A Lua e a Terra
Eu sei que disse que o capítulo vinha ontem mas não tive tempo...
Aqui está, espero que gostem. Digam a vossa opinião
Capitulo 20- Um regresso a casa
Após sairem do parque, ao voltarem para casa, tinham os dois estado muito pensativos. Nenhum deles tinha reparado bem no outro, nenhum tinha visto que tínham expressões idênticas.
- Usa, estive a pensar. E se amanhã fosses passar o dia com os teus pais e com as tuas amigas e eu fazia o mesmo? Quer dizer, eu ia passar o dia com o Motoki, beber um café. Passarmos tanto tempo juntos logo após o começo do namoro não nos pode fazer bem. Desgasta. Sei que agora não sentimos isso mas... vai-nos fazer bem estarmos separados.
Mamoru dizia isto, sentado no sofá, com Usagi enconstada ao seu ombro. Estavam ali já há um bom bocado, praticamente sem fazer nada. Apenas a apreciar a companhia um do outro. E a pensar.
- Sim, tens razão. Tenho saudades da Luna, dos meus pais, das meninas e até mesmo do chato do meu irmão. Tu também deves ter. Vamos fazer isso. Estarmos separados vai ser benéfico para a nossa relação... já não digo o mesmo para o coração, pois pelo menos o meu vai sofrer de saudades. Mas hoje...
- Hoje...
- Hoje temos que aproveitar e namorar um bocadinho mais, tem de compensar o dia inteiro de amanhã. Temos que nos amar o suficiente hoje.
- Os seus desejos são ordens minha princesa da lua.
- Uhh gosto do título “princesa da lua”, acho que me fica bem.
- Minha princesa da lua, minha coelha da lua, minha cara de lua, minha cabeça na lua, de todos os nomes só ha uma coisa que interessa e que se repete.
- Hum... o facto de ser sempre da lua?
- Não. O facto de seres minha.
Mamoru puxa-a para si. Fica a olhar para ela, olhos nos olhos.
- E tu és meu. Meu e só meu.
Ele sorri, um ar de miudo maroto cobre-lhe toda a face. Com que então era dela...
- Eu, teu? Não, só tu é que és minha. É muito melhor. Tem muito mais lógica.
Usagi começa-se a mexer, a tentar soltar-se dos braços fortes do namorado. Ele apenas a encara com um sorriso.
- Nem penses nisso! Agora eu ser tua e tu não seres meu, isso é machismo senhor Mamoru Chiba!
- Não é nada. Xiuuu. Não digas mais nada, beija-me apenas.
Um dedo toca os lábios dela, desce até ao seu queixo e puxa-a para mais perto. Ela estica-se, ajoelha-se no sofá de forma a se poder colar a ele. De forma a poder sentir o calor daquele corpo e o Inferno daqueles lábios. Mamoru não respira por um segundo, enquanto a sente a aproximar-se. Finalmente, inspirando fundo, os lábios dos dois tocam-se.
Ficam o resto do tempo a trocar carícias e juras de amor até que adormecem nos braços um do outro. Algumas horas mais tarde Mamoru acorda. Olha para o anjo que repousa no seu peito e, com cuidado, levanta-se. Pega delicadamente nela ao colo e deita a sua Usako na cama. Deixa-lhe um beijo de despedida nos lábios, após o qual, mesmo a dormir, a expressão dela tinha mudado. Um sorriso aparecia-lhe na face. Pelo beijo ou apenas por algum sonho bom? Provavelmente por ambos. Mamoru dirige-se para a porta, vira-se e pensa em olha uma última vez naquela noite para a sua princesa. Ela tinha as roupas vestidas mas ele não a ia acordar por tão sórdido pormenor. Ficou muito tempo a olhar para ela até que o sono o venceu e ele teve que ir para o seu quarto dormir. Contrariando o seu coração, mas foi. Também precisava.
Era a manhã do sexto dia que Usagi estava lá em casa. E iam, pela primeira vez, testar como era estarem separados. Usagi já tinha acordado há algum tempo e preparava-se para sair.
Ainda não tinha tomado o pequeno almoço nem saído do quarto. Não tinha, inclusive, visto ou ouvido Mamoru desde que acordara. Fez os seus Odangos no topo da cabeça, vestiu a primeira coisa que encontrou e saiu do quarto.
