Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Silêncio do Olhar

#221
Ainda bem que te deixei curiosa Paken Simpatico É mesmo esse o intuito = D espero que continues a acompanhar*

Marisa acho que o final dele vai é ser "E foi mandado com um chuto no cu para casa da Marisa e foi torturado para sempre" que tal x)
Obrigada por acompanhares sempre e fazeres esses comentários que tanto gosto.
Beijinho*

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#222
Marisa acho que o final dele vai é ser "E foi mandado com um chuto no cu para casa da Marisa e foi torturado para sempre" que tal x)
*LOOOOOOOOOL
Adorava esse final! ainda tirava proveito dele antes de o torturar e começar a tirar.lhe a pele e cortar.lhe tanto o corpo como o abono de familia Matreiro
Naaa, eu tirava proveito d'outro seiya deste n tiro de certeza! este merece msmo sofrer ate ah ultima (se bem q excita.lo e depois n fazer pic snics cm ele era uma boa forma de tortura Twisted Evil )
mas sim envia o seiya com um chuto pa PT q eu trato da tortura dele Twisted Evil Twisted Evil

Obrigada por acompanhares sempre e fazeres esses comentários que tanto gosto.
Beijinho*
*LOOL
n tens de qe. comento o q penso, por mais q fira as personagens e sou directa Matreiro e isso acaba sempre em brincadeira.

Bjinho*
#223
*Uma hora e meia depois de ter começado a ler a fic...*
Porque é que nunca li fics tuas?? ai... Jasus, quero escrever assim Esperancoso

Dumpling... A tua fic, desde o início pôs-me literalmente a chorar baba e ranho, caramba, a maneira como corporizas os sentimentos nas palavras deixa-me a mim sem maneira de descrever isso... Ai...
Tou a chorar ainda Chorar E também o facto de teres usado um momento muito difícil da tua vida numa fic, é de louvar, é perciso grande coragem para descrever coisas que nos magoaram, tenham elas acontecido há muito tempo, ou não. E tu soubeste enquadrar a realidade na ficção na perfeição Simpatico2

Marisinha, se quiseres, eu junto-me a ti à luta anti-seiya. Eu confesso que tou a odiá-lo tanto :X Ele devia era ter-se ficado lá pelo planeta'zeco dele, e deixar a Serena em paz, a Serena é Propriedade de Darien Chiba, não trespassar! XD

O que me meteu mais piada, foi ver o que tu fizeste à personalidade do Yaten(que é certo e sabido que é uma das minhas personagens favoritas), ficou tão engraçado (e andava atrás da Minako ein?? ai ai que eu bou lá e dou-lhe um tiro por me andar a trair XD *Tinoco corre atrás do Yaten com um martelo para o matar à pancadaMartelar *)
(Tinoco acalma-se, abraça o Yaten, e pede-lhe imensas desculpas, exaltação do momento XD)

Resumindo e concluindo, menina Dumpling, quando é que há mais, mim curiosa, mim quer ler, mim quer ver o que vai acontecer a seguir Embaracoso
Beijinhos Embaracoso



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#224
Eh isto está mesmo paradinho. Depois coise... uma personagem como eu fica triste e deprime e não escreve x) kidding. Chamem gente para ler. Ora, kidding também, tomara vocês que eu vá ler as vossas fics (ou algumas não) quanto mais escrever na fic de quem não lê nenhuma. Sério, desculpem-me mas não tenho grande tempo. Mas vou tentar começar a acompanhar principalmente novas fics que surjam.
Marisa oh tás ausente Mal disposto O Seiya continua vivo... sem ti... permanece vivo... e vive... xp
Tinoco olha és das raras que vem comentar. Bem vinda e obrigada x) Mais uma dá sempre jeito para se juntar à Marisa nesta 'luta' eheh. Eu sei que é uma fic com 'muito drama' e quanto mais drama tem, mais drama ainda ponho em cima. Acaba por ser 'pesadita' mas ... espero que continues a ler Embaracoso Pois quanto ao Yaten.... surgiu naturalmente, depois de me lembrar de um episódio em que ele estava com uma roupa de desporto, julgo que foi quando ele estava com a Luna, que não aparecia em casa... e fiquei a pensar como ia pôr o Yaten na minha fic... já que ele era meio adaptável, o Taiki sempre sério, mas com o Yaten sabia que podia fazer algo assim. Mas continua a ler, ele no próximo cap ou no outro último vai surpreender! Garantido! Embaracoso Beijinho.

De todas as maneiras
Que há de amar
Nós já nos amamos
Com todas as palavras feitas para sangrar
Já nos cortamos
Agora já passa da hora
Está lindo lá fora
Larga a minha mão
Solta as unhas do meu coração
Que ele está apressado
E desanda a bater desvairado
Capítulo 17 - Lembranças

Não entendia bem o que se estava a passar, mas era certo que sentia frio e muita dor. Estava deitada no chão do quarto de hóspedes sem entender bem como terminara a discussão, embora estivesse a pensar que tinha terminado e que logo em seguida eu tinha-me deitado para dormir. Também me lembrava de ele dizer que tínhamos de sair do país, e, ao olhar para um dos cantos do quarto, tinha 5 malas colocadas no chão e a cama, até então devidamente feita, permanecia apenas o colchão. Escutava duas vozes masculinas vindas da sala, mas nenhuma de Seiya e, aos poucos, essas vozes aproximavam-se da porta.

- Já não vimos aqui há duas horas, se acontece alguma coisa já sabes que não duramos muito tempo neste negócio. – A porta abria-se rapidamente e logo dois sujeitos olhavam para mim – Já acordou. Liga-lhe.

Era como se não estivesse presente nem mesmo em aflição. Era parte de um monopólio guiado por ele, em que mais nada importava, nem mesmo as cartas e as regras, apenas dinheiro. Apercebi-me que um me olhava de forma diferente e, quando o outro saiu, este veio perto de mim. Pegou-me no queixo que tentei logo afastar, soltou-me o cabelo que tinha preso em coque pelo chão e olhou-me desde os pés à cabeça. Permaneci imóvel e, como sempre, com medo. Como sempre, tão fraca… depois de passar tanto na vida não era suposto já ter encontrado mecanismos de defesa? Mas não. Continuava sempre assim e apetecia-me esbofetear-me por isso. Quando olhava as minhas mãos, tentava ler as linhas e ria-me ao pensar que me diriam elas, do mal que eu tinha feito no passado para nesta vida sofrer tanto. Teria eu sido alguma terrorista? Raptora? Assassina? Não entendia… se a minha vida anterior não o explicava, então… teria eu perdido controlo tão cedo na minha vida? Será que isto tudo podia acontecer com qualquer outra mulher ou apenas comigo, por ser fraca demais e ceder, ceder, ceder?

Já aquele homem continuava-me a olhar e começava a sentir arrepios de pânico, lembrava-me um olhar de há anos atrás. E, num abrir e fechar de olhos, pegou-me, colocou-me no ombro e atirou-me para a cama.

Começou a beijar-me enquanto eu tentava gritar abafadamente com o lenço na boca. Mas porquê eu? Que lhe fiz eu de mal?! Passava as mãos por várias partes do meu corpo e logo me veio à mente aquela noite terrível que eu não recordava há tanto tempo.Então princesa. Senti tanto medo onde tinha eu o meu medalhão naquele dia? Calma. É melhor estares quieta, senão é pior para ti. Lembrava o rosto, o medo e o nojo. E tentava-me debater agora como tinha feito naquela vez.

- Ei, que estás a fazer? – a voz do outro interrompia-o mas ele continuava a olhar-me como se fosse a única mulher à face da terra.

- Nada demais. Eu disse-te que nunca tinha visto uma beleza assim, é como um tesouro, nota bem a sensualidade no olhar dela. O gajo sabe escolhe-las!

Num lapso, fechei os olhos e, noutro, vi o Seiya pegá-lo e atirá-lo para o chão.

- Que raio estavas tu a tentar fazer com a minha mulher? – Estava claramente alterado e vermelho de raiva. – RESPONDE!

- Tens aí um diamante em bruto difícil de resistir meu amigo, lamento, mas homem que é homem...

- Pois bem, esse diamante em bruto é meu e tu vais já sair desta casa antes que eu te esfole vivo e deixes de ser homem. – Virou-se para o outro e gritou – e tu também!

Desamarrou-me, sentou-se ao meu lado e começou a discar um número no telemóvel.

- Eu disse que vos dava mais dinheiro, apesar de vos ter dado o acordado mas nunca vos admiti que chegassem a este ponto, é a minha mulher!... Eu sei que esse não conseguiu fugir da polícia mas que culpa tenho eu se todos os outros conseguiram… Certo, eu dou-vos mais, mas nenhum de vocês se volta a aproximar dela.

E desligou. De seguida abraçou-me como se tivesse algum pingo de sensibilidade. Agora sabia que a noite passada eu tinha dormido e que, provavelmente quando ele saiu, armaram tudo isto para conseguirem mais dinheiro dele. Eu, era apenas uma peça vulgar da brincadeira. Afagava-me o cabelo e pedia-me desculpa. Mas não, não havia desculpa. Não das outras vezes. Muito menos desta ... Fez-me lembrar algo horrível que eu preferia ter mantido como parte da amnésia. Será que havia alguém no mundo com quem eu pudesse partilhar esta dor? Alguém igual? Tanta coisa ao mesmo tempo, tanto sofrimento antes da amnésia… e ainda depois? Não lembrava tudo, mas o que tinha acabado de lembrar fazia-me tremer e congelar todos os ossos do meu corpo.

.

Os dias seguintes passaram-se com silêncio e o olhar dele com um arrependimento notável. Sequer tinha havido alguma discussão sobre as malas e a cama desfeita como se fossemos em viagem, pelo contrário, como por magia, tudo voltou ao lugar. Agora, eu não dormia. Tinha pesadelos com um rosto, rosto que pertencia àquele que eu supostamente havia enviado a carta, que morreu no dia do acidente.

- Serena, fala comigo. Eu sei que fiz asneira mas, por favor diz alguma coisa.

- Não há nada a falar. – Respondi friamente e dessa vez, sem medo. Sim, por alguma razão, perdera o medo. Talvez por ter passado tanto já previa o que vinha a seguir e só ao prever já sentia a dor, o resto era apenas físico.

Mas nada aconteceu.

Acabei o pequeno-almoço e guiei para o trabalho. Terminei o dia normalmente, sem problemas, apesar de nas horas mortas me concentrar no que tinha acontecido. Na volta a casa, decidi parar por um supermercado perto do centro. Ao aproximar-me, olhei para um café que me trouxe algum tipo de curiosidade e, ao entrar, logo me lembrei de que antes era um lugar que outrora frequentava regularmente e imediatamente vi um sorriso: Andrew. Correu e abraçou-me, lembrei que ele era como o irmão mais velho que eu tinha e da pequena atracção que havia sentido por ele. Na mesma altura, pareceu-me ver alguém igual a mim, vestida de branco, num canto do café e que desapareceu imediatamente.

