A Saga de Syllviane
O encontro delas foi mesmo muito bem pensado! Imaginei com uma precisão incrível o toque das mãos. Foi um capítulo empolgante, sempre à espera do momento do encontro da Sabrina e da Nicolle. E, depois de acontecer... Separam-se de novo! Isto está cada vez mais emocionante! Qual será a partida que o destino vai pregar para que elas se encontrem novamente?
Gostei muito, fico ansiosamente à espera do próximo
Gostei muito, fico ansiosamente à espera do próximo

Notinha: Pessoal desculpem ter demorado! ;_;
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Capítulo 4
A chegada (Parte I)
-Não acredito que eles continuem tão casmurros! – Resmungou a voz de uma doce idosa, que se encontrada sentada num grande cadeirão ao lado de uma lareira acesa, dentro de uma torre rodeada de nevoeiro denso.
-Eles continuam os mesmos Senhora. – Respondeu-lhe um servo delicadamente, que se encontrava atrás dela, olhando pela janela.
-Mas a teimosia deles não vai resolver nada, eles por mais que queiram não podem parar aquilo que já está a decorrer…
-E nem podem mudar o fim que o destino lhe concebeu…
-Isso já é diferente. Eu vou fazer de tudo para o mudar!
-Mas Senhora, sabe muito bem que isso é praticamente impossível.
-Não te preocupes, eu vou agarrar-me a essa pequena hipótese de possibilidade.
***
-Onde estou? Onde? – Perguntou Sabrina para o ar, sem obter resposta. – Está alguém aí?
Sem resposta, ela começou a correr na esperança de conseguir encontrar algo. Durante um tempo ela apenas viu um branco nevoeiro a toda a volta, um enorme silêncio onde apenas ecoavam os seus passos. Parou para obter folgo, e quando olhou para trás, estranhamente deparou-se com um espelho com bordas prateadas e essas mesmas bordas cobertas de diamantes brilhantes.
“Mas este é o espelho do meu quarto…o que ele está a fazer aqui?”- Pensou ela.
Aproximou-se por instinto ao pé do espelho e soltou um pequeno gemido de medo quando reparou que não era a sua imagem que estava reflectida lá. Por sua vez, era outra rapariga que se encontrava lá.
-Quem és tu? – Perguntou timidamente Sabrina…
***
-Pai? – Questionou-se Sabrina enquanto ainda esfregava os olhos.
-Que felicidade! – Exclamou ele enquanto a abraçava. – Estava a ver que nunca mais acordavas.
-O que é que se passou? Então eu não estava a vir para o quarto-de-banho quando…
-Quando…?
-Não me lembro… - Disse ela preocupada, pondo a mão na cabeça e tentando lembrar-se do que se tinha passado. Sentia-se estranha, como se tivesse passado algo importante que ela não se estava a conseguir lembrar.
-Não te preocupes! O avião apenas teve uma turbulência, tu desequilibraste-te e desmaias-te. Nada mais. – Respondeu-lhe Tiago, ao mesmo tempo que esboçava um sorriso. – Estamos quase a aterrar, segundo informações recentes do piloto, por isso logo apanhamos outro avião e voltamos a Paris.
Uns metros mais à frente, Nicolle também acabara de acordar nos braços do pai e a mesma mentira foi-lhe contada para preencher o espaço vazio da memória que Nicolle tinha perdido.
***
A milhares de metros de distância, a outra pena flamejante sai de dentro de uma mala bege com flores laranja e dirige-se a toda a velocidade para o avião onde Nicolle e Sabrina se encontravam.
***
-Caros passageiros, acabámos de aterrar em Portugal. Por favor esperem calmamente pela abertura das portas. Obrigada por viajarem com a nossa companhia. – Ecoou no avião já parado estas palavras vindas do piloto.
-PORTUGAL? – Gritaram duas vozes grossas masculinas pelo avião.
“Não pode ser. Impossível! Deveríamos estar a ir para a Alemanha! Isto não pode estar a acontecer.” – Pensou Afonso extremamente alarmado.
-Está tudo bem pai? – Perguntou Nicolle, constatando a cara cada vez mais pálida do pai.
