O Amor é complicado...
mafafaaa escreveu:Olá!BOM ANOOOO!!! ARO ARO!!!
Este capítulo foi grandeEu aqui a pensar que o pai da Minako ia morrer logo no principio e afinal morreu no fim.
Estão todos coisos pá! Os únicos que estavam bem eram a "fada do lar" (lol) e a Ami, e agora nem isso. Já agora, mandas-te-os para a minha terrinha *-* (Sim, eu nasci no Algarve).
O Yaten também é parvo. Em vez de estar o máximo possível com a Minako, não, fica em casa'
Quem é que disse que a Haruka e a Michiru iam embora para não sei onde? Eu tenho a impressão que alguém disse issoFui eu? Acho que não, mas pronto. De qualquer forma estava certo. Foram as duas embora, mas uma está em digressão e a outra foi para os Estados Unidos
Bem, o próximo capítulo deve ser o funeral, não?
Até lá,
Beijinhos
Entao tavas a espera que eu matasse o home logo ao inicio?? Cruzes x.x eu nao sou tao má assim x.x
Grande? Escrevi demais? foi? Awwn pensei que ele tivesse mais pequeno... Mas aqui realmente ta maior *-* Kawaii(aomenostinhaqualidadecerto??)
E o Yaten era normal que nao quisesse andar com a Minako. Eu compreendo-o, porque de certa forma, estou a reflectir um periodo que me aconteceu na vida. A altura em que o meu avo morreu foi uma altura em que eu so queria estar sozinha, e embora fosse essa a minha vontade, ninguem a cumpria. De certa forma, estou a dar à Minako aquilo que muita gente nao me deu. So que por outro lado, o Seiya representa neste cap. essas pessoas que estavam sempre ao meu lado, mesmo quando eu nao queria
É esse o significado do afastamento de um, e a aproximaçao do outro 
Quanto à Haruka... Começei por deixá-la sozinha, e livre do Seiya(melhor, livrei o Seiya daquele paozinho sem sal) e depois tratei de me livrar da minha mais que tudo Haruka Tenoh. Ha muitas surpresas reservadas para os caps seguintes, mas ainda nao e o Funeral. O tao ansiado funeral, que eu detesto a ideia de escrever. Mas eu é que me meti nisto, e que remedio x.x
Joquinhas para ti Mafaldinha, e ha mais quando eu acabar o proximo

(AH! Ja agora, o Taiki nao é uma fada do lar. è um limpador de ruas (com todo o respeito por esta humilde profissao
')I_Moreira escreveu:Aiii!Neeees!!! Bom ano!!!
Que capítulo tão triste :X
Por favor que venham capítulos alegres
Mas gostei imenso do capítulo
Está muito bonito
Adorei o facto do Yaten finalmente se ter dado bem da Haruka
Espero que toda a gente no fim fique feliz*.*
AMOREI AS TUAS DESCRIÇÕES E A TUA ESCRITA !
Nisso este é o melhor capítulo
Doumo Arigatou por continuares a seguir, sinto-me feliz por os meus seguidores continuarem sempre fieis, mesmo que eu demore ANOS a publicar... Tenho demorado muito a postar, mas e porque ando com perguiça de escrever

E um cap triste de facto, e eu chorei durante noites e noites quando concordei com o meu inconsciente em fazer isto à minha mais que tudo. Ainda hoje nao acredito que a mandei po outro lado do mundo. Contudo, tudo a seu tempo. Ela ira voltar (ou nao :muahahah: )
Apesar de triste sim, e bonito

Arigatou por teres gostado, falo a serio
Sinto-me tao feliz. MAs mesmo assim, acho que nao posso concordar, ja escrevi caps muito melhores em termos de descriçao. Mas mesmo assim, doumo arigatou 
Jokinhas
E continua a seguir 

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Tinoco escreveu:BOM ANOOOO!!! ARO ARO!!!
Entao tavas a espera que eu matasse o home logo ao inicio?? Cruzes x.x eu nao sou tao má assim x.x
Grande? Escrevi demais? foi? Awwn pensei que ele tivesse mais pequeno... Mas aqui realmente ta maior *-* Kawaii(aomenostinhaqualidadecerto??)
E o Yaten era normal que nao quisesse andar com a Minako. Eu compreendo-o, porque de certa forma, estou a reflectir um periodo que me aconteceu na vida. A altura em que o meu avo morreu foi uma altura em que eu so queria estar sozinha, e embora fosse essa a minha vontade, ninguem a cumpria. De certa forma, estou a dar à Minako aquilo que muita gente nao me deu. So que por outro lado, o Seiya representa neste cap. essas pessoas que estavam sempre ao meu lado, mesmo quando eu nao queriaÉ esse o significado do afastamento de um, e a aproximaçao do outro
Quanto à Haruka... Começei por deixá-la sozinha, e livre do Seiya(melhor, livrei o Seiya daquele paozinho sem sal) e depois tratei de me livrar da minha mais que tudo Haruka Tenoh. Ha muitas surpresas reservadas para os caps seguintes, mas ainda nao e o Funeral. O tao ansiado funeral, que eu detesto a ideia de escrever. Mas eu é que me meti nisto, e que remedio x.x
Joquinhas para ti Mafaldinha, e ha mais quando eu acabar o proximo
(AH! Ja agora, o Taiki nao é uma fada do lar. è um limpador de ruas (com todo o respeito por esta humilde profissao')
Ele tá grande e está bom
Bem que faltava aqui um capitulo deste tamanho! Há tanto tempo que não postavas que veio mesmo a calhar 
Sim, à certas alturas em que é bom passar um tempo sozinha, mas a Minako está com o peso todo em cima dela, por isso penso que devia pelo menos descontrair um bocado (embora saiba que é praticamente impossivel na posição dela). Quando for funeral ela ainda vai ter uma depressão, pá!
Não vejo o Taiki como limpador de ruas
Alias, não vejo nenhum deles a fazerem isso (embora gostasse de ver o Yaten a fazê-lo
era engraçado vê-lo aos gritinhos
Já tens uma ideia para um futuro capítulo. Três luzes fazem trabalho comunitário!
)Beijinhos


mafafaaa escreveu:
Ele tá grande e está bomBem que faltava aqui um capitulo deste tamanho! Há tanto tempo que não postavas que veio mesmo a calhar
Sim, à certas alturas em que é bom passar um tempo sozinha, mas a Minako está com o peso todo em cima dela, por isso penso que devia pelo menos descontrair um bocado (embora saiba que é praticamente impossivel na posição dela). Quando for funeral ela ainda vai ter uma depressão, pá!
Arigatouuuuu!!!!
Por acaso ja tinha saudadecas de postar caps assim bem grandinhos
Mas eu realmente acho que ele ficou muito grande. Se eu soubesse, tinha feito como fiz com o 28, dividido em 2. Contudo, já tá, já tá
'''Exacto. A Minako está com o peso todo em cima dela, contudo, la está, é por isto que eu gosto de escrever na 1º pessoa. Porque de certa forma, é possivel meter os nossos sentimentos e experiencias nas historias. E como disse, o que a Minako esta a sentir, ja eu senti. È dificil para mim voltar a reviver estes momentos para escrever estes capítulos, mas há que o fazer
mafafaaa escreveu:Não vejo o Taiki como limpador de ruas
Alias, não vejo nenhum deles a fazerem isso (embora gostasse de ver o Yaten a fazê-lo
era engraçado vê-lo aos gritinhos
Já tens uma ideia para um futuro capítulo. Três luzes fazem trabalho comunitário!
)
Beijinhos
Oube la! O Meu Yaten nao e um limpador de ruas x.x
(se bem que o consigo imaginar com uma vassoura e com um daqueles caixotes com rodas com que os limpadores de ruas andam, e ali a varrer as folhinhas, e de volta e meia, estacionar o carro para observar os rabos de saias
(perv alert
)Trabalho comunitrário? Talvez por influencia da Ami nao tou a ver outro jeito

(Nao estou a Imaginar o Yaten Kou a fazer voluntariado por vontade propria :muahahaha:)
Mas valeu a ideia
Joquinhas(ah, e tens cap novo para ler no Ojamajo
)
さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Tinoco escreveu:Oube la! O Meu Yaten nao e um limpador de ruas x.x
(se bem que o consigo imaginar com uma vassoura e com um daqueles caixotes com rodas com que os limpadores de ruas andam, e ali a varrer as folhinhas, e de volta e meia, estacionar o carro para observar os rabos de saias(perv alert
)
Trabalho comunitrário? Talvez por influencia da Ami nao tou a ver outro jeito
(Nao estou a Imaginar o Yaten Kou a fazer voluntariado por vontade propria :muahahaha:)
Mas valeu a ideia![]()
Joquinhas(ah, e tens cap novo para ler no Ojamajo![]()
)
Sei lá. Põem o Yaten a dar pontapés a caixotes do lixo ou isso
Alguém vê-o, e porque ele é famoso fazem queixa dele. E assim, tem de fazer trabalho comunitário por obrigação
Isso ou ir cantar para os centros de dia e lares :pBeijinhos
(e vou já ler no ojamajo
obrigada por me avisares)
mafafaaa escreveu:Tinoco escreveu:Oube la! O Meu Yaten nao e um limpador de ruas x.x
(se bem que o consigo imaginar com uma vassoura e com um daqueles caixotes com rodas com que os limpadores de ruas andam, e ali a varrer as folhinhas, e de volta e meia, estacionar o carro para observar os rabos de saias(perv alert
)
Trabalho comunitrário? Talvez por influencia da Ami nao tou a ver outro jeito
(Nao estou a Imaginar o Yaten Kou a fazer voluntariado por vontade propria :muahahaha:)
Mas valeu a ideia![]()
Joquinhas(ah, e tens cap novo para ler no Ojamajo![]()
)
Sei lá. Põem o Yaten a dar pontapés a caixotes do lixo ou isso
Alguém vê-o, e porque ele é famoso fazem queixa dele. E assim, tem de fazer trabalho comunitário por obrigação
Isso ou ir cantar para os centros de dia e lares :p
Beijinhos(e vou já ler no ojamajo
obrigada por me avisares)
OMG O QUE ME RI XD
Tadicooooooo
Eu matava-me se pusesse o Yaten a cantar pos velhotes, tadica de mim x.x
(mas era engraçado. XD)
Agora essa do chutar o caixote nao dava. Era MUITO tosco ele fazer trabalho comunitario por chutar um caixote. (Talvez ele bata num paparazzo e assim seja castigado a 36h de trabalho comunitario *-* O maximo *-*
Vamos ver como corre

