Nas asas de um anjo
Eu não acredito!!!!!! Tenho de me castigar a mim própria...... Eu não dei conta de teres postado o ultimo capitulo á um mês...... Ou seja, só li aquela coisa maravilhosa, hoje, passado um mês de o teres postado!!!!!!!
Que lindo!!!!! Podem dizer que está lamechas, mas está lindo!!!!!!!! As asas do Césio estão a perder o brilho... será que ele está a transformar-se num vampiro??? hum.... n sei..... e aquela conversa com a Sai...... hum.... muito prometedora.....
Coitad do Cross.... está tão ferido..... e é tão querido..... *mim derrete-se*
Continuando... não respondeste áquela pergunta que fiz quando postaste o penultimo capitulo: aquela mulher que eles trouxeram das masmorras do Lust era a mulher do Gabriel???
E pronto... Dado que postate aquele capitulo à um mês, é bom que coloques um novo capitulo brevemente... senão... tu sabes.....
EDIT: Volto a avisar.... menina icy, já passou muito tempo... da proxima vez k vier cá, não será para avisar..
será para atacar!!!
Que lindo!!!!! Podem dizer que está lamechas, mas está lindo!!!!!!!! As asas do Césio estão a perder o brilho... será que ele está a transformar-se num vampiro??? hum.... n sei..... e aquela conversa com a Sai...... hum.... muito prometedora.....
Coitad do Cross.... está tão ferido..... e é tão querido..... *mim derrete-se*
Continuando... não respondeste áquela pergunta que fiz quando postaste o penultimo capitulo: aquela mulher que eles trouxeram das masmorras do Lust era a mulher do Gabriel???
E pronto... Dado que postate aquele capitulo à um mês, é bom que coloques um novo capitulo brevemente... senão... tu sabes.....

EDIT: Volto a avisar.... menina icy, já passou muito tempo... da proxima vez k vier cá, não será para avisar..
será para atacar!!!

Bem vou tentar postar o proximo capitulo o mais rapido possivel. Ja o tenho escrito... so falta passar para pc... xD
Como disse que ia ausentar-me... nao vou poder actualizar tanto a fic como queria
'
Como disse que ia ausentar-me... nao vou poder actualizar tanto a fic como queria
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"To be alive is to be loved. That's what my heart whispers to me"

