Nas asas de um anjo
De nada 
Quem quiser bolo e so pedir... xD
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Bem aqui vai nova parte do novo capitulo... xD
Capítulo 10 (parte 1)– Confissões
Estava uma noite silenciosa. Ouviam-se pequenos sons de grilos e havia vários pirilampos a pairar no ar. Não havia muito vento, apenas uma leve brisa que agitava suavemente as folhas das árvores e batia contra a janela do quarto de Sai.
Sai estava sentada no chão, em cima de um tapete amarelo e o bastão dela estava ao seu lado. Os seus cabelos encarnados estavam sobre os seus ombros. Estava com os olhos fixos em Césio.
Césio dormia profundamente na cama dela. A pancada que Cross lhe deu foi forte o suficiente para deixá-lo naquele estado. Sai reparou que as asas dele eram diferentes, ou estavam a mudar. Estavam numa tonalidade mais escuras e perdera o seu brilho.
Claro que não podiam ser iguais às da Arya. Mas as dele eram diferentes. Não se assemelhavam às de um anjo. Chegou ao pé dele e atreveu-se a tocar nas asas dele. Como suspeitava, não tinham a mesma aura de um anjo, mas sim o instinto de sobrevivência de um vampiro. Virou-lhe as costas e preparava-se para sair dali quando Césio segurou-a pelo pulso.
- Quem és? Onde estou? – Césio tinha o outro braço sobre os seus olhos cor de avelã. Certamente sabia que não estava em casa.
- Estás… num local seguro. Agora descansa e amanhã falaremos. – Sai corou um pouco ao sentir o calor que a mão dele irradiava.
Césio olhou para Sai. Os cabelos ruivos dela eram bem bonitos. – Como é que fui parar aqui? Eu estava a lutar contra o Cross. Eu tenho que voltar, tenho que voltar.
- Calma. Fui eu que decidi levar-te comigo. Estavas inconsciente no chão, por isso aproveita para descansar. – Sai virou-se para ele. – E larga o meu pulso. – Ele tinha um ar tão indefeso e atraente.
Césio ignorou-a e continuou agarrado ao pulso dela. Mas estava agora fixo nos olhos dela. Tinham tanta vida e eram tão inocentes. A imagem de Arya não estava presente naquele momento. Ele estava a captar toda a essência de Sai. – Porque é que fizeste isso? Podias ter-me deixado onde estava, a morrer…
Sai levantou a mão e deu-lhe um enorme estalo na cara. – Mas não o fiz. Respirar sem saber porquê é um desperdício de vida. Não voltes a repetir a palavra “morrer” à minha frente!
Césio levou a mão à cara. Estava quente e vermelha. Ainda sentia a mão dela a bater-lhe com força. – Desculpa… mas porque é que estás a cuidar de mim? Tu não me conheces.
- Pelos vistos não sou assim tão fria como muitos pensam. – Pensou em ir-se embora, mas talvez não era má ideia continuar ali.
Césio riu-se com as palavras dela. Passou a mão livre na cara. – Fria, huh? Pareces mais quente.
Sai corou bastante com aquela afirmação. É verdade que uma onda de calor estava a apoderar-se dela. Ainda bem que ele estava meio acordado senão estaria a sentir o nervosismo dela a aumentar.
- O que é que eu fiz? Dói-me a cabeça de tentar relembrar.
- Eu não sei. Eu não estava lá. Amanhã falas com a Arya. Agora descansa. Eu também preciso de repouso. – Tentou desta vez libertar-se dele mas foi inútil.
Césio ficou incomodado ao ouvir o nome de Arya mas eram sentimentos de remorso. A imagem de Sai é que estava agora na mente dele. A rapariga que lhe tinha batido. – E tu ainda não respondeste à minha pergunta.
- Que pergunta? – Sai começou a tremer e estava curiosa em relação à pergunta.
- Ainda não me disseste quem eras. Não me apetece chamar-te “mulher” ou simplesmente “tu”. Deves ter um nome.
- Sai. Podes tratar-me por Sai. E já está a ficar tarde. Hoje é noite de Lua Nova. – Deu um passo em direcção da porta mas Césio puxou-a de volta.
- Não vás Sai! Fica aqui comigo. Eu prometo não fazer mal. – Césio lembrou-se que esteve envolvido numa luta com Cross, a disputar Arya. Amava realmente Arya? O seu coração já não palpitava como antigamente só por ouvir o nome dela.
- Não posso. Tenho… tenho… – Pensou na primeira desculpa que lhe surgiu. – Tenho que confirmar se os guardas estão a… a cumprir os seus postos. – O seu corpo tremia mais e sentia um aperto no estômago. Tinha a sensação que as suas bochechas estavam da mesma cor que o seu cabelo.
