Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Fairy Tales - O início

#42
Querida Karen estou a adorar a tua historia...A maneira como descreves os acontecimentos e a reacção das pessoas é um espectáculo...

Promete ser uma historia muito boa e que possivelmente me vai fazer rir muito e talvez chorar(sou muito sensivel a historias romanticas)

Fico à espera do proximo capitulo

Beijokitas


Obrigado Dumpling <3
#43
Depois vem dizer que eu escrevo melhor que tu, isso é impossivel.
Esta fic está tão linda!
Querida, quero mais. Continua a postar, tenta por maiores e tal Embaracoso
Live is just a game...
Retain your fangs.
#44
Veronica Lee escreveu:Depois vem dizer que eu escrevo melhor que tu, isso é impossivel.
Esta fic está tão linda!
Querida, quero mais. Continua a postar, tenta por maiores e tal Embaracoso

Sim, sim. Depois vamos ver quem escreve melhor...:zangado: Ou vamos começar aqui uma discussão?
#45
Karen_95 escreveu:
Veronica Lee escreveu:Depois vem dizer que eu escrevo melhor que tu, isso é impossivel.
Esta fic está tão linda!
Querida, quero mais. Continua a postar, tenta por maiores e tal Embaracoso

Sim, sim. Depois vamos ver quem escreve melhor...:zangado: Ou vamos começar aqui uma discussão?

A discução seria desnecessária, é obvio que és tu quem escreve melhor! Mesmo sendo escritas diferentes, a tua é mais suave e bonita!
Live is just a game...
Retain your fangs.
#46
Capítulo 4 (3ª parte)
Preciso de falar com ele

Novamente perdida. Pronto, talvez tivesse ganho o recorde de confusões da época. Em vez de estar no último piso, encontrava-se no rés do chão e com a barriga a dar horas.

Se tivesse tomado o pequeno-almoço... Agora 'tou a morrer de fome! Parece que vou ter de esperar até à hora do almoço...Até aí o meu estômago fica a buzinar...” - pensava tristemente Karen, embalada pelos ruídos do seu estômago - “Bem, mais vale tentar agora do que nunca...Irei chegar à sala 322 nem que atropele essa gente toda!” - destemida no seu caminho, Karen deslocou-se o mais rápido possível para onde teria aula.

Afinal, não deve ser assim tão dificil...Até ontem fiz o mesmo percurso...Só que não dei por isso...Aiaiai, sou uma desgraçada sem futuro...” - pensou, enquanto tentava passar por entre uns “grandões” do 12º ano - “Pelo menos estes comem Danoninho diariamente...Ai, não posso pensar em comida, ENLOQUEÇO!! Pronto, acalma, tenho de aguentar até à hora de almoço, vai passar depressa, acho eu...”.

- Olha, vou-te contar uma cena muito engraçada que aconteceu ontem – sobrespôs-se uma voz às restantes. Uma voz tão familiar, tão meiga. Curiosa, Karen vira-se e...VALÉRIA...

O não, nunca cheguei a falar com ela depois daquilo de ontem. O que faço agora? Não posso chegar simplesmente ao pé dela e dizer (Olá Valéria, tudo bem depois daquilo que se passou na enfermaria?). O que faço agora?” - remoída nos seus pensamentos, Karen tentava arranjar forma de a “ex”-amiga não dar por ela. Valéria, porém, passou sem reparar, ou então, finjiu não ver que ela estava lá.

Ufaa, safei-me desta. Acho que não conseguia olhar para ela depois de ontem. O problema é que somos da mesma turma...Será que a culpa é toda minha?” - interrogava a si própria, culpando-se por tudo que a tinha feito passar. Depois do ocorrido na enfermaria, achava-se triste por ter sido tão egoísta.

A Diana e a Valéria eram as suas primeiras amigas naquela cidade. E deixou-as para trás devido ao seu egoísmo. Mas aquele rapaz...Fora ele que tinha deixado a sua vida naquele estado. Estava feliz por ele a ter salvo naquele dia, mas agora...Sentia-se triste por o ter conhecido. “E seu volto a desmaiar em frente dele? Vai ser um problema que não conseguirei controlar” - desesperada, não chegou a ouvir o toque que anunciava o início da primeira aula da manhã. Todos os presentes no corredor iam para as suas salas de aulas, menos ela. As imagens bailavam na sua cabeça. Nada existia à sua volta. Não ouvia as correrias dos alunos mais atrasados que tentavam chegar a tempo.

