Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

[Terminada] The Pervert Ladies

#161
Capitulo 28

Depois de Lady se retirar dali, um silêncio se instalou naquele pequeno espaço do jardim. Esse silêncio é quebrado quando uma bola de fogo é atirada em direcção a Uli, acertando-lhe no braço esquerdo. Este devido ao impacto cai inanimado no chão. Likinhas apressa-se a ver como Uli está.

- Perdeu os sentidos. Mas tu estás doida Suh? Queres matá-lo?

- Olha, vontade não me faltava! Foi pena ter errado o alvo, pois era mesmo para matá-lo, assim acabava tudo de uma vez e não via mais a Lady sofrer por causa desse aí.

- Não é assim que se resolvem os problemas.

- Ela tem razão Suh, a Lady disse para pararmos antes que alguém se magoasse e além disso ele é pai da SMoon e do Fabinho. Não queres deixar os teus primos órfãos.

- Oh Haruka, alguém tinha que fazer alguma coisa!

- Bem amor, é melhor irmos embora, estás muito nervosa e ainda acabas por assar alguém.

- Olha que não era má ideia comer Kenshin assado ao jantar.

- Oh amor…

Todos se riem às gargalhadas. Haruka e Suh voltam para dentro de casa. Kenshin ajuda Likinhas a levar Uli para o quarto para que esta trate dos ferimentos dele. Inuyasha, ao ver o estado em que se encontrava Lady, decide ir atrás dela. Esta sobe as escadas a passo lento caminhando até a porta do seu quarto e entra. Inuyasha pára em frente da porta dando pequenas pancadas, ninguém do outro lado responde, continua a insistir dando mais duas pequenas pancadas e novamente ninguém responde. Inuyasha então abre a porta devagar, pela brecha que abrira viu Lady deitada na cama agarrada à almofada.

- Lady! Posso entrar?

- *Voz tremula* Se for para me chateares, podes dar meia volta e sair.

- Mas tu estás a chorar? A tua voz não me engana.

- *irónica* Não, não estou a chorar, sabes é que eu andei a beber e então fiquei com a voz assim.

- *gota* Não sejas parva.

Inuyasha entra e fecha a porta, caminha até à cama onde se senta ao lado de Lady, esta olha de esguelha para ele, as lágrimas continuavam a escorrer pelo seu rosto. Inuyasha enxuga suavemente com a sua mão as lágrimas que teimavam-lhe em cair.

- Não chores, aquele baka não merece as tuas lágrimas. Não podes deixar que ele te manipule, cada um é como é, as pessoas só têm que aceitar.

- E tu aceitas como eu sou?

- Eu amo-te Lady. Acho que isso responde à tua pergunta.

- Não, não responde.

- Mas devia responder, se eu te amo tenho que te aceitar como és, caso contrário teria que me afastar de ti e não é isso que quero. Não vou dizer que não gostava que tu mudasses porque isso seria mentira, pois não suporto a ideia de estares com outros homens, mas eu já sabia isso quando me apaixonei por ti.

- Mas eu tento resistir Inuyasha, só que não consigo, é mais forte que eu. Eu sinto-me tão mal quando te traio. Eu também te amo Inuyasha e não conseguiria viver longe de ti. Eu prometo que irei tentar mais uma vez mudar e ser te fiel.

Lady levanta-se e agarra-se a Inuyasha, os seus lábios se tocam dando um longo e doce beijo que é interrompido pelas pequenas pancadas dadas na porta.

- Prima, prima estás aí? Posso entrar?

- Sim Haruka, entra.

- Prima depressa, o Uli não está lá muito bem!

- Mas que se passa?

- Quando vieste embora do jardim, a Suh atacou o Uli ferindo gravemente no braço, a Likinhas e o Kenshin levaram-no para o quarto para tratar dos ferimentos só que ele está a ficar cada vez mais gelado e a delirar. Tememos o pior!

- Mas já chamaram um médico?

- Não, não chamamos.

- Então estão a espera de quê? Que ele morra?

- Olha não era má ideia, ao menos deixava-nos em paz.

- Inuyasha não digas isso nem a brincar! Apesar de tudo não quero mal nenhum ao Uli.

- É esse o teu defeito Lady, és boazinha de mais com quem te quer magoar e fazer sofrer.

- Bem, mas estamos à espera de quê? Vá Haruka, vai ligar para um médico da tua extensa lista.

Os três saem do quarto, Haruka caminha em direcção ao seu quarto para ir buscar a agenda para ligar para um médico. Inuyasha e Lady vão até ao quarto onde se encontrava Uli deitado na cama se contorcendo como se estivesse a ter um pesadelo.
Suh estava sentada numa pequena poltrona ao lado da cama a chorar, Likinhas limpava com um pano húmido o suor libertado por Uli.

- Suh, porque estás a chorar?

- A culpa é minha Lady, a culpa é minha! O Uli vai morrer por minha causa! Sou sempre a mesma coisa, mania que tenho de resolver as coisas de cabeça quente!

- Oh prima não fiques assim, a culpa não é tua. Ele bem que merecia, talvez exageraste um pouco na dose, neste caso na chama, mas tem calma que o Uli não vai morrer. A Haruka já foi ligar para o médico, tudo vai ficar bem vais ver.

- Espero bem que sim Lady, porque se formos a ver bem as coisas a culpa é toda tua.

- Minha Likinhas? Mas estás doida? Que culpa eu tenho?

- Que culpa tens? A tua obrigação como mulher casada era aceitar o teu marido.

- Aceitar o meu marido? Qual marido? Este baka que me deixou com dois filhos pequenos para eu criar sozinha enquanto gastava o nosso dinheiro com pindéricas?

- Já liguei ao médico, ele diz que em dez minutos está aqui.

Enquanto isso, Orphen continuava a procurar algo ou alguém em todos os cantos do quarto de SMoon, esta continuava deitada na cama a rir às gargalhadas.

- Sinceramente não sei onde está a piada.

- Ai Orphen, devias de ver a tua cara. Ahahahah *gargalhadas*

- Olha dá-me um espelho que eu vejo.

- Levanta-te, tens mesmo um ai em cima da cómoda. *riso*

- Estás a divertir-te com isto tudo.

- Podes crer que estou mesmo, só não sei é o que procuras, senão até te ajudava.

- Do que estou à procura? Do homem que tinhas aqui dentro. Quem é ele SMoon, diz-me quem é ele?

- Olha já experimentas-te ver debaixo da cama?

Orphen vai até junto de SMoon baixa-se, coloca-se de joelhos levanta a pequena beira da colcha cor-de-rosa e espreita para debaixo da cama, não encontrando nada nem ninguém. Levanta-se furioso, olha para SMoon e coloca-se em cima dela prendendo-lhe os pulsos com força junto à cabeça. Os seus olhares fixam-se um no outro, nem uma palavra foi proferida, ficaram assim por breves minutos até uma das pernas de SMoon começa a roçar no membro de Orphen, o que o deixa excitado. Orphen chega os seus lábios perto dos de SMoon, quando vai a beija-la um dos joelhos de SMoon bate-lhe com força no meio de suas pernas, um grito ecoou pela casa toda. Ele tomba sobre a cama, meio curvado, e com as mãos no sítio dorido. SMoon apressa-se a levantar e veste-se rapidamente, quando vai para abrir a porta, uma mão faz força sobre a porta para que esta não se abra. Orphen já se encontrava por detrás de SMoon colando o seu corpo no dela.

- Não devias ter feito isso. Agora vais aprender, vou te dar uma lição que nunca mais vais esquecer.

Orphen agarra SMoon pelos cabelos e cola os seus lábios ao dela, beijando-a violentamente. SMoon debatia-se dando muros no peito de Orphen.

- Pára, estás a magoar-me!

- É essa a intenção…!

[…]

A campainha da mansão toca duas vezes, Janete que se encontrava na cozinha vai a correr até à porta. Novamente a campainha toca.

- Já vai! Que impaciente!

Janete abre a porta e dá de caras, com um jovem alto e moreno, os seus cabelos eram curtos e pretos, os seus olhos eram de um verde de encantar.

- Olá! Em que posso ajudar?

- Eu sou o Dr. Tamashi Kawada, chamaram-me com urgência a mais ou menos dez minutos. Disseram-me que o caso era grave.

- Bem eu não sei de nada *confusa*

- Haruka!!

Haruka vinha a descer as escadas pois ouvira a campainha e deduzira que seria o médico, a rapariga abraça-o e dá-lhe um beijo na face.

- Olá! Tamashi sempre a horas. *riso*

- Então, não me chamaste com urgência? Aqui estou eu.

- Vem comigo, o paciente está lá em cima.

- Mas posso saber o que se está a passar?

- Oh! Janete nem reparei que estavas aqui. Foi a Suh que atacou o Uli e ele não está lá muito bem por isso chamei um médico.

- A Suh é sempre a mesma coisa, ela e a mania de assar pessoas. *riso*

- *Gota* Assar pessoas? Vocês têm dentro de casa uma maluca que quer assar pessoas?

- *Gargalhadas* Oh Tamashi não me digas que estás com medo? Eu depois explico, agora vamos antes que o paciente morra de tanto esperar.
#162
Haruka levou o Dr. Tamashi pelo braço, seguidos por Janete que continuava sem perceber muito bem o que se tinha passado. Quando os três chegaram ao quarto, Uli parecia estar cada vez pior, agora gritava de dor e contorcia-se ainda mais, as queimaduras no seu corpo estavam mais vermelhas e brilhantes. O Dr. Tamashi rodeou a cama até chegar à outra extremidade, onde pousou a sua mala ao lado do paciente e retirou dela o seu estetoscópio para o auscultar. Depois de o ter examinado, retirou o aparelho dos seus ouvidos e olhou com um ar sério para os presentes, antes de falar.

- O estado do Sr. Uli é bastante grave, se não o levarmos imediatamente para o hospital, ele poderá…

Suh soluçou ainda mais e mais alto, não suportava a ideia de que Uli morresse por sua causa.

- Então estão à espera de quê?? Telefonem já para uma ambulância, eu vou prepara-lo para quando eles chegarem! – gritou Lady sentindo-se desesperada.

O Dr. Tamashi pegou no seu telemóvel e ligou para o hospital pedindo uma ambulância com urgência, enquanto Lady e Haruka retiravam as roupas queimadas de Uli trocando-as por outras. Naquele instante, a mão de Uli agarra o braço de Lady com força, ela fica assustada mas nada faz. Os olhos de Uli se abrem com esforço e os seus lábios esboçam um pequeno sorriso, antes de voltar a desmaiar. A ambulância chega vinte minutos depois, os enfermeiros transportam uma maca até ao quarto onde se encontrava Uli e pousam o doente com cuidado sobre a mesma, levando-o novamente para o elevador e depois até à ambulância, com todos a seguirem-nos até à entrada da mesma. Após terem já partido rumo ao hospital o silêncio se instalou entre os presentes, Lady deixou-se enterrar no banco de jardim que estava ali perto e perdeu-se nos seus próprios pensamentos.

Durante toda aquela confusão, Orphen e SMoon continuavam no quarto alheios do que se havia passado. Orphen olhava para ela sem se mover, a rapariga se afastava dele virando-lhe costas à espera que ele voltasse a insistir em possuí-la, mas desta vez o tiro lhe saíra pela culatra. Orphen abriu a porta e bateu-a com força quando saiu, SMoon olhou para o sítio onde instantes antes ele se encontrava e deixou-se cair sobre a cama sentada, sabia que aquele jogo lhe ia custar bem caro.

Orphen estava a vaguear sobre o jardim sem notar a presença daquele tumulto em frente à casa, sobre Uli. Completamente furioso e a praguejar enquanto caminhava, não vira que alguém o seguia escondido por entre as árvores. Mais à frente estavam quatro assentos de pedra em volta de uma mesa igualmente do mesmo feitio, Orphen dirige-se para lá e senta-se num deles. Enterra a sua cara nos seus braços cruzados sobre a mesa sem dar conta que alguém se aproximava lentamente perto dele. Uma mão pousa no seu ombro fazendo-lhe dar um salto com o susto, vira-se lentamente para a pessoa que o tocara e fica surpreendido.

- Likinhas? Que fazes aqui?

- Vim dar uma volta, o Uli foi parar ao hospital devido a queimaduras graves no corpo. – responde Likinhas ao se sentar ao lado de Orphen.

- Queimaduras? A Suh anda a brincar aos cozinhados novamente, estou a ver.

- Ela é um perigo para esta família! Qualquer dia assa os seus parentes também, caso lhe irritem.

- *risos* Lembra-me para nunca me meter com ela. E porque vieste ter comigo?

- Não me pareces estar bem. Aconteceu alguma coisa entre ti e a SMoon?

- Sim… quer dizer, não… Deixa para lá…

Likinhas se aproxima mais ainda de Orphen, os seus corpos estavam já colados um no outro, Orphen tentava se afastar mas ela continuava a segui-lo, mais um passo e cairia no chão.

- Likinhas, eu…

- Podes contar comigo Orphen, eu sou boa conselheira. – retorquiu Likinhas com uma voz mais sedutora.

Orphen esqueceu-se que já se encontrava mesmo à beira do assento e ainda assim se tentou desviar de Likinhas, o que acabou por fazer com que os dois caíssem com ela por cima dele. Quando Orphen abriu os seus olhos, Likinhas o beijou perfurando a boca dele com a sua língua. As mãos dele ainda agarrou os dois braços de Likinhas para tentar afastá-la, mas não conseguiu, os seus membros estavam presos não conseguiam se mexer. Likinhas afasta os seus lábios dos dele e sorri, um sorriso escárnio, o seu olhar emitia um estranho brilho triunfante.

- Não consegues te mexer, pois não? Oh, pois é, nem falar também. *risos* Com tanto homem lindo e bom nesta família e eu não posso experimentar nenhum? Nah, nah, nah… chegou agora a minha vez…!

Likinhas volta a beijá-lo ao mesmo tempo que o vai despindo. Ela colocara antes uma barreira de invisibilidade, por isso se encontrava à vontade para fazer o que quisesse com Orphen. Os seus beijos eram cada vez mais intensos e molhados, iam do seu pescoço até ao seu peito, sempre a descer. Passava a sua língua numa forma sedutora pelo meio do peito dele, até mesmo nos seus mamilos, Orphen começava a ficar excitado e o seu membro já se fazia notar. Likinhas reparou nisso e sorriu novamente, beijou-lhe na boca e com a sua mão massajou-lhe o membro que estava cada vez mais duro.

- Penso que neste estado de excitação já te poderei libertar dessa magia. Prometes ser um bom menino?

