez e vê a cara dela de quem não está entendendo nada. – Você deve estar se perguntando por que é que eu comecei essa história nesse ponto não é verdade?
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
-Sim. Eu sei que faz 10 anos que você está aqui em Paris, mas mesmo assim nessa época você tinha só 14 anos de idade, o que pode ter acontecido de tão terrível na sua vida aos 14 anos.
-Nesses dois anos, que são o foco da nossa conversa, muitas coisas terríveis aconteceram comigo, mas essas não têm muito a ver com o assunto. Eu vou lhe contar somente o pior, o que me fez querer fugir e abandonar tudo, mas para isso eu preciso voltar 12 anos atrás, onde tudo começou, onde eu conheci o homem que me fez me sentir a pior mulher da face da terra.
-E esse homem que você está falando era o tal de Andrew? Foi ele que te fez sofrer tanto assim? – Ela esperava uma resposta, pois essa historia estava se mostrando muito interessante, e triste.
-Eu vou lhe contar tudo, mas eu pediria que não me interrompesse enquanto eu falo, pois senão eu posso perder a coragem. É difícil para eu falar sobre isso. – Mais uma vez Usagi encara Misugi e ao vê-la confirmando com a cabeça que a deixaria falar sem a interromper, ela começou: - Como eu disse foi naquele Game Center que eu encontrei o primeiro garoto por quem me apaixonei, e foi nesse mesmo Game Center que muitos dos momentos mais marcantes da minha vida aconteceram. Nessa mesma época uma coisa muito estranha aconteceu comigo e minha vida mudou de cabeça para baixo, tanto que eu cheguei a adotar uma gatinha, chamada Lua, da qual sinto muita saudade. Foi nessa época também que eu conheci as minhas antigas amigas. Amy foi a primeira com quem eu comecei a conversar, uma garota muito inteligente e querida, naquela época ela era muito tímida, mas com o tempo ela conseguiu se soltar mais com a gente. Depois da Amy, eu conheci a Rey, a minha melhor amiga naquele grupo, a pessoa que eu mais confiava e a pessoa que mais me fez sofrer. Mas disso nós falaremos depois. Muito tempo se passou até eu conhecer Makoto, a garota que ligou lá na empresa, lembra? Pois então, ela é uma garota muito doce, que adora lutar, e protege seus amigos aconteça o que acontecer. A ultima que eu conheci foi Minako, uma das pessoas mais amáveis que alguém poderia conhecer, e tinha o sonho de se tornar uma estrela. Eu não sei se ela conseguiu, mas torço para que sim, pois se alguém merece ser feliz, esse alguém é Minako. Mas, antes mesmo de conhecer qualquer uma das minhas amigas, eu conheci um rapaz muito bonito, mas era arrogante e adorava ficar me enchendo, me chamando de cabecinha de vento, cabecinha de serradura, entre outras coisas, porque eu era meio que desligada naquela época. Pois então, eu odiava aquele garoto, Mamoru, sempre implicando comigo, sempre querendo me chatear. E qual não foi a minha surpresa ao descobrir que na verdade eu não o odiava e sim o amava? Pois como é que é mesmo aquele ditado: a uma linha muito tênue entre o amor e o ódio? Não sei se é assim, mas se aplica direitinho no nosso caso. Mas quando eu descobri isso ele estava namorando com a minha amiga Rey, e ela o amava. Enfim, para encurtar um pouco a historia, ele terminou com Rey, nós começamos a namorar e nossa vida amorosa foi sempre um pouco conturbada, mas nos amávamos acima de tudo. Dois anos depois nós passamos a nossa primeira noite juntos, nos amamos mais do que tudo que pudesse existir nesse mundo. Um mês depois dessa noite nós iríamos completar dois anos de namoro e eu estava super feliz. Eu estava completando dois anos de namoro com a pessoa que eu queria passar o resto da minha vida junto. Mas aquele que eu pensava que seria um dos dias mais felizes da minha tão curta e inexperiente vida, acabou sendo o pior de todos eles. Sem motivo algum o homem que eu amava, chegou para mim e me disse que o nosso namoro estava acabado, e que eu era a ultima pessoa que ele queria ver na frente. Então eu fui embora dali, chorando, acabada, mas eu pensava que ele não estava falando sério, pois não era a primeira vez que ele tinha me dito aquilo, mas ele sempre voltava pra mim, sempre me dizendo que amava até a lua e mais além. Mas daquela vez foi diferente, ele não voltou