-Temos que sair daqui! Isto foi tudo um plano daquela velha… - Murmurou ele, sem Nicolle conseguir perceber.
Tanto as portas das alas superior como inferior abriram-se e todos os passageiros saíram. Por fim, a pena flamejante sai de dentro do piloto, deixando este desmaiado no chão e dirigiu-se para o meio da confusão, conseguindo passar despercebida. Tiago e Afonso estavam-se a dirigir à recepção da ala Sul e Norte, respectivamente, do aeroporto, na intenção de comprar o mais rapidamente bilhetes de volta para o seu país. Todavia, cada um foi impedido por um homem que os literalmente obrigou a dirigirem-se a um hotel de 5 estrelas ali perto. Tiago, Sabrina e Nanda chegaram primeiro ao hotel, evitando assim o reencontro entre as jovens. Mais tarde, depois de uma enorme discussão entre Afonso, que se encontrava extremamente furioso por estar em Portugal outra vez, e o tal homem, eles finalmente chegaram ao tal Hotel e cada um vai para o seu quarto. Apesar de Sabrina não perceber bem porque o seu pai a obrigou a jantar no quarto, ela adormeceu do cansaço obtido pela viagem.
O relógio já batia as vinte e três horas no hotel, quando Afonso e Tiago se encontraram no parque de estacionamento subterrâneo do hotel. À espera deles já se encontravam as duas penas flamejantes, que se juntaram formando uma imagem perfeitamente focada de uma velha senhora.
-Sejam bem-vindos de volta a Portugal! – Exclamou a senhora.
-Só poderia sem plano seu! Sua…sua… - Gritou Afonso furioso. – Já não bastou o que fez à 16 anos atrás?
-Não estou para discutir com vocês o que aconteceu à 16 anos, não valia a pena. – Respondeu-lhe ela friamente. – Bem, vamos directos ao assunto! Onde estão elas?
-Cada uma em seu quarto, a dormir. Estão esgotadas por causa do fuso horário. – Disse Tiago.
-Óptimo! Deixo-vos aqui duas inscrições para o meu colégio privado, o Colégio Lágrima Prateada. Por favor preencham e depois entreguem-me.
-Deve estar a brincar connosco…
-Sim só pode! Vamos lá ver as razões. Primeiro: Elas nem em sonhos vão ficar neste país amaldiçoado! Segundo: Elas não vão chegar perto de si, muito menos entrar no seu colégio privado! Terceiro: Sabe muito bem que elas não podem estar juntas…não o quero! Não quero que se volte a repetir…aquilo! – Concluiu Afonso.
-Vocês tanto as afastaram, mas como viram não valeu de nada! À bocado no avião, o poder já foi activado! Agora é uma questão de tempo… - Disse ela.
-Mas isso foi culpa sua, cara Eruda. Se a senhora não tivesse interferido…- Acentuou Tiago.
-Se não fosse eu, seria outra coisa qualquer.
-Só para avisar, nós vamos sair de Portugal! – Ameaçou Afonso.
-Vocês podem sair à vontade, elas é que não. Eu já sabia que vocês iam tentar voltar para os vossos países, por isso elaborei um feitiço de selo, que não as deixa sair. Bem, tenho que ir tratar de uns assuntos. Por favor não demorem a enviar-me as inscrições. – Terminou ela, desvanecendo de seguida.
***
-Quem és tu? – Perguntou timidamente Sabrina…
Mas a jovem não lhe respondeu, apenas sorriu. Ela possuía um longo cabelo prateado, um cabelo tão comprido e liso que quase arrastava no chão. A jovem também tinha uma face branca que nem a neve e uns olhos cinzento prateado.
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Capítulo 4
A chegada (Parte I)
-Não acredito que eles continuem tão casmurros! – Resmungou a voz de uma doce idosa, que se encontrada sentada num grande cadeirão ao lado de uma lareira acesa, dentro de uma torre rodeada de nevoeiro denso.
-Eles continuam os mesmos Senhora. – Respondeu-lhe um servo delicadamente, que se encontrava atrás dela, olhando pela janela.
