Silêncio do Olhar
À J@n!nh@ - sem ela não haveria capítulo
- agradeçam a ela
- Este capítulo está enorme... acreditem x)
Imaginas-te dentro de um corpo próximo ao teu, mas flutuas como se estivesses no horizonte mais longínquo do Universo. Perdes-te na alma do que não te pertence, do espírito que não te é idêntico e tentas ler a sua mente como se tua se tratasse.
Então sonhas ir mais alto dentro desta mente para tentar conhecer o teu semelhante, esperas deste a perfeição, esperas que tudo seja mais que o sonho: a realidade que todos querem pintar, um paraíso além do Éden.
E desiludes-te. Pois pensavas que dentro daquele que está adjacente a ti te amava como o amas a ele. E vêm a seguir aqueles pensamentos inevitáveis: Será que dei demais de mim? Que falsidade foi esta ao longo dos anos perdidos no tempo. Nunca na vida eu me diria ser inútil, fraca, e acabei por ser, mais do que isso, um objecto banal perdido no meio do nada, todos olham, mas ninguém apanha, ninguém quer saber… Foi assim que o Seiya me tratou em toda a minha vida, ou melhor, a nossa em conjunto… Sentindo que nada interessa além dos dedos entrelaçados sem sentido, é um laço com fim, sem nó possível.
Mas… Depois vês uma mão acolher esta insignificância, diga-se, eu. E aquela mão é além dos dedos, da palma, das impressões digitais… é o que toda a vida esperas-te. Não é um corpo, não é um simples sorriso, é o que transcende a palavra Amor em si e toda a tua vida.
Eu conseguia apenas ver o Darien assim e não como uma traição, afinal, era possível trair um amor que nunca tinha existido além de uma aliança? Além do Bom Dia e Boa Noite e das quedas que as fracas pernas me provocavam após uma sessão de "castigo"?
Era loucura acordar ao lado dele e sentir algo tão forte… chegava a doer toda a parte interior de mim, o coração principalmente… A pensar que podia tudo ser um sonho.
Felizmente não era. Lentamente, abria os olhos e encontrava os dele enternecidos, aproximava-se e beijava-me toda a face até a voz soar indolente.
- Bom dia meu sonho, – Sorria de leve e beijava-me os olhos ainda preguiçosos – como dormiste?
Naquele momento não sabia se ficar inerte apenas sorrindo ou se responder com o mesmo carinho replicado. Seria eu capaz? Não era todos os dias que o meu coração estava efusivo, extasiado, insaciável. Apesar de tudo, tentei.
- Melhor que nunca, - Podia dizê-lo sem o magoar? – e tu?
- Acho que a melhor parte do meu repouso foi acordar e perceber que era mais que um sonho, a minha doce realidade, e não queria que acabasse nunca… todos os dias nestes anos sonhei isto, demasiado para deixar de te querer sentir sem que faças parte de mim, de te querer literalmente pôr dentro do meu coração.
Eu sabia que era errado. Mas sorri e beijei-o. As suas palavras eram sempre de força, sentia que antes da minha perda de memória era ele que me dava ânimo para tudo.
Errado. Tão errado… Como o fruto proibido. Naquele momento só conseguia pensar no Seiya e no que se iria seguir. Que raio iria eu fazer?!
- Darien… - Parei o beijo. – eu não posso…
- O que não podes?
- Continuar… aqui. É errado, é traição, algo que sempre condenei.
Olhou-me ao mesmo tempo que via a sua maçã de Adão mover-se, engolindo em seco, enquanto eu saía da cama, ele corria para a porta e encostava-se a ela.
Vesti-me como se tivesse acordado de uma noite de conto de fadas, e tinha sido transportada para a real. Que estava eu a fazer? Calçava-me e ele continuava encostado à porta com as mãos nos bolsos das calças do pijama, com a parte de cima nua e apetecível. Eu não conseguia que houvesse volta a dar, eu tinha cometido um erro e tinha de o admitir, era a minha promessa perante milhares de pessoas num casamento com várias voltas, mas com um só caminho correcto. Sabia o que me esperava mas não podia guardar para mais tarde.
Ele continuava hirto em frente da porta, enquanto eu me aproximava de casaco no braço, ele flectia os joelhos para se proporcionar à minha altura e olhar-me bem nos olhos.
- Eu sabia que ias fazer isto. Não vás, por favor.
- Darien… não tornes isto mais difícil. – Já dizia com lágrimas a escorrerem pelos olhos, mais do que tristes, com a dor que mais nenhuma mulher do mundo naquele momento podia sentir.
- Eu vou contigo e terminas com esse idiota. Se fores sozinha eu não vou conseguir ficar de braços cruzados, Serena. – Ajoelhava-se perante mim.
Então ele viu o anel na minha mão. Tinha-mo posto o Seiya no dia em que fomos para a nova casa do Japão. O anel com um rubi em forma de coração tinha sido substituído do rosa original para vermelho. Até ao momento, não o tinha tirado. Mas o Darien fê-lo, quando se ajoelhara notava na minha mão esquerda com o anel sobre a aliança. Embora eu não estivesse a entender o que se estava a passar. Ao tirá-lo, levantou-se e, fazendo olhinhos pequenos, olhou o interior do anel.
- Há quanto tempo o tens? Digo, desde que fugiste?
- Não. O Seiya deu-mo quando viemos para cá. Disse que era uma prenda "a nós" e à nova vida.
Olhou-me sério e frio, colocou o anel na minha mão.
- Lê.
Ao ler – e parecia idiota nunca o ter tirado depois de tanto tempo – senti-me desmaiar ao reconhecer. Ele agarrou-me pelas minhas pernas estarem bambas e disse que leria ele.
- Aishiteru Odango. – repeti de leve em uníssono com ele.
Então vi-o como Nunca, esse Nunca recente, pois se no passado havia visto assim não recordava. O anel do seu pedido à menina de 16 anos. Colocava as mãos nos olhos e virava-se de costas enquanto eu não conseguia tirar os olhos dele.
- agradeçam a ela- Este capítulo está enorme... acreditem x)
Capítulo 14 – Aishiteru Odango
Imaginas-te dentro de um corpo próximo ao teu, mas flutuas como se estivesses no horizonte mais longínquo do Universo. Perdes-te na alma do que não te pertence, do espírito que não te é idêntico e tentas ler a sua mente como se tua se tratasse.
Então sonhas ir mais alto dentro desta mente para tentar conhecer o teu semelhante, esperas deste a perfeição, esperas que tudo seja mais que o sonho: a realidade que todos querem pintar, um paraíso além do Éden.
E desiludes-te. Pois pensavas que dentro daquele que está adjacente a ti te amava como o amas a ele. E vêm a seguir aqueles pensamentos inevitáveis: Será que dei demais de mim? Que falsidade foi esta ao longo dos anos perdidos no tempo. Nunca na vida eu me diria ser inútil, fraca, e acabei por ser, mais do que isso, um objecto banal perdido no meio do nada, todos olham, mas ninguém apanha, ninguém quer saber… Foi assim que o Seiya me tratou em toda a minha vida, ou melhor, a nossa em conjunto… Sentindo que nada interessa além dos dedos entrelaçados sem sentido, é um laço com fim, sem nó possível.
Mas… Depois vês uma mão acolher esta insignificância, diga-se, eu. E aquela mão é além dos dedos, da palma, das impressões digitais… é o que toda a vida esperas-te. Não é um corpo, não é um simples sorriso, é o que transcende a palavra Amor em si e toda a tua vida.
Eu conseguia apenas ver o Darien assim e não como uma traição, afinal, era possível trair um amor que nunca tinha existido além de uma aliança? Além do Bom Dia e Boa Noite e das quedas que as fracas pernas me provocavam após uma sessão de "castigo"?
Era loucura acordar ao lado dele e sentir algo tão forte… chegava a doer toda a parte interior de mim, o coração principalmente… A pensar que podia tudo ser um sonho.
Felizmente não era. Lentamente, abria os olhos e encontrava os dele enternecidos, aproximava-se e beijava-me toda a face até a voz soar indolente.
- Bom dia meu sonho, – Sorria de leve e beijava-me os olhos ainda preguiçosos – como dormiste?
Naquele momento não sabia se ficar inerte apenas sorrindo ou se responder com o mesmo carinho replicado. Seria eu capaz? Não era todos os dias que o meu coração estava efusivo, extasiado, insaciável. Apesar de tudo, tentei.
- Melhor que nunca, - Podia dizê-lo sem o magoar? – e tu?
- Acho que a melhor parte do meu repouso foi acordar e perceber que era mais que um sonho, a minha doce realidade, e não queria que acabasse nunca… todos os dias nestes anos sonhei isto, demasiado para deixar de te querer sentir sem que faças parte de mim, de te querer literalmente pôr dentro do meu coração.
Eu sabia que era errado. Mas sorri e beijei-o. As suas palavras eram sempre de força, sentia que antes da minha perda de memória era ele que me dava ânimo para tudo.
Errado. Tão errado… Como o fruto proibido. Naquele momento só conseguia pensar no Seiya e no que se iria seguir. Que raio iria eu fazer?!
- Darien… - Parei o beijo. – eu não posso…
- O que não podes?
- Continuar… aqui. É errado, é traição, algo que sempre condenei.
Olhou-me ao mesmo tempo que via a sua maçã de Adão mover-se, engolindo em seco, enquanto eu saía da cama, ele corria para a porta e encostava-se a ela.
Vesti-me como se tivesse acordado de uma noite de conto de fadas, e tinha sido transportada para a real. Que estava eu a fazer? Calçava-me e ele continuava encostado à porta com as mãos nos bolsos das calças do pijama, com a parte de cima nua e apetecível. Eu não conseguia que houvesse volta a dar, eu tinha cometido um erro e tinha de o admitir, era a minha promessa perante milhares de pessoas num casamento com várias voltas, mas com um só caminho correcto. Sabia o que me esperava mas não podia guardar para mais tarde.
Ele continuava hirto em frente da porta, enquanto eu me aproximava de casaco no braço, ele flectia os joelhos para se proporcionar à minha altura e olhar-me bem nos olhos.
- Eu sabia que ias fazer isto. Não vás, por favor.
- Darien… não tornes isto mais difícil. – Já dizia com lágrimas a escorrerem pelos olhos, mais do que tristes, com a dor que mais nenhuma mulher do mundo naquele momento podia sentir.
- Eu vou contigo e terminas com esse idiota. Se fores sozinha eu não vou conseguir ficar de braços cruzados, Serena. – Ajoelhava-se perante mim.
Então ele viu o anel na minha mão. Tinha-mo posto o Seiya no dia em que fomos para a nova casa do Japão. O anel com um rubi em forma de coração tinha sido substituído do rosa original para vermelho. Até ao momento, não o tinha tirado. Mas o Darien fê-lo, quando se ajoelhara notava na minha mão esquerda com o anel sobre a aliança. Embora eu não estivesse a entender o que se estava a passar. Ao tirá-lo, levantou-se e, fazendo olhinhos pequenos, olhou o interior do anel.
- Há quanto tempo o tens? Digo, desde que fugiste?
- Não. O Seiya deu-mo quando viemos para cá. Disse que era uma prenda "a nós" e à nova vida.
Olhou-me sério e frio, colocou o anel na minha mão.
- Lê.
Ao ler – e parecia idiota nunca o ter tirado depois de tanto tempo – senti-me desmaiar ao reconhecer. Ele agarrou-me pelas minhas pernas estarem bambas e disse que leria ele.
- Aishiteru Odango. – repeti de leve em uníssono com ele.
Então vi-o como Nunca, esse Nunca recente, pois se no passado havia visto assim não recordava. O anel do seu pedido à menina de 16 anos. Colocava as mãos nos olhos e virava-se de costas enquanto eu não conseguia tirar os olhos dele.

