A Saga de Syllviane
Este capítulo muda algumas vezes de cenas, por favor tentem não perder "o fio à miada".
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Capítulo 2
Os contactos esquecidos (Parte II)
Sabrina virou a cara e olhou eu todas as direcções mas não viu ninguém.
-Quem és tu? Onde estás?
-Eu sou aquela que está sempre ao pé de ti…
-Mas eu não te vejo.
-Mas eu estou sempre aqui…
***
-SABRINA FAZ O FAVOR DE ABRIR JÁ ESTA PORTA! SABRINA!
-Hmmm…um sonho?
-SABRINA!
-Já vou! Já vou! – Enunciou ela enquanto ia caminhando em direcção à porta do quarto.
-Filha, porque fugiste de mim assim? – Perguntou Tiago Castelo Miranda, o pai de Sabrina.
-Por nada. – Mentiu ela ao mesmo tempo que desviava o olhar para o chão.
-Desculpa ter-te magoado. – Disse ele ao mesmo tempo que lhe coloca a mão no queixo, virando-lhe a cara para cima. – Perdoa-me, um dia eu contar-te-ei o que se passou…
-Porque não contas agora? Porquê? Tem algo a ver com a mãe? – Perguntou ela soltando uma lágrima pelo canto do olho, mas limpando-a logo a seguir com a mão.
-Sim, mas ainda não te posso contar…
-Achas que eu sou fraca ao ponto de não aguentar com a verdade?
-Não é isso! É que…
-SENHOR! Desculpe interromper, mas … - E a conversa deles foi interrompida por um robot que apareceu por detrás de Tiago em grande alvoroço. – mas é que… o Senhor sabe… aquilo… aquilo tocou…e eu …
-Tocou? O que é que tocou? – Interrogou-se Sabrina.
-Não pode ser! Sabrina eu já volto para acabarmos de ter a nossa conversa. – E virou costas mesmo sem deixar Sabrina dizer o que quer que fosse. Tiago dirigia-se ao lado do robot, a toda a velocidade para o seu escritório pessoal.
Ao chegarem lá, Tiago aproximou-se de uma das muitas estantes, e retirou o quarto livro da sétima prateleira da estante que se encontrava discretamente atrás da porta. A estante começou a movimentar-se para o lado e deixou à vista um cofre. Tiago avançou para colocar a senha, que por sinal era a data de nascimento de Sabrina. O cofre abriu.
-Podes me deixar sozinho agora. Eu trato disto. – Mandou ele.
-Como desejar senhor. – E o robot sem questionar a ordem abandonou o compartimento.
Para maior das surpresas, dentro de um cofre tão espaçoso, apenas se encontrava um pequeno cubo com uns 5cm de aresta, que brilhava intensamente. Tiago pega no cubo e manda-o bruscamente para o chão. No momento que ele aterra, uma imagem é projectada na parede.
-Já há quanto tempo! – Diz uma voz ironicamente para Tiago.
***
-Hmmm…um sonho? – Do outro lado da Europa, uma jovem rapariga chamada Nicolle acabara de ter um sonho igual. – Mas quem seria aquela voz que estava a dizer que eu nunca estaria sozinha?
-Posso entrar menina? – Disse Albert do outro lado da porta do quarto.
-Claro. – Exclamou Nicolle.
-Desculpe-me, deve ter sido um choque para si…
- Não peças desculpa! Eu queria era agradecer-te! Obrigada por me dares aquela fotografia. – Agradeceu Nicolle enquanto esboçava um sorriso sincero.
-De nada menina. – Corou.
-A sério, do fundo do meu coração, obrigada mesmo. Já agora que idade tinha a minha mãe nesta fotografia?
-16 anos como a menina. São realmente muito parecidas.
-É verdade! Mas agora que reparo bem, porque é que a fotografia está rasgada pela metade? – Questionou Nicolle.
-Á pois é, já me estava a esquecer! Tenho que ir levar o carro à oficina, os robots que eram suposto vir cá já não podem vir, logo tenho que ir lá eu! Já estou muito atrasado! Adeus menina! – Inventou Albert esta desculpa claramente disparatada, e saiu quase a correr do quarto de Nicole.
-Espera! – Mas a voz de Nicole já não foi a tempo. Albert já não estava lá.