Orphen piscou os seus olhos como sinal de aprovação e Likinhas murmurou umas poucas palavras incompreensíveis, fazendo com que Orphen já se conseguisse mexer. Orphen agarrou Likinhas com alguma brutalidade e a pousou de costas sobre a relva, rasgou as suas roupas e sugou os mamilos da mesma, apertava com tamanha avidez os seus seios e lambuzava-lhe o peito todo. Likinhas gemia de prazer, os seus olhos se fechavam para apreciar mais ainda aquele momento, o sorriso escárnio desenhado em seu rosto não desaparecia.

- Não sei.. ahhh.. como a S.. ahhh.. Moon consegue te desperdiçar… ahhh…

Orphen retirou-lhe as calças juntamente com as suas cuecas e, continuando sem lhe responder, lambeu o sexo dela com a mesma brutalidade de antes. Enfiou dois dedos dentro dela ao mesmo tempo que continuava a lambuza-la, as mãos de Likinhas estavam pousadas na cabeça de Orphen e, devido ao prazer, ela quase arrancava-lhe os cabelos ao puxar. Quando parou deixou-se ficar sentado a olhar para ela, Likinhas arfava mas não desistia. Gatinhou para ao pé dele e abriu o fecho das suas calças, retirou lentamente o membro de lá de dentro e brincou um pouco com ele em sua mão. Deu uma pequena gargalhada antes de o colocar inteiro na sua boca, fazendo movimentos lentos de cima a baixo. Orphen imitou o que Likinhas antes lhe fizera, colocou a sua mão sobre os seus cabelos e ajudou-a a sugar o seu membro com mais rapidez, tanta que a rapariga quase se engasgava. Likinhas largou-se de Orphen e tossia, limpou o líquido espesso branco que escorria pelo canto da sua boca e sorriu novamente. Orphen imitou-a, sorriu e ainda a puxou para si, sentou-a por cima do seu membro enfiando-o bem fundo, com as suas duas mãos apoiadas nas nádegas da rapariga, ajudou-a a movimentar-se sobre o membro dele. Ficaram assim por muito tempo, uma ou outra vez trocavam de posições que o faziam movimentar-se com mais força e fazê-la gemer mais alto, mas devido àquela barreira ninguém os ouviria como não os veriam. Ao chegarem ao clímax, devido à posição em que se encontravam no momento, ele cai sobre ela, ambos estafados. Devido à sua falta de força, a barreira se desfez aos poucos até desaparecer por completo. Janete e Miroku, que por ali passavam mesmo rente àqueles dois, ficaram paralisados a olhar para aquele par.

[…]

Neptuno procurava por Sesshoumaru por quase a casa inteira, quando foi a uma das janelas de um dos quartos que dava para as traseiras da casa, visualizou Sesshoumaru a entrar para a piscina. Apressou-se em sair dali e correr até ao elevador mais próximo, quando chegou ao último andar de baixo e saiu sorridente do elevador, o seu sorriso esmoreceu por completo ao reparar que alguém estava com Sesshoumaru dentro da piscina, e essa pessoa era…

- Icy, por favor, pára!! Não entendes que eu amo a Neptuno? Não insistas mais!

- Não vou desistir, Sesshoumaru, eu sinto que tu ainda gostas de mim!

- Então andas a sentir mal! Não me obrigues a ter de te bater..!

- Tu não serias capaz…

- Mas eu seria!

Neptuno tinha entrado dentro de água completamente vestida e se aproximado dos dois, levantou a sua mão onde tinha a caixa e bateu com toda a sua força na cara de Icy Angel, esta agarrou a sua face dorida de onde do canto do seu lábio inferior escorria um pequeno fio de sangue. Icy saiu da piscina completamente furiosa e desapareceu dali, deixando aqueles dois sozinhos.

- Os teus ciúmes são incríveis, qualquer dia ainda matas a tua prima sem hesitação.

- Não sou tão ciumenta a esse ponto…

- Estavas à minha procura, minha princesa?

- S-sim… *cora* Eu… tenho uma coisa para te dar…

- Eu por acaso também tenho…

Sesshoumaru sai de dentro de água estendendo depois a mão a Neptuno para ela fazer o mesmo. Ambos se sentam na espreguiçadeira mais próxima e ficam em silêncio, até que Neptuno o quebra.

- Eu sei que ao início não queria nada contigo, fui muito má para ti e não suportava as tuas investidas. Depois comecei a apaixonar-me a sério por ti e vi que já não havia volta a dar, de qualquer das formas eu tinha de te testar, ver se o que sentias por mim era realmente sincero como me fazias querer ver, por isso me fiz sempre de difícil. Agora sei que os teus sentimentos por mim são puros e sinceros e.. como eu confio plenamente em ti… - Neptuno abre a caixa deixando à mostra o seu pequeno conteúdo. - … confio-te este meu pendente que recebi quando nasci, aqui se concentra uma pequena parte da minha força, uma pequena parte da minha alma. Espero que cuides bem dela.

Sesshoumaru estava de boca aberta, esperava tudo menos aquelas palavras e gestos da sua namorada. Completamente sensibilizado por aquela acção, Sesshoumaru a abraça e a beija carinhosamente na testa passando de seguida para os seus lábios. Quando se desprende dela, levanta-se para ir buscar algo às suas roupas que estavam sobrepostas no chão. Revolve os bolsos até retirar de lá também uma pequena caixa. Volta a se sentar ao lado dela e coloca a caixa nas suas mãos, Neptuno abre-a e abafa um pequeno gemido de surpresa. Retira de lá de dentro um fio de ouro fino com uma pedra azul-marinha que brilhava intensamente.

- Esta pedra contém parte da minha força também, parece que tivemos ambos a mesma ideia. *riso* Queria te dar isto como prova do meu amor por ti e demonstrar-te que confio a minha vida nas tuas mãos, meu amor.

Neptuno pediu para que ele ajudasse a colocar o fio no seu pescoço e ele assim o fez, de seguida ela lhe coloca também o seu pendente no pescoço dele. Neptuno enrola-se ao pescoço de Sesshoumaru e o beija, um beijo intenso e apaixonado, as lágrimas de Neptuno escorriam pela sua cara e dois pingos caíram sobre os pendentes de ambos, uma intensa luz surgiu e os envolveu por completo, ambos caíram inanimados no chão.

~ Neptuno se encontrava num enorme castelo, este era mesmo à beira do mar e tinha uma pequena porta que dava acesso para o mesmo. Ela se encontrava à janela de seu quarto enquanto olhava para o horizonte com um ar perdido em seus pensamentos, no entanto parecia estar ansiosa por alguma coisa que a deixava feliz. Alguém bate na porta, vira-se rapidamente de costas para a janela e responde que pode entrar. Um homem alto, vestido com uma armadura dourada e roupas de seda azul-marinhas acaba de entrar, o seu cabelo era comprido e branco, as suas orelhas pontiagudas e na sua testa estava um quarto-crescente roxo estampado no meio. Os seus olhos eram amarelos e brilhantes, cheios de ternura e intensos. Neptuno correu ao seu encontro e abraçou-o.

- Vieste, meu amor!

- Não iria te deixar aqui sozinha, Princesa Neptuno. Mesmo que ninguém seja a favor do nosso amor, ninguém será capaz de nos separar. Toma, coloca isto no teu pescoço.

- Espera… Aqui tens o meu. Agora nada nem ninguém nos irá separar… General Sesshoumaru.

Dois pendentes foram trocados um pelo outro e, quando postos em seus pescoços, ambos se juntaram como um íman e se fundiram emitindo uma enorme luz envolvente. ~

Sesshoumaru foi o primeiro a abrir os olhos, automaticamente pegou em Neptuno e tentou acordá-la mas ela já abria os seus olhos lentamente e olhava agora para ele.

- O que aconteceu? Tive um sonho tão estranho…

- Eu também tive… A mesma luz que nos envolveu à pouco surgiu também no meu sonho antes de acordar.

- Aconteceu o mesmo comigo…

- Afinal vocês estão aqui! Estava à vossa procura por toda a casa e decidem vir dar um mergulho?

- O que aconteceu mana? Estás com uma cara tão assustada…

- O Uli, foi parar ao hospital com graves ferimentos provocados pela Suh, ela está em estado de choque.

- Aquele desgraçado está no hospital? Ah grande Suh!!

- Mana!!

- Que é que foi? Ele merecia, ora essa! Bicho casmurro não morre com facilidade, nunca ouviste dizer que vaso ruim não quebra? Só espero que este susto lhe faça esquecer a Lady e esta família.

- Pois…

[…]

Miroku estava a segurar em Janete que estava prestes a partir a cara tanto a Orphen como a Likinhas.

- Como pudeste, Orphen?? Primeiro traíste-me com a minha irmã, depois trais a minha irmã com a filha dela com uma grande lata a dizeres de boca cheia que amas a Lady, e agora trais a SMoon com essa pindérica??!!!

- Hei, eu não te insultei para me vires chamar de pindérica!

- Calma meninas, não é motivo para tanto alarido! Janete vamos embora daqui, o Orphen é que sabe da vida dele.

- Tu não defendas esse sem vergonha!! Mas queres o quê, ver quantas mulheres consegues levar para a cama??

- Janete, não distorças as coisas! Estás a atacar-me sem razão!

- Sem razão?? Sem razão???

- Janete..! Hmmmm….

Miroku a vira para si e dá-lhe um beijo para a poder tanto calar como a acalmar. Aproveitando a deixa, Orphen e Likinhas saem dali. Mais a frente, Likinhas pára em frente a Orphen e com o seu sorriso de sempre, lhe diz:

- Adorei… espero repetir. Não sei como a SMoon consegue te dar com os pés. *riso* Bye bye!

Orphen encosta-se ao tronco de uma árvore e pensa se o que fez foi o mais correcto. Sabia como era Janete e que ela não iria perder a oportunidade para contar a SMoon o que vira, os seus dias estariam contados quando ela soubesse. Ao olhar para o lado, viu um estranho homem alto de cabelos curtos e rebeldes castanho-avermelhados e olhos de um verde intenso, que estava meio escondido por entre as sebes altas. Curioso, Orphen decide ir ver o que aquele homem estava a fazer, assim que se aproximou de uma das sebes viu que o homem ostentava umas enormes asas brancas nas suas costas e brilhantes como as de um anjo, uma luz o rodeava, aquela energia era calma e pura mas o poder que surgia dele era tão grande que poderia se confundir com assustador.

Lady, que estava agora com Haruka, Neptuno e Sesshoumaru na piscina, sentiu um aperto enorme no seu peito que a fez quase se desequilibrar.

- Lady! Estás bem?!

- S-sim…

- Porque estás agarrada ao teu peito, o que se passa?

- Um força.. eu sinto uma enorme força nesta casa… Ela é tão forte que o meu peito parece que vai explodir…

- Co-como assim prima??

- É pura demais, parece…

- Quem te manda ser tarada demais?

- Neptuno! Não é hora para…

- Deixem estar… já me sinto melhor…

Lady não parava de pensar no que acontecera à poucos instantes atrás. Que força tão poderosa era aquela? De onde ela provinha?
#163
Capitulo 29

Uma mão pousa no ombro de Orphen, fazendo com que este se assuste.

- Mas tu estás doida SMoon? Queres me matar de susto?

- Bem, mas que mau humor. Quem estás a espiar, para ficares assim tão assustado?

- É o… tem umas… Ninguém, não estou a espiar ninguém, é isso.

- Mentes muito mal, Orphen.

SMoon empurra Orphen para o lado para ver quem era a pessoa que ele espiava, mas não vê ninguém. Desconfiada, vira as costas a Orphen e caminha até à piscina onde se encontrava a sua mãe e as suas primas. Estas encontravam-se deitadas nas espreguiçadeiras a apanhar os raios de sol escaldantes do início da tarde. SMoon chega à borda da piscina e coloca a ponta do pé dentro de água para ver se ela estava boa para um mergulho, em seguida tira a sua roupa, ficando de biquíni e, sem mais demoras, se atira para dentro de água, nadando de uma ponta à outra.

- SMOON, SUA PESTE, ENCHARCASTE-ME TODA!!

- Calma mana, foi só uns salpicos, além disso até soube bem com o calor que está hoje.

- Salpicos? Quase que me afogava!

- *Gota/uníssono* Neptuno…

- Filhota, tens andado meia desaparecida! *grita*

SMoon sai da piscina e caminha até junto das raparigas.

- Sim, temos andado desencontradas, mamã. *riso*

- Mas já sabes o que aconteceu com o teu pai?

- Que fez esse baka desta vez?

- Por incrível que pareça nada, foi a Suh que o atacou, queimando-lhe o braço esquerdo. Agora está no hospital.

- Oh a Suh desiludiu-me, porque não o matou logo?

- SMoon, não digas isso, ele é teu pai.

- Olha que rico pai que me arranjaste.

- Bem, mas não vamos falar mais em coisas tristes, vamos comer um gelado?

- Sim Haruka, vamos.

As três raparigas vestem os seus vestidos, para irem à geladaria que ficava do outro lado da rua. Ao caminharem pelo jardim, vêem Janete e Miroku a beijarem-se, as meninas escondem-se rapidamente antes que eles se apercebessem das suas presenças, mas a árvore era pequena de mais para as quatro, então dividiram-se. SMoon e Lady ficaram atrás de uma, Haruka e Neptuno atrás de outra, e um sorriso pairava na cara das quatro. Será que finalmente aqueles dois se entenderiam? Seria desta que Miroku ia entender que Janete gostava dele? Janete sente algo, e afasta Miroku.

- Que se passa, Janete?

- Estamos a ser vigiados.

- Como sabes? – olha para todos os lados - Eu não vejo ninguém, é impressão tua.

Miroku volta a beijar Janete. As quatro raparigas começam a sair de trás das árvores, devagarinho, para que as desconfianças de Janete não tivessem fundamento.

- Eu vi logo, só podiam ser as coscuvilheiras de serviço.

- Mana! Coscuvilheiras? Porquê? Nós chegamos agora mesmo, íamos à geladaria e, como tínhamos que passar por aqui, não queríamos incomodar, por isso íamos devagarinho.

- Pois, pois, tirando a parte que eu te posso ler os pensamentos, mana. *língua de fora*

- Bem, estamos de saída, fiquem à vontade e façam de conta que não aparecemos aqui.

- Não, SMoon, preciso de falar contigo.

- Não precisas nada Janete, deixa elas irem à vida delas.

- Não Miroku, não vou esconder isto da minha sobrinha.

- Bem, mas de que estás a falar titia? Que assunto sério é esse?

- Bem… Eu e o Miroku… Nós…

- Ai mana, diz logo de uma vez, até nós estamos curiosas.

- Bem, eu e o Miroku… apanhamos o Orphen e a Likinhas nus aqui no jardim…

- *furiosa* Não digas mais nada…

SMoon sai a correr, Lady corre atrás de SMoon, sendo seguidas por Haruka e Neptuno.

- SMoon espera, filha… Tem calma.

- Espera Lady, não vale a pena, deixa a ir, ela precisa de estar sozinha.

