Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

O Aborto

#181
eu sou a favor do aborto em qualquer caso..... sou da opiniao k cada mulher deve ter a liberdade de escolher se ker ou nao ter o filho...
#182
Só de acordo com o que já é permitido (casos de violação, risco de morte para a mãe ou deficiências graves do feto) e adicionando as faltas de condições para ter um filho.

verdade que a mulher tem a liberdade para escolher o k ker, mas penso que li algures que o aborto acaba por se tornar uma "metodo contraceptivo" de certa forma. as mulheres cometem o erro, engravidam.. no problem.. aborta-se!!....

claro que isso só acontece, na sua maioria, com os adolescentes... mas caramba, há formas de impedir uma gravidez!!!
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#183
Em casos de violação, risco de morte para a mãe ou deficiências graves do feto eu sou a Favor do Aborto... pois não tiveram nenhuma culpa do que aconteceu ... mas fora desses casos as mulheres são culpadas, se não queriam ter filhos tivessem mais cuidado, tomassem a pílula, usassem preservativo, sei lá! Pois o que não falta ai é mulheres se foram descuidadas e por vergonha procuram o aborto.

Mas ao fazer aborto estão a matar uma criança inocente que nem teve o direito de ver a luz do dia.

As coisas são muito diferentes quando se fala em violação, pois tb lhes foi roubado um direito, mas os outros casos de quem é a culpa?!

Por isso só sou a favor se for em casos de violação, riscos de morte para a mãe ou deficiências graves do feto.



O Meu Blog: Lunar Days. É novo por isso não tem muita coisa! xD
#184
Eu votei em "Só de acordo com o que já é permitido (casos de violação, risco de morte para a mãe ou deficiências graves do feto)". Acho que se a rapariga é violada não tem culpa de ter ficado grávida, e se tivesse o bebé, provavélmente, nem iria ter algum afecto por ele. Se houvesse risco de morte para a mãe, o bebé provavélmente, quando, crescesse iria sentir a falta do amor materno, pois acho que todos os bebés precisam de uma mãe. Se houvesse deficiências graves no feto, talvez, o bebé acabasse por morrer, com ou sem aborto.
Por isso escolhi esta opção.

Agora aquelas pessoas que têm relacções, e não usam contraceptivos, porque não querem, ou porque se esquecem, isso já é um caso muito, mas mesmo muito diferente. Nesses casos sou totalmente contra o aborto, pois acho que se o casal fez a "asneira", tem de lidar com as consequências.

Esta é a minha opinião.
Smile


Fanart: (C) Lelanna


Fanfic nº 1: "Para Sempre"
 
~ Merii Kurisumasu, minna-san!
#185
HarukaTenoPt escreveu:

Agora aquelas pessoas que têm relacções, e não usam contraceptivos, porque não querem, ou porque se esquecem, isso já é um caso muito, mas mesmo muito diferente. Nesses casos sou totalmente contra o aborto, pois acho que se o casal fez a "asneira", tem de lidar com as consequências.

Esta é a minha opinião.
Smile

também tens de ter em conta que o preservativo pode rebentar a meio do acto.

Brigada Lolli, amei mesmo ;D


Spoiler:
 


#186
Epa andaram a ressuscitar tópicos e eu só agora vi que não tinha respondido a muitas votações, e neste tema nem sei propriamente o que diga, concordava com a antiga lei "(casos de violação, risco de morte para a mãe ou deficiências graves do feto)". Acho que devia continuar com a lei antiga, mas pronto.
Se formos a ver, os nossos avós e bisavós (por aí fora) foram pais muitos novos, às vezes com 24 anos já tinham uns 4 filhos ou mais e conseguiram cuidar de todos e dar educação (não digo educação no sentido de frequentar a escola porque muita gente era obrigada a deixar a escola mais tarde para ir trabalhar e ajudar os pais em casa, mas os hábitos, maneiras e bons costumes).
Actualmente é óbvio que o Mundo em si está diferente, é tudo muito competitivo e há empresas que até perguntam se a mulher está grávida ou não na entrevista, é óbvio que uma gravidez precoce irá "atrasar" parte da vida profissional mesmo em casos de jovens - a meu ver - que acabam por perder anos da escola e que vão atrasar todo o seu percurso mais tarde.
Na minha opinião, hoje em dia, há mil e uma maneiras de se prevenir a gravidez, pelo que se as pessoas forem responsáveis e informadas conseguem evitar este tipo de dilema/problema.

E que o que me choca mais, no meio de isto tudo, e acho que já tinha comentado aqui ou no chat, é que hoje em dia com a Internet e tudo, só é ignorante quem quer, se têm vergonha de falar com os pais ou outras pessoas, epa pesquisem! Não vos mata a sério, se usam Facebooks e hi5, etc, etc, também tem capacidade para chegar ao Google e pesquisar, caso tenham dúvidas. Podem chamar-me retrógrada por preferir como estava a lei antiga, mas realmente faz-me impressão como hoje em dia até há educação sexual nas escolas e as pessoas continuarem a agir como se estivéssemos no século passado e que a gravidez e coisas do género só acontecem aos outros. [Desculpem se ofendi alguém, mas é a minha opinião.]
#187
Lena_Dias escreveu:

também tens de ter em conta que o preservativo pode rebentar a meio do acto.

Sim, eu sei, mas também há a pílula, não estava só a falar do preservativo.


Fanart: (C) Lelanna


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#188
kiss1661 escreveu:Em casos de violação, risco de morte para a mãe ou deficiências graves do feto eu sou a Favor do Aborto... pois não tiveram nenhuma culpa do que aconteceu ... mas fora desses casos as mulheres são culpadas, se não queriam ter filhos tivessem mais cuidado, tomassem a pílula, usassem preservativo, sei lá! Pois o que não falta ai é mulheres se foram descuidadas e por vergonha procuram o aborto.

Mas ao fazer aborto estão a matar uma criança inocente que nem teve o direito de ver a luz do dia.
Então, mas em caso de violação também estás a "matar uma criança inocente que nem teve o direito de ver a luz do dia". Não me entendas mal, não estou a dizer que sou contra o aborto voluntário, mas acho piada teres posto as coisas nesses termos. Não achas que essa criança não tem culpa da maneira como foi concebida? Ou no caso de deficiências graves do feto, também vamos parar no mesmo. Há pessoas que preferem ter essa criança 5 minutos do que abortar.