Estaria hipnotizada? “O que se passa?! Não consigo mexer-me! Porque é que não consigo ver nada?! O que está a acontecer-me?!!”. O desespero e as imagens acumulavam-se. A escuridão não tinha fim. O que num momento eram as cores das paredes do corredor, agora era uma noite escura sem luar. Tentava gritar e não conseguia. A sua voz não saía...

E de repente...
Um leve toque. Um sussuro quente. E fez-se luz...Voltara tudo ao normal.

    - Está tudo bem contigo? - Karen virou-se e uma miúda que não poderia ser mais velha do que ela estava lá. Ela...tinha-a...salvo...da escuridão. “Como é que ela...fez aquilo?”.

    - O que se passou? - Karen encontrava-se cada vez mais confusa.
    -Parecia que estavas a dormir em pé, só isso – respondeu a rapariga. Sim, só podia ser ela. Era a mesma voz que Karen ouvira na escuridão. Aquela voz quente acalmou-a – Oh não, olha as horas!! Já tou atrasada – exclamou a rapariga, e desapareceu no longo corredor.

    Espantada, Karen estica o braço e olha para o seu relógio - “Incrivelmente, ela tem razão...Eu acho que também 'tou atrasada. Pois, estou mesmo, ATRASADA!!!” - e correu esboferida pelo corredor fora, quase vazio.

    Por sorte, o professor ainda não tinha chegado. “Ufa, finalmente um pouco de sorte no dia de hoje. Só espero que haja mais! Ah, mas, ainda não pensei como ia reagir se visse a Valéria. Sou tão estúpida!!! Perdi todo o meu tempo que tinha para pensar.”
    Karen sentiu um olhar prenetrante a observá-la. “Será que...” - e virou-se. Olhou para Valéria. Não, não era ela. Reparou no grupo de raparigas e rapazes que estava à sua direita. Ninguém parecia prestar atenção nela.

    Estou a enloquecer ou quê? Hoje sinto tudo e mais alguma coisa...” - e, abanando a cabeça, olhou mais atentamente para um canto afastado da confusão.
    O seu olhar castanho cruzou-se com um azul intenso. Um azul familiar...
    Ele. Novamente. Ele estava sentado naquele banco, refugiado no seu canto.
    O coração de Karen já batia a mil à hora - “Não, controla-te. Eu não quero que aconteça o mesmo de ontem...Porque é que isto está a acontecer? Porquê?!” - o seu olhar encontrava-se mais fixado do que nunca.

    Ele levantou-se. Mas não se aproximava dela. Seguia para outra direcção. A sala de aula.
    Karen acompanhava-o com o olhar. Ele entrou na mesma sala que ela teria aula. E então Karen parou de fixá-lo e pensou para si mesma - “Aquela é a sala que eu ia ter aula. Ou seja, se ele entrou nela, quer dizer que...'TAMOS NA MESMA TURMA! NÃO!!!” - espantada, Karen cambaleou, porém, não desmaiou como no dia anterior. Abanou com a cabeça várias vezes e seguiu para a dita (ou maldita) sala que a esperava. Mas já se esquecera que não tinha tomado o pequeno-almoço e que o seu estômago buzinava como um automóvel...



    (Prometi (ou não) e fiz uma parte maior!) :dança: Mandem vir a caipirinha! Vamos todos festejar! A síndrome da falta de imaginação tá a desaparecer com XANAX!
    "Afinal, Deus existe!" by Diana Couto.
#47
Este é um dos melhores capitulos, sem duvida algumaa! Embaracoso
Já sabes, tens de continuar!
Beijinhoss
Live is just a game...
Retain your fangs.
#48
hehe, os dois na mesma turma!
vamos lá ver se a rapariga passa mais tempo desperta ou desmaiada! lol
vá lá, agora já tem um regalo para a vista nas aulas chatas! looll
bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#49
Capítulo 4 (4ª parte)
Preciso de falar com ele