Jokinhaaas ***

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Passado sabe-se lá quanto tempo, cá vem o prometido. Eu prometi que, como prenda atrasada de aniversário para a Ines e para a Mafalda, lhes daria um cap.
(e eu a pensar q ja tinha publicado este, mas pelos vistos nao. Afinal não publiquei T.T queria tanto avançar para a frente T.T )
Enfim.
De qualquer forma, deixo-vos com o cap 32, dedicado a vocês duas
Jokinhas e boa leitura
Estava ainda no aeroporto de Nova Iorque, a tentar fazer a minha viagem de regresso ao Japão. Acabei por voltar mais cedo, porque Usagi tinha-me telefonado a dizer que o pai da Minako tinha falecido. Apesar de não ter um tipo de amizade com elas do mesmo género da que tinha com Haruka, não podia ficar indiferente à morte de alguém próximo delas. Então, mesmo contra a vontade dos patrocinadores, voltei. Contudo, sair do aeroporto de Nova Iorque, onde tinha feito escala, estava a revelar-se mais difícil do que entrar lá. Os voos estavam todos atrasados e isso atrasava-me também a chegada ao Japão. E ainda para mais, quando eu estava ansiosa por chegar a casa, para falar com Haruka. Desde que viera para fora que não parava de pensar na discussão que tivéramos antes de eu apanhar o táxi para o aeroporto. Tinha passado quase uma semana desde que fora para o Canadá, e agora sentia-me mais perto de casa, mas ao mesmo tempo mais longe. À medida que o tempo que faltava para poder apanhar o meu voo começava a ficar mais curto, o meu coração apertava-se. Era como se algo fosse acontecer, mas eu não queria que acontecesse de certa forma. Eu acabei por rir comigo mesma, e depois peguei na mala de mão. Eles já estavam a fazer a chamada para o embarque.
- Os passageiros do voo AA-3799 da American Airlines, com destino ao Aeroporto de Tóquio, Japão, devem se dirigir à porta de embarque, obrigada. O Aeroporto J.F.K. pede desculpas aos passageiros pelos atrasos decorrentes de razões alheias ao nosso aeroporto, e que todos os voos em atraso irão partir a partir de agora de acordo com a normalidade… - Ouvi aquela missiva em diversas línguas, incluindo num japonês algo fanhoso, o que me deu alguma vontade de rir. Contudo evitei fazê-lo. Apenas pensei para comigo própria que aquilo era um pouco idiota. Depois, fui até ao portão de embarque. Queria voltar para casa.
- São trinta ienes, menina… - Eu estava a ouvir música, e não estava a dar por nada, até que senti que o carro já não estava em movimento, e que o taxista estava virado para trás. Acabei por levantar o olhar, meio confuso, enquanto tirava os fones dos ouvidos.
- Desculpe, disse algo? – Acabei por questionar ao homem, que me sorriu, voltando a repetir aquilo que dissera antes. Eu sorri enviesadamente, e abri a minha mala, retirando a carteira, de onde tirei cinquenta ienes, passando a nota ao taxista. Ele sorriu, e eu, num tom despreocupado, disse – Pode ficar com o troco…
Depois, abri a porta para sair do carro, para ir tirar as coisas do porta-bagagens. A chuva caía, o que era estranho para fins de Agosto, contudo, nem me admirei muito. Tirei rapidamente as minhas malas, e a maleta do violino, e ao ter feito isso, fechei o porta-bagagens, fazendo sinal ao taxista para arrancar. Depois olhei em frente e consegui por momentos, sentir felicidade.
- Estou em casa… - Sussurrei, sorrindo, embora no fundo não estivesse satisfeita. Sentia que algo estava errado, contudo ignorei.
Depois vi que o carro de Haruka, o seu Dodge Viper, o menino dos olhos dela, aquele que ninguém podia conduzir senão ela, estava estacionado cá fora. Eu achei estranho esse facto, pois sabia que Haruka nunca deixaria o seu carro prodígio cá fora, ainda para mais depois do que lhe tinham feito ao Ferrari Enzo amarelo pelo qual ela tinha tanta estima, até uns vândalos riscarem a pintura toda. Lembro-me que foi por essa altura que ela o vendeu, e comprou o Dodge. Contudo, como não tinha a chave do carro, não o pude arrumar dentro de portões, pelo que o deixei ficar. Contudo… Ela não o costuma deixar cá fora… Ah… Talvez não lhe tenha apetecido abrir os portões para o arrumar… Acabei por pensar, e depois abri o portão para eu própria entrar para dentro do jardim.
A sensação de que algo estava errado intensificou-se ao entrar dentro do jardim. Não sei porque, algo me dizia que havia algo que estava errado, mas eu não sabia bem o quê. E o carro fora o primeiro indício.
Eu peguei nas chaves, e sem bem saber o porquê, e apesar de ser fim-de-semana, decidi ir à caixa do correio. Abri-a, e vi que para além de alguns envelopes, estavam lá as chaves do carro de Haruka. Estranho… Mas muito mesmo… Isto está a ficar cada vez mais esquisito… Ok, Haruka, que é que tu não me estás a contar? Eu peguei nelas, e nas cartas, e depois comecei a vasculhá-las. Contas para pagar, uma carta do conservatório (devia ser por causa da Hotaru), várias cartas sem interesse e alguma publicidade, e uma carta sem remetente, apenas com o meu nome escrito na parte da frente, numa caligrafia redonda e perfeitinha, que só podia ser de uma pessoa que eu conhecia, contudo ela não me causara grande aflição na altura. Decidi então entrar, por causa da chuva que caía, e também para proteger o violino, que é extremamente sensível a estes aumentos de humidade no ar. Assim entrei, abrindo a porta devagar.
A casa estava às escuras, e o silêncio era mordaz e de certa forma intimidador. Não estava habituada a tal silêncio, e isso deixava-me preocupada. A casa parecia vazia. Há algum tempo, a casa parecia viva e cheia de pessoas. Agora, só sentia o vazio envolver-me e a agarrar-me ao desespero. A cada segundo que passava, a sensação de que algo estava errado deixava-me cada vez mais certa de que isso era uma realidade. Acabei por deixar tudo no hall de entrada, e fui procurar Haruka.
- Haruka! Estás em casa? – Exclamei, tentando obter alguma resposta da parte dela. Ao não ouvir nada, nem ter uma resposta afirmativa, acabei por subir as escadas, indo ao quarto dela, e espantei-me com o cenário com que me deparei. A porta estava aberta, o que não era normal. Haruka, mesmo que fosse sair a um sítio, e mesmo que não demorasse mais que cinco minutos, fechava e trancava sempre a porta. Outra coisa que me deixou admirada foi, ao entrar, ver que a cama estava por desfazer, e que todas as gavetas, armários e inclusivé mesas-de-cabeceira, estavam completamente despojadas de quaisquer objectos que pertencessem a Haruka. As cortinas esvoaçavam ao de leve com a brisa de fim de verão, e eu decidi fechar a janela. Aquela brisa estava a tornar-se para mim, um vento assustador de inverno, e também um mau presságio.
Ao lembrar-me da carta que viera no correio, com a letra de Haruka, abandonei aquele quarto vazio, e voltei a descer as escadas num ímpeto, chegando ao andar de baixo completamente ofegante, e quase caindo ao tentar tirar a carta de cima da mesa de telefone, por ter tropeçado na maleta do violino, o que me fez largar um chorrilho de impropérios enquanto abria o envelope que tinha impregnado nele o cheiro da colónia que Haruka habitualmente utilizava, o que me deixava mesmo sem margem para dúvidas de que aquela carta era mesmo dela. Comecei a lê-la, e o maior dos meus receios começou a realizar-se.
“ Michiru…
Quando leres esta carta, eu já não estarei aí, até pelo que já deves ter visto. O carro fora de portões, a casa vazia e em silêncio, entre outras coisas. Sim, fui-me embora, se é isso que te vai no pensamento neste momento.
Desde já, e antes de continuares a ler, quero que saibas que nada disto é culpa tua, e o motivo de me ter vindo embora, só a mim diz respeito, e não tem nada a ver com qualquer atitude tua. Eu já te conheço demasiado bem, e sei que se não tivesse dito isto, que te irias culpabilizar sobremaneira, e não é isso que pretendo. Sabes bem que eu não te quero magoar. Quer dizer, já o devo estar a fazer neste preciso momento...
Eu… Nem sei como te dizer isto, muito sinceramente, sem te magoar, mesmo sem estando aí. Sabes que eu não tenho tento na língua, e que eu digo o que me vai realmente na alma. Não sou pessoa de fingir os meus sentimentos, e de certa forma, sinto-me aliviada por não estar cara a cara contigo neste momento, ou então teria perdido toda a coragem de ir embora, pois não conseguiria deixar-te. Eu aposto o meu Dodge em como neste momento as lágrimas já te caem pela face, e sei que ganharia, pois como disse, já te conheço… E sei que não conseguiria ir embora, se te visse chorar (…)”
E de verdade, ela conhecia-me até demasiado bem. Sentia as lágrimas a escorregarem céleres pela minha face, e eu acabei por as limpar à manga do casaco, continuando a ler a carta.
“ (…) Agora largando a conversa fiada, que como sabes, detesto imenso, vou dizer-te os verdadeiros motivos pelos quais neste momento não estou aí contigo, a abraçar-te depois de teres chegado do Canadá.
