Os três talismãs
Likinhas escreveu:*engole em seco*
Ahm :':
Primeiro que tudo, peço desculpa por ainda não ter postado nada acontece que tenho andado um pouco ausente da escrita assim como do forum, como já devem ter reparado. Mas prometo que vou tentar postar algo em breve
Mais uma vez peço desculpa :g7:
Oh Likinhas não precisas de pedir desculpas...
Nós percebemos... agora com a escola e tudo é normal que não venhas ao fórum com tanta frequência... eu também só venho cá sobretudo ao fim-de-semana por falta de tempo...:
':Espero o tempo que for preciso para ler mais um capítulo!!

Capitulo 16 [Parte I]
Lutar para vencer ou… Morrer
O sol acabara de nascer. Algumas nuvens passeavam-se vagarosamente pelo céu tapando por vezes a quente e dourada luz do sol. Pela primeira vez, os pássaros não cantavam a sua alegre melodia, as borboletas não coloriam o ar e os animais refugiavam-se nas sombras, com medo… Medo daquilo que estava para acontecer. A Natureza sabia melhor do que ninguém… O fim estava próximo!
Deixando que a leve brisa fustigasse os seus cabelos, as três fadas encontravam-se no meio do jardim do palácio, reflectindo sobre aquilo que estava prestes a acontecer. Um fim e um novo início, uma vitória ou uma morte e um futuro negro para aquele mundo. Tudo dependia delas.
- Prontas? – perguntou uma voz tão bem conhecida das três fadas.
Liana olhou surpreendida para trás, encarando com admiração a elfo de longos cabelos loiros e profundos olhos azuis.
- Majestade? – perguntou, tentando perceber a sua presença naquele local.
- A batalha aproxima-se e eu quero assistir à vossa evolução, que como sabem deve ser rápida e eficaz. – respondeu Selene como que adivinhando os pensamentos que cruzavam a mente da jovem Fada da Terra.
Afastou-se, encostando-se a uma árvores de tronco bastante largo, dum local de onde poderia ter uma vista claramente boa do treino das fadas.
Passos de vários vultos de fizeram ouvir e mais uma vez as fadas deixaram-se invadir pela surpresa. Não, não era o facto de as duas sacerdotisas que sempre as acompanharam se aproximarem delas que lhes tinha provocado tal reacção, mas sim quem as acompanhava.
- O que é que eles estão aqui a fazer? – perguntou Mariana, claramente surpresa, apontando para os dois elfos que as acompanhavam.
- O Gustavo e o Nelson serão peças fundamentais neste treino. – respondeu Clara com uma expressão séria. – Agora, convoquem as vossas armas, hoje iremos trabalhar com elas.
Liana olhou para uma das altas janelas do palácio. O seu olhar espelhava preocupação. Sentiu uma mão pousar no seu ombro.
- Não te preocupes Liana, a Gisele vai tomar bem conta dele. – assegurou-lhe Ana com um pequeno sorriso.
- Sim, o Sérgio estará bem com ela. – concordou Liana com um sorriso fraco e cansado.
- Bem, vamos ao trabalho! – disse Clara chamando a atenção de todos – Mariana, no meio do jardim, perto da fonte, está um alvo. A Odete está lá à tua espera, ela indicar-te-á a tua prova.
- Muito bem… Desejem-me sorte! – e dito isto, Mariana partiu para o local indicado, preparando-se psicologicamente para a sua desconhecida prova.
- Liana e Ana, vocês vão treinar com o Nelson e o Gustavo. Vou colocar um encantamento nas vossas armas, para que percam o seu efeito cortante. Ana, vais lutar com o Nelson e tu, Liana, lutas com o Gustavo. Agora, convoquem as vossas armas!
Os pequenos brilhos apareceram diante das duas fadas, tomando a forma das suas armas. Pegaram nelas com firmeza e estenderam-nas à sacerdotisa para que lhes fosse colocado o encantamento. Nelson e Gustavo também estenderam as suas armas e estas, juntamente com as das fadas, foram rodeadas por um brilho prateado, que desapareceu tão depressa quanto apareceu.
- Agora, dividam-se em dois pares e distanciem-se. Vocês terão de lutar como se fossem inimigos no campo de batalha! – ordenou Clara, ao que os quatro assentiram.
Gustavo fez sinal a Liana para que se juntasse a ele e os dois afastaram-se, posicionando-se depois de acordo com as suas tácticas de defesa e ataque.
Liana respirou fundo.
- Pronta? – perguntou Gustavo com um pequeno sorriso.
A fada olhou uma última vez para a janela do quarto de Sérgio. Um pequeno sorriso nasceu no seu rosto.
- Eu nasci pronta! – respondeu encarando Gustavo, ainda com o seu sorriso nos lábios.
Gustavo soltou uma pequena gargalhada. Impulsionando-se com o pé direito, atirou-se na direcção de Liana, posicionou rapidamente a sua espada, preparando-se para um golpe que não deixaria marcas devido ao encantamento colocado na sua espada.
Liana deixou um sorriso matreiro aparecer nos seus lábios. Sem que Gustavo tivesse tempo para se aperceber disso, também ela se impulsionando com a ajuda do seu pé direito, desviou-se com uma agilidade quase inumana. Com uma pequena pirueta no ar, voltou-se, ficando de frente com as costas do seu oponente. Rapidamente, infligiu um hábil golpe nas costas do elfo.
Gustavo contorceu o rosto de dor. Apercebeu-se que, embora o encantamento anula-se o efeito cortante das lâminas das armas, a dor continuaria presente a cada golpe infligido. Os efeitos de uma luta estavam presentes, um perfeito treino que os levaria a estarem perfeitamente preparados para a batalha que se aproximava a passadas largas.
Virou-se rapidamente, cortando o ar com um movimento súbito da sua espada, um movimento de que a Fada da Terra não estava à espera.
Com dificuldade, Liana cortou o golpe com a sua espada. O som metálico do embater das lâminas ecoou no ar. Vários complexos golpes se seguiram. Ambos contra-atacam e defendiam com uma rapidez incrível, tornando difícil quem quer que seja conseguir acompanhar os seus golpes. Nenhum deles mostrava qualquer sinal de cansaço demonstrando a boa preparação física de ambos.
