O Amor é complicado...
loool
Obrigada
Não estava nada à espera deste comentário, fiquei apanhada de surpresa
O próximo capítulo já está escrito, e em princípio postarei amanhã ou depois, pois ainda estou a dar-lhe uns pequenos retoques, para que fique perfeito
Quem está atrás da porta... Uhm... Não sei... Terás de esperar para ver
Um grande Beijinho *
Obrigada

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O próximo capítulo já está escrito, e em princípio postarei amanhã ou depois, pois ainda estou a dar-lhe uns pequenos retoques, para que fique perfeito

Quem está atrás da porta... Uhm... Não sei... Terás de esperar para ver

Um grande Beijinho *

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Um dos defeitos que eu tenho é que não sou muito paciente, principalmente quando estou curiosa 
Mas fico à espera para ver o que vai sair daí =)

Mas fico à espera para ver o que vai sair daí =)

Obrigada Atalantav =)
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Como prometido, aqui está o capítulo que vem a seguir, pode parecer muito chato, mas eu senti necessidade de o escrever
espero que gostem
Capítulo 16 – Declarações
espero que gostem
Capítulo 16 – Declarações
Eu abri a porta, e era a dona da pensão. Fiquei apanhado de surpresa, mas depois sorri. Queria demonstrar que a senhora não tinha, de maneira nenhuma, vindo num momento inconveniente.
- Sir Kou… Está lá em baixo uma tal de Miss Aino à sua espera à algum tempo no jardim… - Disse-me ela, no seu inglês fluente e perfeito.
- Obrigada, Mrs. Mcfish… Diga-lhe que eu desço já, sim? – Eu pedi delicadamente, na mesma língua que ela.
- Com certeza… - Ela assentiu com a cabeça e eu retirei do bolso uma nota de 10 libras, em jeito de gorjeta, e depois fechei a porta, cuidadosamente. Ainda fui procurar na bagagem a pseudo-canção, e saí apressadamente do quarto. Corri pelos corredores da pensão, que estavam em silêncio, e que apenas me traziam de volta o som dos meus passos apressados. Depois, saí porta fora, e corri o mais depressa que pude até ao jardim.
- Desculpa a demora, Minako… - Disse eu, quando cheguei ao pé do banco onde Mina estava sentada. Ela olhou para mim com um olhar arregalado, e eu corei. Já não estava habituado a sentir aquele tipo de olhar sobre mim, sobretudo vindo dela. Para mim, cada olhar que ela me lança é especial, e é assim que os guardo na memória – Eu é que devia estar aqui… Mas tive coisas a fazer antes… Desculpa-me…
- Não tem mal… Eu já estou habituada a esperar… - Disse ela, sorrindo abertamente para mim.
- É indelicado fazer uma rapariga esperar, seja qual for a circunstância… Peço-te mesmo muitas desculpas…
- Já te disse, não faz mal… Agora temos de falar…
- Sim, é verdade… Temos de falar… Mas antes de eu ou tu dizermos mais alguma coisa, quero que leias isto… Acho que te vai dizer muito mais do que as minhas palavras faladas… - Disse-lhe, passando-lhe a folha, enquanto me sentava no banco, a seu lado.
- O que é? – Perguntou ela, curiosa.
- Lê, e depois podes fazer as perguntas que quiseres – Disse eu, simplesmente.
- Tudo bem… -Disse ela, desdobrando a folha, e começou a ler. Enquanto isso, eu comecei a analisar as suas reacções. Ela chegou ao fim da folha com um olhar lacrimejante. Pelos vistos, ler aquela pseudo-canção, custou-lhe tanto o quanto custou a mim escrevê-la… - Tu… Tu nunca me esqueceste, pois não Yaten? Mas tu… Tu… Tu sempre me desprezaste… Mas no fundo sempre me amaste, não é… Apesar de tudo não me esqueceste…
- Não Mina-chan… Nunca te esqueci… E aposto que tu, apesar de todas as crueldades que me fizeste… E apesar de todo o desprezo que te dei… Sinto que também não me esqueceste… Quando te foste embora, deixaste-me um grande vazio no coração. Quando recebi todas aquelas cartas pelas mãos das tuas amigas, só pensava no porquê… No porquê de tu não mas mandares directamente, ou o porquê de não me telefonares… Pensei durante muito tempo que já não me amavas, ou que simplesmente só querias me magoar, ou que simplesmente já nem querias saber de mim… Mas depois pensei… Não… Não era verdade, tu amavas-me demais. Mas depois pensava novamente no que me fazias passar, e eu ficava infeliz. Eu cheguei a ir parar ao hospital por causa disto, acreditas? Isto literalmente deu cabo de mim… Foi algo que me magoou bastante, e que eu pensava que passado algum tempo iria superar tudo isto, mas não fui capaz. A cada dia que passava andava cada vez mais deprimido, e havia dias que nem ligava nenhuma a nada nem ninguém. Simplesmente era como estar ali, mas a minha cabeça estava noutro sítio. Mas depois, o Seiya e o Taiki, já fartos de me ver naquele estado deprimente, mandaram-me para aqui à tua procura, para tentar resolver as coisas contigo. Pagaram-me o bilhete, deram-me até a tua morada, e recambiaram-me para este fuso horário. Ao chegar, o primeiro sítio para onde fui, o primeiro sítio que procurei, foi a tua casa. Eu queria saber de ti, e onde estavas, para poder falar contigo, e a única coisa que me dizem é que tu estavas com o teu namorado… Isso deitou-me completamente abaixo… Sempre era verdade o que já me tinham dito. Mas mesmo assim, não desisti… O meu coração bate mais forte por ti, e deu-me alento para continuar. Depois, encontrei-te em perigo, e a minha vontade foi de me atirar para a tua frente, de te proteger… Porque és demasiado importante para mim, para eu me dar ao luxo de te perder… Tu és a mulher da minha vida, Mina…
- Yaten… - Ela estava mesmo à beira das lágrimas. Eu olhei para ela com um sorriso na face, e continuei a falar, descontraidamente.
- Não… Deixa-me acabar, por favor, Mina-chan… Tu és a pessoa que eu mais amo, acima de tudo na minha vida. Mesmo que o facto de ser um homem só seja apenas uma fachada para aquilo que realmente sou, isso não vai mudar em nada o que sinto. Foste tu quem eu amei, quem eu amo e quem eu sempre amarei, Mina-chan, e não há ninguém nem nada que mude o que acontece no meu coração cada vez que te vejo ou sinto a tua presença luminosa. Sabes… Simplesmente já não consigo encontrar mais palavras para descrever o que sinto por ti… - Disse, sorrindo por entre lágrimas.
- Oh Yaten! - As lágrimas corriam pela sua face – Amo-te tanto! Desculpa por tudo o que te fiz sofrer, por tudo o que te fiz passar, por tudo mesmo! Eu… Eu nunca devia ter duvidado dos teus sentimentos… Nem dos meus… Eu sempre te amei, desde o início…
- Eu também te amo, Mina… - Disse, puxando-a para perto de mim, e beijei-a apaixonadamente. Um beijo daqueles que deixa uma marca bem profunda no coração dos apaixonados: A marca do primeiro beijo de amor verdadeiro. Eu sentia-me muito feliz, quer dizer, acho que nunca mais vou ser tão feliz como sou agora. Aquele momento era simplesmente, indescritível e deveras mágico.
- Obrigada por este momento maravilhoso, Yaten… Sabes, eu durante muito tempo esperei que tu viesses ter comigo… E julguei que este momento nunca mais chegaria… Mas nunca pensei que este momento fosse tão especial, nem que fosse num local tão bonito, e ainda por cima à luz do luar… É tão bonito este momento… É o melhor momento da minha vida…
- Eu também esperei muito tempo por este momento… Nem tu sabes o quanto… Não tens de quê… És a melhor coisa que tenho na minha vida… - E voltei a beijá-la, depois de ter passado a mão pela sua face escarlate. Estava a ser um momento único, e que eu não esqueceria tão cedo.
- Yaten? – Disse ela, num murmúrio.
- Sim, Mina… - Disse, dando-lhe um espaço para ela falar, mesmo assim, encostei a sua cabeça ao meu peito, carinhosamente, e depois comecei a passar a minha mão delicadamente pelo seu cabelo.
- Queres voltar para Tóquio?
- A minha intenção era essa… Mas tens de falar com a tua mãe, não é?
- Sim… Não posso partir sem aviso… E tu tens de pagar o quarto, e de entregar o carro na empresa de alugueres… Não é?
- Sim… Mas podíamos passar esta noite juntos, os dois, assim, aconchegadinhos um ao outro… Tu sabes… - Disse, corando com a ideia que me trespassara o pensamento.
- Seu malandro… Mas só pensas nisso? – Disse ela, rindo-se.
- Não, eu penso em mais coisas… Penso em ti, em como tu és bonita, em como te amo tanto… Em tudo isso… Enfim… Queres jantar? Eu pago…
- Não tenho outra hipótese senão aceitar, não é?
- Se não quiseres, eu posso ir pôr-te a casa, falas com a tua mãe e nós podemos já ir embora…
- Tenho uma ideia melhor: vamos jantar com a minha mãe… Numa de despedida… Não sei quando voltarei a ver a minha mãe outra vez…
- Também serve… Então deixa-me só ir pagar o que devo, e ir buscar as minhas coisas, e depois vamos até tua casa… Só espero que a tua mãe não se importe…
- Está bem… E não te preocupes que ela não se importa… - Disse ela, abraçando-me – Eu vou contigo… - Ela pegou na malinha dela, e seguiu-me em direcção à pensão.
Depois de eu ter trazido para baixo as minhas coisas, e de ter pago o que devia, fomos até ao carro. Eu abri-lhe a porta, e depois entrei.
-Antes que eu me esqueça, eu tenho de te perguntar isto, sabes, só para o tornar oficial… Aceitas namorar comigo? – Disse, agarrando-lhe as mãos, enquanto sorria abertamente para ela.
- Sim… Claro que sim, Yaten! – Ela abraçou-me felicíssima, e eu sorri, dando-lhe depois um beijo carinhoso na testa, e depois arranquei. Oh boa, este é o melhor dia da minha vida! HEALER, JÁ PENSASTE BEM NO QUE ESTÁS A FAZER?! OH TU AÍ, SUBCONSCIENTE FEMININO ESTÁ CALADO! DEIXA LÁ O RAPAZ SER FELIZ! Calem-se os dois, caramba, estou a apreciar o momento, está bem?!
Enquanto ouvia a discussão que estava a acontecer na minha cabeça, sentia que o ambiente dentro do carro estava mesmo espectacular. Eu senti os meus lábios esboçar um sorriso, ao ver que Mina estava totalmente feliz. Sem dar por isso, e também rapidamente, chegámos a casa da Mina-chan. Desliguei o carro, que parou de vibrar ao sabor das rotações do motor, e olhei para Mina-chan, que começara a tirar o cinto.
- Aqui estamos… Espera, eu abro-te a porta… - Eu saí do carro, abri-lhe a porta, e depois tranquei o carro.
Mina abraçou-me, feliz. Ela parecia uma tola apaixonada, tal como eu. O amor é espectacular, e cada vez que penso nisso, só me faz lembrar as palavras de Joseph Addison[1], que disse uma vez que “O amor não é para ser afastado com o raciocínio, ou perdido em alta ambição ou sede de grandeza; é uma segunda vida, cresce e invade a alma, aquece cada veia, e bate em cada pulsação.” As palavras deste senhor deixam-me cada vez mais convicto de que estou a agir da maneira certa. Se é a Minako que eu amo, não tinha outra atitude a tomar senão declarar-me e ficar com ela, para sempre no meu coração, sem pensar nas consequências que isso pode trazer. Pensar em consequências, ou simplesmente reprimir o que sinto por ela, simplesmente nos magoará mais, e não é preciso existir mais mágoa neste mundo.
Eu e Mina caminhámos agarradinhos um ao outro até à porta de casa dela, que estava mais ou menos às escuras. Apenas se via a luz que vinha da cozinha. Talvez a mãe de Mina estivesse a fazer o jantar, ou outra coisa do género. Não sei. Mina olhou para a porta, e hesitou ligeiramente.
[1] Li isto uma vez num postal de S. Valentim, quando estava na fila do supermercado
Gostei, e decidi pôr aqui

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quase k comecei a chorar cm tanta declaracao... tava mt romantico este cap... muito diferente dos outros. Adorei, foi espectacular. finalmente tao juntinhos e ele pediu a em namoro. Tao fofos
Pk e k ela hesitou? sera k s passa algo la dentro? ou ela ta cm medo ou receio de o apresentar a mae?
bj fico a espera do proximo
Pk e k ela hesitou? sera k s passa algo la dentro? ou ela ta cm medo ou receio de o apresentar a mae?
bj fico a espera do proximo
bem já tinha lido os outros capítulos à mais tempo mas ainda não tinha tido tempo para comentar
finalmente que esses dois se entenderam! este ultimo capitulo então... mesmo romântico
também fiquei a pensar nisso... porque é que paras sempre nas melhores partes??
fico à espera do próximo
beijinhos
finalmente que esses dois se entenderam! este ultimo capitulo então... mesmo romântico

Daniela19 escreveu:Pk e k ela hesitou? sera k s passa algo la dentro? ou ela ta cm medo ou receio de o apresentar a mae?
também fiquei a pensar nisso... porque é que paras sempre nas melhores partes??
fico à espera do próximo
beijinhos

Tinoco escreveu: Mina olhou para a porta, e hesitou ligeiramente.
Porquê?
Não podias pôr só a parte que vinha a seguir para saber o que se passa com ela?
Está tão fofo este capítulo*.*
A declaração de Yaten é Mina^.^ que fofinhos*.*
E as consciências são umas chatas !
Sempre a discutir.