Como tu te deves lembrar bem, antes de tu partires nós discutimos mais uma vez, e esta discussão foi pior que qualquer outra que nós alguma vez tenhamos tido. Foi uma discussão absurda, e mais uma vez por causa do Cara de Osga (…)”
Eu torci o nariz àquele insulto já tão meu conhecido ao Seiya. Apesar de não estar com ele, magoava-me ouvir aquilo.
“ (…) (Quanto eu quiser apostar neste momento que tu acabaste mesmo agora de torcer o nariz ao que eu disse sobre o teu mais-que-tudo).
Sabes bem que eu não o suporto, e que para ele, eu sou tão importante como ele para mim, isto é, nada. E saber que andas com ele, não me agrada, apesar de agora vocês não estarem juntos, o que no mais fundo dos meus pensamentos, e como te disse naquela discussão, me agrada imenso, pois ele não te merece. Tu és especial demais para uma pessoa como ele. Mereces bem melhor, e foi sempre isso que te disse, até que ele te pediu um tempo. Aí fiz de tudo para compreenderes que há pessoas bem melhores que ele.
Contudo, continuaste sempre a preferir ele, e foi por isso que discutimos, agora a meu ver, absurdamente. Mais valia se calhar, eu não me ter metido. Contudo não consegui evitar, pois és a minha melhor amiga, e os melhores amigos fazem de tudo para ajudar os outros, mesmo quando eles não querem ser ajudados. É assim que um verdadeiro amigo deve ser.
Eu deixei-te ir para o Canadá, porque tinha objectivos a cumprir com isso. Senão, não te teria deixado ir sem resolvermos nada. Achei por melhor ir-me embora sem me despedir, pois assim não teríamos de sofrer com isso as duas, e sabes que desistiria, como já disse. Agora estou longe de ti e de toda a gente, a tentar viver finalmente o meu sonho, aquele que há já muitos anos ando para cumprir. Assim parti, para parte incerta, para não te magoar mais, como tenho feito nestes últimos meses.
Contudo, e como já disse, não quero que te culpabilizes. Os motivos que me levaram a partir só a mim dizem respeito, e nada tem a ver contigo. São meras escolhas minhas, e assim, evito magoar as pessoas de quem mais gosto. Prefiro magoar-me a mim mesma, do que magoar outras pessoas.
Michiru… Eu continuo a gostar de ti da mesma maneira que sempre gostei, e não é por me ter afastado que deixei de gostar de ti. Apenas estou a fazer isto para nos dar um tempo, e para conseguir ter alguma paz de espírito, para não discutir mais contigo, nem para arranjar mais conflitos com o Seiya. De certa forma, é uma maneira simples de dizer que por agora não quero estar por aí.
Desculpa, Michiru… Eu sei que não devia ter feito as coisas desta maneira. Devia ter falado contigo. Mas é a única maneira que encontrei de o fazer.
Ah, antes que me esqueça… Se por acaso voltares para o Seiya… Espero sinceramente que vocês fiquem juntos.
Um abraço e com muita saudade,
Haruka”
Após duas páginas de texto carregado de sentimentalismo, eu chorava já baba e ranho. Como pude eu deixar que as coisas chegassem a este ponto?
As folhas de papel, num tom azul-escuro, ficaram manchadas de lágrimas, e eu, com alguma raiva, amachuquei-as, e atirei-as contra a parede, deixando-me cair depois no chão.
- Haru…ka… Como… Foste… Ca…paz… - Acabei por soluçar. Haruka não podia me ter feito isto. Não podia ter-me deixado sozinha, não numa altura destas… Eu só afasto as pessoas de mim. Primeiro os meus pais, depois o Seiya… Agora… Até a Haruka afastei de mim… Sou a pessoa mais desprezível à face da Terra… Odeio-me tanto… Não… Só isso não chega… Desculpa, Haruka… Sou mesmo uma idiota… Porque é que eu sou assim, porquê? Porque é que afasto tudo e todos de mim… Eu… Eu sou uma péssima pessoa… Eu… Eu… As lágrimas continuavam a escorrer de maneira célere pela minha face, enquanto o sentimento de culpa atingia o meu coração como facas. A dor da tristeza que sentia, não chegava ser representada pelas lágrimas. Elas eram apenas a representação física das minhas dores emocionais, e só por si, elas não eram suficientes para exprimir o que sentia realmente.
Eu necessitava de alguém que me animasse naquele momento, mesmo que fosse só por um segundo, mas o único nome que me vinha à cabeça era o nome do Seiya. Apesar de já não falar com ele desde que nos separámos, há duas semanas, sempre pensara nele, e continuava a pensar nele ainda como meu namorado, até porque não tínhamos acabado em definitivo. E eu sabia que se ligasse para Seiya, e desse parte de fraca, acabaria por ser idiota, pois Seiya ainda estava chateado comigo, e provavelmente ainda ficaria mais chateado se eu lhe fosse pedir para me dar consolo quando a Haruka se foi embora desta maneira. Seria muito baixo da minha parte, e eu não seria capaz de o perder assim desta maneira idiota. Se bem que eu acho que já o perdi há muito tempo. Não iria fazer isso, pois só me iria piorar a situação, e seria muito insensato da minha parte. E ainda para mais, não o iria usar para afogar as minhas mágoas, pois não seria justo, e eu sei que ele nunca faria o mesmo comigo. E para além de mais, acho que não me serviria de muito. Seiya não me atendia o telefone, por isso, por muito que quisesse falar com ele, não o poderia fazer.
Bolas! Porque é que tudo tem de ser assim? Porque é que eu não posso ser normal? Porquê… Seiya… Haruka… Porque é que tudo tem…Amo-vos aos dois tanto, e vocês deixam-me aqui sozinha… Mas acho que mereço. Sou tão besta que não mereço ter ninguém para me apoiar. É bem-feita que todos me tenham abandonado assim, sem me dizer mais nada. Eu… Eu devia era ir-me embora também, para não magoar mais ninguém. Deixar o Japão, e ir viver para o Pólo Norte ou assim. Podia ser que ganhasse juízo. É o que eu estou a necessitar. De ganhar juízo, para ver se deixo de fazer o que faço. Sou tão idiota… Mas eu vou mudar, ou eu não me chame Michiru Kaioh. Tenho a certeza que sou capaz… Mas… Neste momento…
Eu acabei por me levantar, e deixando tudo aquilo numa bagunça, subi as escadas num ímpeto, enfiando-me no quarto de Haruka, fechando a porta por detrás de mim. Apesar de tudo, não gostava de estar sozinha. O vazio sem Haruka era insuportável, pois ele obrigava-me a pensar mais no quão desprezível eu sou. De certa forma sentia que, ao estar no quarto onde Haruka dormira, tinha a companhia dela ali, justamente à minha espera.
Trim, trim! Trim, trim!
Lá em baixo tocavam à campainha de forma frenética mas eu nem sequer liguei. Depois de ter fechado a porta, atirei-me para cima da cama que pertencera a Haruka, e enrosquei-me nos lençóis, tentando sentir qualquer réstia da presença dela naquela casa. Mas não havia nada. O vento também deixara de soprar as cortinas, e estas, de tom dourado, que antes esvoaçavam agitadas, agora estavam como que paradas no espaço. Era como se o vento apenas estivesse estado ali tempo suficiente para me dizer adeus. Eu ainda chorava, e ao pensar naquilo, as lágrimas intensificaram-se, como se fossem meras gotas de uma chuva de Inverno. O Inverno que para mim chegara mais cedo. O Inverno da solidão.
- Michiru, abre a porta... Eu sei perfeitamente que estás em casa! – Ouvi uma voz que me soou conhecida exclamar lá fora, num tom preocupado. Lembrei-me momentaneamente que a janela do quarto de Haruka dava para o lado da frente da casa, e era possível ouvir tudo o que se passava no exterior. A chuva agora caia com mais força lá fora, e quem quer que fosse, devia estar a ficar molhado. Eu levantei-me, e aproveitando o facto de que os vidros da janela do quarto tinham sido escurecidos de forma a que ninguém lá fora soubesse se alguém estava no quarto, observei o exterior. Era Seiya, ou pelo menos era essa a sensação que me dava ao observar a silhueta que estava a ficar completamente encharcada, enquanto eu estava dentro de casa, seca, mas deprimida. Eu voltei a deitar-me na cama, e enterrei a minha cabeça na almofada, tentando em vão abafar os chamamentos que vinham lá de fora – Michiru, se não abrires essa porta, eu vou fazer teleporte aí para dentro! – Definitivamente, aquela era a voz do Seiya. Aquele que me dissera para sair do quarto de forma agressiva, aquele que antes me dizia que me amava, para depois me acusar de dificultar as coisas por causa de Haruka. Pensar nele era-me igualmente doloroso, e isso fez-me chorar ainda mais. Acabei por me enrolar nos lençóis que outrora pertenceram a Haruka, escondendo-me debaixo da almofada, não querendo mais saber de nada, enquanto as lágrimas de tristeza corriam pelo meu semblante pálido e enrubescido pelo sangue que teimosamente me subia à face.
(e eu a pensar q ja tinha publicado este, mas pelos vistos nao. Afinal não publiquei T.T queria tanto avançar para a frente T.T )
Enfim.
De qualquer forma, deixo-vos com o cap 32, dedicado a vocês duas

