Fairy Tales - O início

#82
Ah bom! ja nao falta muito para saber!

Agora atençao! COMENTEM ESTA FIC! a moça mereçe!

Tá tudo de ferias carago! Matreiro
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#84
Karen_95 escreveu:
lulumoon escreveu:Ah bom! ja nao falta muito para saber!

Agora atençao! COMENTEM ESTA FIC! a moça mereçe!

Tá tudo de ferias carago! Matreiro


Deus :Incredulo: lulumoon, as coisas que fazes!

lol, eu tenho de fazer estas coisas ás vezes, é que parecendo que nao uma pessoa fica desmotivada por nao ter leitores, e a tua fic nao tem motivos para isso acontecer! Matreiro

Desculpa se exagerei!
:^^':
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#85
O monstro tinha-se aproximado tanto dos dois sem que ninguém desse conta, que agarrou Ethan pela cintura e o levantou no ar. Foi aí que Karen passou a conseguir vê-lo...E assustou-se.

Aquela “coisa” era terrivelmente enorme. A cara má do polvo – ou da medusa, quem sabe – fazia alguém ir ao Inferno e voltar.
Ethan já se encontrava em plena agonia. Já não tinha só um tentáculo a agarrar-lhe a cintura; tinha muito mais que isso, prendendo todo o seu corpo. Pela primeira vez na vida, sentia-se como um limão a ser espremido. Era horrível!
Mas Karen não fazia coisa alguma. Nem conseguia, com o choque. Nunca vira alguém ser torturado daquela maneira. Nem um monstro tão horrendo como aquele. Não lhe vinha nada à mente, apenas assistia aquele terrível espectáculo.
- Karen...sai da...daqui,...é m-muito perigoso – gaguejou Ethan, tentando falar no meio de toda aquela confusão – Esconde-te...
Apesar do aviso, Karen não reagiu. Sentia-se perdida naquela terrível visão. Seria isso uma consequência de ser uma fada? Pensando bem, talvez tivesse sido aquela a coisa que a tinha agarrado e quase morto.
- Vais deixá-lo morrer?
Aquela voz...Karen já tinha ouvido aquela voz...
- Não te lembras de mim? Conhecemo-nos há menos de meia-hora.
“Hã?”
- Vê-se que não. Sou a tua alma, corpo!
- Hã?!- gritou histericamente Karen.
- Não precisas de gritar, pá! Podes simplesmente pensar que eu ouço-te na perfeição.
“ Desculpa? Mas co-como é que tu estás a falar comigo?”
- Ei, ouve, quando eu falo, ninguém ouve a não ser tu, okay?
“Hum, não! Este não é o momento oportuno.”
- Sim, estou a ver. O que vais fazer? O corpo é que manda.
“Ele disse para fugir, mas não o quero fazer. Não sei qual a melhor opção...”
- Queres deixá-lo morrer?
“Não!”
- Óptimo, porque ele salvou-te uma vez. Tu atiraste-te lá de cima para retribuir, não foi?
“Sim. Mas não sei o que fazer agora...”
- Fácil. Usas a tua magia.
Magia. Mas que magia. Não existia magia, nem nunca existiu. Estaria a enloquecer só por estar a ouvir a sua alma?
- Ei, ouve lá, estás a chamar-me de louca?
“É possível. E como queres que eu uso a magia?”
- Sei lá. Nunca usei magia antes. Acho que é só levantares a mão, gritares qualquer coisa e a cena desenrola-se.
“Deus, estou lixada...”
- Apre, depressa, vais deixar o pequeno morrer!
E era verdade. Ele esperniava menos e era visível estar a sofucar.
- Faz qualquer coisa!
“Disseste que era só gritar, não é?”
- Acho que sim.
“Então, estás de apoio comigo sobre o que estou a pensar?”
- Sim.
“Entendo. Se assim é...”
Life Destruction


Luz.




