Novos dicionários do Acordo Ortográfico
_S.E.A_ escreveu:Bem... Continuo sem perceber o pk de tudo isto... a mim é k n me apanham a comprar um desses novos dicionários! Posso ter os testes todos cortados kd essa coisa sair, mas vou continuar a escrever à minha maneira.
Já agora, kem teve esta ideia? XD
concordo, comprar dicionários só por causa da "Sinistra da Educação"
a minha stora de português é que vai ter muitas dores de cabeça...
mas eu vou continuar a escrever como aprendi e paciência

Mas Neptuno fica igual..
Que tu ao leres, lês o p...
Que tu ao leres, lês o p...

For Disney fans ^^

Jobem se és cobarde e medricas?
Então não te aproximes de nós...
Se tiveres coragem ou se fores doido tenta enfrentar-nos.....
- Gang Terror Negro
ps- não aceitamos devoluções e não nos responsabilizamos por danos físicos causados muahahahah
Sammu escreveu:Acordo Ortográfico: Novos dicionários lançados hoje
A Texto Editores lança esta sexta-feira dois dicionários, que estarão conforme o novo Acordo Ortográfico, ratificado na passada semana, em Conselho de Ministros.
Além do «Novo Dicionário da Língua Portuguesa – Conforme Acordo Ortográfico» e do «Novo Grande Dicionário da Língua Portuguesa – Conforme Acordo Ortográfico», a editora lançará também um pequeno guia, que visa dar a conhecer todas as alterações ortográficas.
As três edições, nomeadamente o guia «Actual: O Novo Acordo Ortográfico – O Que Vai Mudar na Grafia do Português, contaram com a colaboração do professor, investigador e linguista João Malaca Casteleiro, além do seu colaborador Pedro Dinis Correia.
Os dois dicionários são as primeiras obras lexicográficas elaboradas segundo o Acordo Ortográfico de 1990 e representam um marco importante na afirmação da lusofonia, uma vez que seguem, de forma sistemática, as normas nele consagradas, tanto para a variante luso-africana, como para a variante brasileira do Português.
O «Novo Grande Dicionário da Língua Portuguesa» integra mais de 250 mil entradas, locuções, idiotismos e vozes da fraseologia e constitui uma obra alargada, em caixa de dois volumes, de 1024 páginas cada um, e vendida unicamente em conjunto, por 139,90 euros.
Com 125 mil entradas, o «Novo Dicionário da Língua Portuguesa» integra-se na família de Dicionários e Obras de Referência da marca Universal e apresenta-se como uma edição para uso diário em ambiente académico, profissional ou outro, por 38,50 euros.
O guia «Actual» é uma publicação acessível e de consulta rápida sobre as principais mudanças no acordo e apresentará um preço de 4,90 euros.
Lembrem-me para nunca mais comprar dicionários...![]()
Concordo plenamente... :
: Vamos ficar todos a falar brasileiro... Com todo o respeito que tenho aos brasileiros, acho que português de Portugal é português de Portugal e português do Brasil é português do Brasil, nada de misturas...
Qualquer dia falamos crioulo... :
:
Star Uranus escreveu: Concordo plenamente... ::
Vamos ficar todos a falar brasileiro... Com todo o respeito que tenho aos brasileiros, acho que português de Portugal é português de Portugal e português do Brasil é português do Brasil, nada de misturas...
Qualquer dia falamos crioulo... ::
Hum... não gostei do teu comentário, Star Uranus... :
:Mas agora bateu uma dúvida: por acaso nós brazucas não vamos mudar nada? Vocês que vão falar como nós só? Eu acho que não...
Pior são os povos africanos, onde sabemos, as condições não são nada boas com questão à qualidade de vida, quem dirá que há condições de mudança de língua...
Não sou totalmente contra esta reforma, desde que ela alcançe o objetivo proposto...
Enfim, esta discussão se estende há quase 20 anos... espero que chegue a um consenso logo :
:Aqui não existem dicionários (ainda) do tipo, mas vou fazer o mesmo, vou aguardar até que a situação se defina.