Liana saltou, fugindo a uma súbito golpe. As suas asas bateram, mantendo-a no ar. Observou Gustavo saltar na sua direcção, tentando alcança-la com a sua espada, numa tentativa de a ferir num dos membros inferiores. Encolheu rapidamente as pernas e voou para de baixo do elfo, infligindo um golpe nas suas pernas.
Com pouco equilíbrio, Gustavo conseguiu aterrar no solo e, com a perna que continuava ilesa, impulsionou o corpo conseguindo golpear o braço de Liana num movimento súbito e demasiadamente rápido.
Liana soltou um grito de dor. Embora soubesse que aquele golpe não lhe causaria qualquer dano físico, sentira perfeitamente a lâmina fria passar-lhe pelo braço causando-lhe uma dor aguda no braço esquerdo. Aterrou rapidamente no solo. O rosto ainda contorcido devido à dor que lhe percorria todo o membro imobilizando-o.
Toda aquela simulada batalha lhe trouxe à memória a batalha que tivera com Ricardo e que a atirara para um repouso forçado. A raiva começou a consumi-la por dentro, queimando cada parte do seu corpo. Venceria Gustavo para depois, naquela batalha próxima, vencer Ricardo e salvar aquele mundo.
Ignorando as dores que consumiam cada parte do seu corpo que a espada de Gustavo havia tocado, atirou-se para a luta, determinada a sair vencedora.
***
Tomava, naquele momento, consciência do quão difícil era lutar contra um oponente que possuía uma arma diferente da sua. Ainda não tinha atacado uma única vez, limitando-se a esgueirar-se habilmente dos movimentos rápidos da espada de Nelson.
Estava na altura de mudar de táctica. Poderia tirar vantagens do facto da sua arma ser completamente diferente da de Nelson, apenas teria de pensar numa estratégia que a leva-se à vitória simples e rápida.
Continuou adesviar-se de um e outro golpe, enquanto estudava atentamente o seu adversário e a espada usada por este, bem com os movimentos efectuados. Travou com a lâmina inferior da sua arma, um golpe habilmente dirigido às suas pernas, elevando um pouco mais a sua arma e colocando-a numa posição oblíqua. Rodando a sua arma, na posição vertical, ia travando cada um dos ataques do elfo, alternando a lâmina usada para o efeito.
Sorriu. Um pequeno golpe baixo não faria mal a ninguém. Riu-se para consigo mesmo, algo que apenas reflectiu exteriormente no alargar do seu sarcástico sorriso. Era a primeira vez que tal coisa lhe passava pelo pensamento, mas era hora de mudar de táctica, de arriscar.
Com um movimento súbito, usando o longo cabo de madeira da sua arma, fez com que Nelson tropeça-se e caí-se de costas no solo relvado. O elfo acabou por acidentalmente largar a espada e esta voou para longe do seu alcance. Aproveitando tal facto, Ana apontou a ponta de uma das lâminas da sua arma ao pescoço do jovem elfo, determinado a sua vitória sobre Nelson.
Lutar para vencer ou… Morrer
O sol acabara de nascer. Algumas nuvens passeavam-se vagarosamente pelo céu tapando por vezes a quente e dourada luz do sol. Pela primeira vez, os pássaros não cantavam a sua alegre melodia, as borboletas não coloriam o ar e os animais refugiavam-se nas sombras, com medo… Medo daquilo que estava para acontecer. A Natureza sabia melhor do que ninguém… O fim estava próximo!
Deixando que a leve brisa fustigasse os seus cabelos, as três fadas encontravam-se no meio do jardim do palácio, reflectindo sobre aquilo que estava prestes a acontecer. Um fim e um novo início, uma vitória ou uma morte e um futuro negro para aquele mundo. Tudo dependia delas.
- Prontas? – perguntou uma voz tão bem conhecida das três fadas.
Liana olhou surpreendida para trás, encarando com admiração a elfo de longos cabelos loiros e profundos olhos azuis.
- Majestade? – perguntou, tentando perceber a sua presença naquele local.
- A batalha aproxima-se e eu quero assistir à vossa evolução, que como sabem deve ser rápida e eficaz. – respondeu Selene como que adivinhando os pensamentos que cruzavam a mente da jovem Fada da Terra.
Afastou-se, encostando-se a uma árvores de tronco bastante largo, dum local de onde poderia ter uma vista claramente boa do treino das fadas.
Passos de vários vultos de fizeram ouvir e mais uma vez as fadas deixaram-se invadir pela surpresa. Não, não era o facto de as duas sacerdotisas que sempre as acompanharam se aproximarem delas que lhes tinha provocado tal reacção, mas sim quem as acompanhava.
- O que é que eles estão aqui a fazer? – perguntou Mariana, claramente surpresa, apontando para os dois elfos que as acompanhavam.
- O Gustavo e o Nelson serão peças fundamentais neste treino. – respondeu Clara com uma expressão séria. – Agora, convoquem as vossas armas, hoje iremos trabalhar com elas.
Liana olhou para uma das altas janelas do palácio. O seu olhar espelhava preocupação. Sentiu uma mão pousar no seu ombro.
- Não te preocupes Liana, a Gisele vai tomar bem conta dele. – assegurou-lhe Ana com um pequeno sorriso.
- Sim, o Sérgio estará bem com ela. – concordou Liana com um sorriso fraco e cansado.
- Bem, vamos ao trabalho! – disse Clara chamando a atenção de todos – Mariana, no meio do jardim, perto da fonte, está um alvo. A Odete está lá à tua espera, ela indicar-te-á a tua prova.
- Muito bem… Desejem-me sorte! – e dito isto, Mariana partiu para o local indicado, preparando-se psicologicamente para a sua desconhecida prova.
- Liana e Ana, vocês vão treinar com o Nelson e o Gustavo. Vou colocar um encantamento nas vossas armas, para que percam o seu efeito cortante. Ana, vais lutar com o Nelson e tu, Liana, lutas com o Gustavo. Agora, convoquem as vossas armas!
Os pequenos brilhos apareceram diante das duas fadas, tomando a forma das suas armas. Pegaram nelas com firmeza e estenderam-nas à sacerdotisa para que lhes fosse colocado o encantamento. Nelson e Gustavo também estenderam as suas armas e estas, juntamente com as das fadas, foram rodeadas por um brilho prateado, que desapareceu tão depressa quanto apareceu.
- Agora, dividam-se em dois pares e distanciem-se. Vocês terão de lutar como se fossem inimigos no campo de batalha! – ordenou Clara, ao que os quatro assentiram.