Enquanto isso, no Quarto Selado, Afonso acabara de abrir o baú.
Algum pó foi levantado, mas ele resistiu a espirrar, pois o assunto era sério e não havia tempo a perder. Dentro no profundo baú apenas se encontrava um pequeno cubo com aproximadamente 5cm de aresta. Afonso pega nele friamente e atira-o contra o chão. Ao tocar no chão, uma imagem começa a ser projectada na parede.
-Já há quanto tempo! – Diz uma voz ironicamente para Afonso.
-O que quer de mim? Eu não lhe disse para nunca mais me voltar a contactar? Não lhe tinha dito para fingir que eu também tinha morrido? – Responde ele friamente!
-Eu de ti não quero nada…
-Então…
-Eu quero-a aqui!
-COMO?
-Eu quero-a aqui!
-Como ousa pedir tal coisa? – Grita Afonso irritado.
-Eu quero-a aqui! Preciso dela aqui. Algo vai acontecer…ela tem que estar aqui!
-Só por cima do meu cadáver! A minha filha não irá por os pés nesse país amaldiçoado.
-Foste avisado! Ela virá para aqui brevemente. Ela terá que cumprir o seu destino.
-Quem faz o destino somos nós próprios!
-Não me tentes convencer de algo, que nem tu estás convencido! Sabes bem disso.
-Não sei de que está a falar…
-Podes tentar mentir, mas não me enganas. Eu irei contactar o outro… eu quero-as aqui.
E a imagem desvanece.
Um arrepio percorre o corpo de Afonso e este cerra o punho. Ele não estava furioso, ele estava com medo.
***
-Pois, realmente já passou bastante tempo. – Respondeu-lhe Tiago.
-Tenho um pedido a fazer.
-Acho que na situação em que deixou a minha família, não há-de ter muito a pedir.
-Tu continuas a achar que fui a culpada?
Afonso apenas virou a cara.
-Bem, vou directa ao assunto… - Enunciou a voz.
-Acho melhor.
-Eu quero-a aqui!
-É esse o seu pedido? É que se for escolha outro, porque esse não vou realizar.
-Eu quero-a aqui! Preciso dela aqui. Algo vai acontecer…ela tem que estar aqui!
-Já lhe respondi que isso não vai acontecer. Ela não irá por aí os pés! A Senhora levou a minha mulher e agora quer a minha filha?
-Eu não fui a culpada! Infelizmente sei que por mais que te diga isso, tu não vai mudar de ideias. Todavia foste avisado, a Sabrina virá para cá brevemente.
E a imagem desvanece.
“Deve estar a pensar que eu desperdicei os últimos 16 anos da minha vida a construir um mundo perfeito para a minha filha viver e agora ela aparece e estraga tudo.” – Pensa Tiago para si próprio.
***
Muito longe dali, nuvens cinzentas cobriam uma torre bastante alta. O nevoeiro não permitia ver o que estava à volta da torre, mas se escutássemos com atenção, conseguíamos ouvir duas vozes vindas de um compartimento mesmo no topo da torre.
-E então Senhora? – Disse com respeito um homem ajoelhado perante uma mulher já bastante idosa.
-Era o que eu esperava, ambos recusaram. – Respondeu ela com um tom de voz calmo e sereno. Era uma mulher já bastante velha, com compridos cabelos brancos, rugas faciais bem profundas, mas no entanto, com um doce olhar.
-Isso vai contra os seus planos?
-Não muito, eu já estava a prever isto, mas elas terão que voltar, mesmo que seja contra a vontade dos pais. Terá que ser, pelo bem da humanidade.
-Mas Senhora, não sente pena? Serão mais duas vidas sacrificadas…
-Desta vez, desta vez eu farei tudo para que o fatídico destino não se volte a repetir, nem que tenha que dar a minha própria vida.
-Por favor Senhora, eu não quero isso!
-Meu leal servo, não te preocupes. Com certeza irá correr tudo bem.
Depois de uma troca de meigos olhares, a mulher aproxima-se de uma ave exótica, uma Fénix de fogo com enormes e belas penas vermelhas que ardiam nas pontas. Ela levantou o braço, e com gentileza arrancou duas fabulosas penas. Dirigiu-se à janela, abrindo-a, murmurou umas palavras incompreensíveis e soprou, fazendo as penas começarem a voar para longe, uma em cada direcção.
