Nas asas de um anjo
@Baby Doll: Muito obrigada 
Nao sei o que dizer... xD
@Angeless: AHHHHHHHHHHH *corre, salta para cima da Nessa-chan e caem ambas no chao* xD
Muito obrigada
Aqui vai mais uma parte do capitulo:
Capítulo 11 (parte 4) – Um longo adeus
- Meu querido Césio! Há quanto tempo que não te via…
Césio correu para junto do pai e abraçou-o com todas as forças. Não queria acreditar que o seu pai era um monstro. Ele era o homem que o criara e amava-o tanto como ele o amava. – Pai? O que… o que estás aqui a fazer? – Apertou-o com mais força para que ele não o deixasse.
Lust envolveu-o nos seus braços. Sorria com saudade. – Estava preocupado contigo Césio. Não consegui adormecer este tempo todo porque não sabia se estavas bem. Foste embora sem dizer nada. Eu ainda sou o teu pai Césio!
Ele sabia que Lust não era totalmente frio e sem emoções como muitas vezes aparentava ser. Ainda lembrava de como ele era amável e gentil quando brincavam. Quando ele era uma criança e como o pai estivera sempre do lado dele. – Desculpa pai. Eu não queria dar-te tantos problemas. - Afastou-se do pai e reparou que este trazia consigo uma espada e havia vestígios de sangue nos seus dedos.
- “Pois Césio, tu só me trazes problemas.” – Então era aqui que estavas. Sabes que nunca fui muito bom a jogar às escondidas. Vamos regressar Césio?
Memórias antigas, esquecidas no tempo, vieram à mente de Césio:
“ – Césio, onde estás? Onde é que escondeste?
- Césio, vamos almoçar à beira do rio que tanto gostas?
- Césio, olha as folhas daquelas árvores. Não são tão bonitas?”
Mas a aura estava diferente. A aura que envolvia Lust estava diferente. E aquele sangue seco nas mãos do seu pai não o reconfortava. Pensou em Sai. – Regressar para onde?
- Para casa claro! Vamos voltar para o Palácio Imperial. Estarás mais seguro lá do que cá. – Lust fazia um ar preocupado. Mas era tudo mentira.
“Deixar Sai? Será que sou capaz de abandoná-la depois do que eu lhe fiz? Deixar e abandonar? Mas ela não é minha.” – Não sei pai. Não posso sair do Vale da Ilusão assim sem mais nem menos.
Sai finalmente conseguiu encontrá-lo. – Afasta-te desse homem Césio.
Césio virou subitamente. Sai apontava o seu bastão a Lust. Este sorria para ela mas o seu olhar era capaz de matar. – Quem é ela Césio?
- Tu sabes bem quem eu sou Lust. Agora afasta o Césio desta confusão e desaparece o mais rapidamente possível. A Arya e o Cross não estão aqui. – Sai sabia perfeitamente do que Lust era capaz e que naquele momento, o alvo dele era o próprio filho.
Césio virou-se novamente para o pai à procura de respostas e sentiu a aura dele a modificar-se assim como aquele olhar preocupado estava a restaurar o desejo de poder e a frieza que muitas vezes lhe mostrara. – O que fazes aqui pai? O que é que realmente queres?
Lust estava a ficar impaciente. – Venho buscar-te filho. Eu não estou a mentir-te. Eu preocupo-me contigo mais do que alguma vez imaginaste!
A paciência de Sai também estava a esgotar-se. Mas um sentimento triste conquistou-a ao ver Césio a acreditar nas palavras do pai. – Não vás Césio. Tu disseste-me que não querias voltar atrás. Disseste-me que não querias sentir a dor de perder alguém querido outra vez. Não vás Césio. Tu disseste-me que querias ficar comigo. Esse homem vai-te tirar tudo.
Césio ficou apreensivo com o discurso de Sai. – “Sim, eu não posso deixá-la sozinha. Não posso perder a pessoa que abriu-me os olhos.” – Desculpa pai… eu não…
Lust interrompeu-o. – Não precisas de continuar… porque eu vou levar-te quer queiras quer não. Eu não posso deixar que arruínes os meus planos.
Césio engoliu um seco. As suas mãos tremiam. – Pai? O que queres dizer com isso?
Sai deu um passo em frente. Estava insegura e não queria deixar Lust levar Césio à força. Ele já não lhe pertencia. Agora estava no Vale da Ilusão e ao lado dela. – Lust… como é que nos encontraste?
Lust riu-se sarcasticamente e fixou os olhos em Sai. – Ora, ora, achas que eu não ia saber do paradeiro do meu próprio filho?
- Pai… tu alguma vez pensaste em mim? – Césio agarrou-se à armadura polida e brilhante de Lust.
- Estou a pensar neste momento. Disseste que não querias voltar. Porquê? Ainda queres aproveitar da Arya?
A aura de Sai aumentou naquele instante. Foi capaz de criar uma leve agitação nas folhas. Lá alto, no céu, as nuvens começavam a agrupar-se. Era sinal de uma tempestade. – “Mesmo depois de tanto tempo, ainda pensas na Arya?” – Era um pensamento que a entristecia, mas era o único que ocupava a sua mente.
Césio olhou cheio de fúria para o pai. – Isso não interessa! A Arya não tem nada haver com isto! Estás errado! Sempre estiveste!
Lust levantou a mão e esbofeteou fortemente Césio, fazendo-o cair para trás. Sangue saía pelo canto da boca dele. – Eu nunca te ensinei a olhares-me assim. Estás a revoltar-te contra mim? Essa raiva e rancor misturada. Eu nunca ensinei a seres assim.
Sai correu para junto de Césio. – Estás bem? Esse golpe…
- Não é nada Sai… – “Não é nada comparado com a dor dos golpes que desferi em ti” – Vai-te embora deste sítio. – Olhou-a com doçura, com uns olhos diferentes dos que mostrava à Arya.
Esse olhar despertou a atenção de Lust. – “Então é ela… é esta a mulher que sabe tudo”. – Que cenário aborrecido. – Os dois jovens enfrentavam-no. – Parece que não mudaste nada Césio. Sempre cheio de emoções. Sempre um fraco.
Césio apertou os punhos com toda a força. – Não podes… não podes… – Queria terminar a frase mas estava algo a impedi-lo.
Lust deu uma enorme gargalhada. – O que é que não posso? Diz lá filho! Não tenhas medo.
- Não podes manipular as pessoas como queres! – Gritou Césio. – Tu és o Deus Supremo da Linha Celestial.
Lust bateu palmas pela atitude do filho. – Bravo! Diz-me… é ódio?
Sai levantou-se e apontou o seu bastão a Lust. – Onde é que queres chegar? – A esfera do bastão dela irradiava uma luz amarela e a meia-lua no seu braço esquerdo começara-lhe a doer. – “O que é que se passa?”
A pergunta voltou a ser repetida, ignorando os avanços de Sai. – É ódio?
Césio baixou a cabeça. – Eu… eu… eu não… – Como tinha previsto, não conseguia responder. Seria mesmo ódio? Não. Não podia ser. Então, o que era? Mágoa? Dor? Decepção? Sim, era decepção. Já não era o pai que estimava e amara. Agora, era um pai que não conhecia. Queria chorar, queria pedir com todas as suas forças para que o homem que estava à sua frente voltasse a ser o que era. Mas silêncio era o que permanecia.
- Lust, estou a começar a perder a minha paciência. – A meia-lua doía-lhe e sem saber, estava a tremer. – O que vieste cá fazer?
O Deus Supremo respirou fundo mas estava deliciado com a imagem daquela mulher pronta para lutar. – Também tenho o direito de ver o meu filho. Uma criança como ele que só sabe fracassar precisa de muito apoio.
- Ele não passou de mais uma peça do teu tabuleiro, do teu jogo! – Sai agarrou o seu bastão para ver se a meia-lua não lhe afectava tanto.
- E quando já não preciso das peças para nada, elimino-as. O que vim cá fazer? Venho livrar-me do Césio. – A leve brisa evoluiu para uma rajada de vento forte que fazia esvoaçar os cabelos loiros quase brancos de Lust.
- Como é que és capaz? – Sai murmurou umas palavras e um raio quase invisível passou de raspão por Lust. Um pequeno corte surgiu na face delicada dele. Quando levou as mãos à ferida, viu sangue nos dedos. – Deve ser tu quem repeliu os meus ataques no Palácio Imperial.
- Para a próxima não falho! – Estava deveras furiosa. Não por ele ser um patife. Era porque ele estava pronto para matar Césio.
- Acho que não sabes com quem estás a falar. – Continuou com aquele olhar provocador e satisfeito para Sai. O vento levava os longos cabelos à sua face, tingindo-os levemente de vermelho vivo nas pontas.
Césio aproximou-se de Sai e pousou a sua mão no ombro dela. – Sai, é melhor ires embora. Não sei o que ele pode fazer… – Tentava ao máximo persuadi-la com as suas palavras, os seus gestos, a sua atitude.
- Silêncio! – Lust levantou as mãos para o céu. Pequenas faíscas formaram-se no céu. Um raio desceu em direcção de ambos. Sai ergueu uma barreira de energia e a carga eléctrica não chegou a atingi-los.
- Eu não vou deixar-te aqui Césio! – Sai continuava a manter a barreira intacta, mas estava distraída a olhar para Césio.
- Estás doida? O meu pai vai matar-te se continuares aqui! – Césio agarrou os pulsos dela.
- Não posso. Não POSSO deixar-te aqui! Eu quero… eu quero… – Largou o bastão ao sentir puxada. A sua cabeça pousava no peito firme de Césio. Os braços dele estavam a apertá-la para junto de si. Ela parecia ta frágil. Como se fosse partir a qualquer instante.
- Eu não sei se consigo proteger-te. Eu… eu amo… – Césio viu nos olhos de Sai o reflexo de uma lança de gelo que vinha na direcção de ambos e saltou para o lado, levando Sai consigo, aterrando no chão frio e morto.
- A conversa está um bocado aborrecida, não está? – O sorriso sarcástico e o ar de gozo ainda não tinham desaparecido.
Césio levantou-se mais Sai e estavam ambos sem saber o que fazer. Lust era demasiado forte. Fugir também não era solução. – “Raios! O que posso fazer? Sai, porque é que continuas aqui? Raios!” – Césio apertou as mãos com tanta força que sangrava. Sentia-se impotente e não podia fazer nada.
- As tuas asas Césio? – Lust notou uma mudança de expressão no filho.
- As minhas asas… – Nervos voltaram a apoderar-se dele. Os seus pés estavam dormentes e não os sentia. Não conseguia sair do lugar. – As minhas asas… – Será que ainda as podia ver ou as tinha?
- Césio, não faças isto. – Mas Césio começou a invocar as suas asas. Sentiu um peso leve a sair das suas costas. Era um par de asas creme.