ADOREI !
Estou ansiosa que posts o próximo cap*.*

Obrigada Atalantav =)
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quase k comecei a chorar cm tanta declaracao... tava mt romantico este cap... muito diferente dos outros. Adorei, foi espectacular. finalmente tao juntinhos e ele pediu a em namoro. Tao fofos![]()
Eu achei que o Yaten estava lamechas demais

muahah Mas sim, foi quase de chorar, tive pessoas que quando leram o rascunho deste capítulo, que só não choraram porque estavam em plena aula, senão choravam
(sim, este capítulo já estava escrito desde Maio, para aí
)Pk e k ela hesitou? sera k s passa algo la dentro? ou ela ta cm medo ou receio de o apresentar a mae?Uhm.. Será que sim.. Será que não? Não me lembro exactamente o porquê de ela ter hesitado

bj fico a espera do proximo
Beijinho, obrigada por teres lido ^.^Postarei assim que der uma última revisão no capítulo

Daniela19 escreveu:Uhm... Gosto do suspense
Pk e k ela hesitou? sera k s passa algo la dentro? ou ela ta cm medo ou receio de o apresentar a mae?
também fiquei a pensar nisso... porque é que paras sempre nas melhores partes??
Porquê?
Não podias pôr só a parte que vinha a seguir para saber o que se passa com ela?
Deixar as pessoas a angustiar durante um bocado, e depois ver que afinal nao era nada de... Ui, já estou a falar demais, isso não pode ser 
bem já tinha lido os outros capítulos à mais tempo mas ainda não tinha tido tempo para comentar
Isso não tem problema, o importante é que vieste comentar agora
é só isso que importa
Obrigada MoonSerenidade
Gostei muito de ler o teu comentário 
E as consciências são umas chatas !
Sempre a discutir.
ADOREI !
Podes crer que são umas chata, já nem eu as suporto
odiei ter-las feito, mas era um mal necessário, tinha de ter alguém sem ser a Kakiyuu para lhes dar na cabeça 
Obrigada meninas sinto-me feliz por estarem a gostar, depois quando rever tudo, posto aqui (em princípio sábado ou segunda., que domingo tenho um jantar de família, e não venho cá, em princípio)
Beijinhos a todas, e mais um vez obrigada

Spoiler
EDIT: Marisinha XD!!!! Estás ficando atrasada na leitura


さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Eu estava a pensar fazer isto amanhã, mas estou tão em pulgas pra publicar isto que não resisto, e como já passaram mais de 24 horas desde que postei a ultima vez, acho que não tem mal se postar capítulo agora(se estiver a meter água, peço que me perdoem...)
Enfim... Aqui vai Cap 17
Mina-chan agarrou-me as mãos. Ela não tinha bem a certeza se deveria fazer o que ela ia fazer, e isso estava bem patente no seu semblante.
- Tens a certeza que queres fazer isto, Yaten? – Perguntou-me ela, olhando-me profundamente nos olhos.
- Claro… Afinal de contas, a tua mãe teria de me conhecer mais tarde ou mais cedo… Não é?
- Sim, de facto… Tudo bem… - Ela largou apenas uma das mãos, e com a outra, bateu à porta. Eu ri-me da cara que ela fizera após ter batido à porta. Era um misto de medo com felicidade. Era mesmo divertido vê-la assim, neste misto de sentimentos.
- Já vai, já vai! – Ouvimos a voz da mãe da Mina-chan dizer, do outro lado da porta – Oh, Minako… Só agora… Oh… já percebi… Espera lá! Tu és o rapaz de ontem, não és?
- Posso dizer que sim… Eu sou o Yaten Kou, muito prazer… – Disse, apertando a mão da mãe de Minako, e enquanto ao mesmo tempo sorria abertamente.
- Mãe… Eu tenho uma coisa para te contar… - Mina apertava a minha mão com muita força, enquanto estava a meu lado. Eu mordi o lábio para não me desmanchar a rir.
- Contas quando entrarem, vá que está frio aí fora! Entrem, entrem!
- Obrigado – Disse eu, limpando os sapatos no tapete, e entrei, depois de Minako.
- Vá, senta-te aí no sofá! Está à vontade, é como se estivesses em tua casa! – Disse a mãe de Mina, sorrindo para mim. Eu acenei com a cabeça, e sentei-me. Minako sentou-se a meu lado, e deu-me a mão. Enquanto isso, dei uma vista de olhos à sala de Mina. Era uma sala simples, com alguns vasos de flores expostos pela sala. Uma mesinha tinha uma jarra ancestral lindíssima exposta, que eu só tinha pena de não ter ali a máquina fotográfica para tirar-lhe uma foto. Os sofás eram também de um tempo antigo, talvez finais dos anos 50. A única coisa ali com um ar mais recente era o enorme plasma que estava pendurado na parede. As janelas tinham também um ar antigo. Melhor, toda aquela casa tinha um ar antigo. Se a minha relação com Mina durar, vou gostar da minha ‘sogra’. Acho que nos vamos dar muito bem. Adoro coisas antigas. A mãe dela foi buscar uns cafés, e pô-los à nossa frente – Então Minako, que me querias contar? – Disse, depois pondo um olhar nas nossas mãos, que estavam unidas – Se bem que já estou a imaginar o que me vais dizer…
- Mãe… Eu quero dizer-te uma coisa… Lembras-te daquela conversa que tivemos logo quando eu cheguei, quando tu me perguntaste se eu tinha deixado o Japão por causa de um rapaz? É verdade que isso aconteceu, e foi por causa dele… - Disse ela, olhando de esguelha para mim, para se certificar que não me tinha ofendido, e depois continuou – Eu e o Yaten tivemos um período conturbado, com muitas discussões e isso tudo. Foi quando decidi que tinha de sair um pouco da rotina, e tinha de me afastar daquilo que me fazia sofrer. Acabei aqui, e foram uns meses muito tristes e felizes aqui na tua companhia, isto é, tristes, porque estava longe do Yaten, e felizes, porque estava contigo. Mãe, tu pensaste que o Mike era meu namorado, mas ele nunca foi mais que um amigo… Enfim… Sabes que mais, isso é uma longa história, e não interessa para nada. O que interessa, é que não deves ficar chateada com o Yaten, eu também fui uma parva com ele. Nós amávamo-nos e fomos uns casmurros do pior. Mas ele agora veio ter comigo, para me pedir desculpa, e para fazermos as pazes. Vá, depois deste discurso todo, acho que já percebeste mais ou menos o que eu queria dizer…
- Mas vocês já namoravam, antes dessas confusões, como tu lhes chamas? – A mãe de Mina estava meio confusa, mas o mais importante, é que ela tinha percebido, sem se lhe ter dito muita coisa. Eu acabei por decidir naquele preciso momento que iria contar tudo às duas. Havia coisas que tinha escondido à Minako, e que agora iria contar, já que tinha surgido a oportunidade.
- Não, Sr.ª Aino… Eu e a Mina-chan amávamo-nos, mas eu não o queria admitir, percebe? Eu sentia-me muito confuso nessa altura, apesar de a amar… Tinha acabado de voltar ao Japão, de onde tinha partido dois anos antes, e caí ali, de chapão. Não estava à espera de encontrar, dois anos depois, a Mina-chan naquele estado ainda apaixonado, estava à espera que ela me tivesse esquecido, e arranjado alguém que lhe desse o carinho e o amor de que ela precisa, visto que eu a tinha abandonado… - Disse, olhando para ela de esguelha. Era a primeira vez que dizia aquilo tudo à frente de Mina-chan, as verdadeiras razões por ter sido meio parvo com ela, e estava com medo da sua reacção, mas eu tinha de dizê-lo… Mina-chan acenou-me com a cabeça, como que a dizer-me para continuar - E então, quando ela se foi declarar a mim, fiquei sem saber o que fazer, acabando por a rejeitar, e assim foi durante algum tempo, até que ela simplesmente se fartou. E fez muito bem, eu também ter-me-ia fartado, se estivesse no lugar dela. Eu fui do mais ruim que podia haver. Nenhuma rapariga merece as palavras duras que lhe disse. Qualquer rapariga com algum amor-próprio nunca me perdoaria. Mas a Mina-chan tem um coração de ouro… Apesar de tudo, está a perdoar-me… Não quero que me julgue pelo passado, Sr.ª Aino, pois a Mina também não o fez… Eu só quero que me dê a sua aprovação, para que eu e a Mina possamos namorar…
- Querido, olha… - A mãe da Minako pegou nas minhas mãos, depois de me ter interrompido – Eu confio plenamente na minha filha, e se és tu que ela quer, eu não me oponho… Só te peço que tomes conta da minha menina… Ela é a minha única filha… - A mãe dela abraçou-me e eu senti-me pouco à-vontade. A Mina riu-se da situação. Eu depois sorri de través – Vocês agora devem querer voltar para o Japão, não é?
- Pois… Eu também queria poder ter-te dito isso… Mãe… Eu…
- Não precisas de dar justificações… Podes ir… E para além de mais, já tens idade para tomar as tuas próprias decisões…
- Mas…
- Não te preocupes… Eu fiquei aqui quatro anos sozinha… Eu aguento mais uns quantos…
- Tudo bem… Obrigada mãe! - Disse Mina-chan, abraçando a mãe dela emotivamente. A sua face depois assumiu um ar divertido, que eu não compreendi, até ela falar – Olha, podemos comer qualquer coisinha? É que eu estou cheia de fome…
- Só tu para dizeres isso depois de uma conversa séria… Vá, eu vou ver o que posso fazer para nós os três… - A minha mãe levantou-se do sofá, e foi para a cozinha, deixando-nos sozinhos na sala – Já volto, deixo-vos aqui aos dois, por isso, juizinho… - Eu ri-me um pouco, e depois entretive-me a passar suavemente o polegar pela mão de Mina, que sorriu para mim. Contudo, o seu sorriso não durou muito tempo.
- É verdade, aquilo que tu disseste? – Disse ela, olhando para mim, com um olhar sério, aproximando-se de mim.
- A mais pura delas todas, Mina-chan. Sabes que eu jamais te mentiria. Muito menos nesta altura… - Disse, agarrando-lhe as mãos, e sorri para ela.
- Oh Yaten, foi muito corajoso da tua parte dizeres aquilo tudo à minha mãe… Não estava nada à espera…
- Eu tinha de te contar… E a tua mãe queria saber coisas sobre nós, e assim, matei dois coelhos de uma só cajadada. Tinha mesmo de contar. Não gosto de ter segredos para ti…
- És tão tolo às vezes… Enfim, é por isso que também gosto de ti.
- Eu também gosto muito de ti… - Disse, dando-lhe um beijo na bochecha. Apesar de namorar com Mina-chan, tinha de respeitar o espaço onde estava, e não iria beijar a Mina sabendo que podia ser apanhada pela mãe dela. Mas depois acabei por lhe dar um beijo perto do canto da boca, só para deixar uma ponta de desejo. Mina acabou por me puxar, e beijar-me por um longo bocado. Este deve estar a tornar-se dos momentos mais embaraçosos da minha vida, mas desde que esteja perto da Mina-chan, não há problema… Contudo, a mãe de Mina nem se deu conta do que estava a acontecer. Eu sorri de alívio. Ainda bem que a mãe de Mina não deu por nada… HEALER, ESTÁS A COMETER O MAIOR ERRO DA TUA VIDA! Cala-te consciência estúpida… Odeio ter duas consciências… É horrível, caramba!
Após um bocado, a mãe de Mina-chan apareceu com duas travessas na mão, e chamou-nos, meio aflita:
- Meninos, venham ajudar-me, se fazem favor… - a mãe de Mina fazia um esforço desgraçado para equilibrar as travessas nas mãos, tentando não as deixar cair.
Eu levantei-me prontamente, para ajudar a mãe de Mina, e Mina também ajudou. Ela pôs a mesa, enquanto eu e a mãe de Mina pousávamos cuidadosamente as travessas na mesa.
- Eu fiz bifes com batatas fritas, espero que gostes Yaten.
- Oh, Sr.ª Aino, eu como qualquer coisa, eu não sou esquisito… Não se preocupe com isso…
- Pois, mãe… Espero que tenhas feito salada para mim, sabes que eu não como fritos… - Disse Mina, assim que viu a travessa das batatas fritas.
- Espera que eu já vou buscar à cozinha, eu fiz em grande quantidade, só que ficou lá, não podia trazer tudo sozinha… E tu já viste que eu quase ia deixando cair as travessas…
- Deixe-se estar, Sr.ª Aino… Eu vou lá buscar… - Eu dirigi-me à cozinha, e trouxe a tigela da salada. Depois, sentei-me e começámos a jantar.
- Então Yaten, conta-me lá! O que fazes da tua vida? – Perguntou a mãe de Mina, enquanto comíamos.
- Nos tempos livres? Faço parte de uma banda muito famosa no Japão, os Três Luzes, com os meus irmãos. Mas no fundo, eu gasto a maior parte do meu tempo a tirar a minha licenciatura em Fotografia… É o que eu mais gosto de fazer, acima de tudo. É isso, e apreciar antiguidades…
- Uhm… Bem me parecia que a tua cara não me era estranha… Eu já tinha visto concertos vossos na televisão… Mas de repente não estava a associar… Antiguidades, isso é muito bom… Como já viste, a minha casa parece quase um museu…
- Pois… Realmente… A sua casa tem um toque especial, que eu gosto muito. Bem, por norma, até prefiro quando não me associam logo à banda… Eu gosto de conservar a minha privacidade… Não sou muito dado à fama. Prefiro ficar escondido na sombra. Só que isso é muito difícil…
- Ainda bem que gostas da minha decoração… A Minako, sobretudo quando a mala dela tem encontros imediatos com o jarrão da entrada, não aprecia muito… Mas isso agora não importa… Explica-me como conheceste a Mina…
- Ela fazia parte do clube de fãs dos Três Luzes e chegou a ser a nossa manager, mas quando eu fui para o Liceu de Juuban, começámos a ter uma relação mais próxima. Mas não deu para muito, pois os meus irmãos decidiram que era altura de partir para outra. Já andávamos um pouco cansados da banda, e quisemos dar uma pausa, e então saímos do Japão. Depois, tudo o resto é história…
- Mãe, não vais fazer um inquérito à moda da inquisição espanhola ao meu namorado, pois não? – Mina olhou para ela com um ar divertido, e a maneira como Minako dissera a palavra namorado deixara-me meio que atrapalhado. Ainda não me habituei à ideia de que tinha Minako só para mim, nessa acepção da palavra.
- Não… Desculpem, mas eu sou muito curiosa… - A mãe de Mina corou de embaraço.
- Oh, não se preocupe, é perfeitamente normal uma mãe querer saber coisas sobre o namorado da filha… - Disse, desculpando-a, embora no fundo, estivesse a lutar comigo mesmo para não me desmanchar a rir.
- Enfim… És um rapaz muito simpático Yaten… Ainda bem que a Mina teve a hipótese de encontrar um rapaz assim…
- Obrigado… - Disse, sorrindo. Se soubesse como era antes… Acho que não pensaria o mesmo… Se soubesse como era antes de conhecer a Minako…
- Mãe, o Yaten pode passar cá a noite, é que nós queríamos partir já amanhã, e ele já deu check-out na pensão onde estava. Pode, mãezinha querida?
- Claro que pode…
- Oh, muito obrigada!! – Disse ela, sorrindo.
- Bem, se já acabaram de jantar, podem ir dormir. Mina, vai mostrar o quarto de hóspedes ao Yaten, enquanto eu arrumo a mesa.
- Não queres ajuda?
- Não… Vá, vai lá mostrar o quarto ao rapaz… Tenham uma boa noite meninos…
- Boa noite, Sr.ª Aino… Obrigado pela hospitalidade, e pelo óptimo jantar – Disse eu, sorrindo abertamente.
- Não tens de quê. Boa noite.
- Boa noite mãe! – Mina puxou-me para o andar de cima, e eu ri-me a bandeiras despregadas. Subimos as escadas, e o andar de cima seguia a linha de decoração do andar de baixo. Só que as paredes livres de janelas tinham agora quadros que faziam papel disso. Mais uma vez, arrependi-me de não ter a máquina fotográfica à mão. Os quadros eram lindíssimos. Mina pôs-se em frente da porta do quarto, e sorriu para mim.
- Enfim, o quarto é aqui… Queres ir buscar alguma coisa à mala?
- Sim… Eu vou lá abaixo ao carro, num instante.
- Não queres que eu vá contigo?
- Se quiseres… - Disse eu, olhando com um ar tentador para ela.
- Oh, Yaten… Francamente… - Disse ela, rindo-se – Anda lá! Deixa-te de disparates. À minha frente! Vamos embora!
- Sim capitã! – Disse, rindo-me.
Ela empurrou-me, literalmente, escadas abaixo. No andar de baixo tudo estava às escuras. A mãe de Mina provavelmente já se tinha ido deitar, e nós fizemos pouco barulho, para não a incomodar. Saímos pela porta, deixando-a encostada, pois Mina não levara as chaves com ela, e ela não queria bater à porta, consequentemente incomodando a mãe dela. Ao chegar ao carro, abri a mala deste, e depois abri a minha mala de viagem, tirando o pijama. Depois, voltamos para dentro. Como é que esta gente consegue aguentar este frio? Fogo! Subimos silenciosamente as escadas, e voltámos ao quarto de hóspedes.
- Oh Mina, tens a certeza que queres voltar para o teu quarto? – Disse eu, com um ar de cachorrinho abandonado. Não queria que ela me deixasse sozinho.
- A minha mãe não vai achar piada nenhuma, mas que se dane… Mas primeiro, deixa-me ir vestir o pijama…
- Tudo bem… Vai lá… - Eu sorri, e ela foi num instante ao quarto.
Mais uma vez, pus-me a olhar à volta para o quarto. Mais uma vez, a mãe de Mina surpreendeu-me. O quarto de hóspedes estava decorado, mais uma vez à moda antiga, e eu sinceramente já não conseguia arranjar palavras para descrever a mãe de Mina, e a sua decoração: esta senhora é simplesmente espectacular, e tem um excelente gosto.
Enquanto esperava que Minako voltasse, eu comecei a vestir o meu pijama, e depois, deitei-me na cama, enroscando-me debaixo dos cobertores. Estava um frio que não se podia, apesar de estarmos a meio de Maio. Bem, o Reino Unido é conhecido por ser um país particularmente frio… Por isso…. Acho que é normal a esta altura do ano o tempo estar assim.
- Yaten! – Ouvi um sussurro entusiasmado vindo da entrada do quarto. Era Minako, e ela vinha com um sorriso de orelha a orelha. Eu sorri, também, enquanto ela entrou no quarto, e fechou a porta.
- Mina… - Disse, quando ela chegou perto de mim, e se deitou a meu lado, abraçando-me. Eu olhei-a de alto a baixo, e depois, num tom de gozo, disse – Tens… um pijama muito giro… - O pijama dela era cor-de-laranja, com ursos castanhos, e ao ver aquilo, deu-me uma ligeira vontade de rir, embora não o tenha feito. Não queria magoar os sentimentos de Minako novamente.
- Ao menos é mais giro que o teu… - Ela riu-se do meu comentário, e eu acabei por me rir também. Depois, envolvi-a com os meus braços, e adormecemos assim, os dois, abraçados um ao outro.
Enfim... Aqui vai Cap 17

