Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Fairy Tales - O início

#124
ai que eu agora tou confusa!
Quem morreu afinal?!
Nao foi as karen, pois nao?! Mas o que é que ela fazia no hospital?!
Éh pah, preciso de explicaçoes, Karen! Matreiro
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#126
Desculpem por não ter postado antes, mas o meu teclado ficou sem funcionar e eu não tive pachorra de passar aquilo tudo para o computador com o teclado no ecrã. Agora que já tenho um novo, acho que não tenho
desculpa...
P.S. - Quando tentei passar para o fórum ficou tudo descontrolado e não consegui para o lado, parece que fica tudo no centro. Enfim, parece que não tenho escolha. Façam um esforço, ok?

Capítulo 7
Explicações
A minha prima




- Querida, é um destes à
hora do almoço e outro quando te sentires mal, okay?
Hum, não acha que é melhor ficares em casa por hoje? -
a mãe entrou pela casa-de-banho adentro, colocando uma caixa
de comprimidos sobre o lavatório, enquanto a filha lavava os
dentes.


- Mãe, eu estou óptima
- ela respondeu, após ter cuspido aquela mistela spumosa da
boca - Além disso, estou no secundário e tenho coisas
importantíssimas para fazer. Já não sou uma
criança da primária.


- Bem, se precisares de alguma
coisa, tens o telemóvel para isso.


- Blá, blá, blá!
Já sei! Eu não vou propriamente para o fim do mundo.


- E quanto aos comprimidos...


- Tomar um à hora do almoço
e outro quando me sentir mal - ela agarrou a caixa.


- Ah, e hum, não os tomes
em demasia.


- Oh mãe!! Eu não
sou exactamente do tipo que se droga em comprimidos. Ou a mãe
têm medo que eu entre em coma?


- As duas coisas.


Lançou um olhar e começou
a arrumar tudo na mochila.



Segundos depois, estava a sair de
casa.


- Filha... tens a certeza?


- Mãe, tu ainda continuas a
mimar-me. Eu já não sou uma criança. Ah, e não
faças olhar carneiro -mal-morto que não vai levar-te a
lugar algum.


Desceu todos os andares num ápice.


Respirou todo aquele ar salgado
matinal. O oceano estava mesmo ali, à sua frente. Batia forte
contra as rochas e ocupava todo o som vazio.


O que separava a zona urbana do
mar era uma plataforma rochosa feita com cimento. Mesmo assim, não
havia qualquer protecção de ferro ao pé do mar,
e certamente faria que alguma criança se atirasse e batesse
com a cabeça nas rochas pontiagudas.


Desceu a rua até o último
prédio estar ultrapassado e subiu outra rua, desta vez
recheada de casas de um ou dois andares, alguns com jardim mesmo
perto da estrada, outras com o muro tão alto que era preciso
duas pessoas de estatura média para atravessar.


Subiu a ladeira até chegar
ao local pretendido, cheio de estudantes desconhecidos, quase todos
eles em grupinhos de dois ou mais, alguns namorando, outros não.


Entrou pelo portão
principal, passando pelas barulhentas máquinas
identificativas, que imitiam um irritativo ruído quando passam
por perto.


Rezou para que nenhum "espertinho"
lhe levantasse o cabelo e visse a sua enorme cicatriz. Se rezasse
muito, talvez ela não deitasse sangue involutariamente.


- Mas que...!


E então...quase que caiu.


Passou-se em segundos. Um peso
enorme saltou para as suas costas e pôs-se aos gritos.


- KARENZINHA!! - a pessoa gritou
eufórica, agarrada às suas costas. Mas, após ver
o estado da "vítima", desceu logo:


- Desculpa. Eu devo ter-te pregado
cá um susto...!


- Di! - Karen repreendeu-a - Isso
foi p'ra quê?


- Eu apenas gosto de fazer isso às
pessoas de manhã.


Karen quase que lançou um
agradecimento aos céus por ela não ter reparado.


- Então, subimos ou não?


E então passaram por manada
de miúdos que corriam que nem doidos desvairados e adultos com
o andar apressado, cada um com cada mala...!


Após alguns minutos de
"silêncio", Diana decidiu começar a falar:


- Bem, tu vais ODIAR a manhã
do dia de hoje. Primeiro, porque temos Biologia logo de manhã.
Depois, porque é o meu professor de Fisico-Química do
oitavo ano que nos vai dar aula. E, por último, as conversas
dele vão-te deixar tonta até à hora do almoço.


- Esse professor deve ser mesmo
uma peste.


- Ele é pior que isso.
Chegas atrasada, nem que sejam dois minutos, ele cai-te em cima com
falta.



- Hum, os professores não
fazem todos isso? - Karen perguntou, mas aquilo pareceu-lhe um pouco
mal, já que Diana olhou-a, espantada.


- Nós normalmente temos
desculpa de cinco minutos, no máximo.


E calaram-se novamente. Diana ia à
frente, e quando encontrou um banco desocupado, perto do local onde
teriam a primeira aula, fez-lhe sinal para que se sentassem.


- Estás muito pálida.
Passa-se alguma coisa?


Karen surpreendeu-se. Ela nem
própria se apercebera como estava, mas os outros sim... Não
sentia frio, nem se sentia doente.


Mas havia uma sensação
de desconforto que subia e descia pelo seu estômago. Numa
dessas investidas, o soco fora tão forte que ela teve que
apoiar uma das mão e a cabeça na barra de ferro para se
acalmar.



Diana observou tudo e colocou uma
das suas mãos no pulso de Karen e outra no ser ombro, e
abanava-a com força.



Ela sentia-se como se fosse
vomitar o seu próprio estômago. A tosse aumentava cada
vez mais. As sua pele passou de um amarelo pálido para um
acinzentado. Os nós dos dedos eram cada mais detalhados pela
cor roxa.


Com brusquidão,
levantou-se e, como um acto involuntário, correu até ao
local onde pensou existir uma casa-de-banho.


Fechou-se no cubículo e
abriu a mala para tirar um comprimido, que engoliu sem beber água.




Virou-se para o espelho,
observando a sua pele pálida, amarelada, e ajeitou o cabelo
para tapara melhor a cicatriz.


Diana estava do lado de fora,
olhando-a com cara séria.


- Melhor?


- Sim.


- Se te sentires pior, já
sabes: podes sempre dizer-me. Agora, o que se passou?


- "O que se passou?"
Como assim?


- Oh, tu sabes, o facto de estares
com esse "aspecto miserável".


- Estou assim tão
horrível?!


- Já te vi com melhor cara.
Parece que apanhaste uma bebedeira ontem à noite e acordaste
hoje de ressaca.


- Eu não bebo.


- Okay, então eu realmente
não te entendo.


Karen lançou-lhe um olhar
de soslaio.


- Eu acho que te falta alguma
coisa - Diana continuou.


- Que tipo de coisa?


- Bem, não é uma
coisa, é alguém...


- Mas que... Eu não preciso
de ninguém! Para quê isso tudo? - Karen quase gritou.
Diana esbracejpou para que esta diminuisse o tom de voz.


- Schiu, fala mais baixo! Sim, e
qual é o problema?


- O problema? Achas que eu vou
andar por aí a chorar pelos cantos?


- Sabe-se lá - Diana
respondeu, enconlhendo os ombros. Viu um míudo de baixa
estatura ao longe, a fechar uma porta. Correu até ele e
colocou o pé quando a porta já estava prestes a
fechar-se. Agarrou na maçaneta e puxou-a com formça,
fazendo com que o míudo não batesse com o nariz por um
pouco. Diana aproximou-se e murmurou algo como um pedido de
desculpas.


O professor pareceu não se
preocupar com as suas presenças, aliás, até nem
se apercebeu que chegaram atrasadas.


Já toda a gente estava
sentada, e até alguns ainda demoravam-se a tirar o estojo e o
caderno da mochila.


Arranjaram um lugar na terceira
fila, o mais afastado possível da secretária do
professor.


O homem era muito baixo e era
quase careca, foi o que ela pensou enquanto que ele escrevia o
sumário no quadro e mandava calar os alunos que murmuravam nas
filas de trás.


Trinta minutos depois, as
apresentações tinham terminado e o professor distribuiu
uma ficha de conhecimentos de anos anteriores a cada um, para que
resolvessem individualmente e em silêncio até ao final
da aula.


Agarrou num lápis e, quando
já ia para escrever o nome no cabeçalho, sentiu uma
forte pontada na barriga, o que a obrigou a encolher-se.


"Au!"


Como antes, a dor subia e descia
pelo seu estômago, apesar de que com menos agressividade.


Com as duas mãos, fez
movimentos circulares por cima da barriga, para atenuar a dor.
Depois, tntou agir com normalidade, e ajeitou o seu longo cabelo
castanho


E então viu-o. Sentado na
última fila, no lugar mais perto da janela. Escrevia com
rapidez na folha de exercícios.


Karen olhava-o discretamente por
cima do ombro. Ele não reparou nela - estava de tal maneira
absorto naquilo que estava a fazer.


O cabelo loiro escondia os seus
belos olhos azuis, como uma pequena cortina. Tinha o tamanho o
suficiente para esconder as orelhas.


Uma voz grave e alta veio
tirar-lhe a distracção.


- A menina tem dúvidas? - o
professor apareceu à sua frente, como uma estátua de
porte pequeno. Karen, com o susto, apenas foi capaz de apressar um
não a apartir do movimento da cabeça.


- Então, se eu fosse a
menina, iria ao menos escrever o meu nome no cabeçalho - ele
foi-se embora, com ar cínico e mandão, sentando-se
novamente na secretária.


Escrevinhou rapidamente o nome no
topo da folha, e deu uma vista de olhos pelo primeiro exercício,
mas este não despertou-lhe interesse suficiente para
resolvê-lo.