- Não pode ser. – O peso nas suas costas aumentou devagarmente e começou por perder o brilho. As longas penas foram substituídas por pequenos espinhos. Césio caiu de joelhos no chão enquanto gritava de dor. Finalmente a cor creme foi vencida por um cinzento-escuro.
- Está tudo bem Césio. Não tenhas medo. Eu estou aqui. – Sai segurou-lhe a mão. Era tudo o que ela podia fazer que Césio não transformasse num vampiro naquele momento.
Césio sentiu a voz suave e meiga de Sai a percorrer os seus ouvidos. – “Eu estou aqui” – A dor era cada vez menor e as suas desapareceram. Os fortes batimentos do coração também acalmaram.
- Um vampiro… tal como eu imaginava. – Lust abanava a cabeça mas um sorriso permanecia.
- Como? Como é que tu sabias que o Césio era um vampiro? – Sai levantou o olhar mas uma bola de energia desferiu sobre o seu ombro e a atirou para longe de Césio, largando a mão dele. Largando o único fio que os ligava. Largando o único contacto que os unia.
- Acho que ainda não percebeste. – E caminhou em pequenos passos, lançando um olhar de reprovação e nojo a Césio.
Sai tentou levantar com a mão no ombro direito a sangrar. Mas o Césio era o seu único pensamento naquele momento. – “Isto é amor Césio? Mesmo agora… eu só… só consigo pensar em ti” – Sentiu uma mão a puxar-lhe os cabelos com força.
Lust estava a levantá-la pelos cabelos. Sai gemeu de dor mas ele estava a gostar do que via. A mão que estava a puxar os longos fios como fogo desceu até à nuca. Acariciou o pescoço e viu os olhos de Sai mostrar medo. Um medo cada vez maior. Lust aproximou-se dos lábios dela mas esta empurrou-lhe com todas as suas forças para longe, piorando a ferida do ombro. – Afasta-te de mim Lust!
- Onde queres ir com essa ferida? – E voltou a aproximar-se dela.
- Afasta-te Lust! – Mas as mãos dele já seguravam os pulsos dela. – O Césio não vai interferir. Ninguém vai salvar-te. O CÉSIO não vai salvar-te.
Um vazio preencheu Sai. – “O Césio não vai salvar-te” – As palavras penetraram na sua mente e ecoavam cada vez mais alto. – “O Césio não vai salvar-te” – Cada vez maior – “O Césio não vai salvar-te” – Cada vez mais persistente – “O Césio não vai salvar-te”.
Lust aproveitou aquele momento de fraqueza e aproximou-se mais dela. Ela não oferecia resistência. Mas os seus olhos recheados de medo contrariavam as suas acções. – Linda menina. – Puxou-a para si com força, sentindo o pequeno corpo à sua frente tremer sem parar.
- Salvar a Sai… tenho que salvar a Sai… tenho que a salvar. – O peso em cima das suas costas já não existia. Agora tinha certezas do que era: um vampiro. Uma criatura louca em busca do sangue mais puro, mais doce, mais poderoso para satisfazer os instintos e aquela sede que percorria por todo o corpo como se de uma doença tratasse. Não, não era assim. Apenas precisava de Sai. E apenas ela. E agora tinha que a proteger.
Materializou a sua espada. A mesma espada que usara para lutar contra Cross. A sua espada de lâmina branca mas agora manchada de vermelho. Do mesmo vermelho que aparecia nos seus olhos quando os seus instintos carnais eram mais potentes do que o seu coração. Apontou a lâmina afiada para os ombros largos do pai. – Afasta-te da Sai. Não quero desafiar-te mas afasta-te da Sai. – Segurava o cabo com apenas uma mão enquanto que a outra estava fechada e pronta para desferir um golpe.
Lust não virou a cara para enfrentar o filho. Rui-se bem alto e largou um dos pulsos de Sai para segurar no queixo dela. Sai olhou para Césio. – “É mentira. Ele está aqui!” – Voltou a oferecer resistência, inutilmente. Lust era mais forte que ela em termos de força física.
O Deus Supremo aproximou os seus lábios aos da mulher que estava presa mas o sorriso foi reposto por um ar admirado. Quase caiu. Não saiu qualquer tipo de som da sua boca e largou Sai. Esta correu para junto de Césio, abraçando-o inconscientemente mas assustou-se ao reparar nas costas de Lust.
Um fio de sangue percorreu a lâmina da espada que estava nas mãos de quem abraçava. Um golpe apenas e um corte apareceu nas costas de Lust. Um corte profundo desde os ombros até às pernas. Um corte na diagonal, feito por Césio sem arrependimento que furou até a armadura rija.
- Césio… como é que foste capaz? – Apoiou a mão no chão para ganhar forças. A face mostrava uma ponta de dor. – Mas não devias ter feito isso. – O corte fechou-se como se nada tivesse acontecido. Apenas as manchas de sangue na relva e o desenho interrompido da armadura comprovavam que houve um golpe nas suas costas.
- O que se passa aqui? – Perguntava Sai ainda mais assustada.
- Ora, ora… – Lust levantou-se e olhou fixamente para Césio. - … não vos disse que era imortal?

Nao sei o que dizer... xD
@Angeless: AHHHHHHHHHHH *corre, salta para cima da Nessa-chan e caem ambas no chao* xD
Muito obrigada

Aqui vai mais uma parte do capitulo:
Capítulo 11 (parte 4) – Um longo adeus
- Meu querido Césio! Há quanto tempo que não te via…
Césio correu para junto do pai e abraçou-o com todas as forças. Não queria acreditar que o seu pai era um monstro. Ele era o homem que o criara e amava-o tanto como ele o amava. – Pai? O que… o que estás aqui a fazer? – Apertou-o com mais força para que ele não o deixasse.
Lust envolveu-o nos seus braços. Sorria com saudade. – Estava preocupado contigo Césio. Não consegui adormecer este tempo todo porque não sabia se estavas bem. Foste embora sem dizer nada. Eu ainda sou o teu pai Césio!
Ele sabia que Lust não era totalmente frio e sem emoções como muitas vezes aparentava ser. Ainda lembrava de como ele era amável e gentil quando brincavam. Quando ele era uma criança e como o pai estivera sempre do lado dele. – Desculpa pai. Eu não queria dar-te tantos problemas. - Afastou-se do pai e reparou que este trazia consigo uma espada e havia vestígios de sangue nos seus dedos.
- “Pois Césio, tu só me trazes problemas.” – Então era aqui que estavas. Sabes que nunca fui muito bom a jogar às escondidas. Vamos regressar Césio?
Memórias antigas, esquecidas no tempo, vieram à mente de Césio:
“ – Césio, onde estás? Onde é que escondeste?
- Césio, vamos almoçar à beira do rio que tanto gostas?
- Césio, olha as folhas daquelas árvores. Não são tão bonitas?”
Mas a aura estava diferente. A aura que envolvia Lust estava diferente. E aquele sangue seco nas mãos do seu pai não o reconfortava. Pensou em Sai. – Regressar para onde?
- Para casa claro! Vamos voltar para o Palácio Imperial. Estarás mais seguro lá do que cá. – Lust fazia um ar preocupado. Mas era tudo mentira.
“Deixar Sai? Será que sou capaz de abandoná-la depois do que eu lhe fiz? Deixar e abandonar? Mas ela não é minha.” – Não sei pai. Não posso sair do Vale da Ilusão assim sem mais nem menos.
Sai finalmente conseguiu encontrá-lo. – Afasta-te desse homem Césio.
Césio virou subitamente. Sai apontava o seu bastão a Lust. Este sorria para ela mas o seu olhar era capaz de matar. – Quem é ela Césio?
- Tu sabes bem quem eu sou Lust. Agora afasta o Césio desta confusão e desaparece o mais rapidamente possível. A Arya e o Cross não estão aqui. – Sai sabia perfeitamente do que Lust era capaz e que naquele momento, o alvo dele era o próprio filho.
Césio virou-se novamente para o pai à procura de respostas e sentiu a aura dele a modificar-se assim como aquele olhar preocupado estava a restaurar o desejo de poder e a frieza que muitas vezes lhe mostrara. – O que fazes aqui pai? O que é que realmente queres?
Lust estava a ficar impaciente. – Venho buscar-te filho. Eu não estou a mentir-te. Eu preocupo-me contigo mais do que alguma vez imaginaste!
A paciência de Sai também estava a esgotar-se. Mas um sentimento triste conquistou-a ao ver Césio a acreditar nas palavras do pai. – Não vás Césio. Tu disseste-me que não querias voltar atrás. Disseste-me que não querias sentir a dor de perder alguém querido outra vez. Não vás Césio. Tu disseste-me que querias ficar comigo. Esse homem vai-te tirar tudo.
Césio ficou apreensivo com o discurso de Sai. – “Sim, eu não posso deixá-la sozinha. Não posso perder a pessoa que abriu-me os olhos.” – Desculpa pai… eu não…
Lust interrompeu-o. – Não precisas de continuar… porque eu vou levar-te quer queiras quer não. Eu não posso deixar que arruínes os meus planos.
Césio engoliu um seco. As suas mãos tremiam. – Pai? O que queres dizer com isso?
Sai deu um passo em frente. Estava insegura e não queria deixar Lust levar Césio à força. Ele já não lhe pertencia. Agora estava no Vale da Ilusão e ao lado dela. – Lust… como é que nos encontraste?
Lust riu-se sarcasticamente e fixou os olhos em Sai. – Ora, ora, achas que eu não ia saber do paradeiro do meu próprio filho?
- Pai… tu alguma vez pensaste em mim? – Césio agarrou-se à armadura polida e brilhante de Lust.
- Estou a pensar neste momento. Disseste que não querias voltar. Porquê? Ainda queres aproveitar da Arya?
A aura de Sai aumentou naquele instante. Foi capaz de criar uma leve agitação nas folhas. Lá alto, no céu, as nuvens começavam a agrupar-se. Era sinal de uma tempestade. – “Mesmo depois de tanto tempo, ainda pensas na Arya?” – Era um pensamento que a entristecia, mas era o único que ocupava a sua mente.
Césio olhou cheio de fúria para o pai. – Isso não interessa! A Arya não tem nada haver com isto! Estás errado! Sempre estiveste!
Lust levantou a mão e esbofeteou fortemente Césio, fazendo-o cair para trás. Sangue saía pelo canto da boca dele. – Eu nunca te ensinei a olhares-me assim. Estás a revoltar-te contra mim? Essa raiva e rancor misturada. Eu nunca ensinei a seres assim.
Sai correu para junto de Césio. – Estás bem? Esse golpe…
- Não é nada Sai… – “Não é nada comparado com a dor dos golpes que desferi em ti” – Vai-te embora deste sítio. – Olhou-a com doçura, com uns olhos diferentes dos que mostrava à Arya.