gomawo Tinoco-chan ♡♡ a dor passa, mas a beleza permanece ♥
Via-o apertar as mãos com força, e depois encostava-se à parede escondendo a cara no antebraço, ouvia a sua respiração e nada mais naquele espaço. Ok, os carros podiam passar lá fora e tudo mais mas eu não conseguia ouvir nada senão a sua respiração ofegante e descontrolada.
Voltou-se então para mim, olhando-me mas sem me enxergar.
- Vais para o templo. Eu vou à palestra que o Seiya vai dar daqui a duas horas, mas creio que já lá esteja. Depois eu vou dar-lhe uma palavrinha.
- Darien, que templo? Não… eu não posso. Eu vou para casa, ele…
- Chega. – Com voz ilustre mas calma, diferente da que eu me acostumava no Seiya, não gritava, continuava com a voz no tom habitual. - Desta vez sou eu quem diz o que vais fazer, sem fugas, sem medos. No templo estás protegida por quem te quer bem e eu não vou admitir que esse cabrão te toque com um só dedo, nem que eu morra, Serena… - aproximava-se de mim com olhos cobertos de um misto de raiva e preocupação – eu amo-te, e não vou deixar que ele te faça mais nada. Já te magoou o suficiente, agora se o quiser voltar a fazer vai ter de passar em cima de mim.
- Darien, mas… - Nem consegui acabar. Interrompeu-me com um beijo profundo, sentia perto do ouvido o coração dele que batia forte… em compasso com o meu. Era mais que amor, tinha essa certeza. Precisava dele, e não sabia como iria aguentar aquele tempo sem o ter comigo…
Segui-o para o carro. Sentia-me vermelha perto dele, parecia mais uma adolescente apaixonada ridícula. Quando saí do carro, ele abraçou-me e subiu uma quantidade de escadas comigo, até chegarmos perto de uma mulher de cabelo longo preto e um kimono branco e vermelho. Sorria, simplesmente. E não a conseguia reconhecer.
- Rey, espero que não te importes mesmo.
- Isso nem se pergunta Darien, - desviou o olhar dele e olhava para mim – Serena eu julgo que não te lembras de mim, mas quero que saibas que aqui estás em segurança.
Apareceram entretanto mais duas raparigas atrás dela. Uma de cabelo azul com um gato preto pendurado no ombro e outra de cabelo castanho.
- Obrigada… Rey.
- Ah, estas são a Amy e a Lita. – Aproximaram-se também e sorriram – Sempre cuidámos de ti, embora não te recordes… mas bem, Darien, podes ir descansado.
- Certo. – Olhou então para mim, abraçou-me novamente e beijou-me a testa. – Não saias daqui, por favor Rena.
Aquele por favor… havia desespero nele. Acenei que sim e vi-o partir, voltei-me de novo para as 3 raparigas que me convidavam a entrar para uma acolhedora salinha bem ao estilo japonês.
- Aceitas um chá? – Perguntou Rey. – Tenho príncipe, tília, camomila, … ou se antes te apetecer tenho café ou sumo de laranja.
- Ah, obrigada… pode ser café, por favor.
Enquanto ela saía, as outras duas olhavam para mim, entreolhavam-se e olhavam-me de novo, o que me fazia sentir extremamente incomodada.
- Não te lembras mesmo pois não? – Sorria a de cabelo azul, de voz calma. – Do nosso tempo de sailor.
- Desculpa? Eu lembro pouca coisa, não sei do que estás a falar.
- Sailor… - falava agora a Lita – Bem, ao menos da Luna, lembras-te?
A gata caminhava até mim, de olhos vermelho e um estranho símbolo na testa que me fazia lembrar algo, mas vago…muito vago. Até que ouvi a porta abstraindo-me de pensamentos.
- O teu café.
- Obrigada. – Agora todas me olhavam estranhamente, até mesmo a gata. Bebericava o café calmamente sentindo-me mínima entre aqueles olhares. A gata então colocou o focinho entre a minha mão desocupada e eu dava-lhe festas.
- Serena.
Eu estava louca de certo. A gata tinha dito o meu nome. Levantei-me de repente, derrubando a chávena. As três raparigas levantavam-se também fazendo-me gestos e pedindo-me calma.
- Calma, sou a Luna, não te lembras de mim mas eu vou fazer recordar-te de todos os teus tempos de guerreira.
- O QUE QUEREM VOCÊS DE MIM? PÔR-ME LOUCA?! COMO FOI O DARIEN… QUE SE PASSA AQUI?!
- Serena, calma – a Rey aproximava-se de mim. – Nós não te queremos mal, tem calma.
- Sai – Empurrei a sua mão que se estendia sobre mim, sentia o meu coração pular pela boca. Corri depois de passar a porta corrida, doía-me ainda a perna da queda das escadas mas estava desesperada, a confusão que estava a sentir não me permitia sentir mais nada.
Cheguei perto de um táxi, e pedi que arrancasse, enquanto olhava para trás e as via. Não recordava o nome da rua, então divaguei e pedi para sair assim que as perdesse de vista.
*Rey*
Eu não compreendia… Ela recordava o Darien, e não se lembrava de nós.
Desistimos de correr atrás do táxi, nunca conseguiríamos atingir velocidades assim na nossa vida normal, sem o poder de sailor… nem isso ela lembrava?
A Luna aproximou-se de nós, que estávamos em completo silêncio, confusas com tudo o que se passava.
-Vocês sabem porque é que ela não se lembra?
- Não Luna, - dizia a Amy cabisbaixa – não consigo entender, como é que ela se lembra do Darien e de nós não?
- É simples – a Luna era sábia e lia a mente da Serena, era a sua companheira de sempre, enquanto nos sentávamos nas escadas ela murmurava perto dos olhares que passavam – com que recordação é que ela foi de vocês? E com qual foi do Darien? Ela foi daqui zangada com vocês, com um filho no ventre e com acusações impensadas da vossa parte, com o Darien também porque ele pensou que ela o tivesse traído… mas mesmo depois disso, quando ela perdeu a memória ele foi a Cambridge. E vocês? Preferiram ficar por acharem que ela devia ter-vos dito, aborrecidas por acharem que ela não confiava em vocês. Mas não foi o contrário? – Todas abaixava-mos a cabeça, reprimindo-nos. – O Darien não desistiu, e não se esqueçam que o que se passou entre eles já vem de há muito tempo… Vocês sabem isto. Talvez eu não devia ter dito nada por enquanto, só que não imaginei que ela se lembrasse. Espero que ela volte…
*Serena*
Sentia-me perdida e desesperada, em estado completo de choque. Estava sentada perto de um parque e sofria tanto com variações de pensamentos, sem chegar a lado nenhum que acabei por chorar. Mal dei por mim, e os sinos já soavam as sete da noite. Acordei de pensamentos ao ouvi-la.
- Filha? – Olhei-a com sacos nas mãos, largou tudo e veio ter comigo. – Que estás aqui a fazer querida? O Seiya? Estás a chorar amor, que te fez ele?
- Nada mãe… - Abracei-a e senti finalmente protecção que tanto necessitava. – Levas-me a minha casa?
Eu não podia fugir do inevitável, era simples. Não iria valer mais a pena. No templo não compreendia o que se tinha passado ali… Precisava do Darien… teria ele feito algo ao Seiya? Como iria eu explicar à minha mãe que precisava dele?... Céus… a última coisa que eu precisava era de complicações na minha cabeça, o que mais necessitava era de descanso.
Enquanto caminhava, falava do passado com a minha mãe, aos poucos eu tinha a esperança de recordar tudo. O tempo ia passando, tão rapidamente quando estava com ela… E parecia não pensar em todo o ocorrido.
- Estás em casa filha. Precisas de ajuda?
- Não, mas eu vou buscar o carro para te levar, não quero que vás sozinha.
- Não filha, eu estou bem. E faz-me bem andar. Olha querida – tirava um papel e uma caneta da mala e escrevia sob a mão – é o meu número. Por favor, sempre que precisares da mãe liga.
- Obrigada mãe. Amo-te muito. Agora, a sério, deixa-me…
- Nunca vi um teimoso teimar sozinho, diria eu, não vais ser mais teimosa do que aquela de quem herdas-te tal defeito.
- Está bem, mas tem cuidado. Daqui a meia hora ligo-te.
Sorria tão terna e perfeitamente. Com um brilho nos olhos característico.
- Amo-te muito filhota. – E beijou-me a testa acarinhando-me a nuca.
Sabia que estava na hora de entrar, só não sabia o que me esperava. A luz estava apagada, será que ele não estaria ali?
Abri o portão, e depois a porta vagarosamente, andei um pouco até à sala. Ele estava ali, no escuro.
Mas não estava sozinho…
Continua.
Acreditem que sem comentarios não há cap.15 x) Bisus
Voltou-se então para mim, olhando-me mas sem me enxergar.
- Vais para o templo. Eu vou à palestra que o Seiya vai dar daqui a duas horas, mas creio que já lá esteja. Depois eu vou dar-lhe uma palavrinha.
- Darien, que templo? Não… eu não posso. Eu vou para casa, ele…
- Chega. – Com voz ilustre mas calma, diferente da que eu me acostumava no Seiya, não gritava, continuava com a voz no tom habitual. - Desta vez sou eu quem diz o que vais fazer, sem fugas, sem medos. No templo estás protegida por quem te quer bem e eu não vou admitir que esse cabrão te toque com um só dedo, nem que eu morra, Serena… - aproximava-se de mim com olhos cobertos de um misto de raiva e preocupação – eu amo-te, e não vou deixar que ele te faça mais nada. Já te magoou o suficiente, agora se o quiser voltar a fazer vai ter de passar em cima de mim.
- Darien, mas… - Nem consegui acabar. Interrompeu-me com um beijo profundo, sentia perto do ouvido o coração dele que batia forte… em compasso com o meu. Era mais que amor, tinha essa certeza. Precisava dele, e não sabia como iria aguentar aquele tempo sem o ter comigo…
Segui-o para o carro. Sentia-me vermelha perto dele, parecia mais uma adolescente apaixonada ridícula. Quando saí do carro, ele abraçou-me e subiu uma quantidade de escadas comigo, até chegarmos perto de uma mulher de cabelo longo preto e um kimono branco e vermelho. Sorria, simplesmente. E não a conseguia reconhecer.
- Rey, espero que não te importes mesmo.
- Isso nem se pergunta Darien, - desviou o olhar dele e olhava para mim – Serena eu julgo que não te lembras de mim, mas quero que saibas que aqui estás em segurança.
Apareceram entretanto mais duas raparigas atrás dela. Uma de cabelo azul com um gato preto pendurado no ombro e outra de cabelo castanho.
- Obrigada… Rey.
- Ah, estas são a Amy e a Lita. – Aproximaram-se também e sorriram – Sempre cuidámos de ti, embora não te recordes… mas bem, Darien, podes ir descansado.
- Certo. – Olhou então para mim, abraçou-me novamente e beijou-me a testa. – Não saias daqui, por favor Rena.
Aquele por favor… havia desespero nele. Acenei que sim e vi-o partir, voltei-me de novo para as 3 raparigas que me convidavam a entrar para uma acolhedora salinha bem ao estilo japonês.
- Aceitas um chá? – Perguntou Rey. – Tenho príncipe, tília, camomila, … ou se antes te apetecer tenho café ou sumo de laranja.
- Ah, obrigada… pode ser café, por favor.
Enquanto ela saía, as outras duas olhavam para mim, entreolhavam-se e olhavam-me de novo, o que me fazia sentir extremamente incomodada.
- Não te lembras mesmo pois não? – Sorria a de cabelo azul, de voz calma. – Do nosso tempo de sailor.
- Desculpa? Eu lembro pouca coisa, não sei do que estás a falar.
- Sailor… - falava agora a Lita – Bem, ao menos da Luna, lembras-te?
A gata caminhava até mim, de olhos vermelho e um estranho símbolo na testa que me fazia lembrar algo, mas vago…muito vago. Até que ouvi a porta abstraindo-me de pensamentos.
- O teu café.
- Obrigada. – Agora todas me olhavam estranhamente, até mesmo a gata. Bebericava o café calmamente sentindo-me mínima entre aqueles olhares. A gata então colocou o focinho entre a minha mão desocupada e eu dava-lhe festas.
- Serena.
Eu estava louca de certo. A gata tinha dito o meu nome. Levantei-me de repente, derrubando a chávena. As três raparigas levantavam-se também fazendo-me gestos e pedindo-me calma.
- Calma, sou a Luna, não te lembras de mim mas eu vou fazer recordar-te de todos os teus tempos de guerreira.
- O QUE QUEREM VOCÊS DE MIM? PÔR-ME LOUCA?! COMO FOI O DARIEN… QUE SE PASSA AQUI?!
- Serena, calma – a Rey aproximava-se de mim. – Nós não te queremos mal, tem calma.
- Sai – Empurrei a sua mão que se estendia sobre mim, sentia o meu coração pular pela boca. Corri depois de passar a porta corrida, doía-me ainda a perna da queda das escadas mas estava desesperada, a confusão que estava a sentir não me permitia sentir mais nada.
Cheguei perto de um táxi, e pedi que arrancasse, enquanto olhava para trás e as via. Não recordava o nome da rua, então divaguei e pedi para sair assim que as perdesse de vista.
*Rey*
Eu não compreendia… Ela recordava o Darien, e não se lembrava de nós.
Desistimos de correr atrás do táxi, nunca conseguiríamos atingir velocidades assim na nossa vida normal, sem o poder de sailor… nem isso ela lembrava?
A Luna aproximou-se de nós, que estávamos em completo silêncio, confusas com tudo o que se passava.
-Vocês sabem porque é que ela não se lembra?
- Não Luna, - dizia a Amy cabisbaixa – não consigo entender, como é que ela se lembra do Darien e de nós não?
- É simples – a Luna era sábia e lia a mente da Serena, era a sua companheira de sempre, enquanto nos sentávamos nas escadas ela murmurava perto dos olhares que passavam – com que recordação é que ela foi de vocês? E com qual foi do Darien? Ela foi daqui zangada com vocês, com um filho no ventre e com acusações impensadas da vossa parte, com o Darien também porque ele pensou que ela o tivesse traído… mas mesmo depois disso, quando ela perdeu a memória ele foi a Cambridge. E vocês? Preferiram ficar por acharem que ela devia ter-vos dito, aborrecidas por acharem que ela não confiava em vocês. Mas não foi o contrário? – Todas abaixava-mos a cabeça, reprimindo-nos. – O Darien não desistiu, e não se esqueçam que o que se passou entre eles já vem de há muito tempo… Vocês sabem isto. Talvez eu não devia ter dito nada por enquanto, só que não imaginei que ela se lembrasse. Espero que ela volte…
*Serena*
Sentia-me perdida e desesperada, em estado completo de choque. Estava sentada perto de um parque e sofria tanto com variações de pensamentos, sem chegar a lado nenhum que acabei por chorar. Mal dei por mim, e os sinos já soavam as sete da noite. Acordei de pensamentos ao ouvi-la.
- Filha? – Olhei-a com sacos nas mãos, largou tudo e veio ter comigo. – Que estás aqui a fazer querida? O Seiya? Estás a chorar amor, que te fez ele?
- Nada mãe… - Abracei-a e senti finalmente protecção que tanto necessitava. – Levas-me a minha casa?
Eu não podia fugir do inevitável, era simples. Não iria valer mais a pena. No templo não compreendia o que se tinha passado ali… Precisava do Darien… teria ele feito algo ao Seiya? Como iria eu explicar à minha mãe que precisava dele?... Céus… a última coisa que eu precisava era de complicações na minha cabeça, o que mais necessitava era de descanso.
Enquanto caminhava, falava do passado com a minha mãe, aos poucos eu tinha a esperança de recordar tudo. O tempo ia passando, tão rapidamente quando estava com ela… E parecia não pensar em todo o ocorrido.
- Estás em casa filha. Precisas de ajuda?
- Não, mas eu vou buscar o carro para te levar, não quero que vás sozinha.
- Não filha, eu estou bem. E faz-me bem andar. Olha querida – tirava um papel e uma caneta da mala e escrevia sob a mão – é o meu número. Por favor, sempre que precisares da mãe liga.
- Obrigada mãe. Amo-te muito. Agora, a sério, deixa-me…
- Nunca vi um teimoso teimar sozinho, diria eu, não vais ser mais teimosa do que aquela de quem herdas-te tal defeito.
- Está bem, mas tem cuidado. Daqui a meia hora ligo-te.
Sorria tão terna e perfeitamente. Com um brilho nos olhos característico.
- Amo-te muito filhota. – E beijou-me a testa acarinhando-me a nuca.
Sabia que estava na hora de entrar, só não sabia o que me esperava. A luz estava apagada, será que ele não estaria ali?
Abri o portão, e depois a porta vagarosamente, andei um pouco até à sala. Ele estava ali, no escuro.
Mas não estava sozinho…
Continua.
Acreditem que sem comentarios não há cap.15 x) Bisus

gomawo Tinoco-chan ♡♡ a dor passa, mas a beleza permanece ♥
Dumplingzinha obrigado pelo capitulo, não fiz nada de mais apenas dei a minha sincera opinião =)
Este é um dos mais bonitos capitulos que li da tua história, é o capitulo perfeito diria eu, porque escreves-te com tanta dedicação que qualquer pessoa que o leia sente isso mesmo...
És das melhores "escritoras" que conheci e tenho mesmo muito prazer em ler esta história.
Acho que conseguis-te fazer um capitulo tão equilibrado que praticamente não tem falhas, utilizas palavras sublimes para exprimir sentimentos e frases complexas mas que se percebem muito bem, é uma maneira de escrever muito própria essa que tu tens e isso identifica-te como uma "escritora" bastante independente =)
Parabéns pelo espectacular capitulo...
Beijinho
Este é um dos mais bonitos capitulos que li da tua história, é o capitulo perfeito diria eu, porque escreves-te com tanta dedicação que qualquer pessoa que o leia sente isso mesmo...
És das melhores "escritoras" que conheci e tenho mesmo muito prazer em ler esta história.
Acho que conseguis-te fazer um capitulo tão equilibrado que praticamente não tem falhas, utilizas palavras sublimes para exprimir sentimentos e frases complexas mas que se percebem muito bem, é uma maneira de escrever muito própria essa que tu tens e isso identifica-te como uma "escritora" bastante independente =)
Parabéns pelo espectacular capitulo...
Beijinho