-Mas a teimosia deles não vai resolver nada, eles por mais que queiram não podem parar aquilo que já está a decorrer…
-E nem podem mudar o fim que o destino lhe concebeu…
-Isso já é diferente. Eu vou fazer de tudo para o mudar!
-Mas Senhora, sabe muito bem que isso é praticamente impossível.
-Não te preocupes, eu vou agarrar-me a essa pequena hipótese de possibilidade.
***
-Onde estou? Onde? – Perguntou Sabrina para o ar, sem obter resposta. – Está alguém aí?
Sem resposta, ela começou a correr na esperança de conseguir encontrar algo. Durante um tempo ela apenas viu um branco nevoeiro a toda a volta, um enorme silêncio onde apenas ecoavam os seus passos. Parou para obter folgo, e quando olhou para trás, estranhamente deparou-se com um espelho com bordas prateadas e essas mesmas bordas cobertas de diamantes brilhantes.
“Mas este é o espelho do meu quarto…o que ele está a fazer aqui?”- Pensou ela.
Aproximou-se por instinto ao pé do espelho e soltou um pequeno gemido de medo quando reparou que não era a sua imagem que estava reflectida lá. Por sua vez, era outra rapariga que se encontrava lá.
-Quem és tu? – Perguntou timidamente Sabrina…
***
-Pai? – Questionou-se Sabrina enquanto ainda esfregava os olhos.
-Que felicidade! – Exclamou ele enquanto a abraçava. – Estava a ver que nunca mais acordavas.
-O que é que se passou? Então eu não estava a vir para o quarto-de-banho quando…
-Quando…?
-Não me lembro… - Disse ela preocupada, pondo a mão na cabeça e tentando lembrar-se do que se tinha passado. Sentia-se estranha, como se tivesse passado algo importante que ela não se estava a conseguir lembrar.
-Não te preocupes! O avião apenas teve uma turbulência, tu desequilibraste-te e desmaias-te. Nada mais. – Respondeu-lhe Tiago, ao mesmo tempo que esboçava um sorriso. – Estamos quase a aterrar, segundo informações recentes do piloto, por isso logo apanhamos outro avião e voltamos a Paris.
Uns metros mais à frente, Nicolle também acabara de acordar nos braços do pai e a mesma mentira foi-lhe contada para preencher o espaço vazio da memória que Nicolle tinha perdido.
***
A milhares de metros de distância, a outra pena flamejante sai de dentro de uma mala bege com flores laranja e dirige-se a toda a velocidade para o avião onde Nicolle e Sabrina se encontravam.
***
-Caros passageiros, acabámos de aterrar em Portugal. Por favor esperem calmamente pela abertura das portas. Obrigada por viajarem com a nossa companhia. – Ecoou no avião já parado estas palavras vindas do piloto.
-PORTUGAL? – Gritaram duas vozes grossas masculinas pelo avião.
“Não pode ser. Impossível! Deveríamos estar a ir para a Alemanha! Isto não pode estar a acontecer.” – Pensou Afonso extremamente alarmado.
-Está tudo bem pai? – Perguntou Nicolle, constatando a cara cada vez mais pálida do pai.
-Temos que sair daqui! Isto foi tudo um plano daquela velha… - Murmurou ele, sem Nicolle conseguir perceber.
Tanto as portas das alas superior como inferior abriram-se e todos os passageiros saíram. Por fim, a pena flamejante sai de dentro do piloto, deixando este desmaiado no chão e dirigiu-se para o meio da confusão, conseguindo passar despercebida. Tiago e Afonso estavam-se a dirigir à recepção da ala Sul e Norte, respectivamente, do aeroporto, na intenção de comprar o mais rapidamente bilhetes de volta para o seu país. Todavia, cada um foi impedido por um homem que os literalmente obrigou a dirigirem-se a um hotel de 5 estrelas ali perto. Tiago, Sabrina e Nanda chegaram primeiro ao hotel, evitando assim o reencontro entre as jovens. Mais tarde, depois de uma enorme discussão entre Afonso, que se encontrava extremamente furioso por estar em Portugal outra vez, e o tal homem, eles finalmente chegaram ao tal Hotel e cada um vai para o seu quarto. Apesar de Sabrina não perceber bem porque o seu pai a obrigou a jantar no quarto, ela adormeceu do cansaço obtido pela viagem.