Gustavo fez sinal a Liana para que se juntasse a ele e os dois afastaram-se, posicionando-se depois de acordo com as suas tácticas de defesa e ataque.
Liana respirou fundo.
- Pronta? – perguntou Gustavo com um pequeno sorriso.
A fada olhou uma última vez para a janela do quarto de Sérgio. Um pequeno sorriso nasceu no seu rosto.
- Eu nasci pronta! – respondeu encarando Gustavo, ainda com o seu sorriso nos lábios.
Gustavo soltou uma pequena gargalhada. Impulsionando-se com o pé direito, atirou-se na direcção de Liana, posicionou rapidamente a sua espada, preparando-se para um golpe que não deixaria marcas devido ao encantamento colocado na sua espada.
Liana deixou um sorriso matreiro aparecer nos seus lábios. Sem que Gustavo tivesse tempo para se aperceber disso, também ela se impulsionando com a ajuda do seu pé direito, desviou-se com uma agilidade quase inumana. Com uma pequena pirueta no ar, voltou-se, ficando de frente com as costas do seu oponente. Rapidamente, infligiu um hábil golpe nas costas do elfo.
Gustavo contorceu o rosto de dor. Apercebeu-se que, embora o encantamento anula-se o efeito cortante das lâminas das armas, a dor continuaria presente a cada golpe infligido. Os efeitos de uma luta estavam presentes, um perfeito treino que os levaria a estarem perfeitamente preparados para a batalha que se aproximava a passadas largas.
Virou-se rapidamente, cortando o ar com um movimento súbito da sua espada, um movimento de que a Fada da Terra não estava à espera.
Com dificuldade, Liana cortou o golpe com a sua espada. O som metálico do embater das lâminas ecoou no ar. Vários complexos golpes se seguiram. Ambos contra-atacam e defendiam com uma rapidez incrível, tornando difícil quem quer que seja conseguir acompanhar os seus golpes. Nenhum deles mostrava qualquer sinal de cansaço demonstrando a boa preparação física de ambos.
Liana saltou, fugindo a uma súbito golpe. As suas asas bateram, mantendo-a no ar. Observou Gustavo saltar na sua direcção, tentando alcança-la com a sua espada, numa tentativa de a ferir num dos membros inferiores. Encolheu rapidamente as pernas e voou para de baixo do elfo, infligindo um golpe nas suas pernas.
Com pouco equilíbrio, Gustavo conseguiu aterrar no solo e, com a perna que continuava ilesa, impulsionou o corpo conseguindo golpear o braço de Liana num movimento súbito e demasiadamente rápido.
Liana soltou um grito de dor. Embora soubesse que aquele golpe não lhe causaria qualquer dano físico, sentira perfeitamente a lâmina fria passar-lhe pelo braço causando-lhe uma dor aguda no braço esquerdo. Aterrou rapidamente no solo. O rosto ainda contorcido devido à dor que lhe percorria todo o membro imobilizando-o.
Toda aquela simulada batalha lhe trouxe à memória a batalha que tivera com Ricardo e que a atirara para um repouso forçado. A raiva começou a consumi-la por dentro, queimando cada parte do seu corpo. Venceria Gustavo para depois, naquela batalha próxima, vencer Ricardo e salvar aquele mundo.
Ignorando as dores que consumiam cada parte do seu corpo que a espada de Gustavo havia tocado, atirou-se para a luta, determinada a sair vencedora.
***
Tomava, naquele momento, consciência do quão difícil era lutar contra um oponente que possuía uma arma diferente da sua. Ainda não tinha atacado uma única vez, limitando-se a esgueirar-se habilmente dos movimentos rápidos da espada de Nelson.
Estava na altura de mudar de táctica. Poderia tirar vantagens do facto da sua arma ser completamente diferente da de Nelson, apenas teria de pensar numa estratégia que a leva-se à vitória simples e rápida.
Continuou adesviar-se de um e outro golpe, enquanto estudava atentamente o seu adversário e a espada usada por este, bem com os movimentos efectuados. Travou com a lâmina inferior da sua arma, um golpe habilmente dirigido às suas pernas, elevando um pouco mais a sua arma e colocando-a numa posição oblíqua. Rodando a sua arma, na posição vertical, ia travando cada um dos ataques do elfo, alternando a lâmina usada para o efeito.
Sorriu. Um pequeno golpe baixo não faria mal a ninguém. Riu-se para consigo mesmo, algo que apenas reflectiu exteriormente no alargar do seu sarcástico sorriso. Era a primeira vez que tal coisa lhe passava pelo pensamento, mas era hora de mudar de táctica, de arriscar.
Com um movimento súbito, usando o longo cabo de madeira da sua arma, fez com que Nelson tropeça-se e caí-se de costas no solo relvado. O elfo acabou por acidentalmente largar a espada e esta voou para longe do seu alcance. Aproveitando tal facto, Ana apontou a ponta de uma das lâminas da sua arma ao pescoço do jovem elfo, determinado a sua vitória sobre Nelson.
ai ki saudades que eu já tinha! *-*
gostei muito da maneira como demonstraste toda aquela vontade,
persistencia e esforço que as fadas e os elfos mostraram para conseguir vencer!
parece que o fim está a chegar, bem so espero que corra bem, mas tenho a certeza que sim!
espero por mais! bjokas
gostei muito da maneira como demonstraste toda aquela vontade,
persistencia e esforço que as fadas e os elfos mostraram para conseguir vencer!
parece que o fim está a chegar, bem so espero que corra bem, mas tenho a certeza que sim!

espero por mais! bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
Oh. Eu não acredito que houve um capitulo postado e que eu não reparei! Tá muito giro... O combate da Liana com o Gustavo. que giro. Muito bem feito. Quanto á Ana. Não sei.. não sei se vai ser assim que ela vai conseguir fazer alguma coisa de jeito quando estiver mesmo numa batalha. Não sei não... Mas agora, que venha o proximo capitulo!

Capitulo 16 [Parte II]
Lutar para vencer ou...morrer
A brisa passava pelos seus cabelos e face, acalmando-a e relaxando-a, aumentando a sua concentração. Os seus olhos permaneciam fechados, a sua respiração calma. Agarrava com firmeza o arco, com uma seta preparada, pronta a disparar. Os braços esticados para baixo, segurando a arma de contornos delicados e elegantes.
