Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Sailor Moon - O Sonho não Acabou

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desculpem a demora
eu vou postar daqui a poucoEmbaracoso"""'''''
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
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Capitulo XIV – Inteligência e Recato







A sensação de estar em um lugar e no segundo seguinte estar em outro ainda era um pouco perturbadora para ela, mas não tanto quanto era no começo. Ela ainda sentia aquela sensação de não pertencer a lugar nenhum, de nenhum lugar que realmente pudesse chamar de lar, mas ao mesmo tempo sabia que qualquer lugar onde suas amigas estivessem seria o lugar que chamaria de lar para o resto da vida, pois suas amigas eram o seu lar, o seu porto-seguro, o seu motivo de continuar vivendo e principalmente lutando.

Ao abrir os olhos, viu que estava em um lugar muito gelado. O chão lembrava-lhe grandes pedras de gelo, e o céu era de um nublado perturbador. Não se via nada acima de onde estava do que o cinzento céu, e a seu redor o branco e azul de todo aquele gelo.

Aquele lugar estava desolado. Não havia um mínimo sinal de vida, de qualquer tipo de vida. Nem mesmo pequenos insetos eram vistos naquela região, e ela pensou consigo como um lugar que antes era tão cheio de vida agora não tinha nada mais que gelo ao seu redor?

Começou a caminhar em direção ao local que antes sabia ficar o castelo de Mercúrio, e a cada passo que dava seu coração apertava mais um pouco dentro do peito. Como um lugar cheio de vida se transformava naquilo? Como seu lar no passado, um lugar que sabia que amava, acabara sendo destruído de tal forma?

Sabia que grande parte disso fora por causa de Beryl, e sua luta desvairada para conseguir o Cristal de Prata e acabar com o Milênio de Prata, mas não fazia a mínima idéia de que o mal tinha sido tão grande. Seu planeta, aquele que antes abrigava os seres mais inteligentes de todo o universo, agora era somente uma esfera de gelo que flutuava pelo espaço sem objetivo algum, e aquilo era o que mais a magoava.

Seus olhos começaram a lacrimejar quando finalmente chegou perto do palácio no qual passara grande parte de sua vida passada, aquele palácio que um dia fora altivo, que guardava dentro de si imensos segredos, que alojava dentro de si um rei e uma rainha de imensa sabedoria. Seus pais...

Agora sim chorava realmente. A lembrança de seus pais ainda era muito viva em sua memória. Mesmo tendo se passado uma vida inteira e mais parte de outra, ainda se lembrava daquelas duas pessoas, aqueles dois seres que encheram sua infância de amor e de carinha, que lhe deram toda a educação que possuía, que lhe ensinaram que a amizade valia mais do que qualquer coisa, que a coragem não era simplesmente pular dentro de um lugar em chamas somente para salvar a vida de pessoas que nem mesmo conhece, mas também saber perdoar, entender que ninguém é perfeito e que as pessoas são predispostas a cometer erros.

Foram eles que lhe ensinaram que a coragem não era somente salvar a vida das pessoas, mas também poder lhes dizer que estão erradas, poder perdoar-lhes mesmo sendo extremamente difícil, poder olhar para si mesmo e admitir que está errado. Foram eles que lhe ensinaram que a amizade era um bem muito mais precioso que qualquer outro, que um amigo, um único amigo verdadeiro, era tudo o que uma pessoa precisava para poder passar pela vida feliz, e que ela era uma pessoa de extrema sorte por ter encontrado em sua vida a verdadeira amizade oito vezes, sendo que muitas pessoas não eram capazes de encontrá-la nem mesmo uma vez.

Mesmo em meio a todas as lagrimas que agora banhavam seu rosto, Amy sorriu ao lembrar-se do seu passado como princesa do planeta Mercúrio, e de todas as suas aventuras com suas amigas. Quando escapava com Serenity e todas as outras amigas para a Terra, para que a Princesa da Lua pudesse se encontrar com seu amor, o Príncipe Endymion.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
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Lembrou-se que nunca fora a favor daquelas escapadas da Princesa da Lua, mas sempre acabava indo junto, pois tinha suas próprias razoes para querer ir a Terra. Lembrou-se que quando estava sozinha no castelo, se trancava dentro da biblioteca do mesmo, uma das maiores de todo o universo, e se punha a ler até não agüentar mais.

Começou a andar em direção ao castelo, agora completamente em ruínas, e as lagrimas não queriam mais deixar de cair de seu rosto. As lembranças que aquele lugar lhe dava, lembranças de uma vida quase que perfeita, não queriam parar de chegar a sua mente.

Quando finalmente alcançou a entrada do palácio seu corpo inteiro tremia. Sentia como se estivesse revivendo uma vida que já não mais existia. Era como se aquilo tudo estivesse naquele exato momento. Lembrava-se claramente de quando criança entrar correndo por aquelas portas imensas do palácio. Lembrava-se também de quando descobriu a grande biblioteca do castelo e descobriu sua paixão pela leitura e pelo conhecimento, não devia ter mais de cinco anos naquela época.

Aquele palácio lhe fazia lembrar de todas as emoções que sentiu em sua vida passada, mas não somente o palácio, tudo o que havia ao redor também lhe fazia lembrar-se de sua vida como uma princesa. Aquela vida que há tanto tempo já não existia, mas que mesmo assim continuava viva em sua memória.

Caminhou ao local onde sabia ficar a biblioteca do castelo, e por todo o caminho tudo o que viu foram ruínas. Ruínas de um palácio, de uma vida, de uma história, de um povo, de um planeta. Ruínas de todo um passado. Naquele lugar não existia mais nada alem de ruína, e aquilo estava acabando com o coração de Amy.

Quando finalmente chegou ao antigo corredor que levava a biblioteca, seu coração deu um pulo dentro do peito. Nada ali era como fora antigamente. As paredes estavam caídas, completamente destruídas, o chão estava coberto de sujeira e gelo, o teto estava caindo, com grandes buracos em todas as partes, e todo o brilho que aquele castelo um dia tivera havia sido banido daquele local há muito tempo.

Virou-se e no local onde antes havia uma porta, agora só tinha um grande buraco, levando para uma enorme sala vazia, cheia de sujeira, pedaços da parede caídos em todos os lados. Elevou o olhar para onde ficavam os livros, e seus olhos se encheram de lagrimas diante do que via.

Em todo o lugar que olhava haviam livros caídos, rasgados, completamente despedaçados, cobrindo todo o chão do local. As antigas prateleiras estavam destruídas, jogadas ao chão, ou simplesmente retiradas do local.

Decidiu que não queria mais ficar naquele local. Não queria ver um dos locais que mais amava naquele estado. Aquele local era onde passava a maioria do tempo quando estava no palácio, sempre estudando ou lendo algum romance de outros planetas. Sempre se divertindo entre um personagem e outro, com as histórias contadas por pessoas que não conhecia, que pareciam ter sido feitas especialmente para ela.

Caminhou até onde ficava o quarto dos pais, e mais uma vez teve a mesma vista. Tudo estava destruído, a linda cama que uma vez era o leito do rei e da rainha de Mercúrio agora estava em pedaços, os armários estavam completamente quebrados, as prateleiras que continham alguns dos objetos pessoais de seus pais estavam caídas ao chão.

Mais uma vez decidiu que não ficaria para ver aquilo. Continuou caminhando, não querendo mais ver a desgraça que se formava ao seu redor. Porém tinha um ultimo lugar que ela queria ver naquele palácio. Um ultimo lugar que guardava suas maiores lembranças e seus maiores segredos.
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Seguiu caminhando em frente até que chegou a uma das ultimas portas que continuavam em pé naquele palácio. Abriu a porta e a sua frente encontrou seu antigo quarto. O refugio de todos os seus momentos de tristeza, o local onde se escondia quando estava com raiva, onde parava para lembrar-se de suas aventuras.