- Mas Neptuno…

- Deixa-a prima, vem comigo e com a Haruka à geladaria, vais ver que quando voltarmos a SMoon já estará melhor.

- Não sei não…

Neptuno e Haruka agarram em Lady, uma de cada lado, e a arrastam até à geladaria. Janete e Miroku continuavam no mesmo lugar, agora sentados no pequeno banco de cimento.

- Tu não sabes estar calada? E agora? A SMoon nunca o vai perdoar!

- Mas tu ainda estás do lado dele? Afinal, porque defendes tanto o Orphen?

- Eu defendo porque… porque… porque eu o compreendo coitado, a SMoon só o faz sofrer, ele não é de ferro, eu também não resistiria se a Likinhas se atirasse a mim.

- *Grito* O quê?! Não resistirias? Olha é muito bom saber isso, Sr. Miroku! Mas já que estamos no “momento da verdade”, diz me lá o que estavas a fazer, debaixo da varanda da SMoon, NÚ???

- Ahn… Bem… Hmm…

Miroku torna a beijar Janete. Esta afasta-o e dá-lhe um estalo, levantando-se em seguida furiosa. Ela decide ir ter com Suh, que se encontrava na cozinha a fazer um bolo, Suh queria fazer uma surpresa a Kenshin, mas a surpresa não estava a correr lá muito bem.

- Bem, mas que é isto? Suh, onde estás?

A cozinha encontrava-se num caos. Havia farinha e ovos partidos por todo o chão, a mesa que estava ao centro da cozinha encontrava-se toda lambuzada de caramelo e chocolate misturado com natas, bacias e tachos encontravam-se empilhados sobre a bancada, do forno saía um fumo negro.

- Janete, decididamente, cozinhar não é para mim, só sei assar pessoas. *lágrimas*

- Oh Suh, tem calma, precisas de tempo para aprender. Vá, vamos arrumar esta confusão. E depois juntas faremos um bolo.

- A sério, Janete? Obrigado!

As duas raparigas, uma em cada ponta da cozinha, começam a arrumar aquela trapalhada toda. Passados quinze minutos, a cozinha esta como nova, agora estariam prontas para fazer o tão desejado bolo para o Kenshin. Enquanto as duas raparigas se entretinham, Likinhas desce as escadas devagar perdida nos seus pensamentos, até que SMoon entra na mansão, os olhares das duas raparigas se cruzam e os olhos de SMoon reflectiam um ódio enorme por Likinhas.

- Então SMoon, como estás? Passa-se alguma coisa? Pareces estranha.

- Mas tu tens cá uma grande lata, sua vadia!

- Hei, calma aí! Eu não te fiz nada para me insultares dessa maneira!

- Ah, então fazer sexo com o meu namorado, é não fazer nada! Sua pindérica!

Orphen, Sesshoumaru, Kouga e Miroku, que saíam da pequena sala ao lado da escadaria, deparam-se com aquela discussão. Uma luz branca já rodeava o corpo de SMoon.

- Orphen, ainda bem que apareceste! Vê lá se acalmas a SMoon, porque ela endoideceu de vez.

- Eu digo-te o endoideceu!

SMoon levanta o seu dedo indicador em direcção a Likinhas.

- Raio Lu…

Sesshoumaru coloca-se à frente do dedo de SMoon.

- Pára SMoon, tens que te acalmar, não faças nada que te possas vir arrepender no futuro.

- Acalmar Sesshoumaru, acalmar?? Essa pindérica meteu-se com o meu namorado!

- O quê? Orphen como foste capaz?

- Eu… eu… Sesshoumaru tu sabes tão bem como eu, que nós homens, não somos de ferro.

- Isso é tudo desculpas, Orphen, sinceramente acho que a SMoon tem toda a razão, mas não é matando que se resolve os problemas.

Lady, Haruka e Neptuno chegam, encarando o que se estava a passar.

- Mas que se passa aqui?

- É a tua filha, Lady, quer-me matar. – responde Likinhas.

- Olha se ela não te matar, mato-te eu!

- *Uníssono* E se elas não te matarem, nós o faremos!

- Mas que é isto, uma conspiração contra mim? Até vocês Haruka e Neptuno!

- Oh Likinhas, não te faças de santa, porque isso tu não és.

- Mas eu não fiz nada!

- Não vale a pena mentires mais. Sim, eu e a Likinhas fizemos sexo. Mas o que é que querias? Só me sabes dar com os pés!

SMoon desmaia e é amparada por Sesshoumaru, que pega nela ao colo e a leva para o quarto, sendo seguido por Lady, Haruka e Neptuno. Ao entrarem no quarto, Sesshoumaru coloca SMoon sobre a cama.

- Lady, posso falar contigo?

- Mas que queres agora, Orphen?

- É um assunto sério.

- Mais sério que a minha filha é impossível.

- Por favor, Lady, vens comigo?

Lady anuiu e segue Orphen até ao seu quarto. Entram, Orphen fecha a porta.

- Podes te sentar Lady.

- Prefiro que sejas rápido e directo, se não te importas.

- Eu vi uma coisa no jardim, e preciso de contar a alguém.

- Porquê a mim?

- Porque confio em ti.

- Então conta, mas sê breve, porque não pretendo ficar muito tempo aqui fechada contigo.

- Tu não sentiste uma enorme força, à uns instantes atrás? – pergunta Orphen, ignorando a sua fala.

- Sim, senti. Ela era tão pura que quase me esmagava o coração. Achei estranho todo aquele poder, é como se fosse o oposto do poder da Akuno. Mas porque perguntas, também sentiste?

- Não só senti, como também vi de onde proveio essa força.

- Como assim? Explica-te melhor!

- Eu, quando estava no jardim, vi uma luz estranha vinda por entre as sebes e fui averiguar. Assim que me aproximei, vi umas enormes asas brancas e brilhantes, quando ele se virou vi perfeitamente o seu rosto. Trava-se do…

- Do..? Desembucha, homem!

- Do Tooya.

- O.. Tooya?? Ele é a fonte daquele enorme poder?

- Sim. Não achas estranho, não só ele ter esse poder, como também ter asas iguais às de um Anjo?

- Sim, acho… mas… Eu vou falar com ele.

Lady levanta-se de repente para se dirigir até à porta, mas Orphen agarra-lhe no pulso, estancando-a.

- Não lhe digas que o vi.

- Não te preocupes, eu não direi. Mas se ele veio parar aqui, é por alguma razão.

Lady sai do quarto, deixando Orphen pensativo. Quem é, afinal, Tooya?

Neptuno tinha saído do quarto de SMoon e ido até ao jardim, precisava de falar com a sua amiga de infância, o seu comportamento ultimamente a estava a deixar deveras preocupada. Assim que chega a um dos muros de bambu que divide aquele jardim, dá de caras com Tooya, que estava sem camisa.


3º Capítulo já disponivel online - Coincidências do Destino
#164
- O que fazes aqui, despido?

- Vim… recarregar baterias.

- Hein? Ao falares assim até parece que és um robô.

- *risos* És muito engraçada. E muito parecida com a Haruka, embora de feitios diferentes. Mas ambas nutrem um sentimento muito forte uma pela outra, o vosso laço de irmandade nunca será quebrado, quando uma está mal, a outra imediatamente sentirá a dor da outra, o mesmo acontece quando estão as duas bem.

- Não percebo nada do que estás para aí a falar.

- *risos* Esquece, estou apenas a divagar.

Tooya se aproxima mais de Neptuno, a sua mão eleva-se até ao rosto desta, acariciando-lhe. Ela tenta se afastar, mas subitamente Tooya a envolve nos seus braços e a beija carinhosamente nos lábios. Neptuno não sabe como reagir, aqueles braços eram fortes de mais para conseguir se desprender deles, e aquele beijo a estava a deixar como que bêbada, aos poucos ia perdendo o controle dos seus sentidos até desmaiar. Tooya a leva ao colo para outra extremidade do jardim, onde a pousa suavemente sobre uma mesa de cimento. Estica as suas mãos com as palmas viradas para o corpo inanimado de Neptuno, e delas surgem uma luz brilhante que envolvem a rapariga, fazendo com que ela se eleve no ar a poucos centímetros do tampo da mesa. Quando a pousa novamente, a luz cessa e os olhos de Neptuno se abrem lentamente. Ao recuperar os sentidos e a consciência, Neptuno salta de cima da mesa e dá um estalo a Tooya, com uma expressão imensamente irritada.

- Tu és igual aos outros! És um pervertido! Ninguém te deu o direito de me beijares! Idiota!!

Neptuno, antes de sair daquele sítio a correr até à mansão, dá novamente um estalo a Tooya, que ainda esfregava a sua face, pois aquele último estalo foi dado com muita força. Neptuno entra a correr pela porta adentro e sobe as escadas, com uma rapidez tal que nem dera conta da pessoa que ia a descer as mesmas. Sesshoumaru olhava agora para o sítio onde a sua namorada já desaparecera e fica intrigado. O que a fez ficar daquele jeito? Ao entrar no seu quarto, Neptuno vê a sua irmã sentada sobre a cama e vai ter com ela, sentando-se ao seu lado com a respiração ainda ofegante.

- Que se passa, mana? Parece que viste um fantasma!

- Não! Vi antes um tarado!

- Hum? Não te estou a perceber.

- O Tooya… esse gajo… é um pervertido! Tu tem cuidado com ele, mana!

- Rebobina lá essa história, que acho que não a apanhei bem.

- O teu queridinho que desceu do Céu, esse teu novo anjinho da guarda, agarrou-me lá no jardim e beijou-me na boca! Afinal não é tão anjo assim!

- O quê? Isso é mesmo verdade? Ou estás a dizer isso só porque não vais muito à bola com ele?

- Já não acreditas em mim, é? Claro que te estou a dizer a verdade! Agora é que não vou mesmo à bola com ele! Na volta, ele é um aliado daquela Akuno asquerosa!

- Calma aí! O meu Tooya não é mau! Eu sinto isso quando olho para aqueles olhos verdes, tão profundos…

- Por isso mesmo! Ele pode usar esse olhar profundo para nos hipnotizar a todas e fazer de nós umas marionetas da Akuno, novamente!

- Não, mana, eu não acredito em ti! Ele é boa pessoa, eu sinto isso!

- Muito bem, se preferes acreditar nesse gajo que só conheces à uns dias, do que acreditares na tua própria irmã que conheces à 16 anos, tudo bem.

Neptuno levantasse de rompante e sai do quarto, batendo a porta com tamanha brusquidão que os quadros da parede, onde se situa a porta, abanaram. Haruka fica pensativa, será que a sua irmã tinha razão? E aquele poder que a Lady tinha sentido, de onde vinha?

Lady avista Tooya pela janela do hall de entrada e sai, também, até ao jardim. Tooya ia para entrar na mansão quando se depara com Lady mesmo à sua frente, com um ar sério.

- Precisamos de falar, Tooya. Vais ter de me explicar muita coisa.

- Ainda é cedo para revelar o quer que seja, Lady. Não posso contar nada, desculpa.

- Então sai desta casa.

- É mesmo isso que queres? Ficar indefesa contra os ataques e o poder daquela mulher?

- Como tu sabes da Akuno?

Tooya não lhe respondeu e passou ao lado de Lady, entrando dentro da mansão. Lady vira-se para trás e o vê apenas a subir as escadas, despreocupado. Reparou que aquele homem é um completo enigma, porque razão ele foi para àquela casa e como sabe do que se tem passado naquela família? Teria de investigar a fundo.

SMoon começava a despertar, Janete estava ao seu lado agarrando-lhe a mão. Orphen também estava do outro lado da cama, sentado, e a acariciar a face de SMoon. Esta levanta-se ficando sentada e bate na mão de Orphen, com o intuito de a afastar.

- Não penses que me esqueci do que fizeste, seu porco!

- Podes me chamar do que quiseres, eu sei que mereço. Perdoa-me SMoon, não voltará a acontecer.

- Quantas vezes já me disseste isso, voltando sempre a ir para a cama com outra?? Se me amasses de verdade tu…

- Eu o quê?

- Esquece! Sai do meu quarto, não quero mais olhar para a tua cara!

- Muito bem, quando estiveres mais calma eu volto. Eu não vou desistir de ti, SMoon, agora não irei mesmo desistir de ti.

Orphen sai do quarto, deixando apenas Janete com SMoon. A tia desta se preparava para sair também do quarto, quando SMoon lhe pede para a abraçar, estava desfeita em lágrimas, toda aquela raiva que sentira antes estava a se esvair juntamente com cada lágrima que caía daquele rosto. Janete afagava-lhe o cabelo e murmurava-lhe palavras de carinho.

[…]

No hospital, Uli encontrava-se desperto e a olhar para a janela aberta do seu lado esquerdo. O dia estava lindo, uma brisa fresca arejava aquele quarto apagando por completo aquele cheiro típico de hospital. A porta se abre, pensando ser mais uma enfermeira trazendo um novo remédio para tomar, não se mexe, não queria nada a perturbar o seu pensamento que continuava preso em arranjar uma ideia de conseguir ter a sua mulher de volta. Uma mão pousa sobre a sua, era quente e delicada. Não podia ser da enfermeira, ela nunca faria isso com ele. Seria a… Lady? Devagar, virou a sua cara para onde estava a tal pessoa que o foi visitar e deparou-se com Likinhas, a única que o defendera.

- Como estás, Uli-kun?

- Um pouco melhor. Que fazes aqui?

- Vim te visitar. Não posso? Fiquei preocupada com o teu estado.

- Não compreendo porque me defendes e te preocupas comigo.

- Eu também não. *senta-se numa cadeira* Na verdade, eu não concordo com nada do que disse antes. Tu não tens razão nenhuma em quereres ter a Lady de volta. É verdade que eu pouco conheço ela e a vossa história, mas, embora eu concorde com o ódio que elas sentem por ti, eu…

- Se concordas, porque te puseste contra elas?

- Porque tu eras o único aliado que tinha para pôr o meu plano em prática.

Uli virou novamente a cara para a janela, sem lhe responder.

- Eu também já desisti do plano. A festa de aniversário para o meu primo não iria dar em nada mesmo, se calhar só iria causar mais confusão entre o Inuyasha, o meu primo e tu. Uli..?

- O que foi…

- Eu sei que lá no fundo não és má pessoa. Deixa a Lady em paz, deixa aquela família em paz. Vive a tua vida, torna-te num homem melhor… Se precisares de uma amiga eu… estarei aqui…

Likinhas arruma a cadeira no mesmo sítio de onde a tirou e, antes de sair, dá um beijo no canto do lábio de Uli. Ele olhava agora para a porta fechada, aquela foi a única pessoa que o tratou bem, a única com quem ele poderia contar.

[…]

Tooya e Neptuno se cruzam novamente, mas desta vez no corredor dos quartos. Ela tenta desviar o caminho, mas Tooya foi mais rápido. Abraçou-a novamente e sorriu, já Neptuno se esbracejava e gritava para que ele a largasse. Sesshoumaru aparece de repente e separa-os.