Soul, the Return! lol!
É pá, cumpri o meu prazo. AOS 20:27 pm (açores) É o que dá levar o caderno pra praia. Faz-se pouco bronze. A partir daqui vai vos dar uma vontade incrivel de partir a Karen aos bocadinhos (ela é tão esssssssssss insensível (lia, não me mates, por favor. eu sei que era para apaixonares-te pelo joao rui, mas tive de dividir o gajo em bom e mau, para dar jeito. que dizes do ze paulo para koi?)
Já ouviram falar da expressão "dois em um"? Era só para saber.
#86
ah! O Ethan foi agarrado! Bixo mau! Evil or Very Mad
Acho piada á karen a falar consigo mesmo! Ve-se mesmo que "ela" é ela! lol
Ok, ela tem magia, bom, muito bom, so resta saber se vai safar o rapaz! Esperemos que sim! Matreiro

bjokas
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#87
lulumoon escreveu: so resta saber se vai safar o rapaz! Esperemos que sim! Matreiro

Nã sei, da maneira que ela é ataca novamente mas desta vez acerta nele. Tambem nao posso dizer muito, fui eu que a criei.


P.S. - Esta foi a ultima parte do 5º cap, a seguir é o sexto (duh!!)
#90
Capítulo 6 (1ª parte)
Novo Dia




Jason Kitsura sentou-se na sua poltrona, enquanto lia as inovações que o seu primeiro-ministro pensava dar ao seu país, o que o entediava.
Deu mais um gole no chá, de seguida colocou a chávena na mesinha que estava ao seu lado. Passou a sua mão pelo cabelo cor-de-areia, o que era sinal de que necessitava de dormir umas boas horas.
Alguém bateu à porta. Jason suspirou e largou a primeira palavra que lhe veio à cabeça:
- Entre.
O som da velha porta a roçar na carpete quase furava-lhe os ouvidos. E o som de passos abafados.
- Vossa Majestade – começou a voz. Era uma voz feminina, uma pequena mulher vestida de mepregada. - está na hora de recolher do turno nocturno. Vossa Majestade precisa de mais alguma coisa?
- Não necessariamente. – respondeu, enquanto se levantava e se apressava a desligar o portátil. - Apenas diga à Monica que, se alguém do Governo ligar, diga que eu estou ocupado. Pelo menos até sábado. Acho que estou a precisar de uma folgazinha.
- Assim o farei. - disse, fazendo uma pequena vénia quanto o este passou por ela.
A luz do corredor cegava-o. Talvez por já estar habituado à escuridão da biblioteca. Mas o silêncio continua arrassador. Era como se aquele local fosse sem vida.
Parou em frente a uma porta, no fim do corredor. Já estava com a mão na maçaneta, mas houve algo que o fez voltar atrás. Abriu a porta com lentidão.
As cortinas transparentes balançavam sobre a janela aberta. Aquele sentimento de frescura deu-lhe um enorme arrepio pela espinha.
Mas o cheiro... O cheiro a canela que nunca mudava naquele quarto e espaçoso, mas tão espaçoso que era quase vazio.
Felizmente, ela já dormia. Dormia um sono de tal maneira leve que um minímo ruído poderia acordá-la.
Ele sentou-se lentamente sobre a cama, tocando o corpo adormecido. Sentiu a suavidade da sua pele, o seu perfume. Passou a mão pelo seu cabelo loiro encaracolado, descobrindo o pescoço. Beijo-o levemente.
- Jason?
Jason saltou com o tamanho susto que, por sorte, não caiu da cama.
- M-Mara – gaguejou. - Não estava com o intuito de acordar-te.
- Eu estava acordada – Mara sentou-se na cama, enquanto esfregava os olhos e bocejava de sono.
- Não me pareceu.
- E tu? O que estavas a fazer até esta hora?
- Trabalho.
- Estiveste todo este tempo fechado na biblioteca a trabalhar?! Fogo, não te deixam em paz nem um dia da semana!
- Pedi que não me chateassem até sábado. Sinto que estou a ficar velho depressa demais.
- O quê? Se estás a ficar velho, eu não fico atrás.
- És mais nova do que eu cinco anos...
- Estou a ficar velha na mesma!
Jason suspirou de desepero. Quando a mulher começava a falar, era difícil fazê-la calar e ele precisava de tomar um banho.
- O que foi? Estás com má cara. Parece que precisas de diversão!
- Não preciso de diversão, preciso de...
Foi interrompido por algo que parou na sua boca. Outra boca. E sentiu as suas costas a baterem no duro chão.
- O Ethan? - perguntou Mara. - Não o vejo desde manhã.
- Sei lá. Ele não é propriamente uma criança.
- Mas também não é propriamente um adulto...