Seguiu caminhando, e sentou-se na cama que um dia havia sido majestosa. Colocando as mãos em ambos os lados de seu corpo em cima da cama e sustentando seu peso com elas, ela começou a olhar ao seu redor. O quarto apesar de destruído ainda lembrava seu antigo aposento. Continuou mais um pouco sentada naquele mesmo local, somente olhando para os lados e lembrando-se de como tudo era no passado, até que resolveu se levantar.

Seguiu até a janela de seu quarto, que dava diretamente para o jardim do palácio. Pelo menos o que antigamente era um jardim, pois agora não era nada mais do que um grande bloco de gelo. Apoiando suas mãos no parapeito da janela, ela começou a se lembrar de todos os momentos que passou naquele mesmo local, pensando em tudo o que acontecia em sua vida, ou nas vezes que usava aquela mesma janela para fugir do palácio e sair em mais uma de suas aventuras com suas amigas, ou ainda nos momentos em que ficava ali parada a espera da pessoa que mais amou na vida.

Sim, aquele quarto lhe fazia lembrar-se dele. Quantas vezes ele não tinha vindo até Mercúrio somente para poder ficar parado em frente a sua janela a encarando. Quantas vezes ele não se aventurara a tentar entrar no seu quarto por aquela mesma janela, mas era impedido por ela mesma. Quantas vezes não foi quase pego por estar escalando as paredes do palácio.

Sorriu ao lembrar-se de uma vez, que fora obrigada a deixá-lo entrar dentro de seu quarto para que os guardas reais não o pegassem. Aquela tinha sido a primeira e única vez que ele conseguira entrar em seu quarto, pois poucos dias depois começara a guerra, e nunca mais o vira novamente.

Resolveu que já era hora de sair do castelo. Aquele lugar só a estava deixando deprimida, e não era esse o propósito dela estar ali naquele momento. Caminhou em direção ao jardim do palácio. Um lugar que antigamente era tão relaxante, tão bonito, tão tranqüilo, agora virara naquilo, naquele bloco de gelo, naquela coisa sem vida, assim como todo o resto do planeta, assim como seu coração no momento.

Ao caminhar por aquele lugar, lembrou-se de um lugar que com certeza gostaria de ir visitar, a antiga sala onde eles se teletransportavam para outros planetas. Caminhou calmamente, até atravessar toda a extensão do jardim e chegar a uma sala que ficava isolada de todo o resto do palácio.

Ao entrar naquele local, não se espantou em encontrá-lo quase tão destruído quanto o resto do castelo, mas agora já não se deixava abater, pois pelo menos tinha ainda as lembranças de como aquele lugar um dia realmente fora.

Embora o local estivesse completamente destruído, ainda era possível ver no chão um circulo completamente feito em hieróglifos. Amy olhou para aqueles desenhos curiosa e aos poucos foi lembrando-se do que aquilo significava. Olhando com muita atenção ela lembrou-se exatamente do que diziam aqueles hieróglifos, pois aquela era sua língua, aquela era a língua mercuriana. Abaixou-se até estar quase sentada no chão e tocou aquele grande circulo marcado no chão. Passando a mão por cima de cada um dos hieróglifos, ela foi falando em voz baixa.

Uma luz nasce em meio à escuridão, e com ela todo o futuro do universo. Um coração corrompido guiará o mundo às trevas e apenas um coração puro será capaz de reaver a esperança nos corações desesperados. Apenas a mais brilhante de todas as luzes poderá acabar com a escuridão que ameaça o mundo.”
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Amy olhava para aquelas palavras sem conseguir compreender o verdadeiro significado que elas lhe traziam. Que escuridão era essa? E quem seria a luz? Será que isso já tinha acontecido ou era algo que estava destinado a acontecer? Muitas perguntas se formavam em sua cabeça, mas nenhuma resposta vinha em sua direção.

Tentou lembrar-se de alguma vez no passado ter visto aquela frase, mas a única lembrança que recordava era de estar lendo essas mesmas linhas, mas as frases eram completamente diferentes. Da ultima vez que ela abaixara-se para ler aqueles hieróglifos, eles continham apenas algumas frases sobre o povo mercuriano, e nada mais.

Levantou-se e continuou caminhando ao redor daquela grande sala. Aquele era mais um mistério que teria que resolver, mas agora não era à hora para aquilo. Parou bem no centro da grande sala, e mais lembranças vieram aflorando em sua mente. Lembranças de quando conheceu suas amigas pela primeira vez, de quando fugiu de casa pela primeira vez, para embarcar em mais uma das aventuras de Serenity e Minako.

Sorriu ao lembrar-se da primeira vez que foram todas juntas para a Terra, o único lugar que realmente eram proibidas de ir. Naquele momento, só estavam indo para se divertir, para descobrir o que fazia daquele local tão proibido, para saber se tudo o que ouviam daquele lugar era verdade. E foi naquela mesma viagem, na primeira que fizeram para a Terra, que Serenity e Endymion se viram pela primeira vez.

Nenhum dos dois no momento sabia que o outro pertencia à realeza, e Amy lembrava, depois de verem-se pela primeira vez, foi impossível impedir Serenity de querer voltar a Terra mais vezes.

Amy sorriu lembrando-se daquela viagem, e agradecia imensamente a Serenity por levá-la sempre junto, pois foi em uma dessas escapadas que ela conheceu o único homem que seria capaz de ter seu coração.

Continuou sorrindo ao lembrar-se do que aconteceu naquela viagem, já fazia quase dois meses que elas vinham escapando para ir a Terra, e todas já eram muito amigas do príncipe da Terra, até que finalmente foram introduzidas a quatro dos amigos de Endymion, e naquele momento o coração de Amy bateu mais rápido, pela primeira vez em toda a sua vida.

Foi naquela vez, naquele planeta, graças ao amor de Serenity e Endymion, que Amy fora capaz de conhecer um dos generais do príncipe. E assim como sua princesa, não foi preciso mais do que um olhar para Amy saber que estava apaixonada.

Continuou caminhando até que chegou ao outro lado da sala, e ficou de frente para uma grande janela que tinha uma vista maravilhosa do jardim do palácio. Colocando uma mão delicadamente no vidro a sua frente, ela começou a se lembrar da primeira vez que ficou sozinha com o general Zoicite.

Fora quase quatro meses depois de se conhecerem. Ambos sabiam o que sentiam um pelo outro, mas nenhum tinha coragem de dizer nada. Até que Zoicite tomou coragem e chamou Amy para falar com ele. Levou-a até uma sala distante de todos os outros, e lá, sem dizer uma única palavra, a beijou.

Amy lembrava-se de todos os sentimentos que sentiu naquele momento, trancada naquela sala do palácio terráqueo, com o homem que a amava, o beijando. Sentira-se feliz, envergonhada, relutante, nervosa, desesperada, entregue. Foram tantas emoções em um simples ato, mas fora o momento em que mais fora feliz em toda a sua vida passada.
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Mais uma acordou de suas lembranças, agora o sorriso no seu rosto estava imenso. Aquelas memórias a deixavam imensamente feliz, lembrar que fora capaz de amar e ser amada, quando pensava que não tinha direito a ter tal sentimento.

