[Terminada] The Pervert Ladies
capitulo 25
Lady … bolas a rapariga não perde tempo. O inuyasha que se ponha em alerta se não fica sem ela, mas creio que ela irá ficar com ele apesar da sua obsessão por homens … Gostei da parte do fim isso aí inuyasha dá-lhe porrada luta pela tua senhora … põem-no na ordem Mostra quem manda.
Parece que relação entre Smoon e Orphen começa a dar inícios e declínio … ou não … não sei … Ai o amor é tão complicado.
Isto deve ser um síndrome muito contagioso desta família é que nem a mais razoável e consciente Neptuno se salva, mas também se ela gosta dele então é preferível vê-la com o homem que ama do que andar a sofrer pelos cantos na casa.
Capitulo 26
… Lady!!! Deixa-te de coisas e vai ter com inuyasha, mas a mulher não perde tempo mesmo teve de ir ao encontro de koga e … acabaram por fazer de novo.
Smoon paga pela mesma moeda ao orphen ehehehe.
Uli , o marido de lady apareceu agora é que vão ser elas … Inuyasha entra de novo em porrada por causa deste homem que lhe está a roubar lady , mas não diria roubar uma vez que é esposo dela , mas por outro lado digo-o sim devido à longa separação que este fez a ela e aos seus dois filhos . O que dirá uli quando ver Smoon?
capitulo 27
Smoon … alerta a mãe para evitar de fazer cenas obcenas, mas ela vai pela mesma conversa …
Gostei da cena do miroku pendurando nu na varanda foi uma comédia brutal o que me fartei de rir.
Uli … Detesto dize-lo, mas acho que likinhas tem alguma razão acerca daquilo que disse. É verdade que ele tem todo o direito de estar em casa e perto de seus filhos e mulher, mas por outro acho que ele devia deixar lady seguir a sua vida uma vez que ele também foi um estúpido ao ponto de abandonar esta quando mais precisava.
Lady … bolas a rapariga não perde tempo. O inuyasha que se ponha em alerta se não fica sem ela, mas creio que ela irá ficar com ele apesar da sua obsessão por homens … Gostei da parte do fim isso aí inuyasha dá-lhe porrada luta pela tua senhora … põem-no na ordem Mostra quem manda.
Parece que relação entre Smoon e Orphen começa a dar inícios e declínio … ou não … não sei … Ai o amor é tão complicado.
Isto deve ser um síndrome muito contagioso desta família é que nem a mais razoável e consciente Neptuno se salva, mas também se ela gosta dele então é preferível vê-la com o homem que ama do que andar a sofrer pelos cantos na casa.
Capitulo 26
… Lady!!! Deixa-te de coisas e vai ter com inuyasha, mas a mulher não perde tempo mesmo teve de ir ao encontro de koga e … acabaram por fazer de novo.
Smoon paga pela mesma moeda ao orphen ehehehe.
Uli , o marido de lady apareceu agora é que vão ser elas … Inuyasha entra de novo em porrada por causa deste homem que lhe está a roubar lady , mas não diria roubar uma vez que é esposo dela , mas por outro lado digo-o sim devido à longa separação que este fez a ela e aos seus dois filhos . O que dirá uli quando ver Smoon?
capitulo 27
Smoon … alerta a mãe para evitar de fazer cenas obcenas, mas ela vai pela mesma conversa …
Gostei da cena do miroku pendurando nu na varanda foi uma comédia brutal o que me fartei de rir.
Uli … Detesto dize-lo, mas acho que likinhas tem alguma razão acerca daquilo que disse. É verdade que ele tem todo o direito de estar em casa e perto de seus filhos e mulher, mas por outro acho que ele devia deixar lady seguir a sua vida uma vez que ele também foi um estúpido ao ponto de abandonar esta quando mais precisava.
Adorei os capítulos … Lady Grávida? Quem diria que a revelação fosse descoberta no Natal que cena.
Gostei da forma como projectaram a antiga vida de Neptuno e sesshoumaru e de como estes estavam predestinados a ficarem juntos que lindo.
Akuno essa maquiavélica está cada vez mais demoníaca … pobre Haruka perdeu o seu amor, tooya por este salvar lady, foi um herói aliás essa era a sua função uma vez que ele apenas se encontrava lá na casa para as proteger de Akuno.
Continuem com a vossa fic está cada vez mais interessante. Quero tirar as minhas dúvidas em relação sobre Akuno primeiro pensei que era zir, mas depois inclinei para a likinhas, por esta ficar indiferente pelo trágico acontecimento ocorrido junto da casa das Pervert.
Gostei da forma como projectaram a antiga vida de Neptuno e sesshoumaru e de como estes estavam predestinados a ficarem juntos que lindo.
Akuno essa maquiavélica está cada vez mais demoníaca … pobre Haruka perdeu o seu amor, tooya por este salvar lady, foi um herói aliás essa era a sua função uma vez que ele apenas se encontrava lá na casa para as proteger de Akuno.
Continuem com a vossa fic está cada vez mais interessante. Quero tirar as minhas dúvidas em relação sobre Akuno primeiro pensei que era zir, mas depois inclinei para a likinhas, por esta ficar indiferente pelo trágico acontecimento ocorrido junto da casa das Pervert.
Capítulo 33
Haviam passado alguns dias após a última batalha que travaram com Akuno, a inimiga da família. Com os seus poderes, a família Four Elements restaurou o interior da casa, deixando-a como estava antes de ser destruída.
Haruka encontrava-se no jardim, como passava agora os últimos dias, à espera de algo ou… de alguém. Atrás dela estavam Neptuno, sua irmã gémea, e a sua prima Lady a conversarem.
- Ela ainda não te fala, não é?
- Ela me há-de culpar para a vida toda o que se passou com o Tooya.
- Mas tu não tens culpa, prima. O Tooya afinal era um anjo, o seu dever não era proteger esta família contra a Akuno?
- E no entanto ela conseguiu desaparecer novamente e ele salva-me a mim! Que desperdício…
- Não sejas parva, Lady! Tu agora tens mais uma pessoa em quem pensar e que carregas dentro de ti! O objectivo do Tooya ao salvar-te foi também salvar o teu bebé! Então não sejas egoísta, está bem?
- Mas a tua irmã…
- Aquilo há-de passar-lhe… É a primeira vez que ela se apaixona a sério, mas verás que daqui a uns dias ela volta a ser a tarada que sempre foi, rodeada pelos seus 200 e tal médicos… são tantos que já lhe perdi a conta. – murmura Neptuno, ao tentar contar pelos dedos.
Lady ri-se mas o seu semblante volta a ficar triste ao olhar novamente para a sua prima.
Entretanto, Orphen continuava pensativo com o que a sua namorada tinha dito naquele dia, na batalha. Desde então que ainda não tinha conseguido ter um momento a sós com ela para voltar a tocar naquele assunto. Ao ver que o corredor estava silencioso e sem ninguém por perto para atrapalhar, Orphen pára em frente à porta do quarto de SMoon. Olha novamente para os lados e suspira, agarra na maçaneta dourada e a gira para o lado direito, abrindo de seguida a porta e entrando o mais depressa que consegue. Ao fechar a porta com todo o cuidado e de costas para o interior do quarto, Orphen sente uma mão pousar no seu ombro, o que o leva a dar um salto e um grito de susto.
- Hey, calma! Não sou assim tão feia. *beicinho*
- Que susto me pregaste, SMoon! Não tem nada a ver com isso, apenas não estava à espera.
- Ao entrares sorrateiramente no meu quarto estavas à espera de quê então?
- De finalmente te encontrar sozinha, precisamos de falar seriamente…
- Hmm…
- É só o que tens para dizer?
- Quem me quer falar és tu, certo? Então vá, desembucha, para que te possa dar uma resposta melhor.
Orphen desloca-se até à beira da cama de SMoon e senta-se, pousando os seus braços nas pernas e inclinando-se para a frente, pensativo. SMoon batia o pé impaciente.
- Estive este tempo todo a pensar…
- Uau! Tu pensas!
- Não vamos começar, pois não? Deixa-me acabar, se faz favor, já tens o teu tempo de antena.
SMoon virou-lhe a cara amuada, como ela sabia ler os pensamentos já sabia do que Orphen queria lhe falar.
- Quero saber porque é que tu disseste que eu devo duvidar de ti… e o que querias dizer com não seres propriamente uma santa?
SMoon suspirou e sentou-se ao lado do seu namorado. Olhou durante uns segundos para o seu perfil e respondeu.
- Lembraste daquele dia em que vieste procurar no meu quarto se escondia algum homem?
- Sim – respondeu Orphen, após alguns segundos de silêncio.
- Estavas certo naquela altura, esteve mesmo um homem comigo.
Orphen levanta-se de um salto e olha para SMoon com um ar sério.
- Quem era o filho da mãe?
- Era… o Miroku. – responde por fim SMoon, baixando o olhar.
Orphen preparava-se para sair de repente do quarto, mas SMoon agarra-lhe no pulso, parando-o.
- Nós estamos quites assim, não estamos? Foi um impulso, mas não voltará mais a acontecer, prometo-te! *voz embargada*
Orphen permanecia de costas voltadas para SMoon, um silêncio cortante se instalara naquela divisão. Lenta e cuidadosamente, SMoon levanta-se e abraça-o, pousando o seu rosto direito nas suas costas largas. Subitamente, Orphen se volta e atira SMoon para cima da cama com alguma delicadeza, vai para cima dela e a beija, comprimindo suavemente os seus lábios nos dela, uma e outra vez.
- Nunca, mesmo nunca, vamos voltar a trair-nos – sussurrava Orphen nos lábios de SMoon. – Vamos nos esforçar para que a nossa relação resulte desta vez.
SMoon abraça-o com mais força, comprimindo novamente os lábios de Orphen nos seus. Ela roda os seus corpos de modo a ficar por cima dele, e senta-se em cima com uma perna para cada lado. Ele levanta-se de maneira a ficar sentado e um olhar ternurento e, ao mesmo tempo, cheio de desejo era trocado pelos dois. Sem mais demoras, ambos se voltam a beijar freneticamente e quase arrancam a roupa um do outro. Mesmo por cima da roupa da cama, Orphen e SMoon se perdem no corpo um do outro, com penetrações suaves e movimentadas, ao ritmo dos gemidos de prazer de ambos. Enquanto Orphen mordia-lhe o lóbulo da orelha e lhe beijava o pescoço, o ritmo dos movimentos aumentava cada vez mais seguidos pelos gemidos. No momento de clímax, as suas mãos entrelaçaram-se e apertaram-se com firmeza, como se não se quisessem separar nunca mais.
[…]
- Kouga! Por aqui? Bom dia.
- Oh! *embaraçado* Bom dia Lady.
- Vieste visitar a tua namorada? *sorriso trocista*
- Sim, e saber também como vai o nosso bebé. Parece estar tudo bem com ambos.
- É, a Mercúrio tem feito de tudo para que a saúde dela e do bebé não seja afectada com tudo o que se está a passar. Posso te dar um conselho?
- Claro.
- Leva a Mercúrio para longe daqui. Enquanto a Akuno não for destruída, e como ela já foi usada por aquela mulher, é melhor que não esteja por perto.
- Se estás preocupada com o bebé, não devias também tu sair daqui? Tu também estás grávida…
- Eu não posso sair daqui, não vou deixar aquela mulher à solta.
- Tu sabes o quanto a Mercúrio é teimosa. Ela também vai querer ficar aqui e ajudar, nem que seja para remediar o passado.
- Por favor, Kouga, convence-a.
- Mas tu…
- Não te preocupes comigo.
Lady acariciou a face de Kouga, deixando-o corado. Ela dá meia volta e dirige-se até ao elevador, com Kouga ainda especado e pensativo. “Desde que apareci nesta casa que tenho sido bem tratado, menos por aquele cão rafeiro do Inuyasha. Estou em divida para com esta família. Eu vou tentar levar a Mercúrio daqui, mas eu voltarei para ajudá-los na batalha, não posso deixá-los nesta fase em que mais precisam de ajuda!”, decidiu-se Kouga.
Lady caminhava pelo jardim sabendo que a sua prima Haruka continuava por ali. Levava na sua mão um pequeno saco com bolos e sumos, para partilhar com a sua prima enquanto conversariam. Olhou para todos os lados tentando encontrá-la, e assim que a avistou, uma luz subitamente surgiu do céu em direcção à Haruka. Quando a estranha luz cessou, uma pena caiu sobre os joelhos dela, ainda emitindo uma luz suave em volta. Lady correu ao encontro da prima, mas parou de repente a meio quando uma luz intensa surgiu novamente à sua frente. Com o braço esquerdo em frente dos seus olhos, Lady o foi desviando assim que sentiu que a luz tinha sumido. Abriu os seus olhos devagar e, para seu espanto, Tooya estava em frente a Haruka, que também estava de pé em frente a ele. Lady olhou para todos os lados tentando encontrar um sítio suficientemente perto onde pudesse se esconder e ouvir a conversa.
- To… Tooya!
Haruka atirou-se para os braços de Tooya lavada em lágrimas. Tooya retribuiu-lhe o abraço, apertando-a contra si e afundando o seu rosto no pescoço e cabelo da sua amada.
- Como tinha saudades de sentir o teu corpo quente e o teu cheiro doce.
- Oh Tooya… *voz embargada* Eu pensei… eu pensei que tinhas morrido!
“Eu pensei o mesmo!”, pensou Lady, no sítio onde estava escondida com a boca ainda aberta.
- *riso* Esqueceste-te que eu sou um anjo, meu amor?
Lady bateu ruidosamente na sua testa, “É verdade! Como somos estúpidas! Os Anjos não morrem!”. O som foi ignorado por Haruka, mas não por Tooya, que sorriu ao olhar para o sítio onde Lady se encontrava.
- Mas então, porque desapareceste? – perguntou Haruka, soluçando ainda devido ao choro.
- Eu gastei toda a minha força vital quando revivi a Lady e o bebé dela. Devido a isso, o meu corpo original demorou alguns dias a ser reconstituído. Sabes, todos nós, Anjos, temos uma alma como vocês, e como ela não é visível ao olhar humano, não me viste regressar ao Céu. Como a nossa alma tem um poder maior e mais poderoso que o vosso, temos a possibilidade de nos refazermos novamente, por tal é que somos imortais.
- Mas… tu voltaste… Deus deixou-te voltar? Ele não está zangado contigo por… por preferires estar com uma rapariga como eu? *envergonhada*
- *gargalhadas* O que queres dizer com uma rapariga como tu?
- *corada* Oh, tu sabes o que eu quero dizer…
- *risos* Queres que te conte uma história?
- Sim…
Haruka e Tooya sentaram-se no banco de pedra, estando assim de costas para Lady que continuava escondida e a ouvir a conversa. Tooya pegou na mão de Haruka com a sua mão direita e rodeou os ombros dela com o seu braço esquerdo, apertando-a contra si.
- Um dia, no Céu, Deus chamou alguns dos seus melhores Anjos da Guarda. Todos eles estavam em fila virados para o Senhor. A cada um foi-lhes atribuída uma pessoa humana para tomarem conta, e a mim foi atribuída uma linda bebé, que tinha uma irmã gémea. Pensei que fosse cuidar das duas, mas Deus me contou que ela já teria alguém para cuidar dela, quando chegasse a altura certa. Fui para a Terra e vi pela primeira vez aquela bebé linda, literalmente derreti-me todo com aquele sorriso inocente e as suas pequenas gargalhadas como se fossem o tilintar de pequenos sinos. Acompanhei o seu crescimento, sem nunca sair de ao pé dela. Ria-me com as suas traquinices inocentes, as partidas que pregava à sua irmã… mas quando ela começou a se interessar por rapazes, eu senti-me estranho. Quando um rapaz se interessava por ela e ela por ele, eu não conseguia agir conscientemente, eu intrometia-me no seu Destino. Todos os seus namoros foram um fiasco por minha causa.
Haruka olhava surpresa para a cara séria de Tooya.
- Quando, novamente, tinha feito a minha partida ao rapaz que estava apaixonado pela minha protegida, fui chamado ao Céu, com urgência. Contrariado, voltei. Quando cheguei lá, Deus estava muito sério, estava a haver um julgamento; o meu julgamento. Como sou um Anjo, não podia alterar o Destino, estava a fazer algo errado e que dá direito a uma punição severa.
- Que tipo de punição?
- Poderia perder as minhas asas e os meus poderes. Não seria um humano, mas também não seria um Anjo, apenas um ser espiritual errante. Mas, estranhamente, todos os Anjos presentes naquele julgamento estavam a meu favor. Eu continuava confuso e irritado comigo mesmo, pois sabia que tinha errado mas não entendia porque fazia tudo aquilo. Foi quando um dos Anjos mais velhos se chegou à frente e disse que eu me tinha apaixonado pela pessoa que eu deveria proteger. Eu olhei para ele estupefacto, não querendo assimilar aquilo que ele tinha dito com a verdade do que estava acontecer-me. Mas o que era bem certo, é que quando eu estava com ela, apenas os dois, mesmo ela não me podendo ver, sentia um calor bom e acolhedor dentro de mim, sentia-me estranhamente feliz só por poder estar ao lado dela.
- Ma… mas o que Deus disse depois? Nesse julgamento?
- Deu por encerrado o julgamento e pediu para falar comigo a sós. Assim que ficámos sozinhos, ele me contou que a família da pessoa que amava estava em perigo e então me atribuiu mais um dever; não só protegia esta pessoa, como também tinha de proteger toda a sua família do demónio que encarnou num dos seus parentes.
- Se ele é Deus, ele não te disse quem é esse parente que está possuído por esse demónio?
- Apenas me disse que este era o meu novo desafio, tentar descobrir em que corpo estava esse demónio e ajudar esta família a destruí-lo. Vocês têm muito poder dentro de vós, podem dominar algumas forças da Natureza, mas em comparação com este demónio e com os seus aliados, vocês ainda não estão suficientemente preparados para o enfrentar. Eu agora estou aqui, e o Inuyasha e os outros também são uma excelente ajuda. Se treinarmos mais um pouco, seremos capazes de conseguir exterminá-lo.
- Espero que sim… esta Akuno começa a me irritar profundamente!
Tooya sorriu e beijou-lhe a testa. Haruka baixou o olhar, o sangue começou a aflorar-lhe a pele deixando-a com um tom rosado.
- Hey, Tooya…
- Sim?
- Porque… porque te apaixonaste por mim? Porque não me impediste de cometer todas aquelas loucuras?
- Falas dos teus 200 e tal médicos? *risos*
- Oh…
- O tempo no Céu é completamente diferente do da Terra… quando fui chamado de volta ao Céu, o tempo aqui passou rápido até ao momento em que voltei e caí em cima de ti. *riso*
- Isso não é motivo de riso, eu podia ter-me magoado. *amuada*
- *gargalhadas* Não sou assim tão descuidado.
- Mas… não ficaste irritado comigo quando descobriste esta minha faceta? Isto é, não ficaste com ciúmes?
- Não vou dizer que não, mas que podia eu fazer se o mal já estava feito? *sorriso* O que vale é que assim que me materializei para ti, tu te apaixonaste também por mim. Se eu soubesse que isto iria acontecer, eu me teria mostrado mais cedo. *riso*
- Não me importava nada… *murmura*
“ATCHOO”, ouviu-se atrás do casal um espirro que fez Haruka se levantar com o susto.
- Prima Lady! À… à quanto tempo estás aí?
- *riso nervoso* Eheheh… à pouco…
- *riso* Mentir é feio, Lady.
- Tooya… *murmura irritada* Ok, ok… eu ouvi a conversa toda.
- Lady, eu… eu queria te pedir desculpa pela forma como me tenho comportado contigo…
- Não te preocupes com isso, prima. *sorriso* O importante é que tens o teu namorado de volta e que temos de pensar então no treino para sermos capazes de acabar com este pesadelo.
- Namorado… é isso! – Haruka vira-se para Tooya. – E sobre abdicares a tua imortalidade por minha causa, ainda…
- Mas é claro que ainda está de pé, meu amor, eu quero ficar contigo… para sempre!
Haruka se empoleira no pescoço de Tooya e lhe dá um enorme e doce beijo em seus lábios. Tooya abraça-a em resposta, abrindo com cuidado a boca de Haruka e entrelaçando a sua língua na dela. Lady desviou a cara, envergonhada por se sentir a invadir a privacidade daqueles dois.
[…]
Haviam passado alguns dias após a última batalha que travaram com Akuno, a inimiga da família. Com os seus poderes, a família Four Elements restaurou o interior da casa, deixando-a como estava antes de ser destruída.
Haruka encontrava-se no jardim, como passava agora os últimos dias, à espera de algo ou… de alguém. Atrás dela estavam Neptuno, sua irmã gémea, e a sua prima Lady a conversarem.
- Ela ainda não te fala, não é?
- Ela me há-de culpar para a vida toda o que se passou com o Tooya.
- Mas tu não tens culpa, prima. O Tooya afinal era um anjo, o seu dever não era proteger esta família contra a Akuno?
- E no entanto ela conseguiu desaparecer novamente e ele salva-me a mim! Que desperdício…
- Não sejas parva, Lady! Tu agora tens mais uma pessoa em quem pensar e que carregas dentro de ti! O objectivo do Tooya ao salvar-te foi também salvar o teu bebé! Então não sejas egoísta, está bem?
- Mas a tua irmã…
- Aquilo há-de passar-lhe… É a primeira vez que ela se apaixona a sério, mas verás que daqui a uns dias ela volta a ser a tarada que sempre foi, rodeada pelos seus 200 e tal médicos… são tantos que já lhe perdi a conta. – murmura Neptuno, ao tentar contar pelos dedos.
Lady ri-se mas o seu semblante volta a ficar triste ao olhar novamente para a sua prima.
Entretanto, Orphen continuava pensativo com o que a sua namorada tinha dito naquele dia, na batalha. Desde então que ainda não tinha conseguido ter um momento a sós com ela para voltar a tocar naquele assunto. Ao ver que o corredor estava silencioso e sem ninguém por perto para atrapalhar, Orphen pára em frente à porta do quarto de SMoon. Olha novamente para os lados e suspira, agarra na maçaneta dourada e a gira para o lado direito, abrindo de seguida a porta e entrando o mais depressa que consegue. Ao fechar a porta com todo o cuidado e de costas para o interior do quarto, Orphen sente uma mão pousar no seu ombro, o que o leva a dar um salto e um grito de susto.
- Hey, calma! Não sou assim tão feia. *beicinho*
- Que susto me pregaste, SMoon! Não tem nada a ver com isso, apenas não estava à espera.
- Ao entrares sorrateiramente no meu quarto estavas à espera de quê então?
- De finalmente te encontrar sozinha, precisamos de falar seriamente…
- Hmm…
- É só o que tens para dizer?
- Quem me quer falar és tu, certo? Então vá, desembucha, para que te possa dar uma resposta melhor.
Orphen desloca-se até à beira da cama de SMoon e senta-se, pousando os seus braços nas pernas e inclinando-se para a frente, pensativo. SMoon batia o pé impaciente.
- Estive este tempo todo a pensar…
- Uau! Tu pensas!
- Não vamos começar, pois não? Deixa-me acabar, se faz favor, já tens o teu tempo de antena.
SMoon virou-lhe a cara amuada, como ela sabia ler os pensamentos já sabia do que Orphen queria lhe falar.
- Quero saber porque é que tu disseste que eu devo duvidar de ti… e o que querias dizer com não seres propriamente uma santa?
SMoon suspirou e sentou-se ao lado do seu namorado. Olhou durante uns segundos para o seu perfil e respondeu.
- Lembraste daquele dia em que vieste procurar no meu quarto se escondia algum homem?
- Sim – respondeu Orphen, após alguns segundos de silêncio.
- Estavas certo naquela altura, esteve mesmo um homem comigo.
Orphen levanta-se de um salto e olha para SMoon com um ar sério.
- Quem era o filho da mãe?
- Era… o Miroku. – responde por fim SMoon, baixando o olhar.
Orphen preparava-se para sair de repente do quarto, mas SMoon agarra-lhe no pulso, parando-o.
- Nós estamos quites assim, não estamos? Foi um impulso, mas não voltará mais a acontecer, prometo-te! *voz embargada*
Orphen permanecia de costas voltadas para SMoon, um silêncio cortante se instalara naquela divisão. Lenta e cuidadosamente, SMoon levanta-se e abraça-o, pousando o seu rosto direito nas suas costas largas. Subitamente, Orphen se volta e atira SMoon para cima da cama com alguma delicadeza, vai para cima dela e a beija, comprimindo suavemente os seus lábios nos dela, uma e outra vez.
- Nunca, mesmo nunca, vamos voltar a trair-nos – sussurrava Orphen nos lábios de SMoon. – Vamos nos esforçar para que a nossa relação resulte desta vez.
SMoon abraça-o com mais força, comprimindo novamente os lábios de Orphen nos seus. Ela roda os seus corpos de modo a ficar por cima dele, e senta-se em cima com uma perna para cada lado. Ele levanta-se de maneira a ficar sentado e um olhar ternurento e, ao mesmo tempo, cheio de desejo era trocado pelos dois. Sem mais demoras, ambos se voltam a beijar freneticamente e quase arrancam a roupa um do outro. Mesmo por cima da roupa da cama, Orphen e SMoon se perdem no corpo um do outro, com penetrações suaves e movimentadas, ao ritmo dos gemidos de prazer de ambos. Enquanto Orphen mordia-lhe o lóbulo da orelha e lhe beijava o pescoço, o ritmo dos movimentos aumentava cada vez mais seguidos pelos gemidos. No momento de clímax, as suas mãos entrelaçaram-se e apertaram-se com firmeza, como se não se quisessem separar nunca mais.
[…]
- Kouga! Por aqui? Bom dia.
- Oh! *embaraçado* Bom dia Lady.
- Vieste visitar a tua namorada? *sorriso trocista*
- Sim, e saber também como vai o nosso bebé. Parece estar tudo bem com ambos.
- É, a Mercúrio tem feito de tudo para que a saúde dela e do bebé não seja afectada com tudo o que se está a passar. Posso te dar um conselho?
- Claro.
- Leva a Mercúrio para longe daqui. Enquanto a Akuno não for destruída, e como ela já foi usada por aquela mulher, é melhor que não esteja por perto.
- Se estás preocupada com o bebé, não devias também tu sair daqui? Tu também estás grávida…
- Eu não posso sair daqui, não vou deixar aquela mulher à solta.
- Tu sabes o quanto a Mercúrio é teimosa. Ela também vai querer ficar aqui e ajudar, nem que seja para remediar o passado.
- Por favor, Kouga, convence-a.
- Mas tu…
- Não te preocupes comigo.
Lady acariciou a face de Kouga, deixando-o corado. Ela dá meia volta e dirige-se até ao elevador, com Kouga ainda especado e pensativo. “Desde que apareci nesta casa que tenho sido bem tratado, menos por aquele cão rafeiro do Inuyasha. Estou em divida para com esta família. Eu vou tentar levar a Mercúrio daqui, mas eu voltarei para ajudá-los na batalha, não posso deixá-los nesta fase em que mais precisam de ajuda!”, decidiu-se Kouga.
Lady caminhava pelo jardim sabendo que a sua prima Haruka continuava por ali. Levava na sua mão um pequeno saco com bolos e sumos, para partilhar com a sua prima enquanto conversariam. Olhou para todos os lados tentando encontrá-la, e assim que a avistou, uma luz subitamente surgiu do céu em direcção à Haruka. Quando a estranha luz cessou, uma pena caiu sobre os joelhos dela, ainda emitindo uma luz suave em volta. Lady correu ao encontro da prima, mas parou de repente a meio quando uma luz intensa surgiu novamente à sua frente. Com o braço esquerdo em frente dos seus olhos, Lady o foi desviando assim que sentiu que a luz tinha sumido. Abriu os seus olhos devagar e, para seu espanto, Tooya estava em frente a Haruka, que também estava de pé em frente a ele. Lady olhou para todos os lados tentando encontrar um sítio suficientemente perto onde pudesse se esconder e ouvir a conversa.
- To… Tooya!
Haruka atirou-se para os braços de Tooya lavada em lágrimas. Tooya retribuiu-lhe o abraço, apertando-a contra si e afundando o seu rosto no pescoço e cabelo da sua amada.
- Como tinha saudades de sentir o teu corpo quente e o teu cheiro doce.