Bem, podemos dizer que acabar o período da manhã com Fisico-Quimíca não era nada agradável, principalmente quando a professora tinha uma paranóia qualquer por gritar que nem uma doida para qualquer infeliz que se mexesse ou fizesse qualquer outro movimento não identificável dentro de uma sala de aula.
Hirto que nem uma estátua, Koichi tentava acompanhar uma aula tão secante como um copo de água vazio. Se alguém lhe dissesse que metade da turma já se encontrava em pleno sono, ele acreditaria, pois era algo que lhe apetecia muito fazer. Se ao menos a hora de almoço chegasse depressa...Pelo menos sairia daquele pleno inferno.
O que me dá menos prazer é uma aula de apresentações. Pelo menos alguém podia-lhe selar-lhe a boca com fita-cola?!” - pensava, angustiado com o azar de lhe ter calhado uma professora daquelas.
Soou um toque. O chamado “toque do paraíso” para aqueles que estavam na mesma ou pior situação que ele. O toque do final das aulas da manhã. Começo da hora de almoço.
Pelo menos, havia uma pessoa que também aguardava a hora do almoço ansiosamente.
Pois, a Karen. Ela já se sentia “amaldiçoada” pelo diabo desde que entrara na “maldita” sala de aula. Toda a manhã sentu pelo menos alguém a olhá-la fixamente. Um olhar cortante. Tentou não olhá-lo novamente, mas...era muito difícil. “É incrível como eu me senti mal toda a manhã com ele a olhar para mim. Ele é tão estranho. O que é que ele quer de mim?” - remoía Karen, tentando pereceber a razão. Hoje ela soube imensa coisa sobre ele, como o nome : Rui. Mas isso não era o suficiente para que ele parecesse uma pessoa como todas as outras.
Sozinha, vagueava pelo corredor, que inesperadamente, tinha entrado. Sentia-se perdida. Mas não quis voltar por onde entrou. Quis seguir sempre em frente.
De repente parou. Uma porta chamou-lhe a atenção. Dizia “Sala de Piano”. Pela janela observou que era verdade. Estava lá um piano e não havia ninguém.
Será que devo entrar?” - perguntou a si própria. Sabia que não devia, mas dava-lhe um enorme desejo arriscar. E arriscou.
A sala estava praticamente vazia. Apenas num canto via-se um piano vertical e um banquinho. “Não deve ser utilizada há muito tempo” -pensou, reparando no pó que se acumulava no topo do piano. “Bem, acho que ninguém se importa se tocar um pouco.”
Sem pensar duas vezes, sentou no banco e abriu a caixa onde estava o teclado. Não havia qualquer anormalidade com ele.
- Como é que esta gente deixou um piano tão bom neste estado – disse, espirrando logo de seguida – Pelo menos podiam fazer a limpeza mais vezes.
E então lembrou-se das aulas de piano que tinha quando era criança. Infelizmente, fora só um ano. Pelos menos aprendera alguma coisa lá. Apesar de ser apenas uma criança nessa altura, tinha aprendido a verdadeira sonoridade de um piano.

https://www.youtube.com/watch?v=5HdCL2NUBJ4

A música soava-lhe muito bem. Trazia-lhe tantas recordações. Tantos momentos felizes. Foi com tristeza e desilusão que deixara a música para mudar de cidade. Queria voltar à criança que sempre fora. Descobrir um novo começo sem fim. Não voltar a perder amigos.
Sonhos estúpidos” - os seus dedos tocavam por si próprios, pois a sua mente já não se preocupava com isso. Pensava como a sua vida teria sido muito melhor se tivesse nascido na família certa. Seria aquele o seu destino? Tinha de sofrer daquela maneira até ter idade para escolher como seria a sua vida?
A música acabou. E o seu pensamento também. Afinal tudo tinha fim. Nada era eterno.
- Tu tocas...muito bem! - exclamou uma voz vinda da porta. Espantada, Karen levantou-se do banquinho e, sem saber para onde virar, olhava boquiaberta para a recém-chegada. Não era nada mais, nada menos que a miúda que a tinha salvo naquela manhã.
- Mas tu não és...aquela rapariga que parecia tar a dormir em pé no meio do corredor?!
Ela acha que eu ando a sonhar acordada em qualquer canto?! O que aconteceu foi só vez sem exemplo!” - pensou, surpreendida com o facto de aquela rapariga a ter tratado daquela maneira – Achas que eu estava com cara de sono?!
- Bem, eu acho que nunca cheguei a reparar! - declarou, esboçando o mais radiante sorriso que Karen tinha visto em toda a sua vida.
Pela primeira vez, Karen reparou como a recém-chegada era. Devia ter mais ou menos a sua altura, a sua cara era tão rechonchuda e as bochechas, vermelhinhas como duas maçãs maduras. Apetecia-lhe apertá-las, abraçá-la e atirar a pobre da rapariga contra a parede. O seu cabelo era-lhe familiar : um longo loiro e os olhos azuis.
Será que ela é irmã do Rui? Se não são, pelo menos são parecidos...” - pensou Karen, lembrando-se como podia haver outra pessoa na escola que fizesse parecer o Rui.
- Passa-se alguma coisa? - com olhos que demonstravam preocupação, a miúda tentava parecer calma e serena pelos olhos que a observavam.
- Oh, não é nada. Ah, e o meu nome é Karen.
- Desculpa, eu sou tão “cabeça no ar” que até me esqueci de me apresentar. Eu sou a Ana Luísa. Humm, será que te importas se eu tocar um pouco de piano?
- O quê? 'Tás à vontade, eu é que nunca deveria ter entrado aqui!
A Ana Luísa parecia deslumbrada quando se sentou no banquinho. Examinava cuidadosamente cada tecla, como se fosse uma pequena criança que ainda não sabia o que era aquela coisa.