para mim, e eu fui para minha casa. Estava chovendo naquele dia, e eu estava desesperada, pois além de ter recebido aquela noticia que acabou com a minha vida, minutos depois eu recebi uma outra noticia que me deixou de queixo caído. Eu voltei até a casa dele para lhe contar o que tinha acontecido, pois a noticia que eu recebi não afetava somente a minha vida, mas a vida de Mamoru também. Então eu fui até lá. E qual não foi a minha surpresa ao perceber que a porta do apartamento do homem que eu amava estava aberta? Eu entrei querendo saber o porquê dele ter deixado à porta daquele jeito, mas não o encontrei em parte alguma da casa. A ultima parte que eu precisava olhar era o quarto dele, e foi para ali que eu me dirigi. Quando cheguei à frente da porta do quarto dele, me senti mal, como se soubesse que não devesse entrar ali, mas eu ignorei aquele sentimento e abri a porta. E qual não foi a minha surpresa quando dei de cara com o homem que tanto amava beijando a mulher que eu considerava a minha melhor amiga, Rey. Eu não falei nada, não esbocei nenhuma reação, simplesmente me dirigi calmamente até a cama em que eles estavam e fiquei olhando para os dois, que enfim perceberam que eu estava lá. Eles me olharam como se eu fosse um fantasma ou alguma coisa parecida. Quando eu tive certeza de que aquilo não era um pesadelo nem nada do gênero, a única coisa que eu consegui fazer foi correr, e eu corri como uma desesperada. Não queria ficar perto deles jamais, não queria ouvir a voz deles, não queria sentir o cheiro deles, eu queria que eles morressem. E foi aí que eu fugi. Deixando uma vida inteira para trás. Mas não pense que foi só por isso que eu fiquei desse jeito, não. O que aconteceu depois, aqui em Paris já, isso foi o que me matou por dentro, e mesmo que indiretamente, foi tudo por culpa daqueles dois, de Mamoru e Rey. – E ao acabar de falar uma única e solitária lagrima caiu de seus olhos.
Era a primeira vez que Misugi via Usagi expressar qualquer sentimento, ela sempre fora tão fria, que foi um choque para ela ver aquela lagrima no rosto de sua amiga. Então ela resolveu que não tocaria mais naquele assunto, naquilo que machucava tanto aquela mulher.
-Usagi, minha flor. Não precisa chorar. Eu entendo completamente como você deve ter se sentido vendo todos os seus sonhos sendo esmagados pelas pessoas que você mais amava, mas agora isso já passou e está na hora de seguir em frente. Que tal nós irmos até a sua casa e você se deita um pouco enquanto eu faço o almoço? – Foi à única coisa que lhe passou na cabeça para tirar a sua amiga de dentro daquele shopping para poder assim lhe acalmar um pouco. Nesse pouco que ficou sabendo da vida de sua amiga, ela já tinha certeza que odiava esse tal de Mamoru e essa tal de Rey. Como duas criaturas que era suposto amarem Usagi puderam fazer o que fizeram com ela? E as outras, onde estavam quando isso tudo aconteceu?
Usagi foi com Misugi sem reclamar, ela queria mesmo ir embora, não queria ficar mais ali, queria tirar aquelas lembranças de sua cabeça. Estavam indo atravessar a rua quando finalmente Usagi tirou os olhos do chão e olhou para frente. E diante de seus olhos lá estavam eles. Ela não sabia por que, mas parecia que aqueles cinco estavam a seguindo.
A vida gosta de pregar peças nas pessoas. Aquilo que muitos gostam de chamar de destino, às vezes se volta contra nós. Quando pensamos que uma coisa está acabada, o destino vem e nos mostra que tem muito mais para percorrermos, para sofrermos, para que enfim encontremos um ponto em que tenhamos um pouco de felicidade até que venha o destino novamente e nos faça começar mais uma caminhada a um futuro desconhecido.
-Nesses dois anos, que são o foco da nossa conversa, muitas coisas terríveis aconteceram comigo, mas essas não têm muito a ver com o assunto. Eu vou lhe contar somente o pior, o que me fez querer fugir e abandonar tudo, mas para isso eu preciso voltar 12 anos atrás, onde tudo começou, onde eu conheci o homem que me fez me sentir a pior mulher da face da terra.
-E esse homem que você está falando era o tal de Andrew? Foi ele que te fez sofrer tanto assim? – Ela esperava uma resposta, pois essa historia estava se mostrando muito interessante, e triste.