Eh, devia ter posto o resto, mas havia alguém completamente desesperado para ler.
Primeira cena de beijo em toda a fic, hã? O problema é que não eram as pessoas esperadas...[Esta imagem já não existe]

P.S - Quem é que quer dar um nome pró primeiro ministro?
#91
esta muito gira a tua fic. quero ler mais dela Wink
o nome para o primeiro ministro "Sócrates não por favor tudo menos esse, mas se for como ele já pode ser... lool"
e se fosse Roberto. gosto do nome
a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino

visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm
#92
Monica escreveu:esta muito gira a tua fic. quero ler mais dela Wink
o nome para o primeiro ministro "Sócrates não por favor tudo menos esse, mas se for como ele já pode ser... lool"
e se fosse Roberto. gosto do nome

Bem, este primeiro ministro é mais do tipo:
PM - *manda um mail pró rei* Um já está, só falta mais três mil.
Rei - *recebendo a mensagem* Por favor, mandem o homem prá **** que o *****!!
PM - O que será que faço esta semana? Hum. Crio mais lares pra idosos ou crio mais creches?
Rei - *suspira* Por favor, que não ele gaste mais nenhum cêntimo com construções desnecessárias!!
PM - Se fizer mais algum movimento, Sua majestade manda-me a carta de despedimento.
Rei * agarra um Death Note* - Agora não te safas desta!
PM - Espero que ele não tenha visto o anime...ai...como era...Def noite, não era?
Ele é mais ou menos assim :huhu:
#93
ai! Continuo sem saber se o Ethan ta Bom... de saude! Matreiro
Quem eram aqueles dois? os pais dele? humm... pareciam ter uma relaçao bonita apesar do trabalho exaustante! ^^'
Ora, um nome po ministro... Hummm... Nao faço ideia! Ele parece ser atencioso e distraido, mas tambem chato! Matreiro
Nao sei... Tou sem ideias! Matreiro Mas tambem a escritora aki és tu! toca a puxar pela mona!
bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#94
lulumoon escreveu:ai! Continuo sem saber se o Ethan ta Bom... de saude! Matreiro
Quem eram aqueles dois? os pais dele? humm... pareciam ter uma relaçao bonita apesar do trabalho exaustante! ^^'
Ora, um nome po ministro... Hummm... Nao faço ideia! Ele parece ser atencioso e distraido, mas tambem chato! Matreiro
Nao sei... Tou sem ideias! Matreiro Mas tambem a escritora aki és tu! toca a puxar pela mona!
bjokas

Não, não, não o Ethan não tá bom, ele É BOM!!!

Tou ainda a pensar fazer o nosso casamento pró final do ano. :g7:
Então, fogo de artificio do Ano Novo, bonito...

Há convites pra toda a gente!! Se for preciso, o ex. boss faz de padre! :g6:
#95
lol! que rapida a responder ao meu comentario! Matreiro
Tinha eu ido á minha fic escrever uma coisita e kuando vejo ja tava aki um post teu! lool por falar nisso, a menina tem de ir la dar uma espreitadela! Matreiro
Ah, bom acredito k o Ethan seja! Matreiro E se houver casamento pelo menos ja tenho garantia que ele sai daqui vivo! lool
vou ja comprar o meu vestido pa cerimonia! Matreiro
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#98
Monica escreveu:o primeiro ministro só pensa fazer com que o rei gaste dinheiro em coisas insignificantes. que mauzinho

Podemos dizer que é " uma sombrinha" de sócrates!