- O que foi isto? Que queres da minha namorada?

- Nada. Confundia-a com a Haruka.

- Não sejas mentiroso!

- Que gritaria é esta, mana? Tooya!

- Posso entrar? Quero falar contigo.

- Claro Tooya, entra.

Antes que Neptuno abrisse novamente a boca, Haruka já fechara a porta depois de Tooya entrar. Neptuno estava aborrecida e contou ao seu namorado o que Tooya lhe fizera no jardim, Sesshoumaru fica desconfiado e, ao mesmo tempo, ciumento.

Tooya pede a Haruka para se deitar, ela estranha tal pedido, mas consente e faz o que lhe pede. Ele debruça-se sobre ela e a beija, da mesma forma que beijara Neptuno, os sentidos de Haruka começam a perder o controle até desmaiar. Novamente, como fizera com Neptuno, Tooya envolve Haruka sobre uma estranha luz brilhante que cessa poucos segundos depois. Ele deita-se ao lado dela e espera que ela recupere a consciência. A sua mão, entretanto, vai acariciando-lhe o rosto ao de leve, passando para o pescoço até chegar ao seio dela. Baixinho, ele diz, “Posso ser um Anjo, mas também tenho desejos”. Despe-a devagar sem nunca deixar de acariciar cada centímetro da sua pele macia.

Um grito se ouve vindo do jardim, Tooya senta-se na cama, sentiu aquele poder negro novamente, agora mais intenso. Sai do quarto a correr, deixando Haruka semi-despida, e sai para o jardim. O cenário que encontrava era sangrento, desta vez Akuno tinha ido longe demais. Algumas crianças estavam mortas e dois adultos gravemente feridos. O mar de sangue que ali estava quase chegava aos degraus da porta principal da mansão. Perto daqueles corpos, estava uma mulher esguia, com a pele tão branca que mais parecia estar morta, os seus olhos eram negros e carregados de ódio, o cabelo enorme e também ele negro, esvoaçava como o seu vestido comprido de seda azul-escuro apertado e com um enorme decote. Não lhe restava dúvidas, era ela, Akuno, a sua mais temível oponente. Atrás de Tooya, surgiram Lady, Inuyasha, SMoon, Orphen, Neptuno, Sesshoumaru, Suh e Kenshin.

- *gargalhadas sinistras* Será apenas uma questão de tempo até acabar com vocês todos!

Lady dá um encontrão a Tooya para este se desviar, e atira com um raio contra Akuno. Antes de desaparecer, o seu vestido é cortado mas o seu corpo não fica com um único arranhão.

- Raios! Não consegui acertá-la!

- Ainda não é a altura.

- Ainda não é a altura de quê? Pára com esses enigmas e diz-me já quem e o que é que tu és!

Tooya olhava para ela fixamente, a expressão na cara de Lady ia se modificando aos poucos e as pálpebras começavam a pesar. Inuyasha não gostou do que estava a ver e brandiu a sua espada até ao pescoço de Tooya. Este parou e Lady voltou ao normal. Afastou com a sua mão a lâmina fria daquela espada e voltou a subir as escadas.

- E agora? O que vamos fazer? As crianças… elas…

- Calma Suh, eu tenho a solução.

Sesshoumaru saiu para o exterior, aproximando-se dos corpos sem vida que estavam sobre a relva. Com o golpe da sua Tensseiga, voltou a reviver aquelas pessoas, como já tinha feito com Lady. Orphen curou os seus ferimentos com o seu poder.

- Ela está a tornar-se perigosa. Agora mata sem hesitação! Começo a ter medo.

- Não tenhas, princesa, eu estarei sempre ao teu lado para te proteger.

- Ao menos temos a tua espada, Sesshoumaru. Isso já nos da uns bons pontos de avanço sobre aquela assassina.

Likinhas acabava de voltar para a mansão. Olhou, em primeiro lugar, para aquela enorme poça de sangue e para as pessoas que começavam a se levantar que estavam sobre o mesmo, depois olhou para o olhar furioso de SMoon e decidiu não perguntar nada e continuar o seu caminho.


- Likinhas? Onde foste?

- Eu? Fui… tratar de um assunto importante… Agora não posso falar. Vou buscar o meu primo para voltarmos para casa.

Likinhas continuou o seu caminho sem mais olhar para o que se passava atrás de si. Era como se não tivesse qualquer tipo de compaixão para com o que estava a acontecer. Não teria ela… sentimentos?


3º Capítulo já disponivel online - Coincidências do Destino
#165
OMG...
k capitulos...
é so traiçoes nakela casa...
e tipo...
a Smoon esta a fazer akela fita toda...mas ela tinha acabado d trair o orphen c o miroku!!! e ela nem foi obrigada inicialmente, komo ele...
mas pronto...
hiii o tooya é um anjo...k nito...
lool
cada vez a fic esta melhor...estou mesmo a gostar d ler...
continuem assim...
_______
sonhar nao mata...mas magoa...e por vezes ainda mais do que qualquer ferida fisica...
#166
hummm...dois capitulos de uma só vez...amei!!! Very Happy

ai o que eu me parto a rir com a preversidade daquela familia...aquilo ja ultrapassa em tudo a troca de casais....LOL... aquilo é em qualquer lado e com qualquer um!!!

bem...definitivamente eu quero a suh longe da minha cozinha....so entra na cozinha depois de aprender a cozinhar....hehehehehe

muito bons os capitulos como sempre!!! continuem!!!


anda ai um bando de taradas a usar o meu nome...e não paga direito de autor...ai ai...vou rogar-vos uma praga!! muhahahahaha

cliquem nos dragões!!!

http://AsMalasDaBi.hi5.com
#168
E assim concluímos os capítulos que já temos feitos Smile agora terão de aguardar mais tempo por mais capítulos Matreiro obrigada a todas que acompanham esta fic e pelos bons e divertidos comentários que tenho lido Very Happy muito obrigada a todas!

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Capítulo 30

Tooya tinha regressado para o quarto de Haruka, que ainda se encontrava inconsciente. Preocupado, ele pousa a sua mão esquerda sobre os olhos da rapariga de onde emite uma pequena luz verde fluorescente. Haruka começa a despertar, e meio atordoada olha em sua volta como se não soubesse onde estava. O seu olhar prende-se com o de Tooya, os olhos dele estavam com uma expressão de extrema ternura, e a sua boca se aproximava lentamente da dela, beijando-a depois. As suas bocas continuavam coladas uma na outra, enquanto Tooya a deitava novamente e ia para cima dela encaixando-se por entre as suas pernas, com a mão direita ia acariciando o ventre de Haruka por debaixo do seu top, sempre subindo até chegar ao pescoço dela e recuar novamente até ao seio, apertando-o levemente. Tooya parou o beijo para despir Haruka, retirou-lhe o top com delicadeza e de seguida o soutien, sorriu uns segundos antes de lambuzar o mamilo da rapariga. Haruka estava a sentir-se quente, não conseguia conter os gemidos de prazer ao sentir a língua molhada de Tooya nos seus mamilos e os dedos dele a penetrarem-lhe e acariciarem o seu sexo. Com mais fervor, a língua de Tooya percorria o abdómen de Haruka, deixando um carreiro de saliva por onde passava, retirou-lhes as calças desabotoadas e as suas cuecas, deixando-a assim completamente nua. Haruka virou a sua cara para o lado, vermelha.

- Estás com vergonha de mim, por ver o teu lindo corpo despido? – pergunta Tooya, com uma certa ironia e um sorriso.

- Na-não é nada disso… eu… eu nem sei porque me sinto assim contigo… - respondeu Haruka, sem conseguir encará-lo nos olhos.

Tooya sorriu mais intensamente e despiu-se de seguida, muito rapidamente. Abriu ligeiramente as pernas de Haruka e enterrou a sua língua dentro do sexo dela. Os olhos de Haruka esbugalharam-se, não de espanto, mas do imenso prazer que ele lhe fazia sentir. Nunca sentira tanto prazer e amor com outro homem como o que ela sentia com ele. Os gemidos se intensificavam mais e o prazer era demasiado para aguentar. Ao deixá-la naquele estado máximo de desejo e loucura, Tooya encaixa-se novamente entre as pernas dela e a penetra bem fundo, antes de continuar a penetrá-la, ele deita-se sobre o corpo dela e acaricia-lhe a cabeça. Beijou-a novamente, um beijo apaixonado, suave e quente, um beijo que deixara Haruka novamente corada. Devagar, Tooya começou a se mover para frente e para trás.

“O que é isto que estou a sentir? Este poder, esta vibração dentro de mim, este calor. De onde vem este poder tão puro, tão caloroso… Tooya… será que aquele poder de antes…”

- … eras tu?

- Disseste alguma coisa? – pergunta, surpreendido, Tooya com a sua voz suave e quente.

- Não.. continua, não pares. Está tão bom…

Tooya voltou a beijá-la e continuou. Quando os dois chegaram ao clímax, algumas das penas das asas de Tooya começavam a surgir nas suas costas. Haruka, que estava a acariciá-lo lá, sentiu-as e assustou-se, dando um grito.

- O que foi?!

- T.. tu… o que é… o que é isto nas tuas costas??

Tooya saiu de cima de Haruka e olhou para um espelho que estava por cima de uma das cómodas. Com um olhar sério, voltou a dirigir-se para Haruka.

- Eu conto-te tudo, se me prometeres que não contas a ninguém o que te disser. Prometes?

Haruka ainda estava em choque, baixou a mão que estava em frente da sua boca e falou.

- S.. sim, eu prometo.

Tooya sentou-se ao lado dela e olhou para o tecto, como haveria de começar?

- Eu não caí daquele helicóptero por acidente. Eu tenho vindo a vigiar esta família durante muito tempo, e estive sempre a aguardar por um momento como aquele para surgir.

- De onde vens tu? – pergunta Haruka com uma voz sumida.

- Eu já chego a essa parte. – Tooya olha carinhosamente para ela e a beija ao de leve nos seus lábios, retomando de seguida à sua história. – Soube que um demónio conseguiu passar pelas portas do Inferno e veio parar aqui. O meu dever é capturar e matar esse demónio. Eu sou um dos guardas do Céu, sou um dos Anjos que protege o Paraíso contra os demónios do Inferno.

- Que rico Anjo me saíste tu…

- *riso* Porque estás a dizer isso? Embora tenha uma ligeira ideia…

- Sim, é por isso mesmo que estás a pensar…

- Eu apaixonei-me por ti, Haruka. – Tooya acaricia a face de Haruka e a olha fixamente, com a mesma ternura em seu olhar. – Eu estive sempre à espera duma oportunidade em que estivesses sozinha para eu surgir à tua frente…

- Em cima de mim, queres tu dizer…

- *riso* Teve de ser. Eu tenho te vindo a observar desde que soube que esse demónio está dentro de um membro desta família.

- Tens.. vindo a observar-me? Meu Deus!! O que pensarás tu de mim!! *assustada*

- *gargalhadas* Não tens que te preocupar com isso, está na tua natureza seres assim mesmo. Apaixonei-me pelo teu jeito único de ser. Podes pensar que és uma pecadora, embora aos olhos de muito até o sejas, mas não estás a fazer propriamente nada de mal, apenas a satisfazer um desejo teu.

- Só dizes isso porque estás apaixonado por mim… não estás tu também a cometer um pecado?

Tooya olhou para um ponto qualquer da parede e ficou uns segundos em silêncio, até lhe responder.

- Sim, estou. Mas este é o meu Destino. Quando acabar a minha missão, eu…

Tooya hesitou continuar quando olhou para os olhos de Haruka, que estavam inundados de lágrimas.

- Eu não quero que percas os teus poderes por minha causa, eu não quero ser a ruína da tua vida!

- Haruka… - segura a cara dela por entre as suas mãos. – tu apenas és a causa da minha felicidade, de ter descoberto o que é o Amor, de descobrir os prazeres da vida. Eu quero ser um humano, quero estar contigo.. para sempre!

Haruka abriu a boca de espanto e as lágrimas cessaram, Tooya sorri e a beija. Os dois se abraçam e voltam a se entregar um ao outro, formando-se um só.

[…]

SMoon estava no seu quarto, em frente à sua enorme janela, com o olhar perdido. Na sua cabeça não paravam de ecoar as palavras ditas por Orphen ao confirmar que tinha feito sexo com Likinhas. Mais calma, decidiu que o melhor seria ceder, pois se continuasse a dar-lhe para trás, o iria perder por completo. Deu duas pequenas chapadas em ambas as faces e sorriu. Dirigiu-se até à porta com o intuito de procurar Orphen, precisava de lhe dizer o quanto o ama e o quer a seu lado. Quando ia a abrir a sua porta, vê Orphen do outro lado a sair também do seu quarto. Com um sorriso de orelha a orelha, ela sai para ir ter com ele, mas pára a meio quando vê Likinhas a sair também do quarto dele e a abraçá-lo de seguida, o seu sorriso desaparece por completo e uma raiva apodera-se dela. Eleva o seu dedo indicador direito e atira com um raio a um milímetro da cabeça de Likinhas, cortando-lhe alguns dos seus cabelos.

- SMoon! Estás doida?! Queres matá-la?!

- É mesmo isso que me apetece fazer neste momento! Matar-vos aos dois!!

Vários raios eram disparados do seu dedo para os pés de Likinhas e Orphen, o que os fazia saltar como se estivessem a dançar sapateado.

- Filha! Pára! Ainda vais destruir a casa toda!

Lady agarra nos braços de SMoon, mas esta desprende-se e corre dali para fora, a chorar compulsivamente. Orphen suspirava de alívio, mas quando viu o olhar furioso de Lady, engoliu em seco. Likinhas foi mais rápida a fugir dali, antes que sobrasse para ela, e Orphen tentou fazer o mesmo, mas Lady estalou os dedos e várias cordas surgiram à volta do corpo dele, amarrando-o.

- Estás doida??

- Estou… estou doidinha por te torturar!!

- Se for para me torturares com o teu corpo, eu…

- Podes parar por aí, Orphen. Escusas de me falar nesse tom sedutor, porque eu já não quero mais nada contigo. A tortura.. vai ser outra. *pisca o olho*

Lady pega numa ponta solta da corda e arrasta consigo Orphen pelo chão. Ao chegarem ao cimo da escadaria, Lady sorri maliciosamente para Orphen, este implora-lhe para que não faça isso. A rapariga ignora as suas súplicas e desce as escadas, com Orphen atrás de arrasto. Gritos de dor ecoavam pela escadaria, SMoon estava no fundo das escadas quando vê de onde provinham aqueles gritos. Várias gargalhadas eram dadas sem medo de abafar, Lady chega ao último degrau e faz desaparecer as cordas.

