Fairy Tales - O início
lulumoon escreveu:
Agora uma coisa que me ta a fazer comichao no nariz! pk é que o Ken/joao se da mal com o Rui/Ethan?
Veremos no proximo capitulo!
bjokas
Oh nãoooooooooooooo!!
Ela percebeu quem era!!!
--'
Acreditarias se eu te contasse que fiz maior parte disto numa aula FQ e de Ciencias. E ainda por cima de laboratório! (Eu, escondidinha lá atrás, sentada num banco de rodar, sem fazer yupi, a escrevi que me fartei. Ainda por cima, a prof a falar sobre pluviosidade e, hum, cães da pradaria eeee carago que eu nao sei mais, eee pronto).
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http://sm-portugal.coolbb.net/fanfics-gerais-f23/fairy-tales-o-incio-t4901.htm
[email protected] -->Meu MSN, adicionem à vontade!
Eh, mais uma leitora, que fixeeeeeeeee!!! [Esta imagem já não existe]
Em princípio, na próxima semana, quem sabe...
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Karen trouxe cap!! Prenda para a luluzinha!! Minha leitora assídua!
Capítulo 6 (3ª parte)
She...
Ele não viria nesse dia - era a sua dedução.
Dobrou discretamente a manga da camisola negra e deitou mais um olhar ao edifício; já passava cinco minutos da hora.
A Morte era o seu passado. O seu passado era o seu destino...
Karen já tinha revirado duas vezes os bolsos e a mochila à procura da sensação metálica das chaves da sua casa.
- Ai, se aquele esteve aqui a meter a mão, eu mato-o. EU JURO QUE O MATO! - resmungava, enquanto fechava o bolso de trás e abria novamente o da frente.
As criancinhas, "aterrorizadas" com as ameaças de morte dela, escondiam-se atrás das pernas das mães. Os pobres do idosos, que subiam as escadas quase agarrados ao corrimão, comentavam uns para os outros : - Os jovens de hoje em dia...
Mas finalmente...
A "chave milagrosa" cresceu-lhe nas mãos como por magia. Pronto, talvez ela só a tivesse encontrado.
Com as mãos suadas, foi com custo que conseguiu colocar a chave na fechadura e rodá-la (até já nem sabia qual era o lado que abria).
Quando finalmente a conseguiu abrir, entrou de rompante no seu quarto e atirou as coisas para a cama. Foi quando se lembrou que tinha de tomar um banho, mas mesmo um grande banho, e passar pela lavandaria no rés-do-chão, a fim de lavar a roupa que Rui lhe emprestara.
Agarrou numa toalha e foi à casa-de-banho abrir a torneira da água quente. Começou a despir-se e a colocar a roupa no cesto.
O contacto da sua pele com a água quente soube-lhe tão bem que rapidamente se afundou na banheira. Poderia ficar horas ali.
Aquelas "horas" não demoraram mais que alguns minutos, quando a água começou a arrefecer. Saiu, enrolou uma toalha à volta do corpo e deixou a água escorrer-lhe pelo cabelo naturalmente.
https://www.youtube.com/watch?v=X7xWOA8iLJg&feature=related
O seu olhar ao espelho parecia-lhe tão irreal...
Porquê ela era tão normal, e mesmo assim tão diferente?
Ser tão humana, e ser tão... mágica? Ser tão fria? Seria normal nunca querer ter existido?
Tantas perguntas... nenhuma resposta...
Foi descalça até ao quarto e abriu a primeira gaveta de roupa que viu. Compôs-se com uma vestimenta simples e saiu do apartamento, lembrando-se de colocar a roupa emprestada num saco de papel.
O rés-do-chão estava bem movimentado nessa tarde. Talvez por já ser hora de ponto; o que era bem provável de acontecer numa sexta-feira.
O limite extremo do edifício era separado de tudo o resto por uma fina cortina de vidro dividido em dois, só separado por uma porta para duas pessoas laranja, inscrita com letras grandes gordas: "Lavandaria".
O sítio certo.
Uma mulher atarracada, coberta de sacos, ia-lhe impedindo a pasagem. Mas a forma atrevida como estava vestida era bastante peculiar: a camisola era de tal maneira apertada que o decote lhe ia saindo; a mini-saia mostrava-lhe as enormes varizes e a peruca rosa choque ia-lhe caindo da cabeça. Mesmo assim, estava tão emproada quanto um galo no galinheiro. E se aquela mulher tivesse filhos?...
Karen recompôs-se da "maldita" entrada e esgueirou-se rapidamente para um canto livre, longe da multidão que esbracejava e gritava, ou seja, para longe das pessoas pouco ou mesmo não-civilizadas e discretas.
Enfiou a mão no bolso dos calções e tirou de lá moedas de um euro, pensando se aquilo daria para lavar e secar tudo. Mas isso era o problema menor... O maior era: Como pôr uma máquina a lavar roupa.
Só lhe apetecia atirar a cabeça contra um poste. Ou algo mesmo duro.
E foi com muita sorte que lá conseguiu arranjar uma folha de instruções às apalpadelas na máquina. Pelo menos ela já sabia o básico: separar a roupa por cores escuras, claras e vivas. Colocar a dose de detergente e amaciador necessários, meter o progama de lavagem certo, e esperar... Afinal não era assim tão difícil.
Felizmente, todas as peças tinham o mesmo tom claro, por isso não precisaria de separá-las. Foi meio copinho de cada detergente que foi para a "gavetinha", fechou e rodou o botão até ao programa dois. E esperou ansiosamente que aquilo explodisse,... mas foi com frustração que se sentou num banco à beira da janela.