Spoiler
se bem que existem coisas mais importante que questões da língua portuguesa, pois daqui a pouco estaremos mais falando inglês do que a nossa linguagem natal :
:, é a dura realidade...
:, é a dura realidade... Spoiler
mijada :
:
:Abraços!

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Semi-ausente até março

Moon Revenge- exerto do volume 2 publicado 02/01
chousenshi escreveu:Star Uranus escreveu: Concordo plenamente... ::
Vamos ficar todos a falar brasileiro... Com todo o respeito que tenho aos brasileiros, acho que português de Portugal é português de Portugal e português do Brasil é português do Brasil, nada de misturas...
Qualquer dia falamos crioulo... ::
Hum... não gostei do teu comentário, Star Uranus... ::
Mas agora bateu uma dúvida: por acaso nós brazucas não vamos mudar nada? Vocês que vão falar como nós só? Eu acho que não...
Pior são os povos africanos, onde sabemos, as condições não são nada boas com questão à qualidade de vida, quem dirá que há condições de mudança de língua...
Não sou totalmente contra esta reforma, desde que ela alcançe o objetivo proposto...
Enfim, esta discussão se estende há quase 20 anos... espero que chegue a um consenso logo ::
Aqui não existem dicionários (ainda) do tipo, mas vou fazer o mesmo, vou aguardar até que a situação se defina.Bom, espero que não levem meu comentário como umaSpoiler
se bem que existem coisas mais importante que questões da língua portuguesa, pois daqui a pouco estaremos mais falando inglês do que a nossa linguagem natal ::, é a dura realidade...
, mas é só repetição do que eu já tinha dito.Spoiler
mijada ::
Abraços!
Tens razão chousenshi, vocês também vão mudar algumas coisas... Mas acho que não se deviam misturar as linguas... Embora sejam as duas português, são diferentes... Acho que faz parte da identidade dos dois países...
Tipo, há palavras que se vão escrever de duas formas, como "António" (pt-PT) e "Antônio" (pt-BR), acho que não tem jeito, só isso...

Respondendo à tua duvida, chousenshi.
Algumas das mudanças para os brasileiros, são:
Algumas das mudanças para os brasileiros, são:
As paroxítonas terminadas em “o” duplo, por exemplo, não terão mais
acento circunflexo. Ao invés de “abençôo”, “enjôo” ou “vôo”, os
brasileiro terão que escrever “abençoo”, “enjoo” e “voo”.
•• Também não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas
do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”,
“dar”, “ler”, “ver” e seus decorrentes, ficando correta a grafia
“creem”, “deem”, “leem” e “veem”.
•• O trema desaparece completamente. Estará correto escrever
“linguiça”, “sequência”, “frequência” e “quinquênio” ao invés de
lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio.
•• Alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de “k”, “w” e “y”.
•• O acento deixará de ser usado para diferenciar “pára” (verbo) de “para” (preposição).
•• Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos “ei” e “oi”
de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e
“jibóia”.
Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já ratificaram o o Acordo
Ortográfico e também o Protocolo Modificativo ao texto, aprovado em
julho de 2004, em São Tomé e Príncipe, durante a Cúpula dos Chefes de
Estado e de governo da CPLP.
O Protocolo permitiu que o Acordo vigorasse com a ratificação de apenas
três países, sem a necessidade de aguardar que todos os outros membros
da CPLP adotassem o mesmo procedimento.



Jovems escritores, não resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando!
cruz escreveu:Respondendo à tua duvida, chousenshi.
Algumas das mudanças para os brasileiros, são:
As paroxítonas terminadas em “o” duplo, por exemplo, não terão mais
acento circunflexo. Ao invés de “abençôo”, “enjôo” ou “vôo”, os
brasileiro terão que escrever “abençoo”, “enjoo” e “voo”.
•• Também não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas
do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”,
“dar”, “ler”, “ver” e seus decorrentes, ficando correta a grafia
“creem”, “deem”, “leem” e “veem”.