- Espero que isto tenha te servido de lição pelo que andas a fazer à minha filha.

Orphen levantou-se de rompante e atirou-se para cima de Lady, o impacto fez com que os dois caíssem ao chão, SMoon afastou-se um pouco para que também não fosse apanhada. Orphen beijava a boca de Lady com brutalidade, a sua mão direita estava a segurar com força a cara dela. Lady mordeu o lábio de Orphen, deixando-o a sangrar. SMoon aproveitou que ele se afastara da sua mãe, para lhe dar um pontapé nas suas partes baixas.

- Tu não aprendes mesmo, pois não? A SMoon ama-te!

- Pára mãe, não vale a pena… ele não quer saber de mim!

- Quem te dis… argh… sse que eu não quero saber de ti? Eu amo-te, mas tu só sabes me dar com os pés!

- Se tu me amasses mesmo, tu não desistias de mim com facilidade!! Porque é que com a minha mãe, quando ela te deu com os pés, tu continuavas atrás dela? E agora que sou eu, vais para os braços da Likinhas e ainda tens a lata de beijar a minha mãe, novamente!

- Porque… porque….

- Não tens a resposta não é… basta dizeres apenas que só me vês como uma cópia da minha mãe…

SMoon vira as costas, deixando Lady e Orphen sozinhos no hall de entrada. Lady agacha-se para ficar ao mesmo nível que Orphen, que ainda continuava sentado no chão agarrado às suas partes sensíveis.

- Se a amas de verdade, prova-lhe isso. Deixa de ser um puto e aprende a ser homem. Está na altura de ganhares juízo e assentares.

Orphen fica a olhar para Lady a sair da mansão e mantém-se quieto, a dor ainda era muita.

“A Lady tem razão, eu estou a comportar-me como um miúdo mimado. A SMoon, apesar daquele seu feitio, ela ama-me a sério, e tudo o que eu faço só está a fazer com que ela se afaste de mim. Sou realmente um idiota! Não a posso perder! Eu amo-a! Mas ela… porque ela não é mais amável? Raios!”

Quando Orphen se levanta e se dirige até à porta da rua, esta é escancarada no mesmo minuto em que ele mete a mão na maçaneta, o estrondo faz com que tanto a porta como Orphen sejam projectados contra a parede em frente. Sente a sua cabeça a latejar e o seu olhar fica turvo durante uns segundos, ainda assim consegue distinguir uma silhueta parada na ombreira da porta. Após piscar os olhos e a sua visão voltar ao normal, consegue ver de quem se trata: Likinhas.

Likinhas aproxima-se de Orphen lentamente, um sorriso escárnio desenhava-se na sua boca, os seus olhos não estavam normais, eram de um vermelho-vivo e brilhavam intensamente, como que se ardessem. Ela pega em Orphen pelo colarinho e o atira contra a parede lateral. Agarrado ao seu braço, Orphen levanta-se e invoca, através da sua magia, adagas de luz semelhantes a punhais transparentes que se dirigem a Likinhas a alta velocidade, mas esta é mais rápida e esquivasse a todos eles, correndo sempre em direcção a Orphen e dando-lhe um soco no estômago assim que o alcança. Aquele tumulto todo fez-se ouvir por quase todo o lado, Lady, SMoon, Sesshoumaru e Neptuno surgiram à entrada da mansão e Tooya e Haruka no cimo das escadas.

- Likinhas, o que estás a fazer? – grita Neptuno.

Likinhas olha para ela com o mesmo sorriso escárnio, os traços do seu rosto começam a se modificar, parecia um monstro. Várias bolas de energia eram lançadas contra eles os quatro. Quando Tooya desceu as escadas e tentava parar Likinhas, uma enorme força emanou do corpo dela criando uma barreira invisível, fazendo-o voar novamente ao cimo das escadas e embater contra Haruka. Orphen deu conta de uma rotura naquela barreira e achou ali a sua oportunidade para imobilizar a rapariga. Mais uma vez, apelou aos seus poderes e das suas mãos saíram várias partículas de gelo que envolveram aos poucos Likinhas, esta tentava a todo o custo se debater. Neptuno sentiu um pequeno ardor na sua testa, os seus olhos cerraram-se com força e levou de imediato a mão à testa, comprimindo-a como se tal fizesse a dor passar. Sesshoumaru ficou preocupado com a sua namorada e perguntou-lhe se estava bem, Neptuno retirou a mão e olhou para ele, os olhos de Sesshoumaru abriram-se mais ainda. Na testa de Neptuno estava o símbolo de um tridente desenhado, dele uma luz intensa saía e que se espalhou por todo o seu corpo. Neptuno abriu os olhos, que antes se haviam fechado por causa da luz, e ergueu as suas mãos, num murmúrio recitou algumas palavras e várias serpentes de água apareceram das palmas das suas mãos, estas serpentes atacaram Likinhas rodeando todo o seu corpo, apertando-o. Haruka também estava em estado de transe, o mesmo símbolo que estava em Neptuno se encontrava igualmente desenhado na testa dela, um novo poder surgiu das suas mãos semelhantes a dragões de água, que serpentearam também em torno de Likinhas. Os gritos dela eram mais agudos, as dores eram insuportáveis. Uma espécie de cristal negro saiu da testa dela, desmaiando logo em seguida. As serpentes e dragões desapareceram, tendo sido elas a causa de fazer surgir de dentro do corpo de Likinhas o cristal que estava incrustado nela.

- Pára tudo! Alguém me pode explicar o que foi isto? Que poder é este que surgiu em mim e na Haruka??

- Eu explico.

Tooya desce as escadas, acompanhado por Haruka que estava tão surpreendida como a sua irmã.

- Quando vos beijei, às duas, quis apenas vos adormecer para depois despertar o verdadeiro poder que há dentro de vocês duas e que estivera sempre adormecido. Está na altura de vocês se tornarem mais fortes, pois a inimiga que vocês têm por enfrentar é bastante perigosa.

A voz calma e o olhar ternurento de Tooya quase que enfeitiçavam as mulheres que ali se encontravam, ao se aperceber disso, Sesshoumaru quebra o silêncio.

- Tu conheces a pessoa que temos de enfrentar?

- Apenas senti a sua enorme energia espiritual quando ela chacinou aquelas crianças.

- Algo me diz que não nos estás a contar a verdade toda…

- Sesshoumaru, não há razões para desconfiares do meu namorado! Eu confio plenamente nele e sei que ele vai ser um excelente aliado para todos nós. Confiem em mim, por favor…

- Nós confiamos, prima Haruka. Agora temos é de levar a Likinhas lá para cima, ela deve estar esgotada física e psicologicamente. Alguém se oferece para me ajudar?

- Eu ajudo-te, mamã.

Lady e SMoon pegam em Likinhas e teletransportam-se até um dos quartos de hóspedes. Haruka acompanha Tooya de volta para o seu quarto, deixando Neptuno, Sesshoumaru e Orphen para trás. Orphen olhava para Sesshoumaru, o mesmo pensamento trespassava na mente de ambos. Seria mesmo Tooya digno de confiança?
#169
ooohhh mais um capitulo...boa!!!

gostei mt do capitulo!! hehe...pena termos de esperar por mais aventuras deste bando de depravados!!! lol.

gostei mt meninas!! continuem assim com este espirito para escrever!!! Very Happy


anda ai um bando de taradas a usar o meu nome...e não paga direito de autor...ai ai...vou rogar-vos uma praga!! muhahahahaha

cliquem nos dragões!!!

http://AsMalasDaBi.hi5.com
#170
OPPPPa!
Que pena não haver mais... -.-
Adorei, como sempre, está o máximo!

Sou fã da fic e sou leitora sucessiva... =P
#171
Capitulo 31

Os meses foram passando. Flocos de neve agora caíam, cobrindo as calçadas e ruas de uma cor branca e espessa. As pequenas casas encontravam-se esbeltas envoltas de grandes jardins enfeitados, com luzes e estrelas cintilantes, fazendo a noite parecer mais bela, calorosa e alegre. As pessoas passeavam envolvidas pelos seus enormes sobretudos, cachecóis e luvas protegendo-se do frio que se fazia sentir. O sorriso e os gritos das crianças eram contagiantes, divertiam-se atirando pequenas bolas de neve e davam asas à imaginação, fazendo os maravilhosos bonecos de neve.

- Janete?

- Hm...

- Então que se passa, titia? Estás com um ar tão nostálgico.

Janete encontrava-se sentada junto a uma janela, com uma chávena de chá entre as suas mãos.

- Esta época deixa-me sempre assim nostálgica. E tenho um mau pressentimento também, para falar a verdade – as suas feições modificaram, ficando agora mais sérias – Estes meses foram muito calmos...

- Que queres dizer com isso? Não sejas tão pessimista. Estamos no Natal titia, que mal poderia acontecer? Além de não receberes as prendas que queres.

- *gargalhada* Bem, lá isso é verdade, fica-se sempre decepcionado quando não recebemos aquilo que queremos. Mas o que me preocupa é este descanso que Akuno nos está a dar.

- Oh titia, não penses na Akuno, pode ser que tenha aprendido a lição. Ela nunca conseguirá destruir esta família. Não te preocupes com isso. Vê se te levantas daí e nos vens ajudar a acabar a árvore de Natal.

SMoon esticou a sua mão direita em direcção a Janete, esta agarrou-a e levantou-se pousando a pequena chávena na mesa que se encontrava ao lado do sofá. As duas saíram pela pequena porta da sala, deparando-se em seguida com uma enorme arvore no hall de entrada, já estava enfeitada com pequenas bolas de tons avermelhados intercaladas com estrelas de cor dourada, e as luzes já cintilavam do seu interior.

- *pasmada* Bem... Mas a árvore está linda....

- Obrigado, parece que eu e a SMoon estamos a fazer um belo trabalho. *pisca o olho* - responde entusiasticamente Lady.

- Mas e o resto do pessoal?

- Bem, a Neptuno e Haruka foram comprar os últimos presentes que lhes faltavam, a Likinhas foi com a Suh comprar enfeites para o jardim. Os homens, depois do almoço, decidiram desaparecer e ninguém sabe para onde foram.

- Se calhar decidiram arranjar emprego, pode ser que o menino Jesus os ajude.

As três raparigas riram-se às gargalhadas mas foram interrompidas pelo barulho que Orphen, Inuyasha, Seshoumaru, Miroku, Tooya e Kouga, fizeram ao entrar em casa recheados de sacos.

- Mas que é isto...

- Não posso acreditar...

- Vocês foram comprar presentes?

- Ei... Calma meninas, vocês agora deram para falar em sintonia? Uma começa e as outras acabam a frase. É um novo jogo?

Algo se projectou em direcção a Miroku acertando-lhe em cheio na cabeça, este devido ao embate caí no chão inconsciente.

- Oh, meninas não sejam tão agressivas. Mas até que foi engraçado.

- Vê lá se não queres ser o próximo, Inuyasha.

- Calma amor. Ai que mulheres tão nervozinhas.

- Mas afinal vocês foram às compras ou não?

- Não dá para ver pelos sacos e caixas? Pensei que fossem mais inteligentes. *riso*

Uma bola vermelha acertou em cheio na cara de Kouga, fazendo com que este se agarrasse imediatamente às suas fases a gritar de dor.

- Bem, agressivo é pouco. Vocês hoje acordaram mesmo de mau humor. O Natal, costuma ser uma época de paz e amor. Mas vocês devem ser do contra, só pode.

- Bem rapazes, vamos lá acalmar antes que sejamos os próximos, elas hoje não estão para brincadeiras. Vamos deixa-las a acabar a árvore, e vamos esconder estes sacos, antes que as suas curiosidades nos afectem fisicamente.

Dito isto, Tooya deu as caixas e sacos que trazia a Orphen, este oscilou devido ao peso das suas prendas e das de Tooya.

- Vá Inuyasha, ajuda-me aqui.

Os dois pegaram em Miroku e levaram-no para cima ainda inconsciente, com Kouga e Orphen atrás. Subiram as escadas lentamente até que desapareceram do campo de visão das raparigas.

- Acham que fomos duras de mais com eles?

- Sinceramente mamã, acho que fomos mais agressivas, coitados. Eles foram às compras, dá para acreditar?

- *Unissono* Pois...

- Bem, só falta a estrela no cimo da árvore para ficar completa.

- Pois, o problema é como é que a vamos lá colocar. *Confusa*

- Simples, temos poderes, eles servem para muita coisa.

- *Riso* Tinha-me esquecido.

- É, ultimamente andas-te a esquecer de muita coisa. *Gargalhadas*

- Estás a falar de quê, posso saber mamã?

- Nada, nada...

Lady cita umas palavras inaudíveis aos ouvidos humanos, e começa a flutuar até ao cimo da árvore, onde coloca a estrela.

- Terminada.

- Pois é mana, finalmente acabamos.

- Que foi, porque estás a olhar assim dessa maneira? Não disse nada de mal. *preocupada*

- Nada de mais, só acho que de há dois meses para cá as tuas feições estão mais arredondadas.

- Que queres dizer com isso?

- Que andas a comer de mais, óbvio, e ainda não chegámos ao Natal. *Gargalhada*

SMoon fica a olhar para Lady com um ar intrigado, Lady corresponde-lhe com o mesmo olhar.

- É mana, por acaso ultimamente tenho comido de mais, estou sempre com fome. *preocupada*

- *Gritos* Meninas socorro, estamos a morrer!!

As três olham assustadas para a porta da entrada onde estavam Likinhas e Suh apinhadas de caixas. As três correm para ajuda-las antes que caíssem e espalhassem os conteúdos das caixas pelo chão.

- Obrigado. Estava a ver que ia sufocar.

- *Gota* Não exageres Suh. Mas pelo que aqui vejo, vocês compraram as lojas todas não?

- Todas, todas não SMoon, mas quase. *Gargalhada*

- Estou a ver que o nosso jardim vai ficar enfeitado para o carnaval *gota*. Eu disse-vos que não era preciso muita coisa meninas, o jardim devia de ficar com uma decoração simples.

- Oh Lady, é Natal. O nosso jardim vai ficar lindíssimo, vais ver.

- *gota* Desde que não sejam vocês a enfeita-lo.

- Vamos pousar isto tudo ali a um canto antes que alguém tropece nas caixas.

- Ai filha, não me estou a sentir muito bem – coloca a mão na barriga – sinto-me enjoada.

- Mamã, que se passa? – larga as caixas – Onde te dói?

- Eu...

Lady desmaia sobre os braços de SMoon, esta cai devido ao peso exercido sobre ela.

- Autch! Anda a comer mesmo demais. Está mais pesada e tudo.

- Hm...

- Que foi titia? *preocupada*

- Nada, só uma suspeita...

Lady volta a si.

- Bem, mas que se passou?

- Desmaias-te...

- Ah já me lembro, deve ser fome, pois meu estômago doeu.

- Um lanchinho até que calhava bem.