- Lembras-te de mim? – Sorriu novamente, abanei a cabeça como se tivesse acabado de alucinar, olhei-o, acenei que sim e largou-me – Estás igual… céus! Olha, importas-te que chame o Darien? Ele pediu, se eu te visse, para lhe dizer…

Sentia saudade dele, e também não havia de ser por um pouco que o Seiya iria desconfiar do que quer que fosse, então respondi que sim. Talvez com demasiado entusiasmo que não devia ter demonstrado. Mas, pelos vistos, ele queria falar comigo.

Pouco depois ele chegou ofegante ainda de fira. Ali mesmo, sem dizer nada, beijou-me. Quente e suave, com um sentimento que eu não sabia explicar, mas que me aquecia o coração… Era algo estranho e lindo, e todos olhavam, alguns murmuravam… até que o Andrew fingiu tossir.

- Eu tenho a sala de descanso, se quiserem, agora aqui… não estamos propriamente no Ocidente.

Não sabia bem explicar o que sentia, nem muito menos a loucura daquele momento de o seguir para um sítio mais privado. Lá, continuou a beijar-me e eu quase chorava por sentir tanto a falta dele. Era tão estúpido, não sentir que traía alguém mas sim sentir borboletas no estômago como uma adolescente por um amor platónico, mas sentia necessidade daquilo. Mesmo o vendo tão raramente, parecia coisa do destino ir ali, naquele dia, em que tanto precisava de um ombro… sentia os olhos tão cansados e tanto pesar, de noites sem dormir, de um sufoco interior de tanta fraqueza, que a qualquer momento se podia transformar num grito. De certeza que se ele me deitasse de encontro a si eu adormecia naquele instante.

- Desculpa – ria enquanto me tirava cabelo dos olhos – Mas sentia tanto a tua falta. E preciso mesmo tanto de falar contigo Serena.

Eu sentia-me ridícula mas o seu olhar só me deu para o continuar a beijar e o abraçar, sentia tanto falta de protecção e as insónias das últimas noites faziam-me sentir sem tecto, sem um ponto de abrigo que parecia encontrar nele. E ele parecia perceber o que se tinha passado. Abraçava-me e entre o meu cabelo sussurrava já passou.

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#225
E ali chorei, enquanto ele me sentava numa cadeira e se ajoelhava na minha frente. E decidi perguntar-lhe, do nada, já que me conhecia antes de tudo. Pois ele não questionava, deixava que eu o fizesse naturalmente.

- O que aconteceu para eu fugir para Cambridge?

Ele parou um pouco, tirou a cabeça dentre os meus cabelos e olhou-me com expressão de dúvida.

- Sim, quero mesmo saber, se é isso que vais perguntar.

- Era. – Suspirou longamente. – Não sei bem como te falar nisso, se tu nem sequer me disseste nada. Foi a primeira vez que me ignoraste e senti medo de te perder, pois bem, acabei por perder de qualquer maneira.

- Diz-me por favor.

- Rena, também me custa falar nisso, - fechou os olhos como se para arranjar coragem sem me olhar - foste violada no mesmo dia que te pedi em casamento e refugiaste-te em cada canto que encontravas. De início não entendi bem, e até pensei que aquele homem fosse alguém com quem estivesses… envolvida… custa-me dizer porque nunca devia ter pensado isso de ti, - voltou a enfrentar-me como se eu falasse de uma memória que ele não queria evocar - mas foi aí que comecei a deixar de conseguir ler o teu olhar.

Fiquei com a minha cabeça às voltas e continuei.

- Então quer dizer que eu o quis matar porque me violou, não porque eu andava envolvida com ele? - Olhou para mim confuso e surpreendido.

- Tu nunca falaste em matá-lo. Ele seguiu-te até Cambridge, na altura do acidente eu estive contigo… mas não te lembravas de mim. Fugiste, ele seguiu-te, obrigou-te a meteres-te no carro. Foi isso que aconteceu, não o procuraste, pelo contrário. Se sentias medo, como podias querer matar alguém que receavas tanto?

- Mas, houve uma carta, que eu escrevi para ele a dizer que o queria matar e apareceu o irmão dele…

- Calma aí, - interrompeu-me brevemente. – ele não tinha familiares. Tanto que na altura do acidente me perguntaram se eu lhe era algo, amigo ou assim, porque ninguém constava nos registos. Era impossível aparecer algum irmão ou quem quer que fosse. Quem te disse isso? E de que carta estás a falar?

Seria tudo uma mentira, seria aquele homem um como estes que apareceram na minha casa, parte de estratagemas do Seiya? Parecia ainda mais perdida agora que começava a recordar.

- O Seiya. Em Cambridge, apareceu um homem a dizer que me ia pôr em tribunal porque eu tinha provocado o acidente do Diamante, tinha escrito uma ameaça e chamou o irmão a Cambridge. O Seiya deu-lhe dinheiro porque eu podia ser condenada…

- Rena, isso é mentira. – Parou-me quando eu mais começava a ficar perdida. - Não te confundas mais do que já estás, nunca farias algo assim e, mesmo que quisesses, tu estavas inconsciente no acidente. O médico disse que, pelos testes, já tinhas ficado inconsciente antes do carro cair, eles analisam tudo isso.

Comecei a chorar, e abracei-me a ele.

- Tem calma Rena, precisava tanto de falar contigo com urgência… - Também ele parecia preocupado. – Mas assim eu deixo para outra altura, mas temos de combinar, tem de ser, por nós, pelo futuro do Un… do que te pode acontecer, do que não deve acontecer! – Parecia-me tão confuso e trocava as palavras à medida que as trauteava. E no momento olhei o relógio.

- Já é tão tarde!

- Tu gostas de sofrer? A sério… eu não entendo, desculpa. Desculpa, mas não… porque continuas com ele?!

Porque era idiota? Porque gostava das suas mentiras, das suas ameaças, do seu rancor? Por… no fundo… o amar? Já me sentia tão destruída que não entendia…

- Tenho de ir. Depois combinamos a conversa, se o destino o quiser…

Beijei-o, como se fosse a derradeira vez e olhei-o. Unicamente. Olhei-o.

Saí, e quando cheguei a casa, ele esperava conversar.



* Darien *



Bela e pura. Mas não era a mesma de há 4 anos atrás. Transparecia algum sentimento por mim, mas muito confuso, parecendo guardar o amor num cofre, libertando apenas outros sentimentos, ou pelo menos exteriorizando isso, guardando a chave num outro cofre.

Saí do Acrobe e vi um vulto na minha frente, mas continuei a andar. Até chegar a uma parte menos movimentada da rua.

- Princesa? – Era a Serena, em ponto mais adulto, vestida de branco. Não o vestido a preceito do que ela era, mas sim um simples vestido, confundindo-se facilmente com a Serena. Claro, eram a mesma pessoa… mas os traços faciais de Serenity eram notáveis, bens como os ‘meus’, ou melhor, de Endymion. – Que fazes aqui?

Puxou-me para um canto escuro e acendeu uma lanterna perto de nós. Deu-me ‘pancadinhas’ na cara, como a Serena antes fazia na brincadeira, quando se chateava com alguma coisa.

- Idiota! Era a tua oportunidade de lhe contares tudo, só estamos a perder tempo End… Darien! – Claramente estava zangada, e não a brincar. Mas no momento em que estive com a Serena, esquecera todos os problemas. Ela já tinha que chegasse, para quê mais? – E agora? Sabes quando a voltas a ver? Claro que não! Tu não sabes o que aquela besta lhe pode fazer de um dia para o outro. À noite pode estar tudo bem e depois dá-lhe na caixa córnea e bate-lhe como se ela fosse um saco de frustrações!

- Eu sei! Eu tive lá a Luna a tentar fazer alguma ligação à mente da Serena, mas…

- Mas nada! – Interrompeu-me sem mais. Ah, sim, aquela era uma Serena de pulso ainda mais firme. – Vou ter de mudar um pouco o rumo das coisas.

Olhei-a com ar estranho… estaria ela a falar de modificar o passado?!

- Sim! – pareceu ler-me os pensamentos – Vou fazer com que a Mina resolva o seu ‘problema’ não com a Rey mas sim comigo, ou melhor, com a Serena.

- Como assim?!

- Espera para ver. Vocês homens são todos inúteis e tu ainda pareces mais parvinho que eu… não, ela! Tenho de fazer tudo sozinha!

E, do nada, desapareceu.



* Serena *



Então ele queria falar… e eu não podia anular mais uma conversa. Estava nervoso e parecia não saber como começar a conversa, após dizer-me ‘Senta-te’. Começou por balbuciar baixinho, como se resmungasse com ele mesmo até finalmente ter coragem de começar.

- Eu sei a asneira que fiz, não te queria de maneira alguma colocar numa situação destas.

- Mas colocaste. – Interrompi, e pareceu surpreendido com o meu corte de palavra. – Eu já passo o que Deus sabe contigo, e ainda vem gente de fora… fazer-me o que fez, recordar o que não queria…

- Desculpa. Eu sei que não tenho sido o melhor marido do mundo, pelo contrário, e meti-me numa alhada da qual tem sido complicado sair mas nunca pensei que te usassem para conseguir mais dinheiro.

- Era a única forma que eles tinham como certo! – Levantei-me e fiquei quase ao nível dele. – Sou a única pessoa que tens aqui, tens ideia de com quem te metes? Gente perigosa, aqui no Japão, não tens noção do que é, mas eles estão a dar-te uma ideia. – Do nada, pareceu-me ver lutar com algum monstro, mas logo julguei ser uma maneira de eu arranjar coragem: numa imaginação de mim, forte, perante algo gigante e quase imbatível.

Olhou-me nos olhos e acariciou-me a nuca. Não sentia arrepios pela espinha como sentira horas atrás, parecia já não sentir nada por ele senão raiva e uma vontade enorme de que ele desaparecesse da minha frente de uma vez e me deixasse seguir a vida como antigamente. Mas o que era o meu antigamente? No caminho para casa parecia ter pequenas visões, estranhas e desfocadas, de mim há anos atrás… do passado…

- Sere, eu sei. Mas podemos mudar isto tudo, e eu prometo-te que vou mudar. – Começou a beijar-me suavemente, como há muito não fazia e chegava-me perto dele. E eu só sentia o sabor a gelo. Não que o gelo tivesse sabor, mas quem estivesse de fora a ver aquele beijo saberia ver que era desprovido de sentimentos, não era de um filme romântico lindo, era daqueles que se estava na expectativa de haver um beijo romântico, com outra personagem desse filme, aquele que fizesse entender o que era o amor em estado puro. E afastei-me.