•• O trema desaparece completamente. Estará correto escrever
“linguiça”, “sequência”, “frequência” e “quinquênio” ao invés de
lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio.
•• Alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de “k”, “w” e “y”.
•• O acento deixará de ser usado para diferenciar “pára” (verbo) de “para” (preposição).
•• Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos “ei” e “oi”
de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e
“jibóia”.
Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já ratificaram o o Acordo
Ortográfico e também o Protocolo Modificativo ao texto, aprovado em
julho de 2004, em São Tomé e Príncipe, durante a Cúpula dos Chefes de
Estado e de governo da CPLP.
O Protocolo permitiu que o Acordo vigorasse com a ratificação de apenas
três países, sem a necessidade de aguardar que todos os outros membros
da CPLP adotassem o mesmo procedimento.
Obrigada Cruz! (Algumas eu já sabia... :


Bom, fez-me lembrar de uma discussão em sala de aula (na quinta série daqui, quando eu tinha meus tenros 11 anos... ai ai) por conta da abolição da trema... exatamente no caso da lingüiça... minha professora achava um absurdo a mudança pois passaríamos a falar "lingiça", por conta da falta do sinal... pelo jeito vai se concretizar depois de ... 13 anos :
: (que coisa, não?)Bueno, infelizmente não posso "me revoltar", pelo menos em algumas coisas até que vai ser "bom"... (não que eu concorde)
(Lembrei que li a obra do Pe. Balduíno Rambo (de 1950) original nestes tempos atrás..., já tinham algumas mudanças mas ela é bem se compararmos com o que foi revisado em 1996...)
Olha a influência do inglês aí... apesar de que estas letras já fazem parte do vocabulário há tempos... :
:, só vão oficializar... 
Abraços!

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Moon Revenge- exerto do volume 2 publicado 02/01
Que raios... anda aqui uma pessoa a escrever correctamente á 20 anos (pronto... há 15) e agora vão obrigar-me a escrever "mal"? é que infelizmente vou ser mesmo obrigada a adoptar esta treta... baahhhhhh! Epah, é como já alguém disse aqui... Nós (portugueses de Portugal
) temos a língua original, porque temos que ser nós a mudar?? Não é nada contra os outros povos, mas é que é mesmo injusto... :
: Enfim... esta treta revolta-me... e não posso recusar-me a aceitar isto... acho que vou mudar de área :
:
) temos a língua original, porque temos que ser nós a mudar?? Não é nada contra os outros povos, mas é que é mesmo injusto... :
: Enfim... esta treta revolta-me... e não posso recusar-me a aceitar isto... acho que vou mudar de área :
:

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Jobem, achas que possuis a visão interior? Que consegues ver para "além do que se vê"? Então vai já ao "against vampiras", pede o teu formulário e põe essa visão à prova!(limitado ao stock existente)!
Eu pra mim n eramos nós nem eram os outros a mudar, deixava-se tudo como está. Se pode haver inglês britânico e inglês americano, ou espanhol da américa latina e castelhano, pq é q n pode haver português de portugal e português do brasil, q é q única língua com duas grafias reconhecidas internacionalmente?!
Kasei escreveu:Eu pra mim n eramos nós nem eram os outros a mudar, deixava-se tudo como está. Se pode haver inglês britânico e inglês americano, ou espanhol da américa latina e castelhano, pq é q n pode haver português de portugal e português do brasil, q é q única língua com duas grafias reconhecidas internacionalmente?!
Well, I don't know... :
: Deve ser por causa dos outros países...
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Moon Revenge- exerto do volume 2 publicado 02/01
Professores de Português preocupados com os exames.
Alguns MITOS sobre o Acordo Ortográfico
Impacto do Acordo Ortográfico em Portugal
Problemas ortográficos (por D’ Silvas Filho)
Artigos de Opinião
Editores dizem que diferenças vão persistir
O acordo e as suas discórdias
Impacto do Acordo Ortográfico no Brasil
Impacto do Acordo Ortográfico nos diferentes países
Avaliação
Associação de professores questiona-se sobre provas no período de seis anos de transição.