Gostas de anjos? E de vampiros tambem? ----> Nas asas de um anjo

Gostas de anjos? E de vampiros tambem? ----> Nas asas de um anjo
Icy... Desde que a actualizes sempre que puderes e não a deixes a apanhar pó nos confins do fórum (ui, o que me saiu
), eu não me importo. Adoro a tua história! A sério! Foi graças à tua história que comecei a apreciar vampiros. Dantes não gostava deles, davam-me sempre aquela sensação de medo. Mas agora não...
Adoro a maneira como escreves, adoro a história, ADORO! Só espero que não a deixes de escrever... Ficarei sempre à espera de actualizações da tua história.
.o:
), eu não me importo. Adoro a tua história! A sério! Foi graças à tua história que comecei a apreciar vampiros. Dantes não gostava deles, davam-me sempre aquela sensação de medo. Mas agora não... Adoro a maneira como escreves, adoro a história, ADORO! Só espero que não a deixes de escrever... Ficarei sempre à espera de actualizações da tua história.
.o:
Bem... de que servia eu voltar ao forum e nao actualizar a minha fic, ne? xD
Bem... aqui vem o resto do capitulo (ja foi ha tanto tempo... xD... a qualidade nao deve estar muito boa... xD)
Resumo: Arya, um anjo puro, foi raptada no dia do seu casamento por um anjo perdido, Cross. O amor por eles foi crescendo a medida que o tempo passava e os aproximava. Finalmente Arya, Cross, Sai e Sei conseguiram recuperar a Esfera Eprisonal das maos de Lust. Mas afinal, quem e Lust?
Capítulo 10 (parte 2)– Confissões
Gabriel segurava a mão daquele anjo dos cabelos verde-marinho. Os seus olhos ainda estavam inchados e vermelhos de chorar. Seele estava deitada na cama dele, inconsciente e com os batimentos muitos fracos. Parecia estar entre a vida e a morte. Contudo, a sua beleza enganava o sofrimento que tinha passado.
Gabriel olhava para si. Os anos tinham tirado um pouco do seu espírito e o seu corpo parecia gasto. Olhava para a sua amada e ainda reconhecia a mulher que conhecera há mais de vinte anos. Sempre a amara. Mesmo depois de ela ter dado como morta. Seele finalmente mexeu os seus dedos. Faziam ligeiras contracções e os seus lábios articulavam umas palavras.
- Lust… pára… por favor… – Continuava de olhos fechados.
Gabriel agarrou na mão dela com força. – Acorda Seele! Abre os olhos!
- Não… Lust… eu não posso… Lust… – Todo o corpo dela estremecia.
- Seele acorda! Eu estou aqui! Por favor!
- Lust… como és capaz de… tu és…
- ACORDA Seele! Pára de sonhar!
Seele acordou com o grito de Gabriel. Sentiu o calor de uma outra mão na sua. Olhou à sua volta. Não reconhecia aquelas paredes. Mas a cara do homem que estava ao seu lado atingiu-a profundamente. Aquela cara tão familiar, aquele cabelo negro como a noite.
- Ga… Gabriel, serás que és o Gabriel? Eu conheci um homem chamado Gabriel. Eu… – Olhou para os olhos dele.
- Sou eu Seele.
As lágrimas caíam pelo rosto sem aperceber-se. – Gabriel? – As mãos dela passavam pela face dele como um cego a reconhecer com o toque. – És mesmo tu? É impossível…
- Eu ainda não acredito. Pensei que estivesses morta. Tu nunca mais deste sinais de vida.
- Perdoa-me Gabriel. Eu não podia. Eu perdi, perdi todos os meus poderes. Sou um simples anjo que as asas perderam o brilho.
- Isso não é verdade! – Apertou-lhe a mão. – És Seele, a minha mulher. E isso é suficiente.
O rosto dela estava pálido mas foi capaz de mostrar um sorriso. – Já passaram mais de vinte anos…
- E estiveste este tempo todo com o estupor do Lust. Não sei como é que vou alguma vez perdoar-me.
Seele pôs os seus dedos nos lábios dele. – Tu não tens a culpa.
- Mas eu casei-me quando fui exilado para o Vale da Ilusão. Tenho dois filhos. A mãe deles já não está presente mas não és tu! – Gabriel baixou a cabeça. Sentia-se muito culpado e parecia que tinha uma faca afiada a atravessar-lhe o coração.
- Eu… eu gostaria de conhecer os teus filhos. – O sorriso continuava na cara dela. Gabriel levantou a cabeça. – O Lust usou-me vezes sem conta. Sentia-me suja. Pensei em morrer para acabar com o Inferno que viva. Mas não consegui. – Seele reparou nas lágrimas de caíam no rosto do amado. – Tenho que me afastar do Lust. Eu e todos. Ele é o…
De repente parecia que tinha duas mãos a apertar-lhe a cabeça e provocava uma dor tão forte que era impossível pensar sequer. Ouviu uma voz: “Não abrirás a boca. Não dirás uma palavra sobre mim ou eu te mato.”
- O que se passa Seele? O que tem o Lust? – Gabriel levantou-se.
- Eu, eu não posso. Ele mata-me. – A dor desvaneceu e ela agarrou-se aos lençóis.
- Descansa Seele. Não me interessa o Lust agora. – Era mentira. Queria muito vingar Seele e acabar com Lust. Queria ir ter com o homem que estragou a sua vida e a da sua amada. – Ainda te lembras de quando nos conhecemos? Já foi à tanto tempo…
- Como se fosse ontem.
Gabriel caminhava lado a lado com Lust. Eram os melhores amigos do mundo. O cabelo loiro de Lust brilhava com a luz do Sol e Gabriel não parava de gabar dos seus feitos como Guarda Imperial. – Ainda tens muito para aprender Lust para seres como eu!
- Deves estar a brincar. Eu não quero ser como tu. Eu quero mais. – Ambos eram muito mais jovens do que eram agora. Riam-se, falavam livremente e Lust trocava olhares com outras raparigas que rendiam a seus pés.
De longe, o conselheiro do rei corria em direcção dos dois rapazes. – Acompanhem-me. – E não disse mais nada. O seu olhar revelava tudo. Lust e Gabriel seguiram aquele sábio até aos aposentos do rei. Este estava deitado na sua cama e estava muito doente. Tão doente que mal mexia. A rainha chorava enquanto colocava um pano frio na testa do seu marido.
- Aproximai-vos, meus leais servos. – A voz dele era tremida e as suas palavras eram difíceis de entender. Gabriel e Lust fizeram uma vénia e aproximaram-se do leito da cama. – Eu… eu já não tenho muito tempo de vida. Resta-me poucas horas, ou até mesmo minutos. Eu… eu não tenho filhos para herdar este Reino. A Linha Celestial não pode cair nas Trevas. Lust… eu quero que tu te tornes no próximo rei… e tu… Gabriel… eu quero que protejas o Lust com a mesma dedicação que proteges-te a mim. – Ainda era novo mas a doença tirara-lhe tudo. A juventude, a vivacidade, a vida.
Lust aproximou-se dele, ajoelhou-se e sussurrou-lhe umas palavras, tão baixo, que só mesmo o rei podia ouvir. – Já não era sem tempo. Esperei tanto por este dia. Agora podes morrer verme inútil.
- Tu… – A dor apanhou-o totalmente e não conseguiu resistir. Todo o seu corpo perdeu força e fechou os olhos. Deixou de respirar. A sua vida terminou ali. A Rainha gritava, chorava! Não suportava ver o seu marido ali, deitado, morto. Lust levantou-se e dirigiu-se ao amigo, que também chorava.
Passado uma semana, Lust estava sentado no trono. O seu reinado começara e já tinha começado a pôr os seus ideais em prática. Ouvia-se dizer que a Rainha tinha suicidado, outros diziam que tinha sido assassinada. Gabriel dirigia-se para o Salão Principal para receber novas ordens.
- Meu amigo, preciso que investigues uma mulher. Ouvi dizer que conspirava contra este Reino. Se for verdade, acaba com a sua miserável existência. Se não, continua a investigá-la e a segui-la. Não quero que ela saia da Linha Celestial. Podes ir.