Isto é uma questão muito pessoal. Mexe com valores da própria pessoa e acaba por afectar os direitos de uma criança que nem nasceu e poderá não nascer. Vais ver pela internet relatos de mulheres arrependidas, relatos de mulheres que pensam que tomaram a decisão certa, relatos de pessoas que foram o produto final de um aborto que correu mal. Sim, abortos que correram mal e a criança vive, cresce e luta para que outras pessoas não sejam abortadas porque se essa pessoa tivesse morrido mesmo antes de nascer (ahah!), não teria tido (obviamente) as oportunidades que teve.

Se eu vou julgar "mulheres descuidadas"? Nem por isso. Se calhar elas deveriam ter algum acompanhamento psicológico durante o processo e algum ensino do sentido de "se tens responsabilidade para o acto, tens responsabilidade para as consequências e decisões (abortar voluntariamente, não abortar, educação, dinheiro...) que vêm depois"? Provavelmente. Mas que acho que mesmo essas pessoas têm direito a poder abortar? Sim. Se há alternativas? Há. Mas a decisão final é da pessoa... E acompanhamento médico é bem melhor do que, francamente, e desculpa se não gostares da expressão, usar um cabide. Literalmente.


SofiaFlower escreveu:só é ignorante quem quer, se têm vergonha de falar com os pais ou outras pessoas, epa pesquisem!
Sofia, deste-me um arrepio. Quem quer? A sério?
Os meios de comunicação e informação podem estar muito mais acessíveis, mas ainda há muita gente que não tem acesso e muita gente com ideias enraizadas. Este assunto é um pseudo-taboo.

Ainda há pessoas que, depois de os usar, lava e pendura os preservativos a secar, para usar outra vez. Em Portugal. Não estou a falar de países de terceiro mundo. E isto foi dito de fonte segura por uma profissional de saúde, muito recentemente. E sabes o que disse a outra profissional de saúde, da zona, que a acompanhava? "É cultural." CULTURAL. Pessoas que estão há tanto tempo a fazer coisas que para ti são tão descabidas que já é considerado cultural! Pessoas que não sabem que há alternativa. Não sabem o que fazer. Pior, não sabem que estão a fazer mal. Simplesmente foram ensinadas assim e, muito provavelmente, se as ensinares de outra maneira, se calhar estranham e nem entranham e continuam a passar a ideia errada. Pessoas que têm filhos e que vão aprender assim e vão passar a ensinar assim.

Essa que quem não sabe é porque não quer saber não pega.


HarukaTenoPt escreveu:
Lena_Dias escreveu:

também tens de ter em conta que o preservativo pode rebentar a meio do acto.

Sim, eu sei, mas também há a pílula, não estava só a falar do preservativo.
Amigas, há um monte de coisas que pode correr mal mesmo com os métodos contraceptivos. Sabem a única coisa que resulta a quase 100%? Não fazer sexo. E, mesmo assim, há relatos de que à cerca de 2000 anos o Espirito Santo terá tramado uma Virgem.



---

Anyway, eu já respondi a este tópico há imenso tempo, mas vou opinar outra vez. Eu estou na minha: Só faz este tipo de procedimentos quem quer.
E não é porque há um casal que quer ter filhos e não consegue que o outro casal, que pode ter filhos mas não os quer, não pode abortar.
Não é por o aborto ser legal que agora vamos todos fazer um aborto só porque sim.
Aumentou a taxa de aborto voluntário? Eh pah, não sei se aumentou mesmo. Se calhar aumentou foram os números oficiais. Cá para mim, o aborto voluntário vai existir quer seja legal quer não.
Claro que se deve é informar antes, durante e depois do procedimento sobre os mais variados assuntos relacionados com a saúde. Passar a informação sobre o que acontecerá, o que pode acontecer, o que implica... Mas, acima de tudo, apostar na prevenção. Mas isso deve ser feito em todas as coisas relacionadas com a saúde.
#189
Eu peço desculpa para os restantes membros, mas só li um ou dois comentários acerca deste assunto..por preguiça e também por falta de tempo Razz
Quanto ao assunto.
Sou totalmente NÃO contra o aborto. Já era, mas depois de ler este texto ainda fiquei mais Não !!! E isto porquê?
Tudo bem que as mulheres é que decidem se querem ou não ter filhos, mas se não os querem ter..têm bom remédio ou se protegem, ou fazem abstenção, ou não têm relações, ponto !
Quanto ao facto de violação e essas coisas..ok tudo bem..compreende-se vamos abortar...
Mas se isso acontece..pelo menos na violação têm outro remédio..pilula do dia seguinte.
Se o bébé tem problemas...opah eu ai discordo. Normalmente só se sabem essas coisas algum tempo depois do bébé ser grandinho...será possível uma mãe, só porque o filho tá mal, mata-lo? ?
Acho isso horrível.
Eu não conseguia por caso de consciência :X
No futuro iria pensar.."quem sabe o meu filho agora não estaria vivo" ao menos depois de o ter..se o amar mesmo tinha consciência limpa de que fiz tudo por ele.
Isso claro..depende de opinião para opinião.
Mas fazer um aborto é a mesma coisa que matar uma pessoa..até porque..conheço uma rapariga que já fiz 5 abortos porque fazia sem preservativo-.-' Onde já se viu?? Por amor de deus !!!

Não sei bem como vos explicar a minha opinião..não sou muito boa em textos e este assunto é muito complexo...
Mas em geral esta é a minha opinião e espero que entendam mais ou menos o que eu quero dizer.


Obrigada Atalantav =)

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Eis aqui um forum para aprender e ensinar: http://regressoaulas.forumeiros.com/portal.htm
#190
Não percebo estes ressuscitamentos de TANTOS tópicos, really. E logo alguns que podem gerar confusão...
Eu tenho uma opinião demasiado extensa sobre o assunto, é complexo e obviamente sou daquelas que se ri quando soube que uma mulher só abortou porque "não dava jeito nascer em Agosto" mas só deixo a minha conclusão: é preferível tirar a vida a um embrião ou feto a trazê-lo à vida e tratá-lo mal, mandá-lo para a adopção levantando tanta questão na criança, negligênciá-la a ponto da criança ser levada a uma instituição, sofrer interiormente dia após dia - que pode até levar ao suicidio ou qualquer comportamento de risco?