- Desculpa. Vou-me deitar.

Ele não. Quando saía, aparecia sempre fosse a que hora fosse. Mas não naquela noite…

Acordei com a ‘aflição’ da campainha. Não parava, e era impossível tentar adormecer. Levantei-me, rabugenta. Sim. Se calhar por ele não estar ali ao lado, eu tinha dormido lindamente. Como há dias não dormia depois daquele dia… Não sentia medo, nem tinha o ‘calor’ no outro lado da cama que tanto arrepio me provocava. Dirigi-me à porta e apareceu uma Mina com os olhos em água, face vermelha e tremia por todo o lado. Senti medo ao vê-la, será que o Seiya lhe tinha feito mal?! Abraçou-me e fechei a porta. Sentou-se e tentei acalmá-la.

- Serena… ajuda-me, por favor!



Continua.

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#226
P.S.: O capítulo 18 está feito. É assim algo especial e praticamente é o términos da história...
É justo, julgo eu, dizer que até ter um x de reviews não o vou publicar aqui... gosto, aliás, é o que me 'move' de ter pessoas que vão acompanhando, pessoas que lêem quando vai a meio e querem acompanhar... acho que é o que qualquer pessoa que escreve quer. Mas estando na faculdade, tenho menos tempo para escrever, e estes 2 capítulos foram feitos na mesma altura, 'interligados' e o 18 posso dizer que foi o que levou mais da minha inspiração... por isso, a quem puder e venha aqui ler, peço que não venha apenas ler e ponto, mas sim que dê a sua crítica, boa ou má. Obrigada *

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#227
Dumpling! eu disse que vinha cá ver a fic, e bem, tentei ver onde eu tinha ficado, recordei algumas das cenas importantes, e vim lendo os capítulos que me faltavam! esta fic está sempre a dar reviravoltas. O seiya ora é traste, ora não. Mesmo assim odeio-o! Fico mesmo derretida quando vejo o Darien e a Serena juntos. Parece que os dois estão uma luta contra o tempo para conseguirem estarjuntos novamente, e eu mal posso esperar por isso!
Tou um bocado confusa em relaçao á carta, e ao irmão do Diamante. Começo a achar que o seiya era da familia dele! Neutral
E que raio de negocios que o homem se mete, valha-me Deus! Eu já tava a ver que a Serena ia sendo outra vez violada Chorar Tadinha. Pergunto-me se o tipo era alguma coisa ao Diamante! Humm...
oh pá, eu só espero que não aconteça nada mal, agora com as premonições da Rey e com a visita da Serenidade e do Endymion fico assustada! E ainda por cima... morte... Desiludido Que morra o Seyia carago! ».«
Por ultimo, Mina, p'ra que te q'remos! Essa choradeira deixou-me dois palpites; 1º É fachada para a serena ouvi-la e falarem (plano da serenidade) ou 2º Aconteceu algo de muito grave!
Com a descrição que fizeste do 18º capitulo, mal posso esperar pelo post!
E vá lá pessoas, comentários são gasolina, toca a dar um contributo para esta historia linda andar para a frente! Eu sei bem o que é não ter comentários quando chega a melhor parte, e digo, é muito mau, pois sentimos que nao dão valor a algo que fazemos com muito carinho!
Por favor não desesperes Dumpling, tu escreves muito bem, e é tão facil gostar das tuas fics que mais tarde ou mais cedo vais ter algum comentário!
Fico á espera de mais!
bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#228
Muito obrigada Lulu. Acho que só publico aqui porque acompanhas e agradeço imenso. Morte... bem, este capítulo já diz tudo. Espero que gostes. Embaracoso Beijinhos.
Ah e este é o maior capítulo até agora : )


Capítulo 18 – O vento continuará a soprar



Sentada no cadeirão, Mina tremia por todo o corpo, tinha os olhos desfeitos em lágrimas e só balbuciava medo. Então finalmente decidia passar-me a palavra.

- Ele não está, certo? – Teria lhe o Seiya feito algum mal? Olhava bem no fundo dos meus olhos. Naquele dia em que todas tinham ido a minha casa, eu recordava que ela tinha sido a única que não se prenunciara. Rey gritava e tinha-me dado um estalo, Amy acalmava-a e Lita apenas concordava nervosa. Mas Mina… apenas se sentara quieta e assistia apenas ouvindo, escondendo o rosto entre as mãos. E, quando saíram, foi a única que sorriu para mim.

- Quem Mina? Pelo amor de Deus tem calma!

- O teu marido!

- Não. Estás à vontade – começava mesmo a pensar que ele lhe tinha feito algo. Oh não, eu não o perdoaria. Não bastava eu para servir de saco de pancada? – Que se passa?! Diz de uma vez!

- Preciso mesmo de ti. – Olhava-me com olhar suplicante.

Mina tirava da sua mala uma pequena caixa e logo entendi… e atingi porque recorrera a mim.



* Darien *

Não entendia o que Serenity queria dizer… O problema de Mina, que eu não tinha conseguido fazer nada…

Mas eu conseguira, sim. No momento em que ela me beijou para sair de perto de mim eu soube, simplesmente entendi: o seu olhar mudou. E finalmente atingi o porquê de Luna me ter mandado beber a garrafa de água que me dera, para lhe passar algo no beijo… Para voltar a lembrar-se de tudo aos poucos e, passado um dia, eu tive uma espécie de calafrio, e logo de seguida Rey confirmou pela sua leitura no fogo que Serena recordava tudo.

Então o que aconteceria quando ela recordasse totalmente a morte do pai, a fuga, a doença da irmã, a violação, a gravidez, a ida para Cambridge, o acidente, a perda da memória e do bebé… Céus… como ela se devia sentir e não tinha ninguém ao seu lado, logo agora quando, mais uma vez, precisava tanto…

E que faria ela agora? Aquelas perguntas todas sobre a carta e se tinha sido ela a matar o seu agressor… Então, eu previa que tinha sido Seiya a tentar enganá-la para depois a “conquistar” e fazer dela o que ela era hoje: submissa e sempre com medo. Não. Ela era forte, muito forte, e mal ele sabia. Aproveitara-se do momento frágil dela e fez com que isso durasse sem mesmo ela se aperceber da força que existia no seu interior. E era a mulher mais linda, mais perfeita que jamais pudera existir, e como ele iria imaginar que além de todas as qualidades que a sublinhavam acima dos defeitos, estava uma guerreira que já tinha salvo muitas vidas, arriscando a sua.

Quem me dera poder-lhe dizer todos os dias, a cada segundo o que sentia. Que não precisava de ter medo, porque eu estaria lá para a proteger como uma capa invisível, que a cada passo que desse eu estaria lá, bem ao seu lado e ao ritmo dos seus pés, que a iria cobrir a cada dia de chuva, que ela era linda ao seu jeito mesmo com o cabelo a teimar ir para cima dos olhos, que iria apanhar cada lágrima e transformá-la num pedaço de nuvem, que iria rasgar cada página má dos seus dias, não para a fazer esquecer, mas lembrá-la que também aprendemos com os maus momentos, que ela era única e que os seus sonhos eram cada estrela do céu, e a mais brilhante, era sonhar estar junto a mim, que os nossos filhos iam ser como ela para que aquele olhar fosse eterno, para afastar a sua cadeira antes de se sentar, que sem ela, eu não era nada, e que a altura do dia em que ela era mais bonita era ao acordar porque mostrava o jeito puro dela, aquela distracção constante…

E não bastava ela saber, eu queria mostrar-lho todos os dias. Não havia nada mais importante no mundo senão ela… e eu continuava a perseguir o tempo para trás a pensar no que tínhamos vivido.

Ele precisava de ir a outros sítios procurar um conforto que não encontrava nela. Mas porquê? Pelo que eu sempre soube, ela até em aspectos íntimos era sensual e levava-me ao céu, então anos mais tarde… mesmo naquele encontro, levou-me além do paraíso. Mas ele nunca iria saber como era a real Serena… Tudo porque preferia achar que ela tinha de o satisfazer e não deixar tudo correr sobre linhas rectas, fosse feita a vontade dela, achando que era fácil ela sentir-se na pele dele, mas não o contrário.

E enfim, eram dias e mais dias sem ela. Que custava como ninguém poderia imaginar.

Nós estávamos destinados e havia uma barreira chamada Seiya a impedir a satisfação desse destino, mas ele não fazia ideia. E ela também não conhecera a Chibiusa, pois iria entender o maior porquê da minha insistência. Eu não só queria cumprir mas mostrar-lhe que todos os meus caminhos levavam a ela, não apenas o do destino.

Despertava desses pensamentos ao ser chamado com urgência pelo altifalante para a sala de operações. Não sabia bem como o fazer… depois de horas sem dormir… Apenas sabia que tinha de manter a calma e deixar tudo isto para depois, já houvera dias piores, em que passava uma semana sem dormir e ainda assim respirava fundo, tentando encontrar calma onde não existia. Nem em um lugar daquele hospital se inalava calma, mas já nem pensar nela desde o dia em que voltara me fazia sentir, tudo porque eu sabia o perigo que ela corria.



* Serena *



Olhava para Mina a andar de um lado para o outro na sala enquanto só me perguntava se já estava.

Era um teste de gravidez. Disse que precisava de alguém do seu lado e que se ela realmente estivesse de bebé, era do Yaten. No momento, só me deu vontade de rir ao pensar nele a pegar e a cuidar de uma criança mas logo me concentrei no que estava a acontecer, tinha aparecido eram 9 da manhã e dizia que a farmacêutica lhe havia indicado que a manhã era a melhor altura, então não tinha feito no dia anterior porque já era tarde. Olhei para o indicador, e sorri nesciamente.

- Oh meu Deus! Que bom Sere! – começou a pular de alegria e quase tropeçou no tapete. – Ai, ai eu estava tão mal por pensar que o período não vinha, que andava mal disposta e tudo o mais. Ai que bom!

- Não Mina… - Olhei-a e tentei ser séria. – Eu sorri porque acho que é bom, mas para ti não. Deu positivo.

E logo a festa que ela armava se terminava. É. Yaten então ia ser pai, e estava longe demais de Tóquio para o saber. Mina, pálida, não reagia, e dei um passo em frente por ela. Ela não contestou, e eu simplesmente peguei no telemóvel e fiquei com esperança que alguém ainda estivesse acordado para receber a trágica notícia.

