Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

A Saga de Syllviane

#83
aquelas penas...
*forma-se uma lampada ao lado da cabeça que acende*
tenho uma teoria, mas nao digo nada Razz

o capitulo esta lindo!
fico a espera de mais!
#84
Lindissimo, adoro o teu mistério em torno das personagens e da história em si... Embaracoso

Mim quer mais... Very Happy

thankes, *Kaoru : D


verde é verdocas , by lili 8D
#85
Gostei muito do capítulo! Achei a ideia das penas muito original Embaracoso E a Nicolle, com os seus despistes e imensas malas atrás, é engraçada! (também quero sempre levar tudo atrás de mim Razz)

Quando vem o próximo? Embaracoso
#86
Obrigada x'DDD
Hm... nao sei, mas como agora estou quase a entrar de ferias vou postar + rapidamente novos capitulos (assim espero eu o.o)
#87
Fixee!

thankes, *Kaoru : D


verde é verdocas , by lili 8D
#90
Capítulo 3
A estratégia (Parte II)



***


-Com licença, vou entrar menina. – Disse Nanda enquanto batia à porta e entrava no quarto de Sabrina. – Menina!

O espaçoso quarto de Sabrina estava um autêntico caos. Uma enorme quantidade de roupa enrodilhada fazia vários montes pelo chão, livros encontravam-se espalhados por cima da cama, mesas e cadeiras estavam arrastadas, tombadas e Sabrina corria de um lado para o outro derrubando e pisando tudo o que lhe aparecesse à frente.

-Nanda!!! AJUDA-ME! – Rogou ela enquanto pegava na mão da ama, fazendo-a entrar no meio daquela confusão. – Eu perdi! Eu perdi um computador super antigo do meu pai! Um tal de Vista, e não sei onde o pus!

-Mas o que a menina andava a fazer com ele? Com algo tão antigo? – Perguntou Nanda.

-Bem, eu pedi-lo emprestado ao meu pai para o levar para a escola, por causa de um trabalho de História de Informática. Mas eu não o acho! Já virei o quarto ao contrário e nada! – Exclamou ela enquanto começou a choramingar.

E as duas começaram a procurar de novo em todos os cantos daquele quarto, afinal não deveria ser assim tão difícil encontrar um computador portátil.

-Bem, - começou Sabrina a explicar todos os sítios onde esteve com o computador, a pedido de Nanda. – eu saí de casa de manhã com ele, passei pelos corredores com ele, e por sinal quase o deixei cair à frente da sala 35-A, cheguei à sala, apresentei o trabalho e depois coloquei-o dentro da minha mala bege com flores laranja, aquela mala igual à da Maria, a minha colega de carteira…- e Sabrina calou-se, ficando muito pálida a olhar para Nanda. – Será que…

As duas rapidamente viram-se e começam a procurar o telemóvel de Sabrina, uma coisa que, no meio de tanta confusão fosse um bocado difícil. Finalmente elas encontram-no por baixo de umas calças de ganga vindas do Brasil, e Sabrina apressadamente liga para Maria a perguntar se esta tem o seu computador. Maria ia falando e a cara de Sabrina ia ficando cada vez mais pálida. Por fim esta desliga o telemóvel e rebola para cima da cama, agarrando numa almofada para controlar o nervosismo.

-Ela está no aeroporto, vai de férias! – Enunciou finalmente Sabrina.

-Então o que é que a menina está ainda a fazer deitada? Vamos lá ter, depressa. – Incentivou Nanda.

-Mas e se não chegamos a tempo? Não vale a pena…

Nanda agarrou na mão de Sabrina, puxou-a para baixo da cama e começaram a correr com ela pelas escadas abaixo, em direcção ao carro. A jovem ficou estupefacta quando viu Nanda a sentar-se no banco do condutor e dar à chave, ela nunca pensou que a sua ama com aquela idade conduzisse.

-Não se assuste, menina! Eu já estou habituada. Quando era jovem…Ui quando eu era jovem. Meti-me em muitos sarilhos com a sua mãezinha. – Ripostou Nanda rapidamente, sem se aperceber que tocara no assunto da mãe de Sabrina sem querer.

Apesar de estar-se a sentir um bocado triste por terem tocado no assunto da sua mãe, todavia ela sentia uma enorme nostalgia que lhe embalava o coração, fazendo-a feliz.


***


-Por favor, pedimos a todos os passageiros para apertarem os cintos de segurança, estamos prestes a levantar voo. Obrigada!
– Ecoou uma voz de hospedeira pelo avião inteiro.

Nicolle sentou-se no lugar ao lado da janela, apertou o cinto e começou a olhar pela janela. Ela estava com um pressentimento estranho em relação a esta viajem, apesar de não ser a primeira vez que ela tivesse tido pressentimentos estranhos e inexplicáveis, este pressentimento era diferente de todos os outros até agora, este era extremamente forte, apesar de ela não perceber bem o sentido da palavra “forte”.