Moreira, em 2010 mensagens esta foi a maior que li tua... mas esse "não contra o aborto" incita que sejas contra os que são contra o aborto quando não me parece, és sim "contra o aborto". E ou fazem abstenção ou não tem relações vai dar ao mesmo Embaracoso'

E, pela minha área, só respondo quanto a isto:

I_Moreira escreveu:Se o bébé tem problemas...opah eu ai discordo. Normalmente só se sabem essas coisas algum tempo depois do bébé ser grandinho...será possível uma mãe, só porque o filho tá mal, mata-lo? ?
Acho isso horrível.
Tu e muitas pessoas acham horrível, sim. Eu não porque oiço e leio histórias diariamente. "Tá mal" como? Se te referes a "bebé tem problemas" tipo deficiência... Ainda que eu ache que deviam ter, onde é que qualquer mulher capacidades para cuidar de uma criança deficiente? Não quer dizer que haja muitas que abortem ainda que tivessem todo o jeito do mundo para lidar... mas a realidade é que há muitas que nascem e são mal tratadas, pegando no que disse acima. E vá, nem todos no mundo são como a Bibá Pitta... É tudo muito bonito mas aquela criança vai ser diferente e tratada como tal. Nada a ver, porque não é detectável, mas eu cuidei de uma menina multideficiente que o pai se embebedava para não pensar nisso e quem sofre no meio disto tudo é a miúda! É óbvio que há pais que não sabem lidar com a situação! Áqueles que sabem, é maravilhoso que apoiem a criança em tudo... mas, por variados aspectos, são cada vez mais raros!

É desumano ser a favor do aborto? Não é ainda mais desumano trazer uma criança ao mundo que pode vir a sofrer?

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#191
É verdade Dumpling.
Tu tens razão em tudo que dizes, mas também à casos em que acontece o contrário e as crianças são muito bem tratadas pelos pais. Aliás conheço vários casos.
Mas é como eu digo.
Cada qual tem a sua opinião e deve ser sincero. Se acho isto não vou mudar.
Tenho esta opinião à muito tempo.


Obrigada Atalantav =)

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#192
É a tal coisa... nem sempre acontece que sejam bem tratados. Quem quer lê e sabe que não é assim. Não é tudo um mundo cor de rosa em que blá blá blá inclusão é tudo muito bonito porém não real.
Mas calma lá, eu não dei a minha opinião para mudares a tua Embaracoso' troca de opiniões é mesmo assim. Se bem que estou a enviesar a questão, creio que trataria a criança da melhor maneira, iria amá-la de qualquer forma mas primeiro não sei o dia de amanhã, segundo nem todos mantém este pensamento.

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#193
Eu não sou a favor do aborto, mas sou a favor da sua legalização...
Pode ser um bocado estranho, mas eu penso assim... Eu seria totalmente incapaz de de fazer um aborto. Conheço uma rapariga que pensou estar gravida, e que disse que caso a gravidez se confirmasse, que iria abortar... Eu simplesmente tentei fazer com que ela pensasse se era mesmo isso que queria, se um dia não se iria arrepender dessa decisão, mas nunca poderia tomar essa decisão por ela. Felizmente acabou por ser "falso alarme" e a gravidez não se confirmou, o que de certa forma foi bom para mim também, pois eu andava a ficar maluca, pois de certa forma estava com um peso na consciência por não a impedir de cometer uma loucura.
Mas mesmo se o aborto não fosse legalizado, muitas mulheres continuariam a fazê-lo ilegalmente, provavelmente depois ficariam com problemas, ou nunca mais poderiam voltar a ter filhos... Pelo menos com a legalização, já que o iam fazer, que o façam num lugar com pessoas que possam tratar delas como deve ser, que o façam em segurança...
#194
Sailor_Di escreveu:
SofiaFlower escreveu:só é ignorante quem quer, se têm vergonha de falar com os pais ou outras pessoas, epa pesquisem!
Sofia, deste-me um arrepio. Quem quer? A sério?
Os meios de comunicação e informação podem estar muito mais acessíveis, mas ainda há muita gente que não tem acesso e muita gente com ideias enraizadas. Este assunto é um pseudo-taboo.

Ainda há pessoas que, depois de os usar, lava e pendura os preservativos a secar, para usar outra vez. Em Portugal. Não estou a falar de países de terceiro mundo. E isto foi dito de fonte segura por uma profissional de saúde, muito recentemente. E sabes o que disse a outra profissional de saúde, da zona, que a acompanhava? "É cultural." CULTURAL. Pessoas que estão há tanto tempo a fazer coisas que para ti são tão descabidas que já é considerado cultural! Pessoas que não sabem que há alternativa. Não sabem o que fazer. Pior, não sabem que estão a fazer mal. Simplesmente foram ensinadas assim e, muito provavelmente, se as ensinares de outra maneira, se calhar estranham e nem entranham e continuam a passar a ideia errada. Pessoas que têm filhos e que vão aprender assim e vão passar a ensinar assim.