Pelo canto do olho viu a sua
cabeça loira a deslocar-se. Rui tinha-se colocado entre o
vidro da janela eo patamar. Karen reparou como o seu peito subia e
descia, o que significava que respirava com dificuldade.


Claustrofobia? Pouco provável...


A campainha acordou-a com um
solavanco. Quando saiu, viu Diana falar com uma desconhecida, que
aparentava ter a mesma idade que elas. Diana agarrou-lhe por um braço
e puxou até ao grupo.


- Karen, esta é a Rocha.


- Rocha?


- Ah, não, desculpa, é
Mariana. Eu semprei a tratei assim por causa do apelido.


A rapariga rechonchuda atirou-lhe
um sorriso através dos óculos cor-de-rosa.


- Olá - disse, timidamente
- A Di falou-me de ti.


- Oh - Karen olhou expectivamente
para os eus pés - Coisas boas ou coisas más?


- Coisas boas, claro! - Diana
atirou a sua mão para o ombro de Karen, que por pouco não
se desiquilibrou.


- Eu e a Rocha conhecemo-nos desde
o sétimo ano, mas como ela agora anda na turma de Línguas,
nós não temos falado muito.


Mariana ajeitou os óculos.
Abriu a boca para falar, mas antes deu um longo suspiro e depois
disse algo:


- Eu sobe o que acontece com a Vá.
A Valéria - quase murmurou, dizendo cada palavra lentamente.


- Parece que ela pediu
transferência para outra escola.


Karen sentiu um enorme nó
formar-se na garganta. Uma discussãpor um rapaz já era
demasiada estúpida, mas chegar ao ponto de sair da escola era
gravíssimo.


Culpou-se por não ser capaz
de resolver as coisas. Ainda há pouco tempo tinha chegado e já
havia causado enormes estragos.


"Porquê?"


Afundou as costas na parede, com o
olhar sombrio e distante. Foi Mariana a primeira a reparar e agarrou
numa das mãos.


- Não te culpes pelos
problemas que os outros causam. A Vá pode ser amigável
num momento, e no outro ser uma falsa estúpida e... sabe-se lá
mais o quê! Não te deixes cair por algo como isto.


- E, ainda por cima, por um rapaz
- Diana acrescentou.


- O Rui? Jesus, o que esse bando
de loucas vê nele? Poh, ele até pode ser giro, mas isso
não é razão para cairem centenas aos pés.


- Sabes como é. Mas isso
não é caso para te preocupares agora, Karen. Ela fez a
sua escolha e tu estás a fazer a tua, que é seguir em
frente.


Que alívio aquelas duas
almas caridosas lhe proporcionavam! Aliás, ela agora pensava
como era estúpido com um assunto como aquele. Desenhou um
pequeno sorriso com os lábios. Sim, agora sentia-se muito
melhor.


- Maldita a hora em que ele nasceu
perfeito - disse, com tom de piada.



Diana lançou uma pequena
risadad, que escondeu entre as mãos. Mariana olhou as duas com
ar interrogativo.


- Hã? O quê? Não
percebi! - fez cara de amuada.


- Eu depois explico-te. Karen, é
esse mesmo o tipo de humor que se quer.


Ela esboçou um sorriso
ainda maior. Mariana baixou a cabeça para ver as horas no
relógio de pulso.


- Bem, eu gostava muito de ficar
de conversa mas... eu tenho cenas mais importantes para fazer como,
por exemplo, ter aulas ou aturar prof's...


- Eu e ela também temos de
ir andando.


- Então, a gente vê-se
depois na hora do almoço ou assim.


- Sim, okay.


E afastou-se. Diana e Karen saíram
dali também, mas dirigiram-se na direcção
contrária. Depois, arranjaram um lugar sentado perto da sala
de aula e acomodaram-se.


- Melhor? - Diana perguntou, do
nada.


- Melhor do quê?


- Duh, do que te aconteceu à
bocado, lembras-te? Deu-te um malezinho, e eu ia tendo um ataque de
pánico.


- Sim, eu lembro-me. E também
tu não precisas de andar a preocupar-te tanto assim comigo.


- Karen, o que acontceu não
é algo normal. A não ser que seja algo natural para ti.
Assim já deixarei de ter ataques desses a torto e a direito.


- Ah ah ah, que engraçadinha!
E o que aconteceu não é algonatural para mim. Mas
ultimamente não tenho andado lá muito bem.


- O desmaio, por exemplo?


- Sim. Apesar de pensar que isso
não tenha nada haver. Acho que isso foi apenas uma quebra de
tensão ou assim.


- Não morras, filha!


- O quê?!


- É apenas uma expressão.


Karen esboçou um "ah,
okay" muito baixo. Nunca se sentira tão perto da morte
quanto aquilo...



**********



Este problema deve ter-vos incomodado um bom bocado, mas não sei se é bug ou assim. Espero que se resolva depressa...Rolling Eyes



#127
Yeih! já tinha saudades desta fic! Embaracoso
Ai carago, a Karen está mesmo doente, mas que raio é que se anda a passar com ela? Nao me digas que está gravida?! o.O
Matreiro
Agora a sério, fico contente por teres postado, gosto muito da maneira leve como desreves, dá para entender bem a historia e nao aborrece!

Fico á espera de mais!
bjokas
as minhas fic's:
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-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#128
Cap.7 Explicações/ A minha prima
Havia um cheiro estranho no ar. Um cheiro demoníaco, que lhe doía ao entrar nas narinas e agia como se fosse queimar os pulmões.



O corpo sincronizou com o pensamento e em menos de um minuto tinha descido toda a escadaria desde o último andar até aos rés-do-chão.
E então deteve-se em frente a uma porta.



Quem seria idiota o suficiente para atraí-lo? Ainda por cima, com um cheiro tão palpitante?


Girou a maçaneta, mas havia algo do lado de dentro que impedia que ele a abrisse, mas não era o que um pouco de força extra não fosse capaz de resolver. O corpo girou sobre o chão de madeira envernizado, e
foi embater na parede dura, o que fez causar um som seco, mas ninguém
resignou de dor.



Mas aquilo era muito pior do que pensava: havia pelo menos uma dezena, homens e mulheres, estendidos pelo soalho, todos com os olhos abertos e vidrados com cara de quem estava drogado.


Pensou e agiu em branco.


- A fraqueza é um dos pontos fracos nestes humanos...certo...?


Era quase impossível falar ou respirar com aquele fedor.


- Em...O que lhes fizeste?


Ela sorriu entre o véu de escuridão e a luz que penetrava pelas janelas e caía sobre os corpos adormecidos.


- Apenas pu-los a dormir. Afinal, os medicamentos continuam a afectar-te.


- O que queres, Em? - Ethan passou do estado nervoso para o irritativo. Se algum humano suspeitasse e fosse espreitar, eles estariam em graves problemas.


- Oh, apenas uma conversinha - a rapariga andou e saiu da escuridão. Era bonita, apesar dos olhos delimitados com uma larga linha curva, e a roupa também não mudava muito.


- Deixa-te dessa lenga-lenga! Não precisavas de vir de tão longe só para falar comigo! Há sempre algo mais, não há?


Ethan reparou que a rapariga sorrira maliciosamente e dera uma gargalhada ao de leve.


- Sim, há sempre algo mais. Afinal, não vim apenas conversar... digamos, vim fazer justiça.


Sentiu um choque frenético na espinha, que o imobilizava e impossibilitou-o de respirar. Estava a asfixiar.



- Respira, idiota, respira! -exclamou Em, sem retirar o sorriso da cara - Não te darei a hipótese de morreres forma natural antes que o faça.


Riu-se mais um pouco antes de continuar, fazendo uma pergunta que apanhou Ethan por completo:


- Os humanos dão-te prazer?


- Desculpa?


- Eles atraem-te?


- Em, a que ponto queres chegar?


- Oh, a nenhum lado, apenas quero saber a razão pela qual te vieste enfiar neste mundo podre e decadente.


- Deixa-te disso!


- Dói-te demasiado ouvir a verdade? E se eu te disser que "já passou um ano" e que "ainda nada foi feito"?


Ethan não respondeu. Aliás, não tinha razão suficiente para responder. Apenas tinha que esperar que Em se fosse embora.


- Tu mataste-o, Ethan, admite! Viraste-lhe as costas e assassinaste-o à primeira oportunidade. Depois, fácil!, convenceste os outros a acreditar em ti.


- Eu não matei ninguém! - exclamou cada palavra lentamente e de uma forma agressiva. Em não pareceu tomar qualquer medo naquilo.


- Isso é tudo o que os criminosos respondem. Sempre, sempre, sempre.


- Em, diz o que queres e volta para casa.


- Estás a mandar a tua única prima embora?


- Apenas quero que saias daqui antes que eles acordem.


- Oh, a sério?! Estás com medo que todos descubram como tu és?


- Baza! - Ethan gritou, com os olhos fulminantes e fixados na saída. Queria sair dali, correr, mas sentia as pernas como imobilizadas. E cada palavra dita por Em parecia ser uma faca vque lhe cortava a cabeça pelo pescoço.


- Foi com essa faceta que mataste o Ken? - Em deliciava-se com a fúria do outro.


- Eu não matei o teu irmão! - antes que pudesse sequer pensar, estava com as duas mãos agarradas ao pescoço de Em e havia-a encostado na parede. Entre o som seco de uma costela a bater contra a parede e o som acelerado da respiração.


- Larga-me, idiota! - Em ordenou, contorcendo-se de dores; quanto mais se mexia, mais as mãos de Ethan a estrangulava.


- Porque és a única pessoa a pensar assim?


- Porque talvez seja a única capaz de dizer-te isso na cara - sorriu, mostrando os dentes brancos. Sem querer, soltou uma gargalhada maldosa e puxou qualquer coisa sólida do bolso, que reluzia e era negra.