- Mas estás mesmo bem mamã? *preocupada*

- Estou óptima, melhor impossível.

As raparigas ajudam-nas a levantar e em seguida dirigem-se para a cozinha para prepararem o lanche.
#172
Lady chegara perto da enorme mesa de mármore, sempre com SMoon a segurá-la de lado, caso não fosse desmaiar novamente.

- Estás mesmo bem, mamã? Pareces sem forças.

- É da fome…

- Mas tu à 3 horas atrás acabaste de comer metade do bolo de bolacha que a Janete tinha feito! – exclamou Suh espantada com o enorme apetite da sua prima.

- Mana, diz-me uma coisa, o teu período tem vindo regularmente?

Lady frisou o sobrolho para Janete, tentando entender o que estava por detrás daquelas súbitas palavras.

- Bem.. eu nunca fui regulada, como sabes…

- Mas antes tomavas a pílula, certo?

- Ahm.. bem, sim tomava. Mas deixei de a tomar há um ano atrás… porquê?

- Sentes alguma alteração no teu corpo?

Likinhas abafou um pequeno grito de surpresa com a sua mão direita, Lady olhou para ela desconfiada, sentia como que se toda a gente soubesse onde a sua irmã estava a querer chegar, menos ela.

- Bem – começou Lady, ao olhar novamente para Janete – sinto que engordei um pouco e o meu peito está um pouco mais rijo e.. maior. *corada*

- Bem que estava a achar estranho esse tamanho exagerado. – gracejou Suh.

Janete começou a reunir os ingredientes necessários para fazer um novo bolo, parecia estar tão absorvida nos seus pensamentos que não conseguia fazer as coisas direitas, deixava cair os utensílios, farinha, ovos…

- Titia, que se passa? Nem pareces tu!

- A Lady está grávida. – dissera Janete num murmúrio.

- A mamã o quê?

Janete poisou a batedeira na bancada da cozinha e virou-se para as meninas que ainda permaneciam sentadas em torno da mesa, à espera da repetição da sua fala.

- Eu disse *suspiro* que a Lady está grávida.

- O quê??!!

Lady dera um salto na sua cadeira com tanta força que esta caiu ruidosamente para trás. A sua cara estava branca, os seus olhos esbugalhados pareciam envidraçados, ela nunca pensara em engravidar novamente.

- Bem, espero que saibas de quem é o pai…

- Suh! Pára de te armares em engraçadinha, a mamã está… estranha. Estás bem??

Lady mantinha a sua boca aberta de espanto, sem responder contorna a mesa e sai da cozinha. As outras olham entre si e vão comentando aos cochichos.

Ao atravessar o hall de entrada, Lady esbarra-se com Tooya.

- Au! Oh desculpa, não te vi…

- Estás bem? – pergunta-lhe Tooya com as mãos nos ombros de Lady.

- Sim.. quero dizer, estou um pouco.. preocupada.

- Com o quê? O Natal é suposto ser uma época de paz interior, não de preocupações. – brincou Tooya.

- Pois…

Lady desprendeu-se das mãos de Tooya e continuou o seu caminho até à enorme escadaria. Quando pôs um pé no último degrau, sentiu o seu estômago roncar. Olhou embaraçada para Tooya, que ainda a fitava a sorrir. Deu meia volta e passou por ele novamente, entrando na cozinha. Tooya seguira-a, e quando entrou também ele na cozinha, as raparigas se calaram.

- Algo confidencial? – perguntou desconfiado.

- Não, não. Estamos aqui a comentar se sairá menino ou menina. *risos*

- Hum?

- A Lady está grávida.

- Não temos certezas! Como podem andar por aí a espalhar esse boato falso?

- Oh mana, qual falso qual quê.. estás com todos os sintomas de uma gravidez.

Tooya se aproximou lentamente de Lady e pousou a sua mão no ventre desta. As suas faces ruborizaram de imediato e o seu olhar prendeu-se no dele, os olhos de Tooya estavam semicerrados transmitindo uma imensa ternura. Como que se tivesse acabado de sair de um transe, Lady estremeceu e retirou a mão dele da sua barriga.

- Acho melhor teres uma conversa com o Inuyasha, Lady. Penso que esse vai ser o melhor presente que lhe vais dar. *sorriso*

- Eu sabia! Vês mana! Mas.. espera lá, porque lhe puseste tu a mão na barriga?!

- Para sentir as forças vitais do bebé, se ela estivesse mesmo grávida iria sentir uma pequena força vindo do seu ventre, e foi exactamente isso que senti.

- Então estás a querer dizer que eu… estou mesmo grávida…

- Ao menos sabes quem é o pai? *risos*

- Likinhas… - rosnou ameaçadoramente SMoon para Likinhas, por quem ainda não sentia grande empatia.

- Sei.. e vou-lhe contar agora.

[…]

Inuyasha andava a enfeitar o corredor dos últimos quartos, no 3º andar, com Orphen e Kouga. Enquanto um segurava o escadote, o outro pendurava as fitas e os azevinhos no tecto. Por coincidência, eles estavam mesmo em frente à porta do elevador, este se abre e Lady sai lá de dentro, não reparando no que estava à sua frente. Lady embate contra o escadote, fazendo com que Inuyasha se desequilibrasse e caísse ruidosamente no chão.

- Autch! Queres me matar?? – grita Inuyasha ao massajar o seu quadril.

- Eu não reparei que estavas no escadote.. aliás, nem tinha reparado que estava um escadote à minha frente. *massaja a cabeça*

- Estás bem Lady? – pergunta Orphen preocupado, agarrando-a.

- Sim, estou. – Lady desprende-se de Orphen, dirigindo-se a Inuyasha – Preciso de falar contigo… seriamente.

Inuyasha olha para ela e depois para Orphen e Kouga, com uma expressão indignada no seu rosto. Não sabia que tinha feito para Lady estar com aquele tom de voz. Ela entra num dos quartos por ali perto e vazio, com o seu namorado a segui-la. A porta é fechada deixando dois pares de olhos curiosos para trás.

Lady dirige-se para a enorme janela, adornada por cortinas finas e brancas. Aquele quarto era um dos mais pequenos naquela mansão, tinha uma cama encostada à parede do lado direito, estando umas estantes por cima com alguns livros. No espaço mais amplo situava-se uma mesa baixa de madeira e vidro sobre um enorme tapete branco, entre a mesa e a parede se encontrava um puff beje. Aquele era um dos inúmeros quartos de hóspedes.

- O que se passa amor? O que é que eu fiz de mal?

- Hmm.. – Lady estava distraída, suspirou e virou-se para o seu namorado antes de recomeçar a falar – Não fizeste nada de mal, isto é, se gostares do que tenho para te contar.

Alguns minutos de silêncio se instalaram naquele quarto, Inuyasha tinha se sentado na pequena cama atrás de si à espera que Lady começasse a explicar. Quando Lady ia a abrir a sua boca, a porta é aberta de rompante embatendo com força na parede. Neptuno entra pela divisão adentro com os braços abertos, fechando-os assim que alcança a sua prima.

- Prima!! Parabéns!!

- Han? Parabéns pelo quê? *surpreendida*

- Ora! Acabei agora mesmo de saber lá em baixo, na cozinha!

Lady mordeu o lábio, as outras raparigas já tinham dado com a língua nos dentes.

- Ah, isso… pois…

- *tosse* Por acaso não se estão a esquecer de mim, pois não?

- Oh, ainda não lhe contaste?

- Ia fazer isso agora mesmo, antes de interromperes. *riso nervoso*

- Epah, porra, desculpa prima! Estava tão entusiasmada ao saber que estás grávida que eu… Ups!

Neptuno pôs uma mão à frente da boca como se aquele gesto fosse parar a tempo a sua revelação premeditada. O rosto de Lady estava sem um pingo de sangue, embora sentisse as suas faces a escaldar. Inuyasha abria e fechava a boca como se tivesse o maxilar partido.

- Eu.. ahm… Vou ajudar a minha irmã com as compras. Bem, vejo-vos lá em baixo! Xau!

Neptuno saíra rapidamente do quarto fechando novamente a porta com brusquidão. Lady contornou a mesa baixa e deixou-se cair no puff, olhando para o centro da mesa sem conseguir encarar o olhar do seu namorado, tinha medo da sua reacção, que ele não quisesse aquela criança, até porque nunca tinham falado em ter filhos. Inuyasha pigarreou para obter a atenção de Lady mas esta não se mexera nem um centímetro, então ele levanta-se e ajoelha-se em frente a ela, pousando suavemente o seu ouvido sobre o ventre de Lady.

- Bem que tinha notado que estavas mais gorda… au!

Lady dera-lhe um puxão na orelha e depois riu-se, Inuyasha fez o mesmo. A mão dele também pousou na barriga proeminente de Lady, acariciando-a.

- Este é, sem dúvida, o melhor presente que me poderias dar este Natal, meu amor.

Levantou o seu olhar para se encontrar com o da sua amada, os olhos dela estavam meio turvos devido às lágrimas que teimavam em cair. Lentamente, Inuyasha aproxima-se da boca de Lady e beija-a, comprimindo os seus lábios nos dela.

- Agora já aceitas? – sussura Inuyasha ao ouvido de Lady.

- Sim… Amo-te, Inuyasha!

Este sorri-lhe carinhosamente antes de voltar a beijá-la, com a sua língua a perfurar-lhe suavemente o meio dos seus lábios e ir ao encontro da língua dela.

[…]

A enorme sala de estar estava cheia de pequenas luzes às cores, e fitas vermelhas e verdes adornadas por toda a divisão. Alguns azevinhos estavam pendurados pelo tecto, com alguns casais por debaixo deles a trocarem inúmeros beijos, tal como manda a tradição. Sesshoumaru tinha atraído Neptuno para debaixo de um deles discretamente, agarrou-a pela cintura e fez um gesto com o olhar para cima, ao que Neptuno percebeu a razão e corou quando este a beijava em frente de quase toda a sua família.

A enorme porta da sala de estar abriu-se, Inuyasha e Lady entraram na sala com um enorme sorriso. Toda a gente tinha parado de falar, centrando os seus olhares no casal recém-chegado. Inuyasha pigarreou para clarear a voz e obter a atenção que já estava sobre eles.

- Nesta época de paz e de amor, é sempre bom ter a família reunida, trocam-se presentes e há muita alegria. Agradeço a todos por me aceitarem como um de vós. Fico feliz por me terem deixado integrar nesta maravilhosa família, apesar de todos os acontecimentos que se têm passado. Mas esta época é para relembrarmos as coisas boas, trocarmos os presentes que nos deixam maravilhados e felizes. E, neste Natal, a minha Lady – puxou-a mais contra si e sorriu abertamente para os presentes – deu-me hoje os dois melhores presentes de toda a minha vida. Primeiro, a Lady aceitou o meu pedido de casamento, estamos oficialmente noivos!

Várias palmas e gritos de parabéns eram proferidos por todos. SMoon olhou de relance para Orphen a fim de saber como seria a sua reacção àquela notícia, e espantou-se por o ver sorrir abertamente, sem um único pingo de ciúme na sua face. Voltou novamente a sua cara para o casal quando este pediu novamente a atenção de todos.

- A segunda melhor prenda, e desta estou ainda mais feliz, é que a Lady – fez uns momentos de pausa como se quisesse dar um certo suspanse ao que ia dizer a seguir – está grávida de um filho meu.

Desta vez ouviu-se vários suspiros de espanto e muitos sussurros. As pessoas que já sabiam antes desta notícia eram as únicas que estavam a bater palmas, com toda a gente a olhar para elas antes de lhes seguirem o exemplo, gritando novamente depois mais palavras de parabéns. Agora os casais iam um a um cumprimentar Lady e Inuyasha felicitando-os pelas óptimas notícias. Quando chegara a vez de Orphen chegar perto deles, este abraça rapidamente Inuyasha com uma palmadinha nas costas e vira-se para Lady, abraçando-a com mais intensidade e sussurrando-lhe no ouvido: “Fico mesmo feliz por ti, espero que sejas mais feliz com o Inuyasha do que poderias o ser comigo”. Lady olha surpreendida para Orphen quando este se desprende e agradece-lhe as suas palavras.

Toda a gente estava novamente concentrado na festa, as crianças queriam começar a abrir os presentes antecipadamente, mas os adultos não deixavam. Vários risos e gargalhadas enchiam aquela divisão de alegria, mas não o suficiente para Tooya não se sentir rígido e pressentir que a aura maléfica de Akuno estava próxima.
#173
AHHHHHHHH, LINDO, MARAVILHOSO, ESPLENDIDO!!
ELA TÁ GRÁÁÁÁVIDA!

Tá muito bom, mesmo!
Que bom o Orphen não ter ciumes, e viiiiiiiva chegou o Natal!
Agora quero ver o Orphen mais a SMoon bem.


VIIIVA OS NOIVOS!
Very Happy
#174
opah...quem fica com ciumes sou eu...o inuyasha é meu!!! so meu!!! LOL....

muito emocionante este capitulo....dava tudo pa ver a cara do Inuyasha ao saber que ia ser pai..lol... vamos a ver como vai ficar a smoon com com orphen...lol...

continuem a escrever que vou continuar a ser uma leitora assidua!!


anda ai um bando de taradas a usar o meu nome...e não paga direito de autor...ai ai...vou rogar-vos uma praga!! muhahahahaha

cliquem nos dragões!!!

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#175
txiiii...
k bonito...
vao ser pais...e vao casar...lool
mx tipo...ela ainda n esta divorciada... Pensativo
e n sei s o outr vai consetir c o divorcio...
mx logo se ve..fiko a espera do proximo...
Embaracoso
_______
sonhar nao mata...mas magoa...e por vezes ainda mais do que qualquer ferida fisica...
#176
Humm...
esta fic nunca mais anda? ou os capítulos estão assim tão atrasados? Sad
espero que saibam que ainda há pessoas que querem ler a vossa Fic!

Cá espero novidades. Very Happy

#177
Gomene pelo atraso Embaracoso'' mas pelo menos valeu a pena a espera Razz espero eu Matreiro Aqui têm mais um novo capítulo desta fic que já está na recta final Razz

Enjoy it study

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Capitulo 32

- *Preocupada* Passa-se alguma coisa, amor? Estás tão tenso.

- Não, não se passa nada, só um pressentimento nada de mais, espero eu. *Sorriso*

Tooya enlaça um braço em volta da cintura de Haruka puxando-a contra o seu peito, com a outra mão acariciou o seu rosto levemente, dando-lhe em seguida um longo e doce beijo.
A mansão estava iluminada, era uma noite especial vivida com muito amor e paz. Era noite de Natal, as crianças brincavam por toda a casa, correndo de um lado para o outro. Já os adultos, alguns encontravam-se a conversar na enorme sala de festas do último andar, outros ajudavam na cozinha a preparar a enorme ceia de Natal. A cada minuto que passava os presentes na arvore iam aumentando, à medida que os familiares iam chegando.