Essa que quem não sabe é porque não quer saber não pega.
Lá está, são opiniões Di (sabes que na maioria das vezes concordo contigo mas nisto tenho cá esta ideia).
Não discordo inteiramente do que disseste, mas sim, penso que só é ignorante quem quer. Acredito que nem todos possam ter o mesmo acesso à informação que outras pessoas têm, e que há coisas que continuam a ser taboo, no entanto acho que quando nos centros de saúde fornecem pílulas e preservativos grátis e tudo mais havia muita coisa que podia ser evitada. Acredito que seja difícil falar-se destes assuntos especialmente com pessoas mais velhas, e que se elas fazem de uma maneira vão ensinar aos filhos da mesma maneira, nisso concordo contigo Di, é como tudo na vida, se em pequena te dizem uma coisa e tu começas a fazer isso da mesma maneira que te ensinaram e mesmo que te ensinem de outra maneira tu aches a nova maneira estranha e continuas a fazer da antiga maneira, mais tarde vais ensinar aos teus filhos da mesma maneira que te ensinaram (pode ser qualquer coisa, só estou a dar um exemplo), só que queres que te diga?
Se uma pessoa não tem hipóteses de se informar ou foi habituada a fazer as coisas da maneira como descreveste Di, aceito, pronto foi educada assim, não teve mais hipóteses, aceito, nem censuro nesse caso.
Agora já ouvi muito boa gente, que até tem poses, que podia pesquisar e tal, e vem com cada pergunta que mete dó, e que anda no secundário, que não sei se ainda é assim, mas creio que foi a partir do ano passado que começou a ser obrigatório 48 horas de educação sexual nas escolas, na minha turma como falávamos sem problemas sobre o assunto e acabávamos por nos esclarecer uns outros, vimos dois filmes e depois demos a nossa opinião, para não ser sempre aulas tipo "palestra", claro que quem faltava à aula ficava a ver navios, mas a sério Di, choca-me haver pessoas que têm tantos recursos à frente e não os aproveitam e daí a minha ideia fundamental, novamente: se uma pessoa não tiver recursos ok, se uma pessoa tem recursos e não os aproveita, é ser ignorante ou não é?

Dumpling <3
também não percebo o porquê destes "ressuscitamentos", mas enfim.
#195
E aí acabamos por entrar também numa outra questão: Quem é que é ignorante, essas criaturas que têm acesso e não o usam e, consequentemente, acabam por tomar tais caminhos ou as criaturas do ambiente em que essas inserem, que as deixam fazer isso e não lhes ensinam outra maneira? (como pais/família, amigos, professores...) É que recuso-me a acreditar que seja só mania, à falta de melhor palavra. Que seja só não querer saber.

Mas compreendo o teu ponto de vista, espero que não te esteja a irritar em ponto nenhum. Só quero que também vejas as coisas desta perspectiva (;
#196
Sailor_Di escreveu:E aí acabamos por entrar também numa outra questão: Quem é que é ignorante, essas criaturas que têm acesso e não o usam e, consequentemente, acabam por tomar tais caminhos ou as criaturas do ambiente em que essas inserem, que as deixam fazer isso e não lhes ensinam outra maneira? (como pais/família, amigos, professores...) É que recuso-me a acreditar que seja só mania, à falta de melhor palavra. Que seja só não querer saber.

Mas compreendo o teu ponto de vista, espero que não te esteja a irritar em ponto nenhum. Só quero que também vejas as coisas desta perspectiva (;
Não estás Di <3 atenção, gosto sempre de saber a tua opinião e és das pessoas que mais aprecio no fórum, também gosto muito das opiniões da Dumpling <3, e acho que estes assuntos deviam ser falados, acabas por me fazer ver outras coisas também e agradeço-te isso.

Também tinha pensado nessa questões, e levou-me a outra palavra desinteresse mas não sei o que é mais grave, se ignorância se desinteresse pelo assunto, no final de contas ao longo da vida, mais tarde ou mais cedo, vai eventualmente acontecer, porquê não se informarem? Era uma forma de evitarem esta medida drástica que é o aborto, como temos vindo a falar.

Gostava de continuar a saber da tua opinião Di sobre isto, das duas questões que levantaste, a primeira encaixa-se nos meus antigos comentários, penso que no primeiro generalizei demasiado o e devia ter explicado mais. Acho grave uma pessoa ter acesso à
informação, não a utilizar e mais tarde ir parar a tais caminhos, pelo
simples facto de que é uma coisa tão simples quanto se informar e acaba
por ir fazer uma coisa (neste caso aborto) que poderia totalmente ser
evitada se a pessoa se informar-se e fizesse as coisas como deve ser.

Mas se a família, pais e professores só aprenderam as coisas daquela forma, voltamos ao teu comentário anterior Di, é difícil e passo a citar-te "entranhar" a nova maneira, assim como depois explicá-la, este assunto tem pano para mangas. Mas é interessante, ser debatido. Os país, família e professores, podiam ter na ideia de que as coisas mudam e tentar informar-se também, no entanto, é aquilo que se aprende de uma maneira e dificilmente se muda, penso eu.

Não queria estar a falar de outros mas tive uma colega no 11º que era invisual, e que tinha namorado. Uma vez estava um grupo a comentar e a dizer que tinha vergonha de ir à médica e pedir a pílula e não sei quê, eu não tenho problemas de dizer que tomo (só para controlar o acne e a oleosidade), mas como eu disse que tomava despertei a atenção da colega invisual, ela virou-se para mim (antes de eu terminar a frase) e perguntou-me: "tão, mas tu não tens namorado, porque tomas?" e eu expliquei, ela por exemplo não sabia que havia diversos tipos de pílulas e para diversas coisas, umas de baixa dosagem, outras de alta dosagem, e eu contei-lhe que tomava uma de baixa dosagem mais para me ajudar com o acne. Mas ela não se manifestou muito na conversa. Eu sei que ela é de uma família muito problemática. Mais tarde eu vi que ela andava muito triste e fui-lhe perguntar o que se passava, ela disse que o período dela estava atrasado, como amiga alertei-a para o facto de ela estar muito magra e muitas vezes, em pessoas magras o período pode demorar a aparecer, mas depois perguntei, se depois daquela conversa e tudo que tivemos se ela não tomava a pílula e ela não me respondeu. Perguntei-lhe se ela e o namorado tinham tido cuidado, e ela não me respondeu. Perguntei-lhe se haveria alguma coisa que eu poderia fazer por ela, e ela disse que tinha marcado uma consulta com a avó no centro de saúde e que ia aguardar. Depois fiquei sem saber o que tinha acontecido, meteram-se as férias, ela não morava aqui e faltou aos exames nacionais da 1ª fase (eu só fui aos da 1ª fase, ela possivelmente deve ter ido aos da 2ª depois). No ano seguinte eu mudei de turma e ela parecia totalmente diferente, não voltou a falar do assunto e eu resolvi não ir falar novamente. No caso dela, não sei sinceramente o que se passou, ela é uma pessoa muito inteligente, não acredito que fosse por desconhecimento até porque se ela queria falar tinha amigas na turma com quem falar.
Vivia com a avó. Mas a avó sabia perfeitamente que ela ia para o casa do namorado, não era melhor ter logo tido uma conversa com a neta e investido na prevenção?
Se calhar a avó que era tipo uma mãe para ela, teria tido mais influência do que eu ou qualquer outra amiga. Mas também o namorado podia-se ter encarregado de a alertar para estas coisas, ainda por cima ele sabia que a namorada era invisual.
Basicamente isto é daquelas coisas, que ela apanhou um susto e eu penso que poderia ter sido evitado.

