Os três talismãs
Likinhas escreveu:*olha para a data em que postou o último capitulo*
*dá graças pela titia Neptuno ainda não ter aparecido para ameaçar com as suas famosas e temiveis facas*
Mil desculpas por ainda não ter postado nada! Tenho apenas duas páginas e meia escritas e para piorar não gosto daquilo que escrevi. Acho que já fiz melhor.
Não sei quando irei postar. Esta última semana tem sido complicada para mim devido a "agenda" preenchida e a algusn problemas pessoais que me afectaram bastante a nivel psicológico. Não tenho tido cabeça para escrever e são poucas as vezes em que a boa disposição aliada à inspiração aparecem!
Mais uma vez peço desculpa e prometo que tentarei compensar durante as férias!
Pois, menina Likinhas.....
bem, desta vez podes ficar descansada.... vou estar ausente do forum até domingo por causa dos exames e não só, por isso descansa..... só 2ª feira é k vou começar a exigir 

Capitulo 11
União de dois corações
As árvores, a brisa calma que agora soprava nas folhas dos arbustos, o caminho que seguia… Tudo isso lhe passava despercebido, apenas tinha olhos para uma coisa, para aquela jovem fada nos seus braços. Finalmente tinha-a de novo junto a si mas não da maneira como gostaria.
Liana estava agora na sua forma habitual, sem as suas belas asas a adornar-lhe as costas. A sua pele tinha adquirido uma tonalidade pálida e estava extremamente fria. Sérgio temia pela sua vida. Tinham de chegar rapidamente ao palácio se a queriam salvar. A ideia de a poder perder para sempre causa-lhe arrepios.
Um luxuoso palácio começou a recortar-se no horizonte. Apressaram os cavalos. Era urgente tratar das fadas depois daquela fatídica luta. Principalmente Liana, que tantas feridas sofrera. Passaram os portões do palácio a grande velocidade.
Os elfos entraram rapidamente, levando consigo as fadas. Subiram as escadas o mais depressa que as pernas e o peso das jovens lhes permitia e encaminharam-se para os quartos de cada uma delas. Várias empregadas subiram a correr, levando tudo o que seria necessário para tratar dos ferimentos.
Após colocar cuidadosamente Liana sobre a sua cama, Sérgio ajoelhou-se no chão, junto a ela. Pegou numa das suas mãos e ali permaneceu, observando-a atentamente, na esperança de que ela acordasse. Ouviu
a porta abrir e passos apressados a irem na sua direcção.
- Sérgio agora vais ter de sair. – disse-lhe uma elfo de cabelos loiros e olhos sábios.
- Não posso mesmo ficar Cláudia? – pergunta ele, relutante em sair e deixar ali Liana. Queria estar ao seu lado, vê-la acordar.
- Não. – disse ela fazendo um gesto para que ele saísse.
Olhou mais uma vez para Liana. A expressão do seu rosto… Era como se ainda estivesse a travar aquela batalha mas agora, no seu interior. Levantou-se e, com passos, lentos encaminhou-se para a porta. Olhou uma última vez para Liana. Fechou a porta atrás de si e aguardou no corredor. Passaram-se alguns minutos e viu Gisele sair do quarto de Ana.
- Gisele! – chamou-a.
A elfo olhou para ele e aproximou-se. Parecia cansada e um pouco abatida.
- Está tudo bem? – pergunta Sérgio preocupado com a amiga.
- Sim está. Só estou um pouco cansada. Que me querias?
- Apenas te queria perguntar como é que estam a Ana e a Mariana. – diz ele.
- Elas estam bem. – responde Gisele com um pequeno sorriso. – Os ferimentos não são graves e amanhã já estaram completamente recuperadas. E a Liana? Soube que os ferimentos dele eram bastante graves.
- Estão agora a tratar dela. – responde um pouco triste. – As feridas são muito profundas, ela perdeu muito sangue. Estava tão pálida e fria… Tenho medo do que lhe possa acontecer.
- Tem calma. – diz Gisele colocando-lhe a mão no ombro esquerdo. – Ela vai ficar bem. Vou ver como ela está.
Abriu a porta do quarto de Liana e entrou, deixando Sérgio sozinho no corredor, olhando para a porta agora fechada. A única coisa que o separava de Liana. Queria vê-la, estar a seu lado. Sentia um grande aperto no coração ao pensar naquela batalha, aquela batalha que ela tinha travado sozinha. E ele… Ele apenas pode observar naquele momento, sentindo-se um inútil e sofrendo ao vela ser ferida por Ricardo.
Passaram-se quinze minutos e a porta do quarto abriu. Gisele foi a última a sair. Olhou para ele com um olhar doce e fez sinal para o interior do quarto, indicando-lhe de que já poderia entrar. Sérgio anui e entrou.
Fechou cuidadosamente a porta e aproximou-se da cama.
Liana estava debaixo das cobertas. O seu rosto estava mais harmonioso, mais calmo. Várias ligaduras cobriam os seus braços descobertos, escondendo os profundos golpes infligidos pela espada de Ricardo.
Ajoelhou-se no chão, encostado à cama, e pegou na mão dela, como tinha feito assim que haviam chegado daquela batalha. Já não estava fria, a sua pele já tinha adquirido de novo o seu tom normal. Um pequeno sorriso surgiu nos lábios de Sérgio. Ela estava a recuperar, ela viveria.
Pousou a cabeça na cama, sempre com o seu olhar fixo naquela jovem fada. Parecia tão calma, tão distante de todos os problemas que a rodeavam. As suas pálpebras começaram a ficar pesadas, obrigando os seus olhos a fecharem-se. Acabou por adormecer.
O sol já se tinha posto quando acordou, ao sentir algo mexer-se debaixo da sua mão. Olhou para Liana.
As mãos dela tremiam, assim como todo o seu corpo. Suor corria pela sua testa e pequenos gemidos saiam de forma fraca da sua boca. Uma pequena e solitária lágrima correu pela sua face, oriunda dos seus olhos fechados.
Sérgio,ergueu-se. Sentou-se ao seu lado, na cama, e fez-lhe pequenas festas no cabelo. Deu-lhe um pequeno beijo na testa.
- Calma… - sussurrou-lhe ao ouvido, como que na esperança que ela o pudesse ouvir sem ter de acordar.
***
A escuridão penetrava por completo o seu campo de visão, não a deixando ver mais nada além de um manto negro, nem a sua própria imagem conseguia vislumbrar. Mas um pequeno brilho verde começou a rodeá-la e algo comprido surgiu nas suas mãos. As suas asas adornavam as suas
costas e segurava a sua espada.
Olhou em volta, tentando ver mais alguma coisa para além daquele negro manto de escuridão. Dois pequenos brilhos, um azul e outro vermelho, surgiram no ar, dois brilhos que depressa foram ganhando a forma de duas fadas.
A escuridão foi desaparecendo, dando lugar a uma ampla clareira. Uma espada entrou no seu campo de visão, pondo à prova os seus reflexos e a sua rapidez. Conseguiu travar o golpe com a sua própria espada e afastar o seu adversário. Ergueu o olhar e viu um elfo de cabelos castanhos-claros e olhos azuis gelados. Trocaram vários golpes entre si e foi após um corte no braço que Liana tropeçou e caiu no chão.
As duas fadas, outrora elevadas no ar lutando com todas suas forças contra vários adversários, caíram ao seu lado, mortas. As lágrimas preencheram o seu olhar e começaram a fugir deste, correndo pelo seu rosto.
Sem que ela se apercebe-se, o elfo aproximou-se e preparou-se para a matar com a sua espada. Mas um outro elfo, de cabelos negros, não permitiu que tal acontecesse. Colocando-se na sua frente, deixou-se trespassar pela espada do inimigo, morrendo no lugar da jovem fada.
- Não!
***
- Não! – gritou Liana ao acordar. Sentou-se na cama. A sua respiração estava acelerada e várias lágrimas escapavam dos seus belos olhos.
Sérgio aproximou-se dela e abraçou-a. E ela chorou, chorou no peito dele como à muito não acontecia. E assim ficaram durante muito tempo, apenas com o silêncio a fazer-lhes companhia.
- Tem calma. – disse finalmente Sérgio, afagando-lhe os cabelos. – Foi só um pesadelo.
- O problema é esse… E se não for só um pesadelo? – diz Liana entre lágrimas. – A última coisa que quero é que isto aconteça na realidade!
- Queres contar-me o teu pesadelo? Vai fazer-te bem desabafar. – diz Sérgio num tom baixo, perto dos seus ouvidos.
- Tenho este sonho há mais de dois meses. Todas as noites me atormenta. A princípio eram apenas imagens desfocadas que, com o tempo, se foram tornando mais nítidas. - disse afundando cada vez mais a cabeça no peito dele. Ainda sentia medo, ainda tremia, aquelas imagens ainda vagueavam
pela sua mente. Hesitando várias vezes, por entra lágrimas, contou-lhe todo o seu sonho, com cada detalhe e pormenor. – Eu não quero que elas morram, não que tu morras!
Um pequeno sorriso formou-se nos lábios de Sérgio, apertou mas Liana contra o seu peito.
- Não te vais ver livre de mim assim tão facilmente. – sussurrou-lhe ao ouvido num tom de brincadeira. Liana sorriu levemente e afastou-se um pouco dele para o poder olhar nos olhos. Sérgio limpou-lhe as lágrimas com o seu polegar. – Um sorriso teu é mais precioso que duas lágrimas a correr por esse lindo rosto!
Liana fechou os olhos ao sentir a mão quente de Sérgio a passar pelo seu rosto. De súbito aquelas perguntas voltaram a assaltar a sua mente e o seu coração começou a dar as tão ansiadas respostas. Abriu subitamente os olhos ao sentir uns lábios quentes e doces sobre os seus. Não sabia como reagir, o que fazer. Ia tentar afastar-se mas o seu coração dizia-lhe para fazer o contrário, para retribuir. E, aos poucos, ela foi obedecendo ao seu coração, tornando-se mais mole nos braços dele.
Quando se separaram, para poderem respirar, olharam-se nos olhos transmitindo com apenas aquele olhar todo o amor que sentiam um pelo outro.
Agora Liana sabia, sabia o que eram todos aqueles novos sentimentos que tinham despertado dentro de si desde que o conhecera. Agora sabia, sabia que o amava e que não queria perdê-lo por nada.
- Amo-te! – disse ele carinhosamente para depois voltar a fundir os seus lábios com os dela, num beijo profundo e carinhoso.
Uma pequena lágrima correu pelo rosto de Liana, mas não uma lágrima de tristeza… Um lágrima de alegria, uma lágrima fruto de toda a alegria e vivacidade que voltavam a invadir o seu corpo, trazendo de volta a Liana que todos conheciam. Mas essa alegria depressa foi esmorecendo, abafada pelo medo que agora de apoderava dela. O seu que no seu sonho, assaltaram furiosamente a sua mente. Uma voz cavernosa, que apenas ela conseguia ouvir, contribuiu para que o seu medo aumentasse.
- “Vai acontecer, tudo aquilo que viste vai acontecer. Não será apenas um sonho. Tornar-se-á realidade. Vias ficar sozinha, irás morrer sozinha!”
Afundou a sua cabeça no peito de Sérgio, tentando abafar aquela voz, tentando calá-la. Sentiu os braços de Sérgio a apertá-la.
- Liana, o que é que se passa? – perguntou ele preocupado, passando a mão pelos sedosos cabelos dela. Ela não respondeu. – É melhor tentares dormir.
Ia deitá-la, mas sentiu-a a fazer força para que tal não acontecesse.
- Fica aqui comigo. Só hoje! – pediu ela – Não quero ficar sozinha. Tenho medo. Sei que pode parecer ridículo mas, tenho medo.
Sérgio beijou-lhe suavemente a testa.
- Fico hoje e sempre que quiseres. – disse num sussurro ao seu ouvido.
Deitou-a e sentou-se na beira da cama, para se poder descalçar. Deitou-se a sei lado e envolveu-a nos seus braços, para que ela se sentisse segura. Acabaram por adormecer os dois, nos braços um do outro.