Elevou os braços, esticou a corda do arco. Os seus olhos abriram-se subitamente. A seta foi disparada sem hesitações acertando bem no cento do grande alvo que se encontrava a sete metros de si. Mais uma flecha. O barulho da ponta de prata a se enterrar no centro do alvo se fez ouvir.
Um estalar de dedos próximo. O alvo começou-se a mover lentamente de um lado para outro. Preparou mais uma seta. Focou com precisão do alvo. Disparou e mais uma vez atingiu o alvo. A velocidade do alvo ia aumentando conforme o tempo ia passando e as flechas eram disparadas. Os seus movimentos começaram a ser alternados.
Mariana começou a sentir dificuldade em focar o alvo. As setas começavam a afastar-se do centro até que uma acabou por passar a um metro de distância do redondo alvo. Cerrou os dentes com força. Respirou fundo. Agarrando com o arco com mais força, elevou-se no ar. Fitou com determinação o alvo em movimento. Duas setas se dispararam com rapidez, uma a seguir à outra, acertando ambas um pouco ao lado do alvo. Mais duas setas. As duas acertaram directamente no alvo.
O tempo passou. O alvo não era mais que um borrão no meio da densa e verde vegetação da zona circundante. De novo as setas afastaram-se do centro do alvo mas não passavam ao lado deste.
A sua respiração tornou-se ofegante. Voltou ao solo, não tinha mais forças para continuar no ar. Mariana baixou um pouco o arco e fechou os olhos, o cansaço penetrava cada parte do seu corpo. Tornava-se difícil suportar o próprio peso.
- Podes parar Mariana. – ouviu Odete dizer – Portaste-te muito bem neste treino. Os meus parabéns!
- Muito obrigada.
Um pequeno e cansado sorriso surgiu nos seus lábios, um sorriso que se viu forçada a abandonar. As forças começavam a abandonar o seu corpo, algo resultante dos intensos treinos a que haviam sido submetidas e da longa e cansativa semana que se tinha passado.
- Podes voltar para junto das outras duas, elas também devem estar a acabar o treino delas. Até amanhã Mariana! – e virou costas, desaparecendo no meio da verdejante vegetação do jardim.
Mariana não respondeu, não teve tempo para tal. Respirando fundo e soltando de seguida um pequeno suspiro caminhou em direcção à zona do jardim onde as suas amigas treinavam com as suas armas.
Conseguiu ouvir uma cristalina e divertida gargalhada, o que a surpreendeu.
- Liana? A rir-se durante um treino? – arregalou um pouco os olhos e correu em direcção ao som.
Liana deu um ágil salto, fugindo a um rápido golpe de espada de Gustavo. Este tinha uma clara expressão de frustração no rosto. As suas sobrancelhas juntaram-se e tentou atacar de novo a fada que se desviou rapidamente, em movimentos delicados, fazendo lembrar uma bailarina que deslizava e rodopiava graciosamente numa pista de dança.
Mais uma cristalina risada saiu dos seus lábios. Ana e Nelson observavam soltando risadas perante as expressões e tentativas de Gustavo de desferir um golpe em Liana.
Mariana pode perceber que o treino já tinha terminado mas Liana estava demasiado divertida a irritar Gustavo e este decidido a conseguir levar a sua avante, para terem vontade de abandonar o local. Não pode evitar rir-se, era de facto uma situação peculiar e divertida.
Liana não fazia uso das suas asas, limitava-se a desviar-se habilmente de cada golpe de espada de Gustavo, com delicados saltos e desvios rápidos.
Um bater de palmas ressoou no ar fazendo cessar os risos e o pequeno combate que acontecia no jardim, captando a atenção de todos os presentes.
- Muito bem meninos, já chega de brincadeiras! – disse a voz solene de Clara. – Agora têm de descansar e prepararem-se para o treino de amanhã, que será muito mais complicado do que o de hoje. – ergueu um dedo e falou mais alto quando se apercebeu que todos se preparavam para abandonar o local. – Mas antes disso, há alguém que vos quer dar uma palavrinha.
A calma brisa deu lugar a um vento um pouco mais forte, fazendo ondular o cabelo das três fadas e da sacerdotisa que com elas se encontrava.
Viram-se para trás na expectativa de ver a visita que desejava falar com elas. Expressões de espanto apoderaram-se das suas faces.
A figura alta olhava as fadas com o mesmo olhar de sempre, o olhar que elas tão bem conheciam, sempre com o seu invulgar tom prateado, com o brilho e a profundidade da sua sabedoria e longa idade escondidas pela sua aparência jovem. Os seus negros e extremamente longos esvoaçavam ao sabor do vento.
- Lunnaris! – exclamou Ana.
- Olá jovens fadas. É bom ver-vos de novo.
- É uma honra estar-nos de novo diante de ti Lunnaris, sacerdotisa suprema. – disse num tom educado e de respeito Liana, inclinando ligeiramente a cabeça, em sinal de uma pequena vénia.
Lunnaris pareceu gostar de tal respeitoso cumprimento pois deixou um enorme sorriso apoderar-se dos seus lábios.
- Fico contente por teres vindo tão rápido e por teres respondido ao meu ao meu
apelo. - pela primeira vez, Selene prenunciou-se, encaminhando-se das sombras do jardim para o local onde estavam todos reunidos.
- Apercebi-me da urgência do teu pedido Selene, assim como percebi o porquê. Fico contente por quererem que supervisione o treino das fadas, assim como que ajude no seu melhoramento.
- Agradecemos o facto de ter vindo então. – disse Mariana, fazendo também uma ligeira vénia – Já tínhamos falado entre nós sobre o facto de acharmos que seria bom termos o teu supervisionamento nos treinos e pensávamos falar com sua Majestade sobre o assunto mas outras coisas aconteceram e não surgiu oportunidade de o fazermos.
- Muito bem. E sabem para que treinam? – perguntou com um pequeno sorriso retorcido a sacerdotisa suprema.
- Treinamos para estarmos preparadas para a batalha final. Lutamos para vencer ou morrer, caso falhemos a nossa missão. – respondeu Liana num tom sério, igualando a expressão grave do seu rosto.
- Não esperaria melhor resposta vinda de ti Liana. – comentou Selene. – E estão preparadas para tal desafio?
- Estamos! – respondeu Ana em nome das três.