https://www.youtube.com/watch?v=MMPAnlc8k0U&feature=related


Os seus dedos tocaram a primeira nota da melodia, que se prolongou por toda a sala. A melodia continuou.
Não é possível, ela toca de uma forma tão diferente...Parece tão angelical!” - Karen sentia-se embalada pela música. Era tão suave... - ”Onde é que ela aprendeu isto? Ela é uma verdadeira pro!”
Infelizmente, a música acabou. Com um belo final.
-Desculpa, acho que acabei por excitar-me...-disse, enquanto saía timidamente do banco.
- O que andas a dizer? Tu tocas maravilhosamente! E olha que não 'tou a exagerar!
- Achas mesmo? É que eu me esqueço de tudo quando estou a tocar...e dá-me vergonha no final porque não sei se toquei bem...
Naquele momento soou o toque que anunciava o início das aulas da tarde.
-Acho que tenho de ir agora...- anunciou tristemente a Ana Luísa que, aparentemente não queria ir para a aula.
-Também eu – concordou Karen, enquanto agarrava as suas coisas – Bem, vemo-nos por aí...
-Sim, havemos de voltar a encontrarmo-nos – dizia Ana Luísa enquanto saía da sala e cada uma delas seguia o seu caminho.
***********************

Chegou o final do dia. Enquanto todos os alunos se deslocavam para o portão, Karen ficou. Tinha de falar com o Rui sobre algo que a atromentava.
Aquela última aula tinha sido de arrepios. Passara a aula toda tentando se desviar dos seus olhares cortantes que pareciam não significar nada.
Já estava à espera e ele não se dignava a aparecer. Também ela não achava ter coragem para falar um assunto tão importante com ele já que ela se sentia mal perto dele.
Mesmo assim, há-de se fazer esforços. Vou falar com ele custe o que custar!” - e, seguindo o exemplo de todos os outros alunos, andou até ao portão e saiu. Iria esperar por ele no outro lado.
Esperou, esperou e nada. O tempo parecia anunciar brevemente o pôr-do-sol e era a única pessoa presente no espaço. Sozinha. Já lhe apetecia desistir e voltar para casa. Ou então ele já tinha saído e Karen não tinha reparado. - “Não! Assegurei-me que saia primeiro que ele e nunca mais o vi. Ele ainda tem de estar lá dentro.”
Uma sombra, sorrateira, via-se ao longe. Saiu pelo portão. Parecia que não queria que alguém desse pela sua saída.
Karen, quase sem esperanças, olhou uma última vez. E admirou-se. Era ELE. Estava já saindo da escola e parecia seguir o seu caminho.
Oh não, tenho de falar com ele. Tem de ser hoje. Okay, recompõe-te e faz um sorriso!”- e seguiu-o pelo caminho fora. O problema é que não fora capaz de chmá-lo. Seguiu-o sempre. Rui também parecia não lhe dar atenção. Se calhar nem sabia que esta o seguia. E continuou.
Karen ia-se arrependendo cada vez mais que viravam de esquina. “Se ele está à minha frente, porque é que eu, simplestemente, não grito por ele? Estou p'ra aqui a seguir o pobre rapaz quando quero ter uma conversa séria com ele!”.
Mas continuou. Iam andando, andando...Karen não parava de segui-lo, e este também não se dignava a olhar para trás.
Até que parou. Mas não reparou nela. Olhou para esquerda, para a direita. Virou à sua esquerda.
Será que vai ser agora?!” Não posso sair daqui sem falar com ele!” - e, tentando ganhar coragem, avançou para a direcção que ele tinha tomado.
E parou. Algo a fez ficar com medo. A única coisa que via à sua frente era ele. E nada mais. A estrada não continuava.
Rui estava à BEIRA DE UM PRECIPÍCIO. “Não, ele não vai fazer o que eu penso que ele vai fazer. Ele simplesmente vai voltar para trás e continuar. Certo?”
Errado. Isso não aconteceu. Rui permanecia ali. Olhava o mar lá em baixo. Estava calmo.
E foi aí que aconteceu o pior. Rui, inesperadamente, ATIROU-SE! Numa fracção de segundo, ele já não estava lá.
- O QUÊ?!! - Karen gritava a plenos pulmões. Não acreditava naquilo que os seus olhos viam. Rui tinha-se atirado pelo precipício por vontade própria. - Rui...RUI!! - Karen continuava de olhos fixos no final da ribanceira, mas não via nada dele - “Oh não, o que faço agora?!”
Seria isto um suicídio e o início de algo que mudaria para sempre a sua vida?!