Capítulo 17 – O jantar em casa da Mina-chan
Mina-chan agarrou-me as mãos. Ela não tinha bem a certeza se deveria fazer o que ela ia fazer, e isso estava bem patente no seu semblante.
- Tens a certeza que queres fazer isto, Yaten? – Perguntou-me ela, olhando-me profundamente nos olhos.
- Claro… Afinal de contas, a tua mãe teria de me conhecer mais tarde ou mais cedo… Não é?
- Sim, de facto… Tudo bem… - Ela largou apenas uma das mãos, e com a outra, bateu à porta. Eu ri-me da cara que ela fizera após ter batido à porta. Era um misto de medo com felicidade. Era mesmo divertido vê-la assim, neste misto de sentimentos.
- Já vai, já vai! – Ouvimos a voz da mãe da Mina-chan dizer, do outro lado da porta – Oh, Minako… Só agora… Oh… já percebi… Espera lá! Tu és o rapaz de ontem, não és?
- Posso dizer que sim… Eu sou o Yaten Kou, muito prazer… – Disse, apertando a mão da mãe de Minako, e enquanto ao mesmo tempo sorria abertamente.
- Mãe… Eu tenho uma coisa para te contar… - Mina apertava a minha mão com muita força, enquanto estava a meu lado. Eu mordi o lábio para não me desmanchar a rir.
- Contas quando entrarem, vá que está frio aí fora! Entrem, entrem!
- Obrigado – Disse eu, limpando os sapatos no tapete, e entrei, depois de Minako.
- Vá, senta-te aí no sofá! Está à vontade, é como se estivesses em tua casa! – Disse a mãe de Mina, sorrindo para mim. Eu acenei com a cabeça, e sentei-me. Minako sentou-se a meu lado, e deu-me a mão. Enquanto isso, dei uma vista de olhos à sala de Mina. Era uma sala simples, com alguns vasos de flores expostos pela sala. Uma mesinha tinha uma jarra ancestral lindíssima exposta, que eu só tinha pena de não ter ali a máquina fotográfica para tirar-lhe uma foto. Os sofás eram também de um tempo antigo, talvez finais dos anos 50. A única coisa ali com um ar mais recente era o enorme plasma que estava pendurado na parede. As janelas tinham também um ar antigo. Melhor, toda aquela casa tinha um ar antigo. Se a minha relação com Mina durar, vou gostar da minha ‘sogra’. Acho que nos vamos dar muito bem. Adoro coisas antigas. A mãe dela foi buscar uns cafés, e pô-los à nossa frente – Então Minako, que me querias contar? – Disse, depois pondo um olhar nas nossas mãos, que estavam unidas – Se bem que já estou a imaginar o que me vais dizer…
- Mãe… Eu quero dizer-te uma coisa… Lembras-te daquela conversa que tivemos logo quando eu cheguei, quando tu me perguntaste se eu tinha deixado o Japão por causa de um rapaz? É verdade que isso aconteceu, e foi por causa dele… - Disse ela, olhando de esguelha para mim, para se certificar que não me tinha ofendido, e depois continuou – Eu e o Yaten tivemos um período conturbado, com muitas discussões e isso tudo. Foi quando decidi que tinha de sair um pouco da rotina, e tinha de me afastar daquilo que me fazia sofrer. Acabei aqui, e foram uns meses muito tristes e felizes aqui na tua companhia, isto é, tristes, porque estava longe do Yaten, e felizes, porque estava contigo. Mãe, tu pensaste que o Mike era meu namorado, mas ele nunca foi mais que um amigo… Enfim… Sabes que mais, isso é uma longa história, e não interessa para nada. O que interessa, é que não deves ficar chateada com o Yaten, eu também fui uma parva com ele. Nós amávamo-nos e fomos uns casmurros do pior. Mas ele agora veio ter comigo, para me pedir desculpa, e para fazermos as pazes. Vá, depois deste discurso todo, acho que já percebeste mais ou menos o que eu queria dizer…
- Mas vocês já namoravam, antes dessas confusões, como tu lhes chamas? – A mãe de Mina estava meio confusa, mas o mais importante, é que ela tinha percebido, sem se lhe ter dito muita coisa. Eu acabei por decidir naquele preciso momento que iria contar tudo às duas. Havia coisas que tinha escondido à Minako, e que agora iria contar, já que tinha surgido a oportunidade.
- Não, Sr.ª Aino… Eu e a Mina-chan amávamo-nos, mas eu não o queria admitir, percebe? Eu sentia-me muito confuso nessa altura, apesar de a amar… Tinha acabado de voltar ao Japão, de onde tinha partido dois anos antes, e caí ali, de chapão. Não estava à espera de encontrar, dois anos depois, a Mina-chan naquele estado ainda apaixonado, estava à espera que ela me tivesse esquecido, e arranjado alguém que lhe desse o carinho e o amor de que ela precisa, visto que eu a tinha abandonado… - Disse, olhando para ela de esguelha. Era a primeira vez que dizia aquilo tudo à frente de Mina-chan, as verdadeiras razões por ter sido meio parvo com ela, e estava com medo da sua reacção, mas eu tinha de dizê-lo… Mina-chan acenou-me com a cabeça, como que a dizer-me para continuar - E então, quando ela se foi declarar a mim, fiquei sem saber o que fazer, acabando por a rejeitar, e assim foi durante algum tempo, até que ela simplesmente se fartou. E fez muito bem, eu também ter-me-ia fartado, se estivesse no lugar dela. Eu fui do mais ruim que podia haver. Nenhuma rapariga merece as palavras duras que lhe disse. Qualquer rapariga com algum amor-próprio nunca me perdoaria. Mas a Mina-chan tem um coração de ouro… Apesar de tudo, está a perdoar-me… Não quero que me julgue pelo passado, Sr.ª Aino, pois a Mina também não o fez… Eu só quero que me dê a sua aprovação, para que eu e a Mina possamos namorar…
- Querido, olha… - A mãe da Minako pegou nas minhas mãos, depois de me ter interrompido – Eu confio plenamente na minha filha, e se és tu que ela quer, eu não me oponho… Só te peço que tomes conta da minha menina… Ela é a minha única filha… - A mãe dela abraçou-me e eu senti-me pouco à-vontade. A Mina riu-se da situação. Eu depois sorri de través – Vocês agora devem querer voltar para o Japão, não é?
- Pois… Eu também queria poder ter-te dito isso… Mãe… Eu…
- Não precisas de dar justificações… Podes ir… E para além de mais, já tens idade para tomar as tuas próprias decisões…
- Mas…
- Não te preocupes… Eu fiquei aqui quatro anos sozinha… Eu aguento mais uns quantos…
- Tudo bem… Obrigada mãe! - Disse Mina-chan, abraçando a mãe dela emotivamente. A sua face depois assumiu um ar divertido, que eu não compreendi, até ela falar – Olha, podemos comer qualquer coisinha? É que eu estou cheia de fome…
- Só tu para dizeres isso depois de uma conversa séria… Vá, eu vou ver o que posso fazer para nós os três… - A minha mãe levantou-se do sofá, e foi para a cozinha, deixando-nos sozinhos na sala – Já volto, deixo-vos aqui aos dois, por isso, juizinho… - Eu ri-me um pouco, e depois entretive-me a passar suavemente o polegar pela mão de Mina, que sorriu para mim. Contudo, o seu sorriso não durou muito tempo.
- É verdade, aquilo que tu disseste? – Disse ela, olhando para mim, com um olhar sério, aproximando-se de mim.
- A mais pura delas todas, Mina-chan. Sabes que eu jamais te mentiria. Muito menos nesta altura… - Disse, agarrando-lhe as mãos, e sorri para ela.
- Oh Yaten, foi muito corajoso da tua parte dizeres aquilo tudo à minha mãe… Não estava nada à espera…
- Eu tinha de te contar… E a tua mãe queria saber coisas sobre nós, e assim, matei dois coelhos de uma só cajadada. Tinha mesmo de contar. Não gosto de ter segredos para ti…
- És tão tolo às vezes… Enfim, é por isso que também gosto de ti.
- Eu também gosto muito de ti… - Disse, dando-lhe um beijo na bochecha. Apesar de namorar com Mina-chan, tinha de respeitar o espaço onde estava, e não iria beijar a Mina sabendo que podia ser apanhada pela mãe dela. Mas depois acabei por lhe dar um beijo perto do canto da boca, só para deixar uma ponta de desejo. Mina acabou por me puxar, e beijar-me por um longo bocado. Este deve estar a tornar-se dos momentos mais embaraçosos da minha vida, mas desde que esteja perto da Mina-chan, não há problema… Contudo, a mãe de Mina nem se deu conta do que estava a acontecer. Eu sorri de alívio. Ainda bem que a mãe de Mina não deu por nada… HEALER, ESTÁS A COMETER O MAIOR ERRO DA TUA VIDA! Cala-te consciência estúpida… Odeio ter duas consciências… É horrível, caramba!
Após um bocado, a mãe de Mina-chan apareceu com duas travessas na mão, e chamou-nos, meio aflita:
- Meninos, venham ajudar-me, se fazem favor… - a mãe de Mina fazia um esforço desgraçado para equilibrar as travessas nas mãos, tentando não as deixar cair.
Eu levantei-me prontamente, para ajudar a mãe de Mina, e Mina também ajudou. Ela pôs a mesa, enquanto eu e a mãe de Mina pousávamos cuidadosamente as travessas na mesa.
- Eu fiz bifes com batatas fritas, espero que gostes Yaten.
- Oh, Sr.ª Aino, eu como qualquer coisa, eu não sou esquisito… Não se preocupe com isso…
- Pois, mãe… Espero que tenhas feito salada para mim, sabes que eu não como fritos… - Disse Mina, assim que viu a travessa das batatas fritas.
- Espera que eu já vou buscar à cozinha, eu fiz em grande quantidade, só que ficou lá, não podia trazer tudo sozinha… E tu já viste que eu quase ia deixando cair as travessas…
- Deixe-se estar, Sr.ª Aino… Eu vou lá buscar… - Eu dirigi-me à cozinha, e trouxe a tigela da salada. Depois, sentei-me e começámos a jantar.
- Então Yaten, conta-me lá! O que fazes da tua vida? – Perguntou a mãe de Mina, enquanto comíamos.
- Nos tempos livres? Faço parte de uma banda muito famosa no Japão, os Três Luzes, com os meus irmãos. Mas no fundo, eu gasto a maior parte do meu tempo a tirar a minha licenciatura em Fotografia… É o que eu mais gosto de fazer, acima de tudo. É isso, e apreciar antiguidades…
- Uhm… Bem me parecia que a tua cara não me era estranha… Eu já tinha visto concertos vossos na televisão… Mas de repente não estava a associar… Antiguidades, isso é muito bom… Como já viste, a minha casa parece quase um museu…
- Pois… Realmente… A sua casa tem um toque especial, que eu gosto muito. Bem, por norma, até prefiro quando não me associam logo à banda… Eu gosto de conservar a minha privacidade… Não sou muito dado à fama. Prefiro ficar escondido na sombra. Só que isso é muito difícil…
- Ainda bem que gostas da minha decoração… A Minako, sobretudo quando a mala dela tem encontros imediatos com o jarrão da entrada, não aprecia muito… Mas isso agora não importa… Explica-me como conheceste a Mina…
- Ela fazia parte do clube de fãs dos Três Luzes e chegou a ser a nossa manager, mas quando eu fui para o Liceu de Juuban, começámos a ter uma relação mais próxima. Mas não deu para muito, pois os meus irmãos decidiram que era altura de partir para outra. Já andávamos um pouco cansados da banda, e quisemos dar uma pausa, e então saímos do Japão. Depois, tudo o resto é história…
- Mãe, não vais fazer um inquérito à moda da inquisição espanhola ao meu namorado, pois não? – Mina olhou para ela com um ar divertido, e a maneira como Minako dissera a palavra namorado deixara-me meio que atrapalhado. Ainda não me habituei à ideia de que tinha Minako só para mim, nessa acepção da palavra.
- Não… Desculpem, mas eu sou muito curiosa… - A mãe de Mina corou de embaraço.
- Oh, não se preocupe, é perfeitamente normal uma mãe querer saber coisas sobre o namorado da filha… - Disse, desculpando-a, embora no fundo, estivesse a lutar comigo mesmo para não me desmanchar a rir.
- Enfim… És um rapaz muito simpático Yaten… Ainda bem que a Mina teve a hipótese de encontrar um rapaz assim…
- Obrigado… - Disse, sorrindo. Se soubesse como era antes… Acho que não pensaria o mesmo… Se soubesse como era antes de conhecer a Minako…
- Mãe, o Yaten pode passar cá a noite, é que nós queríamos partir já amanhã, e ele já deu check-out na pensão onde estava. Pode, mãezinha querida?
- Claro que pode…
- Oh, muito obrigada!! – Disse ela, sorrindo.
- Bem, se já acabaram de jantar, podem ir dormir. Mina, vai mostrar o quarto de hóspedes ao Yaten, enquanto eu arrumo a mesa.
- Não queres ajuda?
- Não… Vá, vai lá mostrar o quarto ao rapaz… Tenham uma boa noite meninos…
- Boa noite, Sr.ª Aino… Obrigado pela hospitalidade, e pelo óptimo jantar – Disse eu, sorrindo abertamente.
- Não tens de quê. Boa noite.
- Boa noite mãe! – Mina puxou-me para o andar de cima, e eu ri-me a bandeiras despregadas. Subimos as escadas, e o andar de cima seguia a linha de decoração do andar de baixo. Só que as paredes livres de janelas tinham agora quadros que faziam papel disso. Mais uma vez, arrependi-me de não ter a máquina fotográfica à mão. Os quadros eram lindíssimos. Mina pôs-se em frente da porta do quarto, e sorriu para mim.
- Enfim, o quarto é aqui… Queres ir buscar alguma coisa à mala?
- Sim… Eu vou lá abaixo ao carro, num instante.
- Não queres que eu vá contigo?
- Se quiseres… - Disse eu, olhando com um ar tentador para ela.
- Oh, Yaten… Francamente… - Disse ela, rindo-se – Anda lá! Deixa-te de disparates. À minha frente! Vamos embora!
- Sim capitã! – Disse, rindo-me.
Ela empurrou-me, literalmente, escadas abaixo. No andar de baixo tudo estava às escuras. A mãe de Mina provavelmente já se tinha ido deitar, e nós fizemos pouco barulho, para não a incomodar. Saímos pela porta, deixando-a encostada, pois Mina não levara as chaves com ela, e ela não queria bater à porta, consequentemente incomodando a mãe dela. Ao chegar ao carro, abri a mala deste, e depois abri a minha mala de viagem, tirando o pijama. Depois, voltamos para dentro. Como é que esta gente consegue aguentar este frio? Fogo! Subimos silenciosamente as escadas, e voltámos ao quarto de hóspedes.
- Oh Mina, tens a certeza que queres voltar para o teu quarto? – Disse eu, com um ar de cachorrinho abandonado. Não queria que ela me deixasse sozinho.
- A minha mãe não vai achar piada nenhuma, mas que se dane… Mas primeiro, deixa-me ir vestir o pijama…
- Tudo bem… Vai lá… - Eu sorri, e ela foi num instante ao quarto.
Mais uma vez, pus-me a olhar à volta para o quarto. Mais uma vez, a mãe de Mina surpreendeu-me. O quarto de hóspedes estava decorado, mais uma vez à moda antiga, e eu sinceramente já não conseguia arranjar palavras para descrever a mãe de Mina, e a sua decoração: esta senhora é simplesmente espectacular, e tem um excelente gosto.
Enquanto esperava que Minako voltasse, eu comecei a vestir o meu pijama, e depois, deitei-me na cama, enroscando-me debaixo dos cobertores. Estava um frio que não se podia, apesar de estarmos a meio de Maio. Bem, o Reino Unido é conhecido por ser um país particularmente frio… Por isso…. Acho que é normal a esta altura do ano o tempo estar assim.
- Yaten! – Ouvi um sussurro entusiasmado vindo da entrada do quarto. Era Minako, e ela vinha com um sorriso de orelha a orelha. Eu sorri, também, enquanto ela entrou no quarto, e fechou a porta.
- Mina… - Disse, quando ela chegou perto de mim, e se deitou a meu lado, abraçando-me. Eu olhei-a de alto a baixo, e depois, num tom de gozo, disse – Tens… um pijama muito giro… - O pijama dela era cor-de-laranja, com ursos castanhos, e ao ver aquilo, deu-me uma ligeira vontade de rir, embora não o tenha feito. Não queria magoar os sentimentos de Minako novamente.
- Ao menos é mais giro que o teu… - Ela riu-se do meu comentário, e eu acabei por me rir também. Depois, envolvi-a com os meus braços, e adormecemos assim, os dois, abraçados um ao outro.