__________
União de dois corações
As árvores, a brisa calma que agora soprava nas folhas dos arbustos, o caminho que seguia… Tudo isso lhe passava despercebido, apenas tinha olhos para uma coisa, para aquela jovem fada nos seus braços. Finalmente tinha-a de novo junto a si mas não da maneira como gostaria.
Liana estava agora na sua forma habitual, sem as suas belas asas a adornar-lhe as costas. A sua pele tinha adquirido uma tonalidade pálida e estava extremamente fria. Sérgio temia pela sua vida. Tinham de chegar rapidamente ao palácio se a queriam salvar. A ideia de a poder perder para sempre causa-lhe arrepios.
Um luxuoso palácio começou a recortar-se no horizonte. Apressaram os cavalos. Era urgente tratar das fadas depois daquela fatídica luta. Principalmente Liana, que tantas feridas sofrera. Passaram os portões do palácio a grande velocidade.
Os elfos entraram rapidamente, levando consigo as fadas. Subiram as escadas o mais depressa que as pernas e o peso das jovens lhes permitia e encaminharam-se para os quartos de cada uma delas. Várias empregadas subiram a correr, levando tudo o que seria necessário para tratar dos ferimentos.
Após colocar cuidadosamente Liana sobre a sua cama, Sérgio ajoelhou-se no chão, junto a ela. Pegou numa das suas mãos e ali permaneceu, observando-a atentamente, na esperança de que ela acordasse. Ouviu
a porta abrir e passos apressados a irem na sua direcção.
- Sérgio agora vais ter de sair. – disse-lhe uma elfo de cabelos loiros e olhos sábios.
- Não posso mesmo ficar Cláudia? – pergunta ele, relutante em sair e deixar ali Liana. Queria estar ao seu lado, vê-la acordar.
- Não. – disse ela fazendo um gesto para que ele saísse.
Olhou mais uma vez para Liana. A expressão do seu rosto… Era como se ainda estivesse a travar aquela batalha mas agora, no seu interior. Levantou-se e, com passos, lentos encaminhou-se para a porta. Olhou uma última vez para Liana. Fechou a porta atrás de si e aguardou no corredor. Passaram-se alguns minutos e viu Gisele sair do quarto de Ana.
- Gisele! – chamou-a.
A elfo olhou para ele e aproximou-se. Parecia cansada e um pouco abatida.
- Está tudo bem? – pergunta Sérgio preocupado com a amiga.
- Sim está. Só estou um pouco cansada. Que me querias?
- Apenas te queria perguntar como é que estam a Ana e a Mariana. – diz ele.
- Elas estam bem. – responde Gisele com um pequeno sorriso. – Os ferimentos não são graves e amanhã já estaram completamente recuperadas. E a Liana? Soube que os ferimentos dele eram bastante graves.
- Estão agora a tratar dela. – responde um pouco triste. – As feridas são muito profundas, ela perdeu muito sangue. Estava tão pálida e fria… Tenho medo do que lhe possa acontecer.
- Tem calma. – diz Gisele colocando-lhe a mão no ombro esquerdo. – Ela vai ficar bem. Vou ver como ela está.
Abriu a porta do quarto de Liana e entrou, deixando Sérgio sozinho no corredor, olhando para a porta agora fechada. A única coisa que o separava de Liana. Queria vê-la, estar a seu lado. Sentia um grande aperto no coração ao pensar naquela batalha, aquela batalha que ela tinha travado sozinha. E ele… Ele apenas pode observar naquele momento, sentindo-se um inútil e sofrendo ao vela ser ferida por Ricardo.
Passaram-se quinze minutos e a porta do quarto abriu. Gisele foi a última a sair. Olhou para ele com um olhar doce e fez sinal para o interior do quarto, indicando-lhe de que já poderia entrar. Sérgio anui e entrou.
Fechou cuidadosamente a porta e aproximou-se da cama.
Liana estava debaixo das cobertas. O seu rosto estava mais harmonioso, mais calmo. Várias ligaduras cobriam os seus braços descobertos, escondendo os profundos golpes infligidos pela espada de Ricardo.
Ajoelhou-se no chão, encostado à cama, e pegou na mão dela, como tinha feito assim que haviam chegado daquela batalha. Já não estava fria, a sua pele já tinha adquirido de novo o seu tom normal. Um pequeno sorriso surgiu nos lábios de Sérgio. Ela estava a recuperar, ela viveria.
Pousou a cabeça na cama, sempre com o seu olhar fixo naquela jovem fada. Parecia tão calma, tão distante de todos os problemas que a rodeavam. As suas pálpebras começaram a ficar pesadas, obrigando os seus olhos a fecharem-se. Acabou por adormecer.
O sol já se tinha posto quando acordou, ao sentir algo mexer-se debaixo da sua mão. Olhou para Liana.
As mãos dela tremiam, assim como todo o seu corpo. Suor corria pela sua testa e pequenos gemidos saiam de forma fraca da sua boca. Uma pequena e solitária lágrima correu pela sua face, oriunda dos seus olhos fechados.
Sérgio,ergueu-se. Sentou-se ao seu lado, na cama, e fez-lhe pequenas festas no cabelo. Deu-lhe um pequeno beijo na testa.
- Calma… - sussurrou-lhe ao ouvido, como que na esperança que ela o pudesse ouvir sem ter de acordar.
***
A escuridão penetrava por completo o seu campo de visão, não a deixando ver mais nada além de um manto negro, nem a sua própria imagem conseguia vislumbrar. Mas um pequeno brilho verde começou a rodeá-la e algo comprido surgiu nas suas mãos. As suas asas adornavam as suas
costas e segurava a sua espada.
Olhou em volta, tentando ver mais alguma coisa para além daquele negro manto de escuridão. Dois pequenos brilhos, um azul e outro vermelho, surgiram no ar, dois brilhos que depressa foram ganhando a forma de duas fadas.
A escuridão foi desaparecendo, dando lugar a uma ampla clareira. Uma espada entrou no seu campo de visão, pondo à prova os seus reflexos e a sua rapidez. Conseguiu travar o golpe com a sua própria espada e afastar o seu adversário. Ergueu o olhar e viu um elfo de cabelos castanhos-claros e olhos azuis gelados. Trocaram vários golpes entre si e foi após um corte no braço que Liana tropeçou e caiu no chão.
As duas fadas, outrora elevadas no ar lutando com todas suas forças contra vários adversários, caíram ao seu lado, mortas. As lágrimas preencheram o seu olhar e começaram a fugir deste, correndo pelo seu rosto.
Sem que ela se apercebe-se, o elfo aproximou-se e preparou-se para a matar com a sua espada. Mas um outro elfo, de cabelos negros, não permitiu que tal acontecesse. Colocando-se na sua frente, deixou-se trespassar pela espada do inimigo, morrendo no lugar da jovem fada.
- Não!
***
- Não! – gritou Liana ao acordar. Sentou-se na cama. A sua respiração estava acelerada e várias lágrimas escapavam dos seus belos olhos.
Sérgio aproximou-se dela e abraçou-a. E ela chorou, chorou no peito dele como à muito não acontecia. E assim ficaram durante muito tempo, apenas com o silêncio a fazer-lhes companhia.
- Tem calma. – disse finalmente Sérgio, afagando-lhe os cabelos. – Foi só um pesadelo.
- O problema é esse… E se não for só um pesadelo? – diz Liana entre lágrimas. – A última coisa que quero é que isto aconteça na realidade!
- Queres contar-me o teu pesadelo? Vai fazer-te bem desabafar. – diz Sérgio num tom baixo, perto dos seus ouvidos.
- Tenho este sonho há mais de dois meses. Todas as noites me atormenta. A princípio eram apenas imagens desfocadas que, com o tempo, se foram tornando mais nítidas. - disse afundando cada vez mais a cabeça no peito dele. Ainda sentia medo, ainda tremia, aquelas imagens ainda vagueavam
pela sua mente. Hesitando várias vezes, por entra lágrimas, contou-lhe todo o seu sonho, com cada detalhe e pormenor. – Eu não quero que elas morram, não que tu morras!
Um pequeno sorriso formou-se nos lábios de Sérgio, apertou mas Liana contra o seu peito.
- Não te vais ver livre de mim assim tão facilmente. – sussurrou-lhe ao ouvido num tom de brincadeira. Liana sorriu levemente e afastou-se um pouco dele para o poder olhar nos olhos. Sérgio limpou-lhe as lágrimas com o seu polegar. – Um sorriso teu é mais precioso que duas lágrimas a correr por esse lindo rosto!
Liana fechou os olhos ao sentir a mão quente de Sérgio a passar pelo seu rosto. De súbito aquelas perguntas voltaram a assaltar a sua mente e o seu coração começou a dar as tão ansiadas respostas. Abriu subitamente os olhos ao sentir uns lábios quentes e doces sobre os seus. Não sabia como reagir, o que fazer. Ia tentar afastar-se mas o seu coração dizia-lhe para fazer o contrário, para retribuir. E, aos poucos, ela foi obedecendo ao seu coração, tornando-se mais mole nos braços dele.
Quando se separaram, para poderem respirar, olharam-se nos olhos transmitindo com apenas aquele olhar todo o amor que sentiam um pelo outro.
Agora Liana sabia, sabia o que eram todos aqueles novos sentimentos que tinham despertado dentro de si desde que o conhecera. Agora sabia, sabia que o amava e que não queria perdê-lo por nada.
- Amo-te! – disse ele carinhosamente para depois voltar a fundir os seus lábios com os dela, num beijo profundo e carinhoso.
Uma pequena lágrima correu pelo rosto de Liana, mas não uma lágrima de tristeza… Um lágrima de alegria, uma lágrima fruto de toda a alegria e vivacidade que voltavam a invadir o seu corpo, trazendo de volta a Liana que todos conheciam. Mas essa alegria depressa foi esmorecendo, abafada pelo medo que agora de apoderava dela. O seu que no seu sonho, assaltaram furiosamente a sua mente. Uma voz cavernosa, que apenas ela conseguia ouvir, contribuiu para que o seu medo aumentasse.
- “Vai acontecer, tudo aquilo que viste vai acontecer. Não será apenas um sonho. Tornar-se-á realidade. Vias ficar sozinha, irás morrer sozinha!”
Afundou a sua cabeça no peito de Sérgio, tentando abafar aquela voz, tentando calá-la. Sentiu os braços de Sérgio a apertá-la.
- Liana, o que é que se passa? – perguntou ele preocupado, passando a mão pelos sedosos cabelos dela. Ela não respondeu. – É melhor tentares dormir.
Ia deitá-la, mas sentiu-a a fazer força para que tal não acontecesse.
- Fica aqui comigo. Só hoje! – pediu ela – Não quero ficar sozinha. Tenho medo. Sei que pode parecer ridículo mas, tenho medo.
Sérgio beijou-lhe suavemente a testa.
- Fico hoje e sempre que quiseres. – disse num sussurro ao seu ouvido.
Deitou-a e sentou-se na beira da cama, para se poder descalçar. Deitou-se a sei lado e envolveu-a nos seus braços, para que ela se sentisse segura. Acabaram por adormecer os dois, nos braços um do outro.
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Spoiler
Peço desculpa por esta coisa daqui de cima, mas como sabem o meu estado psicológio não era e continua a não ser dos melhores e acho que isso se reflectiu um pouco na minha escrita.
Na minha opinião o mlhor do capitulo é mesmo o sonho da Liana, que nem parece ter sido escrito pela mesma pessoa que escreveu o resto. Não sei porquê mas saiu melhor que o capitulo em si. Talvez por estar mais ou menos dentor do meu quadro psiquico -.-
Mais uma vez peço desculpas!
Na minha opinião o mlhor do capitulo é mesmo o sonho da Liana, que nem parece ter sido escrito pela mesma pessoa que escreveu o resto. Não sei porquê mas saiu melhor que o capitulo em si. Talvez por estar mais ou menos dentor do meu quadro psiquico -.-
Mais uma vez peço desculpas!