O relógio já batia as vinte e três horas no hotel, quando Afonso e Tiago se encontraram no parque de estacionamento subterrâneo do hotel. À espera deles já se encontravam as duas penas flamejantes, que se juntaram formando uma imagem perfeitamente focada de uma velha senhora.
-Sejam bem-vindos de volta a Portugal! – Exclamou a senhora.
-Só poderia sem plano seu! Sua…sua… - Gritou Afonso furioso. – Já não bastou o que fez à 16 anos atrás?
-Não estou para discutir com vocês o que aconteceu à 16 anos, não valia a pena. – Respondeu-lhe ela friamente. – Bem, vamos directos ao assunto! Onde estão elas?
-Cada uma em seu quarto, a dormir. Estão esgotadas por causa do fuso horário. – Disse Tiago.
-Óptimo! Deixo-vos aqui duas inscrições para o meu colégio privado, o Colégio Lágrima Prateada. Por favor preencham e depois entreguem-me.
-Deve estar a brincar connosco…
-Sim só pode! Vamos lá ver as razões. Primeiro: Elas nem em sonhos vão ficar neste país amaldiçoado! Segundo: Elas não vão chegar perto de si, muito menos entrar no seu colégio privado! Terceiro: Sabe muito bem que elas não podem estar juntas…não o quero! Não quero que se volte a repetir…aquilo! – Concluiu Afonso.
-Vocês tanto as afastaram, mas como viram não valeu de nada! À bocado no avião, o poder já foi activado! Agora é uma questão de tempo… - Disse ela.
-Mas isso foi culpa sua, cara Eruda. Se a senhora não tivesse interferido…- Acentuou Tiago.
-Se não fosse eu, seria outra coisa qualquer.
-Só para avisar, nós vamos sair de Portugal! – Ameaçou Afonso.
-Vocês podem sair à vontade, elas é que não. Eu já sabia que vocês iam tentar voltar para os vossos países, por isso elaborei um feitiço de selo, que não as deixa sair. Bem, tenho que ir tratar de uns assuntos. Por favor não demorem a enviar-me as inscrições. – Terminou ela, desvanecendo de seguida.
***
-Quem és tu? – Perguntou timidamente Sabrina…
Mas a jovem não lhe respondeu, apenas sorriu. Ela possuía um longo cabelo prateado, um cabelo tão comprido e liso que quase arrastava no chão. A jovem também tinha uma face branca que nem a neve e uns olhos cinzento prateado.
Capítulo 4
A chegada (Parte II)
-Quem és tu? – Perguntou timidamente Sabrina…
Mas a jovem não lhe respondeu, apenas sorriu. Ela possuía um longo cabelo prateado, um cabelo tão comprido e liso que quase arrastava no chão. A jovem também tinha uma face branca que nem a neve e uns olhos cinzento prateado.
-Diz-me, quem és tu? – Insistiu Sabrina.
-Eu sou aquela. – Respondeu-lhe a jovem com uma voz fina e doce.
-Aquela?
-Perdoa-me, mas está na hora de vocês encararem o cruel destino que foi novamente traçado.
-“Vocês”? “Cruel destino”? “Novamente”? – Questionou Sabrina, extremamente confusa, sem perceber o significado daquelas palavras.
A jovem dos longos cabelos prateados estendeu a mão e encostou-a, do lado de dentro, ao espelho. Por sua vez, Sabrina fez o mesmo, esticando a sua mão até ficar perfeitamente alinhada com a da jovem, apenas com o espelho a separa-las.