- Por favor. Só um pouco. Eu não gosto muito do escuro. – Os lençóis tapavam-lhe as pernas menos o peito e a cabeça. Não estava frio mas puxou o lençol um pouco mais acima.
Sai queria dizer não ao seu pedido. Uma parte de si queria recusar, sair dali o mais rápido possível e deixá-lo na miséria do estado dele. Outra parte queria sair dali depois de ele adormecer. Mas uma outra parte queria ficar ali até ao amanhecer. Até ele adormecer e ela também, junto a ele. – É só até adormeceres. Até porque tenho que encontrar outro quarto livre.
Césio finalmente apercebeu-se que estava deitado na cama dela. Aquela essência leve a lavanda na almofada e a brancura dos lençóis eram dela. – Desculpa, eu já saio daqui. – Sentou-se e preparava-se para sair. A sua mão continuava a segurar o pulso dela.
- Não sejas palerma! Estás ferido e é melhor repousares. Amanhã podes ir para onde quiseres. Hoje não. – Césio soltou o pulso dela. Sai endireitou a almofada e aconchegou-lhe os lençóis.
- Senta aqui comigo. A tua cama é grande e fofa. Eu só quero conversar um pouco antes de adormecer. – Encostou-se mais para o lado e fez sinal que ela podia sentar-se ali.
Sai ainda estava indecisa. Ficar ou não ficar? Optou por sentar-se na berma da cama. A sua perna tocava na dele.
- Não quero lembrar destas últimas semanas. Tenho medo. Pela primeira vez tenho medo de conhecer outro eu. – Césio olhou para fora da janela. Era mesmo impossível de ver a Lua.
A pequena franja dele sobre os olhos, a melancolia no rosto dele, o fino perfil dele, eram a principal ocupação de Sai. – Então não penses nisso agora. Preocupa-te com o teu presente. O passado já era.
Césio virou a cabeça para focar o olhar nela. – Não gostas de falar do passado? Um passado com mortes, sofrimento, separação, era o que ela tinha estado a evitar lembrar. – Não. É doloroso. É uma dor persistente que fica. Ver as pessoas que te são mais queridas morrer à tua frente e não poderes fazer nada para evitar porque sabes que serás a próxima a morrer… é… é… - Sai não acabou a frase.
Ele pousou suavemente a sua mão na dela. Mostrou-lhe um sorriso quase sem forças devido ao cansaço. – Desculpa. Devia ter pensado antes de falar. Não há nada mais angustiante que ver uma mulher triste. Perdoai-me.
Sai riu-se. Aliás, deu umas valentes gargalhadas. Levantou o rosto para perceber que o sorriso dele mudou. – Acho que era melhor dormires. Senão daqui a pouco não estás com sono.
- Mas eu não estou com sono! Deixa-me só falar contigo acerca de mais um assunto. Prometo que não te chateio mais. Eu queria falar da Arya. – O sentimento de culpa não escapava e aumentava.
- Da Arya? – Sai não sabia o relacionamento que ele tinha com a amiga.
- Eu amava-a. E fui capaz de a atacar. O meu pai dizia sempre…
- Então ele estava errado. Nenhum pai incentiva a violência. E não foste nada simpático em magoar uma pessoa que gostavas. O que te tinha passado na cabeça? – Ela tinha um ar um pouco ríspido.
- Não sei. Não sei mesmo. Mas é tarde demais. O que posso fazer? – Césio parecia uma criança. Uma criança com falta de afecto e vulnerável.
- Nada. Por agora nada. Agora dorme. – Sai levantou-se. O bastão voou para as suas mãos, mas antes sentiu-o a puxar a ponta do seu vestido.
- Obrigada. – Depois largou e voltou a entrar nos lençóis.
Sai riu-se para si. Saiu do quarto logo de seguida e correu para a casa de banho, Lavou a cara com água e olhou para o espelho antes de a secar. As gotas desciam até ao pescoço. Deu por si a pensar em Césio. – O que se passa contigo Sai?
*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_
Cross estava num prado todo verde. Estava deitado debaixo de um carvalho que lhe proporcionava uma sombra na forma de um cogumelo. Estava tudo tão calmo e estava isolado de todos. Olhou à sua volta e continuava a não ver pessoas. Correu todo aquele sítio e não havia sinais de quem quer que seja.
“Inútil. És um grande estorvo. Porque é que estás vivo?”
Aquela voz era-lhe familiar. Era Arya. Era a voz doce e simpática da Arya.
“Eu não quero saber de ti. Não és-me nada. Não vales nada.”
Uma imagem de Arya apareceu à frente dos olhos dele. Acenava-lhe em sinal de adeus.