Obrigado Dumpling <3
Ola Dumpling!
Bem, agora fui eu q senti o meu coraçao a saltar pela boca!
este cap foi msm emocionante, digo.te!
afirmo-te q os meus olhos ainda brilham de tanta ternura e calma q o teu cap me transmitiu!
Nao tenho palavras para descrever os teus cap, tu sabes disso!
Apenas te posso desejar os parabéns!
Ah, e tambem so tenh a pedir para q continues! Adoro a tua maneira de escrever, de descrever, tudo!
Bjinho
Bem, agora fui eu q senti o meu coraçao a saltar pela boca!
este cap foi msm emocionante, digo.te!
afirmo-te q os meus olhos ainda brilham de tanta ternura e calma q o teu cap me transmitiu!
Nao tenho palavras para descrever os teus cap, tu sabes disso!
Apenas te posso desejar os parabéns!
Ah, e tambem so tenh a pedir para q continues! Adoro a tua maneira de escrever, de descrever, tudo!
Bjinho
ola Dumpling. Esta e a 1 fanfic k comento, ja tinha lido "amor intenso, amor k doi" e a tua escrita e simplesmente fantastica, as descriçoes sao optimas eu ate consigo visualizar as cenas k escreves, PARABENS.
Em relaçao a esta fic ta muito muito boa. infelizmente tenho um caso parecido com este na familia, uma tia minha k ao fim de 50 anos de sofrimento conseguiu fugir mas sempre com a ameaça k se o marido a encontra a mata. Pela minha tia e por todas as serenas k ainda existem e k possam estar a ler esta fic nao pares de a escrever, continua porque podes tar a dar-lhes força para deixarem os seus "Seyas" e acreditarem k existe um Darien k as fara feliz. E alem disso continua pk vais matar-me d curiosidade para saber kem esta com o Seya na sala.
Bjitos e mais uma vez parabens pelo teu talento na escrita
Em relaçao a esta fic ta muito muito boa. infelizmente tenho um caso parecido com este na familia, uma tia minha k ao fim de 50 anos de sofrimento conseguiu fugir mas sempre com a ameaça k se o marido a encontra a mata. Pela minha tia e por todas as serenas k ainda existem e k possam estar a ler esta fic nao pares de a escrever, continua porque podes tar a dar-lhes força para deixarem os seus "Seyas" e acreditarem k existe um Darien k as fara feliz. E alem disso continua pk vais matar-me d curiosidade para saber kem esta com o Seya na sala.
Bjitos e mais uma vez parabens pelo teu talento na escrita

Eu fico sempre feliz quando recebo estes comentários. Dão-me alento para continuar e me inspirar cada vez mais.
Fico enternecida pelo teu comentário, por teres lido a fic anterior a esta (espero que tenhas notado diferença entre elas) e bem... o meu intuito ao escreve-la foi, não só mostrar a minha realidade passada para o papel mas também misturar ficção, sentimentos mais profundos e situações da vida real, como o caso do Seiya para com a Serena.
Fez-me lembrar um comentário que recebi no site de fanfiction de uma menina me ter dito que sofrera o mesmo mas por parte do pai - o que acaba sempre por ser um receio meu, tocar demasiado em sentimentos que não devo, - e uma outra que me disse para não me admirar de não receber muitos comentários por ser uma fic pesada, de sentimentos, emoções e que as pessoas receiam envolver-se em histórias assim. Por isso quando vou ver que tenho poucos comentários de novas pessoas, mas muito acompanhamento, leio esse comentário e tento entender sempre de novo para não me ir abaixo.
Fiquei ainda mais comocionada em termos emotivos ao ler o teu comentário, além do caso da tua tia, com o facto de conseguires sentir-te dentro da fic, é um objectivo que tento cumprir de capítulo em capítulo.
E bem... obrigada, mesmo. O que tenho não é talento, pelo menos não o considero, mas vejo-o como um hobbie para tentar esquecer os problemas do dia-a-dia (neste momento diga-se PAP, exame de condução, estágio a aproximar-se) e passar as emoções para a escrita.
Como tal, espero que continues a ler e a gostar. Fiquei mesmo muito muito feliz e fico à espera do próximo comentário do novo capítulo, que ainda estou a escrever... Sem esquecer: Apresenta-te à comunidade do fórum
Beijinho grande*
Fico enternecida pelo teu comentário, por teres lido a fic anterior a esta (espero que tenhas notado diferença entre elas) e bem... o meu intuito ao escreve-la foi, não só mostrar a minha realidade passada para o papel mas também misturar ficção, sentimentos mais profundos e situações da vida real, como o caso do Seiya para com a Serena.
Fez-me lembrar um comentário que recebi no site de fanfiction de uma menina me ter dito que sofrera o mesmo mas por parte do pai - o que acaba sempre por ser um receio meu, tocar demasiado em sentimentos que não devo, - e uma outra que me disse para não me admirar de não receber muitos comentários por ser uma fic pesada, de sentimentos, emoções e que as pessoas receiam envolver-se em histórias assim. Por isso quando vou ver que tenho poucos comentários de novas pessoas, mas muito acompanhamento, leio esse comentário e tento entender sempre de novo para não me ir abaixo.
Fiquei ainda mais comocionada em termos emotivos ao ler o teu comentário, além do caso da tua tia, com o facto de conseguires sentir-te dentro da fic, é um objectivo que tento cumprir de capítulo em capítulo.
E bem... obrigada, mesmo. O que tenho não é talento, pelo menos não o considero, mas vejo-o como um hobbie para tentar esquecer os problemas do dia-a-dia (neste momento diga-se PAP, exame de condução, estágio a aproximar-se) e passar as emoções para a escrita.
Como tal, espero que continues a ler e a gostar. Fiquei mesmo muito muito feliz e fico à espera do próximo comentário do novo capítulo, que ainda estou a escrever... Sem esquecer: Apresenta-te à comunidade do fórum

Beijinho grande*

gomawo Tinoco-chan ♡♡ a dor passa, mas a beleza permanece ♥
Antes de mais, agradeço obviamente a quem continua a acompanhar. Espero que gostem e prometo tentar sempre ir postando mais regularmente, agora que já tenho a carta e sinto que me faz falta pôr nas palavras tudo o que sinto, não pelos mesmos motivos, mas... Enfim. Espero não vos maçar, afinal tinha de estender um pouco a fic, é muito importante para mim, e não digo que o fim está próximo mas sim que revelações e novos acontecimentos estão para breve, e que não esteja a tornar-se demasiado pesada. *
Este cap é para a minha flufy sweet. Parabéns
Capítulo 15 - Palavras
Sou movida por cordéis manipulados por uma pessoa oculta atrás de mim, num palco em miniatura chamado mundo. Esta forma de entretenimento serve apenas para um espectador: o mesmo que me manipula. Sou marionete em forma humana, mulher sem emoção.
Então amor, balança, para o lado em que certamente irás cair.
__
Acendeu a luz depois de me contemplar por uns breves segundos. Ao seu lado estavam três homens e, de repente, por trás de mim, dois agarraram-me. Esbracejei, movi as pernas, numa tentativa frustrada em sair dali… Parecia uma cena de filme de culto, de ordens secretas. Ele sentado, os outros obedeciam-lhe. Mandou soltarem-me na frente dele e aí levantou-se, e perguntou com a face de expressão encolerizada.
- Onde estiveste?
Senti-me paralisar ainda mais. Que fazia ali aquele grupo?
- Quem são os teus convidados?
- Não foi isso que te perguntei. Onde estiveste? RESPONDE! – Gritava na frente da minha face, só a sua voz era suficiente para me arrepiar e fechar os olhos. Que ia eu responder? Tinha dois homens parados ao meu lado e ele na minha frente, não havia sequer fuga possível, mesmo assim eu ousava desafiá-lo. Não sabia o que estava para acontecer, mas previa, e bastava isso para sentir na pele que o que quer que estivesse para acontecer não era nenhuma novidade para mim.
- Isso é um assunto nosso, não dos teus amigos.
- Amor, - sorria sarcástico - eu não volto a perguntar. – Pegou na gola do meu vestido aproximou-me dele. – Queres que seja pior ou vais dizer-me que estiveste com o teu querido de uma vez?
- Para ti não é sempre pior de uma maneira ou de outra? Esteja eu com quem esteja, para ti tem sempre de acabar do mesmo jeito.
Tenta experimentar como me senti. Veste a pele de quem ama e não recebe nada em troca, senão ódio e rancor mesmo sem teres atacado nem de arco e flecha, nem de arma em punho. Sente a dor de um coração que se sente desmoronar, partir, de desilusões. Ouve bem como ele bate, sem ritmo, sem sentido, sem rumo. Não há sentimento. Não há emoções senão a dor. Paralisa no tempo e mete um espelho na tua frente: Não há agitação no olhar, os dedos estão negros e a face vermelha, mas não de raiva, não de tristeza… - Eu consigo sentir que era assim que estava naquele preciso momento. – Ele dá uma volta em ti e repentinamente olhas para trás, tapa-te a boca, quando estás pertíssimo do grito final. Asfixia-te e, lentamente, a dor desapareceu.
- Podem ir atrás dele. – Ouvi.
- Es-es-pera. – dizia em voz abatida. – Nã-não…lhe faç-ç-as na-nada. – tentava recuperar a voz mas parecia impossível – F-fu-fui eu q-q-que o-o pr-pro-procurei. – Consegui dizer, antes de aluir por completo perante o seu olhar rancoroso.
__
*Darien*
Não conseguia entender como tinham elas deixado a Serena fugir. E elas não entendiam que estava eu a fazer de novo…
- Rey, eu confiei em ti.
- Oh Darien, por favor. Querias o quê? Que a assustássemos mais ainda e a mantivéssemos fechada até chegares? Ela já não é a crianças que era.
Eu sabia disso. Mas também apenas eu sabia do que o Seiya lhe fazia… E se elas soubessem, de certeza que iriam querer voltar a ser guerreiras por ela. Também eu sentia essa vontade, de me esconder na noite para a observar e matá-lo como se de um youma se tratasse… no fundo, era um inimigo, mas de forma humana.
- Eu não queria que a obrigassem a nada mas custava-vos muito esperar por outra altura para falar da vida que tiveram como sailors? E agora?! Que vou eu fazer?
- NADA! – Gritava, mas ela não sabia o que se passava, sentia apenas a minha forma passada, o coração mole de quem ama e faz tudo para recuperar o passado. Ela não sabia que era mais do que isso. – Ela é casada, aceita isso de uma vez! Não podes mantê-la em masmorras só para que nada lhe aconteça, e tu estás tão farto de saber que ela não é criança nenhuma… cresceu de uma maneira que ninguém esperava, física e mentalmente. Deixa-a seguir o rumo dela. Se esse rumo der a ti pois seja, ela irá ter contigo.
Mas…
- Rey… oh esquece. Diz-me apenas: o que tinhas para me dizer naquele dia de tão importante?
- Noutra altura, Darien. Agora não me sinto preparada para isso, estou mentalmente cansada e tenho de arranjar forças para o dizer. - Baixei os olhos ao mesmo ritmo dos dela, sentia que havia algo de muito importante que ela tinha de me dizer mas não lhe podia arrancar as palavras e insistir mais do que já tinha feito ultimamente. Mas havia sempre uma desculpa: estou a trabalhar, estou a ajudar o meu avô, vou ter com o Nicholas para preparar coisas para o casamento, e enfim, mais uma vez ficava para depois.
- Tudo bem. – Admiti que não havia nada a fazer. – Até outro dia.
- Darien… - Parei o meu caminho e voltei a olhá-la. – O que estava ela a fazer na tua casa? O que aconteceu?
Como dizer-lhes que não tinha conseguido resistir, mesmo depois dos sermões que me deram que a tinha de esquecer e seguir em frente
- Nada, apenas falámos do passado. Vimos algumas fotos nossas. Sei pela minha experiência que recordar faz bem nestes casos mais duradouros.
- Hm, entendo.
- Adeus Rey.
- Darien, - voltei-me novamente – se surgir outra oportunidade, por favor, tenta recordá-la de nós, da Luna, dizer-lhe o que aconteceu depois dela ir…
- Rey, -interrompi - não me peças que fale dela.
- Sim… bem, não. Desculpa, isso é contigo, mas pelo menos de nós. Eu vi que ela confia muito em ti. Conseguiste recuperar pelo menos essa parte dela.
- Não prometo resultados, mas descansa, eu falarei de vocês.
Sorriu e despedimo-nos finalmente. Conduzi desesperado para casa, só conseguia pensar onde estaria ela?, até encontrar um grupo invulgar em frente do meu condomínio.
Este cap é para a minha flufy sweet. Parabéns
Capítulo 15 - Palavras
Sou movida por cordéis manipulados por uma pessoa oculta atrás de mim, num palco em miniatura chamado mundo. Esta forma de entretenimento serve apenas para um espectador: o mesmo que me manipula. Sou marionete em forma humana, mulher sem emoção.
Então amor, balança, para o lado em que certamente irás cair.
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Acendeu a luz depois de me contemplar por uns breves segundos. Ao seu lado estavam três homens e, de repente, por trás de mim, dois agarraram-me. Esbracejei, movi as pernas, numa tentativa frustrada em sair dali… Parecia uma cena de filme de culto, de ordens secretas. Ele sentado, os outros obedeciam-lhe. Mandou soltarem-me na frente dele e aí levantou-se, e perguntou com a face de expressão encolerizada.
- Onde estiveste?
Senti-me paralisar ainda mais. Que fazia ali aquele grupo?
- Quem são os teus convidados?
- Não foi isso que te perguntei. Onde estiveste? RESPONDE! – Gritava na frente da minha face, só a sua voz era suficiente para me arrepiar e fechar os olhos. Que ia eu responder? Tinha dois homens parados ao meu lado e ele na minha frente, não havia sequer fuga possível, mesmo assim eu ousava desafiá-lo. Não sabia o que estava para acontecer, mas previa, e bastava isso para sentir na pele que o que quer que estivesse para acontecer não era nenhuma novidade para mim.
- Isso é um assunto nosso, não dos teus amigos.
- Amor, - sorria sarcástico - eu não volto a perguntar. – Pegou na gola do meu vestido aproximou-me dele. – Queres que seja pior ou vais dizer-me que estiveste com o teu querido de uma vez?
- Para ti não é sempre pior de uma maneira ou de outra? Esteja eu com quem esteja, para ti tem sempre de acabar do mesmo jeito.
Tenta experimentar como me senti. Veste a pele de quem ama e não recebe nada em troca, senão ódio e rancor mesmo sem teres atacado nem de arco e flecha, nem de arma em punho. Sente a dor de um coração que se sente desmoronar, partir, de desilusões. Ouve bem como ele bate, sem ritmo, sem sentido, sem rumo. Não há sentimento. Não há emoções senão a dor. Paralisa no tempo e mete um espelho na tua frente: Não há agitação no olhar, os dedos estão negros e a face vermelha, mas não de raiva, não de tristeza… - Eu consigo sentir que era assim que estava naquele preciso momento. – Ele dá uma volta em ti e repentinamente olhas para trás, tapa-te a boca, quando estás pertíssimo do grito final. Asfixia-te e, lentamente, a dor desapareceu.
- Podem ir atrás dele. – Ouvi.
- Es-es-pera. – dizia em voz abatida. – Nã-não…lhe faç-ç-as na-nada. – tentava recuperar a voz mas parecia impossível – F-fu-fui eu q-q-que o-o pr-pro-procurei. – Consegui dizer, antes de aluir por completo perante o seu olhar rancoroso.
__
*Darien*
Não conseguia entender como tinham elas deixado a Serena fugir. E elas não entendiam que estava eu a fazer de novo…
- Rey, eu confiei em ti.
- Oh Darien, por favor. Querias o quê? Que a assustássemos mais ainda e a mantivéssemos fechada até chegares? Ela já não é a crianças que era.
Eu sabia disso. Mas também apenas eu sabia do que o Seiya lhe fazia… E se elas soubessem, de certeza que iriam querer voltar a ser guerreiras por ela. Também eu sentia essa vontade, de me esconder na noite para a observar e matá-lo como se de um youma se tratasse… no fundo, era um inimigo, mas de forma humana.
- Eu não queria que a obrigassem a nada mas custava-vos muito esperar por outra altura para falar da vida que tiveram como sailors? E agora?! Que vou eu fazer?
- NADA! – Gritava, mas ela não sabia o que se passava, sentia apenas a minha forma passada, o coração mole de quem ama e faz tudo para recuperar o passado. Ela não sabia que era mais do que isso. – Ela é casada, aceita isso de uma vez! Não podes mantê-la em masmorras só para que nada lhe aconteça, e tu estás tão farto de saber que ela não é criança nenhuma… cresceu de uma maneira que ninguém esperava, física e mentalmente. Deixa-a seguir o rumo dela. Se esse rumo der a ti pois seja, ela irá ter contigo.
Mas…
- Rey… oh esquece. Diz-me apenas: o que tinhas para me dizer naquele dia de tão importante?
- Noutra altura, Darien. Agora não me sinto preparada para isso, estou mentalmente cansada e tenho de arranjar forças para o dizer. - Baixei os olhos ao mesmo ritmo dos dela, sentia que havia algo de muito importante que ela tinha de me dizer mas não lhe podia arrancar as palavras e insistir mais do que já tinha feito ultimamente. Mas havia sempre uma desculpa: estou a trabalhar, estou a ajudar o meu avô, vou ter com o Nicholas para preparar coisas para o casamento, e enfim, mais uma vez ficava para depois.
- Tudo bem. – Admiti que não havia nada a fazer. – Até outro dia.
- Darien… - Parei o meu caminho e voltei a olhá-la. – O que estava ela a fazer na tua casa? O que aconteceu?
Como dizer-lhes que não tinha conseguido resistir, mesmo depois dos sermões que me deram que a tinha de esquecer e seguir em frente
- Nada, apenas falámos do passado. Vimos algumas fotos nossas. Sei pela minha experiência que recordar faz bem nestes casos mais duradouros.
- Hm, entendo.
- Adeus Rey.
- Darien, - voltei-me novamente – se surgir outra oportunidade, por favor, tenta recordá-la de nós, da Luna, dizer-lhe o que aconteceu depois dela ir…
- Rey, -interrompi - não me peças que fale dela.
- Sim… bem, não. Desculpa, isso é contigo, mas pelo menos de nós. Eu vi que ela confia muito em ti. Conseguiste recuperar pelo menos essa parte dela.
- Não prometo resultados, mas descansa, eu falarei de vocês.
Sorriu e despedimo-nos finalmente. Conduzi desesperado para casa, só conseguia pensar onde estaria ela?, até encontrar um grupo invulgar em frente do meu condomínio.