- Sim, meu senhor. – Gabriel, desde que Lust ascendera ao trono, começara a notar diferenças no seu outrora companheiro. Estava sedento de poder e não importava quem matava.
Gabriel saiu do Palácio Imperial em direcção à morada que recebera. Não era um beco qualquer onde moravam vários anjos ou multidões conversavam e brincavam. Era dentro da “Floresta Iluminada” onde as sacerdotisas, noivas e sacrifícios se purificavam. Ele não sabia a existência de um anjo por ali.
Caminhou silenciosamente com o maior cuidado para não ser descoberto. Aproximou-se de uma janela. Parecia uma criança a espreitar a mãe a fazer biscoitos.
- A porta está aberta. Podes entrar.
Gabriel corou. Estava uma mulher a esculpir uma harpa. Não sabia que tinha reparado nele. Ela estava com os olhos fixos na sua criação. Sem mais demoras, entrou na casa, com a mão pousada na pega da espada. – És tu quem…
A mulher tirou os olhos da harpa e dirigiu o olhar a Gabriel, revelando os seus olhos azuis-escuros. Gabriel ficou admirado com tanta beleza. Os cabelos verde marinho longos ao longo dos ombros e aqueles olhos que não sabia definir. Reparou que tinha uma marca de uma pena na testa. – És tu quem conspira contra o novo Rei?
A mulher também não deixou de reparar no general que estava à sua frente. – Conspiração? – Rui-se. – Não me interessa o mundo da política. – Voltou a esculpir os pequenos detalhes da sua harpa.
- Não tenho ordens para prendê-la ou matá-la, por isso, aproveite o resto do seu dia. – Deu meia volta e estava preparado para sair quando a mulher falou.
- Afaste-se do seu amigo. – Gabriel olhou para trás para reparar numa última vez aquela mulher e saiu.
No dia seguinte, a imagem serena dela não saía da sua cabeça. Era ela quem via sempre. Decidiu voltar àquele local. Afinal, Lust tinha pedido para vigiá-la. Entrou mais uma vez para a “Floresta Iluminada”. Desta vez iria apenas observá-la de longe. Subiu para os ramos de um gigantesco carvalho que estava ali e fixou o olhar na mesma janela do dia anterior.
Estava ela sentada no mesmo banco, desta vez a preparar chá. Conseguia ver apenas as suas costas e as suas mãos colocavam umas folhas numa chávena. Era tão graciosa nos seus movimentos. Ouviu uns passos reparou num rapaz com a mesma armadura do que a dele.
- Porque é que o Lust enviou outro general? O que tem esta mulher que despertou interesse nele? – Decidiu não interferir e observar a situação a partir dali. Viu-a continuar calma como quando falou com ele. Viu-a a falar com o outro general mas levantou-se subitamente. O general agarrou no pulso dela e puxava-a para junto de si. Ela não gritou, mas tentou resistir.
- Mas porque é que ela não grita por ajuda? Porque é que ela continua calma? – Bateu com a mão no tronco da árvore e reparou algo nela que não esperava. Ela estava a olhar para ele.
Gabriel sentiu o coração a palpitar. O olhar dela estava fixo nele. – Porquê? Como é que sabias que eu estava aqui? Porquê? – Viu o outro general a esbofeteá-la e correu para a casa.
Quando entrou, ela estava no chão. – Vais fazer o que eu mando! – E levantou a mão para voltar a batê-la mas Gabriel agarrou no pulso dele com força. – General Gabriel, o que faz por aqui?
- O que pensas que estás a fazer? – Os seus olhos demonstravam raiva. O outro general libertou-se dele e desembainhou a espada. – Não me pares. Isto são ordens. Tu devias fazer o mesmo.
Gabriel também desembainhou a sua arma. – Tretas! O que é que ela faz? Não passa de uma habitante normal!
- Sempre um tolo. Desculpa mas não tenho alternativa. – E correu para Gabriel, pronto para o atacar.
Gabriel apontou a sua espada e momentos depois, o outro general estava no chão, morto. – Eu é que não tinha outra alternativa. – A mulher tinha um ar frio e não parecia chocada.
- Estás bem? – Gabriel aproximou-se da mulher e ajudou-a a levantar-se. – Não queria que visses esta situação.
- Era o destino dele. – E não disse mais. Olhou para Gabriel, ainda com a cara vermelha e a marca dos dedos.
- Tenho que te tirar daqui. Vamos para minha casa. – E saíram os dois daquele sítio.
Passou dias, semanas e a mulher não falava. Recebia sempre Gabriel com um sorriso. Gabriel, sempre que chegava a casa, oferecia-lhe uma flor, sempre diferente: rosas, orquídeas e tulipas. Ela adorava tulipas. Desenhava quadros dele envolvidos em tulipas.
Numa noite, Gabriel chegou a casa e não a encontrou em lado nenhum. Revistou todos os quartos. – Onde é que foste? – E encontrou um bilhete em cima de um dos quadros dela:
“Fui ver o mar. Não me demoro.”
E correu em direcção à praia. A única praia da Linha Celestial. Lá estava ela, a dançar com o seu vestido branco ao som das ondas. Foi aí que apercebeu-se que tinha apaixonado pela mulher que tinha que matar. Aqueles cabelos finos, a pele suave, os olhos penetrantes.
- Como… qual é o teu nome? – Perguntou Gabriel, caminhando em cima da areia branca e amena, devagarmente para não a assustar.
- Seele. – Ela respondeu-lhe, sem olhar para ele, mas com os olhos fixos na Lua.
- Seele… é um nome bonito. – Tão bonito que fazia doer o seu coração. De repente, lágrimas escorriam pela sua face. – Eu não percebo. Porque é que te querem morta? Eu não consigo! Diz-me porquê!
Seele virou-se. Lágrimas também percorriam o seu rosto sereno. – Eu… eu vejo o futuro. Vi um homem num sonho. Esse homem eras tu. O homem que ia matar-me.
- Eu… não posso matar-te! Como posso matar a mulher que amo! – E abraçou-a. Só queria que ela a deixasse estar ali.
- Eu só te via nos meus sonhos. Mas agora estás aqui. – E beijaram-se.
No dia seguinte, Gabriel acordou sobressaltado. Mas Seele estava deitada ao seu lado, apenas coberta com um fino lençol semitransparente. Nunca tinha visto imagem mais bonita. Ainda lembrava-se do sabor, do cheiro, da pela dela.
Levantou-se, vestiu a sua armadura e preparou-se para ir ao Palácio Imperial. Ia contar tudo a Lust. Ia dizer que ia casar-se com Seele e que não havia razões para a matar. Despediu-se com um beijo e saiu o mais rápido que pôde.
Lust estava à espera dele impacientemente e estava claramente furioso. Gabriel chegou pouco tempo depois. – Meu senhor.
- Quero um relatório completo das últimas semanas.
- A Seele é uma habitante normal. Nunca conspirou contra si, por isso não vejo razão para acabar com a sua vida.
- Sabes o que mais odeio Gabriel?
- Não meu senhor.
- Odeio que os meus súbditos não cumpram as suas ordens.
- Mas senhor…
- Cala-te! – Lust levantou-se. – Eu disse para matares uma mulher que se tornará numa ameaça para este Reino e desobedeceste-me!
- Mas não há razão para tal acto!
- Não me contradigas! Espero que a noite de ontem tenha sido boa. Espero que tenhas aproveitado e saboreado aquela mulher, porque nunca mais a verá!
- Senhor! O que vai fazer? Não pode…
- Matá-la? Enquanto estamos aqui a conversar sobre a tua traição, os meus leais generais estão na tua casa a terminar o que devias ter acabado.
Gabriel levantou-se e correu para o portão. Estava muito preocupado com Seele. – Lust levantou a mão e um pequeno círculo apareceu debaixo dos pés de Gabriel e pequenos ramos surgiram, segurando tanto as suas pernas, como os seus braços.