Encostou sua cabeça no vidro da janela também, e uma lagrima veio aos seus olhos ao lembrar-se da ultima vez que o vira. Estava em seu quarto lendo um livro qualquer, quando ele mais uma vez tentou entrar lá pela janela. Aquela tinha sido a única vez que ele tinha conseguido alcançá-la sem ser quase pego, ou cair acabando por se machucar e deixá-la extremamente nervosa.

Amy naquela época já sabia que a batalha estava próxima, e que o fim estava a um piscar de olhos, e ao ver Zoicite na sua frente, no seu quarto, olhando-a nos olhos com tanto amor, não foi capaz de resistir. Entregou-se ao único e verdadeiro amor de sua vida naquele momento. Sabia que poderia nunca mais vê-lo, mas naquele momento nada importava, pois ela estava nos braços de seu amado, o único que conseguia a fazer esquecer-se de tudo o que estava por acontecer.

Realmente nunca mais o vira, pois dias mais tarde Beryl atacou o palácio de Cristal, levando consigo a vida de todos os Lunarianos, e de todos que os seguiam. Mais uma vez começou a caminhar, e dessa vez saiu da grande sala onde estava, e começou a se dirigir a entrada do castelo. Decidiu que ali seria o melhor lugar para que ela ficasse enquanto lutava contra esse novo inimigo.

Ao chegar lá se sentou no próprio chão, e mais uma vez deixou sua mente vagar para suas lembranças de Zoicite, e mais uma vez abriu um sorriso. Sim, naquela época não fora capaz de ficar com ele, não fora capaz de proteger sua princesa, não fora capaz de proteger a si mesma, e não fora capaz de proteger as pessoas que amava, mas agora tudo seria diferente.

Ela conseguiria proteger Usagi, conseguiria proteger a si mesma, e principalmente as pessoas que ela amava. Sim, agora que ela tinha alguém que a amava, e que ela amava de volta, não o deixaria ir embora por nada nesse mundo. Lembrava-se como se fosse ontem, o momento em que se reencontrou com Zoicite. Sim, ela fora capaz de encontrá-lo nessa vida também, e nessa vida também ele era o único homem que ela amaria, e o único que era capaz de fazê-la esquecer de tudo com um simples olhar.

E foi assim que com amargor começou a lembrar de tudo o que aconteceu no passado, depois de Usagi ter fugido deles, depois dela ter deixado tudo para trás. Lembrar daquela época causava a Amy muita tristeza. Lembrar-se que por durante dez anos de sua vida ela fora impossibilitada de olhar nos olhos de uma de suas melhores amigas.

Lembrava-se completamente do momento em que recebera a noticia de que Usagi havia fugido de casa. Na verdade aquilo tinha sido o que os pais de Usagi haviam lhe dito. Naquele momento todos pensavam que ela havia fugido por causa do que tinha visto Mamoru e Rey fazendo, mas depois eles descobriram que as coisas eram muito piores do que já pareciam.

O desespero que se seguiu nos primeiros meses depois do desaparecimento de Usagi era tangível. Todos procuravam por ela, todos estavam tristes, todos se culpavam, todos estavam completamente abalados com o sumiço daquela que iluminava os dias de todos com apenas um sorriso.

Usagi com certeza fora um anjo na vida de cada pessoa que já cruzara o seu caminho. Ela tinha apenas dezesseis anos naquela época, mas era capaz de entender, perdoar e ajudar qualquer ser humano que precisasse. Fora ela que devolvera a luz à vida de Amy, quando esta já pensava que estava destinada somente aos estudos, quando pensava que nunca teria um amigo verdadeiro em toda a sua vida.
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Então ela chegou e, não se importando com o que os outros falavam dela, foi até lá e ofereceu sua amizade. Amy tinha certeza que Usagi faria aquilo por qualquer um, mas saber que Usagi queria ser sua amiga, mesmo naquela época, fazia seu coração mergulhar em felicidade. Depois veio a descoberta de que era uma Sailor, e que Usagi também era. E os laços de amizade que haviam sido criados entre as duas se desenvolveram naturalmente até um ponto que poderiam ser consideradas irmãs.

O desespero que sentiu quando soube que sua amiga, sua primeira amiga de verdade, havia fugido e ninguém sabia onde ela tinha ido, foi tão grande que durante quase um mês ela ficou mergulhada em uma depressão profunda. Não sabia como conseguiria viver sem ter Usagi por perto.

Lembrava-se que uma vez tivera a oportunidade de sair do país para estudar na Alemanha, mas mesmo naquela época, quando os seus laços com as Sailors ainda não eram tão fortes, ela não conseguira abandoná-las, não conseguira visionar sua vida sem suas quatro amigas por perto. E naquele momento ela tinha perdido uma de suas melhores amigas, e ela não fazia a menor idéia se poderia voltar a vê-la alguma outra vez na vida.

Depois de um mês mergulhada na mais profunda escuridão, Amy foi trazida de volta a vida por suas amigas, e ela sabia que tinha sido egoísta naquela época. Tivera posto um fardo muito pesado nos ombros de suas amigas, que haviam perdido Usagi e ainda tinham que se preocupar com a sua saúde.

Mas no momento em que saiu da depressão em que se encontrava, Amy fora uma das mais entusiasmadas em seguir em frente às buscas por Usagi. Depois de dois anos, quando todos já haviam desistido, depois de que muitos já haviam até mesmo esquecido, Amy e as garotas ainda estavam procurando desesperadamente por Usagi.

Durante todo aquele tempo a vida de Amy ficara muito conturbada. No começo era somente algumas lutas, a escola e procurar por Usagi. Depois as lutas acabaram e as Sailors já não eram mais necessárias, então ela se dedicara aos estudos e a procura de Usagi. Então finalmente conseguira entrar da faculdade de Medicina, e seus estudos aumentaram consideravelmente, ela arranjara um emprego numa livraria, tinha suas reuniões semanais com as Sailors, e tinha as buscas diárias por Usagi.

Durante aqueles primeiros dois anos ela chegou até mesmo a namorar um de seus colegas de faculdade, mas não era nada muito sério, pois mesmo gostando do rapaz ela não conseguia se entregar a nada sabendo que Usagi ainda estava desaparecida. Aqueles dois anos foram o momento em que ela ajustou toda a sua vida em volta de dois ideais, o primeiro era encontrar Usagi, e o segundo era acabar a faculdade de medicina para finalmente começar o seu sonho.

Certo dia, depois de dois meses que havia terminado com o garoto que namorava, Amy encontrou-se com ele. Estava passeando no parque perto de sua casa, em um dos poucos momentos de folga que tinha durante a semana, e o viu andando por entre um jardim coberto de arvores de cerejeiras.

No primeiro momento ela pensou que ele fosse o inimigo que havia retornado, mas depois pensou melhor e resolveu que era melhor conversar com ele e saber quem era, e se era realmente um inimigo. Lembrava-se ainda hoje do momento em que chegou perto dele e seus olhos se encontraram pela primeira vez. Aquele sentimento que passou por dentro de seu corpo no momento que os olhos dele caíram sobre os seus era inexplicável, e até hoje, oito anos depois, ela ainda se sentia assim toda vez que lhe olhava nos olhos.

Naquele dia ela conhecera Zoicite, um homem diferente de qualquer outro que jamais conhecera em toda a sua vida. Um homem inteligente, interessante, que se importava com tudo o que ela dizia, e que diferente de todas as outras pessoas, entendia completamente qualquer coisa que ela falava. Um homem que não tinha medo de mostrar seus sentimentos, e mesmo assim não gostava de falar muito. Um homem que somente com o olhar conseguia fazer com que seu corpo inteiro tremesse.
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Naquele mesmo dia Amy conheceu a verdadeira história de Zoicite. Sim, pois ele sabia quem ela era, assim como ela sabia quem ele era. Ver Zoicite mais uma vez, e na forma humana, trouxe para Amy todas as suas memórias sobre o Milênio de Prata, sobre o amor que os dois sentiam um pelo outro, sobre como se conheceram, sobre as aventuras que compartilharam.