A brisa amena que se fazia sentir pela janela rapidamente se transformou em vento que soprava fortemente. As pessoas em seu redor vestiram os casacos dobrados em cima dos bancos, mas havia outras que se encostavam às máquinas de secar, acreditando que as fizessem aquecer. Haviam até boatos que choveria forte e feio nessa noite.
Karen não trazia nenhum trapo que pudesse vestir, mas isso não lhe fez diferença.
O que era quente e bonito acabara desde o momento que colocara os pés naquela terra no meio do Atlântico. Tudo começou naquela tarde solarenta de Setembro, à três dias atrás, no momento em que conhecera aquele homem. Acabaria naquela noite fria, em que todos pensavam que iria chover? Bem, talvez pudesse ser arrastada pela chuva.
Aborrecida, esticou o braço até à mesinha e agarrou numa revista com a capa já amolecida e prestes a cair dos agrafos. Tinha como capa o bonitão do Zac Efron e o "ilustre" do sir José Castelo Branco, declarando como título: Efron e Castelo Branco; O que será que HSM e a Quinta das Celebridades tinham em comum?
Foi sem interesse que começou a folheá-la, lendo parágrafos de artigos como: Como é que a Madonna consegue manter aquele corpinho super hiper mega glamoroso em tão bom estado?, Escola nos EUA encerrou, tudo porque as alunas que tinham a mesma idade que Miley Cirus se revoltaram, Cadela particular de Pitt afogou-se no jacuzzi enquanto este tomava banho, entre outros, para além de não falar do horóscopo nas últimas páginas. Lá dizia que Karen teria uma vida amorosa tão boa que todos os rapazes bonitões cairiam nas suas redes, isto é, há dois meses atrás (o que nunca chegou a acontecer, claro!).
Foi com um "pip" da máquina que levantou os olhos do papel e se concentrou em acabar com aquilo e voltar para o seu quarto.
Tirou toda a roupa molhada para um cesto e foi até uma outra zona, recheada de máquinas de secar. Enfiou tudo para dentro de uma, colocou mais umas moedinhas e deixou aquilo andar para mais uma temporada de explosões que nunca chegam a acontecer (felizmente!).
Maior parte das pessoas que estavam ali no início reduzira-se a uma dúzia espalhada ao acaso. Talvez fosse o resultado das revistas cor-de-rosa para adolescentes. Em vez de sentar-se novamente e esperar, foi até à janela que não tinham sido capazes de fechar e debruçou-se. Apesar de já estar naquela ilha há já alguns dias, nunca fora capaz observar a sua natureza, bastante diferente do lugares que já tinha passado.
O prédio em que vivia era bastante pertinho do mar; leves murmúrios de maresia, o bater das ondas contra as rochas negras, o risar das gaivotas perto do mar... tudo isso era magnífico e inesquecível.
Propôs para si própria um passeio à beira-mar (talvez pudesse tomar banho se o tempo estivesse aceitável) no dia seguinte, sábado. Talvez pudesse aproveitar e, no domingo, passar pela tão conhecida Gruta do Natal (com um mapa, claro!), mesmo sabendo que isto lhe pudesse trazer algumas horas a pé. Teria de estar preparada para uma caminhada à maneira!
Os minutos largos foram passando e já era a hora daquela máquina do demónio parar. Arrumou tudo dentro do mesmo saco com que que viera, devidamente dobradas e saiu com o passo apressado.
Entre subir no elevador e subir nas escadas era a sua preocupação. Decidira pelas escadas, já que ela nunca se dera com aquelas maquinetas que vão para cima e para baixo. Teria muito medo se um dia aquilo parasse e ela ficasse só com aquela mulher do cabelo rosa choque que esbarra na porta, no escuro. Deu uma alegre gargalhada.
Quando chegou ao seu quarto, escondeu o saco dentro do seu armário e apressou-se a ir à cozinha, não fosse o seu estomâgo rugir de fome e desmaiasse ali mesmo.
Infelizmente, não se lembrou de uns caixotes que estavam ainda no corredor por falta de espaço e esbarrou com o tornozelo neles.
- E logo quando eu estava a planear uma viagem! Deus, o dia não podia correr-me pior? - resmungou, agachando-se para massajar o pé. Como estava numa maré de azar, levantou-se com cuidado para não esbarrar com a cabeça no tampo da mesa.
Quando deu por si, os seus pés tocavam em algo volumoso como um... livro!
"Deus, se o meu pai descobre, estou metida em apuros!"
Agarrou o livro e leu a capa com atenção. Era bastante simples, sem motivos decorativos. Era o famoso Memorial do Convento de José Saramago, um livro que se lembrava de ler quando tinha a idade de dez anos. Esquecendo-se de tudo o resto, sentou no cadeirão da sala e leu as primeiras linhas com atenção, como se aquela fosse a primeira vez que o lia.
"D. João, quinto do nome na tabela real, irá esta noite ao quarto de sua mulher, D.
Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos da Áustria para dar infantes à coroa
portuguesa e até hoje ainda não emprenhou. Já se murmura na corte, dentro e fora do
palácio, que a rainha, provavelmente, tem a madre seca, insinuação muito resguardada de
orelhas e bocas delatoras e que só entre íntimos se confia. que caiba a culpa ao rei, nem
pensar, primeiro porque a esterilidade não é mal dos homens, das mulheres sim, por isso
são repudiadas tantas vezes, e segundo, material prova, se necessária ela fosse, porque
abundam no reino bastardos da real semente e ainda agora a procissão vai na praça."
Foi o que conseguiu ler, antes que a sua leitura fosse interrompida pela campainha.