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Capítulo 2
Os contactos esquecidos (Parte II)
Sabrina virou a cara e olhou eu todas as direcções mas não viu ninguém.
-Quem és tu? Onde estás?
-Eu sou aquela que está sempre ao pé de ti…
-Mas eu não te vejo.
-Mas eu estou sempre aqui…
***
-SABRINA FAZ O FAVOR DE ABRIR JÁ ESTA PORTA! SABRINA!
-Hmmm…um sonho?
-SABRINA!
-Já vou! Já vou! – Enunciou ela enquanto ia caminhando em direcção à porta do quarto.
-Filha, porque fugiste de mim assim? – Perguntou Tiago Castelo Miranda, o pai de Sabrina.
-Por nada. – Mentiu ela ao mesmo tempo que desviava o olhar para o chão.
-Desculpa ter-te magoado. – Disse ele ao mesmo tempo que lhe coloca a mão no queixo, virando-lhe a cara para cima. – Perdoa-me, um dia eu contar-te-ei o que se passou…
-Porque não contas agora? Porquê? Tem algo a ver com a mãe? – Perguntou ela soltando uma lágrima pelo canto do olho, mas limpando-a logo a seguir com a mão.
-Sim, mas ainda não te posso contar…
-Achas que eu sou fraca ao ponto de não aguentar com a verdade?
-Não é isso! É que…
-SENHOR! Desculpe interromper, mas … - E a conversa deles foi interrompida por um robot que apareceu por detrás de Tiago em grande alvoroço. – mas é que… o Senhor sabe… aquilo… aquilo tocou…e eu …
-Tocou? O que é que tocou? – Interrogou-se Sabrina.
-Não pode ser! Sabrina eu já volto para acabarmos de ter a nossa conversa. – E virou costas mesmo sem deixar Sabrina dizer o que quer que fosse. Tiago dirigia-se ao lado do robot, a toda a velocidade para o seu escritório pessoal.
Ao chegarem lá, Tiago aproximou-se de uma das muitas estantes, e retirou o quarto livro da sétima prateleira da estante que se encontrava discretamente atrás da porta. A estante começou a movimentar-se para o lado e deixou à vista um cofre. Tiago avançou para colocar a senha, que por sinal era a data de nascimento de Sabrina. O cofre abriu.
-Podes me deixar sozinho agora. Eu trato disto. – Mandou ele.
-Como desejar senhor. – E o robot sem questionar a ordem abandonou o compartimento.
Para maior das surpresas, dentro de um cofre tão espaçoso, apenas se encontrava um pequeno cubo com uns 5cm de aresta, que brilhava intensamente. Tiago pega no cubo e manda-o bruscamente para o chão. No momento que ele aterra, uma imagem é projectada na parede.
-Já há quanto tempo! – Diz uma voz ironicamente para Tiago.
***
-Hmmm…um sonho? – Do outro lado da Europa, uma jovem rapariga chamada Nicolle acabara de ter um sonho igual. – Mas quem seria aquela voz que estava a dizer que eu nunca estaria sozinha?
-Posso entrar menina? – Disse Albert do outro lado da porta do quarto.
-Claro. – Exclamou Nicolle.
-Desculpe-me, deve ter sido um choque para si…
- Não peças desculpa! Eu queria era agradecer-te! Obrigada por me dares aquela fotografia. – Agradeceu Nicolle enquanto esboçava um sorriso sincero.
-De nada menina. – Corou.
-A sério, do fundo do meu coração, obrigada mesmo. Já agora que idade tinha a minha mãe nesta fotografia?
-16 anos como a menina. São realmente muito parecidas.
-É verdade! Mas agora que reparo bem, porque é que a fotografia está rasgada pela metade? – Questionou Nicolle.
-Á pois é, já me estava a esquecer! Tenho que ir levar o carro à oficina, os robots que eram suposto vir cá já não podem vir, logo tenho que ir lá eu! Já estou muito atrasado! Adeus menina! – Inventou Albert esta desculpa claramente disparatada, e saiu quase a correr do quarto de Nicole.
-Espera! – Mas a voz de Nicole já não foi a tempo. Albert já não estava lá.