p.s- pus o link das duas melodias que a karen e a ana luisa tocam, mas a musica não é minha, mas apesar disso gostei da sonoridade de cada uma delas e achei-as perfeitas.

Comentem e BOA LEITURA!

#50
Querida Karen estou a gostar cada vez mais da tua fic XD...

Espero que postes mais um capitulo depressinha...Estou curiosa, o que aconteceu afinal ao Rui? Hummm, ali há coisa...

Beijokitas


Obrigado Dumpling <3
#51
karen, como sempre adoro as tuas descriçoes, sao mesmo muito boas!
já agora, a ana luisa é a tal irma do Ethan/Rui?! é k nao percebi se ela era + velha ou + nova k a karen! lol
achei boa ideia colocares estas melodias, sao uma melhor ideia das situaçoes!
Agora, vamos lá ver se o rapaz morreu (cheira-me que nao... Wink )
bjokas, fico á espera de mais
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#52
Capítulo 5 (1ª parte)
O medalhão e a Vida



Os seus olhos continuavam perdidos naquela terrível imagem. “O que se passou aqui?! Ele não pode ter feito aquilo.” - quanto mais pensava nisso, menos Karen acreditava no ocorrido. Teria ele realmente se atirado pelo precipício? Ou uma ilusão? -” Não pode ser! Ninguém se atiraria de algo com esta altura sem uma razão. O que faço agora? Devo chamar alguém?” - pensou, enquanto tentava vislumbrar alguma coisa no fim do precipício. Havia uma pequena praia de areia, onde o mar, silencioso, batia contra as rochas. Mas não havia ninguém. Nem rasto de sangue - “Assustador. Será que não aconteceu nada de verdade e o que aconteceu foi só um sonho?” .- beliscou-se. Não, era verdade. Mesmo verdade?

O pôr-do-sol estava perto de terminar. Não havia ninguém por perto. “Será que...eu deva ver o que se passa? Não. Se eu me atirasse, o máximo que me poderia acontecer era morrer. “Mas...não posso deixar isso assim...Ele salvou-me no outro dia. Tenho de reetribuir. Tenho de...saltar!”

Sem pensar duas vezes, Karen atirou as suas coisas para o chão, respirou fundo e, fechando os olhos com medo, atirou-se do penhasco abaixo.

Certamente estaria doida. Ninguém no seu perfeito juízo faria o mesmo que ela fez. Ela, que pensava que o Rui era um louco por ter feito o que fez, tinha seguido o seu exemplo. Mas para ajudá-lo. Apenas para reetribuir.

Esperava sentir uma grande dor quando alcançasse o fim, mas isso não aconteceu. Sentiu cair sobre uma enorme almofada, ou sobre algo insuflável. Abriu os olhos. Não havia nada por baixo de si, mas sentia algo sólido. Algo fofo. E confortável.

Mas...aonde estou eu? Caí, e depois? O que é exactamente isto?” - pôs-se em pé com dificuldade, tentando se equilibrar por cima daquele “objecto”, que inesperadamente, se começou a mexer.