- Oh Tooya… *voz embargada* Eu pensei… eu pensei que tinhas morrido!
“Eu pensei o mesmo!”, pensou Lady, no sítio onde estava escondida com a boca ainda aberta.
- *riso* Esqueceste-te que eu sou um anjo, meu amor?
Lady bateu ruidosamente na sua testa, “É verdade! Como somos estúpidas! Os Anjos não morrem!”. O som foi ignorado por Haruka, mas não por Tooya, que sorriu ao olhar para o sítio onde Lady se encontrava.
- Mas então, porque desapareceste? – perguntou Haruka, soluçando ainda devido ao choro.
- Eu gastei toda a minha força vital quando revivi a Lady e o bebé dela. Devido a isso, o meu corpo original demorou alguns dias a ser reconstituído. Sabes, todos nós, Anjos, temos uma alma como vocês, e como ela não é visível ao olhar humano, não me viste regressar ao Céu. Como a nossa alma tem um poder maior e mais poderoso que o vosso, temos a possibilidade de nos refazermos novamente, por tal é que somos imortais.
- Mas… tu voltaste… Deus deixou-te voltar? Ele não está zangado contigo por… por preferires estar com uma rapariga como eu? *envergonhada*
- *gargalhadas* O que queres dizer com uma rapariga como tu?
- *corada* Oh, tu sabes o que eu quero dizer…
- *risos* Queres que te conte uma história?
- Sim…
Haruka e Tooya sentaram-se no banco de pedra, estando assim de costas para Lady que continuava escondida e a ouvir a conversa. Tooya pegou na mão de Haruka com a sua mão direita e rodeou os ombros dela com o seu braço esquerdo, apertando-a contra si.
- Um dia, no Céu, Deus chamou alguns dos seus melhores Anjos da Guarda. Todos eles estavam em fila virados para o Senhor. A cada um foi-lhes atribuída uma pessoa humana para tomarem conta, e a mim foi atribuída uma linda bebé, que tinha uma irmã gémea. Pensei que fosse cuidar das duas, mas Deus me contou que ela já teria alguém para cuidar dela, quando chegasse a altura certa. Fui para a Terra e vi pela primeira vez aquela bebé linda, literalmente derreti-me todo com aquele sorriso inocente e as suas pequenas gargalhadas como se fossem o tilintar de pequenos sinos. Acompanhei o seu crescimento, sem nunca sair de ao pé dela. Ria-me com as suas traquinices inocentes, as partidas que pregava à sua irmã… mas quando ela começou a se interessar por rapazes, eu senti-me estranho. Quando um rapaz se interessava por ela e ela por ele, eu não conseguia agir conscientemente, eu intrometia-me no seu Destino. Todos os seus namoros foram um fiasco por minha causa.
Haruka olhava surpresa para a cara séria de Tooya.
- Quando, novamente, tinha feito a minha partida ao rapaz que estava apaixonado pela minha protegida, fui chamado ao Céu, com urgência. Contrariado, voltei. Quando cheguei lá, Deus estava muito sério, estava a haver um julgamento; o meu julgamento. Como sou um Anjo, não podia alterar o Destino, estava a fazer algo errado e que dá direito a uma punição severa.
- Que tipo de punição?
- Poderia perder as minhas asas e os meus poderes. Não seria um humano, mas também não seria um Anjo, apenas um ser espiritual errante. Mas, estranhamente, todos os Anjos presentes naquele julgamento estavam a meu favor. Eu continuava confuso e irritado comigo mesmo, pois sabia que tinha errado mas não entendia porque fazia tudo aquilo. Foi quando um dos Anjos mais velhos se chegou à frente e disse que eu me tinha apaixonado pela pessoa que eu deveria proteger. Eu olhei para ele estupefacto, não querendo assimilar aquilo que ele tinha dito com a verdade do que estava acontecer-me. Mas o que era bem certo, é que quando eu estava com ela, apenas os dois, mesmo ela não me podendo ver, sentia um calor bom e acolhedor dentro de mim, sentia-me estranhamente feliz só por poder estar ao lado dela.
- Ma… mas o que Deus disse depois? Nesse julgamento?
- Deu por encerrado o julgamento e pediu para falar comigo a sós. Assim que ficámos sozinhos, ele me contou que a família da pessoa que amava estava em perigo e então me atribuiu mais um dever; não só protegia esta pessoa, como também tinha de proteger toda a sua família do demónio que encarnou num dos seus parentes.
- Se ele é Deus, ele não te disse quem é esse parente que está possuído por esse demónio?
- Apenas me disse que este era o meu novo desafio, tentar descobrir em que corpo estava esse demónio e ajudar esta família a destruí-lo. Vocês têm muito poder dentro de vós, podem dominar algumas forças da Natureza, mas em comparação com este demónio e com os seus aliados, vocês ainda não estão suficientemente preparados para o enfrentar. Eu agora estou aqui, e o Inuyasha e os outros também são uma excelente ajuda. Se treinarmos mais um pouco, seremos capazes de conseguir exterminá-lo.
- Espero que sim… esta Akuno começa a me irritar profundamente!
Tooya sorriu e beijou-lhe a testa. Haruka baixou o olhar, o sangue começou a aflorar-lhe a pele deixando-a com um tom rosado.
- Hey, Tooya…
- Sim?
- Porque… porque te apaixonaste por mim? Porque não me impediste de cometer todas aquelas loucuras?
- Falas dos teus 200 e tal médicos? *risos*
- Oh…
- O tempo no Céu é completamente diferente do da Terra… quando fui chamado de volta ao Céu, o tempo aqui passou rápido até ao momento em que voltei e caí em cima de ti. *riso*
- Isso não é motivo de riso, eu podia ter-me magoado. *amuada*
- *gargalhadas* Não sou assim tão descuidado.
- Mas… não ficaste irritado comigo quando descobriste esta minha faceta? Isto é, não ficaste com ciúmes?
- Não vou dizer que não, mas que podia eu fazer se o mal já estava feito? *sorriso* O que vale é que assim que me materializei para ti, tu te apaixonaste também por mim. Se eu soubesse que isto iria acontecer, eu me teria mostrado mais cedo. *riso*
- Não me importava nada… *murmura*
“ATCHOO”, ouviu-se atrás do casal um espirro que fez Haruka se levantar com o susto.
- Prima Lady! À… à quanto tempo estás aí?
- *riso nervoso* Eheheh… à pouco…
- *riso* Mentir é feio, Lady.
- Tooya… *murmura irritada* Ok, ok… eu ouvi a conversa toda.
- Lady, eu… eu queria te pedir desculpa pela forma como me tenho comportado contigo…
- Não te preocupes com isso, prima. *sorriso* O importante é que tens o teu namorado de volta e que temos de pensar então no treino para sermos capazes de acabar com este pesadelo.
- Namorado… é isso! – Haruka vira-se para Tooya. – E sobre abdicares a tua imortalidade por minha causa, ainda…
- Mas é claro que ainda está de pé, meu amor, eu quero ficar contigo… para sempre!
Haruka se empoleira no pescoço de Tooya e lhe dá um enorme e doce beijo em seus lábios. Tooya abraça-a em resposta, abrindo com cuidado a boca de Haruka e entrelaçando a sua língua na dela. Lady desviou a cara, envergonhada por se sentir a invadir a privacidade daqueles dois.
[…]

Miroku entra pela mansão a correr como se tivesse visto um fantasma, a distracção e o espanto eram tal que ele só viu Janete quando estavam os dois caídos um por cima do outro, no hall de entrada.
- Princesa, estás aqui?? Nem te vi.
- Pois deu para reparar, caso contrário não terias chocado comigo e não estaríamos nesta situação um pouco embaraçosa. *cora*
- Embaraçosa?? Olha eu cá estou muito bem – encosta o rosto aos peitos de Janete – Hm.. tão reconfortante – algo embate com bastante força na cabeça de Miroku – Mas de onde surgiu esse livro??
- *Furiosa* Da minha mão, e se não sais imediatamente de cima de mim, levarás com ele novamente.
Miroku levantou-se num ápice, ainda estendeu a mão para ajudar Janete a se levantar mas esta não aceitou a ajuda, batendo-lhe na mão.
- Mas afinal, porque vinhas a correr feito maluco???
- Ahhh, não vais acreditar. Eu acabei de ver a Haruka e a Lady a conversarem no jardim com o Tooya.
- *Espanto* O quê??? Co…co…com o Tooya?? - Janete olha para trás ao sentir uma presença. - Neptuno estavas aí?? Nem te vi, posso saber à quanto tempo estavas aí??
- Ora desde que vocês chocaram e caíram *embaraçada*. Mas isso não interessa, Miroku tu viste o Tooya? Tens a certeza? Sabes que o Tooya morreu para salvar a Lady?
- Sim, eu sei tudo isso, mas era ele, tenho a certeza!
- Tenho que ir ver isso com os meus próprios olhos.
- Espera eu vou contigo.
- Ma…mas Janete eu queria falar contigo. *becinho*
- Falamos depois.
Janete e Neptuno saem pela mansão em passos acelerados para verem se realmente Miroku estava a falar a verdade ou se era mais uma das suas alucinações. Ao meio do Jardim avistam Haruka, Lady e Tooya, e correm até eles.
- Mas… mas como é possível Tooya! Tu estás vivo, mas como???
- Olá, cunhadinha, já estavas com saudades minhas? – abraça Neptuno – Ou nem por isso, parece que viste um fantasma.
- Larga-me – Neptuno empurra Tooya – Mas que ousadias são essas, fez-te mal a tua suposta morte. Afinal vão ou não me contar o que se passa aqui? *Irritada*
- A tua irmã não muda mesmo, continua a Neptuno de sempre. *riso*
- Pois, já tu Tooya, estás muito engraçadinho.
- Mana, pára com isso, depois eu conto-te tudo. *abraça o Tooya* E além disso eu sei muito bem que estás contente por o ver.
- Mana, estás bem?? Estás um pouco pálida. *preocupada*
- Hm…ah, eu estou bem não se preocupem. *sorriso*
- Ainda bem porque o Tooya tem um assunto muito importante para falar connosco, não é Tooya?
- Ah, pois é Lady, obrigado por me lembrares, mas ainda não estão cá todas, falta a tua filha SMoon, a Suh, a Dgirl e a Likas.
- Bem, eu posso ir procurar a minha filha.
- A Suh foi ao cinema com o Kenshin.
- A Likas ainda à pouco estava na piscina.
- É melhor conversarmos lá dentro porque o assunto é muito sério e não quero que outras pessoas ouçam.
- *uníssono* Ok.
Haruka, Neptuno, Lady e Tooya caminham para a mansão. Janete ficou encarregue de ir buscar Likas à piscina, enquanto Neptuno foi procurar por Dgirl.
- Podemos falar aqui na sala de estar.
- Não Lady, é melhor falarmos na grande sala do piso superior, pois lá é mais provável não aparecer ninguém, já que essa sala só é utilizada para as reuniões familiares.
- Tens razão amor, aquela sala é pouco usada, lá falaremos melhor.
- Então pronto, vão indo que eu vou procurar a SMoon. Haruka comunica com a Neptuno e com a Janete para elas irem ter à sala de reuniões. Até já.
Haruka e Tooya dirigem-se para o elevador. Lady fica parada por uns instantes para ver onde sua filha estava lendo os seus pensamentos, quando de repente surge Tamahome da cozinha, o seu semblante ao olhar para Lady fez com que esta se arrepiasse, aquele olhar estava gélido, alguma coisa se passava com ele.
- Tamahome, passa-se alguma coisa??
- Não Lady, não se passa nada, porquê a pergunta?
- Nada, nada, só pensei que não te estavas a sentir bem.
- Como vês estou óptimo, mais alguma coisa?
- “Antipático.” Não ainda tenho algo a te perguntar se não te importares de me responder.
- Estás a espera de quê??
- Bem, mas que bicho é que te mordeu?? Não interessa, por acaso saber onde está a Dgirl?
- Não, não sei onde está a Dgirl.
- Obrigado. *irritada*
- De nada.
Lady vira as costas a Tamahome e começa a subir as escadas, enquanto vai pensando no que se acabara de passar, “Mas que se passa com ele? O Tamahome está tão estranho. Nunca pensei que ele fosse assim tão antipático. Se calhar está chateado com a Dgirl. É, deve ser isso. Vou mas é procurar a SMoon, temos mais com o que nos preocupar.” Lady continua a subir as escadas até ao corredor dos quartos.
[…]
- *grita* Likas, Likas onde estás???
Algo nada com extrema velocidade até Janete, fazendo com que esta caia para trás, tal fora o susto que apanhara.
- Então Janete, que foi?? *gota*
- Queres-me matar?? Estás doida?? Pensei que fosse um monstro.
- Que eu saiba foste tu que gritaste por mim. *língua de fora*
- Sim, temos que ir rápido para a sala das reuniões, o Tooya tem algo importante para falar connosco.
- Mas passa-se algo??
- Tirando que a qualquer momento podemos morrer todos, não, não se passa nada.
- *gota* Ok, já percebi deixa-me só vestir qualquer coisa.
Likas pega numa toalha amarela clara, que se encontrava em cima da espreguiçadeira, e se enxuga, veste o vestido florido de seda e junto com Janete se teletransportam para a sala de reuniões.
[…]
Neptuno já procurara Dgirl por todo o jardim, agora só faltava na mansão. Quando vai para a entrar de volta na mansão, ouve um choro vindo de trás de uma das árvores da entrada. Preocupada decide ir ver o que se passa. Ela caminha silenciosamente até ao local e ao aproximar-se começa a ver um vulto sentado com a cara no meio dos joelhos. Ao aproximar-se ainda mais vê que se trata de Dgirl, ao chegar perto dela ajoelha-se na frente desta.
- Dgirl, que se passa? Estava à tua procura. Porque estás a chorar? Que te fizeram? Porque estás aqui sozinha?
- Discuti com o Tamahome, então queria ficar sozinha e vim para aqui para que ninguém me incomodasse, e eu pudesse pensar.
- Mas porque discutiram?
- Desculpa Neptuno, mas preferia não falar disso agora. Mas porque andavas à minha procura?
- Ok, eu entendo, mas quando quiseres falar já sabes que podes contar comigo. *abraça-a* Andava à tua procura porque o Tooya quer falar connosco.
- Então é melhor irmos andando, *enxuga as lágrimas* não os vamos fazer esperar.
As duas levantam-se e caminham para dentro da casa.
[…]
SMoon dormia tranquila, enquanto Orphen a olhava com extremo carinho e acariciava-lhe as faces suavemente. SMoon aos poucos começava a despertar.
- Olá, meu amor. Ainda bem que acordaste, pois enquanto dormias estive aqui a pensar e queria pedir-te uma coisa. *cora*
- Hm… que coisa é essa Ophen? Até já estou com medo. *riso*
- Oh, não sejas parva.
- Vá, diz logo de uma vez, que mania que tens de fazer suspanse. *ansiosa*
- Bem.. eu queria te perguntar…
- Sim…
- Calma, estás a responder-me e ainda não te fiz a pergunta. *senta-se* SMoon… queres casar comigo?
Um silêncio se instala naquele quarto.
Lady ao aproximar-se da porta do quarto de SMoon vê Inuyasha no corredor apenas com uma toalha enrolada na cintura. O seu coração começa a bater cada vez mais depressa, um calor enorme começa a subir-lhe pela espinha, algumas gotas de suor começam a escorrer-lhe pelas faces. Lady começa a sentir-se sem forças, as suas pernas começam a tremer. Inuyasha ao ver que a sua namorada estava prestes a desmaiar corre até ela, apanhando-a mesmo no momento em que esta ia desfalecer.
- Amor que se passa, estás bem?? Estás a sentir alguma dor???
- Eu não, mas tu vais sentir uma muito grande.
De repente Lady já estava em pé com uma cara ameaçadora.
- O que é que eu fiz amor??
- O que fizeste?? Ainda perguntas?? Queres me por doida?? Isso são modos de andar no corredor?? De toalha à cintura com esse peito todo à mostra! – Lady acaricia o peito de Inuyasha – Isto é uma casa de família, temos crianças aqui…
Lady agarra Inuyasha pela cintura e dá-lhe um beijo cheio de desejo. Os seus lábios se misturavam selvaticamente e as suas línguas entrelaçavam-se uma na outra. Sem mais demoras, Inuyasha pega em Lady e a encosta à porta do quarto, esta entrelaça as suas pernas em volta da cintura de Inuyasha.
SMoon e Orphen ouviram algo a embater furiosamente contra a porta do quarto. Orphen, irritado, decide ir ver o que se passa. Levanta-se, coloca o lençol à volta da cintura e move-se para a porta, roda a pequena maçaneta dourada e quando a abre algo cai em cima dele.
- *Espanto* Mamã??? Inuyasha???
- Filhota, será que te podes tapar??
- Oh, desculpem. *cora*
- *Irritado* Será que dá para saírem de cima de mim????
Lady e Inuyasha levantam-se, saindo de cima de Orphen.
- Posso saber o que vocês estavam a fazer??
- Nós, hen… bem… a…
- Deixa Inuyasha, eu explico. Eu vinha buscar-te filhota, o Tooya precisa falar connosco urgentemente.
- *espanto* O Tooya??? Mas o Tooya morreu mamã.
- Não, ele está vivo. Depois eu conto-te. Mas agora rápido veste-te.
SMoon levanta-se deixando cair o lençol. Orphen corre até Inuyasha e tapa-lhe os olhos.
- Larga-me, que estás a fazer?? Eu já a vi nua por isso, não me estas a esconder nada.
Orphen dá um murro mesmo na cara de Inuyasha e os dois começam a discutir e a agredirem se mutuamente, Lady empurra-os para fora do quarto fechando a porta em seguida. SMoon já se encontrava vestida, as duas teletransportam-se para a sala de reuniões, onde todos já as esperavam.
- Ainda bem que já chegaram, agora sim já estamos todos, já podemos começar. O assunto que tenho para falar convosco é muito sério e muito importante, mas acima de tudo não pode sair desta sala, para vossa segurança, nem com os vossos namorados e maridos, vocês podem falar, pois não sabemos ainda quem é o vosso inimigo por isso, quanto maior sigilo melhor.
- Mas tu não sabes quem é a Akuno, Tooya??
- Não, na conversa que tive com Deus, Ele não me revelou o nome da verdadeira Akuno, apenas me deu a missão de vos ajudar e proteger.
- Então ela também pode estar aqui presente, pode ser qualquer uma de nós.
- Sim, Neptuno, mas correrei esse risco.
- Acreditas assim tanto em nós?
- Sim, eu acredito em vocês. Mas agora voltemos ao que eu estava a dizer, eu chamei-vos aqui, porque vos tenho que revelar algo, que vos poderá ajudar a vencer a Akuno. Aqui, nesta sala, temos três descendentes directas do elemento água, três do elemento terra e duas do elemento fogo.
- Descendentes directas?? Que queres dizer com isso??
- Com isso eu quero dizer que dentro de cada uma de vocês está parte do poder absoluto do vosso elemento, porque descendem directamente do mestre criador da vossa existência. Por outras palavras, à muitos séculos atrás, a vossa família foi dividida em quatro elementos: terra, fogo, ar e água. Mas apenas um elemento, o “mestre” de cada elemento, é que tinha o poder absoluto sobre essa força da Natureza, os seus descendentes apenas tinham o poder suficiente para se defenderem e protegerem as suas famílias. Pois a pessoa que tem o poder absoluto, tem em si uma “arma” implacável que pode fazer muitos estragos e matar muita gente inocente, se for usado em prole do mal.
- Então quer dizer que a Akuno está atrás do poder absoluto?
- Sim e não, Haruka.
- Como assim?
- É fácil SMoon, cada mestre só tem acesso ao poder do seu elemento, só que a Akuno quer o poder absoluto de todos os elementos e para isso terá que vos matar a todas. Os mestres de cada elemento decidiram dividir os seus poderes pelas suas gerações futuras e assim terem vários descendentes que, quando estivessem unidos, teriam acesso ao poder absoluto, um karma que seria divido por várias pessoas e não por uma só. Só que isso trouxe vários problemas à família, pois as pessoas a quem foi dado esse dom começaram a usa-los para o mal, e começaram a destruir a família aos poucos, o que fez com que os mestres tomam-se de volta os seus poderes, e isso fez com que eles envelhecem mais rápido devido ao peso da responsabilidade de carregar esse poder. Então quando estavam a morrer, decidiram que só os elementos da família que já nascessem com um enorme poder dentro delas é que poderiam obter o poder absoluto do seu elemento.
- Mas e eu, como me encaixo nesta história? Se eu nem faço parte da família.
- Estás enganada Likas, tu és descendente desta família, tu nunca soubeste quem era o teu pai verdadeiro pois não?
- Queres dizer que o meu pai pertencia a esta família??
- Sim, o teu pai pertencia a esta família, ao elemento Fogo. E tu és uma descendente directa do elemento fogo juntamente com a Suh. Tal como a Janete, a Lady e a SMoon são descendente do elemento Terra, e a Neptuno e a Haruka são descendentes do poder água juntamente com a Dgirl.
- Mas e o elemento ar?
- Infelizmente, temo que quem nasceu capaz de usar o poder absoluto do elemento ar é o vosso inimigo. Mas em contrapartida, apareceu nas vossas vidas o Kouga que tem poder sobre o ar.
- Mas, então, queres dizer que nós todas juntas conseguimos obter o poder absoluto de cada elemento e derrotar o inimigo?
- Sim Janete, mas não será assim tão fácil. Terão que treinar muito para que consigam evoluir o vosso poder interno, para que assim sejam capazes de invocar o poder absoluto.
- Mas não temos tempo, a Akuno pode atacar a qualquer momento.
- Pois Suh, por isso é que temos que começar o quanto antes este treino, e vocês tem que ter força, pois não vai ser fácil com o pouco tempo que temos. Vocês não podem desistir nunca. E para vos ajudar eu falei com um amigo meu que está disposto a nos ajudar, ele é que vos vai treinar, enquanto eu e os rapazes treinaremos juntos também.
- E quando começamos?
- Amanhã, bem cedo, no jardim das traseiras.
Likas, Suh, Dgirl, Janete, Lady e SMoon saem da sala determinadas a se esforçar e treinar com todas as suas forças para vencer o seu inimigo e terem uma vida de paz, junto dos que mais amam. Neptuno, Haruka e Tooya ficam na sala a conversar sobre alguns pormenores do treino.
- Bem, estou cheia de fome, vamos comer algo?
- Tinha que ser, né mana?
- Estou grávida, é normal. Vens com a mamã, filhota? Já à muito que não nos sentamos para conversar.
- Desculpa mamã, mas agora não posso. Tenho que dar uma resposta ao Orphen.
- Mas que respos…
SMoon já tinha desaparecido antes de Lady acabar a frase.
- Vamos lá lanchar.
- Eu faço o chá e o bolo.
- *gargalhadas/uníssono* Pois está bem está, Suh, nós queremos comer, não morrer.
- Suas… *irritada*
As quatro descem animadas as escadas e vão em direcção à cozinha preparar o lanche. Suh liga o fogão, enquanto Janete coloca a chaleira com água para ferver. Lady e Likas colocam sobre a mesa uma toalha em tons esverdeados e em seguida colocam as chávenas, os bolos e as bolachas sobre esta. Quando o chá fica pronto, sentam-se todas em volta da mesa, a lancharem e a conversarem animadas sobre o treino do dia seguinte.
[…]
- Princesa, estás aqui?? Nem te vi.
- Pois deu para reparar, caso contrário não terias chocado comigo e não estaríamos nesta situação um pouco embaraçosa. *cora*
- Embaraçosa?? Olha eu cá estou muito bem – encosta o rosto aos peitos de Janete – Hm.. tão reconfortante – algo embate com bastante força na cabeça de Miroku – Mas de onde surgiu esse livro??
- *Furiosa* Da minha mão, e se não sais imediatamente de cima de mim, levarás com ele novamente.
Miroku levantou-se num ápice, ainda estendeu a mão para ajudar Janete a se levantar mas esta não aceitou a ajuda, batendo-lhe na mão.
- Mas afinal, porque vinhas a correr feito maluco???
- Ahhh, não vais acreditar. Eu acabei de ver a Haruka e a Lady a conversarem no jardim com o Tooya.
- *Espanto* O quê??? Co…co…com o Tooya?? - Janete olha para trás ao sentir uma presença. - Neptuno estavas aí?? Nem te vi, posso saber à quanto tempo estavas aí??
- Ora desde que vocês chocaram e caíram *embaraçada*. Mas isso não interessa, Miroku tu viste o Tooya? Tens a certeza? Sabes que o Tooya morreu para salvar a Lady?
- Sim, eu sei tudo isso, mas era ele, tenho a certeza!
- Tenho que ir ver isso com os meus próprios olhos.
- Espera eu vou contigo.
- Ma…mas Janete eu queria falar contigo. *becinho*
- Falamos depois.
Janete e Neptuno saem pela mansão em passos acelerados para verem se realmente Miroku estava a falar a verdade ou se era mais uma das suas alucinações. Ao meio do Jardim avistam Haruka, Lady e Tooya, e correm até eles.
- Mas… mas como é possível Tooya! Tu estás vivo, mas como???
- Olá, cunhadinha, já estavas com saudades minhas? – abraça Neptuno – Ou nem por isso, parece que viste um fantasma.
- Larga-me – Neptuno empurra Tooya – Mas que ousadias são essas, fez-te mal a tua suposta morte. Afinal vão ou não me contar o que se passa aqui? *Irritada*
- A tua irmã não muda mesmo, continua a Neptuno de sempre. *riso*
- Pois, já tu Tooya, estás muito engraçadinho.
- Mana, pára com isso, depois eu conto-te tudo. *abraça o Tooya* E além disso eu sei muito bem que estás contente por o ver.
- Mana, estás bem?? Estás um pouco pálida. *preocupada*
- Hm…ah, eu estou bem não se preocupem. *sorriso*
- Ainda bem porque o Tooya tem um assunto muito importante para falar connosco, não é Tooya?
- Ah, pois é Lady, obrigado por me lembrares, mas ainda não estão cá todas, falta a tua filha SMoon, a Suh, a Dgirl e a Likas.
- Bem, eu posso ir procurar a minha filha.
- A Suh foi ao cinema com o Kenshin.
- A Likas ainda à pouco estava na piscina.
- É melhor conversarmos lá dentro porque o assunto é muito sério e não quero que outras pessoas ouçam.
- *uníssono* Ok.
Haruka, Neptuno, Lady e Tooya caminham para a mansão. Janete ficou encarregue de ir buscar Likas à piscina, enquanto Neptuno foi procurar por Dgirl.
- Podemos falar aqui na sala de estar.
- Não Lady, é melhor falarmos na grande sala do piso superior, pois lá é mais provável não aparecer ninguém, já que essa sala só é utilizada para as reuniões familiares.
- Tens razão amor, aquela sala é pouco usada, lá falaremos melhor.
- Então pronto, vão indo que eu vou procurar a SMoon. Haruka comunica com a Neptuno e com a Janete para elas irem ter à sala de reuniões. Até já.
Haruka e Tooya dirigem-se para o elevador. Lady fica parada por uns instantes para ver onde sua filha estava lendo os seus pensamentos, quando de repente surge Tamahome da cozinha, o seu semblante ao olhar para Lady fez com que esta se arrepiasse, aquele olhar estava gélido, alguma coisa se passava com ele.
- Tamahome, passa-se alguma coisa??
- Não Lady, não se passa nada, porquê a pergunta?
- Nada, nada, só pensei que não te estavas a sentir bem.
- Como vês estou óptimo, mais alguma coisa?
- “Antipático.” Não ainda tenho algo a te perguntar se não te importares de me responder.
- Estás a espera de quê??
- Bem, mas que bicho é que te mordeu?? Não interessa, por acaso saber onde está a Dgirl?
- Não, não sei onde está a Dgirl.
- Obrigado. *irritada*
- De nada.
Lady vira as costas a Tamahome e começa a subir as escadas, enquanto vai pensando no que se acabara de passar, “Mas que se passa com ele? O Tamahome está tão estranho. Nunca pensei que ele fosse assim tão antipático. Se calhar está chateado com a Dgirl. É, deve ser isso. Vou mas é procurar a SMoon, temos mais com o que nos preocupar.” Lady continua a subir as escadas até ao corredor dos quartos.
[…]
- *grita* Likas, Likas onde estás???