Enquanto isso, no Quarto Selado, Afonso acabara de abrir o baú.
Algum pó foi levantado, mas ele resistiu a espirrar, pois o assunto era sério e não havia tempo a perder. Dentro no profundo baú apenas se encontrava um pequeno cubo com aproximadamente 5cm de aresta. Afonso pega nele friamente e atira-o contra o chão. Ao tocar no chão, uma imagem começa a ser projectada na parede.
-Já há quanto tempo! – Diz uma voz ironicamente para Afonso.
-O que quer de mim? Eu não lhe disse para nunca mais me voltar a contactar? Não lhe tinha dito para fingir que eu também tinha morrido? – Responde ele friamente!
-Eu de ti não quero nada…
-Então…
-Eu quero-a aqui!
-COMO?
-Eu quero-a aqui!
-Como ousa pedir tal coisa? – Grita Afonso irritado.
-Eu quero-a aqui! Preciso dela aqui. Algo vai acontecer…ela tem que estar aqui!
-Só por cima do meu cadáver! A minha filha não irá por os pés nesse país amaldiçoado.
-Foste avisado! Ela virá para aqui brevemente. Ela terá que cumprir o seu destino.
-Quem faz o destino somos nós próprios!
-Não me tentes convencer de algo, que nem tu estás convencido! Sabes bem disso.
-Não sei de que está a falar…
-Podes tentar mentir, mas não me enganas. Eu irei contactar o outro… eu quero-as aqui.
E a imagem desvanece.
Um arrepio percorre o corpo de Afonso e este cerra o punho. Ele não estava furioso, ele estava com medo.
***
-Pois, realmente já passou bastante tempo. – Respondeu-lhe Tiago.
-Tenho um pedido a fazer.
-Acho que na situação em que deixou a minha família, não há-de ter muito a pedir.
-Tu continuas a achar que fui a culpada?
Afonso apenas virou a cara.
-Bem, vou directa ao assunto… - Enunciou a voz.
-Acho melhor.
-Eu quero-a aqui!
-É esse o seu pedido? É que se for escolha outro, porque esse não vou realizar.
-Eu quero-a aqui! Preciso dela aqui. Algo vai acontecer…ela tem que estar aqui!
-Já lhe respondi que isso não vai acontecer. Ela não irá por aí os pés! A Senhora levou a minha mulher e agora quer a minha filha?
-Eu não fui a culpada! Infelizmente sei que por mais que te diga isso, tu não vai mudar de ideias. Todavia foste avisado, a Sabrina virá para cá brevemente.
E a imagem desvanece.
“Deve estar a pensar que eu desperdicei os últimos 16 anos da minha vida a construir um mundo perfeito para a minha filha viver e agora ela aparece e estraga tudo.” – Pensa Tiago para si próprio.
***
Muito longe dali, nuvens cinzentas cobriam uma torre bastante alta. O nevoeiro não permitia ver o que estava à volta da torre, mas se escutássemos com atenção, conseguíamos ouvir duas vozes vindas de um compartimento mesmo no topo da torre.
-E então Senhora? – Disse com respeito um homem ajoelhado perante uma mulher já bastante idosa.
-Era o que eu esperava, ambos recusaram. – Respondeu ela com um tom de voz calmo e sereno. Era uma mulher já bastante velha, com compridos cabelos brancos, rugas faciais bem profundas, mas no entanto, com um doce olhar.
-Isso vai contra os seus planos?
-Não muito, eu já estava a prever isto, mas elas terão que voltar, mesmo que seja contra a vontade dos pais. Terá que ser, pelo bem da humanidade.
-Mas Senhora, não sente pena? Serão mais duas vidas sacrificadas…
-Desta vez, desta vez eu farei tudo para que o fatídico destino não se volte a repetir, nem que tenha que dar a minha própria vida.
-Por favor Senhora, eu não quero isso!
-Meu leal servo, não te preocupes. Com certeza irá correr tudo bem.
Depois de uma troca de meigos olhares, a mulher aproxima-se de uma ave exótica, uma Fénix de fogo com enormes e belas penas vermelhas que ardiam nas pontas. Ela levantou o braço, e com gentileza arrancou duas fabulosas penas. Dirigiu-se à janela, abrindo-a, murmurou umas palavras incompreensíveis e soprou, fazendo as penas começarem a voar para longe, uma em cada direcção.