gomawo Tinoco-chan ♡♡ a dor passa, mas a beleza permanece ♥
*Serena*
Espertava lentamente, sem conforto. No mesmo chão frio, no mesmo lugar. Sentei-me e tossi convulsivamente numa tentativa de recuperar o ar. O seu olhar continuava perante mim. Voltei a sentir-me mais gélida que o chão, com um medo que me fazia querer arrancar o coração.
- Tu sabes – começou – dizes que destruo o nosso casamento mas, afinal, a única pessoa a destruir-nos és tu.
- Que lhe fizeste?! Eu disse que fui eu que provoquei, não ele!
Levantou-se, pegando-me ferozmente no pulso, obrigando-me a levantar e a olhá-lo directamente.
- Estás assim tão preocupada com ele?!? Então, porque foste tu procurá-lo? Procurar ainda mais carinho do que aquele que te dou? Ah, não… espera já sei. -Pegou num caderno azul e forçou-me a sentar no sofá. Ainda tentei dizer-lhe o que sentia, mas era inútil.
- Seiya, eu apenas fui para falar com ele e descobrir o meu passado – falava enquanto ele virava freneticamente de páginas – nada mais, não aconteceu nada. Apenas…
- Nunca me senti tão despedaçada em toda a minha vida. As rosas caiam do jarro da entrada, pedia perdão inútil e irrazoavelmente. Não havia motivos, todos os meses tinham sido alegres. Ri numa tentativa frustrada de o fazer sorrir perante o meu ingénuo “Sei que sou burra e… não entendo que estás de mau humor.” Mas não era disso que se tratava. Friamente, fechou os olhos e encostou-se na parede – aos poucos eu relembrava e colocava os olhos entre as mãos – “Apenas não te amo mais Serena.” Vou martirizar-me para sempre da insistência perante ele de “Vou estudar mais, prometo, vou deixar de ser tão preguiçosa”. E cortou-me com o seu olhar “Não me faças dizer de novo que ACABOU. Pus um ponto final na nossa relação”. Mas eu não conseguia crer… Nós amamo-nos além…
- CHEGA SEIYA!
Céus… como era possível esta tortura. Ainda maior do que aquele aperto anterior no meu pescoço. Sinceramente preferia que o tivesse feito de novo do que estar a matar-me com aquelas palavras.
- É isto que procuras dele? Afinal o teu querido não foi assim tão perfeito contigo. Talvez tenha sido por isso que fugiste daqui.
- Tu… tu sabes perfeitamente porque é que fugi.
- Sei. – Sorria e sentava-se ao meu lado. – Mas também sei a quem pertences agora… - Colocou as costas da mão no meu rosto e desceu até ao meu pescoço. – E tu também sabes.
Doía tanto. Mas de quando era aquele excerto de um possível diário? Antes de fugir? Será que havia mais que um motivo?... Sentia-me tão perdida…
- Seiya, eu sei a quem pertenço. Mas só a partir do momento em que essa pessoa me pertencer igualmente é que eu lhe irei retribuir.
- O que queres dizer com isso Serena? Levantei-me repentinamente mas ele pegou mais rápido no meu pulso.
- Tu sabes Seiya. E agora deixa-me ir dormir.
- Serena... não queremos ter de contar o nosso segredo em tribunal, certo?
- Quanto tempo mais vais usar essa chantagem contra mim? Eu também sai magoada Seiya! E não é por isso que me estou sempre a recordar do mesmo.
- Pois então… - Pegou no casaco e atirou-o contra o sofá. – Espero que não tenha de continuar a avisar-te. Agora sobe, também vou dormir já.
Como estaria ele? Sentia-me doída por dentro só em pensar que algo lhe podia ter acontecido. Tirei o vestido… aquele vestido… vesti o pijama e deitei-me. Senti então a respiração dele perto do meu ouvido, sem me tocar, afastei-me devagar para apagar a luz ao meu lado, enquanto ele mantinha a dele acesa. Todas as vezes que ele a retinha assim, era sinal de que esperava eu adormecer brevemente mas, normalmente, deixava-se ficar vestido e fora dos lençóis. Não desta vez.
- Vamos voltar para Cambridge. – Não, não podia ser. Só podia estar a sonhar.
- O quê? – Voltei-me, tentando mirá-lo sob a luz de presença no seu rosto sem expressão.
- É isso que ouviste. Eu amo-te e era lá que estávamos bem, sem problemas e confusões dos teus amiguinhos. É lá que começaste a pertencer, a tua mãe e o teu padrasto podem visitar-te na mesma. E a minha mãe sente imenso a tua falta, sabes bem a companhia que lhe fazias.
Não… não podia ser. É lá que pertenço? Nunca. Eu sabia onde pertencia, bastava a minha mãe para me fazer sentir isso… além dele… Na noite anterior eu tinha sentido a certeza de onde pertencia.
- Tu não amas Seiya. E tu sabes perfeitamente que é aqui que tenho tudo e que sinto falta das minhas recordações. Todos temos um passado, e eu quero o meu de volta.
- Queres o teu passado de volta?! – Sentava-se na cama agora com expressão enfurecida – Queres o Darien de volta, é isso que queres dizer? Pois podes esquecer! Nem aqui nem no inferno vais tê-lo de volta!!!
- Tu não amas. – Coloquei-me na mesma posição que ele e olhei-o directamente, sem medos. – E se querias tanto afastar-me dele, porque me deste isto? – Tirei o anel do dedo e entreguei-lhe. – Achavas que eu nunca ia sequer tirá-la nem para ler o seu interior?
- E então? Uma estupidez qualquer aqui escrita, impedia-me de usar o anel para outra pedra? Achas que entendo japonês minha querida? De qualquer forma, o ourives disse-me que apenas dizia Amo-te e é o que sinto, logo… Não ias notar a diferença.
Será que ele tinha coração? Se tinha, era feito de quê? Quase tinha vontade de colocar a mão no pulso dele para sentir os batimentos, para saber se existiam.
- Odango. – disse eu, tentando a todo o custo evitar as lágrimas. – Aishiteru, Odango.
- E eu sei lá o que Odango quer dizer. – Levantou-se e acendeu um cigarro, voltando a sentar-se na cama. – Nem quero saber Serena. Agora dorme.
- Não. Odango era como ele me chamava…
- Pois bem Sere! – alterou o estado da voz, levantou-se novamente e foi até à janela. – Problemas leva-os o vento.
Não tinha coração de certeza. Senti as lágrimas finalmente no rosto, eu tinha pedido discussão, mas com motivos reais.
- Palavras. – bem baixinho, como se para mim mesma, mas ele percebeu.
- O quê?
- Palavras leva-as o vento, não problemas. Senão os meus já tinham desaparecido há muito tempo. E, por favor, não fumes aqui dentro. Já te tinha pedido.
- Que seja. E diz-me. – Apagou o cigarro e acendeu outro de novo - Sou eu que pago a casa certo? Logo faço nela o que quiser.
Sem esperar, puxou-me pelos cabelos até ao chão e, abrindo a janela e pegando-me ao colo levou-me até à varanda.
- Leva-os o vento, estou certo? Queres ser menos um problema?
- Seiya, que estás a fazer? – Sentia frio, medo… tudo o que na noite anterior seria impossível de sentir, e sobretudo havia uma raiva nunca antes vista no seu olhar. O que iria acontecer a seguir? O que normalmente eu conseguia prever, não conseguia neste momento…
Continua.
Como puderam ver, há um segredo que o Seiya guarda da Serena.
Mando um chupa-chupa a quem acertar que segredo é x)
Beijinho*
Espertava lentamente, sem conforto. No mesmo chão frio, no mesmo lugar. Sentei-me e tossi convulsivamente numa tentativa de recuperar o ar. O seu olhar continuava perante mim. Voltei a sentir-me mais gélida que o chão, com um medo que me fazia querer arrancar o coração.
- Tu sabes – começou – dizes que destruo o nosso casamento mas, afinal, a única pessoa a destruir-nos és tu.
- Que lhe fizeste?! Eu disse que fui eu que provoquei, não ele!
Levantou-se, pegando-me ferozmente no pulso, obrigando-me a levantar e a olhá-lo directamente.
- Estás assim tão preocupada com ele?!? Então, porque foste tu procurá-lo? Procurar ainda mais carinho do que aquele que te dou? Ah, não… espera já sei. -Pegou num caderno azul e forçou-me a sentar no sofá. Ainda tentei dizer-lhe o que sentia, mas era inútil.
- Seiya, eu apenas fui para falar com ele e descobrir o meu passado – falava enquanto ele virava freneticamente de páginas – nada mais, não aconteceu nada. Apenas…
- Nunca me senti tão despedaçada em toda a minha vida. As rosas caiam do jarro da entrada, pedia perdão inútil e irrazoavelmente. Não havia motivos, todos os meses tinham sido alegres. Ri numa tentativa frustrada de o fazer sorrir perante o meu ingénuo “Sei que sou burra e… não entendo que estás de mau humor.” Mas não era disso que se tratava. Friamente, fechou os olhos e encostou-se na parede – aos poucos eu relembrava e colocava os olhos entre as mãos – “Apenas não te amo mais Serena.” Vou martirizar-me para sempre da insistência perante ele de “Vou estudar mais, prometo, vou deixar de ser tão preguiçosa”. E cortou-me com o seu olhar “Não me faças dizer de novo que ACABOU. Pus um ponto final na nossa relação”. Mas eu não conseguia crer… Nós amamo-nos além…
- CHEGA SEIYA!
Céus… como era possível esta tortura. Ainda maior do que aquele aperto anterior no meu pescoço. Sinceramente preferia que o tivesse feito de novo do que estar a matar-me com aquelas palavras.
- É isto que procuras dele? Afinal o teu querido não foi assim tão perfeito contigo. Talvez tenha sido por isso que fugiste daqui.
- Tu… tu sabes perfeitamente porque é que fugi.
- Sei. – Sorria e sentava-se ao meu lado. – Mas também sei a quem pertences agora… - Colocou as costas da mão no meu rosto e desceu até ao meu pescoço. – E tu também sabes.
Doía tanto. Mas de quando era aquele excerto de um possível diário? Antes de fugir? Será que havia mais que um motivo?... Sentia-me tão perdida…
- Seiya, eu sei a quem pertenço. Mas só a partir do momento em que essa pessoa me pertencer igualmente é que eu lhe irei retribuir.
- O que queres dizer com isso Serena? Levantei-me repentinamente mas ele pegou mais rápido no meu pulso.
- Tu sabes Seiya. E agora deixa-me ir dormir.
- Serena... não queremos ter de contar o nosso segredo em tribunal, certo?
- Quanto tempo mais vais usar essa chantagem contra mim? Eu também sai magoada Seiya! E não é por isso que me estou sempre a recordar do mesmo.
- Pois então… - Pegou no casaco e atirou-o contra o sofá. – Espero que não tenha de continuar a avisar-te. Agora sobe, também vou dormir já.
Como estaria ele? Sentia-me doída por dentro só em pensar que algo lhe podia ter acontecido. Tirei o vestido… aquele vestido… vesti o pijama e deitei-me. Senti então a respiração dele perto do meu ouvido, sem me tocar, afastei-me devagar para apagar a luz ao meu lado, enquanto ele mantinha a dele acesa. Todas as vezes que ele a retinha assim, era sinal de que esperava eu adormecer brevemente mas, normalmente, deixava-se ficar vestido e fora dos lençóis. Não desta vez.
- Vamos voltar para Cambridge. – Não, não podia ser. Só podia estar a sonhar.
- O quê? – Voltei-me, tentando mirá-lo sob a luz de presença no seu rosto sem expressão.
- É isso que ouviste. Eu amo-te e era lá que estávamos bem, sem problemas e confusões dos teus amiguinhos. É lá que começaste a pertencer, a tua mãe e o teu padrasto podem visitar-te na mesma. E a minha mãe sente imenso a tua falta, sabes bem a companhia que lhe fazias.
Não… não podia ser. É lá que pertenço? Nunca. Eu sabia onde pertencia, bastava a minha mãe para me fazer sentir isso… além dele… Na noite anterior eu tinha sentido a certeza de onde pertencia.
- Tu não amas Seiya. E tu sabes perfeitamente que é aqui que tenho tudo e que sinto falta das minhas recordações. Todos temos um passado, e eu quero o meu de volta.
- Queres o teu passado de volta?! – Sentava-se na cama agora com expressão enfurecida – Queres o Darien de volta, é isso que queres dizer? Pois podes esquecer! Nem aqui nem no inferno vais tê-lo de volta!!!
- Tu não amas. – Coloquei-me na mesma posição que ele e olhei-o directamente, sem medos. – E se querias tanto afastar-me dele, porque me deste isto? – Tirei o anel do dedo e entreguei-lhe. – Achavas que eu nunca ia sequer tirá-la nem para ler o seu interior?
- E então? Uma estupidez qualquer aqui escrita, impedia-me de usar o anel para outra pedra? Achas que entendo japonês minha querida? De qualquer forma, o ourives disse-me que apenas dizia Amo-te e é o que sinto, logo… Não ias notar a diferença.
Será que ele tinha coração? Se tinha, era feito de quê? Quase tinha vontade de colocar a mão no pulso dele para sentir os batimentos, para saber se existiam.
- Odango. – disse eu, tentando a todo o custo evitar as lágrimas. – Aishiteru, Odango.
- E eu sei lá o que Odango quer dizer. – Levantou-se e acendeu um cigarro, voltando a sentar-se na cama. – Nem quero saber Serena. Agora dorme.
- Não. Odango era como ele me chamava…
- Pois bem Sere! – alterou o estado da voz, levantou-se novamente e foi até à janela. – Problemas leva-os o vento.
Não tinha coração de certeza. Senti as lágrimas finalmente no rosto, eu tinha pedido discussão, mas com motivos reais.
- Palavras. – bem baixinho, como se para mim mesma, mas ele percebeu.
- O quê?
- Palavras leva-as o vento, não problemas. Senão os meus já tinham desaparecido há muito tempo. E, por favor, não fumes aqui dentro. Já te tinha pedido.
- Que seja. E diz-me. – Apagou o cigarro e acendeu outro de novo - Sou eu que pago a casa certo? Logo faço nela o que quiser.
Sem esperar, puxou-me pelos cabelos até ao chão e, abrindo a janela e pegando-me ao colo levou-me até à varanda.
- Leva-os o vento, estou certo? Queres ser menos um problema?
- Seiya, que estás a fazer? – Sentia frio, medo… tudo o que na noite anterior seria impossível de sentir, e sobretudo havia uma raiva nunca antes vista no seu olhar. O que iria acontecer a seguir? O que normalmente eu conseguia prever, não conseguia neste momento…
Continua.
Como puderam ver, há um segredo que o Seiya guarda da Serena.
Mando um chupa-chupa a quem acertar que segredo é x)
Beijinho*