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Oooo*.*
Que romântico
Os dois muito juntinhos*.*
Que fofinho
Ainda bem que o Yaten se dá bem com a mãe da Mina =)
É muito bom que isso aconteça, assim não há problemas da mãe a proibir de sair com ele*.*
ADOREI
Que romântico

Os dois muito juntinhos*.*
Que fofinho

Ainda bem que o Yaten se dá bem com a mãe da Mina =)
É muito bom que isso aconteça, assim não há problemas da mãe a proibir de sair com ele*.*
ADOREI


Obrigada Atalantav =)
Inscrevam-se: http://sakuraportugal.forumeiros.com/forum.htm"
Eis aqui um forum para aprender e ensinar: http://regressoaulas.forumeiros.com/portal.htm
Oooo*.*
Que romântico
Os dois muito juntinhos*.*
Que fofinho
Ainda bem que o Yaten se dá bem com a mãe da Mina =)
É muito bom que isso aconteça, assim não há problemas da mãe a proibir de sair com ele*.*
ADOREI
Oi oi

Obrigada por vires comentar

É verdade, coisa muito romântica mesmo, e ainda para mais ficam mesmo lindos queridos fofos juntos
E depois de ter visto isto, ainda achei mais
Spoiler








Linda mesmo 
De ficar
Eu adoro-os juntos e é assim que deveriam estar na Anime...
E também porque gosto muito do meu Yaten
Ele sofreu, mas agora merece ser feliz ao lado da Mina, mas mesmo assim, o futuro vai-lhes pregar partidas(e mais não vou dizer)Obrigada mais uma vez por vires comentar
Depois postarei capítulo em altura oportuna 

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Odeio ter de estar a escrever isto aqui no Word, só pra conseguir postar com o meu Verde-Lima 
Sinto-me deveras aborrecida
Enfim… Aqui está mais um capítulo pra vocês, pois eu quero estar conforme outro fórum onde estou também a postar esta fic
Beijinhos espero que gostem
Acordei na manha seguinte abraçado à Mina-chan. A noite anterior fora maravilhosa, talvez das melhores na minha vida. Enquanto Mina-chan dormia, entretive-me a passar com o dedo carinhosamente na sua bochecha. Era tão bom poder estar ali a seu lado, com ela, poder tocá-la… Tê-la só para mim… Poder sentir o calor do seu corpo aquecer o meu coração…
De repente, ela acordou. Os seus olhos abriram-se lentamente, e ela sorriu abertamente para mim. Ela parecia tão ou mais feliz que eu, e eu senti-me ainda mais feliz por isso.
- Bom dia… - Disse, sorrindo para ela.
- Bom dia… - Ela respondeu-me de volta. Depois, ela encostou os seus lábios aos meus, beijando-me carinhosamente. Eu sorri, e depois levantei-me, encostando-me à cómoda, com um ar descontraído. Esta foi definitivamente a melhor noite da minha vida… Sem dúvida alguma… Poder ter estado com a Minako… Há tanto tempo que não me sentia tão feliz… OH HEALER… POR FAVOR… TU NÃO TENS MESMO JUIZINHO NENHUM NESSA CABEÇA OCA… ESTÁS MESMO A PERCISAR DE UMA TERAPIA DE CHOQUE…
- Mina, como queres viajar? De avião, ou preferes um modo de transporte mais rápido? – Disse, com um olhar travesso, após um momento de silêncio que correu por entre nós. Tinha de lhe fazer aquela pergunta, pois não me apetecia nada andar de avião outra vez, e só queria o meu modo de transporte favorito. Andar de avião irritava-me sobremaneira, sobretudo quando estou tão habituado ao teleporte. Em comparação, os aviões são demasiado lentos, mas muito mais lentos que o teleporte…
- E que modo de transporte seria esse? – Respondeu ela, fazendo o mesmo olhar, embora o dela demonstrasse um pouco de receio à mistura, o que me fez esboçar um trejeito de gozo.
- Teleporte… Muito mais rápido e muito mais seguro… Estaríamos no Japão em menos de um minuto… Em vez de termos de fazer uma viagem super dispendiosa e demorada de avião… - Disse, sorrindo abertamente.
- Ah… Não sei não… Já ouvi histórias de pessoas que se perderam entre dimensões a viajar assim… - Disse ela, com um ar assustado.
- Confias em mim?
- Sim… Confio… - Disse ela, agarrando-me a mão.
- Então é quanto baste. Não tenhas medo… Eu já viajei muitas vezes assim.
- Oh… Mas isso és tu… E tu tens de devolver o carro…
- Eu sei… Nós vamos até ao aeroporto, até que não podíamos desaparecer assim do nada, e depois, devolvemos o carro, eu pago o que tiver a pagar, e depois teleportamo-nos daqui para fora.
- Oh… Está bem… Mas para que conste nos autos, eu não concordo… Então se vamos, vamos já… - Disse ela, levantando-se – Quer dizer… Primeiro vou à casa de banho, para tomar um duche, e depois vamos embora.
- Tudo bem… Tu é que sabes… - Disse, levantando-me também, para lhe dar um beijo.
- Vá, eu tenho de ir para o quarto, senão a minha mãe, se nos apanha, faz-nos a folha… - Disse ela, empurrando-me amigavelmente.
- Oh… Está bem, vai lá… Vejo-te daqui a bocado…
- Daqui a bocado… Vou tentar ser rápida.
Eu fiquei no quarto a despir o pijama, dobrando-o de seguida, fazendo depois também a cama, deixando-a incólume, como ela estava antes de eu chegar. Depois, vesti as roupas que trazia vestidas ontem. Esquecera-me ontem, quando fui buscar o pijama, de trazer roupas para vestir. Saí do quarto, silenciosamente, e desci as escadas. Ao chegar ao andar de baixo, andei até à porta, abrindo-a, e depois deixei-a encostada. Depois, fui ao carro para pôr lá o pijama, e trazer outras roupas. Fiz isso em pouco mais de cinco minutos. Voltei para dentro de casa, e ia com intenções de voltar ao quarto para me vestir, depois de tomar um duche. Contudo…
- Bom dia, Yaten… - A mãe da Minako apanhou-me a subir as escadas.
- Bom dia, Sr.ª Aino.
- Então, foste buscar roupas lavadas… - Disse ela, apontando para a trouxa que levava na mão.
- Sim… É verdade. Ontem esqueci-me de trazer, quando fui buscar o meu pijama… Sou uma pessoa muito esquecida… - Tentei justificar-me, com uma desculpa tosca, que a mãe de Mina mordeu completamente. Por acaso, e só por acaso, só não tirei mais roupa da mala, do que o pijama, pois Minako beijara-me pelo meio do processo, e depois acabei por não pegar em mais nada.
- Oh, és exactamente como a minha Minako… Ela também é assim, muito despistada…
- Bom dia mãe! Quem é que é despistada? – Mina descera as escadas, provavelmente à minha procura.
- Ah, a tua mãe estava aqui a dizer-me que eras despistada, como eu… A tua mãe viu-me a vir lá de fora, porque tive de ir buscar roupa para vestir.
- Ahhhh…. Está bem… Olha, eu já estou pronta para irmos…
- Oh Mina… Tens mesmo de ir embora hoje?
- Sim mãe… O Yaten não pode faltar mais às aulas… E eu tenho coisas a fazer…
- Oh… Está bem… Olha filha, eu tenho de ir trabalhar… Vou ter tantas saudadinhas tuas… Não quero deixar-te ir…
- Oh, mãe, eu também vou ter saudades tuas… Adoro-te muito… Mas agora tens de ir, senão chegas atrasada…
A mãe de Minako abraçou-a, e depois olhou para mim:
- Toma bem conta dela, sim? – Ela abraçou-me também, e eu sorri, com um ar confiante.
- Esteja descansada que ela comigo ficará bem… Não se preocupe.
- Adeus meus lindos. Depois passem por cá de vez em quando para me fazer uma visitinha, sim?
- Sim mãe… Adeus! – A mãe dela saiu, e nós os dois ficámos sozinhos em casa.
Eu olhei para Mina-chan, e sorri. Ela estava com um ar super divertido, e eu ri-me por um bocado.
- Yaten, vê lá se queres ir tomar um duche antes de irmos… - Disse ela, assumindo um ar sério.
- Por acaso tenho mesmo de o fazer, e até era o que ia fazer a seguir, antes da tua mãe me apanhar com a roupa na mão… Enfim… Dá-me um quarto de hora… - Disse, acenando com a roupa que tinha nos braços.
- Tudo bem, eu espero cá em baixo…
- Está bem… Até já… - Eu subi as escadas, e fui para a casa de banho, depois de Minako me ter indicado onde esta ficava.
Tomei um duche rápido, e depois desci até lá abaixo. Queria ir ter com a Mina-chan o mais rápido que podia, para podermos ir embora. Queria voltar a Tóquio o mais rápido que pudesse. Sentia que algo estava errado no equilíbrio das coisas, e estava com um mau pressentimento acerca disso. Apareci de repente na sala, sem ela dar por isso, e Mina assustou-se.
- Ah, estavas aí… - Ela levantou-se num salto.
- Podemos ir? – Perguntei, sorrindo.
- Sim, vamos… Yaten?
- Sim? – Disse num tom curioso, achando estranho o tom que Mina usara.
- Oh, nada, esquece…
- Não… Diz…
- A sério, esquece…
- Tudo bem. Vamos sair então – Eu pus o meu braço à volta da cintura dela, e saímos assim de casa.
A viagem até ao aeroporto decorreu-se em silêncio. Nem eu nem Mina falámos. O ar estava pesado. Que se passará com ela? Ela está assim desde que saímos de casa… Não percebo, sinceramente… Ah… Continuo a ter aquele mau pressentimento… Há qualquer coisa de errado… O equilíbrio está todo alterado… Bolas caramba, o que se está a passar! Eu não entendo!
- Yaten…
- Sim, Mina? – Ela quebrara o silêncio que estava no carro, e também quebrara o meu pensamento. Eu olhei para ela, com um ar meio exasperado, e depois acabei por tirar as mãos do volante, pousando os cotovelos neste, e encostando depois o meu queixo nos braços, num tom meio abstraído.
- Não sentes que há algo estranho no ar?
- Algo estranho? Como assim?
- Não sei… Algo me diz que alguma coisa má vai acontecer…
- Ah… Afinal não sou só eu… - Disse, suspirando.
- Tu também?
- Sim… Há já um bocado que ando com um mau pressentimento…
- Que será que se passa…
- Eu sei… Quer dizer mais ou menos…
- Que queres dizer?
- Ainda há perigo para nós…
- Como assim? Não matámos –
- Sim, matámos, mas ainda há, pelo menos, uma sailor a tentar conseguir as restantes sementes de estrela… Nós temos de a… – Eu parei de falar. Senti uma pontada de dor trespassar-me, o que me fez fazer um trejeito de dor. Eu sabia bem o que aquilo significava, e o meu consciente também. Oh não! Mais uma semente de estrela que se foi!
- O que se passa Yaten, estás bem? – Mina olhou para mim com um olhar preocupado, e envolveu-me nos seus braços, o que me confortou por um pouco.
- Temos de ir depressa devolver o carro! Houve outra semente de estrela que desapareceu! Bolas! Tinha mesmo de ser enquanto estou aqui sem poder fazer nada! – Eu saí do carro. Já estávamos no aeroporto há um pouco, e eu fui até a loja de alugueres do aeroporto, para entregar a chave do carro, e pagar o valor do aluguer… Ah, e deixar o dinheiro da multa também… Depois, voltei. Mina-chan estava à minha espera à porta da loja, com um ar cansado.
- Bolas, Yaten, tu quando queres, ninguém te apanha… - Ela estava ofegante. Eu fiquei embaraçado, e sorri.
- Desculpa, eu sei que andei muito rápido… Vá, temos de achar um sítio onde me possa transformar! Temos de nos despachar a sair daqui para fora…
- Olha, ali dentro… - Disse ela, apontando para um barracão que estava ali, ao abandono, com um aspecto decrépito. Eu sorri de través, mas ao mesmo tempo, fiz um trejeito de nojo. Ich… Que porcaria… Mas enfim, vai ter de servir! Também para o que é, não vou ter de lá ficar dentro muito tempo!
- Está bem… Vamos! – Disse, puxando-a pelo braço. Entrámos no barracão, e eu transformei-me. De repente, estava completamente diferente. Já não era o Yaten, mas sim a Healer, uma das guerreiras protectoras de Kinmoku. Mina olhou para mim, com um ar apreensivo.
- É preciso que eu me transforme também? – Acabou por dizer, derrotada.
- Não… Dá-me as tuas mãos… - Disse, agitada.
- Está bem… - Disse ela, a receio.
- Confias em mim, Mina?
- Confio, mas…
- Mina, só tens de confiar em mim… Não me largues, está bem? Não me largues, e nada de mal te acontecerá… Confia em mim, por favor…
- Está bem… - Ela apertou firmemente as minhas mãos, e depois desaparecemos dali.