Oh, este capítulo agouçou imenso a minha curiosidade! Sem dúvida é um dos melhores capítulos que já colocaste! Cada vez há mais mistério, havendo apenas partes subtilmente reveladas. Adorei como o capítulo se foi desenrolando e especialmente a visão da senhora velha na torre com a Fénix.
Gostei muito, parece-me que esta história ainda vai dar bastante que falar! Fico à espera da próxima parte ^__^
Gostei muito, parece-me que esta história ainda vai dar bastante que falar! Fico à espera da próxima parte ^__^
Capítulo 3
A estratégia (Parte I)
Viam-se vales e montanhas, rios e lagos, prados e planícies, florestas e savanas. Duas penas viajavam rapidamente em sentidos opostos, a uma velocidade extremamente elevada, quase alcançando a velocidade da luz, deixando para trás um rasto de ardente fogo que era rapidamente apagado pelo vento. Elas sabiam onde queriam ir, onde queriam ir realizar a missão que lhes estava entregue.
Finalmente, uma das penas começa a abrandar a sua velocidade como se fosse a parar, enquanto voa por cima do Rio Tamisa. Ela chega à entrada de uma dada mansão e pousa delicadamente no chão como se de uma pena normal se tratasse. E numa fracção de segundo uma enorme luz é libertada pela pena, iluminando as redondezas. Ao fim de tal luz se dissipar, no lugar da pena encontrava-se um homem baixo, gordo, com pouco cabelo mas um comprido bigode. Estava muitíssimo bem vestido, o que lhe dava um ar de um homem de negócios bem sortudo. Ele chegou-se ao pé do enorme portão, e rapidamente um robot porteiro se aproximou dele.
-O que deseja senhor? – Soletrou o robot.
-Preciso de falar urgentemente com o Doutor Castelo Duarte. – Respondeu-lhe o homem.
-Faça o favor de me acompanhar então. – E os dois atravessaram o portão e dirigiram-se para o Hall de entrada da mansão. – Espere aqui um bocadinho. Eu vou chamar o Senhor.
Apesar de enumeras coisas que pudessem chamar a atenção naquele Hall, o homem não se distraiu nem um segundo, ficando à espera de Afonso.
-O que o Senhor deseja? – Perguntou ele, aparecendo por de trás do homem.
O homem vira-se de frente para ele e Afonso rapidamente lhe reconhece a cara.
-Doutor White? O que está a fazer aqui? Não estava na Alemanha? – Questionou Afonso confuso.
-Pois, mas eu preciso da tua ajuda! – Respondeu-lhe ele.
-Claro, claro! Se eu poder fazer algo para o ajudar, ainda estou em dívida para consigo, quando à uns anos atrás me ajudou num trabalho muito importante para a faculdade.
-Preciso que vás à Alemanha, a minha mulher está num estado muito debilitado e não a quero por nas mãos de qualquer médico privado.
-Bem… - hesitou ele surpreendido com tal proposta. Afonso sabia que não podia desapontar uma pessoa que tanto o ajudou, mas também não podia deixar a filha sozinha, principalmente depois do ultimato que recebeu. - … É claro que vou meu caro amigo, irei levar a minha filha também, ela sempre quis conhecer a Alemanha.
-Óptimo, muito obrigada! Eu irei reservar um voo para amanha às 9h da manha no aeroporto de Londres, já que o meu avião privado está com o meu sobrinho. – Enunciou ele com um sorriso na cara.
-Amanhã? Já?
-Claro, não podemos perder tempo! – E começou a andar na direcção da porta de saída, deixando Afonso ainda em choque.
Após o homem sair, Afonso reflectiu para si próprio que algo estava errado com aquele homem. O Doutor White que ele conhecia tinha imensos contactos e com certeza conseguiria arranjar um médico alemão bastante competente que ajuda-se a sua mulher. Mas os seus pensamentos sobre o estranho comportamento do Doutor White foram interrompidos por vários robots que lhe perguntavam se deveriam começar a fazer as malas de Afonso. Este acenou que sim com a cabeça e dirigiu-se para o quarto de Nicolle na intenção de dar a ordem de fazer as malas.
Para variar, Nicolle tinha a música aos berros, o que fez com que Afonso tivesse que bater várias vezes na porta até esta ouvir.