Sem dar por isso, Karen cai de cara na areia, que não era nada fofa ou confortável. - “Agora sim...doeu”- e levantou-se com a cara coberta de areia - “O que se passa? Ele devia estar aqui, certo?”

Por mais que procurasse, não havia ninguém por perto. Como se ele não se tivesse atirado. Estaria Karen doida e a imagem que vira era só ilusão?

Boa, agora enloqueci! Como vou sair daqui?! Não posso telefonar porque deixei o meu telemóvel lá em cima...O que faço agora?!” - sentiu-se aterrorizada. Não tinha outra forma de subir. Mas lá no fundo sentiu que o que vira era verdade. Ele tinha de estar ainda por ali... - “Será que...o mar o arrastou?!” - pensou, enquanto olhava para as pequeninas ondas que batiam contra as rochas.

A brisa amena esta a esgotar-se. O pôr-do-sol estava a terminar...e tinha de voltar para casa. Tudo o que acontecera não podia passar de um mal-entendido. Uma simples ilusão que a levou a pensar coisas erradas e agora...estragar tudo...

Sentiu um ruído terrível. Um barulho inesperado que a fez saltar e assustar-se. Virou-se. Não havia nada atrás de si - “Mas...o que foi isto. Apesar de ver coisas, ainda as ouço? Certamente estou doida...”.

Um segundo grunhido. Tinha a certeza – vinha detrás de si. Mas não via nada que pudesse fazer esse barulho.

Sentiu alguma coisa agarrar-lhe a cintura e levantá-la no ar. Mas não havia lá nada. Parecia ser algo...pegajoso e invisível.

Meu Deus, o que 'tá a acontecer?!! O que é isto que me está a agarrar?!”.

Aquela coisa sólida apertava-a cada vez mais. Karen sentia um enorme aperto na barriga, depois no peito, o que a fez sufocar. Não conseguia falar, muito menos pedir socorro. Sentiu que ia desmaiar. Ou morrer. Aquela coisa não a largava. E levantava-a cada vez mais alto.

O vento pareceu querer levantar. Mudou de rumo. E pareceu querer atacar aquela coisa que a levantava no ar. Mas Karen estava mais e mais sufocada. Já não conseguia respirar.

Até que...

Se libertou. Não sentiu mais nada. Apenas a respiração que tanto precisou naquele momento.

Mas não tinha desmaiado. Ainda se sentia viva. Mas estava completamente dolorida. O único movimento que conseguiu fazer foi com a cabeça. Olhou ligeiramente para cima.

Havia alguém ali. Uma sombra que lhe fazia lembrar uma pessoa.

Mas não conseguiu ver quem era. A sua cabeça sentiu-se pesada. Não aguentou mais. As pálpebras pesavam-lhe. Aliás, todo o corpo parecia pesar toneladas.

Não sentiu mais nada desde então.





Comentem e BOA LEITURA!!
#53
Querida Karen, acabei de ler a tua fic e acho que está bestial! Nunca tinha visto alguém escrever dessa maneira! Tá muito fixe, continua!!
#54
Capítulo 5 (2ª parte)
O medalhão e a Vida