***
O quarto estava com todas as luzes apagadas, apenas entrava a luz de uma noite de lua cheia pela janela. Sabrina estava deitada na cama de casal de uma das suites presidenciais do hotel. Estranhamente, ela puxou os cobertores para trás, levantou-se e começou a caminhar descalça em direcção à porta. Todavia, ela não estava acordada, bem pelo contrário, estava num sono profundo, inconsciente, o seu corpo mexia-se pela acção de algo externo à sua vontade. Abriu a porta e saiu caminhando pelo corredor. Andou e andou, sem encontrar ninguém naqueles corredores escuros e vazios, até que parou, parou à frente de outra suite presidencial. Nem precisou de estender a mão para abrir a porta, pois esta abriu-se devagar com a sua presença.
Entrou no quarto sem hesitar e olhou para a cama de casal. Nela encontrava-se uma jovem rapariga adormecida, com longos cabelos loiros que cobriam uma grande parte da cama. Sabrina aproximou-se da jovem Nicolle e segurou-lhe a mão. Um enorme flash de luz branca foi a única coisa que aconteceu nas milésimas de segundos seguintes, e por fim o barulho de Sabrina a cair brutamente no chão.
***
-Ouvis-te isto? – Perguntou alarmadamente Tiago a Afonso, que ainda se encontravam ainda na divisão onde tinham contactado com Eruda.
-Estou a fingir ter sido só a minha imaginação. – Respondeu-lhe ironicamente Afonso.
Ambos dirigiram-se apressadamente para a suite presidencial de Nicolle e ficaram estupefactos quando viram Sabrina no chão e Nicolle de mão dada com ela.
-Pelos vistos, Eruda tinha razão, nós não vamos conseguir lutar contra isto, contra este poder que as une. Voltará tudo a repetir-se? Iremos perde-las também? – Murmurou Tiago, cabisbaixo, com os olhos vermelhos, quase derramando lágrimas pelos olhos.
-Não. Não voltaremos a sofrer uma perda tão grande. Depois de tudo o que fizemos, depois de tudo o que as nossas mulheres fizeram…não podemos deixar que essas memórias sejam em vão. – Respondeu-lhe Afonso, dirigindo-se para Sabrina e pegando-a ao colo. – A Sabrina cresceu muito, realmente, tal como Nicolle, ficou a cara e corpo da mãe.
-Lembras-te, daquele dia, em que a Eruda nos prometeu…aquilo?
Fortes memórias começaram a invadir tanto a mente de Afonso como a de Tiago.
Um céu vermelho vivo, cor de sangue com nuvens pretas a assombrá-lo. Gritos, lágrimas e dor a devorar o ambiente. Uma mulher a correr desesperadamente na direcção deles, 16 anos mais novos, como um bebé em cada mão. Palavras como “Fujam com elas daqui!”, “Rápido!”, “Não olhem para trás!”, “Não temam!”, “Eu mudarei o destino delas. PROMETO!” saíam da mulher, que ao mesmo tempo lhes entregava os dois bebés.
Reabriram os olhos e olharam com nostalgia para as filhas.
-Ela afinal prometeu-nos, prometeu que iria mudar o destino delas…-Constatou Tiago.
-Estás a dizer que devemos dar-lhe uma oportunidade de novo?
-Não temos outra hipótese. Mesmo que levemos cada uma para cada lado do mundo, será inevitável o destino…Eruda é a nossa única esperança, é ela ou nada.
Afonso entregou Sabrina aos braços de Tiago e disse:
-Tens razão…
No dia seguinte, o Sol irradiava enormes raios de Sol que penetravam em todos os quartos do hotel. Nicolle acabara de acordar com um enorme bom humor, pensando para si própria que nunca tinha dormido tão bem como na noite passada. Vestiu umas calças de ganga, um top e desceu para a cafetaria do hotel, na esperança de tomar um óptimo e grandioso pequeno-almoço para encher o estômago.
-Não acredito, estão todas as mesas ocupadas! – Resmungou ela. - Logo agora que estou cheia de fome. – Olhou a toda a volta à procura de um lugar vago numa mesa qualquer. Mas o seu olhar parou numa mesa de dois ao lado da janela, onde apenas estava sentada uma bela rapariga com um liso cabelo ruivo, aproximadamente da mesma idade que ela própria. Nicolle decidiu então aproximar-se.
-Olha desculpa, este lugar está ocupado? É que o resto está tudo cheio…- Mas o seu discurso foi interrompido por uma estranha sensação de quando a rapariga olhou para ela olhos nos olhos. - …já não nos conhecemos antes?