Foi com moleza que se levantou e abriu a porta. A porta do destino.
- Tu?!
The End...
Do cap, of course! (hã, eu tb sei fazer piadas!)
Quero muito comentários, ouviram? É que hoje zanguei-me com umas certas pessoas se isso tivesse sido evitado por elas... Sabem, problemas em k os friends começam a dizer k um rapaz gosta da gente e a gente nem sabe k ele existe, etc...
Capítulo 6 (3ª parte)
She...
Ele não viria nesse dia - era a sua dedução.
Dobrou discretamente a manga da camisola negra e deitou mais um olhar ao edifício; já passava cinco minutos da hora.
A Morte era o seu passado. O seu passado era o seu destino...
****************
Karen já tinha revirado duas vezes os bolsos e a mochila à procura da sensação metálica das chaves da sua casa.
- Ai, se aquele esteve aqui a meter a mão, eu mato-o. EU JURO QUE O MATO! - resmungava, enquanto fechava o bolso de trás e abria novamente o da frente.
As criancinhas, "aterrorizadas" com as ameaças de morte dela, escondiam-se atrás das pernas das mães. Os pobres do idosos, que subiam as escadas quase agarrados ao corrimão, comentavam uns para os outros : - Os jovens de hoje em dia...
Mas finalmente...
A "chave milagrosa" cresceu-lhe nas mãos como por magia. Pronto, talvez ela só a tivesse encontrado.
Com as mãos suadas, foi com custo que conseguiu colocar a chave na fechadura e rodá-la (até já nem sabia qual era o lado que abria).
Quando finalmente a conseguiu abrir, entrou de rompante no seu quarto e atirou as coisas para a cama. Foi quando se lembrou que tinha de tomar um banho, mas mesmo um grande banho, e passar pela lavandaria no rés-do-chão, a fim de lavar a roupa que Rui lhe emprestara.
Agarrou numa toalha e foi à casa-de-banho abrir a torneira da água quente. Começou a despir-se e a colocar a roupa no cesto.
O contacto da sua pele com a água quente soube-lhe tão bem que rapidamente se afundou na banheira. Poderia ficar horas ali.
Aquelas "horas" não demoraram mais que alguns minutos, quando a água começou a arrefecer. Saiu, enrolou uma toalha à volta do corpo e deixou a água escorrer-lhe pelo cabelo naturalmente.
https://www.youtube.com/watch?v=X7xWOA8iLJg&feature=related
O seu olhar ao espelho parecia-lhe tão irreal...
Porquê ela era tão normal, e mesmo assim tão diferente?
Ser tão humana, e ser tão... mágica? Ser tão fria? Seria normal nunca querer ter existido?
Tantas perguntas... nenhuma resposta...
Foi descalça até ao quarto e abriu a primeira gaveta de roupa que viu. Compôs-se com uma vestimenta simples e saiu do apartamento, lembrando-se de colocar a roupa emprestada num saco de papel.
O rés-do-chão estava bem movimentado nessa tarde. Talvez por já ser hora de ponto; o que era bem provável de acontecer numa sexta-feira.
O limite extremo do edifício era separado de tudo o resto por uma fina cortina de vidro dividido em dois, só separado por uma porta para duas pessoas laranja, inscrita com letras grandes gordas: "Lavandaria".
O sítio certo.
Uma mulher atarracada, coberta de sacos, ia-lhe impedindo a pasagem. Mas a forma atrevida como estava vestida era bastante peculiar: a camisola era de tal maneira apertada que o decote lhe ia saindo; a mini-saia mostrava-lhe as enormes varizes e a peruca rosa choque ia-lhe caindo da cabeça. Mesmo assim, estava tão emproada quanto um galo no galinheiro. E se aquela mulher tivesse filhos?...
Karen recompôs-se da "maldita" entrada e esgueirou-se rapidamente para um canto livre, longe da multidão que esbracejava e gritava, ou seja, para longe das pessoas pouco ou mesmo não-civilizadas e discretas.
Enfiou a mão no bolso dos calções e tirou de lá moedas de um euro, pensando se aquilo daria para lavar e secar tudo. Mas isso era o problema menor... O maior era: Como pôr uma máquina a lavar roupa.
Só lhe apetecia atirar a cabeça contra um poste. Ou algo mesmo duro.
E foi com muita sorte que lá conseguiu arranjar uma folha de instruções às apalpadelas na máquina. Pelo menos ela já sabia o básico: separar a roupa por cores escuras, claras e vivas. Colocar a dose de detergente e amaciador necessários, meter o progama de lavagem certo, e esperar... Afinal não era assim tão difícil.
Felizmente, todas as peças tinham o mesmo tom claro, por isso não precisaria de separá-las. Foi meio copinho de cada detergente que foi para a "gavetinha", fechou e rodou o botão até ao programa dois. E esperou ansiosamente que aquilo explodisse,... mas foi com frustração que se sentou num banco à beira da janela.
A brisa amena que se fazia sentir pela janela rapidamente se transformou em vento que soprava fortemente. As pessoas em seu redor vestiram os casacos dobrados em cima dos bancos, mas havia outras que se encostavam às máquinas de secar, acreditando que as fizessem aquecer. Haviam até boatos que choveria forte e feio nessa noite.
Karen não trazia nenhum trapo que pudesse vestir, mas isso não lhe fez diferença.
O que era quente e bonito acabara desde o momento que colocara os pés naquela terra no meio do Atlântico. Tudo começou naquela tarde solarenta de Setembro, à três dias atrás, no momento em que conhecera aquele homem. Acabaria naquela noite fria, em que todos pensavam que iria chover? Bem, talvez pudesse ser arrastada pela chuva.