    - Onde é que ela está?! - corria, desalmadamente pela casa, uma mulher, que tentava, a todo o custo, telefonar para a filha, que não dava sinais de vida à muito tempo – Ele não atende...Zé, temos de fazer alguma coisa! - exclamou para o marido que, calmamente, lia o jornal sentado na sua poltrona favorita.
    - Porque estás tão preocupada, mulher?!! A miúda deve estar bem, ela sabe desenrascar-se sozinha...
    - Aí é que tu te enganas. Ela NÃO SABE desenrascar-se sozinha! Ela mal conhece este sítio! Sabe-se lá se ela está no outro lado da ilha...sozinha...sem um mapa...
    - E porque havia ela de levar um mapa? - resmungava o marido, tentando se concentrar na leitura de algo que parecia não ter interesse – Já agora compravas um GPS e instalavas no traseiro dela.
    - Se o instalasse no rabo, ela tinha de virar totalmente a cabeça p'ra ver, não achas?! Ainda por cima, achas que ela tem cara de automóvel? Eu nunca a vi com um volante na mão! - exclamou, enquanto tentava fazer um décimo telefonema para a filha – Além disso, não te lembras quando fomos fazer compras a Coimbra e eu tive de levar um mapa? Ninguém morreu por causa disso!
    - Pois, mas a minha confiança foi-se... - murmurava o marido, sem vontade que a esposa ouvisse o seu comentário – Nessa altura, andavas com o mapa colado na testa a tentavas obrigá-lo a dizer-te o caminho. Depois, além de termos perdido o autocarro para a Baixa, ainda foste espetar-te num buraco da Construção Civil, lembraste?
    - Sim, perfeitamente. Quando cheguei a casa demorei duas horas só para tirar o cimento da cara! E nem imaginas o quanto foi para tirar do cabelo!
    - O resto da noite...- levantou-se e foi arrumar o jornal na mesinha que estava à sua frente e voltou a sentar-se. Olhou para a mulher e reparou que esta tremia como gelatina – Acalma-te, ela há-de estar bem! De certeza que sim...
    - Pois, mas não tens essa certeza, o que é muito mau!
    -E que tal sentares-te AQUI e esperares?
    - Achas-me com cara de quem vai p'ra sala de espera? A Karen neste momento deve estar...algures por aí e nós aqui sentados, à espera!
    - Mas porque é que ela não atende o telemóvel? A Karen normalmente não faria isso! A não ser que tivesse uma razão, como se ela o tivesse perdido...
    - E só agora é que Vossa Excelência decide puxar um pouco desses miolos! Era isso que eu estava a pensar!
    - Então porque é que estiveste a tentar telefonar para ela este tempo todo?
    - Acho que nunca ouviste falar em “certezas”, pois não? - esboferida, a mulher agarrou no seu casaco e nas chaves. Pensava que se procurasse, iria achá-la – Olha, já que vocemessê não sai desse sofá, vou eu à procura dela.
    - Hum, okay, mas não te esqueças de voltar cedo! É que ainda tens de fazer o jantar e eu 'tou a morrer de fome! - gritava, enquanto a mulher fechava a porta como um trovão.
    Dando um suspiro de alívio, o marido atirou-se para a poltrona e exclamou :
    - Sofá doce sofá, aqui vou eu!!
    Infelizmente, havia alguém que não tinha essa sorte. O ar frio da noite estava a se aproximar, a escuridão a se instalar, o que significava que iria ser mais difícil achar a filha.
Entretanto, havia alguém se encontrava ainda profundamente adormecido...



E agora, se vocês pensarem um bocadinho, quem é que tava a dormir que nem uma pedra, aaa?:g3:
Quem adivinhar recebe 10 waffles!:g13:

Comentem e BOA LEITURA!
#55
ai ai ai karen que maximo! essa conversa entre marido e mulher 'e demais! aquela parte do GPS no rabo parte tudo! hihihi!
olha eu diria que é a karen que ta a dormir, ou o Ethan... bah, nao sei! Espero para ver! ;D
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#56
Capítulo 5 (3ª parte)
O medalhão e a Vida