- Oh, a sério prima, também estás grávida?

- Sim, estou grávida de um mês e meio.

- E porque não nos contaste nada?

- Pois, eu também ia anunciar hoje, por ser uma noite especial e em familia, mas parece que vocês anteciparam-se por minutos. Além disso, desde aquele incidente que se passou, as minhas relações com a familia nunca mais foram as mesmas, parece que às vezes nem existo.

- Oh Mercúrio, não sejas tonta. O passado é para esquecer, o importante é que tudo foi resolvido, podias ter dado essa boa noticia na mesma. *sorriso*

Lady levanta-se agarrando um garfo e um copo nas suas mãos. Bate ao de leve com o garfo no copo, fazendo um pequeno som melodioso, para pedir atenção de todos os que se encontravam ali presentes. Todos olham para ela à espera do que dali iria sair agora. “Estará grávida de gemeos?” pensavam alguns, “Vai dizer que afinal o pai não é o Inuyasha” pensavam outros. Lady clareia a voz.

- Bem, querida família, queria vos anunciar que afinal não teremos brevemente só um bebé na familia....

- Não??? Estás grávida de gémeos, Lady???

- EU DISSE, EU DISSE. *Gargalhadas*

- Vocês podem fazer o favor de se calarem e deixarem-se de adivinhações? Não, não estou grávida de gémeos. *Suspiro* O que vos queria dizer, quando fui intorrompida por estes dois idiotas, era que a nossa querida Mercúrio também está gravida.

A sala ficou em silêncio por breves minutos, todos olhavam para Mercúrio com um ar sério, parecia que aquela notícia não tinha suscitado a reacção que Lady esperava. Esta olha com um ar ameaçador para todos, como se os tivesse a repreender, por nada dizerem.

- Parabens – diz SMoon, com um enorme e terno sorriso ao entrar na sala, e se aprecebendo do que se passava devido aos pensamentos de sua mãe – Podias ter contado antes, ficamos muito felizes por ti priminha, não é familia?

De repente todos começam a dar os parabens a Mercúrio e a levantarem-se para a comprimentar. Lady e SMoon afastam-se para dar espaço à multidão, que antes estava sentada sem reacção e agora estava toda em volta de Mercúrio, enchendo-a de perguntas. As duas raparigas caminham para fora da sala.

- Uf! *Suspiro* Obrigado filhota, sinceramente nunca pensei que eles reagissem assim, pareciam estatuas. Deu-me pena a carinha dela, coitadinha, senão fosses tu, eu tava capaz de os matar a todos *sorriso*

- Olha lá o que dizes, dona Lady, nao creio que queiras ter o teu filho na prisão. *sorriso*

- *gota* Tu deixavas que a tua querida mãe fosse presa?

- *gargalhadas* Claro que sim. *lingua de fora*

- Qualquer dia corto-te a lingua.

As duas raparigas iam divertidissimas a rirem-se, picando-se uma à outra. Enquanto desciam as escadas, sentem um enorme aperto no coração, as suas faces que antes emitiam uma enorme alegria agora reflectiam uma enorme angustia. A subir vinha Zir, o seu olhar parecia distante, mas ao mesmo tempo tenebroso, esta passa pelas raparigas e não lhes dirige a palavra, continuando o seu caminho, ignorando-as.

- Olá Zir? Tudo bem?

- Lady?? SMoon?? Não vos tinha visto.

- Bem, olha que nós não somos propriamente pequenas.

- Oh, não é nada disso SMoon, é que estava aqui perdida nos meus pensamentos.

- Pois nós reparámos. Já agora, posso saber em que pensavas?

- Bem...e...eu... eu vinha aqui a pensar que acho que não comprei prenda para toda a gente, tenho aquela sensação que me falta alguém.

- *Desconfiada* Oh Zir, não tenhas problemas com isso, o importante é que a familia está reunida, isso é o mais importante do que qualquer prenda.

- Pois, lá nisso tens razão.

- Bem vamos mamã, a titia Janete já deve estar a dar em doida naquela cozinha, com a Suh.

- Mas a Haruka, a Neptuno, a Likas, a Dgirl e as outras não estão com ela?

- Pois, mas esqueceste-te do promenor que nenhuma delas sabe cozinhar, mas a titia dá-lhes algo para fazer e elas executam com toda a eficiência, menos a Suh que não sabe nem sequer o que é um ovo.

- *Gargalhada* Ai que filha exagerada que eu tenho.

- Não é exagero, é a pura verdade.

As duas descem o resto das escadas e encaminham-se para a cozinha.

[...]

Orphen, Kouga, Inuyasha, Sesshoumaru, Tooya e Miroku, encontravam-se na pequena sala ao lado da cozinha, a jogar cartas. A sala estava toda iluminada, com a pequena lareira acessa, a chama alaranjada consumia toda a lenha, reduzindo-a a cinzas. Um mesa rectangular encontrava-se no meio da sala, coberta por uma toalha de tons avermelhados, os seis rapazes encontravam-se três em cada lado da mesa, cada um com um molho de cartas. Olhavam seriamente uns para os outros.

- Fazes o favor de jogar Tooya? É a tua vez.

- Ah, desculpem.

- Ele põe-se para ali a pensar na Haruka e pronto, esquece-se de tudo.

- Até eu me perdia nos pensamentos com uma mulher daquelas, aquele corpinho...
– algo voa em direcção a Miroku e acerta-lhe em cheio na cabeça – Autch!! Que disse eu de mal??

- Vê lá se te contentas só com a Janete e deixas de pensar nas mulheres dos outros. Tu já não chegas para uma, que fará para muitas.

- *Furioso* Eu o quê???? Olha repete lá isso! Repete, se és homem.

- Queres que repita? Ok. Tu já não chegas para uma, que fará para muitas.

- Tu repetiste??? Acabaste de escrever a tua sentença de morte!

- Então rapazes, que se passa aqui? Acalmem-se, hoje é um dia de paz e amor, não vao discutir por causa dessas mulherzinhas que não vos dão o devido valor.

- Que estás para aí a dizer? Elas são tuas primas, como podes falar assim delas?

- *Sorriso malefico* O que voçês ouviram, essas mulherzinhas, que dizem vos amar tanto, não passam de umas mentirosas que vos usam, e na realidade vos traiem com os vossos melhores amigos. Não querem exemplos, pois não rapazes?

[...]

- Suh, pára! Senão vais destruir o peru!

- Ainda bem que vocês me vieram ajudar, esta cozinha tá um caos, devido aqui à menina Suh que tanto quer fazer que não faz nada de jeito, ela já deu cabo de duas dúzias de ovos, um quilo de laranjas, dois pacotes de farinha... e não fez um único bolo em condições. *suspiro*

- Eu sou uma aberração, eu nunca saberei cozinhar, nunca serei uma dona de casa exemplar. *lagrimas*

- Oh prima Suh, não fiques assim. Pensa assim, ao menos sabes assar pessoas, já não é nada mau, numa crise mundial tu não passas fome.

- SMoon, só tu para me fazeres rir.

- Ai que orgulho, as minhas priminhas a fazer bolos e bolachinhas.

- Obrigado Lady, eu gosto de fazer bolos e a prima Janete ensinou-me, agora já posso eu mesma fazer os bolos para o meu querido Sesshy.

- Que fofa, “para o meu querido sesshy”.

- E eu para o meu maravilhoso Tooya.

- Ai que estas manas estão babadinhas pelos seus amores. Bem, mas eu por acaso estou a morrer de fome, hmmmm e aquele bolo tem um aspecto delicioso.

Lady atraca-se ao bolo, comendo-o em 5 minutos, e nem migalhas sobraram.

- Bem mamã, mas que apetite.

- É o teu irmão filhota.

- Bem meninas, vão ter que fazer mais bolos, já que este já era.

- O melhor é a Lady sair daqui, senão daqui a pouco não temos bolos nenhuns.

- *dupla gota* Exageradas.

- Vamos mamã, é melhor. Vamos ver o que estão a fazer os rapazes.

As duas raparigas saem da cozinha e caminham em direcção à sala onde se encontravam os rapazes, estes já não se encontravam todos sentados envolta da mesa, os unicos que lá permaneciam eram Tooya e Miroku. Orphen e Inuyasha, encontravam-se junto às janelas com os olhares perdidos na noite escura e densa, onde se podia distinguir apenas a lua e os flocos de neve que caiam do céu. Kouga encontrava-se sentado no pequeno sofá no canto da sala, ao lado do puff beje onde estava Sesshoumaru. A rapariga que antes estava com eles, já lá não se encontrava. SMoon e Lady entram na sala e caminham em direcção aos seus amados. SMoon coloca os seus braços à volta da cintura de Orphen, este olha para ela com um olhar frio e a afasta com um movimento brusco, ao que esta fica admiradissima.

- Que se passa Orphen?

Este sai da sala sem dizer uma única palavra. Lady encosta a sua cabeça no ombro de Inuyasha e quando lhe vai a perguntar se sabe o que se passa com Orphen, este a agarra pelos dois braços.

- Precisamos de falar Lady.

- Mas que se passa? Que ar sério é esse?
#178
Inuyasha arrasta Lady com ele pela sala fora, fechando depois a porta atrás de si. Lady sacode os seus braços num movimento brusco para que Inuyasha a largue, mas este continuou a agarrá-la.

- Bolas Inuyasha, posso saber o que se está a passar aqui? Primeiro o Orphen tem aquela reacção, agora tu! O que é q…

- Diz-me a verdade, Lady. Tu continuas a trair-me?

A postura de Inuyasha aparentava-se calma, mas pela sua voz notava-se o quanto estava irritado com alguma coisa. Lady ergueu as suas mãos e pegou em ambas as faces do seu noivo, olhou-lhe durante uns breves segundos para bem fundo dos seus olhos e respondeu.

- Não, não te andei mais a trair ultimamente. Eu quero realmente parar com todo este desejo inconsciente de andar com aquele e o outro. Eu estou grávida de ti, eu tenho-te a ti, eu escolhi casar-me contigo! Portanto está na hora de eu ter mais juízo, de assentar de vez. Eu amo-te mais do que todos os homens no mundo! Isso não te chega?

- Talvez…

Inuyasha se vira de costas para Lady, ao que ela o abraça pelas costas, encostando a sua cabeça naqueles ombros largos. Inuyasha sente algo molhado nas suas costas e, alarmado, vira-se novamente de frente para a sua noiva abraçando-a em seguida.

- Desculpa, eu não queria duvidar de ti, meu amor. Eu… eu amo-te mesmo muito e não quero te partilhar com ninguém. Só eu sei o quanto sofri em silêncio ao saber que andavas com o Orphen nas minhas costas. Eu sei que deveria de confiar mais em ti agora, mas… disseram-me que tu e as outras meninas nos andam a trair e…

- Espera lá! – Lady afasta-se de Inuyasha, olhando-o incredulamente. – Quem é que vos disse tamanha mentira?!

- Foi a… a… bolas, não consigo me lembrar! Apenas me lembro das palavras dela. Vamos perguntar aos rapazes, talvez eles saibam quem era.

O casal voltou a entrar na pequena sala. Tooya levantou-se, sabendo já o que ambos queriam, e dirigiu-se a Lady.

- Senti uma presença maligna, mas não me lembro propriamente do que aconteceu, só do que aquela voz nos disse. Ao que parece, sem termos dado conta, as nossas memórias daquele momento foram apagadas ou alteradas, para que apenas a sua fala permanecesse e semeasse a dúvida no nosso espírito.

- Então… a Akuno está por detrás disto, só pode ter sido ela!

- Ai aquela vaca! Se o Orphen me deixar de falar por causa do que essa monstra lhe disse, eu a desfaço!!

- Calma filha, temos primeiro que nos preparar. Ela está a abusar da sorte. Vamos estar mais alertas de agora em diante, ok? O mesmo para vocês rapazes.

Sesshoumaru levantou-se em silêncio, saindo da sala sem dizer uma palavra. O seu olhar estava perdido e tinha um ar preocupado. Entrou na cozinha que ficava pouco ao lado da sala, e chamou por Neptuno, pedindo para falar com ela a sós. Neptuno contornou a enorme mesa de mármore branco e juntou-se ao seu namorado, saindo a seu lado em seguida. Caminharam pelo corredor até à porta da rua, Sesshoumaru a abriu deixando a sua amada passar primeiro como acto de cavalheirismo. Os dois caminharam em silêncio até ao centro do enorme jardim, onde poderiam estar mais à vontade. Sentaram-se num dos bancos de pedra e entreolharam-se.

- Tens contigo o fio que te dei?

- Sim, tenho. Porquê?

Neptuno retirou o seu fio de dentro da sua camisola e Sesshoumaru fez o mesmo com o pendente que Neptuno lhe oferecera.

- Não paro de pensar naquele sonho estranho que tivemos, à beira da piscina. Se estas duas pedras são a chave para o nosso passado, então quero conhecê-lo mais a fundo. Quero saber o que nos aconteceu na nossa vida passada.

- É verdade, também tenho pensado muito nisso. O que realmente me surpreende, pois nunca imaginei que já te conhecesse num outro tempo, numa outra vida…

- *Sorriso* Espero que não estejas desiludida com isso.

- Não! Claro que não! Agora percebo porque não tive outro namorado antes de ti, tu eras quem me estava destinado. *sorriso*

Sesshoumaru pega nas duas pedras azuis-marinhas e as junta. Ambos fecham os olhos quando uma luz começa a surgir vindo das duas jóias fundidas num só, envolvendo-os novamente.

~ A Princesa Neptuno encontrava-se no meio do seu quarto abraçada ao seu amado General Sesshoumaru, um longo e terno beijo estava a ser troocado por ambos naquele momento, até que vários passos apressados se fazem ouvir do outro lado da porta. De repente, a porta do quarto da Princesa é aberto com força, vários soldados entram naquela divisão agora vazia. As cortinas de seda fina azul esvoaçavam aos sabor da brisa que entrava da porta da varanda aberta. O Rei Poseidon acabava de entrar logo atrás dos seus soldados e, em seguida, foi verificar a varanda. O mar lá em baixo agitava-se ferozmente contra as rochas, como poderiam eles terem escapado tão rapiamente?

- Procurem-nos por todo o Castelo! Eles não podem estar muito longe daqui! Matem o General, mas tentem não magoar a minha filha!

Os soldados voltaram a sair do quarto correndo pelos corredores em busca do casal. Sesshoumaru e Neptuno encontravam-se num corredor duma passagem secreta que se situava por detrás de uma parede falsa. Enquanto caminhavam sem saberem até onde aquilo iria dar, Neptuno tremia por todos os lados. Aquele corredor era gelado, mas os seus tremores deviam-se mais ao medo do pressentimento que estava a sentir. Sesshoumaru a abraçou com mais força tentando-a acalmar. Após vários metros percorridos, vêem uma porta que seria a saída.