gomawo Tinoco-chan ♡♡ a dor passa, mas a beleza permanece ♥
Well... vem aqui um big coment. e peço desde já desculpas ah autora pela maçada 

- Para ti não é sempre pior de uma maneira ou de outra? Esteja eu com quem esteja, para ti tem sempre de acabar do mesmo jeito.*Ai Martinha... tou mesmo chocada...
Tenta experimentar como me senti. Veste a pele de quem ama e não recebe nada em troca, senão ódio e rancor mesmo sem teres atacado nem de arco e flecha, nem de arma em punho. Sente a dor de um coração que se sente desmoronar, partir, de desilusões. Ouve bem como ele bate, sem ritmo, sem sentido, sem rumo. Não há sentimento. Não há emoções senão a dor. Paralisa no tempo e mete um espelho na tua frente: Não há agitação no olhar, os dedos estão negros e a face vermelha, mas não de raiva, não de tristeza… - Eu consigo sentir que era assim que estava naquele preciso momento. – Ele dá uma volta em ti e repentinamente olhas para trás, tapa-te a boca, quando estás pertíssimo do grito final. Asfixia-te e, lentamente, a dor desapareceu.
- Podem ir atrás dele. – Ouvi.
- Es-es-pera. – dizia em voz abatida. – Nã-não…lhe faç-ç-as na-nada. – tentava recuperar a voz mas parecia impossível – F-fu-fui eu q-q-que o-o pr-pro-procurei. – Consegui dizer, antes de aluir por completo perante o seu olhar rancoroso.
esta part... nao! Este cap tocou-me...sério...
esta descrição está msm forte! mto mesmo!
Perfeita! Digo.t!
consegui sentir o q ela disse! Juro-t!
q angustia e revolta meu deus!
- Vamos voltar para Cambridge. – Não, não podia ser. Só podia estar a sonhar.*O QUÊ????
Não! ele n pode fazer isso!
Q RAIVA Q ELE ME DA! E NOJO!!!!!!
EU JÁ LHE TERIA PARTIDO A CABEÇA TODA COM UM ROLO DA MASSA ENQUANTO ELE DORMIA!
EU JURO-TE! EU NAO AGUENTAVA NEM UM TERÇO DE O Q ELA AGUENTOU!
Que seja. E diz-me. – Apagou o cigarro e acendeu outro de novo - Sou eu que pago a casa certo? Logo faço nela o que quiser.*OTÁRIO!
-SE NUNCA A DEIXASTE TRABALHAR, COMO QUERIAS Q ELA TE AJUDASSE A PAGAR A CASA?
SO SE O DINHEIRO CAÍSSE DO AR!
Spoiler
FUTIL'ZINHO DA Me*d@!
E então? Uma estupidez qualquer aqui escrita, impedia-me de usar o anel para outra pedra? Achas que entendo japonês minha querida? De qualquer forma, o ourives disse-me que apenas dizia Amo-te e é o que sinto, logo… Não ias notar a diferença.*Pois bem, coraçao ele tem de certeza, mas n o tipo de coraçao q transmite amor! Esse n tem de certeza absoluta!
Será que ele tinha coração? Se tinha, era feito de quê? Quase tinha vontade de colocar a mão no pulso dele para sentir os batimentos, para saber se existiam.
So tem amor por si mesmo e mesmo assim, estraga-se todo á noite com as meretrizes dos bares!
oOoOo Era bem feito apanhares uma doença qualquer e morreres ai num canto! Ninguem sentiria a tua falta!oOoOo
Eu pelo menos n sentiria
*AI Q RAIVA QUE ESTE TRASTE ME DÁ ME DEUS!
- Odango. – disse eu, tentando a todo o custo evitar as lágrimas. – Aishiteru, Odango.
- E eu sei lá o que Odango quer dizer. – Levantou-se e acendeu um cigarro, voltando a sentar-se na cama. – Nem quero saber Serena. Agora dorme.
ATE QUASE PARTO O TECLADO E AS TECLAS Á MEDIDA Q CARREGO NELAS!
- DESGRAÇADO! (cm pode ele fazer aquilo a uma rapariga tao inocente cm ela? Bem, o q é verdade é q existem mtos casos destes)
Sem esperar, puxou-me pelos cabelos até ao chão e, abrindo a janela e pegando-me ao colo levou-me até à varanda.* Bem, eu diria q ele tinha tentado cometer homicidio quando a tentou atirar pela janela so q apesar dele lhe ter tanta raiva e de a espancar quase até ah morte, ele é obcecado por ela e nao a mataria daquele jeito. So mesmo aos poucos e poucos com porrada...
- Leva-os o vento, estou certo? Queres ser menos um problema?
- Seiya, que estás a fazer? – Sentia frio, medo… tudo o que na noite anterior seria impossível de sentir, e sobretudo havia uma raiva nunca antes vista no seu olhar. O que iria acontecer a seguir? O que normalmente eu conseguia prever, não conseguia neste momento…
Ah, e nao a ter violado foi uma sorte!
O q achei realmente estranho esta atitude "nobre" (se assim podemos dizer) por parte deste idiota chapado!OKAY, ja chega de ofensas... e de testamentos! Eu já estou bem!
(ou se calhar nao!)

O segredo... bem, penso q deve ser o da gravidez ou qê? Ela n devia qerer q o Darien e as outras / os outros soubessem, logo, ele chantagei-a sempre com o facto de ir a correr contar-lhes o sucedido.
Mas?? espera??
desde quando isso implica tribunais?
Ah ok. O violador iria ser presente a Juiz. (Parva!
) Mas olha q pena pá!
Bem, realmente n sei , é so uma hipotese.
So sei q a Sweet tem um cap mto bem dedicado!
Esplêndido trabalho!
Bjinho!
ah, e n me importo de n receber um chupa

o meu brinde sao os cap! n preciso muito mais do que disso

Haruka Tenou escreveu:Ah maçada o quê x) Eu adoro estes comentários enormes, e realmente são aqueles que me fazem ter mais motivação por isso cá desculpa qual quê não sejas tontinhaWell... vem aqui um big coment. e peço desde já desculpa ah autora pela maçada

Haruka Tenou escreveu:*Ai Martinha... tou mesmo chocada...![]()
est part... Nao! Este cap tocou-me...
sério...![]()
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esta descrição está msm forte! mto mesmo!
Perfeita! Digo.t!
consegui sentir o q ela disse! Juro-t!
q angustia e revolta meu deus!
No fundo foi a minha intenção ao coloca-la como se a Serena fala-se directamente para os leitores. Eu achei que este cap fosse um pouco pesado mas aos poucos as coisas vão mudando
Haruka Tenou escreveu:*O QUÊ????É mesmo, e pensar que há pessoas que aguentam . E ela aguenta por causa daquele segredo que tem.
Não! ele n pode fazer isso!
Q RAIVA Q ELE ME DA! E NOJO!!!!!!
EU JÁ LHE TERIA PARTIDO A CABEÇA TODA COM UM ROLO DA MASSA ENQUANTO ELE DORMIA!
EU JURO-TE! EU NAO AGUENTAVA NEM UM TERÇO DE O Q ELA AGUENTOU!
*OTÁRIO!
-SE NUNCA A DEIXASTE TRABALHAR, COMO QUERIAS Q ELA
TE AJUDASSE A PAGAR A CASA?
SO
SE O DINHEIRO CAÍSSE DO AR!
Em breve quanto à parte da Serena trabalhar, vai haver também uma novidade na fic no próximo cap. Mas é verdade que foi uma parte de culpá-la e de achar que ela não tem mais ninguém senão ele e que depende dele para tudo o que tem. Mas se ele quisesse abandoná-la, e ele não está a pensar certo, ela teria logo muita gente para a ajudar, a começar no Darien e nos pais.
Haruka Tenou escreveu:oOoOo Era bem feito apanhares uma doença qualquer e morreres ai num canto! Ninguem sentiria a tua falta!oOoOo
Eu pelo menos n sentiria![]()
Ah
a sério que acho giro quando sentem raiva dele, seja morrer a tiro agora morrer a um canto, são sempre comentários que acho mesmo piada x)Haruka Tenou escreveu:* Bem, eu diria q ele tinha tentado cometer homicidio
Podia era ter tentado o suicídio não achas? Tenho a certeza que não terias grande pena.
OKAY, ja chega de ofensas... e de testamentos! Eu já estou bem!
(ou se calhar nao!)![]()
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Espero que sim
omg quando vier o outro capítulo vais querer entrar na história para o matar certamente x)Haruka Tenou escreveu:O segredo... bem, penso q deve ser o da gravidez ou qê? Ela n devia qerer q o Darien e as outras / os outros soubessem, logo, ele chantagei-a sempre com o facto de ir a correr contar-lhes o sucedido.
Mas?? espera??
desde quando isso implica tribunais?
Ah ok. O violador iria ser presente a Juiz. (Parva!) Mas olha q pena pá!
![]()
Pois realmente não é esse o segredo, é algo que está a prender a Serena a ele e é algo que perturba imenso a Serena.
Haruka Tenou escreveu:So sei q a Sweet tem um cap mto bem dedicado!Ela merece e espero que ela igualmente goste.
Esplêndido trabalho!
Bjinho!
ah, e n me importo de n receber um chupa
o meu brinde sao os cap! n preciso muito mais do que disso
Oh muito obrigada por isso = D vou postar mais depressa agora que já tenho cartinha
Obrigada a sério e espero que continues a ler até ao fim e a gostar
Beijinhos. 
gomawo Tinoco-chan ♡♡ a dor passa, mas a beleza permanece ♥
Ah maçada o quê x) Eu adoro estes comentários enormes, e realmente são aqueles que me fazem ter mais motivação por isso cá desculpa qual quê não sejas tontinha 
*
No fundo foi a minha intenção ao coloca-la como se a Serena fala-se directamente para os leitores. Eu achei que este cap fosse um pouco pesado mas aos poucos as coisas vão mudando
*N achei nada pesado! ate pelo contrario! levezinho e emocionante!
Mas é verdade que foi uma parte de culpá-la e de achar que ela não tem mais ninguém senão ele e que depende dele para tudo o que tem.
*Ja reparei nisso... manipulador
Mas se ele quisesse abandoná-la, e ele não está a pensar certo, ela teria logo muita gente para a ajudar, a começar no Darien e nos pais.
*Concordo plenamente! Isso n ah duvidas! era logo!
Ah
a sério que acho giro quando sentem raiva dele, seja morrer a tiro agora morrer a um canto, são sempre comentários que acho mesmo piada x)
*LOL
é tipico de mim mandar algumas piadas sarcásticas... é o q me vem ah cabeça e eh o q escrevo .
Espero que sim
omg quando vier o outro capítulo vais querer entrar na história para o matar certamente x)
*Entao mete ai uma loira de cabelos loiros curtos e alta, a aparecer, juntamente cm uma rapariga semelhante a ela em termos de feitio, com estrutura baixa (1.53m)e cm cabelos longos e olhos castanhos.
...
...
...
Horinhas depois
"Senhor, Doutor(issimo) Seiya Kou aparece morto num beco após ser confirmado pela autopsia q tinha sido capado , morto ao murro até ao ultimo momento, e queimadinho"
Pois realmente não é esse o segredo, é algo que está a prender a Serena a ele e é algo que perturba imenso a Serena.
*Hum.... aborto? roubo? assalto? tráfico? ja sei! foi ele q fez das dele e culpou-a, dizendo-lhe q tinha sido ela visto q na pobre coitada n se lembra de nada...
epa n sei... mas espero realmente q ela recupere a memorias e fiq cm o darien! mal posso esperar para ver e saber cm vai ser o final do senhor doutor
Ela merece e espero que ela igualmente goste.
*Vai gostar, vais ver
Oh muito obrigada por isso = D vou postar mais depressa agora que já tenho cartinha
*Ja tens?
wow q bom! parabéns!
eu qro dar um passeio cntg qund for a feira mediaval em obidos!
Obrigada a sério e espero que continues a ler até ao fim e a gostar
Beijinhos.
*Vou de certeza gostar e acompanhar até ao fim!