Aborrecida, esticou o braço até à mesinha e agarrou numa revista com a capa já amolecida e prestes a cair dos agrafos. Tinha como capa o bonitão do Zac Efron e o "ilustre" do sir José Castelo Branco, declarando como título: Efron e Castelo Branco; O que será que HSM e a Quinta das Celebridades tinham em comum?
Foi sem interesse que começou a folheá-la, lendo parágrafos de artigos como: Como é que a Madonna consegue manter aquele corpinho super hiper mega glamoroso em tão bom estado?, Escola nos EUA encerrou, tudo porque as alunas que tinham a mesma idade que Miley Cirus se revoltaram, Cadela particular de Pitt afogou-se no jacuzzi enquanto este tomava banho, entre outros, para além de não falar do horóscopo nas últimas páginas. Lá dizia que Karen teria uma vida amorosa tão boa que todos os rapazes bonitões cairiam nas suas redes, isto é, há dois meses atrás (o que nunca chegou a acontecer, claro!).
Foi com um "pip" da máquina que levantou os olhos do papel e se concentrou em acabar com aquilo e voltar para o seu quarto.
Tirou toda a roupa molhada para um cesto e foi até uma outra zona, recheada de máquinas de secar. Enfiou tudo para dentro de uma, colocou mais umas moedinhas e deixou aquilo andar para mais uma temporada de explosões que nunca chegam a acontecer (felizmente!).
Maior parte das pessoas que estavam ali no início reduzira-se a uma dúzia espalhada ao acaso. Talvez fosse o resultado das revistas cor-de-rosa para adolescentes. Em vez de sentar-se novamente e esperar, foi até à janela que não tinham sido capazes de fechar e debruçou-se. Apesar de já estar naquela ilha há já alguns dias, nunca fora capaz observar a sua natureza, bastante diferente do lugares que já tinha passado.
O prédio em que vivia era bastante pertinho do mar; leves murmúrios de maresia, o bater das ondas contra as rochas negras, o risar das gaivotas perto do mar... tudo isso era magnífico e inesquecível.
Propôs para si própria um passeio à beira-mar (talvez pudesse tomar banho se o tempo estivesse aceitável) no dia seguinte, sábado. Talvez pudesse aproveitar e, no domingo, passar pela tão conhecida Gruta do Natal (com um mapa, claro!), mesmo sabendo que isto lhe pudesse trazer algumas horas a pé. Teria de estar preparada para uma caminhada à maneira!
Os minutos largos foram passando e já era a hora daquela máquina do demónio parar. Arrumou tudo dentro do mesmo saco com que que viera, devidamente dobradas e saiu com o passo apressado.
Entre subir no elevador e subir nas escadas era a sua preocupação. Decidira pelas escadas, já que ela nunca se dera com aquelas maquinetas que vão para cima e para baixo. Teria muito medo se um dia aquilo parasse e ela ficasse só com aquela mulher do cabelo rosa choque que esbarra na porta, no escuro. Deu uma alegre gargalhada.
Quando chegou ao seu quarto, escondeu o saco dentro do seu armário e apressou-se a ir à cozinha, não fosse o seu estomâgo rugir de fome e desmaiasse ali mesmo.
Infelizmente, não se lembrou de uns caixotes que estavam ainda no corredor por falta de espaço e esbarrou com o tornozelo neles.
- E logo quando eu estava a planear uma viagem! Deus, o dia não podia correr-me pior? - resmungou, agachando-se para massajar o pé. Como estava numa maré de azar, levantou-se com cuidado para não esbarrar com a cabeça no tampo da mesa.
Quando deu por si, os seus pés tocavam em algo volumoso como um... livro!
"Deus, se o meu pai descobre, estou metida em apuros!"
Agarrou o livro e leu a capa com atenção. Era bastante simples, sem motivos decorativos. Era o famoso Memorial do Convento de José Saramago, um livro que se lembrava de ler quando tinha a idade de dez anos. Esquecendo-se de tudo o resto, sentou no cadeirão da sala e leu as primeiras linhas com atenção, como se aquela fosse a primeira vez que o lia.
"D. João, quinto do nome na tabela real, irá esta noite ao quarto de sua mulher, D.
Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos da Áustria para dar infantes à coroa
portuguesa e até hoje ainda não emprenhou. Já se murmura na corte, dentro e fora do
palácio, que a rainha, provavelmente, tem a madre seca, insinuação muito resguardada de
orelhas e bocas delatoras e que só entre íntimos se confia. que caiba a culpa ao rei, nem
pensar, primeiro porque a esterilidade não é mal dos homens, das mulheres sim, por isso
são repudiadas tantas vezes, e segundo, material prova, se necessária ela fosse, porque
abundam no reino bastardos da real semente e ainda agora a procissão vai na praça."
Foi o que conseguiu ler, antes que a sua leitura fosse interrompida pela campainha.
Foi com moleza que se levantou e abriu a porta. A porta do destino.
- Tu?!
The End...
Do cap, of course! (hã, eu tb sei fazer piadas!)
Quero muito comentários, ouviram? É que hoje zanguei-me com umas certas pessoas se isso tivesse sido evitado por elas... Sabem, problemas em k os friends começam a dizer k um rapaz gosta da gente e a gente nem sabe k ele existe, etc...
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ai!!! Capitulo pa mim! [Esta imagem já não existe] e é taum linduh!!!!
Gostrei tanto! As descriçoes, os pensamentos da karen, tudo!
Tive direito a musica e tudo! hehe!
Ate meteste as instruçoes da maquina de lavar!
obrigada karen, vale sempre a pena ler estas fic's fantasticas!