- Hi Sere! – Taiki atendia tranquilo, mas não com voz de sono. – Que telefonema inesperado. Está tudo bem?

- Olá. Sim Taiki, da minha parte tudo bem. O teu irmão?

- Err… - Riu mais parecendo uma gargalhada, ele não tinha grande jeito para comédia. – Vive contigo, tanto quanto sei.

- Não! O Yaten.

- Eu sei Sere, não ias tirar o Seiya de vista certamente. O Yaten, que achas? Nem eu sei dele. Deve estar na casa de alguma desconhecida. Sabes como é…

Não fiquei muito alegre com o comentário. Afinal, se Mina decidisse levar para a frente, o Yaten tinha de ganhar alguma responsabilidade. Apesar da seriedade do assunto… eu decidi divertir-me um pouco.

- Pronto Taiki, então eu digo-te a ti e depois dizes-lhe mas com calma ok?

- Não! Eu vou ser tio?! Finalmente vou ser tio?! – E já começava a mudar a velocidade da respiração.

- Sim. – Até que o deixei de ouvir momentaneamente.

- Parabéns! O meu irmão? Tenho de lhe dizer alguma coisa. Eu ligo-lhe que deves estar a gastar um dinheirão.

- Não Taiki, - finalmente consegui largar a brincadeira ainda assim não sorria com essa possibilidade, construir família com o Seiya era definitivamente um pesadelo, possível pelas suas investidas, mas horrível para mim – o Yaten é que vai ser pai. Isto se a Mina entretanto reagir. Mas enfim, queria que o aquietasses e lhe dissesses para ligar à Mina com toda a calma do Mundo e pensarem em soluções. Eu sei que tu consegues Taiki, afinal tens mais cabeça que o Yaten.

- Nem comparação. Agora fiquei sem saber bem o que… quer dizer, se fosse teu e do Seiya eu ficaria feliz, agora assim…

E a conversa prolongou-se um pouco até eu relembrar que tinha ali uma Mina em pânico, imóvel e coberta de lágrimas.



Aquietei-a, um pouco sem saber bem que palavras usar, e quando ela saiu, voltei a uma bela sesta, tranquila sem dúvida alguma.

Mas não durou muito. Sabia que não porque ainda não sofria de fome quando senti ser puxada pelos cabelos da cama ao chão. Sem uma única palavra, Seiya começava-me a bater e o meu coração quase saía do peito. O pior foi quando vi uma faca grande e afiada na sua mão mal consegui abrir um pouco os olhos. Ele esmurrava-me até à ponta do quarto, dava-me pontapés, tirava o cinto e batia-me, e depois atirava-me para a cama com violência e fazia do meu corpo o que queria… Quando terminou, cuspiu-me na cara e chamou-me todos os nomes possíveis e imaginários. Nunca tinha sido assim… Em anos de tortura, ele tinha momentos em que pausava, e não ali, não naquele momento. Ele estava cego de raiva e todos os poros do seu corpo indicavam isso, bem mais que as marcas que eu já tinha por toda a alma.

- Como é que foi possível?! – Vestia-se e inclinava-se sob mim, enquanto eu permanecia imóvel e quase sem fala, agachava-se como se quase se sentasse em cima da minha cintura. Finalmente olhou-me nos olhos, tinha as narinas abertas e respirava descontroladamente sobre mim. – Nunca pensei que chegasses a este ponto!

- Mas que ponto?! Seiya do que é que estás a falar? – Senti a sua mão forte na minha face novamente.

- Disto. – Olhei. O teste de gravidez. Como me pudera eu esquecer de atirar aquilo fora da vista dele? Que idiota tinha sido eu, ao levar-me pelo cansaço e deixar a caixa com o conteúdo na lixeira da casa de banho? Mas, no momento apercebi… se fosse meu… ele não tinha motivo para estar feliz? Eu quase não tinha fala, mas tentava-me defender.

- Seiya, eu posso explicar.

Mas a sua voz e respiração eram notáveis, ele não se ia controlar. Nunca o fazia, mas antes eu ainda havia momentos de hesitação.

- Não, não podes. Vais dizer o quê? Que é meu? Não minha grande cabra! É daquele idiota com quem andas a dormir por trás das minhas costas!

- Seiya…

- Seiya o quê? Seiya o bebé é teu? Eu sou estéril! Soube mesmo ontem e logo hoje apanho isto?!

Olhei-o apenas assustada. Estéril?... A desconfiar de mim…? Eu sabia que ele nunca me ouvia mas numa situação assim, eu pensei que ele fosse o mínimo do razoável. Continuei em silêncio e ele olhava-me com a maior fúria do mundo e gritava-me como se eu estivesse a vinte quilómetros de distância dele.

- Julgavas que eu não sabia ler um teste simples de gravidez, é? Tirei medicina por diversão, foi? Andas-te a fazer de mim um parvo todo este tempo e eu deixei!

- Não, Seiya!

Mas era tarde para explicar o que quer que fosse. Apenas senti a faca atravessar a minha barriga e lágrimas caírem da minha face.

Se ao menos eu pudesse ter escolhido a minha vida… Mas eu esqueci, que eu apenas sirvo para cumprir desejos… sendo manipulada como uma marioneta, o meu valor é, simplesmente, nulo.



* Darien *



Saí de longas horas de trabalho quando já anoitecia. Senti alguém pousar a mão no meu ombro tomei um susto e voltei-me para aquela face vermelha de respiração ofegante.

- Ei, Darien… Anda… Uff, vamos beber um copo, estão todos à nossa espera.

- Andrew, saí de um dia que julgava que nunca mais ia terminar, não tenho paciência. – Sorri de leve, eu sabia que ele não ia ceder, não era de desistir facilmente.

- Vá, eu vou no pendura, na boa. Sabes que sou caridoso e não me importo que me leves no teu carro.

- Claro Andrew. Convém! Mas não, vai no teu carro. A tua casa ainda é longe e amanhã eu estou de folga, tu não… logo.

- Logo… emprestas-me o teu amanhã e o assunto está resolvido. Vá, - baixou o tom de voz como se fosse um segredo – é que, sabes, também estou com algum álcool no sangue.

Percebi que não era o único médico em estado alcoólico, e imediatamente Kunzite – que abusava sempre mais que o normal ou um adolescente numa noite de festa - juntava-se a nós. Eles tinham esse método ao fim do dia, pensavam que esqueciam as horas seguidas de trabalho. Do grupo, apenas eu e Jedite, apesar de ele não ser médico, não tínhamos esse hábito.

E segui calmamente. Kunzite adormecia no banco de trás enquanto Andrew trauteava uma música qualquer que passava na rádio, ele não ficava muito desorientado, mas também não bebera tanto quanto o outro. Pior foi ao sair do grande parque de estacionamento do exterior que me dei conta estava a ser seguido por um carro… guiado por Seiya. Nada mais, nada menos. E Andrew apercebeu-se e logo seguiu a sua teoria pois notou o carro parado perto da entrada do serviço de urgências e só agora que pegava no carro, ele andava. Mas ao fingir encostar o carro, ele seguiu outra saída próxima, então voltei ao meu caminho normalmente.



Is this the real life?
Is this just fantasy?
Caught in a landslide
No escape from reality




Mas não por muito tempo.

- Eu não acredito. – Andrew sussurrava.

- O quê?

- Ele voltou, sem luzes ligadas… mas voltou.



Open your eyes
Look up to the skies and see
I'm just a poor boy
I need no sympathy




Eu mal queria crer. O caminho para o pub não era muito movimentado, era o que me preocupava, caso acontecesse o que eu previa, e a premonição de Rey ia tornar-se real. Algo o enfurecera, mas o quê? E a Serena?! Tinha medo principalmente por ela.

- Andrew, - tirei o telemóvel do bolso enquanto guiava mais depressa. – liga à Rena.

Colocou no altifalante e eu apenas podia sentir mais a pele de galinha: o número de telemóvel para o qual ligou, não se encontra disponível.

Até que Seiya ligou as luzes do carro em máximos, o que me provocava uma grande dificuldade, e à velocidade que eu ia… ainda mais a premonição se ia tornando uma realidade…



Because I'm easy come, easy go
A little high, little low
Anyway the wind blows
Doesn't really matter to me, to me




- Vou chamar a polícia – Andrew estava ainda mais louco que eu e cheio de medo, podia notar pela sua respiração. Mas naquele momento eu sabia bem o que ele queria. Queria-me morto e nem que isso lhe custasse a sua própria vida. E Andrew deixava o estado alegre para um nervoso notável na sua voz – Sim… uma perseguição… na avenida Akira Kurosawa… o homem que o conduz tem intuito de matar o meu amigo… pelo amor à santa, se eu continuar a explicar vamos acabar mortos e ninguém resta para contar a história! … Obrigado.



Mama, just killed a man
Put a gun against his head
Pulled my trigger, now he's dead
Mama, life had just begun


But now I've gone and thrown it all away
Mama, oh
Didn't mean to make you cry
If I'm not back again this time tomorrow




- Eles vêm a caminho. Darien vai mais depressa! Mais um pouco e ele alcança-nos. – Ainda o ouvia murmurar baixinho algumas preces. Tremia, eu nem isso conseguia. Sentia todos os meus ossos congelarem a pensar o que poderia ter acontecido para chegar a este ponto. Ele era louco, e isso eu já sabia mas esperar-me no hospital e fazer-me uma perseguição para me matar? Eu tinha Andrew e o Kunzite no carro! E ele só me queria matar a mim, certo?

Foi pouco antes de chegarmos a uma estrada cheia de curvas, estreita e perigosa, que antes em caminhos habituais não o parecera, que ele colocou o carro ao lado do meu, e aí tive de acelerar e pensar com o pouco raciocínio que me restava, afinal, tinha outras duas vidas no carro. Sequer pensava em encarar aquele filho da mãe.



Carry on, carry on
As if nothing really matters




- Andrew, acorda o Kunzite e saltem do carro agora antes que o pior aconteça. Mais vale magoarem-se.

- Estás a brincar? Achas mesmo que me vou atirar?

- Andrew, não estou a brincar. Salvem-se ao menos… Tu não sabes do que este idiota é capaz. – Eu parecia calmo, mas não. Sentia sim uma faca atravessada no estômago, que mal me possibilitava de falar.



Too late, my time has come
Sends shivers down my spine
Body's aching all the time
Goodbye everybody, I've got to go


Gotta leave you all behind
And face the truth
Mama, oh, I don't want to die
I sometimes wish I'd never been born at all




- Nem tu! Não sejas idiota, eu estou neste carro, o Kunzite deve estar é num estado horrível, ele nem nos ouve! A polícia vem a caminho e vai impedi-lo desta loucura!