“Adeus Cross. Não preciso de ti.”
Cross não queria acreditar. – Volta Arya! Não me deixes aqui sozinho! Arya! Eu amo-te! Volta Arya! ARYA!!! – Cross abriu os olhos. Tinha estado a sonhar.
Arya estava perto dele. Estava ajoelhada com as mãos e a cabeça em cima da cama, a dormir. As duas mãos estavam agarradas às dele e ainda se notavam o rasto das lágrimas. Ficou aliviado por ver que ela não se tinha ido embora e que tinha sido apenas um pesadelo. Tinham tido um dia esgotante. Passou a sua mão pelo cabelo dela que pareciam ser fios de lã. Ela era tão bela, mesmo a dormir. Não transmitia tristeza nem melancolia. Era apenas uma rapariga a dormir profundamente. Cross tentou levantar-se mas as enormes feridas não lhe deixavam. Soltou um pequeno grito que fez Arya acordar.
- Cross!!! O que é que estás a fazer?! Ainda não estás totalmente recuperado! – Arya esfregava os olhos e levantou-se imediatamente.
Cross sentou-se na cama. – Parece que levei com um martelo gigante. Mas estás bem? Aconteceu-te alguma coisa? Estás mesmo bem? Ai! – Cross pôs a mão na cabeça.
- Pára de mexer. O teu braço já está bom, mas o resto do teu corpo ainda continua na mesma. Deixa-me tratar disso. – Ao lado da cama estava uma mesa com ligaduras e panos molhados. Arya limpou-lhe o sangue que tinha na testa e pôs-lhe umas ligaduras.
- As tuas mãos são como algodão, dignas de um anjo como tu. As minhas estão manchadas. – E olhou para elas.
Arya corou um pouco e beijou os dedos do amado. – São bonitas. Foram estas mãos que me protegeram. São estas as mãos que me faz sentir segura. – Arya olhou para Cross. O olhar dele era penetrante.
Cross agarrou-a pelos ombros e puxou-a para si. Beijou-a e sentiu-a a retribuir o beijo. Ela era tudo para ele. Sentiu uma lágrima no seu rosto. Olhou para ela. Arya estava a chorar.
- Tive tanto medo… tanto medo que tu… – Cross não a deixou acabar e beijou-a novamente. Arya desfaleceu nos braços dele.
- Eu prometi que voltaríamos juntos. E cumpri a minha promessa. Eu tinha que voltar. Não confio em ti. – Limpou-lhe as lágrimas e sorria para ela.
- Tonto. – Arya também riu-se. – Eu não vou trocar-te por nada deste mundo.
Cross lembrou-se subitamente do sonho. – Diz-me que me queres. – Pôs os braços à volta da cintura dela e puxou-a para si.
- Eu quero-te Cross. – Ele beijou-a de novo.
- Diz-me que me desejas.
- Eu desejo-te Cross. – Ele acariciou a face dela.
- Diz-me que me amas.
- Eu amo-te Cross. Agora e sempre. – Desta vez foi ela quem beijou-o.
Uma dor aguda atacou-o naquele momento e parou o beijo. O corte na sua asa parecia que tinha decidido fazer-se notar naquela altura. Arya foi buscar mais algumas ligaduras e tratou-lhe da ferida. – Desculpa Cross. Os meus poderes não são fortes o suficiente para curar-te totalmente. Sinto-me impotente.
- Não digas isso. São apenas cortes. Eu só quero que estejas bem. Eu sobrevivo. – E abraçou-a. – Naquele momento ver-te com o Lust, doeu. Doeu muito aqui. – E apontou para o coração. – Mas ele nunca mais vai tocar em ti. Eu não vou deixar. Nunca mais. A minha vida pertence-te. Eu vivo para ti. E para tu apenas.
- Cross… – Mas ele beijou-a antes de ela terminar a frase. Estava tão perdida no sabor dos lábios dele que esqueceu o que ia dizer.
- Fica aqui comigo. Hoje. Só hoje. – Cross brincava com os cabelos dela enquanto aguardava uma resposta.
- Eu fico. Sempre que quiseres. – Pousou a cabeça no colo dele. As mãos grandes dele acariciava a sua cara, o seu pescoço, os seus braços.
- Hoje é Lua Nova. Sabes o que é que as pessoas fazem nas noites de Lua Nova?
- O quê? Conta-me Cross. – O colo dele era tão bom e reconfortante. Arya estava a ficar com sono.
- Os casais saem à noite para a Nascente Eterna para pedir que fiquem juntos para sempre. As raparigas acendem uma vela e atiram a flor mais bonita que encontram para o rio. Os rapazes… – Olhou para Arya. Ela tinha adormecido. – Dorme meu anjo. És tão bela. Nunca mais te deixo ir. Já não sei viver… sem ti. – Levantou Arya e deitou-a sobre a cama e a sua cabeça na almofada.
Cross deitou-se ao lado dela. A sua face estava tão próxima à dela que ele podia sentir a respiração dela. – Amo-te Arya.
- Eu também te amo Cross.