*paula entra no tópico das fics e pula de alegria por ver novo capitulo de Likinhas*
Primeiro de tudo, não acho nada que este capitulo tenha sido inferior aos outros em termos de escrita!! Acho que continua com a mesma qualidade de descrição e continua presente aquele vizualismo que consegues sp tao bem trasnpor para palavras. Por isso não peças desculpas, eu é que agradeço por mais um óptimo momento de leitura
E espero que ao leres estas palavras fiques um bocadinho mais feliz, pk foram palavras sinceras. 
Mais uma vez, o Sérgio demonstrou a intensidadade so seu amor por Liana, culpando-se de não ter podido ajudá-la na luta...
Adorei particularmente a forma intensa como exploraste o sonho da Liana... a morte das duas fadas sem que Liana pudesse fazer nada... Sérgio a dar a vida por ela... e ela a assistir a tudo aquilo impotente...
.o: Acho que transmitiste mt bem os sentimentos dela e todos os seus medos tornados realidade... Aliás, depois de ela acordar é exactamente isso que ela diz, que receia que o seu sonho se torne realidade...
Quanto ao beijo... simplesmente perfeito...
.o: Não mudaria nem uma pequena palavra... o amor dos dois é tão profundo e puro e isso reflectiu-se nesse beijo...
Bem, mais uma vez estás de parabéns Likinhas!! Fico à espera de mais!!!
Primeiro de tudo, não acho nada que este capitulo tenha sido inferior aos outros em termos de escrita!! Acho que continua com a mesma qualidade de descrição e continua presente aquele vizualismo que consegues sp tao bem trasnpor para palavras. Por isso não peças desculpas, eu é que agradeço por mais um óptimo momento de leitura
E espero que ao leres estas palavras fiques um bocadinho mais feliz, pk foram palavras sinceras. 
Mais uma vez, o Sérgio demonstrou a intensidadade so seu amor por Liana, culpando-se de não ter podido ajudá-la na luta...
Adorei particularmente a forma intensa como exploraste o sonho da Liana... a morte das duas fadas sem que Liana pudesse fazer nada... Sérgio a dar a vida por ela... e ela a assistir a tudo aquilo impotente...
.o: Acho que transmitiste mt bem os sentimentos dela e todos os seus medos tornados realidade... Aliás, depois de ela acordar é exactamente isso que ela diz, que receia que o seu sonho se torne realidade...Quanto ao beijo... simplesmente perfeito...
.o: Não mudaria nem uma pequena palavra... o amor dos dois é tão profundo e puro e isso reflectiu-se nesse beijo... Bem, mais uma vez estás de parabéns Likinhas!! Fico à espera de mais!!!