Jokinhas e boa leitura

Capítulo 32 – A chegada
*MOMENTO MICHIRU*
*MOMENTO MICHIRU*
Estava ainda no aeroporto de Nova Iorque, a tentar fazer a minha viagem de regresso ao Japão. Acabei por voltar mais cedo, porque Usagi tinha-me telefonado a dizer que o pai da Minako tinha falecido. Apesar de não ter um tipo de amizade com elas do mesmo género da que tinha com Haruka, não podia ficar indiferente à morte de alguém próximo delas. Então, mesmo contra a vontade dos patrocinadores, voltei. Contudo, sair do aeroporto de Nova Iorque, onde tinha feito escala, estava a revelar-se mais difícil do que entrar lá. Os voos estavam todos atrasados e isso atrasava-me também a chegada ao Japão. E ainda para mais, quando eu estava ansiosa por chegar a casa, para falar com Haruka. Desde que viera para fora que não parava de pensar na discussão que tivéramos antes de eu apanhar o táxi para o aeroporto. Tinha passado quase uma semana desde que fora para o Canadá, e agora sentia-me mais perto de casa, mas ao mesmo tempo mais longe. À medida que o tempo que faltava para poder apanhar o meu voo começava a ficar mais curto, o meu coração apertava-se. Era como se algo fosse acontecer, mas eu não queria que acontecesse de certa forma. Eu acabei por rir comigo mesma, e depois peguei na mala de mão. Eles já estavam a fazer a chamada para o embarque.
- Os passageiros do voo AA-3799 da American Airlines, com destino ao Aeroporto de Tóquio, Japão, devem se dirigir à porta de embarque, obrigada. O Aeroporto J.F.K. pede desculpas aos passageiros pelos atrasos decorrentes de razões alheias ao nosso aeroporto, e que todos os voos em atraso irão partir a partir de agora de acordo com a normalidade… - Ouvi aquela missiva em diversas línguas, incluindo num japonês algo fanhoso, o que me deu alguma vontade de rir. Contudo evitei fazê-lo. Apenas pensei para comigo própria que aquilo era um pouco idiota. Depois, fui até ao portão de embarque. Queria voltar para casa.
*****
- São trinta ienes, menina… - Eu estava a ouvir música, e não estava a dar por nada, até que senti que o carro já não estava em movimento, e que o taxista estava virado para trás. Acabei por levantar o olhar, meio confuso, enquanto tirava os fones dos ouvidos.
- Desculpe, disse algo? – Acabei por questionar ao homem, que me sorriu, voltando a repetir aquilo que dissera antes. Eu sorri enviesadamente, e abri a minha mala, retirando a carteira, de onde tirei cinquenta ienes, passando a nota ao taxista. Ele sorriu, e eu, num tom despreocupado, disse – Pode ficar com o troco…
Depois, abri a porta para sair do carro, para ir tirar as coisas do porta-bagagens. A chuva caía, o que era estranho para fins de Agosto, contudo, nem me admirei muito. Tirei rapidamente as minhas malas, e a maleta do violino, e ao ter feito isso, fechei o porta-bagagens, fazendo sinal ao taxista para arrancar. Depois olhei em frente e consegui por momentos, sentir felicidade.
- Estou em casa… - Sussurrei, sorrindo, embora no fundo não estivesse satisfeita. Sentia que algo estava errado, contudo ignorei.
Depois vi que o carro de Haruka, o seu Dodge Viper, o menino dos olhos dela, aquele que ninguém podia conduzir senão ela, estava estacionado cá fora. Eu achei estranho esse facto, pois sabia que Haruka nunca deixaria o seu carro prodígio cá fora, ainda para mais depois do que lhe tinham feito ao Ferrari Enzo amarelo pelo qual ela tinha tanta estima, até uns vândalos riscarem a pintura toda. Lembro-me que foi por essa altura que ela o vendeu, e comprou o Dodge. Contudo, como não tinha a chave do carro, não o pude arrumar dentro de portões, pelo que o deixei ficar. Contudo… Ela não o costuma deixar cá fora… Ah… Talvez não lhe tenha apetecido abrir os portões para o arrumar… Acabei por pensar, e depois abri o portão para eu própria entrar para dentro do jardim.
A sensação de que algo estava errado intensificou-se ao entrar dentro do jardim. Não sei porque, algo me dizia que havia algo que estava errado, mas eu não sabia bem o quê. E o carro fora o primeiro indício.
Eu peguei nas chaves, e sem bem saber o porquê, e apesar de ser fim-de-semana, decidi ir à caixa do correio. Abri-a, e vi que para além de alguns envelopes, estavam lá as chaves do carro de Haruka. Estranho… Mas muito mesmo… Isto está a ficar cada vez mais esquisito… Ok, Haruka, que é que tu não me estás a contar? Eu peguei nelas, e nas cartas, e depois comecei a vasculhá-las. Contas para pagar, uma carta do conservatório (devia ser por causa da Hotaru), várias cartas sem interesse e alguma publicidade, e uma carta sem remetente, apenas com o meu nome escrito na parte da frente, numa caligrafia redonda e perfeitinha, que só podia ser de uma pessoa que eu conhecia, contudo ela não me causara grande aflição na altura. Decidi então entrar, por causa da chuva que caía, e também para proteger o violino, que é extremamente sensível a estes aumentos de humidade no ar. Assim entrei, abrindo a porta devagar.
A casa estava às escuras, e o silêncio era mordaz e de certa forma intimidador. Não estava habituada a tal silêncio, e isso deixava-me preocupada. A casa parecia vazia. Há algum tempo, a casa parecia viva e cheia de pessoas. Agora, só sentia o vazio envolver-me e a agarrar-me ao desespero. A cada segundo que passava, a sensação de que algo estava errado deixava-me cada vez mais certa de que isso era uma realidade. Acabei por deixar tudo no hall de entrada, e fui procurar Haruka.
- Haruka! Estás em casa? – Exclamei, tentando obter alguma resposta da parte dela. Ao não ouvir nada, nem ter uma resposta afirmativa, acabei por subir as escadas, indo ao quarto dela, e espantei-me com o cenário com que me deparei. A porta estava aberta, o que não era normal. Haruka, mesmo que fosse sair a um sítio, e mesmo que não demorasse mais que cinco minutos, fechava e trancava sempre a porta. Outra coisa que me deixou admirada foi, ao entrar, ver que a cama estava por desfazer, e que todas as gavetas, armários e inclusivé mesas-de-cabeceira, estavam completamente despojadas de quaisquer objectos que pertencessem a Haruka. As cortinas esvoaçavam ao de leve com a brisa de fim de verão, e eu decidi fechar a janela. Aquela brisa estava a tornar-se para mim, um vento assustador de inverno, e também um mau presságio.
Ao lembrar-me da carta que viera no correio, com a letra de Haruka, abandonei aquele quarto vazio, e voltei a descer as escadas num ímpeto, chegando ao andar de baixo completamente ofegante, e quase caindo ao tentar tirar a carta de cima da mesa de telefone, por ter tropeçado na maleta do violino, o que me fez largar um chorrilho de impropérios enquanto abria o envelope que tinha impregnado nele o cheiro da colónia que Haruka habitualmente utilizava, o que me deixava mesmo sem margem para dúvidas de que aquela carta era mesmo dela. Comecei a lê-la, e o maior dos meus receios começou a realizar-se.
“ Michiru…
Quando leres esta carta, eu já não estarei aí, até pelo que já deves ter visto. O carro fora de portões, a casa vazia e em silêncio, entre outras coisas. Sim, fui-me embora, se é isso que te vai no pensamento neste momento.
Desde já, e antes de continuares a ler, quero que saibas que nada disto é culpa tua, e o motivo de me ter vindo embora, só a mim diz respeito, e não tem nada a ver com qualquer atitude tua. Eu já te conheço demasiado bem, e sei que se não tivesse dito isto, que te irias culpabilizar sobremaneira, e não é isso que pretendo. Sabes bem que eu não te quero magoar. Quer dizer, já o devo estar a fazer neste preciso momento...
Eu… Nem sei como te dizer isto, muito sinceramente, sem te magoar, mesmo sem estando aí. Sabes que eu não tenho tento na língua, e que eu digo o que me vai realmente na alma. Não sou pessoa de fingir os meus sentimentos, e de certa forma, sinto-me aliviada por não estar cara a cara contigo neste momento, ou então teria perdido toda a coragem de ir embora, pois não conseguiria deixar-te. Eu aposto o meu Dodge em como neste momento as lágrimas já te caem pela face, e sei que ganharia, pois como disse, já te conheço… E sei que não conseguiria ir embora, se te visse chorar (…)”
E de verdade, ela conhecia-me até demasiado bem. Sentia as lágrimas a escorregarem céleres pela minha face, e eu acabei por as limpar à manga do casaco, continuando a ler a carta.
“ (…) Agora largando a conversa fiada, que como sabes, detesto imenso, vou dizer-te os verdadeiros motivos pelos quais neste momento não estou aí contigo, a abraçar-te depois de teres chegado do Canadá.
Como tu te deves lembrar bem, antes de tu partires nós discutimos mais uma vez, e esta discussão foi pior que qualquer outra que nós alguma vez tenhamos tido. Foi uma discussão absurda, e mais uma vez por causa do Cara de Osga (…)”
Eu torci o nariz àquele insulto já tão meu conhecido ao Seiya. Apesar de não estar com ele, magoava-me ouvir aquilo.
“ (…) (Quanto eu quiser apostar neste momento que tu acabaste mesmo agora de torcer o nariz ao que eu disse sobre o teu mais-que-tudo).
Sabes bem que eu não o suporto, e que para ele, eu sou tão importante como ele para mim, isto é, nada. E saber que andas com ele, não me agrada, apesar de agora vocês não estarem juntos, o que no mais fundo dos meus pensamentos, e como te disse naquela discussão, me agrada imenso, pois ele não te merece. Tu és especial demais para uma pessoa como ele. Mereces bem melhor, e foi sempre isso que te disse, até que ele te pediu um tempo. Aí fiz de tudo para compreenderes que há pessoas bem melhores que ele.
Contudo, continuaste sempre a preferir ele, e foi por isso que discutimos, agora a meu ver, absurdamente. Mais valia se calhar, eu não me ter metido. Contudo não consegui evitar, pois és a minha melhor amiga, e os melhores amigos fazem de tudo para ajudar os outros, mesmo quando eles não querem ser ajudados. É assim que um verdadeiro amigo deve ser.
Eu deixei-te ir para o Canadá, porque tinha objectivos a cumprir com isso. Senão, não te teria deixado ir sem resolvermos nada. Achei por melhor ir-me embora sem me despedir, pois assim não teríamos de sofrer com isso as duas, e sabes que desistiria, como já disse. Agora estou longe de ti e de toda a gente, a tentar viver finalmente o meu sonho, aquele que há já muitos anos ando para cumprir. Assim parti, para parte incerta, para não te magoar mais, como tenho feito nestes últimos meses.
Contudo, e como já disse, não quero que te culpabilizes. Os motivos que me levaram a partir só a mim dizem respeito, e nada tem a ver contigo. São meras escolhas minhas, e assim, evito magoar as pessoas de quem mais gosto. Prefiro magoar-me a mim mesma, do que magoar outras pessoas.
Michiru… Eu continuo a gostar de ti da mesma maneira que sempre gostei, e não é por me ter afastado que deixei de gostar de ti. Apenas estou a fazer isto para nos dar um tempo, e para conseguir ter alguma paz de espírito, para não discutir mais contigo, nem para arranjar mais conflitos com o Seiya. De certa forma, é uma maneira simples de dizer que por agora não quero estar por aí.
Desculpa, Michiru… Eu sei que não devia ter feito as coisas desta maneira. Devia ter falado contigo. Mas é a única maneira que encontrei de o fazer.
Ah, antes que me esqueça… Se por acaso voltares para o Seiya… Espero sinceramente que vocês fiquem juntos.
Um abraço e com muita saudade,
Haruka”
Após duas páginas de texto carregado de sentimentalismo, eu chorava já baba e ranho. Como pude eu deixar que as coisas chegassem a este ponto?
As folhas de papel, num tom azul-escuro, ficaram manchadas de lágrimas, e eu, com alguma raiva, amachuquei-as, e atirei-as contra a parede, deixando-me cair depois no chão.
- Haru…ka… Como… Foste… Ca…paz… - Acabei por soluçar. Haruka não podia me ter feito isto. Não podia ter-me deixado sozinha, não numa altura destas… Eu só afasto as pessoas de mim. Primeiro os meus pais, depois o Seiya… Agora… Até a Haruka afastei de mim… Sou a pessoa mais desprezível à face da Terra… Odeio-me tanto… Não… Só isso não chega… Desculpa, Haruka… Sou mesmo uma idiota… Porque é que eu sou assim, porquê? Porque é que afasto tudo e todos de mim… Eu… Eu sou uma péssima pessoa… Eu… Eu… As lágrimas continuavam a escorrer de maneira célere pela minha face, enquanto o sentimento de culpa atingia o meu coração como facas. A dor da tristeza que sentia, não chegava ser representada pelas lágrimas. Elas eram apenas a representação física das minhas dores emocionais, e só por si, elas não eram suficientes para exprimir o que sentia realmente.
Eu necessitava de alguém que me animasse naquele momento, mesmo que fosse só por um segundo, mas o único nome que me vinha à cabeça era o nome do Seiya. Apesar de já não falar com ele desde que nos separámos, há duas semanas, sempre pensara nele, e continuava a pensar nele ainda como meu namorado, até porque não tínhamos acabado em definitivo. E eu sabia que se ligasse para Seiya, e desse parte de fraca, acabaria por ser idiota, pois Seiya ainda estava chateado comigo, e provavelmente ainda ficaria mais chateado se eu lhe fosse pedir para me dar consolo quando a Haruka se foi embora desta maneira. Seria muito baixo da minha parte, e eu não seria capaz de o perder assim desta maneira idiota. Se bem que eu acho que já o perdi há muito tempo. Não iria fazer isso, pois só me iria piorar a situação, e seria muito insensato da minha parte. E ainda para mais, não o iria usar para afogar as minhas mágoas, pois não seria justo, e eu sei que ele nunca faria o mesmo comigo. E para além de mais, acho que não me serviria de muito. Seiya não me atendia o telefone, por isso, por muito que quisesse falar com ele, não o poderia fazer.
Bolas! Porque é que tudo tem de ser assim? Porque é que eu não posso ser normal? Porquê… Seiya… Haruka… Porque é que tudo tem…Amo-vos aos dois tanto, e vocês deixam-me aqui sozinha… Mas acho que mereço. Sou tão besta que não mereço ter ninguém para me apoiar. É bem-feita que todos me tenham abandonado assim, sem me dizer mais nada. Eu… Eu devia era ir-me embora também, para não magoar mais ninguém. Deixar o Japão, e ir viver para o Pólo Norte ou assim. Podia ser que ganhasse juízo. É o que eu estou a necessitar. De ganhar juízo, para ver se deixo de fazer o que faço. Sou tão idiota… Mas eu vou mudar, ou eu não me chame Michiru Kaioh. Tenho a certeza que sou capaz… Mas… Neste momento…
Eu acabei por me levantar, e deixando tudo aquilo numa bagunça, subi as escadas num ímpeto, enfiando-me no quarto de Haruka, fechando a porta por detrás de mim. Apesar de tudo, não gostava de estar sozinha. O vazio sem Haruka era insuportável, pois ele obrigava-me a pensar mais no quão desprezível eu sou. De certa forma sentia que, ao estar no quarto onde Haruka dormira, tinha a companhia dela ali, justamente à minha espera.
Trim, trim! Trim, trim!
Lá em baixo tocavam à campainha de forma frenética mas eu nem sequer liguei. Depois de ter fechado a porta, atirei-me para cima da cama que pertencera a Haruka, e enrosquei-me nos lençóis, tentando sentir qualquer réstia da presença dela naquela casa. Mas não havia nada. O vento também deixara de soprar as cortinas, e estas, de tom dourado, que antes esvoaçavam agitadas, agora estavam como que paradas no espaço. Era como se o vento apenas estivesse estado ali tempo suficiente para me dizer adeus. Eu ainda chorava, e ao pensar naquilo, as lágrimas intensificaram-se, como se fossem meras gotas de uma chuva de Inverno. O Inverno que para mim chegara mais cedo. O Inverno da solidão.
- Michiru, abre a porta... Eu sei perfeitamente que estás em casa! – Ouvi uma voz que me soou conhecida exclamar lá fora, num tom preocupado. Lembrei-me momentaneamente que a janela do quarto de Haruka dava para o lado da frente da casa, e era possível ouvir tudo o que se passava no exterior. A chuva agora caia com mais força lá fora, e quem quer que fosse, devia estar a ficar molhado. Eu levantei-me, e aproveitando o facto de que os vidros da janela do quarto tinham sido escurecidos de forma a que ninguém lá fora soubesse se alguém estava no quarto, observei o exterior. Era Seiya, ou pelo menos era essa a sensação que me dava ao observar a silhueta que estava a ficar completamente encharcada, enquanto eu estava dentro de casa, seca, mas deprimida. Eu voltei a deitar-me na cama, e enterrei a minha cabeça na almofada, tentando em vão abafar os chamamentos que vinham lá de fora – Michiru, se não abrires essa porta, eu vou fazer teleporte aí para dentro! – Definitivamente, aquela era a voz do Seiya. Aquele que me dissera para sair do quarto de forma agressiva, aquele que antes me dizia que me amava, para depois me acusar de dificultar as coisas por causa de Haruka. Pensar nele era-me igualmente doloroso, e isso fez-me chorar ainda mais. Acabei por me enrolar nos lençóis que outrora pertenceram a Haruka, escondendo-me debaixo da almofada, não querendo mais saber de nada, enquanto as lágrimas de tristeza corriam pelo meu semblante pálido e enrubescido pelo sangue que teimosamente me subia à face.
*FIM DO MOMENTO MICHIRU*