Mas mesmo perante tantas lembranças, ambos decidiram que iriam se conhecer nessa vida, que queriam saber se os sentimentos seriam os mesmos, se eles se apaixonariam novamente um pelo outro, quando ambos sabiam que não eram mais os mesmos de mil anos atrás.

Um ano depois de se conhecerem, os dois finalmente resolveram começar a namorar, e durante todo aquele tempo, Amy e Zoicite juntos procuraram por Usagi, de todas as maneiras possíveis, mas mesmo assim as buscas não estavam levando a lugar nenhum. Ela sabia que cada uma das Sailors estava procurando por Usagi a sua maneira, mas mesmo assim era frustrante estar procurando por uma pessoa por três anos e ainda não ter nenhuma pista de onde ela poderia estar.

Amy se sentia triste e feliz ao mesmo tempo, pois ela tinha o homem que amava ao seu lado, tinha suas amigas, tinha seu trabalho, estava realizando o seu sonho, estava se dando bem naquilo que planejara para a sua vida, mas mesmo assim não tinha Usagi ali. Queria conversar com a amiga, contar para ela que finalmente achou alguém que a amasse e que ela amasse também queria contar para Usagi que o seu sonho estava dia a dia se tornando realidade, queria contar para Usagi que tudo o que faltava para sua vida ser perfeita era a presença da amiga.

Quatro anos depois do começo do namoro de Amy e Zoicite, ele lhe propôs em casamento. Aquele fora um dos momentos mais importantes da vida de Amy, e todos estavam presentes, todos os seus amigos, até mesmo Motoki estava lá. Ela aceitara como todos sabiam que ela aceitaria, mas havia apenas uma condição, ela só iria se casar com Zoicite quando Usagi estivesse presente.

Ela sabia que aquela era uma condição estúpida, e que eles poderiam não encontrar Usagi nunca, mas era isso o que ela queria, era isso que suas amigas queriam também, e era isso que iria fazer. Aquele era um momento muito especial na vida de qualquer mulher, e ela queria dividi-lo com todos aqueles que ela amava, e isso incluía Usagi.

Fora três anos depois do noivado, quase dez anos depois de Usagi ter desaparecido, que finalmente conseguiram uma pista de onde Usagi estaria. Por cerca de dois meses eles foram atrás de cada detalhe, onde ela vivia, onde trabalhava, onde almoçava, onde jantava, seus amigos, seus horários, tudo.

Aqueles haviam sido definitivamente os dois meses mais agitados da vida de qualquer uma das Sailors, e Amy estava com o coração à flor da pele, somente pela remota chance de ter sua amiga novamente ao seu lado. Quando finalmente, dois meses depois, veio à resposta concreta, definitiva e positiva, as Sailors decidiram que era melhor que fossem somente elas e Mamoru atrás de Usagi. Todos haviam decidido que depois que eles conseguissem trazer Usagi de volta seria quando iriam contar para ela sobre tudo o que aconteceu durante os dez anos que ela passara fora.

Quando Amy viu Usagi pela primeira vez, sabia que a reação da amiga não seria muito boa, pois ela se escondera durante anos não querendo que ninguém a encontrasse e de repente ela chega a casa e vê todas as Sailors e Mamoru parados a sua porta. E realmente o primeiro encontro com Usagi não havia sido dos melhores, e ela se surpreendera em ver como sua amiga havia mudado, como a vida lhe fez ficar mais madura, mais bonita, mais mulher.
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Quando foram embora sem conseguir trazer Usagi junto, Amy sentiu-se novamente prestes a cair em depressão, e quem lhe salvou de si mesma fora Zoicite, que passou todos os momentos ao seu lado, cuidando dela, fazendo-a feliz, mesmo que a tarefa fosse difícil.

Dois meses depois, quando todos já estavam se contentando com o fato de que Usagi não iria mesmo voltar, Amy e as outras Sailors se encontraram no templo de Rey para conversarem, como faziam todas as semanas. Porém aquela vez fora especial, pois no momento em que ninguém esperava, eis que surgira Usagi, caminhando na direção delas, com sua amiga ao lado, de volta ao Japão.

Depois tudo aconteceu tão rápido que as coisas ainda estavam tentando fazer algum sentido em sua cabeça. Amy olhou para o céu daquele planeta que um dia fora seu lar. Sim, magia ainda trabalhava por aqui, pois ela conseguia enxergar um céu azul, cristalino, inundado de magnificência, tão azul quanto seus próprios olhos.

Olhou para frente e viu que uma sombra tomava forma a sua frente. Olhou com mais atenção para a sombra que se aproximava claramente de si, e se perguntou o que seria. Sabia que era humano, ou pelo menos lembrava a forma humana, então se perguntou quem seria.

A cada passo que a pessoa dava, mais Amy conseguia mais e mais identificar quem estava a sua frente. Até que, quando estavam cerca de quinze passos de distancia uma da outra, Amy teve certeza de quem era. Ali na sua frente se encontrava Usagi, com o mesmo rosto sério de sempre, olhando diretamente para ela.

-Eu vim para lhe avisar sobre o que precisa ser feito! – Usagi falou, terminando com a distancia que havia entre as duas.

-O que eu devo fazer? – Amy falou, se levantando de onde estava sentada, e encarando Usagi nos olhos.

-A partir de agora, é o seu dever proteger esse planeta, e para protegê-lo você precisa ser forte! – Usagi falou de uma maneira que Amy nunca pensou ouvir a amiga falar, era como se Usagi estivesse falando com outra pessoa, como se estivesse a profetizar o que aconteceria. – Vênus, Saturno e Netuno já sabem os seus deveres, e agora é a vez de Mercúrio saber.

-O que eu devo fazer? – Novamente perguntou Amy, que a cada palavra de Usagi, percebia que a amiga não era a mesma, era como se Usagi estivesse possuída ou alguma coisa parecia, mas mesmo assim não deixou o temor tomar conta de seu corpo e continuou fitando Usagi nos olhos.

-Mercúrio é o planeta protetor da guerreira da inteligência, a guerreira do elemento gelo. Mercúrio nesse momento corre grande perigo e por isso pede ajuda a sua protegida. – Amy olhou para Usagi e as palavras que ela dizia cada vez faziam mais sentido na cabeça da guerreira de Mercúrio. Seu planeta era quem pedia ajuda agora, nesse momento de perigo. Tantas vezes confiara nos poderes de Mercúrio para sair de seus problemas, que agora era sua obrigação retribuir a ajuda a aquele que mais lhe protegera durante todos os anos de batalha.