A associação de Professores de Português defende que as regras de aplicação do novo acordo ortográfico devem ser claras durante o período de transição para que alunos e professores saibam exactamente com o que podem contar, sobretudo nos momentos de avaliação.
Tendo em conta que está previsto um período de seis anos para a adopção do acordo, Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação, questiona qual a forma como essa aplicação será feita no ensino. "Preocupa-nos o que irá acontecer durante esses seis anos no ensino básico e secundário. Quando começaremos a aplicar o acordo? Mal seja ratificado o novo protocolo? Ou no final dos seis anos de transição?"
Se como se prevê as alterações forem sendo introduzidas gradualmente, à medida que os manuais forem sendo editados, resta perceber de que modo alunos e professores se podem preparar para os exames e provas de aferição.
Reagindo a estas dúvidas, o ministro da Cultura, José António Pinto ribeiro, explicitou que o cumprimento do acordo não se fará de um dia para o outro. "Há professores que têm de ser formados, há curricula que tem de ser elaborados. Tudo será feito com tempo e ordem." Garante ainda que não vai haver um prazo alargado para que "não haja rupturas desnecessárias" e, no que toca à avaliação dos alunos, afirmou que ninguém será penalizado durante o período de transição.
Garantiu ainda que "as consequências da aplicação serão devidamente acauteladas também no seio do mercado editorial" que acredita, "tem capacidade para reagir".
Estes textos foram retirados da Edição do Diário de Notícias de 8 de Abril de 2008, página 5 (uma vez que não se encontram online)
Alguns MITOS sobre o Acordo Ortográfico
1. Desaparecem por inteiro várias sequências consonânticas, como, pt, pc, pç, ct, cc, cç.
FALSO
Quando as consoantes são sempre proferidas nas línguas cultas dos dois países, as palavras mantêm-se inalteradas.
Palavras como eucalipto ou egípcio não sofrem, por isso, quaisquer alterações.
2. Vamos deixar de escrever "facto" para escrever "fato".
É uma interpretação exagerada. Escrever "facto" ou "fato" será opcional.
Quando as consoantes pronunciadas, mesmo de forma restrita, em Portugal ou no Brasil, o novo acordo admite uma dupla grafia: facto (fato), cacto (cato), aspecto (aspecto), sector (setor), dicção (dição), concepção (conceção) são exemplos de duplas grafias admitidas, tendo em conta a pronúncia da consoante, passando ambas as grafias a ser legítimas no universo da língua.
3. Passaremos a falar abrasileiradamente.
O acordo não altera a pronúncia das palavras nos diferentes países, apenas a sua grafia. e em vários casos passam a ser admissíveis dupla grafia, precisamente para respeitar as diferenças de timbre entre os países: António (Antônio), fenómeno (fenômeno), génio (gênio), amazónia (amazônia).
Estes textos foram retirados da Edição do Diário de Notícias de 7 de Abril de 2008, página 33 (uma vez que não se encontram online)
Impacto do Acordo Ortográfico em Portugal
1. O desaparecimento de muitas consoantes mudas (não pronunciadas) é uma das principais consequências do acordo na escrita de Portugal.
Entre palavras onde estas consoantes são eliminadas incluem-se: acção (ação), electricidade (eletricidade), adopção (adoção), director (diretor), inspector (inspetor), projecto (projeto), nocturno (noturno), etc...
Estes textos foram retirados da Edição do Diário de Notícias de 7 de Abril de 2008, página 33 (uma vez que não se encontram online)
Problemas ortográficos (por D’ Silvas Filho)
PROBLEMAS ORTOGRÁFICOS
Os modernos processadores de texto são uma grande ajuda para evitar erros ortográficos. Contudo, nem sempre estão perfeitos e, muitas vezes, temos necessidade de escrever uma nota à mão, sem essa ajuda.