- Achas que podias ir embora antes de despedires? Quando acordares, estarás no Vale da Ilusão. Nunca mais voltará aqui e a verás!
Gabriel sentiu-se fraco. Aqueles ramos estavam a sugar a sua força. – Seele… – E desmaiou.
- Estou feliz por ter-te de volta Seele. – Gabriel pousou a cabeça na cama.
- Também estou feliz por te ver Gabriel. – Deixou a sua mão na cabeça dele e adormeceu.
Bem... aqui vem o resto do capitulo (ja foi ha tanto tempo... xD... a qualidade nao deve estar muito boa... xD)
Resumo: Arya, um anjo puro, foi raptada no dia do seu casamento por um anjo perdido, Cross. O amor por eles foi crescendo a medida que o tempo passava e os aproximava. Finalmente Arya, Cross, Sai e Sei conseguiram recuperar a Esfera Eprisonal das maos de Lust. Mas afinal, quem e Lust?
Capítulo 10 (parte 2)– Confissões
Gabriel segurava a mão daquele anjo dos cabelos verde-marinho. Os seus olhos ainda estavam inchados e vermelhos de chorar. Seele estava deitada na cama dele, inconsciente e com os batimentos muitos fracos. Parecia estar entre a vida e a morte. Contudo, a sua beleza enganava o sofrimento que tinha passado.
Gabriel olhava para si. Os anos tinham tirado um pouco do seu espírito e o seu corpo parecia gasto. Olhava para a sua amada e ainda reconhecia a mulher que conhecera há mais de vinte anos. Sempre a amara. Mesmo depois de ela ter dado como morta. Seele finalmente mexeu os seus dedos. Faziam ligeiras contracções e os seus lábios articulavam umas palavras.
- Lust… pára… por favor… – Continuava de olhos fechados.
Gabriel agarrou na mão dela com força. – Acorda Seele! Abre os olhos!
- Não… Lust… eu não posso… Lust… – Todo o corpo dela estremecia.
- Seele acorda! Eu estou aqui! Por favor!
- Lust… como és capaz de… tu és…
- ACORDA Seele! Pára de sonhar!
Seele acordou com o grito de Gabriel. Sentiu o calor de uma outra mão na sua. Olhou à sua volta. Não reconhecia aquelas paredes. Mas a cara do homem que estava ao seu lado atingiu-a profundamente. Aquela cara tão familiar, aquele cabelo negro como a noite.
- Ga… Gabriel, serás que és o Gabriel? Eu conheci um homem chamado Gabriel. Eu… – Olhou para os olhos dele.
- Sou eu Seele.
As lágrimas caíam pelo rosto sem aperceber-se. – Gabriel? – As mãos dela passavam pela face dele como um cego a reconhecer com o toque. – És mesmo tu? É impossível…
- Eu ainda não acredito. Pensei que estivesses morta. Tu nunca mais deste sinais de vida.
- Perdoa-me Gabriel. Eu não podia. Eu perdi, perdi todos os meus poderes. Sou um simples anjo que as asas perderam o brilho.
- Isso não é verdade! – Apertou-lhe a mão. – És Seele, a minha mulher. E isso é suficiente.
O rosto dela estava pálido mas foi capaz de mostrar um sorriso. – Já passaram mais de vinte anos…
- E estiveste este tempo todo com o estupor do Lust. Não sei como é que vou alguma vez perdoar-me.
Seele pôs os seus dedos nos lábios dele. – Tu não tens a culpa.
- Mas eu casei-me quando fui exilado para o Vale da Ilusão. Tenho dois filhos. A mãe deles já não está presente mas não és tu! – Gabriel baixou a cabeça. Sentia-se muito culpado e parecia que tinha uma faca afiada a atravessar-lhe o coração.
- Eu… eu gostaria de conhecer os teus filhos. – O sorriso continuava na cara dela. Gabriel levantou a cabeça. – O Lust usou-me vezes sem conta. Sentia-me suja. Pensei em morrer para acabar com o Inferno que viva. Mas não consegui. – Seele reparou nas lágrimas de caíam no rosto do amado. – Tenho que me afastar do Lust. Eu e todos. Ele é o…
De repente parecia que tinha duas mãos a apertar-lhe a cabeça e provocava uma dor tão forte que era impossível pensar sequer. Ouviu uma voz: “Não abrirás a boca. Não dirás uma palavra sobre mim ou eu te mato.”
- O que se passa Seele? O que tem o Lust? – Gabriel levantou-se.
- Eu, eu não posso. Ele mata-me. – A dor desvaneceu e ela agarrou-se aos lençóis.
- Descansa Seele. Não me interessa o Lust agora. – Era mentira. Queria muito vingar Seele e acabar com Lust. Queria ir ter com o homem que estragou a sua vida e a da sua amada. – Ainda te lembras de quando nos conhecemos? Já foi à tanto tempo…
- Como se fosse ontem.
Gabriel caminhava lado a lado com Lust. Eram os melhores amigos do mundo. O cabelo loiro de Lust brilhava com a luz do Sol e Gabriel não parava de gabar dos seus feitos como Guarda Imperial. – Ainda tens muito para aprender Lust para seres como eu!
- Deves estar a brincar. Eu não quero ser como tu. Eu quero mais. – Ambos eram muito mais jovens do que eram agora. Riam-se, falavam livremente e Lust trocava olhares com outras raparigas que rendiam a seus pés.
De longe, o conselheiro do rei corria em direcção dos dois rapazes. – Acompanhem-me. – E não disse mais nada. O seu olhar revelava tudo. Lust e Gabriel seguiram aquele sábio até aos aposentos do rei. Este estava deitado na sua cama e estava muito doente. Tão doente que mal mexia. A rainha chorava enquanto colocava um pano frio na testa do seu marido.
- Aproximai-vos, meus leais servos. – A voz dele era tremida e as suas palavras eram difíceis de entender. Gabriel e Lust fizeram uma vénia e aproximaram-se do leito da cama. – Eu… eu já não tenho muito tempo de vida. Resta-me poucas horas, ou até mesmo minutos. Eu… eu não tenho filhos para herdar este Reino. A Linha Celestial não pode cair nas Trevas. Lust… eu quero que tu te tornes no próximo rei… e tu… Gabriel… eu quero que protejas o Lust com a mesma dedicação que proteges-te a mim. – Ainda era novo mas a doença tirara-lhe tudo. A juventude, a vivacidade, a vida.
Lust aproximou-se dele, ajoelhou-se e sussurrou-lhe umas palavras, tão baixo, que só mesmo o rei podia ouvir. – Já não era sem tempo. Esperei tanto por este dia. Agora podes morrer verme inútil.
- Tu… – A dor apanhou-o totalmente e não conseguiu resistir. Todo o seu corpo perdeu força e fechou os olhos. Deixou de respirar. A sua vida terminou ali. A Rainha gritava, chorava! Não suportava ver o seu marido ali, deitado, morto. Lust levantou-se e dirigiu-se ao amigo, que também chorava.
Passado uma semana, Lust estava sentado no trono. O seu reinado começara e já tinha começado a pôr os seus ideais em prática. Ouvia-se dizer que a Rainha tinha suicidado, outros diziam que tinha sido assassinada. Gabriel dirigia-se para o Salão Principal para receber novas ordens.
- Meu amigo, preciso que investigues uma mulher. Ouvi dizer que conspirava contra este Reino. Se for verdade, acaba com a sua miserável existência. Se não, continua a investigá-la e a segui-la. Não quero que ela saia da Linha Celestial. Podes ir.
- Sim, meu senhor. – Gabriel, desde que Lust ascendera ao trono, começara a notar diferenças no seu outrora companheiro. Estava sedento de poder e não importava quem matava.
Gabriel saiu do Palácio Imperial em direcção à morada que recebera. Não era um beco qualquer onde moravam vários anjos ou multidões conversavam e brincavam. Era dentro da “Floresta Iluminada” onde as sacerdotisas, noivas e sacrifícios se purificavam. Ele não sabia a existência de um anjo por ali.