Dirigiu-se ao quarto de Mamoru com a intenção de o ir acordar. Provavelmente ele ainda estaria a dormir.
Entrou no quarto. Cama feita. Tudo impecável. Nada fora do lugar. Reinava o silêncio.
- Mamoru!
Ninguém lhe respondeu. Ela procurou por todas as divisões da casa mas não encontrou ninguém. Estava a começar a ficar desesperada. Voltou a procurar por toda a casa, até dentro dos armários. Não encontrou vivalma. Apenas um bilhete na mesa de entrada.
“Usako, achei mais fácil sair sem me despedir. Se te beijasse não ia conseguir separar-me de ti, e consegui-lo é o objectivo deste dia. Espero ansiosamente pela noite para poder estar abraçadinho a ti no sofá. Amo-te minha princesa da lua. Amo-te o suficiente agora para te amar durante três vidas.”
- Ele é mesmo um amor! Ai, la vou eu enfrentar o meu dia sem o meu Mamo-chan. Custa tanto. Agora... a primeira coisa que vou fazer é... ver a mamã e o papá! Logo a seguir ao pequeno almoço, claro.
Pegou numa maçã e aqueceu um copo de leite. Tinha que comer alguma coisa rápida, estava desejosa por estar com os pais. Parecia que não os via há séculos.
Saiu e dirigiu-se para sua casa. Que saudades que tinha de tudo lá! Do seu quarto, dos seus peluches e da sua querida gatinha. De tomar um banho quente na sua banheira e depois sentar-se ao pé da janela, a pensar no Mascarado. Ou, embora alguns dias antes ela não o tivesse admitido, no Mamoru.
Riu-se sozinha ao relembrar as vezes que chegou a casa lavada em lágrimas devido a uma das suas discussões diárias com ele. Era tão bom saber que ele a amava. Que a tinha amado todo este tempo.
Tinha saudades dos seus colegas de turma, embora com esses só fosse estar mesmo na segunda. Sentia falta da Rei e das suas discussões, da Mina e dos seus disparates, da Mako e dos seus cozinhados e da Ami. Sim, até tinha saudades das palestras da Ami de como o estudo era importante. Eram elas as suas verdadeiras amigas.
- Realmente elas fazem parte da minha vida. São as minhas amigas, as minhas irmãs. Sinto que estão comigo desde sempre. Realmente tenho de lhes dizer isto é a elas, não falar sozinha no meio da rua. As pessoas que passam por mim ainda pensam que sou maluca! Ahah até a Rei vai chorar quando me ouvir.
Olhou em frente, lá estava a sua casinha. Linda como sempre, branquinha, com um jardim impecável. Na janela do seu quarto estava Luna que logo começou a arranhar a janela. Já não ia ser uma surpresa assim tão grande, pelo menos para a Luna. Usagi sorriu e entrou.
Aqui está, espero que gostem. Digam a vossa opinião
Capitulo 20- Um regresso a casa
Após sairem do parque, ao voltarem para casa, tinham os dois estado muito pensativos. Nenhum deles tinha reparado bem no outro, nenhum tinha visto que tínham expressões idênticas.
- Usa, estive a pensar. E se amanhã fosses passar o dia com os teus pais e com as tuas amigas e eu fazia o mesmo? Quer dizer, eu ia passar o dia com o Motoki, beber um café. Passarmos tanto tempo juntos logo após o começo do namoro não nos pode fazer bem. Desgasta. Sei que agora não sentimos isso mas... vai-nos fazer bem estarmos separados.
Mamoru dizia isto, sentado no sofá, com Usagi enconstada ao seu ombro. Estavam ali já há um bom bocado, praticamente sem fazer nada. Apenas a apreciar a companhia um do outro. E a pensar.
- Sim, tens razão. Tenho saudades da Luna, dos meus pais, das meninas e até mesmo do chato do meu irmão. Tu também deves ter. Vamos fazer isso. Estarmos separados vai ser benéfico para a nossa relação... já não digo o mesmo para o coração, pois pelo menos o meu vai sofrer de saudades. Mas hoje...
- Hoje...