- Não poderia estar mais contente com as vossas respostas. E pensar que as fadas frágeis que apareceram aqui à um mês e meio atrás são as mesmas fadas corajosas e fortes que tenho aqui à minha frente. – disse num tom de voz orgulhoso Clara, com um grande sorriso nos lábios, sorriso que foi retribuídos pelas três fadas. – Agora, se Vossa Majestade e a nossa Sagrada Sacerdotisa o permitirem, acho que podem ir descansar.
E após um aceno afirmativo de Lunnaris e de Selene, as fadas e os dois elfos desapareceram pelas sombras do jardim, em direcção ao palácio, banhado pela luz dourada de um tardio pôr do sol.
***
Suspirou. O jantar alongara-se mais que o esperado e a noite avançara sem que ninguém desse por isso.
Sentada na cama do seu quarto, Liana observava as estrelas que brilhavam no céu nocturno de um imenso azul. Com toda a atribulação do decorrer do dia, não fora ver Sérgio após o treino. Perguntava-se se ele ainda estaria acordado… Olhou para a porta branca do seu quarto e após algumas hesitações levantou-se.
Vestiu um robe acastanhado de cetim por cima da fina camisa de noite bege e saiu do quarto, Percorreu o corredor com passos curtos e leves, tentando não fazer barulho. Com extremo cuidado rodou a maçaneta dourada e abriu devagar a porta do quarto de Sérgio.
Este estava sentado na cama, sub as cobertas, encostado à cabeceira da cama. As cortinas estavam corridas para os lados e as portadas abertas. Uma leve brisa entrava no quarto. A luz do luar reflectia na sua pele exposta do tronco nu.
Sérgio contemplava o firmamento nocturno com um sorriso. Perdido em pensamentos, não se apercebeu da entrada de Liana no seu quarto.
A jovem fada caminhou lentamente para a cama. Sentou-se e puxou as suas pernas para cima da colcha fina, deixando-as encolhidas ao seu lado. Pousou a cabeça sobre o ombro direito de Sérgio. Sentiu os músculos dele ficarem tensos, apercebendo-se que o tinha sobressaltado, mas ele depressa relaxou, deixando a sua cabeça cair levemente sobre a da fada.
- Desculpa, não te queria assustar. – murmurou Liana olhando para baixo.
- Não faz mal. – tranquilizou-a Sérgio com um pequeno sorriso. Delicadamente, colocou o seu braço em volta da cintura da fada e puxou-a mais para si, fazendo a cabeça dela descansar sobre o seu peito, para depois envolver a fada nos seus braços.
Liana sorriu ao sentir o seu movimento. O corpo dele estava quente e os seus braços davam-lhe uma sensação de protecção.
- Pensei que já não te via mais hoje. – comentou Sérgio, acariciando os cabelos ondulados da fada.
- Desculpa, o treino prolongou-se mais do que o previsto, assim como o jantar. – desculpou-se Liana.
- Bem, mais vale tarde do que nunca.
Liana riu-se.
- Posso pedir-te uma coisa? – perguntou carinhosamente Sérgio ao seu ouvido.
- Bem, acho que tenho de te compensar pelo meu atraso, por isso podes. – respondeu Liana em tom de brincadeira, com um largo sorriso no rosto.
- É algo que tu me pediste uma vez… - disse ele, ainda ao seu ouvido. Liana ergueu uma sobrancelha intrigada, mas deixou-se estar aninhada no seu peito, não o deixando ver a sua expressão. – Fica comigo esta noite.
Liana sorriu. Afastou-se dele e sentou-se nada, ficando de costas para Sérgio.
- Com uma condição… - sentiu Sérgio aproximar-se de si com algum esforço e colocar a cabeça dele sobre o seu ombro.
- Uma condição? – perguntou ele admirado abrando-a por trás. – E que condição seria essa?
- Queria que me respondesses sinceramente a uma pergunta. – vendo que Sérgio não dizia nada resolveu prosseguir. – O que é que fez com que te apaixonasses por mim? O que é que viste em mim sendo eu três anos mais nova do que tu? Isto é… Não deverias pensar que eu sou demasiado nova…?
Seguiu-se um momento de silêncio. Liana começou a sentir-se desconfortável, angustiada. Sentia a respiração calma de Sérgio do seu ouvido. A sua respiração falhou por momentos ao sentir Sérgio afastar-se, o seu corpo reclamou pela falta de contacto. Foi então que sentiu a mão de Sérgio envolver o seu pulso suavemente e puxá-la um pouco, fazendo com que virasse para ele.
Liana virou-se, baixando de seguida a cabeça. Não queria encará-lo, não tinha coragem para tal. Não queria que ele visse a angústia passear pelos seus olhos.
- Liana, olha para mim. – pediu ele num tom baixo, colocando a mão por baixo do queixo da fada e levemente elevou-lhe o rosto, obrigando-a a olhá-lo nos olhos.
Ficaram a olhar-se durante algum tempo enquanto Sérgio lhe acariciava o rosto. Sem que Liana previsse, Sérgio inclinou-se sobre ela e beijou-a docemente. Foi um beijo curto. Depressa Sérgio teve de se afastar, soltando um pequeno gemido. A cicatriz ardia-lhe, provocando uma dor aguda, mas nem por isso se afastou.
- Liana, não me importa que idade tens, de que cor são os teus olhos ou o teu cabelo… - deixou a sua mão escorregar da face da jovem fada até ao seu peito, deixando-a repousar no local onde batia o coração de Liana. – O que me importa o que está aqui dentro, aquilo que tu és por dentro! O meu amor por ti não tem uma explicação lógica. Apenas sei aquilo que sinto e que quero ficar contigo aconteça o que acontecer. Amo-te, nunca te esqueças disso.
- Desculpa perguntar, mas é que… - Liana deixou a sua cabeça cair e encostou-a ao peito de Sérgio.
- Não importa. – disse Sérgio não a deixando continuar – Acabou por ser um pretexto para uma declaração de amor bastante bonita. – disse Sérgio com um sorriso enquanto a envolvia nos seus braços. – Então e agora que respondi à pergunta, ficas aqui comigo?
- É claro que fico. – respondeu ela, levantando a cabeça.
Ambos sorriram e os seus lábios voltaram a tocar-se, fundindo-se num long e profundo beijo.
Lutar para vencer ou...morrer
A brisa passava pelos seus cabelos e face, acalmando-a e relaxando-a, aumentando a sua concentração. Os seus olhos permaneciam fechados, a sua respiração calma. Agarrava com firmeza o arco, com uma seta preparada, pronta a disparar. Os braços esticados para baixo, segurando a arma de contornos delicados e elegantes.