Tenho andado bastante ausente... e vou continuar infelizmente Durante a semana torna-se muito complicado... por isso venho cá sobretudo ao fim-de-semana Vou ter saudades
:g11:
.o: :g11:
estou sem palavras... choro de alegria e de tristeza..
de alegria porque finalmente se entenderam, de tristeza.. bem esse motivo já deves saber decor e salteado..
.. o ser humano tem uma necessidade extrema de gostar de sofrer, com td adora que por mais que seja o sofrimento acabe sempre td em bem.. e mt romântico se possível
Gostei mt deste capitulo.. mas realmente fiquei sem palavras, não sei mesmo mais o que dizer..
''
.o: :g11:estou sem palavras... choro de alegria e de tristeza..
de alegria porque finalmente se entenderam, de tristeza.. bem esse motivo já deves saber decor e salteado..
.. o ser humano tem uma necessidade extrema de gostar de sofrer, com td adora que por mais que seja o sofrimento acabe sempre td em bem.. e mt romântico se possível

Gostei mt deste capitulo.. mas realmente fiquei sem palavras, não sei mesmo mais o que dizer..
''


Jovems escritores, não resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando!
Paula como é bom ler essas palavras. Acredita que as tuas palvras fizeram com que um pequeno sorriso se formasse nos meus lábios mas o facto de saber o que se tem passado na minha vida nas últimas duas semanas não é lá muito animador!
Agradeço-te imenso pelo teu comentário. Fico feliz por saber que gostaste
Cruz, cruzinha de mim que me aturaste na chatbox num dia de humor de cão como o de hoje *-* Muito obrigada pelo comentário. Tu é que me deixaste sem palvras rapariga!
Agradeço-te imenso pelo teu comentário. Fico feliz por saber que gostaste

Cruz, cruzinha de mim que me aturaste na chatbox num dia de humor de cão como o de hoje *-* Muito obrigada pelo comentário. Tu é que me deixaste sem palvras rapariga!


gostei mt dest capítulo, sim senhora.
pelos vistos, kando estamos mais sensíveis, escrevemos
melhor
por alguma razão, eu por vezes escrevo as canções (k nunca
são cantadas) tristes, kando estou deprimida.
mas estás de parabéns or est apítulo estar tão bom!!!
sff, dpois passa pela minha nova fic, kando pudres e kizeres, "Harry Potter e a Princesa dos Imortais"
*mim oferece um delicioso bolo brigadeiro Likinhas*
pelos vistos, kando estamos mais sensíveis, escrevemos
melhor
por alguma razão, eu por vezes escrevo as canções (k nunca
são cantadas) tristes, kando estou deprimida.
mas estás de parabéns or est apítulo estar tão bom!!!
sff, dpois passa pela minha nova fic, kando pudres e kizeres, "Harry Potter e a Princesa dos Imortais"
*mim oferece um delicioso bolo brigadeiro Likinhas*
O momento tão aguardado pelos leitores desta história chegou! Mal posso acreditar! *corre e dá pulinhos de satisfação ao mesmo tempo que atira fitas pelo ar*
Em primeiro lugar, queria assegurar-te que não acho, por sombras, que o capítulo esteja mau. A parte do sonho foi mesmo cativante e foi, de facto, das melhores, porque me vi totalmente embrenhada nela. No entanto, o resto também está bastante bem!
Estava ansiosa por saber o que iria acontecer à Liana. Gostei muito das descrições das pessoas a correrem para tratarem dos feridos e, claro, da preocupação do Sérgio. Este Sérgio não existe! Foi tão querido com ela... A preocupação genuína, o contacto com a Gisele (gosto mesmo dela)... E nunca deixou a Liana, por um segundo que fosse (mesmo que tenha saído do quarto, o seu coração esteve sempre lá).
O pesadelo da Liana, como já disse, foi muito bem descrito. Deve ter sido realmente uma aflição para ela, ver-se naquela situação e principalmente assistir à morte de quem ama. Não, isso não pode acontecer...! >.< Recuso-me a aceitar, não
E, por fim... O beijo! O beijo!
Foi na altura ideal, mesmo. Descreveste muito bem, foi algo muito carinhoso, subtil e, ao mesmo tempo, carregado de emoção. A Liana continua muito perturbada, espero sinceramente que nada de mal aconteça...
E gostei imenso do final do capítulo, tão carinhoso e bonito... Agora espero que aquela Telma se mantenha quietinha no seu sítio...!
*dá dois ovos Kinder Joy à Likinhas com uma miniatura da Liana e do Sérgio* E quero mais
Em primeiro lugar, queria assegurar-te que não acho, por sombras, que o capítulo esteja mau. A parte do sonho foi mesmo cativante e foi, de facto, das melhores, porque me vi totalmente embrenhada nela. No entanto, o resto também está bastante bem!
Estava ansiosa por saber o que iria acontecer à Liana. Gostei muito das descrições das pessoas a correrem para tratarem dos feridos e, claro, da preocupação do Sérgio. Este Sérgio não existe! Foi tão querido com ela... A preocupação genuína, o contacto com a Gisele (gosto mesmo dela)... E nunca deixou a Liana, por um segundo que fosse (mesmo que tenha saído do quarto, o seu coração esteve sempre lá).
O pesadelo da Liana, como já disse, foi muito bem descrito. Deve ter sido realmente uma aflição para ela, ver-se naquela situação e principalmente assistir à morte de quem ama. Não, isso não pode acontecer...! >.< Recuso-me a aceitar, não

E, por fim... O beijo! O beijo!
Foi na altura ideal, mesmo. Descreveste muito bem, foi algo muito carinhoso, subtil e, ao mesmo tempo, carregado de emoção. A Liana continua muito perturbada, espero sinceramente que nada de mal aconteça...E gostei imenso do final do capítulo, tão carinhoso e bonito... Agora espero que aquela Telma se mantenha quietinha no seu sítio...!
*dá dois ovos Kinder Joy à Likinhas com uma miniatura da Liana e do Sérgio* E quero mais

Bigada Arika!
Tenho que descordar do facto de dizeres que quando estamos deprimidas escrvemos melhor. Eu quando estou assim mal consigo trocar no teclado para escrever alguma coisa
Mais uma vez, obrigada pelo teu comentário!
Kaoruzinha, titia/piminha de mim *0*
Obrigada! Obrigada! Mil vezes obrigada!
.o:
Fiquei tão contente ao ler as tuas palavras. Ah, pois é! O momento mais esperado da história... O beijo entre aqueles dois e a revelação do maior mistério da história: o sonho da Liana.
A Telma... Será mesmo que ela vai continuar quetinha, na sombra ou será que vai aprontar das dela??
xDD
Mais uma vez muito obrigada às duas
Tenho que descordar do facto de dizeres que quando estamos deprimidas escrvemos melhor. Eu quando estou assim mal consigo trocar no teclado para escrever alguma coisa

Mais uma vez, obrigada pelo teu comentário!
Kaoruzinha, titia/piminha de mim *0*
Obrigada! Obrigada! Mil vezes obrigada!
.o:Fiquei tão contente ao ler as tuas palavras. Ah, pois é! O momento mais esperado da história... O beijo entre aqueles dois e a revelação do maior mistério da história: o sonho da Liana.
A Telma... Será mesmo que ela vai continuar quetinha, na sombra ou será que vai aprontar das dela??

xDD
Mais uma vez muito obrigada às duas



Eu vou bater na likinhas..... eu vou bater-lhe!!!! segurem-me k vou bater-lhe!!!! mas kem é k disse k está mal escrito, hem?????? tu devias era k uma data d panelas te caissem na cabeça, uma atrás da outra!!!!!!
mal escrito!!!! bem, bem..... o capitulo está lindo!!!! e o Sérgio a consolar a Liana após akele sonho horrivel..... adorei......
e agora n te atrevas a dizer k tá mal escrito!!!
mal escrito!!!! bem, bem..... o capitulo está lindo!!!! e o Sérgio a consolar a Liana após akele sonho horrivel..... adorei......
e agora n te atrevas a dizer k tá mal escrito!!!