Algo nada com extrema velocidade até Janete, fazendo com que esta caia para trás, tal fora o susto que apanhara.
- Então Janete, que foi?? *gota*
- Queres-me matar?? Estás doida?? Pensei que fosse um monstro.
- Que eu saiba foste tu que gritaste por mim. *língua de fora*
- Sim, temos que ir rápido para a sala das reuniões, o Tooya tem algo importante para falar connosco.
- Mas passa-se algo??
- Tirando que a qualquer momento podemos morrer todos, não, não se passa nada.
- *gota* Ok, já percebi deixa-me só vestir qualquer coisa.
Likas pega numa toalha amarela clara, que se encontrava em cima da espreguiçadeira, e se enxuga, veste o vestido florido de seda e junto com Janete se teletransportam para a sala de reuniões.
[…]
Neptuno já procurara Dgirl por todo o jardim, agora só faltava na mansão. Quando vai para a entrar de volta na mansão, ouve um choro vindo de trás de uma das árvores da entrada. Preocupada decide ir ver o que se passa. Ela caminha silenciosamente até ao local e ao aproximar-se começa a ver um vulto sentado com a cara no meio dos joelhos. Ao aproximar-se ainda mais vê que se trata de Dgirl, ao chegar perto dela ajoelha-se na frente desta.
- Dgirl, que se passa? Estava à tua procura. Porque estás a chorar? Que te fizeram? Porque estás aqui sozinha?
- Discuti com o Tamahome, então queria ficar sozinha e vim para aqui para que ninguém me incomodasse, e eu pudesse pensar.
- Mas porque discutiram?
- Desculpa Neptuno, mas preferia não falar disso agora. Mas porque andavas à minha procura?
- Ok, eu entendo, mas quando quiseres falar já sabes que podes contar comigo. *abraça-a* Andava à tua procura porque o Tooya quer falar connosco.
- Então é melhor irmos andando, *enxuga as lágrimas* não os vamos fazer esperar.
As duas levantam-se e caminham para dentro da casa.
[…]
SMoon dormia tranquila, enquanto Orphen a olhava com extremo carinho e acariciava-lhe as faces suavemente. SMoon aos poucos começava a despertar.
- Olá, meu amor. Ainda bem que acordaste, pois enquanto dormias estive aqui a pensar e queria pedir-te uma coisa. *cora*
- Hm… que coisa é essa Ophen? Até já estou com medo. *riso*
- Oh, não sejas parva.
- Vá, diz logo de uma vez, que mania que tens de fazer suspanse. *ansiosa*
- Bem.. eu queria te perguntar…
- Sim…
- Calma, estás a responder-me e ainda não te fiz a pergunta. *senta-se* SMoon… queres casar comigo?
Um silêncio se instala naquele quarto.
Lady ao aproximar-se da porta do quarto de SMoon vê Inuyasha no corredor apenas com uma toalha enrolada na cintura. O seu coração começa a bater cada vez mais depressa, um calor enorme começa a subir-lhe pela espinha, algumas gotas de suor começam a escorrer-lhe pelas faces. Lady começa a sentir-se sem forças, as suas pernas começam a tremer. Inuyasha ao ver que a sua namorada estava prestes a desmaiar corre até ela, apanhando-a mesmo no momento em que esta ia desfalecer.
- Amor que se passa, estás bem?? Estás a sentir alguma dor???
- Eu não, mas tu vais sentir uma muito grande.
De repente Lady já estava em pé com uma cara ameaçadora.
- O que é que eu fiz amor??
- O que fizeste?? Ainda perguntas?? Queres me por doida?? Isso são modos de andar no corredor?? De toalha à cintura com esse peito todo à mostra! – Lady acaricia o peito de Inuyasha – Isto é uma casa de família, temos crianças aqui…
Lady agarra Inuyasha pela cintura e dá-lhe um beijo cheio de desejo. Os seus lábios se misturavam selvaticamente e as suas línguas entrelaçavam-se uma na outra. Sem mais demoras, Inuyasha pega em Lady e a encosta à porta do quarto, esta entrelaça as suas pernas em volta da cintura de Inuyasha.
SMoon e Orphen ouviram algo a embater furiosamente contra a porta do quarto. Orphen, irritado, decide ir ver o que se passa. Levanta-se, coloca o lençol à volta da cintura e move-se para a porta, roda a pequena maçaneta dourada e quando a abre algo cai em cima dele.
- *Espanto* Mamã??? Inuyasha???
- Filhota, será que te podes tapar??
- Oh, desculpem. *cora*
- *Irritado* Será que dá para saírem de cima de mim????
Lady e Inuyasha levantam-se, saindo de cima de Orphen.
- Posso saber o que vocês estavam a fazer??
- Nós, hen… bem… a…
- Deixa Inuyasha, eu explico. Eu vinha buscar-te filhota, o Tooya precisa falar connosco urgentemente.
- *espanto* O Tooya??? Mas o Tooya morreu mamã.
- Não, ele está vivo. Depois eu conto-te. Mas agora rápido veste-te.
SMoon levanta-se deixando cair o lençol. Orphen corre até Inuyasha e tapa-lhe os olhos.
- Larga-me, que estás a fazer?? Eu já a vi nua por isso, não me estas a esconder nada.
Orphen dá um murro mesmo na cara de Inuyasha e os dois começam a discutir e a agredirem se mutuamente, Lady empurra-os para fora do quarto fechando a porta em seguida. SMoon já se encontrava vestida, as duas teletransportam-se para a sala de reuniões, onde todos já as esperavam.
- Ainda bem que já chegaram, agora sim já estamos todos, já podemos começar. O assunto que tenho para falar convosco é muito sério e muito importante, mas acima de tudo não pode sair desta sala, para vossa segurança, nem com os vossos namorados e maridos, vocês podem falar, pois não sabemos ainda quem é o vosso inimigo por isso, quanto maior sigilo melhor.
- Mas tu não sabes quem é a Akuno, Tooya??
- Não, na conversa que tive com Deus, Ele não me revelou o nome da verdadeira Akuno, apenas me deu a missão de vos ajudar e proteger.
- Então ela também pode estar aqui presente, pode ser qualquer uma de nós.
- Sim, Neptuno, mas correrei esse risco.
- Acreditas assim tanto em nós?
- Sim, eu acredito em vocês. Mas agora voltemos ao que eu estava a dizer, eu chamei-vos aqui, porque vos tenho que revelar algo, que vos poderá ajudar a vencer a Akuno. Aqui, nesta sala, temos três descendentes directas do elemento água, três do elemento terra e duas do elemento fogo.
- Descendentes directas?? Que queres dizer com isso??
- Com isso eu quero dizer que dentro de cada uma de vocês está parte do poder absoluto do vosso elemento, porque descendem directamente do mestre criador da vossa existência. Por outras palavras, à muitos séculos atrás, a vossa família foi dividida em quatro elementos: terra, fogo, ar e água. Mas apenas um elemento, o “mestre” de cada elemento, é que tinha o poder absoluto sobre essa força da Natureza, os seus descendentes apenas tinham o poder suficiente para se defenderem e protegerem as suas famílias. Pois a pessoa que tem o poder absoluto, tem em si uma “arma” implacável que pode fazer muitos estragos e matar muita gente inocente, se for usado em prole do mal.
- Então quer dizer que a Akuno está atrás do poder absoluto?
- Sim e não, Haruka.
- Como assim?
- É fácil SMoon, cada mestre só tem acesso ao poder do seu elemento, só que a Akuno quer o poder absoluto de todos os elementos e para isso terá que vos matar a todas. Os mestres de cada elemento decidiram dividir os seus poderes pelas suas gerações futuras e assim terem vários descendentes que, quando estivessem unidos, teriam acesso ao poder absoluto, um karma que seria divido por várias pessoas e não por uma só. Só que isso trouxe vários problemas à família, pois as pessoas a quem foi dado esse dom começaram a usa-los para o mal, e começaram a destruir a família aos poucos, o que fez com que os mestres tomam-se de volta os seus poderes, e isso fez com que eles envelhecem mais rápido devido ao peso da responsabilidade de carregar esse poder. Então quando estavam a morrer, decidiram que só os elementos da família que já nascessem com um enorme poder dentro delas é que poderiam obter o poder absoluto do seu elemento.
- Mas e eu, como me encaixo nesta história? Se eu nem faço parte da família.
- Estás enganada Likas, tu és descendente desta família, tu nunca soubeste quem era o teu pai verdadeiro pois não?
- Queres dizer que o meu pai pertencia a esta família??
- Sim, o teu pai pertencia a esta família, ao elemento Fogo. E tu és uma descendente directa do elemento fogo juntamente com a Suh. Tal como a Janete, a Lady e a SMoon são descendente do elemento Terra, e a Neptuno e a Haruka são descendentes do poder água juntamente com a Dgirl.
- Mas e o elemento ar?
- Infelizmente, temo que quem nasceu capaz de usar o poder absoluto do elemento ar é o vosso inimigo. Mas em contrapartida, apareceu nas vossas vidas o Kouga que tem poder sobre o ar.
- Mas, então, queres dizer que nós todas juntas conseguimos obter o poder absoluto de cada elemento e derrotar o inimigo?
- Sim Janete, mas não será assim tão fácil. Terão que treinar muito para que consigam evoluir o vosso poder interno, para que assim sejam capazes de invocar o poder absoluto.
- Mas não temos tempo, a Akuno pode atacar a qualquer momento.
- Pois Suh, por isso é que temos que começar o quanto antes este treino, e vocês tem que ter força, pois não vai ser fácil com o pouco tempo que temos. Vocês não podem desistir nunca. E para vos ajudar eu falei com um amigo meu que está disposto a nos ajudar, ele é que vos vai treinar, enquanto eu e os rapazes treinaremos juntos também.
- E quando começamos?
- Amanhã, bem cedo, no jardim das traseiras.
Likas, Suh, Dgirl, Janete, Lady e SMoon saem da sala determinadas a se esforçar e treinar com todas as suas forças para vencer o seu inimigo e terem uma vida de paz, junto dos que mais amam. Neptuno, Haruka e Tooya ficam na sala a conversar sobre alguns pormenores do treino.
- Bem, estou cheia de fome, vamos comer algo?
- Tinha que ser, né mana?
- Estou grávida, é normal. Vens com a mamã, filhota? Já à muito que não nos sentamos para conversar.
- Desculpa mamã, mas agora não posso. Tenho que dar uma resposta ao Orphen.
- Mas que respos…
SMoon já tinha desaparecido antes de Lady acabar a frase.
- Vamos lá lanchar.
- Eu faço o chá e o bolo.
- *gargalhadas/uníssono* Pois está bem está, Suh, nós queremos comer, não morrer.
- Suas… *irritada*
As quatro descem animadas as escadas e vão em direcção à cozinha preparar o lanche. Suh liga o fogão, enquanto Janete coloca a chaleira com água para ferver. Lady e Likas colocam sobre a mesa uma toalha em tons esverdeados e em seguida colocam as chávenas, os bolos e as bolachas sobre esta. Quando o chá fica pronto, sentam-se todas em volta da mesa, a lancharem e a conversarem animadas sobre o treino do dia seguinte.
[…]

SMoon procura exaustivamente por Orphen pelos corredores e quartos da mansão, não o encontrando em lugar nenhum. “Onde raio é que ele se meteu?!”, pensa ela, decidindo depois em ir procurá-lo no jardim. Carrega no pequeno botão do elevador e este imediatamente se abre. SMoon entra sem reparar que Tamahome se encontrava lá. As portas fecham-se, e esta carrega no botão do rés-do-chão, começando o elevador a descer. Tamahome olha para SMoon de uma forma tão intensa, que o coração de SMoon começa a bater aceleradamente. As palavras de Orphen vêm lhe a cabeça “Nunca, mesmo nunca, vamos voltar a trair-nos”. “Mas porquê que me lembrei destas palavras agora?”. De repente o elevador pára, SMoon instintivamente começa a carregar nos botões para que este volte a andar, mas nada acontece, então SMoon tenta teletransporta-se só que também não consegue. “Que se está a passar?! Porque não me consigo teletransportar?”. Tamahome agarra SMoon pelas costas encostando a sua boca ao ouvido dela.
- Finalmente juntos, não sabes o quanto tempo estou à espera desta oportunidade.
- Que estás para ai a dizer?! – SMoon empurra Tamahome e dá-lhe um estalo – Tu estás doido?
- Doida vai estar ela, quando eu acabar com a filhinha dela. Será que ela agora conseguirá resistir a tal sofrimento?
- Ela quem? Que estás para ai a dizer, Tamahome, que se passa contigo?
Um vulto sai do corpo de Tamahome, este cai inanimado no chão.
- Akuno!!!!
- Surpresa SMoon!! Vim me despedir de ti, foi um enorme prazer te conhecer e vai me dar um enorme gozo me sentar ao lado da tua mamã a dar-lhe apoio quando for o teu funeral.
- Tu és doida!! Mas porquê, porque estás a fazer isto??
- Tamahome levanta-te e dá cabo dela. Adeus SMoon. É uma pena que não consigas usar os teus poderes. Oh, que luta desleal que será! É mesmo uma pena vocês serem tão atraídas por homens.
- Tu…
Akuno desaparece e Tamahome levanta-se, os seus olhos outrora verdes, davam agora lugar a um tom negro e sombrio. Este caminha na direcção de SMoon, e ela tenta se proteger.
- Raio lunarrrrr!!
Nada surge do seu dedo. “Como é possível, porque que não consigo usar o meu poder?”. Tamahome agarra em SMoon e a pressiona contra a parede de espelhos do elevador. Tamahome rasga as roupas a SMoon, deixando-a nua, e depois a beija violentamente. SMoon começa a se sentir fraca, “A minha força, estou a perder as minhas forças!”. Subitamente o elevador começa a andar parando no primeiro andar, as portas se abrem e Orphen, vê a sua namorada nua nos braços de outro, lágrimas começam a surgir nos seus olhos.
- Como foste capaz de me fazer isto depois de eu te ter pedido em casamento??? Como????
- O… Or… Orp… Orphen…
Orphen sai a correr, SMoon cai inanimada no chão. Tamahome se veste e sai do elevador, desaparecendo. Inuyasha, que ia por ali a passar, ouve as portas do elevador a embater em algo que não as deixava fechar, quando se aproxima vê SMoon caída entre as portas do elevador. Ele corre até ela e pega nela levando-a para o quarto e chamando de imediato Lady.
- Finalmente juntos, não sabes o quanto tempo estou à espera desta oportunidade.
- Que estás para ai a dizer?! – SMoon empurra Tamahome e dá-lhe um estalo – Tu estás doido?
- Doida vai estar ela, quando eu acabar com a filhinha dela. Será que ela agora conseguirá resistir a tal sofrimento?
- Ela quem? Que estás para ai a dizer, Tamahome, que se passa contigo?
Um vulto sai do corpo de Tamahome, este cai inanimado no chão.
- Akuno!!!!
- Surpresa SMoon!! Vim me despedir de ti, foi um enorme prazer te conhecer e vai me dar um enorme gozo me sentar ao lado da tua mamã a dar-lhe apoio quando for o teu funeral.
- Tu és doida!! Mas porquê, porque estás a fazer isto??
- Tamahome levanta-te e dá cabo dela. Adeus SMoon. É uma pena que não consigas usar os teus poderes. Oh, que luta desleal que será! É mesmo uma pena vocês serem tão atraídas por homens.
- Tu…
Akuno desaparece e Tamahome levanta-se, os seus olhos outrora verdes, davam agora lugar a um tom negro e sombrio. Este caminha na direcção de SMoon, e ela tenta se proteger.
- Raio lunarrrrr!!
Nada surge do seu dedo. “Como é possível, porque que não consigo usar o meu poder?”. Tamahome agarra em SMoon e a pressiona contra a parede de espelhos do elevador. Tamahome rasga as roupas a SMoon, deixando-a nua, e depois a beija violentamente. SMoon começa a se sentir fraca, “A minha força, estou a perder as minhas forças!”. Subitamente o elevador começa a andar parando no primeiro andar, as portas se abrem e Orphen, vê a sua namorada nua nos braços de outro, lágrimas começam a surgir nos seus olhos.
- Como foste capaz de me fazer isto depois de eu te ter pedido em casamento??? Como????
- O… Or… Orp… Orphen…
Orphen sai a correr, SMoon cai inanimada no chão. Tamahome se veste e sai do elevador, desaparecendo. Inuyasha, que ia por ali a passar, ouve as portas do elevador a embater em algo que não as deixava fechar, quando se aproxima vê SMoon caída entre as portas do elevador. Ele corre até ela e pega nela levando-a para o quarto e chamando de imediato Lady.

ja tinha lido o capitulo, mas so agora tive oportunidade de vir comentar.... valeu a pena esperar!! ah pois!! gostei muito do capitulo.... aquela Akuno, está a dar-me volta aos nervos!! não vejo a hora de saber quem é o/a responsavel pela existencia daquela perfida personagem! ja tive varios palpites ao longo da fic...espero que algum deles esteja certo!! hehe
Obrigada, Usako, pelo teu comentário
a fic já está quase a acabar, só falta mais um capítulo para terminar, e é aí que se saberá quem era a Akuno
Boa leitura
Capitulo 34
As raparigas conversavam animadamente à volta da mesa da cozinha, quando de repente começam a ouvir alguém a gritar exaustivamente, assim instala-se o silêncio na cozinha nesse momento para poderem ouvir melhor, e aí apercebem-se que a pessoa repetia o nome de Lady em seus gritos.
- Estão a chamar por mim? O que será? – Lady levanta-se – Que se terá passado…?
Inuyasha entra pela cozinha esbaforido de tanto correr.
- Lady, lady, lady…a…a…a
- Desembucha Inuyasha, estou a ficar preocupada!
- S…a tua filha…a SMoon… eu a encontrei desmaiada no elevador…não sei o que se passou… mas ela não me parece nada bem…
Mesmo antes de Inuyasha terminar de falar, Lady já saira da cozinha, com as meninas a seguirem-na juntamente com Inuyasha, preocupadas. Apreçadamente sobem as escadas até ao primeiro andar e dirigem-se para o quarto onde SMoon se encontrava. Lady roda a maçaneta abrindo a porta em seguida, um chiar se ouve à medida que Lady a abria. Na cama estava SMoon, pálida como a cal, tapada por um lençol cor de perola. Lady, com lágrimas nos olhos, aproxima-se rapidamente da sua filha encostando a sua face junto ao peito dela. Os seus batimentos cardiacos eram muito suaves, a rapariga estava muito fraca. Um vulto levanta-se da pequena poltrona que se encontrava junto à janela, de onde entrava uma brisa suave que fazia com que as cortinas de tons avermelhados esvoaçassem.
- Filha, que se passou? – Lady abraça-se à sua filha – Que te fizeram meu bebé…
- Não há duvidas que foi mais um ataque da Akuno.
- Tooya, estavas aí??
- Aquela maldita novamente, quando eu a encontrar vou assá-la como um frango no espeto!
- Calma Suh.
- Calma, Janete?? Como podemos tar calma, com esse monstro a rondar a nossa casa, a prejudicar a nossa familia, e nós nem sequer sabemos a identidade dessa pessoa malvada!!
- Por mais que custe meninas, teremos que manter a calma, pois ela voltou a atacar. É por isso que os vossos treinos terão que obter resultados, o mais rapidamente possivel. Nós não saberemos quando ela voltará a atacar e com que armas o fará.
- Mas então porque não matou ela, desta vez, a SMoon? Já que teve a oportunidade.
- Janete!!!
- Desculpa mana, eu sei que isto para ti é doloroso, mas a verdade é que ela ataca com um único propósito: matar-nos. O que correu mal desta vez? Porque não matou a SMoon?
- Primeiro, a Akuno usou alguém para este seu plano. Segundo, felizmente ou infelizmente, alguém apareceu e fez com que os seus planos fossem por água a baixo.
- Infelizmente?
- Sim Lady, infelizmente porque ela está fraca e o seu poder foi sugado.
- Que queres dizer com isso, Tooya??
- Com isto quero dizer que a SMoon não poderá treinar e muito menos lutar, pois demorará muito tempo para recuperar as suas forças e o seu poder, porque ela, neste momento, encontra-se em coma.
Um silêncio se fez sentir sobre aquele quarto depois de Tooya ter proferido aquelas palavras. Lady continuava agarrada à sua filha, enquanto as suas lágrimas escorriam pelas suas faces intensivamente. Tooya faz um gesto gentilmente com a sua cabeça a pedir que todos saissem do quarto.
- Lady, precisamos de conversar. É melhor vires também, pois voces já estão reduzidos a menos um elemento.
- Não, eu quero ficar com a minha filha! – Lady agarra SMoon fortemente – Eu recuso-me a sair de perto da minha filha!
- Lady – Tooya coloca a sua mão suavemente sobre a cabeça de Lady e acaricia-lhe os cabelos – A tua filha agora precisa de descansar, não sabemos quando ela acordará.
- Tu não a podes ajudar, Tooya? Afinal és um Anjo…
- Infelizmente isso não está ao meu alcance, só depende dela mesma sair do coma.
- Mas…
- Lady – Tooya pega suavementa na mão de Lady – Precisas de fazer isto pela tua filha e pela tua familia, Akuno tem que ser morta.
- Tens razão – Lady levanta-se decidida, enxugando as lágrimas com a mão – A Akuno não me fará mais sofrer nem às pessoas que mais amo.
Lady dá um beijo na testa da sua filha e aconchega-lhe os lençois, saindo depois com Tooya. Neptuno, Haruka, Janete, Suh, Likas, Dgirl, Inuyasha, Miroku, Kenshin, Kouga e Sesshoumaru encontravam-se no corredor impacientes.
- Ainda bem que estão todos aqui. – Tooya olha para todos os presentes – Esperem, onde está o Orphen?
- Não sei ,eu não o vi.
- Eu também não…
- Bem, então faremos isto sem ele e eu depois explico-lhe tudo. Venham comigo.
Tooya encaminha-os até à sala de reuniões no último andar da mansão. Todos se sentam à volta da enorme mesa de jantar, com as suas caras permanecendo sérias, a verdadeira batalha estava cada vez mais proxima e o medo começava apoderar-se deles. Aquele sentimento de poderem perder aumentava a cada segundo que passava. A verdade é que a Akuno era poderosa e usava os planos mais maquiavelicos para conseguir o que mais deseja: o poder absoluto de todos os elementos. Pelas suas cabeças pairavam sérias dúvidas, será que a conseguiram vencer? Terão poder suficiente para a extreminar? Seria uma batalha difícil? Irá morrer muita gente nesta batalha? E se ela vencer, o que acontecerá depois?
- Todos já sabem o que se passou com a SMoon, temo que isso poderá acontecer de novo com algum de nós, por isso agora todo o cuidado é pouco. Vocês terão que se proteger até da propria sombra e o melhor a fazer agora é todos descansarem o máximo possivel esta noite, pois amanha avizinha-se um dia difícil. Amanhã, pelas seis horas da manha, quero-vos todos acordados e com toda a força possivel para treinar, as meninas treinarão no jardim das traseiras, enquanto que eu e os rapazes iremos para outro lugar fora da casa.
- Mas como iremos treinar, Tooya?
- Como já vos disse, um amigo meu vos irá ajudar a treinar. Eu tenho toda a minha confiança depositada nele e também ser-vos-à muito útil as suas técnicas de treino. Eu treinarei os rapazes. Todos concordam com o que eu disse?
- *Unissono* Sim.
- Então vejo-vos amanhã bem cedo, rapazes. Voces meninas, boa sorte com o treino. *pisca o olho*
As raparigas saem todas juntas a cochicar sobre quem seria o tal treinador em quem Tooya depositava toda a sua confiança. Lady estava pensativa, queria ir ver como a sua filha estava, porque estaria aquilo acontecer, o que queria Akuno verdadeiramente, quem seria ela e porque queria destruir aquela familia.
- Bem, vamos fazer o jantar? Estou cheia de fome. Além disso temos que nos recolher cedo.
- Vão vocês, eu vou ver como está a minha filha…
- Mas Lady, tu precisas de te alimentar, tens que ter cuidado com o bebé que trazes dentro de ti.
- Neste momento não consigo engolir nada.
- Mas…
Lady acelera o passo deixando-as para trás e dirigindo-se, a passo largo, para o quarto da sua filha. Quando chega lá, repara que a porta está entreaberta. Silenciosamente, chega-se junto à porta espreitando pela pequena brecha aberta, onde vê Orphen sentado sobre a beira da cama, com o seu olhar perdido. Lady entra, fechando a porta suavemente atrás de si.
- Já sabes o que se passou com ela?
- *Assustado* Lady?!
- Desculpa se te assustei…
- Sim sei, alias eu vi tudo…
- E não fizeste nada?! *furiosa*
- E querias que eu fizesse o quê? Ela estava com o Tamahome dento daquele elevador, NUA!!! Depois das juras que ela me fez… como é que ela foi capaz… - Orphen levanta-se de repente – Eu nunca a perdoarei… nunca… e eu que ainda lhe pedi em casamento… sou mesmo um idiota…
Orphen dirige-se em direcção a porta e a abre bruscamente.
- Espero que saibas que foi a Akuno que fez isto com a minha filha, e que é por causa dela que a SMoon encontra-se em coma, os seus poderes foram também retirados. Espero que estejas ciente disso e que não estejas a cometer uma injustiça.
- Agora a culpa de tudo é da Akuno! Essa já não pega Lady!
- És mesmo um idiota Orphen! Já agora, amanhã por volta das seis horas o Tooya quer os rapazes todos juntos, para começarem o treino.
Orphen sai batendo com a porta. Lady senta-se na beira da cama e acaricia suavemente o rosto de SMoon.
[…]
O sol desaparecia no horizonte com a lua a posicionar-se no alto do céu, algumas estrelas começam a surgir. Os candeeiros acendem-se, iluminando as ruas e os passeios, e o vento forte fazia com que as arvores se sacudissem furiosamente. O barulho de carros a buzinar era intenso, a noite se aproximava e as familias voltavam para junto dos seus entes queridos depois de um dia de trabalho. Na mansão havia um silêncio fora do normal, Janete, Suh e Neptuno arrumavam a cozinha, o jantar já fora servido, e agora era hora de recolher e de descansar, se isso fosse possivel. Inuyasha preparava com todo o cuidado e amor um pequeno lanche para levar à sua noiva. Haruka encontrava-se junto a Tooya sentados num dos sofás da sala que fica junto à cozinha, os seus semblantes estavam carregados, pensavam no dia doloroso que se avizinhava. Likas decidira passear pelo jardim e, durante o seu caminho, vê alguém sentado num dos bancos ali perto. Ela encaminha-se para lá e senta-se também.
- Um doce pelos teus pensamentos, Orphen.
- Likas!!
- Assustei-te? Desculpa não foi minha intensão.
- Não faz mal… não te ouvi chegar, fiquei supreso.
- Então, que se passa? Estás assim por causa da SMoon? Eu entendo, é muito triste, aquela Akuno não parará enquanto não nos matar a todos.
- Akuno!! Sempre a Akuno!! Desculpa Likas, mas não me apetece falar.
- Orphen, sabes que podes contar comigo, podes falar. Eu imagino como te sentes. Olha eu, por exemplo, saber que pertenco a esta familia, fiquei chocada e ao mesmo tempo feliz porque vos adoro a todos, mas por outro lado sinto como se a minha vida até aqui fosse uma autentica ilusão. Pena que o Tooya não me revelou quem era o meu pai…
- Fico feliz por ti, Likas. *levanta-se* Desculpa, mas vou me retirar preciso de descansar, ordens do Tooya. Boa Noite.
- Boa Noite.
Orphen caminha em direcção à porta de entrada da mansão, abre-a e entra. Ao subir as escadas, vê Inuyasha com uma bandeja a dirigir-se para o quarto de SMoon. O seu coração bate aceleradamente, “Será que ela já acordou? Estará bem? Ei, que estás a pensar Orphen, esquece-a de uma vez, ela não te mereçe!” Orphen acelera o passo e entra no seu quarto batendo com a porta. Inuyasha tenta equilibrar a bandeja numa só mão para que com a outra possa abrir a porta, entra cuidadosamente e vê a sua noiva deitada ao lado da sua filha, que acabara por adormecer junto a ela. Inuyasha pousa a bandeja na mesinha de cabeçeira silenciosamente, passando depois uma das suas mãos nos cabelos de Lady com suavidade, esta dormia tranquilamente. “Dorme que nem um anjo”, Inuyasha puxa o cobertor que se encontrava aos pés da cama e tapa Lady, dá-lhe um beijo na face e sai fechando a porta devagar.