Elevou os braços, esticou a corda do arco. Os seus olhos abriram-se subitamente. A seta foi disparada sem hesitações acertando bem no cento do grande alvo que se encontrava a sete metros de si. Mais uma flecha. O barulho da ponta de prata a se enterrar no centro do alvo se fez ouvir.
Um estalar de dedos próximo. O alvo começou-se a mover lentamente de um lado para outro. Preparou mais uma seta. Focou com precisão do alvo. Disparou e mais uma vez atingiu o alvo. A velocidade do alvo ia aumentando conforme o tempo ia passando e as flechas eram disparadas. Os seus movimentos começaram a ser alternados.
Mariana começou a sentir dificuldade em focar o alvo. As setas começavam a afastar-se do centro até que uma acabou por passar a um metro de distância do redondo alvo. Cerrou os dentes com força. Respirou fundo. Agarrando com o arco com mais força, elevou-se no ar. Fitou com determinação o alvo em movimento. Duas setas se dispararam com rapidez, uma a seguir à outra, acertando ambas um pouco ao lado do alvo. Mais duas setas. As duas acertaram directamente no alvo.
O tempo passou. O alvo não era mais que um borrão no meio da densa e verde vegetação da zona circundante. De novo as setas afastaram-se do centro do alvo mas não passavam ao lado deste.
A sua respiração tornou-se ofegante. Voltou ao solo, não tinha mais forças para continuar no ar. Mariana baixou um pouco o arco e fechou os olhos, o cansaço penetrava cada parte do seu corpo. Tornava-se difícil suportar o próprio peso.
- Podes parar Mariana. – ouviu Odete dizer – Portaste-te muito bem neste treino. Os meus parabéns!
- Muito obrigada.
Um pequeno e cansado sorriso surgiu nos seus lábios, um sorriso que se viu forçada a abandonar. As forças começavam a abandonar o seu corpo, algo resultante dos intensos treinos a que haviam sido submetidas e da longa e cansativa semana que se tinha passado.
- Podes voltar para junto das outras duas, elas também devem estar a acabar o treino delas. Até amanhã Mariana! – e virou costas, desaparecendo no meio da verdejante vegetação do jardim.
Mariana não respondeu, não teve tempo para tal. Respirando fundo e soltando de seguida um pequeno suspiro caminhou em direcção à zona do jardim onde as suas amigas treinavam com as suas armas.
Conseguiu ouvir uma cristalina e divertida gargalhada, o que a surpreendeu.
- Liana? A rir-se durante um treino? – arregalou um pouco os olhos e correu em direcção ao som.
Liana deu um ágil salto, fugindo a um rápido golpe de espada de Gustavo. Este tinha uma clara expressão de frustração no rosto. As suas sobrancelhas juntaram-se e tentou atacar de novo a fada que se desviou rapidamente, em movimentos delicados, fazendo lembrar uma bailarina que deslizava e rodopiava graciosamente numa pista de dança.
Mais uma cristalina risada saiu dos seus lábios. Ana e Nelson observavam soltando risadas perante as expressões e tentativas de Gustavo de desferir um golpe em Liana.
Mariana pode perceber que o treino já tinha terminado mas Liana estava demasiado divertida a irritar Gustavo e este decidido a conseguir levar a sua avante, para terem vontade de abandonar o local. Não pode evitar rir-se, era de facto uma situação peculiar e divertida.
Liana não fazia uso das suas asas, limitava-se a desviar-se habilmente de cada golpe de espada de Gustavo, com delicados saltos e desvios rápidos.
Um bater de palmas ressoou no ar fazendo cessar os risos e o pequeno combate que acontecia no jardim, captando a atenção de todos os presentes.
- Muito bem meninos, já chega de brincadeiras! – disse a voz solene de Clara. – Agora têm de descansar e prepararem-se para o treino de amanhã, que será muito mais complicado do que o de hoje. – ergueu um dedo e falou mais alto quando se apercebeu que todos se preparavam para abandonar o local. – Mas antes disso, há alguém que vos quer dar uma palavrinha.
A calma brisa deu lugar a um vento um pouco mais forte, fazendo ondular o cabelo das três fadas e da sacerdotisa que com elas se encontrava.
Viram-se para trás na expectativa de ver a visita que desejava falar com elas. Expressões de espanto apoderaram-se das suas faces.
A figura alta olhava as fadas com o mesmo olhar de sempre, o olhar que elas tão bem conheciam, sempre com o seu invulgar tom prateado, com o brilho e a profundidade da sua sabedoria e longa idade escondidas pela sua aparência jovem. Os seus negros e extremamente longos esvoaçavam ao sabor do vento.
- Lunnaris! – exclamou Ana.
- Olá jovens fadas. É bom ver-vos de novo.
- É uma honra estar-nos de novo diante de ti Lunnaris, sacerdotisa suprema. – disse num tom educado e de respeito Liana, inclinando ligeiramente a cabeça, em sinal de uma pequena vénia.
Lunnaris pareceu gostar de tal respeitoso cumprimento pois deixou um enorme sorriso apoderar-se dos seus lábios.
- Fico contente por teres vindo tão rápido e por teres respondido ao meu ao meu
apelo. - pela primeira vez, Selene prenunciou-se, encaminhando-se das sombras do jardim para o local onde estavam todos reunidos.
- Apercebi-me da urgência do teu pedido Selene, assim como percebi o porquê. Fico contente por quererem que supervisione o treino das fadas, assim como que ajude no seu melhoramento.
- Agradecemos o facto de ter vindo então. – disse Mariana, fazendo também uma ligeira vénia – Já tínhamos falado entre nós sobre o facto de acharmos que seria bom termos o teu supervisionamento nos treinos e pensávamos falar com sua Majestade sobre o assunto mas outras coisas aconteceram e não surgiu oportunidade de o fazermos.
- Muito bem. E sabem para que treinam? – perguntou com um pequeno sorriso retorcido a sacerdotisa suprema.
- Treinamos para estarmos preparadas para a batalha final. Lutamos para vencer ou morrer, caso falhemos a nossa missão. – respondeu Liana num tom sério, igualando a expressão grave do seu rosto.
- Não esperaria melhor resposta vinda de ti Liana. – comentou Selene. – E estão preparadas para tal desafio?
- Estamos! – respondeu Ana em nome das três.