- Hoje temos que aproveitar e namorar um bocadinho mais, tem de compensar o dia inteiro de amanhã. Temos que nos amar o suficiente hoje.
- Os seus desejos são ordens minha princesa da lua.
- Uhh gosto do título “princesa da lua”, acho que me fica bem.
- Minha princesa da lua, minha coelha da lua, minha cara de lua, minha cabeça na lua, de todos os nomes só ha uma coisa que interessa e que se repete.
- Hum... o facto de ser sempre da lua?
- Não. O facto de seres minha.
Mamoru puxa-a para si. Fica a olhar para ela, olhos nos olhos.
- E tu és meu. Meu e só meu.
Ele sorri, um ar de miudo maroto cobre-lhe toda a face. Com que então era dela...
- Eu, teu? Não, só tu é que és minha. É muito melhor. Tem muito mais lógica.
Usagi começa-se a mexer, a tentar soltar-se dos braços fortes do namorado. Ele apenas a encara com um sorriso.
- Nem penses nisso! Agora eu ser tua e tu não seres meu, isso é machismo senhor Mamoru Chiba!
- Não é nada. Xiuuu. Não digas mais nada, beija-me apenas.
Um dedo toca os lábios dela, desce até ao seu queixo e puxa-a para mais perto. Ela estica-se, ajoelha-se no sofá de forma a se poder colar a ele. De forma a poder sentir o calor daquele corpo e o Inferno daqueles lábios. Mamoru não respira por um segundo, enquanto a sente a aproximar-se. Finalmente, inspirando fundo, os lábios dos dois tocam-se.
Ficam o resto do tempo a trocar carícias e juras de amor até que adormecem nos braços um do outro. Algumas horas mais tarde Mamoru acorda. Olha para o anjo que repousa no seu peito e, com cuidado, levanta-se. Pega delicadamente nela ao colo e deita a sua Usako na cama. Deixa-lhe um beijo de despedida nos lábios, após o qual, mesmo a dormir, a expressão dela tinha mudado. Um sorriso aparecia-lhe na face. Pelo beijo ou apenas por algum sonho bom? Provavelmente por ambos. Mamoru dirige-se para a porta, vira-se e pensa em olha uma última vez naquela noite para a sua princesa. Ela tinha as roupas vestidas mas ele não a ia acordar por tão sórdido pormenor. Ficou muito tempo a olhar para ela até que o sono o venceu e ele teve que ir para o seu quarto dormir. Contrariando o seu coração, mas foi. Também precisava.
..........
Era a manhã do sexto dia que Usagi estava lá em casa. E iam, pela primeira vez, testar como era estarem separados. Usagi já tinha acordado há algum tempo e preparava-se para sair.
Ainda não tinha tomado o pequeno almoço nem saído do quarto. Não tinha, inclusive, visto ou ouvido Mamoru desde que acordara. Fez os seus Odangos no topo da cabeça, vestiu a primeira coisa que encontrou e saiu do quarto.
Dirigiu-se ao quarto de Mamoru com a intenção de o ir acordar. Provavelmente ele ainda estaria a dormir.
Entrou no quarto. Cama feita. Tudo impecável. Nada fora do lugar. Reinava o silêncio.
- Mamoru!
Ninguém lhe respondeu. Ela procurou por todas as divisões da casa mas não encontrou ninguém. Estava a começar a ficar desesperada. Voltou a procurar por toda a casa, até dentro dos armários. Não encontrou vivalma. Apenas um bilhete na mesa de entrada.
“Usako, achei mais fácil sair sem me despedir. Se te beijasse não ia conseguir separar-me de ti, e consegui-lo é o objectivo deste dia. Espero ansiosamente pela noite para poder estar abraçadinho a ti no sofá. Amo-te minha princesa da lua. Amo-te o suficiente agora para te amar durante três vidas.”
- Ele é mesmo um amor! Ai, la vou eu enfrentar o meu dia sem o meu Mamo-chan. Custa tanto. Agora... a primeira coisa que vou fazer é... ver a mamã e o papá! Logo a seguir ao pequeno almoço, claro.
Pegou numa maçã e aqueceu um copo de leite. Tinha que comer alguma coisa rápida, estava desejosa por estar com os pais. Parecia que não os via há séculos.