Sinto-me deveras aborrecida

Enfim… Aqui está mais um capítulo pra vocês, pois eu quero estar conforme outro fórum onde estou também a postar esta fic

Beijinhos espero que gostem

Capítulo 18 – Mais duas sementes de estrela que desaparecem na escuridão
Acordei na manha seguinte abraçado à Mina-chan. A noite anterior fora maravilhosa, talvez das melhores na minha vida. Enquanto Mina-chan dormia, entretive-me a passar com o dedo carinhosamente na sua bochecha. Era tão bom poder estar ali a seu lado, com ela, poder tocá-la… Tê-la só para mim… Poder sentir o calor do seu corpo aquecer o meu coração…
De repente, ela acordou. Os seus olhos abriram-se lentamente, e ela sorriu abertamente para mim. Ela parecia tão ou mais feliz que eu, e eu senti-me ainda mais feliz por isso.
- Bom dia… - Disse, sorrindo para ela.
- Bom dia… - Ela respondeu-me de volta. Depois, ela encostou os seus lábios aos meus, beijando-me carinhosamente. Eu sorri, e depois levantei-me, encostando-me à cómoda, com um ar descontraído. Esta foi definitivamente a melhor noite da minha vida… Sem dúvida alguma… Poder ter estado com a Minako… Há tanto tempo que não me sentia tão feliz… OH HEALER… POR FAVOR… TU NÃO TENS MESMO JUIZINHO NENHUM NESSA CABEÇA OCA… ESTÁS MESMO A PERCISAR DE UMA TERAPIA DE CHOQUE…
- Mina, como queres viajar? De avião, ou preferes um modo de transporte mais rápido? – Disse, com um olhar travesso, após um momento de silêncio que correu por entre nós. Tinha de lhe fazer aquela pergunta, pois não me apetecia nada andar de avião outra vez, e só queria o meu modo de transporte favorito. Andar de avião irritava-me sobremaneira, sobretudo quando estou tão habituado ao teleporte. Em comparação, os aviões são demasiado lentos, mas muito mais lentos que o teleporte…
- E que modo de transporte seria esse? – Respondeu ela, fazendo o mesmo olhar, embora o dela demonstrasse um pouco de receio à mistura, o que me fez esboçar um trejeito de gozo.
- Teleporte… Muito mais rápido e muito mais seguro… Estaríamos no Japão em menos de um minuto… Em vez de termos de fazer uma viagem super dispendiosa e demorada de avião… - Disse, sorrindo abertamente.
- Ah… Não sei não… Já ouvi histórias de pessoas que se perderam entre dimensões a viajar assim… - Disse ela, com um ar assustado.
- Confias em mim?
- Sim… Confio… - Disse ela, agarrando-me a mão.
- Então é quanto baste. Não tenhas medo… Eu já viajei muitas vezes assim.
- Oh… Mas isso és tu… E tu tens de devolver o carro…
- Eu sei… Nós vamos até ao aeroporto, até que não podíamos desaparecer assim do nada, e depois, devolvemos o carro, eu pago o que tiver a pagar, e depois teleportamo-nos daqui para fora.
- Oh… Está bem… Mas para que conste nos autos, eu não concordo… Então se vamos, vamos já… - Disse ela, levantando-se – Quer dizer… Primeiro vou à casa de banho, para tomar um duche, e depois vamos embora.
- Tudo bem… Tu é que sabes… - Disse, levantando-me também, para lhe dar um beijo.
- Vá, eu tenho de ir para o quarto, senão a minha mãe, se nos apanha, faz-nos a folha… - Disse ela, empurrando-me amigavelmente.
- Oh… Está bem, vai lá… Vejo-te daqui a bocado…
- Daqui a bocado… Vou tentar ser rápida.
Eu fiquei no quarto a despir o pijama, dobrando-o de seguida, fazendo depois também a cama, deixando-a incólume, como ela estava antes de eu chegar. Depois, vesti as roupas que trazia vestidas ontem. Esquecera-me ontem, quando fui buscar o pijama, de trazer roupas para vestir. Saí do quarto, silenciosamente, e desci as escadas. Ao chegar ao andar de baixo, andei até à porta, abrindo-a, e depois deixei-a encostada. Depois, fui ao carro para pôr lá o pijama, e trazer outras roupas. Fiz isso em pouco mais de cinco minutos. Voltei para dentro de casa, e ia com intenções de voltar ao quarto para me vestir, depois de tomar um duche. Contudo…
- Bom dia, Yaten… - A mãe da Minako apanhou-me a subir as escadas.
- Bom dia, Sr.ª Aino.
- Então, foste buscar roupas lavadas… - Disse ela, apontando para a trouxa que levava na mão.
- Sim… É verdade. Ontem esqueci-me de trazer, quando fui buscar o meu pijama… Sou uma pessoa muito esquecida… - Tentei justificar-me, com uma desculpa tosca, que a mãe de Mina mordeu completamente. Por acaso, e só por acaso, só não tirei mais roupa da mala, do que o pijama, pois Minako beijara-me pelo meio do processo, e depois acabei por não pegar em mais nada.
- Oh, és exactamente como a minha Minako… Ela também é assim, muito despistada…
- Bom dia mãe! Quem é que é despistada? – Mina descera as escadas, provavelmente à minha procura.
- Ah, a tua mãe estava aqui a dizer-me que eras despistada, como eu… A tua mãe viu-me a vir lá de fora, porque tive de ir buscar roupa para vestir.
- Ahhhh…. Está bem… Olha, eu já estou pronta para irmos…
- Oh Mina… Tens mesmo de ir embora hoje?
- Sim mãe… O Yaten não pode faltar mais às aulas… E eu tenho coisas a fazer…
- Oh… Está bem… Olha filha, eu tenho de ir trabalhar… Vou ter tantas saudadinhas tuas… Não quero deixar-te ir…
- Oh, mãe, eu também vou ter saudades tuas… Adoro-te muito… Mas agora tens de ir, senão chegas atrasada…
A mãe de Minako abraçou-a, e depois olhou para mim:
- Toma bem conta dela, sim? – Ela abraçou-me também, e eu sorri, com um ar confiante.
- Esteja descansada que ela comigo ficará bem… Não se preocupe.
- Adeus meus lindos. Depois passem por cá de vez em quando para me fazer uma visitinha, sim?
- Sim mãe… Adeus! – A mãe dela saiu, e nós os dois ficámos sozinhos em casa.
Eu olhei para Mina-chan, e sorri. Ela estava com um ar super divertido, e eu ri-me por um bocado.
- Yaten, vê lá se queres ir tomar um duche antes de irmos… - Disse ela, assumindo um ar sério.
- Por acaso tenho mesmo de o fazer, e até era o que ia fazer a seguir, antes da tua mãe me apanhar com a roupa na mão… Enfim… Dá-me um quarto de hora… - Disse, acenando com a roupa que tinha nos braços.
- Tudo bem, eu espero cá em baixo…
- Está bem… Até já… - Eu subi as escadas, e fui para a casa de banho, depois de Minako me ter indicado onde esta ficava.
Tomei um duche rápido, e depois desci até lá abaixo. Queria ir ter com a Mina-chan o mais rápido que podia, para podermos ir embora. Queria voltar a Tóquio o mais rápido que pudesse. Sentia que algo estava errado no equilíbrio das coisas, e estava com um mau pressentimento acerca disso. Apareci de repente na sala, sem ela dar por isso, e Mina assustou-se.
- Ah, estavas aí… - Ela levantou-se num salto.
- Podemos ir? – Perguntei, sorrindo.
- Sim, vamos… Yaten?
- Sim? – Disse num tom curioso, achando estranho o tom que Mina usara.
- Oh, nada, esquece…
- Não… Diz…
- A sério, esquece…
- Tudo bem. Vamos sair então – Eu pus o meu braço à volta da cintura dela, e saímos assim de casa.
A viagem até ao aeroporto decorreu-se em silêncio. Nem eu nem Mina falámos. O ar estava pesado. Que se passará com ela? Ela está assim desde que saímos de casa… Não percebo, sinceramente… Ah… Continuo a ter aquele mau pressentimento… Há qualquer coisa de errado… O equilíbrio está todo alterado… Bolas caramba, o que se está a passar! Eu não entendo!
- Yaten…
- Sim, Mina? – Ela quebrara o silêncio que estava no carro, e também quebrara o meu pensamento. Eu olhei para ela, com um ar meio exasperado, e depois acabei por tirar as mãos do volante, pousando os cotovelos neste, e encostando depois o meu queixo nos braços, num tom meio abstraído.
- Não sentes que há algo estranho no ar?
- Algo estranho? Como assim?
- Não sei… Algo me diz que alguma coisa má vai acontecer…
- Ah… Afinal não sou só eu… - Disse, suspirando.
- Tu também?
- Sim… Há já um bocado que ando com um mau pressentimento…
- Que será que se passa…
- Eu sei… Quer dizer mais ou menos…
- Que queres dizer?
- Ainda há perigo para nós…
- Como assim? Não matámos –
- Sim, matámos, mas ainda há, pelo menos, uma sailor a tentar conseguir as restantes sementes de estrela… Nós temos de a… – Eu parei de falar. Senti uma pontada de dor trespassar-me, o que me fez fazer um trejeito de dor. Eu sabia bem o que aquilo significava, e o meu consciente também. Oh não! Mais uma semente de estrela que se foi!
- O que se passa Yaten, estás bem? – Mina olhou para mim com um olhar preocupado, e envolveu-me nos seus braços, o que me confortou por um pouco.
- Temos de ir depressa devolver o carro! Houve outra semente de estrela que desapareceu! Bolas! Tinha mesmo de ser enquanto estou aqui sem poder fazer nada! – Eu saí do carro. Já estávamos no aeroporto há um pouco, e eu fui até a loja de alugueres do aeroporto, para entregar a chave do carro, e pagar o valor do aluguer… Ah, e deixar o dinheiro da multa também… Depois, voltei. Mina-chan estava à minha espera à porta da loja, com um ar cansado.
- Bolas, Yaten, tu quando queres, ninguém te apanha… - Ela estava ofegante. Eu fiquei embaraçado, e sorri.
- Desculpa, eu sei que andei muito rápido… Vá, temos de achar um sítio onde me possa transformar! Temos de nos despachar a sair daqui para fora…
- Olha, ali dentro… - Disse ela, apontando para um barracão que estava ali, ao abandono, com um aspecto decrépito. Eu sorri de través, mas ao mesmo tempo, fiz um trejeito de nojo. Ich… Que porcaria… Mas enfim, vai ter de servir! Também para o que é, não vou ter de lá ficar dentro muito tempo!
- Está bem… Vamos! – Disse, puxando-a pelo braço. Entrámos no barracão, e eu transformei-me. De repente, estava completamente diferente. Já não era o Yaten, mas sim a Healer, uma das guerreiras protectoras de Kinmoku. Mina olhou para mim, com um ar apreensivo.
- É preciso que eu me transforme também? – Acabou por dizer, derrotada.
- Não… Dá-me as tuas mãos… - Disse, agitada.
- Está bem… - Disse ela, a receio.
- Confias em mim, Mina?
- Confio, mas…
- Mina, só tens de confiar em mim… Não me largues, está bem? Não me largues, e nada de mal te acontecerá… Confia em mim, por favor…
- Está bem… - Ela apertou firmemente as minhas mãos, e depois desaparecemos dali.
*****
- Mina, já chegámos… - Disse eu, libertando as mãos de Mina.
- O que é aquilo? Oh não! Tu tinhas razão!
- Droga! A Ami! – Disse, vendo ela caída no chão, com a semente de estrela a pairar por cima dela. Taiki, melhor, Maker, estava lívido/a. Eu corri na direcção do local onde eles estavam. Mina-chan, atrás de mim, transformara-se, e depois correu atrás de mim.
- Laser... Potente... Da Estrela!
- Utensílio... Generoso... Da Estrela! – A Maker e a Fighter atacaram aquela guerreira maldita, que tirara a semente à Ami-chan, que agora começava a desaparecer.
- Inferno... Sensitivo... Da Estrela!
- Amor de Vénus... e Beleza Chocante! – Eu e Mina-chan atacámos ao mesmo tempo, e acabámos por atingir aquela estúpida, empertigada e malvada que tirara a semente de estrela à Ami-chan.
- Ahg! Quem são vocês?! – Ela estava furiosa. Ainda bem, é assim que eu gosto dos inimigos: quando estão mal dispostos.
- Através da escuridão da noite, aqui está a estrela cadente! Sailor Star Healer!
- E eu sou a Guerreira do Amor e da Beleza, protegida por Vénus, sou a Navegante de Vénus!
- Eu sou a Sailor Lethe[1], do planeta Lethe, e garanto-vos, não vou ser tão fácil de destruir como a Sailor Mnemosyne! Se for destruída, levarei alguém atrás! – Ela lançou um ataque na nossa direcção, mas a Maker meteu-se à nossa frente, acabando ela por levar com o ataque.
- MAKER! – Eu, Fighter e Vénus exclamámos ao mesmo tempo, com uma expressão de terror estampada nas nossas caras, enquanto víamos a Sailor Lethe retirar-lhe a semente de estrela, a rir-se desalmadamente. Eu debrucei-me sobre a Maker, e abracei-a por entre os meus braços, já quase a desmanchar-me em lágrimas.
- Não… Maker… Não podes morrer aqui… Não agora! Não nos deixes… NÃO!
- Healer… - Disse ela, sorrindo para mim, enquanto a Fighter se aproximava, com as lágrimas nos olhos – Fighter…
- NÃO! NÃO NOS DEIXES… - Fighter a meu lado estava desesperada.
- Não chores, por favor… Eu não vos suporto ver assim… Healer… Toma conta da Fighter… E ajudem a Sailor Moon… A recuperar as sementes de estrela… Eu… Eu acredito em vocês… Mas… Não desistam… Não… Simplesmente não podem desistir… Vocês são fortes, acreditem nisso… Oh… Já não vos posso ajudar mais… Nem pude sequer proteger-vos decentemente… Nem a vocês, nem à Ami… Mas… Eu… Eu… Eu não aguento mais tempo… Adeus… - Depois, a Maker literalmente evaporou-se nos meus braços.
- NÃO! – Eu gritei de dor. Acabara de perder uma das pessoas mais importantes na minha vida, a minha irmã – MAKER!
- AHAH! Já tenho mais duas sementinhas de estrela! Estou tãaaao feliz! – Ela rodava as sementes de estrela na mão – Bem, voltaremos a ver-nos! Até mais depressa do que pensam! Adeusinho! – Aquela navegante do inferno desapareceu, enquanto eu fiquei ajoelhada no chão, sem resposta a dar àquela situação. Eu depois olhei também para onde a Ami estava, depois de lhe terem retirado a semente de estrela, e o seu corpo tinha também desaparecido, tal e qual como o da Maker.
- Oh não! Chegámos tarde demais…- Ouvi uma voz. Era a Navegante de Neptuno, e a sua voz assumira um tom de derrota.
- Pois foi… Não vale a pena, vamos embora… - A Navegante de Urano estava também desiludida por não ter podido fazer nada, e isso estava patente na sua voz.
- Perdemos mais duas sementes… - A Navegante de Saturno estava nostálgica.
- E agora, o que fazemos? – A Navegante de Plutão quis fazer algo, mas a Navegante de Urano interrompeu-a.
- Não fazemos rigorosamente nada… Vamos! – As quatro vozes, que eu reconheci como sendo as das Outer Senshis, deram sumiço. Quatro vultos saltaram de uma árvore, e saíram dali.
- Healer… - A Fighter tinha-se destransformado, e abraçara-me – Não… Não chores… Nós vamos recuperar todas as sementes de estrela… A do Taiki, da Ami e da Mako-chan… E da Princesa… Nós vamos voltar a vê-los… A todos…
- O… O Taiki… A… Ami-chan… - Eu nem conseguia falar direito, tamanho era o meu desespero.
- HEALER! SÊ FORTE! – Mina-chan olhou para mim com um ar sério – Não é a chorar que os vamos trazer de volta! RECOMPÕE-TE CARAMBA!
- Eu… Eu sei… Desculpem… - Disse eu, limpando as lágrimas. Eles têm razão… Não é assim que elas vão voltar… Não é assim que… Que as vou recuperar… HEALER DESTA VEZ METE ALGUM JUIZO NESSA CABEÇINHA E AGE COMO UMA GUERREIRA QUE ÉS! Depois, destransformei-me, ignorando o que o meu subconsciente feminino dizia.
- Agora vamos mas é descobrir de onde é que aquela vem, e vamos acabar com esta fantochada toda! Ela não pode continuar a retirar sementes de estrela! – Disse Seiya, com um olhar determinado.
- Sim… Mas agora vamos… Já não há mais nada a fazer aqui… - Disse, levantando-me do chão.
Ter visto o Taiki perder a semente de estrela para me salvar deu-me cabo da cabeça. Não acredito que ele fez isso… Porque raio é que ele se meteu na frente! HEALER, PORQUE ASSIM EM VEZ DE SE PERDEREM TRÊS SEMENTES, SÓ SE PERDERAM DUAS! ÀS VEZES PARECE QUE ESTÁS CÁ A DORMIR, RAIOS TE PARTAM… O meu subconsciente já me estava a dar nas orelhas, e no fundo, era verdade. Mesmo assim, custa-me ter visto aquilo, ainda para mais por minha causa, mas, eu aposto que, se fosse na situação inversa, eu teria feito exactamente o mesmo.
Nós caminhámos pelo parque fora. Mina-chan caminhava a meu lado, enquanto Seiya andava alerta. Parecia que estava com medo de que a Sailor Lethe saísse de uma esquina, e levasse as nossas sementes duma assentada. Felizmente, nada aconteceu. O vento soprava revoltoso e eu sentia o meu cabelo a esvoaçar por tudo quanto era sítio. Não gostava nada disto. Tínhamos de descobrir onde é que aquela malvada se esconde. Senão, está tudo perdido. Enquanto caminhávamos, eu mantinha-me em silêncio, tentando a todo o custo não chorar. Estava a tentar ser forte, e estava a tentar pensar com clareza, apesar de na minha cabeça apenas bailar a palavra vingança. Era o que eu queria… Vingança…
- Yaten, estás bem? Estás muito calado… - Mina-chan olhou para mim, preocupada.
- Como posso estar bem? Acabei de ver o meu irmão a perder a semente de estrela por nossa causa! – Disse, exasperado – Oh… Desculpa… Tu não tens culpa de nada disto… Desculpa… - Nós estávamos perto da saída do parque, e eu encostei-me a um dos bebedouros, com um completo ar de enterro, e chateado comigo mesmo, por ter sido novamente um anormal com Minako, apesar de me ter prometido a mim mesmo que nunca mais o faria.
- Oh Yaten… - Disse ela, abraçando-me – Eu compreendo… É difícil… Saber que a Mako-chan e a Ami-chan perderam a semente de estrela e não ter estado cá para impedir isso… Também me custa imenso… - A voz dela era quase um suplício de se ouvir, via-se que ela estava a fazer um esforço para não se desmanchar em lágrimas. E isso estava a deixar-me melancólico, e com vontade de chorar também.
- Mas vocês têm de pensar que tudo se vai resolver! Esta batalha só pode ter um fim: nós a ganhar e a recuperar todas as sementes de estrela: as sementes de todas as guerreiras, a da nossa Princesa, a da Makoto, a da Ami e a do Taiki! Esse é o único fim possível! – Seiya olhava para nós, com um olhar profundo – E eu tenho a certeza de que é esse o fim que todos queremos, e pelo qual iremos lutar, nem que para isso tenhamos de perder a semente de estrela! Se for preciso, morrerei por isto. Agora não temos tempo a perder, temos de reunir com as outras! Temos de definir uma estratégia!
- Fazemos assim, vocês vão ter com as outras meninas, e eu vou falar com as Outer Senshis – Acabei por dizer, após alguns minutos de silêncio. Seiya tinha razão. Tínhamos de ser rápidos, para acabar com tudo isto.
- Tens a certeza? – Disse Mina, preocupada.
- Tenho. Vocês tenham cuidado por favor…
- Tu também Yaten… Tu acima de tudo, que vais sozinho…
- Não te preocupes, eu sei tomar conta de mim…
- Até já! – A Mina e o Seiya correram na direcção do bairro de Juuban, e eu corri na direcção do condomínio privado onde as outras viviam, perto da antiga Escola Mügen. Eu tinha reparado que Seiya me tinha mandado um último olhar de compreensão. Ele tinha compreendido que eu deixara Minako ao seu cuidado, pois ele sabia que eu se por ventura, tivesse o azar de ter um encontro imediato com a Sailor Lethe, possivelmente não seria capaz de proteger Minako, pois o meu desejo de vingança de certeza que iria sobrepor-se ao desejo de a proteger, ou seja, Seiya neste momento está em muito melhores condições de a proteger que eu. E de qualquer maneira, o Seiya iria precisar da Minako, pois conhecendo a Usagi como conheço, ela quando souber que a Ami perdeu a semente de estrela, acho que a única pessoa capaz de a acalmar, vai ser mesmo a Minako. Enfim…
[1] Ver Mangá Sailor Moon: Stars, acto 48, volume 18.
- Mina, já chegámos… - Disse eu, libertando as mãos de Mina.
- O que é aquilo? Oh não! Tu tinhas razão!
- Droga! A Ami! – Disse, vendo ela caída no chão, com a semente de estrela a pairar por cima dela. Taiki, melhor, Maker, estava lívido/a. Eu corri na direcção do local onde eles estavam. Mina-chan, atrás de mim, transformara-se, e depois correu atrás de mim.
- Laser... Potente... Da Estrela!
- Utensílio... Generoso... Da Estrela! – A Maker e a Fighter atacaram aquela guerreira maldita, que tirara a semente à Ami-chan, que agora começava a desaparecer.
- Inferno... Sensitivo... Da Estrela!
- Amor de Vénus... e Beleza Chocante! – Eu e Mina-chan atacámos ao mesmo tempo, e acabámos por atingir aquela estúpida, empertigada e malvada que tirara a semente de estrela à Ami-chan.
- Ahg! Quem são vocês?! – Ela estava furiosa. Ainda bem, é assim que eu gosto dos inimigos: quando estão mal dispostos.
- Através da escuridão da noite, aqui está a estrela cadente! Sailor Star Healer!
- E eu sou a Guerreira do Amor e da Beleza, protegida por Vénus, sou a Navegante de Vénus!
- Eu sou a Sailor Lethe[1], do planeta Lethe, e garanto-vos, não vou ser tão fácil de destruir como a Sailor Mnemosyne! Se for destruída, levarei alguém atrás! – Ela lançou um ataque na nossa direcção, mas a Maker meteu-se à nossa frente, acabando ela por levar com o ataque.
- MAKER! – Eu, Fighter e Vénus exclamámos ao mesmo tempo, com uma expressão de terror estampada nas nossas caras, enquanto víamos a Sailor Lethe retirar-lhe a semente de estrela, a rir-se desalmadamente. Eu debrucei-me sobre a Maker, e abracei-a por entre os meus braços, já quase a desmanchar-me em lágrimas.
- Não… Maker… Não podes morrer aqui… Não agora! Não nos deixes… NÃO!
- Healer… - Disse ela, sorrindo para mim, enquanto a Fighter se aproximava, com as lágrimas nos olhos – Fighter…
- NÃO! NÃO NOS DEIXES… - Fighter a meu lado estava desesperada.
- Não chores, por favor… Eu não vos suporto ver assim… Healer… Toma conta da Fighter… E ajudem a Sailor Moon… A recuperar as sementes de estrela… Eu… Eu acredito em vocês… Mas… Não desistam… Não… Simplesmente não podem desistir… Vocês são fortes, acreditem nisso… Oh… Já não vos posso ajudar mais… Nem pude sequer proteger-vos decentemente… Nem a vocês, nem à Ami… Mas… Eu… Eu… Eu não aguento mais tempo… Adeus… - Depois, a Maker literalmente evaporou-se nos meus braços.
- NÃO! – Eu gritei de dor. Acabara de perder uma das pessoas mais importantes na minha vida, a minha irmã – MAKER!
- AHAH! Já tenho mais duas sementinhas de estrela! Estou tãaaao feliz! – Ela rodava as sementes de estrela na mão – Bem, voltaremos a ver-nos! Até mais depressa do que pensam! Adeusinho! – Aquela navegante do inferno desapareceu, enquanto eu fiquei ajoelhada no chão, sem resposta a dar àquela situação. Eu depois olhei também para onde a Ami estava, depois de lhe terem retirado a semente de estrela, e o seu corpo tinha também desaparecido, tal e qual como o da Maker.
- Oh não! Chegámos tarde demais…- Ouvi uma voz. Era a Navegante de Neptuno, e a sua voz assumira um tom de derrota.
- Pois foi… Não vale a pena, vamos embora… - A Navegante de Urano estava também desiludida por não ter podido fazer nada, e isso estava patente na sua voz.
- Perdemos mais duas sementes… - A Navegante de Saturno estava nostálgica.
- E agora, o que fazemos? – A Navegante de Plutão quis fazer algo, mas a Navegante de Urano interrompeu-a.
- Não fazemos rigorosamente nada… Vamos! – As quatro vozes, que eu reconheci como sendo as das Outer Senshis, deram sumiço. Quatro vultos saltaram de uma árvore, e saíram dali.
- Healer… - A Fighter tinha-se destransformado, e abraçara-me – Não… Não chores… Nós vamos recuperar todas as sementes de estrela… A do Taiki, da Ami e da Mako-chan… E da Princesa… Nós vamos voltar a vê-los… A todos…
- O… O Taiki… A… Ami-chan… - Eu nem conseguia falar direito, tamanho era o meu desespero.
- HEALER! SÊ FORTE! – Mina-chan olhou para mim com um ar sério – Não é a chorar que os vamos trazer de volta! RECOMPÕE-TE CARAMBA!
- Eu… Eu sei… Desculpem… - Disse eu, limpando as lágrimas. Eles têm razão… Não é assim que elas vão voltar… Não é assim que… Que as vou recuperar… HEALER DESTA VEZ METE ALGUM JUIZO NESSA CABEÇINHA E AGE COMO UMA GUERREIRA QUE ÉS! Depois, destransformei-me, ignorando o que o meu subconsciente feminino dizia.
- Agora vamos mas é descobrir de onde é que aquela vem, e vamos acabar com esta fantochada toda! Ela não pode continuar a retirar sementes de estrela! – Disse Seiya, com um olhar determinado.
- Sim… Mas agora vamos… Já não há mais nada a fazer aqui… - Disse, levantando-me do chão.
Ter visto o Taiki perder a semente de estrela para me salvar deu-me cabo da cabeça. Não acredito que ele fez isso… Porque raio é que ele se meteu na frente! HEALER, PORQUE ASSIM EM VEZ DE SE PERDEREM TRÊS SEMENTES, SÓ SE PERDERAM DUAS! ÀS VEZES PARECE QUE ESTÁS CÁ A DORMIR, RAIOS TE PARTAM… O meu subconsciente já me estava a dar nas orelhas, e no fundo, era verdade. Mesmo assim, custa-me ter visto aquilo, ainda para mais por minha causa, mas, eu aposto que, se fosse na situação inversa, eu teria feito exactamente o mesmo.
Nós caminhámos pelo parque fora. Mina-chan caminhava a meu lado, enquanto Seiya andava alerta. Parecia que estava com medo de que a Sailor Lethe saísse de uma esquina, e levasse as nossas sementes duma assentada. Felizmente, nada aconteceu. O vento soprava revoltoso e eu sentia o meu cabelo a esvoaçar por tudo quanto era sítio. Não gostava nada disto. Tínhamos de descobrir onde é que aquela malvada se esconde. Senão, está tudo perdido. Enquanto caminhávamos, eu mantinha-me em silêncio, tentando a todo o custo não chorar. Estava a tentar ser forte, e estava a tentar pensar com clareza, apesar de na minha cabeça apenas bailar a palavra vingança. Era o que eu queria… Vingança…
- Yaten, estás bem? Estás muito calado… - Mina-chan olhou para mim, preocupada.
- Como posso estar bem? Acabei de ver o meu irmão a perder a semente de estrela por nossa causa! – Disse, exasperado – Oh… Desculpa… Tu não tens culpa de nada disto… Desculpa… - Nós estávamos perto da saída do parque, e eu encostei-me a um dos bebedouros, com um completo ar de enterro, e chateado comigo mesmo, por ter sido novamente um anormal com Minako, apesar de me ter prometido a mim mesmo que nunca mais o faria.
- Oh Yaten… - Disse ela, abraçando-me – Eu compreendo… É difícil… Saber que a Mako-chan e a Ami-chan perderam a semente de estrela e não ter estado cá para impedir isso… Também me custa imenso… - A voz dela era quase um suplício de se ouvir, via-se que ela estava a fazer um esforço para não se desmanchar em lágrimas. E isso estava a deixar-me melancólico, e com vontade de chorar também.
- Mas vocês têm de pensar que tudo se vai resolver! Esta batalha só pode ter um fim: nós a ganhar e a recuperar todas as sementes de estrela: as sementes de todas as guerreiras, a da nossa Princesa, a da Makoto, a da Ami e a do Taiki! Esse é o único fim possível! – Seiya olhava para nós, com um olhar profundo – E eu tenho a certeza de que é esse o fim que todos queremos, e pelo qual iremos lutar, nem que para isso tenhamos de perder a semente de estrela! Se for preciso, morrerei por isto. Agora não temos tempo a perder, temos de reunir com as outras! Temos de definir uma estratégia!
- Fazemos assim, vocês vão ter com as outras meninas, e eu vou falar com as Outer Senshis – Acabei por dizer, após alguns minutos de silêncio. Seiya tinha razão. Tínhamos de ser rápidos, para acabar com tudo isto.
- Tens a certeza? – Disse Mina, preocupada.
- Tenho. Vocês tenham cuidado por favor…
- Tu também Yaten… Tu acima de tudo, que vais sozinho…
- Não te preocupes, eu sei tomar conta de mim…
- Até já! – A Mina e o Seiya correram na direcção do bairro de Juuban, e eu corri na direcção do condomínio privado onde as outras viviam, perto da antiga Escola Mügen. Eu tinha reparado que Seiya me tinha mandado um último olhar de compreensão. Ele tinha compreendido que eu deixara Minako ao seu cuidado, pois ele sabia que eu se por ventura, tivesse o azar de ter um encontro imediato com a Sailor Lethe, possivelmente não seria capaz de proteger Minako, pois o meu desejo de vingança de certeza que iria sobrepor-se ao desejo de a proteger, ou seja, Seiya neste momento está em muito melhores condições de a proteger que eu. E de qualquer maneira, o Seiya iria precisar da Minako, pois conhecendo a Usagi como conheço, ela quando souber que a Ami perdeu a semente de estrela, acho que a única pessoa capaz de a acalmar, vai ser mesmo a Minako. Enfim…
[1] Ver Mangá Sailor Moon: Stars, acto 48, volume 18.