Sentia um calor. Quente como uma chama, mas ainda não tinha força ou vontade suficiente para abrir os olhos, levantar-se e tentar perceber o que se tinha passado. De olhos fechados, Karen tentava “recolher” os restos das suas últimas memórias. Nada fazia sentido: a ilusão, o “ataque invisível” e aquela sombra... parecia uma pessoa...seria o Rui que estava ali? Será que era tudo verdade?!Mas...como é que ele não morreu?! Ou era outra pessoa?!...” - as dúvidas enchiam a sua cabeça, dúvidas essas que não faziam sentido. No entanto, ainda estava a “dormir”, pois não conseguia encontrar forças para sair dali. Ainda sentia dores devido ao “aperto”, a respiração, ofegante, dificultava a circular.
- Não vale a pena fingires, eu sei que estás acordada... - exclamou uma voz que a assustou. Uma voz impercebtível devido ao eco. Essa voz fora o suficiente p'ra Karen voltar à realidade. Com dificuldade, foi-se sentando, mas o duro chão ia dificultando as coisas. Até que abriu os olhos. No princípio, não viu nada devido à claridade, mas lentamente foi-se habituando à luz.
Era uma chama que irradiava as paredes irregulares que faziam lembrar uma caverna, pelo menos das pequenas.
Finalmente, Karen dignou-se a procurar o “dono da voz”. Pois sabia que este tinha de existir. Ou seria igual àquela coisa que a deixara naquele estado?!
Até que encontrou. Ele estava exactamente ao seu lado, mas apenas via as suas costas. Era como se ele não quisesse mostrar a sua cara.
- Quem és tu? - o eco levou estas palavras por toda a caverna, mas o silêncio continuou a reinar. O homem não se mexeu, mas passados segundos voltou a falar:
- Porque perguntas isso agora? Não era por mim que quase morreste?!! Estavas à minha procura, não era verdade? Não precisavas de te teres atirado...
Karen espantou-se com estas palavras vindas de uma voz tão fria. Não esperava este tipo de reacção, principalmente por quem a tinha salvo.
- Rui? És...tu?!
- Porque é que agora me estás a tratar pelo nome?! PORQUÊ?!! Eu sempre fui uma besta desde o início. Deixei-te naquele estado...e quase morreste agora...por minha causa! - Rui mostrava uma pura raiva pela sua voz, mas continuava sem mostrar a sua face.
- O que estás a dizer? A culpa não foi tua...e eu não morri, estou bem. Vês?! - e levantou-se num salto, tentando se aguentar em pé, mas rapidamente cambaleou. E também rapidamente se sentiu agarrada. Sentia uma respiração ofegante e quente, como o fogo que iluminava a gruta, mas que ia diminuindo.
- Porquê?...- murmurou – Porque arriscaste a tua vida daquela maneira?!
- Porque tu também me salvaste...
Rui deixou aquele abraço quente. Mas os seus olhos continuavam esbulhados em direcção aos de Karen. Mas já não eram o mesmo azul intenso. Eram...negros...como a profunda escuridão que tinha visto aquela manhã.
Já não era o mesmo daquele dia. Já não parecia tão forte. Ou pelo menos ele não era ELE.
Ouviu sons. Os mesmos grunhidos que tinha sentido, mas não sabia há quanto tempo. Mas não cessavam.
- O que é isto?! - perguntou, sobrepondo a sua voz.
- Um Mizupood. Eles gostam muito de ficar por aqui.
- Espera...um Mizu quê?! O que é isso?!
- Um Mizupood. E é algo que não posso te posso contar agora – disse, enquanto se deslocava para a entrada da caverna – É melhor esperares aqui, enquanto eu vou tratar d'umas coisas. Depois volto p'ra apagar a tua memória...- e saiu a correr.
- Espera. O que é isso de “apagares a minha memória”?! Volta aqui! - gritou, mas não teve coragem para sair atrás dele. Quis obedecê-lo, apesar de não ter percebido metade do que lhe tinha acontecido...


Pronto, tenho de me preparar pra melhor cena! (UI, o que aí vem...)

Comentem e BOA LEITURA!
#57
hum hum!
ai tou super curiosa! melhor cena? Eh lah!
Matreiro sera que eles os dois coiso?!

e k raio é um Mizupood?!
lol, realmente ha gente com muita imaginaçao! Matreiro
fico ansiosa ã espera da continuaçao! bJX
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#58
lulumoon escreveu:hum hum!
ai tou super curiosa! melhor cena? Eh lah!
Matreiro sera que eles os dois coiso?!

e k raio é um Mizupood?!
lol, realmente ha gente com muita imaginaçao! Matreiro
fico ansiosa ã espera da continuaçao! bJX

Pera aí, o que andas a pensar que os dois vão fazer a seguir? "Os dois coiso", hummm, só espero que não seja o que tou a pensar...:Pensativo:
#59
Karen_95 escreveu:
lulumoon escreveu:hum hum!
ai tou super curiosa! melhor cena? Eh lah!
Matreiro sera que eles os dois coiso?!

e k raio é um Mizupood?!
lol, realmente ha gente com muita imaginaçao! Matreiro
fico ansiosa ã espera da continuaçao! bJX

Pera aí, o que andas a pensar que os dois vão fazer a seguir? "Os dois coiso", hummm, só espero que não seja o que tou a pensar...:Pensativo:

lol, oh karen, calma! Matreiro
coiso pode ser uma data de coisas, nao te vires logo pos piores lados! Matreiro
mas estou muito curiosa! Matreiro
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#60
Adorei Esperancoso li tudo d uma só vez e acho que se eu tivesse lido aos poucos n aguentava zD

Está linda e dá'nos vondate de ler, ler, ler , ler e ler zD

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