Saiu e dirigiu-se para sua casa. Que saudades que tinha de tudo lá! Do seu quarto, dos seus peluches e da sua querida gatinha. De tomar um banho quente na sua banheira e depois sentar-se ao pé da janela, a pensar no Mascarado. Ou, embora alguns dias antes ela não o tivesse admitido, no Mamoru.
Riu-se sozinha ao relembrar as vezes que chegou a casa lavada em lágrimas devido a uma das suas discussões diárias com ele. Era tão bom saber que ele a amava. Que a tinha amado todo este tempo.
Tinha saudades dos seus colegas de turma, embora com esses só fosse estar mesmo na segunda. Sentia falta da Rei e das suas discussões, da Mina e dos seus disparates, da Mako e dos seus cozinhados e da Ami. Sim, até tinha saudades das palestras da Ami de como o estudo era importante. Eram elas as suas verdadeiras amigas.
- Realmente elas fazem parte da minha vida. São as minhas amigas, as minhas irmãs. Sinto que estão comigo desde sempre. Realmente tenho de lhes dizer isto é a elas, não falar sozinha no meio da rua. As pessoas que passam por mim ainda pensam que sou maluca! Ahah até a Rei vai chorar quando me ouvir.
Olhou em frente, lá estava a sua casinha. Linda como sempre, branquinha, com um jardim impecável. Na janela do seu quarto estava Luna que logo começou a arranhar a janela. Já não ia ser uma surpresa assim tão grande, pelo menos para a Luna. Usagi sorriu e entrou.
Então é assim...
Eu tinha pensado em postar um capitulo hoje...
Mas ele ainda não está propriamente pronto...
Portanto tenho que perguntar...
Se quiserem eu ainda faço um esforçozinho extra para o terminar e postar. Se não... só amanhã ou depois.
Aproveito para vos dizer que assim que começarem as aulas só devem ter capítulos aos fins-de-semana e, eventualmente, numa quarta ou outra.
Portanto digam-me, capítulo hoje ou amanhã?
(Ah e... sorry pelo double-post :
': teve que ser)
Eu tinha pensado em postar um capitulo hoje...
Mas ele ainda não está propriamente pronto...
Portanto tenho que perguntar...
Se quiserem eu ainda faço um esforçozinho extra para o terminar e postar. Se não... só amanhã ou depois.
Aproveito para vos dizer que assim que começarem as aulas só devem ter capítulos aos fins-de-semana e, eventualmente, numa quarta ou outra.
Portanto digam-me, capítulo hoje ou amanhã?
(Ah e... sorry pelo double-post :
': teve que ser)
sarrah escreveu:Então é assim...
Eu tinha pensado em postar um capitulo hoje...
Mas ele ainda não está propriamente pronto...
Portanto tenho que perguntar...
Se quiserem eu ainda faço um esforçozinho extra para o terminar e postar. Se não... só amanhã ou depois.
Aproveito para vos dizer que assim que começarem as aulas só devem ter capítulos aos fins-de-semana e, eventualmente, numa quarta ou outra.
Portanto digam-me, capítulo hoje ou amanhã?
(Ah e... sorry pelo double-post :': teve que ser)
Por mim..
Vê se te dá mais jeito hoje ou manhã..
Se tiveres coisas importantes para fazer amanhã, posta hoje.
Se tiveres coisas importantes para fazeres hoje posta amanhã.
Tive que reescrever tudo aquilo que já tinha escrito então demorei um pouco mais do que esperava.
Já é um pouco tarde mas não interessa, aqui fica o meu presente de ano novo.
Espero que gostem
E não deixem de dar a vossa opinião que é sempre bom saber se gostaram ou não
Capitulo 21- Família? Saudades?
A primeira sensação que teve quando abriu a porta foi inspirar. Respirar fundo, deixando o aroma da sua casa entrar dentro da alma. Uma pessoa nunca nota ao que a casa cheira antes de passar tempo longe dela. E Usagi, apercebia-se agora, que a sua casa cheirava bem. Um cheiro familiar e acolhedor que lhe transmitia paz.
- Shingo, és tu?- perguntava a mãe de Usagi na cozinha.