- Pega no meu telemóvel. Liga à Serena outra vez.

E continuava desligado…

- Porquê nós? Somos novos. Se ele está louco porque não se mata?



I see a little silhouette of a man
Scaramouch, Scaramouch will you do the fandango
Thunderbolt and lightning, very, very frightening me
Galileo, Galileo


Galileo, Galileo
Galileo, Figaro, magnifico


But I'm just a poor boy and nobody loves me
He's just a poor boy from a poor family
Spare him his life from this monstrosity


Easy come, easy go, will you let me go
Bismillah! No, we will not let you go
Let him go


Bismillah! We will not let you go, let him go
Bismillah! We will not let you go, let me go
Will not let you go, let me go, never
Never let you go, let me go




Foi então que o encarei como um bicho asqueroso. Abria a janela e apontava-me uma arma, começando a ameaçar disparar. Eu não ia abrir a janela, quando ele ao atirar eu sabia que não ia transpor, afinal investira bem na segurança do carro. Mas não me ia valer de tanto quando ele começou a chegar o carro mais para cima do meu, quase aos “s’s”. E piorou ao ouvir as sirenes da polícia, olhando-me ainda mais em fúria.



Never let me go, oh
No, no, no, no, no, no, no
Oh mama mia, mama mia, mama mia let me go




Foi aí que deixei de ouvir tudo à minha volta, apenas via a boca de Andrew mexer e o caminho de repente parecia-me turvo.


Belzebu has a devil put aside for me


For me…



*_*_*



A mancha de sangue permanecia na cama e do telemóvel podia-se ouvir a voz, que tanto pavor causava a Serena: Se não és minha, também não és nem vais ser de mais ninguém.



So you think
You can stone me and spit in my eye
So you think you can love me
And leave me to die


Oh baby, can't do this to me baby
Just gotta get out
Just gotta get right outta here


Oh, oh yeah, oh yeah



* ___ * ___ *

E num certo pub, a notícia de última hora surgia deixando apavorados principalmente dois dos presentes: Zoisite e Nefrite.



Nothing really matters
Anyone can see
Nothing really matters
Nothing really matters to me




Dois carros resvalaram numa estrada arriscada, escura e de pouco movimento, perto da avenida Akira Kurosawa para a rua 5 de Dezembro, causando um brutal acidente que já estava a ser seguido pela polícia. Pela informação das autoridades, um dos condutores, ambos de ligeiros, perseguia o outro já com intento de matar, para que a noite terminasse assim, em tragédia. Ainda não foram dadas identidades, pelo que esta notícia continuará em rodapé até ao final da noite. Por enquanto, já foram confirmados dois mortos e três feridos graves.



Anyway the wind blows



Continua.


E que tal? Bem… devo dizer que a música, - a qual claro que convido a ouvirem enquanto lêem essa parte – Queen sempre me inspirou… mas não tanto quando escrevi este capítulo, e claro que a letra não está ordenada com o texto mas quando lerem, a parte depois da visão turva do Darien, é a importante, porque aquele som é, digamos… a representação da “tragédia”. Pode não estar perfeito mas penso que dei os aspectos que queria mesmo. Obrigada.

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#229
OMG! OMG! OMG!
Estou em choque!
O quê?! o que aconteceu?! Eu não devo ter lido bem! Chocado Ai minha nossa senhora d'Àgrela! Ta tudo morto?! Ai jazuz! não acredio! tudo por culpa de um teste de gravidês! Suspect
Oh Dumpling! O Darien e a Serena morreram mesmo?! Ai que injustiça! Ao menos que fiquem juntos lá no paraiso e não sei quê! ou entao... Tramar alguma Bem, já é costume em Sailor moon, todos ressuscitarem! Bom, nem quero que me digas, prefiro descobrir no proximo capitulo!
Mulher, O Seya não deve morrer, deve ficar tetraplegico, acamado, que assim pelo menos nao faz mal a ninguem, nem mesmo no inferno! Mal disposto'
Capitulo 5estrelas!
Anseio pelo proximo! Bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#230
Bem tou sem comentarios caramba.... deixa la ver se digo algo de jeito depois de ler isto Shocked

Tas de Parabéns pelos dois capitulos estão espetaculares

Que vais passar no proximo capitulo? (Perqunte-me eu) Morreram todos? Espero que so tenha morrido o seiya que esse é que marece.... depois do mal todo que fez a serena e aproveitando-se do acidente que ocorrera com ela..... Mad

Novamente digo que a tua escrita esta um espetaculo desde o 1º capitulo....(se é que te disse alguma vez nos coments)tens jeito para descrever as coisas mto aprimoradas... ou seja muita descrição do acontecimento gst imenso de ter uma escrita assim

4º Bjs e fico a espera do proximo capitulo (Paken ficar a espera asiosamente do proximo capitulo Surprised )
Paken


http://fullmoonportugal.forumeiros.net/forum

Há 1 ano e 1 mês nesta comunidade
#231
Oh obrigada meninas.
Paken, vá lá... já tenho mais alguém que acompanha Embaracoso obrigada, espero que possas continuar sempre a acompanhar que isto de tão pouco feedback desanima.
Todos não morreram, morreram 2 pessoas. Eu tenho estado a ver se alguém nota o pormenor do número de pessoas que iam no carro x) porque eu só falo em 4... certo?
Bem obrigada e espero mesmo que possas continuar a revisar.
Beijinhos e bom ano novo.

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#233
Olaa, =) So ontem e que consegui ler tudo, esta optima, diigo-te consegui ser a Serena a 100% alias eu li um capitulo antes de me deitar e sonhei que o que tinha lido nesse capitulo estava acontecer comingo portanto ve sp como me atingiu, nao sei se vais continuar visto que a ultima vez que postaste foi em Dezembro, pelo meu lado tens todo o meu apoio. Como alias eu ja disse se tu comecares a publicar estas historias mas com outros nomes e vou ser uma das primeiras a comprar porque realmente escreves muito bem.

Beijos e continua assim!
#234
Tenho pena. Sem dúvida, tenho. Porque o carinho que ganhei por esta fic foi enorme e acabei por desprezá-la. Talvez porque esperasse mais feedback e o que vejo é que as pessoas não se interessam tanto por fics longas e com descrição. Algumas preferem até adaptações. São gostos, e eu respeito, só espero que "Não sei mais viver sem você" não vá pelo mesmo caminho até porque tenho outra em mente.


Este é o último capítulo e, posteriormente, postarei o Epílogo.





Capítulo 19 - Morte
A morte… é um rumor, é uma passagem, é uma outra forma de viver. É o fim, o término, o fechar do pano. É ridícula, é triste… Inexplicável.

Creio mais que seja o fechar do véu e o sarar das feridas que não cicatrizaram enquanto vivíamos. Dá para rir, a morte… É tão inesperada, que me faz rir! Porque para tudo há uma espécie de aviso, e a morte chega sem bater à porta… Desejava que desse três toques e falasse breve e num sussurro, me desse uns minutos para avisar quem amo e dizer aquilo que realmente sinto, para que não ficassem com remorsos das suas últimas palavras.

Ah! Mas é, mesmo assim, ridícula! E surgiu negra naquele dia em que um determinado louco conduzia um carro que nem um louco e lhe desse para matar… por ser louco, cego e obcecado. Não, não era amor! Não era amor… E ponto. Obsessão não é sinónimo de amor! Venham com histórias da Carochinha, ninguém me convence que uma mulher é mais feliz se viver em função das opções masculinas, cedendo a tudo o que ele impõe.

Mas, voltando ao tema inicial… a morte. Quis naquele dia terminar com um inocente e um demente, e mudar três ou mais vidas para sempre. Quem mo dizia eram aquelas mãos sob a minha, quentes e trémulas, e aqueles olhos que contavam uma história, a minha história, a sua história… a nossa. A morte não nos apanhara naquele dia, queria ela que ainda tivéssemos uma história para contar no purgatório. Chamou de leve meu nome e suspirou suave.

- Serena?… Como é que te sentes? – Olhei todas as máquinas em volta e o branco que cobria a sala e a sua face. – Creio que seja melhor chamar o teu médico.

E breve, mas tão rápido, lembrei de parte do ocorrido: da última agressão de Seiya, e de pensar que ele me ia deixar ali estendida, num sufoco. Mas não. Nessa vez levou-me. E quando acordei, lembro-me do sangue no meu vestido, das dores na barriga e das mãos atadas, literalmente, no chão da parte de trás do carro e senti a velocidade fora do normal. Ao levantar-me, olhei para o carro ao lado e lembrei o pânico de três homens. E de Seiya com a face rubra; de nada dizer e de esperar o pior… até não puder lembrar mais.

- Óptima notícia! – O homem de bata branca já de certa idade festejava, enquanto olhava para mim. Atrás dele, Darien sorria com o olhar ente a ligadura na cabeça e se apoiava fortemente numa muleta. – 27 Dias é um sucesso para um caso como o seu, menina Tsukino!

Não era difícil perceber, mesmo confusa por todas aquelas lembranças. Após o acidente, dormira 27 dias. Eu não olhava o médico, que naquele momento analisava uma ficha qualquer enquanto me tocava em vários pontos a perguntar se eu os sentia… Olhava Darien. O seu olhar mostrava uma tristeza que metia dó. Ele não me olhava, parecia ter fixado um ponto qualquer na parede e o ar era pensativo.

- Sente tudo Tsukino. Óptimo! O tempo que esteve em coma foram uma recuperação para si então… - Depois disso só ouvi a sua voz, não as suas palavras.

- Doutor, - Olhei então o médico. – podia-me deixar a sós com o Darien, por favor?

- Cl-claro… - Parou confuso e chegou a ficha perto do peito. – Se acontecer alguma coisa ele também sabe o que fazer certamente. Com licença.

Lentamente, endireitei-me na cama, ainda sentia imensas dores, o que era normal após o sucedido. Ele sorriu, e os olhos brilharam.

- O Seiya… - Fiquei em silêncio, esperando que ele percebesse.

- Sim. E o Kunzite, também.

- A culpa não é tua.

- Eu sei… ele ia sem cinto, as autoridades dizem que ele se teria salvo caso o tivesse posto… Ainda assim, não consigo deixar de a sentir. Se eu nunca tivesse andado atrás de ti, ou mesmo nunca lhe tivesse dito nada, ele não teria provocado o acidente.

- Mesmo assim…

- Mas, - Interrompeu, colocando a sua mão quente na minha face. – caso eu tivesse ficado parado, terias ido tu no lugar dele. – Começou a chorar timidamente, como nunca tinha visto. E o meu coração aqueceu instantaneamente, arrepiando-me. – E eu, isso.. nunca ia perdoar! Foi um pouco do que eu pensei nestes 24 dias… Não fui ao funeral, também demorei 3 dias a acordar, 10 a recuperar e todos eles junto a ti.