Novamente se pôs a olhar para Usagi, o vento batia em seus cabelos, fazendo com que eles voassem por sua face, seus olhos pareciam sem vida, estavam desfocados, sem brilho. A saia que usava voava fazendo com que suas pernas ficassem a mostra. Estavam apenas a dois passos de distancia uma da outra, e Amy sabia que sua aparência deveria estar muito parecida com a de Usagi, só com a diferença de que ela estava transformada e Usagi não.
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#531
-Durante dois meses, a princesa de Mercúrio devera permanecer em seu planeta guardião. Durante dois meses, a princesa de Mercúrio devera doar toda a sua energia para formar uma barreira em seu planeta guardião. Durante dois meses, a princesa de Mercúrio devera esquecer da vida que uma vez teve, e se dedicar inteiramente a seu planeta guardião. Ao final desses dois meses, o planeta de Mercúrio devera estar protegido de tudo que tente lhe fazer mal, e sua princesa devera retornar para a vida que antes abandonara, e se preparar para um dia, no futuro, retornar ao planeta que lhe garante poderes, e lhe restaurar tudo o que é direito. A princesa que um dia abandonou seu planeta guardião, voltara para finalmente restaurar o reino perdido! Conecte-se com todas as outras guerreiras, e com a energia dos nove planetas, crie a barreira ao redor de Mercúrio que um dia retornara a ser sua casa. – E quando Usagi terminou de dizer o que deveria, sumiu da frente de Amy como se nunca estivesse ali, deixando para trás uma guerreira muito transtornada com tudo o que acabara de ouvir.

Amy agora já não sabia o que pensar. Sabia que teria que ficar por algum tempo em Mercúrio, e que teria que criar aquela barreira, mas nunca passou por sua cabeça que algum dia seria capaz de restaurar o reino que existira ali, e que no passado fora sua casa.

Olhou para os lados e tudo o que via eram ruínas. Perguntava-se incessantemente, será que seria capaz de fazer esse lugar voltar a ter o mesmo brilho que teve no passado? Será que conseguiria fazer com que todo o planeta voltasse a irradiar vida, como uma vez fazia?

Resolveu que se era para proteger Mercúrio, era melhor começar imediatamente. Sentou-se ali mesmo, nas escadas que ficavam na frente da entrada do castelo, e começou a se concentrar na energia das outras Sailors, assim como aprendera de Usagi. Agora era o momento para que ela mostrasse que era capaz de se proteger e proteger aquilo que lhe era mais importante, e que nesse momento era o planeta Mercúrio.

Ficou ali, sentada naquele mesmo lugar por pelo menos um dia inteiro, até que finalmente conseguiu sentir que todas as Sailors estavam conectadas entre si. Quando finalmente teve a certeza que poderia pegar um pouco da energia de todas, e que poderia dar um pouco de suas energias para cada uma delas, ela se ajeitou mais confortavelmente, e com toda a concentração que tinha em si, começou a formar energia ao redor de si.

No começo aquela bola de energia não passava de um pequeno ponto a sua frente que aparentava ser um floco de neve, mas Amy cada vez depositava mais energia nela, e cada vez aquele ponto ia crescendo, até que no final da primeira semana, aquele pequeno foco de neve já tinha alcançado duas vezes o tamanho da própria Amy, formando uma grande bola aparentemente coberta de gelo.

Durante há primeira semana, tudo ocorreu calmamente, Amy estava tão focada em criar aquela barreira, que ela não sentia nada que acontecia ao seu redor. Ela tinha percebido isso durante o treino que tiveram com Usagi. Durante todo o tempo em que estavam passando energia uma para a outra, era como se o corpo delas estivesse dormindo. Elas não precisavam de nada para manterem-se vivas, não precisavam comer nem beber, era como se o tempo parasse e somente quando elas abrissem os olhos, é que tudo voltava a ser como era.

No começo da segunda semana, aquela pequena bola de gelo já tinha se expandido a quase o quatro vezes o tamanho de Amy, mas ainda era muito pouco em comparação ao tamanho que a barreira realmente deveria alcançar. Ela continuou ali, dando energia para a barreira, enquanto pedia energia emprestada para as outras guerreiras, e emprestava energia também.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
#532
Quando estava mais ou menos no meio da segunda semana, Amy foi tirada de seu transe por um barulho muito alto que vinha de trás de si. Ela levantou-se num pulo e olhou para os lados procurando descobrir de onde viera o barulho que fizera com que ela perdesse a sua concentração.

Quando viu a sua frente, a forma de uma pessoa se aproximando, e em suas mãos uma imensa bola de energia pronta para ser lançada, e Amy tinha certeza de que era o alvo, de seja lá quem fosse a pessoa.

Parou de se concentrar na barreira que estava formando, e se dirigiu para a pessoa que vinha em sua direção, agora já tinha mais ou menos uma idéia de quem seria aquela pessoa. As formas foram se tornando mais concretas, e ela foi definindo os contornos femininos da pessoa que vinha em sua direção. Mais uns passos à frente, ela percebeu que a pessoa estava vestida como as Sailors. Continuou e finalmente teve a visão perfeita da mulher a sua frente.

Não podia acreditar, a sua frente naquele exato momento, estava parada Sailor Moon, pronta para atacá-la. Ela ficou ali, olhando aquela mulher idêntica a Sailor Moon, enquanto ela lhe lançava um olhar cheio de rancor e ódio. Amy começou a se afastar daquela mulher, pois finalmente entendera quem estava ali a sua frente. Aquela era uma das copias de Sailor Kurai, e ela estava ali para matá-la. Tinha que tomar cuidado, pois sabia que era mais fraca, e tinha que fazer de tudo para acabar com isso rapidamente.

Olhou para os lados procurando um lugar onde pudesse se esconder, afinal não tinha muita energia devido à barreira que estava criando, e tinha que esperar um pouco até que tivesse energia suficiente para um ataque. Não pediria ajuda para as Sailors a não ser que fosse preciso.

Foi então que viu um pequeno buraco onde poderia se esconder. Desceu as escadas correndo, e se jogou dentro daquele buraco o mais rápido que pode. Lá esperou até que começou a ouvir os passos de Kurai vindo em sua direção, mas por agora ela já tinha um pouco mais de energia do que tinha antes. Começou a olhar para os lados, procurando por uma distração, quando viu que não havia nada para atrasar aquela mulher, ela resolveu que era hora de atacar.

Quando sentiu que Kurai já estava a poucos passos de distancia, ela pulou de dentro do buraco e ficou frente a frente com a mulher que agora tinha no rosto um sorriso cínico. Kurai olhava para ela como se aquilo não fosse algo que se valesse perder o tempo com.

Ela continuou olhando para Kurai, enquanto essa não tirava do seu rosto o sorriso que agora crescia mais cínico que antes. Ela olhou para os lados, somente para confirmar que não havia nenhuma distração no momento, então pulou para o outro lado do buraco, durante todo o tempo sem trocar nenhuma palavra com aquela mulher, e nem tirar os olhos dela.

Amy esperou pacientemente para ver o que Kurai iria fazer, mas a mulher não parecia capaz de fazer nada alem de sorrir para ela de uma maneira debochada. Ela continuou encarando Kurai, e nenhuma das duas fez nenhuma menção de se mexer de onde estavam, até que Kurai ergueu sua mão e a enorme bola de energia que antes estava ali, voltara a sua mão.

Amy olhou para aquela bola de energia, e soube no momento que a bola apareceu que se caso fosse atingida por ela, não sobreviveria. Resolveu então que iria atacá-la, não iria deixar que aquela mulher lhe atacasse, pois ela tinha uma missão a cumprir e um planeta a proteger.

-Eu acho que já chega dessa competição de olhares, você não acha? – Kurai falou debochada, e Amy viu que até mesmo a voz dela era idêntica a de Usagi. Na verdade havia poucas quase indefiníveis diferenças entre as duas que faziam com que Amy soubesse que aquela não era a verdadeira Sailor Moon, fora o fato de que Usagi nunca a atacaria, mesmo a odiando.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
#533
Amy não respondeu ao que Kurai falou, simplesmente continuou observando para ver o que a mulher a sua frente iria fazer. Quando percebeu que Kurai iria atacar, deu um pulo para trás, indo parar a mais ou menos um metro de distancia da outra.