-Estás bem? Pareces tão pensativa. – Constatou o seu pai.

-Estou bem, óptima melhor dizendo! Vamos para a Alemanha! – Disse ela ao mesmo tempo que esboçou um enorme sorriso.

Infelizmente, não era a esse “bem” que ele se estava a referir. De repente, começaram-lhe a aparece-lhe imagens na memória, várias imagens de uma jovem de longos cabelos loiros e expressivos olhos azuis. Imagens em vários sítios e com várias expressões da rapariga. Imagens felizes, tristes, animadas, dolorosas…

Afonso reabriu os olhos e saiu daquele flash de memórias. De repente, lá no fundo da 1ºclasse, ele pareceu ver o Senhor White mover-se rapidamente para dentro da cabine do piloto.

“Mas, ele já não tinha voltado para a Alemanha não sei como? Isto é estranho…” – Interrogou-se para si próprio.

Realmente, o Senhor White tinha entrado discretamente para a cabine do piloto, sem mesmo o próprio piloto ou co-piloto perceberem. Silenciosamente, ele numa fracção de segundo volta a transformar-se em uma pena ardente. Aproxima-se do piloto do avião e delicadamente desvanece para dentro dele. Rapidamente o piloto agarra no comando do avião e muda a direcção para sul.

-Mas o que estás a fazer? – Exclamou o co-piloto indignado. – Não é para sul! É para este, para a Alemanha!

O piloto apenas limitou-se a olhá-lo nos olhos, penetrando-lhe dentro da alma e este rapidamente desmaia com a quantidade de poder que o estava a rodear.

-Vamos lá começar então a viagem… - Disse ele ao mesmo tempo que se riu maliciosamente.


***


Passado algumas horas de enormes filas de trânsito, Sabrina e Nanda finalmente tinham chegado ao aeroporto. Correram a toda a velocidade para o sítio que Maria lhe tinha indicado que estava mas ficaram desapontadas quando constataram com uma secretária que as pessoas desse voo já se encontravam numa outra sala, à espera que o avião chegasse.


***


-Caros passageiros, iremos aterrar no aeroporto de Paris dentro de minutos para reabastecer o depósito. Obrigada! – Enunciou o piloto a um microfone que se encontrava perto comando do avião.

“Paris? Paris? Paris? Porquê Paris? Eles que se despachem, se não algo ainda pode reagir…” – Pensou Afonso para si, enquanto olhava com preocupação para Nicolle.


***


-Segue este corredor aqui à direita, anda uns 20 metros sempre em frente, vira para a secção de voos normais e depois entre para a secção 54. Deve estar aí a pessoa que procura. – Disse amavelmente uma secretária que estava no seu posto a ajudar os viajantes.

-Obrigada! – Respondeu Nanda.

E ela e Sabrina correram para a dita cuja secção sem tempo a perder.

-Finalmente, é aqui! – Exclamou Sabrina enquanto apontava com o dedo para a secção número 55.

-Não menina, é na 54. Foi isso o que a senhora disse à bocado.

-É aqui! Eu sinto! Algo me está a puxar para aqui!

-Mas…


***


-Caros passageiros, acabamos de aterrar em Paris, sejam pacientes por favor. O enchimento do depósito não demorará. Obrigada! – Enunciou o piloto enquanto carregava num botão para abrir as portas do avião.

-Pai…- Disse Nicolle. – O meu coração está a ficar apertado não sei porquê…

Todavia, Afonso ignorou aquilo que a filha disse, fingindo que não a ouviu, pois seria melhor nem por em questão algo que ele tanto temia.


***


-Nanda… É aqui! O meu coração está a ficar apertado… - Disse ela ao mesmo tempo que levou a mão ao peito, tentando aliviar aquele sentimento que ela não conseguia descrever bem.

-Sabrina? O que estás aqui a fazer? – Perguntou uma voz doce por trás dela.
#91
OMG, está tão empolgante... estou a ficar em pulgas para saber a história...

Adorei, não tenho palavras para descrever, adoro estes capitulos, e o modo como os escreves...

Bem, agora vou só fazer uma correcção Embaracoso''

-Vamos lá começar então a viajem…

Deveria ser viagem... Very Happy

thankes, *Kaoru : D


verde é verdocas , by lili 8D
#93
*supresa* A forma como os acontecimentos ocorreram, tão empolgantes, como disse a dizzy. As frases voavam à frente dos meus olhos, estava ansiosa para ver se elas as duas se iam encontrar, mas acabaste na melhor parte Razz Gostei bastante do capítulo! A estratégia daquela pena, heh. Aguardo ansiosamente para ver como se vão desenrolar os acontecimentos da próxima parte Simpatico2
#97
Capítulo 3
A estratégia (Parte III)



***

-Nanda… É aqui! O meu coração está a ficar apertado… - Disse ela ao mesmo tempo que levou a mão ao peito, tentando aliviar aquele sentimento que ela não conseguia descrever bem.