Sim, só amanhã! LOL
Bem, como eu sou muito boazinha aqui para os meus leitores *cof cof* vou revelar algumas coisas sobre o capitulo para vos deixar mais curiosas! x'D
O capitulo vai-se focar apenas numa personagem e vai ter muitas revelações sobre o passado dessa mesma pessoa, assim como vai ter muita acção e drama!
Bem, como eu sou muito boazinha aqui para os meus leitores *cof cof* vou revelar algumas coisas sobre o capitulo para vos deixar mais curiosas! x'D
O capitulo vai-se focar apenas numa personagem e vai ter muitas revelações sobre o passado dessa mesma pessoa, assim como vai ter muita acção e drama!


Capitulo 12
Ricardo
A escuridão predominava naquele local, um manto negro que não deixava ver nada nem ninguém. Mas quem conhecia aquela sala sabia como era o chão, revestido por tijoleira negra e como eram os quadros que adornavam as paredes, retratando cenas de guerra e massacres. Sabia como era a única peça de mobiliário daquela ampla sala, aquele cadeirão de madeira negra e estofado a roxo.
Passos ecoavam no ar. Uma figura masculina andava de um lado para o outro perto do cadeirão, desgastando ainda mais o chão antigo e corrompido.
As imagens daquela batalha não saiam da sua mente. Ainda não conseguia perceber como é que tinha sido derrotado por uma fada inexperiente. Mas de uma coisa sabia… Naquele momento eram a raiva, o ódio, a ânsia de vingança que a moviam. Não, não seria uma pirralha que se iria por no seu caminho, que o iria impedir de cumprir o seu objectivo.
Ainda se lembrava, ainda estava bem vivo na sua mente o momento em que tinha começado a desprezar a sua irmã.
Eram jovens naquela altura. Irmãos tão diferentes e distintos mas gémeos de nascença. Apesar de todas as diferenças tanto a nível físico como psicológico que os separavam, tinham uma grande relação de amizade e companheirismo.
Mas foi naquele momento, no momento em que o seu pai decidiu que deveria ser Selene a subir ao trono após a sua morte, foi nesse momento que ele passou a odiá-la. Não percebia, não conseguia perceber o porquê de ter sido ela escolhida, porque é que não tinha sido ele. Não teria competência suficiente? Não seria suficientemente poderoso para poder vir a ser rei?
Saiu do palácio, com o intuito de não regressar. E assim o fez. Não regressou mais ao lar em que tinha crescido, onde tinha vivido a maior parte da sua vida. A sua raiva, o seu ódio, impediam-no de voltar.
Queria superá-la. Queria superar a sua irmã em termos de poder, queria mostrar ao seu pai que ele é que era digno de se sentar no trono e governar aquele mundo. Que apenas ele seria capaz de manter a paz naquele lugar.
***
Vagueava pela floresta. A raiva consumia-o por dentro. Queria vingança, não importava o caminho que teria de tomar para a ter, mas queria vingança.
O sol ponha-se por entre as nuvens acinzentadas que iam surgindo no céu, vindas de parte incerta, formadas por razões desconhecidas. Trazendo consigo chuva ou até mesmo trovoada. A única certeza que aquelas nuvens davam era que uma terrível tempestade se aproximava.
A chuva começou a cair intensamente, ensopando o solo que agora se tornava enlameado. Um relâmpago surgiu no céu, o som de um trovão ecoou nos ares, um raio caiu no solo, próximo do local onde Ricardo se encontrava.
Uma figura surgiu, envolta numa longa capa negra, com o seu rosto ocultado por um grande capuz. Uma longa barba branca começou a tornar-se visível à medida que a figura se aproximava. Ricardo recuou um pouco, receoso de quem aquela figura poderia ser.
- Quem és tu? – perguntou com voz trémula, devido ao frio que se começava a sentir naquele momento e ao facto de as suas roupas estarem encharcadas.
- Com esta tempestade… O príncipe não deveria estar no seu palácio com o seu pai e a sua irmã? – perguntou a figura com uma voz rouca e profunda.
- Isso não é da tua conta. E não respondes-te à minha pergunta! – diz Ricardo rispidamente.
- Tem toda a razão vossa majestade. As minhas mais sinceras desculpas! – diz a figura fazendo uma vénia. – O meu nome é Leandro. Sou um velho elfo feiticeiro que vive nas profundezas da floresta e posso ajudá-lo naquilo que tanto deseja.
- Aquilo que tanto desejo?
- Sim, a sua vingança. – diz o velho, com um sorriso irónico, escondido pela sombra do seu capuz – Posso ensinar-lhe tudo o que sei sobre magia negra e dessa forma, ficará mais poderoso que nunca.
Ricardo reflectiu sobre aquela proposta. Era o que mais queria, tornar-se mais forte, mais poderoso, mas estaria certo? Deveria ele seguir as leis da magia negra?
***
Ricardo acabou por aceitar a proposta do velho feiticeiro e durante três longos anos aprendeu a lidar com a magia negra. A cada dia que passava tornava-se mais poderoso e a sede de poder era cada vez maior. Naquela altura sentia-se capaz de fazer tudo para conseguir concretizar o seu objectivo, qualquer coisa até mesmo matar se necessário fosse.
Quando sentiu que o velho elfo não era mais necessário, matou-o usando um dos feitiços que aprendera durante todo aquele período de treino.
Planeou tudo até ao mínimo pormenor. Nada poderia falhar. Se queria verdadeiramente o comando daquele mundo, teria de se apoderar dos quatro talismãs dos elementos. Só dessa forma é que conseguiria obter o poder absoluto.
No dia em que as fadas que iriam proteger os talismãs nasceram, ele estava lá com os seus novos aliados, aqueles monstros criados por ele próprio. A sua primeira vítima foi a pequena fada Íris, aquela que seria a guardiã do talismã do ar. Apesar dos esforços dos pais da pequena fada, ele conseguiu matá-la e apoderar-se do talismã.
Seguidamente dirigiu-se para a casa onde nascera Mariana, a pequena fada do Fogo.
***
Uma esfera de energia negra embateu contra a porta de madeira clara, causando enormes estragos tanto no exterior como no interior da pequena casa. Um elfo de cabelos negros estava no meio da sala destruída, segurando firmemente um espada de lâmina vermelha. O elfo preparou-se
para investir contra Ricardo. Este, murmurou umas palavras incompreensíveis e o elfo caiu no chão, morto.
Continuou o seu caminho por um longo corredor. Cada passo seu ecoava no ar pesado que se respirava ali naquele momento. Lentamente abriu uma das portas do corredor, entrando num pequeno escritório. Observou tudo com muita atenção e assim que verificou que ninguém se encontrava naquela divisão, destruiu-a.
Olhou para trás e viu alguns dos seus lacaios a observarem-no com curiosidade e espanto. Fez-lhes um sinal para que saíssem da casa e eles assim fizeram.
Continuou pelo corredor, revistando todas as divisões e destruindo cada uma delas cada vez que saia do seu interior. Chegou ao jardim das traseiras. Não se ouvia um único som. Apenas o silêncio habitava naquele local.
- Aparece Alice! Eu sei que estás aqui e que tens contigo a Mariana. – nada se ouviu, o silêncio continuava a habitar naquele jardim. – O teu marido já não está neste mundo, não tens mais razões porque te esconder. Estás sozinha, com a tua filha, sem ninguém para te proteger.
Algo se mexeu entre os arbustos e uma esbelta fada de cabelos negros saiu do meio deles. Os seu olhar era determinado, escondendo o medo que certamente sentiria no seu interior.
- Onde está a Mariana? – perguntou Ricardo à fada, sem obter uma resposta. – Responde!
- Num local seguro. Num local onde tu não a possas encontrar. – respondeu por fim a mulher.
Ricardo olhou pelo canto do olho para o baixo muro que rodeava a casa. Um jovem elfo afastava-se apressadamente da casa, com uma pequena bebé ao colo. Ricardo fechou os olhos e deixou cair ligeiramente a cabeça. A sua mão deslizou até à sua cintura, onde a sua espada repousava protegida pela sua bainha negra. Como movimentos rápidos, retirou a
espada da bainha e golpeou a mulher, que caiu inanimada no solo, criando pouco tempo depois uma poça de sangue em seu redor.
***
Continuou a percorrer as casas, continuou o seu terrível massacre, mas sucedia sempre o mesmo… Quando se preparava para retirar o talismã e matar a pequena fada que futuramente o iria proteger, um jovem elfo aparecia e retirava dali a pequena bebé, não dando a Ricardo tempo de reagir.
Ainda se lembrava da fúria que sentira naquele momento, de como tinha penetrado na floresta em busca das pequenas fadas, que ele sentia que seguramente estariam por perto. Foi quando encontrou a sua irmã que, juntamente com Edgar, pai de Sérgio, o esperavam com alguns soldados.
***
Pegou firmemente na sua espada apontando-a a Edgar sem qualquer tipo de hesitações. A raiva estava estampada no seu rosto.
- Foste tu… - diz ele – Foste tu que tiras-te daquela maldita casa a última das fadas… Liana, a filha da Marina. Daquela ingrata a quem eu poderia ter dado tudo, mas que preferiu morrer a proteger a filha!
- Como tiveste coragem para a matar? Para tentar matar a sua própria filha? – grita-lhe Edgar, retirando a sua espada da sua cintura e empunhando-a. – Ainda dizias que a amavas? Mataste-a, e ninguém mata a pessoa que ama!
Ricardo baixou a espada, assim como a sua cabeça. O seu corpo termia, os seus olhos estavam cerrados.
- Eu não tive culpa… - dizia ele em voz baixa – Ela meteu-se à frente daquela fada… Eu queria matar a Liana e não a ela!
Atirou-se a Edgar, depois de gritar a última frase, brandindo a sua espada. Edgar travou o seu golpe e, fazendo força com a sua espada, afastou-o.
- Eu não quero lutar Ricardo, não contra o meu melhor amigo, não contra o meu príncipe. – gritou Edgar – Rende-te Ricardo. Ainda vais a tempo de voltar a ser o que eras, de deixar a magia negra!
Ricardo riu-se, troçando das palavras que Edgar havia professado.
- Achas mesmo que me vou render? Não depois de ver que o meu trabalho sempre deu alguns frutos, embora não os esperados. – disse retirando do seu pescoço o pequeno talismã do ar.
- Não pode ser. – grita Selene, manifestando pela primeira vez a sua presença. – A Íris…
- Sim minha querida irmã. – diz Ricardo com um sorriso irónico – Uma das nossas pequenas fadinha guardiãs foi desta para melhor!
- Se assim é… - começa Selene baixando a cabeça e agarrando com força o seu ceptro – Não terei outra alternativa… Se não destruir o talismã!
O ceptro de Selene brilhou intensamente, assim como o talismã. Ricardo apercebeu-se rapidamente do que iria acontecer e tentou proteger o talismã com a sua capa. Murmurou umas palavras numa língua desconhecida e desapareceu do local.
***
Um sorriso irónico surgiu nos seus lábios ao levar a sua mão direita ou seu peito e ao acariciar o pequeno talismã. Retirou-o do seu pescoço e apertou-a na sua mão. Assim que abriu a mão, observou maravilhado como as pequenas pedras que representavam as assas da pequena fada de prata iam escurecendo, até enegrecerem por completo.
- Agora o talismã está sob meu total controlo. – murmurou com um sorriso satisfeito. As suas sobrancelhas arquearam quando ouviu alguém bater à porta da sala. – Entre!
A porta abriu-se e uma elegante figura feminina entrou. Os seus cabelos negros contrastavam na perfeição com a sua pele branca e pálida.
- Quem és tu? – pergunta Ricardo, levantando-se de imediato, em posição de defesa.
- Vossa majestade, meu príncipe… - diz a figura, fazendo uma profunda vénia. – Sou Telma, antiga servente da sua irmã, a Rainha Selene.
- Antiga? – ironizou com um sorriso de lado. – E que queres daqui?