[…]
Algumas das luzes da rua começavam a apagar-se, já se ouviam alguns carros e algumas pessoas começavam a sair para os seus empregos, um novo dia estava a nascer. Na mansão já se ouvia a água do duche a correr, loiça na cozinha a tilintar, todos já se encontravam prontos para o treino.
- Como estão todos? Preparados para o treino?
- Não sei bem, tenho muito sono.
- Pois Dgirl, mas terás que ultrapassar esse sono. Meninas vamos até ao vosso campo de treino, o vosso treinador já vos espera. Voces rapazes esperem aqui por mim.
As raparigas seguem Tooya até ao jardim, quando se aproximam do local de treino, vêem um homem com trajes não comuns, com uma espécie de coroa com longas penas, e com a cara pintada em tons de branco com riscas pretas e azuis, na sua mão estava uma pequena concha com uma perola dentro.
- É este o nosso treinador?!
- Bem, mas que desânimo! Vocês estão aqui para treinar, não para se divertirem. Este aqui é o meu grande amigo Tomo, ele é conhecido por criar ilusões bem reais com a ajuda daquela pequena concha que traz consigo.
- Olá Tooya – Tomo abraça Tooya – Já à muito tempo que não te via, fiquei supreso por me chamares para treinar estas lindas mulheres.
- Acho que és a pessoa ideal.
- Ideal? Mas afinal para que servirá ele?
- Ora, como o Tooya já referiu, eu consigo criar ilusões que parecerão, para vocês, serem reais, e se não tomarem cuidado poderão mesmo morrer nelas.
- O quê???
- Calma, deixem-no terminar. Desculpa Tomo.
- Como estava a dizer, eu irei criar uma ilusão todos estes dias e cada uma será mais dificil que a outra de ultrapassar, já que voces terão pouco tempo para treinar e poderão ser atacadas a qualquer momento. Eu criarei ilusões de batalhas em que vocês terão que usar os vossos poderes contra os inimigos e assim poderem aumentá-los, entendem? Terão que trabalhar em equipa, protegerem-se e aliarem-se aos poderes uns aos outros. Entenderam?
- Sim, e estamos prontas – Lady levanta uma das suas mãos – Não é, meninas? Iremos ficar fortes para extreminar aquela Akuno.
- *unisono* Sim *Todas levantam a mão*
- Bem Tomo, agora estão por tua conta. Eu irei treinar com os rapazes. Xau meninas, portem-se bem. *pisca o olho*
Tooya caminha em direcção à mansão deixando as raparigas e Tomo para trás. Este começa a recitar algumas palavras e uma ilusão começa a se criar. O chão, outrora verde, começa a dar lugar a um chão empoeirado de tom castanho-alaranjado, as árvores começam a desaparecer e a dar lugar a grandes rochedos; em uma questão de segundos as raparigas encontravam-se no meio duma espécie de deserto.
- Agora é com voçes meninas, espero que estejam preparadas.
- Mas onde estás tu? Não vais estar aqui connosco?
Ninguem respondeu, apenas vários monstros surgiram à volta das raparigas. Likas começa a ficar assustada, tudo aquilo era novo para ela mas teria que imitar todos os passos de Suh, já que esta era do mesmo elemento que ela. As raparigas separam-se, algumas raizes começam a surgir do chão e agarram os monstros, enquanto grandes jactos de agua lhes embatiam furiosamente juntamente com grandes flechas de fogo. Cinco dos monstros estavam extreminados, mas à medida que uns iam sendo extreminados outros apareciam e cada vez mais fortes. As raparigas começam a mostrar alguns sinais de cansaço, um dos monstros apanha Lady de supresa e quando estava prestes a atacá-la, um raio cai em cima dele destruindo-o completamente.
- Sempre em perigo mamã, ai se não fosse a tua filha para te salvar não sei o que seria de ti. *sorriso*
Todas olham supresas para trás, ao ouvirem aquela voz.
- *Unissono* SMoon!
Raios são disparados do dedo indicador de SMoon.
- Meninas não se descuidem ou querem todas ser mortas numa ilusão?
- Filha, mas… como??
- Foste tu, mamã, a conversa que tiveste comigo ontem à noite. Sabes, uma pessoa mesmo em coma consegue na mesma ouvir, ainda para mais o chamamento de uma mãe. Mas depois falamos.
Os monstros multiplicavam-se à medida que extreminavam outros, os seus poderes pareciam também aumentar de monstro para monstro, o que dificultava mais aquela tarefa. As raparigas batalhavam em conjunto, apoiavam-se umas nas outras e uniam as suas forças. Tomo, que presenciava toda aquela batalha, sorria, pois as raparigas eram duras e persistentes, com certeza iriam conseguir extreminar a Akuno.
Perto da mansão tinha um descampado, que estava a ser utilizado pelos rapazes para o seu treino. Eles lutavam uns contra os outros, sendo as suas técnicas mais avançadas e precisas. Orphen lutava furiosamente, imaginando o seu opositor como sendo o Tamahome.
[…]
Uma semana passara, várias ilusoes foram criadas por Tomo e as raparigas de dia para dia estavam a ficar mais fortes, já os rapazes tinham aprefeiçoado ainda melhor os seus ataques. Um novo treino iria começar, rapazes iriam lutar juntamente com as raparigas, iriam conjugar todos os seus poderes e forças. Um bom caminho estava traçado para vencer Akuno.
a fic já está quase a acabar, só falta mais um capítulo para terminar, e é aí que se saberá quem era a Akuno
Boa leitura
Capitulo 34
As raparigas conversavam animadamente à volta da mesa da cozinha, quando de repente começam a ouvir alguém a gritar exaustivamente, assim instala-se o silêncio na cozinha nesse momento para poderem ouvir melhor, e aí apercebem-se que a pessoa repetia o nome de Lady em seus gritos.
- Estão a chamar por mim? O que será? – Lady levanta-se – Que se terá passado…?
Inuyasha entra pela cozinha esbaforido de tanto correr.
- Lady, lady, lady…a…a…a
- Desembucha Inuyasha, estou a ficar preocupada!
- S…a tua filha…a SMoon… eu a encontrei desmaiada no elevador…não sei o que se passou… mas ela não me parece nada bem…
Mesmo antes de Inuyasha terminar de falar, Lady já saira da cozinha, com as meninas a seguirem-na juntamente com Inuyasha, preocupadas. Apreçadamente sobem as escadas até ao primeiro andar e dirigem-se para o quarto onde SMoon se encontrava. Lady roda a maçaneta abrindo a porta em seguida, um chiar se ouve à medida que Lady a abria. Na cama estava SMoon, pálida como a cal, tapada por um lençol cor de perola. Lady, com lágrimas nos olhos, aproxima-se rapidamente da sua filha encostando a sua face junto ao peito dela. Os seus batimentos cardiacos eram muito suaves, a rapariga estava muito fraca. Um vulto levanta-se da pequena poltrona que se encontrava junto à janela, de onde entrava uma brisa suave que fazia com que as cortinas de tons avermelhados esvoaçassem.
- Filha, que se passou? – Lady abraça-se à sua filha – Que te fizeram meu bebé…
- Não há duvidas que foi mais um ataque da Akuno.
- Tooya, estavas aí??
- Aquela maldita novamente, quando eu a encontrar vou assá-la como um frango no espeto!
- Calma Suh.
- Calma, Janete?? Como podemos tar calma, com esse monstro a rondar a nossa casa, a prejudicar a nossa familia, e nós nem sequer sabemos a identidade dessa pessoa malvada!!
- Por mais que custe meninas, teremos que manter a calma, pois ela voltou a atacar. É por isso que os vossos treinos terão que obter resultados, o mais rapidamente possivel. Nós não saberemos quando ela voltará a atacar e com que armas o fará.
- Mas então porque não matou ela, desta vez, a SMoon? Já que teve a oportunidade.
- Janete!!!
- Desculpa mana, eu sei que isto para ti é doloroso, mas a verdade é que ela ataca com um único propósito: matar-nos. O que correu mal desta vez? Porque não matou a SMoon?
- Primeiro, a Akuno usou alguém para este seu plano. Segundo, felizmente ou infelizmente, alguém apareceu e fez com que os seus planos fossem por água a baixo.
- Infelizmente?
- Sim Lady, infelizmente porque ela está fraca e o seu poder foi sugado.
- Que queres dizer com isso, Tooya??
- Com isto quero dizer que a SMoon não poderá treinar e muito menos lutar, pois demorará muito tempo para recuperar as suas forças e o seu poder, porque ela, neste momento, encontra-se em coma.
Um silêncio se fez sentir sobre aquele quarto depois de Tooya ter proferido aquelas palavras. Lady continuava agarrada à sua filha, enquanto as suas lágrimas escorriam pelas suas faces intensivamente. Tooya faz um gesto gentilmente com a sua cabeça a pedir que todos saissem do quarto.
- Lady, precisamos de conversar. É melhor vires também, pois voces já estão reduzidos a menos um elemento.
- Não, eu quero ficar com a minha filha! – Lady agarra SMoon fortemente – Eu recuso-me a sair de perto da minha filha!
- Lady – Tooya coloca a sua mão suavemente sobre a cabeça de Lady e acaricia-lhe os cabelos – A tua filha agora precisa de descansar, não sabemos quando ela acordará.
- Tu não a podes ajudar, Tooya? Afinal és um Anjo…
- Infelizmente isso não está ao meu alcance, só depende dela mesma sair do coma.
- Mas…
- Lady – Tooya pega suavementa na mão de Lady – Precisas de fazer isto pela tua filha e pela tua familia, Akuno tem que ser morta.
- Tens razão – Lady levanta-se decidida, enxugando as lágrimas com a mão – A Akuno não me fará mais sofrer nem às pessoas que mais amo.
Lady dá um beijo na testa da sua filha e aconchega-lhe os lençois, saindo depois com Tooya. Neptuno, Haruka, Janete, Suh, Likas, Dgirl, Inuyasha, Miroku, Kenshin, Kouga e Sesshoumaru encontravam-se no corredor impacientes.
- Ainda bem que estão todos aqui. – Tooya olha para todos os presentes – Esperem, onde está o Orphen?
- Não sei ,eu não o vi.
- Eu também não…
- Bem, então faremos isto sem ele e eu depois explico-lhe tudo. Venham comigo.
Tooya encaminha-os até à sala de reuniões no último andar da mansão. Todos se sentam à volta da enorme mesa de jantar, com as suas caras permanecendo sérias, a verdadeira batalha estava cada vez mais proxima e o medo começava apoderar-se deles. Aquele sentimento de poderem perder aumentava a cada segundo que passava. A verdade é que a Akuno era poderosa e usava os planos mais maquiavelicos para conseguir o que mais deseja: o poder absoluto de todos os elementos. Pelas suas cabeças pairavam sérias dúvidas, será que a conseguiram vencer? Terão poder suficiente para a extreminar? Seria uma batalha difícil? Irá morrer muita gente nesta batalha? E se ela vencer, o que acontecerá depois?
- Todos já sabem o que se passou com a SMoon, temo que isso poderá acontecer de novo com algum de nós, por isso agora todo o cuidado é pouco. Vocês terão que se proteger até da propria sombra e o melhor a fazer agora é todos descansarem o máximo possivel esta noite, pois amanha avizinha-se um dia difícil. Amanhã, pelas seis horas da manha, quero-vos todos acordados e com toda a força possivel para treinar, as meninas treinarão no jardim das traseiras, enquanto que eu e os rapazes iremos para outro lugar fora da casa.
- Mas como iremos treinar, Tooya?
- Como já vos disse, um amigo meu vos irá ajudar a treinar. Eu tenho toda a minha confiança depositada nele e também ser-vos-à muito útil as suas técnicas de treino. Eu treinarei os rapazes. Todos concordam com o que eu disse?
- *Unissono* Sim.
- Então vejo-vos amanhã bem cedo, rapazes. Voces meninas, boa sorte com o treino. *pisca o olho*
As raparigas saem todas juntas a cochicar sobre quem seria o tal treinador em quem Tooya depositava toda a sua confiança. Lady estava pensativa, queria ir ver como a sua filha estava, porque estaria aquilo acontecer, o que queria Akuno verdadeiramente, quem seria ela e porque queria destruir aquela familia.
- Bem, vamos fazer o jantar? Estou cheia de fome. Além disso temos que nos recolher cedo.
- Vão vocês, eu vou ver como está a minha filha…
- Mas Lady, tu precisas de te alimentar, tens que ter cuidado com o bebé que trazes dentro de ti.
- Neste momento não consigo engolir nada.
- Mas…
Lady acelera o passo deixando-as para trás e dirigindo-se, a passo largo, para o quarto da sua filha. Quando chega lá, repara que a porta está entreaberta. Silenciosamente, chega-se junto à porta espreitando pela pequena brecha aberta, onde vê Orphen sentado sobre a beira da cama, com o seu olhar perdido. Lady entra, fechando a porta suavemente atrás de si.
- Já sabes o que se passou com ela?
- *Assustado* Lady?!
- Desculpa se te assustei…
- Sim sei, alias eu vi tudo…
- E não fizeste nada?! *furiosa*
- E querias que eu fizesse o quê? Ela estava com o Tamahome dento daquele elevador, NUA!!! Depois das juras que ela me fez… como é que ela foi capaz… - Orphen levanta-se de repente – Eu nunca a perdoarei… nunca… e eu que ainda lhe pedi em casamento… sou mesmo um idiota…
Orphen dirige-se em direcção a porta e a abre bruscamente.
- Espero que saibas que foi a Akuno que fez isto com a minha filha, e que é por causa dela que a SMoon encontra-se em coma, os seus poderes foram também retirados. Espero que estejas ciente disso e que não estejas a cometer uma injustiça.
- Agora a culpa de tudo é da Akuno! Essa já não pega Lady!
- És mesmo um idiota Orphen! Já agora, amanhã por volta das seis horas o Tooya quer os rapazes todos juntos, para começarem o treino.
Orphen sai batendo com a porta. Lady senta-se na beira da cama e acaricia suavemente o rosto de SMoon.
[…]
O sol desaparecia no horizonte com a lua a posicionar-se no alto do céu, algumas estrelas começam a surgir. Os candeeiros acendem-se, iluminando as ruas e os passeios, e o vento forte fazia com que as arvores se sacudissem furiosamente. O barulho de carros a buzinar era intenso, a noite se aproximava e as familias voltavam para junto dos seus entes queridos depois de um dia de trabalho. Na mansão havia um silêncio fora do normal, Janete, Suh e Neptuno arrumavam a cozinha, o jantar já fora servido, e agora era hora de recolher e de descansar, se isso fosse possivel. Inuyasha preparava com todo o cuidado e amor um pequeno lanche para levar à sua noiva. Haruka encontrava-se junto a Tooya sentados num dos sofás da sala que fica junto à cozinha, os seus semblantes estavam carregados, pensavam no dia doloroso que se avizinhava. Likas decidira passear pelo jardim e, durante o seu caminho, vê alguém sentado num dos bancos ali perto. Ela encaminha-se para lá e senta-se também.
- Um doce pelos teus pensamentos, Orphen.
- Likas!!
- Assustei-te? Desculpa não foi minha intensão.
- Não faz mal… não te ouvi chegar, fiquei supreso.
- Então, que se passa? Estás assim por causa da SMoon? Eu entendo, é muito triste, aquela Akuno não parará enquanto não nos matar a todos.
- Akuno!! Sempre a Akuno!! Desculpa Likas, mas não me apetece falar.
- Orphen, sabes que podes contar comigo, podes falar. Eu imagino como te sentes. Olha eu, por exemplo, saber que pertenco a esta familia, fiquei chocada e ao mesmo tempo feliz porque vos adoro a todos, mas por outro lado sinto como se a minha vida até aqui fosse uma autentica ilusão. Pena que o Tooya não me revelou quem era o meu pai…
- Fico feliz por ti, Likas. *levanta-se* Desculpa, mas vou me retirar preciso de descansar, ordens do Tooya. Boa Noite.
- Boa Noite.
Orphen caminha em direcção à porta de entrada da mansão, abre-a e entra. Ao subir as escadas, vê Inuyasha com uma bandeja a dirigir-se para o quarto de SMoon. O seu coração bate aceleradamente, “Será que ela já acordou? Estará bem? Ei, que estás a pensar Orphen, esquece-a de uma vez, ela não te mereçe!” Orphen acelera o passo e entra no seu quarto batendo com a porta. Inuyasha tenta equilibrar a bandeja numa só mão para que com a outra possa abrir a porta, entra cuidadosamente e vê a sua noiva deitada ao lado da sua filha, que acabara por adormecer junto a ela. Inuyasha pousa a bandeja na mesinha de cabeçeira silenciosamente, passando depois uma das suas mãos nos cabelos de Lady com suavidade, esta dormia tranquilamente. “Dorme que nem um anjo”, Inuyasha puxa o cobertor que se encontrava aos pés da cama e tapa Lady, dá-lhe um beijo na face e sai fechando a porta devagar.
[…]
Algumas das luzes da rua começavam a apagar-se, já se ouviam alguns carros e algumas pessoas começavam a sair para os seus empregos, um novo dia estava a nascer. Na mansão já se ouvia a água do duche a correr, loiça na cozinha a tilintar, todos já se encontravam prontos para o treino.
- Como estão todos? Preparados para o treino?
- Não sei bem, tenho muito sono.
- Pois Dgirl, mas terás que ultrapassar esse sono. Meninas vamos até ao vosso campo de treino, o vosso treinador já vos espera. Voces rapazes esperem aqui por mim.
As raparigas seguem Tooya até ao jardim, quando se aproximam do local de treino, vêem um homem com trajes não comuns, com uma espécie de coroa com longas penas, e com a cara pintada em tons de branco com riscas pretas e azuis, na sua mão estava uma pequena concha com uma perola dentro.
- É este o nosso treinador?!
- Bem, mas que desânimo! Vocês estão aqui para treinar, não para se divertirem. Este aqui é o meu grande amigo Tomo, ele é conhecido por criar ilusões bem reais com a ajuda daquela pequena concha que traz consigo.
- Olá Tooya – Tomo abraça Tooya – Já à muito tempo que não te via, fiquei supreso por me chamares para treinar estas lindas mulheres.
- Acho que és a pessoa ideal.
- Ideal? Mas afinal para que servirá ele?
- Ora, como o Tooya já referiu, eu consigo criar ilusões que parecerão, para vocês, serem reais, e se não tomarem cuidado poderão mesmo morrer nelas.
- O quê???
- Calma, deixem-no terminar. Desculpa Tomo.
- Como estava a dizer, eu irei criar uma ilusão todos estes dias e cada uma será mais dificil que a outra de ultrapassar, já que voces terão pouco tempo para treinar e poderão ser atacadas a qualquer momento. Eu criarei ilusões de batalhas em que vocês terão que usar os vossos poderes contra os inimigos e assim poderem aumentá-los, entendem? Terão que trabalhar em equipa, protegerem-se e aliarem-se aos poderes uns aos outros. Entenderam?
- Sim, e estamos prontas – Lady levanta uma das suas mãos – Não é, meninas? Iremos ficar fortes para extreminar aquela Akuno.
- *unisono* Sim *Todas levantam a mão*
- Bem Tomo, agora estão por tua conta. Eu irei treinar com os rapazes. Xau meninas, portem-se bem. *pisca o olho*
Tooya caminha em direcção à mansão deixando as raparigas e Tomo para trás. Este começa a recitar algumas palavras e uma ilusão começa a se criar. O chão, outrora verde, começa a dar lugar a um chão empoeirado de tom castanho-alaranjado, as árvores começam a desaparecer e a dar lugar a grandes rochedos; em uma questão de segundos as raparigas encontravam-se no meio duma espécie de deserto.
- Agora é com voçes meninas, espero que estejam preparadas.
- Mas onde estás tu? Não vais estar aqui connosco?
Ninguem respondeu, apenas vários monstros surgiram à volta das raparigas. Likas começa a ficar assustada, tudo aquilo era novo para ela mas teria que imitar todos os passos de Suh, já que esta era do mesmo elemento que ela. As raparigas separam-se, algumas raizes começam a surgir do chão e agarram os monstros, enquanto grandes jactos de agua lhes embatiam furiosamente juntamente com grandes flechas de fogo. Cinco dos monstros estavam extreminados, mas à medida que uns iam sendo extreminados outros apareciam e cada vez mais fortes. As raparigas começam a mostrar alguns sinais de cansaço, um dos monstros apanha Lady de supresa e quando estava prestes a atacá-la, um raio cai em cima dele destruindo-o completamente.
- Sempre em perigo mamã, ai se não fosse a tua filha para te salvar não sei o que seria de ti. *sorriso*
Todas olham supresas para trás, ao ouvirem aquela voz.
- *Unissono* SMoon!
Raios são disparados do dedo indicador de SMoon.
- Meninas não se descuidem ou querem todas ser mortas numa ilusão?
- Filha, mas… como??
- Foste tu, mamã, a conversa que tiveste comigo ontem à noite. Sabes, uma pessoa mesmo em coma consegue na mesma ouvir, ainda para mais o chamamento de uma mãe. Mas depois falamos.
Os monstros multiplicavam-se à medida que extreminavam outros, os seus poderes pareciam também aumentar de monstro para monstro, o que dificultava mais aquela tarefa. As raparigas batalhavam em conjunto, apoiavam-se umas nas outras e uniam as suas forças. Tomo, que presenciava toda aquela batalha, sorria, pois as raparigas eram duras e persistentes, com certeza iriam conseguir extreminar a Akuno.
Perto da mansão tinha um descampado, que estava a ser utilizado pelos rapazes para o seu treino. Eles lutavam uns contra os outros, sendo as suas técnicas mais avançadas e precisas. Orphen lutava furiosamente, imaginando o seu opositor como sendo o Tamahome.
[…]
Uma semana passara, várias ilusoes foram criadas por Tomo e as raparigas de dia para dia estavam a ficar mais fortes, já os rapazes tinham aprefeiçoado ainda melhor os seus ataques. Um novo treino iria começar, rapazes iriam lutar juntamente com as raparigas, iriam conjugar todos os seus poderes e forças. Um bom caminho estava traçado para vencer Akuno.

- Muito bem. Este é o nosso último treino, aqui veremos o quanto vocês aprenderam e quanta força adquiriram. Vocês, raparigas, vão lutar contra nós, rapazes. O Tomo irá criar agora um espaço sideral com a sua concha, para que não destruamos nada no mundo real. Tomo, por favor.
Tomo abriu a sua concha e recitou algumas palavras. Todo o espaço em volta desaparecia dando lugar a outro cenário.
- Aos vossos postos. – todos seguiram Tooya e ficaram em fila, o mesmo aconteceu com as raparigas, ficando em frente a eles. – Não percam a vossa atenção, e lembrem-se que esta luta de agora é individual.
Todos se entreolharam e anuíram. Meteram-se em posição para dar início à batalha, e mal a voz de Tomo se fez ressoar, os rapazes e raparigas partiram para cima uns dos outros. Vários golpes de pontapés e socos eram trocados entre eles, naquela primeira etapa do treino ainda não eram permitidos poderes, sendo apenas uma luta de corpo a corpo. Neptuno lutava com Miroku, ela estava espantada ao ver como a sua personalidade mudou quando este se encontra numa batalha, o seu rosto era sério e determinado. Ela não podia se descuidar um segundo que fosse, pois ser-lhe-ia fatal, Miroku era bastante ágil nos seus movimentos.
Um barulho estrondoso fez-se ouvir da luta que estava a decorrer a poucos metros longe do grande grupo, o que fez todos pararem para ver quem estava a lutar com tamanha brutalidade. SMoon e Orphen pareciam levar bastante a sério aquele treino, talvez sério demais, pois eles já sangravam em alguns dos golpes provocados em ambos.
- Alguém os tem de parar! Ainda vão acabar por se matarem um ao outro!
- Eu vou lá.
Tooya voou ao encontro do casal furioso e meteu-se entre eles, defendendo-se dos últimos golpes.
- PAREM!! Vocês estão a agir como duas crianças!
- Então isto não era para lutarmos a sério e vermos o quanto desenvolvemos a nossa força?
- Exacto, não para resolverem um arrufo de namorados, SMoon! Levem isto mais a sério, deixem os vossos sentimentos agora de lado, se faz favor!
Orphen limpou com as costas da sua mão direita o pequeno fio de sangue que lhe escorria do canto do lábio e sorriu maliciosamente. Algo que ele disse em pensamento perturbou SMoon, mas Tooya impediu-a de voltar a atacar o namorado.
- Lady, se não te importares, luta tu com o Orphen. Inuyasha, fica com a SMoon agora.
Ambos não responderam mas aceitaram o que lhes foi pedido. Lady olhou Orphen nos olhos e viu o sofrimento que ele reprimia dentro de si. Assim que a ordem para começarem o treino foi dada novamente, Lady deu um soco forte na barriga de Orphen, fazendo-o espirrar algum sangue.
- Isto é para ver se deixas de ser tão idiota. – sussurrou-lhe Lady ao ouvido.
Orphen sorriu e deu uma cotovelada no pescoço de Lady. A luta entre os dois prometia ser bem fervorosa.
Sesshoumaru esquivava-se com agilidade aos ataques de Haruka, o que já lhe começava a irritar um bocado. Parando a meio, cruzou os braços e deixou-se ficar naquela posição olhando para ele. Sesshoumaru parou também.
- Então? Desistes? *risos*
- Quero ver como te safas quando pudermos usar os nossos poderes.
Sesshoumaru riu-se novamente, parando subitamente quando sentiu uma dor forte nas suas partes baixas. A sua expressão ficou séria a olhar para Haruka que ainda estava com o seu punho no sítio onde golpeou. Um grito se fez ouvir, parando novamente o treino a meio. Neptuno olhou e assim que viu o que se tinha passado, correu até ao seu namorado.
- Haruka, como pudeste!!
- Ora, isto não é um treino? Vale de tudo, ou não vale?
- Porque é que não bates nos genitais do teu namorado e deixas os do meu em paz?!!
- O que é que estás a querer insinuar, mana?!
- O que tu queres sei eu, sua tarada! *olhar furioso*
- Deves pensar que o Sesshy me iria satisfazer, não? Já tenho o meu Tooya para isso! *olhar furioso*
- Estás a insinuar que o meu namorado não é bom na cama?! Para tua informação…
- PAREM!! Quando é que vocês vão levar este treino a sério?! Isto não é lugar para tratarmos de assuntos pessoais como esses! Aqui ninguém quer saber quem é melhor na cama ou em outro sítio qualquer! Vocês querem morrer nesta batalha? Vocês querem perder familiares? Então treinem a sério e deixem os assuntos pessoais para depois!
Ninguém falou, todos sabiam que Tooya tinha razão. Neptuno e Haruka desviaram o olhar uma da outra furiosas e voltaram aos seus postos. Desta vez, Kouga passou a ser o oponente de Haruka, enquanto Sesshoumaru lutava com Likas. O treino iniciou-se novamente. Mais nenhum incidente fora do normal aconteceu, todos já se encontravam esgotados quando Tomo fechou a sua concha fazendo o cenário desvanecer.
- Ok, vamos todos descansar e comer, é quase hora de almoço.
- E quem vai prepará-lo?
- A Jujumoon e a Luninha já estão a tratar disso. Vão tomar um banho e vistam novas roupas, tratem também das vossas feridas. Pelas 16h iniciaremos o nosso último treino, agora com os vossos poderes. Espero que saibam que isto é apenas um treino, não quero mortes antecipadas.
Ninguém tinha mais forças para falar, por tal apenas anuíram, ainda sem fôlego. Levantaram-se a custo e entraram na mansão.
A tarde chegou, o ar estava um pouco mais quente devido à subida da temperatura. Tooya já os esperava com Tomo na parte do jardim longe do alcance da mansão, para que ninguém notasse o que eles andavam a fazer todo aquele tempo. Assim que todos se reuniram novamente, o jardim deu de novo lugar a outro local.
- Espero que desta vez levem este treino a sério e sejam mais moderados na quantia de energia que irão libertar. Todos vocês irão atacar e tentar se defender desse mesmo ataque, neste treino não irão lutar com um oponente específico e sim com todos os do outro grupo. Isto é, o grupo dos rapazes irá combater contra o grupo das raparigas. Estão prontos?