Assim, é conveniente conhecer as normas ortográficas. Não é, porém, indispensável dominar completamente todas as indicações dessas normas para evitar de fazer erros de ortografia ou para notar que determinada escrita está incorrecta: basta conhecer as suas bases fundamentais. Indica-se a seguir algumas destas bases, que se podem inferir do estudo muito mais pormenorizado feito no «Prontuário» da Texto Editores.
Um prontuário que tenha um bom vocabulário deve estar sempre à mão, para esclarecer dúvidas sobre a grafia das palavras. Note-se que se o prontuário tiver também significados orientadores, apresenta a virtude de ser de mais imediata consulta que os dicionários.
Novo acordo ortográfico (1990) o que muda e não muda
ALTERAÇÃO RECENTE: NOVO Acordo ortográfico. Argumentos a favor.
NOVO Acordo ortográfico. Mais ARGUMENTOS a favor
O próximo futuro.
FONTE: D’ Silvas Filho
Artigos de Opinião
A LÍNGUA PORTUGUESA
por: Adriano Moreira (Professor Universitário)
Editores dizem que diferenças vão persistir
Um estudo promovido pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), em que foram comparadas versões portuguesas e brasileiras de autores como J. K. Rowling (Harry Potter), concluiu que as alterações na grafia introduzidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em pouco vão aproximar a palavra escrita dos dois países, já que as diferenças frásicas e vocabulares, que se mantêm, são responsáveis pela esmagadora maioria das discrepâncias nas edições.
O estudo levou a APEL a considerar "falso" o argumento de que o acordo vai facilitar a circulação da palavra escrita entre os dois países. Os defensores do acordo defendem que, a médio prazo, a nova grafia evitará a correcção dos termos escritos de forma diferente num e noutro país, e consideram "não haver motivo" para que o vocabulário específico de um país não seja preservado quando o livro é editado noutro.
Estes textos foram retirados da Edição do Diário de Notícias de 7 de Abril de 2008, página 33 (uma vez que não se encontram online)
O acordo e as suas discórdias
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1991, na versão de 2004, é hoje tema de uma conferência na Assembleia da República, que lançará as bases da sua ratificação no Parlamento. Subscrito por Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, conta já com a promessa de ratificação do Governo português, que estipula seis anos para a sua adopção. Mas não se livra da polémica que levou ao fracasso de anteriores versões. Da grafia aos interesses económicos e geopolíticos, têm sido muitas as "causas" a alimentar o debate. A partir das visões de dois dos seus principais protagonistas - o linguista Malaca Casteleiro, ligado à concepção do acordo; e o escritor e deputado europeu Vasco Graça Moura, opositor convicto -, o DN explica porque é difícil reunir consensos em torno da quinta língua do mundo, com mais de 215 milhões de falantes, em oito países e Macau.
Novas grafias
O acordo altera cerca de 2200 palavras, 2% num universo de 110 mil (ver exemplos). Mas Portugal, sobretudo devido à eliminação de consoantes mudas, assume três em cada quatro dessas mudanças. Malaca Casteleiro sustenta que a supressão das consoantes não pronunciadas, como o primeiro C de "acção", aproxima a versão escrita da palavra da sua pronúncia, um dos "princípios fundamentais" que diz terem guiado a evolução da língua portuguesa. Lembra ainda que quando a consoante é pronunciada num dos países, são permitidas "duas grafias igualmente correctas".
Vasco Graça Moura considera que "introduzir a facultatividade é contrariar o próprio conceito de norma ortográfica", e que essa possibilidade apenas vai gerar "confusão". Afirma ainda que "a intenção do acordo é suprimir o C e o P para homogeneizar a grafia de Portugal e Brasil numa óptica colonialista, já que não estão estudadas as pronúncias africanas".
Preservar a matriz ou globalizar?
Depois de ter sido anunciada a possível adopção do português como uma das línguas oficiais da ONU, houve quem afirmasse que, com o acordo, o que será adoptado é o português falado no Brasil. Malaca Casteleiro confessa-se "estupefacto" com a crítica, "como se estivéssemos a falar de outra língua", e sublinha o "grande orgulho" que tal distinção constituiria. "Não podemos esquecer que o Brasil tem quase 180 milhões de habitantes. É o maior falante de português a nível internacional", lembra. "Mesmo que venha a ser a norma culta brasileira, isso é preferível do que a língua portuguesa ficar esquecida, ao nível de um pequeno país da União Europeia."