Ethan sabia que qualquer coisa iria correr mal. Primeiro, porque Em parecia deliciar-se com a presença dele ali, aliás, até deveria ser parte
do seu plano. Depois, ele não tinha bem a certeza se os corpos estaria bem. Ela podia não tê-los drogado, mas sim envenenado.



Aquilo tudo bateu certo quando houve uma sensação gélida a subir-lhe pelo corpo e a parar no peito.


Quando se apercebeu do cano, os pensamentos corriam de um lado para o outro, deixando-o zonzo e sem pinga de sangue.

- Eu consigo ouvir as batida descoordenadas do teu coração e a respiração acelerada. Estás com medo.


- Para isso é preciso usares uma arma?


- Eu uso tudo o que quiser para conseguir os meus objectivos. Aliás, isto faz tudo parte do meu plano.


- A sério? Isto faz tudo parte do teu plano?


- Claro que faz.


- Se o teu pai descobre...


- Se o meu pai descobre, ele ficará do meu lado. Ele ficará a saber tudo o que fizeste. Ficarei impune, tal e qual como tu ficaste.


Sim, estava certo. Se Em ia mata-lo, fá-lo-ia naquele momento. A camisa levantada, a arma sobre o coração... estavam presentes os
ingredientes para que atingisse o ponto final da sua vida em um segundo.



- Apenas durará um momento para que passes desta para outra vida, como dizem os humanos. Ou, talvez com sorte, ressuscites - Em continuou. Ainda tinha o pescoço agarrado.


- Apenas alguns acreditam nisso.


- O que acontecerá se eu apertar isto aqui? - ironizou e fez uma pausa - Incrível como uma invenção tão perigosa possa ser tão útil neste momento.


- Estás à espera do quê?


- Desculpa?


- Porque não atiras? Fá-lo, fá-lo agora!


- Estou à espera da confissão.


- Queres que confesse algo que NÃO fiz?


Em colocou a única mão livre no braço do outro, à procura de uma veia. Quando a encontrou, fez pressão com a unha sobre a pele. Ethan ganiu de dor. Um finíssimo fio de sangue correu-lhe pelo antebraço.


Agora livre, Em aproximou-se do humano mais próximo e poisou o pé esquerdo nas costas do mesmo, que continuava sem dar aviso de vida.


- Se não contares a verdade, eu despedaço as costelas a este homem!


Ele não agiu. Estava com a mão à volta da ferida e sujo com o líquido encarnado.


- Em, sai...- calmamente, retirou a mão que tapava a ferida que anteriormente estava coberta e sujo e agora, naquele instante, tornara-se um risco minúsculo rosa-claro, saliente.


Em cerrou os dentes com fúria. Depois de três longas respirações que contraíam e descontraíam ferozmente, lá conseguiu reclamar com a raiva que explodia nos pulmões.


- Idiota, idiota! Volta atrás, volta atrás! - mexeu tanto consigo que o revólver caiu com um estrondo no soalho, dividindo-se em dois: a arma e a carga.


O homem que tivera o tronco empurrado contra o chão começou a mover-se; aliás, todos os adormecidos acordaram para a vida depois de uma pequena soneca.


- Porquê?


- Apenas defendi-me da forma que pude.


- Não mereces viver.


- De qualquer forma ias sujar-te com o meu sangue.


- O sangue que circula nas tuas veias é egoísta e assassino.


- O teu ia tornar-se tal e qual como descreves o meu um segundo depois de eu morrer - deu meia volta e dirigiu-se à saída. O homem que tinha a cabeça "ensanduichada" entre a porta e a parede revelara-se afinal uma mulher de cabelos curtos, e que esfregava a testa com dores.


Em abaixou-se e recolheu a arma descarregada. Com um lance de fúria, procurou com rapidez a carga que, por sinal, estava escondida debaixo do abdómen de um que se virava e desvirava. Colocou as duas partes, mas já era tarde demais. Ele já desaparecera.


No entanto, Ethan já se escondera num local onde jamais, fosse ele humano ou não, o encontraria.






***


Diana decidira convidar Mariana para almoçar com ela e Karen no local mais requintado possível: a cantina da escola.


Entretanto, já quase no fim da refeição, Mariana interpôs com o grupo em silêncio:


- O que vamos fazer a seguir? Ainda temos imenso tempo até a hora do almoço terminar.


- Tu não mudaste exactamente nada! - Diana ralhou, com um ar de gozo. - Sempre a achar que o tempo livre passa devagar.


- Eu odeio ficar sem nada para fazer. É tão chato, cansativo e incomoda-me!


- Sim, sim... Olha tive uma ideia excelente! Vamos ao campo de futebol.


- Oh certo, eu percebi o teu raciocínio. O que tu queres é ver tipos com as T'shirts coladinhas ao corpo! Quer dizer, alguns são uns lingrinhas, mas outros...


- Ui ui, às vezes a pescaria é boa - as duas riram-se. Karen olhava-as apenas com um olhar divertido.


- Então Karen, vens connosco?


- Bem sabem, acho que o campo não me atrai - e fez uma cara de aborrecida - estava a pensar em dar uma vista minuciosa por aí.


- Queres dizer, conhecer melhor a escola? - Mariana perguntou.


- Eu posso ir contigo, se quiseres.


- Não, não é preciso. Eu posso dar uma volta sozinha. Bem, adeus - levantou-se e arrumou o tabuleiro, sempre seguida por dois pares de olhos curiosos. Depois, desapareceu de vista.


Na verdade, Karen sentia uma vontade - não, uma necessidade - de voltar à sala do piano poeirenta.


Lembrando-se ainda do trajecto a seguir, desceu sozinha até ao andar correcto, que continuava submerso na escuridão de sempre. Depois, olhou para lá. Não havia ninguém, o que lhe dava luz verde para avançar. Ela não tinha qualquer permissão para entrar ali. Pode, a qualquer momento, aparecer alguém.


Moveu a maçaneta, que acabou com um rouco clique. Empurrou a porta devagar. Quando percebeu que estava em silêncio e vazia, fechou-se depressa dentro da sala.


Muitas coisas haviam sido modificadas. O piano estava na parede contrária, e o pó havia sido limpo. A sala já na estava escura como antes: as persianas deixavam a luz do sol penetrar com facilidade.


Karen deixou a mochila cair no chão, e sentou-se no banco à frente do piano. Abriu a caixa, olhando para as teclas que, como antes, continuavam reluzentes.


Passou o dedo suavemente sobre as teclas, sem lançar nenhum som.


Não dera pela entrada de outro na sala, mas ouviu o clique da porta a fechar-se, o que a fez sobressaltar. Depois, quase perdera a fala para explicar.


- O que estás TU aqui a fazer?!


- Não, espera Rui, eu posso explicar! - ela atropelava as palavras com nervosismo.


- Okay... Tipo, tu não tens autorização para estar aqui.


- Sim, eu sei. Eu apenas nãoconsegui resistir à tentação e... voltei outra vez - Karen começou a morder o lábio.


- Espera... tu já estiveste aqui antes?


Ela balançou a cabeça em sinal afirmativo.


- Tiveste uma sorte dos diabos em ninguém dar por ti.


Havia uma coisa sólida que balançava ao lado do corpo dele. Quando percebeu que era um instrumento, levantou-se com brusquidão e agarrou nas suas coisas.


- Já percebi que estás a precisar deste espaço só para ti. Talvez seja melhor eu ir-me...


Ia já alcançando a porta quando ele lhe puxou o pulso para si.


- Não... está na hora de eu explicar-te umas coisas... importantes.

*******
Notas Mais-Que-Importantes:

A Em (pronuncia-se mesmo só como se fosse "M", mas ela tem outro nome) pensa que o Ethan matou o irmão (o Ken, para ser mais precisa).
O Ken está teoricamente morto, mas como vocês testemunharam, eles está bem vivo. O Ethan e mais uns poucos são o únicos que sabem disso.

Capiche?!

Este deve ter sido o capítulo mais longo que eu devo ter feito. Oh pá, mas eu adorei fazê-lo (entre as aulas de FQ, quando o prof cospe para cima de mim e manda cada gafenha que até custa abrir os olhos *não na realidade, eu estou bem escondida lá atrás quando começa a chover*).
#129
eu sou B-U-R-R-A! nao sabia que já tinhas postado, nunca chego a tempo, que cena! Mal disposto'
Bem, mas mais vale tarde do que nunca!
Ora bem, no inicio estava um pouco confusa, mas a nota final esclareceu-me!
Coitado do Ethan, tem de levar com aquelas acusaçoes e ainda é ameaçado! Essa Em é um pouco estranha! tinha humanos espalhados no chao?! que panca, nao?! lol
Hum, Estou a ver... Sala do piano + rapaz + rapariga = Revelaçoes importantes?! Era fixe que nao ficasse por aí! Toma toma

Bem, fico á espera de mais, e sinceramente, Karen, vamos ter de fazer publicidade ás nossas fic's porque senao ninguem se chega para lê-las! lol E elas sao tao giras! Idealista

bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#130
Oh lulu! Isso não se diz. És nada burra!
Os humanos espalhados no chão... Sim, eu sei, tenho pancas daquelas tipo BURRAS QUE NEM UMA PORTA *tal e qual como eu*
Lulu, bora-se meter as notícias em mensagem no msn? É publicidade! Matreiro E elas são tão giras! Especialmente a minha... Mazona

Para quem quiser saber (muita pouca gente) os próximos capítulos já situam mais na história. Isto vai ter um pouco de violência, para dizer a verdade, mas muito suavizada Matreiro

Sei que os primeiros capítulos foram confusos, é natural. A seguir é que é entrar na história de cabeça! *literalmente*
#131
Olha, parece que pensei em postar mais rápido. Tava a pensar em postar todo de uma vez, mas já que vou ficar cheia de testes até ao pescoço e a nossa escola tem uma novidade linda (lindíssima) chamada de testes intermédios e que valem 10% da nota final, já fica isto tudo aqui.