- Não poderia estar mais contente com as vossas respostas. E pensar que as fadas frágeis que apareceram aqui à um mês e meio atrás são as mesmas fadas corajosas e fortes que tenho aqui à minha frente. – disse num tom de voz orgulhoso Clara, com um grande sorriso nos lábios, sorriso que foi retribuídos pelas três fadas. – Agora, se Vossa Majestade e a nossa Sagrada Sacerdotisa o permitirem, acho que podem ir descansar.
E após um aceno afirmativo de Lunnaris e de Selene, as fadas e os dois elfos desapareceram pelas sombras do jardim, em direcção ao palácio, banhado pela luz dourada de um tardio pôr do sol.
***
Suspirou. O jantar alongara-se mais que o esperado e a noite avançara sem que ninguém desse por isso.
Sentada na cama do seu quarto, Liana observava as estrelas que brilhavam no céu nocturno de um imenso azul. Com toda a atribulação do decorrer do dia, não fora ver Sérgio após o treino. Perguntava-se se ele ainda estaria acordado… Olhou para a porta branca do seu quarto e após algumas hesitações levantou-se.
Vestiu um robe acastanhado de cetim por cima da fina camisa de noite bege e saiu do quarto, Percorreu o corredor com passos curtos e leves, tentando não fazer barulho. Com extremo cuidado rodou a maçaneta dourada e abriu devagar a porta do quarto de Sérgio.
Este estava sentado na cama, sub as cobertas, encostado à cabeceira da cama. As cortinas estavam corridas para os lados e as portadas abertas. Uma leve brisa entrava no quarto. A luz do luar reflectia na sua pele exposta do tronco nu.
Sérgio contemplava o firmamento nocturno com um sorriso. Perdido em pensamentos, não se apercebeu da entrada de Liana no seu quarto.
A jovem fada caminhou lentamente para a cama. Sentou-se e puxou as suas pernas para cima da colcha fina, deixando-as encolhidas ao seu lado. Pousou a cabeça sobre o ombro direito de Sérgio. Sentiu os músculos dele ficarem tensos, apercebendo-se que o tinha sobressaltado, mas ele depressa relaxou, deixando a sua cabeça cair levemente sobre a da fada.
- Desculpa, não te queria assustar. – murmurou Liana olhando para baixo.
- Não faz mal. – tranquilizou-a Sérgio com um pequeno sorriso. Delicadamente, colocou o seu braço em volta da cintura da fada e puxou-a mais para si, fazendo a cabeça dela descansar sobre o seu peito, para depois envolver a fada nos seus braços.
Liana sorriu ao sentir o seu movimento. O corpo dele estava quente e os seus braços davam-lhe uma sensação de protecção.
- Pensei que já não te via mais hoje. – comentou Sérgio, acariciando os cabelos ondulados da fada.
- Desculpa, o treino prolongou-se mais do que o previsto, assim como o jantar. – desculpou-se Liana.
- Bem, mais vale tarde do que nunca.
Liana riu-se.
- Posso pedir-te uma coisa? – perguntou carinhosamente Sérgio ao seu ouvido.
- Bem, acho que tenho de te compensar pelo meu atraso, por isso podes. – respondeu Liana em tom de brincadeira, com um largo sorriso no rosto.
- É algo que tu me pediste uma vez… - disse ele, ainda ao seu ouvido. Liana ergueu uma sobrancelha intrigada, mas deixou-se estar aninhada no seu peito, não o deixando ver a sua expressão. – Fica comigo esta noite.
Liana sorriu. Afastou-se dele e sentou-se nada, ficando de costas para Sérgio.
- Com uma condição… - sentiu Sérgio aproximar-se de si com algum esforço e colocar a cabeça dele sobre o seu ombro.
- Uma condição? – perguntou ele admirado abrando-a por trás. – E que condição seria essa?
- Queria que me respondesses sinceramente a uma pergunta. – vendo que Sérgio não dizia nada resolveu prosseguir. – O que é que fez com que te apaixonasses por mim? O que é que viste em mim sendo eu três anos mais nova do que tu? Isto é… Não deverias pensar que eu sou demasiado nova…?
Seguiu-se um momento de silêncio. Liana começou a sentir-se desconfortável, angustiada. Sentia a respiração calma de Sérgio do seu ouvido. A sua respiração falhou por momentos ao sentir Sérgio afastar-se, o seu corpo reclamou pela falta de contacto. Foi então que sentiu a mão de Sérgio envolver o seu pulso suavemente e puxá-la um pouco, fazendo com que virasse para ele.
Liana virou-se, baixando de seguida a cabeça. Não queria encará-lo, não tinha coragem para tal. Não queria que ele visse a angústia passear pelos seus olhos.
- Liana, olha para mim. – pediu ele num tom baixo, colocando a mão por baixo do queixo da fada e levemente elevou-lhe o rosto, obrigando-a a olhá-lo nos olhos.
Ficaram a olhar-se durante algum tempo enquanto Sérgio lhe acariciava o rosto. Sem que Liana previsse, Sérgio inclinou-se sobre ela e beijou-a docemente. Foi um beijo curto. Depressa Sérgio teve de se afastar, soltando um pequeno gemido. A cicatriz ardia-lhe, provocando uma dor aguda, mas nem por isso se afastou.
- Liana, não me importa que idade tens, de que cor são os teus olhos ou o teu cabelo… - deixou a sua mão escorregar da face da jovem fada até ao seu peito, deixando-a repousar no local onde batia o coração de Liana. – O que me importa o que está aqui dentro, aquilo que tu és por dentro! O meu amor por ti não tem uma explicação lógica. Apenas sei aquilo que sinto e que quero ficar contigo aconteça o que acontecer. Amo-te, nunca te esqueças disso.
- Desculpa perguntar, mas é que… - Liana deixou a sua cabeça cair e encostou-a ao peito de Sérgio.
- Não importa. – disse Sérgio não a deixando continuar – Acabou por ser um pretexto para uma declaração de amor bastante bonita. – disse Sérgio com um sorriso enquanto a envolvia nos seus braços. – Então e agora que respondi à pergunta, ficas aqui comigo?
- É claro que fico. – respondeu ela, levantando a cabeça.
Ambos sorriram e os seus lábios voltaram a tocar-se, fundindo-se num long e profundo beijo.
Finalmente!!! Já estavas a ver que eu nunca mais lia o capítulo novo, hem??? Pois, cá estou eu!!