Caminhou silenciosamente com o maior cuidado para não ser descoberto. Aproximou-se de uma janela. Parecia uma criança a espreitar a mãe a fazer biscoitos.
- A porta está aberta. Podes entrar.
Gabriel corou. Estava uma mulher a esculpir uma harpa. Não sabia que tinha reparado nele. Ela estava com os olhos fixos na sua criação. Sem mais demoras, entrou na casa, com a mão pousada na pega da espada. – És tu quem…
A mulher tirou os olhos da harpa e dirigiu o olhar a Gabriel, revelando os seus olhos azuis-escuros. Gabriel ficou admirado com tanta beleza. Os cabelos verde marinho longos ao longo dos ombros e aqueles olhos que não sabia definir. Reparou que tinha uma marca de uma pena na testa. – És tu quem conspira contra o novo Rei?
A mulher também não deixou de reparar no general que estava à sua frente. – Conspiração? – Rui-se. – Não me interessa o mundo da política. – Voltou a esculpir os pequenos detalhes da sua harpa.
- Não tenho ordens para prendê-la ou matá-la, por isso, aproveite o resto do seu dia. – Deu meia volta e estava preparado para sair quando a mulher falou.
- Afaste-se do seu amigo. – Gabriel olhou para trás para reparar numa última vez aquela mulher e saiu.
No dia seguinte, a imagem serena dela não saía da sua cabeça. Era ela quem via sempre. Decidiu voltar àquele local. Afinal, Lust tinha pedido para vigiá-la. Entrou mais uma vez para a “Floresta Iluminada”. Desta vez iria apenas observá-la de longe. Subiu para os ramos de um gigantesco carvalho que estava ali e fixou o olhar na mesma janela do dia anterior.
Estava ela sentada no mesmo banco, desta vez a preparar chá. Conseguia ver apenas as suas costas e as suas mãos colocavam umas folhas numa chávena. Era tão graciosa nos seus movimentos. Ouviu uns passos reparou num rapaz com a mesma armadura do que a dele.
- Porque é que o Lust enviou outro general? O que tem esta mulher que despertou interesse nele? – Decidiu não interferir e observar a situação a partir dali. Viu-a continuar calma como quando falou com ele. Viu-a a falar com o outro general mas levantou-se subitamente. O general agarrou no pulso dela e puxava-a para junto de si. Ela não gritou, mas tentou resistir.
- Mas porque é que ela não grita por ajuda? Porque é que ela continua calma? – Bateu com a mão no tronco da árvore e reparou algo nela que não esperava. Ela estava a olhar para ele.
Gabriel sentiu o coração a palpitar. O olhar dela estava fixo nele. – Porquê? Como é que sabias que eu estava aqui? Porquê? – Viu o outro general a esbofeteá-la e correu para a casa.
Quando entrou, ela estava no chão. – Vais fazer o que eu mando! – E levantou a mão para voltar a batê-la mas Gabriel agarrou no pulso dele com força. – General Gabriel, o que faz por aqui?
- O que pensas que estás a fazer? – Os seus olhos demonstravam raiva. O outro general libertou-se dele e desembainhou a espada. – Não me pares. Isto são ordens. Tu devias fazer o mesmo.
Gabriel também desembainhou a sua arma. – Tretas! O que é que ela faz? Não passa de uma habitante normal!
- Sempre um tolo. Desculpa mas não tenho alternativa. – E correu para Gabriel, pronto para o atacar.
Gabriel apontou a sua espada e momentos depois, o outro general estava no chão, morto. – Eu é que não tinha outra alternativa. – A mulher tinha um ar frio e não parecia chocada.
- Estás bem? – Gabriel aproximou-se da mulher e ajudou-a a levantar-se. – Não queria que visses esta situação.
- Era o destino dele. – E não disse mais. Olhou para Gabriel, ainda com a cara vermelha e a marca dos dedos.
- Tenho que te tirar daqui. Vamos para minha casa. – E saíram os dois daquele sítio.
Passou dias, semanas e a mulher não falava. Recebia sempre Gabriel com um sorriso. Gabriel, sempre que chegava a casa, oferecia-lhe uma flor, sempre diferente: rosas, orquídeas e tulipas. Ela adorava tulipas. Desenhava quadros dele envolvidos em tulipas.
Numa noite, Gabriel chegou a casa e não a encontrou em lado nenhum. Revistou todos os quartos. – Onde é que foste? – E encontrou um bilhete em cima de um dos quadros dela:
“Fui ver o mar. Não me demoro.”
E correu em direcção à praia. A única praia da Linha Celestial. Lá estava ela, a dançar com o seu vestido branco ao som das ondas. Foi aí que apercebeu-se que tinha apaixonado pela mulher que tinha que matar. Aqueles cabelos finos, a pele suave, os olhos penetrantes.
- Como… qual é o teu nome? – Perguntou Gabriel, caminhando em cima da areia branca e amena, devagarmente para não a assustar.
- Seele. – Ela respondeu-lhe, sem olhar para ele, mas com os olhos fixos na Lua.
- Seele… é um nome bonito. – Tão bonito que fazia doer o seu coração. De repente, lágrimas escorriam pela sua face. – Eu não percebo. Porque é que te querem morta? Eu não consigo! Diz-me porquê!
Seele virou-se. Lágrimas também percorriam o seu rosto sereno. – Eu… eu vejo o futuro. Vi um homem num sonho. Esse homem eras tu. O homem que ia matar-me.
- Eu… não posso matar-te! Como posso matar a mulher que amo! – E abraçou-a. Só queria que ela a deixasse estar ali.
- Eu só te via nos meus sonhos. Mas agora estás aqui. – E beijaram-se.
No dia seguinte, Gabriel acordou sobressaltado. Mas Seele estava deitada ao seu lado, apenas coberta com um fino lençol semitransparente. Nunca tinha visto imagem mais bonita. Ainda lembrava-se do sabor, do cheiro, da pela dela.
Levantou-se, vestiu a sua armadura e preparou-se para ir ao Palácio Imperial. Ia contar tudo a Lust. Ia dizer que ia casar-se com Seele e que não havia razões para a matar. Despediu-se com um beijo e saiu o mais rápido que pôde.
Lust estava à espera dele impacientemente e estava claramente furioso. Gabriel chegou pouco tempo depois. – Meu senhor.
- Quero um relatório completo das últimas semanas.
- A Seele é uma habitante normal. Nunca conspirou contra si, por isso não vejo razão para acabar com a sua vida.
- Sabes o que mais odeio Gabriel?
- Não meu senhor.
- Odeio que os meus súbditos não cumpram as suas ordens.
- Mas senhor…
- Cala-te! – Lust levantou-se. – Eu disse para matares uma mulher que se tornará numa ameaça para este Reino e desobedeceste-me!
- Mas não há razão para tal acto!
- Não me contradigas! Espero que a noite de ontem tenha sido boa. Espero que tenhas aproveitado e saboreado aquela mulher, porque nunca mais a verá!
- Senhor! O que vai fazer? Não pode…
- Matá-la? Enquanto estamos aqui a conversar sobre a tua traição, os meus leais generais estão na tua casa a terminar o que devias ter acabado.
Gabriel levantou-se e correu para o portão. Estava muito preocupado com Seele. – Lust levantou a mão e um pequeno círculo apareceu debaixo dos pés de Gabriel e pequenos ramos surgiram, segurando tanto as suas pernas, como os seus braços.
- Achas que podias ir embora antes de despedires? Quando acordares, estarás no Vale da Ilusão. Nunca mais voltará aqui e a verás!
Gabriel sentiu-se fraco. Aqueles ramos estavam a sugar a sua força. – Seele… – E desmaiou.
- Estou feliz por ter-te de volta Seele. – Gabriel pousou a cabeça na cama.
- Também estou feliz por te ver Gabriel. – Deixou a sua mão na cabeça dele e adormeceu.
"To be alive is to be loved. That's what my heart whispers to me"