- Por isso te senti…

- Estive sempre aqui perto. Infelizmente, ainda não terminou tudo…

- Previ que não. – Suspirei brevemente. – Eles continuam cá?

- Sim. – Referia-me aos irmãos e mãe de Seiya. – E tu és o milagre. Sem cinto, como o Kunzite, atada, no carro que ficou em pior estado. Notícia nacional! Agora que acordaste, ainda mais… mas tens de descansar!

Eu não me sentia tão mal o quanto devia ou se previa, mas cedi, por cansaço a tudo o que surgia na minha mente. Horas depois acordei só naquele quarto. Não era apenas solidão que sentia… um vazio imenso invadia-me. Talvez por ele não estar ali… Chorei e arrepiei-me como se sentisse uma alma perturbada junto de mim, apercebi-me então da presença de Naomi, a minha agora ex-sogra e quem devia estar com mais interrogações. Dormia no sofá de estofos pretos em frente à cama; todo aquele branco e aquele contraste tão sustento da mulher de preto deitada no sofá preto junto daquele candeeiro preto. Voltei a adormecer e, quando acordei novamente, ouvia apenas a voz de Darien… parecia aborrecido.

- O que se pas…

- Finalmente! – Naomi Kou entrou pelo quarto a dentro empurrando Darien com o ombro e dirigindo-se perto de mim, antes mesmo que ele percebesse que eu tinha acordado. Agarrou-se à minha mão e Darien tentou tirá-la quase como se ela fosse o inimigo.

- Homem estúpido! Deixe-me! – Ajeitou o cabelo com um leve aceno com a cabeça e suspirou. – Serena, eu precisava de falar contigo.

- Não, não precisa! Já lhe disse que ela tem de descansar e não de aturar com aquilo que não acredita. – Darien continuava, irritado. - O problema é seu e o que ela vai dizer é só uma afirmação de que nada fará desaparecer o que aconteceu!

- É mentira, não é? – A súplica no olhar dela, e a confusão no meu. – O meu Seiya, ele nunca te bateu… pois não?

Darien engoliu em seco e eu desesperei. Os olhos dela eram iguais aos dele… O cabelo era negro como o dele… fazendo parecer que os outros dois não eram seus filhos. Darien pediu-me e desviou o lençol para lhe mostrar uma das marcas nas minhas costas e a marca profunda na barriga. Ah… fez-me lembrar que, mesmo morto deixara sinais dele irreversíveis. Eu senti pena dela e quase que ia dizer a mim mesma que tinha de negar para deixar uma boa memória do seu filho. Lembranças de quando ele era bebé, adolescente ou até do infeliz casamento em que ela era mais uma das iludidas. E continuava. O problema era esse… Mas eu não podia negar a vida que passara, os anos de sofrimento quando todo o mal já se abatera sobre mim.

- Não lhe vou dizer que não. Lamento a morte dele, lamento que tenha terminado assim… mas a escolha foi dele. – Os olhos dela arregalaram-se. Parecia que a surpresa lhe invadia todos os poros da pele. - Se eu disser que nada aconteceu, vou-me magoar a mim. Mais do que ele me magoou… acredite que, mais do que ninguém, lamento não me ter caído nenhuma lágrima quando soube. Só tenho pena do Kunzite...

- Estás a mentir! O meu filho deu-te tudo. Nunca precisas-te de fazer nada na vida e é assim que agradeces?! Só falta dizeres que não lhe vais prestar homenagem… eu sempre te tratei como uma filha!

- Oiça! Eu sei que está magoada mas… acusar-me? Está a dizer que me aproveitei dele? Isso eu não lhe admito por muito que esteja de luto! Já lhe disse… queria chorar por ele mas não consigo. E não estou a dizer que não vá prestar homenagem, ainda que ao homem que me tentou matar! Por um erro…

Darien tentou acalmá-la. Eu sabia que muito ficava ali por dizer mas… ela apenas suspirou, sentou-se e parecia disposta a ouvir o que o filho que acabara de enterrar tinha sido na realidade. Nego. Não tinha criado um filho monstro, Taiki já lhe tinha dito o que vira na estadia em nossa casa. Desconhecia a bebedeira, as noites fora, as faltas ao trabalho… Sentia-me capaz de contar tudo, ainda que soubesse que lhe estava a dar facadas no coração… Ela pedia mais. Admitiu que, em todos os dias que esperara que eu acordasse, apontara o dedo a Darien e a mim, que eu o tinha traído e não era boa mulher. Que não lhe queria dar um filho… Mas continuava a desconhecer a causa de toda aquela perseguição.

- Bem, eu julgo que já deve saber… a Minako, uma amiga minha, está grávida do seu filho Yaten. – Afinal não sabia, olhava-me de novo com os olhos arregalados. Darien também, afinal só eu sabia o porquê de toda aquela loucura, do erro da sua suposição. – Ela foi a minha casa fazer o teste, deu positivo e o Seiya descobriu esse teste… então disse-me que era estéril, acusou-me de engravidar do Darien e bateu-me, esfaqueou-me a barriga… até eu não o sentir mais. Depois só me lembro de acordar no carro.

O olhar dela parecia perdido. E o de Darien, mais uma vez, esmorecia.

- O causador disto tudo está morto. - Contemplei-o. – Pode-me acusar quantas vezes quiser, pode tentar achar um culpado para a vida que o seu filho levou… mas não acho justo que alguém tenha de levar pelas asneiras dele. Eu mesma estava farta e não o ia deixar… então, pode-me chamar quantos nomes quiser. Mas eu aguentei tudo, e ou ia ele… ou ia eu pelas mãos dele. – Ela olhou-me séria. – Você não sabe o quanto sofri antes de o conhecer, eu não tinha memória, não tinha ninguém… e eu vi-o como um anjo na minha vida! Pensava que me ia salvar e tirar daquele esquecimento mas, afinal, só me afastou do paraíso para depois me trazer de volta a ele e forçar-me a ver o inferno.

- Desculpa, filha… Mas não sei como lidar com isto. O Yaten contou-me que quando saiam juntos ele via-o trair-te… O Taiki disse-me que desconfiava que tinhas caído das escadas por teres sido empurrada por ele… Mas eu queria ouvir de ti. – Afinal eles sabiam mais do que eu imaginava e preferiram ignorar. – Acho que tinha esperança que todas as notícias fossem falsas…

Mas não eram. E agora eu era prova disso, era o que restara… Após uma longa conversa, com várias desculpas da sua parte, disse-lhe novamente que tencionava prestar homenagem ao filho. Estava ali para fazer do seu filho um santo aos olhos dos outros… para ela, as aparências contavam mais do que a verdade. Feita a promessa, saiu com queixo erguido. E eu… enquanto olhava a janela pensava quantas mais vidas podia desperdiçar, já que parte desta tinha sido o caos… E, quando o sol se escondeu tímido nas nuvens cinzentas, lembrei o dia em que Darien me tinha pedido em casamento. O suposto dia feliz tornado num inferno; dos meus gritos abafados por uma mão cujos longos dedos cobriam toda a minha face e tocavam todas as partes do meu corpo como se fossem dele, de me silenciar com os seus olhos, hipnotizando-me, de cobrir o meu coração com estigmas que jamais poderiam desaparecer de minutos fazerem o tormento até que meu ventre ficasse de cor escarlate. Ao lembrar-me disto, revi toda a minha vida. O que aquele homem cujos cabelos condiziam perfeitamente com aquelas nuvens fizera em minutos para acabar comigo, não tinham sido mais do que Seiya fizera em anos da minha vida. Palpando o meu âmago, dava perfeitamente para entender. ELE compreendia. Aquele que sorria languidamente para mim.

Quatro dias se passaram, os dois últimos longe de Darien. Ele continuava a tratar de coisas e quando aparecia no hospital era quando eu já repousava. Agora que eu sabia quem era, sabia que a fragilidade não fazia parte de mim. Sabia-me forte… tão forte! E nem aquela cadeira de rodas que me transportava para o carro de Andrew me fazia mais vulnerável. Com a cabeça erguida, sorri para os jornalistas dos quais já me tinham alertado. Não havia nada a dizer… Eles próprios já haviam tirado as suas conclusões, algumas menos favoráveis a mim mas não me importava minimamente. Perante a insistência de Naomi, trajei de negro para prestar homenagem “por fim”, suspirava.

Darien conhecia como ninguém o significado das flores, que eu dizia à minha ex-sogra ter sido uma escolha da florista. Mas era mentira, pelo contrário, a senhora de avental verde olhou para mim e Darien com uma expressão de dúvida… mas a realidade é que não podia atribuir nelas certos significados que em vida não lhe caíra bem. E Naomi não precisava de saber que aquele arranjo de narcisos, a condizer com os crisântemos amarelos e brancos significavam a sua personalidade egoísta e as suas mentiras, com o meu amor frágil e a verdade a que me mantive fiel; no meio, fiz questão de aplicar subtil um jacinto púrpura, demonstrando a minha mágoa e um botão de açucena… em prova do meu perdão.

Quando as coloquei no jazigo negro, Naomi chorou e agradeceu a minha presença. Os irmãos acenaram breve e levaram a mãe; havia vida além do Seiya e eles, principalmente Yaten, tinham assuntos a resolver. Rapidamente fui levada dali para fora pelas mãos de Darien, que me sentava no banco. As minhas pernas estavam em mau estado e o meu ventre ainda doía. Não questionava Darien, não sabia onde ele me ia levar mas confiava… sabia que podia confiar em alguém em tantos anos e sorri quando ele se sentou ao meu lado, pedindo a Andrew para arrancar.

- As flores têm muitos significados… vê se te lembras do significado desta.

- Lembro, tão bem! – Suspirei perante a rosa vermelha. – Não é só amor…

- Não. – Interrompeu, com voz rouca. – Tem um significado único para ti. É que nela estão só bons sentimentos… não é uma mera flor dos amantes, pelo desejo e paixão.

- Lembrava-me sempre de um olhar quando passava por rosas vermelhas… mas não lembrava o de quem. Como pude esquecer?

- Não te culpes mais, já chega por hoje.

Seguimos entre risadas de lembranças antigas, em honra da celebração da vida, em direcção ao Templo Hikawa, onde as meninas nos esperavam… bem como Serenity. Esta apenas nos queria desejar sorte. Sorriu pelo facto de, ainda que ao ter feito asneira ao dizer a Mina para ir a minha casa, não se podia culpar a si mesma, ou seja, a mim que era alheia àquela ideia.