Capítulo 8 - Viagem

Passar a vida a fio era difícil, especialmente se for contada a alguém que não engole as explicações com facilidade. Isso era um risco que Ethan queria evitar, mas que teria de correr.

Ali, os dois, num sítio onde talvez nenhum idiota fosse entrar (excepto ela, claro), contara a sua existência por alto, deixando o resto para trás, pois seriam apenas pormenores insignificantes.

- Então, deixa-me ver se percebi - ela colocou as mãos na cabeça, com sinal de quem se estava a recordar de algo - Tu és um elfo, certo?

- Sim.

- E não és deste mundo, digamos.

- Correcto.

- E o teu nome não é Rui, é qualquer coisa como...

- É Ethan, mas é melhor não te habituares. Tens de usar o meu falso nome em público.

- Porque o usas?

- Leis de segurança.

- Ah. Mas eu ainda não entendi muito bem. Quer dizer, essa história de "vires de outro mundo" não está um pouco mal contada?

- Achas que estou a mentir?

- Claro que não. Eu nunca disse isso. Apenas nunca pensei que pudesse existir vida...assim, noutro lugar que não este. Tipo, como é que chegas lá?

- Magia.

- Uau, deveria ter desconfiado. Numa altura como esta, eu não devia estar
surpreendida com algo como isso.

- Certo, e já tomaste as devidas precauções?

- Como assim?

- Nenhuma pessoa normal, ou seja, um humano, pode saber disto.

- Se eu ainda não contei a ninguém, devo estar safa. Mas o que acontece se alguém descobre?

- Isso é um processo muito difícil, mas muito perigoso - arqueou os braços à volta do corpo e deixou-se cair no chão, logo abaixo da janela. Os raios solares que entravam e espalhavam-se sobre o chão, caiam no cabelo dourado descaído, deixando-o como se fosse feito de milhares de pérolas reluzentes. Karen teve que esconder o rosto para ele não vê-la corar - Depois que conseguires provar a tua existência a algum humano, este pode criar sentimentos menos bons sobre ti, como inveja, e, por fim, matam-te.

Ela olhou boquiaberta para ele.

- E porque haveriam as pessoas de ter inveja?

- Os humanos têm inveja daqueles que conseguem controlar ou que têm qualquer poder com a Natureza.

- Como...elfos?

- E fadas. Como tu?

- Sim, já me contaram isso - resmungou alto e olhou para Ethan; ele também lhe retribuiu o olhar - Mas algo está errado. Quero dizer, os
elfos e fadas não são seres minúsculos e invisíveis aos olhos das pessoas, e só vivem nas florestas da Escandinávia.

Ethan fez um enorme esforço para não soltar uma gargalhada. A imaginação
humana era tão fértil!

- Lendas e mitos de sociedades pagãs - explicou, após recompor-se - Na verdade, as duas espécies crescem como os homens e conseguem interferir na vida das pessoas sem que estas desconfiem.

- Oh - ele estava certo. Agora tudo fazia sentido.

***

Aquela fora uma das mais compridas e incompreensíveis semanas de sempre. Cada informação dada por Ethan pesava-lhe uma tonelada no
cérebro. Aquilo seria, certamente, uma enigmática mensagem. Decerto que aquilo era apenas uma parte da verdade e que ainda teria muito para saber ou descobrir.

Num dos seus momento livres, procurara num dicionário as palavras que ele tinha exposto com significados errados. Cada uma das duas não tinha muito a dizer:

"Elfo - s.m. génio que, na mitologia escandinava, simboliza o ar, a terra, etc."

Ethan tinha razão ao facto que tinham acesso aos poderes dos quatro elementos da Natureza. As pessoas teriam, decerto, cobiça.

A outra era, porém, ainda menos explícita:

"Fada - s.f. entidade fantástica dotada de poder sobrenatural."

Resistira ainda à tentação de procurar pela Internet. Decerto que apareceriam centenas de web sites com histórias enganosas, que alegariam o contrário sobre tudo o que lhe explicara. Só serviam para poluir a sua cabeça confusa com mais lendas e mitos ridículos.

E então, naquele sábado, decidira deitar a "investigação" e a "mitologia" de lado e sair das quatro paredes que constituíam o seu apartamento para dar uma volta bem longe dali. Assim, talvez conseguisse arrefecer a cabeça e pensar melhor.

O sol já havia amanhecido à muito tempo, apesar de ainda só terem passado quinze minutos das nove da manhã. Vestiu umas calças à meia-perna e uma blusa sem mangas, que sobrepôs com um casaco fino de verão.

A mãe, do lado de fora, deitou-lhe um olhar e sorriu docemente.

- Vais sair? - perguntou.

- Sim. Vou mergulhar a cabeça em água gelada. Segunda as aulas já começam a sério.

- Óptimo. Fazes bem ir desanuviar. Vens muito tarde?

- Acho que não. Como não vou para muito longe, devo voltar cedo.

A mãe desapareceu no corredor, sempre a sorrir.

Ela ainda não decidira para onde iria. Um passeio pelo litoral, talvez.

Fechou a porta atrás de si, mas reparou que o casaco tinha ficado preso na porta. Abriu-a novamente e retirou-o.

Se se tivesse apercebido do que a esperava, de certeza que o susto dali a dois segundos seria menor.

Quando concluiu a operação, virou-se e teve que encostar-se à porta para não cair. Ana Luísa, a miúda da sala do piano e que tocava
incrivelmente bem, estava ali, à sua frente, a sorrir-lhe com os dentes brancos, e a acenar-lhe com ar de felicidade estampado no rosto.

- O que estás aqui a fazer? - sussurrou, após recompor-se. Não queria que a mãe ouvisse e viesse ver o que se passava.

- Oh? Mas não se diz bom dia nem nada?

- Okay...Olá. Agora, como é que sabes onde eu vivo?

- Tenho um dedo que adivinha! - exclamou divertida. Depois, mudou a expressão para algo mais sério - O meu irmão disse-me que te tinha
contado a verdade. Ele pediu que te viesse buscar.

- Tu és irmã do Ethan? - apeteceu-lhe partir a cabeça na parede. É
claro que ela era irmã dele. Eram parecidíssimos!

- Sim. O meu nome é Suzuka, mas podes tratar-me por Suzu.

- O verdadeiro.

Ela acenou afirmativamente.

- E vais levar-me aonde?

- É melhor explicar-te pelo caminho. Este é um local pouco seguro.

Ana Luísa... melhor, Suzu, encaminhou-a até à saída, sempre em
silêncio. Suzu movia-se com elegância, tal como se dançasse e não tivesse medo de cair da escadaria, e algo que Karen ainda não tivera tempo para reparar: como ela se vestia.

Um tipo de roupa bastante feminina, de marcas certamente desconhecidas. Como o cabelo dourado que se estendia até ao fundo das costas, ela sem dúvida que parecia muito mais velha que Karen; assemelhava-se a uma modelo.

Quando acabaram de descer todos os andares e saíram do edifício, Suzu inspirou profundamente uma grande lufada de ar.

- O vento aqui é tão fresco! - exclamou. O oceano estava mesmo à sua frente. A luz dos raios solares embatia sobre a água, deixando-a com um
aspecto tão brilhante quanto um diamante, numa mistura de milhões de tons de azul e branco.

- O Ethan contou-te sobre o que aconteceu comigo? - Karen mostrou-se apreensiva. Não sabia se Suzu já havia tomado conhecimento sobre o ocorrido com ela.

- Sim. Não te preocupes. O acontecimento é raro, mas depois consegues
controlar-te e portar-te como um de nós.

- E não faz mal ser assim e viver aqui?

- Claro que não! Podes viver normalmente e ser assim. Espera. Tcontas-te aos teus pais sobre o assunto?

- Não, não! Achei que fosse melhor não explicar-lhes. Achas que eles poderiam entrar em pânico?

Suzu moveu os ombros em sinal de dúvida - Conforme.

O que eles pensariam se ela lhes explicasse? Não reagiriam bem, isso era certo. Mas continuariam eles a pensar nela como sua filha. Ou uma aberração?

Suzu começou a andar pelo lado esquerdo, o lado contrário que Karen tomava para a escola. Ela seguiu-a logo atrás. Era rápida!

Da paisagem que conseguira apanhar, os montes erguiam-se sobre a cidade como um forte invencível. O mar deixara de seguí-las para dar lugar a um campo verdejante, repleto de árvores de todos os tipos. Apesar daquela Natureza, havia urbanização. Muito mais fraca que as cidades maiores, mas existia com moderação. Ali as pessoas eram civilizadas e deixavam a terra aparecer ao invés de alcatrão em abundância, e as plantas cresciam em
harmonia. Não conseguira observar com pormenor; claro que tinha seguir Suzu de perto.


Já deviam ter andado bastante, porque agora só se erguiam prédios e casas
por todo o lado. Deviam estar no coração da cidade.


Entre dois edifícios, Suzu espreitou para o beco escuro; quando se assegurou que não havia ninguém e que o caminho estava livre, fez sinal a Karen e seguiu em frente.

Como o caminho era estreito, ela estendeu as mãos para as paredes e andou cautelosamente, com medo de pisar alguma coisa, até que bateu com o corpo de Suzu parado.

- Está tudo bem? - perguntou.

- Sim, está tudo. Apenas 'tou a preparar as coisas!

Mas que diabos...?!

Ouviu um crepitar de fogo junto aos seus pés, mas não havia vestígios de
luz nem de cheiro de algo a queimar. Aliás, era bastante diferente, semelhante a rosas e madres-silvas.


Algo delicioso...

E além disso, alguma coisa a palpitar junto aos seus ouvidos. O barulho de algo a crescer...e a crescer...e a tornar-se indomável...