Fico á espera do proximo capitulo, para saber quem é aquele "Tu?!", se bem que ja desconfio de algumas pessoas!
bjokas
Gostrei tanto! As descriçoes, os pensamentos da karen, tudo!
Tive direito a musica e tudo! hehe!
Ate meteste as instruçoes da maquina de lavar!

obrigada karen, vale sempre a pena ler estas fic's fantasticas!
Fico á espera do proximo capitulo, para saber quem é aquele "Tu?!", se bem que ja desconfio de algumas pessoas!

bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
lulumoon escreveu:ai!!! Capitulo pa mim! [Esta imagem já não existe] e é taum linduh!!!!
Gostrei tanto! As descriçoes, os pensamentos da karen, tudo!
Tive direito a musica e tudo! hehe!
Ate meteste as instruçoes da maquina de lavar!
obrigada karen, vale sempre a pena ler estas fic's fantasticas!
Fico á espera do proximo capitulo, para saber quem é aquele "Tu?!", se bem que ja desconfio de algumas pessoas!
bjokas
Quem? A peruca rosa choque?! O Zac Efron? Ou o Castelo Branco? [Esta imagem já não existe] Não, pera, pera, pera, o Rui Oliveira dos MCA?!!
Aqui entre nós, eu até o acho engraçado e tal... [Esta imagem já não existe] *just kiding*
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agarrou numa revista com a capa já amolecida e prestesfartei-me de rir com esta revista esta demais
a cair dos agrafos. Tinha como capa o bonitão do Zac Efron e o
"ilustre" do sir José Castelo Branco, declarando como título: Efron e Castelo Branco; O que será que HSM e a Quinta das Celebridades tinham em comum? Como é que a Madonna consegue manter aquele corpinho super hiper mega glamoroso em tão bom estado?, Escola nos EUA encerrou, tudo porque as alunas que tinham a mesma idade que Miley Cirus se revoltaram, Cadela particular de Pitt afogou-se no jacuzzi enquanto este tomava banho, entre outros, para além de não falar do horóscopo nas últimas páginas.
Lá dizia que Karen teria uma vida amorosa tão boa que todos os rapazes
bonitões cairiam nas suas redes, isto é, há dois meses atrás (o que
nunca chegou a acontecer, claro!).
quem será que tocou a campainha, estou curiosa quase imagino que seja. espero pelo proximo capitulo
a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm
Semana de interrupção equivale a actualizar a fic!
Capítulo 7 (1ª parte) - Explicações/ A minha prima
A noite avançava a pés largos sobre a escuridão do seu cabelo; as mágoas caiam-lhe em cima; a tristeza ganhava forma no seu rosto.
A primeira..., a segunda, a terceira lágrima caiu-lhe sobre o chão profundo. Elas, doces lágrimas ingénuas, eram finas e transparentes como cristal, cintilando naquela noite fria e escura.
O resto do mundo pesava-lhe toneladas sobre os seus frágeis ombros.
Quando a sua vida cairia por terra? Era a sua pergunta inexplicável, a sua resposta infindável.
O mundo cruel, frio e sombrio, virara-lhe as costas; engolira-lhe os sentimentos.
A forma silenciosa como chorava era igual ao seu mundo. Era igual àquela noite. Era o choro do seu coração.
He is not alive...
**********
Olhou aquele ser transparente. A sua voz ficara-lhe presa na garganta; mal conseguia respirar.
- Tss, tratas-me como se me conhecesses. - ele ironizou. Ela permanecera calada. - O que foi? O gato comeu-te a língua? Pois hoje de manhã falavas...
Ela continuou sem articular palavra. Eles os dois, frente-a-frente, sentindo o vento exterior que congelava os ossos. Um lado do seu corpo ordenava que a sua mão direita, ainda firma na fechadura da porta, a empurrasse. Mas ela não tinha coragem.
As pernas desfaleceram-lhe. Ela não conseguia mais manter-se em pé.
Uma dor, forte e fria, encostara-lhe a nuca na parede. Era como se uma bala lhe atravessasse o crânio.
Ken Azuratty sorriu, triufante. Não tivera que sujar as suas mãos. Colocou os dedos sobre a gélida lâmina da espada.
Aquilo fora perfeito...
************
Ethan Kitsura acordou com o corpo suado. Rapidamente percebera como aquilo era estranho : não estava calor, já que mantinha a janela do quarto aberta.
"Mais um?" pensou, referindo-se à última semana recheada de pesadelos
estranhos e inexplicáveis.
Ainda faltava muito tempo para amanhecer. Mas isso era o pouco preocupante, já que no dia seguinte seria sábado no mundo dos Humanos e não teria que sair daquelas quatro paredes.
Solidão...
https://www.youtube.com/watch?v=mTjPSACyzSQ
Levantou-se com dificuldade. Cambaleou durante alguns segundos, mas conseguiu segurar-se na parede.
Os seus sentidos estavam confusos com a escuridão que reinava.
Como um servo de luz, andou aos tropeções até à estante. Abriu a
pequenina gaveta do cimo e tirou uma caixinha, cravada com gravuras
de madeira e letras irreconhecíveis ao tacto.
-Laiko vartai.
A caixinha abriu-se com um som perro, equivalente ao de uma porta que não é aberta à muito tempo.
Ethan enfiou a sua mão e retirou de lá um colar brilhante de prata, acabando com um magnífico coração bordado de brilhantes.
Levantou-o à altura dos olhos. A sua clareza reflectiu-lhe a cara.