-Eu vou lhe contar tudo, mas eu pediria que não me interrompesse enquanto eu falo, pois senão eu posso perder a coragem. É difícil para eu falar sobre isso. – Mais uma vez Usagi encara Misugi e ao vê-la confirmando com a cabeça que a deixaria falar sem a interromper, ela começou: - Como eu disse foi naquele Game Center que eu encontrei o primeiro garoto por quem me apaixonei, e foi nesse mesmo Game Center que muitos dos momentos mais marcantes da minha vida aconteceram. Nessa mesma época uma coisa muito estranha aconteceu comigo e minha vida mudou de cabeça para baixo, tanto que eu cheguei a adotar uma gatinha, chamada Lua, da qual sinto muita saudade. Foi nessa época também que eu conheci as minhas antigas amigas. Amy foi a primeira com quem eu comecei a conversar, uma garota muito inteligente e querida, naquela época ela era muito tímida, mas com o tempo ela conseguiu se soltar mais com a gente. Depois da Amy, eu conheci a Rey, a minha melhor amiga naquele grupo, a pessoa que eu mais confiava e a pessoa que mais me fez sofrer. Mas disso nós falaremos depois. Muito tempo se passou até eu conhecer Makoto, a garota que ligou lá na empresa, lembra? Pois então, ela é uma garota muito doce, que adora lutar, e protege seus amigos aconteça o que acontecer. A ultima que eu conheci foi Minako, uma das pessoas mais amáveis que alguém poderia conhecer, e tinha o sonho de se tornar uma estrela. Eu não sei se ela conseguiu, mas torço para que sim, pois se alguém merece ser feliz, esse alguém é Minako. Mas, antes mesmo de conhecer qualquer uma das minhas amigas, eu conheci um rapaz muito bonito, mas era arrogante e adorava ficar me enchendo, me chamando de cabecinha de vento, cabecinha de serradura, entre outras coisas, porque eu era meio que desligada naquela época. Pois então, eu odiava aquele garoto, Mamoru, sempre implicando comigo, sempre querendo me chatear. E qual não foi a minha surpresa ao descobrir que na verdade eu não o odiava e sim o amava? Pois como é que é mesmo aquele ditado: a uma linha muito tênue entre o amor e o ódio? Não sei se é assim, mas se aplica direitinho no nosso caso. Mas quando eu descobri isso ele estava namorando com a minha amiga Rey, e ela o amava. Enfim, para encurtar um pouco a historia, ele terminou com Rey, nós começamos a namorar e nossa vida amorosa foi sempre um pouco conturbada, mas nos amávamos acima de tudo. Dois anos depois nós passamos a nossa primeira noite juntos, nos amamos mais do que tudo que pudesse existir nesse mundo. Um mês depois dessa noite nós iríamos completar dois anos de namoro e eu estava super feliz. Eu estava completando dois anos de namoro com a pessoa que eu queria passar o resto da minha vida junto. Mas aquele que eu pensava que seria um dos dias mais felizes da minha tão curta e inexperiente vida, acabou sendo o pior de todos eles. Sem motivo algum o homem que eu amava, chegou para mim e me disse que o nosso namoro estava acabado, e que eu era a ultima pessoa que ele queria ver na frente. Então eu fui embora dali, chorando, acabada, mas eu pensava que ele não estava falando sério, pois não era a primeira vez que ele tinha me dito aquilo, mas ele sempre voltava pra mim, sempre me dizendo que amava até a lua e mais além. Mas daquela vez foi diferente, ele não voltou para mim, e eu fui para minha casa. Estava chovendo naquele dia, e eu estava desesperada, pois além de ter recebido aquela noticia que acabou com a minha vida, minutos depois eu recebi uma outra noticia que me deixou de queixo caído. Eu voltei até a casa dele para lhe contar o que tinha acontecido, pois a noticia que eu recebi não afetava somente a minha vida, mas a vida de Mamoru também. Então eu fui até lá. E qual não foi a minha surpresa ao perceber que a porta do apartamento do homem que eu amava estava aberta? Eu entrei querendo saber o porquê dele ter deixado à porta daquele jeito, mas não o encontrei em parte alguma da casa. A ultima parte que eu precisava olhar era o quarto dele, e foi para ali que eu me dirigi. Quando cheguei à frente da porta do quarto dele, me senti mal, como se soubesse que não devesse entrar ali, mas eu ignorei aquele sentimento e abri a porta. E qual não foi a minha surpresa quando dei de cara com o homem que tanto amava beijando a mulher que eu considerava a minha melhor amiga, Rey. Eu não falei nada, não esbocei nenhuma reação, simplesmente me dirigi calmamente até a cama em que eles estavam e fiquei olhando para os dois, que enfim perceberam que eu estava lá. Eles me olharam como se eu fosse um fantasma ou alguma coisa parecida. Quando eu tive certeza de que aquilo não era um pesadelo nem nada do gênero, a única coisa que eu consegui fazer foi correr, e eu corri como uma desesperada. Não queria ficar perto deles jamais, não queria ouvir a voz deles, não queria sentir o cheiro deles, eu queria que eles morressem. E foi aí que eu fugi. Deixando uma vida inteira para trás. Mas não pense que foi só por isso que eu fiquei desse jeito, não. O que aconteceu depois, aqui em Paris já, isso foi o que me matou por dentro, e mesmo que indiretamente, foi tudo por culpa daqueles dois, de Mamoru e Rey. – E ao acabar de falar uma única e solitária lagrima caiu de seus olhos.