Gostas de anjos? E de vampiros tambem? ----> Nas asas de um anjo

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Icy
.o: As saudades que eu já tinha desta fic
.o:
Lindo! Amei! Venerei! *-*
Aquele Lust, aquele...*likinhas tapa a boca [isso não se diz
]* Cada vez tenho mais vontade de lhe meter as mãos naquele pescossinho e deixá-lo sem durante pelo menos uma hora 
Titia Neptuno! Vamos criar um clube anti-Lust
.o: As saudades que eu já tinha desta fic
.o:Lindo! Amei! Venerei! *-*
Aquele Lust, aquele...*likinhas tapa a boca [isso não se diz
]* Cada vez tenho mais vontade de lhe meter as mãos naquele pescossinho e deixá-lo sem durante pelo menos uma hora 
Titia Neptuno! Vamos criar um clube anti-Lust

Icy!!!!!!!!!!! Tive tantas saudades de ler a tua fic! *-*
Bem... Amei o capítulo (como sempre
). Adorei o flashback. Só tenho pena de ter ficado com aquela na cabeça do "quem é o Lust"... A Seele calou-se e eu fiquei curiosa... 
Mas algo me diz que terá a ver com a Arya... Disso tenho a certeza.
E quanto ao trabalhinho que a neptuno fez... Acho muito bem!
Aquele Lust... *barafusta* *pragueja* DEVIAS MORRER, MEU GRANDE *pii*! LOOOOOOOOOOOOOOOL
Continua a escrever. Cá ficarei à espera de mais .
.o:
Bem... Amei o capítulo (como sempre
). Adorei o flashback. Só tenho pena de ter ficado com aquela na cabeça do "quem é o Lust"... A Seele calou-se e eu fiquei curiosa... 
Mas algo me diz que terá a ver com a Arya... Disso tenho a certeza.

E quanto ao trabalhinho que a neptuno fez... Acho muito bem!

Aquele Lust... *barafusta* *pragueja* DEVIAS MORRER, MEU GRANDE *pii*! LOOOOOOOOOOOOOOOL
Continua a escrever. Cá ficarei à espera de mais .
.o:
https://2img.net/h/i224.photobucket.com/albums/dd182/neptuno_avista/AgainstLust.png
Aki está o link da firma para kem for contra o Lust... e bigada pelos elogios,. Kristea e Likinhas!!!
Aki está o link da firma para kem for contra o Lust... e bigada pelos elogios,. Kristea e Likinhas!!!

Ai as saudades que eu ja tinha dos vossos comentarios
.o:
*mim ajoelha-se e venera cada uma das leitoras*
*mim levanta-se e oferece todo o tipo de docaria que pedirem... podem fazer a lista...
*
Muito obrigada pelos comentarios... e ha pois e... a verdade sobre o Lust ainda vai levar algum tempo para ser desvendado...
... porque os proximos capitulos ja estao prontos e nao revelam muito sobre ele... mas sim sobre outra pessoa... 
A firma esta o maximo...
E prometo que no fim de semana vou-me actualizar nas outras fics
.o:*mim ajoelha-se e venera cada uma das leitoras*
*mim levanta-se e oferece todo o tipo de docaria que pedirem... podem fazer a lista...
*Muito obrigada pelos comentarios... e ha pois e... a verdade sobre o Lust ainda vai levar algum tempo para ser desvendado...
... porque os proximos capitulos ja estao prontos e nao revelam muito sobre ele... mas sim sobre outra pessoa... 
A firma esta o maximo...