Esse olhar despertou a atenção de Lust. – “Então é ela… é esta a mulher que sabe tudo”. – Que cenário aborrecido. – Os dois jovens enfrentavam-no. – Parece que não mudaste nada Césio. Sempre cheio de emoções. Sempre um fraco.
Césio apertou os punhos com toda a força. – Não podes… não podes… – Queria terminar a frase mas estava algo a impedi-lo.
Lust deu uma enorme gargalhada. – O que é que não posso? Diz lá filho! Não tenhas medo.
- Não podes manipular as pessoas como queres! – Gritou Césio. – Tu és o Deus Supremo da Linha Celestial.
Lust bateu palmas pela atitude do filho. – Bravo! Diz-me… é ódio?
Sai levantou-se e apontou o seu bastão a Lust. – Onde é que queres chegar? – A esfera do bastão dela irradiava uma luz amarela e a meia-lua no seu braço esquerdo começara-lhe a doer. – “O que é que se passa?”
A pergunta voltou a ser repetida, ignorando os avanços de Sai. – É ódio?
Césio baixou a cabeça. – Eu… eu… eu não… – Como tinha previsto, não conseguia responder. Seria mesmo ódio? Não. Não podia ser. Então, o que era? Mágoa? Dor? Decepção? Sim, era decepção. Já não era o pai que estimava e amara. Agora, era um pai que não conhecia. Queria chorar, queria pedir com todas as suas forças para que o homem que estava à sua frente voltasse a ser o que era. Mas silêncio era o que permanecia.
- Lust, estou a começar a perder a minha paciência. – A meia-lua doía-lhe e sem saber, estava a tremer. – O que vieste cá fazer?
O Deus Supremo respirou fundo mas estava deliciado com a imagem daquela mulher pronta para lutar. – Também tenho o direito de ver o meu filho. Uma criança como ele que só sabe fracassar precisa de muito apoio.
- Ele não passou de mais uma peça do teu tabuleiro, do teu jogo! – Sai agarrou o seu bastão para ver se a meia-lua não lhe afectava tanto.
- E quando já não preciso das peças para nada, elimino-as. O que vim cá fazer? Venho livrar-me do Césio. – A leve brisa evoluiu para uma rajada de vento forte que fazia esvoaçar os cabelos loiros quase brancos de Lust.
- Como é que és capaz? – Sai murmurou umas palavras e um raio quase invisível passou de raspão por Lust. Um pequeno corte surgiu na face delicada dele. Quando levou as mãos à ferida, viu sangue nos dedos. – Deve ser tu quem repeliu os meus ataques no Palácio Imperial.
- Para a próxima não falho! – Estava deveras furiosa. Não por ele ser um patife. Era porque ele estava pronto para matar Césio.
- Acho que não sabes com quem estás a falar. – Continuou com aquele olhar provocador e satisfeito para Sai. O vento levava os longos cabelos à sua face, tingindo-os levemente de vermelho vivo nas pontas.
Césio aproximou-se de Sai e pousou a sua mão no ombro dela. – Sai, é melhor ires embora. Não sei o que ele pode fazer… – Tentava ao máximo persuadi-la com as suas palavras, os seus gestos, a sua atitude.
- Silêncio! – Lust levantou as mãos para o céu. Pequenas faíscas formaram-se no céu. Um raio desceu em direcção de ambos. Sai ergueu uma barreira de energia e a carga eléctrica não chegou a atingi-los.
- Eu não vou deixar-te aqui Césio! – Sai continuava a manter a barreira intacta, mas estava distraída a olhar para Césio.
- Estás doida? O meu pai vai matar-te se continuares aqui! – Césio agarrou os pulsos dela.
- Não posso. Não POSSO deixar-te aqui! Eu quero… eu quero… – Largou o bastão ao sentir puxada. A sua cabeça pousava no peito firme de Césio. Os braços dele estavam a apertá-la para junto de si. Ela parecia ta frágil. Como se fosse partir a qualquer instante.
- Eu não sei se consigo proteger-te. Eu… eu amo… – Césio viu nos olhos de Sai o reflexo de uma lança de gelo que vinha na direcção de ambos e saltou para o lado, levando Sai consigo, aterrando no chão frio e morto.
- A conversa está um bocado aborrecida, não está? – O sorriso sarcástico e o ar de gozo ainda não tinham desaparecido.
Césio levantou-se mais Sai e estavam ambos sem saber o que fazer. Lust era demasiado forte. Fugir também não era solução. – “Raios! O que posso fazer? Sai, porque é que continuas aqui? Raios!” – Césio apertou as mãos com tanta força que sangrava. Sentia-se impotente e não podia fazer nada.
- As tuas asas Césio? – Lust notou uma mudança de expressão no filho.
- As minhas asas… – Nervos voltaram a apoderar-se dele. Os seus pés estavam dormentes e não os sentia. Não conseguia sair do lugar. – As minhas asas… – Será que ainda as podia ver ou as tinha?
- Césio, não faças isto. – Mas Césio começou a invocar as suas asas. Sentiu um peso leve a sair das suas costas. Era um par de asas creme.
- Não pode ser. – O peso nas suas costas aumentou devagarmente e começou por perder o brilho. As longas penas foram substituídas por pequenos espinhos. Césio caiu de joelhos no chão enquanto gritava de dor. Finalmente a cor creme foi vencida por um cinzento-escuro.
- Está tudo bem Césio. Não tenhas medo. Eu estou aqui. – Sai segurou-lhe a mão. Era tudo o que ela podia fazer que Césio não transformasse num vampiro naquele momento.
Césio sentiu a voz suave e meiga de Sai a percorrer os seus ouvidos. – “Eu estou aqui” – A dor era cada vez menor e as suas desapareceram. Os fortes batimentos do coração também acalmaram.
- Um vampiro… tal como eu imaginava. – Lust abanava a cabeça mas um sorriso permanecia.
- Como? Como é que tu sabias que o Césio era um vampiro? – Sai levantou o olhar mas uma bola de energia desferiu sobre o seu ombro e a atirou para longe de Césio, largando a mão dele. Largando o único fio que os ligava. Largando o único contacto que os unia.
- Acho que ainda não percebeste. – E caminhou em pequenos passos, lançando um olhar de reprovação e nojo a Césio.
Sai tentou levantar com a mão no ombro direito a sangrar. Mas o Césio era o seu único pensamento naquele momento. – “Isto é amor Césio? Mesmo agora… eu só… só consigo pensar em ti” – Sentiu uma mão a puxar-lhe os cabelos com força.
Lust estava a levantá-la pelos cabelos. Sai gemeu de dor mas ele estava a gostar do que via. A mão que estava a puxar os longos fios como fogo desceu até à nuca. Acariciou o pescoço e viu os olhos de Sai mostrar medo. Um medo cada vez maior. Lust aproximou-se dos lábios dela mas esta empurrou-lhe com todas as suas forças para longe, piorando a ferida do ombro. – Afasta-te de mim Lust!
- Onde queres ir com essa ferida? – E voltou a aproximar-se dela.
- Afasta-te Lust! – Mas as mãos dele já seguravam os pulsos dela. – O Césio não vai interferir. Ninguém vai salvar-te. O CÉSIO não vai salvar-te.
Um vazio preencheu Sai. – “O Césio não vai salvar-te” – As palavras penetraram na sua mente e ecoavam cada vez mais alto. – “O Césio não vai salvar-te” – Cada vez maior – “O Césio não vai salvar-te” – Cada vez mais persistente – “O Césio não vai salvar-te”.
Lust aproveitou aquele momento de fraqueza e aproximou-se mais dela. Ela não oferecia resistência. Mas os seus olhos recheados de medo contrariavam as suas acções. – Linda menina. – Puxou-a para si com força, sentindo o pequeno corpo à sua frente tremer sem parar.
- Salvar a Sai… tenho que salvar a Sai… tenho que a salvar. – O peso em cima das suas costas já não existia. Agora tinha certezas do que era: um vampiro. Uma criatura louca em busca do sangue mais puro, mais doce, mais poderoso para satisfazer os instintos e aquela sede que percorria por todo o corpo como se de uma doença tratasse. Não, não era assim. Apenas precisava de Sai. E apenas ela. E agora tinha que a proteger.
Materializou a sua espada. A mesma espada que usara para lutar contra Cross. A sua espada de lâmina branca mas agora manchada de vermelho. Do mesmo vermelho que aparecia nos seus olhos quando os seus instintos carnais eram mais potentes do que o seu coração. Apontou a lâmina afiada para os ombros largos do pai. – Afasta-te da Sai. Não quero desafiar-te mas afasta-te da Sai. – Segurava o cabo com apenas uma mão enquanto que a outra estava fechada e pronta para desferir um golpe.
Lust não virou a cara para enfrentar o filho. Rui-se bem alto e largou um dos pulsos de Sai para segurar no queixo dela. Sai olhou para Césio. – “É mentira. Ele está aqui!” – Voltou a oferecer resistência, inutilmente. Lust era mais forte que ela em termos de força física.
O Deus Supremo aproximou os seus lábios aos da mulher que estava presa mas o sorriso foi reposto por um ar admirado. Quase caiu. Não saiu qualquer tipo de som da sua boca e largou Sai. Esta correu para junto de Césio, abraçando-o inconscientemente mas assustou-se ao reparar nas costas de Lust.
Um fio de sangue percorreu a lâmina da espada que estava nas mãos de quem abraçava. Um golpe apenas e um corte apareceu nas costas de Lust. Um corte profundo desde os ombros até às pernas. Um corte na diagonal, feito por Césio sem arrependimento que furou até a armadura rija.
- Césio… como é que foste capaz? – Apoiou a mão no chão para ganhar forças. A face mostrava uma ponta de dor. – Mas não devias ter feito isso. – O corte fechou-se como se nada tivesse acontecido. Apenas as manchas de sangue na relva e o desenho interrompido da armadura comprovavam que houve um golpe nas suas costas.
- O que se passa aqui? – Perguntava Sai ainda mais assustada.
- Ora, ora… – Lust levantou-se e olhou fixamente para Césio. - … não vos disse que era imortal?
"To be alive is to be loved. That's what my heart whispers to me"

Gostas de anjos? E de vampiros tambem? ----> Nas asas de um anjo

Gostas de anjos? E de vampiros tambem? ----> Nas asas de um anjo
OMG!!!!!!
E acabas assim?? aiaiaiai!
Aquele ser odioso é imortal!!! BAHHAHHHH tou raivosa, extremamente raivosa!:zangado:
*me tenta acalmar-se*
Apos uma sessao de Yoga....
pronto... estou mais calma... e ansiosa pela continuacao....:g1:
Rapido, please!!!!:g11:
E acabas assim?? aiaiaiai!