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Ooh 
Este capítulo é triste
E eu n sei pq tenho a sensação que ou a Minako ou o Yaten vão perder a Semente de Estrela
E o outro casal fofinho foi-se
Aquela Sailor Lethe vai morrer !
Não gosto nada dela !
Mas este capítulo já deu emoção
Esté muito bom

Este capítulo é triste

E eu n sei pq tenho a sensação que ou a Minako ou o Yaten vão perder a Semente de Estrela

E o outro casal fofinho foi-se

Aquela Sailor Lethe vai morrer !
Não gosto nada dela !
Mas este capítulo já deu emoção

Esté muito bom


Obrigada Atalantav =)
Inscrevam-se: http://sakuraportugal.forumeiros.com/forum.htm"
Eis aqui um forum para aprender e ensinar: http://regressoaulas.forumeiros.com/portal.htm
I_Moreira escreveu:Ooh
Este capítulo é triste
E eu n sei pq tenho a sensação que ou a Minako ou o Yaten vão perder a Semente de Estrela
E o outro casal fofinho foi-se
Aquela Sailor Lethe vai morrer !
Não gosto nada dela !
Mas este capítulo já deu emoção
Esté muito bom
Wii

Olá

Ainda bem que gostaste

É verdade, este capítulo é triste, mas vai haver pelo menos mais um capítulo assim, (correcção) dois
Pelo menos nesta parte, enquanto a Sailor Lethe não for eliminada, não vai deixar as Sailors em paz...
Quanto ao facto de o Yaten ou a Mina-chan perderem as sementes... Uhm... Vou pensar nisso e depois respondo
E sim, mais um casalinho fofinho desapareceu do mapa, por outro lado, vai aparecer um que vai ser efémero. A relação deles não vai durar muito tempo (acho que já estou a dar promenores a mais
)
Não és só tu que não gostas da Sailor Lethe. Eu quando li o mangá tive pena de fazer o que lhe estou a fazer agora, porque elas a Mnemosyne e a Lethe foram mortas pela Galáxia cruelmente...
E eu as ter tornado aqui más da fita, pronto...
Enfim
Eu depois postarei mais