Kurai não perdeu muito tempo e pulou também para onde Amy estava, fazendo assim com que a bola de energia que tinha em sua mão quase acertasse Amy. Vendo isso, ela decidiu que atacar, não ficaria parada esperando Kurai acertá-la.

Mais uma vez deu um pulo para trás, mas dessa vez, no meio do pulo, ela resolveu que era a hora perfeita para lançar o seu ataque. Concentrou-se durante um momento, e quando sentiu que já tinha toda a energia suficiente, resolveu atacar.

-Eu realmente acho que já chega dessa competição de olhares! – Ela disse quando finalmente aterrissou, colocando as duas mãos em frente ao seu corpo. Esticando uma de suas mãos, preparou-se para o ataque. Na mão que havia esticado, o símbolo de Mercúrio apareceu, por detrás di símbolo um pequeno redemoinho de água começou a ser formado, até contornar todo o corpo de Amy. Algumas das gotas de água se uniram formando uma espécie de harpa em frente à Amy, que concentrando toda a sua energia, gritou – AQUA RHAPSODY! - Enquanto faz isso, formam-se alguns fios de cristais de água, transformando-os em pequenos, mas eficazes projéteis que acertam Kurai.

Infelizmente o ataque não fez nenhum dano em Kurai, que simplesmente ficou parada olhando para Amy, como se esperasse algo mais acontecer. Porém Amy já não tinha muitas forças, pois toda a sua energia tinha sido dada para a barreira que estava construindo.

Kurai, ao ver que aquilo era tudo o que Amy poderia fazer, começou a dar risada. Olhando para a mulher a sua frente, Kurai teve a certeza de que pelo menos uma das Sailors seria derrotada, e seria pelas suas mãos.

-Acho que agora é a minha vez! – Ela disse ainda sorrindo. A energia que tinha em suas mãos começou a brilhar cada vez mais forte, fazendo com que aquela luz não deixasse Amy enxergar nada do que estava acontecendo. – Você não tem mais para onde escapar! – Kurai disse rindo.

Amy sabia que não tinha mesmo para onde ir, e sabia qual era o único jeito de vencer Kurai. Ela teria que pedir ajuda, e teria que fazê-lo agora. Fechando os olhos, pensou somente uma coisa. “Eu preciso de ajuda.”

Logo que Amy abriu os olhos, ela sentiu uma imensa dor no seu ombro direito. Olhou para seu ombro procurando ver o que tinha acontecido, quando a dor começou a aumentar até chegar a ser insuportável. Olhou para frente e tudo o que conseguiu ver foi Kurai a sua frente, e aquele mesmo sorriso cínico em seu rosto.

Tinha certeza, Kurai usou aquele momento de distração enquanto ela pedia ajuda, para atacá-la, e Amy tinha certeza também, que se o ataque tivesse realmente atingido o alvo, ela não estaria viva agora.

Tentou levantar-se, mas a dor era insuportável, e aumentava a cada minuto. Fechou novamente os olhos tentando se concentrar em outra coisa que não fosse aquela dor, mas nada conseguia fazê-la parar de sentir aquilo.

Foi então que ela sentiu uma energia começando a inundá-la. Naquele momento ela soube que as Sailors estavam ali ao seu lado, a ajudando. Continuou de joelhos no chão, com uma mão segurando seu ombro ferido, e olhando para a mulher a sua frente.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
#534
Kurai aos poucos começava a se aproximar de Amy, o sorriso nunca deixando seus lábios, mas foi interrompida no meio do caminho por uma mão que pousou em seus ombros.

-Onde você pensa que está indo? – A voz, muito parecida com a sua, lhe perguntou em algum ponto as suas costas.

-Quem é você? – Kurai perguntou, com certo desinteresse em sua voz, ainda olhando para Amy, que agora tinha um ar de confiança ao seu redor.

-Oras, não reconhece mais a sua dona, Kurai? – A mulher falou, e Kurai teve a nítida impressão de que as mãos da mulher estavam começando a se apertar em seu ombro.

-Eu não tenho nenhuma dona! – Kurai falou, e sua voz agora soava com raiva. Jamais admitiria que tinha uma dona, e não se deixaria rebaixar por ninguém.

-Mas você morava dentro de mim antes de ser capaz de andar pelo mundo livremente, não é verdade? – A mulher perguntou, e ela pode sentir o corpo todo de Kurai tremer por debaixo de suas mãos.

-Eu realmente não sei do que você está falando! – Kurai falou, mas sua voz denunciava toda a tensão que estava sentindo naquele momento.

-Então se vire e você saberá do que eu estou falando! – A mulher falou, e no mesmo momento, suas mãos apertaram mais ainda nos ombros de Kurai, fazendo com que ela reclamasse internamente.

Quando Kurai finalmente se virou para ver quem estava segurando seus ombros, viu uma das pessoas que ela mais temia no mundo. Ali, na sua frente estava Sailor Moon, e não somente isso, ela estava parada a sua frente e pronta para atacar a qualquer momento, mas o que mais dava medo em toda aquela cena era o sorriso que dava para ser visto nos lábios de Sailor Moon.

-Não precisa se preocupar que quem vai lhe atacar não serei eu! – Sailor Moon falou, e o sorriso nos seus lábios cresceu ficando assim ainda mais assustador.

-Não me diga que a fraca Sailor Mercury será a que vai me atacar?! Ela já tentou antes com o seu ataque mais forte, e isso não me causou nem um arranhão, o que te faz pensar que dessa vez vai ser diferente? – Kurai falou, e sua voz estava cheia de sarcasmo quanto a Amy.

-Eu sei que ela vai acabar com você pelo simples fato de que ela agora sim vai usar o seu poder mais forte para atacá-la! – Sailor Moon falou, olhando para Amy agora, e o sorriso no seu rosto ainda mais assustador do que antes. – Finalmente Sailor Mercury conhecera seu ultimo e mais poderoso ataque.

-Sailor Moon, eu não estou entendendo o que você está falando! – Amy disse ainda na sua posição ajoelhada no chão atrás de Kurai.

Sailor Moon sorriu ternamente ao ouvir a resposta de Amy, e como se Kurai não estivesse presente na batalha, se dirigiu até onde Amy estava e se abaixou para ficar olho a olho com ela.

-Você se lembra do treinamento que eu fiz vocês passarem nas ultimas semanas! – Amy imediatamente afirmou com a cabeça. – Então, lembre-se de tudo o que você aprendeu. Lembre-se do poder que você sentiu dentro de si. Tente achar dentro de si as palavras certas para que esse novo ataque nasça. De o seu melhor, pois eu sei que você consegue! – E dizendo isso mais uma vez levantou-se e virando-se de costas para Amy e de frente para Kurai, disse: - Agora eu deixo essa luta para quem realmente merece tê-la.

Amy olhou para a forma de Sailor Moon que se distanciava ao longe, e então voltou seus olhos para Kurai, que ainda tinha em si uma expressão de desentendimento. Sorriu, sabia o que deveria fazer.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
#535
Fechou os olhos e sentiu a energia de todas as Sailors dentro de si, até mesmo a energia de Sailor Moon estava presente ali. Sentiu como aquela energia era imensa, e como era poderosa. Sabia que um único ataque com aquela energia seria letal. Mais uma vez sorriu, pois sabia o que tinha que fazer. Fechou sua mente de qualquer pensamento que pudesse ocorrer, e tentou ouvir em sua mente as palavras que liberariam esse novo ataque, assim como Sailor Moon dissera para ela fazer.