Aquele ser odioso é imortal!!! BAHHAHHHH tou raivosa, extremamente raivosa!:zangado:
*me tenta acalmar-se*
Apos uma sessao de Yoga....
pronto... estou mais calma... e ansiosa pela continuacao....:g1:
Rapido, please!!!!:g11:
**KitTty** Apenas Um SoNhO - FanFic Capitulo IX - Parte I ja postado a 16/08/2009
Não, não, e não!!!! ele não pode ser imortal!! não pode!!!!! e como é que o burro chapado do Césio já tava a acreditar nele, hem???? como????? mas ainda bem que a Sai tava lá.... continuo a não perceber uma coisa.... como é k o Césio é vampiro? como? como é que houve esta transformação????
ai, quero mais prima!!! Senão o gang vai atrás de ti!!!!! e não é para dar presentes!!!!
ai, quero mais prima!!! Senão o gang vai atrás de ti!!!!! e não é para dar presentes!!!!

Muito obrigada por todos os comentarios. Nao sei o que vos posso dizer. Creio que as vossas perguntas serao todas respondidas com o tempo... xD
E que tal eu agradecer-vos com o resto do capitulo? Parece-vos bem? xD
Ca vai:
Capítulo 11 (parte 5) – Um longo adeus
- Ora, ora… – Lust levantou-se e olhou fixamente para Césio. - … não vos disse que era imortal?
- Imortal? Como é possível? Eu nunca soube… tu nunca… – Quem era Lust afinal? As palavras não saíam por muito que tentasse. Sentia-se bombardeado por perguntas. Todavia, um tornado interior varria sempre as respostas para longe. Muito longe.
- Eu nunca te disse nada. Isto era um segredo. Césio… olha para mim. – Os seus olhos preencheram-se de um preto profundo. Mais negro do que o fim de um abismo. Estavam pintados de ódio, rancor e vingança.
Césio evitou dirigir-lhe o olhar, mas em vão. O seu corpo não lhe obedecia. Era uma ordem. Tinha sido uma ordem de Lust. Não teve outra opção senão levantar a cabeça.
- Olha bem para mim. – A escuridão envolvia-o. Uma escuridão interminável que abraçava-o sem o deixar escapar.
- Ahh… – Uma dor aguda percorria a sua mente. Levou ambas as mãos à cabeça, agarrando os cabelos. A dor aumentava a cada segundo. Outra vez a mesma sede, o mesmo desejo. Césio podia sentir descargas eléctricas em si: pequenas faíscas que tentavam mantê-lo são. Apenas aumentava a dor ao sentir o corpo a rejeitar a necessidade de sangue. Os olhos castanhos avelã já estavam a ser contaminados de vermelho. Um vermelho culpado, impuro e sujo.
- Césio! Por favor não. Aguenta-te Césio! – Sai segurava as mãos dele.
- Sai… eu consigo… consigo… – O aperto na garganta era maior, a falta de ar. – “O teu cheiro, o teu toque, foge Sai! Não vou conseguir controlar-me.” – Vai… vai-te embora… ele… eu não… vai-te embora! – Caiu no chão exausto e sem forças. No meio de gotas de suor, lágrimas misturavam-se.
Lust caminhou para junto do filho em passos largos, com a noite no olhar, sendo apenas parado por Sai que se metera entre ele e Césio.
- Já não tenho tempo para brincar contigo. – Tinha um tom frio, sem algum vestígio de sentimentos. Lançou uma chama azul para Sai. Já não sorria nem possuía aquela olhar irónico. Só se podia sentir o desejo de matar em qualquer parte dele.
Sai voltou a erguer a barreira de energia. No princípio a chama não penetrava, mas acabou por partir aquela protecção como se fosse feita de vidro fino e atingiu no ombro direito. No mesmo local da ferida de antes, fazendo-a embater contra uma árvore. Sentiu-se tonta. Era da dor. Era dos imensos pensamentos que surgiram ali e agora.
Lust ajoelhou-se ao pé do Césio. Passou a mão pelos cabelos castanhos depois pela face dele. As lágrimas eram quentes ao contrário das pontas geladas dos seus dedos. Voltou para onde estava, sem olhar para trás uma única vez que seja. – Não preciso de pessoas como tu Césio. Mais vale não existires. – Abriu a mão e apontou-a para o seu único filho.
Césio estava de braços abertos e estendidos. Olhava para o céu escuro e estrelado. Ainda lhe restava alguma consciência. Sentiu o toque de uma mão. Teria sido um sonho? – Sai?
- Morre. – Uma aura forte rodeou Lust. Os seus cabelos elevaram-se como se algo os estivessem a puxar. Da sua palma voltou a sair uma chama azul. Uma chama em forma de dragão que se transformou numa espada de gelo.
Césio fechou os olhos lentamente como se estivesse a despedir do mundo e de tudo o que lhe rodeava. – Desculpa Sai…
Uma forte brisa corria pelos céus.
*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*
- Sai?
Sei levantou a cabeça ao sentir uma forte picada na meia-lua negra no seu braço direito. Uma picada leve quase como um pequeno choque. Ninguém era capaz de sentir mas era bem real para ele. Todo o seu corpo arrepiou. Até as escamas frias sem vida que o acompanhavam estremeceram.
- O que se passa Sei? – Perguntava Arya ao ver o amigo a olhar fixamente para as estrelas.
- Não sentiste alguma coisa?
- Quando? Agora? Não. O que se passa? – Arya largou as flores já secas que estavam na pequena jarra no quarto de Sai. – Conta-me! – Agarrou o braço direito dele.
Sei retirou-o de imediato. Não era o toque suave e macio de Arya que ele tinha medo. Era da dor que continuava na meia-lua. A dor inexplicável que deixava-o preocupado. Olhou para Arya assustado. – Onde… onde está a Sai?
Arya viu claramente que havia algo de errado. – Não sei. Não a vejo desde esta tarde. Nem ela… nem o Césio.
Sei reparou que uma das estrelas perdera quase todo o brilho. Sem mais demoras, saiu do quarto a correr, com a sua corrente de prata. – “Sai… o que é que aconteceu?”
*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*
Césio abriu os olhos lentamente. Não estava à espera de abri-los. Pelo menos não ali. Já não tinha o vermelho assassino mas sim o bonito e simples castanho avelã. As suas mãos também mexiam. Os seus dedos voltaram a ganhar forças e tentou levantar-se. Não conseguia ouvir mais nada para além da dança das folhas nos vários ramos das várias árvores. Pousou uma das mãos na testa. Estava com uma terrível dor de cabeça. – Sai? – Ouviu algo a cair em cima dos seus joelhos. Era uma gota de sangue. Assustado, olhou em frente. Sai estava de braços abertos e com uma espada de gelo atravessada no peito. – Sai!!!
Sai virou a cabeça para trás para olhar para Césio. Sorria. – Está tudo bem Césio. Ninguém vai fazer-te mal. Ninguém. – Caiu para trás, nos braços de quem amava. – Césio…
- Sai! Como é que isto foi acontecer? Fica comigo por favor! – As lágrimas que pareciam estar secas voltaram a sair. – Sai! – O ódio e a raiva que sentia por Lust era cada vez maior. Crescia a cada segundo. – Porquê? PORQUÊ? – Abraçou-a e olhou para o pai. – O quê?
Lust também chorava. Lágrimas também desciam a sua face. Ambas as suas mãos tremiam. – O que é que eu fiz? – Parecia uma criança indefesa, sem saber o que fazer. Parecia perdido no mundo e sem saber o que estava a passar. Não tinha aqueles olhos negros de pura malvadez. Tinha uns olhos desesperados, receosos que tentavam ao máximo procurar alguma explicação, alguma resposta para o que estava a ver. – Césio… eu…
- CALA-TE!!! Não te vou perdoar! Nunca te vou perdoar! – Falava entre soluços e lágrimas. – Tu não és o meu pai! És um monstro!
- Césio… eu… – Continuava a derramar lágrimas. Até que uma voz apoderou-se dele. Dos seus pensamentos e da sua mente.
“Volta Lust. Deixa-me entrar. Deixa-nos voltar a ser um só. É uma ordem Lust. Obedece Lust!”
Lust caiu de joelhos no chão, agarrado à cabeça.
“Deixa-me Lust. Não vale a pena resistir. Obedece Lust!”
Levantou-se do chão, desviando o cabelo que tapava a sua face com as mãos, revelando mais uma vez os olhos negros. – Vês Césio? É o que acontece às pessoas que não gostam de obedecer. Para a próxima és tu! – Desapareceu sem deixar rasto, sem deixar nada.
Sai tossia e tinha um fraco respirar. – Césio… aquele monte… onde… onde…
- Não fales Sai! Guarda as tuas forças!
- Leva-me para lá… leva-me… por favor.
Césio levou-a nos seus braços. Nos seus braços fortes e protectores que rodeavam o corpo frágil de Sai. Deixavam um rasto de sangue por onde passavam: pequenas gotas que eram derramadas no solo sem nome. Tossia constantemente. Uma tosse quase como uma súplica por mais ar. Mais uns segundos de vida.
Mesmo na escuridão da noite era possível observar a rapidez com que as nuvens se agrupavam. O ar tornara-se frio e cruel e o vento sem piedade. O caminho para o cimo da colina tornara-se num desafio. Não daqueles para receber uma recompensa, mas sim naquelas na corrida contra o tempo. Cada passo era mais doloroso que o outro. Cada passo tirava mais um momento. Cada passo cortava mais um instante. Cada passo matava.
- Estamos quase lá Sai. Aguenta-te por favor.
- Os teus braços são tão… tão… quentes… – Tossiu e era cada vez mais visível a palidez do rosto dela. Estava a ficar tão branca que fazia inveja à própria neve.
- Shh… não fales… não fales… por mim. – Sai pousou novamente a cabeça no peito dele. Podia ouvir os fortes e rápidos batimentos do coração dele.
O cimo da colina estava igual, inalterado. Perdera apenas um pouco da sua magia e alegria. Césio pousou-a encostada ao tronco da mesma árvore onde estiveram juntos. Não quis acreditar quando viu que ambas as suas mãos estavam vermelhas e cobertas de sangue. Sangue da Sai. Mais lágrimas caíam do rosto dele mas nada fazia parar aquela hemorragia.
- Césio… não chores… eu estou bem… – Pousou a mão no coração, mesmo em cima da ferida.
- Oh Sai… tu não podes deixar-me sozinho.
Um pingo de água caiu na testa de ambos. Começara a chover. Rapidamente ficaram ambos molhados. O vestido dela prendia-se ao seu corpo mostrando o quão profundo tinha sido o golpe mas não deixavam de realçar a sua fina e esbelta silhueta, bem desenhada e definida.
- Eu… não vou… não vou… mor…
- Pára Sai! Deixa-me levar-te para casa agora!
- Não… não quero…
A chuva lavara as lágrimas no rosto dele. Mas o sangue não saía. As suas mãos continuavam manchadas de vida e pecado. Era uma marca que insistia em não sair.