PS - Peço desculpa mas houve ali uma parte que tive de copiar para o Word e colar aqui, aparecia um rectângulo enorme que não me deixava escrever Mal disposto'
#197
Também não sei até que ponto pode ser desinteresse... Afinal, têm interesse suficiente para o acto, ahah!

Indo ao que eu falei, eu não ilibo a pessoa de culpa, mas acredito que o ambiente em que esta se insere é que devia ser controlado, diferente. Uma pessoa só é tão boa como o ambiente que a rodeia, só é tão boa como os estímulos que têm a permitem ser. Se é possível ser uma pessoa brilhante mesmo tendo poucos meios mas esforçando-se para os aproveitar ao máximo? Sim. Se é possível ser-se burro que nem um tamanco apesar de ter todos os meios possíveis e imaginários para se informar? Também.

Penso que o que vai influenciar mais é a maneira como a pessoa foi criada, que assuntos e como é que são tratados enquanto cresce, a vergonha (como nesse caso que falaste, eu já lá vou), o que vê, o que ouve, a violência que sofre ou não, traumas e mesmo a religião (uuh, adoro este). Porque também não nos podemos esquecer que há religiões espectaculares por aí, e nem precisamos de ir muito longe para vermos coisas que fazem tanto sentido. Como disse Ricardo Araújo Pereira, «Quando, há dias, se soube que o Papa tinha usado o seu iPad para publicar um tweet, percebemos duas coisas. Primeiro, que é possível publicar tweets no Tweeter com um iPad, enquanto se ressalva: "Sim, mas isso do preservativo são modernices."» Ou seja, a mesma pessoa que usa uma tecnologia que é para a frentex na nossa época, acha que o preservativo é, praticamente, obra do Demo.
Podes responder-me que, provavelmente, quem segue tal doutrina, não fará aborto e terá um estilo de vida diferente. Eh pah, não digo que não. Mas que também há hipócritas no mundo, há. E que muitas vezes a própria religião contradiz-se, sim.

Mas já estou a fugir ao que nós queremos.
Indo a esse caso, a vergonha é uma coisa danada. É possível teres vergonha de falar sobre sexo e não teres vergonha de o fazer (não que devesses ter vergonha, mas tu percebes). Eh pah, que queres que te diga, a moça foi formatada. Dizes-me que é invisual, mas não acho que esteja aí o problema. Há criaturas que mesmo não sendo invisuais vão meter-se na mesma coisa por vergonha, medo.

Agir assim não vai muito com a minha maneira de ser, mas também não vou julgar tal pessoa, porque ela tem falta é de uma base para se apoiar. Dizes que ela vivia com a avó (que seria a figura de autoridade dela), se calhar não é uma pessoa com quem ela tem à vontade para falar disso. Eu digo-te, eu não tenho à vontade para falar com a minha avó sobre o assunto, mas também o meu caso será diferente, visto que eu vivo com os meus pais e só vejo a minha avó algumas vezes por ano, que, se calhar, contam-se pelos dedos das mãos.

Por exemplo: uma colega minha (estamos a falar de alguém da nossa idade, portanto), que está em enfermagem e considero-a uma pessoa muito interessada em saber, culta q.b. e inteligente. Sim, ela sabe sobre métodos contraceptivos. Mas desde que está com o namorado já apanhou dois sustos. Dois. Um é mau, dois nem sei. Ela ía-me dando um ataque cardíaco, e eu nem estava envolvida. Agora eu pergunto, o que raio se passou aqui? Entusiasmou-se? Usou mal a pílula? Acidente? Nem sei bem, ela nem partilhava muito comigo sobre o assunto (falava mais com outra amiga minha, não o levo a mal, tem direito a recorrer a quem quiser). Mas penso que terá sido mal uso da pílula. Porquê? Não só ela estava a tomar há pouco tempo, como quem a comprou foi o namorado. Ela nem foi a uma consulta, nem foi à farmácia informar-se sobre o que seria melhor para ela. O namorado (que tenho-o como bom moço) comprou, pronto. Quer dizer, nem é muito grave, demonstra interesse em proteger-se mas... a sério? Achei uma certa piada a moça, que ainda tenho, mesmo assim, como pessoa inteligente, meter-se numa coisa dessas. Duas vezes. (Penso que trocou de pílula a meio)

Agora perguntas-me, então e qual é a razão que eu dou para falha no ambiente dela? Os pais. Nesse aspecto, eles nunca falaram com ela sobre o assunto, o que ela sabe aprendeu por outras vias (e muito bem, tem de se desenrascar, não é ser só auto-didacta para aprender outras coisas). E depois, claro, ela tem uma inibição natural para discutir o que se passa com ela, fecha-se muito em si. Irmã mais velha, habituada a ser o exemplo e não a ter exemplos, enfim. Dá para notar que são ingredientes muito bons para alguma coisa correr mal, né?

Não sei se estou a fazer muito sentido, estou aqui a escrever isto de rajada e não sei se alguma ideia se perdeu pelo caminho, mas espero que estejas a acompanhar.