E prometo que no fim de semana vou-me actualizar nas outras fics

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Deixa-me postar um novo capitulo, senao serei ameacada muito brevemente... xD
E um muito obrigada a todas as leitoras desta historia
Capítulo 11 (parte 1) – Um longo adeus
O mundo era pequeno. O mundo era pequeno aos olhos de Landon que passeava pelos corredores do Templo Estelar logo pela manhã. Achava estranho o pai não ter estado com ele na noite passada. Cantarolava uma música para acabar com o silêncio que havia.
Era uma manhã calma. Os pássaros não iniciaram o seu concerto matinal e todas as flores ainda estavam retraídas. O Sol também decidira não aparecer naquela manhã. Apenas o vento persistente insistia em marcar a sua presença, provocando pequenas “ondas” no lago do Templo Estelar.
Landon correu imediatamente para o quarto do pai. Estavam à sua frente duas enormes portas de madeira envernizadas fechadas. Eram demasiado pesadas para ele as abrir e deu um pontapé na porta. – Pai! “Tás” dentro? Pai!!!
Gabriel dormia com um sorriso nos lábios e apertava a mão da Seele. Estava a ouvir alguém a chamá-lo. Estaria apenas a sonhar? Mas os gritos não acabavam e estavam mesmo a chamar por si. Levantou a cabeça num ápice. Tinha umas ligeiras olheiras e as suas costas doíam. – Já vou Landon! – Espreguiçou-se e abriu a porta.
- Bom dia pai! – Landon saltou para os braços de seu pai.
Gabriel quase caiu com o súbito abraço do filho. – Bom dia Landon! Dormiste bem?
- Sim! Sonhei “co” as fadas da neve! Landon abraçava o pai com força. Não reparava em mais nada à sua volta.
- Que bom! Elas trouxeram-te um presente?
- Não. Mas “apendi” uma nova canção! “Qués” ouvir?
- Claro!
Landon respirou fundo e começou a cantar. Algumas palavras eram difíceis de entender, outras não faziam sentido, mas Gabriel pegou em Landon e começaram a rodopiar. Ambos riam-se em alto e bom som.
Seele acordou com a alegria do seu amado e de Landon. Observou como ambos se estavam a divertir e não teve coragem de interromper aquele momento único. Bateu palmas no final da canção. Era o primeiro dia de muitos anos que acordava sem receio e medo e podia observar tantos momentos de alegria. Pensou em como teve sorte de ser sido salva.
- Ah Seele! Desculpa ter-te acordado. – Gabriel pousou Landon no chão.
- Não há problema. Estava a adorar ver vocês os dois. Há quanto tempo que não via isto. – Estava feliz, mas ainda notava-se alguma amargura na sua voz.
Landon puxou as calças do pai para chamar a atenção deste. – Quem é? – E apontou para Seele.
- É a tua mãe. A tua mãe Landon. – Gabriel pegou no filho ao colo e sentou-se ao lado da cama com Seele. Landon começou a brincar com os cabelos verde-marinho.
- Gabriel…
- Seele… não será melhor para ele ter um pouco de estabilidade? Ele precisa de uma mãe.
- Mas…
- Vê como ele está feliz. – Landon estava entretido com os cabelos da sua “nova” mãe e só lhe dirigia sorrisos.
- Mãe “ode” estiveste? Tive “mutas” saudades tuas mãe! – E abraçou-a.
Seele passou a mão pelos cabelos negros de Landon iguais aos de Gabriel. – É tão bom ter-te nos braços meu filho.
+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+
Uma semana tinha passado desde que Seele voltara. Landon andava sempre entusiasmado com a sua mãe e não a largava nem por um segundo. Cross ainda não saíra do quarto de Arya e era sempre ela que lhe trazia as refeições.
Césio também continuava no quarto de Sai. Não queria sair daquela dimensão. Iria certamente ser julgado por todos e não queria isso. Olhava novamente para a janela, como fazia todas as manhãs. Se ao menos fosse tão puro como aquelas flores de cerejeira.
- Mais um dia aqui? Anda tomar o pequeno-almoço. Tenho a certeza que ninguém se vai importar. – Sai entrara silenciosamente no quarto.
- Tenho medo. Não quero!
- Não sejas tolo! Está na hora que começares tudo de novo.
- As pessoas vão apontar-me o dedo. Vão olhar-me como se eu tivesse cometido um crime. Vão dizer que eu sou um monstro!
Sai esbofeteou-o. Não sentia-se arrependida. – Pára de comportar como uma criança! Se estiveres disposto a mudar ninguém vai criticar-te!
Césio agarrou-se à bochecha que estava quente e vermelha. Corou. Sentia-se envergonhado. Caminhou em passos lentos em direcção à porta e saiu.
Cross achou que aquele ia ser o dia em que ia voltar a ter a sua vida como sempre teve. Levantou-se apesar da dor que ainda sentia. A Arya não podia continuar a vir todos os dias de tabuleiro na mão. Quanto mais rápido ele recuperasse, menos trabalho era para ela. Saiu do quarto em direcção ao salão principal.
Arya estava sentada a tomar a pequeno-almoço. Descascara uma maçã verde e pô-la num pequeno prato. – Tenho a certeza que o Cross vai gostar! – E bebeu o leite que estava no seu copo. Cantava uma melodia suave. Mas de repente deixou o prato com os pedaços de maçã tão bem cortados no chão. As suas mãos tremiam assim como o seu corpo. – Césio…
Sai estava ao lado do Césio mas este parecia ter esquecido. A sua face continuava vermelha. – Arya… porquê?
Arya recuou. Tinha medo do seu ex-noivo. – Césio… estás melhor? Pelos vistos sim. – Tentou soar o mais natural possível.
- Porquê Arya? – Césio aproximou-se de Arya. – Porquê? Eu não era suficiente?
Sai sentiu um pequeno aperto no peito. Talvez não fosse nada. – Césio, o que estás a fazer?
Arya parecia cada vez mais assustada. Césio tinha um ar louco nos olhos. – Césio, pára. Eu não quero voltar a discutir isso. Eu não posso…
- Porquê Arya? O que é que fiz de mal? Magoei-te? Fiz-te chorar?
- Afasta-te da Arya.
Sai olhou para trás e viu Cross. O seu ódio por Césio crescia a cada segundo.
- Cross, eu estou bem. O Césio…
Césio interrompeu o discurso de Arya. – Cross, foste tu quem tirou-me tudo o que queria.
- O que é que queres? Porque é que estás aqui? Tu não devias estar aqui!
- Calma Cross. – Sai agarrou-o por um braço. – Fui eu quem o trouxe. Não podia deixá-lo morrer naquele sítio horrível.
- Mas sabes o que ele fez à Arya? Porque é que achas que estou assim?
- Acalma-te Cross! Ninguém aqui vai ferir alguém. Ele também é um anjo.
Césio olhou para Sai. Mas as memórias do sangue naquela batalha vieram à sua cabeça. Aquele cheiro poderoso, o sangue na sua boca, vermelho como vida. Agarrou-se à cabeça. Estava a ficar com dores. Porquê? - “Ele também é um anjo” – O seu corpo estava estranho. Só desejava uma coisa naquele momento: sangue. Saiu a correr. Não sabia o que ia fazer se ficasse ali mais um minuto.
- Césio! – Sai seguiu-o imediatamente. – Césio, onde é que vais?
- Não me sigas! Deixa-me em paz! – Césio era mesmo rápido. Correu em direcção às flores de cerejeira que caíam como neve. – O que se passa comigo? – Não parava de perguntar a si mesmo. Sentou-se na sombra da árvore que estava mais distante do Templo Estelar e desejou que ninguém o tivesse seguido.
Sai estava muito cansada. Tinha-o perdido de vista. – Mas onde raios se meteu o Césio? – Continuou a percorrer os terrenos do Templo Estelar. Encontrou Césio sentado à sombra de uma enorme copa em forma de cogumelo. Parecia mudado. Tinha uma aura diferente dos últimos dias. Sentou-se ao lado dele para seu espanto. – Porque é que fugiste? Não querias resolver as coisas?
- Afasta-te de mim.
Sai olhou para Césio e reparou que os olhos dele tinham mudado de cor. Eram vermelhos como os que Sianna tinham quando… quando se transformou num vampiro. Levantou-se imediatamente. – Césio, tu não és…
- Afasta-te de mim! Agora! Não sei o que te posso fazer!
- Césio… tu não és um vampiro! O que se passa contigo?
- Vai-te embora! Já! Antes que me arrependa! Não aproximes de mim! – Césio agarrou-se ao seu corpo. Todo ele estava sedento de sangue e só havia uma pessoa por perto: Sai. Os seus olhos ficaram totalmente vermelhos e os seus caninos pontiagudos.
Sai deu uns passos atrás. – Césio… – Não estava ali mais alguém.
- Afasta-te Sai! AHHHHH! – Todo o seu corpo doía e pedia por mais e mais sangue.
Sai correu para longe o mais depressa possível. Tinha um medo de vampiros incalculável. Lembrou-se de como morrera outrora nas mãos de um. Sentiu a mão de alguém a puxar-lhe para trás e a empurrar-lhe para o chão. Era Césio. Outro Césio. Um Césio completamente transformado. O seu olhar só mostrava loucura.
- Larga-me Césio! Por favor! – Lágrimas rolavam da face dela.
Césio segurava as mãos dela apenas com uma enquanto que a outra percorria o pescoço dela. Sem demoras, mordeu-lhe. Os seus dentes fortes e compridos penetraram a pele dela e fios de sangue saíam da ferida. O seu corpo acalmava aos poucos com o sabor do sangue de Sai.
Sai não conseguia mexer-se. Sentia-se cada vez mais fraca e impotente. – Pára Césio… tu não és assim… acorda… – Mas Césio não parava. Continuava a sugar o seu sangue. – Eu não quero morrer Césio… Césio… Césio!
Césio recuperou os sentidos. Os seus olhos foram tornando novamente na sua cor castanho avelã. Os seus caninos voltaram ao estado normal e toda a sua aura voltou a ser a de um anjo. Largou Sai imediatamente. Ele tinha sangue nos lábios e todo o pescoço dela estava manchado de vermelho.
- Voltas-te Césio. – E desmaiou.
- Sai? Sai!!! – Tentou acordá-la mas em vão. Estava pálida. Será que tinha ido longe demais? – Sai! Por favor Sai! Sai!!! – A hemorragia dela parara mas ainda não acordara. – Porquê? Quem sou eu? Porquê? Já não sei nada! Eu não sou um vampiro! Não sou! – Encostou Sai a um tronco de uma árvore e rasgou a manga da sua camisa. Amarrou o tecido à volta do pescoço de Sai e esfregava-lhe as mãos para ver se aqueciam. Abraçou-a. Talvez isso a ajudasse a recuperar – Perdoa-me Sai. – Abraçou-a com todas as forças que tinha.
Sai abriu os olhos devagarmente. Sentia um enorme cansaço, sentia-se fraca, sem forças nem para levantar os seus dedos. Sentia um calor a rodeá-la. Um calor que não conhecia. Mas era tão bom.
- Sai! Estás bem? Como te sentes? Estás a sentir-te mal?
- Só um pouco tonta. – Apercebeu-se que estava nos braços de Césio. – O que aconteceu? – O calor era dele. Era ele que estava a abraçar. Era ele.
- Estou tão feliz por estares bem. Não sei como ficaria se te acontecesse alguma coisa. – Viu que o tecido no pescoço dela estava vermelho e o corpo tremia. – Sai?
- Tenho… tenho medo. Como é que foste capaz de te transformar numa criatura daquelas? – Olhava nos olhos à procura de respostas.
- Não sei. – Estava a sentir-se culpado.
- Como é que não sabes? Tu acabaste de te transformar!
- Já disse que não sei! – Gritou mas arrependeu-se. – Desculpa. Eu não sei mesmo como é que aquilo foi possível. – Ficaram os dois ali em silêncio.
Sai estava com medo que ele transformasse outra vez. Césio estava com medo de voltar a sentir aquela sede doentia por sangue. Sai tossiu e todo o seu vestido tinha manchas de sangue.
- Temos que voltar Sai. Não podes continuar aqui. Temos que tratar das tuas feridas. – Levantou-se com ela ao seu colo.
- Ninguém vai saber. – E encostou a cabeça ao peito dele. Tinha medo dele. Mas queria continuar a sentir aquela onda de calor.
E um muito obrigada a todas as leitoras desta historia