- Porquê? Porquê Sai? – Olhou para os olhos inocentes dela que eram cada vez mais vazios. Cada vez com menos luz e esperança. Pela primeira vez, sentiu que podia perdê-la. Para todo o sempre.
- Porquê? Responde-me Sai.
Sai olhava para o céu estrelado por meio de gotas de água que a atacava. Eram tantas estrelas mas estavam tão longe. O cabelo molhado dela parecia mais longo mas o fogo também estava a extinguir-se. Voltou a tossir. A tosse que lhe rasgava a garganta e aumentava a dor. Sim, estava a disfarçar a enorme dor que tinha. Talvez fosse bom se não sofresse mais.
- Porquê Sai? – Segurou a mão dela com força. – É horrível sem ti.
- Tens as mãos… as mãos tão quentes.
O sorriso de Sai era tão honesto. Sorriu o máximo que conseguiu. Sorriu com emoção, com dor, com gratidão.
- Tu salvaste-me Césio.
- Não. Foste tu quem me salvou Sai. Salvaste-me do mal, dos crimes que cometi. Salvaste-me Sai.
A chuva não parava. Aumentava pelo contrário proibindo ver a Lua cheia, redonda e de prata que iluminava o cimo da colina. A mesma água descia o rosto de Césio juntamente com as suas lágrimas que não paravam de fluir. Aproximou-se de Sai. – Se eu não fosse um vampiro… o que posso fazer? Diz-me Sai!
- Nada… – Tirou a mão que estava sobre a ferida e passou-lhe pela face de Césio. – “Por favor… eu só quero mais uns minutos… só para dizer-lhe…” – Deixara um rasto de sangue. – Césio… eu… – Avançou muito lentamente em direcção a ele. – Eu… – Os lábios finos e macios tocaram levemente nos dele e caiu de seguida nos seus ombros.
Césio sentiu uma onda a varrer todas as suas emoções. – Sai? O que ias dizer? Sai? – Notou que os olhos dela estavam fechados. Também não respirava. – Sai? Pára de brincar Sai. Sai! – Agitou-a, mas não acordou. Ela estava deitada nos seus braços. Morta. Passou os dedos pelos seus lábios que há pouco ainda tinham saboreado o doce aroma dela. – Sai… tu não… – Nenhuma chuva, nenhuma tempestade podia levar desespero que Césio sentia. Todo o seu corpo tremia e ainda olhava fixamente para ela com esperanças de acordar. Abraçou-a como nunca abraçou alguém. Mas ela já tinha partido. – SAAAAIIII!!!
Gritou com todas as forças, todo o seu poder, toda a sua tristeza que estava acumulada. Chamou-a vezes sem conta. Uma e mais uma vez. Mas Sai não respondia. Não ouvia. Não mexia. Estava apenas deitada nos braços dele. Nenhuma voz a podia alcançar. A voz dele não a podia trazer de volta. Estava morta.
E que tal eu agradecer-vos com o resto do capitulo? Parece-vos bem? xD
Ca vai:
Capítulo 11 (parte 5) – Um longo adeus
- Ora, ora… – Lust levantou-se e olhou fixamente para Césio. - … não vos disse que era imortal?
- Imortal? Como é possível? Eu nunca soube… tu nunca… – Quem era Lust afinal? As palavras não saíam por muito que tentasse. Sentia-se bombardeado por perguntas. Todavia, um tornado interior varria sempre as respostas para longe. Muito longe.
- Eu nunca te disse nada. Isto era um segredo. Césio… olha para mim. – Os seus olhos preencheram-se de um preto profundo. Mais negro do que o fim de um abismo. Estavam pintados de ódio, rancor e vingança.
Césio evitou dirigir-lhe o olhar, mas em vão. O seu corpo não lhe obedecia. Era uma ordem. Tinha sido uma ordem de Lust. Não teve outra opção senão levantar a cabeça.
- Olha bem para mim. – A escuridão envolvia-o. Uma escuridão interminável que abraçava-o sem o deixar escapar.
- Ahh… – Uma dor aguda percorria a sua mente. Levou ambas as mãos à cabeça, agarrando os cabelos. A dor aumentava a cada segundo. Outra vez a mesma sede, o mesmo desejo. Césio podia sentir descargas eléctricas em si: pequenas faíscas que tentavam mantê-lo são. Apenas aumentava a dor ao sentir o corpo a rejeitar a necessidade de sangue. Os olhos castanhos avelã já estavam a ser contaminados de vermelho. Um vermelho culpado, impuro e sujo.
- Césio! Por favor não. Aguenta-te Césio! – Sai segurava as mãos dele.
- Sai… eu consigo… consigo… – O aperto na garganta era maior, a falta de ar. – “O teu cheiro, o teu toque, foge Sai! Não vou conseguir controlar-me.” – Vai… vai-te embora… ele… eu não… vai-te embora! – Caiu no chão exausto e sem forças. No meio de gotas de suor, lágrimas misturavam-se.
Lust caminhou para junto do filho em passos largos, com a noite no olhar, sendo apenas parado por Sai que se metera entre ele e Césio.
- Já não tenho tempo para brincar contigo. – Tinha um tom frio, sem algum vestígio de sentimentos. Lançou uma chama azul para Sai. Já não sorria nem possuía aquela olhar irónico. Só se podia sentir o desejo de matar em qualquer parte dele.
Sai voltou a erguer a barreira de energia. No princípio a chama não penetrava, mas acabou por partir aquela protecção como se fosse feita de vidro fino e atingiu no ombro direito. No mesmo local da ferida de antes, fazendo-a embater contra uma árvore. Sentiu-se tonta. Era da dor. Era dos imensos pensamentos que surgiram ali e agora.
Lust ajoelhou-se ao pé do Césio. Passou a mão pelos cabelos castanhos depois pela face dele. As lágrimas eram quentes ao contrário das pontas geladas dos seus dedos. Voltou para onde estava, sem olhar para trás uma única vez que seja. – Não preciso de pessoas como tu Césio. Mais vale não existires. – Abriu a mão e apontou-a para o seu único filho.
Césio estava de braços abertos e estendidos. Olhava para o céu escuro e estrelado. Ainda lhe restava alguma consciência. Sentiu o toque de uma mão. Teria sido um sonho? – Sai?
- Morre. – Uma aura forte rodeou Lust. Os seus cabelos elevaram-se como se algo os estivessem a puxar. Da sua palma voltou a sair uma chama azul. Uma chama em forma de dragão que se transformou numa espada de gelo.
Césio fechou os olhos lentamente como se estivesse a despedir do mundo e de tudo o que lhe rodeava. – Desculpa Sai…
Uma forte brisa corria pelos céus.
*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*
- Sai?
Sei levantou a cabeça ao sentir uma forte picada na meia-lua negra no seu braço direito. Uma picada leve quase como um pequeno choque. Ninguém era capaz de sentir mas era bem real para ele. Todo o seu corpo arrepiou. Até as escamas frias sem vida que o acompanhavam estremeceram.
- O que se passa Sei? – Perguntava Arya ao ver o amigo a olhar fixamente para as estrelas.
- Não sentiste alguma coisa?
- Quando? Agora? Não. O que se passa? – Arya largou as flores já secas que estavam na pequena jarra no quarto de Sai. – Conta-me! – Agarrou o braço direito dele.
Sei retirou-o de imediato. Não era o toque suave e macio de Arya que ele tinha medo. Era da dor que continuava na meia-lua. A dor inexplicável que deixava-o preocupado. Olhou para Arya assustado. – Onde… onde está a Sai?
Arya viu claramente que havia algo de errado. – Não sei. Não a vejo desde esta tarde. Nem ela… nem o Césio.
Sei reparou que uma das estrelas perdera quase todo o brilho. Sem mais demoras, saiu do quarto a correr, com a sua corrente de prata. – “Sai… o que é que aconteceu?”
*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*
Césio abriu os olhos lentamente. Não estava à espera de abri-los. Pelo menos não ali. Já não tinha o vermelho assassino mas sim o bonito e simples castanho avelã. As suas mãos também mexiam. Os seus dedos voltaram a ganhar forças e tentou levantar-se. Não conseguia ouvir mais nada para além da dança das folhas nos vários ramos das várias árvores. Pousou uma das mãos na testa. Estava com uma terrível dor de cabeça. – Sai? – Ouviu algo a cair em cima dos seus joelhos. Era uma gota de sangue. Assustado, olhou em frente. Sai estava de braços abertos e com uma espada de gelo atravessada no peito. – Sai!!!
Sai virou a cabeça para trás para olhar para Césio. Sorria. – Está tudo bem Césio. Ninguém vai fazer-te mal. Ninguém. – Caiu para trás, nos braços de quem amava. – Césio…
- Sai! Como é que isto foi acontecer? Fica comigo por favor! – As lágrimas que pareciam estar secas voltaram a sair. – Sai! – O ódio e a raiva que sentia por Lust era cada vez maior. Crescia a cada segundo. – Porquê? PORQUÊ? – Abraçou-a e olhou para o pai. – O quê?
Lust também chorava. Lágrimas também desciam a sua face. Ambas as suas mãos tremiam. – O que é que eu fiz? – Parecia uma criança indefesa, sem saber o que fazer. Parecia perdido no mundo e sem saber o que estava a passar. Não tinha aqueles olhos negros de pura malvadez. Tinha uns olhos desesperados, receosos que tentavam ao máximo procurar alguma explicação, alguma resposta para o que estava a ver. – Césio… eu…
- CALA-TE!!! Não te vou perdoar! Nunca te vou perdoar! – Falava entre soluços e lágrimas. – Tu não és o meu pai! És um monstro!
- Césio… eu… – Continuava a derramar lágrimas. Até que uma voz apoderou-se dele. Dos seus pensamentos e da sua mente.
“Volta Lust. Deixa-me entrar. Deixa-nos voltar a ser um só. É uma ordem Lust. Obedece Lust!”
Lust caiu de joelhos no chão, agarrado à cabeça.
“Deixa-me Lust. Não vale a pena resistir. Obedece Lust!”
Levantou-se do chão, desviando o cabelo que tapava a sua face com as mãos, revelando mais uma vez os olhos negros. – Vês Césio? É o que acontece às pessoas que não gostam de obedecer. Para a próxima és tu! – Desapareceu sem deixar rasto, sem deixar nada.
Sai tossia e tinha um fraco respirar. – Césio… aquele monte… onde… onde…
- Não fales Sai! Guarda as tuas forças!
- Leva-me para lá… leva-me… por favor.
Césio levou-a nos seus braços. Nos seus braços fortes e protectores que rodeavam o corpo frágil de Sai. Deixavam um rasto de sangue por onde passavam: pequenas gotas que eram derramadas no solo sem nome. Tossia constantemente. Uma tosse quase como uma súplica por mais ar. Mais uns segundos de vida.