-Sabrina? O que estás aqui a fazer? – Perguntou uma voz doce por trás dela.

-Pai?

-Eu estou aqui em trabalho, como é claro. Mas e tu? Deverias estar em casa a estudar!!! – Respondeu Tiago irritado.

-Pai! Ajuda-me a procurar a Maria, aquela colega da minha turma, que já conheces-te várias vezes!

-A filha do empresário Pierre?

-Isso mesmo. Anda! – E ela agarrou na mão do pai, sem mesmo lhe dar tempo para ele lhe responder alguma coisa, e ambos correrem para dentro da secção 55.

Apesar de Nanda estar sempre a informar que se encontravam na secção errada, Sabrina continuava a procurar incansavelmente pela colega. Lá fora, as nuvens desvaneciam para longe, deixando para trás um céu limpo, com enormes raios de Sol a iluminarem. Definitivamente, a cada segundo que passava, o tempo se tornava melhor, era um belíssimo dia.
Revistaram cada canto da secção 55, todavia não havia pistas de Maria.

-Ela deve estar naquele avião. – Disse ela enquanto apontou com o dedo para um avião que estava parado mesmo ao lado. – Eu vou lá ver rapidamente!

-Tu não andas bem! Quando voltámos vamos directamente para o teu psicólogo. – Concluiu o pai, agarrando-lhe o braço e impedindo-a de se movimentar. – Não podes invadir aviões assim! Nem sequer tens bilhetes, já agora, como sabes que ela está nesse avião?
Realmente, Sabrina sabia que o seu pai tinha toda a razão do mundo e mais alguma, mas algo inexplicável estava a empurrá-la para dentro daquele avião, algo que ela não conseguia evitar nem controlar. Então, num movimento ágil, ela fitou o seu pai e correu para o avião. Seu pai e Nanda correram atrás ela e os três aproveitaram uma porta aberta para entrar.

-Agora despacha-te, encontra o raio da miúda e vamos embora antes que isto levante voo! – Exclamou Tiago.

Mas mal tinha ele acabado de soletrar estas palavras, a porta fecha-se rápida e fortemente mesmo atrás deles e o avião começa a movimentar-se.

“Estranho, algo está mal aqui. As portas não se fecham assim sem guardas a observar e os aviões não começam logo a levantar voo.” – Pensou Tiago. – Sabrina! Fernanda! Sentem-se agora! Eu vou à cabine do avião ver se pago os bilhetes e saber a rota do avião. Que isto fique de ensino para a menina! – Gritou ele para ambas!

Elas as duas sentaram-se rapidamente, assustadas com a seriedade com que Tiago estava. Sabrina nunca antes o tinha visto assim.
À medida que ele avançava, as suas pernas tremiam cada vez mais. Tiago começava a lembrar-se das palavras que a velha mulher lhe disse uns dias antes e ele começou a sentir medo, pavor, um sentimento inexplicável que lhe punha a cara cada vez mais pálida. De repente ele parou, as suas pernas não se conseguiam mover mais, estavam paralisadas. Ele olhou em frente e congelou. A uns 4 metros estava um homem alto, de olhos acinzentados e cabelo preto, um homem que ele reconheceu perfeitamente.

-N-n-não… não! Não pode ser ele! – Gaguejou em voz baixa.

E tão rapidamente como as suas pernas tinham parado, elas começaram a dar passos para trás até que finalmente Tiago se virou e começou a correr para ao pé da filha.


***


-Mas que bela oportunidade de as matar de uma vez! – Riu-se uma mulher maleficamente.

-Matá-las já? Mas assim perde a piada toda… - Respondeu-lhe um homem de meia-idade.

-Sim, mas senhor, se as matar já conseguirá quebrar o selo mais rapidamente e sair desta gruta nojenta em breve. – Ripostou ela.

-Tens razão, afinal até é uma boa ideia. Lá fora posso-me divertir com aquelas pobres pessoas que nem sonham no que está prestes a acontecer. – Finalizou ele.


***


-Sabrina! Sabrina? Onde está a Sabrina? – Perguntou ele ofegante, ao constatar que a filha não se encontrava no seu lugar.

-Ela disse que ia ao quarto-de-banho. - Respondeu Nanda, tentando encontrar o motivo da preocupação de Tiago.

-Ele…ele está neste voo!