Novamente se puseram em fila, como de manhã, e se inclinaram para a frente como se estivessem numa corrida à espera do som da partida. Ouviu-se a voz de Tomo a dar inicio ao treino e já Inuyasha lançava o seu Kaze no Kizu. Neptuno preparou uma barreira de água que interceptou o ataque de Inuyasha, mas já Kouga vinha na lateral com toda a força com o seu remoinho de vento e embateu contra Neptuno, atirando-a para longe. Haruka fechou os seus olhos e, com alguns movimentos das suas mãos, fez aparecer várias cordas de água que agarrou Kouga pelos pés, enquanto Janete já tinha preparado um espinho enorme que fez com que se espetasse nas pernas do rapaz e saltassem a sua fonte de poder, os pedaços da Jóia de Quatro Almas.
- Hey! Isso é batota!! – gritava Kouga.
- Tu é que tens de ter mais cuidado e não te deixares assim tão desprotegido! Imagina que um dos demónios da Akuno te retira os fragmentos? Depois como é?
- A Janete tem razão, Kouga. Eu sei que mesmo sem eles tu tens uma grande fonte de poder dentro de ti, mas são esses fragmentos que te dão essa força incrível para correres. Não te descuides em nenhum minuto, aqui quase toda a gente conhece os pontos fracos de cada um e é isso que temos de aperfeiçoar; não deixar que os achem.
O treino continuou sem mais interrupções. Likas já sabia controlar os seus poderes do fogo com a ajuda de Suh. Todos estavam preparados para enfrentar a batalha final.
A noite chegou, já se fazia ouvir o som dos grilos, era como se fosse uma fonte de tranquilidade, o cheiro do jantar pairava no ar deixando água na boca. Todos se reuniram em volta da enorme mesa de jantar, tal era a fome com que vinham do treino devoraram tudo o que estava sobre a mesa, deixando os restantes familiares olharem para eles espantados com tal apetite. Depois de mais uns minutos de convívio, as raparigas foram se deitar mais cedo, Tooya pedira aos rapazes que permanecessem na pequena sala ao pé da cozinha até ao seu regresso. No primeiro andar, as boas-noites foram dadas e cada uma entrou para o seu respectivo quarto. Tooya esperou alguns minutos na esquina do corredor antes de se dirigir ao primeiro quarto. Abriu a porta lentamente e espreitou para o seu interior que estava escuro, entrou de mansinho e encostou a porta. Caminhou até à cama e reparou que se tratava de Lady, esta dormia de lado com uma tranquilidade angelical em seu rosto. Sem mais demoras, ele a vira de modo a que fique de barriga para cima e pousa uma mão no seu ventre e outra a uns escassos centímetros do seu rosto. Murmura algumas palavras criando duas luzes esverdeadas nas palmas das suas mãos. O corpo de Lady começou a levitar, levantando apenas um pouco, os olhos de Tooya continuavam fechados e os seus lábios ainda se mexiam. Assim que o corpo da rapariga pousou sobre a cama, Tooya a tapou e saiu do quarto sem fazer barulho.
Ele repetiu o mesmo processo com as restantes raparigas, menos com as gémeas, antes de voltar a se juntar aos rapazes no piso inferior.
- Fizeste-o?
- Sim. Agora elas estarão verdadeiramente preparadas para o que nos espera.
Tomo abriu a sua concha e recitou algumas palavras. Todo o espaço em volta desaparecia dando lugar a outro cenário.
- Aos vossos postos. – todos seguiram Tooya e ficaram em fila, o mesmo aconteceu com as raparigas, ficando em frente a eles. – Não percam a vossa atenção, e lembrem-se que esta luta de agora é individual.
Todos se entreolharam e anuíram. Meteram-se em posição para dar início à batalha, e mal a voz de Tomo se fez ressoar, os rapazes e raparigas partiram para cima uns dos outros. Vários golpes de pontapés e socos eram trocados entre eles, naquela primeira etapa do treino ainda não eram permitidos poderes, sendo apenas uma luta de corpo a corpo. Neptuno lutava com Miroku, ela estava espantada ao ver como a sua personalidade mudou quando este se encontra numa batalha, o seu rosto era sério e determinado. Ela não podia se descuidar um segundo que fosse, pois ser-lhe-ia fatal, Miroku era bastante ágil nos seus movimentos.
Um barulho estrondoso fez-se ouvir da luta que estava a decorrer a poucos metros longe do grande grupo, o que fez todos pararem para ver quem estava a lutar com tamanha brutalidade. SMoon e Orphen pareciam levar bastante a sério aquele treino, talvez sério demais, pois eles já sangravam em alguns dos golpes provocados em ambos.
- Alguém os tem de parar! Ainda vão acabar por se matarem um ao outro!
- Eu vou lá.
Tooya voou ao encontro do casal furioso e meteu-se entre eles, defendendo-se dos últimos golpes.
- PAREM!! Vocês estão a agir como duas crianças!
- Então isto não era para lutarmos a sério e vermos o quanto desenvolvemos a nossa força?
- Exacto, não para resolverem um arrufo de namorados, SMoon! Levem isto mais a sério, deixem os vossos sentimentos agora de lado, se faz favor!
Orphen limpou com as costas da sua mão direita o pequeno fio de sangue que lhe escorria do canto do lábio e sorriu maliciosamente. Algo que ele disse em pensamento perturbou SMoon, mas Tooya impediu-a de voltar a atacar o namorado.
- Lady, se não te importares, luta tu com o Orphen. Inuyasha, fica com a SMoon agora.
Ambos não responderam mas aceitaram o que lhes foi pedido. Lady olhou Orphen nos olhos e viu o sofrimento que ele reprimia dentro de si. Assim que a ordem para começarem o treino foi dada novamente, Lady deu um soco forte na barriga de Orphen, fazendo-o espirrar algum sangue.
- Isto é para ver se deixas de ser tão idiota. – sussurrou-lhe Lady ao ouvido.
Orphen sorriu e deu uma cotovelada no pescoço de Lady. A luta entre os dois prometia ser bem fervorosa.
Sesshoumaru esquivava-se com agilidade aos ataques de Haruka, o que já lhe começava a irritar um bocado. Parando a meio, cruzou os braços e deixou-se ficar naquela posição olhando para ele. Sesshoumaru parou também.
- Então? Desistes? *risos*
- Quero ver como te safas quando pudermos usar os nossos poderes.
Sesshoumaru riu-se novamente, parando subitamente quando sentiu uma dor forte nas suas partes baixas. A sua expressão ficou séria a olhar para Haruka que ainda estava com o seu punho no sítio onde golpeou. Um grito se fez ouvir, parando novamente o treino a meio. Neptuno olhou e assim que viu o que se tinha passado, correu até ao seu namorado.
- Haruka, como pudeste!!
- Ora, isto não é um treino? Vale de tudo, ou não vale?
- Porque é que não bates nos genitais do teu namorado e deixas os do meu em paz?!!
- O que é que estás a querer insinuar, mana?!
- O que tu queres sei eu, sua tarada! *olhar furioso*
- Deves pensar que o Sesshy me iria satisfazer, não? Já tenho o meu Tooya para isso! *olhar furioso*
- Estás a insinuar que o meu namorado não é bom na cama?! Para tua informação…
- PAREM!! Quando é que vocês vão levar este treino a sério?! Isto não é lugar para tratarmos de assuntos pessoais como esses! Aqui ninguém quer saber quem é melhor na cama ou em outro sítio qualquer! Vocês querem morrer nesta batalha? Vocês querem perder familiares? Então treinem a sério e deixem os assuntos pessoais para depois!
Ninguém falou, todos sabiam que Tooya tinha razão. Neptuno e Haruka desviaram o olhar uma da outra furiosas e voltaram aos seus postos. Desta vez, Kouga passou a ser o oponente de Haruka, enquanto Sesshoumaru lutava com Likas. O treino iniciou-se novamente. Mais nenhum incidente fora do normal aconteceu, todos já se encontravam esgotados quando Tomo fechou a sua concha fazendo o cenário desvanecer.
- Ok, vamos todos descansar e comer, é quase hora de almoço.
- E quem vai prepará-lo?
- A Jujumoon e a Luninha já estão a tratar disso. Vão tomar um banho e vistam novas roupas, tratem também das vossas feridas. Pelas 16h iniciaremos o nosso último treino, agora com os vossos poderes. Espero que saibam que isto é apenas um treino, não quero mortes antecipadas.
Ninguém tinha mais forças para falar, por tal apenas anuíram, ainda sem fôlego. Levantaram-se a custo e entraram na mansão.
A tarde chegou, o ar estava um pouco mais quente devido à subida da temperatura. Tooya já os esperava com Tomo na parte do jardim longe do alcance da mansão, para que ninguém notasse o que eles andavam a fazer todo aquele tempo. Assim que todos se reuniram novamente, o jardim deu de novo lugar a outro local.
- Espero que desta vez levem este treino a sério e sejam mais moderados na quantia de energia que irão libertar. Todos vocês irão atacar e tentar se defender desse mesmo ataque, neste treino não irão lutar com um oponente específico e sim com todos os do outro grupo. Isto é, o grupo dos rapazes irá combater contra o grupo das raparigas. Estão prontos?
Novamente se puseram em fila, como de manhã, e se inclinaram para a frente como se estivessem numa corrida à espera do som da partida. Ouviu-se a voz de Tomo a dar inicio ao treino e já Inuyasha lançava o seu Kaze no Kizu. Neptuno preparou uma barreira de água que interceptou o ataque de Inuyasha, mas já Kouga vinha na lateral com toda a força com o seu remoinho de vento e embateu contra Neptuno, atirando-a para longe. Haruka fechou os seus olhos e, com alguns movimentos das suas mãos, fez aparecer várias cordas de água que agarrou Kouga pelos pés, enquanto Janete já tinha preparado um espinho enorme que fez com que se espetasse nas pernas do rapaz e saltassem a sua fonte de poder, os pedaços da Jóia de Quatro Almas.
- Hey! Isso é batota!! – gritava Kouga.
- Tu é que tens de ter mais cuidado e não te deixares assim tão desprotegido! Imagina que um dos demónios da Akuno te retira os fragmentos? Depois como é?
- A Janete tem razão, Kouga. Eu sei que mesmo sem eles tu tens uma grande fonte de poder dentro de ti, mas são esses fragmentos que te dão essa força incrível para correres. Não te descuides em nenhum minuto, aqui quase toda a gente conhece os pontos fracos de cada um e é isso que temos de aperfeiçoar; não deixar que os achem.
O treino continuou sem mais interrupções. Likas já sabia controlar os seus poderes do fogo com a ajuda de Suh. Todos estavam preparados para enfrentar a batalha final.
A noite chegou, já se fazia ouvir o som dos grilos, era como se fosse uma fonte de tranquilidade, o cheiro do jantar pairava no ar deixando água na boca. Todos se reuniram em volta da enorme mesa de jantar, tal era a fome com que vinham do treino devoraram tudo o que estava sobre a mesa, deixando os restantes familiares olharem para eles espantados com tal apetite. Depois de mais uns minutos de convívio, as raparigas foram se deitar mais cedo, Tooya pedira aos rapazes que permanecessem na pequena sala ao pé da cozinha até ao seu regresso. No primeiro andar, as boas-noites foram dadas e cada uma entrou para o seu respectivo quarto. Tooya esperou alguns minutos na esquina do corredor antes de se dirigir ao primeiro quarto. Abriu a porta lentamente e espreitou para o seu interior que estava escuro, entrou de mansinho e encostou a porta. Caminhou até à cama e reparou que se tratava de Lady, esta dormia de lado com uma tranquilidade angelical em seu rosto. Sem mais demoras, ele a vira de modo a que fique de barriga para cima e pousa uma mão no seu ventre e outra a uns escassos centímetros do seu rosto. Murmura algumas palavras criando duas luzes esverdeadas nas palmas das suas mãos. O corpo de Lady começou a levitar, levantando apenas um pouco, os olhos de Tooya continuavam fechados e os seus lábios ainda se mexiam. Assim que o corpo da rapariga pousou sobre a cama, Tooya a tapou e saiu do quarto sem fazer barulho.
Ele repetiu o mesmo processo com as restantes raparigas, menos com as gémeas, antes de voltar a se juntar aos rapazes no piso inferior.
- Fizeste-o?
- Sim. Agora elas estarão verdadeiramente preparadas para o que nos espera.

Mais uma semana se tinha passado, era de manhã e o dia parecia ter começado calmo, mas quando metade da família se encontrava a tomar o pequeno-almoço tranquilamente, a loiça começou a vibrar, tudo naquela cozinha como na casa inteira começara a tremer.
- Começou. – disse Tooya com uma voz sombria e o olhar em alerta. – Encontramo-nos todos no jardim!
Tooya saiu da cozinha a correr e saiu da mansão, as raparigas e os rapazes foram pela casa toda avisar toda a gente para saírem dali; quadros, candeeiros, mesinhas, vasos, tudo caía aos pés deles, tinham que se desviar ou sairiam dali feridos.
Toda a família se encontrava no enorme jardim, em frente a eles estava uma vasta legião de demónios com Akuno a sair dentre deles. O seu riso estridente e histérico retumbou.
Tooya olhou para Tomo e fez sinal com a cabeça, este entendeu e abriu a sua pequena concha. Após umas breves palavras, o cenário modificou-se tal como acontecia durante os treinos; a Akuno olhou á sua volta por breves segundos assustada, mas entendeu facilmente o que aquilo significava.
- Podem tentar proteger o mundo exterior, mas nenhum de vós sairá daqui com vida!!
- Isso é o que iremos ver!
Alguém bradou um grito de guerra e a grande batalha deu-se assim por iniciada. Vários jactos e cordas de água eram atirados contra os diversos demónios que saltavam para cima deles. Sesshoumaru agarra Neptuno pela cintura e caem sobre o chão, desviando-se de um raio atirado por um dos demónios.
Lady e Inuyasha lutavam lado a lado, ele estava especialmente preocupado com o bebé e a saúde da sua noiva, tendo sempre recusado sair do lado dela. Ele cortou em pedaços vários demónios que voavam em direcção a ele, mas era como se esses mesmos pedaços ganhassem vida própria e o atacassem de novo. Quando este se viu encurralado por todos aqueles bocados que o tentavam asfixiar, Lady atirou o seu raio lunar que os envolveu, queimando-os e reduzindo-os a cinzas.
- O-obrigada, meu amor. *tosse* Estás… estás bem?
Lady, que estava a olhar espantada para o seu dedo, olhou para Inuyasha com a mesma expressão.
- Como… como é que eu fiz aquilo?
- Com o teu dedo, não? *olha confuso*
- Sim, mas… o meu raio não tinha esta dimensão de poder, nunca ele envolveria o…
- CUIDADO!
Inuyasha conseguiu desviar Lady a tempo do ataque de Akuno, mas não conseguiu desviar-se a si mesmo, ficando com um golpe profundo em seu braço de onde saíra muito sangue.
- Sua…!!
Lady soltou-se dos braços do seu noivo e saltou para cima de Akuno, mas esta tinha desaparecido. Ela cai no chão, provocando vários arranhões, e protegendo o seu ventre com os seus braços.
Orphen reunia as suas adagas de luz que juntava aos ataques de vento de Kouga, provocando uma força ainda maior; mais de dez demónios foram destruídos.
- Yeah! Strike! *gargalhada* - disseram Orphen e Kouga ao mesmo tempo.
- Vocês não estão a jogar bowling! Ajudem mas é a Dawn e a Barbie!
Aquilo parecia não ter fim, muito sangue se via derramado pelo chão, pessoas da família já estavam mortas e quando Tooya ou Sesshoumaru tentavam ir ter com eles para os ressuscitar, os demónios os impediam, perdendo a oportunidade de conseguirem trazer à vida aquelas pessoas antes de a sua alma desaparecer.
SMoon, Suh, Janete e Likas estavam agora frente a frente com Akuno, esta ria-se maliciosamente sem perder a sua concentração.
- Ahahah, vocês pensam que vão conseguir me derrotar? Eu deixei-vos treinar para tornar esta batalha mais interessante, mas não julguem que serão vocês que sairão vitoriosas. AHAHAHAH!
- Queres pagar para ver? *sorriso trocista*
Likas e Suh criaram vários aros de fogo em suas mãos, prontos a serem jogados. Janete e SMoon fizeram surgir da terra diversas raízes que tentavam aprisionar Akuno, mas esta conseguia se esquivar com presteza. Suh, com impaciência, atirou todos os seus aros contra Akuno, mas também sem efeito. Esta criou uma enorme bola de energia negra e lançou-lhes, embatendo nas raízes de Janete que se desfizeram após o embate.
Suh materializou-se atrás de Akuno para tentar lhe atacar pelas costas, mas ao se aperceber disso, esta eleva um dos arpões dos seus demónios e o joga em direcção a Suh. Kenshin, ao ver o que estava para acontecer, atira-se a Suh levando com o arpão que perfurou o seu braço.
- Kenshin, seu idiota! Porquê que fizeste isto!!
- Eu não ia deixar que fosses morta. És a minha razão de viver… Suh… argh!
Suh retira-lhe o arpão do braço, o sangue espirra para cima dela.
- És mesmo… parvo… eu não sei o que faria se morresses… - disse Suh, entre soluços, abraçada a Kenshin.
- Provavelmente arranjava outro… - cochicha Likas a SMoon e Janete.
- Não há tempo para conversas, a Akuno sumiu novamente!
SMoon e Janete partiram à procura de Akuno, enquanto Likas foi ajudar os rapazes. Todos apresentavam vários sinais de cansaço e os demónios pareciam não ter fim. A família Four Elements via-se agora bastante reduzida. O medo começava a apoderar-se dos que ainda estavam de pé, pois todos pensavam se seriam os próximos.
Lady, SMoon, Janete, Suh, Likas, Dgirl, Haruka e Neptuno estavam reunidas em frente a Akuno. Os rapazes, ao longe, observavam de esguelha o que estava a acontecer. Tooya curava as feridas de Kenshin para que este pudesse retomar ao combate. Akuno não mostrava nenhuns indícios de medo, pelo contrário, estava bastante segura de si mesma.
Começou. Os vários ataques eram quase invisíveis ao olhar humano, tal era a rapidez com que eram produzidos e atirados. Akuno era incrivelmente forte e bastante ágil, muitos dos ataques das raparigas a que ela se desviava, iam embater umas nas outras. Devido aos treinos, e não só, as suas forças também aumentaram tal como a sua resistência.
- O teu fim…
- … está próximo!
As oito raparigas rodearam Akuno, criando uma barreira com os seus poderes para que ela não pudesse fugir, concentrando toda a sua força. O símbolo da Água surgiu na testa de Haruka e Neptuno; o símbolo do Fogo surgiu na testa de Suh e Likas; o símbolo do Ar apareceu na testa de Dgirl; e o símbolo da Terra apareceu na testa de Janete, SMoon e Lady, mas juntamente com o seu símbolo, nestas duas, apareceu também uma lua quarto-crescente. Os rapazes olharam estupefactos para Kouga, pois na sua testa também surgira o símbolo do Ar.
- Kouga!
- Rápido, se tens também o poder absoluto do Ar, junta-te a elas agora!
Kouga olhava ainda incrédulo para Tooya mas fez o que este lhe pediu. Correu para junto das raparigas e juntou-se ao círculo, fechando também os olhos e sentindo o seu poder fluir de dentro do seu corpo. A força conjugada do poder absoluto de cada elemento tornava-se cada vez mais forte e poderosa. Akuno não conseguia se mexer, lentamente os seus músculos por dentro estavam a explodir, a dor que sentia era deveras insuportável. O seu sangue jorrava-se pela sua boca, ouvidos, nariz e até mesmo pelos olhos surgiam lágrimas de sangue. Aquela imagem era repugnante, Akuno gritava e se contorcia de dores, os seus braços se partiam deslocando-se para trás e torcendo-se. Os nove elementos daquele círculo deram o seu grito final, fazendo com que o corpo de Akuno explodisse por completo, e o seu sangue caiu sobre eles.
Todos os demónios que ainda estavam de pé desapareceram com a morte de Akuno. A batalha tinha terminado. O Mal fora destruído.
- Começou. – disse Tooya com uma voz sombria e o olhar em alerta. – Encontramo-nos todos no jardim!
Tooya saiu da cozinha a correr e saiu da mansão, as raparigas e os rapazes foram pela casa toda avisar toda a gente para saírem dali; quadros, candeeiros, mesinhas, vasos, tudo caía aos pés deles, tinham que se desviar ou sairiam dali feridos.
Toda a família se encontrava no enorme jardim, em frente a eles estava uma vasta legião de demónios com Akuno a sair dentre deles. O seu riso estridente e histérico retumbou.
Tooya olhou para Tomo e fez sinal com a cabeça, este entendeu e abriu a sua pequena concha. Após umas breves palavras, o cenário modificou-se tal como acontecia durante os treinos; a Akuno olhou á sua volta por breves segundos assustada, mas entendeu facilmente o que aquilo significava.
- Podem tentar proteger o mundo exterior, mas nenhum de vós sairá daqui com vida!!
- Isso é o que iremos ver!
Alguém bradou um grito de guerra e a grande batalha deu-se assim por iniciada. Vários jactos e cordas de água eram atirados contra os diversos demónios que saltavam para cima deles. Sesshoumaru agarra Neptuno pela cintura e caem sobre o chão, desviando-se de um raio atirado por um dos demónios.
Lady e Inuyasha lutavam lado a lado, ele estava especialmente preocupado com o bebé e a saúde da sua noiva, tendo sempre recusado sair do lado dela. Ele cortou em pedaços vários demónios que voavam em direcção a ele, mas era como se esses mesmos pedaços ganhassem vida própria e o atacassem de novo. Quando este se viu encurralado por todos aqueles bocados que o tentavam asfixiar, Lady atirou o seu raio lunar que os envolveu, queimando-os e reduzindo-os a cinzas.
- O-obrigada, meu amor. *tosse* Estás… estás bem?
Lady, que estava a olhar espantada para o seu dedo, olhou para Inuyasha com a mesma expressão.
- Como… como é que eu fiz aquilo?
- Com o teu dedo, não? *olha confuso*
- Sim, mas… o meu raio não tinha esta dimensão de poder, nunca ele envolveria o…
- CUIDADO!
Inuyasha conseguiu desviar Lady a tempo do ataque de Akuno, mas não conseguiu desviar-se a si mesmo, ficando com um golpe profundo em seu braço de onde saíra muito sangue.
- Sua…!!
Lady soltou-se dos braços do seu noivo e saltou para cima de Akuno, mas esta tinha desaparecido. Ela cai no chão, provocando vários arranhões, e protegendo o seu ventre com os seus braços.
Orphen reunia as suas adagas de luz que juntava aos ataques de vento de Kouga, provocando uma força ainda maior; mais de dez demónios foram destruídos.
- Yeah! Strike! *gargalhada* - disseram Orphen e Kouga ao mesmo tempo.
- Vocês não estão a jogar bowling! Ajudem mas é a Dawn e a Barbie!
Aquilo parecia não ter fim, muito sangue se via derramado pelo chão, pessoas da família já estavam mortas e quando Tooya ou Sesshoumaru tentavam ir ter com eles para os ressuscitar, os demónios os impediam, perdendo a oportunidade de conseguirem trazer à vida aquelas pessoas antes de a sua alma desaparecer.
SMoon, Suh, Janete e Likas estavam agora frente a frente com Akuno, esta ria-se maliciosamente sem perder a sua concentração.
- Ahahah, vocês pensam que vão conseguir me derrotar? Eu deixei-vos treinar para tornar esta batalha mais interessante, mas não julguem que serão vocês que sairão vitoriosas. AHAHAHAH!
- Queres pagar para ver? *sorriso trocista*
Likas e Suh criaram vários aros de fogo em suas mãos, prontos a serem jogados. Janete e SMoon fizeram surgir da terra diversas raízes que tentavam aprisionar Akuno, mas esta conseguia se esquivar com presteza. Suh, com impaciência, atirou todos os seus aros contra Akuno, mas também sem efeito. Esta criou uma enorme bola de energia negra e lançou-lhes, embatendo nas raízes de Janete que se desfizeram após o embate.
Suh materializou-se atrás de Akuno para tentar lhe atacar pelas costas, mas ao se aperceber disso, esta eleva um dos arpões dos seus demónios e o joga em direcção a Suh. Kenshin, ao ver o que estava para acontecer, atira-se a Suh levando com o arpão que perfurou o seu braço.
- Kenshin, seu idiota! Porquê que fizeste isto!!
- Eu não ia deixar que fosses morta. És a minha razão de viver… Suh… argh!
Suh retira-lhe o arpão do braço, o sangue espirra para cima dela.
- És mesmo… parvo… eu não sei o que faria se morresses… - disse Suh, entre soluços, abraçada a Kenshin.
- Provavelmente arranjava outro… - cochicha Likas a SMoon e Janete.
- Não há tempo para conversas, a Akuno sumiu novamente!
SMoon e Janete partiram à procura de Akuno, enquanto Likas foi ajudar os rapazes. Todos apresentavam vários sinais de cansaço e os demónios pareciam não ter fim. A família Four Elements via-se agora bastante reduzida. O medo começava a apoderar-se dos que ainda estavam de pé, pois todos pensavam se seriam os próximos.
Lady, SMoon, Janete, Suh, Likas, Dgirl, Haruka e Neptuno estavam reunidas em frente a Akuno. Os rapazes, ao longe, observavam de esguelha o que estava a acontecer. Tooya curava as feridas de Kenshin para que este pudesse retomar ao combate. Akuno não mostrava nenhuns indícios de medo, pelo contrário, estava bastante segura de si mesma.
Começou. Os vários ataques eram quase invisíveis ao olhar humano, tal era a rapidez com que eram produzidos e atirados. Akuno era incrivelmente forte e bastante ágil, muitos dos ataques das raparigas a que ela se desviava, iam embater umas nas outras. Devido aos treinos, e não só, as suas forças também aumentaram tal como a sua resistência.
- O teu fim…
- … está próximo!
As oito raparigas rodearam Akuno, criando uma barreira com os seus poderes para que ela não pudesse fugir, concentrando toda a sua força. O símbolo da Água surgiu na testa de Haruka e Neptuno; o símbolo do Fogo surgiu na testa de Suh e Likas; o símbolo do Ar apareceu na testa de Dgirl; e o símbolo da Terra apareceu na testa de Janete, SMoon e Lady, mas juntamente com o seu símbolo, nestas duas, apareceu também uma lua quarto-crescente. Os rapazes olharam estupefactos para Kouga, pois na sua testa também surgira o símbolo do Ar.
- Kouga!
- Rápido, se tens também o poder absoluto do Ar, junta-te a elas agora!
Kouga olhava ainda incrédulo para Tooya mas fez o que este lhe pediu. Correu para junto das raparigas e juntou-se ao círculo, fechando também os olhos e sentindo o seu poder fluir de dentro do seu corpo. A força conjugada do poder absoluto de cada elemento tornava-se cada vez mais forte e poderosa. Akuno não conseguia se mexer, lentamente os seus músculos por dentro estavam a explodir, a dor que sentia era deveras insuportável. O seu sangue jorrava-se pela sua boca, ouvidos, nariz e até mesmo pelos olhos surgiam lágrimas de sangue. Aquela imagem era repugnante, Akuno gritava e se contorcia de dores, os seus braços se partiam deslocando-se para trás e torcendo-se. Os nove elementos daquele círculo deram o seu grito final, fazendo com que o corpo de Akuno explodisse por completo, e o seu sangue caiu sobre eles.
Todos os demónios que ainda estavam de pé desapareceram com a morte de Akuno. A batalha tinha terminado. O Mal fora destruído.

Capitulo 35
Dois meses se passaram desde a batalha que pôs fim a vários meses de angústia e sofrimento. As flores das cerejeiras começavam a desabrochar, os pássaros no alto das árvores chilreavam, os raios de sol a cada dia que passava tornavam-se mais quentes, o inicio da primavera anunciava-se. Na mansão o ambiente estava calmo. Alguns já se encontravam à volta da mesa da cozinha a tomar o pequeno-almoço preparado por Janete, outros ainda descansavam nos seus respectivos quartos, era fim-de-semana, por tal, não era necessário levantarem-se cedo. Likas e Suh já trajavam os seus biquínis e encaminhavam-se para a piscina.