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Sou sincera !
A Michiru não é das pessoas que eu mais gosto, mas tenho pena dela.
Não é que eu não goste dela, mas tmb n é das minhas favoritas.
E até que não me importava de a ver com o Seiya, uma vez que a acho bonitinha
Gostei muito do capítulo Tinoco muito obrigada
Tenho mesmo que te agradecer !
Obrigada obrigada*-*
Além disso é um capítulo muito bonito !
Estou ansiosa pelo próximo*-*
Beijinho
A Michiru não é das pessoas que eu mais gosto, mas tenho pena dela.
Não é que eu não goste dela, mas tmb n é das minhas favoritas.
E até que não me importava de a ver com o Seiya, uma vez que a acho bonitinha

Gostei muito do capítulo Tinoco muito obrigada

Tenho mesmo que te agradecer !
Obrigada obrigada*-*
Além disso é um capítulo muito bonito !
Estou ansiosa pelo próximo*-*
Beijinho


Obrigada Atalantav =)
Inscrevam-se: http://sakuraportugal.forumeiros.com/forum.htm"
Eis aqui um forum para aprender e ensinar: http://regressoaulas.forumeiros.com/portal.htm
Adorei este capitulo!!!
Este capitulo esta muito lindo apesar de ser tão triste!!!
até fiquei com pena da Michiru !!!!!
(*ficarei há espera do próximo capitulo até lá vou ficar curiosa para saber se ela vai ou não abrir a porta ao Seiya, ou o Seiya fará o teleporte,
)
Este capitulo esta muito lindo apesar de ser tão triste!!!
até fiquei com pena da Michiru !!!!!
(*ficarei há espera do próximo capitulo até lá vou ficar curiosa para saber se ela vai ou não abrir a porta ao Seiya, ou o Seiya fará o teleporte,
)"Don't Be scared to fly alone, find a path that is your own, love will open every door it's in your hands,
the world is yours, (...), What are you waiting for, Spread your wings and Soar" By Christina Aguilera "Soar"
I_Moreira escreveu:Sou sincera !Sabes, eu nao tenho pena do aspirador com pernas (leia-se Michiru)
A Michiru não é das pessoas que eu mais gosto, mas tenho pena dela.
Não é que eu não goste dela, mas tmb n é das minhas favoritas.
E até que não me importava de a ver com o Seiya, uma vez que a acho bonitinha
Gostei muito do capítulo Tinoco muito obrigada
Tenho mesmo que te agradecer !
Obrigada obrigada*-*
Além disso é um capítulo muito bonito !
Estou ansiosa pelo próximo*-*
Beijinho

E ela com o Seiya, ja deu o que tinha a dar. Neste momento tenho outros planos para ele (muahhaahah)
Estou a pensar dar outro rumo a ele. E quanto a Michiru, essa se eu nao a matar ja vai com muita sorte (muahahah)
Eu andei muito tempo sem tocar nesta fic porque tinha medo que nao saisse nada de jeito, e eu ja tenho paginas e paginas de rascunhos escritas desde o verão passado. Contudo, ainda nao passei nem metade para pc. Ha coisas que eu tenho de pensar melhor.
Contudo, agradeço que tenhas gostado. Efectivamente, nem era este o cap que eu estava a pensar publicar. Eu tinha em mente o 33, mas so depois e que vi que o 32 nao estava (se bem que ele e irrelevante) Mas enfim, caps secundarios fazem as historias

O proximo devo publicá-lo em principio daqui a uma semana ou assim, eu estou super ansiosa por o publicar. E um funeral, mas e mais pa rir q outra coisa(sim, com algumas tiradas que eu pus la, rir é mesmo provável XD)
Jokinhas e continua a acompanhar

*StrongerGirl* escreveu: Adorei este capitulo!!!Ja nao te via ha algum tempo
Este capitulo esta muito lindo apesar de ser tão triste!!!![]()
até fiquei com pena da Michiru !!!!!
(*ficarei há espera do próximo capitulo até lá vou ficar curiosa para saber se ela vai ou não abrir a porta ao Seiya, ou o Seiya fará o teleporte,)