- Ajudá-lo. – diz ela começando a aproximar-se de Ricardo.
- Ajudar-me? E como pensas fazer isso?
- De uma forma bastante simples... Ajuda-me a encontrar uma forma uma forma de conquistar o elfo que amo e eu mato cada uma das fadas e trago-lhe os seus talismãs. Apenas tem de me dar algum poder e eu farei isso com todo o prazer!
Ricardo
A escuridão predominava naquele local, um manto negro que não deixava ver nada nem ninguém. Mas quem conhecia aquela sala sabia como era o chão, revestido por tijoleira negra e como eram os quadros que adornavam as paredes, retratando cenas de guerra e massacres. Sabia como era a única peça de mobiliário daquela ampla sala, aquele cadeirão de madeira negra e estofado a roxo.
Passos ecoavam no ar. Uma figura masculina andava de um lado para o outro perto do cadeirão, desgastando ainda mais o chão antigo e corrompido.
As imagens daquela batalha não saiam da sua mente. Ainda não conseguia perceber como é que tinha sido derrotado por uma fada inexperiente. Mas de uma coisa sabia… Naquele momento eram a raiva, o ódio, a ânsia de vingança que a moviam. Não, não seria uma pirralha que se iria por no seu caminho, que o iria impedir de cumprir o seu objectivo.
Ainda se lembrava, ainda estava bem vivo na sua mente o momento em que tinha começado a desprezar a sua irmã.
Eram jovens naquela altura. Irmãos tão diferentes e distintos mas gémeos de nascença. Apesar de todas as diferenças tanto a nível físico como psicológico que os separavam, tinham uma grande relação de amizade e companheirismo.
Mas foi naquele momento, no momento em que o seu pai decidiu que deveria ser Selene a subir ao trono após a sua morte, foi nesse momento que ele passou a odiá-la. Não percebia, não conseguia perceber o porquê de ter sido ela escolhida, porque é que não tinha sido ele. Não teria competência suficiente? Não seria suficientemente poderoso para poder vir a ser rei?
Saiu do palácio, com o intuito de não regressar. E assim o fez. Não regressou mais ao lar em que tinha crescido, onde tinha vivido a maior parte da sua vida. A sua raiva, o seu ódio, impediam-no de voltar.
Queria superá-la. Queria superar a sua irmã em termos de poder, queria mostrar ao seu pai que ele é que era digno de se sentar no trono e governar aquele mundo. Que apenas ele seria capaz de manter a paz naquele lugar.
***
Vagueava pela floresta. A raiva consumia-o por dentro. Queria vingança, não importava o caminho que teria de tomar para a ter, mas queria vingança.
O sol ponha-se por entre as nuvens acinzentadas que iam surgindo no céu, vindas de parte incerta, formadas por razões desconhecidas. Trazendo consigo chuva ou até mesmo trovoada. A única certeza que aquelas nuvens davam era que uma terrível tempestade se aproximava.
A chuva começou a cair intensamente, ensopando o solo que agora se tornava enlameado. Um relâmpago surgiu no céu, o som de um trovão ecoou nos ares, um raio caiu no solo, próximo do local onde Ricardo se encontrava.
Uma figura surgiu, envolta numa longa capa negra, com o seu rosto ocultado por um grande capuz. Uma longa barba branca começou a tornar-se visível à medida que a figura se aproximava. Ricardo recuou um pouco, receoso de quem aquela figura poderia ser.
- Quem és tu? – perguntou com voz trémula, devido ao frio que se começava a sentir naquele momento e ao facto de as suas roupas estarem encharcadas.
- Com esta tempestade… O príncipe não deveria estar no seu palácio com o seu pai e a sua irmã? – perguntou a figura com uma voz rouca e profunda.
- Isso não é da tua conta. E não respondes-te à minha pergunta! – diz Ricardo rispidamente.
- Tem toda a razão vossa majestade. As minhas mais sinceras desculpas! – diz a figura fazendo uma vénia. – O meu nome é Leandro. Sou um velho elfo feiticeiro que vive nas profundezas da floresta e posso ajudá-lo naquilo que tanto deseja.
- Aquilo que tanto desejo?
- Sim, a sua vingança. – diz o velho, com um sorriso irónico, escondido pela sombra do seu capuz – Posso ensinar-lhe tudo o que sei sobre magia negra e dessa forma, ficará mais poderoso que nunca.
Ricardo reflectiu sobre aquela proposta. Era o que mais queria, tornar-se mais forte, mais poderoso, mas estaria certo? Deveria ele seguir as leis da magia negra?
***
Ricardo acabou por aceitar a proposta do velho feiticeiro e durante três longos anos aprendeu a lidar com a magia negra. A cada dia que passava tornava-se mais poderoso e a sede de poder era cada vez maior. Naquela altura sentia-se capaz de fazer tudo para conseguir concretizar o seu objectivo, qualquer coisa até mesmo matar se necessário fosse.
Quando sentiu que o velho elfo não era mais necessário, matou-o usando um dos feitiços que aprendera durante todo aquele período de treino.
Planeou tudo até ao mínimo pormenor. Nada poderia falhar. Se queria verdadeiramente o comando daquele mundo, teria de se apoderar dos quatro talismãs dos elementos. Só dessa forma é que conseguiria obter o poder absoluto.
No dia em que as fadas que iriam proteger os talismãs nasceram, ele estava lá com os seus novos aliados, aqueles monstros criados por ele próprio. A sua primeira vítima foi a pequena fada Íris, aquela que seria a guardiã do talismã do ar. Apesar dos esforços dos pais da pequena fada, ele conseguiu matá-la e apoderar-se do talismã.
Seguidamente dirigiu-se para a casa onde nascera Mariana, a pequena fada do Fogo.
***
Uma esfera de energia negra embateu contra a porta de madeira clara, causando enormes estragos tanto no exterior como no interior da pequena casa. Um elfo de cabelos negros estava no meio da sala destruída, segurando firmemente um espada de lâmina vermelha. O elfo preparou-se
para investir contra Ricardo. Este, murmurou umas palavras incompreensíveis e o elfo caiu no chão, morto.
Continuou o seu caminho por um longo corredor. Cada passo seu ecoava no ar pesado que se respirava ali naquele momento. Lentamente abriu uma das portas do corredor, entrando num pequeno escritório. Observou tudo com muita atenção e assim que verificou que ninguém se encontrava naquela divisão, destruiu-a.
Olhou para trás e viu alguns dos seus lacaios a observarem-no com curiosidade e espanto. Fez-lhes um sinal para que saíssem da casa e eles assim fizeram.
Continuou pelo corredor, revistando todas as divisões e destruindo cada uma delas cada vez que saia do seu interior. Chegou ao jardim das traseiras. Não se ouvia um único som. Apenas o silêncio habitava naquele local.
- Aparece Alice! Eu sei que estás aqui e que tens contigo a Mariana. – nada se ouviu, o silêncio continuava a habitar naquele jardim. – O teu marido já não está neste mundo, não tens mais razões porque te esconder. Estás sozinha, com a tua filha, sem ninguém para te proteger.
Algo se mexeu entre os arbustos e uma esbelta fada de cabelos negros saiu do meio deles. Os seu olhar era determinado, escondendo o medo que certamente sentiria no seu interior.
- Onde está a Mariana? – perguntou Ricardo à fada, sem obter uma resposta. – Responde!
- Num local seguro. Num local onde tu não a possas encontrar. – respondeu por fim a mulher.
Ricardo olhou pelo canto do olho para o baixo muro que rodeava a casa. Um jovem elfo afastava-se apressadamente da casa, com uma pequena bebé ao colo. Ricardo fechou os olhos e deixou cair ligeiramente a cabeça. A sua mão deslizou até à sua cintura, onde a sua espada repousava protegida pela sua bainha negra. Como movimentos rápidos, retirou a
espada da bainha e golpeou a mulher, que caiu inanimada no solo, criando pouco tempo depois uma poça de sangue em seu redor.
***
Continuou a percorrer as casas, continuou o seu terrível massacre, mas sucedia sempre o mesmo… Quando se preparava para retirar o talismã e matar a pequena fada que futuramente o iria proteger, um jovem elfo aparecia e retirava dali a pequena bebé, não dando a Ricardo tempo de reagir.
Ainda se lembrava da fúria que sentira naquele momento, de como tinha penetrado na floresta em busca das pequenas fadas, que ele sentia que seguramente estariam por perto. Foi quando encontrou a sua irmã que, juntamente com Edgar, pai de Sérgio, o esperavam com alguns soldados.
***
Pegou firmemente na sua espada apontando-a a Edgar sem qualquer tipo de hesitações. A raiva estava estampada no seu rosto.
- Foste tu… - diz ele – Foste tu que tiras-te daquela maldita casa a última das fadas… Liana, a filha da Marina. Daquela ingrata a quem eu poderia ter dado tudo, mas que preferiu morrer a proteger a filha!
- Como tiveste coragem para a matar? Para tentar matar a sua própria filha? – grita-lhe Edgar, retirando a sua espada da sua cintura e empunhando-a. – Ainda dizias que a amavas? Mataste-a, e ninguém mata a pessoa que ama!
Ricardo baixou a espada, assim como a sua cabeça. O seu corpo termia, os seus olhos estavam cerrados.
- Eu não tive culpa… - dizia ele em voz baixa – Ela meteu-se à frente daquela fada… Eu queria matar a Liana e não a ela!
Atirou-se a Edgar, depois de gritar a última frase, brandindo a sua espada. Edgar travou o seu golpe e, fazendo força com a sua espada, afastou-o.
- Eu não quero lutar Ricardo, não contra o meu melhor amigo, não contra o meu príncipe. – gritou Edgar – Rende-te Ricardo. Ainda vais a tempo de voltar a ser o que eras, de deixar a magia negra!
Ricardo riu-se, troçando das palavras que Edgar havia professado.
- Achas mesmo que me vou render? Não depois de ver que o meu trabalho sempre deu alguns frutos, embora não os esperados. – disse retirando do seu pescoço o pequeno talismã do ar.
- Não pode ser. – grita Selene, manifestando pela primeira vez a sua presença. – A Íris…
- Sim minha querida irmã. – diz Ricardo com um sorriso irónico – Uma das nossas pequenas fadinha guardiãs foi desta para melhor!
- Se assim é… - começa Selene baixando a cabeça e agarrando com força o seu ceptro – Não terei outra alternativa… Se não destruir o talismã!
O ceptro de Selene brilhou intensamente, assim como o talismã. Ricardo apercebeu-se rapidamente do que iria acontecer e tentou proteger o talismã com a sua capa. Murmurou umas palavras numa língua desconhecida e desapareceu do local.
***
Um sorriso irónico surgiu nos seus lábios ao levar a sua mão direita ou seu peito e ao acariciar o pequeno talismã. Retirou-o do seu pescoço e apertou-a na sua mão. Assim que abriu a mão, observou maravilhado como as pequenas pedras que representavam as assas da pequena fada de prata iam escurecendo, até enegrecerem por completo.
- Agora o talismã está sob meu total controlo. – murmurou com um sorriso satisfeito. As suas sobrancelhas arquearam quando ouviu alguém bater à porta da sala. – Entre!
A porta abriu-se e uma elegante figura feminina entrou. Os seus cabelos negros contrastavam na perfeição com a sua pele branca e pálida.
- Quem és tu? – pergunta Ricardo, levantando-se de imediato, em posição de defesa.
- Vossa majestade, meu príncipe… - diz a figura, fazendo uma profunda vénia. – Sou Telma, antiga servente da sua irmã, a Rainha Selene.
- Antiga? – ironizou com um sorriso de lado. – E que queres daqui?
- Ajudá-lo. – diz ela começando a aproximar-se de Ricardo.
- Ajudar-me? E como pensas fazer isso?
- De uma forma bastante simples... Ajuda-me a encontrar uma forma uma forma de conquistar o elfo que amo e eu mato cada uma das fadas e trago-lhe os seus talismãs. Apenas tem de me dar algum poder e eu farei isso com todo o prazer!