-Nicolle faz as malas! Vamos viajar até a Alemanha! – Gritou ele, tentando superar o volume da música.
-O quê? Quando? – Perguntou ela espantada, já que o seu pai nunca a deixava ir com ele em viagens de trabalho.
-Amanhã de manha vamos apanhar o avião. E lembra-te: NÃO LEVES O GUARDA-FATOS INTEIRO QUE NÃO É PRECISO! – Ameaçou ele por último, fechando a porta e saindo da divisão.
“Mas o que será que lhe deu?” – Pensou Nicolle completamente espantada com a reacção do pai, mas ao mesmo tempo histérica por ir viajar.
A outra pena continuava a sobrevoar varias partes do globo.
***
-Aquela velha! Ela que nem tente me estragar os planos outra vez. – Gritou furioso um homem dentro de uma gruta fria e húmida.
-Ela está a tentar interferir, devemos eliminá-la certo? – Respondeu-lhe uma mulher que se encontrava ao seu lado.
-Não vale a pena desperdiça-mos tempo e trabalho com ela. Por mais que tente, ela já é velha, o que pode fazer? – Disse ele enquanto se ria maleficamente.
-E quando movemos a nossa peça? – Perguntou ela, enquanto desviava o seu olhar para trás, procurando algo que se estava a esconder atrás de uma coluna, tentado fugir ao seu olhar cortante.
-Não falta muito…
***
No dia seguinte, Nicolle acordou com o som do seu despertador aos berros e reparou que este já se encontrava a tocar à uma meia hora. Confusa com a hipótese de estar a ficar completamente surda, correu para a casa de banho pois já estava atrasada! Passado 10 minutos saiu de lá com o cabelo molhado, sombra nos olhos, um top cor-de-rosa, uns calções brancos e umas confortáveis sapatilhas. Pegou nos seus enormes óculos de sol que quase lhe tapavam a cara toda e ordenou a alguns robots para lhe levarem as malas.
No jardim da casa, já lá o seu pai a olhar para o relógio e a resmungar com Albert por ter a filha mais despistada do mundo inteiro.
-Nicolle, o que é que eu te disse ontem? – Enunciou ele com tom de reprovação, enquanto observava a quantidade absurda de malas que Nicolle trazia atrás.
Nicolle murmurou uns resmungos e entrou no carro em direcção ao aeroporto de Londres.
A estratégia (Parte I)
Viam-se vales e montanhas, rios e lagos, prados e planícies, florestas e savanas. Duas penas viajavam rapidamente em sentidos opostos, a uma velocidade extremamente elevada, quase alcançando a velocidade da luz, deixando para trás um rasto de ardente fogo que era rapidamente apagado pelo vento. Elas sabiam onde queriam ir, onde queriam ir realizar a missão que lhes estava entregue.
Finalmente, uma das penas começa a abrandar a sua velocidade como se fosse a parar, enquanto voa por cima do Rio Tamisa. Ela chega à entrada de uma dada mansão e pousa delicadamente no chão como se de uma pena normal se tratasse. E numa fracção de segundo uma enorme luz é libertada pela pena, iluminando as redondezas. Ao fim de tal luz se dissipar, no lugar da pena encontrava-se um homem baixo, gordo, com pouco cabelo mas um comprido bigode. Estava muitíssimo bem vestido, o que lhe dava um ar de um homem de negócios bem sortudo. Ele chegou-se ao pé do enorme portão, e rapidamente um robot porteiro se aproximou dele.
-O que deseja senhor? – Soletrou o robot.
-Preciso de falar urgentemente com o Doutor Castelo Duarte. – Respondeu-lhe o homem.
-Faça o favor de me acompanhar então. – E os dois atravessaram o portão e dirigiram-se para o Hall de entrada da mansão. – Espere aqui um bocadinho. Eu vou chamar o Senhor.
Apesar de enumeras coisas que pudessem chamar a atenção naquele Hall, o homem não se distraiu nem um segundo, ficando à espera de Afonso.
-O que o Senhor deseja? – Perguntou ele, aparecendo por de trás do homem.
O homem vira-se de frente para ele e Afonso rapidamente lhe reconhece a cara.