Beijinhos **

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Para variar um capitulo triste até é bom.
Agora que a história tá a ter outro rumo começa a tornar-se ainda mais interessante.
Mais um casalinho? Isso promete...
Fico à espera do próximo capitulo.
Bjs
Agora que a história tá a ter outro rumo começa a tornar-se ainda mais interessante.
Tinoco escreveu:E sim, mais um casalinho fofinho desapareceu do mapa, por outro lado, vai aparecer um que vai ser efémero. A relação deles não vai durar muito tempo (acho que já estou a dar promenores a mais )
Mais um casalinho? Isso promete...
Fico à espera do próximo capitulo.
Bjs

Aposto que o casalinho ou vai ser:
Seiya e a Mariana ou então...
Seiya e Haruka..
mmmmm
Espero pelo próximo capítulo e para saber o que vai acontecer
Tá-se a tornar muito emocionante..
Por um lado estou mortinha que acabe a história...
Por outro, estou a gostar bastante de ler e não me apetece que acabe..quando chega ao fim dos capítulos, ainda por cima nas partes mais emocionantes, fico logo irritada
Seiya e a Mariana ou então...
Seiya e Haruka..
mmmmm

Espero pelo próximo capítulo e para saber o que vai acontecer

Tá-se a tornar muito emocionante..
Por um lado estou mortinha que acabe a história...
Por outro, estou a gostar bastante de ler e não me apetece que acabe..quando chega ao fim dos capítulos, ainda por cima nas partes mais emocionantes, fico logo irritada


Obrigada Atalantav =)
Inscrevam-se: http://sakuraportugal.forumeiros.com/forum.htm"
Eis aqui um forum para aprender e ensinar: http://regressoaulas.forumeiros.com/portal.htm
I_Moreira escreveu:Seiya e a Mariana ou então...
Seiya e Haruka..
MoonSerenidade escreveu:O primeiro que me veio à cabeça foi mesmo o Seiya e a Haruka.
Uhm... Uhm... Pensando... Uhm... Próximas da verdade, mas longe dela ao mesmo tempo...
Mas Haruka com o Seiya... Uhm... Muito frio...
Seiya e Michiru... morno...
Vá eu confesso, o casal efémero é...... Seiya e Michiru
Confesso que quando imaginei isto a primeira vez, fiquei muito feliz, mas depois... Depois de ver como deve ser a Star, acho que sigo a opiniao da Haruka "Marisa" Tenou, o Seiya fica bem melhor acompanhado com a Haruka XD Mas de qualquer forma ja tenho o cap escrito por isso tenho de me aguentar à bronca...
E ainda pra mais, com o que já tenho escrito em papel, seria uma reviravolta nas minhas ideias, o que depois me iria dar uma dor de cabeça enorme, reescrever tudo
Enfim... Depois publicarei mais um cap ainda hoje, se alguém vier cá comentar no entretanto,senão, só amanhã

Beijinhos

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Olá a todaaaas!!!!
Cá venho eu publicar o capítulo 19, como prometido... Confesso que este é um dos capítulos que mais detestei escrever e que mais gostei de escrever ao mesmo tempo, por 2 razoes:
- Gostei de o escrever, porque consegui meter o feitio da Haruka a 100% neste cap.
- Não gostei de o escrever, porque meti a Usagi a chorar, outra vez XD
Bem, coisas a parte, aqui vai o capítulo, espero que gostem
EDIT:pq é q eu me esqueci disto?? Este capítulo é todinho prá I_Moreira
Depois de ter ido falar com as Outer Senshis, fomos todos ter ao Templo Hikawa, pois ninguém tinha conseguido falar com a Rei-chan, nem a encontrar em lado algum, e todos pensámos que ela pudesse lá estar, visto que ela morava lá. Chegámos todos com um ar agitado, e começámos a gritar por Rei e a bater à porta, freneticamente.
- Rei, estás em casa? – Mina chamou por ela.
- Rei-chan! – Usagi gritou também pela Rei.
- Hino-san! Estás aí? – Mamoru, que na altura em que foram procurar pela Usagi, e pelo que percebi, estava com ela, veio também, e gritou para a chamar. Mas ninguém respondia. Ao fim de alguns minutos, Haruka aborreceu-se, e acabou a arrombar a porta. Tudo estava vazio. Não havia vivalma na casa de Rei. De repente, fui trespassado por uma pontada de dor. Mais uma semente tinha desaparecido, e não era muito difícil de se adivinhar de quem era…
- BOLAS! Mais uma semente de estrela que se foi! – Exclamei, desesperado.
- Não pode ser! – Disseram Haruka e Seiya, os dois exactamente ao mesmo tempo, e exactamente no mesmo tom.
- A… Não pode ter sido… A Rei-chan… - Disse Usagi, começando a chorar.
- É a única que falta aqui… Lamento… - Disse, cabisbaixo.
- Vá Princesa, não chores mais, recompõe-te! – Disse a Setsuna, com um ar autoritário.
- Nós vamos recuperar todas as sementes de estrela! Tens de acreditar nisso! Mas não podes desanimar! Não podes deixar-te ir abaixo, Usagi! NÃO PODES DEIXAR-TE IR ABAIXO, OUVISTE?! – Disse a Haruka, abanando Usagi violentamente. Eu assumi um ar chocado, mas ninguém, nem Mamoru, nada fizeram. Mas depois compreendi, era a maneira delas de lidar com a situação – Que raio de Princesa é a minha que chora perante uma situação destas, quando já devia estar a tomar uma decisão quanto ao que temos de fazer?! Parece que a lição que eu e a Michiru te demos na outra vez não chegou, parece que vamos ter de te dar outra! Caramba Usagi, deixa-te de ser choramingas! Odeio choraminguices, sabes bem disso!
- Haruka, tem calma com ela… Não sejas assim tão bruta… - Disse Michiru, pondo uma mão no ombro da Haruka, impedindo-a de continuar aquele massacre ao estado de espírito em decadência de Usagi.
- Não… Michiru… A Haruka tem razão… Eu devia ser a que devia controlar-se… Afinal, eu sou a Princesa deste sistema solar, e devia lutar, e não comportar-me como se já não existisse esperança… Desculpem-me…
- Usagi, nós entendemos-te, acredita… - Disse Seiya, aproximando-se dela, e envolvendo-a num abraço – Vai tudo correr bem… Ninguém mais vai perder a sua semente de estrela, eu prometo!
- Não faças promessas que não sabes se vais poder cumprir… - Disse Mamoru, num tom azedo. O ambiente de repente ficou pesado. A faísca entre ele e Mamoru acendeu. Ele não suportava que dissessem coisas daquelas, quando está a tentar acalmar alguém. Odeia mesmo, e para além de mais, Seiya reparou no olhar ciumento de Mamoru. Ui, isto vai dar caldo para sopa…
- Esta é uma promessa que eu vou fazer tenções de cumprir… - Disse, respondendo no mesmo tom. Seiya acabou por olhar para ele com um daqueles do género de ‘se o olhar matasse, já te tinha fulminado com o meu’.
- Meninos por favor! Não vamos discutir! Não é a discutir que esta situação se vai resolver! – Disse a Hotaru, metendo-se entre nós, notando que o ambiente estava a ficar propício para uma cena de pancada – Parem já com isso! PAREM IMEDIATAMENTE!
- Tens razão, Hotaru… Peço desculpa… - Disse Seiya, engolindo em seco, enquanto Haruka olhava para ele com um olhar fulminante. Parecia quase saturada das ousadias do Seiya.
- Eu é que peço desculpa… Tu só estavas a tentar animá-la, e eu fui brusco…
- Oh, deixem lá isso agora! Agora vamos definir estratégias! A guerra ainda não acabou! – Disse eu, dando uma palmada amigável nas costas do Mamoru, e depois nas de Seiya – O que temos de fazer agora não é discutir, disso tenho a certeza…
- Bem, sendo assim, vamos ter de definir um plano para poder acabar com tudo isto. Temos de restabelecer a paz na galáxia… - Disse o Seiya, com um ar autoritário.
- Estou de acordo aí com o Cara de Osga! – Disse Haruka, insultando Seiya pelo meio, embora ele tenha ignorado profundamente. A Haruka, a concordar com o Seiya?! WOW… Admirável… Não estava nada à espera… Parece que o Seiya e a Haruka estão mesmo a levar as tréguas a sério… Ou talvez…
- Eu tenho uma ideia, embora pareça muito implausível… A ideia era expormos as pessoas que menos possibilidades teriam de parecer possuir uma semente de estrela genuína. Depois… Atacaríamos, e assim recuperaríamos as sementes de estrela… - Setsuna estava com um ar sério.
- Mas isso é impossível! Ela sabe de tudo! Ela sabe quem somos! Senão como saberia que a Minako era uma guerreira navegante, ou que o Taiki, a Ami, a Makoto e a Rei eram guerreiras navegantes? Esse plano iria sair totalmente furado… Acho que a única solução plausível é… - Eu estava a começar a hesitar nas palavras - Acho que não temos… - Eu simplesmente não queria ter de dizer aquilo.
- É o quê? Não temos o quê? Diz Yaten! – Disse Mamoru, olhando para mim com um olhar fulminante.
- Não temos outro remédio… Senão lutar até à morte… - Disse Seiya, concluindo a minha ideia. Ele conhecia-me bem, e sabia exactamente o que eu queria dizer.
- NÃO! Não pode ser! Tem de haver outra solução! Eu não quero perder mais nenhuma amiga! NÃO QUERO! – Usagi estava novamente a chorar e isso irritou-me profundamente por momentos. Oh por favor, mas que raio de princesa é que esta miúda me saiu?! Sempre a chorar, sempre a chorar… Por favor Usagi, cresce! Já estou quase a dar razão à Haruka, apesar de a princípio não ter concordado muito…
- USAGI TSUKINO-CHAN! Se elas nos atacarem individualmente, é que é o fim da macacada! Já viste que se não fosse o Yaten, eu não estaria aqui agora?! Se nos… Se nos atacarem individualmente, seremos exterminados que nem formigas! Agora, se lutarmos todos juntos, como da outra vez, nós venceremos! – Mina-chan estava exaltada, e a minha mão estava literalmente a ser esguichada pela mão dela. Eu tentei fazer passar essa mensagem, passando ao de leve o meu polegar pela mão dela, e ela sorriu para mim, afrouxando o aperto. Obrigado… Pensei para mim mesmo.
- Usagi tens de confiar em nós, por favor… - Michiru partilhava das mesmas ideias de Minako.
- Vá lá, Cara de Lua… Vai tudo correr bem… - Haruka aproximou-se de Usagi, e deu-lhe um abraço, para a reconfortar.
- Bem, se temos de lutar, podem contar comigo… - Mamoru olhou para Haruka com um olhar autoritário. Ele era, no afinal de contas, o Príncipe da Terra, e por isso, tinha autoridade sobre as Senshis. Mesmo assim, Haruka contestou.
- Mamoru… - Começou ela.
- Não me parece que isso seja possível… - Michiru continuou.
- Acho melhor que o Príncipe vá para Elysion… Para estar sob a protecção do Helios… Acima de tudo, temos de conservar as sementes de estrela… As mais poderosas… - Setsuna concluiu.
- Tenoh-san, Kaioh-san, Meioh-san… Eu faço tudo para proteger a Usako. E não vou permitir que nada lhe aconteça!
- Mas nós também não queremos que nada vos aconteça… Nem a ti, nem à Usa-chan, Mamoru! – Disse Minako, num tom preocupado – Por isso sou forçada a concordar com a Haruka e as outras meninas… Estarás melhor em Elysion… Na companhia de Helios ficarás bem… Espero eu… - As duas últimas palavras foram quase ditas de maneira a que ninguém ouvisse, embora eu as tivesse ouvido na perfeição.
- Mas…
- Mamo-chan… Eu… Eu não suportaria perder-te novamente… Por favor, fá-lo por nós…
- Usako…
- POR FAVOR MAMO-CHAN! – Usagi tinha um laivo de tristeza profunda patente na voz, o que me perturbou. Esta separação iria ser difícil para ela… E à minha volta, eu não suportava ver tristezas…
- Tudo bem… Eu vou para Elysion… Mas só para garantir que não haverá mais perdas. Mas por favor, peço-vos, protejam a Usako…
- Não te preocupes… Nós iremos protege-la, nem que para isso tenhamos de perder as nossas vidas – Disseram Seiya e Haruka ao mesmo tempo, embora Haruka tenha mandado um olhar de desaprovação a Seiya, demonstrando que aquela era a Princesa dela, e que era a missão dela protegê-la. As outras acenaram com a cabeça, como que concordando com a opinião manifestada por eles, e eu limitei-me a sorrir, embora a minha vontade fosse de rir, por causa das caras de Seiya e Haruka, que lançavam ainda olhares fulminantes um ao outro, apesar das tréguas.
- Muito bem… Sendo assim… Eu vou partir… Boa sorte para salvarem as sementes de estrela… Usako… Não te esqueças que te amo imenso…
- Eu também… Eu também te amo imenso… - Usagi deu-lhe um beijo de despedida, por entre lágrimas.
- E Mamoru… - Haruka meteu-lhe uma mão no ombro.
- Sim, Tenoh-san? – Ele estava mesmo pronto a teleportar-se, mas deteve-se.
- Tem cuidado, por favor… - Setsuna olhou para ele nos olhos.
- Terei… Adeus… – Ele desapareceu num clarão. Eu fiquei a olhar por momentos para Usagi, que estava com um ar totalmente desfeito. Fiquei momentaneamente com pena dela, mas nada podia fazer. Eu não posso ajudá-la. Apenas posso olhar para ela, e assistir à decadência do seu estado de espírito.
- Bem, nós vamos tentar encontrar uma solução para este problema. Nós vamos andando… - Ela depois dirigiu-se a Seiya, sussurrando-lhe algumas palavras ao ouvido, ao que ele assentiu com a cabeça, e depois afastou-se dele, e despediu-se de nós - Adeus! – Haruka, Setsuna, Hotaru e Michiru foram-se embora. Eu fiquei perplexo. Quer dizer, com perigo de morte eminente, e em vez de ficarmos todos unidos… Enfim, eu não posso dizer nada, elas já são crescidinhas, que tomem umas conta das outras, eu não tenho nada a ver com isso…
- Usagi, Minako… Acho melhor que vocês passem a viver connosco em nossa casa. Não vos podemos deixar sozinhas… - Disse Seiya, com um olhar determinado. O que quer que Haruka lhe tivesse dito, não parecia tê-lo afectado. Enquanto isso, nós descemos a escadaria do templo, em direcção ao nosso carro.
- Acho que é uma excelente ideia. Obrigada, Seiya – Minako sorriu abertamente, e eu olhei para Seiya com um olhar brilhante. Aquela ideia era simplesmente genial, e visto que as Outer não disseram nada quanto ao que fazer com a Princesa delas, ele simplesmente tomou uma atitude. Ou será que… Bem, não interessa…
- Oh… Obrigada Seiya… - Usagi deu-lhe um abraço – Tu és um óptimo amigo…
- Não tens de quê… - Seiya estava meio atrapalhado, e ele corou completamente. A vontade de me rir dele era tentadora, mas mesmo assim, não o fiz. Não estava com espírito para me rir da situação.
- Bem… Nós vamos embora, antes que a Sailor Lethe se aproveite e nos ataque… - Disse eu, retirando a chave do carro do bolso do casaco de Seiya, e destranquei o carro. Seiya foi o primeiro a entrar, e acabou por ‘roubar-me’ a chave do carro. Eu e Mina entrámos para o banco de trás, e Usagi sentou-se no lugar da frente, ao lado de Seiya. Usagi estava mesmo em baixo, e Seiya passou a viagem toda a tentar animá-la, mas sem efeito. Usagi estava completamente desfeita. Eu senti que Minako estava também em baixo. Eu abracei-a, tentando confortá-la.
- Obrigada… - Sussurrou Mina ao meu ouvido.
- Não tens de quê… - Disse, deixando-me ficar assim, com ela, apesar de estarmos quase a chegar a casa.
O silêncio reinava no carro, e eu não fiz esforço algum para o mudar. Sabia que a Usagi e a Mina estavam com tudo, menos paciência para isto. Seiya conduzia também em silêncio e eu comecei a ficar aborrecido de morte. Mina notou essa mudança de humor em mim, e acariciou-me a face. Eu sorri, e retribuí o gesto. Depois, ela encostou a face ao meu peito, e eu deixei-a ficar assim, naquela posição, bem encostada a mim.
Cá venho eu publicar o capítulo 19, como prometido... Confesso que este é um dos capítulos que mais detestei escrever e que mais gostei de escrever ao mesmo tempo, por 2 razoes:
- Gostei de o escrever, porque consegui meter o feitio da Haruka a 100% neste cap.
- Não gostei de o escrever, porque meti a Usagi a chorar, outra vez XD
Bem, coisas a parte, aqui vai o capítulo, espero que gostem