Olá

Ainda bem que gostaste do cap, e muito importante para mim saber que os sentimentos que tento transmitir através dos meus caps chegam aos leitores
Quanto ao facto de o Seiya entrar ou nao, nunca chegarás a saber, se bem que o fim do cap é elucidativo. Michiru nao abriu a porta, e tambem nem sei se o seiya entrou. Como ja afirmei, este capitulo e irrelevante, e so serve para demonstrar a reacçao da Michiru à partida da Haruka. Nada mais. Os capitulos a seguir falam por eles mesmos 
Jokinhas, e continua a acompanhar


さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Olá!!
(desculpa só comentar agora, mas na altura em que publicas-te este capítulo estava sem tempo para mandar coments
')
Estou com a I_Moreira, a Michiru não é, de todo, uma personagem que eu goste, mas neste capítulo em especial fizes-te com que eu tivesse pena dela, e isso não se faz oh!
Coitada, agora ficou sozinha, or not!
O que raio quer o Seiya agora?! Com aqueles berros, não a deve querer de volta, certo? o.O Ou talvez sim x) Já me esqueci quem deixou quem... Whatever.
Já estava com saudades de um capítulo destes *-* E muito muito muito obrigada por mo dedicares a mim e à Inês! Está muito bom
Beijinhos!
(desculpa só comentar agora, mas na altura em que publicas-te este capítulo estava sem tempo para mandar coments
')Estou com a I_Moreira, a Michiru não é, de todo, uma personagem que eu goste, mas neste capítulo em especial fizes-te com que eu tivesse pena dela, e isso não se faz oh!

Coitada, agora ficou sozinha, or not!
O que raio quer o Seiya agora?! Com aqueles berros, não a deve querer de volta, certo? o.O Ou talvez sim x) Já me esqueci quem deixou quem... Whatever.
Já estava com saudades de um capítulo destes *-* E muito muito muito obrigada por mo dedicares a mim e à Inês! Está muito bom
Beijinhos!


mafafaaa escreveu:Olá!!Olá
(desculpa só comentar agora, mas na altura em que publicas-te este capítulo estava sem tempo para mandar coments')
Estou com a I_Moreira, a Michiru não é, de todo, uma personagem que eu goste, mas neste capítulo em especial fizes-te com que eu tivesse pena dela, e isso não se faz oh!
Coitada, agora ficou sozinha, or not!
O que raio quer o Seiya agora?! Com aqueles berros, não a deve querer de volta, certo? o.O Ou talvez sim x) Já me esqueci quem deixou quem... Whatever.
Já estava com saudades de um capítulo destes *-* E muito muito muito obrigada por mo dedicares a mim e à Inês! Está muito bom![]()
Beijinhos!

Nao tens que por pedir desculpa, desde que os comments cheguem, nao estou nem ai

A Michiru merece tudo o que lhe anda a acontecer pessoas como ela so nao sao eliminadas porque enfim

E eu nao tenho pena dela, por isso nao tenhas tambem (muahahah)
O Seiya? O que ele queria era fazer as pazes com a Michiru, mas ela recusa-se e recusa-se e depois vai levar uma facada
muahaha para perceberes o que quero dizer, tens de esperar mais dois capitulos 
Saudades awwwn *-* Eu tambem tinha saudadecas de publicar
E nao tens de agradecer, eu dediquei porque voces sao minhas amigas, e para alem de mais, como nao posso dar-vos prendas fisicas(porque o correio está caro
) ao menos ofreço-vos qualquer coisinha 
Jokinhas e continua a acompanhar


さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
MoonSerenidade escreveu:Eu a pensar que estava a perder a comédia toda e aparece-me isto à frente! Não se faz! XD
Desculpa este tempo todo sem comentar...
Este capitulo é tão triste...![]()
Coitada da Michiru... O Seiya tinha mesmo de aparecer? XD
Fico à espera de mais.
Beijinhos
Oláaa
Há tanto tempo que nao te via rapariga

e tao bom receber comentários *-*
Nao tem mal nao comentares ha muito tempo, eu compreendo. eu tambem nao tenho vindo aqui muito. As coisas em casa tao um mpouco tramadas, e isto nao tem dado para vir à net. Boa notícia, ja consigo escrever cinco ou seis caps seguidos sem me cansar.

Adiante

Eu escrevi este capitulo, que agora cheguei à conclusao que é meio desnecessário, como o 33, porque necessitava de dar um fim definitivo a relaçao SeiyaxMichiru. Fartei-me, nao consigo imaginar a Michiru mais com o Seiya. Cansei-me mesmo. Tinha e por um fim àquilo que me cansava, e dar um recomeço a eles. Talvez meta a Michiru com outro ou a extermine, talvez junte o Seiya com outra ou o torne gay ou assim
ainda nao sei o que fazer com esta gentinha 
Contudo, nao se apoquentem. Faço tenções de resolver isso depressa.
Enfim

Eu vou tentar publicar pa semana, nesta ou na outra, no outro fórum onde estou a publicar a reescriçao da primeira. Estou com serias duvidas de como pulicar descansadamente. Ando mesmo a ficar sem vontade de publicar. Tambem, sem ter um pc por onde o fazer, torna-se complicado.
Obrigada pelo comentário, é sempre um incentivo para cá vir

jokinhas***

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
acabei agora mesmo de ler os capitulos todos 
em primeiro comecei a ler porque o titulo me puxou muito a atençao
e depois, o par yaten x mina +.+
tá excelente mesmo .
bem sinceramente eu pensava que ias fazer seiya x usagi , ou por mais partes mamo x usa , mas ja vi que nao tá nos teus planos
quanto a seiya x michiru, sou totalmente da opiniao da nha haru-chan (aka marisa) , odeio eles juntos
e tambem o detesto ver com as outras sailors, so consigo com a haruka ou com a usagi .
até o mamo'chan sou capaz de ver com mais gente

em primeiro comecei a ler porque o titulo me puxou muito a atençao

e depois, o par yaten x mina +.+
tá excelente mesmo .
bem sinceramente eu pensava que ias fazer seiya x usagi , ou por mais partes mamo x usa , mas ja vi que nao tá nos teus planos

quanto a seiya x michiru, sou totalmente da opiniao da nha haru-chan (aka marisa) , odeio eles juntos

e tambem o detesto ver com as outras sailors, so consigo com a haruka ou com a usagi .
até o mamo'chan sou capaz de ver com mais gente

Tinoco escreveu: Talvez meta a Michiru com outro ou a extermine, talvez junte o Seiya com outra ou o torne gay ou assimainda nao sei o que fazer com esta gentinha
Contudo, nao se apoquentem. Faço tenções de resolver isso depressa.
Enfim
Por mim podes exterminar a Michiru à vontade, mas por favor, não gayizes o Seiya

Já te disse, se não tens com quem o juntar, ele que fique solteiro ou eu vou entrar no meio da fic e sequestra-lo para ele ficar comigo

Ainda bem que isso da escrita dos capítulos está a melhorar

Bye~

A Usa e o Seiya não !
Isso não !
BAaAH !!!
Eu aposto mais na Haruka e o Seiya*-* São um par quase tão fofo como Yaten e Mina e Usa e Mamo*-*
São Kawais mesmo*-*
Apesar de que também gostava de a ver com a Maria, acho-a tão gira e tão identica ele também*-*
Isso não !
BAaAH !!!
Eu aposto mais na Haruka e o Seiya*-* São um par quase tão fofo como Yaten e Mina e Usa e Mamo*-*
São Kawais mesmo*-*
Apesar de que também gostava de a ver com a Maria, acho-a tão gira e tão identica ele também*-*

Obrigada Atalantav =)
Inscrevam-se: http://sakuraportugal.forumeiros.com/forum.htm"
Eis aqui um forum para aprender e ensinar: http://regressoaulas.forumeiros.com/portal.htm
Lena_Dias escreveu:acabei agora mesmo de ler os capitulos todos
em primeiro comecei a ler porque o titulo me puxou muito a atençao
e depois, o par yaten x mina +.+
tá excelente mesmo .
bem sinceramente eu pensava que ias fazer seiya x usagi , ou por mais partes mamo x usa , mas ja vi que nao tá nos teus planos
quanto a seiya x michiru, sou totalmente da opiniao da nha haru-chan (aka marisa) , odeio eles juntos
e tambem o detesto ver com as outras sailors, so consigo com a haruka ou com a usagi .
até o mamo'chan sou capaz de ver com mais gente
Ola lena

Obrigada, desde já por teres vindo ler
Adoro novos leitores
Ainda bem que gostas do par que escolhi. Eu pessoalmente acho que a Naoko podia ter explorado este casal, porque eu acho que ficam muito fofinhos, e epah, nunca tinha lido uma e decidi escrever. (ja tem quase um ano de papel esta coisa
tenho cadernos e cadernos cheios disto
)E realmente passou me essa ideia pela cabeça ao principio. A fic era para ser um pouco com o Seiya a atirar-se à usagi, mas depois pensei "se eu fizer isso, ha quem me va assassinar ou assim, por pôr a Cara de Lua com o Cara de Cavalo"(como a Marisa diria do seu querido Seiya
)Eu na altura juntei o Seiya e a Michiru, porque percisava mesmo de encher o coraçao de Seiya com alguem, mas depois arrependi-me amargamente. à medida que fui escrevendo a fic, enjoei de ver o aspirador verde da singer com o Seiya, e entao separei-os de vez. Isso vai ver-se pelo cap que vou publicar a seguir(a este, porque eu esqueci-me que ainda tenho o funeral
). Loool, o Mamoru so consigo ver com uma menina - Usagi. Mais ninguem
nao o consigo imaginar (embora numa fic que eu escrevi, tipo piloto, pu-lo a ter um caso com a Plutão
)Bem, mais uma vez obrigada por teres vindo ler, e espero que a fic continue a ser do teu agrado, ja sabes, sugestões são bem vindas

mafafaaa escreveu:Tinoco escreveu:Talvez meta a Michiru com outro ou a extermine, talvez junte o Seiya com outra ou o torne gay ou assimainda nao sei o que fazer com esta gentinha
Contudo, nao se apoquentem. Faço tenções de resolver isso depressa.
Enfim
Por mim podes exterminar a Michiru à vontade, mas por favor, não gayizes o Seiya
Já te disse, se não tens com quem o juntar, ele que fique solteiro ou eu vou entrar no meio da fic e sequestra-lo para ele ficar comigo
Ainda bem que isso da escrita dos capítulos está a melhorar
Vais ver que vou gayixar o Seiya
(mas tambem se fosse para entrar na fic... ate que nao era má ideia... :cofia um bigode imaginário:Contudo, eu ainda nem sei o que vou fazer. Nao escrevo há bues