- Não mãe, sou eu, Usagi.
- Usagi, que Usag.... Usagi! Minha filhinha querida!
Ikuko veio a correr, abraçando a sua filha assim que estava sufcientemente próxima para o fazer. Um daqueles abraços que apenas as mães sabem dar, um abraço que fez Usagi sentir-se segura, como se todos os problemas, todas as saudades, todo o tempo que tinham estado afastadas tivessem desaparecido. Um abraço forte que mostrava todo o amor que sentiam uma pela outra e a falta que tinham sentido. Um abraço de mãe e filha.
- Já nem te lembravas de mim não era?- Riu-se Usagi.
- Minha bebé não é nada disso, eu é que só estava à espera de te ver segunda-feira... mas o que estás a fazer em casa? O que aconteceu? O Mamoru fez-te alguma coisa?- Questionou Ikuko, a sua expressão passando de carinhosa para desconfiada.
- Não mãe, que ideia. Coitado do rapaz, não o acuses dessas coisas! Apenas achou que eu estava com muitas saudades vossas e decidimos passar o dia separados. Uhh, quer dizer, decidimos que podíamos tirar uma folga do estudo e estar com aqueles que nos são importantes em vez de estarmos os dois. Assim não tenho que o aturar!
Receio passou pelos olhos da adolescente ao dizer aquelas palavras, e mentira estava espalhada por todo o seu rosto quando afirmou a última frase. Teria a mãe percebido?
- Esse rapaz é inteligente. E tu refilas mas até te dás bem com ele. Porque não arranjas um namorado como ele? Melhor, porque não namoras com ele? Só é pena ser 5 anos mais velho que tu porque senão...
- O que tem ser cinco anos mais velho? Qual é o problema?
- Afinal acho que a minha filha está interessada...
- Não! Nunca! Apenas defendo as raparigas que namoram com rapazes mais velhos. O pai, o Shingo? A Luna?
Usagi tinha ficado muito vermelha, coisa que não tinha passado despercebida à mãe. Já tinha visto a sua filha na rua acompanhada por Mamoru e percebera que havia ali algo mais que uma simples amizade. Além disso, no momento em que tinha visto a sua filha, tinha percebido que ela estava mais madura. Algo tinha mudado e, agora, Ikuko sabia o que era. Definitivamente, Usagi e Mamoru eram um casal. Nada mais disse sobre o assunto porque sabia que a filha estava feliz.
- O teu pai e o teu irmão ainda não voltaram e a Luna está la em cima.
- Vou lá acima então. Tenho saudades dela.
Estava feliz por a mãe não ter insistido no “assunto Mamoru”. Não é fácil esconder que se está apaixonada, muito menos a uma mãae! Uma pequena vozinha lhe disse que, apesar de não ter dito mais uma palavra sobre isso, a mãe sabia. Sabia que ela namorava. Devia ser o instinto maternal ou coisa parecida.
-Esta rapariga gosta mais daquela gata do que de mim.- Ikuko suspirava enquanto se dirigia, mais uma vez, para a cozinha.
-Lunaaaaaaaaaa!- Gritava Usagi a subir as escadas a correr, só parando ao entrar no seu quarto.
- Usagi!- Luna saltou de cima da cama com a rapidez de um gato.
- Oh minha gatinha adorada, minha bebézinha pequenina, minha Miau falante, meu bichinho de estimação preferido, minha...
- Usagi... acho que tu estás com febre mas... também tinha saudades tuas! Tudo bem, sentiste a minha falta, mas daí a chamares-me Miau falante... começo a achar teu namoro com o Mamoru não te deve estar a fazer muito bem. Eu pensava que ele ia conseguir fazer algum juízo entrar nessa tua cabeça. Parece que estava enganada.
- Como sabes que eu e o Mamoru...? Ah, claro, as meninas. Ai Lunazinha tenho tanto para te contar! Tem sido tudo tão fantástico!
Usagi varreu o olhar pelo quarto. Tudo exactamente igual ao que tinha deixado dias antes. Nada fora do lugar. Apenas depois de olhar muito bem para as suas coisas é que começou a desbobinar os últimos dias da sua vida à sua fiel companheira que a ouviu pacientemente e entusiasticamente. A gata estava entusiasmada o suficiente para Usagi perceber quanta falta lhe tinha feito, afinal, naquela casa, apenas Usagi falava com Luna.