-Doutor White? O que está a fazer aqui? Não estava na Alemanha? – Questionou Afonso confuso.
-Pois, mas eu preciso da tua ajuda! – Respondeu-lhe ele.
-Claro, claro! Se eu poder fazer algo para o ajudar, ainda estou em dívida para consigo, quando à uns anos atrás me ajudou num trabalho muito importante para a faculdade.
-Preciso que vás à Alemanha, a minha mulher está num estado muito debilitado e não a quero por nas mãos de qualquer médico privado.
-Bem… - hesitou ele surpreendido com tal proposta. Afonso sabia que não podia desapontar uma pessoa que tanto o ajudou, mas também não podia deixar a filha sozinha, principalmente depois do ultimato que recebeu. - … É claro que vou meu caro amigo, irei levar a minha filha também, ela sempre quis conhecer a Alemanha.
-Óptimo, muito obrigada! Eu irei reservar um voo para amanha às 9h da manha no aeroporto de Londres, já que o meu avião privado está com o meu sobrinho. – Enunciou ele com um sorriso na cara.
-Amanhã? Já?
-Claro, não podemos perder tempo! – E começou a andar na direcção da porta de saída, deixando Afonso ainda em choque.
Após o homem sair, Afonso reflectiu para si próprio que algo estava errado com aquele homem. O Doutor White que ele conhecia tinha imensos contactos e com certeza conseguiria arranjar um médico alemão bastante competente que ajuda-se a sua mulher. Mas os seus pensamentos sobre o estranho comportamento do Doutor White foram interrompidos por vários robots que lhe perguntavam se deveriam começar a fazer as malas de Afonso. Este acenou que sim com a cabeça e dirigiu-se para o quarto de Nicolle na intenção de dar a ordem de fazer as malas.
Para variar, Nicolle tinha a música aos berros, o que fez com que Afonso tivesse que bater várias vezes na porta até esta ouvir.
-Nicolle faz as malas! Vamos viajar até a Alemanha! – Gritou ele, tentando superar o volume da música.
-O quê? Quando? – Perguntou ela espantada, já que o seu pai nunca a deixava ir com ele em viagens de trabalho.
-Amanhã de manha vamos apanhar o avião. E lembra-te: NÃO LEVES O GUARDA-FATOS INTEIRO QUE NÃO É PRECISO! – Ameaçou ele por último, fechando a porta e saindo da divisão.
“Mas o que será que lhe deu?” – Pensou Nicolle completamente espantada com a reacção do pai, mas ao mesmo tempo histérica por ir viajar.
A outra pena continuava a sobrevoar varias partes do globo.
***
-Aquela velha! Ela que nem tente me estragar os planos outra vez. – Gritou furioso um homem dentro de uma gruta fria e húmida.
-Ela está a tentar interferir, devemos eliminá-la certo? – Respondeu-lhe uma mulher que se encontrava ao seu lado.
-Não vale a pena desperdiça-mos tempo e trabalho com ela. Por mais que tente, ela já é velha, o que pode fazer? – Disse ele enquanto se ria maleficamente.
-E quando movemos a nossa peça? – Perguntou ela, enquanto desviava o seu olhar para trás, procurando algo que se estava a esconder atrás de uma coluna, tentado fugir ao seu olhar cortante.
-Não falta muito…
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No dia seguinte, Nicolle acordou com o som do seu despertador aos berros e reparou que este já se encontrava a tocar à uma meia hora. Confusa com a hipótese de estar a ficar completamente surda, correu para a casa de banho pois já estava atrasada! Passado 10 minutos saiu de lá com o cabelo molhado, sombra nos olhos, um top cor-de-rosa, uns calções brancos e umas confortáveis sapatilhas. Pegou nos seus enormes óculos de sol que quase lhe tapavam a cara toda e ordenou a alguns robots para lhe levarem as malas.
No jardim da casa, já lá o seu pai a olhar para o relógio e a resmungar com Albert por ter a filha mais despistada do mundo inteiro.
-Nicolle, o que é que eu te disse ontem? – Enunciou ele com tom de reprovação, enquanto observava a quantidade absurda de malas que Nicolle trazia atrás.
Nicolle murmurou uns resmungos e entrou no carro em direcção ao aeroporto de Londres.
Tens de entrar para responderes neste tópico.




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