Sabrina também ficou congelada, sem saber o que dizer a Nicolle, já que parecia que esta lhe estava a ler os pensamentos. – Também estou com essa sensação…Senta-te Nicolle!
-Obrigada Sabrina.
Ambas levaram as mãos à boca e ficaram assustadoramente espantadas quando adivinharam o nome uma da outra.
-Como sabes o meu nome? – Perguntaram as duas ao mesmo tempo, fazendo coro. Uns segundos de silêncio passaram, mas logo enormes sorrisos desenharam-se nas suas bocas.
-Então, és de cá? – Perguntou Nicolle, enquanto metia à boca uma enorme torrada com manteiga.
-Não, sou de Paris. E tu?
-Eu sou de Inglaterra! Estás cá de férias, é?
-Bem, não são bem férias, é uma história muito longa, e cómica também! – Respondeu-lhe Sabrina, bebendo um copo com leite com chocolate.
-Eu tenho o dia inteiro, por isso…-Todavia a conversa foi interrompida por um elevado barulho vindo da mala de Nicolle.
A chegada (Parte II)
-Quem és tu? – Perguntou timidamente Sabrina…
Mas a jovem não lhe respondeu, apenas sorriu. Ela possuía um longo cabelo prateado, um cabelo tão comprido e liso que quase arrastava no chão. A jovem também tinha uma face branca que nem a neve e uns olhos cinzento prateado.
-Diz-me, quem és tu? – Insistiu Sabrina.
-Eu sou aquela. – Respondeu-lhe a jovem com uma voz fina e doce.
-Aquela?
-Perdoa-me, mas está na hora de vocês encararem o cruel destino que foi novamente traçado.
-“Vocês”? “Cruel destino”? “Novamente”? – Questionou Sabrina, extremamente confusa, sem perceber o significado daquelas palavras.
A jovem dos longos cabelos prateados estendeu a mão e encostou-a, do lado de dentro, ao espelho. Por sua vez, Sabrina fez o mesmo, esticando a sua mão até ficar perfeitamente alinhada com a da jovem, apenas com o espelho a separa-las.
***
O quarto estava com todas as luzes apagadas, apenas entrava a luz de uma noite de lua cheia pela janela. Sabrina estava deitada na cama de casal de uma das suites presidenciais do hotel. Estranhamente, ela puxou os cobertores para trás, levantou-se e começou a caminhar descalça em direcção à porta. Todavia, ela não estava acordada, bem pelo contrário, estava num sono profundo, inconsciente, o seu corpo mexia-se pela acção de algo externo à sua vontade. Abriu a porta e saiu caminhando pelo corredor. Andou e andou, sem encontrar ninguém naqueles corredores escuros e vazios, até que parou, parou à frente de outra suite presidencial. Nem precisou de estender a mão para abrir a porta, pois esta abriu-se devagar com a sua presença.
Entrou no quarto sem hesitar e olhou para a cama de casal. Nela encontrava-se uma jovem rapariga adormecida, com longos cabelos loiros que cobriam uma grande parte da cama. Sabrina aproximou-se da jovem Nicolle e segurou-lhe a mão. Um enorme flash de luz branca foi a única coisa que aconteceu nas milésimas de segundos seguintes, e por fim o barulho de Sabrina a cair brutamente no chão.
***
-Ouvis-te isto? – Perguntou alarmadamente Tiago a Afonso, que ainda se encontravam ainda na divisão onde tinham contactado com Eruda.
-Estou a fingir ter sido só a minha imaginação. – Respondeu-lhe ironicamente Afonso.
Ambos dirigiram-se apressadamente para a suite presidencial de Nicolle e ficaram estupefactos quando viram Sabrina no chão e Nicolle de mão dada com ela.
-Pelos vistos, Eruda tinha razão, nós não vamos conseguir lutar contra isto, contra este poder que as une. Voltará tudo a repetir-se? Iremos perde-las também? – Murmurou Tiago, cabisbaixo, com os olhos vermelhos, quase derramando lágrimas pelos olhos.