- Ana...Suzu...o que está a acontecer? - murmurou aos ouvidos da outra, que continuava sem dar reacção. A voz estava trémula e mostrava-se mais apavorada do que nunca.

Suzu não respondeu; e sempre permaneceu calada, mesmo quando Karen deu um grito de dor. Sentia os pés a queimar com o fogo invisível. Algo
semelhante a estar no meio de uma fogueira e a ser queimada viva.

Gritou mais alto, quando as queimaduras atingiram os joelhos. Mas será que ninguém do lado de fora do beco a ouvia?

Durante o segundo seguinte e o a seguir a este, a dor parou de vez.

No primeiro momento, sentia-se como a ser sugada por um aspirador dez vezes maior do que o seu corpo e com muita mais potência.

Depois, tudo aconteceu normalmente.

Estava sentada num chão de pedra macia, um lugar ainda mais escuro que o beco. A primeira reacção que teve foi agarrar os tornozelos. Tudo já
tinha passado, apesar de sentir uma pequena dormência.


O cheiro doce havia desaparecido. Ao invés disso, havia um rasto de uma brisa fresca, diferente de tudo. O ar parecia saudável, apesar de estar um pouco abafado.

Um arrastar de pés despertou-lhe os sentidos.

- Karen! Consegues mexer os pés?! - a voz chocada era reconhecível, mas fazia um eco. Deveria haver paredes muito próximas.

- Acho que sim. Mas não vejo nada...!

- Oh, desculpa, não sei como viemos aqui parar! Este lugar é ainda mais
escuro comparado com o que estávamos antes. Eu ajudo-te a levantar!

Suzu era incrivelmente forte. Levantou Karen tão depressa que a fez bater com a nuca num tecto bastante sólido e baixo.

- Oh não! Desculpa, a sério! - ela começou quase que a implorar.


- Não faz mal. Não doeu!

Conseguiu colocar-se e mexer-se pelos seus pés num ápice. O que era incrível era como não ouviu a pele a estalar sobre as queimaduras. Se calhar nem existiam.

O caminho até à saída, que Suzu ajudou a mostrar puxando-a por um braço, era por sinal, bastante pedregoso. Bateu nas pedras uma dezena de vezes, pelo menos, mas nunca sentiu dor. Apenas um leve roçar e o barulho do pontapé, mais nada.

Quando a escuridão começou a rarear, quase que não conseguia ver a luz
forte que entrava. Era apenas branco. Nada de outras cores. Apenas...branco.

E teve que suster a respiração para não gritar.






Será que podia estar melhor? Podia, mas não era a mesma coisa... Sleep
#132
ai carago! Gostei mesmo deste capitulo!
Foi tao facil de entender, agora tudo faz mais sentido!
Ethan= elfo
Karen= fada
lol, ok, até aí já tinha entendido, mas este capitulo tirou qualquer duvida
agora, onde é que aquelas duas foram parar?!
Sitio escuro, isso nao é bom para seres da luz! lol
Karen, amei as descriçoes que fizeste durante o percurso da Suzu e da Karen, e tambem da sensaçao de ardencia da karen! A suzu parece ser aluada! Matreiro

fico á espera de mais! bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#134
Oh, ninguém comenta... É dar-vos com um pau!

Bem, última parte do oitavo capítulo. Talvez o próximo já seje do vosso (neste caso, da lulumoon que é a única que acompanha) agrado e que deixem essas dores de costas passarem.

Capítulo 8 - Viagem





Era aquela a reacção que Suzuka esperava. Karen nunca tivera uma expressão tão aterrorizada, tão apavorada.

Não haveria outra forma menos dolorosa de descobrir.

Deixou-a cair de joelhos sobre a erva verdejante. Continuou sempre na mesma posição, sem que fosse capaz de olhar-lhe a cara. Aquele foi o minuto mais longo e doloroso de toda a sua vida.

Karen murmurou num sopro inaudível.

- É aqui que eles... vocês vivem?

Suzu não respondeu. Ela tomou isso como um sim.

- Os humanos sabem disto?

- Não, claro que não! Se eles descobrissem como chegar aqui, teriam feito o mesmo que fizeram à Terra!

- Porque vocês os odeiam tanto?

Suzu teve que se agarrar para não fugir a correr. Estava a provocá-la. E ela ainda era humana. Era o mesmo que insultá-la.

Ajoelhou-se junto ao corpo inerte que continuava com o joelhos coladas ao chão.

- Não é odiar, sabes? Digamos que - fez uma pausa para tomar fôlego e para decidir as palavras certas para dizer - Para eles nós somos aberrações, para nós eles são monstros.

Mais um longo momento de silêncio e Suzu estava a começar a entrar em pânico. O caminho que estava a tomar era o mesmo que espetar uma faca nas costas.

Estava tão próxima de um corpo imóvel, quase sem vida, que apenas mostrava que respirava por ligeiros movimentos de ombro. Era incapaz de tocá-la; olhar-lhe era uma sensação ainda pior.

Ela não estava disposta a passar por aquilo.

- Eu vou levar-te de volta para casa - quebrou o silêncio com uma voz meiga, apenas com o intuito de encerrar o caso ali.


Ouviu um murmurar de resposta, mas não conseguiu descodificar nenhuma das palavras pronunciadas.

- Karen, a sério, vamos voltar para a Terra.

Colocou o rosto dela com o seu e olhou-a seriamente. Ela não estava a chorar; muito pelo contrário, estava a sorrir. Abanou levemente a cabeça em sinal de resposta:

- Não. Este é o lugar mais belo que eu já vi.

"O quê?"

Suzu largou-a, perplexa. Acabara agora mesmo de a apedrejar com todas as palavras que tinha na mente. E agora adorava aquele lugar e não queria sair dali!

E talvez tivesse razão.

Estavam numa clareira, rodeada por árvores. Eram diferentes de todas as que existiam na Terra; as folhas não eram verdes, mas sim de uma platina
cinza. E ali havia sol. Mas não cegava ao olhar para ele. Os raios criavam uma linda harmonia com o céu.

Espera. Aquilo não um azul normal. O azul era... turquesa. Muito mais claro que a cor natural do céu na Terra.

Apurou um pouco mais a audição e conseguiu ouvir a água a bater ao
longe, possivelmente numa cascata. O som era límpido, e o cheiro a terra molhada entranhava-se nas narinas com a erva esvoaçante, criando uma sintonia refrescante com os elementos da natureza.

Quando voltou a observar Karen, não resistiu a sorrir. Ela olhava o sol, maravilhada como uma criança.

- Como é que isto é possível?

- Diferente de tudo o que já viste, não?

- Sim. Muito diferente.

Vê-la contente fazia-a sentir-se cada vez melhor. Aliás, cada sorriso era como terapia.

Durante as duas horas seguintes (que até pareceram bem curtas), Suzu mostrara-lhe os arredores do jardim do Paraíso. Entraram pela floresta
adentro, com os odores magníficos a invadir as narinas. Cada cheiro era mais intenso do que o anterior.

Havia uma planta muito engraçada, em que as folhas eram transparentes como vidro. Só faltava tilintarem ao sabor do vento.

Uma outra planta rasteira, muito semelhante a musgo e chamada de Tassez, tinha uma função bastante peculiar: tornava o solo tão flexível quanto o caule, fazendo com que os sismos sejam menos frequentes ou mais fracos.

À medida que se afastavam do ponto de partida, o som de água a correr e a bater contra rochas era maior. O cheiro ia-se diluindo com água fresca.

- Queres ver como este lugar ainda é mais habitável? - perguntou Suzu, quando a vegetação começou a rarear e a dar lugar a solo rochoso muito irregular. De um momento para o outro, começou a correr. E de uma forma veloz! Ela desapareceu uns segundos depois.

Karen começou, desesperadamente, a correr também. E durante os primeiros dois minutos de corrida, não viu a amiga. Depois, conseguiu avistar o cabelo loiro saltitante de um lado para o outro.

Com um pouco mais de atenção, desviou-se de alguns buracos sulcados no chão de pedra, não fosse enfiar o pé nalguma das fendas e cair despropositadamente.

Quando se aproximou um pouco mais, apercebeu-se que ela cobria os braços com água. E o riacho? A água, vista daquele ângulo, parecia pura e
fresquinha. Transparente e criava uma harmonia tão perfeita com aquele local, abafando qualquer outro som.

- Karen, anda! A água é potável! - Suzu exclamou e aproximou-se dela com os braços a pingar. Aproveitando o conselho, agachou-se, fez uma concha com as mãos e apanhou um pouco de água. Molhou apenas um pouco a língua, mas apenas aquela acção provocou-lhe um sobressalto. O líquido era tão frio que até fazia os dentes rangerem!

- Está fria!

Suzu deu uma gargalhada.

- Desculpa, mas a temperatura deve ter sido um choque para ti.

- Acho que isto tudo é um choque para mim.

- Vais habituar-te num instante que até vais fartar-te logo a seguir - Suzu sentou-se no chão rochoso. Karen imitou-a. Uns segundos depois de ter
secado os braços molhados, Karen fez-lhe uma questão:

- É estranho. Já estamos aqui há algum tempo e ainda não vimos animal
algum. Não existem?

- Claro que existem! Eles apenas não estão habituados ao teu cheiro e devem ter-se afastado um pouco.

- Eles têm medo de mim?

- Um pouco. Como é a tua primeira vez aqui, os animais tratam-te como uma estranha. E vou dizer-te uma coisa, tu estás cheia de odores humanos em cima de ti!

Aquela declaração assustou-a tanto que atreveu-se a cheirar a manga do casaco. Nah, cheirava tudo normalmente. Como era possível julgarem-na
daquela forma?

- Cheiro assim tão mal?

- Claro que não. Por exemplo, os animais da Terra. Eles reconhecem os donos pelo cheiro. Estes sabem quando alguém é ou não daqui da
mesma forma.