Graça Moura considera que o argumento traduz uma "falsa perspectiva", explicando: "Mais de 40 milhões de falantes seguem a norma culta portuguesa, sem falar nos imigrantes." Para o escritor, o que está em causa "não é um confronto" entre países, mas "preservar as características próprias da nossa grafia, que são importantes para a forma como falamos a língua", apesar de também considerar que, "no plano geopolítico, não há razões para nos enfeudarmos ao Brasil".
O impacto socioeconómico
Na opinião de Vasco Graça Moura, o acordo cria "inúmeros problemas" a países africanos como Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, e "não é por acaso" que estes não ratificaram o protocolo modificativo: "Não o fizeram, não só porque não querem submeter-se à indústria editorial brasileira mas porque é perigoso, em países que ainda têm índices de alfabetização baixos, estar a alterar a grafia", diz, avisando que isso pode levar "à desagregação da língua". Malaca Casteleiro confessa "não compreender" o argumento, considerando que "se Portugal não ratificar o acordo é que a sua grafia sairá fragilizada" nos países africanos.
As questões legais
O facto de o protocolo modificativo de 2004 ter previsto que o acordo passaria a ser vinculativo com a ratificação de apenas três países pode, segundo Vasco Graça Moura, levar Portugal, "violar o n.º 2 do artigo 8.º da Constituição" se o ratificar. Isto porque, diz, "para uma convenção vigorar na ordem interna, tem de vigorar primeiro na ordem internacional. Por isso, só é válida quando todos os países que abrange a ratificarem".
Malaca Casteleiro não se pronuncia sobre o argumento da constitucionalidade, mas concorda que Portugal "deveria desenvolver as diligências necessárias para que todos os países adiram ao acordo". Porém discorda que essa questão marque negativamente esta reforma, já que, diz, " foi uma iniciativa política e diplomática, no sentido de desbloquear um acordo que estava parado".
FONTE: Diário de Notícias ONLINE - Publicado a 7 de Abril de 2008, na Edição Papel e na Online
Impacto do Acordo Ortográfico no Brasil
1. O Trema (¨) deixa de ser utilizado, desaparecendo de palavras como eloqüente (eloquente), seqüestro (sequestro), freqüente (frequente)...
2. Deixam de existir os acentos nas terminações -eia, como idéia (ideia); nas -oo, como vôo (voo); nos encontros -oi, como apóio (apoio)...
Estes textos foram retirados da Edição do Diário de Notícias de 7 de Abril de 2008, página 33 (uma vez que não se encontram online)
Impacto do Acordo Ortográfico nos diferentes países
1. ELIMINAÇÃO DO HÍFEN
O acordo recomenda a fusão de elementos que se perdeu, em certa medida, a noção de composição: nas palavras manda-chuva (mandachuva), pára-quedista (páraquedista), etc.
A fusão com duplicação do r ou do s como em: anti-religioso (antirreligioso), anti-semita (antissemita).
A fusão em vogais diferentes, como auto-estrada (autoestrada), etc.
2. ELIMINAÇÃO DE ACENTOS
Várias palavras perdem o acento diferencial.
Por exemplo: pára (para) - forma verbal; pêlo (pelo) - substantivo; pólo (polo).
Porém o uso de alguns acentos é facultativo. É o caso da terceira pessoa do plural do verbo amar, em que se mantém o acento para distinguir o passado (amámos) do presente (amamos).
As terminações em -êem deixam também de ser acentuadas em Portugal e no Brasil, em palavras como crêem (creem) vêem (veem), lêem (leem).
3. O ALFABETO PASSA A INCORPORAR AS LESTRAS K, W, Y.
O que na prática já acontecia em Portugal.
Estes textos foram retirados da Edição do Diário de Notícias de 7 de Abril de 2008, página 33 (uma vez que não se encontram online)
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