Mas isto que estamos a falar, refere-se a um tipo de casos. Tens as moças que se vendem (opcionalmente ou não) que também pode correr mal. Tens as moças com amantes que engravidam quando o homme não está. Até nem precisa de ser com o amante, pode ser com o próprio homme dela. Tens um monte de casos, que podem ou não culminar num aborto voluntário. Agora, se todos eles podiam ser evitados? Provavelmente, eu não digo que não, atenção, e reforço a ideia da prevenção. Oh pah, mas se as vou condenar ao corrimão das escadas e não a cuidados de saúde como deve ser? Não. Há pessoas que fazem muita coisa parva na vida que culmina numa patologia que também têm direito a cuidados de saúde, porque é que estas pessoas não hão-de ter? Porque envolve uma vida acabada de fazer? Usar o preservativo também não é contra a vida? Masturbação também? Tudo o que envolve não aproveitar os gâmetas para criar vida não será anti-vida? (Estás a perceber que estou a tentar chegar a um extremo que considero estranho, mesmo que haja quem acredite nisto, certo? xD São opiniões, pronto. Temos de nos reger pelos nossos próprios valores.)

E claro, temos o velho caso das violações, clássico, mas nem por isso fácil de responder. Porque da mesma maneira que vês pessoas a quererem guardar a cria, também vez pessoas que não a querem por nada deste mundo (se bem que lutar pela custódia com o violador deve ser algo igualmente espectacular).

Isto são tudo questões pessoais. Quem se mete nelas é que tem de tomar as decisões.

Não vou dizer não à interrupção voluntária. Não que eu faça intenção de fazer uma nos próximos dias, mas não vou proibir os outros de a fazerem. Cada um sabe de si, por muito ignorantes que sejam.
#198
Sailor_Di escreveu:Também não sei até que ponto pode ser desinteresse... Afinal, têm interesse suficiente para o acto, ahah!

Isto é muito sério, mas não resisti a rir-me com essa frase Di, é verdade que no final de contas só se metem nestas coisas porque "têm interesse suficiente" para andar naquelas andanças.

Sailor_Di escreveu:Indo ao que eu falei, eu não ilibo a pessoa de culpa, mas acredito que o ambiente em que esta se insere é que devia ser controlado, diferente. Uma pessoa só é tão boa como o ambiente que a rodeia, só é tão boa como os estímulos que têm a permitem ser. Se é possível ser uma pessoa brilhante mesmo tendo poucos meios mas esforçando-se para os aproveitar ao máximo? Sim. Se é possível ser-se burro que nem um tamanco apesar de ter todos os meios possíveis e imaginários para se informar? Também.

Concordo contigo, a sublinhado está aquilo que é a meu ver é mais difícil de acontecer, mas quando vejo alguém triunfar, vindo de um ambiente que supostamente o/a levaria a maus caminhos, é simplesmente de louvar! É importante salientar, que seguir os maus exemplos e caminhos é o mais fácil, seguir os bons e vencer é sempre o mais complicado, especialmente para pessoas que vivam uma vida com menos recursos, e deve-se valorizar as que conseguem evidentemente "sobreviver" e lutar por uma vida melhor.
A frase que coloquei a negrito, é o que mais acontece, infelizmente, normalmente quem não tem nada, dá valor a esse tipo de coisas e quem tem tudo tende a não valorizar.
Concordo contigo Di que devia haver um maior controle e que as coisas deviam ser geridas de outra forma, mas infelizmente e no país que temos parece que as coisas tendem a complicar-se ainda mais.

Sailor_Di escreveu:Penso que o que vai influenciar mais é a maneira como a pessoa foi criada, que assuntos e como é que são tratados enquanto cresce, a vergonha (como nesse caso que falaste, eu já lá vou), o que vê, o que ouve, a violência que sofre ou não, traumas e mesmo a religião (uuh, adoro este). Porque também não nos podemos esquecer que há religiões espectaculares por aí, e nem precisamos de ir muito longe para vermos coisas que fazem tanto sentido. Como disse Ricardo Araújo Pereira, «Quando, há dias, se soube que o Papa tinha usado o seu iPad para publicar um tweet, percebemos duas coisas. Primeiro, que é possível publicar tweets no Tweeter com um iPad, enquanto se ressalva: "Sim, mas isso do preservativo são modernices."» Ou seja, a mesma pessoa que usa uma tecnologia que é para a frentex na nossa época, acha que o preservativo é, praticamente, obra do Demo.
Podes responder-me que, provavelmente, quem segue tal doutrina, não fará aborto e terá um estilo de vida diferente. Eh pah, não digo que não. Mas que também há hipócritas no mundo, há. E que muitas vezes a própria religião contradiz-se, sim.

Mais um factor em que concordo contigo, a forma como a pessoa é criada é sem dúvida uma das coisas que mais influência. Há famílias e famílias, umas são mais liberais e não tem problema em falar de qualquer assunto e depois existe aquelas mais conservadoras, que não dão margem para certo tipo de conversas que a meu ver era vital para pré-adolescentes e adolescentes mesmo, mais uma vez a questão da prevenção, poupava dores de cabeça mais tarde.
Quanto à religião, tiraste-me praticamente as palavras da boca, o Papa que condena a utilização dos preservativos e tudo mais, a utilizar tecnologia de ponta, contudo a tecnologia para ele não tem problema e o preservativo que até previne as doenças sexualmente transmissíveis (para além da questão da gravidez) é quase "crime" (isto sou eu a exagerar, mas aos olhos da Igreja anda por aí, tu entendes o que eu quero dizer Di), acredito que haja muita gente hipócrita e que não siga propriamente a doutrina, porque pela ordem de ideias da Igreja o sexo devia ser só para procriação então havia montes de gente por este mundo fora (ainda mais do que o que há, isto é).

Sailor_Di escreveu:Mas já estou a fugir ao que nós queremos.
Indo a esse caso, a vergonha é uma coisa danada. É possível teres vergonha de falar sobre sexo e não teres vergonha de o fazer (não que devesses ter vergonha, mas tu percebes). Eh pah, que queres que te diga, a moça foi formatada. Dizes-me que é invisual, mas não acho que esteja aí o problema. Há criaturas que mesmo não sendo invisuais vão meter-se na mesma coisa por vergonha, medo.

Até nem tenho problemas de falar com colegas/amigos, não andamos sempre a falar no assunto, mas quando surge o tema (principalmente naquelas aulas de educação sexual) "opinamos", já com pessoas mais velhas, às vezes são os meus pais que puxam mais a conversa. No caso dela, concordo contigo, não era o facto de ser invisual que iria impedir alguma coisa.