Mesmo na escuridão da noite era possível observar a rapidez com que as nuvens se agrupavam. O ar tornara-se frio e cruel e o vento sem piedade. O caminho para o cimo da colina tornara-se num desafio. Não daqueles para receber uma recompensa, mas sim naquelas na corrida contra o tempo. Cada passo era mais doloroso que o outro. Cada passo tirava mais um momento. Cada passo cortava mais um instante. Cada passo matava.
- Estamos quase lá Sai. Aguenta-te por favor.
- Os teus braços são tão… tão… quentes… – Tossiu e era cada vez mais visível a palidez do rosto dela. Estava a ficar tão branca que fazia inveja à própria neve.
- Shh… não fales… não fales… por mim. – Sai pousou novamente a cabeça no peito dele. Podia ouvir os fortes e rápidos batimentos do coração dele.
O cimo da colina estava igual, inalterado. Perdera apenas um pouco da sua magia e alegria. Césio pousou-a encostada ao tronco da mesma árvore onde estiveram juntos. Não quis acreditar quando viu que ambas as suas mãos estavam vermelhas e cobertas de sangue. Sangue da Sai. Mais lágrimas caíam do rosto dele mas nada fazia parar aquela hemorragia.
- Césio… não chores… eu estou bem… – Pousou a mão no coração, mesmo em cima da ferida.
- Oh Sai… tu não podes deixar-me sozinho.
Um pingo de água caiu na testa de ambos. Começara a chover. Rapidamente ficaram ambos molhados. O vestido dela prendia-se ao seu corpo mostrando o quão profundo tinha sido o golpe mas não deixavam de realçar a sua fina e esbelta silhueta, bem desenhada e definida.
- Eu… não vou… não vou… mor…
- Pára Sai! Deixa-me levar-te para casa agora!
- Não… não quero…
A chuva lavara as lágrimas no rosto dele. Mas o sangue não saía. As suas mãos continuavam manchadas de vida e pecado. Era uma marca que insistia em não sair.
- Porquê? Porquê Sai? – Olhou para os olhos inocentes dela que eram cada vez mais vazios. Cada vez com menos luz e esperança. Pela primeira vez, sentiu que podia perdê-la. Para todo o sempre.
- Porquê? Responde-me Sai.
Sai olhava para o céu estrelado por meio de gotas de água que a atacava. Eram tantas estrelas mas estavam tão longe. O cabelo molhado dela parecia mais longo mas o fogo também estava a extinguir-se. Voltou a tossir. A tosse que lhe rasgava a garganta e aumentava a dor. Sim, estava a disfarçar a enorme dor que tinha. Talvez fosse bom se não sofresse mais.
- Porquê Sai? – Segurou a mão dela com força. – É horrível sem ti.
- Tens as mãos… as mãos tão quentes.
O sorriso de Sai era tão honesto. Sorriu o máximo que conseguiu. Sorriu com emoção, com dor, com gratidão.
- Tu salvaste-me Césio.
- Não. Foste tu quem me salvou Sai. Salvaste-me do mal, dos crimes que cometi. Salvaste-me Sai.
A chuva não parava. Aumentava pelo contrário proibindo ver a Lua cheia, redonda e de prata que iluminava o cimo da colina. A mesma água descia o rosto de Césio juntamente com as suas lágrimas que não paravam de fluir. Aproximou-se de Sai. – Se eu não fosse um vampiro… o que posso fazer? Diz-me Sai!
- Nada… – Tirou a mão que estava sobre a ferida e passou-lhe pela face de Césio. – “Por favor… eu só quero mais uns minutos… só para dizer-lhe…” – Deixara um rasto de sangue. – Césio… eu… – Avançou muito lentamente em direcção a ele. – Eu… – Os lábios finos e macios tocaram levemente nos dele e caiu de seguida nos seus ombros.
Césio sentiu uma onda a varrer todas as suas emoções. – Sai? O que ias dizer? Sai? – Notou que os olhos dela estavam fechados. Também não respirava. – Sai? Pára de brincar Sai. Sai! – Agitou-a, mas não acordou. Ela estava deitada nos seus braços. Morta. Passou os dedos pelos seus lábios que há pouco ainda tinham saboreado o doce aroma dela. – Sai… tu não… – Nenhuma chuva, nenhuma tempestade podia levar desespero que Césio sentia. Todo o seu corpo tremia e ainda olhava fixamente para ela com esperanças de acordar. Abraçou-a como nunca abraçou alguém. Mas ela já tinha partido. – SAAAAIIII!!!
Gritou com todas as forças, todo o seu poder, toda a sua tristeza que estava acumulada. Chamou-a vezes sem conta. Uma e mais uma vez. Mas Sai não respondia. Não ouvia. Não mexia. Estava apenas deitada nos braços dele. Nenhuma voz a podia alcançar. A voz dele não a podia trazer de volta. Estava morta.
"To be alive is to be loved. That's what my heart whispers to me"

Gostas de anjos? E de vampiros tambem? ----> Nas asas de um anjo

Gostas de anjos? E de vampiros tambem? ----> Nas asas de um anjo
oh!
.o:
tou com um maço de lenços aqui á minha beira... :g1:
pk tou konstipada! lol
mas mesmo assim tenhu muita vontade de xorar
:g11:
koitadinha
tao nova
ai! :g11:
keru mais...
:g11:
~
bjx
.o: tou com um maço de lenços aqui á minha beira... :g1:
pk tou konstipada! lol
mas mesmo assim tenhu muita vontade de xorar
:g11:
koitadinha
tao nova
ai! :g11:
keru mais...
:g11:
~
bjx
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! FIZESTE O QUE NÃO DEVIAS ICY!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! -dá grito de histeria-
tenho a certeza que o césio vai morder a sai para torná-la em vampiro e trazê-la de volta, ele tem de trazê-la de volta ;_;
I WILL NEVER FORGIVE YOU, ICY!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! - cai po lado-
tenho a certeza que o césio vai morder a sai para torná-la em vampiro e trazê-la de volta, ele tem de trazê-la de volta ;_;
I WILL NEVER FORGIVE YOU, ICY!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! - cai po lado-
OMG OMG OMG OMG!
Não se fax! nAo se faz!!!!
:='(: :='(:
Estou aki tao triste! :g11: :g11: :g11:
Eu tenho um coracao tao fraco e vc faz isso? Ai NAOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO :g10:
keremu-la de volta! Vivinha e ao lado do Cesio! PLEASE!!!!!
.o:
.o:
P.s: A ideia do Lust possuido está de mais!
Não se fax! nAo se faz!!!!
:='(: :='(: Estou aki tao triste! :g11: :g11: :g11:
Eu tenho um coracao tao fraco e vc faz isso? Ai NAOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO :g10:
keremu-la de volta! Vivinha e ao lado do Cesio! PLEASE!!!!!
.o:
.o:P.s: A ideia do Lust possuido está de mais!

**KitTty** Apenas Um SoNhO - FanFic Capitulo IX - Parte I ja postado a 16/08/2009
Oh meu deus!
Eu só começei hoje a ler esta fic, e adorei e mesmo linda...
A forma como deste os promenores das paisagens, como descreves as pessoas e as suas emoções, e principalmente como aquele Lust pode ser um crapula do pior :zangado: , mas também tadito agora tive pena dele pelo que eu me apercebi ele esta a ser controlado, mas também é porque quer e afinal no meio disto tudo quem é o fraco é ele e não o Césio...
Adoro a Arya e o Cross..... são tão lindos!!!!
E também acho o Landon uma "coisinha" tão fofinha!!!
.o:
Agora a unica coisa que me deixou mesmo mal, foi o facto de a Sai ter morrido... :='(: mas foi uma morte " tão linda ", morrer pela pessoa que ama... meu deus é mesmo preciso amar muito para se dar a vida por essa pessoa...
Mas agora que eles estavam a ficar bem e até o próprio Césio em relação ao problema ( chamemos - lhe assim ) dele, aquele desgraçado tinha que aparecer!!!...
Continua assim, espero ansiosa pelo próximo capitulo.... que espero que seja para breve....

Eu só começei hoje a ler esta fic, e adorei e mesmo linda...
A forma como deste os promenores das paisagens, como descreves as pessoas e as suas emoções, e principalmente como aquele Lust pode ser um crapula do pior :zangado: , mas também tadito agora tive pena dele pelo que eu me apercebi ele esta a ser controlado, mas também é porque quer e afinal no meio disto tudo quem é o fraco é ele e não o Césio...
Adoro a Arya e o Cross..... são tão lindos!!!!
E também acho o Landon uma "coisinha" tão fofinha!!!
.o: Agora a unica coisa que me deixou mesmo mal, foi o facto de a Sai ter morrido... :='(: mas foi uma morte " tão linda ", morrer pela pessoa que ama... meu deus é mesmo preciso amar muito para se dar a vida por essa pessoa...
Mas agora que eles estavam a ficar bem e até o próprio Césio em relação ao problema ( chamemos - lhe assim ) dele, aquele desgraçado tinha que aparecer!!!...
Continua assim, espero ansiosa pelo próximo capitulo.... que espero que seja para breve....

Muito obrigada pelos comentarios 
E nao me matem, please *de joelhos*
Eu prometo que isto vai melhorar... afinal eu gosto de plots que mudem bastante e com reviravoltas... xD
E voces acham que eu ia deixar uma das minhas personagens favoritas desaparecer assim sem mais nem menos??? xD
Bem... novo capitulo:
Capítulo 12 – O silêncio do dragão
“Tenho medo…”
- Oh Sai… porquê? Porquê?
“Ninguém vai saber”
- Eu só queria proteger-te…
“Vamos dançar Césio”
- Mas porquê? Tu não podias… não podias…
“Só por esta noite…”
- Se eu fosse mais forte, mais corajoso…
“Não posso deixar-te aqui!”
- Se eu não te tivesse arrastado para a luta com o Lust… não sabes o quanto arrependo…
“Tens as mãos tão quentes…”
- Porquê? Por favor…
“Tu salvaste-me Césio…”
- Volta Sai!!! Sai!!! SAI!!!
Césio continuava abraçado a Sai. O forte abraço dele que tentava trazê-la de volta. As lágrimas infinitas caíam na face pálida dela. As lágrimas quentes e a face fria. Ele tremia e chorava cada vez mais, sem parar, sempre agarrado a ela. Não podia acreditar. Recusava acreditar. Recusava acreditar que Sai tinha morrido. Continuava a chamá-la.
E continuava a chamá-la. A chuva já tinha lavado todo o sangue. O sangue dela nas mãos dele. Agora olhava para elas com um vazio. Sentia-se impotente, inútil, incapaz de proteger a pessoa que mais amava. Olhou mais uma vez para Sai. Não cansava de ver aquela miragem perfeita e pura.
Ela era doce e meiga. Era linda e ainda mais bela aos olhos dele. Era fascinante a salada de emoções que provocava nele. Mas deitada nos seus braços, imóvel e sem reagir, era o seu maior pesadelo. As memórias que tinha dela a correr, a dormir, a gritar, a sorrir eram o seu maior tesouro e estavam a ser apagados.