Um novo capítulo! Que bom! 
Bem, gostei muito deste capítulo, creio que foi uma "inovação" na história, ou seja, mostrar o lado do inimigo
Quando disseste que ia abordar o passado de uma pessoa, não estava mesmo à espera que fosse o Ricardo. Até o título do capítulo me surpreendeu 
É engraçado saber que as motivações do Ricardo estão relacionadas com o seu desejo de governar... Ele quer vingança porque o pai não o escolheu para ser rei e o mais interessante é que ele queria paz, como disseste aqui:
Parece que a ambição foi o maior "pecado" dele e a raiva tomou conta dele por completo. Então entregou-se à magia negra! Isso deve tê-lo corrompido por completo... Eu antes não gostava muito do Ricardo, e continuo a não gostar da sua maldade, mas agora consigo perceber melhor a personagem e creio que também foi por isso que gostei deste capítulo
A parte em que ele estava à procura das fadas para as matar foi de cortar a respiração! As mães delas deram as suas vidas, assim como os pais... Creio que esse amor ainda as vai salvar de muita coisa
Tenho especialmente pena da Íris... Gostaria de a ter conhecido, acho que gosto muito da ideia que tenho dela 
O Ricardo amava a mãe da Liana! Isso é que foi uma revelação! Tive de ler essa parte várias vezes, pareceu-me ter lido que ele era o pai dela... o_o Gostei muito da parte em que o pai do Sérgio intervém e fala (inutilmente) com o Ricardo, quem diria que eram amigos...
E aquela Telma!! Eu sabia! Aquela rapariga põe-me os cabelos em pé... Está disposta a tudo só para ter o Sérgio para ela, inclusive matar a Liana! Espero que alguém se aperceba disso...
Muitos parabéns por este capítulo, Likinhas, gostei mesmo muito! Ver e saber o lado dos inimigos é muito interessante e tu conseguiste fazê-lo muito bem
*dá uma caixa muito bonita com muitos Kinder Joy lá dentro* Vou tentar pensar numa maneira de criar um feitiço que transforme aquela Telma num abutre x)