Oh, mas olha, os reis têm dinheiro king icon_queen.png , mas é dinheiro!
#99
Karen_95 escreveu:
Monica escreveu:o primeiro ministro só pensa fazer com que o rei gaste dinheiro em coisas insignificantes. que mauzinho

Podemos dizer que é " uma sombrinha" de sócrates!

Oh, mas olha, os reis têm dinheiro king icon_queen.png , mas é dinheiro!
sim os reis tem muito dinheiro mas se o primeiro ministro começa a gasta lo grande e a francesa os Reis ficam na penúria e o primeiro menistro a rir-se
a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino

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#101
Meninos e meninas (pronto, só meninas) aqui estás a tão (in)desejada segunda parte!!
Capítulo 6 (2ª parte)
Novo Dia


07h35.
O barulho ensurdecedor ecoou. Novamente.
Karen enrolou-se nos lençois e mergulhou a cabeça na almofada.
- Dessa maneira vais sofucar, mulher!
- Hum, deixa-me dormir,...mãe...
Ei, espera! Aquela voz, apesar de lhe parecer familiar, não era a voz da sua progenitora. Voz de homem...
- Mãe? Espera aí, não me lembro de ter mudado de sexo.
Desta vez ela tivera a certeza.
Enfiou a cebça mais fundo na almofada. Porque é que ela tinha um cheiro diferente? E o colchão parecia-lhe demasiado mole e macio para ser o dela.
Ganhou coragem e sentou-se na cama, indiferente às dores que sentia pelo corpo. E teve a certeza que, se não fosse aquela mão a tapar-lhe a boca, teria soltado um grito que mataria alguém de susto e talvez acordasse algum morto. Apenas teve sorte.
- Não grites quando eu soltar-te, okay?
Ele foi retirando cautelosamente a mão da sua boca. - Espero não arrepender-me de ter feito isto.
- Jesus Cristo! - gaguejou ela.
- Bom dia também para ti.
- Rui?! M-Mas o que é-é que estás a-aqui a fazer? - o jovem de cabelos loiros parecia divertir-se com o seu espanto.
- Isso é pergunta que se faça? - retorquiu – Estás na minha cama, no meu quarto. Serve?
Ela olhou à sua volta. Seria aquilo um quarto? Bem, pelo menos teria de ser um dos grandes. Um dos mesmos grandes.
O espaço era coberto com tons bege. Dois armários,uma estante e uma secretária eram as únicas mobílias que se distinguiam das paredes. O que era mesmo incomum naquele quarto era uma mesa de centro ser rodeada por vários sofás creme.
- Uau.
- Pronto. Agora que já terminaste de admirar, podes muito bem vestir-te e dar o fora.


- O quê?!

- Mudar de roupa e sair? Estamos atrasados e se alguém desconfia que eu tenho uma mulher no meu quarto, eu fico metido em problemas, e dos graves.

- Huh, primeiro problema: eu não tenho roupa...

- E achas que eu não sou esperto o suficiente para ir "assaltar" o armário da minha irmã? - foi à beira da cama, onde começou a juntar peças de roupa, estendendo-as de seguida a Karen. - Toma.

- Tu fizeste isso?

- Sim. Tens a casa-de-banho livre. Vai trocar-te.

- Aonde fica?

- É a porta mais pequena.

E lá foi ela.

Comparada com o quarto, a casa de banho era um canto minúsculo. Karen colocou a pilha de roupa sobre a pedra do lavatório e começou a vasculhar o que tinha no "menú".

Um vestido amarelo com alças causou-lhe uma má primeira impressão. Se ela nunca gostara de roupa que lhe ficasse acima do joelho, aquela não seria excepção. Dobrou-o novamente e pôs de lado. Felizmente também havia meias e um par de sandálias. Mas, o pior de tudo: roupa interior!