Capítulo 11 (parte 1) – Um longo adeus
O mundo era pequeno. O mundo era pequeno aos olhos de Landon que passeava pelos corredores do Templo Estelar logo pela manhã. Achava estranho o pai não ter estado com ele na noite passada. Cantarolava uma música para acabar com o silêncio que havia.
Era uma manhã calma. Os pássaros não iniciaram o seu concerto matinal e todas as flores ainda estavam retraídas. O Sol também decidira não aparecer naquela manhã. Apenas o vento persistente insistia em marcar a sua presença, provocando pequenas “ondas” no lago do Templo Estelar.
Landon correu imediatamente para o quarto do pai. Estavam à sua frente duas enormes portas de madeira envernizadas fechadas. Eram demasiado pesadas para ele as abrir e deu um pontapé na porta. – Pai! “Tás” dentro? Pai!!!
Gabriel dormia com um sorriso nos lábios e apertava a mão da Seele. Estava a ouvir alguém a chamá-lo. Estaria apenas a sonhar? Mas os gritos não acabavam e estavam mesmo a chamar por si. Levantou a cabeça num ápice. Tinha umas ligeiras olheiras e as suas costas doíam. – Já vou Landon! – Espreguiçou-se e abriu a porta.
- Bom dia pai! – Landon saltou para os braços de seu pai.
Gabriel quase caiu com o súbito abraço do filho. – Bom dia Landon! Dormiste bem?
- Sim! Sonhei “co” as fadas da neve! Landon abraçava o pai com força. Não reparava em mais nada à sua volta.
- Que bom! Elas trouxeram-te um presente?
- Não. Mas “apendi” uma nova canção! “Qués” ouvir?
- Claro!
Landon respirou fundo e começou a cantar. Algumas palavras eram difíceis de entender, outras não faziam sentido, mas Gabriel pegou em Landon e começaram a rodopiar. Ambos riam-se em alto e bom som.
Seele acordou com a alegria do seu amado e de Landon. Observou como ambos se estavam a divertir e não teve coragem de interromper aquele momento único. Bateu palmas no final da canção. Era o primeiro dia de muitos anos que acordava sem receio e medo e podia observar tantos momentos de alegria. Pensou em como teve sorte de ser sido salva.
- Ah Seele! Desculpa ter-te acordado. – Gabriel pousou Landon no chão.
- Não há problema. Estava a adorar ver vocês os dois. Há quanto tempo que não via isto. – Estava feliz, mas ainda notava-se alguma amargura na sua voz.
Landon puxou as calças do pai para chamar a atenção deste. – Quem é? – E apontou para Seele.
- É a tua mãe. A tua mãe Landon. – Gabriel pegou no filho ao colo e sentou-se ao lado da cama com Seele. Landon começou a brincar com os cabelos verde-marinho.
- Gabriel…
- Seele… não será melhor para ele ter um pouco de estabilidade? Ele precisa de uma mãe.
- Mas…
- Vê como ele está feliz. – Landon estava entretido com os cabelos da sua “nova” mãe e só lhe dirigia sorrisos.
- Mãe “ode” estiveste? Tive “mutas” saudades tuas mãe! – E abraçou-a.
Seele passou a mão pelos cabelos negros de Landon iguais aos de Gabriel. – É tão bom ter-te nos braços meu filho.
+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+_+
Uma semana tinha passado desde que Seele voltara. Landon andava sempre entusiasmado com a sua mãe e não a largava nem por um segundo. Cross ainda não saíra do quarto de Arya e era sempre ela que lhe trazia as refeições.
Césio também continuava no quarto de Sai. Não queria sair daquela dimensão. Iria certamente ser julgado por todos e não queria isso. Olhava novamente para a janela, como fazia todas as manhãs. Se ao menos fosse tão puro como aquelas flores de cerejeira.
- Mais um dia aqui? Anda tomar o pequeno-almoço. Tenho a certeza que ninguém se vai importar. – Sai entrara silenciosamente no quarto.
- Tenho medo. Não quero!
- Não sejas tolo! Está na hora que começares tudo de novo.
- As pessoas vão apontar-me o dedo. Vão olhar-me como se eu tivesse cometido um crime. Vão dizer que eu sou um monstro!
Sai esbofeteou-o. Não sentia-se arrependida. – Pára de comportar como uma criança! Se estiveres disposto a mudar ninguém vai criticar-te!
Césio agarrou-se à bochecha que estava quente e vermelha. Corou. Sentia-se envergonhado. Caminhou em passos lentos em direcção à porta e saiu.
Cross achou que aquele ia ser o dia em que ia voltar a ter a sua vida como sempre teve. Levantou-se apesar da dor que ainda sentia. A Arya não podia continuar a vir todos os dias de tabuleiro na mão. Quanto mais rápido ele recuperasse, menos trabalho era para ela. Saiu do quarto em direcção ao salão principal.
Arya estava sentada a tomar a pequeno-almoço. Descascara uma maçã verde e pô-la num pequeno prato. – Tenho a certeza que o Cross vai gostar! – E bebeu o leite que estava no seu copo. Cantava uma melodia suave. Mas de repente deixou o prato com os pedaços de maçã tão bem cortados no chão. As suas mãos tremiam assim como o seu corpo. – Césio…
Sai estava ao lado do Césio mas este parecia ter esquecido. A sua face continuava vermelha. – Arya… porquê?
Arya recuou. Tinha medo do seu ex-noivo. – Césio… estás melhor? Pelos vistos sim. – Tentou soar o mais natural possível.
- Porquê Arya? – Césio aproximou-se de Arya. – Porquê? Eu não era suficiente?
Sai sentiu um pequeno aperto no peito. Talvez não fosse nada. – Césio, o que estás a fazer?
Arya parecia cada vez mais assustada. Césio tinha um ar louco nos olhos. – Césio, pára. Eu não quero voltar a discutir isso. Eu não posso…
- Porquê Arya? O que é que fiz de mal? Magoei-te? Fiz-te chorar?
- Afasta-te da Arya.
Sai olhou para trás e viu Cross. O seu ódio por Césio crescia a cada segundo.
- Cross, eu estou bem. O Césio…
Césio interrompeu o discurso de Arya. – Cross, foste tu quem tirou-me tudo o que queria.
- O que é que queres? Porque é que estás aqui? Tu não devias estar aqui!
- Calma Cross. – Sai agarrou-o por um braço. – Fui eu quem o trouxe. Não podia deixá-lo morrer naquele sítio horrível.
- Mas sabes o que ele fez à Arya? Porque é que achas que estou assim?
- Acalma-te Cross! Ninguém aqui vai ferir alguém. Ele também é um anjo.
Césio olhou para Sai. Mas as memórias do sangue naquela batalha vieram à sua cabeça. Aquele cheiro poderoso, o sangue na sua boca, vermelho como vida. Agarrou-se à cabeça. Estava a ficar com dores. Porquê? - “Ele também é um anjo” – O seu corpo estava estranho. Só desejava uma coisa naquele momento: sangue. Saiu a correr. Não sabia o que ia fazer se ficasse ali mais um minuto.
- Césio! – Sai seguiu-o imediatamente. – Césio, onde é que vais?
- Não me sigas! Deixa-me em paz! – Césio era mesmo rápido. Correu em direcção às flores de cerejeira que caíam como neve. – O que se passa comigo? – Não parava de perguntar a si mesmo. Sentou-se na sombra da árvore que estava mais distante do Templo Estelar e desejou que ninguém o tivesse seguido.
Sai estava muito cansada. Tinha-o perdido de vista. – Mas onde raios se meteu o Césio? – Continuou a percorrer os terrenos do Templo Estelar. Encontrou Césio sentado à sombra de uma enorme copa em forma de cogumelo. Parecia mudado. Tinha uma aura diferente dos últimos dias. Sentou-se ao lado dele para seu espanto. – Porque é que fugiste? Não querias resolver as coisas?
- Afasta-te de mim.
Sai olhou para Césio e reparou que os olhos dele tinham mudado de cor. Eram vermelhos como os que Sianna tinham quando… quando se transformou num vampiro. Levantou-se imediatamente. – Césio, tu não és…
- Afasta-te de mim! Agora! Não sei o que te posso fazer!
- Césio… tu não és um vampiro! O que se passa contigo?
- Vai-te embora! Já! Antes que me arrependa! Não aproximes de mim! – Césio agarrou-se ao seu corpo. Todo ele estava sedento de sangue e só havia uma pessoa por perto: Sai. Os seus olhos ficaram totalmente vermelhos e os seus caninos pontiagudos.
Sai deu uns passos atrás. – Césio… – Não estava ali mais alguém.
- Afasta-te Sai! AHHHHH! – Todo o seu corpo doía e pedia por mais e mais sangue.
Sai correu para longe o mais depressa possível. Tinha um medo de vampiros incalculável. Lembrou-se de como morrera outrora nas mãos de um. Sentiu a mão de alguém a puxar-lhe para trás e a empurrar-lhe para o chão. Era Césio. Outro Césio. Um Césio completamente transformado. O seu olhar só mostrava loucura.
- Larga-me Césio! Por favor! – Lágrimas rolavam da face dela.
Césio segurava as mãos dela apenas com uma enquanto que a outra percorria o pescoço dela. Sem demoras, mordeu-lhe. Os seus dentes fortes e compridos penetraram a pele dela e fios de sangue saíam da ferida. O seu corpo acalmava aos poucos com o sabor do sangue de Sai.
Sai não conseguia mexer-se. Sentia-se cada vez mais fraca e impotente. – Pára Césio… tu não és assim… acorda… – Mas Césio não parava. Continuava a sugar o seu sangue. – Eu não quero morrer Césio… Césio… Césio!
Césio recuperou os sentidos. Os seus olhos foram tornando novamente na sua cor castanho avelã. Os seus caninos voltaram ao estado normal e toda a sua aura voltou a ser a de um anjo. Largou Sai imediatamente. Ele tinha sangue nos lábios e todo o pescoço dela estava manchado de vermelho.
- Voltas-te Césio. – E desmaiou.
- Sai? Sai!!! – Tentou acordá-la mas em vão. Estava pálida. Será que tinha ido longe demais? – Sai! Por favor Sai! Sai!!! – A hemorragia dela parara mas ainda não acordara. – Porquê? Quem sou eu? Porquê? Já não sei nada! Eu não sou um vampiro! Não sou! – Encostou Sai a um tronco de uma árvore e rasgou a manga da sua camisa. Amarrou o tecido à volta do pescoço de Sai e esfregava-lhe as mãos para ver se aqueciam. Abraçou-a. Talvez isso a ajudasse a recuperar – Perdoa-me Sai. – Abraçou-a com todas as forças que tinha.
Sai abriu os olhos devagarmente. Sentia um enorme cansaço, sentia-se fraca, sem forças nem para levantar os seus dedos. Sentia um calor a rodeá-la. Um calor que não conhecia. Mas era tão bom.
- Sai! Estás bem? Como te sentes? Estás a sentir-te mal?
- Só um pouco tonta. – Apercebeu-se que estava nos braços de Césio. – O que aconteceu? – O calor era dele. Era ele que estava a abraçar. Era ele.
- Estou tão feliz por estares bem. Não sei como ficaria se te acontecesse alguma coisa. – Viu que o tecido no pescoço dela estava vermelho e o corpo tremia. – Sai?
- Tenho… tenho medo. Como é que foste capaz de te transformar numa criatura daquelas? – Olhava nos olhos à procura de respostas.
- Não sei. – Estava a sentir-se culpado.
- Como é que não sabes? Tu acabaste de te transformar!
- Já disse que não sei! – Gritou mas arrependeu-se. – Desculpa. Eu não sei mesmo como é que aquilo foi possível. – Ficaram os dois ali em silêncio.
Sai estava com medo que ele transformasse outra vez. Césio estava com medo de voltar a sentir aquela sede doentia por sangue. Sai tossiu e todo o seu vestido tinha manchas de sangue.
- Temos que voltar Sai. Não podes continuar aqui. Temos que tratar das tuas feridas. – Levantou-se com ela ao seu colo.
- Ninguém vai saber. – E encostou a cabeça ao peito dele. Tinha medo dele. Mas queria continuar a sentir aquela onda de calor.
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Gostas de anjos? E de vampiros tambem? ----> Nas asas de um anjo

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Muito obrigada pelos comentarios 
O Cesio filho da Sianna... humm... nao me parece...
Cortar cabecas priminha??? :
: :
: :
:
Nao vamos chegar a esses extremos...

O Cesio filho da Sianna... humm... nao me parece...

Cortar cabecas priminha??? :
: :
: :
:Nao vamos chegar a esses extremos...

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