(pelo menos em papel
, mas vou dar-lhe uma namorada, em princípio)Vamos ver como as coisas correm no decorrer da escrita das coisas. Se tudo correr bem, o Seiya nao fica gay.
I_Moreira escreveu:A Usa e o Seiya não !
Isso não !
BAaAH !!!
Eu aposto mais na Haruka e o Seiya*-* São um par quase tão fofo como Yaten e Mina e Usa e Mamo*-*
São Kawais mesmo*-*
Apesar de que também gostava de a ver com a Maria, acho-a tão gira e tão identica ele também*-*
Loool Nao vai haver UsaxSeiya
(so uma coisinha que vais ver aqui no cap 33 
Eu ainda nao sei, como ja disse, o que vou fazer do seiya, mas Michiru e ele ja era. ta mais que morto. Lê o cap a seguir a este(quando o publicar
) e ja percebes o porque 
Jokinhas e boa leitura

Capítulo 33 – O que acontece depois de uma partida dolorosa?
Eu estava mesmo ao lado de Minako. Ela chorava no meu ombro, enquanto o padre dizia as últimas palavras, antes de mandar o corpo do pai de Minako para o crematório, onde depois de o seu corpo ser tornado em cinzas, Minako e a sua mãe, que viera de propósito para o funeral do ex-marido, iriam espalhar no rio as cinzas, tal como estava estipulado nas últimas vontades do Sr. Aino.
Apesar de estarmos em pleno mês de Agosto, a chuva caía torrencialmente, sem sinais de parar. Há dois dias que nós estávamos naquela situação. Talvez fossem os céus a chorar a morte do pai de Minako, ou simplesmente um fenómeno atmosférico. Para mim, era mais a segunda hipótese. Eu não acredito em nada das coisas que os habitantes da Terra tanto acreditam, como os deuses e os anjos e essas coisas. Para mim, nada disso existe. São simplesmente fantasias humanas, e meramente imbecis, na minha opinião. Mas tenho uma sensação de que se os humanos conhecessem algumas das minhas crenças, também diriam o mesmo. Mas esses são meros apartes.
Nós estávamos dentro do edifício do crematório que tinha um ar sinistro, bem como o propósito que ele tinha; e quando o corpo do pai de Minako foi introduzido dentro do forno crematório, Minako, agarrando-me no blazer com mais força do que o normal, disse-me, num tom baixo:
- Yaten, por favor, eu não aguento mais... Quero ir lá para fora... – Eu olhei-a nos olhos. Os olhos dela estavam raiados de vermelho, de tanto ela ter chorado nas últimas horas, e um tom carregado de negro pairava debaixo dos seus olhos. Ela há já alguns dias que acordava com pesadelos, e não conseguia dormir como deve ser. Isso deixava-me preocupado com ela, e com a sua saúde. Eu sentia que ela não estava bem, e ver aquilo que sentia metia-me medo. Não queria que nada lhe acontecesse. Afinal, era a minha Minako. A pessoa com a qual mais me preocupava acima de tudo neste momento da minha vida. Não quero que nada de mal lhe aconteça, pelo que por ela, sou capaz de fazer tudo e mais alguma coisa, até dar a minha vida. Mas neste momento, tal coisa nem se adequa. I
- Yaten, por favor, leva-a lá para fora... Ela está a precisar de apanhar ar... Eu compreendo-a... Mas não a deixes aqui mais tempo. Esta não é a última imagem que eu quero com que ela fique do pai... – A mãe de Minako pelos vistos ouvira a súplica da filha, e pedira-me também, num tom baixo, que a levasse lá para fora. Eu assenti com a cabeça, e acabei por a encaminhar, por entre as pessoas que tinham vindo prestar uma última homenagem ao Sr. Aino, e que não eram poucas; para fora do edifício. Eu, de qualquer forma, já estava farto daquele ambiente letárgico. Para além de mais, já estava também farto dos olhares que muita gente mandava para mim e para Minako. Cambada de invejosos... E aquele padre que mais parece um pedófilo ou um bêbedo inveterado? Isto parece quase uma palhaçada... Tenho pena da Sr.ª Aino... Ter de passar por isto... E depois com aquele bando de actores, que não se lhes pode chamar outra coisa, a fingir que lamentam muito a morte do senhor... Francamente... Eu odeio pessoas falsas! Aff... Santa pachorrência... Acabei por pensar, enquanto ajudava Minako a sentar-se a meu lado, num banco ao pé da entrada, que estava protegido por um telheiro, impedindo que a chuva caísse sobre nós. Posto isso, Minako acabou por se encostar a mim, ainda a chorar desalmadamente.
Mais uma vez, acabei por pousar o meu olhar preocupado em Minako, observando ao mesmo tempo o contraste que a roupa dela fazia, tanto com a sua tez clara, como com o seu cabelo loiro e com os seus olhos azuis. Aquelas vestes negras como breu davam-lhe um ar pesado e gélido, quase como se ela não tivesse vida alguma. Sentia que ela estava completamente morta por dentro, e isso preocupava-me ainda mais. Era como se aquelas vestes negras fossem o espelho daquilo que eu via por dentro dela. E isso deixava-me preocupado, e ao mesmo tempo sem bem saber o que fazer com ela. De certa forma, aquela Minako não era aquela pelo qual me tinha apaixonado loucamente. Apesar de aquela Minako parecer fria como o gelo, era a minha Minako, e por isso, teria de lhe mostrar o meu apoio incondicional.
Apesar de a princípio o choro de Minako ser silencioso, a cada momento que passava, este tornava-se cada vez mais ruidoso, até se tornar em autênticos soluços, que me fizeram abraçá-la e embalá-la, tentando acalmá-la, não querendo que ela chorasse mais. Toda ela tremia, não sei se de raiva, se de frio, mas sei dizer que ela tremia. A vontade que sentia naquele momento, era a de chorar com ela, pois o meu estado de espírito acabou por ser influenciado pelo dela. Sentia agora uma vontade imensa de chorar, mas sabia que não o podia fazer. Tinha de ser forte, por ela. Não podia desmanchar-me, pois sentia que se me desmanchasse, Minako desmanchar-se-ia também.
- Porquê... Porque é que o meu pai tinha de morrer assim, porquê?! Ele não merecia isto! – Sem muito bem ela perceber, Minako estava a gritar contra o meu ombro. Apesar de os sons estarem a ser abafados pelo meu ombro, eram bem audíveis os protestos inúteis de Minako, que me agarrava a camisa e o blazer com alguma força, puxando-a na direcção dela. Enquanto eu, com a minha mão fazia festas na cabeça dela, acabei, com algumas palavras doces, dizer:
- Mina, é a lei da vida... Iria acontecer mais tarde ou mais cedo... Nada podias fazer... Sabes bem disso... – Depois sorri docemente também, mas isso não serviu de nada. Apenas serviu para a fazer protestar ainda mais.
- Mas não é justo! O meu pai não merecia morrer assim, não! Ele sempre ajudou os outros, e agora desaparece assim! Não po...de...ser... – A cada rasgo de ira de Minako, ela tremia cada vez mais, o que me assustava imenso. Não queria que ela caísse noutra crise de choro, ou que ela acabasse por entrar em choque como acontecera no dia em que soubera da morte do pai. Apesar de contrariado, pois não gostava de fazer tal coisa, acabei por pousar a minha mão sobre a face dela, de forma discreta, para que ninguém desse por ela, e acabei por a pôr inconsciente. Estás melhor assim. Ao menos não pensas mais nas coisas... Desculpa-me, meu amor, mas não aguento ver-te mais assim neste estado... Precisas de descansar... Eu apenas faço isto por ti... Porque não quero que sofras mais... Acabei por pensar, enquanto lutava para conseguir sentar Minako no meu colo, encostando a sua cabeça no meu peito, enquanto fazia festas no seu cabelo, que estava suave que nem cetim, como de costume. Apesar de nada naquele gesto enunciar algo mais, recebi uns quantos olhares reprovadores de umas velhotas que estavam sentadas nuns bancos ali perto. Pelo que percebi, tinham vindo a um outro funeral, e estavam ali à espera que o corpo fosse cremado; de chapéus-de-chuva pretos abertos, e a fumar cigarros, num tom descontraído e, pelo que me pareceu, a conversa delas até parecia animada, o que era pouco comum num funeral; até elas repararem em mim e em Minako. Eu ignorei, e sem que as velhotas desse conta de tal, acabei por lhes deitar a língua de fora, em forma de protesto. Depois encostei a minha cabeça na de Minako, e deixei-me ficar a observar a chuva. Fiquei tão abstraído na forma como ela caía, que não dei pela presença de uma rapariga que se aproximou de mim e de Mina. Ela vinha toda ela vestida de branco, o que contrastava com os seus caracóis negros, cor de asa de corvo, com a sua tez morena e com os seus olhos verde-esmeralda. O chapéu-de-chuva, que também era branco, contrastava com todo o ambiente que se vivia naquele local, o que me fez olhar para cima, e observar aquela rapariga, que era minha conhecida. Fora minha colega de faculdade, até eu chumbar o semestre.
- Inamori-san... Que fazes aqui? – Acabei por perguntar, com um sorriso caloroso, embora nada naquele momento me desse motivos para o ser.
- Vim ao funeral do meu avô... Ele faleceu ontem... – Acabou ela por dizer – Posso sentar-me?
- Claro... – Disse, enquanto ela se sentava – Os meus pêsames... – Acabei por dizer, por mera cortesia.
- Obrigada... Os meus pêsames também. Soube que o pai da Mina-chan tinha falecido... Aliás, é o que se tem falado mais na comunidade... O pai dela era meu professor de piano na igreja onde a minha família costuma ir à missa...
- Estou a ver... – Acabei por dizer, mas sem muita vontade de conversar. Naquele momento só queria pensar no que iria fazer para evitar que Minako caísse de novo numa onda de letargia. Mas de certo modo, Inamori pareceu não entender isso, continuando a falar.
- Enfim... São coisas da vida... Queres um cigarro? – Perguntou-me ela, estendendo-me um maço de cigarros, que eu recusei.
- Obrigado, mas não fumo – Ela acabou por encolher os ombros, e abrir o maço, tirando de lá um cigarro, que acendeu e pôs na boca, começando a fumá-la descontraidamente. Depois, olhou para Minako, que dormia no meu ombro, e com um ar preocupado, disse:
- Ela está bem? Parece estar mesmo muito abatida... Nem parece ela...
- Fisicamente, ela está óptima. Sentimental e psicologicamente, ela está num farrapo. Mas isso não é de admirar. Afinal, ela perdeu alguém que lhe é muito importante, e isso custa sempre, independentemente de tudo – Disse, num tom complacente. Mas o que dissera era nada mais que a verdade. Eu sabia perfeitamente como ela se sentia, porque eu também o sentia. Era-me impossível não o sentir. Afinal de contas, eu era aquele que estivera sempre ao lado dela, e que, independentemente de querer ou não sentir este tipo de coisas, sentia tudo.
- E tu, Yaten, estás triste? – Acabou por perguntar ela, num tom provocador – É que nem pareces sequer estar abalado... Será que tu tens sequer sentimentos?
- É claro que estou triste... Afinal de contas, a tristeza dela é a minha também. Não sei se seria capaz de não sentir nada, mas neste momento, tenho de ser forte por ela, senão ela vai-se abaixo. Mas realmente, o que tu tens a ver com isso? Achas-me assim tão insensível? – Acabei por dizer, num tom incisivo. Não gostara do tom que ela usara comigo, muito menos do que ela dissera. Como podia ela dizer que eu não tinha sentimentos?! Detesto que afirmem tais coisas, sem me conhecerem sequer decentemente. E de certeza, para além da minha faceta de super-vedeta, aquela miúda não conhece nem um terço daquilo que sou - Diz-me, que estás a insinuar?!
- Nada... Desculpa... – Acabou ela por dizer, num tom arrependido, contudo, não me convenceu nem um pedacinho. Ela acabou por raspar o sapato no passeio, o que me deu alguma pena. Tinha falado num tom algo duro, mas não deixara de dizer a verdade, ou o que me ia no pensamento.
Naquele preciso momento, dois homens vestidos com fatos de uma funerária qualquer (que mais me faziam lembrar dois grilos, do estilo do grilo falante do Pinóquio da Disney) olharam para nós. Um deles dirigiu a palavra a Inamori, ao que ela assentiu com a cabeça, levantando-se de seguida, atirando o cigarro ao chão, apagando-a de seguida. Depois, num tom de enterro, disse.
- O corpo do meu avô acabou de chegar, vou ter de o acompanhar para o crematório. Não vou poder fazer-te mais companhia. Até a uma próxima vez... – Ela pegou na malinha que trazia com ela e no seu chapéu-de-chuva, e depois afastou-se sem dizer mais nenhuma palavra. Depois, fiquei apenas eu e Minako sentados naquele banco, vendo a chuva a cair, agora com menos intensidade do que antes. A chuva prometia parar, e algumas nuvens começavam a dissipar-se, dando lugar a tímidos raios de sol, que ao reflectir nas gostas de água, acabavam por formar pequenos arco-íris no céu acinzentado de Agosto.
Enquanto pensava no que haveria de fazer quanto a Minako, senti que ela se movia no meu colo. Depois, uma mão pousou-se na minha face, acariciando-a. Minako voltara a acordar, desta vez com um ar sereno, já sem vestígios de melancolia. Ela acordara com o ar com que me habituara a ver nela, apesar de nos seus olhos ainda brilhar aquela centelha de tristeza. Eu sorri abertamente para ela, e ela sorriu também para mim, mas com um daqueles sorrisos típicos de quem pede desculpa por algo.
- Desculpa, Yaten... – Acabou por dizer, voltando a encostar a sua cabeça no meu ombro.
- Mina, não tens de te desculpar... Eu estou aqui para tudo o que precisares... Sou teu amigo também, lembras-te? – Eu sorri de novo, encostando a minha cara na dela, beijando-lhe a face carinhosamente. Ela começou a chorar lágrimas silenciosas, e eu, com os meus lábios, tentei limpar o líquido salgado que lhe escorria pela cara.
- Mas Yaten... – Ela continuou a insistir em desculpar-se, mas eu coloquei-lhe um dedo à frente da boca, como que a silenciar o protesto dela. Depois, num tom doce, disse:
- Shhh... Não penses mais nisso, amor... Por favor, peço-te por tudo...
- Es... Está bem... Se insistes tanto... Desculpa... Tenho sido uma chata... - Minako acabou por lançar uma gargalhada fraca, e eu acabei por me rir também, quebrando o ambiente gelado que se sentia ali naquele momento. Depois, eu e Minako, acabámos por ficar ali a rir que nem dois doidos, sem motivo nenhum para rirmos, mas ao menos riamo-nos, o que chamou à atenção das velhotas que ali estavam desde que nós tínhamos ido para ali, que olhavam chocadas para nós. Uma delas, num tom de desprezo, acabou por dizer:
- Ai, que jovens tão desrespeitosos! Nem num funeral conseguem comportar-se com maneiras, ai c’orror! Esta juventude está mesmo perdida! – Apenas aquilo me fizera parar de rir, olhando-as com alguma raiva, o que as fez desviar o olhar, continuando as suas conversas da treta. Depois voltei a olhar Minako, que me olhava fixamente. Depois, ela acabou por se aproximar, e dar-me um beijo ao de leve nos lábios. Eu fiquei surpreendido, mas acabei por corresponder. Depois ela separou-se de mim, sentando-se ao meu lado.
- Mina... – Acabei por dizer, num tom preocupado, depois de ela se ter afastado de mim sem ter dito nada.
- Yaten... Desculpa se tenho parecido um zombie nos últimos tempos... Tu não mereces que te ignore assim... E obrigada por todo o apoio... Se não fosses tu... Acho que não tinha aguentado...
- Já te disse, não tens de agradecer. E afinal de contas, estou aqui para tudo o que precisares. E afinal de contas, eu compreendo... Mas por favor, não fiques tão deprimida, não te faz nada bem, tens de seguir em frente.
- Eu sei disso. Desculpa... – Acabou ela por dizer, e depois num tom baixo, disse – Eu... Sinto-me vazia. Mas tão vazia, que tu nem imaginas, Yaten...
- Eu estou aqui, Mina. Não estás sozinha... Nunca te abandonarei, nunca! – Eu acabei por a abraçar bem junto a mim, não querendo que ela se desmanchasse em lágrimas de novo, e ela acabou por me abraçar também, o que me fez sorrir.
- Eu sei... – Depois, só ouvi soluços. Minako recomeçara a chorar, e encostara a cara ao meu ombro, que rapidamente ficou molhado. Eu acabei por encostar a minha cara no cabelo dela, e ali, sem que ninguém notasse, nem ela, comecei a chorar silenciosamente.