O seu corpo gelou por completo com a "roupa" na mão. Aquilo era bem pior que o vestido curto.

Não que fosse mau ter roupa interior lavada. O que era mau era ele saber a cor da roupa.

Já ia com a mão na porta para protestar, quando algo a fez parar. Se mostrasse ingratidão, seria uma enorme falta de educação, especialmente para quem lhe arranjara roupa e deixara dormir na sua cama. Ele até fora bastante simpático com quem ele não conseguia manter uma conversa normal.

Karen voltou atrás e começou a despir a roupa que tinha vestida (que, ironicamente, era a mesma do dia anterior), tirou-a e vestiu a outra. Surpreendentemente, esta era do seu tamanho.

Depois, procurou um pente para puder pentear o cabelo. Lá encontrou um, mas era exageradamente pesado e decorado com enfeites dourados.

- Isto é...ouro? Não, não pode ser. - murmurou.

Saiu de lá com um ar menos pálido, talvez pelo contraste do vestido. Lá fora, Ethan arrumava qualquer coisa num saco.

- Ah, finalmente! Pensei que te tivesse dado alguma coisa na casa-de-banho e ficasses para lá morta. - disse ele, sorrindo. Estendeu-lhe o saco preto - Toma.

- O que é isto?

- Huh, bem, como temos Desporto hoje, pensei em arranjar-te o equipamento. Tem uns calções, uma T'shirt, ténis e umas coisas para tomares banho.

Karen levantou-lhe os seus olhos para os dele. Demonstravam tristeza e, por pouco, não estavam carregavam lágrimas.

- O que foi?

- Porque estás a fazer-me isto tudo? Já não foi o suficiente teres arranjado estas roupa e me deixar dormir aqui?

Ele parou de falar. Baixou ligeiramente a cabeça e deixou cair o saco.

- Apenas pensei que fosse o minímo que pudesse fazer por teres salvo a minha vida...- disse ele.

- Espera! E-Eu fiz isso?

- Ã-hã.

- Mas eu-eu pensei que não resultasse! Devia ser impossível. Achei que fosse só uma brincadeira e tal... - agarrou no saco e na sua mochila que, felizmente, estava na secretária. - Hum, como vou para a escola?

- Sais daqui e já estás lá.

- Okay. Bem, até logo e...obrigada... - saiu dali com o passo apressado, evitando olhar para trás. A porta fechou-se com um estrondo.