Quem quiser bolo e so pedir... xD
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Capítulo 10 (parte 1)– Confissões
Estava uma noite silenciosa. Ouviam-se pequenos sons de grilos e havia vários pirilampos a pairar no ar. Não havia muito vento, apenas uma leve brisa que agitava suavemente as folhas das árvores e batia contra a janela do quarto de Sai.
Sai estava sentada no chão, em cima de um tapete amarelo e o bastão dela estava ao seu lado. Os seus cabelos encarnados estavam sobre os seus ombros. Estava com os olhos fixos em Césio.
Césio dormia profundamente na cama dela. A pancada que Cross lhe deu foi forte o suficiente para deixá-lo naquele estado. Sai reparou que as asas dele eram diferentes, ou estavam a mudar. Estavam numa tonalidade mais escuras e perdera o seu brilho.
Claro que não podiam ser iguais às da Arya. Mas as dele eram diferentes. Não se assemelhavam às de um anjo. Chegou ao pé dele e atreveu-se a tocar nas asas dele. Como suspeitava, não tinham a mesma aura de um anjo, mas sim o instinto de sobrevivência de um vampiro. Virou-lhe as costas e preparava-se para sair dali quando Césio segurou-a pelo pulso.
- Quem és? Onde estou? – Césio tinha o outro braço sobre os seus olhos cor de avelã. Certamente sabia que não estava em casa.
- Estás… num local seguro. Agora descansa e amanhã falaremos. – Sai corou um pouco ao sentir o calor que a mão dele irradiava.
Césio olhou para Sai. Os cabelos ruivos dela eram bem bonitos. – Como é que fui parar aqui? Eu estava a lutar contra o Cross. Eu tenho que voltar, tenho que voltar.
- Calma. Fui eu que decidi levar-te comigo. Estavas inconsciente no chão, por isso aproveita para descansar. – Sai virou-se para ele. – E larga o meu pulso. – Ele tinha um ar tão indefeso e atraente.
Césio ignorou-a e continuou agarrado ao pulso dela. Mas estava agora fixo nos olhos dela. Tinham tanta vida e eram tão inocentes. A imagem de Arya não estava presente naquele momento. Ele estava a captar toda a essência de Sai. – Porque é que fizeste isso? Podias ter-me deixado onde estava, a morrer…
Sai levantou a mão e deu-lhe um enorme estalo na cara. – Mas não o fiz. Respirar sem saber porquê é um desperdício de vida. Não voltes a repetir a palavra “morrer” à minha frente!
Césio levou a mão à cara. Estava quente e vermelha. Ainda sentia a mão dela a bater-lhe com força. – Desculpa… mas porque é que estás a cuidar de mim? Tu não me conheces.
- Pelos vistos não sou assim tão fria como muitos pensam. – Pensou em ir-se embora, mas talvez não era má ideia continuar ali.
Césio riu-se com as palavras dela. Passou a mão livre na cara. – Fria, huh? Pareces mais quente.
Sai corou bastante com aquela afirmação. É verdade que uma onda de calor estava a apoderar-se dela. Ainda bem que ele estava meio acordado senão estaria a sentir o nervosismo dela a aumentar.
- O que é que eu fiz? Dói-me a cabeça de tentar relembrar.
- Eu não sei. Eu não estava lá. Amanhã falas com a Arya. Agora descansa. Eu também preciso de repouso. – Tentou desta vez libertar-se dele mas foi inútil.
Césio ficou incomodado ao ouvir o nome de Arya mas eram sentimentos de remorso. A imagem de Sai é que estava agora na mente dele. A rapariga que lhe tinha batido. – E tu ainda não respondeste à minha pergunta.
- Que pergunta? – Sai começou a tremer e estava curiosa em relação à pergunta.
- Ainda não me disseste quem eras. Não me apetece chamar-te “mulher” ou simplesmente “tu”. Deves ter um nome.
- Sai. Podes tratar-me por Sai. E já está a ficar tarde. Hoje é noite de Lua Nova. – Deu um passo em direcção da porta mas Césio puxou-a de volta.
- Não vás Sai! Fica aqui comigo. Eu prometo não fazer mal. – Césio lembrou-se que esteve envolvido numa luta com Cross, a disputar Arya. Amava realmente Arya? O seu coração já não palpitava como antigamente só por ouvir o nome dela.
- Não posso. Tenho… tenho… – Pensou na primeira desculpa que lhe surgiu. – Tenho que confirmar se os guardas estão a… a cumprir os seus postos. – O seu corpo tremia mais e sentia um aperto no estômago. Tinha a sensação que as suas bochechas estavam da mesma cor que o seu cabelo.