- E os habitantes deste lugar?

Suzu engoliu em seco. Aquele era um assunto muito delicado que não queria tocar. Mas decidiu arriscar.

- Nós temos duas formas de identificação. O cheiro é uma delas. A outra é a leitura de auras.

Fez uma pausa para adivinhar a reacção de Karen. Esta, porém, continuava
atenta e não parecia assustar-se.

- Figuradamente, a aura de um ser vivo é uma membrana isolada do resto de corpo que apenas nós podemos ver. Transmite os sentimentos e a
personalidade. Basicamente, é um bilhete de identidade de cada indivíduo.

- E tu consegues ver a minha aura?

- As auras dos seres humanos vão do negro até ao cinzento claro. Eu, a cada momento posso saber quando alguém está calmo ou está a ter uma ataque de fúria. Mas - tomou fôlego - eu não consigo ver a tua.

Aquilo deve ter soado como uma bomba acabada de explodir. Mas ela pensou ter percebido mal.

- Tu acabaste de dizer que não consegues ver a minha aura? Mas não disseste que cada um tinha a sua?

- E disse isso! Apenas, por incrível que pareça, a tua é invisível para mim. Não consigo lê-la, apesar de pressentir que ela está aí, ao pé de ti.

Ela não conseguia vê-la? Mas o que ela tinha de diferente dos outros?

- Nunca viste um caso destes?

Ela abanou a cabeça negativamente - Apesar de isso não querer dizer nada! Tu andas e vives como uma que tem.

- Eu devia, obrigatoriamente, ter uma aura?

Suzu encolheu os ombros.


Os segundos seguintes, foram de silêncio entre as duas, apenas acompanhado pelo ruído doce da água a deslizar sobre as rochas.

Não se sabe como, mas a rapariga loira adivinhou a hora naquele exacto momento.

- Vou levar-te para casa. Já está a ficar tarde.

- Já? A sério?

- Sim. Decerto que o começo da tarde já não é cedo para ti.

Karen olhou seriamente para ela. Não de uma forma agressiva, mas incompreensível. Suzu devia estar a sentir-se terrivelmente mal por ter contado tantos factos aterradores.

- Tu não podes levar-me agora. Eu adoro este sítio.

- Eu acabei de dizer-te uma coisa terrível e tu agora agora deves estar a pensar como és anormal.

- Não. Eu não penso como se fosse uma anormal. Apesar do que me contaste eu sinta-me um pouco diferente. E não deve ser assim tão mau ser diferente.

Suzu aliviou a tenção em cima de si com aquelas palavras de amizade. Karen era uma rapariga que merecia ter tudo o que desejasse pela frente. Pelo contrário, elas as duas estavam sentadas num chão duro de pedra, a
discutir a sua própria existência.

Talvez fosse essa a razão porquê: não queriam que lessem a sua aura. Ela queria privacidade, apenas isso.

- Temos de ir. A sério Karen, andamos muito e já deve ser hora de almoçar.
Precisas de recompor energias.

Karen resmungou qualquer coisa entredentes.

- Desta vez vai doer menos se te mantiveres agarrada a mim.

As duas mantiveram-se em pé e Karen agarrou-lhe os ombros. Quando Suzu voltou a invocar o portal que a levaria de volta para a Terra, sentiu o fogo cozer-lhe os pés novamente, mas sem dores.


Conseguia sentir calor, mas não calor que magoa. Calor que aquece.

Nos dois segundos previstos estavam de volta ao beco escuro. E outra vez de volta ao ar que não cheirava a fresco com odores especiais que nunca havia experimentado. De volta aos cheiros substanciais com fumo.

De volta ao céu azul claro e ao sol que queimava as vistas.

Suzu foi acompanhando Karen até casa, mas desta vez sempre perto dela. Pelo caminho, a primeira metade foi efectuada em silêncio, com a cidade toda como pano de fundo.

- Porque é que o teu irmão, às vezes, consegue ser um pouco tão... - Karen interrompeu o silêncio, apesar de começar com uma conversa um pouco imprópria.

- Estranho? Ele apenas age assim em público. Não gosta de falar com muita gente em redor dele.


- És bastante diferente do teu irmão.

- Achas? Penso que não. Não leves a mal, mas ter uma conversa com um humano é bastante difícil, principalmente quando não é possível descodificar metade do que eles dizem. Muitas vezes, as raparigas fazem-me perguntas desconfortáveis, e eu não me sinto muito à-vontade para responder. Maior parte delas é sobre o meu irmão. As raparigas humanas são assim tão
desesperadas?

Karen não evitou sorrir. Suzuka tinha corpo de pré-adolescente, mas agia e
pensava como uma pessoa madura.

- E fazem que género de perguntas?

- Como quantas namoradas ele já teve, os hobbies e coisas assim. Mas eu respondo-lhes sempre que a vida pessoal e amorosa do Rui não é assunto meu. Às vezes gostava de ter uma amiga a quem eu pudesse contar tudo. Humana.

- E porque não fazes isso? Podes pedir segredo.

- Não posso e, mesmo que pudesse, não queria. Não gosto de colocar a minha e a vida de outros em perigo.

- O Eth... o Rui já me contou sobre esse assunto. Apesar de eu o achar um pouco controverso.

- É normal.

Chegaram à entrada do apartamento e começaram a subir as escadas. Degrau a degrau, a temperatura parecia subir e escaldar-lhe o peito. Já sentia saudades da frescura do novo lugar.

- Achas que é possível voltar lá?

- Claro. Mas acho que vai precisar de ajuda para chegar lá. E se quisesses, começáva-mos com um novo hábito. Tens é de manter-te discreta com os
teus pais.

- Acho que isso é o menor dos problemas.

Chegaram à porta do apartamento.

- Ficas? - Karen perguntou, enquanto abria a porta e retirava a chave da fechadura.

- Não. Não quero incomodar. Tu precisas de descansar e pôr as ideias em
ordem. Estes dias são muito para a tua cabeça.

Despediram-se ali. Karen pensou o quanto a outra tinha razão. Aquela semana, apesar de cheia, havia completado o maior dos seus problemas: compreender aquilo tudo. Era isso que ela achava.

A casa estava vazia. Aproveitou para fechar a porta do quarto e abrir a janela, enquanto ouvia o buzinar desregulado do trânsito lá em baixo. Enquanto estava deitada em cima dos lençóis, lembrou-se de algo muito importante. Algo mesmo sagrado.

"Onde está?!"

Começou a procurar pelas gavetas e por todos os cantos do quarto. Revirou tudo e procurou uma segunda vez.

O medalhão havia desaparecido.
#135
A tua leitora favorita chegou! Matreiro
OMG amei a descriçao daquele lugar! Hehehe! Vou dizer uma coisa! quando estavas a descrever a cor das folhas das arvores pedi para mim "Cor-de-rosa, cor-de-rosa!", mas vá, sairam cinzentas! tambem gosto! (Sim, eu tenho uma panca por cor-de-rosa! Vais ver, daqui a uns capitulos ainda visto a Lana como uma barbie! Matreiro Nao, brincadeira! lol)
Gosto muito da Suzu! Acho-a tao calma! Lol! Sabes, acho que esta historia dava um anime fabuloso! Parece que estou mesmo a ver as expressoes faciais e as atitudes dos personagens! Amo muito mesmo! Very Happy
O Ethan é mais estranho! lol, eu acho! A Suzu é muito mais natural (ou entao é boa atriz, visto que tem de encenar para as pessoas). Cheira-me que a Karen ainda vai ser aquela amiga que ela precisa! Toma toma
Agora a ver vamos!
Fico á espera de mais!
bjokas!


PS: LEIAM O RAIO DA FIC!!! a moça mereçe, carago!
pronto, já disse! Toma toma
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#136
lulumoon escreveu:A tua leitora favorita chegou! Matreiro
OMG amei a descriçao daquele lugar! Hehehe! Vou dizer uma coisa! quando estavas a descrever a cor das folhas das arvores pedi para mim "Cor-de-rosa, cor-de-rosa!", mas vá, sairam cinzentas! tambem gosto! (Sim, eu tenho uma panca por cor-de-rosa! Vais ver, daqui a uns capitulos ainda visto a Lana como uma barbie! Matreiro Nao, brincadeira! lol)
Gosto muito da Suzu! Acho-a tao calma! Lol! Sabes, acho que esta historia dava um anime fabuloso! Parece que estou mesmo a ver as expressoes faciais e as atitudes dos personagens! Amo muito mesmo! Very Happy
O Ethan é mais estranho! lol, eu acho! A Suzu é muito mais natural (ou entao é boa atriz, visto que tem de encenar para as pessoas). Cheira-me que a Karen ainda vai ser aquela amiga que ela precisa! Toma toma
Agora a ver vamos!
Fico á espera de mais!
bjokas!


PS: LEIAM O RAIO DA FIC!!! a moça mereçe, carago!
pronto, já disse! Toma toma

A Lana como uma Barbie?! affraid ai eu não mereço isto.
E um anime? Hã, talvez, apenas preciso de ajuda a desenhar! Oh, é natural, eu não tenho jeito porque tenho mãos pequenas [vergonha]São as mais pequenas da minha turma[/vergonha]
Não, a sério, a fic como anime não fica muito boa. As personagens de anime são sempre tão vivas e as minhas parece que um sopro as leva. Matreiro
#137
Karen_95 escreveu:
lulumoon escreveu:A tua leitora favorita chegou! Matreiro
OMG amei a descriçao daquele lugar! Hehehe! Vou dizer uma coisa! quando estavas a descrever a cor das folhas das arvores pedi para mim "Cor-de-rosa, cor-de-rosa!", mas vá, sairam cinzentas! tambem gosto! (Sim, eu tenho uma panca por cor-de-rosa! Vais ver, daqui a uns capitulos ainda visto a Lana como uma barbie! Matreiro Nao, brincadeira! lol)
Gosto muito da Suzu! Acho-a tao calma! Lol! Sabes, acho que esta historia dava um anime fabuloso! Parece que estou mesmo a ver as expressoes faciais e as atitudes dos personagens! Amo muito mesmo! Very Happy
O Ethan é mais estranho! lol, eu acho! A Suzu é muito mais natural (ou entao é boa atriz, visto que tem de encenar para as pessoas). Cheira-me que a Karen ainda vai ser aquela amiga que ela precisa! Toma toma
Agora a ver vamos!
Fico á espera de mais!
bjokas!