- Algo está errado...
http://pt.wikipedia.org/wiki/Elfo <-- Para quem anda confuso a tentar descobrir o que o Ethan realmente é, leiam isto atentamente. No princípio perceberão porque é que ele parece um cambado a andar às escuras...
Boa leitura e quero comentários, ok?
Capítulo 7 (1ª parte) - Explicações/ A minha prima
A noite avançava a pés largos sobre a escuridão do seu cabelo; as mágoas caiam-lhe em cima; a tristeza ganhava forma no seu rosto.
A primeira..., a segunda, a terceira lágrima caiu-lhe sobre o chão profundo. Elas, doces lágrimas ingénuas, eram finas e transparentes como cristal, cintilando naquela noite fria e escura.
O resto do mundo pesava-lhe toneladas sobre os seus frágeis ombros.
Quando a sua vida cairia por terra? Era a sua pergunta inexplicável, a sua resposta infindável.
O mundo cruel, frio e sombrio, virara-lhe as costas; engolira-lhe os sentimentos.
A forma silenciosa como chorava era igual ao seu mundo. Era igual àquela noite. Era o choro do seu coração.
He is not alive...
**********
Olhou aquele ser transparente. A sua voz ficara-lhe presa na garganta; mal conseguia respirar.
- Tss, tratas-me como se me conhecesses. - ele ironizou. Ela permanecera calada. - O que foi? O gato comeu-te a língua? Pois hoje de manhã falavas...
Ela continuou sem articular palavra. Eles os dois, frente-a-frente, sentindo o vento exterior que congelava os ossos. Um lado do seu corpo ordenava que a sua mão direita, ainda firma na fechadura da porta, a empurrasse. Mas ela não tinha coragem.
As pernas desfaleceram-lhe. Ela não conseguia mais manter-se em pé.
Uma dor, forte e fria, encostara-lhe a nuca na parede. Era como se uma bala lhe atravessasse o crânio.
Ken Azuratty sorriu, triufante. Não tivera que sujar as suas mãos. Colocou os dedos sobre a gélida lâmina da espada.
Aquilo fora perfeito...
************
Ethan Kitsura acordou com o corpo suado. Rapidamente percebera como aquilo era estranho : não estava calor, já que mantinha a janela do quarto aberta.
"Mais um?" pensou, referindo-se à última semana recheada de pesadelos
estranhos e inexplicáveis.
Ainda faltava muito tempo para amanhecer. Mas isso era o pouco preocupante, já que no dia seguinte seria sábado no mundo dos Humanos e não teria que sair daquelas quatro paredes.
Solidão...
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Levantou-se com dificuldade. Cambaleou durante alguns segundos, mas conseguiu segurar-se na parede.
Os seus sentidos estavam confusos com a escuridão que reinava.
Como um servo de luz, andou aos tropeções até à estante. Abriu a
pequenina gaveta do cimo e tirou uma caixinha, cravada com gravuras
de madeira e letras irreconhecíveis ao tacto.
-Laiko vartai.
A caixinha abriu-se com um som perro, equivalente ao de uma porta que não é aberta à muito tempo.
Ethan enfiou a sua mão e retirou de lá um colar brilhante de prata, acabando com um magnífico coração bordado de brilhantes.
Levantou-o à altura dos olhos. A sua clareza reflectiu-lhe a cara.
- Algo está errado...
http://pt.wikipedia.org/wiki/Elfo <-- Para quem anda confuso a tentar descobrir o que o Ethan realmente é, leiam isto atentamente. No princípio perceberão porque é que ele parece um cambado a andar às escuras...
Boa leitura e quero comentários, ok?
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Ai, omg, aonde é que anda essa gente??!
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este capitulo esta lindo
continua espero k postes rapido
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a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm
Bem pessoal, isto e assim:
- O último post que fiz foi em Outubro;
- Tenho andado bastante ocupada, por isso não tenho tempo para actualizar a fic;
- Tenho cerca de metade do resto do 7º cap escrito, ou seja, é esperar que eu consiga terminar ainda este fim-de-semana. Como as minhas aulas começam esta segunda (dia 4) o ritmo vai abrandar ainda mais.
É só esperar para ver. Mínimo dos mínimos, este domingo.
- O último post que fiz foi em Outubro;
- Tenho andado bastante ocupada, por isso não tenho tempo para actualizar a fic;
- Tenho cerca de metade do resto do 7º cap escrito, ou seja, é esperar que eu consiga terminar ainda este fim-de-semana. Como as minhas aulas começam esta segunda (dia 4) o ritmo vai abrandar ainda mais.
É só esperar para ver. Mínimo dos mínimos, este domingo.

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Oi Karen! Tive tanto tempo ausente do forum que so hoje é que vim ler a tua fic!
'
Tanto misterio... Hum...
O que é que ta errado?! tou mesmo curiosa!
vamos tentar pôr as fic's a mexer (sim, porque eu tambem já nao posto ha algum tempo, e a partir de segunda estamos na mesma situaçao!
)
Fico á espera de actualizaçoes!
bjokas
'Tanto misterio... Hum...
O que é que ta errado?! tou mesmo curiosa!

vamos tentar pôr as fic's a mexer (sim, porque eu tambem já nao posto ha algum tempo, e a partir de segunda estamos na mesma situaçao!
)Fico á espera de actualizaçoes!
bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
gatinha escreveu:ta tao lindo karen =)
nao percebi uma coisa ele sonhou que o ken matava a karen ou aconteceu mesmo??
bom a fic ta linda tu descrebves cada lugar estupendamente tas de parabens
Bem, aconteceu mesmo...