De repente, ela sabia exatamente o que deveria fazer como deveria fazer, e o que deveria falar. Tudo veio a sua mente como se ela já fizesse isso há muito tempo, como se seu corpo soubesse exatamente cada passo que sua mente lhe mostrava. Seu rosto tomou uma expressão calma, como se nada a seu redor estivesse acontecendo, e pela primeira vez, começou o ataque que sabia ser o seu mais poderoso.

Amy colocou ambas as mãos em frente do seu peito, juntando-as ela formou um triangulo em cima de seu coração. – Mercury! – Ela disse. De dentro do triangulo o símbolo de Mercúrio apareceu. O símbolo começou a ser coberto por uma fina camada de gelo e a crescer de tamanho. Amy tirou suas mãos da posição que estavam antes, e o símbolo de Mercúrio ficou maior do que Amy, tomando assim o tamanho de um cetro. Amy colocou as duas mãos na base do cetro, fazendo com que ele ficasse a sua frente. No centro do circulo que fica ao topo do cetro vários raios de gelo começaram a aparecer. Quando os raios de gelo se encontraram no centro do circulo, uma pequena bola de energia começou a se formar. – Koori no Tamashii! – Amy disse numa voz calma, e então a pequena bola de energia começou a crescer de tamanho até tomar todo o circulo do cetro. Quando isso aconteceu, Amy tirou o cetro do chão e o apontou para Kurai, a energia saiu das duas pontas que ficavam em cima do circulo e foi até onde estava Kurai em forma de vários raios de gelo dirigidos para todos os pontos vitais do corpo dela, fazendo assim que o seu corpo ficasse completamente congelado.

Durante o tempo em que tudo isso aconteceu, Kurai não teve nem mesmo dois segundos para se desviar do ataque que Amy estava lhe mandando. O primeiro raio que lhe atingiu impossibilitou completamente que ela usasse as pernas, impedindo assim que ela fugisse. O segundo raio, que veio nem um milésimo de segundo depois do primeiro raio, impossibilitou seus braços impedindo assim que ela pudesse lutar. O terceiro raio acertou diretamente a área da barriga. O quarto acertou sua cabeça. O quinto foi diretamente o seu coração, fazendo assim que ela não pudesse mais fazer nada.

Amy assistiu enquanto cada um dos raios acertava Kurai, impossibilitando ela de fazer qualquer coisa, e quando viu que um deles tinha acertado diretamente o seu coração, ela já tinha certeza, aquela batalha estava ganha.

Não tinha a menor idéia que um poder tão grande poderia estar escondido dentro de si. Agora ela sabia que teria que tomar cuidado, pois todos os grandes poderes tendem a se voltar contra seus próprios usuários.

Das sombras, mais uma vez uma forma começou a aparecer. Ela vinha pelas costas de Amy, então essa somente percebeu que não estava sozinha quando a pessoa a suas costas lhe encostou a mão nos ombros.

Amy virou-se imediatamente, temendo outro inimigo. Não sabia se teria forças para lutar mais uma vez, não depois de um ataque como aquele. Mas quem viu atrás de si não foi nenhum inimigo, e sim Usagi. Uma Usagi diferente das duas ultimas vezes que ela a vira, pois essa Usagi tinha um sorriso orgulhoso em seus lábios, e em seus olhos dava para se ver como estava feliz com o que tinha acabado de acontecer.

-Parabéns Amy, aquilo foi completamente impressionante! – Usagi falou, o sorriso somente aumentava a cada palavra que ela dizia. – Você ganhou um poder impressionante, que vai lhe seguir para o resto da vida, que vai lhe ajudar nos momentos em que você mais precisar, mas não o use sem ter a devida noção de que esta é a única opção para que a luta acabe bem. Nenhum poder tão grande quanto este deve ser usado de forma indiferente.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
#536
Amy olhava para Usagi, e um sorriso aparecia nos seus próprios lábios. Sentia dentro de si que Usagi estava feliz por ela, e isso a deixava imensamente feliz, mas ela ainda tinha muitas coisas para fazer. A barreira que estava construindo para proteger o planeta Mercúrio ainda não estava nem ao menos na metade da metade. Era muita coisa para muito pouco tempo, e muita energia para quem tinha acabado de lutar.

-Amy, descanse agora, e quando você estiver completamente recuperada, volte para o seu lugar na construção da barreira. Em pouco tempo tudo isso estará acabado e nós poderemos retornar a Terra e voltar as nossas antigas vidas. Em pouco tempo tudo o que era destinado a acabar, renascerá. – E dizendo isso, Usagi vai até mais perto de Amy, e lhe dá um beijo em sua testa. Vira-se, e em menos de dez passos, ela desaparece deixando para trás uma Amy completamente motivada a terminar o que havia começado.

Ela foi em direção ao castelo, e entrou em seu antigo quarto. Decidiu que seria ali que ela dormiria aquela noite, a única noite em que descansaria naquele planeta. Decidiu ali, naquele quarto, naquele momento, que reviveria o reino do planeta Mercúrio nem que isso custasse a sua própria vida. Queria ver sua casa do jeito que ela era, queria ver seu povo como ele sempre fora, queria que Mercúrio voltasse a ser aquele planeta de luz e inteligência que sempre fora.

Dormiu e sonhou que tudo voltaria ao normal. Sonhou que a Aliança entre todos os planetas seria concretizada, que teriam paz finalmente, que Usagi voltaria para tomar seu lugar de direito, que todos os reinos seriam reconstruídos, que todas as vidas seriam renovadas, que todos os sonhos seriam concretizados.

Quando acordou no outro dia, sabia que tinha uma obrigação a cumprir, e a cumpriria com toda a sua vontade. Olhando ao seu redor, encontrou uma pequena bandeja de comida, e sorriu agradecendo Usagi mais uma vez. Depois de comer começou a se levantar, estava pronta para o que estava por vir. Sentaria naquela mesma pedra em que se sentou nas ultimas duas semanas, e voltaria a dar energia para a barreira se concretizar, esperaria até que alguma das Sailors precisasse de ajuda e lhe daria uma parte de seus poderes, para que assim elas também pudessem acordar esse novo poder que poderia lhes deixar tão fortes e ao mesmo tempo tão fracas.

Ela estava preparada, pela primeira vez sem medo algum, para o que o futuro havia lhe reservado. Ela simplesmente estava preparada para o futuro.
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Fic: O Sonho não Acabou - Capitulo XV- Amor e Beleza
#537
Oh meu deus!!
que capitulo lindo!
primeiro que tudo devo dizer que adorei o tamanho!lool! amo capitulos grandes, bem detalhados..e o teu foi extraordinario nestes aspectos, alias como sempre!
depois a historia de Mercurio...
bom deve ter sido um choque para ela regressar ao seu planeta, ao seu antigo lar e encontrar tudo naquele estado de abandono e destruiçao...so isso fez me ficar bem triste, depois soubemos um pouco mais daquele reino, da antiga vida da navegante de Mercurio...Perfeito mesmo! Amei...
Aquelas aventuras entre as meninas, aquela amizade tao grande que tinham umas com as outras, e as idas a Terra...
A historia de amor entre Amy e Zoicite está lindissima! a entrega dela, naquela noite que acabaria por ser a ultima...hmmm...tao bonita a historia deles...
Ainda bem que se reencontraram mais tarde e a poderam viver de novo...
Tambem adorei o facto de teres abordado o que as navegantes, e neste caso em particular a Amy tinha feito nos dez anos que Bunny esteve desaparecida, e a sua reaçao..
Devo dizer que fiquei comovida, Amy é uma pessoa tao sensivel, imagino como tinha sido dificil para ela a ausencia de Usagi, ate porque Amy é muito ligada a Usagi, foi realmente a primeira pessoa que se aproximou mais dela e foi a sua primeira verdadeira amiga... Foi muito real todos os sentimentos que transmitiste, o facto de ela ter estado em depressao, a sua busca incansavel pela Usagi, o facto de so se aceitar casar qd a encontrasse...Maravilhoso mesmo!
Depois a batalha...coitada, sem forças e sozinha a ter q enfrentar um inimigo tao poderoso....Quase que tive medo do que pudesse acontecer...mas graças ao treinamento todo que tiveram durante tanto tempo la conseguiu chamar ajuda...e Usagi ajudou-a a despertar o novo poder em si...e que poder esse! que ataque que ela "ganhou"!
So te posso dizer Parabens!!! tety estas a escrevr cada vez melhor.. os detalhes e as descriçoes sao perfeitos, a maneira como transmites os sentimentos magnifica...
so te peço para nao demorares a escrevr os proximos capitulos pois quero tanto saber o que se vai passar com todas as meninas....
*me estende um ovo kinder bem grande, como presente a tety pelo fantastico capitulo*



"jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Entao cuidado, o gang anda rondando"
...............
Fic: "Sailor Moon- o último suspiro"
#538
Wow.... Tanta coisa...

Cada vez que acabo de ler um capítulo desta fic fico sem palavras... E este então foi particularmente recheado de emoções, das mais variadas...

Da nostalgia ao temor e à esperança, todos os sentimentos estão mais uma vez tão bem descritos, com tanto detalhe e tanta sensibilidade que nos leva para dentro da história. Seria impossível imaginar um reencontro das sailors com os seus planetas que fosse mais bonito que este.

Ena... Tanta imaginação que a Naoko despertou com um simples desenho que juntava as Sailors com os Generais... Gostei muito do reencontro da Amy com Zoicite na vida presente. Sempre achei que elas também mereciam uma história de amor, e esta é linda. Adorei a descrição das recordações dos 10 anos de ausência da Usagi, desde a angústia a procurá-la aos acontecimentos na vida de Amy. Através destas recordações podemos saber mais do que se tornaram estas guerreiras que agora são já adultas.

A batalha foi de cortar a respiração... Todas as emoções e pensamentos que passavam pela cabeça da Amy eram transmitidos com uma perfeição tal que me sentia assim também. O detalhe que foi dado sobre o novo ataque permitiu visualizá-lo perfeitamente, o que eu adoro.

Bem... este capítulo foi tão intenso que ao fim de 2 ou 3 parágrafos já tava a parar pra desenhar uma imagem da chegada da Amy a Mercúrio... E tive vontade de fazer muitos mais!

Parabéns, tety, mais um capítulo genial! E agora que entrámos na verdadeira acção, fico cada vez mais ansiosa pelo próximo!

#539
Oi tety! _o/
Mil vezes... baaaaaaaaaah! :Matreiro:
Por que não li a fic antes? Shocked
E ainda mais de uma conterrânea (sou brasileira também, mais precisamente do RS)

E só posso dizer-te uma coisa... beeeeeeeei... que fic espetacular! A cada capítulo que ia lendo fui me prendendo de tal maneira que... uau, sem palavras...
Amei esta Usagi e todo este novo contexto dela, a Misugi, os cenários novos, tudo!

A Kasei já tinha se referido a tua fic em um tópico, mas quando ela fez a fanart fiquei tão curiosa pra saber como era a história que tive que largar um pouco o meu trabalho :Embaracoso':, valeu a pena.
Como cheguei meio que de gaiato no navio Razz, não vou tecer muitos comentários, vou postar os trechos que me prenderam a atenção :Embaracoso':




-Muito bem senhorita Usagi, vejo que nesses últimos dias você tem
sido uma boa menina, não vou lhe dar um pirulito, mas posso dizer que a
senhorita está livre para ir para casa, agora eu vou ali fora avisar sua amiga
para vir lhe ajudar e vocês podem ir embora agora mesmo se quiserem. – Ele
começou em um tom de gracejo, no qual Usagi respondeu com um sorriso maior
ainda, se é que isso era possível, ela realmente estava feliz depois de tanto
tempo.






-O que vai acontecer comigo eu já disse que não sei, não faço a
menor idéia. Porem, um sentimento não foi feito para vagar despreocupadamente
por aí. Um sentimento não foi feito para ser extraído de um ser. Os sentimentos
têm lugar obrigatório dentro do corpo humano, dentro da alma humana. Como eles
não podem, simplesmente não podem ficar vagando pelo ar, esses sentimentos que
são expulsos de dentro do corpo humano tem que achar outro recipiente para se
alojarem. Sim, pois nós somos simplesmente recipientes em que eles se instalam
até o momento que não são mais necessários. – Ela continuou, ao ver a cara de
descrença que algumas das mulheres a sua frente fizeram.






A única
que faltava acordar era Hotaru, mas Usagi havia explicado a todas as Sailors
que era de se esperar que Hotaru fosse a ultima a conseguir encontrar a luz
dentro de si, afinal elas estavam ali para encontrar e combater toda a
escuridão que existia dentro delas e Hotaru era exatamente a Sailor da
Destruição, aquela que guardava dentro de si a maior escuridão.





-Mamoru,
você não precisa usar o teletransporte, pois seu planeta guardião é a Terra.
Mas de qualquer jeito eu quero que você estabeleça um link com todas nós, para
casa precisemos de ajuda na hora do teletransporte, você possa ajudar.





Fora
quase quatro meses depois de se conhecerem. Ambos sabiam o que sentiam um pelo
outro, mas nenhum tinha coragem de dizer nada. Até que Zoicite tomou coragem e
chamou Amy para falar com ele. Levou-a até uma sala distante de todos os
outros, e lá, sem dizer uma única palavra, a beijou.





Não podia
acreditar, a sua frente naquele exato momento, estava parada Sailor Moon,
pronta para atacá-la. Ela ficou ali, olhando aquela mulher idêntica a Sailor
Moon, enquanto ela lhe lançava um olhar cheio de rancor e ódio. Amy começou a
se afastar daquela mulher, pois finalmente entendera quem estava ali a sua
frente. Aquela era uma das copias de Sailor Kurai, e ela estava ali para
matá-la. Tinha que tomar cuidado, pois sabia que era mais fraca, e tinha que
fazer de tudo para acabar com isso rapidamente.


Fui do riso às lágrimas nesta fic, gostei muito das partes de reflexão, e aquela parte dos treinamentos me lembrou do "No Limite", um programa "antigo" de sobrevivência.
Sobre o último capítulo postado (e eu achava que tinham doze, quando me dei por conta, tinham mais dois) foi o que mais me agradou (sou meio suspeita, gosto da Ami), estou à espera do que vem por aí :Embaracoso':

Mais uma vez, os meus mais sinceros parabéns, me conquistaste. Além do que, tua escrita é invejável, com poucos erros ortográficos, coisa rara hoje em dia (mas os portugueses daqui escrevem muito bem, por isso me tornei fã deles, mesmo sendo do nosso país).

Um grande abraço!

EDIT: faltou uma coisinha: é a primeira fic que vejo que explora o final da fase Stars muito bem sobre o destino do caos, poderia até habitar a própria Usagi :Embaracoso':

Presente do Brancus- Visitem www.imagevisiondesign.com

Semi-ausente até março Neutral
Moon Revenge- exerto do volume 2 publicado 02/01
#540
ta lindissimo, meu deus ta bastante bem trabalhada e explicas as coisas mto bem ;D



merci, André <3
_______________________________

Hapinnes in colour motion... porque a cor é, afinal, a base de toda a felicidade! - by dizzy

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