-Ikuko, cheguei!- Gritou Kenji ao entrar em casa.
-Eu também mamã.
Shingo estava a correr para deixar as coisas no quarto quando algo loiro aparece à sua frente e o abraça com muita, muita força.
-Usa...gi...estou...a...su...sufu...sufucar!
- Desculpa, a sério maninho querido, desculpa, apenas tinha saudades. Papá!
Usagi largou o irmão e correu para o pai que a levantou no ar como fazia quando ela era pequena. Ela riu, há muito que o pai não era tão carinhoso com ela. Kenji preocupava-se mas não era pessoa de demonstrar afecto.
- Tinha tantas saudades papá!
- Eu também minha filha. O que estás a fazer em casa hoje? Tinham-me dito que só vinhas para casa na segunda... o que é que o tal Chiba te fez? Diz-me que eu vou-me a ele!
- Calma pai, ele não me fez nada, apenas viu que eu tinha saudades vossas. Só isso.
- Queridos, o almoço está pronto! - Gritou Ikuko da cozinha.
E foram almoçar. Kenji passou o almoço a tentar dissuadir Usagi de voltar para casa de Mamoru, apoiado por Shingo que, embora tentasse não o deixar transparecer, estava ansioso por ter a irmã a tempo inteiro em casa. Ikuko e Usagi apenas riam e trocavam olhares cúmplices.
Depois do almoço e após uma despedida, Usagi e Luna dirigiram-se para o Templo de Rita, onde sabiam que as navegantes estavam reunidas.
Já é um pouco tarde mas não interessa, aqui fica o meu presente de ano novo.
Espero que gostem
E não deixem de dar a vossa opinião que é sempre bom saber se gostaram ou não
Capitulo 21- Família? Saudades?
A primeira sensação que teve quando abriu a porta foi inspirar. Respirar fundo, deixando o aroma da sua casa entrar dentro da alma. Uma pessoa nunca nota ao que a casa cheira antes de passar tempo longe dela. E Usagi, apercebia-se agora, que a sua casa cheirava bem. Um cheiro familiar e acolhedor que lhe transmitia paz.
- Shingo, és tu?- perguntava a mãe de Usagi na cozinha.
- Não mãe, sou eu, Usagi.
- Usagi, que Usag.... Usagi! Minha filhinha querida!
Ikuko veio a correr, abraçando a sua filha assim que estava sufcientemente próxima para o fazer. Um daqueles abraços que apenas as mães sabem dar, um abraço que fez Usagi sentir-se segura, como se todos os problemas, todas as saudades, todo o tempo que tinham estado afastadas tivessem desaparecido. Um abraço forte que mostrava todo o amor que sentiam uma pela outra e a falta que tinham sentido. Um abraço de mãe e filha.
- Já nem te lembravas de mim não era?- Riu-se Usagi.
- Minha bebé não é nada disso, eu é que só estava à espera de te ver segunda-feira... mas o que estás a fazer em casa? O que aconteceu? O Mamoru fez-te alguma coisa?- Questionou Ikuko, a sua expressão passando de carinhosa para desconfiada.
- Não mãe, que ideia. Coitado do rapaz, não o acuses dessas coisas! Apenas achou que eu estava com muitas saudades vossas e decidimos passar o dia separados. Uhh, quer dizer, decidimos que podíamos tirar uma folga do estudo e estar com aqueles que nos são importantes em vez de estarmos os dois. Assim não tenho que o aturar!
Receio passou pelos olhos da adolescente ao dizer aquelas palavras, e mentira estava espalhada por todo o seu rosto quando afirmou a última frase. Teria a mãe percebido?
- Esse rapaz é inteligente. E tu refilas mas até te dás bem com ele. Porque não arranjas um namorado como ele? Melhor, porque não namoras com ele? Só é pena ser 5 anos mais velho que tu porque senão...
- O que tem ser cinco anos mais velho? Qual é o problema?
- Afinal acho que a minha filha está interessada...
- Não! Nunca! Apenas defendo as raparigas que namoram com rapazes mais velhos. O pai, o Shingo? A Luna?