Sailor_Di escreveu:Agir assim não vai muito com a minha maneira de ser, mas também não vou julgar tal pessoa, porque ela tem falta é de uma base para se apoiar. Dizes que ela vivia com a avó (que seria a figura de autoridade dela), se calhar não é uma pessoa com quem ela tem à vontade para falar disso. Eu digo-te, eu não tenho à vontade para falar com a minha avó sobre o assunto, mas também o meu caso será diferente, visto que eu vivo com os meus pais e só vejo a minha avó algumas vezes por ano, que, se calhar, contam-se pelos dedos das mãos.

A mãe dela abandonou-a, ela só ficou cega por causa de uma operação que correu mal (não me perguntes o que aconteceu /: ela não gostava de falar no assunto e nós evitávamos tocar nisso) a mãe dela abandonou-a e deixou-a com a avó (foi o que nos contaram os stores pelo menos).
A avó podia ser como uma mãe, mas há coisas que deviam ser mesmo SÓ entre mãe e filha, penso que foi isso que faltou, a "tal base para se apoiar" como tu falaste e bem Di. Há conta do tal susto, pelo que entendi e uma vez que foi a avó a marcar a consulta, acabou por ter de falar na mesma e se calhar levou com algum sermão pelo caminho, mas deve ter servido de lição (não quero estar a ser cruel, mas pronto, deve ter servido para alertar o susto pelo menos).
Com os meus avós, fora de questão falar, infelizmente já só tenho uma avó, mas estava fora de questão. Com os meus pais eles é que puxam às vezes o tema até em tom de brincadeira e isso.

Sailor_Di escreveu:Por exemplo: uma colega minha (estamos a falar de alguém da nossa idade, portanto), que está em enfermagem e considero-a uma pessoa muito interessada em saber, culta q.b. e inteligente. Sim, ela sabe sobre métodos contraceptivos. Mas desde que está com o namorado já apanhou dois sustos. Dois. Um é mau, dois nem sei. Ela ía-me dando um ataque cardíaco, e eu nem estava envolvida. Agora eu pergunto, o que raio se passou aqui? Entusiasmou-se? Usou mal a pílula? Acidente? Nem sei bem, ela nem partilhava muito comigo sobre o assunto (falava mais com outra amiga minha, não o levo a mal, tem direito a recorrer a quem quiser). Mas penso que terá sido mal uso da pílula. Porquê? Não só ela estava a tomar há pouco tempo, como quem a comprou foi o namorado. Ela nem foi a uma consulta, nem foi à farmácia informar-se sobre o que seria melhor para ela. O namorado (que tenho-o como bom moço) comprou, pronto. Quer dizer, nem é muito grave, demonstra interesse em proteger-se mas... a sério? Achei uma certa piada a moça, que ainda tenho, mesmo assim, como pessoa inteligente, meter-se numa coisa dessas. Duas vezes. (Penso que trocou de pílula a meio)

DUAS vezes? Agora sim ia tendo uma coisa má. Há primeira é como dizes Di, é mau, duas vezes...É para lá de mau. Sim houve interesse da parte deles na protecção, mas há que ter em conta que cada caso é um caso, existem imensas pílulas no mercado, a pessoa tem de se informar bem sobre qual é a mais indicada, e tudo mais, mas duas vezes, fogo! E como tu dizes é uma pessoa inteligente e informada, ainda por cima na área de enfermagem, sempre tive a ideia de que as pessoas ligadas à saúde estavam mais atentas a este tipo de coisas e apostavam ainda mais na prevenção.

Sailor_Di escreveu:Agora perguntas-me, então e qual é a razão que eu dou para falha no ambiente dela? Os pais. Nesse aspecto, eles nunca falaram com ela sobre o assunto, o que ela sabe aprendeu por outras vias (e muito bem, tem de se desenrascar, não é ser só auto-didacta para aprender outras coisas). E depois, claro, ela tem uma inibição natural para discutir o que se passa com ela, fecha-se muito em si. Irmã mais velha, habituada a ser o exemplo e não a ter exemplos, enfim. Dá para notar que são ingredientes muito bons para alguma coisa correr mal, né?

Não sei se estou a fazer muito sentido, estou aqui a escrever isto de rajada e não sei se alguma ideia se perdeu pelo caminho, mas espero que estejas a acompanhar.

É aquilo que eu disse lá mais acima, eu disse de mãe para filha, mas poderia ser de pai para filha ou assim, acho que os país deviam ter certas conversas com os filhos, sem medos e a deixarem-nos mesmo à vontade, sendo assim pelo que contaste acredito que isso tenha tido influência na atitude dela e que seja a "falha".

Sailor_Di escreveu:Mas isto que estamos a falar, refere-se a um tipo de casos. Tens as moças que se vendem (opcionalmente ou não) que também pode correr mal. Tens as moças com amantes que engravidam quando o homme não está. Até nem precisa de ser com o amante, pode ser com o próprio homme dela. Tens um monte de casos, que podem ou não culminar num aborto voluntário. Agora, se todos eles podiam ser evitados? Provavelmente, eu não digo que não, atenção, e reforço a ideia da prevenção. Oh pah, mas se as vou condenar ao corrimão das escadas e não a cuidados de saúde como deve ser? Não. Há pessoas que fazem muita coisa parva na vida que culmina numa patologia que também têm direito a cuidados de saúde, porque é que estas pessoas não hão-de ter? Porque envolve uma vida acabada de fazer? Usar o preservativo também não é contra a vida? Masturbação também? Tudo o que envolve não aproveitar os gâmetas para criar vida não será anti-vida? (Estás a perceber que estou a tentar chegar a um extremo que considero estranho, mesmo que haja quem acredite nisto, certo? Matreiro São opiniões, pronto. Temos de nos reger pelos nossos próprios valores.)