*

No fundo foi a minha intenção ao coloca-la como se a Serena fala-se directamente para os leitores. Eu achei que este cap fosse um pouco pesado mas aos poucos as coisas vão mudando
*N achei nada pesado! ate pelo contrario! levezinho e emocionante!
Mas é verdade que foi uma parte de culpá-la e de achar que ela não tem mais ninguém senão ele e que depende dele para tudo o que tem.
*Ja reparei nisso... manipulador
Mas se ele quisesse abandoná-la, e ele não está a pensar certo, ela teria logo muita gente para a ajudar, a começar no Darien e nos pais.
*Concordo plenamente! Isso n ah duvidas! era logo!
Ah
a sério que acho giro quando sentem raiva dele, seja morrer a tiro agora morrer a um canto, são sempre comentários que acho mesmo piada x)*LOL
é tipico de mim mandar algumas piadas sarcásticas... é o q me vem ah cabeça e eh o q escrevo .Espero que sim
omg quando vier o outro capítulo vais querer entrar na história para o matar certamente x)*Entao mete ai uma loira de cabelos loiros curtos e alta, a aparecer, juntamente cm uma rapariga semelhante a ela em termos de feitio, com estrutura baixa (1.53m)e cm cabelos longos e olhos castanhos.
...
...
...
Horinhas depois
"Senhor, Doutor(issimo) Seiya Kou aparece morto num beco após ser confirmado pela autopsia q tinha sido capado , morto ao murro até ao ultimo momento, e queimadinho"
Pois realmente não é esse o segredo, é algo que está a prender a Serena a ele e é algo que perturba imenso a Serena.
*Hum.... aborto? roubo? assalto? tráfico? ja sei! foi ele q fez das dele e culpou-a, dizendo-lhe q tinha sido ela visto q na pobre coitada n se lembra de nada...
epa n sei... mas espero realmente q ela recupere a memorias e fiq cm o darien! mal posso esperar para ver e saber cm vai ser o final do senhor doutor
Ela merece e espero que ela igualmente goste.
*Vai gostar, vais ver

Oh muito obrigada por isso = D vou postar mais depressa agora que já tenho cartinha
*Ja tens?
wow q bom! parabéns!
eu qro dar um passeio cntg qund for a feira mediaval em obidos!
Obrigada a sério e espero que continues a ler até ao fim e a gostar
Beijinhos.*Vou de certeza gostar e acompanhar até ao fim!
adoro ler a tua fic
quando postas mais????
espero que pronto. bjx
quando postas mais????
espero que pronto. bjx

a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm
Ai mas isto é hora de uma estagiária estar acordada ? x) é... fim de semana é para aproveitar
Obrigada pelos comentários meninas. Peço desculpa o atraso, tento sempre evitar mas é complicado com tanta coisa, apesar de tudo eu não consegui deixar de escrever aos poucos e resultou num capítulo muito grande mesmo assim, e agora só devo voltar em meios de Julho devido à PAP (para quem não sabe, prova de aptidão profissional, ou seja, avaliação final e essencial num curso profissional, sem ela seriam 3 anos perdidos), exame que é nesta quarta e o meu estágio que acaba dia 30, mas depois ainda é a apresentação da pap em data indefinida ainda. Enfim, pensar no futuro custa mas tem de ser, mas não abandono esta fic e quem a lê por nada, tem sido onde descarrego as emoções do dia-a-dia e agradeço a vocês por lerem. Um agradecimento em especial à Janinha que é uma amiga mesmo do coração, que me ajuda mas bem mais além disso, é uma ouvinte de todos os dias. A Joana tornou-se de um momento para o outro uma escritora rigorosa consigo mesma e isso tornou tudo ainda mais perfeito na fic dela. Como pessimista que sou, não reconheço a minha escrita, em mim, mas apenas com comentários dos que lêem para saber o que sentem, se sentem. E cito-a És o pedaço de realidade na minha magia. Foi a frase que me animou o dia e provavelmente cada vez que escrever vou pensar nisso. Esteve presente num dia muito especial para mim e fiquei tão feliz de a ter cá.
Bem aqui vai o cap, espero que gostem.
- Leva-os o vento, estou certo? Queres ser menos um problema?
- Seiya, que estás a fazer? - Sentia frio, medo… tudo o que na noite anterior seria impossível de sentir, e sobretudo havia uma raiva nunca antes vista no seu olhar. O que iria acontecer a seguir? O que normalmente eu conseguia prever, não conseguia neste momento…
______
Capítulo 16 – Shape of my heart
- Nada demais, apenas a avisar-te.
Medo, tanto medo. Eu odiava alturas, desde o acidente, ganhara um pânico irracional até por escadas. Pior é que ele sabia, era um dos meus pontos fracos e ele estava a usá-lo como forma de vingança.
- Seiya, por favor. – Chorava tanto e ele sorria tão satírica e maldosamente.
Fingiu largar-me por segundos e o meu grito foi tão intenso que muito provavelmente o assustou e deixou-me cair…Seria impossível sentir o que quer que fosse. A sensação de adejar por uma varanda não era de liberdade mas sim de horror, julgara-o mal. Pensava ser impossível ele fazer algo assim.
* Darien *
Ainda não me queria crer bem na tarde que tinha passado e não parava de pensar nela, em como estaria e o medo que devia sentir depois de tanta surpresa no templo. Mas aquela tinha sido a última surpresa e a mais repentina de todas.
» Flashback «
É este mesmo. Ouvia aquele grupo aproximar-se de mim, com objectos na mão que com o escuro e a falta de iluminação urbana me fazia não conseguir entender. Aproximando-me, apercebi-me que eram armas, e o mais alto do grupo apontava uma para mim.
Foi ai que apareceu um homem na minha frente, que pelo escuro da noite não identifiquei rapidamente. Colocava a mão entre o meu peito e a arma. Então o loiro, ao lado do mais alto, voltava-se para trás para o resto do grupo.
- Ei, são dois! Afinal qual deles é?!
Era Endymion, mas de roupas informais, naturalmente não o reconheceria assim, apesar de parecer mais estar a ver as minhas costas no espelho.
- Sou eu, - disse ele virando-se a seguir para mim e sussurrando – alinha comigo.
E assim fiz, entrei no jogo conduzido por aquele que não estava presente, repetindo a mesma frase quatro vezes até arranjar coragem.
- Não, sou eu. Foi o Seiya que vos mandou até aqui?
- Aqui quem faz as perguntas somos nós – respondia o loiro junto do mais alto – e agora parem de brincar e digam qual de vocês é o Darien, senão disparamos contra os dois.
Até num segundo ouvirmos sirenes da polícia e num instante começaram a correr. Olhei para o meu apartamento e três pessoas estavam nas varandas, a da casa abaixo da minha, apontava para o telefone e sorria…
» Fim do Flashback «
…Eu não. Preferia ter lutado e mostrado que era capaz de defende-la, apesar de imaginar que ela o sabia, naquele momento eu sentia-me inútil. Ele jogara baixo, sem escrúpulos e ali tinha começado a guerra, mas na próxima ele não ia esconder-se, mas sim ter-me na frente dele sem outros actores a intervir numa batalha desta vez entre humanos e não youmas.
.
* Serena *
Calculava sentir o chão. Errei. Senti um colo acolher-me como asas em minha volta, acolhedoras, afastavam o medo em meu redor.
Um homem com uma máscara nos olhos que me parecia familiar pegou-me, pousou-me e antes de eu puder dizer o que quer que fosse, fugiu. Os seus olhos pareciam os de Darien, mas tinha certas dúvidas que o fossem, idênticos talvez… a sua aura era diferente.
Fiquei sem força nas pernas pelo susto e sentei-me no chão. Ele chegava então apressado e olhava para mim como se não tivesse sido culpa dele, cuidadoso, pegava-me, sem trocar nenhuma palavra.
.
.
.
.
.
Um mês se tinha passado desde o meu incidente com o Seiya. Incrivelmente, deve ter bastado para o assustar pois, desde aí, ele não me tentara agredir, pelo contrário, mostrava-se cada dia mais carinhoso e nunca tinha estado tanto tempo sem me tocar maliciosamente.
Também desde aí que não via o Darien. Apesar de em várias noites me parecer ouvi-lo perto do meu ouvido como um sussurro, não passava de um sonho. Pensava muitas vezes também ouvir a sua voz e os seus passos em casa, mas era tudo loucura na minha mente, confusão incessante e que me magoava intensamente, não feria o corpo mas pesava tanto o coração…
Obrigada pelos comentários meninas. Peço desculpa o atraso, tento sempre evitar mas é complicado com tanta coisa, apesar de tudo eu não consegui deixar de escrever aos poucos e resultou num capítulo muito grande mesmo assim, e agora só devo voltar em meios de Julho devido à PAP (para quem não sabe, prova de aptidão profissional, ou seja, avaliação final e essencial num curso profissional, sem ela seriam 3 anos perdidos), exame que é nesta quarta e o meu estágio que acaba dia 30, mas depois ainda é a apresentação da pap em data indefinida ainda. Enfim, pensar no futuro custa mas tem de ser, mas não abandono esta fic e quem a lê por nada, tem sido onde descarrego as emoções do dia-a-dia e agradeço a vocês por lerem. Um agradecimento em especial à Janinha que é uma amiga mesmo do coração, que me ajuda mas bem mais além disso, é uma ouvinte de todos os dias. A Joana tornou-se de um momento para o outro uma escritora rigorosa consigo mesma e isso tornou tudo ainda mais perfeito na fic dela. Como pessimista que sou, não reconheço a minha escrita, em mim, mas apenas com comentários dos que lêem para saber o que sentem, se sentem. E cito-a És o pedaço de realidade na minha magia. Foi a frase que me animou o dia e provavelmente cada vez que escrever vou pensar nisso. Esteve presente num dia muito especial para mim e fiquei tão feliz de a ter cá.
Bem aqui vai o cap, espero que gostem.
- Leva-os o vento, estou certo? Queres ser menos um problema?
- Seiya, que estás a fazer? - Sentia frio, medo… tudo o que na noite anterior seria impossível de sentir, e sobretudo havia uma raiva nunca antes vista no seu olhar. O que iria acontecer a seguir? O que normalmente eu conseguia prever, não conseguia neste momento…
______
Capítulo 16 – Shape of my heart
- Nada demais, apenas a avisar-te.
Medo, tanto medo. Eu odiava alturas, desde o acidente, ganhara um pânico irracional até por escadas. Pior é que ele sabia, era um dos meus pontos fracos e ele estava a usá-lo como forma de vingança.
- Seiya, por favor. – Chorava tanto e ele sorria tão satírica e maldosamente.
Fingiu largar-me por segundos e o meu grito foi tão intenso que muito provavelmente o assustou e deixou-me cair…Seria impossível sentir o que quer que fosse. A sensação de adejar por uma varanda não era de liberdade mas sim de horror, julgara-o mal. Pensava ser impossível ele fazer algo assim.
* Darien *
Ainda não me queria crer bem na tarde que tinha passado e não parava de pensar nela, em como estaria e o medo que devia sentir depois de tanta surpresa no templo. Mas aquela tinha sido a última surpresa e a mais repentina de todas.
» Flashback «
É este mesmo. Ouvia aquele grupo aproximar-se de mim, com objectos na mão que com o escuro e a falta de iluminação urbana me fazia não conseguir entender. Aproximando-me, apercebi-me que eram armas, e o mais alto do grupo apontava uma para mim.
Foi ai que apareceu um homem na minha frente, que pelo escuro da noite não identifiquei rapidamente. Colocava a mão entre o meu peito e a arma. Então o loiro, ao lado do mais alto, voltava-se para trás para o resto do grupo.
- Ei, são dois! Afinal qual deles é?!
Era Endymion, mas de roupas informais, naturalmente não o reconheceria assim, apesar de parecer mais estar a ver as minhas costas no espelho.
- Sou eu, - disse ele virando-se a seguir para mim e sussurrando – alinha comigo.
E assim fiz, entrei no jogo conduzido por aquele que não estava presente, repetindo a mesma frase quatro vezes até arranjar coragem.
- Não, sou eu. Foi o Seiya que vos mandou até aqui?
- Aqui quem faz as perguntas somos nós – respondia o loiro junto do mais alto – e agora parem de brincar e digam qual de vocês é o Darien, senão disparamos contra os dois.
Até num segundo ouvirmos sirenes da polícia e num instante começaram a correr. Olhei para o meu apartamento e três pessoas estavam nas varandas, a da casa abaixo da minha, apontava para o telefone e sorria…
» Fim do Flashback «
…Eu não. Preferia ter lutado e mostrado que era capaz de defende-la, apesar de imaginar que ela o sabia, naquele momento eu sentia-me inútil. Ele jogara baixo, sem escrúpulos e ali tinha começado a guerra, mas na próxima ele não ia esconder-se, mas sim ter-me na frente dele sem outros actores a intervir numa batalha desta vez entre humanos e não youmas.
.
He deals the cards as a meditation
And those he plays never suspect
He doesn't play for the money he wins
He doesn't play for the respect
He deals the cards to find the answer
The sacred geometry of chance
The hidden law of probable outcome
The numbers lead a dance
I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But that's not the shape of my heart
He may play the jack of diamonds
He may lay the queen of spades
He may conceal a king in his hand
While the memory of it fades
I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But that's not the shape of my heart
That's not the shape, the shape of my heart
And if I told you that I loved you
You'd maybe think there's something wrong
I'm not a man of too many faces
The mask I wear is one
Those who speak know nothing
And find out to their cost
Like those who curse their luck in too many places
And those who fear are lost
I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But that's not the shape of my heart
That's not the shape of my heart
And those he plays never suspect
He doesn't play for the money he wins
He doesn't play for the respect
He deals the cards to find the answer
The sacred geometry of chance
The hidden law of probable outcome
The numbers lead a dance
I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But that's not the shape of my heart
He may play the jack of diamonds
He may lay the queen of spades
He may conceal a king in his hand
While the memory of it fades
I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But that's not the shape of my heart
That's not the shape, the shape of my heart
And if I told you that I loved you
You'd maybe think there's something wrong
I'm not a man of too many faces
The mask I wear is one
Those who speak know nothing
And find out to their cost
Like those who curse their luck in too many places
And those who fear are lost
I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But that's not the shape of my heart
That's not the shape of my heart
* Serena *
Calculava sentir o chão. Errei. Senti um colo acolher-me como asas em minha volta, acolhedoras, afastavam o medo em meu redor.
Um homem com uma máscara nos olhos que me parecia familiar pegou-me, pousou-me e antes de eu puder dizer o que quer que fosse, fugiu. Os seus olhos pareciam os de Darien, mas tinha certas dúvidas que o fossem, idênticos talvez… a sua aura era diferente.
Fiquei sem força nas pernas pelo susto e sentei-me no chão. Ele chegava então apressado e olhava para mim como se não tivesse sido culpa dele, cuidadoso, pegava-me, sem trocar nenhuma palavra.
.
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Um mês se tinha passado desde o meu incidente com o Seiya. Incrivelmente, deve ter bastado para o assustar pois, desde aí, ele não me tentara agredir, pelo contrário, mostrava-se cada dia mais carinhoso e nunca tinha estado tanto tempo sem me tocar maliciosamente.
Também desde aí que não via o Darien. Apesar de em várias noites me parecer ouvi-lo perto do meu ouvido como um sussurro, não passava de um sonho. Pensava muitas vezes também ouvir a sua voz e os seus passos em casa, mas era tudo loucura na minha mente, confusão incessante e que me magoava intensamente, não feria o corpo mas pesava tanto o coração…