- Por favor. Só um pouco. Eu não gosto muito do escuro. – Os lençóis tapavam-lhe as pernas menos o peito e a cabeça. Não estava frio mas puxou o lençol um pouco mais acima.
Sai queria dizer não ao seu pedido. Uma parte de si queria recusar, sair dali o mais rápido possível e deixá-lo na miséria do estado dele. Outra parte queria sair dali depois de ele adormecer. Mas uma outra parte queria ficar ali até ao amanhecer. Até ele adormecer e ela também, junto a ele. – É só até adormeceres. Até porque tenho que encontrar outro quarto livre.
Césio finalmente apercebeu-se que estava deitado na cama dela. Aquela essência leve a lavanda na almofada e a brancura dos lençóis eram dela. – Desculpa, eu já saio daqui. – Sentou-se e preparava-se para sair. A sua mão continuava a segurar o pulso dela.
- Não sejas palerma! Estás ferido e é melhor repousares. Amanhã podes ir para onde quiseres. Hoje não. – Césio soltou o pulso dela. Sai endireitou a almofada e aconchegou-lhe os lençóis.
- Senta aqui comigo. A tua cama é grande e fofa. Eu só quero conversar um pouco antes de adormecer. – Encostou-se mais para o lado e fez sinal que ela podia sentar-se ali.
Sai ainda estava indecisa. Ficar ou não ficar? Optou por sentar-se na berma da cama. A sua perna tocava na dele.
- Não quero lembrar destas últimas semanas. Tenho medo. Pela primeira vez tenho medo de conhecer outro eu. – Césio olhou para fora da janela. Era mesmo impossível de ver a Lua.
A pequena franja dele sobre os olhos, a melancolia no rosto dele, o fino perfil dele, eram a principal ocupação de Sai. – Então não penses nisso agora. Preocupa-te com o teu presente. O passado já era.
Césio virou a cabeça para focar o olhar nela. – Não gostas de falar do passado? Um passado com mortes, sofrimento, separação, era o que ela tinha estado a evitar lembrar. – Não. É doloroso. É uma dor persistente que fica. Ver as pessoas que te são mais queridas morrer à tua frente e não poderes fazer nada para evitar porque sabes que serás a próxima a morrer… é… é… - Sai não acabou a frase.
Ele pousou suavemente a sua mão na dela. Mostrou-lhe um sorriso quase sem forças devido ao cansaço. – Desculpa. Devia ter pensado antes de falar. Não há nada mais angustiante que ver uma mulher triste. Perdoai-me.
Sai riu-se. Aliás, deu umas valentes gargalhadas. Levantou o rosto para perceber que o sorriso dele mudou. – Acho que era melhor dormires. Senão daqui a pouco não estás com sono.
- Mas eu não estou com sono! Deixa-me só falar contigo acerca de mais um assunto. Prometo que não te chateio mais. Eu queria falar da Arya. – O sentimento de culpa não escapava e aumentava.
- Da Arya? – Sai não sabia o relacionamento que ele tinha com a amiga.
- Eu amava-a. E fui capaz de a atacar. O meu pai dizia sempre…
- Então ele estava errado. Nenhum pai incentiva a violência. E não foste nada simpático em magoar uma pessoa que gostavas. O que te tinha passado na cabeça? – Ela tinha um ar um pouco ríspido.
- Não sei. Não sei mesmo. Mas é tarde demais. O que posso fazer? – Césio parecia uma criança. Uma criança com falta de afecto e vulnerável.
- Nada. Por agora nada. Agora dorme. – Sai levantou-se. O bastão voou para as suas mãos, mas antes sentiu-o a puxar a ponta do seu vestido.
- Obrigada. – Depois largou e voltou a entrar nos lençóis.
Sai riu-se para si. Saiu do quarto logo de seguida e correu para a casa de banho, Lavou a cara com água e olhou para o espelho antes de a secar. As gotas desciam até ao pescoço. Deu por si a pensar em Césio. – O que se passa contigo Sai?
*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_
Cross estava num prado todo verde. Estava deitado debaixo de um carvalho que lhe proporcionava uma sombra na forma de um cogumelo. Estava tudo tão calmo e estava isolado de todos. Olhou à sua volta e continuava a não ver pessoas. Correu todo aquele sítio e não havia sinais de quem quer que seja.
“Inútil. És um grande estorvo. Porque é que estás vivo?”
Aquela voz era-lhe familiar. Era Arya. Era a voz doce e simpática da Arya.
“Eu não quero saber de ti. Não és-me nada. Não vales nada.”
Uma imagem de Arya apareceu à frente dos olhos dele. Acenava-lhe em sinal de adeus.
“Adeus Cross. Não preciso de ti.”