Sim eu percebi a tua ideia x)
Concordo que têm direito a cuidados de saúde como outras pessoas, é só mesmo o facto de que deviam dar valor à prevenção e apostar mesmo, fossem lá aquilo que fossem, é sempre vou reforçar a ideia da prevenção.
A ideia com que se ficou quando se levantou esta questão do aborto foi que as mulheres faziam aborto apenas porque sim, mulheres de qualquer idade, e foi uma ideia negativa que se associou ao aborto, penso que deve ser utilizado como último recurso, não censuro quem faz, cada um sabe de si não é?
E é verdade, tens toda a razão, isso que disseste são "atentados" à vida, também acho isso um exagero, mas há gente que acredita nisso, enfim XD

Sailor_Di escreveu:E claro, temos o velho caso das violações, clássico, mas nem por isso fácil de responder. Porque da mesma maneira que vês pessoas a quererem guardar a cria, também vez pessoas que não a querem por nada deste mundo (se bem que lutar pela custódia com o violador deve ser algo igualmente espectacular).

Isto são tudo questões pessoais. Quem se mete nelas é que tem de tomar as decisões.

Não vou dizer não à interrupção voluntária. Não que eu faça intenção de fazer uma nos próximos dias, mas não vou proibir os outros de a fazerem. Cada um sabe de si, por muito ignorantes que sejam.

Nisso eu concordava com a lei que já estava em vigor, e foi o que votei aqui no tópico, era uma criança que vinha ao mundo totalmente indesejada, não tem cabimento.
Concordo também que cada um sabe de si, e tem de tomar decisões. E esta nunca será uma decisão fácil, também não digo para as pessoas não fazerem, mas volto a reforçar que a prevenção é tudo, uma avó minha dizia sempre "antes prevenir que remediar" e aplica-se em muitas situações.

Mesmo sendo ignorante merece ter os cuidados médicos assegurados e tudo mais, mas percebes que me custa as pessoas "caírem" nisto quando podiam evitar?
#199
SofiaFlower escreveu:É aquilo que eu disse lá mais acima, eu disse de mãe para filha, mas poderia ser de pai para filha ou assim, acho que os país deviam ter certas conversas com os filhos, sem medos e a deixarem-nos mesmo à vontade, sendo assim pelo que contaste acredito que isso tenha tido influência na atitude dela e que seja a "falha".
Já se sabe é que nem todos os pais são assim, é como em tudo :P Aliás, até há pais que são tão liberais mas tão liberais que deixam os filhos fazer tudo, até mandar neles (adoro isso).
Mas que idealmente deveria ser como dizes? Yep, até uma boa comunicação faz maravilhas. (Quantos nos nossos problemas são causados por não falarmos uns com os outros e fazermos-nos entender?)


SofiaFlower escreveu:A ideia com que se ficou quando se levantou esta questão do aborto foi que as mulheres faziam aborto apenas porque sim, mulheres de qualquer idade, e foi uma ideia negativa que se associou ao aborto, penso que deve ser utilizado como último recurso, não censuro quem faz, cada um sabe de si não é?
Como certo sketch dos Gato Fedorento, "Vou ao cinema, está fechado... Vou fazer um aborto!" xD
Vamos lá ver, eu não sei até que ponto haverá assim tantos abortos só porque sim... Mas que, provavelmente, esses (mais do que os outros) iriam existir quer fosse legal quer não...


SofiaFlower escreveu:Mesmo sendo ignorante merece ter os cuidados médicos assegurados e tudo mais, mas percebes que me custa as pessoas "caírem" nisto quando podiam evitar?
Percebo, sim. Também compreendo que possa ser, de certo modo, frustrante, mesmo quando visto de fora.
Mas é daquelas coisas que irá sempre existir, quer se queira, quer não.
O que resta fazer, é perceber porque é que a prevenção actual não está a resultar, como é que poderia resultar e aplicar esse novo modelo de prevenção...
#200
Sailor_Di escreveu:
Mas que idealmente deveria ser como dizes? Yep, até uma boa comunicação faz maravilhas. (Quantos nos nossos problemas são causados por não falarmos uns com os outros e fazermos-nos entender?)

Agora disseste tudo Di <3, a comunicação é essencial, se houvesse uma boa comunicação grande parte dos nossos problemas seriam evitados.


Sailor_Di escreveu:Como certo sketch dos Gato Fedorento, "Vou ao cinema, está fechado... Vou fazer um aborto!" Matreiro
Vamos lá ver, eu não sei até que ponto haverá assim tantos abortos só porque sim... Mas que, provavelmente, esses (mais do que os outros) iriam existir quer fosse legal quer não...

Diiiiiiii telepatiaaaaaa! Juro-te que me lembrei disso enquanto estava a escrever e ia citar o vídeo, mas depois pensei que era melhor não, mas tu lembraste-te!
Do mal o menos, certo? Já que têm que existir, que seja em sítios especializados e que as pessoas tenham acesso a cuidados de saúde. Penso que era aqui a que querias chegar e eu concordo, mas acho que me expressei mal nuns comentários atrás.


Sailor_Di escreveu:Percebo, sim. Também compreendo que possa ser, de certo modo, frustrante, mesmo quando visto de fora.
Mas é daquelas coisas que irá sempre existir, quer se queira, quer não.
O que resta fazer, é perceber porque é que a prevenção actual não está a resultar, como é que poderia resultar e aplicar esse novo modelo de prevenção...

É isso que sinto! Frustração.
No caso daquela minha colega, eu não me importava de ir ao centro de saúde ou assim com ela e ir marcar a consulta e tudo mais -antes de ela fazer seja aquilo que fosse- mas o motivo maior deve ter sido a vergonha e tal falta de base de apoio que referiste Di. Mas senti-me frustrada por não a poder ajudar, em parte fiquei com remorsos quando na altura de lhe ter explicado os diferentes tipo de pílulas não ter insistido com ela, mas a verdade é que eu às vezes a falar sou demasiado bruta e directa, e ela sabe que sou assim, quando ela deixava de responder era porque o assunto não lhe estava a agradar nada e mudava logo a conversa (bastante manipuladora), e mesmo que eu voltasse atrás ela ignorava (é dos feitios mais complicados com os quais lidei até hoje, para ser sincera).

E sim, deviam apostar nisso Di. Porque a prevenção actual não está a resultar? O que é que se poderia fazer para resultar? E se poderia estar a acessível a todos?

Acho que era um bom tema para se estudar, porém vai ser complicado, isto vai ser uma coisa que tal como disseste Di que vai sempre acontecer.

Tens de entrar para responderes neste tópico.