"A minha vida é uma brincadeira?"
***************

"Uau."
Ela estava em frente da escola sem saber como chegou lá. Era mesmo «uau».
"Ele tinha razão, mas isto foi rápido demais."
Era melhor apressar o passo se não quisesse chegar atrasada à primeira aula. E também era melhor que ninguém reparasse nela. Aquela roupa chamaria demasiadas atenções.
O pátio principal e o ginásio eram separados por uma ponte de calcário, arranhada por outras que levavam até ao piso inferior. E até dava uma boa vista para baixo.
Havia imensas elevações de pós de pedra e basalto envernizados espelhados pelo recinto, o que ela achou serem bancos de pedra. Mas havia alunos que usavam esses bancos como pista de skate. Depois erguiam-se para os amigos, orgulhosos com o facto de conseguirem-se pôr em pé numa tábua com quatro rodas. E o pior de tudo: as roupas pretas naquela altura do ano, o cabelo que parecia não ser cortado à meses e a forma como se tratavam uns com os outros. Eram selvagens.
Se alguém visse aquele edifício por fora, pensava logo que só de gente rica e fina, mas por dentro era coberto de selvagens que não davam amor a nada.
Ela chegou a um campo de basquetebol coberto. Havia diversos grupos espalhados pelo campo, uns falando, outros jogando. Felizmente ainda ninguém dera pela sua presença.
Agarrou ainda mais forte o saco de ginástica na mão, imaginando a quantidade de roupa que teria de devolver a Rui. Ele fora demasiado simpático, e ela ainda reclamara.
"Egoísta..." - pensou. - "Sou tão tola!"
A campainha soou nos seus tímpanos, parecendo que os queria furar. No entanto, nenhum dos presentes se moveu, mas lançaram um olhar sobre a porta dos balneários.
- Karen...
O seu coração bateu mais forte quando lhe agarraram o ombro e a puxaram para trás.
- Por favor, não digas nada.
- Di-Diana? - custou-lhe dizer isto. A jovem de cabelos encarolados enrolou um pouco de cabelo no dedo antes de começar a falar novamente.
- Desculpa por aquilo no outro dia. Nem sei o que me deu para confiar na Valéria... - disse ela, com a voz trémula.
- Hã?! Espera, a culpa não foi tua!
- Eu sei que ficaste mal depois daquela cena, e agora ninguém te dá valor.
- Eu já te disse : a culpa não foi tua!
- FOI SIM! - Diana gritou. O grito ecoou por todo o recinto, e os alunos pairaram os seus olhares nelas. - Eu devia tê-la parado. O que ela disse não estava correcto. Eu tinha medo...
"Medo?".
- Eu tinha medo que ela me passasse a olhar de lado...MAS EU SOU TÃO ESTÚPIDA!!
"Oh, por favor, agora não!".
As lágrimas gordas de Diana rolaram na bochecha silenciosamente.
- Ei, Diana, acalma-te...
- Mas acalmar-me com o quê?!
A jovem de longos cabelos acastanhados e vestida de um ligeiro tom de rosa levantou o olhar para a que chorava e para a outra que a tentava acalmar.
"Por favor, cala-te!"
- Não valho coisa alguma...
"Cala-te!"
- ...sou tão...
O estrondo da mochila atirada ao chão e dos cadernos a chocarem uns com os outros causou o silêncio. O choro acabou naquele momento, e nos seguintes.
- Quando é que deixas de ser bebé?
Os murmúrios irritantes dos espectadores cessaram o silêncio:
- Isto decerto que é estupidez, mas o que se está a passar?
- Porquê aquela está a chorar?
- Sei lá!
- Bela cena antes de educação física!
- 'Tá calado!
Ela continuou:
- Achas que podes continuar a safar-te com desculpas e choros?
- Va...
- Isto é a vida real, tens de aprender a sobreviver.
- Valéria!
Diana gritou, interrompendo-a. Ela ficou boquiaberta, sem saber se devia continuar a falar ou agarrar nas suas coisas e sair dali.
- Já fiz a minha parte- continuou a Diana. - Agora faz a tua parte.
- A minha quê?
- Pede-lhe desculpa. Achas que ela merece ser tratada desta forma?
Karen pensou que o seu coração parara por segundos. Era mau ter duas mulheres com aquela agressividade a discutirem por ela.
- Ah, queres mandar em mim... Desculpa, mas não recebo ordens tuas. Aquilo que fiz foi só uma "limpeza" na minha dignidade.
- Dignidade? A TUA DIGNIDADE?! Só sabes preocupar-te com a tua dignidade?