- Amor, amor acorda – Inuyasha acaricia a fase de Lady e dá-lhe um beijo em sua testa. – Amor, preciso de falar contigo.
- Hm…hm… Inuyasha *olha para o relógio* são oito horas da manhã, o que me queres falar não pode esperar para mais tarde?
- Não, além disso já estás acordada e tudo. *sorriso*
- Pronto está bem, diz lá o que queres – Lady levanta-se, sentando-se em seguida na cama. – Estou a ouvir.
- Amor, a tua barriga já se nota, o nosso pequenote nasce daqui a quatro meses, não achas que nós deveríamos casar antes que a barriga cresça mais ainda?
- Estás a querer dizer que devíamos casar já?
- Sim. Temos de juntar já os trapinhos.
- Inuyasha – Lady dá uma cotovelada ao seu noivo. – Os nossos trapinhos já estão juntos à muitos meses.
- Oh, tu percebeste muito bem o que eu queria dizer. Então, vamos apressar o casamento ou não?
- Claro que sim!
Lady abraça Inuyasha, beijando-o em seguida. Inuyasha começa a acariciar a face de Lady enquanto ia lhe beijando o pescoço, uma das suas mãos ia descendo até aos seios dela.
- Agora não Inuyasha – Lady empurra Inuyasha, levantando-se em seguida. – Tenho que ir dar a notícia às meninas e começar os preparativos do nosso casamento.
- Mas Lady – Inuyasha olha para o seu sexo já hirto. – Vais me deixar assim?
- Oh, amor, vá lá, temos muito tempo para isso, né? *pisca o olho*
Lady dá um beijo no rosto de Inuyasha, veste o seu robe e caminha para a casa de banho; toma o seu duche, veste-se e sai do quarto. Enquanto anda pelo corredor em direcção ao quarto da sua filha, para contar-lhe as novidades, encontra Miroku encostado a uma das paredes do corredor com o seu olhar perdido.
- Miroku? Hei, psiu, Miroku. Terra chama planeta Vénus.
- Oh, Lady, desculpa estava aqui perdido nos meus pensamentos. Então como estás? Essa barriguinha está cada vez maior. Posso pôr a mão?
- Se não tiveres segundas intenções, é claro que podes. *Sorriso*
- Lady, pelo que me tomas.
- Por um grande tarado. *gargalhada*
- *Gota* Não sejas assim, Lady. Tu sabes que o meu grande sonho é ser pai – ele chega-se perto de Lady e pousa a sua mão no ventre dela. – Um garotinho para cuidar, brincar, ensinar… é o meu sonho – Baixa-se encostando o seu ouvido na barriga de Lady. – Mas não te preocupes, aqui o tio vai-te ensinar tudo o que precisas saber, ok?
- Ei! Mas o que pensas que estás para aí a dizer? Tu não vais ensinar nada ao meu filho. O que é que um tarado como tu tem para ensinar a uma criança inocente?
- *Cof cof* Oh mamã, se fosse a ti não dizia isso, não achas?
- SMoon, não fales assim da tua mãe. *gota* Queria falar contigo filha, tenho uma maravilhosa novidade para te contar.
- Ok, vamos até ao meu quarto.
- Olá para ti também SMoon, andas muito simpática, andas.
- *Gota* Olá Miroku, desculpa mas não te vi.
- Pois eu reparei. Desculpa o que vou dizer, mas nestes últimos tempos engordaste um pouco ou é impressão minha, SMoon?
- Não tens nada a ver com isso. *furiosa*
- Que simpático. Bem filhota, vamos. Ah! Miroku, que tal ires resolver as coisas com a minha irmã Janete? Abre o teu coração com ela, se vocês gostam um do outro não sei o porquê de estarem separados. Além disso, tens aí a tua grande oportunidade de ser pai.
- O Miroku, pai? Coitada da pobre criança, até já tenho pena dela e ela ainda nem nasceu. *gargalhada*
- Andas com muita piada. Vou seguir o teu conselho Lady, vou já procurá-la.
Miroku sai a correr, deixando as raparigas para trás. As duas caminham para o quarto de SMoon em silêncio. SMoon abre a porta e as duas entram, caminham até dois pequenos sofás que se encontravam junto à varanda e sentam-se. Lady olha à sua volta, aquele quarto decididamente estava mudado; as paredes estavam pintadas num tom vermelho carregado, as cortinas outrora de tons avermelhados, agora davam lugar ao preto, a cama estava encostada a uma das paredes laterais com duas mesinhas de cabeceira, uma de cada lado, do lado oposto estavam duas estantes, e junto à varanda se dispunham dois sofás com uma pequena mesa de vidro entre eles.
- O teu quarto está diferente.
- Decidi mudá-lo. Mas não vieste aqui para falar sobre o novo visual do meu quarto, pois não? Conta lá, então, que notícia maravilhosa é essa que tens para me contar?
- O Inuyasha e eu decidimos apressar o casamento. *enorme sorriso*
- Mas e o Uli-chan? Vocês ainda estão casados, teoricamente.
- Pois, eu sei. Mas como não sabemos nada sobre ele, como sempre, pode ser que o dêem como morto e assim já posso me casar novamente.
- Credo mamã! – SMoon passa a sua mão na cabeça de sua mãe – Bem, eu só espero que sejas muito feliz. *Sorriso forçado*
- Estás mesmo contente? Não me parece nada.
- Sim estou contente, o que mais quero é que sejas feliz, mamã. Só não me peças para organizar a festa.
- Pois filhota, mas vais ter que me ajudar, quer queiras quer não.
- Nãooo, o meu pior pesadelo. *chora*
- *gota* Não sejas dramática. Até parece que sou muito exigente.
- *Dupla gota* Nãaaa, que ideia!
- Posso te perguntar uma coisa?
- Sim.
- O Miroku tem razão, tu nos últimos meses engordaste um pouco. Tu por acaso…
- Sim, eu estou grávida.
- E…
- E nada, não quero falar nisso.
- Mas…
- Por favor! Não quero falar nisso. E tens que me prometer que isto não sai daqui.
- Ok. Diz-me só uma coisa…
- Sim, o pai é o Orphen, mas ele não pode saber, ouviste? Ninguém pode saber da minha gravidez.
- *Alivio* Ufa. Ok! Se é assim que queres, apesar de eu não compreender o porquê, eu vou guardar segredo.
- Não percebi esse alívio. Mas vamos lá tratar das coisas do teu casamento.
As duas raparigas saem do quarto e caminham até ao elevador. As duas iam conversando sobre os preparativos da grande festa do ano. Lady queria que aquele dia fosse inesquecível, iria finalmente oficializar a sua relação com Inuyasha, mas havia algo que ainda a preocupava: Uli-chan. O facto era que ainda não estava oficialmente separada dele, e desde a sua estadia no hospital, ele desaparecerá sem deixar rasto. O que iria fazer?” SMoon carrega no botão para chamar o elevador e imediatamente as portas metalizadas se abrem, quando as duas entram, Lady carrega no botão do rés-do-chão; as portas se fecham e o elevador começa a descer. Quando este pára, as portas abrem-se e as raparigas saem dirigindo-se para a cozinha. Janete iria ficar encarregue do buffet e dos doces, afinal de contas, ela era a Chef lá de casa. Enquanto caminham em direcção à cozinha, algo as detém. Haruka encontrava-se agachada a espreitar por uma pequena brecha da porta.
- Haruka, que estás aí a fazer?
- Xiu… - o seu dedo indicador eleva-se até aos seus lábios. - Façam pouco barulho. O Miroku está a declarar-se à Janete.
As duas encolhem-se junto a Haruka e puseram-se à escuta para saberem o que se passava. Dentro da cozinha, Miroku e Janete estavam cada um no lado oposto da mesa de mármore. O ambiente era de cortar à faca, um silêncio assustador. Miroku batia suavemente com os seus dedos na mesa, impaciente.
- Já estamos aqui há quinze minutos e ainda só disseste que precisas de falar comigo. Pensas que não tenho mais que fazer?
- Calma amor, isto é difícil, nunca o fiz com tanto sentimento dentro de mim.
- Sentimento? Que estás para aí a dizer? Desembucha de uma vez.
- Eu… Eu amo-te, Janete!
- Tu…tu… tu o quê?! *lágrimas surgem nos seus olhos* Eu ouvi bem?
- Sim, eu amo-te! Tenho sido um tonto por não te ter dito isto mais cedo. Mas é contigo que eu quero ficar, és a mulher da minha vida. Desculpa por tudo o que te fiz passar…
- Não precisas de dizer mais nada. Eu também te amo, Miroku. *cora*
- Eu prometo que nunca mais te irei trair.
- O quê?? Tu já me traíste?!
Uma aura assassina começa a vibrar em volta de Janete, as meninas começam a ver que as coisas vão correr mal, então decidem se afastar antes que sobrasse para elas. As três caminham até à sala ao lado da cozinha, rindo-se que nem perdidas, e instalando-se nos sofás que lá se encontravam. Lady conta as novidades à Haruka, esta fica contente e presta-se logo para ajudar nos preparativos do casamento, ficando ela encarregue dos enfeites, juntamente com Neptuno e Suh. Enquanto Lady e Haruka falavam animadamente, SMoon levanta-se e vai até à janela, encostando-se à ombreira desta. Do lado de fora, sentado num dos bancos de cimento do jardim, estava Orphen. O seu coração disparou quando o viu, a vontade de ir até lá era enorme, mas será que deveria fazê-lo?
- Olá meninas – Tooya entra na sala e dá um beijo à sua namorada. – Vocês por acaso viram a Likas? É que preciso falar com ela.
- Eu não a vi.
- Eu também não.
- E tu, amor, vieste-a?
- Não tenho bem a certeza, mas acho que ela tinha dito que ia até a piscina com a Suh.
- Ok. Vou ver se ela está lá.
- Mas porque queres falar com ela?
- Não precisas ficar com ciúme. *sorriso* Apenas lhe vou contar o que ela tanto deseja saber.
- Vais-lhe contar quem era o seu pai?
- Sim. Mas antes disso, quero saber, o que tanto conversavam animadamente.
- É que a Lady vai marcar a data do casamento, e estamos já aqui a fazer os preparativos para a festa.
- Hmm, finalmente, já não era sem tempo Lady. Afinal de contas, o teu filhote daqui a nada nasce. Mas e a questão do Uli?
- Estou a resolver isso.
- É melhor te apressares então. Bem, vou então procurar a Likas. Até já.
- Espera Tooya, eu vou contigo. Até já meninas!
Tooya e SMoon saem. As raparigas ficam um pouco confusas com a atitude de SMoon, mas depressa esquecem-se continuando a falar dos preparativos da cerimónia de Lady. Tooya e SMoon saem da mansão caminhando pelo jardim.
- Bem Tooya, eu fico por aqui.
- Faz o que tens a fazer. *pisca o olho*
Os dois se separam tomando caminhos diferentes. SMoon segue o carreiro feito sobre a erva do jardim, que a leva até junto do banco em que se encontrava Orphen, sentando-se ao lado dele. O silêncio instalou-se por uns breves minutos.
- O que vieste aqui fazer?
- Sempre muito bem-educado.
- É o que pessoas como tu merecem.
- Pessoas como eu?
- Sim, pessoas traidoras, mentirosas…
- Chega. Estás a ser injusto comigo. Eu não mereço estar a ouvir isso.
- Tens toda a razão. *levanta-se* É por isso mesmo que vou sair desta casa ainda hoje, pensei nisso durante todos estes meses e decidi-me. Já não tenho nada que me detenha nesta casa, vou-me embora, recomeçar a minha vida. Por isso já não terás que me ouvir, eu sei o quanto as verdades custam a ouvir.
- Mas…
- Não vale a pensa dizeres nada, pois nada do que digas me vai fazer voltar atrás. Adeus.
- Eu estou grávida!
Silêncio.
- Parabéns.
- É só isso que me tens a dizer?
- Sim. Já contaste ao pai? Qual deles é, o Miroku ou o Tamahome? Ou nem isso sabes?
- Tu és… - SMoon levanta-se, dando um estalo a Orphen. – És um idiota! Vai embora e não voltes nunca mais, eu odeio-te!
SMoon sai a correr lavada em lágrimas, desaparecendo no meio das árvores. Orphen esfrega a sua cara e sorri. Com raiva a crescer dentro de si e sem nunca desfazer aquele sorriso, Orphen volta para a mansão, subindo as escadas em direcção ao seu quarto. Quando chega perto da porta do seu quarto, encontra Miroku.
- Parabéns.
- O quê? Eu não faço anos.
- Então ainda não sabes… A SMoon está grávida.
- E…
Orphen entra no quarto batendo com a porta. Retira um saco de dento do armário e começa a fazer as malas.
[…]
Tooya chega junto à piscina, Suh e Likas estavam a competir, nadando a uma velocidade inacreditável de um lado ao outro, tentando se superar uma à outra. Quando o cansaço começava a apoderar-se delas, ambas param. Tooya já se encontrava sentado numa das cadeiras ao redor da piscina.
- Tooya! Que estás aqui a fazer?
- Ora Likas, se estou sentado numa cadeira junto a uma piscina, envergando só uns calções, penso que esteja a apanhar sol, digo eu.
- Estamos muito engraçados hoje.
- Agora a falar a sério, preciso de falar contigo. Suh, podes nos dar um minuto?
- Sim claro, vou comer qualquer coisa, esta competição deu me um pouco de fome. Até já.
Suh pega na toalha vermelha que se encontrava sobre a mesa e enxuga-se nela, veste um vestido florido, também ele vermelho, e afasta-se de Tooya e Likas. Esta última já estava sentada numa espreguiçadeira ao lado de Tooya.
- Vais me contar sobre o meu pai?
- Sim, aliás, sobre os teus pais.
- Como assim?
- A mulher a quem tu chamas de mãe, é tua tia, da parte da tua verdadeira mãe. Ela te criou desde o dia em que os teus pais foram assassinados.
- Assa… Assassinados…? Mas, porquê?
- Há uns anos atrás tinhas tu precisamente quatro anos…
Dois meses se passaram desde a batalha que pôs fim a vários meses de angústia e sofrimento. As flores das cerejeiras começavam a desabrochar, os pássaros no alto das árvores chilreavam, os raios de sol a cada dia que passava tornavam-se mais quentes, o inicio da primavera anunciava-se. Na mansão o ambiente estava calmo. Alguns já se encontravam à volta da mesa da cozinha a tomar o pequeno-almoço preparado por Janete, outros ainda descansavam nos seus respectivos quartos, era fim-de-semana, por tal, não era necessário levantarem-se cedo. Likas e Suh já trajavam os seus biquínis e encaminhavam-se para a piscina.
- Amor, amor acorda – Inuyasha acaricia a fase de Lady e dá-lhe um beijo em sua testa. – Amor, preciso de falar contigo.
- Hm…hm… Inuyasha *olha para o relógio* são oito horas da manhã, o que me queres falar não pode esperar para mais tarde?
- Não, além disso já estás acordada e tudo. *sorriso*
- Pronto está bem, diz lá o que queres – Lady levanta-se, sentando-se em seguida na cama. – Estou a ouvir.
- Amor, a tua barriga já se nota, o nosso pequenote nasce daqui a quatro meses, não achas que nós deveríamos casar antes que a barriga cresça mais ainda?
- Estás a querer dizer que devíamos casar já?
- Sim. Temos de juntar já os trapinhos.
- Inuyasha – Lady dá uma cotovelada ao seu noivo. – Os nossos trapinhos já estão juntos à muitos meses.
- Oh, tu percebeste muito bem o que eu queria dizer. Então, vamos apressar o casamento ou não?
- Claro que sim!
Lady abraça Inuyasha, beijando-o em seguida. Inuyasha começa a acariciar a face de Lady enquanto ia lhe beijando o pescoço, uma das suas mãos ia descendo até aos seios dela.
- Agora não Inuyasha – Lady empurra Inuyasha, levantando-se em seguida. – Tenho que ir dar a notícia às meninas e começar os preparativos do nosso casamento.
- Mas Lady – Inuyasha olha para o seu sexo já hirto. – Vais me deixar assim?
- Oh, amor, vá lá, temos muito tempo para isso, né? *pisca o olho*
Lady dá um beijo no rosto de Inuyasha, veste o seu robe e caminha para a casa de banho; toma o seu duche, veste-se e sai do quarto. Enquanto anda pelo corredor em direcção ao quarto da sua filha, para contar-lhe as novidades, encontra Miroku encostado a uma das paredes do corredor com o seu olhar perdido.
- Miroku? Hei, psiu, Miroku. Terra chama planeta Vénus.
- Oh, Lady, desculpa estava aqui perdido nos meus pensamentos. Então como estás? Essa barriguinha está cada vez maior. Posso pôr a mão?
- Se não tiveres segundas intenções, é claro que podes. *Sorriso*
- Lady, pelo que me tomas.
- Por um grande tarado. *gargalhada*
- *Gota* Não sejas assim, Lady. Tu sabes que o meu grande sonho é ser pai – ele chega-se perto de Lady e pousa a sua mão no ventre dela. – Um garotinho para cuidar, brincar, ensinar… é o meu sonho – Baixa-se encostando o seu ouvido na barriga de Lady. – Mas não te preocupes, aqui o tio vai-te ensinar tudo o que precisas saber, ok?
- Ei! Mas o que pensas que estás para aí a dizer? Tu não vais ensinar nada ao meu filho. O que é que um tarado como tu tem para ensinar a uma criança inocente?
- *Cof cof* Oh mamã, se fosse a ti não dizia isso, não achas?
- SMoon, não fales assim da tua mãe. *gota* Queria falar contigo filha, tenho uma maravilhosa novidade para te contar.
- Ok, vamos até ao meu quarto.
- Olá para ti também SMoon, andas muito simpática, andas.
- *Gota* Olá Miroku, desculpa mas não te vi.
- Pois eu reparei. Desculpa o que vou dizer, mas nestes últimos tempos engordaste um pouco ou é impressão minha, SMoon?
- Não tens nada a ver com isso. *furiosa*
- Que simpático. Bem filhota, vamos. Ah! Miroku, que tal ires resolver as coisas com a minha irmã Janete? Abre o teu coração com ela, se vocês gostam um do outro não sei o porquê de estarem separados. Além disso, tens aí a tua grande oportunidade de ser pai.
- O Miroku, pai? Coitada da pobre criança, até já tenho pena dela e ela ainda nem nasceu. *gargalhada*
- Andas com muita piada. Vou seguir o teu conselho Lady, vou já procurá-la.
Miroku sai a correr, deixando as raparigas para trás. As duas caminham para o quarto de SMoon em silêncio. SMoon abre a porta e as duas entram, caminham até dois pequenos sofás que se encontravam junto à varanda e sentam-se. Lady olha à sua volta, aquele quarto decididamente estava mudado; as paredes estavam pintadas num tom vermelho carregado, as cortinas outrora de tons avermelhados, agora davam lugar ao preto, a cama estava encostada a uma das paredes laterais com duas mesinhas de cabeceira, uma de cada lado, do lado oposto estavam duas estantes, e junto à varanda se dispunham dois sofás com uma pequena mesa de vidro entre eles.
- O teu quarto está diferente.
- Decidi mudá-lo. Mas não vieste aqui para falar sobre o novo visual do meu quarto, pois não? Conta lá, então, que notícia maravilhosa é essa que tens para me contar?
- O Inuyasha e eu decidimos apressar o casamento. *enorme sorriso*
- Mas e o Uli-chan? Vocês ainda estão casados, teoricamente.
- Pois, eu sei. Mas como não sabemos nada sobre ele, como sempre, pode ser que o dêem como morto e assim já posso me casar novamente.
- Credo mamã! – SMoon passa a sua mão na cabeça de sua mãe – Bem, eu só espero que sejas muito feliz. *Sorriso forçado*
- Estás mesmo contente? Não me parece nada.
- Sim estou contente, o que mais quero é que sejas feliz, mamã. Só não me peças para organizar a festa.
- Pois filhota, mas vais ter que me ajudar, quer queiras quer não.
- Nãooo, o meu pior pesadelo. *chora*
- *gota* Não sejas dramática. Até parece que sou muito exigente.
- *Dupla gota* Nãaaa, que ideia!
- Posso te perguntar uma coisa?
- Sim.
- O Miroku tem razão, tu nos últimos meses engordaste um pouco. Tu por acaso…
- Sim, eu estou grávida.
- E…
- E nada, não quero falar nisso.
- Mas…
- Por favor! Não quero falar nisso. E tens que me prometer que isto não sai daqui.
- Ok. Diz-me só uma coisa…
- Sim, o pai é o Orphen, mas ele não pode saber, ouviste? Ninguém pode saber da minha gravidez.
- *Alivio* Ufa. Ok! Se é assim que queres, apesar de eu não compreender o porquê, eu vou guardar segredo.
- Não percebi esse alívio. Mas vamos lá tratar das coisas do teu casamento.
As duas raparigas saem do quarto e caminham até ao elevador. As duas iam conversando sobre os preparativos da grande festa do ano. Lady queria que aquele dia fosse inesquecível, iria finalmente oficializar a sua relação com Inuyasha, mas havia algo que ainda a preocupava: Uli-chan. O facto era que ainda não estava oficialmente separada dele, e desde a sua estadia no hospital, ele desaparecerá sem deixar rasto. O que iria fazer?” SMoon carrega no botão para chamar o elevador e imediatamente as portas metalizadas se abrem, quando as duas entram, Lady carrega no botão do rés-do-chão; as portas se fecham e o elevador começa a descer. Quando este pára, as portas abrem-se e as raparigas saem dirigindo-se para a cozinha. Janete iria ficar encarregue do buffet e dos doces, afinal de contas, ela era a Chef lá de casa. Enquanto caminham em direcção à cozinha, algo as detém. Haruka encontrava-se agachada a espreitar por uma pequena brecha da porta.
- Haruka, que estás aí a fazer?
- Xiu… - o seu dedo indicador eleva-se até aos seus lábios. - Façam pouco barulho. O Miroku está a declarar-se à Janete.
As duas encolhem-se junto a Haruka e puseram-se à escuta para saberem o que se passava. Dentro da cozinha, Miroku e Janete estavam cada um no lado oposto da mesa de mármore. O ambiente era de cortar à faca, um silêncio assustador. Miroku batia suavemente com os seus dedos na mesa, impaciente.
- Já estamos aqui há quinze minutos e ainda só disseste que precisas de falar comigo. Pensas que não tenho mais que fazer?
- Calma amor, isto é difícil, nunca o fiz com tanto sentimento dentro de mim.
- Sentimento? Que estás para aí a dizer? Desembucha de uma vez.
- Eu… Eu amo-te, Janete!
- Tu…tu… tu o quê?! *lágrimas surgem nos seus olhos* Eu ouvi bem?
- Sim, eu amo-te! Tenho sido um tonto por não te ter dito isto mais cedo. Mas é contigo que eu quero ficar, és a mulher da minha vida. Desculpa por tudo o que te fiz passar…
- Não precisas de dizer mais nada. Eu também te amo, Miroku. *cora*
- Eu prometo que nunca mais te irei trair.
- O quê?? Tu já me traíste?!
Uma aura assassina começa a vibrar em volta de Janete, as meninas começam a ver que as coisas vão correr mal, então decidem se afastar antes que sobrasse para elas. As três caminham até à sala ao lado da cozinha, rindo-se que nem perdidas, e instalando-se nos sofás que lá se encontravam. Lady conta as novidades à Haruka, esta fica contente e presta-se logo para ajudar nos preparativos do casamento, ficando ela encarregue dos enfeites, juntamente com Neptuno e Suh. Enquanto Lady e Haruka falavam animadamente, SMoon levanta-se e vai até à janela, encostando-se à ombreira desta. Do lado de fora, sentado num dos bancos de cimento do jardim, estava Orphen. O seu coração disparou quando o viu, a vontade de ir até lá era enorme, mas será que deveria fazê-lo?
- Olá meninas – Tooya entra na sala e dá um beijo à sua namorada. – Vocês por acaso viram a Likas? É que preciso falar com ela.
- Eu não a vi.
- Eu também não.
- E tu, amor, vieste-a?
- Não tenho bem a certeza, mas acho que ela tinha dito que ia até a piscina com a Suh.
- Ok. Vou ver se ela está lá.
- Mas porque queres falar com ela?
- Não precisas ficar com ciúme. *sorriso* Apenas lhe vou contar o que ela tanto deseja saber.
- Vais-lhe contar quem era o seu pai?
- Sim. Mas antes disso, quero saber, o que tanto conversavam animadamente.
- É que a Lady vai marcar a data do casamento, e estamos já aqui a fazer os preparativos para a festa.
- Hmm, finalmente, já não era sem tempo Lady. Afinal de contas, o teu filhote daqui a nada nasce. Mas e a questão do Uli?
- Estou a resolver isso.
- É melhor te apressares então. Bem, vou então procurar a Likas. Até já.
- Espera Tooya, eu vou contigo. Até já meninas!
Tooya e SMoon saem. As raparigas ficam um pouco confusas com a atitude de SMoon, mas depressa esquecem-se continuando a falar dos preparativos da cerimónia de Lady. Tooya e SMoon saem da mansão caminhando pelo jardim.
- Bem Tooya, eu fico por aqui.
- Faz o que tens a fazer. *pisca o olho*
Os dois se separam tomando caminhos diferentes. SMoon segue o carreiro feito sobre a erva do jardim, que a leva até junto do banco em que se encontrava Orphen, sentando-se ao lado dele. O silêncio instalou-se por uns breves minutos.
- O que vieste aqui fazer?
- Sempre muito bem-educado.
- É o que pessoas como tu merecem.
- Pessoas como eu?
- Sim, pessoas traidoras, mentirosas…
- Chega. Estás a ser injusto comigo. Eu não mereço estar a ouvir isso.
- Tens toda a razão. *levanta-se* É por isso mesmo que vou sair desta casa ainda hoje, pensei nisso durante todos estes meses e decidi-me. Já não tenho nada que me detenha nesta casa, vou-me embora, recomeçar a minha vida. Por isso já não terás que me ouvir, eu sei o quanto as verdades custam a ouvir.
- Mas…
- Não vale a pensa dizeres nada, pois nada do que digas me vai fazer voltar atrás. Adeus.
- Eu estou grávida!
Silêncio.
- Parabéns.
- É só isso que me tens a dizer?
- Sim. Já contaste ao pai? Qual deles é, o Miroku ou o Tamahome? Ou nem isso sabes?
- Tu és… - SMoon levanta-se, dando um estalo a Orphen. – És um idiota! Vai embora e não voltes nunca mais, eu odeio-te!
SMoon sai a correr lavada em lágrimas, desaparecendo no meio das árvores. Orphen esfrega a sua cara e sorri. Com raiva a crescer dentro de si e sem nunca desfazer aquele sorriso, Orphen volta para a mansão, subindo as escadas em direcção ao seu quarto. Quando chega perto da porta do seu quarto, encontra Miroku.
- Parabéns.
- O quê? Eu não faço anos.
- Então ainda não sabes… A SMoon está grávida.
- E…
Orphen entra no quarto batendo com a porta. Retira um saco de dento do armário e começa a fazer as malas.
[…]
Tooya chega junto à piscina, Suh e Likas estavam a competir, nadando a uma velocidade inacreditável de um lado ao outro, tentando se superar uma à outra. Quando o cansaço começava a apoderar-se delas, ambas param. Tooya já se encontrava sentado numa das cadeiras ao redor da piscina.
- Tooya! Que estás aqui a fazer?
- Ora Likas, se estou sentado numa cadeira junto a uma piscina, envergando só uns calções, penso que esteja a apanhar sol, digo eu.
- Estamos muito engraçados hoje.
- Agora a falar a sério, preciso de falar contigo. Suh, podes nos dar um minuto?
- Sim claro, vou comer qualquer coisa, esta competição deu me um pouco de fome. Até já.
Suh pega na toalha vermelha que se encontrava sobre a mesa e enxuga-se nela, veste um vestido florido, também ele vermelho, e afasta-se de Tooya e Likas. Esta última já estava sentada numa espreguiçadeira ao lado de Tooya.
- Vais me contar sobre o meu pai?
- Sim, aliás, sobre os teus pais.
- Como assim?
- A mulher a quem tu chamas de mãe, é tua tia, da parte da tua verdadeira mãe. Ela te criou desde o dia em que os teus pais foram assassinados.