PS: LEIAM O RAIO DA FIC!!! a moça mereçe, carago!
pronto, já disse! Toma toma

A Lana como uma Barbie?! affraid ai eu não mereço isto.
E um anime? Hã, talvez, apenas preciso de ajuda a desenhar! Oh, é natural, eu não tenho jeito porque tenho mãos pequenas [vergonha]São as mais pequenas da minha turma[/vergonha]
Não, a sério, a fic como anime não fica muito boa. As personagens de anime são sempre tão vivas e as minhas parece que um sopro as leva. Matreiro

As minhas maos sao grandes! E as unhas tambem! XP
Eu, todas as historias que leio, gosto de imagina-las em animes, ou séries! Nao era fofinho? Passar na TV ou no cinema! Esperancoso
Bom, mas tu é k deves ter as ideias das situaçoes melhor em mente, afinal, eu apenas crio uma imagem na minha mente, baseada com o que escreves! O que temos na cabeça, enquanto inventoras da historia, é sempre melhor! lol!

bjokas
as minhas fic's:
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#140
Off: OH MY GOSH Incredulo
Spoiler
Fairy Tales - O início - Página 3 Loiros%2Bentram%2Bem%2BExtin%C3%A7%C3%A3o
Ainda bem que eles não são humanos. Off.

Nah, esqueçam aquilo lá em cima.
Parece que eu agora estou a ter o privilégio de conseguir postar capítulos todas as semanas. Wee.

Capítulo 9 - Relâmpagos e trovões


Quando a escola recomeçou na semana seguinte, ela observou cada pessoa com mais atenção.

Ela sabia que a aura era como uma nuvem que pairava sobre as cabeças das pessoas. Mas como eles a leriam? As palavras simplesmente forma se-iam?

Aquele assunto martelou-lhe a cabeça durante horas a fio. A existência ou não da sua era um caso quase impossível de esclarecer.

Quando tentava afastar esses pensamentos da sua mente, lembrava-se logo de como iria contar aos pais. Apesar de Suzu lhe ter pedido para não fazê-lo, ela sentia necessidade disso.

Ou os seus pais estariam envolvidos nalgum problema semelhante ao dela?

Suzu tinha razão ao facto que Ethan não falaria com ela em público; não
lhe dirigiu a palavra uma única vez que fosse, ou seja, agira normalmente.

No final do dia, em vez de seguir o caminho habitual para ir para casa, decidiu ir pela distância maior, que basicamente era circundar a escola por
cima e seguir o caminho contrário que tomava habitualmente.

Karen não se sentia cansada para realizar o percurso; tomara a decisão de livre vontade. Queria apanhar ar fresco e colocar as ideias em ordem, antes
de fechar-se no quarto a estudar.

O primeiro passo era subir uma ladeira muito íngreme. O que não custou muito. O pior era ver como o passeio era minúsculo e quase que tinha que enfiar-se na parede. O movimento dos automóveis afectava o percurso.

O lugar aonde estava era algo que nunca tinha visto ali. Aquilo não eram casas, eram mansões com jardins enormes e árvores que iam até ao céu a condizer.

Apesar disso, maior parte era desabitadas. Normal, já estavam a cair de podre, com as janelas partidas, pintura descascada e jardins maltratados.

Algumas partes dos muros estavam já do outro lado da casa. Também aquele panorama não era algo muito arrepiante para os habitantes dali: maior parte dos campos eram separados uns dos outros por uma camada muito baixa de pedras, sobrepostas umas às outras e tapadas com cimento. Muitas vezes elas caiam e era preciso colocá-las no sítio novamente.


Apesar de estragadas, algumas delas pareciam ter sido magníficas enquanto ainda eram habitadas por alguém.


Foi andando mais um pouco, enquanto que a rua ainda continuava em silêncio, o que era deveras assustador. Decerto que aquele lugar era isolado do resto da ilha. Nem uma única vivalma por perto.

A ideia de sair dali e ir pelo percurso normal passara-lhe pela cabeça uma dúzia de vezes, mas fez-se de valente e ignorou-as; o que estava feito
estava feito e não ia dar a volta atrás. Ainda era de dia e o anoitecer demorava a chegar.

Sentiu inúmeras vezes um roçar ligeiro no ombro, mas chegava sempre à
conclusão que era o vento. Se soubesse que aquilo ligaria o seu modo de assustadiça, nunca havia de ter feito uma mudança de hábitos.

***

Quando reparou que o isco havia aparecido mais cedo do que esperava, agradeceu que uma casa desabitada e uma mão cheia de figueiras lhe proporcionassem um esconderijo e pêras.

"Só apenas uma idiota como estas decide dar um volta por aqui." - riu-se
baixinho.

Depois da tentativa falhada de riscá-la dos planos (e mesmo quando descobrira dias depois que ela continuava viva e de boa saúde), decidira em dar-lhe outro destino, que fosse cruzar com a missão.

Ken teve que morder o interior da bochecha para não elevar o riso. Há semanas que esperava por aquilo!

Poderia querer passar despercebida, mas isso seria impossível. Ela tinha poderes inimagináveis e seria um perigo se continuasse perto da sua presa.

Enquanto estava sentado e com as costas apoiadas sobre o tronco da árvore, começou à procura de algo que se movia em círculo ao lado dos seus pés.

Uma esfera translúcida, rodeada por uma névoa brilhante, continuou a pairar na sua mão, mesmo quando a conseguiu apanhar. Não houve sensação de quente ou frio, apenas de...nada.

Depois olhou por cima do ombro. Reparou que a costa estava livre e que ela ainda não se apercebera da sua presença. Avançou lentamente até ao muro, com o cuidado de não arrastar os pés, não fosse a erva alta fazer o som possível até denunciá-lo.

Ela não tinha tido para muito longe. De facto, movimentava-se demasiadas vezes para conseguir seguir normalmente.

De cada vez que dava três passos, tinha que se esconder entre alguma brecha. Será que ela conseguia ouvi-lo ou era só efeito de susto?

Quando o caminho era só a descer, parou de segui-la e colocou o objecto flutuante sobre o alcatrão, com cuidado. Continuou a flutuar em círculo,
sem tocar uma única vez no chão.

Pôs as mãos em concha atrás do objecto que, lentamente, começou a mexer-se em linha recta até ao alvo.


A meio da distância, a bola tocou no chão, fazendo um som semelhante a plástico a cair, mas continuou a rolar até ao calcanhar de Karen.

O relógio na sua cabeça começou a contar. Dali a duas horas, um passo da
sua missão estaria concluído.

***

Enquanto aqueles segundos em que a sua mente parara duraram, observou a bola que tocou nos seus pés descer o resto da ladeira e parar quando o caminho deixava de ser íngreme.

Ela achou que seria um brinquedo de alguma criança atirado à rua, mas aquilo atraiu-a.

Se aquilo era um brinquedo, então ela devia estar míope. Transparente à
superfície, mas com o núcleo visível. O centro não passava de uma pequena luzinha que pairava no objecto.

Quando estava a palmo e meio de distância, olhou por cima do ombro para ver se aparecia alguém, dono daquela coisa. Mas não estava lá ninguém. Agachou-se e experimentou colocar a mão sob aquilo, sem a tocar. Não aconteceu nada. Pousou o dedo suavemente e estranhou a sensação gerada que subiu-lhe pela espinha. Era muito mais mole do que julgava, uma espécie de gelatina. Agarrou-o com as duas mãos em concha, modelando-o
devagar. A esfera parecia que se desfazia ao toque.

"É mole, mas faz sons de algo bastante sólido. Parece uma caixinha de
surpresas."

Devolveu a esfera de volta ao chão. Fosse quem fosse o dono daquela coisa, haveria de encontra-la.

Quando deu o primeiro passo para retomar a caminhada, algo aconteceu. O núcleo começou a mover-se. Depois, elevou-se no ar e começou a dar voltas furiosas, aumentando a velocidade a cada segundo que passava.

Era hipnotizante segui-lo apenas com os olhos. Karen apercebeu-se que não conseguia respirar e que só conseguia pensar em duas coisas em
simultâneo: Da impossibilidade de aquilo estar verdadeiramente a acontecer e de como iria qualquer coisa correr mal.

Apertou as suas coisas contra o peito e, sem dar conta, tinha os pés a rastejar lentamente para trás.


Nos últimos dez segundos, o objecto desconhecido expeliu pedaços
significativos de luz que, pouco a pouco, se iam tornando em escuridão.

De seguida, ergueu os olhos para a criatura, que retribuiu-lhe com um olhar amaldiçoado.

Estaria imóvel por quanto tempo? As pernas tremiam como varas verdes e renunciavam o peso do resto do corpo. Pela segunda vez, não sabia se morreria ou não.

Ela estava tão morbidamente... pesada. E desfaleceu rapidamente.

Daquela vez, o ser não tinha tentáculos; eram duas mãos gigantescas, mais ou menos do tamanho de todo o corpo. Mãos perfeitas para esmagar
alguém com apenas um pouso de...gigante. Pelo que conseguiu reconhecer, havia formas e linhas que formavam algo estranho no tronco enorme. Algo parecido com um losango, aprisionado por extensas curvas, que eram logo esbatidas por correntes cravadas com espinhos. Tudo com um propósito. No centro da figura geométrica, algo semelhante a letras escritas com linhas rectas, apenas a formar uma única palavra.