Nanda levou rapidamente as mãos à boca na tentativa de tapar a sua boca que acabara de se abrir de surpresa.

-Caros passageiros, por favor sentem-se e apertem os cintos, estamos a tentar ganhar altitude. Obrigada.

Mas Tiago ignorou a ordem e virou-se para começar a procurar a filha. Todavia foi impedido por um robot-hospedeira que lhe ordenara para se sentar.

-Mas a minha filha está por aí levantada! Tenho que a ir buscar! – Respondeu ele tentando fitar o robot.

- Não se preocupe! As outras hospedeiras vão encontrá-la. Todavia, como o senhor não se senta, eu vou ter que activar a segurança automática! – Disse o robot ao mesmo tempo que sentava à força Tiago no banco e carregava em uns botões que faziam com que os cintos se apertassem automaticamente e não deixassem Tiago libertar-se.

-Mas não está a perceber! Largue-me!

Mas o robot avançou em frente ignorando completamente Tiago.

“Mas onde é que a Nicolle se meteu? Ela disse que ia só à parte de trás do avião ter com o Albert e já vinha. Ela não pode estar de pé agora… espero que se despache.” – Pensou Afonso, na parte da frente do avião.


***


O homem murmurou umas palavras incompreensíveis e levantou ligeiramente o pulso.


***


-Hm...o quarto-de-banho deveria ser por aqui… - Murmurou Sabrina para si, enquanto passava pelos bancos do avião cheios de pessoas.

-Mas o Albert devia estar por aqui. – Disse Nicolle distraída, que vinha na direcção de uma rapariga de lisos cabelos ruivos e olhos cor-de-esmeralda.

De repente o avião começou a ter uma turbulência fora do normal. A comida que estava nos tabuleiros começava a cair para o chão, as malas que estavam na prateleira de cima estavam a cair e o piloto estava a perder o controlo do avião.

“Mas o que se passa? Isto não está nos meus planos…” – Pensou o piloto.

Apesar dos esforços do piloto, o avião rapidamente começou a cair sem controlo, em direcção ao chão. Caso isso acontecesse, seria morte certa para todos os passageiros.

Sabrina e Nicolle sentaram-se no chão, tentando ganhar mais estabilidade.

No meio de tantos gritos e pânico dos passageiros, tanto Nicolle como Sabrina estenderam as mãos, tentando arranjar algo onde se apoiar. Depois de percorrerem o espaço à volta delas com as mãos, finalmente elas encontraram a mão uma da outra, deram as mãos, fecharam os olhos e inconscientemente gritaram com toda a força que conseguiam. Ambas estavam com o mesmo pensamento: Não podiam morrer! Tinham ainda o mundo todo a explorar e um passado a descobrir!
Rapidamente, uma enorme luz branca saiu de dentro delas e envolveu o avião, fazendo-o estabilizar. E tão rapidamente como apareceu, a luz branca desapareceu.


***


-FALHOU! – Gritou furiosamente um homem de meia-idade para uma mulher que estava ao lado dele. – AINDA FIZEMOS PIOR! AGORA O PODER FOI ACTIVADO!

-Nunca pensei que isso pudesse acontecer… íamos só rebentar um avião, nada de mais… - Respondeu ela.

-Já percebemos que não podemos controlar tudo, ainda. Teremos de agir com mais cuidado da próxima vez. – Enunciou ele.

Num canto da gruta, um rapaz adolescente soltou inconscientemente um suspiro de alívio, todavia logo a seguir pensou: “Mas, eu estou doido ou quê? Elas não morreram e estou aliviado?”


***


-SABRINA!!! – Gritou Tiago. – ONDE ESTÁS?

-NICOLLE!!! – Gritou Afonso. – ONDE ESTÁS?

Todas as pessoas do avião encontravam-se adormecidas, exceptuando Tiago e Afonso que procuravam incansavelmente pelas filhas.

Finalmente, depois de 16 longos anos, os olhares deles os dois voltaram-se a cruzar. Ambos ficaram quietos e calados, pensando no que dizer ou fazer.

-Vamos fingir que isto… - Começou Tiago.

-…nunca aconteceu. – Terminou Afonso.

E ambos pegaram nas filhas ao colo e começaram a caminhar em direcções opostas, cada um dirigido ao seu lugar.
#98
Omg *-* Elas encontraram-se! Foi tão fofo aquilo das mãos!
Adorei mesmo! Vi as cenas a acontecerem à minha frente, omg... fantástico, como sempre!

Fico à espera de mais! Surprised.o:
#100
OMG lindo! Cada vez gosto mais desta fic! Adorei quando elas se encontraram, foi tão mágico! E o rapazito adolescente, hum...

Fico à espera de mais Very Happy

thankes, *Kaoru : D


verde é verdocas , by lili 8D

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