Bem, coitadas das fadas.... tanto que treinam... Devem andar bem cansaditas coitaditas.. lol
E a Liana a gozar com o Gustavo.. que comédia... a Liana deve ser a fada que está mais preparada para tudo o que aí vem...
e o final..
tão fofo... que declaração tão bonita... que bonitos que eles ficam..
Bem, Likinhas essa escrita anda muito boa... e a história também.. mas depois de tanta preparação, quando é que a batalha começa, hem??? Vá, beijinhos e escreve antes de começarem os testes.
Bem, coitadas das fadas.... tanto que treinam... Devem andar bem cansaditas coitaditas.. lol
E a Liana a gozar com o Gustavo.. que comédia... a Liana deve ser a fada que está mais preparada para tudo o que aí vem...
e o final..
tão fofo... que declaração tão bonita... que bonitos que eles ficam..Bem, Likinhas essa escrita anda muito boa... e a história também.. mas depois de tanta preparação, quando é que a batalha começa, hem??? Vá, beijinhos e escreve antes de começarem os testes.

*Aparece não sei quanto tempo depois de uma looonga ausência 8D*
Podem-me matar, eu mereço x) Bem... Há qianto tempo não respondo aos comentários e me limito a aparecer no forum de tempos a tempos para postar uma capitulo? Sou uma desgraça
Muito obrigada a todas pelos comentários. Nem sabem como é bom ver que ainda há quem acompanhe a minha história, visto que tenho vindo a perder leitores com o passar do tempo. Acreditem que estive mesmo para desistir, não fosse a menina Neptuno a dar-me para a cabeça para eu continuar x)
Vejo que tenho uma nova leitora, como isso é bom *-* Fico feliz por gostares Fanfic_lover
Espero que continues a seguir a minha história, ficaria muito contente se o fizesses 
Neptuno, minha titia fofa e sempre leal leitora *-* Obrigada por continuares a seguir a fic e por me ajudares tanto, sem ti o que seria de mim, hen? *^*
Calma, tudo a seu tempo, a batalha está para breve
Bem, já comeceia escrever o capitulo, mas o tempo não tem sido muito para escrever. Tenho tido muitos trabalhos, estou enfiada em alguns concursos já para não falar que vai começar de novo a época de testes e vou ter teste intremédio ;_; Mas prometo que assim que puder venho postar qualquer coisita ^-^
A fic está mesmo na recta final. Não devem faltar mais de 4 capitulos para ficar complecta, penso que não precisarei de mais para realizar o fim como o tenho vindo a imaginar de há um ano para cá, desde que comecei a escrever a história. Bem, como o tempo passa depressa :O
Bem, mais uma vez, um muito obrigada a todos os que continuam a seguir a fic e pelos comentários que têm vindo a deixar
Podem-me matar, eu mereço x) Bem... Há qianto tempo não respondo aos comentários e me limito a aparecer no forum de tempos a tempos para postar uma capitulo? Sou uma desgraça

Muito obrigada a todas pelos comentários. Nem sabem como é bom ver que ainda há quem acompanhe a minha história, visto que tenho vindo a perder leitores com o passar do tempo. Acreditem que estive mesmo para desistir, não fosse a menina Neptuno a dar-me para a cabeça para eu continuar x)
Vejo que tenho uma nova leitora, como isso é bom *-* Fico feliz por gostares Fanfic_lover
Espero que continues a seguir a minha história, ficaria muito contente se o fizesses 
Neptuno, minha titia fofa e sempre leal leitora *-* Obrigada por continuares a seguir a fic e por me ajudares tanto, sem ti o que seria de mim, hen? *^*
Calma, tudo a seu tempo, a batalha está para breve

Bem, já comeceia escrever o capitulo, mas o tempo não tem sido muito para escrever. Tenho tido muitos trabalhos, estou enfiada em alguns concursos já para não falar que vai começar de novo a época de testes e vou ter teste intremédio ;_; Mas prometo que assim que puder venho postar qualquer coisita ^-^
A fic está mesmo na recta final. Não devem faltar mais de 4 capitulos para ficar complecta, penso que não precisarei de mais para realizar o fim como o tenho vindo a imaginar de há um ano para cá, desde que comecei a escrever a história. Bem, como o tempo passa depressa :O
Bem, mais uma vez, um muito obrigada a todos os que continuam a seguir a fic e pelos comentários que têm vindo a deixar

Bem, só agora li o último capítulo!
'' Compreendo perfeitamente a falta de tempo Likinhas! Mas n te preocupes, eu n deixo de forma alguma de acompanhar a tua história, já estou tão envolvida nela!!
.o:
Bem, as fadas continuam a ter treinos de preparação para a grande batalha e nota-se que estão cada vez mais fortes e resistentes.
E o Sérgio continua um grande queridoo *_* Diz sempre as palavras certas à Liana... para mim ele é a maior motivação dela, é ele que lhe dá toda aquela determinação para ela continuar, por isso o Sérgio é das personagens mais importantes da história no meu ponto de vista. E é por isso que gosto tantoooo dele!!! xDD :
':
Bem Likinhas espero por mais um capítulo e pelo desenlace final!!
beijinho grande
'' Compreendo perfeitamente a falta de tempo Likinhas! Mas n te preocupes, eu n deixo de forma alguma de acompanhar a tua história, já estou tão envolvida nela!!
.o: Bem, as fadas continuam a ter treinos de preparação para a grande batalha e nota-se que estão cada vez mais fortes e resistentes.
E o Sérgio continua um grande queridoo *_* Diz sempre as palavras certas à Liana... para mim ele é a maior motivação dela, é ele que lhe dá toda aquela determinação para ela continuar, por isso o Sérgio é das personagens mais importantes da história no meu ponto de vista. E é por isso que gosto tantoooo dele!!! xDD :
': Bem Likinhas espero por mais um capítulo e pelo desenlace final!!
beijinho grande
Ai likinhas! nem acredito que ainda nao tinha lido a capitulo!
ai, adoro ver o casal Sergio e Liana, sao tao querido um com o outro!
tambem quero! lol
bem, fico á espera que a tua vontade de terminar a fic chegue, porque já estou com muitas saudades
bjinhos!
ai, adoro ver o casal Sergio e Liana, sao tao querido um com o outro!
tambem quero! lol
bem, fico á espera que a tua vontade de terminar a fic chegue, porque já estou com muitas saudades
bjinhos!
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
Tens de entrar para responderes neste tópico.



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