Os murmúrios eram agora mais profundos. A raiva e a decisão tomou conta de Valéria. Como último recurso, esta foi até ao centro do campo, agarrou na sua mochila e saiu dali, atirando palvras para o ar de forma bruta:
- Isto NÃO VAI SER ASSIM! - a forma como ela sacudia a mochila nas costas assemelhava-se a quem queria atirá-la para alguém.
Diana fungou duas vezes antes de começar a falar. - Desculpa pelo que aconteceu.
"Desculpas... Para quê mais desculpas?"
- Hum...
- Okay, eu apenas tentei ajudar, mas acho que fiz pior.
- Di... Esquece isso...
Karen não voltar os olhos para ela; mantinha-se de costas para Diana.
- É impossível; não é algo que se possa esquecer de um momento para outro. - os que as rodeavam começaram a entrar em certas portas no limite do campo: os balneários. - É melhor entrarmos também.
Karen seguiu-a em silêncio. Preferia nõ acrescentar nenhum ponto ao discurso da outra, não fosse esta piorar e chorar novamente.
No balneário feminino conversava-se animadamente, mas quando elas duas entraram, as inúmeras vozes calaram-se. Karn pensou como decerto estariam a falar do acontecido anteriormente.
Arranjou um cantinho do banco e um cabide para colocar as suas coisas (um local bastante apertado).
Rezou para que conseguisse vestir o equipamento que Rui lhe destinara. E que não fosse algo demasiado "minúsculo".
Felizmente. Uma T'shirt e umas calças à meia-perna, sapatilhas e meias. Ela respirou de alívio. Podia retirar-lhe o "tarado" do nome.
Vestiu-se rapidamente, atou o seu cabelo num elástico (que também havia no saco) e saiu do balneário.
Com força, conseguiu conter um espirro. A humidade do ar, a temperatura e as nuvens negras que tinham ar de que iria chover, ou seja, era um tempo propício para apanhar uma constipação. Apesar do dia ainda indicar Verão, o tempo assemelhava-se a um misto de Outono e Inverno. Karen desejou que tivesse, ao menos, um casaquinho.
A primeira aula seria um mini-jogo de futebol contra a turma de Desporto, frequentada por uns tipos altos, valentões e com cara assustadora (só havia meia-dúzia de raparigas).
O jogo decorreria no campo de futebol, uma zona artificial ao ar livre, vedado por altos muros de ferro nos limites das balizas por erva natural e por pistas de corrida.
Sempre que colocavam o pé na relva artificial, saiam bolinhas negras semelhantes a formigas: era borracha, que impedia que o chão fosse abaixo com todo aquele peso em cima.
A professora (sim, uma professora) devia estar na casa dos vinte e poucos anos. Era bastante baixa, e usava o cabelo negro num carrapito no cima da cabeça. A primeira coisa que fez foi a chamada. Foi quando Karen reparou: o Rui não estava, para além de Valéria. Ela já era um caso normal; era bem possível que esta faltasse durante o resto do dia, mas ele... Karen tinha a certeza que Rui estava preparado para ir às aulas. Será que ela teria dito alguma coisa que o fizesse deixar de ir à escola durante aquele dia?
Abanou a cabeça com força. Ela não se lembrava do que lhe tinham dito, mas lembrava-se da altura em que ele lhe dissera que ela salvara a sua vida.
- Vá lá!, vá lá! - bramiu a professora, batendo com as palmas das mãos. - Comecem a fazer o aquecimento, desenferrujem essas pernas, que é para ver se ganhamos aqui aos "postes de luz" - apontou para os outros alunos, que já se encontravam a correr. Anda lá, dez minutos à volta do campo!
As reclamações não faltaram, principalmente vindas do grupo feminino, mas não tiveram outra forma se não correrem, algumas muito devagar, outras a andar.
Karen também começou a correr, um pouco afastada das outras. As pernas doridas pelo cansaço abrandavam o passo. Quando passava pela relva, ligeiramente molhada pelo orvalho matinal, soube-lhe bem. Relaxava-lhe os músculos.
No fim dos dez minutos (que pareceram durar uma eternidade!) era a altura de definir as posições de campo.
O jogo era divido em duas parte de trinta minutos; o primeiro conjunto (com cerca de nove jogadores em cada equipa) e o segundo com outros nove. Algumas raparigas ficaram de fora (é bem possível que estas refilariam se as escolhessem).