-Não. Não voltaremos a sofrer uma perda tão grande. Depois de tudo o que fizemos, depois de tudo o que as nossas mulheres fizeram…não podemos deixar que essas memórias sejam em vão. – Respondeu-lhe Afonso, dirigindo-se para Sabrina e pegando-a ao colo. – A Sabrina cresceu muito, realmente, tal como Nicolle, ficou a cara e corpo da mãe.
-Lembras-te, daquele dia, em que a Eruda nos prometeu…aquilo?
Fortes memórias começaram a invadir tanto a mente de Afonso como a de Tiago.
Um céu vermelho vivo, cor de sangue com nuvens pretas a assombrá-lo. Gritos, lágrimas e dor a devorar o ambiente. Uma mulher a correr desesperadamente na direcção deles, 16 anos mais novos, como um bebé em cada mão. Palavras como “Fujam com elas daqui!”, “Rápido!”, “Não olhem para trás!”, “Não temam!”, “Eu mudarei o destino delas. PROMETO!” saíam da mulher, que ao mesmo tempo lhes entregava os dois bebés.
Reabriram os olhos e olharam com nostalgia para as filhas.
-Ela afinal prometeu-nos, prometeu que iria mudar o destino delas…-Constatou Tiago.
-Estás a dizer que devemos dar-lhe uma oportunidade de novo?
-Não temos outra hipótese. Mesmo que levemos cada uma para cada lado do mundo, será inevitável o destino…Eruda é a nossa única esperança, é ela ou nada.
Afonso entregou Sabrina aos braços de Tiago e disse:
-Tens razão…
No dia seguinte, o Sol irradiava enormes raios de Sol que penetravam em todos os quartos do hotel. Nicolle acabara de acordar com um enorme bom humor, pensando para si própria que nunca tinha dormido tão bem como na noite passada. Vestiu umas calças de ganga, um top e desceu para a cafetaria do hotel, na esperança de tomar um óptimo e grandioso pequeno-almoço para encher o estômago.
-Não acredito, estão todas as mesas ocupadas! – Resmungou ela. - Logo agora que estou cheia de fome. – Olhou a toda a volta à procura de um lugar vago numa mesa qualquer. Mas o seu olhar parou numa mesa de dois ao lado da janela, onde apenas estava sentada uma bela rapariga com um liso cabelo ruivo, aproximadamente da mesma idade que ela própria. Nicolle decidiu então aproximar-se.
-Olha desculpa, este lugar está ocupado? É que o resto está tudo cheio…- Mas o seu discurso foi interrompido por uma estranha sensação de quando a rapariga olhou para ela olhos nos olhos. - …já não nos conhecemos antes?
Sabrina também ficou congelada, sem saber o que dizer a Nicolle, já que parecia que esta lhe estava a ler os pensamentos. – Também estou com essa sensação…Senta-te Nicolle!
-Obrigada Sabrina.
Ambas levaram as mãos à boca e ficaram assustadoramente espantadas quando adivinharam o nome uma da outra.
-Como sabes o meu nome? – Perguntaram as duas ao mesmo tempo, fazendo coro. Uns segundos de silêncio passaram, mas logo enormes sorrisos desenharam-se nas suas bocas.
-Então, és de cá? – Perguntou Nicolle, enquanto metia à boca uma enorme torrada com manteiga.
-Não, sou de Paris. E tu?
-Eu sou de Inglaterra! Estás cá de férias, é?
-Bem, não são bem férias, é uma história muito longa, e cómica também! – Respondeu-lhe Sabrina, bebendo um copo com leite com chocolate.
-Eu tenho o dia inteiro, por isso…-Todavia a conversa foi interrompida por um elevado barulho vindo da mala de Nicolle.
Esta história está cada vez mais interessante! Gostei bastante do início, aquela rapariga intriga-me, realmente. E finalmente a Sabrina e a Nicolle conseguiram falar! Parece que os seus pais já estão mais dispostos a deixá-las contactar uma com a outra.
Estou mesmo curiosa com o que aí vem!
Estou mesmo curiosa com o que aí vem!

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