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Karen_95 escreveu:gatinha escreveu:ta tao lindo karen =)
nao percebi uma coisa ele sonhou que o ken matava a karen ou aconteceu mesmo??
bom a fic ta linda tu descrebves cada lugar estupendamente tas de parabens
Bem, aconteceu mesmo...
What?! bah, aconteceu nada, tás a brincar, né?!
Ou será que nao estás?!
Ok, agora quem morre sou eu!

*mim cai pó lado, morrida!*

as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
lulumoon escreveu:Karen_95 escreveu:gatinha escreveu:ta tao lindo karen =)
nao percebi uma coisa ele sonhou que o ken matava a karen ou aconteceu mesmo??
bom a fic ta linda tu descrebves cada lugar estupendamente tas de parabens
Bem, aconteceu mesmo...
What?! bah, aconteceu nada, tás a brincar, né?!
Ou será que nao estás?!
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Ok, agora quem morre sou eu!
*mim cai pó lado, morrida!*
Não te preocupes, a história continua.....

Tás morrida??!! Uau!
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Não quero ninguém morto cá no fórum, por isso...:
Capítulo 7 (parte 2)
Acordou com o forte cheiro a desinfectante e a soro fisiológico. Para piorar a situação, as luzes no cimo da sua cabeça quase a cegavam.
Sentia um pequeno formigueiro na nuca que lhe descia à espinha e causava-lhe fortes dores nos lados das pernas, semelhante a cãibras. Infelizmente, não as conseguia mexer.
O barulho inquietante a passos e a vozes cortantes e frias que nunca acalmavam por um único segundo eram os melhores indicadores do local onde estava: um hospital.
Queria tanto levantar-se e sairdali; mas era como estar presa à cama pelas pernas.
- Ela esteve bastante estável durante a noite. Tivemos medo que ocorresse reacção alérgica aos pontos, mas correu tudo bem.
O escancarar de uma porta despertou-lhe os sentidos; conseguia ouvir melhor as vozes.
- Se continuar assim, talvez amanhã tenha alta.
Tentou ajeitar-se melhor no travesseiro. Os braços não tinham força suficiente para levantar o seu tronco. Deixou-se ficar como estava.
O homem com a bata branca tinha um ar bastante jovial. Como com um gesto de caridade, apagou a luz no cimo da sua cabeça e atirou-lhe um sorriso de orelha a orelha.
A mulher do outro lado comentou:
- Eu, sinceramente, não sei o que se passou. Só vi a porta escancarada e ela estendida no chão.
- Ela está consciente. Dou-lhe cinco minutos para falar com ela. Depois, se quiser, tem a visita das três - o homem sorridente saiu, fechando a porta levemente.
A mulher puxou ruidosamente um banquinho e sentou-se ao lado da cama.
- O que se passou? - a rapariga perguntou. Queria se mexer e olhar a mulher.
- Karen, querida, não sabes de nada?
A rapariga, Karen, bufou.
- Eu não me lembro de nada - ela respondeu.
- Essa pancada na cabeça...deve ter doído bastante...ainda por cima contra a parede.
- Não me lembro. Só
sei que doi agora. E as pernas também.
- Deve ser o efeito dos medicamentos - a mulher levantou-se - Hum, agora tenho de ir. Só posso voltar na hora das visitas.
Com enorme esforço, Karen conseguiu levantar os braços e agarrar na manga da mulher.
- Mãe,... eu vou ficar bem, não vou?
- Claro que vais, filha - aproximou-se e beijou a sua testa - Claro que vais.
**********************
- Ethan?
O jovem parou o que estava a fazer e olhou para a porta.
- Bom dia, mãe!
- Passa-se alguma coisa contigo, filho?
O rapaz estranhou aquela pergunta.
- Hum, não... De onde veio essa ideia? - Ethan tentou manter-se normal.
- Bem, ontem não foste às aulas e a Suzu disse que o teu quarto estava fechado à chave de manhã - respondeu a mulher. Ele soltou uma gargalhada forçada.
- Mãe, a quantidade de vezes que já fiz isso e nunca fui alvo de perguntas desse género!
- Bem, não desde...
Ethan, já adivinhando o que ela diria, interrompeu-a:
- Okay, okay, eu já percebi! O que se passa é que estão todos preocupados comigo! Mãe, eu já tenho quinze. Já tenho idade para aprender a tomar conta de mim.
- Querido, não é isso... É que, tens andado muito estranho desde... - fez uma pequena pausa - Será que nunca puderás entender a palavra "morte"?
- Se eu perceber o sentido...
- Sabes muito bem do que estou a falar - Mara teve o cuidado de não levantar a voz - Ethan, eu sei que a morte do teu primo foi algo muito doloroso para ti, mas tu também não tens tentado ultrapassar isso. Todos nós sofremos.
- A mãe está a insinuar que eu me comporto como se tivesse perdido um filho meu ou algo assim?
- Bem, sim. Todos sabem o que ele significou para ti. Ele era o teu melhor amigo. Mas não dá. Chegamos a um ponto da nossa vida em que temos que esquecer o passado e viver o presente.
Ter uma conversa daquelas naquele lugar - um biblioteca velha e escura, completamente fora do alcance da luz - era um pouco fora do normal e bastante desconfortável. O chão rangia a cada passo dado e havia livros grossos e pesados espalhados a cada metro quadrado no chão.
- A mãe faria o que está a dizer se eu... morresse?
Aquelas palavras chocaram-na.
Congelou durante longos segundos.
- Não! Sim!... Eu não sei, porque...
Ela colocou os seu braços à volta do seu corpo.
- ... eu ainda não perdi nem quero perder um de vocês.
Ethan não fez qualquer pressão para se libertar. Ele sentia-se como se as suas pernas fossem feitas de gelatina.