- Assa… Assassinados…? Mas, porquê?
- Há uns anos atrás tinhas tu precisamente quatro anos…
Flashback:
~ O Sol no horizonte anunciava o final da tarde, as folhas das árvores caiam com a força do vento, ficando o chão coberto por milhares de folhas de tons acastanhados. Uma pequena criança de cabelos castanhos e olhos brilhantes, brincava no jardim em frente a sua casa.
- Likas, querida, está na hora de entrares. Está quase a anoitecer e não tarda o papá estará em casa.
- Sim mamã, já vou.
A pequena garotinha pega nos seus brinquedos, e corre para junto de sua mãe que se encontrava à entrada da casa; a sua mãe, que se dava pelo nome de Camilla, era uma mulher ainda jovem, de cabelos compridos de um tom castanho claro, que condiziam com a cor dos seus olhos. As duas entram, Camilla tranca a porta murmurando uns versos inaudíveis. À medida que ia anoitecendo, Camilla e a sua filha iam trancando todas as janelas existentes naquela casa. O relógio que se encontrava pousado sobre uma mesa de vidro junto às escadas toca, anunciando que eram nove horas da noite. Uma luz surge na sala, de dentro dela sai um homem alto de cabelo curto e negro como a noite, seus olhos eram de um esverdeado intenso.
- Papá, papá, já voltaste!
- Sim, querida, o papá já está de volta para proteger a sua princesinha e a sua rainha.
- O jantar já está pronto! – grita Camilla da cozinha. – Lavar as mãos e todos para a mesa.
Camilla coloca as últimas travessas em cima da mesa, antes de se sentar. Era o prato favorito da família, frango assado com arroz e batatas. O jantar durou cerca de quinze minutos, todo este sobre um silêncio total, só se ouvia o bater dos talheres nos pratos. Likas olhava para seus pais, as suas faces estavam cobertas de ansiedade e nervosismo. A pequena nada prenunciara, pois seus pais já a tinham alertado que um dia aquele dia chegaria, mas para nunca, mesmo nunca, fazer perguntas, que nada de mal lhe aconteceria e que estariam sempre ali para a proteger.
- Fechaste tudo?
- Sim, está tudo trancado, e lancei também o feitiço.
- Ok! Com isso os atrasaremos. E teremos tempo de fazer o que temos planeado este tempo todo.
- Então irão atacar hoje? Tens a certeza?
- Sim, a minha fonte informou-me hoje, seremos atacados esta noite, eles estão decididos a raptar a nossa filha para que com isso eu seja obrigado a ceder a dar-lhes o meu poder. A nossa filha é muito importante para mim, mas não posso pôr tanto poder nas mãos desses demónios. Eles querem ter o poder absoluto de todos os elementos e não descansarão enquanto não o tiverem. Eles sabem que para isso todos teremos que morrer, mas nós iremos conseguir atrasá-los. Um dia todos os descendentes de cada elemento os conseguirão eliminar, tenho a certeza.
- Então vamos depressa, minha irmã está quase aí para levar a nossa filha. Ela cuidará dela, eu lhe contei tudo, ela vai fugir com ela para longe onde eles não a poderão encontrar.
Camilla e Alex pegam em Likas e a levam até à sala, sentam a pequena no sofá, colocando-se de joelhos à sua frente. Então uma enorme luz vermelha coberta de raios começa a sair do corpo de Alex, as paredes racham à medida que aquele poder era emitido e tudo à sua volta começa a se partir; era um poder enorme e ao mesmo tempo perigoso. Alex pousa uma das suas mãos na testa de Likas, que subitamente desmaia. Camilla proferiu mais alguns versos e, numa questão de segundos, aquela luz entra no corpo da pequena, desaparecendo.
- Agora a nossa pequena carregará o meu fardo. Esperemos que ninguém descubra o enorme poder que ela agora carrega, e vamos rezar para que um dia ela encontre o outro descendente do seu elemento, para que juntos se tornem num só e exterminem todo o mal que se instalou nesta família.
Os dois abraçam a pequena, lágrimas escorrem pelos seus rostos, aquele era o dia mais difícil de suas vidas, pois teriam que se separar da sua única e amada filha. Subitamente uma figura esguia aparecesse por detrás deles.
- Vim buscá-la, minha irmã. Não te preocupes, eu cuidarei bem dela. *abraça Camilla* Quero que saibas que sempre estarás no meu coração e que protegerei a tua filha com a minha vida, minha irmã.
Suzy desaparece com a pequena nos seus braços. Camilla e Alex sentam-se no sofá, esperando pelo fatídico destino dos dois. Passados uns segundos, seis figuras aparecem à sua frente. Uma delas se destacava pelos seus longos e negros cabelos.
- Chegou a hora… Akuno!
- Não me digas que me vais deixar tirar-te o poder assim tão facilmente? – ela curva-se até junto de Alex – Isto assim não tem piada.
- Qual poder?
- Ahahahah, só tu para me fazeres rir numa hora destas.
- Sim, que poder Akuno? Eu já não tenho poder, sou um mero humano como todos os outros.
- Estás a mentir!
Akuno agarra Camilla pelos cabelos e a puxa até junto de si, sem um pingo de misericórdia, a esfaqueia e sangue começa a jorrar do frágil corpo da mulher.
- Então, vais continuar a dizer que não tens poderes? A próxima será a tua filha, que deve estar a dormir tranquila no seu quarto.
- Pensei que fosses mais esperta Akuno. A minha filha a esta hora está bem longe daqui, além disso pensa bem, tu por acaso sentes alguma aura em mim?
- Não pode ser. Malditoooooooooo!! Como foste capaz de me fazer isto! Vocês, matem-no! Que a morte dele seja dolorosa e em seguida procurem aquela miúda irritante, ela não pode estar longe!
Akuno desaparece, os monstros seguindo as ordens desta, matam Alex. Este nada fez para se defender, aceitou a morte, a sua missão estava cumprida. ~
- Então, quer dizer que foi a Akuno que matou os meus pais? Mas porque é que eu não me lembro de nada?
- Sim Likas, quem matou os teus pais foi a Akuno. O facto de não te lembrares de nada é porque o teu pai quando passou para ti todos os seus poderes e a tua mãe apagou-te a memória, para que assim fosse mais fácil tu ficares protegida, acreditando que a tua tia fosse tua mãe.
- Mas a minha mãe tinha poder também?
- Sim, tua mãe era uma das descendentes das maiores feiticeiras que existiram naquele tempo. Agora que já sabes da verdade, poderei te dar as tuas memórias de volta.
~ O Sol no horizonte anunciava o final da tarde, as folhas das árvores caiam com a força do vento, ficando o chão coberto por milhares de folhas de tons acastanhados. Uma pequena criança de cabelos castanhos e olhos brilhantes, brincava no jardim em frente a sua casa.
- Likas, querida, está na hora de entrares. Está quase a anoitecer e não tarda o papá estará em casa.
- Sim mamã, já vou.
A pequena garotinha pega nos seus brinquedos, e corre para junto de sua mãe que se encontrava à entrada da casa; a sua mãe, que se dava pelo nome de Camilla, era uma mulher ainda jovem, de cabelos compridos de um tom castanho claro, que condiziam com a cor dos seus olhos. As duas entram, Camilla tranca a porta murmurando uns versos inaudíveis. À medida que ia anoitecendo, Camilla e a sua filha iam trancando todas as janelas existentes naquela casa. O relógio que se encontrava pousado sobre uma mesa de vidro junto às escadas toca, anunciando que eram nove horas da noite. Uma luz surge na sala, de dentro dela sai um homem alto de cabelo curto e negro como a noite, seus olhos eram de um esverdeado intenso.
- Papá, papá, já voltaste!
- Sim, querida, o papá já está de volta para proteger a sua princesinha e a sua rainha.
- O jantar já está pronto! – grita Camilla da cozinha. – Lavar as mãos e todos para a mesa.
Camilla coloca as últimas travessas em cima da mesa, antes de se sentar. Era o prato favorito da família, frango assado com arroz e batatas. O jantar durou cerca de quinze minutos, todo este sobre um silêncio total, só se ouvia o bater dos talheres nos pratos. Likas olhava para seus pais, as suas faces estavam cobertas de ansiedade e nervosismo. A pequena nada prenunciara, pois seus pais já a tinham alertado que um dia aquele dia chegaria, mas para nunca, mesmo nunca, fazer perguntas, que nada de mal lhe aconteceria e que estariam sempre ali para a proteger.
- Fechaste tudo?
- Sim, está tudo trancado, e lancei também o feitiço.
- Ok! Com isso os atrasaremos. E teremos tempo de fazer o que temos planeado este tempo todo.
- Então irão atacar hoje? Tens a certeza?
- Sim, a minha fonte informou-me hoje, seremos atacados esta noite, eles estão decididos a raptar a nossa filha para que com isso eu seja obrigado a ceder a dar-lhes o meu poder. A nossa filha é muito importante para mim, mas não posso pôr tanto poder nas mãos desses demónios. Eles querem ter o poder absoluto de todos os elementos e não descansarão enquanto não o tiverem. Eles sabem que para isso todos teremos que morrer, mas nós iremos conseguir atrasá-los. Um dia todos os descendentes de cada elemento os conseguirão eliminar, tenho a certeza.
- Então vamos depressa, minha irmã está quase aí para levar a nossa filha. Ela cuidará dela, eu lhe contei tudo, ela vai fugir com ela para longe onde eles não a poderão encontrar.
Camilla e Alex pegam em Likas e a levam até à sala, sentam a pequena no sofá, colocando-se de joelhos à sua frente. Então uma enorme luz vermelha coberta de raios começa a sair do corpo de Alex, as paredes racham à medida que aquele poder era emitido e tudo à sua volta começa a se partir; era um poder enorme e ao mesmo tempo perigoso. Alex pousa uma das suas mãos na testa de Likas, que subitamente desmaia. Camilla proferiu mais alguns versos e, numa questão de segundos, aquela luz entra no corpo da pequena, desaparecendo.
- Agora a nossa pequena carregará o meu fardo. Esperemos que ninguém descubra o enorme poder que ela agora carrega, e vamos rezar para que um dia ela encontre o outro descendente do seu elemento, para que juntos se tornem num só e exterminem todo o mal que se instalou nesta família.
Os dois abraçam a pequena, lágrimas escorrem pelos seus rostos, aquele era o dia mais difícil de suas vidas, pois teriam que se separar da sua única e amada filha. Subitamente uma figura esguia aparecesse por detrás deles.
- Vim buscá-la, minha irmã. Não te preocupes, eu cuidarei bem dela. *abraça Camilla* Quero que saibas que sempre estarás no meu coração e que protegerei a tua filha com a minha vida, minha irmã.
Suzy desaparece com a pequena nos seus braços. Camilla e Alex sentam-se no sofá, esperando pelo fatídico destino dos dois. Passados uns segundos, seis figuras aparecem à sua frente. Uma delas se destacava pelos seus longos e negros cabelos.
- Chegou a hora… Akuno!
- Não me digas que me vais deixar tirar-te o poder assim tão facilmente? – ela curva-se até junto de Alex – Isto assim não tem piada.
- Qual poder?
- Ahahahah, só tu para me fazeres rir numa hora destas.
- Sim, que poder Akuno? Eu já não tenho poder, sou um mero humano como todos os outros.
- Estás a mentir!
Akuno agarra Camilla pelos cabelos e a puxa até junto de si, sem um pingo de misericórdia, a esfaqueia e sangue começa a jorrar do frágil corpo da mulher.
- Então, vais continuar a dizer que não tens poderes? A próxima será a tua filha, que deve estar a dormir tranquila no seu quarto.
- Pensei que fosses mais esperta Akuno. A minha filha a esta hora está bem longe daqui, além disso pensa bem, tu por acaso sentes alguma aura em mim?
- Não pode ser. Malditoooooooooo!! Como foste capaz de me fazer isto! Vocês, matem-no! Que a morte dele seja dolorosa e em seguida procurem aquela miúda irritante, ela não pode estar longe!
Akuno desaparece, os monstros seguindo as ordens desta, matam Alex. Este nada fez para se defender, aceitou a morte, a sua missão estava cumprida. ~
- Então, quer dizer que foi a Akuno que matou os meus pais? Mas porque é que eu não me lembro de nada?
- Sim Likas, quem matou os teus pais foi a Akuno. O facto de não te lembrares de nada é porque o teu pai quando passou para ti todos os seus poderes e a tua mãe apagou-te a memória, para que assim fosse mais fácil tu ficares protegida, acreditando que a tua tia fosse tua mãe.
- Mas a minha mãe tinha poder também?
- Sim, tua mãe era uma das descendentes das maiores feiticeiras que existiram naquele tempo. Agora que já sabes da verdade, poderei te dar as tuas memórias de volta.
Likas fechou os seus olhos e deixou que Tooya pousa-se uma das suas mãos na sua testa. Ele fechou também os seus olhos; uma luz multicolor surgiu da sua palma e entranhou-se na cabeça de Likas. Os olhos dela cerraram-se, dentro da sua cabeça via várias imagens a passarem como se fossem um filme; eram as suas memórias perdidas. Tudo aquilo se passou em questão de segundos, os seus olhos voltaram a se descontrair e abriu-os devagar. Ao início estava a ver tudo turvo, mas após algumas piscadelas conseguiu distinguir a forma do rosto de Tooya que lhe sorria.
- Estás bem?
- S-sim… Os meus pais eram… bonitos.
Uma lágrima deslizou pelo seu rosto caindo sobre o seu colo. Tooya levantou a sua mão para lhe limpar outra lágrima com o seu polegar. Likas, que estava a tentar segurar o choro, atirou-se para os braços do rapaz, abraçando-o aos soluços. Enquanto lhe acariciava a cabeça, Tooya sussurrava-lhe uma pequena canção para que ela se acalmasse. Haruka tinha chegado à piscina e procurava pelo seu namorado, quando o encontra agarrado a Likas pára, completamente estática. Tooya pressentiu a presença de alguém atrás de si, ao olhar para trás e ver a sua namorada levanta-se, mas não contava que Likas viesse atrás agarrando, sem querer, os seus calções, despindo-o. Likas e Haruka ficam vermelhas de vergonha, Tooya olha para o sucedido e apressa-se a vestir novamente os calções.
- Haruka… - começa Tooya por dizer.
A rapariga, vermelha agora de raiva, dirige-se a Likas e a pega por um braço.
- Já não te bastou te envolveres com o Orphen, queres agora também roubar-me o Tooya?!
- N-não, não é nada disso que estás a pensar!
- Lá porque tu agora fazes parte desta família não quer dizer que podes roubar os homens das outras!
- T-Tooya, ajuda-me…!
Tooya pega nos dois braços de Haruka, obrigando-a a largar Likas, e a afasta da espreguiçadeira. Devido às suas sacudidelas com os braços, os dois acabam por se desequilibrar e caiem dentro da piscina. Likas pega nas suas roupas e sai dali a correr.
- Haruka, controla-te! Se não controlares os teus ciúmes, a nossa relação não poderá dar certo!
- Mas…
- Quem tem mais razões de queixa aqui deveria de ser eu, não te parece?
- Tu já beijaste a minha irmã…
- Foi para o bem dela, não para te trair.
- E eu também não tenho andado com ninguém desde que estamos juntos! *furiosa*
- Quando o Kouga apareceu nesta casa tu não ficaste propriamente indiferente, pois não?
Haruka ia para replicar, mas fechou a boca e baixou a sua cabeça.
- Vamos sair da piscina, antes que apanhes uma constipação.
Tooya ajuda a sua namorada a sair da piscina e a pega ao colo, levando-a para dentro da mansão.
Miroku passa por Haruka e Tooya sem os ver, indo em direcção ao jardim. No seu passo apressado consegue alcançar SMoon, que continuava sentada no banco com a cara enterrada nas suas mãos.
- SMoon… é verdade… é verdade o que o Orphen me contou? Tu estás mesmo grávida?
A rapariga levanta a cabeça lentamente, com a cara encharcada devido às lágrimas, e responde-lhe, sem nunca o olhar.
- Não tens nada a ver com isso.
- Tenho sim, SMoon! Se sou eu o pai…
- Quem te disse isso?
- Ora, nós dois já fizemos amor!
- Amor, dizes tu? Não senti nenhum tipo de amor naquele acto.
- Quem é o pai?
- Afinal era verdade, tu foste para a cama com a minha sobrinha… por isso que estavas pendurado na varanda dela, nú!
- Ja… Janete!!
Janete deu um estalo na face de Miroku com bastante força, deixando uma marca enorme e vermelha.
- És um mentiroso!! Tu não me amas coisa nenhuma, seu porco! Tarado! Bakaaaa!!
Miroku tenta agarrá-la mas ela foi mais rápida a desaparecer dali para dentro da mansão. Com a sua mão pousada na sua face magoada, voltou-se para enfrentar novamente SMoon e pedir satisfações quanto ao bebé.
Orphen estava a passar por ali perto, com os seus sacos de viagem nas mãos, pronto para sair daquela propriedade. Ouve a voz de Miroku perguntar novamente quem era o pai da criança, e uma vontade súbita de querer ouvir a resposta de SMoon o fez parar a meio. A rapariga continuava em silêncio a olhar para a relva pensando se valeria ou não a pena contar a verdade, mas de que adiantaria, o Orphen já tinha tomado a sua decisão, ele iria embora daquela casa e da vida dela. Orphen abanou a cabeça e pensou “É claro que o pai só pode ser ele, não sei para quê tanto mistério. Heh. Perdi as duas mulheres que mais amei. Realmente, tal mãe tal filha.” Ele deu mais um passo e o silêncio foi cortado pela persistência de Miroku na mesma pergunta; deu mais outro passo, e outro, e parou. Os sacos que trazia nas suas mãos caíram com um baque surdo sobre o pavimento areado, os seus olhos abriram-se mais com o espanto do que acabara de ouvir.
- “O pai é o Orphen!” – gritara SMoon a Miroku.
Lentamente, Orphen vira-se para o sítio onde estavam aqueles dois. SMoon vira a sua cara e nota que Orphen tinha ouvido tudo; ela levanta-se e tenta correr para dentro de casa, mas Orphen corre atrás dela e ambos caiem sobre a relva, ficando SMoon por cima. Os dois se olham olhos nos olhos. Um pingo cai na cara de Orphen, seguido de outro e outro. SMoon não conseguia conter as lágrimas e debatia-se por conseguir sair de cima de Orphen, mas este não a largou. Rodou os seus corpos, ficando agora ele por cima e prendendo os pulsos de SMoon acima da cabeça dela.
- Eu… eu sou o pai?
Ela vira-lhe a cara sem responder.
- Porque não me contaste? Porque não me disseste que estavas grávida de mim?
- Porque não irias acreditar. Tal como não acreditaste na história com o Tamahome. – responde-lhe SMoon sem lhe olhar ainda nos olhos.
- Eu fiquei…
- Fulo, eu sei. Eu sei de todos os erros que já cometi, mas não seria capaz de te trair depois do pedido de casamento que me fizeste. Se eu aceitei ficar contigo, é porque é contigo que eu quero permanecer lado a lado, para o resto da vida. Mas como tu és um insensível sem cérebro, como só sabes agir de cabeça quente, nem quiseste me ouvir. O que interessa agora saberes que és o pai desta criança se já tomaste a tua decisão? Não ias mesmo agora embora? Então vai! Esquece que alguma vez tivemos algo juntos e que tens um filho para nasc…
Orphen cala a boca de SMoon com um beijo, ela morde-lhe o lábio e em seguida lhe dá uma joelhada. Contorcendo-se de dores, ele a larga, deslizando para o lado. SMoon viu ali a sua oportunidade para sair dali, mas não conseguiu deixá-lo para trás. Ajudou Orphen a levantar-se e virou-lhe as costas. Este a envolve nos seus braços, encostando a sua cara na dela e pousando o seu queixo no ombro dela.
- Perdoa-me. Eu sei que sou um insensível, burro, idiota, parvo, sem cérebro, um monstro, todos os nomes feios e repulsivos que me quiseres chamar. Mas não duvides nunca de uma coisa: eu te amo e sempre te amarei. Pensei que ao me ir embora te deixaria de fazer sofrer, afinal a nossa relação sempre foi mais de discussão do que de paz.
SMoon vira-se para Orphen e acaricia-lhe a face.
- Eu também sou muito teimosa e cabeça dura, e não esqueço com facilidade as coisas más que me fazem, tu magoaste-me muito no passado e sabes bem disso. Talvez tenha sido um pouco mazinha em te ter feito pagar demasiado por tudo o que me fizeste, mas eu queria ter a certeza do quanto me amas, o quanto eras capaz de lutar por mim. E agora, que estava disposta a deixar todas as discussões e sofrimentos para trás das costas, tu…
- Eu sei, meu amor, eu sei. Perdoa-me!
Orphen mete-se de joelhos e pega na mão de SMoon.
- Perdoa-me. Eu prometo que, de agora em diante, eu irei proteger-te e amar-te, tal como ao nosso filho. Prometo tentar ser menos impulsivo e acreditar mais em ti.
SMoon não respondeu, apenas sorriu.
- SMoon… aceitas casar-te com este rapaz que é um idiota sem cérebro, mas que te ama mais que tudo nesta vida?
SMoon riu-se e fez um gesto para que Orphen se levantasse. Quando ele o fez, a rapariga se empoleira no pescoço dele e o beija. No meio do beijo, murmura um “sim” e volta a beijá-lo apaixonadamente. Miroku, que visualizava toda aquela cena à distância, sorriu. Mas não por muito tempo, tinha novamente um problema em mãos: Janete.
Janete tinha subido para o seu quarto, deixando-se ficar estendida na cama com a cara enterrada na almofada e a chorar até perder as forças. Alguém bate três vezes na porta, só que nenhuma resposta se ouve, fora os soluços vindos de Janete. Esse alguém volta a insistir e ela, já irritada com a insistência, levanta-se e abre a porta. Ao ver de quem se tratava, bate com a porta na cara dessa pessoa, voltando a cair sobre a sua cama. Miroku abre a porta e a fecha atrás de si. Passo a passo, rodeia a cama e senta-se quase perto da cara de Janete.
- Vai-te embora, não quero falar contigo nem olhar para a tua cara.
- Podias então ao menos me ouvir?
- Não te querer falar implica também não te querer ouvir, por isso sai daqui.
Miroku ia começar a falar quando Janete mete a almofada por cima da sua cabeça, comprimindo as mãos contra os seus ouvidos. Ele retira-lhe a almofada com força, atirando-a contra a cómoda, que abanou os objectos que estavam sobre ela.
- Pára de agir como uma criança, Janete! Já és uma mulher adulta!
O som do estalo ecoou pelas quatro paredes.
- Eu daqui a nada fico sem cara, com tanto estalo.
- Tu és um idiota!!
- Eu sei, já repetiste isso muita vez. Agora podes me deixar falar?
- Não te vais embora, pois não?
- Não. Nem tu!
- Mas vais-te embora depois de falares?
- Depende de ti.
- Desembucha.
- Janete… ao menos olha para mim. *impaciente* Assim está melhor. O que se passou comigo e com a SMoon foi apenas um daqueles impulsos sem pensar. Para mais, aconteceu antes de me ter apercebido que estou apaixonado por ti. E acredita, Janete, que nunca fui tão sincero como estou a ser agora. Eu amo-te, e quero que sejas a mãe dos meus filhos e a mulher que quero ter ao meu lado até ao fim dos nossos dias. – Miroku pega na mão de Janete e a eleva até aos seus lábios, beijando-a. – Aceitas casar-te comigo?
Ela fica a olhar para ele com a boca aberta, não acreditava no que estava a ouvir. Um pedido de casamento?
- E-eu… *cora* Que garantias tenho eu de que não me vais trair de novo na primeira oportunidade que tiveres? – pergunta ela, de novo com o seu mau humor, e retirando bruscamente a sua mão das dele.
- Hmm… já sabes que esta é a minha natureza. Tu disseste na cozinha que também me amas. Se o Inuyasha é capaz de amar e se casar com a tarada da tua irmã, não és capaz de fazer o mesmo comigo?
- Tu… olha-me que rica comparação! Realmente tu e a minha irmã é que estavam bem um para o outro.
- Por acaso não me importava de estar com ela, só para experimentar… *murmura*
Miroku sente uma dor aguda no cimo da sua cabeça devido ao soco que Janete lhe dera. Enquanto esfregava a cabeça com uma mão, puxa Janete para o seu colo com a outra.
- Eu estava a brincar, meu docinho de amora. Eu só tenho olhos e amor para ti. Estou a falar a sério, Janete. – o seu semblante ficara sério, não havia nenhuma ponta de humor no seu rosto. – Aceitas casar-te comigo e ser a mãe dos meus filhos?
Uns segundos de silêncio foram o suficiente para Janete se render ao encanto de Miroku e o abraçar, dizendo-lhe “sim” ao seu ouvido. Ambos deixaram-se cair sobre a cama e beijaram-se, com suavidade, com amor, com mais intensidade e, por fim, com bastante desejo.
[…]
Alguns dias se passaram, as listas e compras para o casamento de Lady estavam a ser preparadas a uma rapidez nunca vista. Agora com pouca gente naquela casa, o silêncio era mais frequente. Alguns familiares ainda choravam a morte dos que partiram, outros tentavam levar a vida com normalidade. Mas nada disso fazia desaparecer o entusiasmo de alguns elementos que se divertiam com os preparativos para aquele casamento; aliás, quatro casamentos.
Uns dias atrás, quando Lady contara aos restantes familiares que o seu casamento estava próximo de ser celebrado, Kouga, Miroku e Orphen contaram que também tinham pedido em casamento às suas respectivas namoradas, tendo Lady assim a ideia de juntar todos os casamentos para o mesmo dia.
Likas andava muito, ultimamente, ao telemóvel. Neptuno já lhe perguntara várias vezes sobre com quem andava a falar, mas a sua prima não lhe dissera, alegando sempre ser segredo. Sesshoumaru coordenava os homens das entregas para onde deveriam levar as caixas com os enfeites, uma vez que os casamentos iriam ser celebrados no jardim da mansão.
Sempre com muita agitação e emoção, os dias foram passando. Numa manhã ensolarada, a campainha toca. Janete sai da cozinha, seguida de Suh, e abre a porta. O seu queixo cai quando vê quem era o rapaz que estava à sua frente, já Suh preparava uma bola de fogo na sua mão para a atirar a qualquer altura.
- Calma prima Suh, eu estou aqui em missão de paz.
- Calma?! Paz?! Quem pensas que queres enganar?! E… prima? *surpresa*
- *risos* Eu sei que andei mais tempo fora daqui do que dentro, mas sim, eu sou irmão da Dgirl.
- E ela que não nos contava nada! *boca aberta*
- Não me importa se afinal és ou não da família, se voltas a te aproximar da Lady, faço churrasco de Uli!
- Podes parar com isso, Suh! Fui eu que o convidei.
- Likas, bom dia! Estou aqui, como prometido.
Likas desce o resto das escadas e pega na mão de Uli, este subitamente cora. Suh apercebeu-se da mudança de cor das faces do rapaz e ficou pensativa.
Likas arrastava Uli pelo jardim em direcção à esplanada onde estava Lady, Inuyasha, Sesshoumaru, Neptuno e Miroku. Quando eles se aproximaram do local, Inuyasha empunhou a sua espada e a aproximou da cara de Uli, com apenas um centímetro de espaço entre ambos. Este último levantou as mãos em sinal de rendição.
- Não estou aqui para lutar. *abaixa a espada com a mão* Estou aqui para falar um assunto importante com a Lady.
Lady levanta-se e aproxima-se do seu, ainda, marido.
- E o que tens para me falar de tão importante? Pensei até que já tivesses fugido para outro país, ou então tivesses finalmente morrido.
- Estou a ver que ainda não perdeste o teu sentido de humor negro. Estive uns dias fora para recuperar, a Suh realmente me deixou num estado bastante crítico.
- Poderia ter sido pior, não é que não o merecesses.
- Não serias capaz de me ver morto. Eu sei que lá bem no fundo ainda estás apaixonada por mim. *sorriso trocista*
- Sonha.
- Se tinhas algo para dizer à Lady, fá-lo já, antes que te corte a garganta!
- Ok, ok. Estou aqui para te conceder o divórcio.