EDIT:pq é q eu me esqueci disto?? Este capítulo é todinho prá I_Moreira

Capítulo 19 – O planeamento de uma nova estratégia
Depois de ter ido falar com as Outer Senshis, fomos todos ter ao Templo Hikawa, pois ninguém tinha conseguido falar com a Rei-chan, nem a encontrar em lado algum, e todos pensámos que ela pudesse lá estar, visto que ela morava lá. Chegámos todos com um ar agitado, e começámos a gritar por Rei e a bater à porta, freneticamente.
- Rei, estás em casa? – Mina chamou por ela.
- Rei-chan! – Usagi gritou também pela Rei.
- Hino-san! Estás aí? – Mamoru, que na altura em que foram procurar pela Usagi, e pelo que percebi, estava com ela, veio também, e gritou para a chamar. Mas ninguém respondia. Ao fim de alguns minutos, Haruka aborreceu-se, e acabou a arrombar a porta. Tudo estava vazio. Não havia vivalma na casa de Rei. De repente, fui trespassado por uma pontada de dor. Mais uma semente tinha desaparecido, e não era muito difícil de se adivinhar de quem era…
- BOLAS! Mais uma semente de estrela que se foi! – Exclamei, desesperado.
- Não pode ser! – Disseram Haruka e Seiya, os dois exactamente ao mesmo tempo, e exactamente no mesmo tom.
- A… Não pode ter sido… A Rei-chan… - Disse Usagi, começando a chorar.
- É a única que falta aqui… Lamento… - Disse, cabisbaixo.
- Vá Princesa, não chores mais, recompõe-te! – Disse a Setsuna, com um ar autoritário.
- Nós vamos recuperar todas as sementes de estrela! Tens de acreditar nisso! Mas não podes desanimar! Não podes deixar-te ir abaixo, Usagi! NÃO PODES DEIXAR-TE IR ABAIXO, OUVISTE?! – Disse a Haruka, abanando Usagi violentamente. Eu assumi um ar chocado, mas ninguém, nem Mamoru, nada fizeram. Mas depois compreendi, era a maneira delas de lidar com a situação – Que raio de Princesa é a minha que chora perante uma situação destas, quando já devia estar a tomar uma decisão quanto ao que temos de fazer?! Parece que a lição que eu e a Michiru te demos na outra vez não chegou, parece que vamos ter de te dar outra! Caramba Usagi, deixa-te de ser choramingas! Odeio choraminguices, sabes bem disso!
- Haruka, tem calma com ela… Não sejas assim tão bruta… - Disse Michiru, pondo uma mão no ombro da Haruka, impedindo-a de continuar aquele massacre ao estado de espírito em decadência de Usagi.
- Não… Michiru… A Haruka tem razão… Eu devia ser a que devia controlar-se… Afinal, eu sou a Princesa deste sistema solar, e devia lutar, e não comportar-me como se já não existisse esperança… Desculpem-me…
- Usagi, nós entendemos-te, acredita… - Disse Seiya, aproximando-se dela, e envolvendo-a num abraço – Vai tudo correr bem… Ninguém mais vai perder a sua semente de estrela, eu prometo!
- Não faças promessas que não sabes se vais poder cumprir… - Disse Mamoru, num tom azedo. O ambiente de repente ficou pesado. A faísca entre ele e Mamoru acendeu. Ele não suportava que dissessem coisas daquelas, quando está a tentar acalmar alguém. Odeia mesmo, e para além de mais, Seiya reparou no olhar ciumento de Mamoru. Ui, isto vai dar caldo para sopa…
- Esta é uma promessa que eu vou fazer tenções de cumprir… - Disse, respondendo no mesmo tom. Seiya acabou por olhar para ele com um daqueles do género de ‘se o olhar matasse, já te tinha fulminado com o meu’.
- Meninos por favor! Não vamos discutir! Não é a discutir que esta situação se vai resolver! – Disse a Hotaru, metendo-se entre nós, notando que o ambiente estava a ficar propício para uma cena de pancada – Parem já com isso! PAREM IMEDIATAMENTE!
- Tens razão, Hotaru… Peço desculpa… - Disse Seiya, engolindo em seco, enquanto Haruka olhava para ele com um olhar fulminante. Parecia quase saturada das ousadias do Seiya.
- Eu é que peço desculpa… Tu só estavas a tentar animá-la, e eu fui brusco…
- Oh, deixem lá isso agora! Agora vamos definir estratégias! A guerra ainda não acabou! – Disse eu, dando uma palmada amigável nas costas do Mamoru, e depois nas de Seiya – O que temos de fazer agora não é discutir, disso tenho a certeza…
- Bem, sendo assim, vamos ter de definir um plano para poder acabar com tudo isto. Temos de restabelecer a paz na galáxia… - Disse o Seiya, com um ar autoritário.
- Estou de acordo aí com o Cara de Osga! – Disse Haruka, insultando Seiya pelo meio, embora ele tenha ignorado profundamente. A Haruka, a concordar com o Seiya?! WOW… Admirável… Não estava nada à espera… Parece que o Seiya e a Haruka estão mesmo a levar as tréguas a sério… Ou talvez…
- Eu tenho uma ideia, embora pareça muito implausível… A ideia era expormos as pessoas que menos possibilidades teriam de parecer possuir uma semente de estrela genuína. Depois… Atacaríamos, e assim recuperaríamos as sementes de estrela… - Setsuna estava com um ar sério.
- Mas isso é impossível! Ela sabe de tudo! Ela sabe quem somos! Senão como saberia que a Minako era uma guerreira navegante, ou que o Taiki, a Ami, a Makoto e a Rei eram guerreiras navegantes? Esse plano iria sair totalmente furado… Acho que a única solução plausível é… - Eu estava a começar a hesitar nas palavras - Acho que não temos… - Eu simplesmente não queria ter de dizer aquilo.
- É o quê? Não temos o quê? Diz Yaten! – Disse Mamoru, olhando para mim com um olhar fulminante.
- Não temos outro remédio… Senão lutar até à morte… - Disse Seiya, concluindo a minha ideia. Ele conhecia-me bem, e sabia exactamente o que eu queria dizer.
- NÃO! Não pode ser! Tem de haver outra solução! Eu não quero perder mais nenhuma amiga! NÃO QUERO! – Usagi estava novamente a chorar e isso irritou-me profundamente por momentos. Oh por favor, mas que raio de princesa é que esta miúda me saiu?! Sempre a chorar, sempre a chorar… Por favor Usagi, cresce! Já estou quase a dar razão à Haruka, apesar de a princípio não ter concordado muito…
- USAGI TSUKINO-CHAN! Se elas nos atacarem individualmente, é que é o fim da macacada! Já viste que se não fosse o Yaten, eu não estaria aqui agora?! Se nos… Se nos atacarem individualmente, seremos exterminados que nem formigas! Agora, se lutarmos todos juntos, como da outra vez, nós venceremos! – Mina-chan estava exaltada, e a minha mão estava literalmente a ser esguichada pela mão dela. Eu tentei fazer passar essa mensagem, passando ao de leve o meu polegar pela mão dela, e ela sorriu para mim, afrouxando o aperto. Obrigado… Pensei para mim mesmo.
- Usagi tens de confiar em nós, por favor… - Michiru partilhava das mesmas ideias de Minako.
- Vá lá, Cara de Lua… Vai tudo correr bem… - Haruka aproximou-se de Usagi, e deu-lhe um abraço, para a reconfortar.
- Bem, se temos de lutar, podem contar comigo… - Mamoru olhou para Haruka com um olhar autoritário. Ele era, no afinal de contas, o Príncipe da Terra, e por isso, tinha autoridade sobre as Senshis. Mesmo assim, Haruka contestou.
- Mamoru… - Começou ela.
- Não me parece que isso seja possível… - Michiru continuou.
- Acho melhor que o Príncipe vá para Elysion… Para estar sob a protecção do Helios… Acima de tudo, temos de conservar as sementes de estrela… As mais poderosas… - Setsuna concluiu.
- Tenoh-san, Kaioh-san, Meioh-san… Eu faço tudo para proteger a Usako. E não vou permitir que nada lhe aconteça!
- Mas nós também não queremos que nada vos aconteça… Nem a ti, nem à Usa-chan, Mamoru! – Disse Minako, num tom preocupado – Por isso sou forçada a concordar com a Haruka e as outras meninas… Estarás melhor em Elysion… Na companhia de Helios ficarás bem… Espero eu… - As duas últimas palavras foram quase ditas de maneira a que ninguém ouvisse, embora eu as tivesse ouvido na perfeição.
- Mas…
- Mamo-chan… Eu… Eu não suportaria perder-te novamente… Por favor, fá-lo por nós…
- Usako…
- POR FAVOR MAMO-CHAN! – Usagi tinha um laivo de tristeza profunda patente na voz, o que me perturbou. Esta separação iria ser difícil para ela… E à minha volta, eu não suportava ver tristezas…
- Tudo bem… Eu vou para Elysion… Mas só para garantir que não haverá mais perdas. Mas por favor, peço-vos, protejam a Usako…
- Não te preocupes… Nós iremos protege-la, nem que para isso tenhamos de perder as nossas vidas – Disseram Seiya e Haruka ao mesmo tempo, embora Haruka tenha mandado um olhar de desaprovação a Seiya, demonstrando que aquela era a Princesa dela, e que era a missão dela protegê-la. As outras acenaram com a cabeça, como que concordando com a opinião manifestada por eles, e eu limitei-me a sorrir, embora a minha vontade fosse de rir, por causa das caras de Seiya e Haruka, que lançavam ainda olhares fulminantes um ao outro, apesar das tréguas.
- Muito bem… Sendo assim… Eu vou partir… Boa sorte para salvarem as sementes de estrela… Usako… Não te esqueças que te amo imenso…
- Eu também… Eu também te amo imenso… - Usagi deu-lhe um beijo de despedida, por entre lágrimas.
- E Mamoru… - Haruka meteu-lhe uma mão no ombro.
- Sim, Tenoh-san? – Ele estava mesmo pronto a teleportar-se, mas deteve-se.
- Tem cuidado, por favor… - Setsuna olhou para ele nos olhos.
- Terei… Adeus… – Ele desapareceu num clarão. Eu fiquei a olhar por momentos para Usagi, que estava com um ar totalmente desfeito. Fiquei momentaneamente com pena dela, mas nada podia fazer. Eu não posso ajudá-la. Apenas posso olhar para ela, e assistir à decadência do seu estado de espírito.
- Bem, nós vamos tentar encontrar uma solução para este problema. Nós vamos andando… - Ela depois dirigiu-se a Seiya, sussurrando-lhe algumas palavras ao ouvido, ao que ele assentiu com a cabeça, e depois afastou-se dele, e despediu-se de nós - Adeus! – Haruka, Setsuna, Hotaru e Michiru foram-se embora. Eu fiquei perplexo. Quer dizer, com perigo de morte eminente, e em vez de ficarmos todos unidos… Enfim, eu não posso dizer nada, elas já são crescidinhas, que tomem umas conta das outras, eu não tenho nada a ver com isso…
- Usagi, Minako… Acho melhor que vocês passem a viver connosco em nossa casa. Não vos podemos deixar sozinhas… - Disse Seiya, com um olhar determinado. O que quer que Haruka lhe tivesse dito, não parecia tê-lo afectado. Enquanto isso, nós descemos a escadaria do templo, em direcção ao nosso carro.
- Acho que é uma excelente ideia. Obrigada, Seiya – Minako sorriu abertamente, e eu olhei para Seiya com um olhar brilhante. Aquela ideia era simplesmente genial, e visto que as Outer não disseram nada quanto ao que fazer com a Princesa delas, ele simplesmente tomou uma atitude. Ou será que… Bem, não interessa…
- Oh… Obrigada Seiya… - Usagi deu-lhe um abraço – Tu és um óptimo amigo…
- Não tens de quê… - Seiya estava meio atrapalhado, e ele corou completamente. A vontade de me rir dele era tentadora, mas mesmo assim, não o fiz. Não estava com espírito para me rir da situação.
- Bem… Nós vamos embora, antes que a Sailor Lethe se aproveite e nos ataque… - Disse eu, retirando a chave do carro do bolso do casaco de Seiya, e destranquei o carro. Seiya foi o primeiro a entrar, e acabou por ‘roubar-me’ a chave do carro. Eu e Mina entrámos para o banco de trás, e Usagi sentou-se no lugar da frente, ao lado de Seiya. Usagi estava mesmo em baixo, e Seiya passou a viagem toda a tentar animá-la, mas sem efeito. Usagi estava completamente desfeita. Eu senti que Minako estava também em baixo. Eu abracei-a, tentando confortá-la.
- Obrigada… - Sussurrou Mina ao meu ouvido.
- Não tens de quê… - Disse, deixando-me ficar assim, com ela, apesar de estarmos quase a chegar a casa.
O silêncio reinava no carro, e eu não fiz esforço algum para o mudar. Sabia que a Usagi e a Mina estavam com tudo, menos paciência para isto. Seiya conduzia também em silêncio e eu comecei a ficar aborrecido de morte. Mina notou essa mudança de humor em mim, e acariciou-me a face. Eu sorri, e retribuí o gesto. Depois, ela encostou a face ao meu peito, e eu deixei-a ficar assim, naquela posição, bem encostada a mim.

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Tinoco escreveu: Depois, ela encostou a face ao meu peito, e eu deixei-a ficar assim, naquela posição, bem encostada a mim.
Adorei esta frase*.*
Que bonito

Tenho pena da Usagi...ficou sem o Mamoru...ele devia estar a proteja-la tadinha...
Espero que tudo acabe bem...
E o Seyia e a Haruka, meu Deus.
Nãqo se dão mesmo.
Mas os opostos atraem-se.
Ainda vão ficar juntos

Gostei bastante do capitulo

A história começa a desenvolver.se

Muito obrigada pelo capitulo*.* ADOREI


Obrigada Atalantav =)
Inscrevam-se: http://sakuraportugal.forumeiros.com/forum.htm"
Eis aqui um forum para aprender e ensinar: http://regressoaulas.forumeiros.com/portal.htm
I_Moreira escreveu:Tinoco escreveu: Depois, ela encostou a face ao meu peito, e eu deixei-a ficar assim, naquela posição, bem encostada a mim.
Adorei esta frase*.*
Que bonito
Tenho pena da Usagi...ficou sem o Mamoru...ele devia estar a proteja-la tadinha...
Espero que tudo acabe bem...
E o Seyia e a Haruka, meu Deus.Nãqo se dão mesmo.
Mas os opostos atraem-se.
Ainda vão ficar juntos
Gostei bastante do capitulo
A história começa a desenvolver.se
Muito obrigada pelo capitulo*.* ADOREI
I_Moreira, minha leitora querida
Não tens de quê 
A frase q citaste, sem duvida q é também uma das minhas favoritas, eu amei escrever essa frase

Uhm...
A Usagi, ainda vai sofrer um bocadinho
Hehe
Como eu gosto de fazer as pessoas sofrer
O Seiya..MAS TU QUERES... Vá, eu também quero o Seiya com a Haruka, mas talvez o faça noutra fic...
Agora, vou mas é correr com a Haruka pra... uii, já ia estragar o segredo
Ainda bem que gostaste

Eu publicarei mais amanhã ou segunda, dependendo da minha vontade, até pq já só tenho 6(correcção) 7 caps escritos no Word, tenho de os fazer render

Bem por hoje, é tudo
´Beijinhooos*

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
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