Bem, gostei muito deste capítulo, creio que foi uma "inovação" na história, ou seja, mostrar o lado do inimigo
Quando disseste que ia abordar o passado de uma pessoa, não estava mesmo à espera que fosse o Ricardo. Até o título do capítulo me surpreendeu 
É engraçado saber que as motivações do Ricardo estão relacionadas com o seu desejo de governar... Ele quer vingança porque o pai não o escolheu para ser rei e o mais interessante é que ele queria paz, como disseste aqui:
Queria superá-la. Queria superar a sua irmã em termos de poder, queria mostrar ao seu pai que ele é que era digno de se sentar no trono e governar aquele mundo. Que apenas ele seria capaz de manter a paz naquele lugar.
Parece que a ambição foi o maior "pecado" dele e a raiva tomou conta dele por completo. Então entregou-se à magia negra! Isso deve tê-lo corrompido por completo... Eu antes não gostava muito do Ricardo, e continuo a não gostar da sua maldade, mas agora consigo perceber melhor a personagem e creio que também foi por isso que gostei deste capítulo

A parte em que ele estava à procura das fadas para as matar foi de cortar a respiração! As mães delas deram as suas vidas, assim como os pais... Creio que esse amor ainda as vai salvar de muita coisa
Tenho especialmente pena da Íris... Gostaria de a ter conhecido, acho que gosto muito da ideia que tenho dela 
O Ricardo amava a mãe da Liana! Isso é que foi uma revelação! Tive de ler essa parte várias vezes, pareceu-me ter lido que ele era o pai dela... o_o Gostei muito da parte em que o pai do Sérgio intervém e fala (inutilmente) com o Ricardo, quem diria que eram amigos...
E aquela Telma!! Eu sabia! Aquela rapariga põe-me os cabelos em pé... Está disposta a tudo só para ter o Sérgio para ela, inclusive matar a Liana! Espero que alguém se aperceba disso...
Muitos parabéns por este capítulo, Likinhas, gostei mesmo muito! Ver e saber o lado dos inimigos é muito interessante e tu conseguiste fazê-lo muito bem
*dá uma caixa muito bonita com muitos Kinder Joy lá dentro* Vou tentar pensar numa maneira de criar um feitiço que transforme aquela Telma num abutre x)
*Kaoru escreveu:Um novo capítulo! Que bom!
Bem, gostei muito deste capítulo, creio que foi uma "inovação" na história, ou seja, mostrar o lado do inimigoQuando disseste que ia abordar o passado de uma pessoa, não estava mesmo à espera que fosse o Ricardo. Até o título do capítulo me surpreendeu
É engraçado saber que as motivações do Ricardo estão relacionadas com o seu desejo de governar... Ele quer vingança porque o pai não o escolheu para ser rei e o mais interessante é que ele queria paz, como disseste aqui:Queria superá-la. Queria superar a sua irmã em termos de poder, queria mostrar ao seu pai que ele é que era digno de se sentar no trono e governar aquele mundo. Que apenas ele seria capaz de manter a paz naquele lugar.
Parece que a ambição foi o maior "pecado" dele e a raiva tomou conta dele por completo. Então entregou-se à magia negra! Isso deve tê-lo corrompido por completo... Eu antes não gostava muito do Ricardo, e continuo a não gostar da sua maldade, mas agora consigo perceber melhor a personagem e creio que também foi por isso que gostei deste capítulo
A parte em que ele estava à procura das fadas para as matar foi de cortar a respiração! As mães delas deram as suas vidas, assim como os pais... Creio que esse amor ainda as vai salvar de muita coisaTenho especialmente pena da Íris... Gostaria de a ter conhecido, acho que gosto muito da ideia que tenho dela
O Ricardo amava a mãe da Liana! Isso é que foi uma revelação! Tive de ler essa parte várias vezes, pareceu-me ter lido que ele era o pai dela... o_o Gostei muito da parte em que o pai do Sérgio intervém e fala (inutilmente) com o Ricardo, quem diria que eram amigos...
E aquela Telma!! Eu sabia! Aquela rapariga põe-me os cabelos em pé... Está disposta a tudo só para ter o Sérgio para ela, inclusive matar a Liana! Espero que alguém se aperceba disso...
Muitos parabéns por este capítulo, Likinhas, gostei mesmo muito! Ver e saber o lado dos inimigos é muito interessante e tu conseguiste fazê-lo muito bem*dá uma caixa muito bonita com muitos Kinder Joy lá dentro* Vou tentar pensar numa maneira de criar um feitiço que transforme aquela Telma num abutre x)
*faz vénias*
Arigato! Nem sabes como fiquei contente ao ler o teu comentário.

Achie que seria interessante abordar um pouco o inimigo já que a minha rica piminha Neptune (a safada nunca mais veio ler os meus capitulos x'DD) estava sempre a dizer que gostaria de saber mais sobre Ricardo e eu própria achei que seria interessante abordar um pouco o lado do inimigo.
Eu disse que este capitulo ia ter revelações e drama

Mais uma vez muito obrigado! Achei interessante a ideia de transformar a Telma num abutre xDD
Joaninha escreveu:Lindo...
comecei a ler esta fanfic hoje e adorei!
a forma como tu escreves...
a forma como descreves as coisas...
a historia em si....
espero por um novo capitulo
e so te tenho a dizer que continues porque a historia esta fantaastica!!!.o:
amei mesmo!
Arigato! Ainda bem que gostaste

Tal como a Kaoru, também fiquei surpreendida pelo facto deste capitulo se focar em Ricardo.
Achei que foi um capitulo importante, que me fez perceber melhor as motivações de Ricardo e o seu passado... A raiva que sente pela irmã por ter sido ela a escolhida... realmente, por vezes, a raiva leva a que se cometam os mais terriveis actos!!
Depois, uma grande revelação: o amor que Ricardo sentia pela mãe da Liana!!
Disto é que eu n estava mesmo à espera! Bem, mas parece que a ambição de subir ao trono e toda aquela raiva passaram por cima de todo esse amor...
Agora a Telma!!
Eu sabia que ela ainda ia dar mts dores de cabeça... Essa rapariga anda a precisar é de um valente par de estalos, pra ver se aprende de uma vez por todas!:zangado:
Eu até sou mt pacifica ms esta Telma tira-me do sério!! :zangado: Ela e o Ricardo juntos... :Hã?!: Ai meu deus que até tenho medo do que vai acontecer... :
:
Fico à espera de mais Likinhas!!
Achei que foi um capitulo importante, que me fez perceber melhor as motivações de Ricardo e o seu passado... A raiva que sente pela irmã por ter sido ela a escolhida... realmente, por vezes, a raiva leva a que se cometam os mais terriveis actos!!
Depois, uma grande revelação: o amor que Ricardo sentia pela mãe da Liana!!
Disto é que eu n estava mesmo à espera! Bem, mas parece que a ambição de subir ao trono e toda aquela raiva passaram por cima de todo esse amor...
Agora a Telma!!
Eu sabia que ela ainda ia dar mts dores de cabeça... Essa rapariga anda a precisar é de um valente par de estalos, pra ver se aprende de uma vez por todas!:zangado:Eu até sou mt pacifica ms esta Telma tira-me do sério!! :zangado: Ela e o Ricardo juntos... :Hã?!: Ai meu deus que até tenho medo do que vai acontecer... :
: Fico à espera de mais Likinhas!!
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