Depois partiu, dizendo que agora via um futuro brilhante à nossa frente. Chibiusa estava bem. Algumas coisas tinham mudado em Crystal Tokyo mas eram só bons acontecimentos à conta daquele destino trocado.

- Eu mal queria acreditar quando soube que a minha premonição se tinha realizado… naquela ameaça que ficou no teu telemóvel antes do acidente, naquela cama cheia de sangue… que o Kunzite… - Suspirou Rey, tentando afastar as lembranças do que vira.

- Acabou tudo. – Darien sorriu de leve, enquanto se sentava. – Não vamos olhar mais para trás. Espera-nos o resto da nossa vida e só temos de pensar positivo.

Seria mesmo assim?

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#235
Oh Dumpling... A parte que mais adoro e ao mesmo tempo mais odeio nas fics é sem duvida o final. Sinto sempre uma nostalgia ao ler as palavras finais e mesmo antes de ler o epilogo já estou cheia de saudades da historia. Infelizmente não sou daquelas pessoas que relê livros e fanfic's. prefiro de vez em quando ler excertos, mas repetir a leitura de uma historia cujo final já sei qual é não é o meu passatempo preferido, pois, por um lado, a magia perde-se.
Então fico-me pelas memorias boas deste conto e do prazer que tive ao lê-lo. Fico feliz por um dia ter entrado neste tópico e ter dado uma oportunidade a esta Fanfic linda e carregada de sentimentos e emoções verdadeiras, que apesar de conter uma historia inventada, estás carregada de factos muito verdadeiros e com os quais qualquer leitor se pode identificar.

A felicidade deste capitulo foi o facto de o Seiya, finalmente ter sumido da vida da Serena. Ainda assim aquela mãe dele assusta-me. Afinal o Seiya deve ter saído a alguém! >.<
Tive muita pena do Kunsite mas de resto fiquei feliz. Gostei daquela introdução a falar sobre a morte. Ridicula, sem duvida!

Compreendo a tua pena em relação àquilo que são os novos leitores do forum. Quando me inscrevi havia sempre movimento na sala de fanfics. Tinha tanto gosto nisso que conseguia ter capítulos prontos diariamente e logo 5 comentários para me dar mais rendimento. Agora temos de esperar alguns dias até aparecer uma bendita alma que se digne a comentar, e às vezes apenas se lêem aqueles comentários sem imaginação que são iguais em todas as fics lidas pelo leitor do tipo "Muito linda, quero mais". Não pretendo ofender ninguém com isto, mas penso que uma boa historia como esta merece detalhes e é sempre muito mais prazeroso ler criticas (mesmo aquelas que não são positivas) que que ler o mero "está lindo!" pois isso é uma prova de que quem leu a fic lhe deu a devida atenção e tem interesse nela. Admito que eu própria às vezes tenho preguiça de fazer comentários decentes, e lamento-o, mas sempre que posso gosto de dar uns "toques".

Terminado (+ou-) este assunto, espero ler o epilogo para conhecer o verdadeiro final (;_Wink de toda a tua bela criação.

Bjokas Smile
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#236
Eu não sei o que dizer. Gostava de ser como aquelas pessoas que chegam ao fim de um capítulo e dizem: Não tenho palavras. Mas não sou. Eu tenho palavras a dizer, mas não consigo é articula-las numa frase coerente.

Enfim são problemas da emoção. Porque emoção foi o que não faltou na tua fanfic. Raiva, ódio, medo, aflição, és uma mão cheia para sentimentos negativos, hã? Mas, ainda assim, drama nunca faz mal a uma pessoa. Pelo contrário, mostra-nos os lados negros da vida e de como as pessoas tendem a reagir perante tais situações.

A história era muitissimo triste. Tanto a da Serena como a tua. É nestas alturas em que achamos "agora vai aparecer alguém para dar uma tapadinha nas costas e tudo correrá bem", mas SURPRESA, nada disso acontece. Não passam tudo de palavras vazias, sem verdadeiro significado. A vida tem mais baixos que altos, por vezes. Dependem da nossa própria força para nos conseguirmos erguer e tanto tu como Serena foram fortes.

Tremi literalmente a ler esta fanfic. A principio achava que iria demorar (12 páginas, ok?), mas depois começei a avançar demasiado depressa e apercebi-me porquê: Fanfic boas têm bastantes comentários... (até me ri de alguns da Haruka Tenou Matreiro)

Nota-se a melhoria da tua escrita. Nos primeiros capítulos, o que incomodava era a ausência de descrições. E fiquei com uma subita vontade de morder/partir qualquer coisa. Tantos sentimentos tristes que poderiam ser explorados!affraid Quando a estrutura melhorou, o aperto foi-se e foquei-me na história como um cão quando vê um osso. Descreveste tanta coisa na perfeitação. Os sentimentos da Serena e do Darien, desde raiva, tristeza e amor, tudo isso bem detalhado e com algumas comparações e explicações à parte. Realmente, esses dois vivem um amor perpétuo, em que nada se pode impuser. Nada, entendido! (daí que eu odeie tanto as fics de Seiya e Usagi Mal disposto - Mas admito que foi preciso ler uma fic como a tua para voltar a amar o Mamoru como antes)



Mas, falando da história em si. Acredita, eu julguei que a Serena fosse morrer de tanto desastre que lhe acontecia. Enervava-me sempre que ela voltava para o Seiya mas aí, lembrei-me "mas é isto´o que as vitimas de violencia domestica fazem. Isto pode deixar-me frustrada, mas é a vida real!". O sofrimento que a rapariga sofreu é inimaginavel e, para piorar, foi tudo quando ela ainda era nova e inocente. Bem, uma coisa é garantida, mais azares não lhe podem ocorrer, não? (oh, vá lá, dá-lhe um feliz para sempre, se não vou chorar baba e ranho e vou mandar-te uma bomba por correio! adoro esta ameaça Matreiro)



O Darien é um querido. Muito diferente do Darien que via no anime. Mas também, não tenho muitas certezas se ele era assim no manga e, para além disso, viamos tudo pelo prisma da Serena - na altura uma verdadeira criança -, daí que a maturidade do Darien se destacasse. Mas aqui ele agradou. Um Darien apaixonado e Homem com H grande. Tenho pena é das intrigas que sucederam à volta do casalinho, impedindo-os de ficarem juntos mais cedo. Bem, isto apenas serviu para provar que, podem mandar vir o Inferno para cima daqueles dois, eles nunca deixarão de se amar.

O Seiya.... ahahaha, que esse é um autentico a"#$#%#"$""!#$"$##"# ..... (e, se eu me lembrasse de uma "asneira" que vi num video de HP, até a postava aqui). Esse era quem o castrasse. Mas pronto, morreu no acidente. Na minha modesta opinião, foi algo demasiado fácil... esperava algo pior. Mas, infelizmente, duvido que arranjasses melhor morte para aquele sacana. Evil or Very Mad



O tema de mulheres submissas e homens violentos é muito sensivel para mim. Chamem-me parva, mas tenho um medo horrivel de me acontecer algo porque, ao pôr-me na pele da vitima, imagino-me a fazer essas mesmas coisas. A submeter-me, em vez de fugir. Mais um motivo pelo qual esta fanfic me marcou. O relato de uma mulher de sofrimento. Um mero objecto, que nem o próprio homem sabe porque tem. A mim apetecia-me queimar o Seiya vivo ou tortura-lo no sotão com ácido (começando no dito-cujo).

A perda das memórias da Serena também incomodou-me. Normalmente, torcia o nariz por ser tão cliché. Mas a fic já é "antiguinha" dái que tens desculpa, para além do facto de a amnésia ser apenas mais um obstaculo para a Serena ficar com o Darien e fugir do Seiya.



E, resumindo as outras personagens...

Mina. nunca muda. Ganda irresponsavel. Tinha logo que engravidar do Yaten Mal disposto

Rey. Odeio-a. A atitude dela para com a Serena! Grande amiga. Supostamente ela não atendia os telefonemas. Supostamente, ela não estaria mal? É uma tapadinha que não vê nada, para além do poder de navegante.

Lita e Ami. nada de importante.

Yaten. Grande cómico, ainda que engatatão. Pobre Mina, ficou mal por culpa dele...

Taiki. Podia ser uma personagem fixe, não fosse tao leal ao irmão. Mas enfim, nao consigo detestá-lo porque era o seu irmão.

Diamante. "#$"$#"$%"$#$# Só espero que uma das alterações no futuro fora ele NUNCA chegar a aparecer. Pobrezinha da Rena se tiver que voltar a ver a cara nojenta daquele gajo (desculpa o palavreado, tenho tendencias a ficar espirituosa quando perco o controlo Matreiro)

Andrew. coisinha fofa e engraçada. Adorei o "rapto" o Dr.Chiba. Foi hilariante Matreiro É bom saber que o nosso "Mário" ainda está por aqui para nos fazer rir.

Kunzite. Pobrezinho. Tenho mesmo pena da morte dele. Pó raio, até achei que tinha morrido um policia no acidente, porque não estava a ver quem era o quinto. Quando li algo da Serena, pensei: "Morreu ela e o Darien. Mas... espera! Não faz sentido o Seiya viver. Naah, de certeza que ele morreu... e com ele outro nino" (fiz figas para que não fosse o Andrew, mas doeu na mesma saber que fora o Kunzite) ;_;



Enfim, tenho que terminar este comentário. Sei que merecias mais, mas não sei mesmo mais nada do que dizer, a não ser para não parares de escrever! Eu aprendi por experiencia própria que mais vale ter poucos leitores do que nenhuns e, ás vezes, esses leitores são tudo o que tu precisas. Só precisas de alguém que te incentive a terminar a história que cresceu desde menina na tua cabeça e que finalmente ganhaste tomates para postar onde quer que seja. Só precisas de uma palavra amiga, a dizer montes de coisas num único comentário, mas com uma única mensagem: Continua!



E é essa a mensagem que te passo a ti. Adorei esta fic. Deverei ler outra tua ainda esta semana. Mais uma vez, desculpa o pequeno tamanho deste comentário. Pode ser que me lembre de mais detalhes para comentar mais tarde =)
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#237
Vim ao portal e pensei uah devo estar a ler mal x)
Oh my!
Só esses comentários valem por 1000 <3
lulumoon agradeço tanto as tuas palavras. A parte da morte realmente tentei focá-la ali inicialmente para dar um certo começo diferente a este capítulo e também em parte suspense. Na verdade, recentemente como já disse, deixei de me preocupar. Se tenho 2 pessoas ou 3 que vêm comentar dessa maneira é logo um entusiasmo para continuar bem maior que os "lindo, continua". E fico-te muito grata por teres acompanhado a fanfic. O epílogo está a sofrer algumas modificações mas devo postá-lo para breve, espero, antes de entrar em aulas que agora tenho mais 2 exames para fazer (já hoje fiz dois). Beijinhos.