Era a primeira vez que Misugi via Usagi expressar qualquer sentimento, ela sempre fora tão fria, que foi um choque para ela ver aquela lagrima no rosto de sua amiga. Então ela resolveu que não tocaria mais naquele assunto, naquilo que machucava tanto aquela mulher.
-Usagi, minha flor. Não precisa chorar. Eu entendo completamente como você deve ter se sentido vendo todos os seus sonhos sendo esmagados pelas pessoas que você mais amava, mas agora isso já passou e está na hora de seguir em frente. Que tal nós irmos até a sua casa e você se deita um pouco enquanto eu faço o almoço? – Foi à única coisa que lhe passou na cabeça para tirar a sua amiga de dentro daquele shopping para poder assim lhe acalmar um pouco. Nesse pouco que ficou sabendo da vida de sua amiga, ela já tinha certeza que odiava esse tal de Mamoru e essa tal de Rey. Como duas criaturas que era suposto amarem Usagi puderam fazer o que fizeram com ela? E as outras, onde estavam quando isso tudo aconteceu?
Usagi foi com Misugi sem reclamar, ela queria mesmo ir embora, não queria ficar mais ali, queria tirar aquelas lembranças de sua cabeça. Estavam indo atravessar a rua quando finalmente Usagi tirou os olhos do chão e olhou para frente. E diante de seus olhos lá estavam eles. Ela não sabia por que, mas parecia que aqueles cinco estavam a seguindo.
A vida gosta de pregar peças nas pessoas. Aquilo que muitos gostam de chamar de destino, às vezes se volta contra nós. Quando pensamos que uma coisa está acabada, o destino vem e nos mostra que tem muito mais para percorrermos, para sofrermos, para que enfim encontremos um ponto em que tenhamos um pouco de felicidade até que venha o destino novamente e nos faça começar mais uma caminhada a um futuro desconhecido.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
ai tá tao lindo...
de certeza que a rey se aprovetou se um momento de fraquesa do mamoru...
espero ler a continuaçao em breve
parabens
de certeza que a rey se aprovetou se um momento de fraquesa do mamoru...
espero ler a continuaçao em breve
parabens

Chegou finalmente---> Viagem ao futuro:Capitulo 1
Forum Evangelion
http://evangelion-pt.ativoforum.com/portal.htm
máaaaa
agora deixaste-me ainda mais curiosa
posso tentar adivinhar?
Hum... ela drogou-o?
Hipnotizou-o?
Imagino q a seguir tenha passado dos beijos para uma coisa mais... hum... fisica?
Ele pode ter-se fartado 1 cadito da Usa e... sei la
mas ele ama-a e ta arrependido ne? se eu fosse ela não o desculpava! Ele foi um parvo!
Tou a pensar em mais hipoteses
Loucura momentânea?
agora deixaste-me ainda mais curiosa
posso tentar adivinhar?
Hum... ela drogou-o?
Hipnotizou-o?
Imagino q a seguir tenha passado dos beijos para uma coisa mais... hum... fisica?
Ele pode ter-se fartado 1 cadito da Usa e... sei la
mas ele ama-a e ta arrependido ne? se eu fosse ela não o desculpava! Ele foi um parvo!
Tou a pensar em mais hipoteses
Loucura momentânea?
Está excelente...Descreves muito bem os sentimentos da usagi! Exploras muito bem as reacções, e a propria natureza humana: as paixões desilusões traições...
E pegaste numa parte do anime que acabou de facto de forma muito à pressa que foi o romance da rei com o mamoru. Aquilo acabou do nada no anime só porque ele descubriu k a usagi era a serenity.
Tu aqui pegas de certeza forma nesse romance... e transforma-lo numa bela intriga...
E metes a historia de tal forma em que transformas completamente a bunny... Tornaste-a uma personagem extremamente interessante e complexa, quando ela sempre foi uma personagem extremamente simples. Deste-lhe contornos mais adultos, a partir do momento que a fazes passar por essas desilusões e ela aprende a "odiar". Como fazes uma passagem de 10 anos, e com este "trauma" é perfeitamente aceitável esta transformação, face à personagem originalmente, o que dá ainda + interesse e qualidade à história =)
A sério! Estou a adorar! Não parece ser o estilo de fanfic voltada para a acção e a parte princesa/guerreiras, mas mais para o lado humano das navegantes, e eu acho que está lindo assim
.o: Ahhh e eu AMO fics de capitulos grandes

Boa continuação de escrita, espero que a qualidade mantenha ou suba, nunca o contrário!

Fico a aguardar o proximo cap!

P.S.: ela acabou por não contar à misugi o que aconteceu em paris... Alguma coisa com a familia dela? é que ainda não falaste dos pais e irmão dela

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