Inuyasha deixa cair a sua Tessaiga e Lady abre a boca com o espanto. Teria ouvido bem?
- O quê? Estás a falar a sério?
- A Likas contou-me que vocês já apressaram o casamento também, e que têm vindo a tratar dos preparativos durante todo este tempo. Não vale a pena continuar casado contigo se, de qualquer forma, já tomaste a tua decisão.
- Então era com ele que andavas a falar o tempo todo ao telemóvel. – interrompeu Neptuno, e a olhar para Likas.
- Quando quiseres podemos ir até à Conservatória e tratar dos papéis.
Lady pega na mão de Uli e o faz andar aos tropeções atrás dela.
- Vamos já! Quanto mais depressa tratarmos disto, melhor!
Os restantes ficaram a olhar para eles confusos, entreolhando-se em seguida.
[…]
- Estás bem?
- S-sim… Os meus pais eram… bonitos.
Uma lágrima deslizou pelo seu rosto caindo sobre o seu colo. Tooya levantou a sua mão para lhe limpar outra lágrima com o seu polegar. Likas, que estava a tentar segurar o choro, atirou-se para os braços do rapaz, abraçando-o aos soluços. Enquanto lhe acariciava a cabeça, Tooya sussurrava-lhe uma pequena canção para que ela se acalmasse. Haruka tinha chegado à piscina e procurava pelo seu namorado, quando o encontra agarrado a Likas pára, completamente estática. Tooya pressentiu a presença de alguém atrás de si, ao olhar para trás e ver a sua namorada levanta-se, mas não contava que Likas viesse atrás agarrando, sem querer, os seus calções, despindo-o. Likas e Haruka ficam vermelhas de vergonha, Tooya olha para o sucedido e apressa-se a vestir novamente os calções.
- Haruka… - começa Tooya por dizer.
A rapariga, vermelha agora de raiva, dirige-se a Likas e a pega por um braço.
- Já não te bastou te envolveres com o Orphen, queres agora também roubar-me o Tooya?!
- N-não, não é nada disso que estás a pensar!
- Lá porque tu agora fazes parte desta família não quer dizer que podes roubar os homens das outras!
- T-Tooya, ajuda-me…!
Tooya pega nos dois braços de Haruka, obrigando-a a largar Likas, e a afasta da espreguiçadeira. Devido às suas sacudidelas com os braços, os dois acabam por se desequilibrar e caiem dentro da piscina. Likas pega nas suas roupas e sai dali a correr.
- Haruka, controla-te! Se não controlares os teus ciúmes, a nossa relação não poderá dar certo!
- Mas…
- Quem tem mais razões de queixa aqui deveria de ser eu, não te parece?
- Tu já beijaste a minha irmã…
- Foi para o bem dela, não para te trair.
- E eu também não tenho andado com ninguém desde que estamos juntos! *furiosa*
- Quando o Kouga apareceu nesta casa tu não ficaste propriamente indiferente, pois não?
Haruka ia para replicar, mas fechou a boca e baixou a sua cabeça.
- Vamos sair da piscina, antes que apanhes uma constipação.
Tooya ajuda a sua namorada a sair da piscina e a pega ao colo, levando-a para dentro da mansão.
Miroku passa por Haruka e Tooya sem os ver, indo em direcção ao jardim. No seu passo apressado consegue alcançar SMoon, que continuava sentada no banco com a cara enterrada nas suas mãos.
- SMoon… é verdade… é verdade o que o Orphen me contou? Tu estás mesmo grávida?
A rapariga levanta a cabeça lentamente, com a cara encharcada devido às lágrimas, e responde-lhe, sem nunca o olhar.
- Não tens nada a ver com isso.
- Tenho sim, SMoon! Se sou eu o pai…
- Quem te disse isso?
- Ora, nós dois já fizemos amor!
- Amor, dizes tu? Não senti nenhum tipo de amor naquele acto.
- Quem é o pai?
- Afinal era verdade, tu foste para a cama com a minha sobrinha… por isso que estavas pendurado na varanda dela, nú!
- Ja… Janete!!
Janete deu um estalo na face de Miroku com bastante força, deixando uma marca enorme e vermelha.
- És um mentiroso!! Tu não me amas coisa nenhuma, seu porco! Tarado! Bakaaaa!!
Miroku tenta agarrá-la mas ela foi mais rápida a desaparecer dali para dentro da mansão. Com a sua mão pousada na sua face magoada, voltou-se para enfrentar novamente SMoon e pedir satisfações quanto ao bebé.
Orphen estava a passar por ali perto, com os seus sacos de viagem nas mãos, pronto para sair daquela propriedade. Ouve a voz de Miroku perguntar novamente quem era o pai da criança, e uma vontade súbita de querer ouvir a resposta de SMoon o fez parar a meio. A rapariga continuava em silêncio a olhar para a relva pensando se valeria ou não a pena contar a verdade, mas de que adiantaria, o Orphen já tinha tomado a sua decisão, ele iria embora daquela casa e da vida dela. Orphen abanou a cabeça e pensou “É claro que o pai só pode ser ele, não sei para quê tanto mistério. Heh. Perdi as duas mulheres que mais amei. Realmente, tal mãe tal filha.” Ele deu mais um passo e o silêncio foi cortado pela persistência de Miroku na mesma pergunta; deu mais outro passo, e outro, e parou. Os sacos que trazia nas suas mãos caíram com um baque surdo sobre o pavimento areado, os seus olhos abriram-se mais com o espanto do que acabara de ouvir.
- “O pai é o Orphen!” – gritara SMoon a Miroku.
Lentamente, Orphen vira-se para o sítio onde estavam aqueles dois. SMoon vira a sua cara e nota que Orphen tinha ouvido tudo; ela levanta-se e tenta correr para dentro de casa, mas Orphen corre atrás dela e ambos caiem sobre a relva, ficando SMoon por cima. Os dois se olham olhos nos olhos. Um pingo cai na cara de Orphen, seguido de outro e outro. SMoon não conseguia conter as lágrimas e debatia-se por conseguir sair de cima de Orphen, mas este não a largou. Rodou os seus corpos, ficando agora ele por cima e prendendo os pulsos de SMoon acima da cabeça dela.
- Eu… eu sou o pai?
Ela vira-lhe a cara sem responder.
- Porque não me contaste? Porque não me disseste que estavas grávida de mim?
- Porque não irias acreditar. Tal como não acreditaste na história com o Tamahome. – responde-lhe SMoon sem lhe olhar ainda nos olhos.
- Eu fiquei…
- Fulo, eu sei. Eu sei de todos os erros que já cometi, mas não seria capaz de te trair depois do pedido de casamento que me fizeste. Se eu aceitei ficar contigo, é porque é contigo que eu quero permanecer lado a lado, para o resto da vida. Mas como tu és um insensível sem cérebro, como só sabes agir de cabeça quente, nem quiseste me ouvir. O que interessa agora saberes que és o pai desta criança se já tomaste a tua decisão? Não ias mesmo agora embora? Então vai! Esquece que alguma vez tivemos algo juntos e que tens um filho para nasc…
Orphen cala a boca de SMoon com um beijo, ela morde-lhe o lábio e em seguida lhe dá uma joelhada. Contorcendo-se de dores, ele a larga, deslizando para o lado. SMoon viu ali a sua oportunidade para sair dali, mas não conseguiu deixá-lo para trás. Ajudou Orphen a levantar-se e virou-lhe as costas. Este a envolve nos seus braços, encostando a sua cara na dela e pousando o seu queixo no ombro dela.
- Perdoa-me. Eu sei que sou um insensível, burro, idiota, parvo, sem cérebro, um monstro, todos os nomes feios e repulsivos que me quiseres chamar. Mas não duvides nunca de uma coisa: eu te amo e sempre te amarei. Pensei que ao me ir embora te deixaria de fazer sofrer, afinal a nossa relação sempre foi mais de discussão do que de paz.
SMoon vira-se para Orphen e acaricia-lhe a face.
- Eu também sou muito teimosa e cabeça dura, e não esqueço com facilidade as coisas más que me fazem, tu magoaste-me muito no passado e sabes bem disso. Talvez tenha sido um pouco mazinha em te ter feito pagar demasiado por tudo o que me fizeste, mas eu queria ter a certeza do quanto me amas, o quanto eras capaz de lutar por mim. E agora, que estava disposta a deixar todas as discussões e sofrimentos para trás das costas, tu…
- Eu sei, meu amor, eu sei. Perdoa-me!
Orphen mete-se de joelhos e pega na mão de SMoon.
- Perdoa-me. Eu prometo que, de agora em diante, eu irei proteger-te e amar-te, tal como ao nosso filho. Prometo tentar ser menos impulsivo e acreditar mais em ti.
SMoon não respondeu, apenas sorriu.
- SMoon… aceitas casar-te com este rapaz que é um idiota sem cérebro, mas que te ama mais que tudo nesta vida?
SMoon riu-se e fez um gesto para que Orphen se levantasse. Quando ele o fez, a rapariga se empoleira no pescoço dele e o beija. No meio do beijo, murmura um “sim” e volta a beijá-lo apaixonadamente. Miroku, que visualizava toda aquela cena à distância, sorriu. Mas não por muito tempo, tinha novamente um problema em mãos: Janete.
Janete tinha subido para o seu quarto, deixando-se ficar estendida na cama com a cara enterrada na almofada e a chorar até perder as forças. Alguém bate três vezes na porta, só que nenhuma resposta se ouve, fora os soluços vindos de Janete. Esse alguém volta a insistir e ela, já irritada com a insistência, levanta-se e abre a porta. Ao ver de quem se tratava, bate com a porta na cara dessa pessoa, voltando a cair sobre a sua cama. Miroku abre a porta e a fecha atrás de si. Passo a passo, rodeia a cama e senta-se quase perto da cara de Janete.
- Vai-te embora, não quero falar contigo nem olhar para a tua cara.
- Podias então ao menos me ouvir?
- Não te querer falar implica também não te querer ouvir, por isso sai daqui.
Miroku ia começar a falar quando Janete mete a almofada por cima da sua cabeça, comprimindo as mãos contra os seus ouvidos. Ele retira-lhe a almofada com força, atirando-a contra a cómoda, que abanou os objectos que estavam sobre ela.
- Pára de agir como uma criança, Janete! Já és uma mulher adulta!
O som do estalo ecoou pelas quatro paredes.
- Eu daqui a nada fico sem cara, com tanto estalo.
- Tu és um idiota!!
- Eu sei, já repetiste isso muita vez. Agora podes me deixar falar?
- Não te vais embora, pois não?
- Não. Nem tu!
- Mas vais-te embora depois de falares?
- Depende de ti.
- Desembucha.
- Janete… ao menos olha para mim. *impaciente* Assim está melhor. O que se passou comigo e com a SMoon foi apenas um daqueles impulsos sem pensar. Para mais, aconteceu antes de me ter apercebido que estou apaixonado por ti. E acredita, Janete, que nunca fui tão sincero como estou a ser agora. Eu amo-te, e quero que sejas a mãe dos meus filhos e a mulher que quero ter ao meu lado até ao fim dos nossos dias. – Miroku pega na mão de Janete e a eleva até aos seus lábios, beijando-a. – Aceitas casar-te comigo?
Ela fica a olhar para ele com a boca aberta, não acreditava no que estava a ouvir. Um pedido de casamento?
- E-eu… *cora* Que garantias tenho eu de que não me vais trair de novo na primeira oportunidade que tiveres? – pergunta ela, de novo com o seu mau humor, e retirando bruscamente a sua mão das dele.
- Hmm… já sabes que esta é a minha natureza. Tu disseste na cozinha que também me amas. Se o Inuyasha é capaz de amar e se casar com a tarada da tua irmã, não és capaz de fazer o mesmo comigo?
- Tu… olha-me que rica comparação! Realmente tu e a minha irmã é que estavam bem um para o outro.
- Por acaso não me importava de estar com ela, só para experimentar… *murmura*
Miroku sente uma dor aguda no cimo da sua cabeça devido ao soco que Janete lhe dera. Enquanto esfregava a cabeça com uma mão, puxa Janete para o seu colo com a outra.
- Eu estava a brincar, meu docinho de amora. Eu só tenho olhos e amor para ti. Estou a falar a sério, Janete. – o seu semblante ficara sério, não havia nenhuma ponta de humor no seu rosto. – Aceitas casar-te comigo e ser a mãe dos meus filhos?
Uns segundos de silêncio foram o suficiente para Janete se render ao encanto de Miroku e o abraçar, dizendo-lhe “sim” ao seu ouvido. Ambos deixaram-se cair sobre a cama e beijaram-se, com suavidade, com amor, com mais intensidade e, por fim, com bastante desejo.
[…]
Alguns dias se passaram, as listas e compras para o casamento de Lady estavam a ser preparadas a uma rapidez nunca vista. Agora com pouca gente naquela casa, o silêncio era mais frequente. Alguns familiares ainda choravam a morte dos que partiram, outros tentavam levar a vida com normalidade. Mas nada disso fazia desaparecer o entusiasmo de alguns elementos que se divertiam com os preparativos para aquele casamento; aliás, quatro casamentos.
Uns dias atrás, quando Lady contara aos restantes familiares que o seu casamento estava próximo de ser celebrado, Kouga, Miroku e Orphen contaram que também tinham pedido em casamento às suas respectivas namoradas, tendo Lady assim a ideia de juntar todos os casamentos para o mesmo dia.
Likas andava muito, ultimamente, ao telemóvel. Neptuno já lhe perguntara várias vezes sobre com quem andava a falar, mas a sua prima não lhe dissera, alegando sempre ser segredo. Sesshoumaru coordenava os homens das entregas para onde deveriam levar as caixas com os enfeites, uma vez que os casamentos iriam ser celebrados no jardim da mansão.
Sempre com muita agitação e emoção, os dias foram passando. Numa manhã ensolarada, a campainha toca. Janete sai da cozinha, seguida de Suh, e abre a porta. O seu queixo cai quando vê quem era o rapaz que estava à sua frente, já Suh preparava uma bola de fogo na sua mão para a atirar a qualquer altura.
- Calma prima Suh, eu estou aqui em missão de paz.
- Calma?! Paz?! Quem pensas que queres enganar?! E… prima? *surpresa*
- *risos* Eu sei que andei mais tempo fora daqui do que dentro, mas sim, eu sou irmão da Dgirl.
- E ela que não nos contava nada! *boca aberta*
- Não me importa se afinal és ou não da família, se voltas a te aproximar da Lady, faço churrasco de Uli!
- Podes parar com isso, Suh! Fui eu que o convidei.
- Likas, bom dia! Estou aqui, como prometido.
Likas desce o resto das escadas e pega na mão de Uli, este subitamente cora. Suh apercebeu-se da mudança de cor das faces do rapaz e ficou pensativa.
Likas arrastava Uli pelo jardim em direcção à esplanada onde estava Lady, Inuyasha, Sesshoumaru, Neptuno e Miroku. Quando eles se aproximaram do local, Inuyasha empunhou a sua espada e a aproximou da cara de Uli, com apenas um centímetro de espaço entre ambos. Este último levantou as mãos em sinal de rendição.
- Não estou aqui para lutar. *abaixa a espada com a mão* Estou aqui para falar um assunto importante com a Lady.
Lady levanta-se e aproxima-se do seu, ainda, marido.
- E o que tens para me falar de tão importante? Pensei até que já tivesses fugido para outro país, ou então tivesses finalmente morrido.
- Estou a ver que ainda não perdeste o teu sentido de humor negro. Estive uns dias fora para recuperar, a Suh realmente me deixou num estado bastante crítico.
- Poderia ter sido pior, não é que não o merecesses.
- Não serias capaz de me ver morto. Eu sei que lá bem no fundo ainda estás apaixonada por mim. *sorriso trocista*
- Sonha.
- Se tinhas algo para dizer à Lady, fá-lo já, antes que te corte a garganta!
- Ok, ok. Estou aqui para te conceder o divórcio.
Inuyasha deixa cair a sua Tessaiga e Lady abre a boca com o espanto. Teria ouvido bem?
- O quê? Estás a falar a sério?
- A Likas contou-me que vocês já apressaram o casamento também, e que têm vindo a tratar dos preparativos durante todo este tempo. Não vale a pena continuar casado contigo se, de qualquer forma, já tomaste a tua decisão.
- Então era com ele que andavas a falar o tempo todo ao telemóvel. – interrompeu Neptuno, e a olhar para Likas.
- Quando quiseres podemos ir até à Conservatória e tratar dos papéis.
Lady pega na mão de Uli e o faz andar aos tropeções atrás dela.
- Vamos já! Quanto mais depressa tratarmos disto, melhor!
Os restantes ficaram a olhar para eles confusos, entreolhando-se em seguida.
[…]
Algumas horas se passaram e nada de Lady e Uli. Inuyasha não parava de andar de um lado para o outro, impaciente.
- Acalma-te Inuyasha, eles já devem estar a chegar. Aquilo não é chegar lá e já está.
- Até parece que já te divorciaste alguma vez, Orphen.
- Não, mas também não sou assim tão burro.
Os dois olharam-se ameaçadoramente e arregaçaram as mangas, prontos para lutarem um com o outro. Quando Tooya ia para se meter entre eles, a porta da pequena sala se abre. Lady entra ao lado de Uli, este senta-se no sofá num incrível à-vontade.
- Já está tudo tratado! – diz Lady ao esboçar um enorme sorriso e aliviada.
- Antes de mais, queria aproveitar que estão todos aqui, pelo menos as pessoas mais importantes desta família.
Uli levanta-se e aproxima-se de Likas, olha-lhe bem nos olhos e faz-lhe a pergunta que deixou todos os presentes de boca aberta.
- Likas, namoras comigo?
- Este é o ano das surpresas! Agora percebo porque é que o Uli entregou de boa vontade o divórcio! – exclamou Neptuno.
- Agora que falas nisso mana, faz sentido.
Likas ficara vermelha e não sabia o que responder. Todos aqueles pares de olhos estavam pousados nela, também eles à espera de saber qual seria a sua resposta.
- Ahm… isto é muito repentino…
- Tu foste a única pessoa que não me quis matar, que me compreendeu, que me ajudou, que esteve sempre ao meu lado. És doce e determinada, és do tipo de rapariga que eu gosto de verdade, Likas, e te estou a ser sincero em relação aos meus sentimentos. Eu estou apaixonado por ti!
- Cuidado prima, ele também me deu essa cantada à uns anos atrás…
- Não te metas, Lady! Eu estou a falar a sério. Eu quero uma mulher que não me troque pelo primeiro homem que vê à sua frente.
- Se fosse a ti, não confiava assim tanto na Likas, nesse ponto... – murmura Haruka, mas ninguém a tinha ouvido, fora Tooya que estava a seu lado.
Likas baixou o olhar ainda envergonhada e murmurou qualquer coisa.
- Não ouvi, o que disseste?
- Sim! – gritou ela a resposta, novamente.
[…]
Os dias passaram a correr, o jardim já estava enfeitado de fitas brancas e flores igualmente brancas, e também amarelas. Suh ia anotando o que já estava feito e dava as restantes ordens; na cozinha, Jujumoon, Luninha, Haruka e Neptuno preparavam o bolo de casamento, que teria de ser bastante grande. Tooya e Sesshoumaru ajudavam os noivos a se prepararem e a acalmá-los, já as noivas estavam a arranjar-se nos seus respectivos quartos, com a ajuda de Barbie, Dawn, Likas e Shanna.
O padre já estava por trás do altar, à sua frente se encontravam os quatro noivos mais nervosos que nunca. Todos os convidados se encontravam nos seus lugares, e a marcha nupcial começa a tocar. Duas meninas pequenas entram com um cesto na mão e vão atirando as pétalas de rosa branca por onde passam. A primeira noiva entra, com o seu vestido justo e de cauda comprida, o véu não deixava reconhecer quem era ela. A segunda noiva também entra, seguida pela terceira e a quarta noiva. Todas elas trajavam lindos e elegantes vestidos, duas com cor branca e as outras duas com cor de pérola. Quando chegaram perto do altar é que levantaram o véu para trás e foram ter com os seus respectivos noivos. Os quatro casais não cabiam em si de tanta felicidade, aquele era o melhor dia da vida deles. O padre pigarreou para obter a sua atenção e começou a dar o sermão. Quando chegou à parte de dizerem o “aceito”, todos o fizeram com bastante sentimento e convicção. Agora era hora de trocarem as alianças, quatro meninas entregaram os seus cestinhos aos casais. Ao mesmo tempo, os rapazes e as raparigas colocaram as alianças nos dedos anelares dos seus parceiros. E assim terminou a cerimónia, com o tão esperado beijo; todos bateram palmas e gritaram as suas felicitações.
A festa decorreu com bastante alegria e diversão, muita música e dança, muita comida e bebida, e até os ramos de noiva elas atiraram. Haruka, Likas, Neptuno e Dgirl apanharam cada uma um ramo. Tamahome estava ali perto, sentado numa das mesas com ar pensativo. Dgirl se aproxima dele e sorri, pega-lhe na mão e o arrasta para o meio da pista para dançarem.
- O Tamahome ainda se sente muito culpado com o que ele fez, inconscientemente, à SMoon. – diz Haruka.
- Eu já lhe disse para não se preocupar com isso, não fui culpa dele o que me aconteceu.
- Esperemos que a Dgirl o faça esquecer isso e sejam muito felizes daqui para a frente. *sorriso*
- Isso mesmo, mamã. Agora vamos aproveitar a festa!
- Vamos! *uníssono*
- “E assim acabou a nossa história, por hoje. Vá, já está tarde, amanhã conto mais.”
- “Ohhh… mas nós queremos mais, avó!”
- “Ainda não nos contaste que era a Akuno, avó Nept.”
- “Pois é, pois é! Quem era ela? Ela morreu mesmo?”
- “Pois, se ela era um demónio, pode voltar, não?”
- “Calma meninos. A Akuno realmente morreu, pois o demónio foi destruído, e com ele foi-se também o corpo da nossa prima.”
- “Mas quem era ela, avó?”
- “A Akuno era… a Zir”.
- Acalma-te Inuyasha, eles já devem estar a chegar. Aquilo não é chegar lá e já está.
- Até parece que já te divorciaste alguma vez, Orphen.
- Não, mas também não sou assim tão burro.
Os dois olharam-se ameaçadoramente e arregaçaram as mangas, prontos para lutarem um com o outro. Quando Tooya ia para se meter entre eles, a porta da pequena sala se abre. Lady entra ao lado de Uli, este senta-se no sofá num incrível à-vontade.
- Já está tudo tratado! – diz Lady ao esboçar um enorme sorriso e aliviada.
- Antes de mais, queria aproveitar que estão todos aqui, pelo menos as pessoas mais importantes desta família.
Uli levanta-se e aproxima-se de Likas, olha-lhe bem nos olhos e faz-lhe a pergunta que deixou todos os presentes de boca aberta.
- Likas, namoras comigo?
- Este é o ano das surpresas! Agora percebo porque é que o Uli entregou de boa vontade o divórcio! – exclamou Neptuno.
- Agora que falas nisso mana, faz sentido.
Likas ficara vermelha e não sabia o que responder. Todos aqueles pares de olhos estavam pousados nela, também eles à espera de saber qual seria a sua resposta.
- Ahm… isto é muito repentino…
- Tu foste a única pessoa que não me quis matar, que me compreendeu, que me ajudou, que esteve sempre ao meu lado. És doce e determinada, és do tipo de rapariga que eu gosto de verdade, Likas, e te estou a ser sincero em relação aos meus sentimentos. Eu estou apaixonado por ti!
- Cuidado prima, ele também me deu essa cantada à uns anos atrás…
- Não te metas, Lady! Eu estou a falar a sério. Eu quero uma mulher que não me troque pelo primeiro homem que vê à sua frente.
- Se fosse a ti, não confiava assim tanto na Likas, nesse ponto... – murmura Haruka, mas ninguém a tinha ouvido, fora Tooya que estava a seu lado.
Likas baixou o olhar ainda envergonhada e murmurou qualquer coisa.
- Não ouvi, o que disseste?
- Sim! – gritou ela a resposta, novamente.
[…]
Os dias passaram a correr, o jardim já estava enfeitado de fitas brancas e flores igualmente brancas, e também amarelas. Suh ia anotando o que já estava feito e dava as restantes ordens; na cozinha, Jujumoon, Luninha, Haruka e Neptuno preparavam o bolo de casamento, que teria de ser bastante grande. Tooya e Sesshoumaru ajudavam os noivos a se prepararem e a acalmá-los, já as noivas estavam a arranjar-se nos seus respectivos quartos, com a ajuda de Barbie, Dawn, Likas e Shanna.
O padre já estava por trás do altar, à sua frente se encontravam os quatro noivos mais nervosos que nunca. Todos os convidados se encontravam nos seus lugares, e a marcha nupcial começa a tocar. Duas meninas pequenas entram com um cesto na mão e vão atirando as pétalas de rosa branca por onde passam. A primeira noiva entra, com o seu vestido justo e de cauda comprida, o véu não deixava reconhecer quem era ela. A segunda noiva também entra, seguida pela terceira e a quarta noiva. Todas elas trajavam lindos e elegantes vestidos, duas com cor branca e as outras duas com cor de pérola. Quando chegaram perto do altar é que levantaram o véu para trás e foram ter com os seus respectivos noivos. Os quatro casais não cabiam em si de tanta felicidade, aquele era o melhor dia da vida deles. O padre pigarreou para obter a sua atenção e começou a dar o sermão. Quando chegou à parte de dizerem o “aceito”, todos o fizeram com bastante sentimento e convicção. Agora era hora de trocarem as alianças, quatro meninas entregaram os seus cestinhos aos casais. Ao mesmo tempo, os rapazes e as raparigas colocaram as alianças nos dedos anelares dos seus parceiros. E assim terminou a cerimónia, com o tão esperado beijo; todos bateram palmas e gritaram as suas felicitações.
A festa decorreu com bastante alegria e diversão, muita música e dança, muita comida e bebida, e até os ramos de noiva elas atiraram. Haruka, Likas, Neptuno e Dgirl apanharam cada uma um ramo. Tamahome estava ali perto, sentado numa das mesas com ar pensativo. Dgirl se aproxima dele e sorri, pega-lhe na mão e o arrasta para o meio da pista para dançarem.
- O Tamahome ainda se sente muito culpado com o que ele fez, inconscientemente, à SMoon. – diz Haruka.
- Eu já lhe disse para não se preocupar com isso, não fui culpa dele o que me aconteceu.
- Esperemos que a Dgirl o faça esquecer isso e sejam muito felizes daqui para a frente. *sorriso*
- Isso mesmo, mamã. Agora vamos aproveitar a festa!
- Vamos! *uníssono*
- “E assim acabou a nossa história, por hoje. Vá, já está tarde, amanhã conto mais.”
- “Ohhh… mas nós queremos mais, avó!”
- “Ainda não nos contaste que era a Akuno, avó Nept.”
- “Pois é, pois é! Quem era ela? Ela morreu mesmo?”
- “Pois, se ela era um demónio, pode voltar, não?”
- “Calma meninos. A Akuno realmente morreu, pois o demónio foi destruído, e com ele foi-se também o corpo da nossa prima.”
- “Mas quem era ela, avó?”
- “A Akuno era… a Zir”.
FIM
adorei esta finc pus me a ler durante toda a ultima semana de ferias e fiquei com vontade de a tornar a ler do principio
(já podia ter comentado só que a preguiça é maior e não comento logo quando leio depois comento logo umas poucas seguidas)
(já podia ter comentado só que a preguiça é maior e não comento logo quando leio depois comento logo umas poucas seguidas)
a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm

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Fico muito contente por todas voces gostarem da nossa fic, ela foi feita com mto empenho para que todos os leitores que a lêssem gostassem.
Bem agora só resta esperar pela segunda temporada da fic
que virá daqui a uns meses
agora iremos tirar férias e continuar as nossas fics individuais 
Obrigado por serem tao boas leitoras, é graças a voces que não desistimos dos nossos trabalhos, porque há sempre pessoas que só por lerem nos dao forças e animo para continuarmos.
Bem agora só resta esperar pela segunda temporada da fic
que virá daqui a uns meses
agora iremos tirar férias e continuar as nossas fics individuais 
Obrigado por serem tao boas leitoras, é graças a voces que não desistimos dos nossos trabalhos, porque há sempre pessoas que só por lerem nos dao forças e animo para continuarmos.
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