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Este capítulo está tão triste e ao mesmo tempo tão bonito*-*
Oooh^.^
Só tem um problema, não gostei daquela rapariga sabe-se lá pq-.-
Não fui nada na onda dela-.-
Parece estupida!
Não gosto !
Acho que só vai dar problemas, e parece que ficou toda feliz com a morte do avô :X
Estupida gaja !
E as velhotas
Parti-me a rir com a fala delas, faz-me mesmo lembrar algumas senhoras de idade 
Enfim
Por favor estou à espera do próximo capítulo
Oooh^.^
Só tem um problema, não gostei daquela rapariga sabe-se lá pq-.-
Não fui nada na onda dela-.-
Parece estupida!
Não gosto !
Acho que só vai dar problemas, e parece que ficou toda feliz com a morte do avô :X
Estupida gaja !
E as velhotas
Parti-me a rir com a fala delas, faz-me mesmo lembrar algumas senhoras de idade 
Enfim

Por favor estou à espera do próximo capítulo


Obrigada Atalantav =)
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I_Moreira escreveu:Este capítulo está tão triste e ao mesmo tempo tão bonito*-*
Oooh^.^
Só tem um problema, não gostei daquela rapariga sabe-se lá pq-.-
Não fui nada na onda dela-.-
Parece estupida!
Não gosto !
Acho que só vai dar problemas, e parece que ficou toda feliz com a morte do avô :X
Estupida gaja !
E as velhotasParti-me a rir com a fala delas, faz-me mesmo lembrar algumas senhoras de idade
Enfim
Por favor estou à espera do próximo capítulo
Olá

Gostaste *-* Oh que bom *-* Fico agradecida, muito

A rapariga, quem sabe... Talvez até seja uma personagem crucial para o enredo
Eu por acaso faço tençoes de a fazer ser má da fita até... Quer dizer... Não sei ainda, mas a pretensão é essa XD
Contudo, epah, eu fiz este cap para, desta vez, dar enredo à historia. Nao sei porque mas desta vez, quero fazê-la grandinha

As velhotas, a intençao era essa mesma, porque eu lembrei-me de misturar uma tia de cascais com uma velhota, e entao saiu isso
tas a imaginar a Lili Caneças mas com mais 20 anos em cima ou assim e a falar assim? essa e o prototipo das minhas velhotas 
Obrigada por teres lido, e publicarei daqui a uns tempos


さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Eu entendo perfeitamente o que Yaten deve estar a sofrer com essas velhas-.-
São essas e aquelas que falam da vida dos outros-.-
São umas chatas, então nas paragens é que valha-me deus
Má da Fita? Queres dizer além de gostar do Yaten vai ser tipo demónio ou algo do género ?
:X
Bem me parecia que não gostava dela-.-
São essas e aquelas que falam da vida dos outros-.-
São umas chatas, então nas paragens é que valha-me deus

Má da Fita? Queres dizer além de gostar do Yaten vai ser tipo demónio ou algo do género ?
:X
Bem me parecia que não gostava dela-.-

Obrigada Atalantav =)
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