Mas porquê? Seria mesmo aquela criança que Lust dizia? Será que fora um egoísta? Ele não importava de ser um egoísta. Um tirano ou um patife, se Sai pudesse voltar. Mesmo que nunca mais a visse, a tocasse, a ouvisse, se ao menos ela voltasse. Era porque ele era um vampiro? Era por isso que ela tinha que ter esse destino?
Mas qual destino? “O futuro não está escrito” – Assim pensava Césio, o que fazia apenas aumentar a culpa que sentia. Não queria vingança. Só queria uma força para a trazer de volta.
- Mas o que se passa aqui?
Ouviu-se por um instante o som de uma corrente a cair no chão molhado. Césio olhou para trás. Nem sequer reparara que Sei tinha chegado ou ouvido quaisquer passos.
- Sei… – As palavras queriam sair mas foi incapaz de acabar a frase.
A meia-lua tornou-se numa lua completa: metade branca, metade negra como o carvão. Não doía. Não incomodava. Mas significava muito para Sei. E ele sabia a razão dessa lua. – Não pode ser… Sai? – A imagem do Césio a abraçá-la não lhe agradava. Nem um pouco. Todavia, vê-la nos braços dele sem sequer mexer era, sobretudo, assustadora.
Chegou para junto dos dois e não deixou de reparar na poça de sangue e água. Ela tinha os olhos fechados. – Sai… estás a ouvir-me? Sou eu… o teu maninho. O que estás a fazer? – Ela permanecia imóvel e sem responder. Sei baixou-se para segurar na mão dela. Era fria. Parecia um fragmento de uma rocha. Fria e sem vida. – Ainda vais apanhar uma constipação.
Césio virou a cara. As lágrimas estavam ligeiramente a diminuir mas era demasiado doloroso olhar para Sei. Ele era demasiado parecido com Sai. Os mesmos olhos, a mesma aura, as mesma linhas que definiam o nariz. Os fios de cabelo, mesmo sendo de cor azul, eram finos e pareciam fios de seda como os de Sai. Tudo lembrava dela.
- Vá lá Sai… pára de brincar.
Quando Sei pegou na irmã ao colo, Césio sentiu uma parte de si a ser arrancada.
- Anda lá Sai! Não me digas que estás assim tão cansada! – Sabia que se pegasse nela ao colo normalmente levaria alguns gritos. Mas ela não reagia. – Não me digas Sai… tu não podes… – Reparou na enorme ferida que tinha no peito e, segundos depois, começou a chorar. Também recusava acreditar que a irmã estava morta.
Pousou-a no chão ensopado. Ela também não podia estar mais molhada. Passou uma mão pela face sem emoções e pronto para gritar o nome dela quando viu duas pequenas marcas no pescoço dela. Mesmo onde tinham estado as ligaduras. Ela mentira-lhe. Sei não tinha dúvidas: aquilo eram marcas de uma dentada. De um vampiro.
A tristeza que sentia foi esquecida assim que deitou o olhar naquilo. O sangue do seu corpo corria muito mais rapidamente e fervia. Só se lembrou de uma pessoa: Césio. Sim, Césio. Também estava desaparecido na mesma altura que Sai. Aquela poça encarnada também o rodeava. Só podia ser ele. Só podia. Não tinha dúvidas.
Aproximou-se de Césio, com mais raiva do que compaixão. Levantou-o por um braço e segurou-o pela camisa tocada e manchada de vida. – O que é que TU fizeste à minha irmã?
Césio tentou libertar-se dele mas em vão. Nunca tinha visto escamas no braço dele. Ou nunca se dignou de olhar. Mas era algo muito estranho. Não eram escamas pequenas como as de qualquer peixe, que o vento podia levar com um simples sopro. Eram escamas largas mais parecidas com lâminas a tentar penetrar na sua pele. – Acalma-te Sei.
- Calma? Como é que queres que eu tenha calma? Achas que posso fechar os olhos e fingir que nada se passou aqui? O que é que TU fizeste à minha irmã? – Ambos derramavam lágrimas mas olhavam-se com a mesma intensidade.
- Pára Sei. Estás a perceber mal. Tudo mal.
- E aquelas marcas no pescoço dela? Quem é que fez aquilo?
- Sei… aquelas são… – Sentiu a garganta apertar e os nervos a possuir-lhe.
- Eu sei muito bem que marcas são aquelas. Foi um vampiro, não foi? – Mas Césio não respondia. – Fala!!! – Agarrou-se à camisa com mais força. – Diz alguma coisa!!!
- Fui eu. Fui eu quem mordi. – Desviou o olhar. Confessara um dos seus crimes. Talvez o mais perigoso e o mais culpado. Arrependia-se muito de a ter feito mal.
Estava tão imerso nos seus pensamentos até sentir um forte punho a aterrar na sua face. Caiu no chão e levou a mão à cara. Tinha rasgado o lábio e a água da chuva fazia arder. Mas tinha merecido aquele golpe. Talvez era uma forma de redimir os seus pecados e pedir perdão.
- Maldito! Ainda tens a lata para dizer isso! – Lançou-se para cima de Césio, com ambas as mãos a apertar o pescoço dele. – Quantas vezes? – E apertava cada vez mais. Diz-me quantas vezes!!! DIZ-ME!!!
- Não… não… não sei… – Estava a ser muito difícil pronunciar uma frase.
- Eu… eu vou-te matar! – As mãos que estavam em cima de Césio tinham muito mais força do que ele alguma vez imaginara e privavam-lhe do precioso ar. Abria a boca como se fosse uma reacção natural. Contorcia para ver se libertava de Sei mas ele não mexeu um dedo. – Tu não imaginas como já sofri. – As lágrimas de Césio caíram para as mãos nuas dele. – Tu nem imaginas como a Sai já sofreu nas mãos de vampiros.
“- Sai, onde é que vais?
- Quero ir apanhar flores para aquele bosque
- Não ouviste a Ariadna dizer que era perigoso? Tu não devias ir.
- És tão chato Sei! Tu só queres impressioná-la.
- Sai!!!”
Césio sentiu-se mais leve. O peso em cima de si desaparecera. Sei estava sentado ao lado dele. – Os teus olhos… os teus olhos são iguais aos da Sai…
Césio continuava deitado, a tossir, ainda meio tonto mas indignado com a comparação.
- Os teus olhos… têm a mesma vontade de viver de quando… de quando ela…
“- Sai! Volta aqui! Não entres aí!
Começou a correr atrás da irmã e a persegui-la. Estava inseguro e uma estranha sensação dizia-lhe que algo não estava bem. Ou que algo mal e estranho estava para acontecer. Sai não fazia ideia, nem suspeitava do que iria ver à sua frente, uns metros depois.
Depois de passar por várias árvores e arbustos, sentiu apenas um arrepio. Devia ser do frio. Afinal estavam em pleno Inverno e este era frio, cruel e sem piedade. Estava tão contente que ia apanhar flores. Flores. Flores de qualquer cor, tamanho ou cheiro. Eram simples flores que ela gostava imenso. Uma dádiva da Natureza, que por onde fosse, havia sempre uma para tornar a paisagem mais alegre.
Ouviu um gemido. Não de alguém. Não de algum anjo. Era de um animal. Havia um rasto vermelho no chão. Ao princípio estava curiosa, mas a curiosidade evoluiu para um receio. Um medo de descobrir o que era.
- Sai! És mesmo teimosa! Eu disse para tu não ires nessa direcção! Pelo menos esperavas por mim!
- Sei…
- O que se passa Sai? Estás pálida. – Olhou em direcção por onde a irmã também fixara o olhar. O seu pressentimento estava certo: algo de errado estava a passar. Seguiram ambos aquele rasto. Ambos desejavam que fosse apenas uma brincadeira.
Caminhavam em passos lentos apesar de sentirem o tempo a correr e a curiosidade a aumentar. Estava um pequeno veado deitado no chão verde, em cima do manto de ervas que crescera pouco. Sei passou uma mão pelo animal ferido. Não estava morto, mas estava a perder muito sangue. – Sai, ele ainda está vivo. Ainda sinto alguns batimentos. – virou-se com um sorriso na cara, contente que o seu pressentimento não passara de preocupação a mais. – Sai?
- Sai… que lindo nome. Aposto que vou deliciar-me com ela.
- O quê? Olhou para trás. Sai não estava ao pé dele. Estava a ser segurada por ambos os braços e com uma mão a tapar-lhe a boca, tocando nos seus finos lábios, impossibilitando-a de gritar.
- Não deveriam ter perturbado a nossa refeição mas ainda bem que o fizeram. – Era outra voz.
- Finalmente vou ter o prazer de voltar a saborear vida. – Era outra voz novamente, diferente das anteriores. Os olhos vermelhos penetrantes e os longos caninos revelavam-no como um vampiro. E não era o único que estava presente.”
Césio ouvia atentamente, sem perder uma única palavra. Era o passado de Sai. A outra vida de Sai. Ela nunca lhe dissera nada.
- Ela olhou-me com os mesmo olhos… eu não consegui protegê-la… nem agora… porque é que tu… tu… por… – “Não consigo falar.” – Sei tentava mas conseguia falar. A sua boca articulava palavras em sintonia com a sua língua mas nenhum som saía. A sua voz. Para onde teria fugido a sua voz? E mais lágrimas desciam a sua face em conjunto com as gotas transparentes de água. A sua voz. Para onde fora a sua voz?

E nao me matem, please *de joelhos*
Eu prometo que isto vai melhorar... afinal eu gosto de plots que mudem bastante e com reviravoltas... xD
E voces acham que eu ia deixar uma das minhas personagens favoritas desaparecer assim sem mais nem menos??? xD
Bem... novo capitulo:
Capítulo 12 – O silêncio do dragão
“Tenho medo…”
- Oh Sai… porquê? Porquê?
“Ninguém vai saber”
- Eu só queria proteger-te…
“Vamos dançar Césio”
- Mas porquê? Tu não podias… não podias…
“Só por esta noite…”
- Se eu fosse mais forte, mais corajoso…
“Não posso deixar-te aqui!”
- Se eu não te tivesse arrastado para a luta com o Lust… não sabes o quanto arrependo…
“Tens as mãos tão quentes…”
- Porquê? Por favor…
“Tu salvaste-me Césio…”
- Volta Sai!!! Sai!!! SAI!!!
Césio continuava abraçado a Sai. O forte abraço dele que tentava trazê-la de volta. As lágrimas infinitas caíam na face pálida dela. As lágrimas quentes e a face fria. Ele tremia e chorava cada vez mais, sem parar, sempre agarrado a ela. Não podia acreditar. Recusava acreditar. Recusava acreditar que Sai tinha morrido. Continuava a chamá-la.