Não estava escrito em português, nem em inglês, nem noutra língua
reconhecível.

De resto, estava coberto por vermelho, cor de sangue. E não tinha pernas.

Começou a arrastar as pernas de recuo, mas fez ainda pior, pois rasgou os jeans à volta dos joelhos. Pela dor que lhe subia e vibrava na ponta dos dedos, sabia que agora estariam esfolados.


Tinha em medo em levantar-se e sair a correr; com o tamanho imenso do inimigo, este alcançaria-a no primeiro momento.


Apenas esperou que voltasse ao normal. Ou que voltasse a ser salva...outra vez.

Percebeu que a criatura não movia um único músculo e que apenas a fitava. Parecia estar preparando-se para atacar algo, mas que ainda esperava pela altura certa.


Os olhos retorceram-se e fixaram outra coisa ao lado. Depois, olhou o céu. A forma como movia a cabeça era de dar a volta ao estômago: a cabeça estava perfeitamente perpendicular, criando um ângulo de noventa graus. A pele tornava-se visivelmente esticada e era agoniante observar a carne avermelhada, queimada ao longo do símbolo no corpo, que puxava e repuxava uma camada que se assemelhava mais dura que a pele humana, pois fazia sons duros e secos.

O monstro observou o céu durante algum tempo, o suficiente para que Karen o imitasse. O tempo estava a mudar. Apesar de o céu não estar limpo, estava um pouco enublado, mas o suficiente para que não deixasse a luz do sol cair sobre a terra.

As nuvens deixaram de ser brancas e começaram a escurecer a uma velocidade inacreditável, como se aproximasse uma tempestade violenta.

Quando tudo escureceu, o tempo deixou de ser húmido e o vento apressado transportava uma onda de electricidade.

O primeiro relâmpago foi logo acompanhado por um ruído característico de um trovão. Aquele som perfeito para dar cabo dos tímpanos de alguém
se escutado de muito perto. Quando o segundo apareceu, a criatura gigantesca sacudiu-se; o chão vacilou um pouco.

O incrível era que o terceiro e o quarto mantiveram-se sempre em círculo dos dois; os relâmpagos nunca caiam duas vezes no mesmo local. Voltou a
colocar a cabeça gigantesca na posição de equilíbrio e o olhar de forma distorcida, para o mesmo horizonte longínquo. Karen experimentou mover um pouco o pescoço, ficando assim de costas para ele e de frente para o
que observava tão atentamente.


Primeiro, não viu nada de especial, mas mirando melhor, havia uma mancha prateada. Ela achava aquilo como uma ilusão criada pelo canto do olho, não
fosse o borrão movimentar-se sem que ela mexe-se a cabeça.

A brisa electrizante ia de encontro à sua face. Karen teve que semicerrar os olhos, pois o vento provocava pontadas nas pupilas. E lembrou-se que algo estava errado. Depois do quarto raio ter caído sobre terra, apenas houvera silêncio. Mas a tempestade ainda não havia acabado. Nada daquilo
encerraria de uma hora para a outra.

O vento aumentou de velocidade contra o rosto, passando a ser algo um pouco para o incómodo. E a mancha desapareceu, talvez levada pelo vendaval.

Os tímpanos estremeceram de dor quando o estrondo ocorreu, como de uma orquestra de centenas de tambores em grande escala se tratasse, e o chão sobre os joelhos vacilou novamente, mas desta vez deixou-a cair com o corpo estendido sobre o asfalto, e o peso vivo que respirava por cima, mesmo antes de tornar-se vulnerável.

***

Acordou novamente com a cabeça deitada sobre duas almofadas, mas apesar disso, doía como se fossem feitas de pedra.


Teve que aguentar cinco segundos até que o oxigénio voltasse a circular
regularmente nos pulmões. O peito estava dolorido, e por isso custava a movimentação regular dos membros superiores. Ela estava coberta com algo invulgar, que não fazia parte do resto do móvel onde estava deitada. Colocou ao nível dos olhos e apercebeu-se que não era nenhuma
manta, mas sim um casaco. Caxemira. E deitava um cheiro delicioso, mas irreconhecível.


Um barulho a tilintar de vidro trouxe-a de volta à realidade. Mesmo sabendo que estava no seu quarto e na sua casa, tinha medo de ver o que se passava no lado de fora. Deixou-se ficar onde estava, mas sentada, a observar o rasgão que tinha nas jeans, que vinha desde o joelho até quase à coxa. O que parecia ser uma ferida estava bem desinfectado e tapado com compressas de gaze. Oh bem, as calças é que ficavam sem solução.

O barulho no exterior abrandou um pouco e depois começou a ouvir passos que se dirigiam até à porta do quarto. Karen esperou que a porta abrisse de rompante e se espantasse com uma cara conhecida. Mas não foi isso que aconteceu.

O desconhecido abriu a porta de mansinho, apenas transportando um copo de água fumegante nas mãos. Ele não era nada diferente do que já tivesse visto.


Karen queria dizer qualquer coisa, mas prendeu a voz na garganta. Ele não era o mesmo, era apenas...parecido.

Ele vislumbrou-a durante dois segundos, de pé perto da porta, antes de a fechar silenciosamente e colocar o vidro aos pés da cama. Puxou a cadeira que estava ao pé da secretária e sentou-se ao lado da cama, a observá-la com olhos atentos, até murmurar qualquer coisa que Karen percebeu, mas não sabia o significado:

- Meia-humana... - e sorriu vagamente. Não era um sorriso simpático; era como um sorriso malévolo. Karen começou a entender tudo.

- Nunca pensei que o Ethan tivesse mais um irmão.

- Ele não é obrigado de contar a história de família a desconhecidos.

- O Ethan conhece-me. - Quem estaria a desafiar quem? O indivíduo comportava-se de uma forma estranha e muito cínica, mas apesar disso estava a divertir-se.


Karen quase que teve de compara-lo ao irmão. As semelhanças eram incríveis; os olhos não eram azuis, mas de um profundo verde-água. Era impossível o cabelo loiro-claro passar despercebido, quando as madeixas douradas caiam sobre o rosto de porcelana. Mas o que mais os distinguia era as feições da cara, muito mais dóceis. Como era possível que nunca
lhe tenham falado dele? Ainda há pouco tempo tinha descoberto (e pensado) que Suzuka era a sua única irmã. Podiam, ao menos, ter-se resignado a contar que havia mais um membro na família.

- E hoje quase que fui empurrado a salvar-te. Quantas vezes mais vais pôr-te em problemas, miúda?

Karen ficou sem pinga de sangue.


- Como é que tu sabes disso?

- Não é muito difícil quando todos tresandam a meia-humana. E devias sentir-te agradecida por eles, pelo menos, te darem alguma atenção.

- E a que respeito é que dizes isso? - Karen já estava puramente irritada, mas evitou demonstra-lo - Eu mal te conheço.

- E é melhor eu não andar a dar-te muitas esperanças. Toma, bebe isto. - Deu-lhe o copo com a água a fumegar.


Karen pegou no copo, mas ficou a olhar para o líquido como se fosse veneno. Bebeu-a num trago, mas não demorou a perceber que aquilo tinha demasiado sabor para ser água.

Após isto, o desconhecido agarrou o casaco de caxemira que Karen ainda tinha sobre as pernas, e vestiu-o.


Ela ainda não tinha reparado antes, mas uma parte da roupa que ele vestia estava rasgada e coberta com sangue escarlate, já seco. Karen apontou-o com o dedo, sem fala. Estava ferido, e certamente era culpa dela. Ele escondeu o rasgão com o casaco, talvez um pouco perturbado por ela ter reparado.


Saiu sem fazer um único som. Mas Karen não estava disposta a que ele desaparecesse sem, pelo menos, dizer o nome. Levantou-se após o irmão de Suzu ter fechado a porta do quarto, e cambaleou um pouco até ela, mas não foi capaz de rodar a maçaneta. Encostou um pouco a testa à madeira e só voltou a respirar quando tivesse ouvido ele a sair definitivamente do apartamento.









Oh, por favor, comentem, eu tou cheia de dores nas costas e uns comentáriozinhos remediariam a situação. Sim?
#141
alô! desculpa o atraso karen, mas ontem estava morta de sono para vir cá ler!
Bem, mas que capitulo! A Karen meteu-se em problemas, mas... Foi o ken! o.O Uou, qual é a ideia do rapaz? que planos sao esses?! hum...
Agora, quem a salvou?! Como nao referiste o nome, ainda estou naquela. Inicialmente julguei que fosse tudo um plano do Ken, do tipo, põe-la em perigo e depois salva-a, para parecer o bom da fita, mas depois fiquei com duvidas! Se é irmao dos outros dois... hum...
Tens de me esclarecer!

Finalmente: Parabens, capitulo optimo! A tua escrita é optima, e as descriçoes melhor ainda! Contas os acontecimentos com tamanha naturalidade que eu quase pude ver aquela esfera que tocou a karen nas minhas maos! Incrivel! Embaracoso

Espero por mais! bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#142
lulumoon escreveu:Agora, quem a salvou?! Como nao referiste o nome, ainda estou naquela. Inicialmente julguei que fosse tudo um plano do Ken, do tipo, põe-la em perigo e depois salva-a, para parecer o bom da fita, mas depois fiquei com duvidas! Se é irmao dos outros dois... hum...
Tens de me esclarecer!

Ui, que arrepio.
Voltar a ler o 2º cap esclarece todas as dúvidas.
#143
ahhh! Já fui ler o capitulo! Realmente foi um erro meu, mas já nao me lembrava daquela cena! Agora faz mais sentido!
Estou ansiosa por descobrir mais sobre estes dois maninhos! lol
bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^

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