- Assim que passarmos aquela porta estaremos livres da tirania do teu pai. Eu não irei ficar sem ti, meu amor, custe o que custar.

- Espera… antes de sairmos daqui, beija-me mais uma vez, por favor!

Neptuno sentiu a sua voz quase falhar devido ao medo que estava a sentir. Sesshoumaru a beijou como ela pedira, ela sentia que aquele beijo seria o último e isso fez com que deixasse escapar algumas lágrimas pelo seu belo rosto. Quando Sesshoumaru ia para se afastar, Neptuno o envolve com os seus braços e intensifica mais o beijo. Seria o tudo ou o nada, assim que passassem por aquela porta, apenas lhe esperavam um destino de dois caminhos: a morte ou a felicidade.

Depois de se afastarem um pouco um do outro, Sesshoumaru abre a porta e sai, com Neptuno atrás. Vários soldados estavam à espera deles, de espadas e flechas em punho. Do meio deles surge o Rei Poseidon, caminhando para mais perto do casal.

- Neptuno, vem para o meu lado.

- Não, pai! Eu não vou a lado nenhum sem o Sesshoumaru!

- Tu não tens o direito de me desobedecer! Vem já para aqui!

Sesshoumaru empunhou a sua espada e preparou-se para atacar o Rei Poseidon, mas já várias flechas estavam sendo lançadas em direcção a ele naquele mesmo minuto.
A cara do Rei Poseidon estava lívida, um pouco de sangue estava a derramar-se no chão daquele calabouço. Um grito se fez ecoar pelas paredes sombrias e humedecidas, a espada de Sesshoumaru tomba no chão. Dos olhos de Neptuno saíam pequenas lágrimas e da sua boca saía um pequeno fio de sangue. Ela estava deitada no chão de barriga para baixo, sendo vísiveis algumas das setas incrustadas nas suas costas, dando origem ao sangue no chão. Sesshoumaru pegou em Neptuno abraçando-a, ao mesmo tempo que chorava.

- Porquê?! Porque me defendeste?! Porque te meteste à frente!! Preferia morrer a ver-te neste estado!! Porquê!!!

- Por… que… eu te… amo… n… ão conse… guiria viver s… em ti…

- Neptuno… meu amor… não morras, por favor!

Sesshoumaru estava desesperado, as lágrimas brotavam dos seus olhos que nem cascatas de água. Levantou-lhe o rosto e beijou, pela última vez, os lábios frios de Neptuno. Sentindo o corpo sem vida da sua amada nos seus braços, Sesshoumaru pega na sua espada. O Rei Poseidon, pensando que o iria atacar, bradou:

- Isto é culpa tua! Deverias de te ter entregue antes! Tu matas-te a minha filha!!

Sesshoumaru não o ouvia, para ele o mundo tinha acabado ali, com o último suspiro de Neptuno. Ergueu a espada voltando a parte afiada para si. Com um último olhar para o rosto de Neptuno, cravou de imediato a espada no seu coração, trespassando-o por completo. O seu corpo tomba para o lado. ~

Sesshoumaru é o primeiro a acordar, vê que Neptuno ainda estava de olhos fechados com a cabeça encostada ao seu ombro. Ele a abana suavemente até que ela abre os seus olhos, embaciados por algumas lágrimas teimosas.

- Então… então foi isto que aconteceu, connosco… mas… porquê? Porque tivemos de acabar assim, tão tragicamente??

- Não sei, meu amor. Mas surpreendi-me em ver-te a saltar à minha frente, defendendo-me daquelas flechas. Nunca pensei que a arrogante Neptuno fizesse isso por mim.

- Não é altura para as tuas piadas! E naquele tempo não me pareceu que te tenha sido arrogante.

- *Riso* Foi outro facto que me deixou surpreendido.

- Estúpido. *murmúrio*

Um som vindo dos arbustos despertou a atenção do casal, alguém se encontrava a espiá-los. Sesshoumaru levanta-se, fazendo sinal a Neptuno para fazer silêncio. Pé ante pé, ele caminha até ao local do barulho e agarra no ombro da pessoa que se encontrava lá. Com um grito e um salto, essa pessoa se levanta.

- Fogo! Que susto!

- Tamahome? Que estavas a fazer aí escondido?

- Eu não estava escondido. Adormeci, à espera da Dgirl. *corado*

- Ahh, estou a ver. *sorriso trocista* Não será melhor entrares na mansão? Vais congelar aqui fora. Pelo menos ainda chegas a tempo da ceia de Natal, se a Lady já não tiver comido tudo. *riso*

- Ok, vamos lá então. Mas…

Tamahome notou a presença de Neptuno e retraiu-se. Sesshoumaru olhou na mesma direcção para onde Tamahome olhava e riu-se.

- Estás com medo da minha namorada?

- Não, não é isso. Quero dizer… não quero arranjar problemas para a Dgirl. É que tenho a sensação de que ela não gostou lá muito de mim, na última vez que aqui estive.

- Oh, a Neptuno é mais parecida com um gatinho assanhado. Na verdade ela não faz nada. *riso*

Tamahome encolheu os ombros e seguiu Sesshoumaru. Os três caminharam de volta para a mansão, com o olhar reprovador de Neptuno cravado nas costas de Tamahome. Assim que passam a ombreira da porta, uma força avassaladora os impede de continuar a avançar, impelindo-os para o chão.

- Neptuno, Tamahome, vocês estão bem?

- Sim, estamos. O que foi aquilo? Parecia uma barreira!

- E é mesmo uma barreira! Eu vou tentar contactar a Haruka pelo pensamento, espero que ela esteja lá dentro.

Neptuno concentrou-se na sua irmã e tentou sincronizar o seu pensamento com o de Haruka. O símbolo do tridente, que havia adquirido devido à ajuda de Tooya em despertar os seus poderes adormecidos, voltou a surgir na sua testa e com ele uma súbita aura em tons de azul-esverdeado envolveu o seu corpo, os seus cabelos e roupas esvoaçavam ao sabor dos suaves movimentos das ondas daquela aura.

Dentro da mansão, o pânico instalara-se. Seres negros, semelhantes a demónios, surgiram por quase toda a casa apanhando quem lhes viesse à frente. Muitos estavam feridos e outros ainda lutavam com todas as suas forças, protegendo as crianças. Haruka paralisou quando recebeu na sua mente a voz da sua irmã.

- “Mana, estás-me a ouvir? Eu e o Sesshoumaru estamos aqui fora, o Tamahome também está connosco. Uma barreira invisível nos está a bloquear a passagem. O que se passa aí?”

- “Neptuno! A Akuno, novamente! Desta vez ela trouxe novos aliados, e bem poderosos. Demónios do Inferno! Ela só pode ter vendido a sua alma ao Diabo! Esta mulher é doentia!”

- “O QUÊ?!? Onde estão as meninas e os rapazes? Não consegues dar um jeito a esta barreira?”

- “Eu vou tentar mana, tenho de encontrar primeiro o Tooya. A Lady e a SMoon foram ao encalço da Akuno, o resto das meninas e dos rapazes estão a lutar contra este batalhão de seres repulsivos.”

Neptuno sente uma enorme dor de cabeça, algo ou alguém começou a interferir com a sua telepatia e a encerrou. Ela abre os olhos e comunica aos dois rapazes o que se estava a passar naquele momento dentro da mansão.

[…]

SMoon e Lady teletransportavam-se, dentro de casa, em busca de Akuno. Aquilo mais parecia o jogo da “apanhada”, pois Akuno também aparecia e desaparecia conforme as duas raparigas a seguiam. Quando as três reaparecem no terraço, Akuno faz surgir do chão dois novos demónios.

- AHAHAHAH! Vocês pensavam que seria fácil me apanhar? Eu conheço as vossas fraquezas, as fraquezas de toda esta família. Eu chegarei a ser a vencedora deste jogo mortal. AHAHAHAHAH!

Akuno volta a desaparecer, deixando os dois demónios que já se preparavam para atacar. Vários raios e bolas de energia eram atirados dum lado para o outro. Um deles, com asas gigantes semelhantes às dos morcegos, ficara com um furo numa das suas asas devido ao ataque de SMoon. Lady concentrou toda a sua força num único ataque e o enviou contra o seu oponente, acertando-lhe em cheio e o destruindo por completo. Já SMoon estava a se ver um pouco com dificuldade em extreminar o seu, mas assim que o seu adversário falhou um dos seus golpes, SMoon baixou-se e enterrou o seu braço no meio do corpo do demónio, desfazendo-o em pó.

A porta do terraço fora destruída com Inuyasha e Orphen a voarem ao encontro da barreira.

- Viste aquilo, mamã?!

- Uma… barreira… o que será que aquela mulher planeia fazer??

- Neptuno!

Neptuno estava suspensa no ar, juntamente com Sesshoumaru e Tamahome, pelos seus dragões de água. Os três tentavam, com os seus ataques, destruir a barreira, mas parecia ser impossível quebrá-la. Novos demónios reapareceram e, assim, tiveram de retomar a luta. Inuyasha ergueu a sua espada e preparou-se para lançar o ataque Kaze no Kizo. Vários remoinhos de vento cercaram a espada e foram lançados contra os demónios. Juntando-se ao ataque, Orphen invocou as suas adagas de luz e redireccionou-as para o meio do ataque de Inuyasha, tornando-o assim mais poderoso. Os demónios foram atingidos e desapareceram. Um som parecido a vidro a partir os sobressaltou, fazendo-os olhar para trás e reparar que a barreira estava prestes a se quebrar. Com um último pontapé de Tamahome, a barreira desapareceu e puderam assim aterrar sobre o terraço da mansão.

- Prima, estás bem??

- É só uns arranhões, não te preocupes. Vamos voltar lá para dentro, temos de ajudar o resto da família.

Orphen agarrou no pulso de SMoon fazendo-a parar. Ele a puxa para si e a abraça fortemente.

- Perdoa-me, amor. Eu fiquei alterado quando aquela mulher disse aquilo. Eu não devia de duvidar de ti…

- Olha que acho que devias.

Orphen afasta-se um pouco para a olhar nos olhos.

- O quê?

- Eu não sou propriamente uma santa, e deslizes toda a gente os comete. Até tu os cometeste com a minha mãe. Também tenho de me vingar, ou não? Só tu é que tens o prazer todo, não.

- Smoon, o que estás a dizer…

- Não há tempo para mais conversas. Eles já foram ajudar, e eu não vou ficar aqui a queimar tempo precioso. É melhor nos apressarmos.

SMoon segue primeiro para dentro da casa, deixando Orphen especado no terraço. Abana a sua cabeça, tentando se esquecer das palavras frias da sua namorada e entra também.

Uma batalha sem fim se prolongava lá dentro, a mansão por dentro estava quase totalmente destruída. Vários ataques eram repelidos e outros certeiros. Todos pareciam cansados e alguns estavam gravemente feridos, mas pelo menos não havia ainda nenhuma morte.
#179
Lady viu-se rodeada por três demónios ao mesmo tempo, conseguira desferir um golpe em um deles, mas já o outro lhe cravara as suas garras no seu diafragma passando até para trás das costas. O tempo parecia ter parado naquele momento, SMoon olhava em choque para o que acabara de acontecer, Inuyasha gritava ao ver a sua noiva e o seu filho a serem mortos. Orphen e Tamahome mataram os dois demónios que ainda estavam a cercar Lady, e esta caiu sobre os braços de Tamahome, completamente ensaguentada.

- Lady, Lady!! Aguenta-te, Lady!

Inuyasha atropelava toda a gente para se chegar perto da sua amada, e assim que a alcançou, a tomou nos seus braços, soluçando.

- Não morras, Lady!! Tu e eu vamos nos casar, vamos ter um filho!! Não morras, por favor!!

Lady sorria, mas os seus olhos estavam semicerrados. Num murmúrio, ela lhe dissera ao seu ouvido duas palavras que fizeram derramar mais lágrimas no rosto de Inuyasha: “amo-te muito”. Perdendo os sentidos, o corpo de Lady fica mole e a mão que segurava o rosto do seu noivo cai. Inuyasha pousa, com cuidado, o corpo dela sobre o chão. Um uivo de fúria sai da sua boca, o dourado dos seus olhos dão lugar a um azul frio rodeado por vermelho, umas listas roxas começam a surgir na sua cara. Completamente em fúria, ele lança-se sobre os restantes demónios que o esperavam com ansiedade.

Tooya e Haruka surgem naquele momento vindos do andar debaixo. SMoon pede ajuda a Tooya, para fazer algo quanto à sua mãe e ao bebé. Este se dirige depressa até elas e pega no corpo inanimado de Lady.

- Só há uma maneira de a poder salvar.

- Faz tudo o que puderes para a salvar, mais ao bebé! Por favor!!

- Eu passarei toda a minha força vital para a Lady. Isso trará apenas uma consequência.

Haruka apercebeu-se do que Tooya queria dizer com aquela última parte.

- NÃO!! NÃO TOOYA, POR FAVOR, NÃO!!

- Haruka, se não o fizer, a tua prima e o bebé irão morrer para sempre, e nada mais poderá ser feito.

- Mas se o fizeres, tu vais morrer!! Estivemos tão pouco tempo juntos, Tooya! Tu prometeste-me que ficarias para sempre ao meu lado!! Tu prometeste!!

Neptuno chega-se perto de Haruka e lhe dá um estalo. Esta acaricia a sua face magoada e a olha com surpresa.

- Não achas que estás a ser egoísta, mana? Preferes que duas vidas se percam? É a troca de duas vidas por uma!

- Queria ver-te a dizer isso se fosse o Sesshoumaru a dar a sua vida!

Tooya nem esperou que a discussão terminasse, já estava a concentrar toda a sua força vital e a transferir para o corpo de Lady. A ferida aberta começava a se fechar, parecendo que nunca tivesse estado ali. Quando Lady começou a recuperar os sentidos, o corpo de Tooya estava aos poucos a ficar transparente.

- Estás a salvo, Lady. – disse-lhe, antes de se dirigir a Haruka. – Adeus, meu único amor.

Após estas palavras, o corpo de Tooya desaparece.

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Acho que está com um comprimento considerável, para o tempo que demorou a sair do forno Razz
#180
E mais uma personagem surge na história de Pervert ladies, Miroku, um tarado de primeira chega logo a casa das Pervert e atira a tudo que seja Mulher…bem aquilo da praia é que foi : Possessão de Dawn, a solitária zirateb (na qual acho que seja Akuno), a revelação de Neptuno para sesshooumaru, a relação entre haruka e miroku e sua tramóia descoberta por Jannete e Neptuno, as rejeições de Smoon a Orphen e seu estranho comportamento em relação a este, a violenta actuação de Neptuno a Icy e finalmente o campo de batalha … o que mais irá a acontecer?

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