Cross não queria acreditar. – Volta Arya! Não me deixes aqui sozinho! Arya! Eu amo-te! Volta Arya! ARYA!!! – Cross abriu os olhos. Tinha estado a sonhar.
Arya estava perto dele. Estava ajoelhada com as mãos e a cabeça em cima da cama, a dormir. As duas mãos estavam agarradas às dele e ainda se notavam o rasto das lágrimas. Ficou aliviado por ver que ela não se tinha ido embora e que tinha sido apenas um pesadelo. Tinham tido um dia esgotante. Passou a sua mão pelo cabelo dela que pareciam ser fios de lã. Ela era tão bela, mesmo a dormir. Não transmitia tristeza nem melancolia. Era apenas uma rapariga a dormir profundamente. Cross tentou levantar-se mas as enormes feridas não lhe deixavam. Soltou um pequeno grito que fez Arya acordar.
- Cross!!! O que é que estás a fazer?! Ainda não estás totalmente recuperado! – Arya esfregava os olhos e levantou-se imediatamente.
Cross sentou-se na cama. – Parece que levei com um martelo gigante. Mas estás bem? Aconteceu-te alguma coisa? Estás mesmo bem? Ai! – Cross pôs a mão na cabeça.
- Pára de mexer. O teu braço já está bom, mas o resto do teu corpo ainda continua na mesma. Deixa-me tratar disso. – Ao lado da cama estava uma mesa com ligaduras e panos molhados. Arya limpou-lhe o sangue que tinha na testa e pôs-lhe umas ligaduras.
- As tuas mãos são como algodão, dignas de um anjo como tu. As minhas estão manchadas. – E olhou para elas.
Arya corou um pouco e beijou os dedos do amado. – São bonitas. Foram estas mãos que me protegeram. São estas as mãos que me faz sentir segura. – Arya olhou para Cross. O olhar dele era penetrante.
Cross agarrou-a pelos ombros e puxou-a para si. Beijou-a e sentiu-a a retribuir o beijo. Ela era tudo para ele. Sentiu uma lágrima no seu rosto. Olhou para ela. Arya estava a chorar.
- Tive tanto medo… tanto medo que tu… – Cross não a deixou acabar e beijou-a novamente. Arya desfaleceu nos braços dele.
- Eu prometi que voltaríamos juntos. E cumpri a minha promessa. Eu tinha que voltar. Não confio em ti. – Limpou-lhe as lágrimas e sorria para ela.
- Tonto. – Arya também riu-se. – Eu não vou trocar-te por nada deste mundo.
Cross lembrou-se subitamente do sonho. – Diz-me que me queres. – Pôs os braços à volta da cintura dela e puxou-a para si.
- Eu quero-te Cross. – Ele beijou-a de novo.
- Diz-me que me desejas.
- Eu desejo-te Cross. – Ele acariciou a face dela.
- Diz-me que me amas.
- Eu amo-te Cross. Agora e sempre. – Desta vez foi ela quem beijou-o.
Uma dor aguda atacou-o naquele momento e parou o beijo. O corte na sua asa parecia que tinha decidido fazer-se notar naquela altura. Arya foi buscar mais algumas ligaduras e tratou-lhe da ferida. – Desculpa Cross. Os meus poderes não são fortes o suficiente para curar-te totalmente. Sinto-me impotente.
- Não digas isso. São apenas cortes. Eu só quero que estejas bem. Eu sobrevivo. – E abraçou-a. – Naquele momento ver-te com o Lust, doeu. Doeu muito aqui. – E apontou para o coração. – Mas ele nunca mais vai tocar em ti. Eu não vou deixar. Nunca mais. A minha vida pertence-te. Eu vivo para ti. E para tu apenas.
- Cross… – Mas ele beijou-a antes de ela terminar a frase. Estava tão perdida no sabor dos lábios dele que esqueceu o que ia dizer.
- Fica aqui comigo. Hoje. Só hoje. – Cross brincava com os cabelos dela enquanto aguardava uma resposta.
- Eu fico. Sempre que quiseres. – Pousou a cabeça no colo dele. As mãos grandes dele acariciava a sua cara, o seu pescoço, os seus braços.
- Hoje é Lua Nova. Sabes o que é que as pessoas fazem nas noites de Lua Nova?
- O quê? Conta-me Cross. – O colo dele era tão bom e reconfortante. Arya estava a ficar com sono.
- Os casais saem à noite para a Nascente Eterna para pedir que fiquem juntos para sempre. As raparigas acendem uma vela e atiram a flor mais bonita que encontram para o rio. Os rapazes… – Olhou para Arya. Ela tinha adormecido. – Dorme meu anjo. És tão bela. Nunca mais te deixo ir. Já não sei viver… sem ti. – Levantou Arya e deitou-a sobre a cama e a sua cabeça na almofada.
Cross deitou-se ao lado dela. A sua face estava tão próxima à dela que ele podia sentir a respiração dela. – Amo-te Arya.
- Eu também te amo Cross.
"To be alive is to be loved. That's what my heart whispers to me"