Ela completou:
- Não confies nos humanos. Eles são apenas assassinos que nos querem exterminar a qualquer custo. Não podemos confiar a eles a nossa espécie.
Mara largou-o e deixou em silêncio durante alguns segundos até deixar a sala com o barulho seco a arrastar a porta.
...
"Ele não está morto... Eu sei..."
Então? Não gostaram? Odiaram? Comentem!!
P.S. - Tenho muita coisa escrita, mas para já, fiquem com isto.
Capítulo 7 (parte 2)
Acordou com o forte cheiro a desinfectante e a soro fisiológico. Para piorar a situação, as luzes no cimo da sua cabeça quase a cegavam.
Sentia um pequeno formigueiro na nuca que lhe descia à espinha e causava-lhe fortes dores nos lados das pernas, semelhante a cãibras. Infelizmente, não as conseguia mexer.
O barulho inquietante a passos e a vozes cortantes e frias que nunca acalmavam por um único segundo eram os melhores indicadores do local onde estava: um hospital.
Queria tanto levantar-se e sairdali; mas era como estar presa à cama pelas pernas.
- Ela esteve bastante estável durante a noite. Tivemos medo que ocorresse reacção alérgica aos pontos, mas correu tudo bem.
O escancarar de uma porta despertou-lhe os sentidos; conseguia ouvir melhor as vozes.
- Se continuar assim, talvez amanhã tenha alta.
Tentou ajeitar-se melhor no travesseiro. Os braços não tinham força suficiente para levantar o seu tronco. Deixou-se ficar como estava.
O homem com a bata branca tinha um ar bastante jovial. Como com um gesto de caridade, apagou a luz no cimo da sua cabeça e atirou-lhe um sorriso de orelha a orelha.
A mulher do outro lado comentou:
- Eu, sinceramente, não sei o que se passou. Só vi a porta escancarada e ela estendida no chão.
- Ela está consciente. Dou-lhe cinco minutos para falar com ela. Depois, se quiser, tem a visita das três - o homem sorridente saiu, fechando a porta levemente.
A mulher puxou ruidosamente um banquinho e sentou-se ao lado da cama.
- O que se passou? - a rapariga perguntou. Queria se mexer e olhar a mulher.
- Karen, querida, não sabes de nada?
A rapariga, Karen, bufou.
- Eu não me lembro de nada - ela respondeu.
- Essa pancada na cabeça...deve ter doído bastante...ainda por cima contra a parede.
- Não me lembro. Só
sei que doi agora. E as pernas também.
- Deve ser o efeito dos medicamentos - a mulher levantou-se - Hum, agora tenho de ir. Só posso voltar na hora das visitas.
Com enorme esforço, Karen conseguiu levantar os braços e agarrar na manga da mulher.
- Mãe,... eu vou ficar bem, não vou?
- Claro que vais, filha - aproximou-se e beijou a sua testa - Claro que vais.
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- Ethan?
O jovem parou o que estava a fazer e olhou para a porta.
- Bom dia, mãe!
- Passa-se alguma coisa contigo, filho?
O rapaz estranhou aquela pergunta.
- Hum, não... De onde veio essa ideia? - Ethan tentou manter-se normal.
- Bem, ontem não foste às aulas e a Suzu disse que o teu quarto estava fechado à chave de manhã - respondeu a mulher. Ele soltou uma gargalhada forçada.
- Mãe, a quantidade de vezes que já fiz isso e nunca fui alvo de perguntas desse género!
- Bem, não desde...
Ethan, já adivinhando o que ela diria, interrompeu-a:
- Okay, okay, eu já percebi! O que se passa é que estão todos preocupados comigo! Mãe, eu já tenho quinze. Já tenho idade para aprender a tomar conta de mim.
- Querido, não é isso... É que, tens andado muito estranho desde... - fez uma pequena pausa - Será que nunca puderás entender a palavra "morte"?
- Se eu perceber o sentido...
- Sabes muito bem do que estou a falar - Mara teve o cuidado de não levantar a voz - Ethan, eu sei que a morte do teu primo foi algo muito doloroso para ti, mas tu também não tens tentado ultrapassar isso. Todos nós sofremos.
- A mãe está a insinuar que eu me comporto como se tivesse perdido um filho meu ou algo assim?
- Bem, sim. Todos sabem o que ele significou para ti. Ele era o teu melhor amigo. Mas não dá. Chegamos a um ponto da nossa vida em que temos que esquecer o passado e viver o presente.
Ter uma conversa daquelas naquele lugar - um biblioteca velha e escura, completamente fora do alcance da luz - era um pouco fora do normal e bastante desconfortável. O chão rangia a cada passo dado e havia livros grossos e pesados espalhados a cada metro quadrado no chão.
- A mãe faria o que está a dizer se eu... morresse?
Aquelas palavras chocaram-na.
Congelou durante longos segundos.
- Não! Sim!... Eu não sei, porque...
Ela colocou os seu braços à volta do seu corpo.
- ... eu ainda não perdi nem quero perder um de vocês.
Ethan não fez qualquer pressão para se libertar. Ele sentia-se como se as suas pernas fossem feitas de gelatina.
Ela completou:
- Não confies nos humanos. Eles são apenas assassinos que nos querem exterminar a qualquer custo. Não podemos confiar a eles a nossa espécie.
Mara largou-o e deixou em silêncio durante alguns segundos até deixar a sala com o barulho seco a arrastar a porta.
...
"Ele não está morto... Eu sei..."
Então? Não gostaram? Odiaram? Comentem!!
P.S. - Tenho muita coisa escrita, mas para já, fiquem com isto.
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