Wow Ana, isto sim é comentário de quem leu tudo na íntegra. Uma vez disseram-me que a fanfic era emocionalmente forte e que era normal nem todos terem estofo para a ler. Sim, juntei imensa tragédia, mas está toda aqui sobrecarregada, para as seguintes serem mais leves a nível do drama (hope) e mais a nível de romance e personalidade das personagens. As 12 páginas realmente devem iludir. Cheguei ao final e apercebi-me que a fanfic não é tão grande quando pensei mesmo pelo ponto que focaste: o início. Eu vou revê-la mas digo-te tão sinceramente que quando leio o que está para trás tal como tu ou ainda mais por a ter escrito, sinto-me horrível e falta ali tanta coisa que passo à frente. Acho que era o entusiasmo de actualizar mais vezes para os leitores. E aí, de novo, apercebi-me que tinha de escrever para mim, algo com jeito e que se pudesse ser chegasse ao fim e me arrepiava com aquilo que acabara de escrever!
O tema da amnésia surgiu de uma maneira que, actualmente, não sei se a iria manter. Quando imaginei a fanfic com uma colega de fanfics que conheço brasileira, ela ia-me dando ideias e essa surgiu realmente como hipótese para o facto de ela não lembrar o Darien no hospital. Portanto, sim, apesar do cliché e bah novelas a mais, também pensei "bem, na fase R elas também se esquecem de tudo então vamos lá ver no que dá" *matuta*
Quanto ao Seiya: violência é um tema real como dizes. E quem chama idiota a mulheres assim é porque não se consegue pôr na pele: ainda que saiba o que espera, se o abandona pode acontecer algo pior aos que mais ama. Houve vários momentos em que pensei que quem ia ler ia sentir-se um pouco na pele, e aí foco o que escrevi: Sou movida por cordéis manipulados por uma pessoa oculta atrás de mim, num palco em miniatura chamado mundo. Esta forma de entretenimento serve apenas para um espectador: o mesmo que me manipula. Sou marionete em forma humana, mulher sem emoção.
Então amor balança, para o lado em que certamente irás cair.
porque julgo que o sentimento é mesmo esse, o sentimento de vazio deve invadi-las e acabam talvez por achar que não vale a pena lutar mais.
A personalidade do Darien, para te ser sincera, foi das que mais receei x) porquê? Oh meu Deus tão meloso, tão perfeito vai parecer tão peganhento... porque o homem actual é despreocupado, pode amar mas deixa andar, é mais teimoso e não é um cavaleiro andante... mas com o desenrolar dos capítulos pensei que é isso que se quer num homem. Alguém que não nos esqueça pelo amor que sente ser tão forte e que não importa o que tenha de fazer para o ter de volta.
Espero que sim, que leias pelo menos a minha outra fanfic "Não sei mais viver sem você" porque essa ainda é bebé e os capítulos já estão, pelo menos acho, mais bem construídos. Isto quando e se puderes porque a vida é uma confusão. Sei do que falo, como disse à lulu acima, hoje fiz 2 exames e na 6.ª tenho mais 2. Apesar de estar a escrever algo que penso publicar (say what? sim, mas ainda é muito recente e não crio grandes expectativas mentais porque tem sido um processo complicado e que deve demorar) estou a escrever outra fanfic mas, estupidamente, ainda tenho mais medo de a postar do que tive das iniciais, essa que te disse para ler foi uma one-shot com sucesso mas nunca se sabe o que podem ser as seguintes (x Bem, de novo, obrigada e beijinhos*

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#238
Dumpling* escreveu:Quanto ao Seiya: violência é um tema real como dizes. E quem chama idiota a mulheres assim é porque não se consegue pôr na pele: ainda que saiba o que espera, se o abandona pode acontecer algo pior aos que mais ama. Houve vários momentos em que pensei que quem ia ler ia sentir-se um pouco na pele, e aí foco o que escrevi: Sou movida por cordéis manipulados por uma pessoa oculta atrás de mim, num palco em miniatura chamado mundo. Esta forma de entretenimento serve apenas para um espectador: o mesmo que me manipula. Sou marionete em forma humana, mulher sem emoção.
Então amor balança, para o lado em que certamente irás cair.
porque julgo que o sentimento é mesmo esse, o sentimento de vazio deve invadi-las e acabam talvez por achar que não vale a pena lutar mais.



Foi mesmo isso que pensei. Quem não se consegue pôr na pele não é uma pessoa insensivel, é apenas uma que talvez não deixe a situação andar como as outras pessoas. Porque duvido que homens como Seiya casem com mulheres dominandoras. E, agora que me lembro, a amnésia também só piorou o estado da Serena. Ela não sabia que era forte, deixou-se apoiar em algúem que dizia lhe querer bem. Talvez as coisas fossem diferentes caso ela se lembrasse :/



Ah, e só para terminar: Já conhecia esta música há algum tempo, mas achei-a perfeita para descrever parte desta fanfic (a violencia domestica). Infelizmente os fãs de Sailor Moon do YT preferem usar o Mamoru como o abusador (Mal disposto), daí que coloque apenas a música e não video.



https://www.youtube.com/watch?v=BljgAlMYp5A
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#239
Shame on me again, é algo que tenho de dizer muitas vezes, depois de ler a tua one-shot e ter adorado a maneira como escreves e descreves os acontecimentos nas histórias, fiquei muitissimo curiosa quando me falaste na tua fic, confesso que não tenho muito tempo para ler as histórias todas, já li por completo em que o meu par preferido entre (Bunny e Seiya), não quero dizer com isto que não goste das outras, atenção, mas a tua realmente supera qualquer espectativa. Estive aqui algumas horitas a ler tudo e valeu todos os segundos, não fui capaz de parar perante tal história, o resultado é maravilhoso, não poderia utilizar palavras comuns para descrever o que acabei de ler. Agora o meu comentário sobre o que acabei de ler em mais pormenor.



Pensei que a Haruka e a Mariana iriam salvar a Serena naquele jantar, mas depois vi que a participação delas acabou por ai, a Susana como sempre era a mais razoavel de todas, a Rita ainda pensei que o segredo dela fosse algo sobre ela e o Darien, ou sobre um novo inimigo, mas estava errada, mas gostei do segredo. A Maria e a Ami tiveram um pequeno papel, gostava de as ter visto mais um pouco. A Joana (Mina), como sempre não tem tino naquela cabeça e fiquei curiosa para saber se acabou mesmo por ficar com o Yaten. O Taiki aqui pareceu-me o mais preocupado e atento, o Yaten tinha uma personalidade que se adequa com o estilo dele, o seja, o menino rebele e tá-se lool. O Seiya, bem, só te posso dar os parabéns, pois conseguiste fazer com que eu detesta-se a personagem dele, que é a que eu mais gosto de facto, mas o que ele fez á Serena, enfim, não lhe vou chamar nomes, se bem que merece. Entre o casal principal, derreti-me na parte em que o Darien levou a Serena para casa e fizeram amor, fiquei com a sensação que foi a menina Chibiusa que fez com que ambos se encontrassem no parque, mas posso estar errada. No final tive pena no Kunzite, mas de facto falaste sobre um tema bastante actual, as mortes na estrada pelo facto de as pessoas não terem colocado o cinto de segurança. O significado das flores que a Serena levou para a homenagem ao Seiya, também é um ponte forte, súbtil, mas com uma imagem fortissima.



Abordaste temas muitissimo importantes, como a violência domestica, a morte de alguém próximo, a anorexia... cinco estrelas mesmo, criaste um ambiente sobre o assunto da violência domestica muitissimo real, infelizmente sei o que é sentir cada sentimento que descreveste, fantastico Dumpling. Tenho pena de não ter mais tempo para ler todas as fics que estou aqui publicadas sobre a Sailor Moon, mas sem dúvida que a tua foi a mais realista que li, arriscava a dizer que foi a melhor que li, sem querer menosprezar o que os outros escrevram, que já li fics muito boas também, mas a tua... deixou-me com a vontade de continuar a ler e quando percebi que acabava aqui, tive muita pena.



Só me resta dizer e quase implorar lol, que continues a escrever, porque vale a pena ler o que escreves, nota-se que tens ai muita alminha, continua sempre Wink




(Obrigada ao meu amigo secreto Very Happy)

O link da minha página: https://www.facebook.com/Freyja.Model
#240
Estava a “passear” no fórum quando lidei com esta fanfic. Apesar de velhinha fiquei surpreendida de teres a capacidade de transmitires fortes sentimentos e assuntos brutais que fazem parte dos nossos dias. Acção histórica presente revelou-se bastante triste não apenas por expressares a tua realidade mas a ficção em si foi incrível. Cada palavra lida foi uma tortura para eu imaginar todo o sofrimento que Serena passou a partir do momento que fica órfã do pai. E dos episódios seguintes o sofrimento em vez de reduzir incrementava-se cada vez para pior até ao momento que li aquilo que decidiste fazer à pobre de rapariga! Meu Deus parecia sentir os mesmos actos horríveis que passou. Por outro lado, o amor está sempre presente apesar de o mal-estar à espreita, ou seja, mesmo todo o sofrimento que ele sentiu e apesar da decisão dela, Darien nunca a deixou de amar. Esse amor foi tão bonito e sincero que descreveste quando ele disse que não há ninguém na sua vida senão Serena. Nunca desistiu dela. Sempre que podia estava lá para a proteger e convencê-la que aquilo entre ela e o seiya era demais para ela. Quanto ao seiya, detesto dizer isto mas ainda bem que decidiste esse final para ele. Merecia! Quem ousa atacar física e psicologicamente mulheres indefesas? Só um cobarde e é isso que ele é! Devia ter vergonha na cara. Felizmente mereceu o que mereceu. Não tenho outra solução para esse tipo de pessoa como descreveste na tua história. (Com tanto suspense que criaste no enredo esperava que desses um a boa lição ao Seiya. Como por exemplo: ele finalmente deixasse de tretas, tomasse juízo ou fosse internado para que percebesse de uma vez por todas os actos incorrectos praticados e pedisse perdão incansavelmente à Serena; Ou, sofreste mil vezes mais o que fez à miúda). Para terminar, para quando o epílogo?







A minha Segunda Fanfic de Sailor Moon: Nêmesis, A Deusa da Vingança. [17/07/2014]

A minha primeira Fanfic de Sailor Moon: Sailor Moon: Uma Alternativa à sua história de Origem


[+13] [Epílogo 14/04/14]

                                                                                                                             

Tens de entrar para responderes neste tópico.