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Likinhas escreveu::g11:
pronto... emocionei-me!!
O capitulo está tão lindo!!
Adorei a meneira com descreves-te os sentimentos e pensamentos de cada uma das personagens!!
O Cross é tão romantico!! Opah! Eu quero um Cross pa mim!!
Fico à espera de mais!!!
Arigato

Eu tambem quero um Cross para mim :g1:
*mim tenta fazer magia para ver se aparece um Cross a sua frente*
Baby Doll escreveu:ixto exta demais...
parece k o Césio e a sai tão a darxe bué bem...
kunato a Arya e o cross também ñ extão mal...
expero k exa felicidade dure baxtante,max axo k ñ vai
expero k exkrevax o proximo capitulo bué deprexa
Obrigada

Pois e... o Cesio e a Sai parecem entender-se...

Sera que a felicidade vai durar? Ou sera uma partida do destino?

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Kristea escreveu::g1: Estou completamente rendida!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Esmeraste-te, Icy. ADOREI!!!!!!!!!!!
Arigato
.o:Fico muito feliz por teres gostado

Angeless escreveu:ai jesus tão lindo *emociona-se* :='(: foi lindo icy-sama :='(: quero mais porque quero choramingar mais um bocadinho :='(:
Muito obrigada

Quem esta emocionada sou eu... com esses comentarios liindos...

arika escreveu:este capítulo tá tão linduh... :g1: Eu tbm kro um Cross para mim!!!
Thanks

Eu tambem queria um... mas sera tao dificil encontrar alguem assim...

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claudia-chan escreveu:ohh tao lindo.o:
um capitulo dedicado so ao love XD, sem lutas
o cross e tao fofo :g1: porque e que so existem rapazes tao queridos nas historias![]()
e o cessio e a sai, uiui, e o que eu digo vai dar coisa XD
mais um capitulo maravilhoso, escreves cada vez melhor parabens![]()
tou ansiosa pelo proximo
Arigato

Tambem tinha que dar um descanso nas personagens, ne?