E continuava a chamá-la. A chuva já tinha lavado todo o sangue. O sangue dela nas mãos dele. Agora olhava para elas com um vazio. Sentia-se impotente, inútil, incapaz de proteger a pessoa que mais amava. Olhou mais uma vez para Sai. Não cansava de ver aquela miragem perfeita e pura.
Ela era doce e meiga. Era linda e ainda mais bela aos olhos dele. Era fascinante a salada de emoções que provocava nele. Mas deitada nos seus braços, imóvel e sem reagir, era o seu maior pesadelo. As memórias que tinha dela a correr, a dormir, a gritar, a sorrir eram o seu maior tesouro e estavam a ser apagados.
Mas porquê? Seria mesmo aquela criança que Lust dizia? Será que fora um egoísta? Ele não importava de ser um egoísta. Um tirano ou um patife, se Sai pudesse voltar. Mesmo que nunca mais a visse, a tocasse, a ouvisse, se ao menos ela voltasse. Era porque ele era um vampiro? Era por isso que ela tinha que ter esse destino?
Mas qual destino? “O futuro não está escrito” – Assim pensava Césio, o que fazia apenas aumentar a culpa que sentia. Não queria vingança. Só queria uma força para a trazer de volta.
- Mas o que se passa aqui?
Ouviu-se por um instante o som de uma corrente a cair no chão molhado. Césio olhou para trás. Nem sequer reparara que Sei tinha chegado ou ouvido quaisquer passos.
- Sei… – As palavras queriam sair mas foi incapaz de acabar a frase.
A meia-lua tornou-se numa lua completa: metade branca, metade negra como o carvão. Não doía. Não incomodava. Mas significava muito para Sei. E ele sabia a razão dessa lua. – Não pode ser… Sai? – A imagem do Césio a abraçá-la não lhe agradava. Nem um pouco. Todavia, vê-la nos braços dele sem sequer mexer era, sobretudo, assustadora.
Chegou para junto dos dois e não deixou de reparar na poça de sangue e água. Ela tinha os olhos fechados. – Sai… estás a ouvir-me? Sou eu… o teu maninho. O que estás a fazer? – Ela permanecia imóvel e sem responder. Sei baixou-se para segurar na mão dela. Era fria. Parecia um fragmento de uma rocha. Fria e sem vida. – Ainda vais apanhar uma constipação.
Césio virou a cara. As lágrimas estavam ligeiramente a diminuir mas era demasiado doloroso olhar para Sei. Ele era demasiado parecido com Sai. Os mesmos olhos, a mesma aura, as mesma linhas que definiam o nariz. Os fios de cabelo, mesmo sendo de cor azul, eram finos e pareciam fios de seda como os de Sai. Tudo lembrava dela.
- Vá lá Sai… pára de brincar.
Quando Sei pegou na irmã ao colo, Césio sentiu uma parte de si a ser arrancada.
- Anda lá Sai! Não me digas que estás assim tão cansada! – Sabia que se pegasse nela ao colo normalmente levaria alguns gritos. Mas ela não reagia. – Não me digas Sai… tu não podes… – Reparou na enorme ferida que tinha no peito e, segundos depois, começou a chorar. Também recusava acreditar que a irmã estava morta.
Pousou-a no chão ensopado. Ela também não podia estar mais molhada. Passou uma mão pela face sem emoções e pronto para gritar o nome dela quando viu duas pequenas marcas no pescoço dela. Mesmo onde tinham estado as ligaduras. Ela mentira-lhe. Sei não tinha dúvidas: aquilo eram marcas de uma dentada. De um vampiro.
A tristeza que sentia foi esquecida assim que deitou o olhar naquilo. O sangue do seu corpo corria muito mais rapidamente e fervia. Só se lembrou de uma pessoa: Césio. Sim, Césio. Também estava desaparecido na mesma altura que Sai. Aquela poça encarnada também o rodeava. Só podia ser ele. Só podia. Não tinha dúvidas.
Aproximou-se de Césio, com mais raiva do que compaixão. Levantou-o por um braço e segurou-o pela camisa tocada e manchada de vida. – O que é que TU fizeste à minha irmã?
Césio tentou libertar-se dele mas em vão. Nunca tinha visto escamas no braço dele. Ou nunca se dignou de olhar. Mas era algo muito estranho. Não eram escamas pequenas como as de qualquer peixe, que o vento podia levar com um simples sopro. Eram escamas largas mais parecidas com lâminas a tentar penetrar na sua pele. – Acalma-te Sei.
- Calma? Como é que queres que eu tenha calma? Achas que posso fechar os olhos e fingir que nada se passou aqui? O que é que TU fizeste à minha irmã? – Ambos derramavam lágrimas mas olhavam-se com a mesma intensidade.
- Pára Sei. Estás a perceber mal. Tudo mal.
- E aquelas marcas no pescoço dela? Quem é que fez aquilo?
- Sei… aquelas são… – Sentiu a garganta apertar e os nervos a possuir-lhe.
- Eu sei muito bem que marcas são aquelas. Foi um vampiro, não foi? – Mas Césio não respondia. – Fala!!! – Agarrou-se à camisa com mais força. – Diz alguma coisa!!!
- Fui eu. Fui eu quem mordi. – Desviou o olhar. Confessara um dos seus crimes. Talvez o mais perigoso e o mais culpado. Arrependia-se muito de a ter feito mal.
Estava tão imerso nos seus pensamentos até sentir um forte punho a aterrar na sua face. Caiu no chão e levou a mão à cara. Tinha rasgado o lábio e a água da chuva fazia arder. Mas tinha merecido aquele golpe. Talvez era uma forma de redimir os seus pecados e pedir perdão.
- Maldito! Ainda tens a lata para dizer isso! – Lançou-se para cima de Césio, com ambas as mãos a apertar o pescoço dele. – Quantas vezes? – E apertava cada vez mais. Diz-me quantas vezes!!! DIZ-ME!!!
- Não… não… não sei… – Estava a ser muito difícil pronunciar uma frase.
- Eu… eu vou-te matar! – As mãos que estavam em cima de Césio tinham muito mais força do que ele alguma vez imaginara e privavam-lhe do precioso ar. Abria a boca como se fosse uma reacção natural. Contorcia para ver se libertava de Sei mas ele não mexeu um dedo. – Tu não imaginas como já sofri. – As lágrimas de Césio caíram para as mãos nuas dele. – Tu nem imaginas como a Sai já sofreu nas mãos de vampiros.
“- Sai, onde é que vais?
- Quero ir apanhar flores para aquele bosque
- Não ouviste a Ariadna dizer que era perigoso? Tu não devias ir.
- És tão chato Sei! Tu só queres impressioná-la.
- Sai!!!”
Césio sentiu-se mais leve. O peso em cima de si desaparecera. Sei estava sentado ao lado dele. – Os teus olhos… os teus olhos são iguais aos da Sai…
Césio continuava deitado, a tossir, ainda meio tonto mas indignado com a comparação.
- Os teus olhos… têm a mesma vontade de viver de quando… de quando ela…
“- Sai! Volta aqui! Não entres aí!
Começou a correr atrás da irmã e a persegui-la. Estava inseguro e uma estranha sensação dizia-lhe que algo não estava bem. Ou que algo mal e estranho estava para acontecer. Sai não fazia ideia, nem suspeitava do que iria ver à sua frente, uns metros depois.
Depois de passar por várias árvores e arbustos, sentiu apenas um arrepio. Devia ser do frio. Afinal estavam em pleno Inverno e este era frio, cruel e sem piedade. Estava tão contente que ia apanhar flores. Flores. Flores de qualquer cor, tamanho ou cheiro. Eram simples flores que ela gostava imenso. Uma dádiva da Natureza, que por onde fosse, havia sempre uma para tornar a paisagem mais alegre.
Ouviu um gemido. Não de alguém. Não de algum anjo. Era de um animal. Havia um rasto vermelho no chão. Ao princípio estava curiosa, mas a curiosidade evoluiu para um receio. Um medo de descobrir o que era.
- Sai! És mesmo teimosa! Eu disse para tu não ires nessa direcção! Pelo menos esperavas por mim!
- Sei…
- O que se passa Sai? Estás pálida. – Olhou em direcção por onde a irmã também fixara o olhar. O seu pressentimento estava certo: algo de errado estava a passar. Seguiram ambos aquele rasto. Ambos desejavam que fosse apenas uma brincadeira.
Caminhavam em passos lentos apesar de sentirem o tempo a correr e a curiosidade a aumentar. Estava um pequeno veado deitado no chão verde, em cima do manto de ervas que crescera pouco. Sei passou uma mão pelo animal ferido. Não estava morto, mas estava a perder muito sangue. – Sai, ele ainda está vivo. Ainda sinto alguns batimentos. – virou-se com um sorriso na cara, contente que o seu pressentimento não passara de preocupação a mais. – Sai?
- Sai… que lindo nome. Aposto que vou deliciar-me com ela.
- O quê? Olhou para trás. Sai não estava ao pé dele. Estava a ser segurada por ambos os braços e com uma mão a tapar-lhe a boca, tocando nos seus finos lábios, impossibilitando-a de gritar.
- Não deveriam ter perturbado a nossa refeição mas ainda bem que o fizeram. – Era outra voz.
- Finalmente vou ter o prazer de voltar a saborear vida. – Era outra voz novamente, diferente das anteriores. Os olhos vermelhos penetrantes e os longos caninos revelavam-no como um vampiro. E não era o único que estava presente.”
Césio ouvia atentamente, sem perder uma única palavra. Era o passado de Sai. A outra vida de Sai. Ela nunca lhe dissera nada.
- Ela olhou-me com os mesmo olhos… eu não consegui protegê-la… nem agora… porque é que tu… tu… por… – “Não consigo falar.” – Sei tentava mas conseguia falar. A sua boca articulava palavras em sintonia com a sua língua mas nenhum som saía. A sua voz. Para onde teria fugido a sua voz? E mais lágrimas desciam a sua face em conjunto com as gotas transparentes de água. A sua voz. Para onde fora a sua voz?
"To be alive is to be loved. That's what my heart whispers to me"

Gostas de anjos? E de vampiros tambem? ----> Nas asas de um anjo

Gostas de anjos? E de vampiros tambem? ----> Nas asas de um anjo
Aiiiiiiiiiiiii
E o resto??? HUm HUm? quero saber o que acontece a seguir... lol, eu e td a gente mas pronto.... va posta mais por favor... por favor!:g1:
E o resto??? HUm HUm? quero saber o que acontece a seguir... lol, eu e td a gente mas pronto.... va posta mais por favor... por favor!:g1:
**KitTty** Apenas Um SoNhO - FanFic Capitulo IX - Parte I ja postado a 16/08/2009
Tens de entrar para responderes neste tópico.

Reportar comentário
Escolhe o motivo da denúncia e acrescenta mais contexto se necessário.