gomawo Tinoco-chan ♡♡ a dor passa, mas a beleza permanece ♥
O Seiya aprovou que fosse trabalhar no local onde me aceitaram, um Jardim Escola novo em Tóquio. Iria iniciar no mesmo dia que os alunos e então, descobrir se era mesmo o que queria da minha vida para posteriormente poder cursar. Tinha sido um mês que passara rápido, entre Agosto e Setembro o Sol ia desvanecendo aos poucos, dando lugar a nuvens sombrias carregadas de chuva. Com elas, o meu olhar igualmente se ia acumulando esperança de um dia o poder voltar a ver.
Logo no dia que comecei, fui recebida da melhor maneira possível com sorrisos e cumprimentos calorosos. E logo depois com vozes que sussurravam mas que se faziam ouvir ainda assim. É a mulher do Dr. Kou; Mas ouvi dizer que ela há uns anos teve um caso com o Dr. Chiba; Soube que sofreu um acidente e há muito que tem amnésia. Tudo e mais um pouco era dito, mas eu preferia ignorar.
O bom era não só eu ser novidade, mas também a educadora da sala onde eu iria ficar a ajudar o ser. Assim, partilhávamos a ideia de que tínhamos de ignorar conversas exteriores, estávamos ali realmente pelas crianças e não pelos murmúrios. A professora Yume Tanaka já tinha perto da idade da minha mãe, e no mesmo dia fizemos amizade, falámos da nossa vida, e inclusive aconselhou-me a não desistir do sonho de ser educadora se era realmente o que eu queria.
Enfim, adaptei-me às crianças e estava feliz ali. Apercebi-me no mesmo dia que até àquele momento tinha tido falta de pessoas à minha volta, e era muito melhor quando estava rodeada de gente… Notei a solidão em que tinha vivido até agora. Fechada a sete chaves como uma prisioneira.
Cheguei a casa e falei do meu dia normalmente com o Seiya. Ali sim, naquele momento, começámos a parecer uma família vulgar, tinha lutado e ainda mais sofrido até chegar ao ponto da normalidade… Ainda assim, sentia a necessidade de me conhecer por completo. Queria recuperar a minha memória e sabia que no meio daquela normalidade não iria conseguir mas sim no meio daqueles com quem tinha estado há anos atrás, com quem tinha vivido a realidade e a felicidade.
* Darien *
Tinha a Rey na minha frente, séria, sentada e de braços cruzados, tinha um ar pesado de preocupação. Arregalava os olhos e tentava falar pela décima sexta vez desde que ali tinha chegado, sentado e dito Tenho de te dizer o que tenho encarado de uma vez por todas, mas nada. Parecia procurar pontos da casa para se concentrar e arranjar coragem entre a respiração descontrolada. Lembrei então do que ela tinha dito há mais de um mês, que me tinha feito pensar sempre que queria arrombar a porta da casa da Serena: Ela é casada, aceita isso de uma vez! Não podes mantê-la em masmorras só para que nada lhe aconteça, e tu estás tão farto de saber que ela não é criança nenhuma… cresceu de uma maneira que ninguém esperava, física e mentalmente. Deixa-a seguir o rumo dela. Se esse rumo der a ti pois seja, ela irá ter contigo.
E foi o que fiz, ou pelo menos tentei. Dentro daquele mês, desde aquela noite, que eu a visitava noite sim e outra também. Quando batia na porta, ele abria e ameaçava-me. Mas não passava disso. Chegou mesmo a haver um dia que lhe levantei o punho e o vi, fraco, fechar os olhos. Então passei a fazer como antes, para não ter de ver aquele crápula… como quando lutava com as sailors, subi à árvore perto da varanda do seu quarto e observei-a a dormir e, em algumas vezes, cheguei a abrir lentamente a janela e a olhá-la de perto enquanto ela dormia profundamente.
- É difícil para mim Darien… - Rey finalmente começara mas logo tinha desistido de continuar.
- Rey, alguma vez vais ter que dizer. Coragem, já tiveste muito tempo em silêncio e se é algo tão grave como dizes…
- Eu sei – interrompeu-me com voz grave – e se continuar a anular pode ser tarde demais… por isso… - levantou-se e foi até à janela, provavelmente para não me olhar directamente – tenho tido uma séria premonição… está relacionado com a Serena, contigo e com o Seiya. Sinto nas minhas visões a morte… e não consigo identificar mais rostos além dos vossos. Depois disso comecei a sentir um ponto em que tudo irá começar: quando o vosso futuro, o Endymion e a Serenity, vierem até aqui, à Terra – arrepiei-me ao ouvi-la, Endymion já tinha chegado e dito que tinha de falar comigo – falar-vos do vosso futuro, que está em risco, da Chibiusa… Darien, desculpa falar-te nisto… Mas a Serena precisa de saber o passado dela para quando tudo acontecer ela estar preparada e, para isso, só tu te podes aproximar dela. A Luna diz que com o Cristal Prateado ela pode recuperar todas as memórias.
Mas também sabia o que ela podia sofrer ao saber a verdade. O que iria ela pensar ao lembrar-se de que eu tinha estado em Cambridge e não a tinha trazido para Tóquio e feito tudo como devia… Mas ele tinha dito que ela tinha fugido de Cambridge e não me queria ver mais.
- E se ela sofrer com a verdade?
- Preferes que ela se magoe ao saber ou que seja o que for a autêntica premonição se torne real? – Baixei os olhos ao ouvi-la, ela tinha razão. – É preferível que ela sofra ao saber que foi uma guerreira, que sofreu com a vida e que após a amnésia continuou a sofrer ao invés de ser feliz e que… vai ter uma filha… contigo. Não com ele...?
- Sei que não Rey. Mas e se ainda assim, o futuro se alterar, mesmo que eu fique com ela, o que acontece com a Chibiusa?
- Não sei Darien, mas é preferível que esteja contigo a estar com ele e continuar a sofrer mazelas, física e psicologicamente, não é bom para ela. Mesmo como guerreira… ela não ia aguentar tanta dor.
- Rey… - apesar de continuar a conversa, não conseguia tirar o mesmo da minha mente - O Endymion apareceu.
- O quê? – vi a sua face ficar pálida e levar as mãos à cabeça – Não pode ser. Então quer dizer que já é tarde…
- Não é tarde. – interrompi rapidamente - De certeza que não. Ele disse que tinha de falar comigo mas Rey, ela está perto, logo vai ser fácil num dia em que ele não esteja em casa.
Olhou para mim com a expressão séria e voltou a sentar-se no cadeirão em minha frente.
- Então amanhã vais agir. Nem que para isso eu e as meninas tenhamos de a parar, ela tem de recuperar a memória e afastar-se dele. Vou pedir o Cristal Prateado à Luna.
- Rey, calma. Quer dizer,… eu sei que não há muito tempo para ter calma. Mas se nem tu consegues identificar bem a tua premonição, como saber o que há a evitar? Como irá ela saber? Aliás, como irei eu mesmo saber?
- Pelo Endymion… De certeza que ele te há-de dizer algo sobre este assunto. Agora vou embora e espero que reflictas e te prepares. E… Darien – olhei-a de novo – não te preocupes, aposto que a Chibiusa vai ser feliz convosco.
Fosse ou não possível preparar-me, tinha de o fazer. Seria aquela premonição pior do que todas as outras anteriores sobre batalhas com seres não humanos? Afinal, era de corações verdadeiros e com sentimentos que estávamos a falar. Se o Seiya tinha ou não coração eu em todas as vezes duvidava, mas corria-lhe medo nas veias. Não temia fazer mal a uma mulher mas perante mim…
* Serena *
- Eu quero falar com ela!
- Já lhe disse para sair da minha casa.
Era Sábado, e dormia até mais tarde no mais merecido descanso da gritaria das crianças, mas acordara com outro tipo de berreiro. Do quarto ouvia uma mulher gritar à porta, enquanto o Seiya respondia, primeiro calmamente e aos poucos alterando a voz. A voz da mulher era-me desconhecida quando levantava a voz mas aos poucos me parecia mais familiar, era uma das raparigas daquele dia, Lita.
Até que ao fim de uns minutos ouvi a porta fechar e ouvir passos ruidosos pela escada. Abriu a porta repentinamente, com a face vermelha enfurecida e um cigarro na mão esquerda que levava à boca, isqueiro na mão direita que tremia constantemente tentando acender o cigarro, barafustava como se estivesse sozinho no quarto.
Sentei-me na cama a esperar o pior, sem dizer nada mirava-o nervoso como se perseguisse os seus próprios pés. Aos poucos aproximou-se, sentou-se na cama perto dos meus pés e olhou-me austero.
- Sinto-me obrigado a ter de sair desta casa… ou do pais num caso mais extremo – olhava-me então de soslaio – sabes que gosto do silêncio a que estava habituado em Cambridge, só nós dois e lá de vez em quando a minha mãe e os meus irmãos. Mas isto é demais. Sou médico, trabalho praticamente 24 horas por dia Serena, - começava então a levantar a voz – e quando tenho direito a um dia UM DIA de descanso tenho de aturar as tuas vozes do passado? – pegou-me no queixo com a mão fria ainda que tivesse terminado o cigarro – este é o último aviso Serena. Ou estas tuas amiguinhas e amiguinho se afastam de vez ou vejo-me obrigado a levar-te para Cambridge e deixar-te sofrer as consequências dos teus erros passados, ainda que não te lembres deles e que eu te proteja o máximo que tenho podido até agora, mas eu também te posso colocar em frente dele. Não tens sido a mulher que prometes-te ser, nem mesmo depois de eu te deixar trabalhar onde querias cumpriste os teus deveres enquanto esposa. Nem assim…
- Seiya, eu…
- Cala-te! – não conseguia deixar de derramar lágrimas após a sua ameaça – Engraçado como uma miúda de 16 anos escreve uma carta no qual chama um homem, pai do seu filho, para se encontrar com ela e que iria arrepender-se de alguma vez lhe ter tocado e lhe arruinado a vida, e um dia depois tem um acidente, e nem tu mesma sabes porque o fizeste, apenas sabes que te seguiu para Cambridge com uma primeira carta para assumir o filho. Isto tudo dito pelo irmão dele o qual não quiseste enfrentar, e eu feito palhaço ainda me meti na tua frente porque tu não te lembras de nada e é isto que recebo em troca?!
- S-Seiya, eu já te respondi a isso… que…
- Que sabes que é impossível ter provocado o acidente, mas quanto à carta… Responde-me então, se tenho feito tudo o que posso por ti, mereço em troca segredos? Para vir aqui uma rapariga gritar e exigir falar contigo?! – Começou a alterar o volume da voz e eu sabia que iria começar de novo…
No momento seguinte, só me lembro das dores, dos olhos e boca tapada, de não conseguir mover os braços e as pernas e voltar a desvanecer.
Continua…
E agora? Onde acordou a Serena?! Será que o plano do Darien e Rey correu bem?
E quanto ao segredo? Real ou não?… continuem a acompanhar.
Logo no dia que comecei, fui recebida da melhor maneira possível com sorrisos e cumprimentos calorosos. E logo depois com vozes que sussurravam mas que se faziam ouvir ainda assim. É a mulher do Dr. Kou; Mas ouvi dizer que ela há uns anos teve um caso com o Dr. Chiba; Soube que sofreu um acidente e há muito que tem amnésia. Tudo e mais um pouco era dito, mas eu preferia ignorar.
O bom era não só eu ser novidade, mas também a educadora da sala onde eu iria ficar a ajudar o ser. Assim, partilhávamos a ideia de que tínhamos de ignorar conversas exteriores, estávamos ali realmente pelas crianças e não pelos murmúrios. A professora Yume Tanaka já tinha perto da idade da minha mãe, e no mesmo dia fizemos amizade, falámos da nossa vida, e inclusive aconselhou-me a não desistir do sonho de ser educadora se era realmente o que eu queria.
Enfim, adaptei-me às crianças e estava feliz ali. Apercebi-me no mesmo dia que até àquele momento tinha tido falta de pessoas à minha volta, e era muito melhor quando estava rodeada de gente… Notei a solidão em que tinha vivido até agora. Fechada a sete chaves como uma prisioneira.
Cheguei a casa e falei do meu dia normalmente com o Seiya. Ali sim, naquele momento, começámos a parecer uma família vulgar, tinha lutado e ainda mais sofrido até chegar ao ponto da normalidade… Ainda assim, sentia a necessidade de me conhecer por completo. Queria recuperar a minha memória e sabia que no meio daquela normalidade não iria conseguir mas sim no meio daqueles com quem tinha estado há anos atrás, com quem tinha vivido a realidade e a felicidade.
* Darien *
Tinha a Rey na minha frente, séria, sentada e de braços cruzados, tinha um ar pesado de preocupação. Arregalava os olhos e tentava falar pela décima sexta vez desde que ali tinha chegado, sentado e dito Tenho de te dizer o que tenho encarado de uma vez por todas, mas nada. Parecia procurar pontos da casa para se concentrar e arranjar coragem entre a respiração descontrolada. Lembrei então do que ela tinha dito há mais de um mês, que me tinha feito pensar sempre que queria arrombar a porta da casa da Serena: Ela é casada, aceita isso de uma vez! Não podes mantê-la em masmorras só para que nada lhe aconteça, e tu estás tão farto de saber que ela não é criança nenhuma… cresceu de uma maneira que ninguém esperava, física e mentalmente. Deixa-a seguir o rumo dela. Se esse rumo der a ti pois seja, ela irá ter contigo.
E foi o que fiz, ou pelo menos tentei. Dentro daquele mês, desde aquela noite, que eu a visitava noite sim e outra também. Quando batia na porta, ele abria e ameaçava-me. Mas não passava disso. Chegou mesmo a haver um dia que lhe levantei o punho e o vi, fraco, fechar os olhos. Então passei a fazer como antes, para não ter de ver aquele crápula… como quando lutava com as sailors, subi à árvore perto da varanda do seu quarto e observei-a a dormir e, em algumas vezes, cheguei a abrir lentamente a janela e a olhá-la de perto enquanto ela dormia profundamente.
- É difícil para mim Darien… - Rey finalmente começara mas logo tinha desistido de continuar.
- Rey, alguma vez vais ter que dizer. Coragem, já tiveste muito tempo em silêncio e se é algo tão grave como dizes…
- Eu sei – interrompeu-me com voz grave – e se continuar a anular pode ser tarde demais… por isso… - levantou-se e foi até à janela, provavelmente para não me olhar directamente – tenho tido uma séria premonição… está relacionado com a Serena, contigo e com o Seiya. Sinto nas minhas visões a morte… e não consigo identificar mais rostos além dos vossos. Depois disso comecei a sentir um ponto em que tudo irá começar: quando o vosso futuro, o Endymion e a Serenity, vierem até aqui, à Terra – arrepiei-me ao ouvi-la, Endymion já tinha chegado e dito que tinha de falar comigo – falar-vos do vosso futuro, que está em risco, da Chibiusa… Darien, desculpa falar-te nisto… Mas a Serena precisa de saber o passado dela para quando tudo acontecer ela estar preparada e, para isso, só tu te podes aproximar dela. A Luna diz que com o Cristal Prateado ela pode recuperar todas as memórias.
Mas também sabia o que ela podia sofrer ao saber a verdade. O que iria ela pensar ao lembrar-se de que eu tinha estado em Cambridge e não a tinha trazido para Tóquio e feito tudo como devia… Mas ele tinha dito que ela tinha fugido de Cambridge e não me queria ver mais.
- E se ela sofrer com a verdade?
- Preferes que ela se magoe ao saber ou que seja o que for a autêntica premonição se torne real? – Baixei os olhos ao ouvi-la, ela tinha razão. – É preferível que ela sofra ao saber que foi uma guerreira, que sofreu com a vida e que após a amnésia continuou a sofrer ao invés de ser feliz e que… vai ter uma filha… contigo. Não com ele...?
- Sei que não Rey. Mas e se ainda assim, o futuro se alterar, mesmo que eu fique com ela, o que acontece com a Chibiusa?
- Não sei Darien, mas é preferível que esteja contigo a estar com ele e continuar a sofrer mazelas, física e psicologicamente, não é bom para ela. Mesmo como guerreira… ela não ia aguentar tanta dor.
- Rey… - apesar de continuar a conversa, não conseguia tirar o mesmo da minha mente - O Endymion apareceu.
- O quê? – vi a sua face ficar pálida e levar as mãos à cabeça – Não pode ser. Então quer dizer que já é tarde…
- Não é tarde. – interrompi rapidamente - De certeza que não. Ele disse que tinha de falar comigo mas Rey, ela está perto, logo vai ser fácil num dia em que ele não esteja em casa.
Olhou para mim com a expressão séria e voltou a sentar-se no cadeirão em minha frente.
- Então amanhã vais agir. Nem que para isso eu e as meninas tenhamos de a parar, ela tem de recuperar a memória e afastar-se dele. Vou pedir o Cristal Prateado à Luna.
- Rey, calma. Quer dizer,… eu sei que não há muito tempo para ter calma. Mas se nem tu consegues identificar bem a tua premonição, como saber o que há a evitar? Como irá ela saber? Aliás, como irei eu mesmo saber?
- Pelo Endymion… De certeza que ele te há-de dizer algo sobre este assunto. Agora vou embora e espero que reflictas e te prepares. E… Darien – olhei-a de novo – não te preocupes, aposto que a Chibiusa vai ser feliz convosco.
Fosse ou não possível preparar-me, tinha de o fazer. Seria aquela premonição pior do que todas as outras anteriores sobre batalhas com seres não humanos? Afinal, era de corações verdadeiros e com sentimentos que estávamos a falar. Se o Seiya tinha ou não coração eu em todas as vezes duvidava, mas corria-lhe medo nas veias. Não temia fazer mal a uma mulher mas perante mim…
* Serena *
- Eu quero falar com ela!
- Já lhe disse para sair da minha casa.
Era Sábado, e dormia até mais tarde no mais merecido descanso da gritaria das crianças, mas acordara com outro tipo de berreiro. Do quarto ouvia uma mulher gritar à porta, enquanto o Seiya respondia, primeiro calmamente e aos poucos alterando a voz. A voz da mulher era-me desconhecida quando levantava a voz mas aos poucos me parecia mais familiar, era uma das raparigas daquele dia, Lita.
Até que ao fim de uns minutos ouvi a porta fechar e ouvir passos ruidosos pela escada. Abriu a porta repentinamente, com a face vermelha enfurecida e um cigarro na mão esquerda que levava à boca, isqueiro na mão direita que tremia constantemente tentando acender o cigarro, barafustava como se estivesse sozinho no quarto.
Sentei-me na cama a esperar o pior, sem dizer nada mirava-o nervoso como se perseguisse os seus próprios pés. Aos poucos aproximou-se, sentou-se na cama perto dos meus pés e olhou-me austero.
- Sinto-me obrigado a ter de sair desta casa… ou do pais num caso mais extremo – olhava-me então de soslaio – sabes que gosto do silêncio a que estava habituado em Cambridge, só nós dois e lá de vez em quando a minha mãe e os meus irmãos. Mas isto é demais. Sou médico, trabalho praticamente 24 horas por dia Serena, - começava então a levantar a voz – e quando tenho direito a um dia UM DIA de descanso tenho de aturar as tuas vozes do passado? – pegou-me no queixo com a mão fria ainda que tivesse terminado o cigarro – este é o último aviso Serena. Ou estas tuas amiguinhas e amiguinho se afastam de vez ou vejo-me obrigado a levar-te para Cambridge e deixar-te sofrer as consequências dos teus erros passados, ainda que não te lembres deles e que eu te proteja o máximo que tenho podido até agora, mas eu também te posso colocar em frente dele. Não tens sido a mulher que prometes-te ser, nem mesmo depois de eu te deixar trabalhar onde querias cumpriste os teus deveres enquanto esposa. Nem assim…
- Seiya, eu…
- Cala-te! – não conseguia deixar de derramar lágrimas após a sua ameaça – Engraçado como uma miúda de 16 anos escreve uma carta no qual chama um homem, pai do seu filho, para se encontrar com ela e que iria arrepender-se de alguma vez lhe ter tocado e lhe arruinado a vida, e um dia depois tem um acidente, e nem tu mesma sabes porque o fizeste, apenas sabes que te seguiu para Cambridge com uma primeira carta para assumir o filho. Isto tudo dito pelo irmão dele o qual não quiseste enfrentar, e eu feito palhaço ainda me meti na tua frente porque tu não te lembras de nada e é isto que recebo em troca?!
- S-Seiya, eu já te respondi a isso… que…
- Que sabes que é impossível ter provocado o acidente, mas quanto à carta… Responde-me então, se tenho feito tudo o que posso por ti, mereço em troca segredos? Para vir aqui uma rapariga gritar e exigir falar contigo?! – Começou a alterar o volume da voz e eu sabia que iria começar de novo…
No momento seguinte, só me lembro das dores, dos olhos e boca tapada, de não conseguir mover os braços e as pernas e voltar a desvanecer.
Continua…
E agora? Onde acordou a Serena?! Será que o plano do Darien e Rey correu bem?
E quanto ao segredo? Real ou não?… continuem a acompanhar.