O Cesio e a Sai... hum... vamos ver...

Nayomira escreveu::g11: fantastiku!! maravilhoso!! estonteante!!!! :g11:
ta liiindo!!!!!!!! lindo lindo lindo!!!!! amei amei amei e contnuo a amar e a experar por +!! hehe :g1: :g1: :g1: :g1: :g1:
sim.. tb keru um cross... *suspiro*
Obrigada

Temos que arranjar um Cross para todas...

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LOOOL... nao e ma ideia... xD
Eu fico com o original... xD
Eu fico com o original... xD
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Tá mt fixe.Gostei mt mas tenho umas certas criticas.São criticas construtivas:
1ªTá demasiado lamexas
2ªÉ mt previsivel no facto da Arya e o Cross ficarem juntos
3ªTens alguns erros na escrita
4ªA parte do Césio eskecer tão depressa a Arya ñ tá mt bem.Era melhor (é só uma sugestão) k ele fosse eskecendo-a lentament c/ a ajuda de Sai.
5ªA parte da Arya ñ s ter apaixonado pelo Césio por ele a ter salvo tá mt bem feita
Para matares o Lust eu tenho umas ideias d tortura.
1ªTá demasiado lamexas
2ªÉ mt previsivel no facto da Arya e o Cross ficarem juntos
3ªTens alguns erros na escrita
4ªA parte do Césio eskecer tão depressa a Arya ñ tá mt bem.Era melhor (é só uma sugestão) k ele fosse eskecendo-a lentament c/ a ajuda de Sai.
5ªA parte da Arya ñ s ter apaixonado pelo Césio por ele a ter salvo tá mt bem feita
Para matares o Lust eu tenho umas ideias d tortura.
Fico à espera de mais!!!! Adorei que a mãe de Cross esteja viva. Que felicidade eles vão ter!
Agora tudo vai ficar bem... (assim espero)
Para quando a continuação?
Agora tudo vai ficar bem... (assim espero)
Para quando a continuação?
Espero que tenham gostado deste capítulo. O próximo vais demorar uma pouco porque agora ando em avaliações.
Fico à espera de comentários. Beijinhos para todos!!!!!
Desculpem a todos so vir agora responder aos comentarios...
'
Primeiro que tudo... obrigada por leres e comentares
Como sempre digo... cada um tem a sua opiniao e claro que respeito isso. Isso de ser lamechas ja e proprio de mim... xD... e ainda tenho mais para revelar sobre a historia de cada um... xD
E ja agora... que ideias de tortura sao essas??? xD
Oh Nayomira, qual copias rascas? xD
As copias iam ser iguais ao original... quem quer, quem quer? xD
Silva, obrigada pelo comentario
Vamos la ver se a felicidade vai finalmente chegar... xD
Ultimamente nao tenho escrito... mas neste fim de semana prolongado vou escrever um pouco
'Ninita escreveu:Tá mt fixe.Gostei mt mas tenho umas certas criticas.São criticas construtivas:
1ªTá demasiado lamexas
2ªÉ mt previsivel no facto da Arya e o Cross ficarem juntos
3ªTens alguns erros na escrita
4ªA parte do Césio eskecer tão depressa a Arya ñ tá mt bem.Era melhor (é só uma sugestão) k ele fosse eskecendo-a lentament c/ a ajuda de Sai.
5ªA parte da Arya ñ s ter apaixonado pelo Césio por ele a ter salvo tá mt bem feita
Para matares o Lust eu tenho umas ideias d tortura.
Primeiro que tudo... obrigada por leres e comentares

Como sempre digo... cada um tem a sua opiniao e claro que respeito isso. Isso de ser lamechas ja e proprio de mim... xD... e ainda tenho mais para revelar sobre a historia de cada um... xD
E ja agora... que ideias de tortura sao essas??? xD
Oh Nayomira, qual copias rascas? xD
As copias iam ser iguais ao original... quem quer, quem quer? xD
Silva, obrigada pelo comentario

Vamos la ver se a felicidade vai finalmente chegar... xD
Ultimamente nao tenho escrito... mas neste fim de semana prolongado vou escrever um pouco

"To be alive is to be loved. That's what my heart whispers to me"

Gostas de anjos? E de vampiros tambem? ----> Nas asas de um anjo

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bm.. foxt a autora... merecx!!!! 
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