Usagi tinha ficado muito vermelha, coisa que não tinha passado despercebida à mãe. Já tinha visto a sua filha na rua acompanhada por Mamoru e percebera que havia ali algo mais que uma simples amizade. Além disso, no momento em que tinha visto a sua filha, tinha percebido que ela estava mais madura. Algo tinha mudado e, agora, Ikuko sabia o que era. Definitivamente, Usagi e Mamoru eram um casal. Nada mais disse sobre o assunto porque sabia que a filha estava feliz.
- O teu pai e o teu irmão ainda não voltaram e a Luna está la em cima.
- Vou lá acima então. Tenho saudades dela.
Estava feliz por a mãe não ter insistido no “assunto Mamoru”. Não é fácil esconder que se está apaixonada, muito menos a uma mãae! Uma pequena vozinha lhe disse que, apesar de não ter dito mais uma palavra sobre isso, a mãe sabia. Sabia que ela namorava. Devia ser o instinto maternal ou coisa parecida.
-Esta rapariga gosta mais daquela gata do que de mim.- Ikuko suspirava enquanto se dirigia, mais uma vez, para a cozinha.
..........
-Lunaaaaaaaaaa!- Gritava Usagi a subir as escadas a correr, só parando ao entrar no seu quarto.
- Usagi!- Luna saltou de cima da cama com a rapidez de um gato.
- Oh minha gatinha adorada, minha bebézinha pequenina, minha Miau falante, meu bichinho de estimação preferido, minha...
- Usagi... acho que tu estás com febre mas... também tinha saudades tuas! Tudo bem, sentiste a minha falta, mas daí a chamares-me Miau falante... começo a achar teu namoro com o Mamoru não te deve estar a fazer muito bem. Eu pensava que ele ia conseguir fazer algum juízo entrar nessa tua cabeça. Parece que estava enganada.
- Como sabes que eu e o Mamoru...? Ah, claro, as meninas. Ai Lunazinha tenho tanto para te contar! Tem sido tudo tão fantástico!
Usagi varreu o olhar pelo quarto. Tudo exactamente igual ao que tinha deixado dias antes. Nada fora do lugar. Apenas depois de olhar muito bem para as suas coisas é que começou a desbobinar os últimos dias da sua vida à sua fiel companheira que a ouviu pacientemente e entusiasticamente. A gata estava entusiasmada o suficiente para Usagi perceber quanta falta lhe tinha feito, afinal, naquela casa, apenas Usagi falava com Luna.
-Ikuko, cheguei!- Gritou Kenji ao entrar em casa.
-Eu também mamã.
Shingo estava a correr para deixar as coisas no quarto quando algo loiro aparece à sua frente e o abraça com muita, muita força.
-Usa...gi...estou...a...su...sufu...sufucar!
- Desculpa, a sério maninho querido, desculpa, apenas tinha saudades. Papá!
Usagi largou o irmão e correu para o pai que a levantou no ar como fazia quando ela era pequena. Ela riu, há muito que o pai não era tão carinhoso com ela. Kenji preocupava-se mas não era pessoa de demonstrar afecto.
- Tinha tantas saudades papá!
- Eu também minha filha. O que estás a fazer em casa hoje? Tinham-me dito que só vinhas para casa na segunda... o que é que o tal Chiba te fez? Diz-me que eu vou-me a ele!
- Calma pai, ele não me fez nada, apenas viu que eu tinha saudades vossas. Só isso.
- Queridos, o almoço está pronto! - Gritou Ikuko da cozinha.
E foram almoçar. Kenji passou o almoço a tentar dissuadir Usagi de voltar para casa de Mamoru, apoiado por Shingo que, embora tentasse não o deixar transparecer, estava ansioso por ter a irmã a tempo inteiro em casa. Ikuko e Usagi apenas riam e trocavam olhares cúmplices.
Depois do almoço e após uma despedida, Usagi e Luna dirigiram-se para o Templo de Rita, onde sabiam que as navegantes estavam reunidas.
Tens de entrar para responderes neste tópico.
: 


.o: 



Reportar comentário
Escolhe o motivo da denúncia e acrescenta mais contexto se necessário.