gomawo Tinoco-chan ♡♡ a dor passa, mas a beleza permanece ♥
aiiiii pk e k paraste aki
kero maisssssssssssssssssss
olha esta excelente. n acredito k ele a deixou cair, k estupido, mas o goncalo tava la pa a apanhar...
tao fofo.
Eles conseguiram entrar na em casa? n m digas k foi pela janela, k o goncalo costumava usar para a ver... afinal ela n sonhava ouvi lo, era mesmo ele... EXCELENTE.. ou foi o seiya k a amarrou, n m digas k vai leva la pa outro sitio....
O que e que se passou agora no fim!!!! Ai ai ai, o que e que vai acontecer? Tou tao curiosa
Muito bom este cap... fico a espera do proximo
bj e continua
kero maisssssssssssssssssssolha esta excelente. n acredito k ele a deixou cair, k estupido, mas o goncalo tava la pa a apanhar...
tao fofo.Eles conseguiram entrar na em casa? n m digas k foi pela janela, k o goncalo costumava usar para a ver... afinal ela n sonhava ouvi lo, era mesmo ele... EXCELENTE.. ou foi o seiya k a amarrou, n m digas k vai leva la pa outro sitio....
O que e que se passou agora no fim!!!! Ai ai ai, o que e que vai acontecer? Tou tao curiosa
Muito bom este cap... fico a espera do proximo
bj e continua
E pronto lá estou eu, coração de manteiga quase a chorar...
O certo é que o capitulo está sem sombra de dúvida muito bonito, mas não basta dizer isto a uma escritora, neste caso a esta escritora em particular, porque muitas escritorascontentam-se com o está bonito...
Mas para esta menina em particular eu devo dizer que com a ajuda dela e das suas fics eu estou na corrida para o Concurso Nacional de Contos...Como disse à Dumpling, ela escreve com uma dose de realidade que escapa muitas vezes neste tipo de fics. Por isso e por eu própria só escrever contos mágicos, a Dumpling é a dose de realidade que equlibra a minha vida, ajudando a não me esquecer que cada linha que escrevo, para além de ser mágica tem de ser real, para que todos possam sentir.
Espero que continues a escrever assim ou melhor, porque para qualquer escritor escrever bem não chega, aprender a ser melhor faz sempre parte.
Continua a fic e outras surgirão sem dúvida alguma, mas sonha com outros horizontes, porque o que tu és capaz de fazer com os leitores deste forum, serás capaz de fazer com qualquer outros.
Um dia e espero que brevemente, espero que aceites uma parceria para escrever algo bem mais arrojado do que isto
E sabes que os dias especiais são aqueles em que descobrimos os verdadeiros amigos, como eu descobri dia 15 de Maio...
Beijinho minha amorinha e parabéns por mais um capitulo...
O certo é que o capitulo está sem sombra de dúvida muito bonito, mas não basta dizer isto a uma escritora, neste caso a esta escritora em particular, porque muitas escritorascontentam-se com o está bonito...
Mas para esta menina em particular eu devo dizer que com a ajuda dela e das suas fics eu estou na corrida para o Concurso Nacional de Contos...Como disse à Dumpling, ela escreve com uma dose de realidade que escapa muitas vezes neste tipo de fics. Por isso e por eu própria só escrever contos mágicos, a Dumpling é a dose de realidade que equlibra a minha vida, ajudando a não me esquecer que cada linha que escrevo, para além de ser mágica tem de ser real, para que todos possam sentir.
Espero que continues a escrever assim ou melhor, porque para qualquer escritor escrever bem não chega, aprender a ser melhor faz sempre parte.
Continua a fic e outras surgirão sem dúvida alguma, mas sonha com outros horizontes, porque o que tu és capaz de fazer com os leitores deste forum, serás capaz de fazer com qualquer outros.
Um dia e espero que brevemente, espero que aceites uma parceria para escrever algo bem mais arrojado do que isto

E sabes que os dias especiais são aqueles em que descobrimos os verdadeiros amigos, como eu descobri dia 15 de Maio...
Beijinho minha amorinha e parabéns por mais um capitulo...

Obrigado Dumpling <3
a mulher do Dr. Kou; Mas ouvi dizer que ela há uns anos teve um caso com o Dr. Chiba; Soube que sofreu um acidente e há muito que tem amnésia. Tudo e mais um pouco era dito, mas eu preferia ignorar.
*Mas q beatas meu deus
.... ainda bem q as ignorou, so ganhava cm isso...
Chegou mesmo a haver um dia que lhe levantei o punho e o vi, fraco, fechar os olhos. Então passei a fazer como antes, para não ter de ver aquele crápula
*Fraco!
Fraco!
Idiota ordinario.
sabes que gosto do silêncio a que estava habituado em Cambridge, só nós dois e lá de vez em quando a minha mãe e os meus irmãos.
*Hum... por qe q sera q gostas de Cambridge NA VERDADE? Se calhar pq la podias fazer o q qisesses sem interrupções e sem limites nao? *secamente*
Ou estas tuas amiguinhas e amiguinho se afastam de vez ou vejo-me obrigado a levar-te para Cambridge e deixar-te sofrer as consequências dos teus erros passados
*Es tao fraco, mas tao fraco e medricas q ate qeres fugir dos teus problemas e fazer com q ela apanhe com eles em vez de ti! Alem de fraco e medricas és ignorante e estupido.
Bem o capitulo esta lindo e 5 ****
Tenho a certeza q ele conseguira salvar o seu futuro e ficarem juntos com a Chibi-Usa.
O seiya merece outro final...
nao a morte, pq assim n sofre mas prisão perpetua nao era nada mau pensado
Fico ah espera de mais
Bjinho*
*Mas q beatas meu deus
.... ainda bem q as ignorou, so ganhava cm isso...
Chegou mesmo a haver um dia que lhe levantei o punho e o vi, fraco, fechar os olhos. Então passei a fazer como antes, para não ter de ver aquele crápula
*Fraco!
Fraco!
Idiota ordinario.

sabes que gosto do silêncio a que estava habituado em Cambridge, só nós dois e lá de vez em quando a minha mãe e os meus irmãos.
*Hum... por qe q sera q gostas de Cambridge NA VERDADE? Se calhar pq la podias fazer o q qisesses sem interrupções e sem limites nao? *secamente*
Ou estas tuas amiguinhas e amiguinho se afastam de vez ou vejo-me obrigado a levar-te para Cambridge e deixar-te sofrer as consequências dos teus erros passados
*Es tao fraco, mas tao fraco e medricas q ate qeres fugir dos teus problemas e fazer com q ela apanhe com eles em vez de ti! Alem de fraco e medricas és ignorante e estupido.
Bem o capitulo esta lindo e 5 ****
Tenho a certeza q ele conseguira salvar o seu futuro e ficarem juntos com a Chibi-Usa.
O seiya merece outro final...
nao a morte, pq assim n sofre mas prisão perpetua nao era nada mau pensado
Fico ah espera de mais
Bjinho*
Tens de entrar para responderes neste tópico.

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