Karen não ia jogar naquela aula por decisão da professora. Ela agradecia-lhe silenciosamente. Na verdade, o seu corpo não ia aguentar muito mais esforço. Até era bem possível que possível que desmaiasse como nos dias anteriores ( já que não tinha jantado no dia anterior e muito menos tomado o pequeno-almoço nesse dia).
No final da primeira parte, o jogo estava bastante desregulado. Os altos e valentões levavam avante por cinco. Os outros ainda não tinham marcado golo algum.
O intervalo só duraria dez minutos. Era altura da primeira equipa descansar e de escolher os jogadores da segunda parte.
Diana (que já jogara) sentou-se perto de Karen com uma garrafa de água na mão, dando pequenos goles entre respirações sofucantes e muito suor.
Karen começou com um pequeno comentário:
- O jogo está a correr mal. Certo?
- Pior do que mal. Eles também podiam parar de crescer. Mal se consegue ver por onde se anda com eles à nossa frente. Vais jogar?
- Não... E também não sei se aguentaria.
- Hum, nem tu, nem ninguém. - deu um enorme golo na água, acabando com o resto da garrafa. Por pouco, não se engasgava e deitava a água toda fora.
- Toma calma.
Diana inspirou antes de continuar. - Não foi nada. Estava apenas aqui a pensar...
- No quê?
- Tem um rapaz da outra turma que não pára de olhar para ti. - apontou para uma zona na relva natural.
Ele estava sozinho no meio daquele parque verdejante. Bebendo água. Olhando-a fixamente.
Aquele cabelo acastanhado escuro; os olhos verde-água.
- Uh, arranjas qualquer um em três tempos! - gozou Diana.
- Não é nada disso! Com certeza ele está é a olhar para ti.
- Não vale a pena dizer o contrário. Eu sei para quem é que ele está a olhar... ó menina...
- Di...!
- Pelo que ouvi ele é novo aqui na escola como tu. E que tem um certo grau de parentesco com o Rui...
- Com o Rui?
- Usam os dois o mesmo apelido e não se podem ver à frente.
- Sabes...eu acho que tu às vezes dás mais corda aos ouvidos. Existe imensa gente nesta escola que tem o mesmo apelido e que não se aguentam, e não são parentes.
- Mas eles são parecidos...
- Sabes, vou acabar com esta conversa antes que alguém se magoe.
- E chama-se João... - Diana não estava a dar ouvidos a Karen. Esta atirou-lhe um olhar furioso. - O que foi?
- Não podes parar de falar deles por um bocadinho? É que os rapazes estão a dar-me a volta ao estômago...
- Okay, okay, eu calo-me. Apenas estava a mostrar-te como te consigo dar a volta.
- Hã?
- Mudaste de tom de voz cada vez que te ignorava. É inteligente, não é? Agora vou tomar banho, mudar de roupa e aturar o professor de Bio. Adeusinho. - levantou-se e começou a andar para o balneário. - Não vens?
- Como assim?
- Duh, a aula acabou!
Ela tinha razão. Todos os outros se estavam a afastar do campo com lentidão (talvez fosse um sinal do cansaço).
Ken, no outro lado do campo, deixara-se ficar. Observava todos os seus colegas afastarem-se para os balneários.
"Foi ela. Tenho a certeza. Ela salvou-o da morte..."



Quero muitos, mas mesmo muitos comentários. Hoje estou bastante desanimada, e quero algo que me anime! Ok, fazem-me esse favor?

P.S - Roupas de Homem 4ever!
#102
mais um fantastico capitulo! ^^
Adoro as descriçoes que fazes dos pensamentos dos personagens, sobretudo os da karen!
Ai a roupa interior! xi, realmente nao deve ser muito comodo um rapaz saber o que é que uma rapariga esta a usar por baixo! Matreiro Imagina que o Rui se armava em tarado e lhe dava uma tanguinha! Rolar Lol, ao menos o moço ate é decente, senao metia-a a fazer educaçao fisica com uma camisola pelo umbigo e unas calçoes super minusculos! Matreiro
A valeria é mazinha! Matreiro E a Diana é chorona! lol, tou a brincar! Brincalhao
Agora uma coisa que me ta a fazer comichao no nariz! pk é que o Ken/joao se da mal com o Rui/Ethan?
Veremos no proximo capitulo! ^^
bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^

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